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Vicmarques

Peru - dez dias em Cuzco, Aguas Calientes e Machu Picchu

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Estive no Peru, especificamente em Cuzco, Águas Calientes e Machu Picchu em maio/2011 e, por ter tirado diversas dicas do site, acho justo dividir minhas impressões e dicas de viagens com vocês.

 

Para o frio de maio, levei um agasalho de fleece e uma jaqueta de couro. A combinação dos dois, mais meias de lã que comprei por lá, seguraram bem com calça jeans. Leve em conta que não acampei nem fiz a trilha inca, ficando somente em área urbana. Se fosse ficar mais tempo exposto ao frio, não sei se essa roupa seguraria.

 

Levei dólares moeda, cartão VTN e habilitei meu cartão de banco para fazer saques lá, o que quase não foi necessário. Importante: habilite seu cartão daqui. Ligue para seu banco.

 

Fiquei cerca de dez dias na região de Cuzco / Machu Picchu. Pensei em ir a Ica, mas acabei ficando só em Cuzco. A cidade e linda, e vale a pena ser explorada com calma, e, como estive lá na época das eleições presidenciais, e o clima no interior estava bem tenso, com “paros” , bloqueio de estradas e greves. Como estava só, optei por ficar, o que não me arrependo.

 

Voei via TACA, saindo do Rio com conexão em Lima. Vôo tranqüilo com algumas sacudidas no trecho Lima – Cuzco. Havia reservado um quarto com baño privado no hostel Pariwana. Sobre o hostel, vale o escrito no site deles. Quarto e cama confortável (sem aquecedor), um edredon de respeito (o problema era sair debaixo dele) internet free, bar animado a noite, chá de coca disponível o dia inteiro. O único senão é o café da manhã, pão, leite, chá e geléia, com as demais opções pagas a parte. A localização do hostel é próxima a Plaza de armas, uns cinco quarteirões. O acesso é por uma rua com um suave aclive, morro abaixo na ida e morro acima no volta. Da para ir andando tranquilamente, mas na volta dos bares a noite é um clima meio estranho, recomendo voltar em grupo.

 

No primeiro dia (cheguei no meio da tarde), Tentei seguir a recomendação de descansar e aclimatar, mas não consegui. Cochilei um pouco e saí para dar uma volta. Tenho quarenta anos e sou fumante, e digo que caminhei bastante sem problemas, sentindo só um pouco em escadas e subidas.

 

Fiquei nas proximidades do hostel, visto que estava sozinho e, caso me sentisse mal ou algo do gênero, não seria bom estar distante. Jantei em um “pollo com papas”, saindo da rua do hostel e dobrando a esquerda (direção contrária da Plaza de armas). Restaurante bem local, onde se vende ½, ou ¼ de frango assado na brasa, com papas (batatas) fritas, com direito a um buffet meio muquirana de saladas. Comi nesse e em outros pollos com papas diversas vezes na viagem. Comida boa e barata, e sem muitos riscos. Comi também em muitos “menus turísticos” nas proximidades da Plaza de armas, também sem decepções, e uma noite na Chez Maggi, pizzaria, onde confundi catchup com molho de aji (pimenta) o que somado com a pinga que o garçon, ao saber que era brasileiro, insistiu que eu tomasse para conhecer a cachaça peruana, não me traz boas recordações. Enfim, faz parte.

 

Nessa primeira noite tomei algumas cuzquenas no bar interno do hostel e recolhi cedo. A noite faz um frio de rachar na rua, mas dentro dos bares é mais quente. Os bares da Plaza de armas têm chapelaria, portanto justifica ir encasacado.

 

Na manhã seguinte, após o café, saí para rodar na cidade. Comprei um chip da claro para meu celular para ligações locais e eventualmente ligar para casa (para o Brasil sai mais barato usar os locutórios espalhados pela cidade) e ter internet no celular, o que não consegui (apesar de tentar bastante – tanto na loja onde comprei o chip quanto por auxilio via telefone). Comprei o boleto turístico, necessário para a maior parte das atrações turisticas por lá, no Centro de Cultura na Avenida Sol, próximo ao hostel, e bati perna o resto do dia. A noite fui ao bar dentro do albergue, bebi algumas cervejas e fui depois ao Mama África.

 

No dia seguinte, fiz a city tour, (que pela cidade anda bem pouco) comprado no hostel mesmo. Boa parte das atrações estão no tal boleto, portanto é importante comprá-lo antes. Ônibus agradável, ótimo guia. Não vou descrever as atrações que visitamos porque o passeio é meio standard, seguindo o mesmo roteiro. Na verdade são poucas as atrações no centro, boa parte delas são nos arredores da cidade. Faço duas recomendações: Leve um casaco na mochila (ao anoitecer esfria muito) beba muita água (lá é muito seco, e como durante o dia, caso esteja sol, esquenta bastante, e é importante se manter hidratado), protetor solar e, muito importante – protetor solar labial, ou pelo menos manteiga de cacau – nunca tinha usado isso na minha vida, mas acreditem, lá isso é vital, a não ser que queiram ficar com os lábios todos rachados.

Outra coisa: no final do passeio há uma parada em uma loja de lã de alpaca. Os produtos tem qualidade, mas os preços são caros. Se consegue mais barato, dou a dica mais a frente.

 

O passeio é muito bom, mas é meio cansativo. Comi em uma pizzaria na rua da subida ao hostel e a noite descansei.

