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Olá viajante!

Bora viajar?

Trilha do Cristóvão - Serra do Mar/PR - Um trekking pela história

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Oi pessoal.

 

O relato abaixo é de uma caminhada por esse antigo caminho colonial e que em muitos trechos apresenta o calçamento original de pedras.

Ela começa próximo da Fazenda Pico do Paraná (base da caminhada para o PP), seguindo por alguns sítios para depois cair na trilha, passando pela base dos Picos da Guaricana, Ferreiro, Ferraria e Ibitirati até finalizar no Bairro Alto, em Antonina.

Ainda conhecemos a Janela da Conceição (espécie de túnel de 1,5 Km de extensão, usado para retirar material de um aqueduto subterrâneo), Cachoeira dos Cabos e a Janela da Cotia (o outro túnel).

Estavam comigo nessa caminhada a Márcia, o Jorge Soto e do Paraná, o Júlio, o Paulo e o Zig. Fizemos essa caminhada em um fds de Abril.

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Fotos + carta topográfica + imagem do Google Earth com trilha plotada:

 

Quando o Jorge enviou o convite para a lista para se fazer uma tal Picada do Cristóvão, fiquei com um pé atrás. Uma pesquisa rápida no Google e lá fui ver que ela é uma trilha histórica e passa próximo da base do Pico do Paraná e Pico do Caratuva, lugares onde eu já tinha ido.

Achei uma boa oportunidade para conhecer melhor a região e como a caminhada era em um fim de semana (05 e 06 de abril) ficou perfeito para eu e a Márcia fazermos.

Estávamos indo em 6 pessoas (3 de SP e mais 3 do PR). Marcamos de encontrar o Jorge na Sexta-feira (04 de Abril) às 22h30min no Terminal Tietê para embarcarmos no ônibus das 22h50min em direção à Curitiba.

 

Eu e a Márcia saímos do trabalho quase que direto para a Rodoviária e nossa intenção era dormir boa parte do percurso, mas nada disso aconteceu.

Devido aos inúmeros buracos da Rodovia Régis Bittencourt chegamos no Posto Tio Doca (pouco depois da divisa SP/PR) mais cansados ainda e somente com alguns cochilos.

 

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Descemos do ônibus neste Posto pouco antes das 05:00 hrs numa madrugada fria e com muita neblina.

A meteorologia previa tempo bom no fim de semana e por sorte ela acertou. No Posto ficamos aguardando o pessoal chegar de carro e seguirmos para a entrada da Fazenda Pico do Paraná que aconteceu por voltas das 06:00 hrs.

O carro já veio com o Julio, sua esposa, o Paulo e o Zig e como estávamos em 6 e o porta malas estava repleto de mochilas, o Paulo teve de ir apertado lá atrás, junto com as mochilas.

 

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Perto já da Fazenda Pico do Paraná, deixamos o carro e agora era mochilas nas costas e pé na estrada, ou melhor pé na trilha.

 

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Passamos pela fazenda do Dílson (PP) na surdina às 07:00 hrs e seguimos em frente na direção da Fazenda Rio das Pedras.

 

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Aqui o caminho é sempre seguir na direção dos pinheiros que são vistos da porteira da Fazenda Pico do Paraná. Passamos por brejos, subidas e descidas no meio de um pasto de cavalos e vacas, chegando nos pinheiros as 07h20min.

 

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Aqui encontramos amoras silvestres que logo acabaram.

Atravessamos uma cerca de arame e um pouco de mata fechada até chegarmos em uma antiga estrada tomada pela vegetação.

Seguimos por ela, passando ao lado de um banhado tomado por taboas e aqui o Sol já começava a dar as caras no horizonte.

Nossa direção era as torres de alta tensão que já conseguíamos ver ao longe, sentido leste.

 

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Alertados pelo Júlio de que o lugar onde estávamos passando pertencia ao Sitio do João Abreu e que a maneira dele expulsar intrusos era na “bala”, resolvemos apertar o passo para sair das dependências do Sítio.

 

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Em uma área de reflorestamento de pinus à direita, saímos da estrada e seguimos na direção das torres de alta tensão, passando ainda por uma área de vegetação fechada, onde tivemos que varar mato por uns 10 minutos.

Logo passamos embaixo dos cabos de alta tensão e seguimos na direção de um rio que podia ser ouvido à direita.

