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Trilha do Cristóvão - Serra do Mar/PR - Um trekking pela história

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Oi pessoal.

 

O relato abaixo é de uma caminhada por esse antigo caminho colonial e que em muitos trechos apresenta o calçamento original de pedras.

Ela começa próximo da Fazenda Pico do Paraná (base da caminhada para o PP), seguindo por alguns sítios para depois cair na trilha, passando pela base dos Picos da Guaricana, Ferreiro, Ferraria e Ibitirati até finalizar no Bairro Alto, em Antonina.

Ainda conhecemos a Janela da Conceição (espécie de túnel de 1,5 Km de extensão, usado para retirar material de um aqueduto subterrâneo), Cachoeira dos Cabos e a Janela da Cotia (o outro túnel).

Estavam comigo nessa caminhada a Márcia, o Jorge Soto e do Paraná, o Júlio, o Paulo e o Zig. Fizemos essa caminhada em um fds de Abril.

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Fotos + carta topográfica + imagem do Google Earth com trilha plotada:

 

Quando o Jorge enviou o convite para a lista para se fazer uma tal Picada do Cristóvão, fiquei com um pé atrás. Uma pesquisa rápida no Google e lá fui ver que ela é uma trilha histórica e passa próximo da base do Pico do Paraná e Pico do Caratuva, lugares onde eu já tinha ido.

Achei uma boa oportunidade para conhecer melhor a região e como a caminhada era em um fim de semana (05 e 06 de abril) ficou perfeito para eu e a Márcia fazermos.

Estávamos indo em 6 pessoas (3 de SP e mais 3 do PR). Marcamos de encontrar o Jorge na Sexta-feira (04 de Abril) às 22h30min no Terminal Tietê para embarcarmos no ônibus das 22h50min em direção à Curitiba.

 

Eu e a Márcia saímos do trabalho quase que direto para a Rodoviária e nossa intenção era dormir boa parte do percurso, mas nada disso aconteceu.

Devido aos inúmeros buracos da Rodovia Régis Bittencourt chegamos no Posto Tio Doca (pouco depois da divisa SP/PR) mais cansados ainda e somente com alguns cochilos.

 

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Descemos do ônibus neste Posto pouco antes das 05:00 hrs numa madrugada fria e com muita neblina.

A meteorologia previa tempo bom no fim de semana e por sorte ela acertou. No Posto ficamos aguardando o pessoal chegar de carro e seguirmos para a entrada da Fazenda Pico do Paraná que aconteceu por voltas das 06:00 hrs.

O carro já veio com o Julio, sua esposa, o Paulo e o Zig e como estávamos em 6 e o porta malas estava repleto de mochilas, o Paulo teve de ir apertado lá atrás, junto com as mochilas.

 

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Perto já da Fazenda Pico do Paraná, deixamos o carro e agora era mochilas nas costas e pé na estrada, ou melhor pé na trilha.

 

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Passamos pela fazenda do Dílson (PP) na surdina às 07:00 hrs e seguimos em frente na direção da Fazenda Rio das Pedras.

 

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Aqui o caminho é sempre seguir na direção dos pinheiros que são vistos da porteira da Fazenda Pico do Paraná. Passamos por brejos, subidas e descidas no meio de um pasto de cavalos e vacas, chegando nos pinheiros as 07h20min.

 

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Aqui encontramos amoras silvestres que logo acabaram.

Atravessamos uma cerca de arame e um pouco de mata fechada até chegarmos em uma antiga estrada tomada pela vegetação.

Seguimos por ela, passando ao lado de um banhado tomado por taboas e aqui o Sol já começava a dar as caras no horizonte.

Nossa direção era as torres de alta tensão que já conseguíamos ver ao longe, sentido leste.

 

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Alertados pelo Júlio de que o lugar onde estávamos passando pertencia ao Sitio do João Abreu e que a maneira dele expulsar intrusos era na “bala”, resolvemos apertar o passo para sair das dependências do Sítio.

 

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Em uma área de reflorestamento de pinus à direita, saímos da estrada e seguimos na direção das torres de alta tensão, passando ainda por uma área de vegetação fechada, onde tivemos que varar mato por uns 10 minutos.

Logo passamos embaixo dos cabos de alta tensão e seguimos na direção de um rio que podia ser ouvido à direita.

Ainda passamos por um pequeno trecho de mata e como ninguém queria tomar tiro, tivemos que pegar a trilha um pouco à frente e as 08h30min chegamos nela.

