Onde estivemos: Blumenau, Pomerode, Timbó, Brusque -- e o melhor, Festa Pomerana!
Quando: 19 a 22 de janeiro de 2012
Comentários gerais
O tempo: novamente tivemos sorte. A previsão era de chuva todos os dias, mas só choveu no fim do domingo (na verdade, foi um grande refresco) e durante nossa ida de ônibus de Blumenau para Pomerode (eu dormi, quando acordei já estava em Pomerode e tudo estava seco). De um modo geral estava MUITO calor. O pior horário geralmente era de tarde, quando ficava extremamente quente.
Chegando em Navegantes: Basta sair do aeroporto e dar uma olhada que você identifica um ônibus executivo esperando por passageiros – era o ônibus que a Gol providencia para levar passageiros para Blumenau (grátis!). Dali leva mais uma hora até chegar a Blumenau. No fim das contas, chegamos à 1 da madrugada em Blumenau.
Hotel: Era para termos ficado o tempo todo no Ibis, mas passamos uma noite no Gloria. É que, tarde da noite, ao chegarmos no Ibis, má notícia: estava lotado e nossa reserva, ainda que feita meses antes, não entrara no sistema – por falha deles. E aí vem o procedimento de como manter o cliente: o recepcionista me explicou a situação, pediu milhões de desculpas, assumiu que foi um problema do Ibis, ligou para outro hotel e nos mandou para lá. Detalhe: me deu *em dinheiro* a diferença da tarifa (de 125 para 180)!! O hotel era pertinho (Hotel Gloria), uma esquina adiante.
Dormimos e saboreamos um farto café da manhã no dia seguinte – o Glória é famoso pelo café, mas eu sinceramente não achei essa coisa toda (ainda que farto). No dia seguinte finalmente ficamos no Ibis.
Pomerode: Foi a cidade mais charmosa que conhecemos na viagem. É o tipo de cidade pequena e aconchegante que nos atrai. Logo na entrada tem um portal, e nesse portal fica o centro de informações.
Percorremos a Rota do Enxaimel, que achei muito interessante pelo aspecto rural e pelas belas vistas. Passeamos um pouco pelo centro da cidade, com direito a visitas ao Museu Pomerano e à cervejaria Schornstein. Tinha também o zoológico -- consta que é dos maiores do Brasil --, mas não entramos. No caminho para Timbó passamos pelo Museu Casa do Imigrante Carl Weege. Muito inteiressante!
Portal de entrada de Pomerode
Rota do enxaimel, em Pomerode
Timbó: é cidade onde a Borck é fabricada. Passeamos pelo centro histórico, na Praça Oscar Bremer e arredores. Vale conhecer a represa do Rio Benedito, com uma bela ponte cruzando o rio.
Represa do Rio Benedito, em Timbó
Brusque: paramos na praça do centro cívico, em frente à bela prefeitura local. Dali subimos para o parque zoobotânico (R$ 5), onde há um teleférico para o Parque Leopoldo Moritz. Há, não. Havia. Conversando com um moço no local, ele falou que há anos que está parado. Mas que deve finalmente ser reinaugurado este ano. Uma pena, o trajeto parece ser bem legal. De qualquer forma, curtimos o parque, ainda que ele não esteja muito bem cuidado. Fomos no bar da ZehnBier, mas estava fechado. Acabamos provando a ZehnBier em Blumenau mesmo.
Centro cívico de Brusque
Blumenau: andamos bastante pelo centro histórico e dele até o famoso Parque Vila Germânica, palco da Oktoberfest (hei de ir algum dia!). Museu da cerveja, Praça e Mausoléu do Dr. Blumenau, Catedral São Paulo Apóstolo (moderna e impressionante pela grandeza), Teatro Carlos Gomes, Prefeitura e arredores, Morro do Aipim, enfim, (quase) todas as atrações da área central. Fizemos também uma caminhada bacana da Vila Germânica para o centro, mas pela Rua Herman Herring.
