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Um Casal na Europa (17 dias) - Amsterdã, Madrid, Andaluzia e Paris


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Oi Marcelo tudo bem? Adorei seu relato, muito completo as fotos os gastos diarios, completissimo.

Eu e meu marido estamos chegando na Europa dia 25 de julho, estamos super na expectativa e preocupados com os gastos.

Vi que vc se prontificou em enviar a planilha de excel com os gastos , pra quem quiser, eu adoraria se vc pudesse me enviar, fico muito grata.

estamos fazendo calculos diarios, quase enloquecidos. Medo e frio na barriga... obrigada Marcelo

 

Oi Patricia, estava conversando com o Marcelo sobre isso... não sei qual o padrão que vc tem em mente, nem que cidades vc vai visitar, mas acredito que com 30 ou 40 euros por dia, vc vai se alimentar bem (p/ o casal), sendo que é possível gastar uns 10 ou 20 se vc comprar em mercados e viver de lanches.

 

Para os passeios e museus, creio que uns 20 por dia são suficientes... onde vcs pretendem se hospedar?

 

Abs

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Obrigado Bibi!!!! O tempo esta bem curto mas eu chego la!!!

 

Tao curto que eu entrei aqui hoje so para dizer que a KLM ta com uma otima promocao esse fim de semana: passagens a USD699 ida e volta pra Europa, com stopovers na ida e na volta para Amsterda!!! Tem data ate o fim do ano.

 

Quem puder, aproveite, porque o esquema da parada gratis na ida e na volta eh uma otima opcao.

 

Abs

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Oi Marcelo tudo bem? Adorei seu relato, muito completo as fotos os gastos diarios, completissimo.

Eu e meu marido estamos chegando na Europa dia 25 de julho, estamos super na expectativa e preocupados com os gastos.

Vi que vc se prontificou em enviar a planilha de excel com os gastos , pra quem quiser, eu adoraria se vc pudesse me enviar, fico muito grata.

estamos fazendo calculos diarios, quase enloquecidos. Medo e frio na barriga... obrigada Marcelo

 

 

Patricia, estou tendo anexar arquivo mas não estou conseguindo - na verdade não sei como anexo um arquivo .xls nas MP do Mochileiros. Alguém sabe?

Em todo caso, me passa por MP seu email pessoal que te envio.

Abs

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12/04 – Granada

 

Acordamos por volta das 10h. fomos ao mercado próximo do hotel e compramos iogurte, croissants, salame e morangos para um desayuno no quarto. Era dia de ir a Alhambra, o mundialmente famoso complexo da época do domínimo árabe sobre a península ibérica, e decidimos tomar café em casa e ir caminhando em direção a Plaza Nueva, de onde saem os onibus para lá. Percorremos as ruas que margeiam o Albaicín, visitamos os as ruínas dos baños árabes (nada de mais, entrada gratuita) e depois tomamos o bus 30 em direção a Alhambra, não sem antes nos abastecer numa confeitaria em Granada com alimentos para comer durante o percurso – evidentemente as coisas dentro da Alhambra são mais cara$$.

 

A grandeza do local impressiona logo na chegada, potencializada pela multidão que se forma para entrar na Alhmabra. Optamos por comprar as entradas com muita antecedência através do site do Servicaixa. No momento da compra é preciso marcar a hora de entrada no Palácio Nazaríes, que é o único lugar do complexo que se visita com hora marcada. A dica é marcar um horário cerca de 1 ou 2h depois do horário que você pretende chegar na Alhambra, pois o caminho a percorrer até os palácios é longo. Começamos a visita pelo Generalife, uma espécie de jardim de inverno deste complexo. Muito bonito. Pra nosso azar, nesse momento começou a cair uma chuvinha fina.

 

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Jardins do Generalife

 

Percorremos então o caminho que liga o Generalife a Alcazaba, que também é imperdível. De lá se tem uma visão fantástica de toda a cidade de Granada.