 

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A trilha na verdade é um antigo caminho colonial que desce a Serra em direção a Antonina.

Era usada para escoar a produção das inúmeras Fazendas do Vale do Capivari até o porto de Antonina.

 

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É conhecida como Picada do Cristóvão e em vários trechos nota-se o calçamento original feito de pedras e preservado, mas coberto pela vegetação.

Existem também alguns vestígios de pontes e muros de arrimo, construídos ao logo do caminho.

 

Logo que iniciamos a caminhada pela trilha, sempre subindo, passamos ao lado do acesso ao topo do Pico da Guaricana, que quase passa despercebido à nossa esquerda.

 

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As torres de alta tensão vão aparecendo novamente, mas agora à direita quando a mata se abre em alguns trechos.

Por volta da 10:00 hrs a trilha sai em campo aberto, seguindo agora o mesmo caminho das torres.

O Pico que aparece à direita é o Ferreiro e atrás de nós já podemos ver trechos da Represa de Capivari. Continuando na caminhada chegamos no ponto mais alto da trilha, junto a uma torre e aqui paramos para um pequeno descanso e um lanche.

 

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Não demoramos muito e por volta das 10h20min retomamos a caminhada sempre descendo, mas por pouco a caminhada não terminaria aqui.

Em um trecho da trilha passamos ao lado de tufos de capim e em cima de um deles estava uma enorme cobra jararaca tomando Sol.

 

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O Júlio, o Jorge, eu e a Márcia passamos a uns 20 ou 30 cm da cobra e por Deus ela não nos picou.

O Zig que vinha logo atrás com o Paulo foi quem percebeu a cobra.

Nessa hora é que acreditamos no nosso anjo da guarda.

Taí uma prova de que as jararacas só atacam mesmo quando ameaçadas, porque se ela quisesse nem precisaria dar um bote.

Era só levantar a cabeça sem fazer muito esforço para nos picar.

Refeitos do susto e depois de vários clics, seguimos descendo, deixando a cobra tomando o seu Sol.

 

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Uns 10 minutos e a trilha entra novamente em mata fechada, seguindo agora rente a base do Pico da Ferraria que está do lado direito.

Vamos cruzando com várias nascentes e pouco antes das 13:00 hrs encontramos a trilha totalmente fechada.

 

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O Júlio, eu e o Jorge íamos nos revezando na derrubada da vegetação com o facão e em alguns trechos era até difícil saber qual rumo seguir devido ao mato alto que tomava conta da trilha.

Difícil mesmo foi se livrar das inúmeras folhas de urtiga que a todo tempo surgiam na trilha (me queimei em vários momentos) e pouco antes das 14:00 hrs cruzamos com a trilha da Conceição que vem da esquerda e segue para a direita.

 

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A Picada do Cristóvão cruza com a Trilha da Conceição e segue descendo, mas nossa intenção era seguir para a esquerda na trilha da Conceição e foi o que fizemos.

O problema era que a trilha estava bem fechada, mas a vantagem era que antigamente ali era uma estrada de manutenção da Copel, então mesmo que fechada, a trilha estava lá e era bem visível, mas tomada pelo mato.

Desse ponto já se tem um belo visual de todo o vale onde se localiza Antonina.

E lá fomos nós varando vegetação alta novamente até chegar próximo da Cachoeira dos Cabos.

 

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Passamos direto pela Cachoeira e seguimos para a Janela da Conceição que na verdade é um túnel de 1,5 km aberto na rocha que serviu há muitos anos atrás como túnel de manutenção para retirada de material do aqueduto subterrâneo construído ali.

Ainda tivemos que cruzar 2 pontes semi-destruídas sendo que uma delas com uns 3 metros de altura e a outra um pouco maior (uns 10 metros).

Chegamos na Janela por volta das 15h30min e só entramos no túnel por cerca de 100 metros.

 

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Os morcegos são os únicos habitantes do lugar e como tínhamos uma longa caminhada até a Janela da Cotia saímos logo dali.

 

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Na volta ainda paramos na Cachoeira dos Cabos para alguns clics e comer alguma coisa.

 

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Eu e o Paulo seguimos para a base da cachoeira para alguns outros clics e ao voltarmos a galera já tinha iniciado a caminhada para a Janela da Cotia.

