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Olá viajante!

Bora viajar?

Relato do primeiro mochilão (Chile) Bolívia e Peru

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Olá pessoal,

 

eu estive por aqui no ano passado e começo desse pedindo opiniões e ajuda, por isso volto pra contar sobre o nosso primeiro mochilão.

Deu tudo certo e amamos a viagem.

Foram 19 dias, incluindo ida e volta e 11 cidades. Nosso roteiro deu super certo!

 

Eu tenho um blog e estou escrevendo pra lá (www.viajesim.com) então vou postar aqui à medida em que for escrevendo pra lá, ok? Quem quiser ver as fotos aparece por lá (não sei postar aqui hehe)

 

Nosso mochilão foi perfeito!

 

Já estamos de volta do nosso primeiro mochilão. Foi tudo muito melhor do que esperávamos. Nosso roteiro funcionou, nos viramos bem com a pouca bagagem -(as duas mochilas totalizaram 20 kgs na ida) conseguimos ir a todos os lugares que queríamos, fizemos todos os passeios que exigiam força física e vivemos experiências maravilhosas e muito diferentes. Foram 19 dias fora de casa, 11 cidades e muito aprendizado. Aprendizado sobre nossa história, sobre outras culturas e sobre nós mesmos.

 

Os posts sobre a viagem virão ao longo dos próximos meses, com bastante detalhes, já que dessa vez eu fui anotando tudinho no meu Diário de Viagem. E esse tudinho foi muita coisa mesmo!

 

Paisagens naturais deslumbrantes, deserto de sal, de pedra, ilha com mar azul e com os tons mais lindos de verde, ilha abarrotada de aves, pinguins e leões marinhos, vales impressionantes. Sítios arqueológicos de civilizações pré-incas, muitos resquícios do grande Império Inca, construções do período colonial espanhol, um povo pré-inca que ainda hoje vive em ilhas flutuantes artificiais e cidades modernas. Meios de transporte de tudo que é tipo, desde aviões confortáveis a espremidos, um teco-teco, ônibus turísticos, ônibus leito melhor que muito hotel, ônibus locais caindo aos pedaços, lanchas espaçosas, barquinho cujo nome deveria ser Titanic, cavalo, bicicleta e muito pé, meu querido pé. Abrigos coletivos com hora para a eletricidade ser desligada e banho pago, hostals novinhos, hotéis honestos, hospedagem carinhosa e hotel de luxo. Muita Pringles e coca-cola, muita coca-cola, mais coca-cola e um pouco mais de coca-cola, e sabores novos e deliciosos, ceviche, tapas, sopas, sopas, sopas, cuy, muito frango, ají amarillo, a deliciosa cozinha fusión e vários drinks com pisco!

 

Vamos postar na ordem em que viajamos, que foi essa:

 

Iquique, Chile

Um passeio rapidinho na cidade no norte chileno, enquanto esperávamos nossa conexão para La Paz. Cenário para esportes radicais, estava abrigando uma etapa do rally Dakar

 

La Paz, na Bolívia

Dois dias e uma noite na cidade de altitude impressionante, população enorme e simpática, incluindo um passeio a Tiwanaco, civilização pré-inca

 

Uyuni, Bolívia

Uma viagem em classe "turística" de 12 horas, com direito a ônibus atolado no deserto e chegamos à base para a "Travessia", passeio de 3 dias em um carro 4x4. Apesar de ter chovido muito, conseguimos visitar o Salar de Uyni, diversas lagoas, desertos de pedras, gêiseres, águas termais e outras paisagens únicas

 

Copacabana e Isla del Sol, Bolívia

Uma maratona em ônibus locais, pingando de cidade em cidade nos levou à cidade às margens do Lago Titicaca, onde passamos duas vezes, na ida e na volta da Isla del Sol. E a Isla, onde dormimos, bem no topo, foi o local que mais amei na Bolívia!

