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Dez/2011 - BOL, CHI, Peru, 22 dias. Com gastos e fotos.

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Olá mochileros!

 

Vou dividir esse relato em duas partes. A primeira com os preparativos, os gastos antecipados, as preferências do roteiro, essas coisas. Do segundo post em diante o relato propriamente dito.

 

Comecei a preparar o roteiro há uns 4 meses. Usei muitos relatos e dicas do site... não consigo me lembrar de todos. Usei muito a apostila do Victorcolonna, Link para o relato dele, com o link da apostila: http://www.mochileiros.com/bolivia-peru-e-chile-3-paises-15-cidades-29-dias-e-um-pouco-menos-de-r-3000-00-com-fotos-t43284.html. Usei tanto que adaptei para o meu roteiro, coloquei alguns dados que fui pescando aqui e ali, imprimi e levei. Muito Obrigada pela ajuda de todos.

 

Fomos 5 ”chicas”, 3 amigas e eu da mesma sala da faculdade e a Raquel amiga de uma das integrantes e que acabou se tornando amiga de todas. 5 brasileiras, falando alto e cantando pra lá e pra cá, daí o título do relato: ::hahaha::Mochila do Barulho ::hahaha::

 

A bagagem consistiu de uma mochila cargeira de 44L (Siiiiiiiiim SÓ 44!!!!) com: roupa de frio (luva, gorro, calça térmica, fleece, casaco pesado), de calor, biquini, toalha esportiva (dessas que ocupam menos espaço), roupa de cama (para cobrir as camas dos alojamentos mais ‘limpinhos’) e um chinelo. E uma mochila de (guerra) ataque com kit primeiros socorros, canivete, isqueiro, lanterna, protetor solar, repelente, óculos, mp3, bandeira do brasil, garrafa de água, uma blusa extra e a apostila de viagem.

 

Levei todo o dinheiro em dólar (U$900,00) e guardava tudo junto com os documentos na doleira, que eu só tirava para tomar banho e dormir (na grande maioria das vezes o quarto era só nosso). Fiz também uma capa para a cargueira (comprei o material e levei na costureira). Foi muito útil pois protegia a mochila, evitava roubos (não tem ziper e era fechado com cadeado) e na volta serviu para eu trazer todos os casacos e peças de “alpaca” (duvido!) que eu comprei para dar de presente e não cabiam na mochila.

 

Os gastos antecipados foram os seguintes:

• Passagens de Avião ida e volta RJ – Sta Cruz de la Sierra: +- R$670,00

• Passagem aérea Sta Cruz – Sucre: U$57,00

• Passagens de Trem Ollanta – Aguas Calientes, ida e volta: U$66,00

• Entrada Machu Picchu - Wayna Picchu: 150,00 Soles

• Seguro viagens Banco do Brasil: +- R$20,00

• Passagem até o Galeão: R$25,00

Total antecipado: R$ 1.046,00

 

Passaporte eu já tinha apesar de ter usado identidade durante todo o percurso sem problema algum. Carteirinha da ISIC optamos por não fazer, já que já tínhamos comprado a entrada de MP. Nos demais lugares que davam desconto para estudante usamos a carteirinha da faculdade sem problema algum. Fizemos o seguro viagens do BB que graças a Deus não precisamos. Certidão internacional de vacinação contra febre amarela fizemos no galeão, mas também não precisamos apresentar em momento algum.

 

A compra da entrada de MP antecipada só pode ser feita com cartões 'verified by VISA' e parece que só dá certo com cartões do Banco do Bradesco. O Trem também pode ser comprado com o mesmo cartão, mas nós compramos através de e-mail: mandamos um email solicitando a compra, um atendente entrou em contato, pediu dados e que assinassemos e scaneassemos um papel que ele nos enviou e deu tudo certo. A compra da passagem Sta Cruz – Sucre foi feita por telefone com o guichê da Aerosur em São Paulo e depósito no Banco Bradesco.

 

Para a escolha do roteiro eu pesquisei bastante aqui no site e decidi começar por Sucre por que queria muito ir ao Salar. Essa seria a forma mais barata de ir e ainda iríamos primeiro. Sem contar que foram as passagens aéreas mais baratas que achei. Eu queria ter tido tempo para ir a Nazca, Ica e Huacachina, mas ficou para a próxima. Quanto à duração, era o máximo que dava pra fazer com nossas férias e grana, foram 22 dias.

 

No roteiro inicial passaríamos um dia em Puno mas cortamos para ficarmos mais tempo em La Paz. Esse foi o Roteiro:

• Santa Cruz de la Sierra

• Sucre

• Potosí

• Uyuni

• San Pedro de Atacama

• Arica

• Tacna

• Arequipa

• Cusco

• Copacapana

• La Paz

• Santa Cruz de La Sierra

 

Bom, o relato ficou gigante, desculpem. Vamos lá:

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[align=center]::hahaha::::otemo::::hahaha:: Mochila do Barulho ::hahaha::::otemo::::hahaha::[/align]

 

 

 

Dia 01/12

 

Juiz de Fora – Rio de Janeiro.

 

Saímos de JF às 13 para o Galeão. O ônibus quebrou às 13:40. Pediram uma cordinha para ajudar a arrumar um encaixe se não íamos ter que esperar não sei quanto tempo até eles arranjarem outro ônibus. Um cara cujo voô era às 21:30 começou a se desesperar (nosso voô era as 19:30). Na minha mochila tinha uma cordinha que servia, problema resolvido, continuemos. Vale dizer que essa foi a única quebra de ônibus em toda a viagem.

 

Chegamos no Galeão, encontramos as outras 3 companheiras de viagem que tinham ido de carro e agora era só aguardar o voô, com conexão em Guarulhos. O voô atrasou pra caramba, teve turbulência o caminho inteiro (e por isso não serviram nem lanchinhos, nem água, nem deixavam ir ao banheiro, nem NADA). Chegamos atrasadíssimas em São Paulo, tivemos que sair correndo descabeladas com fome, sede e vontede de ir ao banheiro... mas deu certo, conseguimos “alcançar” o nosso voô, pois ele também estava atrasado.

 

Na entrada do avião, um pouco menos ofegantes, vem uma menininha saltitante empolgada e começa a conversar. Papo vai papo vem ela diz: “Vocês também moram em Campo Grande?” Todas pararam, arregalaram os olhos e surge a pergunta: “Perai, essa avião vai pra onde?”. A gente nem tinha percebido que o avião fazia escala em Campo Grande... hehehe

 

GASTOS

 

Alimentação: Lanche no Galeão.

Gastos do dia:

• Lanche: R$5,20

Total: R$5,20

 

 

Dia 02/12

 

Santa Cruz de la Sierra - Sucre

 

Chegamos por volta de 01:00 em Sta Cruz, passamos pela imigração, toda a burocracia e tudo mais. DICA: Guarde o papelzinho de entrada na Bolívia que a imigração vai te entregar. Você vai precisar dele na saída da Bolívia, se perder vai ter que pagar multa. O mesmo vale pra Chile e Peru. Corremos para as famosas cadeiras do segundo piso para dormirmos pois nosso próximo voô seria às 10:15 para Sucre. Deu tudo certo, cadeiras confortáveis e tudo mais, só a televisão que fica com o volume no talo.

 

Acordamos, trocamos um pouco de dinheiro, pois o cambio é bem ruim, tomamos café da manhã e fomos para mais um voô. DICA: Seja aeroporto, seja rodoviária, você sempre tem que pagar a “Taxa de uso do terminal” então antes de tentar embarcar já compra logo essa porcaria. Em ViruViru foi 15Bs, voô nacional. Para voô internacional são U$25,00!(tivemos que separar esses dóalres para a volta).