 

No dia seguinte, iniciei o pacote que havia reservado do Brasil, o que cabe uma explicação a parte. O objetivo maior da viagem, é claro, era Machu Picchu. Não pretendia fazer a trilha inca, somente visitaria cidade com calma, e, se possível, tomaria um banho nas águas termais. Acredito que, em certos casos, pagar um pouco a mais pela segurança de ter tudo reservado e encaminhado vale a pena. Por isso, do Brasil, procurei a agencia dos manos por email, que ache bem avaliada até aqui mesmo no site do mochileiros e fechei o seguinte pacote:

- visita ao vale sagrado

- almoço no dia

- trem até águas calientes (backpacker)

- hotel em águas calientes (com receptivo – alguém me esperando ao descer do trem)

- ônibus de subida a Macchu pichu

- entrada em Macchu Pichu

- guia (essencial – suba a pé, se necessário, mas um guia lá dá profundidade à visita, que sem ele é um lindo monte de pedras).

- Ônibus de descida

- trem de volta (optei pelo vistadome, mas achei que não valeu muito a pena, pela diferença de preço – o que você ganha é uma refeição tão bonita quanto minúscula e umas janelas no teto do trem, além de poltronas nem tão mais confortáveis assim)

- transfer de carro da estação de trem até o meu hotel em Cuzco.

 

O valor saiu a USS 305,00 tudo. No meu segundo dia em Cuzco fui a agencia, retirei todos os vouchers. Pelo menos para mim, foi sem problemas e valeu bem a pena.

Uma dica: deixei a mochila cargueira no hostel pariwana, e fui só com algumas roupas e máquina fotográfica em uma mochila menor.

Sobre o passeio ao vale sagrado, também por ser meio “padrão” não detalharei, mas faço algumas observações:

- vale as dicas do city tour sobre água e o resto.

- anda-se bastante e sobe-se e desce-se também. Haja fôlego. Destaco o templo do sol, penúltimo lugar a ser visitado. Subir compensa, pois a vista é linda, mas haja perna.

- Deixe o casaco por perto. Tem uns lugares de sombra e vento que são bem gelados.

- Se fizer o que eu fiz, o último lugar é Ollantaytambo (onde tem o templo do sol), onde fica a estação do trem. A van prosseguiu para o último estágio do city tour (uma cidadezinha onde o forte é a venda de artesanato) e eu fiquei. Dá para ir andando até a estação do trem, mas optei por uma daquelas motos adaptadas. É mais rápido, menos cansativo e é divertido andar naquele negócio, sem contar que após o Templo do Sol eu estava meio cansado.

Fiquei na estação de trem umas duas horas até o horário do meu trem. Fiz isso de propósito na reserva para ter uma margem de segurança. Melhor esperar do que perder o trem, sem contar o prejuízo de comprar outra passagem.

 

Uma dica: na estação tem um computador no café que pode ser usado, mediante solicitação. Bom para matar o tempo.

 

No horário, peguei o trem. No backpaker o lanche é bem básico, portanto coma algo em Ollantaytambo, ou na estação (preços bem maiores).

 

Chegando em águas calientes tinha alguém do hostel me esperando. Fui levado ao hostel (hostel continental – lugar novo e confortável), saí para comer algo, comprar água e fui dormir.

 

Na manhã seguinte, bem cedo, a guia passou no hostel para levar nos até a saída do ônibus. A agência onde ficamos esperando as demais pessoas é literalmente em frente ao ponto do ônibus que sobe para Macchu Picchu. Uma dica é que eles tem lockers, portanto não é necessário subir com mochila, podendo deixar tudo lá, levando só água e câmera.

 

Por sorte, fiquei em um grupo bem pequeno: Um casal de argentinos e eu. Foi bom porque a guia estava muito mais disponível para explicações, mas creio que isso não aconteça sempre. Vi grupos bem maiores por lá.

 

Sobre Machu Picchu só posso dizer que é fascinante. Não gastarei tempo falando sobre lá, mas vale a pena a visita.

 

Desci para pegar o ônibus até Águas Calientes por volta das 15h. Meu trem de volta estava marcado para 18h, portanto tive tempo de visitar as águas termais. Vale a visita. Alguns detalhes interessantes são os seguintes:

- Se não levou sunga, alugue. Um pouco antes da entrada tem algumas lojas que fazem isso. Recomendo levar a sua.

- Não existe nenhuma placa dizendo qual a temperatura de cada piscina. Algumas são muito quentes, outras mornas e outras geladas. Tente a sorte.

- deixei as roupas e máquina nos armários (com guardador) que tem dentro das termas. Tive tempo de filosofar na piscina que com exceção da sunga de banho que estava vestindo, todas as minhas coisas naquele momento estavam dentro de armários no Peru.

- Não se surpreenda se tiver locais tomando banho de cueca com sabonete em algumas fontes (não dentro das piscinas). Pelo visto é um hábito local.

- A caminhada até as fontes (morro acima) leva uns bons 20 minutos em passo acelerado. Leve isso em conta no planejamento de horários, na ida e na volta.

 

Fiquei uma hora e meia cozinhando nas piscinas, intercalando com banhos de água gelada. Sai de lá com o horário meio apertado, mas tive tempo de comer algo em um restaurante na descida, já próximo a estação de trem, o que foi bom, já que a comida no vistadome não é lá essas coisas.