 

Puno e Islas Uros, Peru

Primeira cidade Peruana, ponto de partida para as Islas Uros, ilhas artificiais habitadas por um povo fascinante

 

Arequipa, Peru

Depois de um ônibus leito noturno, Arequipa chegou antes do esperado e, linda e branca, nos reservou só surpresas boas. Até passeio a cavalo fizemos aqui. Claro, ficou na memória como cidade romântica e agradável.

 

Nazca, Peru

Outra noite em ônibus leito, esse melhor ainda, e conseguimos fazer o esperado sobrevôo sobre as famosas linhas, um mistério até hoje. E encaramos o primeiro dia de calor do mochilão

 

Paracas, Peru

Depois de um perrengue e de não conseguir ônibus para Pisco, acabamos pernoitando em Paracas. De lá partimos para as impressionantes Islas Ballestas.

 

Lima, Peru

Três noites e 2 dias bastaram para a capital nos conquistar. Já pode voltar? Cenários belíssimos, um super passeio de bicicleta, restaurantes e bares maravilhosos!

 

Cusco, Peru

Um vôo rapidinho nos levou a Cusco. Ficamos quatro dias na cidade mais turística do país, que conquista com seu cenário repleto de história e boa culinária, além do vale cheio de ruínas incas que a cerca

 

Aguas Calientes e Machu Picchu

Cidade bonitinha que nos presenteou com um maravilhoso restaurante francês-peruano e, finalmente, a famosa Machu Picchu, incluindo a subida de Wayna Picchu e o carimbo no passaporte!

 

Abs,

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Os incas são a civilização mais famosa da América do Sul e, é verdade, tiveram um império enorme no subcontinente. Mas a América do Sul foi o berço de outras civilizações também bastante desenvolvidas, algumas incorporadas na expansão do império inca. E outras, por não terem tido contato com os espanhóis ou deixado registros escritos, acabaram se tornando pouco conhecidas. É o caso dos Tiwanaku, civilização pré-inca e pré-hispânica cuja história permanece cheia de mistérios. Um pouco de sua cultura, porém, pode ser conhecida visitando-se as ruínas tiwanacotas que ficam a 1h de La Paz.

 

 

Foi para lá que rumamos no nosso segundo dia na Bolívia. Passamos por Laja e chegamos ao sítio arqueológico que abriga também dois museus. Visitamos primeiro o que abriga um grande monolito de 7 metros de altura descoberto apenas em 1930. Ali começamos a tomar contato com a cultura tiwanacota de representação em pedra e a observar detalhes interessantes e misteriosos, como a as mãos opostas das estátuas. Em seguida, passamos ao segundo museu que, mais didático, mostra a trajetória desse povo e tem uma exibição de objetos como cerâmica e ferramentas.

 

 

Estima-se que os Tiwanaku tenham vivido ali no altiplano boliviano nas proximidades do Lago Titicaca por cerca de 5 séculos. Seu desenvolvimento teria se dado em 3 fases: primeiro o estabelecimento naquele local; segundo, a fase de construção dos monumentos; e terceiro a expansão que resultou em um império. O desaparecimento desse povo no entanto ainda é misterioso. Eles teriam sumido cerca de 100 anos antes dos incas chegarem por ali. Como não tinham escrita, tudo o que se conhece de sua história foi deduzida a partir de suas ruínas.

 

 

E as ruínas mostram um povo com engenharia avançada, com construção com pedras gigantescas. Eles também dominavam o uso do metal, tinham conhecimentos de astronomia e produziam cerâmica. No campo religioso reverenciavam a Pachamama, ou Mãe Terra, representada em algumas estátuas.