Numa das saídas de carro, cruzamos algumas das famosas pontes da cidade (muito bacanas!). Fomos nas cervejarias Bierland e Eisenbahn, ambas são bem distantes do centro da cidade. Tentamos ir no museu do cristal, que fica perto da Eisenbahn, mas ele fecha cedo aos sábados.
Prefeitura de Blumenau
Vila Germânica, em Blumenau
Festa Pomerana: Na verdade, nem sabíamos da existência da Festa. Um casal de amigos de Joinville que nos avisou algumas semanas antes que estaríamos por perto durante a festa. Que bom! Nos programamos para ir lá no sábado à noite. Chegamos lá às 18hs e saímos umas 23:30.
Gostei muito da festa. Deu gosto de ver o desfile de entrada na festa, com muita gente muito orgulhosa de estar ali -- participando ou assistindo. Acho que, dentro do possível, é uma festa que preserva suas tradições (digo isso por já estar cansado de ver festas juninas no Rio regadas a pagode e/ou funk e sem absolutamente nada característico de uma festa junina). Tem três palcos diferentes com músicas típicas, diversos pontos de bebidas e comidas, há atividades como tiro ao alvo, pássaro ao alvo (!!), bolão de mesa (!!), lojinhas (nem tããããão características assim). Há mais atividades ainda, só que não pudemos conhecer por conta do horário. Certamente é uma festa que eu gostaria MUITO de voltar.
Uma coisa que me chamou a atenção, ao menos no tempo em que estivemos lá: a limpeza. Havia vários pontos de lixo pela festa e eu vi mais de uma vez gente recolhendo o lixo, de modo a impedir que entupisse. Não me lembro de ver um chão emporcalhado, tão característico em diversos eventos pelo Brasil afora.
Boas cervejas (Schornstein, Bierland, Heimat; e Antarctica, para quem queria água sabor cerveja) a preços tabelados (R$ 4,5 para Pilsen, R$ 5,5 para trigo e as mais encorpadas, sempre copo de 400ml).
Festa Pomerana! (bem cedo, ainda)
Chegada das "majestades" na Festa Pomerana
Transporte para a Festa Pomerana: nós planejamos ir na Festa Pomerana no sábado à noite, mas queríamos ver a logística de transportes de ida e volta para Blumenau. Como é uma festa regada a cerveja, eu não ia voltar dirigindo. Porém é beeeeem complicado voltar de lá de transporte público. Para vcs verem: há duas empresas operando entre Blumenau e Pomerode. Numa delas, a Volkmann, o último ônibus de Pomerode para Blumenau era às 18:00. A outra, Catarinense, antes disso! Felizmente vimos que há um ônibus da Catarinense que vem de Curitiba e passa por Pomerode por volta de meia-noite, passando depois por Blumenau. Compramos passagem para esse ônibus. Somente nós pegamos esse ônibus, acho que todo o restante da galera da festa estava de carro mesmo – ou em excursões.
De qualquer forma, as outras alternativas seriam: taxi (uma facada profunda, descartado), agência de viagens que fazem translado (acho que um carro de ida/volta teria saído umas 50 pratas). Fica a dica para a galera.
No fim das contas o melhor mesmo teria sido dormir em Pomerode.
Cervejas: provamos quase todas que queríamos provar, faltou somente a Das Bier, de Gaspar. Quando passamos por Gaspar ainda era num começo de tarde e a informação que eu tinha era de que o bar da fábrica só abria mais tarde. Provamos as outras famosas da região – Eisenbahn, Bierland, Borck, Heimat, Schornstein, Zehn Bier, WunderBier, outras mais de que não me lembro (até mesmo a Saint Beer), ainda que sem fazer roteiro cervejeiro – i.e., ver o processo de fabricação, visitar fábrica. Preferimos provar a ver fazer .
Para quem está acostumado a Ambevs e Itaipavas da vida, é outra realidade. Muito superior!
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Quem quiser ler sobre Pomerode e a Festa Pomerana no blog da Katia, clique aqui.