 

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A Alcazaba é uma fortaleza localizada ao final da Alhambra

 

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Desde lá, os solados da Dinastia Nasrida tinham visão estratégica da cidade de Granada

 

Levamos cerca de 2h30min para percorrer esses dois locais com calma, até chegarmos a entrada do Palácio Nazaríes. Aqui atenção: pudemos presenciar turistas que se atrasaram uns 10-15 minutos do horário marcado e não puderam entrar. Aparentemente os caras são bem rigorosos com a questão do horário. Como chegamos com uma meia hora de antecedência, pudemos dar uma visitada rápida no Palácio Carlox V, ao lado do Nazaríes, que abriga alguns museus com exposições temporárias. Não é lá grandes coisas. O Palácio Nazaríes sim, com uma riqueza de detalhes nas construções impressionantes. Um belo exemplar de beleza da arte islâmica.

 

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O mais impressionante é a riqueza de detalhes nas construções

 

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O grande número de turistas por vezes atrapalha, mas realmente o Palácio Nazaríes é de grande beleza

 

Saímos da Alhambra próximo de escurecer. Foi o tempo de irmos ao hotel, tomarmos um banho e sairmos para provar ótimas tapas, entre elas llomo al allí olli, hamburguesa e serranito.

 

Alguns gastos do dia:

 

Mercado: €6,00

Ônibus: €1,20

Café da manhã: €2,50

Batatas Ruffles e Croissant: €3,00

Audioguia Alhambra: €6,00

Cappuccino: €1,00

 

13/04 – Granada

 

O dia foi todo dedicado a compra de souvenirs em Granada. Rodamos pelo centro histórico e na altura da catedral resolvemos dar uma parada numa barraca enorme de parrillada argentina que servia diversas opções de churrasco deliciosas. Optamos por um belo choripán (nosso pão francês com uma lingüiça argentina, cheia de molo chumichumi, a €4,00) e uma media racion de costilla (costela de boi, numa porção bem generosa, com pão, a €9,00). Tudo acompanhado de um ótimo chopp tirado na hora.

 

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Próximo a Catedral, várias lojas com produtos típicos

 

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Espetacular barraca de rua com parrillada argentina

 

Tentamos chegar de ônibus a estação de trem de Granada, mas não deu certo. Possivelmente porque aquela parte da cidade estava em obras, com ruas fechadas para o trânsito, o que fez o ônibus desviar em algumas rotas. Senão, era fácil (pelo menos olhando pelo mapa dos pontos de ônibus). Atrasamos um pouco mas conseguimos chegar. O trem que nos levou a Madrid era visivelmente pior do que os outros. Por azar (ou sorte, no caso) ficamos no único banco do vagão com quatro assentos, virados um para o outro. Por sorte não sentou ninguém na nossa frente, senão não saberia onde colocaria a perna (sem exagero: evitem esse tipo de banco no site da Renfe). Acabou que foi bom, pois pudemos dispor de quatro bancos a nossa disposição. Mas mesmo assim a viagem pareceu interminável.

Chegamos na estação do metro madrileño Puerta de Atocha às 22:45h. Minha idéia era pegar o ônibus em direção ao aeroporto – o mesmo que tomamos quando chegamos em Madrid – mas deve-se ter atenção: ele só circula até as 23:30h. A outra opção seria seguir ao aeroporto pelo metrô. Conseguimos pegar o Linea Exprés das 23:10h. Foram cerca de 20 minutos até Barajas, e encontramos esse gigante e temido aeroporto completamente vazio. Aos poucos uns gatos pingados começaram a chegar e, como nós, procuravam uns bancos um pouco mais largos para deitar e descansar a noite, que prometia ser longa.

 

Alguns gastos do dia:

 

Café da manhã: €4,00

Souvenirs: €11,00

Mercado: €4,00

Almoço: €19,00

Ônibus: €1,20

Coca cola: €2,20

Ônibus para o aeroporto (Madrid): €2,00

Água no aeroporto: €1,60

Café no aeroporto: €6,10

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14/04 – Paris

 