 

No horário marcado embarquei de volta. A estação de trem é distante do centro de Cuzco, e o transfer foi providencial por dois motivos.

- estava bem cansado, pois Macchu Pichu é um sobe e desce sem fim.

- a minha reserva de volta no Pariwana deu um problema. Não sei se por minha culpa ou deles, na volta só havia quartos coletivos. Nada contra, mas realmente prefiro um pouco de privacidade. Resolvi o problema com duas ligações, e me transferi para o hotel El Peregrino, um pouco mais caro (cinco dólares a mais) porém com as seguintes vantagens:

- Praticamente dentro da Plaza de armas

- aquecedor no quarto

- café da manhã um pouco melhor

A desvantagem é que não tinha o bar dentro, como o hostel, mas era muito mais próximo dos bares da Plaza de armas, portanto ficava uma coisa pela outra.

 

Essa noite, depois de um dia cheio onde tive que mudar de hotel no fim do dia, fui descansar.

 

No dia seguinte fui começar a utilizar o resto dos ingressos restantes do boleto turístico, além de aproveitar para rodar mais um pouco pela cidade e pelos mercados de artesanato e populares. Recomendo o Mercado de São Pedro, bem popular, para compra de souvenirs, e, ao lado dele, estando de frente a ele com a igreja a sua direita, tem uma rua curta a esquerda, em frente a lateral do mercado. Ali tem lojas onde compra-se artigos de lã a preços bem mais baratos. Vale negociar o preço, não só aqui como em praticamente tudo no Peru.

 

Nos demais dias, conheci a feira de Pisac, em uma cidade próxima. O esquema que usei foi pedir no hostel um taxi com o preço de ida e volta pré-acertado. A feira tem duas partes distintas: uma bem turística e outra bem popular. Vale a pena conhecer as duas.

 

Além disso, fui a pedra dos doze ângulos, também de táxi, que peguei na rua mesmo e fui até a Igreja de San Bláz, e fui descendo até a Plaza de armas. Recomendo no caminho o museu inca, pago a parte (não está incluso do boleto) preferencialmente com visita guiada. A contribuição ao guia é a sua escolha, e vale a pena.

 

Visitei também todas as principais igrejas, sendo imperdível a basílica. O boleto tem diversas atrações e recomendo a todas, até mesmo o show de dança típica.

 

Em meus últimos dois dias, a cidade estava em festa, com desfiles de diversos colégios e associações locais com danças, músicas e vestuários da cultura local. Fiquei pela cidade vendo e fotografando uma variedade imensa de roupas e danças. Abri mão de ir a Maras Moray por causa disso.

 

No último dia, tomei café da manhã no hotel e parti para o aeroporto. A equipe do hotel me ajudou com as mochilas até o taxi, o que foi bom, visto que o El Peregrino, que é praticamente em uma esquina na Plaza de Armas fica em uma rua de pedestres. Uma dica interessante é que ocorre uma revista na bagagem no aeroporto, com abertura das mochilas. Previna-se em relação a isso.

 

Minha conexão em lima demorava seis horas para sair. Cogitei uma volta por Lima, mas preferi esperar uma oportunidade mais tranqüila. Fiquei em uma lan house no aeroporto, almocei em um Mac donalds e parti para casa.

 

Qualquer dúvida que tenham e eu possa ajudar, entrem em contato. Estive a pouco na Argentina, com minha família, e posso passar algumas dicas também. Um abraço a todos.

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Olá!!!

 

Parabéns pela viagem...

 

Deu para matar um "tiquinho" da saudade!

 

Abraços,

 

karis

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Valeu amigo!

 

Ótimas dicas! estou de partida rumo a Machu Picchu, embarco dia 19, para lima, cusco, aguas calientes! por 10 dias, vou aproveitar bem suas dicas

 

abraços

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boas dicas!!! Estou embarcando pra la dia 05/09, mes que vem... e meu roteiro está bem parecido com o seu, também, optei pela segurança de reservar quase tudo por agencia de la.

Posta umas fotos no seu relato...

 

valew

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    • Por GUILHERME TOSETTO
      Olá, meus amigos!!!!
      Segue agora mais um relato de viagem, desta vez à cidade de Ubatuba nos últimos dias 27 e 28 de Abril, em companhia dos amigos André Petroni, Eduardo (nickname Umpdy), Francisco Lopes, Débora e Osmar Franco.
      Estávamos combinando essa viagem havia algum tempo, mas nunca conseguíamos encaixar as datas convenientes a todos, mas eis que calhou de um fim de semana "vazio" pra galera e marcamos a viagem.
      Eu, Eduardo, Chicão e Débora saímos de São Paulo na sexta-feira à noite, por volta das 19:45 e chegamos em Ubatuba às 23 horas. O André e o Franco tiveram que trabalhar e só foram pra lá no sábado bem cedinho, de ônibus. Seguimos pela Dutra até São José dos Campos e de lá pegamos a rodovia dos Tamoios, que está em obras em diversos trechos. Quem for pegar essa estrada, deverá ficar bastante atento, não paenas às obras, mas principalmente às curvas, muito fechadas e perigosas.
      Lá chegando, fomos para o Tribo Hostel, onde já havíamos feito reservas para o final de semana. Como nesse final de semana estava acontecendo um campeonato mundial de surf em prancha curta (não lembro o nome exatamente), o hostel estava cheio e acabamos ficando num de seus anexos...