Ainda passamos por um pequeno trecho de mata e como ninguém queria tomar tiro, tivemos que pegar a trilha um pouco à frente e as 08h30min chegamos nela.

 

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A trilha na verdade é um antigo caminho colonial que desce a Serra em direção a Antonina.

Era usada para escoar a produção das inúmeras Fazendas do Vale do Capivari até o porto de Antonina.

 

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É conhecida como Picada do Cristóvão e em vários trechos nota-se o calçamento original feito de pedras e preservado, mas coberto pela vegetação.

Existem também alguns vestígios de pontes e muros de arrimo, construídos ao logo do caminho.

 

Logo que iniciamos a caminhada pela trilha, sempre subindo, passamos ao lado do acesso ao topo do Pico da Guaricana, que quase passa despercebido à nossa esquerda.

 

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As torres de alta tensão vão aparecendo novamente, mas agora à direita quando a mata se abre em alguns trechos.

Por volta da 10:00 hrs a trilha sai em campo aberto, seguindo agora o mesmo caminho das torres.

O Pico que aparece à direita é o Ferreiro e atrás de nós já podemos ver trechos da Represa de Capivari. Continuando na caminhada chegamos no ponto mais alto da trilha, junto a uma torre e aqui paramos para um pequeno descanso e um lanche.

 

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Não demoramos muito e por volta das 10h20min retomamos a caminhada sempre descendo, mas por pouco a caminhada não terminaria aqui.

Em um trecho da trilha passamos ao lado de tufos de capim e em cima de um deles estava uma enorme cobra jararaca tomando Sol.

 

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O Júlio, o Jorge, eu e a Márcia passamos a uns 20 ou 30 cm da cobra e por Deus ela não nos picou.

O Zig que vinha logo atrás com o Paulo foi quem percebeu a cobra.

Nessa hora é que acreditamos no nosso anjo da guarda.

Taí uma prova de que as jararacas só atacam mesmo quando ameaçadas, porque se ela quisesse nem precisaria dar um bote.

Era só levantar a cabeça sem fazer muito esforço para nos picar.

Refeitos do susto e depois de vários clics, seguimos descendo, deixando a cobra tomando o seu Sol.

 

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Uns 10 minutos e a trilha entra novamente em mata fechada, seguindo agora rente a base do Pico da Ferraria que está do lado direito.

Vamos cruzando com várias nascentes e pouco antes das 13:00 hrs encontramos a trilha totalmente fechada.

 

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O Júlio, eu e o Jorge íamos nos revezando na derrubada da vegetação com o facão e em alguns trechos era até difícil saber qual rumo seguir devido ao mato alto que tomava conta da trilha.

Difícil mesmo foi se livrar das inúmeras folhas de urtiga que a todo tempo surgiam na trilha (me queimei em vários momentos) e pouco antes das 14:00 hrs cruzamos com a trilha da Conceição que vem da esquerda e segue para a direita.

 

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A Picada do Cristóvão cruza com a Trilha da Conceição e segue descendo, mas nossa intenção era seguir para a esquerda na trilha da Conceição e foi o que fizemos.

O problema era que a trilha estava bem fechada, mas a vantagem era que antigamente ali era uma estrada de manutenção da Copel, então mesmo que fechada, a trilha estava lá e era bem visível, mas tomada pelo mato.

Desse ponto já se tem um belo visual de todo o vale onde se localiza Antonina.

E lá fomos nós varando vegetação alta novamente até chegar próximo da Cachoeira dos Cabos.

 

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Passamos direto pela Cachoeira e seguimos para a Janela da Conceição que na verdade é um túnel de 1,5 km aberto na rocha que serviu há muitos anos atrás como túnel de manutenção para retirada de material do aqueduto subterrâneo construído ali.

Ainda tivemos que cruzar 2 pontes semi-destruídas sendo que uma delas com uns 3 metros de altura e a outra um pouco maior (uns 10 metros).

Chegamos na Janela por volta das 15h30min e só entramos no túnel por cerca de 100 metros.

 

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Os morcegos são os únicos habitantes do lugar e como tínhamos uma longa caminhada até a Janela da Cotia saímos logo dali.

 

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Na volta ainda paramos na Cachoeira dos Cabos para alguns clics e comer alguma coisa.

 

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Eu e o Paulo seguimos para a base da cachoeira para alguns outros clics e ao voltarmos a galera já tinha iniciado a caminhada para a Janela da Cotia.