 

 

As ruínas que hoje são um local para visitação ainda passam por processos de escavação e restauração. Muita coisa foi danificada ao longo dos séculos, como a pirâmide Akapana, da qual hoje se vêem apenas 3 ou 4 andares, por ter sido soterrada pelos espanhóis para evitar o culto dos nativos a seus ancestrais. Por isso, foi bastante simbólico quando Evo Morales, em janeiro de 2006, foi até Tiwanaku para ser investido líder religioso dos indígenas bolivianos. Foi ali que ele declarou que a Bolívia passava a ser um Estado Plurinacional.

 

 

O sentido religioso parece dominar as ruínas locais. Além da pirâmide há um portal e um templo repleto de cabeças de pedra.

Nosso passeio a Tiwanaku foi reservado com a empresa Turisbus, que fica no Hotel Rosario, onde nos hospedamos e incluiu o transporte em van, o guia, as entradas no parque e um almoço, no café do próprio hotel composto de entrada (sopa ou salada), sanduíche, sobremesa e café ou chá.

 

Saímos de La Paz às 9h e voltamos às 13h30. Pelo pacote pagamos R$ 80 por pessoa.

  • 2 semanas depois...
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O pequenino Museo de La Coca

 

Cheguei ao Museo de la Coca meio cética, confesso. Estava apostando que ia ser chato, ou superficial ou que não me acrescentaria nada de novo sobre o tema. Mas, ainda bem, eu estava enganada. O pequenino museu tem uma proposta muito clara - oferecer informação simples e direta sobre a história da Coca, a folha originária dos Andes e que deu origem à substância cocína - e é muito bem sucedido em seu propósito.

 

Localizado na Rua Linares, o museu fica nos fundos de uma galeria. A entrada custa 10 bolivianos por pessoa e dá direito a visitar a exposição no primeiro andar, com guia impresso em português, e ao café no segundo piso. A exposição é quase completamente composta de textos e fotos, cartazes, sem outros recursos. Apesar disso, me prendeu bem, não achei entendiante.

 

O conteúdo é bem completo. Inclui informações históricas, sobre a origem da folha, o hábito nativo de mascá-la e como os espanhóis a utilizaram para a exploração dos indígenas. Descreve o uso da coca em bebidas e tônicos e o desenvolvimento da cocaína, em consultórios médicos (Freud utilizou bastante a substância)e o uso de derivados desta família (como a lidocaína etc) pela indústria farmacêutica. E explica também a evolução da legislação que tornou essa substância feita com a coca ilegal.

 

Também há informação sobre o uso abusivo da cocaína, mostrando os efeitos sobre a saúde, o tráfico da droga e a guerra às drogas. E traz também informações sobre a composição nutricional da folha, seus efeitos quando utilizada da forma tradicional e diversos outros aspectos.

 

Entre as fotos há interessantes anúncios de produtos dos anos 40 e 50 utilizando crianças e vendendo os benefícios da cocaína para a saúde. Uma informação que eu não conhecia é que a Coca-cola, a Coke americana, não foi a primeira bebida comercial a utilizar a coca na composição. Quando lançado, o refrigerante entrou no mercado para competir com o vinho Mariani, francês, e de bastante sucesso na época. Tão popular que o Papa Leão XIII apareceu em um anúncio endossando a bebida.

 

No segundo andar do museu funciona uma cafeteria onde é possível consumir e comprar para levar para casa produtos à base de coca como cafés, bolos, doces e licor. Vale lembrar que é proibido entrar no Brasil com folhas de Coca, mas pode-se trazer produtos industrializados à base de Coca.

 

O pequeno Museo de la Coca vale uma visita e vale ser divulgado, pois é uma pequena mostra de informação clara e útil.

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obrigada pelas respostas e estou adorando tdo.. faltam 12 dias pra minha..