       
      Feito o check in, fomos para os quartos, ficando eu e o eduardo em um e o Chicão e a Débora em outro.
      Algumas observações sobre o quarto onde ficamos eu, o Eduardo e o Franco: o teto é baixo e tem ventilador instalado junto à luminária. Como o Du ficou na cama superior, qualquer movimento da perna pra fora da cama já chutaria a porra do ventilador, além de bater a cabela no teto num levantar mais brusco!!!! rsrsrsrs...isso sem falar que o Du trancou a porta do quarto... e ainda havia mais um hóspede no nosso quarto, que chegou de madrugada e ficou esbravejando e xingando do lado de fora, enquanto a atendente do hostel vinha com a outra chave pra abrir...como eu tava morto de cansaço da viagem, não ouvi nada disso!!!!rsrsrsrrs.
      No dia seguinte, sabadão, ficamos esperando o André e o Franco chegarem pra podermos ir à Ilha de Anchieta. Chegaram por volta das 11 horas, também fizeram o check in e fomos arrumar as tralhas pra ir à ilha. Combinamos com o Renato, dono de um barco para nos levar até lá e ir nos buscar no final da tarde. Algumas fotos da ida, da Ilha e do retorno...









       
      Na Ilha de Anchieta há algumas trilhas, como a do Saco Grande e a Praia do Sul. Ambas constam do passaporte Trilhas de SP. Lá também há um antigo presídio, que foi desativado em 1955, três anos após a rebelião de 1952. No local, ainda trabalha um antigo vigia da época em que o presídio ainda era ativo!!! O local lembra um campo de concentração, várias ruínas...
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      Ficamos na ilha até cerca de 16:15, fizemos a trilha da Praia do Sul, que é muito light e voltamos pra Ubatuba.
      À noite, fomos jantar numa pizzaria próxima ao hostel, a Pizza da Nonna...local bem aprazível, simples e comida de bom sabor...voltamos ao hostel, onde fizeram um churrasquinho pra galera...nessa hora, o sr. André cometeu a gafe-mancada da noite: sentou-se em cima de uma caixa de isopor, que servia de "geladeira" pra cerva do povo...o resultado não poderia ser outro, em poucos segundos a caixa estourou completamente de fora a fora... pior foi o que o André falou:
      - "Pô, eu pensei que fosse um puff!!!!"
      O que teve foi um "crash" and "pof" do André caindo!!!!
      Nem os gringos que estavam jogando uma sinuquinha aguentaram e racharam o bico também...
      Mas, gafes e foras à parte, o fim de semana foi excelente!!! No domingo, fomos para a praia da Lagoinha, onde começamos a fazer a trilha das 7 praias, chegando, ao final à praia da Fortaleza. São mais de 10 km de caminhada, passando pelas praias que dão o nome à trilha, com vários níveis de dificuldade, mas com paisagens muito compensadoras em sua beleza...seguem mais algumas fotos...








       
      Levamos cerca de 3 horas e meia pra finalizarmos a trilha, considerando-se que paramos algumas vezes pra descanso, pra um lanche e pra banho numa das praias.
      A fim de ganharmos algum tempo pra voltar onde deixamos o carro, na praia da Lagoinha, resolvemos subir os 7 quilômetros da estrada entre a Fortaleza e a BR101 a pé...chegando lá, pegamos um ônibus de volta à praia da Lagoinha e voltamos ao hostel pra arrumar nossas coisas, tomar um banho e retornar a Sampa...antes disso, ainda deixei o Franco na rodoviária, pois, como estávamos em seis pessoas, não havia espaço suficiente pra todos dentro do carro...saímos de Ubatuba por volta das 18:45 e chegamos à capital às 22:45, um pouco mais demorado do que na ida, mas ainda paramos pra comer um lanche e as curvas em subida requerem menor velocidade e mais atenção.
       
      Realmente foi um fim-de-semana ótimo, em companhia de amigos muito bacanas, sempre dispostos a tudo, sem reclamações, todos de muito bom-humor, enfim ,foi bastante divertido...deixo vocês agora com mais algumas paisagens, agradecendo a atenção de você, que está lendo, e aos amigos que lá estiveram, proporcionando mais uma excelente viagem!!!! Abração, galera!!!!
      Ah, pessoal ,se esqueci de alguma coisa, por favor, complementem o relato...











    • Por Schumacher
      Preparativos
       
      Em julho de 2014 decidi que, apesar de adorar o carnaval de Santa Catarina, faria uma coisa totalmente diferente nessa data no ano seguinte. Consegui 2 amigos para ir junto comigo e emiti as passagens nas Aerolíneas Argentinas (10k milhas Smiles POA-FTE, 270 reais FTE-USH, 10k milhas Smiles USH-POA).
       
      Como a viagem seria de apenas 9 dias, não cheguei a elaborar um roteiro, apenas um esboço do que fazer, além de reservar as hospedagens e o aluguel de carro. Este último saiu caro, mas dividindo em 3 compensou a comodidade e o melhor aproveitamento do tempo.
       
      Às vésperas da viagem consegui uns guias do meu colega de trabalho Fernando, e no 13 de fevereiro de 2015 finalmente peguei meu mochilão (dessa vez não esqueci da câmera) e segui para o aeroporto, com uma carona do meu vizinho Marco e outra carona no vagão refrigerado da Trensurb.
       