Onde estivemos: Blumenau, Pomerode, Timbó, Brusque -- e o melhor, Festa Pomerana!
Quando: 19 a 22 de janeiro de 2012
Comentários gerais
O tempo: novamente tivemos sorte. A previsão era de chuva todos os dias, mas só choveu no fim do domingo (na verdade, foi um grande refresco) e durante nossa ida de ônibus de Blumenau para Pomerode (eu dormi, quando acordei já estava em Pomerode e tudo estava seco). De um modo geral estava MUITO calor. O pior horário geralmente era de tarde, quando ficava extremamente quente.
Chegando em Navegantes: Basta sair do aeroporto e dar uma olhada que você identifica um ônibus executivo esperando por passageiros – era o ônibus que a Gol providencia para levar passageiros para Blumenau (grátis!). Dali leva mais uma hora até chegar a Blumenau. No fim das contas, chegamos à 1 da madrugada em Blumenau.
Hotel: Era para termos ficado o tempo todo no Ibis, mas passamos uma noite no Gloria. É que, tarde da noite, ao chegarmos no Ibis, má notícia: estava lotado e nossa reserva, ainda que feita meses antes, não entrara no sistema – por falha deles. E aí vem o procedimento de como manter o cliente: o recepcionista me explicou a situação, pediu milhões de desculpas, assumiu que foi um problema do Ibis, ligou para outro hotel e nos mandou para lá. Detalhe: me deu *em dinheiro* a diferença da tarifa (de 125 para 180)!! O hotel era pertinho (Hotel Gloria), uma esquina adiante.
Dormimos e saboreamos um farto café da manhã no dia seguinte – o Glória é famoso pelo café, mas eu sinceramente não achei essa coisa toda (ainda que farto). No dia seguinte finalmente ficamos no Ibis.
Pomerode: Foi a cidade mais charmosa que conhecemos na viagem. É o tipo de cidade pequena e aconchegante que nos atrai. Logo na entrada tem um portal, e nesse portal fica o centro de informações.
Percorremos a Rota do Enxaimel, que achei muito interessante pelo aspecto rural e pelas belas vistas. Passeamos um pouco pelo centro da cidade, com direito a visitas ao Museu Pomerano e à cervejaria Schornstein. Tinha também o zoológico -- consta que é dos maiores do Brasil --, mas não entramos. No caminho para Timbó passamos pelo Museu Casa do Imigrante Carl Weege. Muito inteiressante!
Portal de entrada de Pomerode
Rota do enxaimel, em Pomerode
Timbó: é cidade onde a Borck é fabricada. Passeamos pelo centro histórico, na Praça Oscar Bremer e arredores. Vale conhecer a represa do Rio Benedito, com uma bela ponte cruzando o rio.
Represa do Rio Benedito, em Timbó
Brusque: paramos na praça do centro cívico, em frente à bela prefeitura local. Dali subimos para o parque zoobotânico (R$ 5), onde há um teleférico para o Parque Leopoldo Moritz. Há, não. Havia. Conversando com um moço no local, ele falou que há anos que está parado. Mas que deve finalmente ser reinaugurado este ano. Uma pena, o trajeto parece ser bem legal. De qualquer forma, curtimos o parque, ainda que ele não esteja muito bem cuidado. Fomos no bar da ZehnBier, mas estava fechado. Acabamos provando a ZehnBier em Blumenau mesmo.
Centro cívico de Brusque
Blumenau: andamos bastante pelo centro histórico e dele até o famoso Parque Vila Germânica, palco da Oktoberfest (hei de ir algum dia!). Museu da cerveja, Praça e Mausoléu do Dr. Blumenau, Catedral São Paulo Apóstolo (moderna e impressionante pela grandeza), Teatro Carlos Gomes, Prefeitura e arredores, Morro do Aipim, enfim, (quase) todas as atrações da área central. Fizemos também uma caminhada bacana da Vila Germânica para o centro, mas pela Rua Herman Herring.
