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Europa abaixo de zero > FRANKFURT, MALTA, LONDRES, BUDAPESTE, PRAGA, BERLIN, PARIS E LUXEMBURGO


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Olá mochileiros,

 

Resolvi escrever meu relato já que varias informações eu colhi atraves do mochileiros.com. Não pretendo relatar meu dia a dia... Primeiro para não estragar a futura experiência de vocês e segundo porque meu objetivo aqui é relatar como é viajar no alto inverno europeu.

 

Ao planejar minha viagem eu acabei percebendo a falta de relatos sobre viagens nesta época do ano (compreensivo vocês que conseguem tirar ferias em junho / julho / agosto).

 

Viajei em 19/01/2012 e voltei em 24/02/2012. Essa viagem quando foi formulada, deveria acontecer durante o verão, mas resolvi antecipar a viagem e fazer um intercâmbio e mochilar o restante dos dias. Como já falei, minha maior duvida era o período que escolhi viajar. O máximo de frio que havia enfrentado foi 0 C em Buenos Aires e o a intensidade é completamente diferente! Com toda sinceridade, se você for friorento, nao gostar de neve e afins, NÃO VÁ DURANTE O PERIDO DE INVERNO! Vamos ao relato!

 

Passagens aéreas

Rio x Frankfurt x Malta x Luxemburgo x Rio - R$ 2.350,00 (Lufthansa)

Essas passagens foram compradas em no final de agosto de 2011, em uma época eu que o real tinha um valor... Digamos, mais digno frente as outras moedas.

 

Malta X Londres - € 68,00 (R$ 172,00) (Easyjet)

Era a mais barata para sair de Malta. Tinha também a opção de voar de Ryanair ou de Air Malta, porém eram mais caras. Ah, esse preço inclui a tarifa para mala despachada e taxas de cartão de credito.

 

Londres x Budapeste - £ 68,00 (R$ 207,00) (British Airways)

Tinha a opção de ficar outro dia em Londres e ir de easyjet, porém, além de Londres ser uma cidade mais cara e a easyjet ser extremamente apertada, nao valia apena as £ 10,00 de diferença.

 

FRANKFURT É uma imagem embaçada na minha cabeça...

Saí do Rio as 23 hs no vôo LH 500, da Lufhansa. O vôo seguiu sem qualquer problema (tirando as crianças ao meu lado que nao paravam de chorar a noite toda). Aquele serviço consistente da LH. O único problema foi que na chegada em Frankfurt o avião nao parou no finger do terminal internacional e paramos na área de segurança americana do aeroporto. Todos os passageiros tiveram que pegar o um ônibus para chegar até o terminal internacional. Nessa, consegui sentir frio que estava. Se for comparar com as temperatura que peguei no fim da viagem, não foi nada tão extremo (5 à 0 graus) porém, o choque de temperatura é forte.

 

Se eu fosse replanejar a viagem, provavelmente iria primeiro direto para o lugar mais frio e iria para os mais quentes. Quando chegar a parte de Praga e Berlin vocês irão entender o porque.

 

Ao chegar no terminal, um policial me parou e pediu pra ver meu passaporte. Tinha um carimbo da Argentina a menos de uma semana da viagem (havia viajado no dia 05/01 e voltado no dia 13/01). Nessa hora bateu um frio na barriga porque me lembrei que as duas viagens tão próximas uma da outra poderia ser considerado como movimento irregular (que vê boarder security Australia sabe do que estou falando). Na versão, esse policial foi super educado e tranquilo. Só perguntou o que eu estava fazendo por lá (falei estudo e turismo) e ele me devolveu o passaporte. Subi até os guiches de imigração para pegar o visto e escolhi a mulher mais carrancuda que estava sem filas. Nao tive problema nenhum. Ela nao me perguntou nada. Olhou para o meu rosto e carimbou meu passaporte.