      Ao chegar a Buenos Aires tive que trocar de aeroporto, do Ezeiza para o Aeroparque. Quem tem conexão pela Aerolíneas pode usar o translado da empresa Manuel Tienda León de graça, mas tem que pegar um comprovante em uma sala da companhia no próprio aeroporto. Importante salientar que os horários que estão no site não são confiáveis.
       

       
      1° dia
       
      No meio de uma madrugada mal dormida no aeroporto, partiu meu voo para El Calafate. Do alto era possível ver o lindo azul contrastando com as estepes patagônicas. Cheguei no começo da manhã, dividi um táxi com uns brasileiros, já que saiu o mesmo preço do único outro transporte disponível, uma van que custava 100 pesos, e um tempo depois cheguei na locadora da Hertz, para retirar o veículo. Subi o morro para uma panorâmica da cidade.
       

       
      De lá fui para a Reserva Laguna Nimez, paraíso das aves na beira do Lago Argentino, que envolve a pequena cidade. Paguei a razoável taxa de entrada e depois do trajeto inicial meio sem graça e uma chuva fraca que insistiu em incomodar, comecei a ver espécie após espécie em uma diversidade de ambientes.
       

       
      Entre as mais de 20 fotografadas em algumas horas, constavam gaviões bastante dóceis, tanto que cheguei a ficar a menos de 3 metros de um deles.
       

       
      Também tive o primeiro contato com a fruta típica da região, o calafate, embora meio murcha e pouco saborosa por já estar no fim da época de frutificação.
       

       
      Era para eu ter encontrado ali a minha amiga Raquele, que já tinha viajado para lá antes, mas por uma falta de sincronismo nos encontramos apenas no meio da tarde no hostel em que ficaríamos, o I Keu Ken. O único ponto negativo desse lugar é para quem está a pé, pois ele fica no alto de um morro.
       
      Pegamos a estrada sentido norte até chegar ao hotel La Leona mais de uma hora depois. No caminho havia diversos cicloturistas e os primeiros bandos de guanacos e emas.
       

       
      Depois de um lanche e do atendente dizer que não poderíamos ir sozinhos no lugar em que queríamos, fomos para lá do mesmo jeito. Seguindo orientações vagas encontradas pela internet, chegamos ao vale em meio aos morros Los Hornos, onde segundo o site havia uma “depressão profunda”. Literalmente, entramos em depressão.
       

       
      Caminhando, passamos por diversas ossadas e encontramos o que eu queria, fósseis! A floresta petrificada conta com troncos fósseis de 150 milhões de anos. Só vimos poucos troncos e nenhum dinossauro, mas já foi o suficiente para ter valido a excursão.
       

       
      No caminho de volta o sol apenas começava a baixar, apesar de já ser quase 21 h.
       
      À noite, durante toda a semana, estava tendo uma festa com shows e inclusive a presença da presidenta, talvez por isso os preços estivessem tão inflacionados. Tanto que tivemos que jantar sanduíches comprados no supermercado, enquanto ouvíamos o show que nem era tão bom assim.
       
      2° dia
       
      Pela manhã chegou meu outro amigo, o Vinícius. Partimos para o Parque Nacional das Torres del Paine, no Chile. Primeiro, uma pausa para foto da paisagem insólita no mirante.
       

       
      Fizemos uma escala na metade do caminho em Esperanza, ainda na Argentina. Depois de mais uma refeição à base de sanduíche, tentamos abastecer o carro no único posto em um raio de 50 km, ou possivelmente o dobro, como nos informou o frentista que, assim como uma fila de carros, aguardava o combustível chegar sabe-se lá dentro de quantas horas. Como não tínhamos todo esse tempo, arriscamos seguir em direção ao parque.
       
      Os passageiros babavam no carro enquanto eu dirigia pela monótona estrada, quando passamos pelo vilarejo de Tapi Aike. Milagrosamente havia uma bomba de combustível ali, onde já tinha visto num relato que estava desativada. Como a esperança é a última que morre, decidimos bater na casa para ver se alguma alma nos atendia, apesar de todos os outros carros passarem direto. E não é que deu certo? Embora consideravelmente mais cara, foi nossa salvação.
       

       
      No meio da tarde chegamos às aduanas de fronteira. Como havia poucos carros e nenhum ônibus naquela hora, até que foi rápida a travessia. Não levei alimento algum pensando que teria problema, mas a única coisa confiscada foi os sachês de mel do Vini. Outro detalhe importante é que precisa de uma autorização providenciada pela locadora para cruzar a fronteira, a um custo adicional.
       

       
      O primeiro vilarejo no Chile é Cerro Castillo. Possui uns 4 comércios de mantimentos apenas. O primeiro e mais turístico é caríssimo, só o utilize para fazer o câmbio. Indico esse amarelo da foto, ali o preço cai pela metade e aceita cartão de crédito. Não leve água, pois há disponível e puríssima durante todo o circuito, e cada kg a menos é muito precioso.
       

       
      Depois do estoque feito e mais uns quilômetros à frente, entramos na área do parque, cercada por lagoas de diversas cores, como a Laguna Amarga, com alta salinidade e lar dos belos flamingos.
       

       
      Na portaria de mesmo nome, tivemos a péssima notícia de que havíamos chegado tarde demais para escalar as Torres del Paine. Dessa forma tivemos que acampar no camping da hostería Las Torres e replanejar o roteiro para compensar as cerca de 5 h perdidas que faríamos naquele dia. Os campings do parque custam todos em torno de 8000 pesos chilenos, nada se comparado ao preço dos alimentos, então leve o seu junto, nem que seja daquela lojinha na fronteira.
       
