Acabo de chegar de uma viagem em que passei por Salta (AR) e resolvi escrever aqui o relato dos dias que passei a fim de incentivar outros mochileiros a irem a essa cidade que eu particularmente gostei muito e voltaria outra vez. Também porque tive bastante dificuldade de conseguir informações sobre lá e encontrei somente dois brasileiros no último dia, sinal de que é destino pouco conhecido por aqui.
O verdadeiro objetivo dessa viagem era ir para o Uyuni e Atacama, e, por questões logísticas e de tempo disponível, descobri Salta e a incluí no roteiro até porque lá tem um aeroporto que serve alguns voos internacionais.
Vou considerar aqui a minha saída do Atacama como o primeiro dia, pois o percurso é muito interessante. Em primeiro lugar, sabia que duas empresas de ônibus faziam o percurso entre San Pedro e Salta cada uma em três dias da semana e um dia (q não sabia qual) não tinha ônibus, restava torcer pra esse dia não coincidir com meu roteiro. Por sorte isso não ocorreu e aqui vai a informação importante: o único dia da semana que não tem ônibus é o sábado. As empresas que operam são a Andesmar e Pullman, tem tb a Geminis que acho que faz os mesmos dias que a Andesmar. A passagem custa acho que uns 200 AR.
Dia 1 - Saída de San Pedro de Atacama
O ônibus não parte de SPA mas sim chega lá pelas 9:30 e nesse caso ele atrasou foi um bocado e tivemos que esperar por ele no ponto (isso mesmo, não tem terminal de ônibus lá) nem banheiro nem venda de nada. Depois o ônibus passa na aduana chilena, uma recomendação é fazer o cambio antes tanto para ter AR quanto para acabar com os CHI, pois na aduana argentina não tem cambio nem nada e o cambio na aduana chilena nos deu prejuízo pq além de ser mais caro faltavam moedas e num dava troco de U$.
A viagem é longa (dura o dia inteiro) mas estrada é muito boa e as paisagens mudam drasticamente de forma que viram uma atração turística, desertos, planícies de sal, geleiras no lado da pista, vulcões e montanhas, florestas temperadas, pequenas vilas e belas fazendas sem falar na descida dos andes quando vc fica acima das nuvens. O gráfico a seguir mostra a variação de altitude da rota.
No meio do caminho há uma quebrada da qual não lembro mais o nome mas acho que é Salto de algo. Muito legal como depois de tanta área plana e estradas retas suge essa formação enorme nos lados da pista obrigando suas curvas.
algumas fotos:
Quebrada.
Nuvens abaixo da estrada
Depois de chegar na parte mais alta da estrada você consegue ver as nuvens abaixo e começa a descida em caracóis, são poucos veículos transitando, na maioria são carretas e elas tomam toda a pista da hora de fazer as curvas fechadas, que aliás são sinalizadas por uma seta bem mais fechada que a gente conhece das estradas brasileiras.
Na aduana, tem que passar as malas na máquina de raio-x, aí tinha um cara tirando as malas do ônibus e de lá a gente levava pra dentro da aduana. Depois da aduana devolvemos ela para o ônibus, aí quando entrei no busão o tal cara que tirou e botou as malas tava lá dentro pedindo gorjeta pros gringos da frente que pareciam se fazer de desentendidos. Também não dei dinheiro pra ele, afinal quem carregou mesmo a mala fui eu, além do mais, eu não tinha pedido pra ele fazer isso e a lógica diz que era alguém da viação q tava fazendo isso. Na rodoviária em Salta aconteceu coisa parecida, os caras que descarregavam a mala não pareciam ser da viação e também pediam propina. Estranho né, portanto, fiquem espertos!
Chegando na rodoviária, há muitas pessoas oferecendo hostals. Por coincidência fomos abordadas por um representante do hostal que fora recomendado por uma agente de passeios em San Pedro, "Hostal por siempre". A diária em quarto com baño privado era 70 AR com café da manhã, wi-fi, PCs e calefação. Tem uma área social e equipe muito agradável e solícita. O taxi da rodoviária para lá foi cortesia.
Era noite de domingo e não tinha muito movimento, então só jantamos numa galeria que fica na praça. A primeira impressão de Salta foi muito boa, um friozinho agradável, cafés, restaurantes e lojas atraentes.
Visitar Salta exige uma adaptação, porque o coméricio "abre" as 8:30 (na verdade um dia esperei até mais de 9:30 para abrirem uma loja) e de tarde tem um siesta de 13:00 as 17:00 (isso mesmo!) e depois tudo só fecha as 20:30. É impressionante o movimento que se vê pelas ruas perto das 19:00, parece o nosso meio dia ou uma da tarde. Depois que as lojas fecham os ambulantes e hippies começam a vender pelos calçadões tb.