\o/

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Que bom que está curtindo. Ai, preparativos são tão bons, né? a gente curte a viagem um tempão antes dela acontecer.

abs,

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Oba, finalmente chegamos aos posts sobre a Travessia do Salar de Uyuni. Depois de contratarmos a agência para o passeio (contamos aqui) saímos às 10h30m em um carro dirigido pelo Juan, tendo mais dois casais como companheiros para o esperado Tour de 3 dias pelo Salar de Uyuni. Vale lembrar que o passeio tem esse nome, Tour ou Travessia do Salar de Uyuni, mas o Salar é uma pequena parte do passeio, onde vamos apenas no primeiro dia. Durante os três dias passamos por diversos povoados como San Cristóbal, Agencha e paisagens como lagoas, desertos etc.

 

 

E a primeira parada é justamente o Salar. Nos dirigíamos para lá quando um policial nos parou e pediu carona até o povoado de Colchani. Não entendemos direito o que havia acontecido, mas parecia que ele ia verificar a morte de alguém (mas não era turista, nos disse o guia). Em Colchani o policial desceu e o guia nos disse que podíamos descer também para uma feirinha de artesanato, mas recusamos e seguimos para o Salar. Não demorou muito para entrarmos no terreno de sal com uma camada de água e para vermos os montes de sal amontoados pelo caminho.

 

Nosso guia nos explicou que somente os moradores de Colchani podem trabalhar na exploração do sal. Os montes são feitos ali para secar o sal, que é levado de Colchani a Oruro e de lá para ser industrializado.

 

Poucos minutos depois paramos no Museo de Sal. O deserto não estava tão branco, segundo o giua, porque havia ventado muito nos dias anteriores e com isso tinha vindo terra. Fomos tirar fotos e, claro, rolaram aqueles clássicos cliques "divertidos". Ao lado do museu de sal há um espaço com várias bandeiras. A brasileira, bem pequena, está lá =)

 

 

 

Algum tempo depois o guia nos chamou para almoçar. Nosso "restaurante" estava montado na traseira do carro. A comida era quinua (gostosa!), bife de porco (beeem grandão), tomate e pepino. De sobremesa, bananas. E coca-cola para beber. Ah, a quinua é plantada ali na região mesmo e colhida uma vez por ano, em junho. Mais adiante passaríamos por um campo de quinua.

 

Fomos então tirar fotos em grupo e aí começamos a interagir com nosso companheiros de viagem. Um casal era neozelandês e o outro suíço. Depois desse momento não faltou assunto entre nós.

 

A seguir, entramos no carro e fomos para outra parte do Salar, onde havia mais montes de sal e a camada de água estava maior. Tiramos nossos sapatos e nos divertimos.

 

Depois, carro. Passamos por Uyuni novamente, já que por conta da água tivemos que seguir pelas margens do Salar, e seguimos em frente rumo ao Cementerio de Trenes. Ficamos um bom tempo lá brincando entre os trens abandonados. Tiramos fotos e gravamos as "cenas" do nosso videozinho a la Indiana Jones, lembram dele?

 

 

Saindo do Cementerio já era meio da tarde e nos dirigimos para nosso alojamento. Deixamos as mochilas no quarto, tomamos um café com biscoitos e fomos dar uma volta enquanto o sol se punha. Havia um campo com criação de lhamas pertinho e ficamos lá olhando as bichinhas e tentando abraçar uma baby lhama.

 

Voltamos para o alojamento e eu corri para tomar um banho. Havia água disponível, incluída no pacote, mas para tomar banho quente era preciso pagar 10 bolivianos. Paguei sem pestanejar e tomei um delicioso banho. Quando saí do banheiro a menina suíça me procurava para ouvir a "música brasileira". Traduzindo, Michel Teló e seu onipresente "Ai, se eu te pego".

 

 

Fomos então jantar. Sopa de legumes com pão, coxa com sobrecoxas de frango assadas acompanhadas de batatas, tomate e banana. Tudo estava gostoso, quentinho e suficiente para todos comerem bem. Depois do jantar servem café e chá. E há outras bebidas que podem ser compradas ali como cerveja e vinho. Também são vendidos itens como papel higiênico, água em galão e biscoitos.