      Havia uma quantidade impressionante de gringos espalhados entre o camping, o refúgio e o hotel. Assim como nos demais campings pagos, havia água quente e eletricidade, mas não tive tempo para carregar minha câmera. Inauguramos a barraca de luxo da Raquele, enquanto o Vini ficou com minha toca do Gugu emprestada. E ali começou a aventura de se dormir em um chão pedregoso sem um isolante, ao menos em meu caso.
       
      3° dia
       
      Iniciada a caminhada com a subida dos belos morros. Logo percebi que o vento forte traria algum estrago. Dito e feito, ele arrebentou a solda do painel solar que tinha levado para carregar a câmera e o celular. Ali começou o primeiro racionamento, o de energia elétrica (o de energia humana viria posteriormente).
       

       
      Conheci as duas frutinhas vermelhas que cresciam junto ao solo e que fariam parte da minha alimentação durante essa jornada, a chaura e a murtilla, levemente doces e ácidas.
       

       
      Logo percebi que o ritmo de um dos integrantes não seria o mesmo do meu, ainda mais com o peso extra na respectiva mochila. Começou a preocupação com o tempo, já que percorreríamos uma distância bem maior do que a praticada por outros visitantes em um dia.
       
      Continuamos subindo, passando pelo acampamento Chileno, onde trombamos com um casal carioca e com a placa oficial de entrada.
       

       
      Comi um cogumelo bege que achei no chão e após passar a entrada do acampamento Torres, segui com os cariocas até a parte mais exposta ao vento, onde fiquei descansando por uns minutos até meus amigos chegarem. Ao completar o trecho mais íngreme, avistamos a incrível paisagem do lago glacial e dos pilares graníticos com neve em suas bases. Não há como expressar em fotos a grandiosidade daquela cena.
       

       
      Ainda tivemos sorte de presenciar outro fenômeno, uma tromba d’água, que pegou todos desprevenidos.
       
      Almoçamos por ali enquanto contemplávamos a paisagem e depois descemos pelo mesmo caminho por algumas horas até a bifurcação para ir ao acampamento Los Cuernos. A trilha de todo o circuito é razoavelmente bem sinalizada, embora as placas estejam voltadas para quem faz o trajeto em sentido contrário (a grande maioria). Assim, quando havia uma bifurcação, só sabíamos o caminho certo ao chegar ao seu final. Ainda bem que tínhamos GPS no celular, e que a bateria dele durou todo o tempo necessário.
       

       
      Caminhamos por longas horas durante esse trecho quase plano de 11 km. Quando o dia ameaçava terminar, cruzamos o último morro e vimos o acampamento de um lado e outra tromba d’água no lado oposto. Com o atraso em nosso itinerário, tivemos que acampar novamente em um lugar pago. Assim que terminamos de armar as barracas, a noite chegou. Meus amigos jantaram seus miojos de copo enquanto eu fiquei com as sobras e um sanduíche de queijo e presunto.
       
      Depois de um banho quente e uma contemplada num dos céus mais bonitos que já vi na vida, parti para a cama, ou melhor, saco de dormir. Vini não teve tanta sorte, preocupado acompanhando um rato que apareceu atrás de sua barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 26 km.
       
      4° dia
       
      Amanheceu um dia chuvoso e mais frio que o anterior. Nesse momento meus lábios já haviam ressecado o suficiente para rachar, e a situação só foi piorando, já que não tinha nada para botar neles. Em virtude de nosso atraso, decidimos que somente eu percorreria a segunda perna do circuito W, os demais seguiriam ao acampamento Paine Grande a 13 km e nos encontraríamos lá no fim do dia.
       

       
      Com isso, enquanto eles descansavam, tomei um litro de leite e coloquei a roupa impermeável para a caminhada. Pouco depois surgiu o sol, que me obrigou a trocar as vestimentas novamente.
       
      Continuei ao longo do belo Lago Nordenskjöld, já mirando o Cerro Paine Grande.
       

       
      Passei o acampamento Italiano, onde começava a subida do Vale do Francês. A difícil ascensão margeava um rio, geleiras e o cume da montanha, de impressionantes 3050 metros, ligeiramente superior à mais alta montanha brasileira.
       

       
      Nessa hora tive que pôr novamente uma roupa mais propícia ao frio e vento que fazia. Parei para comer uma maçã no mirante intermediário, de onde a maioria dos caminhantes e seus bastões não passam, e continuei subindo. Já estava bastante cansado e até um pouco atrasado no horário, quando fui agraciado por uma precipitação diferente. Pela primeira vez na vida presenciei a neve caindo sobre mim!
       

       
      O êxtase me deu forças para o trecho final mais duro, até o Mirador Británico. Infelizmente o clima frio e nublado não ajudou nas fotos e esgotou a bateria da minha câmera novamente, restando o guerreiro celular. Paciência, mas fiquei bem de boa lá no topo enquanto almoçava e admirava a paisagem sem uma viva alma em volta.
       

       
      A possível continuação da trilha estava fechada, então tive que descer. Atravessei a extensa floresta carbonizada, resultado de um incêndio de grande proporção causado por um israelense em 2012, fato que motivou a proibição de fogueiras no parque.
       