Numa das saídas de carro, cruzamos algumas das famosas pontes da cidade (muito bacanas!). Fomos nas cervejarias Bierland e Eisenbahn, ambas são bem distantes do centro da cidade. Tentamos ir no museu do cristal, que fica perto da Eisenbahn, mas ele fecha cedo aos sábados.
Prefeitura de Blumenau
Vila Germânica, em Blumenau
Festa Pomerana: Na verdade, nem sabíamos da existência da Festa. Um casal de amigos de Joinville que nos avisou algumas semanas antes que estaríamos por perto durante a festa. Que bom! Nos programamos para ir lá no sábado à noite. Chegamos lá às 18hs e saímos umas 23:30.
Gostei muito da festa. Deu gosto de ver o desfile de entrada na festa, com muita gente muito orgulhosa de estar ali -- participando ou assistindo. Acho que, dentro do possível, é uma festa que preserva suas tradições (digo isso por já estar cansado de ver festas juninas no Rio regadas a pagode e/ou funk e sem absolutamente nada característico de uma festa junina). Tem três palcos diferentes com músicas típicas, diversos pontos de bebidas e comidas, há atividades como tiro ao alvo, pássaro ao alvo (!!), bolão de mesa (!!), lojinhas (nem tããããão características assim). Há mais atividades ainda, só que não pudemos conhecer por conta do horário. Certamente é uma festa que eu gostaria MUITO de voltar.
Uma coisa que me chamou a atenção, ao menos no tempo em que estivemos lá: a limpeza. Havia vários pontos de lixo pela festa e eu vi mais de uma vez gente recolhendo o lixo, de modo a impedir que entupisse. Não me lembro de ver um chão emporcalhado, tão característico em diversos eventos pelo Brasil afora.
Veja aqui o site da Festa. http://www.festapomerana.com.br/
Boas cervejas (Schornstein, Bierland, Heimat; e Antarctica, para quem queria água sabor cerveja) a preços tabelados (R$ 4,5 para Pilsen, R$ 5,5 para trigo e as mais encorpadas, sempre copo de 400ml).
Festa Pomerana! (bem cedo, ainda)
Chegada das "majestades" na Festa Pomerana
Transporte para a Festa Pomerana: nós planejamos ir na Festa Pomerana no sábado à noite, mas queríamos ver a logística de transportes de ida e volta para Blumenau. Como é uma festa regada a cerveja, eu não ia voltar dirigindo. Porém é beeeeem complicado voltar de lá de transporte público. Para vcs verem: há duas empresas operando entre Blumenau e Pomerode. Numa delas, a Volkmann, o último ônibus de Pomerode para Blumenau era às 18:00. A outra, Catarinense, antes disso! Felizmente vimos que há um ônibus da Catarinense que vem de Curitiba e passa por Pomerode por volta de meia-noite, passando depois por Blumenau. Compramos passagem para esse ônibus. Somente nós pegamos esse ônibus, acho que todo o restante da galera da festa estava de carro mesmo – ou em excursões.
De qualquer forma, as outras alternativas seriam: taxi (uma facada profunda, descartado), agência de viagens que fazem translado (acho que um carro de ida/volta teria saído umas 50 pratas). Fica a dica para a galera.
No fim das contas o melhor mesmo teria sido dormir em Pomerode.
Cervejas: provamos quase todas que queríamos provar, faltou somente a Das Bier, de Gaspar. Quando passamos por Gaspar ainda era num começo de tarde e a informação que eu tinha era de que o bar da fábrica só abria mais tarde. Provamos as outras famosas da região – Eisenbahn, Bierland, Borck, Heimat, Schornstein, Zehn Bier, WunderBier, outras mais de que não me lembro (até mesmo a Saint Beer), ainda que sem fazer roteiro cervejeiro – i.e., ver o processo de fabricação, visitar fábrica. Preferimos provar a ver fazer
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Para quem está acostumado a Ambevs e Itaipavas da vida, é outra realidade. Muito superior!
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