 

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Saímos da Cachoeira com a Márcia pouco antes das 17:00 hrs e o retorno até o cruzamento com a trilha do Cristóvão foi mais rápido, pois não tínhamos que varar mato. Passada a bifurcação do Cristóvão seguimos em frente na trilha da Conceição que de agora em diante segue por uma trilha bem demarcada e mais fácil de caminhar.

 

Começamos a apertar o passo porque já estava começando a escurecer e o lugar onde iríamos acampar ainda estava muito longe.

Por volta das 18h30min chegamos na antiga ponte que cruza o Rio Cotia (na verdade era o que restava dela). Nesse ponto tivemos que voltar uns 100 metros até encontrar uma trilha que subia morro acima.

A subida ia ficando cada vez mais íngreme e nesse momento tivemos que usar as lanternas, já que estava totalmente escuro.

Em dois trechos cruzamos o Rio Cotia e em um deles passamos ao lado de uma cachoeira onde tivemos o máximo de cuidado para não levar um tombo.

Ao chegarmos em um platô conhecido como Disco Porto (antigo depósito de materiais retirado do túnel e do aqueduto), por votação resolvemos acampar aqui mesmo.

O local é totalmente plano e todo concretado com alguns arbustos, mas um ótimo local para passar a noite.

Tínhamos a intenção de acampar ou bivacar no interior do túnel, mas chegamos exaustos depois da longa subida de quase 1 hora e como já era noite ficava complicado caminhar mesmo com as lanternas.

Eu e a Márcia fixamos a barraca com várias pedras e em seguida preparamos o jantar com miojo, sopão e salame.

Era por volta das 21:00 hrs e depois de saciada a fome caímos no sono rapidamente e só fomos acordar pouco antes das 07:00 hrs do dia seguinte.

O sono tinha sido perfeito, pois não choveu e nem ventou durante a noite.

 

Quando acordamos encontramos outras barracas de um pessoal que tinha chegado por volta das 23:00 hrs e o resto da galera já estava fora das barracas tirando fotos do nascer do Sol.

A única coisa chata do dia foi o furto de um cartucho de gás butano do Paulo.

Não queríamos acusar o outro pessoal que estava nas outras barracas, próximos da gente, mas era óbvio que eram eles que tinham levado o cartucho, pois o Paulo tinha deixado ele fora da barraca.

O tempo estava perfeito o que permitiu belas fotos do paredão dos Picos do Ibitirati e do Caratuva.

 

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Estávamos em um vale que fica entre o Ferraria, o Ibitirati e o Caratuva, o que permitiu um belo visual da região.

 

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Depois de alguns clics seguimos para a Janela da Cotia passando ainda por uma antiga ponte onde só restavam quatro dormentes de aço.

 

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Aqui novamente tivemos que cruzar com todo cuidado para não cair.

Do local onde acampamos até a entrada do túnel foram poucos minutos e não tivemos problemas.

 

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Depois de passar a ponte já avistávamos as portas de aço do túnel e aqui ficamos aguardando todos chegarem para seguirmos juntos túnel adentro, já que somente o Júlio conhecia o lugar.

O túnel é outro acesso que leva ao aqueduto que transporta água da Represa de Capivari para a Usina Hidrelétrica Parigot de Souza, localizada próximo ao Bairro Alto em Antonina.

O túnel é menor do que o da Conceição, por isso resolvemos seguir até o final dele.

No inicio ele é todo concretado nas laterais, mas logo dá lugar a um túnel só na rocha pura.

Em seu interior, existem alguns lugares planos onde se pode bivacar com a vantagem de não haver morcegos.

O final dele é marcado por uma grossa porta de metal que separa o aqueduto do túnel onde estávamos.

 

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Encontramos também algumas estalactites e estalagmites que se formaram no final do túnel decorrente do escorrimento do calcário presente no concreto.

Algumas até engraçadas. No álbum de fotos aparecem algumas pornográficas.

Depois de inúmeros clics com todo o pessoal reunido, resolvemos voltar para as barracas.

Do lado de fora pude perceber que existe um túnel no mesmo paredão, mais alguns metros acima. Por que? Eu não sei.

Perguntei ao Júlio que já tinha vindo uma vez aqui, mas ele também não soube dizer o que era.

É um caso para explorar em outra oportunidade.

 

De volta para as barracas desmontamos e seguimos serra abaixo às 10h30min.

Mochilas nas costas, nosso objetivo era voltar até a trilha da Conceição e continuar a descida por ela até o Bairro Alto, já em Antonina.