 

Chegamos em Sucre 11:00 e eis que na hora de pegar as mochilas o bolso lateral da da Cínthia estava rasgado. Desembarcamos e fomos reclamar na Aerosur. É óbvio que não deu em nada: o moço do balcão deu um formulário e disse para ela levar na Aerosur em São Paulo, quando voltasse ao Brasil, para eles costurarem :?

 

Tudo bem, primeiro dia de viagem, bola pra frente. Pegamos um ‘ônibus’ e descemos próximo ao Hostel que pretendíamos ficar: o Gringo’s Rincon. Pretendíamos já que estava lotado. Saímos de mão abanando procuramos outro hostel, andamos, andamos e o menos pior era o Backpackers. As camas eram até confortáveis mas o banheiro era sujo e com mais mofo que banheiro. Eu reclamei tanto do mofo que peguei uma micose no braço, tenho certeza que foram aqueles fungos rancorosos. DICA: Se for para Sucre faça reserva com o Gringo’s, lá parece ser a melhor opção de estadia. O site era; http://gringosrincon.webbeo.info/ e o e-mail: [email protected]

 

Os planos eram visitar a cidade e ir ao Parque Cretácico ainda nesse dia, mas com os atrasos reclamando da mochila rasgada na AeroSur, procurando Hostel, almoçando e comprando passagem aérea da BoA entre La Paz e Santa Cruz, acabou que não deu tempo. Andamos bastante pela cidade, pegamos um “ônibus” e fomos ver o Castelo Glorieta, mas já tinha fechado. Voltamos pro hostel e deixamos o parque para o dia seguinte.

 

GASTOS

 

Alimentação: Tomamos café da manhã no aeroporto em Santa Cruz. Almoçamos um Menu num dos restaurantes em frente a Plaza em Sucre. Nada extraordinário. Não jantamos.

Hospedagem: Backpackers hostel, 40 Bs, banho caliente e desayuno.

Cambio no aeroporto: 1 Dolar = 6,80 Bolivianos. Cambio em Sucre: 1 dólar = Bs 6,86

Gastos do dia:

• Café da manhã: Bs25,00

• Taxa no aeroporto: Bs15,00

• Ônibus urbano: 1,50 (3x): 4,50

• Hostel: Bs 40,00

• Água: Bs 5,00

• Almoço + bebida: Bs 42,00

• Passagem aérea La Paz – Sta Cruz (compra com cartão): Bs 620,00

Total: U$20,00 + gasto com cartão

DICA: Se comprar a passagem lá sai mais barato. E na cidade, não no aeroporto.

 

 

Dia 03/12

 

Sucre – Potosí – Uyuni

 

Acordamos bem cedo pois queríamos ir para Potosí na hora do almoço. Pegamos mais um coletivo para o Parque Cretácico. O parque foi bem divertido, valeu a pena. DICA: Em Sucre não pegamos taxi nenhuma vez, foi super tranquilo andar de coletivo. Para ir ao Parque Cretácio é só pegar o Micro 4, pergunte ao motorista para ver se você está no sentido certo. O parque fica em um dos pontos finais, o castelo no ponto final oposto.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120101191949.JPG 500 375 Parque]Parque.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120101192320.JPG 500 375 Vista]Vista do Parque[/picturethis]

 

Terminamos o tour pelo parque, tiramos mais algumas fotografias e pegamos outro coletivo para o centro. Pegamos nossas mochilas no hostel e fomos para o terminal de bus, para irmos para Potosí às 13:30.

 

Potosí

 

Não lembro ao certo que hora chegamos, o importante é que são dois terminais, fique atento. DICA: A gente chega em um terminal lindão, novinho, nem parece que estamos na Bolívia. Lá eles já começam a oferecer passagem para Uyuni mas é mentira, ignore todos e saia do terminal, pegue um taxi e vá para o terminal velho. Foi o que fizemos, chegando lá compramos passagem para às 19:00 para Uyuni. Pegamos outro taxi e fomos conhecer o centro, andamos um pouco tiramos foto da catedral, da plaza, sentamos num Café muito legal na praça e lanchamos, depois tomamos um coletivo para o terminal, por que esse negócio de taxi não está com nada.... hehehe

 

Uyuni

 

Chegamos em Uyuni por volta da meia noite. Eu tinha algumas sugestões de hostel mas no desembarque do ônibus uma mulher veio me oferecer um. Perguntei se podíamos ver antes de dar a resposta e ela concordou e nos levou de carro até lá. Chegando lá era tranquilo, bem localizado, água caliente e desayuno então tratamos de ficar por lá mesmo.

 

GASTOS:

 

Alimentação: Desayuno incluido no hostel. Não almoçamos comemos uma Salteña no mercado em Sucre, não gostei muito, é meio doce. Em Potosí tomamos um café da tarde reforçado e não jantamos.

Hospedagem: Hostel La Cabaña em Uyuni

Câmbio: 1 dólar = Bs 6,87

Gastos do dia:

• Ônibus (3x): Bs 4,50

• Entrada do Parque com direito a foto: Bs 35,00

• Souvenir: Bs 5,00

• Almoço (salteña): Bs 3,00

• Passagem para Potosi: Bs 15,00 – Empresa: 6 de outubro. Ok. Sem reclamações.

• Taxa do terminal: Bs 2,50

• Taxi (2x): Bs 9,00

• Baño: Bs 1,00

• Passagem para Uyuni: Bs 35,00 – Empresa: Trans Emperador. Também sem problemas.

• Café: Bs 19,00 – Café La Plata em Potosi, na Plaza. Muito bom, recomendo.

• Ônibus (potosí): Bs 1,20

• Taxa: Bs1,00

• Água: Bs 6,50

• Hostel (Uyuni): Bs 30,00

Total: U$24,00

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Dia 04/12

 

Uyuni – Salar

 

Acordamos cedo (uma constante ::quilpish:: ), tomamos o desayuno e fomos porcurar agência para o Salar e ver se dava tempo de fazer uma comprinhas. No próprio hostel a mulher me ofereceu mas ela era muito ruim de negócio então fui procurar mais. Na rua uma outra mulher, muito simpática e ‘vendedora’ nos ofereceu também, fui com ela até a agência e parecia bom, só que o mínimo que conseguimos foi U$95,00 (Bs 650,00). Como já estava ficando em cima da hora e agêncida da Colque Tours estava fechada :o , duas outras que eu entrei não tinham mais vaga para aquele dia, fechei com a mulher dos U$95,00 mesmo: Hodak Tours, se não me engano. Sairíamos para o Salar as 11:00, fizemos uma horinha comprando água, vinho, salgadinhos e artesanatos.

 

O tour pelo Salar é muito legal, um dos motivos de eu ter escolhido o roteiro nesse sentido era passar primeiro pelo Salar e gostamos muito (além de ser mais barato saindo da Bolívia... hehehe). Nosso guia, Javier, como já foi dito no fórum, era calado, não esplicava quase nada e só respondia ao que era perguntado... além do que ele só podia estar apaixonado pois só ouvimos música romântica boliviana a a viagem toda.

 

Só o primeiro dia que é deserto de sal mesmo, começamos no Cemitério de Trens, almoçamos próximo à uma feirinha de artesanato e depois vamos pro Salar propriamente dito. De lá fomos para a Isla del Pescado onde se paga Bs 30,00 (pagamos mas ninguém cobrou ticket para entrar :x ) onde tem uns cactos gigantes. (A argentina que estava com a gente foi querer tirar uma foto perto demais do cacto e caiu em cima dele :roll: se espetou toda). É lá que se tem tempo para tirar as fotos em perspectiva. DICA: Não se engane, essas fotos dão um trabalhão para tirar, se eu tivesse que escolher novamente não entraria na ilha e ficaria só tirando as fotos. Depois andamos mais pelo salar, fizemos mais uma paradinha para fotos e seguimos para o alojamento do primeiro dia. Javier espertão estava sempre querendo continuar a viagem, para chegarmos logo no alojamento “melhor”.