Se dormi 20 minutos foi muito. Confesso que a idéia de passar uma noite no aeroporto, se no Brasil me parecia atrativa – pois economizaria uma diária e, afinal, para pegar um voo marcado para as 7:00h da manhã em Madrid, teria que sair do hotel lá pelas 4:00h – ao vivo e a cores me pareceu um tanto temerosa. Mas aos poucos você vai se acostumando às peças raras que você encontra neste tipo de situação: desde muçulmanos estendendo o tapete no chão no meio da madrugada e virando-se em direção a Meca para orar, até mochileiros maltrapilhos e com cara de morto-vivo passando pelos corredores de Barajas, lembrando muito o personagem de Tom Hanks em “O Terminal”. Minha grande preocupação era com as malas e as potenciais problemas que uma distração poderia causar – desde serem roubadas até colocarem algo dentro. Olhando para trás, acho que realmente foi muita paranóia. Juliana evidentemente desmaiou e dormiu como um anjo no primeiro banco mais “confortável” de concreto que viu – que aliás eram bastante disputados pelos raros passageiros que circulavam a essa hora por um dos maiores aeroportos do mundo.

 

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Uma longa noite em Barajas...

 

Mas o amanhecer foi revigorante. Afinal, em poucas horas, estaríamos em Paris. Num piscar de olhos a fila de embarque – que começou às 5h – agigantou-se. A vantagem dessa peregrinação por Barajas ao longo da madrugada foi que nem percebi passar o vôoMadrid – Paris. Desmaiei. Quando acordei já estava no Charles de Gaulle. O primeiro balcão de informações turísticas que avistamos logo assim que saímos da área de recolhimento de bagagens nos informou que seria mais barato e rápido ir de trem para Paris – o famoso RER B. Minha idéia anterior era pegar o tal do Roissy Bus, que por €10 nos deixaria no centro da cidade, e evitaria uma série de “complicações” com os bilhetes do RER e do metrô que eu ainda não havia entendido muito bem.

 

Acabou que fomos de trem. Pode ter sido mais barato (centavos), mas definitivamente não foi mais fácil. Primeiro, logo assim que saímos da área do aeroporto e entramos na estação do RER, avistamos um mundo de gente procurando informação. Muita gente MESMO, filas e filas de um lado pro outro. Tudo em francês. Até conseguir se ambientar, leva um tempo. Depois, até descobrir qual bilhete comprar, onde, validar, etc... Enfim, acho que compensa pagar um pouco mais. Fora que o trem em si não é lá muito convidativo. Tomamos o RER B que nos custou €9,25 cada. Me pareceu que ele cruzou toda periferia de Paris. A sorte é que descemos numa estação que ficava na porta do hotel, depois de fazer uma baldeação para o metrô. Aliás, uma baldeação trabalhosa, cheia de escadas, na estação Denfert-Roquecheau. Descemos por fim na estação Le Motte Piquet.

 

O Tourisme Hotel fica bem na porta da estação. Achei ótimo. Boa vizinhança, quarto pequeno mas limpo – soube que os quartos de Paris são quase todos minúsculos, mas no caso do Tourisme é pequeno mas atende bem a necessidade de quem vai ficar quase o dia todo fora. Quando fiz a reserva, optei por um quarto com proteção acústica (que ficou uns €10 mais caro por dia) porque de fato o hotel é bem em cima de uma estação de metro. Não tivemos problema com o barulho. Tudo muito perto: mercado (monoprix), fast-food, starbucks, padarias, metrô etc.

 

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Tourisme Hotel: quartos pequenos mas muito confortáveis

 

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Banheiros bons e limpos

 

Obviamente, depois da jornada em Barajas por toda madrugada, estávamos exaustos, ao meio dia. Isso foi um erro de planejamento, pois teríamos potencialmente um dia perdido. Mas mesmo assim tomamos um banho rápido e quente pra tentar recuperar as forças e saímos em direção a Torre Eiffel, que ficava a uns 4-5 quarteirões do hotel. Apenas paramos para um almoço antes, e aqui vai um grande achado: a rue de Cler. Essa rua tem ótimos cafés, restaurantes bem transados, confeitarias e padarias de rua que expõe pratos deliciosos – vendido a quilo – assim como, claro, pães, pães e mais pães. Assim como em todas nossas opções de refeições, nossa comida tinha uma qualidade excelente: paramos no Le Café Du Marché, Juliana pediu um tartare de carne e eu um pato frito. Acompanhado de uma jarra de vinho tinto da casa, pagamos €30 na refeição.