 

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Saímos da Cachoeira com a Márcia pouco antes das 17:00 hrs e o retorno até o cruzamento com a trilha do Cristóvão foi mais rápido, pois não tínhamos que varar mato. Passada a bifurcação do Cristóvão seguimos em frente na trilha da Conceição que de agora em diante segue por uma trilha bem demarcada e mais fácil de caminhar.

 

Começamos a apertar o passo porque já estava começando a escurecer e o lugar onde iríamos acampar ainda estava muito longe.

Por volta das 18h30min chegamos na antiga ponte que cruza o Rio Cotia (na verdade era o que restava dela). Nesse ponto tivemos que voltar uns 100 metros até encontrar uma trilha que subia morro acima.

A subida ia ficando cada vez mais íngreme e nesse momento tivemos que usar as lanternas, já que estava totalmente escuro.

Em dois trechos cruzamos o Rio Cotia e em um deles passamos ao lado de uma cachoeira onde tivemos o máximo de cuidado para não levar um tombo.

Ao chegarmos em um platô conhecido como Disco Porto (antigo depósito de materiais retirado do túnel e do aqueduto), por votação resolvemos acampar aqui mesmo.

O local é totalmente plano e todo concretado com alguns arbustos, mas um ótimo local para passar a noite.

Tínhamos a intenção de acampar ou bivacar no interior do túnel, mas chegamos exaustos depois da longa subida de quase 1 hora e como já era noite ficava complicado caminhar mesmo com as lanternas.

Eu e a Márcia fixamos a barraca com várias pedras e em seguida preparamos o jantar com miojo, sopão e salame.

Era por volta das 21:00 hrs e depois de saciada a fome caímos no sono rapidamente e só fomos acordar pouco antes das 07:00 hrs do dia seguinte.

O sono tinha sido perfeito, pois não choveu e nem ventou durante a noite.

 

Quando acordamos encontramos outras barracas de um pessoal que tinha chegado por volta das 23:00 hrs e o resto da galera já estava fora das barracas tirando fotos do nascer do Sol.

A única coisa chata do dia foi o furto de um cartucho de gás butano do Paulo.

Não queríamos acusar o outro pessoal que estava nas outras barracas, próximos da gente, mas era óbvio que eram eles que tinham levado o cartucho, pois o Paulo tinha deixado ele fora da barraca.

O tempo estava perfeito o que permitiu belas fotos do paredão dos Picos do Ibitirati e do Caratuva.

 

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Estávamos em um vale que fica entre o Ferraria, o Ibitirati e o Caratuva, o que permitiu um belo visual da região.

 

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Depois de alguns clics seguimos para a Janela da Cotia passando ainda por uma antiga ponte onde só restavam quatro dormentes de aço.

 

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Aqui novamente tivemos que cruzar com todo cuidado para não cair.

Do local onde acampamos até a entrada do túnel foram poucos minutos e não tivemos problemas.

 

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Depois de passar a ponte já avistávamos as portas de aço do túnel e aqui ficamos aguardando todos chegarem para seguirmos juntos túnel adentro, já que somente o Júlio conhecia o lugar.

O túnel é outro acesso que leva ao aqueduto que transporta água da Represa de Capivari para a Usina Hidrelétrica Parigot de Souza, localizada próximo ao Bairro Alto em Antonina.

O túnel é menor do que o da Conceição, por isso resolvemos seguir até o final dele.

No inicio ele é todo concretado nas laterais, mas logo dá lugar a um túnel só na rocha pura.

Em seu interior, existem alguns lugares planos onde se pode bivacar com a vantagem de não haver morcegos.

O final dele é marcado por uma grossa porta de metal que separa o aqueduto do túnel onde estávamos.

 

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Encontramos também algumas estalactites e estalagmites que se formaram no final do túnel decorrente do escorrimento do calcário presente no concreto.

Algumas até engraçadas. No álbum de fotos aparecem algumas pornográficas.

Depois de inúmeros clics com todo o pessoal reunido, resolvemos voltar para as barracas.

Do lado de fora pude perceber que existe um túnel no mesmo paredão, mais alguns metros acima. Por que? Eu não sei.

Perguntei ao Júlio que já tinha vindo uma vez aqui, mas ele também não soube dizer o que era.