 

O “Hotel” era de sal e o baño caliente, pago à parte. Tivemos um café da tarde e depois janta. Tínhamos comprado duas garrafas de vinho então fizemos a festa... hehehe

 

Clique em "Mostrar" para ver algumas fotos.

 

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GASTOS

 

Alimentação: Tudo incluido.

Hospedagem: Também incluido.

Gastos do dia:

• Tour Salar 3 dias: Bs 650,00

• Compras (papel higiênico, água, vinho, biscoitos): Bs 48,00

• Ligação para o Brasil: Bs 15,00

• Compras de roupas e lembrancinhas: Bs 134,00

• Cerveja: Bs 7,50

• Baño: 2,00

• Isla del Pescado: Bs 30,00

• Tomar Banho no 1º alojamento: Bs 10,00

Total: U$ 130,00

 

 

Dia 05/12

 

Salar

 

Acordamos às 07:00 e vida que segue. Começamos a visitar uma romaria de lagunas e parar pera ver uns não sei quantos vulcões. Agora já era deserto de terra mesmo. Paramos para o almoço (frio com coca-cola quente) em uma das lagunas. A única coisa que o Javier falava era: “Essa é a Laguna tal, o branco é potássio”. Tiramos muitas fotos de flamingos, vulcões e lagoas. Paramos no Arbol de Piedra e seguimos para o alojamento (esse sim, beeeeem básico) na Laguna Colorada. Lá tem que pagar Bs150,00 :shock: .

 

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Uma coisa que eu descobri lá, quando já estava com falta de ar, é que essa laguna fica a cerca de 4.300m. Tudo bem, era só uma falta de ar, vamos lá visitar a laguna antes do café... Arranjamos umas folhas de coca com Javier e começamos uma caminhada beirando a laguna em direção à um mirador... eu não tenho muita noção de distância e direção, mas devia ser uns 3 ou 4 Km. Eu andava sempre atrás do grupo, sempre cansada. Finalmente chegamos no “pé” do mirador.

 

Olhei pra frente, pedra acima, olhei pra trás... bom... deixa eu fazer um esforço e subir essa merda... Subi bem ofegante, parando. O tempo todo passando gente por nós subindo iguais a uns cabritos, os fdps. Com muito esforço cheguei lá no mirador... acho que valeu a pena por que a laguna é lindíssima, em tons de vermelho e lotada de flamingos. Sentei numa pedra e fiquei uns 20 minutos respirando com ajuda de todos os meus músculos... eu ficava imaginando como se sentiam os paciente que eu atendia no estágio de pneumologia... hehehe.

 

Íamos esperar o pôr do sol mas achamos que ficaria tarde para fazer o caminho de volta então me recuperei um pouco e começamos a descer devagar por que eu estava cansada como se tivesse corrido uma maratona. Fizemos o percurso bem devagar. Comecei a ficar com dor de cabeça e tive que sentar no chão uma hora por que minhas pernas estavam tremendo muito.

 

Chegamos no alojamento com o sol se pondo e eu fui direto para a minha cama, deitei e fiquei respirando, enquanto as meninas tomavam café. Depois de um tempo eu passei de extremamente ofegante para ofegante, com muita dor de cabeça e uma tremedeira louca. Troquei as folhas de coca por um Soroche Pill e fui tomar um chá de coca. Continuei ofegante até a hora de ir dormir, mas estava um pouco melhor.

 

 

GASTOS

 

Alimentação: Incluido

Hospedagem: Incluido

Gastos do dia:

• Taxa na Laguna Colorada: Bs 150,00

Total: Bs 150,00

 

 

Dia 06/12

 

Salar – San Pedro

 

Acordamos às 04:00 pois nesse dia visitaríamos os Geysers. Tomamos café e pé na estrada. Eu estava cansada, mas nem se compara ao dia anterior. Nesse dia eu fiz os passeios meio desanimada pelo cansaço e náuseas. Passamos pelos Geysers e mais umas 3 lagoas, um deserto e eu descendo para tirar as fotos meio no automático... Nas águas termais nenhuma de nós animou entrar. Segundo Javier estava -10ºC na hora que acordamos.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120101200150.JPG 500 375 Deserto]Deserto. Último dia do tour. [/picturethis]

 

Chegamos na fronteira por volta das 11:00 pagamos a propina (no sentido brasileiro da palavra) de Bs 15,00, eu fiz valer os meus 15 porque pedi para usar o banheiro (imuuuuundo) e contribui para a sujeira com a diarréia que eu estava (desde que eu respirei em território aéreo boliviano, por sinal)... ::lol3:: . Entregamos o papel que recebemos quando chegamos na Bolívia, nos despedímos de Javier e da nossa companheira argentina, que voltaria à Uyuni, e ficamos esperando o micro ônibus com destino a San Pedro de Atacama.

 

O motorista do ônibus falou mais que Javier falou a viagem toda... hehehe, explicou um tanto de coisa. Paramos na fronteira, pegamos o papel de entrada no Chile (essa fronteira foi bem demorada). Eu ainda estava meio mal, procurei um lugar, vomitei e melhorei um pouco.

 

Em San Pedro mais um vez ficamos no hostel que nos foi oferecido na descida do ônibus: Hostel Florida. Nos acomodamos e as meninas me convenceram a comer algo então achamos uma pizza perto do hostel que estava muito boa. Mais uma vez tínhamos planos de fazer o tour Vale da La Luna, Vale de la Muerte nesse dia, mas eu estava meio desanimada e estavamos muito em cima da hora, então passeamos pela cidade, cambiamos dinheiro, eu fui pro hostel deitar e as meninas foram procurar agência para os passeios.

 

Acabou que elas foram abordadas por um Luis na rua que ofereceu um pacote que nos serviria. Isso por que tínhamos o dia seguinte todo e o próximo até as 20:00, quando seguiríamos para Arica, mas a maioria dos tours chegava depois das 20:00...

 

Combinamos assim: para o dia seguinte Sandbord (é no Vale da Morte) + Vale de la Luna (com por do sol + cerveja), saída as 16:00 chegada às 20:30. O próximo dia: Laguna Tebinquiche, Ojos del Salar e Laguna Cejas + cerveja, saída às 09:00 chegada às 14:00.

 

 

GASTOS

 

Alimentação: Pizza de tarde que serviu por almoço e janta, numa pizzaria no mesmo quarteirão do Hostel Florida. Boa.

Hospedagem: Hostel Florida com baño caliente sem desayuno (tinha cozinha no hostel).

Cambio: 1 Dolar: 505 pesos.

Gastos do dia:

• Propina na fronteira: Bs 15,00

• Hostel Florida (2x): 14.000 pesos

• Pizza + Refri: 3.500 pesos

• Água + coisas para café da manhã: 1.700 pesos

• Passagem para Arica: 14.000 pesos. Empresa Frontera. Foi ok, mas a melhor é a TurBus (é direto).

Total: U$ 68,00

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Dia 07/12

 

San Pedro de Atacama

 

Dormimos um pouco mais nesse dia (ufa!) eu já não estava mais cansada mas minha fiel companheira diarréia estava sempre presente. Saímos para passear pela cidade, e procurar um lugar para almoçar. Acabou que almoçamos a poucos metros do Hostel, num lugar excelente! (apesar de cara San Pedro é uma cidade adorável). Ficamos nos aprontando no Hostel até a hora do sandboard. Eu tomei um remédio para a diarréia, que foi substituida por uma cólica horrível, quase desisti do Sandboard. Ainda bem que não desisti, tomei mais um remédio e fomos. Nos divertimos (caímos) bastante e seguimos para o pôr do sol com cerveja (morna). Voltamos para San Pedro e lanchamos um sanduíche, também do lado do Hostel.