 

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A descida foi bem mais rápida e depois de cruzar pela última vez o Rio Cotia, junto da ponte em ruínas, chegamos em uma estrada que é a continuação da trilha da Conceição.

 

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Desse ponto já se consegue chegar de carro 4x4 e encontramos um Niva junto da ponte em ruínas (provavelmente do pessoal que furtou o cartucho de gás).

 

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Ainda passamos pela Piscina do Elefante, que na verdade é um antigo reservatório de água que hoje está totalmente seco.

 

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Voltamos logo para a estrada e continuamos a descida até o Bairro Alto, onde chegamos as 14:00 hrs.

 

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Paramos em um barzinho e lá nos informamos sobre o próximo circular para a Rodoviária de Antonina que saia às 17:00 hrs (o último tinha sido às 13:00 hrs).

Como tínhamos tempo, fomos tomar um banho no Rio Cachoeira, ao lado de uma antiga usina hidrelétrica e com a água gelada pouco se atreveram a entrar.

 

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As 17h15min tomamos o circular para Antonina e de lá seguimos para Curitiba no ônibus das 18h30min.

Em Curitiba nos despedimos do Júlio, Paulo e do Zig e as 21:00 hrs seguimos no ônibus para São Paulo, onde chegamos bem cansados por volta das 03:00 hrs da madrugada de Segunda-feira, mas revigorados por mais uma trilha inédita.

 

 

Depois eu posto algumas dicas e informações úteis sobre o lugar.

 

 

Abcs

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Obrigado mais uma vez augusto. Entao vou seguir o teu ocnselho e ainda esse ano vou fazer a trilha começando por porto de cima. Sobre a trilha do itupava e o marumbi é totalmente increvel vc vai adorar... no meu orkut tem umas fotos da trilha do itupava e do marumbi se vc tiver orkut me procure pelo meu emai: jccubis@gmail.com.....

Conheço bem os dois a trilha e o conjunto se quiser uma ajuda é só pedir... Abraços

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Iniciar a pernada de Porto de Cima pode ser uma boa pra atingir as Janelas de Cotia e Conceicao sim, mas nao sei se vale pra concluir o Cristovao ate o planalto sem guia ou alguem q ja a conheca, dada q a picada raramente é palmilhada, estando boa parte fechada. No caminho, alem das Janelas, recomendo dar uma passada na Piscina do Elefante e, bem proxima, as ruinas da antiga usina q abastecia a regiao. Ela ta engolida pelo mato de tal forma q lembra um templo hindu ou guatemalteca..vale a pena conferir.

http://jorgebeer.multiply.com/photos/album/89/89#photo=30

Mas o Cristovao e Itupava sao apenas dois extremos, respectivamente, de picada menos e mais conhecida dos trocentos caminhos coloniais existentes no sul. Tem tb o Caminho do Arraial, dos Ambrosios (este com visual espetacular do Monte Crista!) e Caminho de Cubatao. Se quiser mais infos recomendo o livro do proprio Julio Fiori, q é mto interessante e contem mapas didaticos de tds essas veredas dessa regiao. Uma leitura obrigatoria e agradavel a quem é adepto de caminhadas no mato.

http://altamontanha.com/news/17/news/news_item.asp?NewsID=125

  • 4 meses depois...
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olá Augusto,

 

eu estive na Conceição ano passado, achei mágico o lugar; só agora que vi seu relato. Estamos programando de voltar amanhã lá com um amigo que está com muita vontade de conhecer.

 

Parabéns pelo relato !

 

Alexandre Carrano

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Fala Alexandre, blz?

 

Chegou a ir até o fim do túnel?

Até tinhamos pensado em chegar, mas encontramos alguns morcegos e aí desistimos.

Chegamos até o fim na Janela da Cotia e encontramos várias estalactites e estalagmites. Conheceu esse lugar?

 

 

 

Valeu

 

 

olá Augusto,

 

eu estive na Conceição ano passado, achei mágico o lugar; só agora que vi seu relato. Estamos programando de voltar amanhã lá com um amigo que está com muita vontade de conhecer.

 

Parabéns pelo relato !

 

Alexandre Carrano

  • 8 meses depois...
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Cara animal esta tua aventura.

Estive estes dias atras acampando no disco porto.Acho aquele lugar maravilhosa com uma vista fantástica.

Estou começando a estruturar uma descida pela trilha do Cristóvão no feriado de 7 de setembro e o teu relato caiu no momento certo.