 

O conselho que dou para qualquer entrevista na hora de pegar visto no aeroporto, além de nao mentir, vá sempre na que tem menor fila ( quando tiver filas múltiplas).

 

O aeroporto é super tranquilo de se localizar e o metro fica no subsolo. A passagem para o centro da cidade custa 4,20 E. Esse ticket é de 2ª classe, então preste atenção na hora de embarcar.

 

Fiquei no hostel Four Elements que fica perto da Hauptbanhoff de Frankfurt. Paguei em um dorm com quatro camas E 36,00. Staff tranquilo... Aquela coisa germânica! rolou um quiz na noite que passei lá... Bem legal. Sem contar que tem um bar / lounge no térreo que da pra bater um papo com os outros viajantes. O único ponto meio negativo (só meio) é que o hostel fica no redlight district, então o que mais tem é casa de strip e prostitutas ao longo das ruas. Sem contar que eu, carioca, fui ver um cara injetando no meio da rua! Mas olha, em momento algum senti alguma insegurança. Recomendo.

 

A cidade é relativamente barata (1 euro pela coca ou cerveja e 5 euros por uma pizza brotinho num turco) e fácil de se localizar.

 

Frankfurt foi um stopover, logo, só deu para aproveitar algumas coisas da cidade. Nao aconselho a contar o dia da chegada porque o vôo realmente cansa muito. Eu andei bastante pela cidade mas fiquei exausto. Confesso que a única coisa que achei legal de Frankfurt foi a organização e limpeza. A falta de catraca no metro é algo que até agora me impressionam (fiquei imaginando isso aqui no Rio rs).

 

Acho que pularia frankfurt para ficar mais descansado no meu primeiro dia em Malta, mas foi valida a visita.

 

Próximo post, Malta!

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Já to adorando seu relato... Em dezembro vou com meu namorado e meu cunhado... Qual foi a menor temperatura que você pegou?! E onde?! :)

Obrigada e continua a escrever por favor Hehehe!!

 

Obrigado! Olha, dezembro é frio mas não é tão frio como se imagina. A questão é que o tempo europeu é um tanto imprevisível. Ano passado, por exemplo, em dezembro e inicio de janeiro o clima em Londres estava super ameno... Coisa de 9 C! Então vai muito de sorte mesmo (você vai entender quando eu relatar Londres, Budapeste e Praga hehe)!

 

O mais frio que eu peguei foi - 21 C em Praga! ::Cold::::Cold::::lol4::

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Escrevi um mega post sobre Malta, mas o mochileiros me deslogou e perdi o post todo!

 

Malta Como se fossem os anos 70...

 

Cheguei em Malta em um pleno sábado. O tempo estava bem mais ou menos. Bastante vento... Média de 8 à 10 graus durante o dia. Na semana seguinte abriu sol e o tempo ficou entre os 15 e 18 graus.

 

Malta é completamente diferente do restante da Europa... Pelo menos dos países que fui. É atrasada, conservadora e até um pouco estranha, mas isso está longe de ser uma critica. Morando em cidades grandes e tendo planejado uma viagem para outras metrópoles, foi um bom descanso de duas semanas estar em um país onde o comercio fecha as 20 hs e as velhinhas viuvas se vestem de preto e vão a missa todo santo dia.

 

Já tinha o inglês fluente e resolvi fazer um curso com ênfase na área jurídica... Mais para encher o currículo e escolhi Malta pelo custo, logo, minha hospedagem e transporte do aeroporto já estavam pagos pela escola. Fiquei no bairro de Sliema, que é conhecido como um shopping center. É a região em que a maioria dos expatriados ficam, onde tem varias lojas, restaurantes e infra estrutura... É meio que a barra da tijuca se você for comparar o crescimento imobiliário e a descaracterização da orla de Sliema.