 

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De vez em quando a gente caia

 

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Mas a maioria das vezes era assim (mentira)

 

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Vale de la Luna

 

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GASTOS:

 

Alimentação: Almoço do lado do hostel. Foi um cara com um chapéu verde com pena ::tchann:: que ofereceu pra gente. Comemos o Menu que vinha com entrada, prato principal, sobremesa e bebida. Excelente! Valeu muito a pena. Vou ver se acho o nome e posto aqui. A noite comemos um sanduiche.

Hospedagem: Florida

Gastos do dia:

• Almoço: 5.500 pesos

• Tours: 24.000 pesos (os dois dias). Não sei a empresa.

• Jantar: 3.500 pesos

Total: U$ 66,00

 

 

Dia 08/12

 

San Pedro de Atacama

 

Nesse dia acordamos cedo de novo e nos preparamos pois faríamos check out e iríamos para o passeio. Fomos pra Laguna Tebinquiche (uma das mais bonitas de todas as lagoas), depois para os Ojos del Salar e de lá para a Laguna Cejas. Essa é aquela laguna com uma concentração de Sal tão grande que é impossível afundar. Tivemos que entrar para testar, apesar de a água ser muiiiiiito gelada. DICA: lembre-se de levar água ‘doce’ para tirar o sal do corpo depois do banho na lagoa.

 

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Laguna Tebinquiche

 

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Ojos del Salar

 

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Laguna Cejas. Pula nãããão. A água é gelaaaaaada.[/mostrar-esconder][/align]

 

Chegamos de volta ao Hostel e pagamos pra moça da recepção (acho que foi pra ela mesmo e não para o Hostel) para tomarmos um banho. Demos uma volta na cidade, fizemos mais uma horinha usando o Wi-Fi do hostel e fomos pro terminal, pegar o ônibus para Arica.

DICA: compre o ônibus da empresa TurBus, essa é a única que é direto, todas as outras param em Calama, você tem que descer tirar as mochilas, ficar esperando uns 40mins num lugar cheio de aviso: “Não nos responsabilizamos se você for roubado” ai sim pegar outro ônibus para Arica.

 

GASTOS

 

Alimentação: Almoçamos no mesmo lugar do dia anterior. A comida era excelente! Eu não jantei mas as meninas comeram uma empanada imensa.

Gastos do dia:

• Água e café: 2.000 pesos

• Almoço: 5.500 pesos

• Banho: 1.000 pesos

• Lembrancinha: 2.000 pesos

Total: U$ 21,00

 

 

Dia 09/12

 

Arica – Tacna - Arequipa

 

Umas 08:00 estávamos em Arica. Descemos, guardamos as mochilas maiores no “Guarda Equipaje” e fomos andando até o litoral, conhecer o pacífico. Praia feia, dia nublado, perguntamos onde era o McDonalds e fomos andando. Uns 30 minutos de caminhada chegamos no centro. Bonitinho, calçadão. Achamos o McDonalds e tomamos café da manhã. Passeamos pelas lojas, decidimos se iríamos ou não subir no mirador, acabou que achamos que não daria tempo, pois queríamos ir 12:30 para Tacna. Fizemos hora, voltamos ao McDonalds, almoçamos e voltamos andando para a rodoviária.

 

Do lado da rodoviária ficam os taxis, eles levam 5 pessoas e são bem mais rápidos para atravessar a fronteira, apesar de um pouco mais caros. Esperamos um pouco até ter um disponível, e partimos em direção ao Peru. O motorista do taxi ficou maravilhado por ter 5 passageirAs turistas, parava em todo lugar e falava com os amigos apontando pra gente e rindo satisfeito, até abastecer uns 5 reais ele abasteceu, só pra parar no posto.

 

Entregamos o papel de saída do Chile, andamos mais um pouco e pegamos o papel de entrado no Peru. O motorista nos levou à rodoviária. Lá, apesar de todos os avisos de “Não aceite ajuda de estranhos – Faça uma viagem segura!” espalhados em Arica e Tacna, a Mari começou a conversar e seguir um cara que oferecia passagens para Arequipa. Ele nos levou no ‘chegado’ dele para trocarmos dinheiro e no guichê da empresa de ônibus “amiga” dele para comprarmos passagem, que segundo ele saia em 10 minutos (era verdade). Ele “conseguiu” um desconto final de 10 soles, segundo ele era o pagamento dele (qualquer um conseguiria esse desconto ou mais). Resultado, fomos intimadas a dar 10 soles pro moço. Tudo bem, tudo bem, o ônibus era bom, e passava filmes dublados em espanhol :) .

 

Chegamos em Arequipa umas 21:00, compramos passagem para Cusco e fomos direto para o Hostel WildRover que eu tinha lido muito bem sobre no HostelWorld. DICA: os taxistas SEMPRE tentam te levar para outro hostel, insista que você já tem reserva, mesmo se não tiver.

 

Esse hostel merece uma descrição a parte. É muito bom, não é o mais barato mas tem tudo que você precisa. Esse tinha até piscina. Tem bar-restaurante (com uma comida muito boa e preço justo) e o bar é a festa, você nem precisa sair do hostel. Com baño caliente e desayuno, o hostel é de um irlandes, grande, sempre cheio, com festa todos os dias, muito animado. Tem 3 WildRover: Arequipa, Cusco e La Paz. Se você ficar em todos no segundo ganha uma cerveja e no terceiro uma camiseta do hostel.

 

Nesse dia nos acomodamos, tomamos banho e fomos para o bar lanchar e tomar uma cerveja.

 

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[align=center]Arequipa, Arequipa, Arequipa!!![/align]

 

 

GASTOS:

 

Alimentação: Café da manhã e almoço no McDonalds. Jantar no WildRover

Hospedagem: Wild Rover

Cambio: 1 dolar = 2,67 soles.

Gastos do dia:

• Taxi de Arica para Tacna: 4.000 pesos

• Taxa do terminal de taxis -.-: 0.200 pesos

• Café da Manhã e Almoço no McDonalds: 2.800 pesos

• Passagem de Tacna para Arequipa: 18 soles

• Propina pro moço na rodoviária: 2 soles

• Taxa do terminal e Guarda Equipaje: 2 soles

• Refri: 2,50 soles

• Passagem de Arequipa para Cusco: 25 soles. Empresa Tauro Bus. É melhor ir na Cruz del Sur. Mais cara e mais segura.

• Taxi até o hostel: 2 soles

• Hospedagem Wild Rover (2x): 42 soles

Total: U$50,00

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Dia 10/12

 

Arequipa (Arequipa, Arequipa!)

 

Nesse dia, no roteiro original, fecharímos o tour para o Canion del Colca e iríamos aos museus. Maaaaas acabou que venceu a opção ‘rafting’, então acordamos cedo( ::bad:: ) tomamos café e fomos para a linda Plaza das Armas tirar fotos e trocar dinheiro e de lá fomos direto na agência EcoTours, muito bem recomendada no forum, onde choramos bastante e fechamos o rafting para aquele dia mesmo e o Canion del Colca, 2 dias, para o dia seguinte.

 

Saíamos às 13:30 para o rafting e foi supertranquilo, valeu a pena! DICA: mesmo que você pague um pouco mais vale a pena verirficar com a a agência como que é o rafting. No nosso nós fomos 5 mais um moço do bote grande e um moço de ‘caiaque’ seguindo a gente o tempo todo por segurança. Encontramos com outros turistas que estavam em 6 num bote bem menor que o nosso (menos estável) e sem o ‘caiaque’ de segurança.

 

Voltamos de tardezinha para Arequipa, fomos ver alguns artesanatos e depois fomos jantar num terraço próximo à plaza das Armas onde esperimentamos o famoso Cuy e não gostamos muito. O bom de lá é a excelente vista da praça e da cidade. De lá fomos para o Hostel, fazer a festa no bar...