 

 

Depois disso conversamos um pouco enquanto ouvíamos música brasileira no rádio, coloquei minha câmera para carregar (yay!) e depois fomos pro quarto porque estávamos exaustos. A luz do local é desligada às 22h, mas nem vimos quando desligaram.

 

 

No dia seguinte acordamos às 7h, nos arrumamos, embarcamos as mochilas e tomamos café antes de partir.

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Jaqueline, vou fazer um mochilão de 23 dias a partir de 29 de abril deste ano. Vou à Bolívia e ao Peru. Eu e meu namorado pretendíamos ver a hospedagem quando chegassemos lá. O que vc acha? Possível isso? Ou é melhor fazer as reservas antes? Estou adorando seus posts! Estão sendo muito úteis. Copiarei integralmente os itens de sua bagagem. Acabo de comprar minha bota, hoje, depois de ler os posts anteriores!

 

Beijos,

 

Luana

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Oi Luana fico muito feliz em saber que meus posts ajudaram =)

Olha, é tranquilo sim. Em td lugar a que fomos tinha vagas. Mas, assim, eu sou mt prevenida e se vcs forem como nós, é mt corrido então td tempo economizado com "burocracias" é bem vindo. Então eu te aconselharia a fazer as reservas daqui mesmo, porque a maioria não se paga antes, é por email mesmo. E drante a viagem vc vai checando se realmente vai estar naquele lugar,m naquela data. A gente fez isso. De certinho mesmo, reservado e pago só tinhamos La Paz, Cusco e Aguas calientes. Mas em tds os locais tinhamos reservas. A maioria ficamos no que reservamos mesmo. Alguns não rolaram, entao eu enviava um email antes cancelando.

Mas se certifique que areserva nao será cobrada caso cancelada.

Se não quiser fazer reserva, leve pelo menos o nome de 3 lugares em cada cidade.

Abs,

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Muita obrigada, Jaqueline!! Já estou anotando alguns lugares bacanas que vi na internet para cada cidade por onde vamos passar.

 

Beijos,

 

Luana

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Tour pelo Salar de Uyuni: dia 2, o dia das lagunas

 

O segundo dia do passeio pelo Salar de Uyuni (leia sobre o dia 1 aqui) poderia ser chamado de dia das lagunas, já que vemos várias e o objetivo é chegar à Laguna Colorada a tempo de ver sua mudança de cor, por volta de 15h30m.

 

Por isso o dia começou cedo, às 7h, quando acordamos. Depois de embarcar as mochilas e tomar café, saímos do alojamento. A primeira parada foi no Vale de los Rocas, onde vimos a pedra com forma de Condor (o pássaro símbolo dos Andes). No caminho vimos a fumaça de um vulcão ativo, na direção do Chile.

 

Depois começou a série "As Lagunas". Paramos na Laguna Hedionda, que tinha um cheirinho incoveniente (hehehe). Ainda passamos por outras duas, Cañapa e Chiarkota, que vimos só do carro e seguimos para a Laguna Honda a 4.125 metros de altitude. Ali demos a volta a pé na Laguna e fomos almoçar na nossa linda mesinha e cadeiras de pedra, arrumada pelo Juan. O almoço dessa vez foi frango com macarrão, legumes, laranjas e coca-cola.

Depois do almoço o carro seguiu um bom tempo por uma paisagem que lembrava um cânion. Aí paramos no Mirante da Montanha de 7 cores e no deserto Silole. Nessa parte vimos um animalzinho que se chama Biscatcha, uma espécie de coelho.

E tocamos para ver a árvore de pedra, uma formação de rocha vulcânica. Dica: ali tem banheiro.