É um caso para explorar em outra oportunidade.

 

De volta para as barracas desmontamos e seguimos serra abaixo às 10h30min.

Mochilas nas costas, nosso objetivo era voltar até a trilha da Conceição e continuar a descida por ela até o Bairro Alto, já em Antonina.

 

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A descida foi bem mais rápida e depois de cruzar pela última vez o Rio Cotia, junto da ponte em ruínas, chegamos em uma estrada que é a continuação da trilha da Conceição.

 

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Desse ponto já se consegue chegar de carro 4x4 e encontramos um Niva junto da ponte em ruínas (provavelmente do pessoal que furtou o cartucho de gás).

 

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Ainda passamos pela Piscina do Elefante, que na verdade é um antigo reservatório de água que hoje está totalmente seco.

 

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Voltamos logo para a estrada e continuamos a descida até o Bairro Alto, onde chegamos as 14:00 hrs.

 

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Paramos em um barzinho e lá nos informamos sobre o próximo circular para a Rodoviária de Antonina que saia às 17:00 hrs (o último tinha sido às 13:00 hrs).

Como tínhamos tempo, fomos tomar um banho no Rio Cachoeira, ao lado de uma antiga usina hidrelétrica e com a água gelada pouco se atreveram a entrar.

 

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As 17h15min tomamos o circular para Antonina e de lá seguimos para Curitiba no ônibus das 18h30min.

Em Curitiba nos despedimos do Júlio, Paulo e do Zig e as 21:00 hrs seguimos no ônibus para São Paulo, onde chegamos bem cansados por volta das 03:00 hrs da madrugada de Segunda-feira, mas revigorados por mais uma trilha inédita.

 

 

Depois eu posto algumas dicas e informações úteis sobre o lugar.

 

 

Abcs

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Fala Getúlio, tudo bom?

 

Isso é muito bom. ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

Parabéns mesmo pela empreitada. ::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::

Tem de divulgar essa caminhada porque as Janelas são muito lindas e o visual do Disco Porto vale a pena.

 

Vcs conseguiram chegar até o final da Janela da Conceição? Só fomos até o final na Janela da Cotia.

A gente encontrou muito morcego na Conceição e como estávamos com o tempo curto, tivemos que ficar pouco tempo por lá, porque logo iria escurecer.

Nós também tivemos que usar o facão em vários trechos. O mato tava fechando totalmente a trilha e as urtigas castigaram a gente.

Aquilo queima mesmo.

Qto às cobras, é um perigo mesmo.

A gente passou ao lado de uma enorme. Dá p/ vê-la nas fotos.

E era a Jararaca também.

 

O que tá faltando agora é o relato e as fotos e divulgar p/ o maior numero de pessoas possíveis essa sua caminhada.

Sou contra uma caminhada linda como essa ficar restrita somente a poucas pessoas.

 

 

 

Gde abc e parabéns novamente.

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Grande Augusto!

 

Então meu caro, estava mesmo pensando em fazer um relato, com fotos. Só está faltando um tempinho estes dias, já que a batida agora de final de ano está meio puxada...

 

A caminhada é realmente muito bacana. Uma trilha bem interessante de se fazer e que pode rivalizar até mesmo com o antigo e batido Caminho do Itupava, com diversas "vantagens", a meu ver.

 

Fomos até o final da "Janela" da Conceição, esse era o objetivo primário. É um túnel bem longo, cerca de 1500m. Encontramos poucos morcegos e apenas no terço inicial. A escuridão só se compara à encontrada em cavernas selvagens. A água em alguns trechos lá dentro batia na altura do tornozelo. Geralmente é água suficiente para molhar as botas por dentro. Eu passei incólume (minha Finisterre, usando polainas impermeáveis da Quechua, aguentou firme), mas fui o único - na verdade até ali eu era o único com os pés ainda secos - e olha que não "economizei" pé nos charcos - creio que foi realmente obra das polainas. Depois, muita umidade e calor até chegar na porta de contenção no final do túnel. Na Cotia e Discoporto desta vez não fomos, primeiro porque nós já conhecíamos, segundo porque saímos um pouco tarde do Bairro Alto e perdemos algum tempo na exploração de alguns caminhos no entorno da trilha e ficamos mais de uma hora na Janela da Conceição.