 

Ah, detalhe: Sliema nao é bairro... É uma cidade menor do que copacabana. Todas as cidades de malta são menores que os bairros aqui do Rio de Janeiro. Diga-se de passagem, os malteses se ofendem se você falar que as cidades deles são bairros! rs

 

As línguas oficiais de Malta são o Maltês e o Inglês (resquício de colonização), mas o pessoal entende bem italiano, já que são obrigados a aprender se quiserem ver televisão (a televisão local é uma bosta então eles assistem os canais italianos). Um conselho que eu dou para as pessoas que quiserem aprender inglês em Malta, nao vá contando com a pratica do dia a dia já que o maltês nao gosta de falar inglês. A língua foi introduzida oficialmente na época da colonização mas o povo utiliza mais o maltês que é uma mistura de árabe, italiano e inglês, logo, se você for o iniciante na língua, vá para outro lugar.

 

Malta é muito segura. O motorista do transfer me falou que a anos nao acontece um assassinato na ilha, e quando acontecem geralmente são crimes passionais. Confesso que minha guarda caiu quando ele falou isso. Cheguei no ape, desci para almoçar e cai no sono até as 20 hs da noite! Com uma insônia absurda, resolvi sair para um para o bairro que possui uma concentração de casas noturnas chamado Saint Julian, numa parte chamada Paceville. Cheguei lá pedindo carona a um estranho! Só eu mesmo, mas o cara que ofereceu a carona! Confesso que por um momento achei que iria acordar em uma banheira cheia de gelo sem um rim, mas depois relaxei. O cara era gente boa, com um papo legal e foi me dando dicas sobre a noite de Malta.

 

Coisas positivas sobre a noite de Malta: nao se paga para entrar nas casas noturnas (a explicação faz sentido... Porque pagar se você nao sabe se a night é boa?) e as bebidas baratas. Uma cerveja custava 2 euros (cerveja csk, marca local e boa) e o publico é animado.

 

Coisas negativas sobre a noite de Malta: todas as boates tocam as mesmas coisas, os mesmos remixes quase que na mesma seqüência. Sem contar que quando eu cheguei lá, Michel Teló era número 1 em nao sei quantos países europeus então em qualquer lugar que você ia tocava "Ai se eu te pego". Delicia, né? :evil: Outra coisa é o publico... Minha piada era que a beleza parou de migrar na Sicília e nao atravessou para Malta. rs

 

Meu dia a dia era definido entre o curso e fazer passeios turísticos. De acordo com minha tabela de gastos, tive uma despesa media de 28 euros ao dia. Isso foi porque eu nao saia ou bebia todo dia e fazia compras semanais no mercado, então acabava gastando somente uma refeição na rua. Porém, isso é atípico já que nos fins de semana acabava gastando mais. Indo somente como turista você inevitavelmente gasta mais.

 

Malta hoje em dia conta com um novo sistema de ônibus que substituiu o sistema arcaico (porém charmoso) anterior. Antes de julho de 2011, as linhas de ônibus eram estabelecidas de acordo com os donos dos ônibus, logo, eles faziam o que queriam com os passageiros e transformavam seus ônibus em verdadeiros altares (o pessoal lá é muito católico). Agora todas as rotas são operadas pela mesma companhia e o conforto melhorou já que os ônibus são novos e padronizados, porém, os motoristas grosseiros continuam os mesmos. As linhas de ônibus todas se encontram em Valetta (a capital) logo, vc perde algum tempo indo pra capital, trocando de ônibus e seguindo para o seu destino... Somente um dos ônibus (o X2) que nao vai para Valetta. Como nao se usa muito ônibus, o ideal é comprar o day pass que é só 30 cents a mais que o bilhete único e dura o dia todo.

 

Tem muita coisa para se ver em Malta... Desde de o coliseu cafona que foi montado para filmar "O Gladiador" (filme) - que nao esta aberto para visitação, até visitar as catacumbas que reza a lenda, abrigaram Saint Jullian.