       
      Novamente no final da tarde, cheguei ao acampamento. Depois do jantar provamos o excelente licor de calafate que tínhamos comprado na fronteira, recomendo!
       
      Como não havia árvores no camping, o vento soprava mais forte, tanto que praticamente destruiu nossa outra barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 23 km.
       
      5° dia
       
      Esgotado das noites mal dormidas e caminhadas sem fim, partimos para o terceiro e esperado último dia de trilhas.
       
      Um aviso de amigo, não experimentem brincar com a flor da foto abaixo. Isso me custou um bocado de tempo para conseguir remover os espinhos que grudam individualmente na roupa.
       

       
      Continuando, avistamos belos icebergs na borda do Lago Grey, sinal de que a geleira estava se aproximando.
       

       
      E foi bem isso. Um pouco depois chegamos ao mirador do Glaciar Grey, onde a longuíssima geleira avança sobre o lago de mesmo nome e sobre uma ilha que a contém.
       

       
      Naquele momento, decidimos que não iríamos até o refúgio Grey, pois o horário do barco não era compatível com o nosso. Assim, voltamos até o Paine Grande e descemos até o acampamento Las Carretas, um dos trechos menos frequentados do parque e já fora do circuito W.
       

       
      Apesar das belas paisagens iniciais, a maior parte dos 17 km seguintes seria bastante monótona, uma pradaria sem fim, com poucas aves passando. Ao menos o trajeto era plano.
       

       
      Ao chegar ao camping desprovido de qualquer infraestrutura, a decisão mais difícil: ter outra péssima noite ali ou arriscar seguir caminho e conseguir carona para voltar à outra portaria onde estava o carro, há quase 50 km dali? Escolhemos a segunda opção. Chegamos à sede do parque onde passava a estrada, mas os poucos veículos que passavam em sentido norte naquele fim de dia eram transportes dos hotéis. Com isso, tivemos que pedir clemência ao responsável pela sede, um senhor que nos deixou acampar ao lado do prédio que fica na margem do Lago Toro. O senhor foi tão gentil que até me passou a senha do wifi, e eu pude avisar para minha mãe que ainda estava vivo.
       
      Improvisamos um conserto para que a segunda barraca pudesse passar sua última noite conosco antes de ir dessa para melhor. Os únicos ruídos dessa noite foram dos ventos uivantes e dos roncos do Vini.
       
      Distância percorrida: 29 km. Total: Cerca de 78 km, com um baita peso nas costas e elevações constantes de 50 a 850 metros!
       
      6° dia
       
      Começamos bem o dia. O segundo carro que passou, com um simpático casal de italianos, deu carona para nós e para nossas mochilas até a portaria do parque.
       
      Uma hora depois lá estávamos de volta. Juntamos os últimos 8 dólares que tínhamos para pagar o translado até o hotel para eu retirar o carro.
       
      No caminho até a fronteira, flagramos um bando de condores andinos.
       

       
      Depois do almoço e e da aduana, voltamos por um atalho de estrada de chão, frequentado mais por animais do que humanos.
       

       
      De volta à cidade no meio da tarde, fomos direto para o Parque Nacional Los Glaciares. O parque, pago, consiste em uma estrada que costeia um rio até a principal atração de El Calafate, o Glaciar Perito Moreno.
       
      Plataformas te deixam bem próximo da geleira, a ponto de ver e ouvir com clareza os pedaços de gelo se partindo e desabando na água.
       

       
      As colunas de gelo de 60 m de altura que se estendem por até 5 km e que crescem e se despedaçam constantemente, são mais uma paisagem indescritível, especialmente durante o pôr-do-sol.
       

       
      Quando saímos do parque já anoitecia. A quantidade de lebres que passa pela estrada é surpreendente. Especialmente pela rota 60, que é de chão em meio a fazendas. Cruzamos por dezenas delas, felizmente nenhuma atropelada.
       

       
      Eu e Vini dormimos no mesmo hostel de antes, enquanto que Raquele, que ficaria mais um dia na cidade, foi para outro.
       
      7° dia
       
      Cedinho pegamos o voo para Ushuaia, ou “Uçuaia”, como dizem os argentinos. Peguei umas dicas valiosas no centro de informações do aeroporto e, claro, carimbei meu passaporte com o selo do fim do mundo.
       
      Como Ushuaia é uma zona franca, as coisas custam consideravelmente mais barato que em El Calafate. Sendo assim, consegui finalmente almoçar de verdade, no restaurante El Turco, que fica na principal avenida do centro, a San Martín. Ushuaia não tem o mesmo charme de El Calafate, mas ainda assim é agradável. Dentro das construções climatizadas, claro, pois os ventos e baixas temperaturas limitavam as caminhadas, sobretudo em dias nublados e à noite.
       

       
      Reservamos o passeio pelo Canal de Beagle, escolhendo o de 750 pesos, que passava pelas ilhas dos passeios padrão e mais a dos pinguins. Estava um pouco receoso pelo alto custo, mas posso dizer que valeu muito a pena. O passeio de quase 7 h começa passando por ilhotas cobertas de colônias de aves, principalmente o cormorão, que à distância parece um pinguim. Além destes, há gaivotas, trinta-réis, albatrozes, entre outras espécies menos frequentes.
       

       
      Pouco à frente fica a Ilha dos Lobos Marinhos, que abriga algumas dezenas desses animais tranquilos.
       