 

[align=center]20120101211936.JPG[/align]

 

 

GASTOS:

 

Alimentação: Café da manhã no hostel. Almoço não lembro onde. Jantar no restaurante Terrace, pedimos vários pratos e dividimos.

Gastos do dia:

• Supermercado: 10 soles

• Almoço: 5 soles

• Rafting + Tour: 150 soles

• Jantar: 18 soles

• Gastos com comida e bebida no WildRover: 50 soles

Total: U$ 88,00

 

 

Dia 11/12

 

Arequipa - Chivay

 

Saímos cedo com o tour para o Canion, nosso guia era um guia de verdade, com cracházinho e informações, ficamos até emocionadas... hehehe

 

Passamos o dia viajando e parando, vendo Lhamas, Alpacas, Vicuñas e entendo a diferença entre eles, paramos em alguns artesanatos e miradores, tiramos fotos (pagas é claro) com lhamas e alpacas de todas as idades, vimos o Cuy (vivo) e uns gaviões. Chegamos em chivay na hora do almoço, fomos para o hostel e de lá fomos para as águas termais. Muito Boas!! De todas as opções de águas termais na viagem essa foi a melhor (infelizmente a única máquina que tinha fotos das águas foi roubada). Na volta assistiríamos danças típicas (incluido no tour) mas era dia (semana na verdade) da festa mais impostante da cidade. Estavam todos na praça, fantasiados, em polvorosa, com chuva e tudo mais. Fomos comer um sanduiche, tomar uma cerveja e voltamos ao Hostel para dormir.

 

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20120101212918.JPG

Alpacas... ou serão Lhamas?

 

20120101213222.JPG

Vicuña[/mostrar-esconder][/align]

 

GASTOS:

 

Alimentação: O tour parava em um restaurante isolado onde o almoço era 20 soles estilo Buffet. Era tipo um armadilha, só dava pra comer lá. Apesar de a comida estar com a cara muito boa, resolvemos comer um sanduiche por lá mesmo para economizar. A noite fomos num dos únicos restaurantes que estavam funcionando (por causa da festa) e pedimos um sanduiche.

Hospedagem: Incluido

Gastos do dia:

• Gorjeta para fotos: 2 sol

• Boleto turístico: 35 soles

• Folha de coca: 0,5 soles

• Almoço: 6 soles

• Entrada das águas termais: 15 soles

• Jantar: 18 soles

• Água: 2 soles

Total: U$30,00

 

 

Dia 12/12

 

Chivay – Arequipa

 

Começamos a viagem em direção à Cruz Del Condor, para ver se dávamos sorte de ver algum, embora todos tenham dito que seria impossível, com a chuva e tal. Paramos em alguns miradores, artesanatos, ouvimos explicações sobre esse urubu gigante que é o Condor e finalmente chegamos lá. Para nossa sorte tinham 3 Condores! Dois jovens (marrons) e um velho (preto com uma faixa branca no pescoço) preguiçoso que não voôu em momento algum. Tirei umas 400 fotos de Condor (Pra que? Pra que eu pergunto... hehehe) e começamos a viagem de volta para Arequipa, sempre parando, ouvindo explicações sobre o vale, o Canion, vendo alguns povoados e artesanatos. Na volta tinha até um pedaço do caminho que estava nevado :o

 

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Vale del Colca

 

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Chegamos em Arequipa umas 16:30, demos mais uma volta na cidade, fizemos mais uma comprinhas, fomos no hostel, pegamos as mochilas e fomos pra rodoviária, pois já tínhamos passagens compradas às 20:30 para Cusco.

 

GASTOS:

 

Alimentação: Café da manhã incluso. Mais um vez restaurante-armadilha para o almoço. Dessa vez nós não resistimos e comemos bastante. A noite só comemos barrinha de cereal e biscoito.

Gastos do dia:

• Cholocate: 0,8 soles

• Almoço + refri: 21 soles

• Ligação para o Brasil: 4,2 soles

• Taxi: 1,4 soles

• Taxa na rodoviária: 2 soles

• Água: 2 soles

Total: U$ 12,00

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Dia 13/12

 

Cusco

 

Na entrada de Cusco, já com o dia claro, minha amiga foi mexer na mochila e descobriu que tinha sido roubada enquanto dormia ::ahhhh:: . Não era a mochila toda não, o larápio abriu a mochila, tirou celular e o dinheiro que estava dentro da carteira (e deixou a carteira). Todas fomos verificar as mochilas e a companheira de poltrona também tinha sido roubada do mesmo jeito (celular MÁQUINA com fotos :cry: , dinheiro e cordãozinho de ouro).

 

Acontece que elas colocaram as mochilas debaixo dos pés. Com aquele apoio para os pés por cima. Só que nós estávamos no penúltimo lugar (e o banheiro era no andar de baixo), então os principais suspeitos eram os que estavam atrás de nós (pois concluimos que o único modo de acessar as mochilas era por trás). E foi dentro do ônibus mesmo pois eu tinha pago aquele dinheiro para a minha amiga na noite anterior, com o ônibus andando. As outras 3 que não foram roubadas tinham dormido com a mochila em contato com o corpo.

 

Com o ônibus ainda em movimento elas foram falar com o ‘trocador’. Ele veio, olhou, perguntou, pediu para elas conferirem, perguntou para os passageiros se tinham visto algo e nada, ai ele falou que ia parar na polícia.

 

Paramos na polícia e eles não se deram nem ao trabalho de subir no ônibus, falaram que era para irmos na polícia turística. Chegando na rodoviária fomos na polícia de novo, que falou que não era pra ter deixado nenhum passageiro sair do ônibus :evil: . Disseram que como já tinham saído agora era pra ir na polícia turistica.

 

Resultado: passamos a manhã na Polícia Turistica, as meninas tiveram que contar a mesmo história 500 vezes escrever num tanto de papel para nada, ainda tivemos que pagar os taxis da rodoviária até a polícia e depois da polícia até o hostel. Assistência ao turista zero.

 

DICA: Gaste um pouco mais e vá numa empresa mais cara, como a Cruz del Sur (90soles). Nós fomos de Taurus (25soles). Nosso ônibus era muito bom mas nós éramos as únicas turistas. Não que você não vá ter problema numa cia mais cara, mas a probabilidade é menor.

 

Chegamos no Wild Rover na hora do almoço. O hostel era mais uma vez muito bom, gigante e animado. Estávemos com os ânimos meio pra baixo depois do roubo, mas nos acomodamos e fomos conhecer a cidade e fechar os passeios para os próximos dias.

 

Mais uma vez fomos direto numa agência recomendada no Forum: Chaski Tours. Fica na Plaza das armas mas é escondidinha, difícil de achar. Trocamos dinheiro, tiramaos umas fotos, compramos o boleto turístico (com desconto com a carteirinha da faculdade mesmo) e voltamos para curtir o bar do hostel.

 

Os passeios fechados foram os seguintes:

• Dia 14: passeio a cavalo “místico” xD das 09:00 às 11:30 e City Tour das 14:00 às 18:00.

• Dia 15:00: Vale Sagrado: das 09:00 até às 16:00 em Ollantaytambo onde desceríamos para pegar o trem para Águas Calientes.

 

Já aproveitamos e fechamos com a mesma agência um hostel em Águas Calientes, para evitar o trabalho de procurar quando chegássemos lá a noite... conseguimos um desconto bom também.

 

GASTOS:

 

Alimentação: Enquanto esperávamos na Polícia turística comprei um café numa lanchonete próxima, almoçamos no Brosso, próximo ao hostel, e tomamos sorvete :) É um FastFood. Não jantamos.