Não fazia ideia de como estava o caminho e agora tenho ideia do que vou encontrar.

 

Parabéns,

 

Miguel

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Mestre Augusto!

 

Está anotada mais uma no caderninho! A Trilha do Cristóvão! Já tinha ouvido falar muito neste caminho aqui do PR mas nunca tinha visto relato a respeito. Vou dar uma pesquisada e começar o planejamento. O seu ótimo relato com certeza será útil.

 

Abraço,

Postado
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Blz Miguel.

Fala Getúlio, blz?

 

Muito cuidado hein p/ vcs que pretendem fazer essa trilha. O mato tá muito alto em alguns trechos.

Em vários momentos tivemos que usar o facão e no trecho entre as 2 janelas só foi vara mato, mas nada impossível.

Não sei como tá hoje em dia, mas como antigamente ali era uma estrada provavelmente vcs não terão problemas.

Eu até recomendo vcs entrarem por Bairro Alto, porque aí dá p/ conhecer as 2 janelas e acampar em Disco Porto.

A trilha que vem lá da Fazenda do PP não tem muito visual e é muito vara mato.

 

No mais é só tomar cuidado com as jararacas.

 

 

Abcs

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Realmente muito impressionante!

Não conhecia essa trilha, pode apostar que vamos marcar aqui pra encarar essa!!!!1

 

Muito bom!!!!!!!

Postado
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Olá Augusto!

 

Obrigado pela dica. Realmente acho melhor partir do Bairro Alto. A idéia é ir agora no inverno seconseguir um tempinho livre, então as jararacas deverão estar com frio e, portanto, menos ativas... ::otemo::

 

Abraço!

  • 1 ano depois...
Postado
  • Membros

Olá Augusto!

 

 

Veja como são as coisas...

 

Ontem, de ataque e partindo do Bairro Alto em Antonina, após mais de um ano depois de ler o seu relato aqui e mandar pro caderninho a ideia da sua empreitada, cumpri a missão. Percorremos boa parte da Picada do Cristóvão e fizemos a Janela da Conceição - até o final do túnel (quase 1500m de extensão) - e ainda abrimos uma picada para a Cachoeira dos Cabos (o mato estava muito fechado no seu acesso, nos obrigando a usar o facão). De quebra, ainda fui com um outro mochileiro daqui, o Josimar Cubis, antigo interessado naquela trilha. Mundo pequeno esse nosso!

 

Aproveitamos o "Gerber" e executamos alguns trabalhos de limpeza em pequenos trechos que estavam mais fechados, "podando" as urtigas mais proeminentes, bem como eliminamos algumas pequenas árvores caídas e pequenos bambuzais que obstruíam a trilha em alguns pontos isolados. Seccionei um tronco de árvore com cerca de 20 cm de diâmetro em 3 partes com o serrilhado do dorso do facão em cerca de 5 minutos. Uma beleza.

 

Atualizando as informações do ótimo relato do Augusto, que já tem mais de 2 anos:

 

:: A trilha atualmente está bem definida e razoavelmente aberta até a bifurcação da Picada do Cristóvão com a Trilha da Conceição, onde começam os problemas de orientação. Ali há um emaranhado de trilhas que partem para todos os lados, provavelmente executadas por pessoas que se perderam em busca da Janela da Conceição, abrindo trilhas secundárias e/ou erradas pela mata. Sem algumas informações prévias ou a track marcada no GPS fica difícil encontrar a trilha correta.

 

:: Ao longo da picada predomina uma vegetação rasteira ou arbustiva com até 1,5 m de altura, onde reinam as urtigas. Há várias árvores caídas e alguns trechos pequenos com bambus "comuns" e os temidos "unhas de gato". A picada se inicia normalmente pela Fazenda Lírio do Vale, no Bairro Alto (Antonina), acessível de carro no final da estrada que chega no Bairro Alto, com um pequeno trecho de estrada de terra (ruim) após o término do calçamento no ponto final do ônibus.

 

:: Na Fazenda, converse com o Sr. Antônio, o caseiro do lugar, quietão mas gente boa. Acerte com ele um lugar para deixar o carro ou a moto. Ele não cobra, mas costuma-se lhe dar R$ 5,00 para manter a cordialidade e as "porteiras abertas". Ele nunca se nega a fornecer o banheiro da sua casa aos visitantes, franqueando geralmente até um banho de chuveiro quente aos eventuais interessados.