Acabo de chegar de uma viagem em que passei por Salta (AR) e resolvi escrever aqui o relato dos dias que passei a fim de incentivar outros mochileiros a irem a essa cidade que eu particularmente gostei muito e voltaria outra vez. Também porque tive bastante dificuldade de conseguir informações sobre lá e encontrei somente dois brasileiros no último dia, sinal de que é destino pouco conhecido por aqui.
O verdadeiro objetivo dessa viagem era ir para o Uyuni e Atacama, e, por questões logísticas e de tempo disponível, descobri Salta e a incluí no roteiro até porque lá tem um aeroporto que serve alguns voos internacionais.
Vou considerar aqui a minha saída do Atacama como o primeiro dia, pois o percurso é muito interessante. Em primeiro lugar, sabia que duas empresas de ônibus faziam o percurso entre San Pedro e Salta cada uma em três dias da semana e um dia (q não sabia qual) não tinha ônibus, restava torcer pra esse dia não coincidir com meu roteiro. Por sorte isso não ocorreu e aqui vai a informação importante: o único dia da semana que não tem ônibus é o sábado. As empresas que operam são a Andesmar e Pullman, tem tb a Geminis que acho que faz os mesmos dias que a Andesmar. A passagem custa acho que uns 200 AR.
Dia 1 - Saída de San Pedro de Atacama
O ônibus não parte de SPA mas sim chega lá pelas 9:30 e nesse caso ele atrasou foi um bocado e tivemos que esperar por ele no ponto (isso mesmo, não tem terminal de ônibus lá) nem banheiro nem venda de nada. Depois o ônibus passa na aduana chilena, uma recomendação é fazer o cambio antes tanto para ter AR quanto para acabar com os CHI, pois na aduana argentina não tem cambio nem nada e o cambio na aduana chilena nos deu prejuízo pq além de ser mais caro faltavam moedas e num dava troco de U$.
A viagem é longa (dura o dia inteiro) mas estrada é muito boa e as paisagens mudam drasticamente de forma que viram uma atração turística, desertos, planícies de sal, geleiras no lado da pista, vulcões e montanhas, florestas temperadas, pequenas vilas e belas fazendas sem falar na descida dos andes quando vc fica acima das nuvens. O gráfico a seguir mostra a variação de altitude da rota.
No meio do caminho há uma quebrada da qual não lembro mais o nome mas acho que é Salto de algo. Muito legal como depois de tanta área plana e estradas retas suge essa formação enorme nos lados da pista obrigando suas curvas.
algumas fotos:
Quebrada.
Nuvens abaixo da estrada
Depois de chegar na parte mais alta da estrada você consegue ver as nuvens abaixo e começa a descida em caracóis, são poucos veículos transitando, na maioria são carretas e elas tomam toda a pista da hora de fazer as curvas fechadas, que aliás são sinalizadas por uma seta bem mais fechada que a gente conhece das estradas brasileiras.
Na aduana, tem que passar as malas na máquina de raio-x, aí tinha um cara tirando as malas do ônibus e de lá a gente levava pra dentro da aduana. Depois da aduana devolvemos ela para o ônibus, aí quando entrei no busão o tal cara que tirou e botou as malas tava lá dentro pedindo gorjeta pros gringos da frente que pareciam se fazer de desentendidos. Também não dei dinheiro pra ele, afinal quem carregou mesmo a mala fui eu, além do mais, eu não tinha pedido pra ele fazer isso e a lógica diz que era alguém da viação q tava fazendo isso. Na rodoviária em Salta aconteceu coisa parecida, os caras que descarregavam a mala não pareciam ser da viação e também pediam propina. Estranho né, portanto, fiquem espertos!
Chegando na rodoviária, há muitas pessoas oferecendo hostals. Por coincidência fomos abordadas por um representante do hostal que fora recomendado por uma agente de passeios em San Pedro, "Hostal por siempre". A diária em quarto com baño privado era 70 AR com café da manhã, wi-fi, PCs e calefação. Tem uma área social e equipe muito agradável e solícita. O taxi da rodoviária para lá foi cortesia.
Era noite de domingo e não tinha muito movimento, então só jantamos numa galeria que fica na praça. A primeira impressão de Salta foi muito boa, um friozinho agradável, cafés, restaurantes e lojas atraentes.
Visitar Salta exige uma adaptação, porque o coméricio "abre" as 8:30 (na verdade um dia esperei até mais de 9:30 para abrirem uma loja) e de tarde tem um siesta de 13:00 as 17:00 (isso mesmo!) e depois tudo só fecha as 20:30. É impressionante o movimento que se vê pelas ruas perto das 19:00, parece o nosso meio dia ou uma da tarde. Depois que as lojas fecham os ambulantes e hippies começam a vender pelos calçadões tb.