Gastos do dia:

• Baño: 0,5 sol

• Café: 2,50 soles

• Passeios: 90 soles

• Boleto Turístico (meia): 70 soles

• Supermercado: 9,40 soles

• Taxi: 3,40 soles

• Almoço + sorvete: 11 soles

• Hostel (2x): 60 soles

Total: U$ 93,00

 

 

Dia 14/12

 

Cusco

 

Acordamos (uns de ressaca) e fomos para o passeio de cavalo. Esse sim foi um dos momentos de maior adrenalina da viagem, incluindo o Downhill. Fomos de taxi até os cavalos e lá cada um conheceu a sua mini fera. Mini por que os cavalos lá são muito pequenos. Do grupo só a Raquel nunca tinha andado à cavalo e ela foi puxada pelo nosso “guia” que era tão pequeno que devia achar que os cavalos eram monstruosos.

 

Conhecemos alguns ruinas pré incas encontramos um garoto local que foi explicando umas coisas pra gente, até ai tudo bem. Eu cismei que queria galopar e não ir andando o percurso todo e fui incitando meu cavalo que no máximo dava umas trotadas. Mas a cela era muito ruim, o estribo não dava firmeza nenhuma então fui abandonando a idéia.

 

Num dado momento o guia resolveu tirar fotos nossas nos cavalos. Nos alinhamos e fizemos pose. Na hora da foto o cavalo da Lets se assustou com o flash, começou a querer a empinar e dar coice, deu um coice no cavalo da cínthia que também se agitou, outro coice NA cínthia ::ahhhh:: e todos começaram a se agitar, pular, o meu saiu correndo e os guias tentando controlar tudo. Por fim entre mortos e feridos estavamos todas bem e seguimos o passseio.

 

Só que os cavalos foram ficando mais irritados, queriam pastar e ser felizes, e não obedecer a gente. Agora o meu queria ir correndo e eu tentando controlar. Fomos levando, e o percurso ficando mais paulera... alguns degraus, valas, subidas e descidas até que chegamos em mais uma ruína e descemos para visitar. Era bem divertida, cheia de túneis claustrofobicos estreitos e o nosso mini guia foi explicando.

 

Voltamos receosas pros cavalos, interrompemos o pasto e a tranquilidade deles e eles ficaram mais irritados e o guia tentando controlá-los. Continuamos até que chegamos numa PIRAMBEIRA de pedras soltas intercaladas com poças gigantes de lama e barro. Num dado momento os cavalos se recusaram a continuar. O meu era mais voluntariosos que eu, se é que era possível. Mais um esforço do guia, o cavalos foram descendo, escorregando e pisando em falso. Finalmente chegamos sãs e salvas. Demos 3 soles de gorjeta para o guia que fez uma cara tão feliz que dava até gosto e fomos procurar jeito de voltar ao centro, almoçar partir pro City Tour.

 

[align=]20120101214904.jpg[/align]

Coice pego no flagra.

 

Saímos às 14:00 num micro ônibus para o city tour (muito pouco city) Visitamos váááárias ruínas incas, ouvimos muita explicação sobre pedras e tipos de contrução, subimos e descemos muitos degraus, tiramos várias fotos e voltamos de tardinha para Cusco, onde nos preparamos para mais uma noite no bar do Wild Rover (dessa vez duas derrotadas sensatas, incluindo eu, optaram por pular a parte do bar e ir dormir).

 

City Tour: Qorikancha, Sexywoman (Sacsayhuaman), Qenqo, Pucapucara, Tambomachay.

 

[mostrar-esconder][align=center]20120101215220.JPG

Sacsayhuaman.

 

20120101215559.JPG

Vista de Cusco, Plaza das Armas.[/mostrar-esconder][/align]

 

GASTOS:

 

Alimentação: Almoçamos no Bembo’s, burritos, muito bom. É na Plaza das Armas, também FastFood, recomendo muito. Jantamos no hostel um frango com molho de champignon excelente.

Gastos do dia:

• Taxi: 1,80 soles

• Bebidas (água, refri, cerveja): 20 soles

• Almoço: 11 soles

• Roupas: 75 soles

• Entrada em Qorikancha (meia): 5 soles

Total: U$ 43,00

 

 

Dia 15/02

 

Cuzco - Ollanta – Aguas Calientes

 

Acordamos com as meninas contando como a noite tinha sido divertida e ficamos morrendo de inveja... droga... Partiu Vale Sagrado.

Visitamos: Qorao, Taray, Pisaq, Urubamba e Ollantaytambo. O almoço esva incluido. Umas 16:00 a gente terminou a visita em Ollanta, o tour seguiria para Chinchero e depois de volta a Cusco, nós seguiríamos para Aguas Calientes então descemos, andamos um pouco no mercado, a Lets comprou mais alguns produtos de alpaca (depois do roubo ela concluiu que a vida é muito curta para economizar dinheiro... ::lol4:: ) e de lá fomos andando até a estação de trem.

 

Nosso bilhete era o mais barato possível mas mesmo assim tinha lanchinho ::otemo:: . Chegamos umas 21:00 em Aguas Calientes e tinha uma menina esperando a gente para nos levar ao hostel (já tinhamos combinado com a agência em Cusco).

 

GASTOS:

 

Alimentação: Incluido

Gastos do dia:

Hostel em Aguas Calientes (2x): 55 soles

Total: 55 soles

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Dia 16/02

 

Machu Picchu

 

Acordamos as 05:00 pois queríamos subir nos primeiros ônibus. Nosso café da manhã tinha sido entregue na noite anterior, “para viagem”. Compramos o bilhete ida e volta por U$15,50 e pegamos o ônibus umas 06:15. Uns 15 minutos de subida depois chegamos à Machu Picchu! Existe a opção de subir à pé também... na segunda ladeira (de umas 20) a Mari já estava falando: “Nossa valeu a pena demais subir de ônibus”.

 

[align=center]20120101220639.JPG

Por essa estrada que o ônibus sobe. A escada para subir a pé corta a estrada.[/align]

 

Lá acertamos com um dos muitos guias um tour pela ruínas, passeamos bastante mas tinha MUITA neblina. Um sobe e desce de degraus que não acaba mais. Depois do tour ficamos esperando até a nossa hora de subir Wayna Picchu, às 10:00. Nessa hora veio um peruano e perguntou se a gente podia tirar foto com ele... ::tchann:: A gente é tão diferente para eles como eles são pra gente.

 

Quando liberaram nossa subida já tinha bem menos neblina... em alguns pontos até um solzinho. Começamos então a subida interminável.

 

[align=center]20120101220237.JPG

Foi lá, naquela montanha mais alta que a gente subiu.[/align]

 

Eu já devia ter suspeitado o que nos aguardava. Quando passávamos pelos retardatários do turno das 07:00, que estavam descendo, eles estavam todos suados, amuados, com cara de poucos amigos. Os que respondiam o “Holla” o faziam com um aceno cansado. Nós, inocentes, seguimos cantando Wayna Picchu acima, barulhentas como sempre. Uns 14,427 degraus depois só a Lets repetia um refrão. Resolvemos fazer um Pit Stop.

 

Continuamos. Eu tinha certeza que aquilo era uma pegadinha, que a montanha não tinha fim. Cada vez o percurso era mais difícil, com degraus muito estreitos e altos. Em algumas partes tínhamos que subir com ajuda das mãos. Num dado momento tivemos que passar em uma “escada túnel”, tão estreita que era difícil passar com a mochila nas costas.

 

[align=center]20120101221031.JPG

"Escada-Túnel"[/align]

 

Mais alguns degraus e chegamos! Finalmente. Ficamos um tempo observando o visual maravilhoso e nos recompondo.

 

Na hora da descida eis que nos deparamos com um placa: “<- Retorno à Machu Picchu.... Gran Caverna (40 mins) ->”. Paramos, pensamos, e decidimos ir à tal Gran Caverna, afinal o pior já tinha passado. Ledo engano ::putz:: . Fizemos um caminho ainda mais difícil, de descida, até a tal caverna, que de Gran não tem nada. Tinha um templo da Lua lá também, que não tem nada a ver com lua nenhuma. O funcionário que estava lá explicou pra gente que caminhar até lá é considerado uma forma de penitência para os seus pecados e que quem vai até lá ‘lava a alma’.