       
      Continuando, se passa pelo Farol Les Eclaireurs e mais outro bando de aves iguais continuando por um bom trecho sem ilhas, com raros povoados no lado argentino do canal e o vilarejo de Puerto Williams, que disputa com Ushuaia o título de cidade mais austral do mundo, e talvez não o seja pelo fato da população ter menos de 3000 habitantes, sendo a maioria militares e pescadores.
       

       
      Em seguida a embarcação passa por uma estrutura geológica formada na glaciação, e após contorná-la, chega ao destino final, a Ilha Martillo, mais conhecida como Pinguinera.
       

       
      Incontáveis pinguins-de-magalhães se reúnem nesse pedaço de terra como parte do seu ciclo de vida, e nos brindam com essa exibição incrível. Junto a eles aparecem algumas aves oportunistas, como escuas e urubus, além de 2 outras espécies de pinguim: o Papua, que é a ave mais veloz na água, e o Rei, que é mais raro e maior que os outros que passam por lá.
       

       
      Quem tem muita sorte, como a Raquele que foi no dia seguinte, consegue ver alguma baleia pelo meio do canal. Para os demais, resta o longo retorno assistindo documentários sobre a Terra do Fogo e os pinguins na cabine climatizada, ou então babando no sofá como meu amigo.
       
      À noite, eu e Vini jantamos em um lugar animado da Av. San Martín chamado Chester. Comi eu queria muito comer queijo Roquefort, uma iguaria barata na Argentina, pedi uma pizza de 4 queijos só para mim, já que ele não queria. Enquanto comíamos e tomávamos a ótima cerveja vermelha da marca local Beagle, passava um pot-pourri de clipes de rock das décadas passadas. É um bom lugar para um esquenta.
       

       
      Retornamos em seguida ao bom hostel Yakush para dormir em seus colchões moles.
       
      8° dia
       
      Às 10 h pegamos o transporte que sai de hora em hora da estação rodoviária para o Parque Nacional da Terra do Fogo. Duzentos pesos para ida e volta e mais 100 para entrada no parque.
       
      Começamos pela trilha que segue pela costa da Baía Lapataia, em meio às 3 espécies de árvore do gênero Nothofagus, as mesmas que havia em Torres del Paine. Não possuía grandes novidades, além de alguns passarinhos, chumaços de algas-pardas, mexilhões e grãos de areia acinzentados.
       

       
      Em meio à trilha estávamos morrendo de calor pela quase ausência de vento, mas quando fomos para as demais o tempo virou. Veio uma brisa do capeta e uma chuva bem chata.
       
      Uma das trilhas levava até um observatório de aves, embora nenhuma nova naquele dia. A outra até uma turfeira gigante, causada pela matéria orgânica lentamente sendo decomposta no frio e umidade do lugar.
       

       
      A última trilha nos mostrava o estrago causado pelos castores, resultado de mais uma introdução de espécie exótica desastrosa. A castoreira represa a água em um ponto e alaga uma baita área, onde morrem essas árvores de lento crescimento.
       

       
      Retornando, ainda tivemos sorte de observar uma raposa se alimentando.
       

       
      Nosso transporte de volta sairia às 19 h, como ainda tinha um bom tempo fomos até a cafeteria que ficava um pouco distante. Chegamos às 18:05 h, e para nossa surpresa, já estava fechada! Assim, tivemos que aguardar na sarjeta junto com um chinês maluco que ficava fotografando cavalos em atividade de cópula a nossa frente.
       
      No retorno ao hostel conhecemos uma dupla de brasilienses, Edgar e Conceição. Tentamos ir a um pub, mas o lugar não aceitava cartão de crédito, estava cheio e era quente demais. Com isso, eu e Vini jantamos no mesmo lugar da outra noite e depois degustamos um bom vinho que a dupla nos ofereceu no albergue, enquanto o staff reclamava o tempo todo da nossa conversa que beirava uns 50 decibéis. Apesar desse cara chato, a ruiva da manhã é bastante simpática.
       
      9° dia
       
      Vini partiu de manhã cedo de volta ao Rio.
       
      Depois de um café-da-manhã reforçado, lamentavelmente sem frutas como no albergue anterior, saí para uma caminhada. Infelizmente escolhi o dia errado para as compras, pois no domingo a maioria das lojas, inclusive as de equipamentos de aventura, estava fechada. Consegui apenas comprar souvenires e ir ao supermercado pegar um bocado de alfajores de 4 pesos cada.
       
      Na ida para o almoço, encontrei Raquele voltando de um passeio e ela encontrou outra brasileira que tinha conhecido na viagem. Fomos os 3 almoçar no Banana Bar. O lugar também sai bem em conta, mas precisa urgentemente de mais de uma garçonete para atender todo mundo. Provei a outra marca de cerva, a Cape Horn. Boa, mas ainda fico com a Beagle.
       

       
      No retorno, pausa para um chocolate quente. Depois disso fiquei matando o tempo no albergue, pois estava cansado para ainda visitar o Cerro Martial, a outra atração da cidade, e sem dinheiro vivo para os museus. Peguei o táxi e quando fui embarcar descobri que tinha uma maldita taxa de 28 pesos separada da passagem para pagar em dinheiro.
       
      USH-AEP, EZE-POA e finalmente de volta direto ao trabalho!
       

       
      Ps: Se você curtiu as dicas, quer economizar ainda mais, conhecer outros destinos e apoiar novas relatos, não deixe de conferir meu blog! http://www.rediscoveringtheworld.com

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