 

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Vizinhança muito agradável ao hotel

 

Depois seguimos em direção a Torre Eiffel, cruzando todo Champs de Mars. A sensação de estar ali é realmente algo indescritível. Tive a exata noção do que os turistas sentem ao chegar no Rio e visitar o Cristo. Pagamos €5 para subir as escadas da torre até o 2o andar. Fotos maravilhosas de toda cidade.

 

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Champs de Mars e Torre Eiffel ao fundo

 

Depois dali descemos e caminhamos pela margem do Rio Sena até encontrar um local de aluguel de bicicletas. Um sistema realmente fantástico e totalmente desburocratizado. Chama-se Vélib e voce precisa informar o numero de um cartão de crédito válido. Peça o vale de um dia, ou de uma semana se você for ficar mais tempo. Ao final do processo, é impresso um cartão com um código, que será o seu código durante aquele dia. Na hora do aluguel, a máquina pede esse código e se ele ainda estiver válido, libera a bicicleta que você escolher (na máquina, deve-se colocar o número da bicicleta, então antes de iniciar o processo é bom dar uma conferida na sua bicicleta pra ver se esta tudo em ordem com pneus, corrente etc.). Paga-se €1,70 pelo cadastro. Se você entregar a bicicleta antes de meia hora de uso em algum local de retirada/devolução, não paga nada além. Dá pra ir fazendo isso direto e se deslocar pela cidade só com €1,70. Caso passe dos 30min, acho que paga €1 a mais. Rodamos por toda região do 7e arrondisement, incluindo o Hotel dês Invalides, Ponte Alexandre III (muito bonita, com detalhes dourados nas pontes, ótimas fotos!!), Champs-Elysées (gigantesca), Plaza de La concorde (nada de mais), Petis/Grand Palais. Na volta, estávamos bem cansados, já passava das 20h da noite. Demos uma voltinha para ver as pirâmides do Louvre iluminadas e não conseguimos correr atrás de outra coisa senão um sanduíche no Mc´Donalds mesmo...

 

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Ponte Alexandre III e Hotel des Invalides ao fundo

 

Alguns gastos do dia:

 

CDG – Paris: €9,25 (cada)

2 day Paris Museum Pass: €39

Torre Eiffel: €5

Almoço: €30

Doce: €3,20

Água: €2,00

Bicicleta: €1,70

Mc Donalds: €9,60

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14/04 – Paris

 

Se dormi 20 minutos foi muito. Confesso que a idéia de passar uma noite no aeroporto, se no Brasil me parecia atrativa – pois economizaria uma diária e, afinal, para pegar um voo marcado para as 7:00h da manhã em Madrid, teria que sair do hotel lá pelas 4:00h – ao vivo e a cores me pareceu um tanto temerosa. Mas aos poucos você vai se acostumando às peças raras que você encontra neste tipo de situação: desde muçulmanos estendendo o tapete no chão no meio da madrugada e virando-se em direção a Meca para orar, até mochileiros maltrapilhos e com cara de morto-vivo passando pelos corredores de Barajas, lembrando muito o personagem de Tom Hanks em “O Terminal”. Minha grande preocupação era com as malas e as potenciais problemas que uma distração poderia causar – desde serem roubadas até colocarem algo dentro. Olhando para trás, acho que realmente foi muita paranóia. Juliana evidentemente desmaiou e dormiu como um anjo no primeiro banco mais “confortável” de concreto que viu – que aliás eram bastante disputados pelos raros passageiros que circulavam a essa hora por um dos maiores aeroportos do mundo.

 

Alguns gastos do dia:

 

CDG – Paris: €9,25 (cada)

2 day Paris Museum Pass: €39

Torre Eiffel: €5

Almoço: €30

Doce: €3,20

Água: €2,00

Bicicleta: €1,70

Mc Donalds: €9,60

 

Pow MArcelo, passaar a noite no aeroporto..... que lua de mel mais chupa cabras!!!!! da próxima vez, faça um empréstimo no banco pra ter mais $$$$ e não ter que dormir ao relento..... heheheheehe

 

To brincando véi, não poderia deixar de te sacanear mais uma vez..... to adorando o relato. Abs

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15/04 – Paris

 