 

Começamos o retorno à MP, subida de novo, mais degraus. Quatro horas depois que deixamos a guarita retornamos... quase as última... 4 chicas cansadas e 1 defunto (eu). Descansamos um pouco, comemos e fomos (escada a cima, é claro) tirar aquela foto tradicional, dessa vez sem neblina.

 

[align=center]20120101221512.JPG[/align]

 

Voltamos para o hostel quando o parque já estava quase fechando. Chegamos fedidas suadas no hostel e a Lets e a Cínthia ainda animaram de ir nas Águas Termais, mas voltaram rápido, pois não gostaram muito. Jantamos e cama!

 

Dica: Compre o mínimo possível em Águas Calientes... lá é muito caro, muito mesmo. Leve o que puder de Cusco.

 

GASTOS:

 

Alimentação: Café da manhã para viagem e vários lanchinhos em MP. A noite perguntamos para a moça do hostel onde era o Menu mais barato e jantamos lá. Lomo Saltado, muito bom.

Gastos do dia:

• Água: 2,50 soles

• Onibus para MP ida e volta: U$ 15,50

• Jantar: 10 soles

Total: U$ 21,00

 

 

Dia 17/12

 

Aguas Calientes – Ollanta – Cusco

 

Pegamos o trem 08:53 para Ollanta, chegamos lá umas 11 e meia e pegamos um coletivo para Cusco. Em Cusco almoçamos, tiramos mais algumas fotos, entramos em mais lojinhas de lembrancinhas e depois voltamos ao Hostel. Ficamos fazendo hora, tomamos uma cerveja no bar e jantamos e depois fomos para o Terminal. Próximo destino: Copacabana.

 

GASTOS:

 

Alimentação: Almoçamos no Bembo’s burritos de novo. À noite jantamos no hostel um ‘yakisoba’ (beef stir fry), bom também.

DICA: No WildRover os pratos vem com muita comida. A gente sempre pedia um prato e dividia entre duas pessoas. Dava tranquilo e saia mais barato que comer na rua.

Gastos do dia:

• Van até Cusco: 7 soles (pra peruano era 5 -.-)

• Almoço: 7 soles

• Lembrancinha: 3 soles

• Água: 2 soles

• Jantar: 10 soles

• Passagem até Copacabana: 35 soles (tivemos que chorar muito e contar nossas últimas moedinhas)

• Taxa do terminal: 1,2 soles

Total: U$ 25,00

 

 

Dia 18/12

 

Copacabana

 

Compramos a passagem mais barata, era pra ser “direto”. É óbvio que não foi. Chegando perto da fronteira descemos, pegamos uma van e fomos pra mais uma burocracia. Tivemos que caminhar um pedaço até a próxima van.

 

Em Copa fomos direto para o Hotel deixar as coisas e depois fomos fechar um tour para as 13:30 para a Isla del Sol. Almoçamos um Menu com truta... muito bom!

 

Dica: Copa é muito barato, faça comprar lá. A gente ficou em Hotel pagando mais barato que alguns hostels. O menu lá foi Bs 15,00 melhor que o de Sucre, que foi Bs 40,00.

 

Quase uma hora de barquinho, num vento friiiiiiiiio até a ilha ::Cold:: . O próprio condutor do barquinho, que devia ter uns 15 anos, foi o guia na ilha. Tiramos várias fotos e prometemos que voltariamos correndo para o barco para arranjar um lugar abrigado do vento.

 

Na volta é claro que teve emoção. O garoto-condutor, que certamente não tinha idade nem para dirigir, quase teve que fazer xixi dentro do tanque por que o barco estava andando só com o cheiro do combustível. O pior é que todos do barco já estavam tensos vendo ele virar o tanque de ladinho para aproveitar as últimas gotas. Emoções à parte chegamos vivos à costa.

 

[align=center]20120101221831.JPG

Lago Titicaca[/align]

 

Íamos subir ao mirador para ver o por do sol no lago, mas a chuva, a qual tínhamos conseguido evitar a viagem inteira, finalmente tinha nos alcançado e o céu já estava repleto de nuvens escuras. Nada de por do sol. Voltamos ao hotel rapidinho, jantamos (truta!) e fomos dormir.

 

GASTOS:

 

Alimentação: Não tomamos café. Almoçamos o Menu mais barato que achamos: Restaurante 6 de agosto. Estava muito bom. Na janta entramos em vários lugares e acabamos ficando em um “restaurante turístico” uns comeram pizza de truta e outros truta e batata. Tava bom também.

Hospedagem: Hotel Wendy Mar, Bs30,00 dp de muito choro. Sem desayuno.

DICA: Parece que tem um hostel bom do lado do restaurante 6 de Agosto. Tava cheio.

Gastos do dia:

• Xerox na frontera: Bs 1,00

• Água (2x) : Bs 10,00

• Hotel: Bs 30,00

• Almoço: Bs 15,00

• Passeio + Tour: Bs 16,00

• Jantar + bebida: Bs 25,00

Total: U$15,00

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Dia 19/12

 

Copacabana – La Paz

 

Acordamos bem cedo para ir no primeiro bus para La Paz (às 07:00). Tem a opção “ônibus turístico” mais caro e confortável e o mais importante: sem crianças barulhentas, bagunceiras e espaçosas, das quais o nosso ônibus estava lotado. Só tinha ônibus turístico às 13:00, não quisemos esperar e fomos no outro mesmo.

 

No meio do caminho tem que descer do ônibus, pegar uma balsa e atravessar um pedaço do Titicaca. Pago à parte é claro.

 

Chegamos em La Paz na hora do almoço e fomos procurar um táxi para irmos ao nosso terceiro e último Wild Rover. Nos acomodamos e fomos passear por La Paz “favelão”. A cidade, vista de fora, parece uma grande favela. Em Sucre alguém nos disse que eles não pintam ou rebocam a casa (fica só no tijolo) para pagar menos impostos.

 

Saímos para reservar os tours, passear pela cidade e conhecer o Mercado das Bruxas. A cidade é tão caótica quanto eu imaginava. Mais até. Parecia um formigueiro, toda hora te esbarram e os carros não respeitam nada. O único lado bom é que o centro estava lotado de policiais. Mesmo assim é muito fácil ser roubado, andávamos sempre com as mochilas para frente e sempre atentas.

 

Fechamos o Donwhill para o dia seguinte e o Chacaltaya para o próximo. Olhamos em várias agências, gostamos da do Hotel Torino e foi o melhor preço. Passeamos no shopping norte e almoçamos no Subway, depois fomos ao mercado das bruxas onde compramos várias lembrancinhas.

 

Talvez se tivéssemos começado por La Paz teríamos ficado mais empolgadas com a cidade. Mas nós já estavamos sem dinheiro e cansadas então não andamos muito. Os preços eram realmente bons mas tínhamos medo de ser falsificado. Comprei um tênis e uma mochila na Fair Play e não tivemos tempo de olhar mais. Tenho a impressão que deixamos uma parte boa do comércio sem visitar... bom... não teríamos dinheiro de qualquer forma... :lol:

 

Voltamos para o hostel jantamos e fomos logo dormir pois o dia seguinte era dia de Downhill!

 

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La Paz, "Favelão"[/align]

 

 

GASTOS:

 

Alimentação: Não tomamos café. Almoçamos no subway perto do shopping norte e jantamos no hostel (comida sempre boa!).