 

O urtigal não estava tão medonho, poucos trechos mais fechados e mais altos, mas desbastamos bem no facão, então quem for nos próximos 30-60 dias devem pegar aquilo em situação bem melhor do que encontramos. Algumas árvores caídas, pouco bambuzal. Fizemos uma boa limpeza, só não investimos mais tempo com o facão para não atrasar ainda mais nossa trip. As pontes estão todas transitáveis e até dão aquele "gostinho" a mais na aventura. Uma delas (no trecho de estrada) foi até "revitalizada" com alguns troncos novos de madeira (postes), provavelmente por obra da Copel (Cia. de Energia). Por mim ficam assim mesmo ou caem de vez.

 

Na volta abrimos também uma pequena trilha até a base da Cachoeira dos Cabos, já que não encontramos uma trilha aberta até lá. Aqui adeus pés secos! Tive que fazer um "mergulho" forçado com as duas pernas num poço, com água até a altura das coxas, aí não tem polaina ou bota que segure a água. Hehe!

 

Aquela região anda ameaçada pelo fantasma da "retomada" das discussões sobre a construção da BR-101 no Paraná. Uma "reabertura" para valer daquela trilha seria um bom instrumento de dissuasão para esta infeliz ideia por permitir mostrar ao povo do que se está falando. Não há como preservar aquilo que não se conhece...

 

Grande abraço!

Postado
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E aí Getúlio, blz?

 

O seu relato seria de grande utilidade porque é o único dessa trilha entrando por Antonina.

Com certeza é a melhor opção para iniciar essa caminhada.

O problema é a longa subida, mas nada muito difícil.

 

 

Essa discussão de se construir uma Rodovia com acesso fácil ao Porto, passando por aquela região é bem antiga.

Não acho que vá p/ frente esse projeto.

Hoje em dia as pessoas estão bem mais conscientes sobre a destruição do meio ambiente e o que isso pode causar.

 

Me preocupo bem mais com o fechamento dessa trilha pela falta de uso.

 

 

 

Gde abc

Postado
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[...]

 

Me preocupo bem mais com o fechamento dessa trilha pela falta de uso.

 

 

 

Grande Augusto!

 

 

Fechar ela não vai, não se preocupe. A região tem sido bastante frequentada e a trilha serve de acesso a algumas montanhas "esquecidas" da região que têm sido mais exploradas de um ano para cá, além do próprio trânsito de pessoal da Copel na manutenção das linhas de alta tensão que cortam a área. Há ainda uma tendência de aumento do tráfego de pessoas ali por conta das divulgações recentes e do crescimento do trekking aqui na região.

 

O relatinho sai em breve, assim como novas pernadas na área...

 

Forte abraço!

  • 9 meses depois...
  • 1 ano depois...
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muito bom o relato, gostaria de fazer esta trilha, mas no momento estou sem gps, seria dificil conseguir uma carta desta regiao.

Postado
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A carta é fácil, o difícil é conseguir passar na fazenda no início dela, o proprietário não permite.

O que o pessoal tem feito é fazer parte dela, de Antonina até a Janela do Cotia, ou Piscina do Elefante, ou Disco Porto, trilhas bate e volta com início em Bairro Alto - Antonina.

AH! A carta tem no site do IBGE, tem que dar uma fuçada lá que acha.

Postado
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Uma carta não vai te ajudar muito nessa trilha.

Ela passa por trechos com muita vegetação.

Veja nas fotos.

Lá eu também coloquei a carta topografica com a trilha plotada, mas é somente para referencia.

Boa parte inicial da trilha sempre embaixo do cabos de alta tensão. Não tem erro.

O problema é que não se tem muito visual.

Para evitar passar próximo a sede da Fazenda nós tivemos que pegar um pequeno trecho de vara mato e por uma plantação de pinus, que não foi nada fácil.

Eu não recomendaria repetir essa caminhada.

Até os trechos onde dá p/ ver antigos vestigios do Caminho Colonial estavam cobertos pela vegetação.

 

Se puder inicie essa caminhada em Antonina, pelo Bairro Alto.

O que vale a pena de conhecer nessa trilha são as 2 Janelas, Disco Porto e a Cachoeira dos Cabos.

 

Se entrar lá pela Fazenda PP, vai pegar muito vara mato, sem visual nenhum, além do risco de encontrar o proprietário que espanta mochileiros "na bala". :D:D:D:D:D:D

 

 

 

Abcs

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