O dia anterior cobrou o seu preço. Estávamos bem cansados, não só da correria, como também de tantos dias de viagem. Realmente não deveríamos ter deixado Paris por último, pois a quantidade de coisas para se ver e fazer nessa cidade são infinitas. Enfim, mais um ensinamento para os próximos planejamentos. Entretanto, acordamos bem cedo, dispostos e ansiosos, pois era dia de realizar um antigo sonho: conhecer o Palácio de Versailles. Me lembrava da época de ensino médio, nas aulas de história, da professora falando sobre a Revolução Francesa e, evidentemente, toda opulência do Antigo Regime tendo como seu maior símbolo o grande palácio do Rei Sol, que estava prestes a conhecer!!

Paramos numa padaria e nos abastecemos com dois sanduíches antes de irmos. Para se chegar ao Palácio deve-se tomar o RER C. Na estação de trem, arranhei ao máximo meu francês, tentei ser bem simpático, e funcionou: o atendente saiu da sua cabine e apertou todas as teclas necessárias na máquina de venda de bilhetes pra mim. Imprimiu na hora os dois bilhetes ida e volta para o castelo (€6,40). Na plataforma, é preciso acompanhar o trem cuja direção seja “Versailles RG Chateau” (RG = rive gauche). Chegamos lá cerca de 30 minutos depois de entrar no trem. O frio era extremo, com certeza o vento gélido levava naquele dia a sensação térmica para próximo de zero (fez 4 graus esse dia). Mas a suntuosidade do lugar é algo absurdo. Bota qualquer coisa construída que você já viu no chinelo.

 

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Entrada do Palácio de Versailles e um mundo de gente visitando

 

O Paris Museum Pass permitiu furar a fila, que era grande. O áudio guia é grátis – também uma filinha bem grande pra pegar um. Tem em português (de Portugal). Lá dentro, visitamos quase todos os aposentos do palácio. Destaque para o espetacular salão dos espelhos e os aposentos do rei e da rainha, além da capela logo na entrada.

 

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A Capela

 

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Sala dos Espelhos

 

Infelizmente, o passe não dava direito a visitar os jardins (€8,50). Pensamos em comprar, mas o frio era tão grande que provavelmente não conseguiríamos ficar muito tempo por ali. Na saída do palácio, resolvemos comprar dos ambulantes os famosos chaveiros da Torre Eiffel (5 por €1).

 

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Jardins de Versailles

 

Na volta, descemos na Île de La Cité. Fomos direto conhecer a Catedral de Notre Damme. A entrada na igreja é grátis, mas com o Paris Museum Pass pudemos fazer o que me pareceu mais legal: subir lá no alto das torres da Notre Damme. Para quem tem problemas com claustrofobia, se prepare, porque as escadarias para hegar lá em cima são bem apertadas. O visual de Paris lá do alto é bem legal, e você fica lado a lado dos animais voadores e estátuas que aparecem no filme ‘Corcunda de Notre Damme”.

 

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Reconhece de algum lugar?

 

Depois da catedral, fomos a Saint Chapelle. Outro espetáculo de visita. Os vitrais da igreja são coisa de cinema. Ela está em restauração, mas mesmo assim e muito interessante ver as histórias religiosas que são contadas minuciosamente através da arte dos vitrais.

 

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Vitrais de Saint Chapelle

 

O dia já estava chegando ao fim, e na volta ao hotel resolvemos parar numa pequena confeitaria nas imediações, na própria avenue de La Motte Piquet. Estávamos impressionados com o preço das bebidas em Paris – enquanto na Espanha e em Amsterdã dificilmente pagamos mais de €3 num chopp, em Paris o mais barato que encontramos foi €5 – e na promoção de happy hour!! Nesse confeitaria, entretanto, encontramos garrafas de vinho a bons preços expostas, e resolvemos comprar uma (saiu €11,50 um Bordeaux tinto) e nos sentamos numa mesa na calçada, saboreando uma deliciosa quiche de salmão (€5,00), pra ver os parisienses subindo e descendo num fim de tarde com suas indefectíveis baguettes na mão. Esperamos dar as 21h, horário em que a Torre Eiffel liga suas luzes e fica mais bela ainda. Tiramos ótimas fotos da Dama de Ferro desde o Trocadéro, que dizem ser o melhor local para fotos.