Hospedagem: Wild Hover

Gastos do dia:

• Ônibus até La Paz: Bs 10,00

• Taxi até o Hostel: Bs 5,00

• Hostel (2x): Bs 112,00

• Almoço: Bs 24,00

• Tous (Downhill + Chacaltaya): 390 + 50 = Bs 440,00

• Compras e Lembrancinhas: Bs 170,00

• Jantar: 15 Bs

• Bebidas: 15 Bs

Total: U$ 115,00

 

 

Dia 20/12

 

La Paz

 

Nossa agência do Downhill era “El Solário” e tivemos que ir andando até lá. Tivemos um desayuno farto, nos vestimos com parte do equipamento, assinamos um termo prometendo não processar a empresa e partimos. Subimos até El Cumbre e lá terminamos de colocar os equipamentos e recebemos as bicicletas. Nós escolhemos a mais baratas, suspensão dianteira curta e freio hidráulico. Recebemos as instruções e pé na estrada.

 

A primeira parte é de asfalto então da pra ir muito rápido, mas tem trânsito também. No começo nós, cagonas, éramos sempre as últimas, depois a Mari e eu perdemos um pouco o medo e fomos no meio... ::hahaha::

 

Paramos um pouco, tiramos fotos, passamos na polícia e já estávamos chegando na última parte do asfalto, onde se paga um taxa de Bs 25,00, quando teve a primeira queda. Uma menina da parte final do grupo caiu há uns 10 metros de onde o grupo esperava. Os guias foram lá e nós, que estávamos perto, fomos também. O casaco rasgou onde ela bateu o ombro e o cotovelo dela estava fora do lugar. Ajudamos no que podíamos pois o guia cabeça dura não queria muito deixar. Tinha um bombeiro no grupo também que foi lá oferecer ajuda e os guias bolivianos mais uma vez preferiam fazer do jeito deles. Já estava chegando uma ambulância quando o namorado da menina resolveu colocar o braço dela no lugar. Fez um “crack”, a Cínthia quase morreu do coração com a teimosia do pessoal e saímos de perto. Acabou que eles atenderam ela lá mesmo e ela continuou com o grupo.

 

Fizemos um lanche e seguimos um pedaço (subida) de van. Agora ia começar a parte não asfaltada. A estrada é toda de cascalho e pedrinhas, poucas partes são de terra e nunca terra pura. Íamos quicando o caminho todo. O guia deu mais orientações e falou que tinhamos que descer do lado esquerdo, beirando o precipício, pois lá ainda passava carro e eles subiam do lado direito. E eu que tinha planos de ir ralando o ombro no paredão da direita...

 

Dessa vez fomos cagonas assumidas e ficamos no pelotão final. De vez em quando passava um tanto de gente “sem mãe” zunindo pela nossa direita. Em pouco tempo nossas mãos estavam muito doloridas com a bateção da nossa suspensão ruim no terreno extremamente irregular.

 

Chegamos por último mas chegamos vivas. Nos final estávamos bem doloridas mas valeu a pena. Foram 64km percorridos, saímos de uma altitude de 4500m e chegamos em 1200km.

DICA: Talvez valha a pena pagar um pouco mais por bicicletas com uma suspensão melhor... Os preços estavam sempre entre 390 e 450, escolhemos pelo preço mesmo. A única diferente era a Gravity, Bs 700,00. A diferença é que ela termina dentro de uma reserva, onde se pode ver vários animais. Pelo preço eu suponho que o almoço e instalações sejam melhores também.

 

Paramos num hostel, incluido, onde se pode tomar banho, de piscina inclusive, mas tem que ter muita coragem pois estava tudo muito sujo. Os guias ficavam falando “Chicas, tem piscina” ::bruuu::

 

Almoçamos lá, bem simples, sopa, bife de hamburguer, barata frita, arroz e salada. E depois começamos o retorno. Chegamos em La Paz umas 19:00 bem cansadas e os guias não quiseram deixar a gente perto do hostel o que fez com que fossem xingados todo o caminho de volta.

 

No hostel fomos aproveitar nossa última noite no bar do Wild Rover. Foi bem divertido e de quebra ainda reecontramos dois amigos canadenses que tínhamos conhecido em Arequipa.

 

Fotos do Downhill:

 

[mostrar-esconder][align=center]20120101223833.JPG

 

20120101223920.JPG[/mostrar-esconder][/align]

 

 

GASTOS:

 

Alimentação: café da manhã no hostel. Almoço incluido. Jantar no hostel.

Gastos do dia:

• Agua: Bs 5,00

• Jantar + Bebidas: Bs 45,00

Total: U$ 8,00

 

Dia 21/12

 

La Paz

 

Último dia de La Paz. O guia foi nos buscar para irmos a Chacaltaya às 09:00. Todos diziam que estava sem neve e estava mesmo. Paramos em alguns miradores e chegamos lá umas 10:45. A van para e nós temos que subir uns 300m a pé, até o ponto mais alto: 5.500m. No meio da subida eis que começa uma neve fraquinha. Não era bem neve, estava entre neve e gelo, mas era branco... hehehe

 

Continuamos a subida e a neve foi apertando. Fomos subindo devagar pois nessa altura o fôlego é curto. Num dado momento a Cínthia desistiu de continuar tentando pois a bota dela estavam escorregando demais na subida inclinada. Nós que estavamos de tênis continuamos. Agora já estava tudo branco e eu tive que colocar a capa de chuva (primeira vez na viagem!) por que o gelo-neve que caia em mim estava derretendo e me molhando. Subimos mais um pouco, escorregando muito, tiramos algumas fotos e começamos a volta.

 

Chacaltaya:

 

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Chacaltaya quando chegamos.

 

20120101224115.JPG

 

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Chacaltaya quando saímos.[/mostrar-esconder][/align]

 

 

Se a subida foi escorregadia a volta foi muito mais. Agora já estava tudo coberto de neve-gelo e a Cínthia ficou ilhada. Eu e a Mari fomos fazendo uma pegadas planas para ela voltar mas a gente tava avançando muito devagar. O guia como um bom boliviano mandou a gente andar logo e não fez nada a respeito. Tinha um italiano no grupo, muito gentil, que se ofereceu para ajudar a “ragazza” e carregou ela de cavalinho até a van. A mulher dele estava no grupo e pela conversa dos dois deu pra entender que ela não gostou muito... hehehe

 

Na volta decidimos que não iríamos ao Vale de la Luna e descemos em La Paz. Fomos mais uma vez às compras!

 

Voltamos para o hostel, comemos e nos aprontamos para a volta. Pegamos um taxi que se encarregou da última aventura em La Paz. Se os motoristas da cidade dirigem agressivamente ele é o Mestre de todos eles. A moça da recepção disse que gastaríamos 40 minutos no mínimo até o aeroporto. Se gastamos 20 foi muito.

 

De La Paz pegamos um voo até Santa Cruz de la Sierra. Chegamos umas 22:30 e ficamos aguardando até a hora do nosso voô para o Rio, às 03:40.

 

GASTOS:

 

Alimentação: Almoço no hostel, jantar no Subway do aeroporto. Era quarta “Barbecue night” no WildRover, mas pelo horário do nosso voo não dava tempo :cry:

Gastos do dia:

• Água (2x): Bs 8,00

• Biscoitos: Bs 10,00

• Entrada Chacaltaya: Bs 15,00

• Almoço: Bs 15,00

• Lembrancinhas: Bs 20,00

• Jantar: Bs 25,00

• Taxa do aeroporto: Bs 16,00

• Taxa do aeroporto em Santa Cruz: U$ 25,00

Total: U$ 56,00

 

 

[align=center]That's All Folks!!!![/align]

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Está ótimo esse seu relato...está completíssimo...me senti motivado para fazer o mesmo roteiro...vou estudar a possibilidade!!!

 

Vou esperar as fotos ansiosamente.

 

Parabéns pela viagem e FELIZ 2012!!!

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Pronto, agora com fotos... hehehe

 

Obrigada,

Gostei bastante desse roteiro também. Se você tiver mais tempo acrescenta Nazca, Ica e Huacachina (entre Arequipa e Cuzco).

 

Abraço.

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