 

Nessa parte é preciso pagar uma taxa de 15 bolivianos para entrar no parque Eduardo Avaroa. O alojamento em que iríamos pernoitar é logo pertinho da entrada, bem em frente à Laguna. Compramos as entradas e rumamos logo para o mirador. A subida é demorada e o vento forte, cortante. Mas lá de cima a vista é linda, com a laguna se avermelhando e cheia de flamingos. Eu fiquei apaixonada por esse cenário. Se não o frio intenso por conta do vento teria ficado mais tempo por lá. Mas, ficamos o quanto aguentamos assistindo aquele espetáculo e aí descemos. Mais frio ainda na descida!

 

Quando descemos do mirante e chegamos ao alojamento nosso guia já tinha descarregado as mochilas. Este segundo alojamento é inferior ao primeiro, porque é mais rústico, o chão sem acabamento e o banheiro menor (e eu achei sujo). Tomamos café e tomamos banho quente, pago (15 bolivianos). Lá pelas 19h30m serviram o jantar, que foi sopa de legumes com pão e macarronada. Mas para agradar, teve vinho =)

 

Durante a noite senti frio, mesmo com vários cobertores. Fomos acordados às 4h20 pelo Juan e saímos em uns 10 minutos. Foi tudo tão rápido ( e escuro) que acabamos esquecendo nossos sacos de dormir no alojamento. Mas depois deu tudo certo e nosso guia combinou de ir lá pegar (ainda bem!).

 

Saímos sem tomar café porque tínhamos que correr para as atrações do dia 3. Assunto para o próximo post.

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ùltimo dia do passeio pelo Salar:

 

 

O último dia do passeio é o mais cansativo dos 3. A gente acorda super cedo - 4h20m - e corre para ver os gêiseres. É legal, mas às 5h é muito, muito frio. Frio do nível paralisante que impede de tirar uma foto digna.

 

 

 

 

 

 

Preferi bem mais a segunda parada, as águas termais enquanto víamos o sol nascer. "Aí sim eu vi vantagem". Sem contar que adorei o termo em inglês "hot springs". Achei quase tão melódico quanto handkerchief . Mas deixando minhas preferências sobre a língua inglesa de lado e voltando ao passeio, tivemos uns 40 minutos para ficar lá no quentinho, mas acho que ficamos mais. Estava uma delícia!

 

 

 

 

 

Posando pra foto. Depois entramos de roupa de banho

 

É nessa parada mesmo que tomamos o café da manhã, finalmente. Depois andamos bastante tempo no carro e passamos pelo que chamam de Deserto Salvador Dalí, pela Lagoa Branca e pela Verde. Nessa última há uma montanha cujo cume está a 6 mil metros de altitude. É muito procurada pelos esportistas para escalada porque você chega a um ponto altíssimo, mas partindo de um "plano" já alto, a 4,8 mil metros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Seguimos até perto da fronteira com o Chile e esperamos a chegada do transfer de um dos casais, que seguiria para aquele país. Nesse ponto quem segue pro Chile precisa apresentar o bilhete do parque comprado no dia anterior. Essa é uma das opções de roteiro, seguir para San Pedro de Atacama. A outra é voltar para Uyuni.

 

 

E olha, essa opção é chata, viu? Daí em diante é só uma longa volta. Fizemos uma parada para almoçar - arroz, atum e salada e gelatina de sobremesa - em uma pequena vila, onde dá pra usar o banheiro por 1 boliviano. Depois fizemos ainda uma parada para usar o banheiro e comprar bebidas em San Cristobal. No caminho vimos uma empresa que explora o Boro, o acampamento dos trabalhadores, uma plantação de quinua e outras coisas que tornam a viagem menos entendiante, mas é muito tempo sacolejando no carro. Chegamos em Uyuni por volta das 16h.

 

 

E é isso. Esse terceiro dia é bem cansativo, por isso ficar de molho nas águas termais é providencial. Bom, aí acabou o passeio em si. E para nós começou uma peregrinação para chegar a Copacabana (a boliviana e não a princesinha do mar). Assunto para o próximo post!

 

 

 

 

Abs,

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