 

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A torre iluminada desde Trocadéro

 

Alguns gastos do dia:

 

Café: €2,65

Baguettes + Croissant: €10,00

Transporte Paris – Versailles (ida e volta): €6,40

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  • 2 semanas depois...
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16/04 – Paris

 

O final da viagem estava chegando e batia a sensação de que eu estava ali em Paris há semanas e não havia conseguido ver nada. Acho que essa é uma sensação bem própria de Paris e do viajante que carrega consigo toda ânsia de querer ver tudo de uma vez só. Santa ignorância. Só ao final da viagem pude perceber que, além de não dá pra ver tudo em tão pouco tempo, perde-se o melhor: a possibilidade de andar calmamente pelas suas ruas e apreciar (o termo é esse mesmo) a vida passar. Mas nesse dia a angústia de querer cumprir um roteiro pré-planejado bateu forte, e resolvi sair correndo por uma série de lugares que, tenho certeza, acabei não aproveitando bem. Um deles foi o Louvre. Descemos na estação que fica nos jardins de Tuilleries, para conhecer o local antes de ir em direção ao museu. Entramos pela famosa pirâmide, mais uma vez furando a fila por ter o Paris Museum Pass (ótima aquisição!!).

 

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Museu do Louvre e a entrada das pirâmides

 

Fomos diretamente nas sessões que mais nos interessavam, dessa vez sem áudio guia. Me decepcionei um pouco com a Monalisa, em primeiro lugar por não poder chegar nem perto, dada a quantidade impressionante de japoneses amontoados com suas máquinas mega-ultra-modernas na minha frente. E depois pelo próprio tamanho da peça – pensei que fosse gigante como Guernica, de Picasso, mas é bem pequena, menor que um quadro de parede. Vimos bastante a parte de pinturas italianas e depois das antiguidades egípcias, além das famosas esculturas do Louvre.

 

Levamos cerca de 2hr dentro do museu, e depois saímos dali em direção ao Quartier Latin, para percorrer as ruas dessa parte boêmia da cidade. Almoçamos uma bela salada de salmão e uma carne com batatas. Depois seguimos para um dos mais espetaculares museus que já visitei na vida: o Museu de l´armeé. Para os que se interessam por história, dá pra ficar uma semana seguida ali dentro.

 

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Museu do Exército: histórias, peças e documentos fantásticos

 

O museu conta a história militar francesa desde os primórdios, mas o foco principal está no período posterior a primeira guerra mundial. Além disso, nesse museu estão enterrados grandes heróis franceses, entre eles Napoleão Bonaparte.

 

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Tumba com os restos mortais de Napoleão Bonaparte

 

Depois de ficarmos grande parte da tarde no museu de l´armeé, seguimos para o Arco do Triunfo, no qual também tínhamos acesso pelo Paris Museum Pass. Antes disso, uma cena insólita no metrô de Paris: um grupo de adolescentes (quatro meninas) roubou a bolsa de uma mulher e, em questão de segundos, surgiram do nada três agentes de segurança do metrô, à paisana, agarrando as delinquentes, algemando e carregando para fora do metrô. Uma multidão de curiosos – alguns filmavam mas foram rapidamente censurados por outros agentes – perseguiu a cena cinematográfica, que se prolongou pelas escadarias até a rua, com a chegada da polícia. Detalhe: em nenhum momento houve agressão por parte dos agentes, que, ao contrário, recebiam todo tipo de socos, chutes e cuspes por parte das ferozes meninas, que pareciam estar alucinadas.

 

Saltamos na estação que fica em frente ao Arco do Triunfo, e lá estava acontecendo uma cerimônia a qual não pudemos entender muito bem. Mas eram pessoas bem idosas, com uniformes militares, muitas insígnias e aparentemente prestando homenagem a alguém que havia falecido, de modo que deduzimos tratar-se de algum funeral militar. Subimos no Arco e lá em cima o grande destaque é novamente a bela vista que se tem de boa parte da cidade, além de toda Champs-Elysée.

 

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Torre Eiffel desde o Arco do Triunfo

 

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Champs Elysée

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