 

:: O início da picada é feito por uma estrada de terra que se embrenha na mata e vai se fechando, logo virando uma trilha. Há diversos "cruzamentos", cada um deles levando a diferentes pontos de interesse da região. Não vou me referir aqui a cada um, mas por ali se acessam a "Piscina dos Elefantes", as ruínas do aqueduto, a trilha que leva ao "Discoporto" e à Janela da Cotia (Vale do Rio Cotia), as montanhas vizinhas do PP mais próximas do bairro Alto como o Jacutinga e o Saci, a Crista Leste do Pico Ferraria e finalmente à Janela da Conceição e o Monte Guaricana, dentre outras...

 

:: Atenção redobrada onde pisa. Como predomina uma vegetação rasteira, há que se ter cuidado e manter o foco na trilha devido à grande incidência de ofídios, especialmente jararacas. Neste visita cruzamos com 2 espécimes de pequeno porte, mas ambos estavam bem no meio da trilha e camuflados pela vegetação, um deles inclusive foi quase pisado por um companheiro que deu uma distraída (não é Josimar ?!).

 

:: Facão para a trilha é essencial, especialmente para quem pretende ir pros lados das Janelas da Cotia ou da Conceição. Bastão de caminhada é altamente recomendável, não só por ser interessante para as articulações e por se tratar de uma trilha sem grandes acidentes topográficos (praticamente plana) mas porque o bastão também ajuda a eventualmente afastar alguma cobra. Um pedaço de plástico ou lona para estender sobre a relva, sentar e fazer seu lanche ou mesmo descansar é bem vindo, pois não há muitos lugares limpos para sentar e as imediações da trilha são sempre bem úmidas. A minha "loninha" de nylon laranja 2x3m fez sucesso, hehe...

 

:: Insetos: desta vez, estranhamente, não vimos nem sinal das temidas butucas do Ibitiraquire (há cerca de duas semanas quase fui carregado por um enxame delas no Caratuva e no Taipabuçu), mas as moscas e os pernilongos estavam ouriçados. Repelente de insetos (dos bons) é algo imprescindível se quiser voltar para casa incólume e com o seu sangue todo no corpo. O Beto testou (e aprovou) um repelente natural à base de óleo de bebê e extrato alcólico de cravo da índia, com mais alguns ingredientes que não lembro, creio que já vi uma parecida aqui mesmo no Fórum, no tópico sobre repelentes naturais. Eu fui de Exposis Extreme (que também emprestei à Fabíola) e também não fomos picados. A região também é pródiga em carrapatos, especialmente o carrapato estrela (Amblyomma cajennense), espécie que pode transmitir a febre maculosa, zoonose que pode levar à morte.

 

:: Fazer estas trilhas de bermuda ou camiseta de manga curta nem pensar, pelos motivos já expostos. Basta um esbarrão numa daquelas urtigas para você ficar se coçando (ou diria queimando?) por cerca de 15 minutos (isso se você não for sensível ou alérgico). Mangas longas e calças ajudam a prevenir o contato e infestação por carrapatos. Luvas de raspa para usar com o facão ou mesmo luvas de bike são muito recomendáveis para os momentos em que é necessário afastar o mato, o que pode ser necessário em alguns trechos. Chapéu, óculos de sol ou de proteção também são acessórios recomendáveis, assim como polainas e botas de caminhada.

 

:: É perfeitamente possível fazer o percurso de ataque (como nós, ida e volta no mesmo dia, sem pernoitar), basta sair cedo e estar disposto a caminhar bastante num único dia. Fizemos o percurso todo, ida e volta, em cerca de 11 horas, com várias pausas para fotos e contemplação, bem como uma parada de cerca de 1 hora só para entrar e sair da Janela da Conceição (objetivo principal desta nossa trip). O condicionamento físico também precisa estar razoavelmente bom, pois especialmente na sua primeira metade (a partir do Bairro Alto) há um aclive suave porém longo e continuado que se não for devidamente dosado extenua bastante o caminhante. Locais para acampamento com barraca são muito poucos e restritos a poucas barracas. A região oferece suporte amplo a bivaques com rede dada a existência de árvores de porte médio e grande em praticamente todo o percurso. A água é abundante e de boa qualidade em toda a trilha, disponível em inúmeros córregos e nascentes, inclusive dentro das janelas da Conceição e da Cotia.

 

Está aí uma grande opção de trekking, repleto de história e lugares bacanas.

 

Forte abraço!

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