 

Eu gostava de andar pela cidade amuralhada de Valleta (até me perder), caminhar pela costa de Sliema e observar o mar mediterrâneo (batia uma melancolia por nao poder ter ido durante o verão), apreciar a arquitetura da antiga capital de Mdina (e comer um bolo de chocolate tradicional no Forntnarina apreciando a vista), curtir a noite em Saint Julians... Muita coisa para se fazer.

 

Um dos dias mais incríveis foi quando fui para a ilha de Gozo (ilha menor ainda) passar o dia. A ilha consegue ser mais "atrasada" que Malta... Lembra um clima muito de interior. Peguei um ônibus e fui até a Azure Window, que é um penhasco INCRÍVEL que em teoria você não poderia subir, mas todo mundo sobe e anda até a ponta... Fiquei observando a vista e acabei perdendo o ônibus para a cidade. Ai, fiz uma coisa que é bem tradicional em gozo... fique pedindo carona e indo de cidade em cidade para conhecer ::lol4::::otemo:: . Uma experiência que foi única e confesso que nunca pensei que faria! A ilha é pequena e algumas das cidades nao passam de vilas de casas, mas mesmo assim foi uma experiência interessante. Para ir para Gozo, partindo de Sliema, você deve pegar o ônibus X2 até o Porto e de lá você pega uma barca até a ilha de Gozo. Você só paga a barca na volta. A barca custou 6 euros pelos dois trajetos.

 

Uma dica para facilitar a locomoção em qualquer parte da europa é ativar um chip 3G no seu celular e utilizar o Google Maps. Em épocas tecnológicas, para que abrir um mapa no meio da rua. Realmente ajuda. Eu sou o tipo de pessoa que nao tem o mínimo senso de direção, então o 3G me ajudou durante a viagem. Sem contar que ajudava a pedir taxi e coisas do gênero durante a viagem.

 

Com relação a comida, a especialidade em Malta é coelho preparado de vários modos. Massas também estão presente em peso nos cardápios. Ah, evitem o refrigerante Kinnie que só é vendido em Malta. MEU PAI, que refrigerante horrível. Parece que todos os sabores foram misturados e depois colocaram capim!

 

Recomendo Malta a todos... Acredito que no verão seja melhor ainda.

 

Próximo post, London baby!

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LONDRES

 

Primeiramente, tenho que falar que Londres foi uma das cidades mais incríveis que visitei. Com certeza, entra no top 3 dessa viagem (vou fazer o ranking depois do ultimo relato). Cinzenta, fria porém viva.

 

Sai de Malta num sábado (de ressaca e quase que virado por ficar comemorando a minha ultima noite em malta com o pessoal do curso) e parti para o aeroporto. Confesso que fiquei meio que melancólico na meia hora de viagem, porque quando você fica em um tempo em um lugar, conhece novas pessoas, faz amigos e depois... Vai embora. Confesso que tive uma ponta de inveja (branca, claro) das pessoas que passam meses criando uma rotina em outro lugar. Mas deixa que eu falo disso na terapia... ::lol4::

 

Como já disse antes, vooei de easyjet pela primeira vez e foi exatamente o que esperei. Serviço básico (menos que básico até), comissários nada simpático MAS, pagar em uma passagem aérea para um vôo de duração de 3 horas o valor de um jantar parados, não dá pra reclamar. A easyjet possui um alto nível de utilização das aeronaves, logo, o vôo estando confirmado e nao tendo qualquer tipo de problema meteorológico, ele,vai sair na hora. Comprei a passagem pagando o despacho da mala (afinal, nao da pra sair do Brasil carregando somente a mmochila nas dimensões permitidas) e o embarque prioritário. O embarque prioritário funciona dependendo da estrutura do seroporto. São formadas duas filas e a do EP vai pra aeronave primeiro. Em Malta nao tem finger para o avião, então você é levado por um ônibus. Já li relatos em outros sites relatando erros e a ineficiência no embarque prioritário... Só comprei lá porque um colega de classe me avisou. Vale a pena, já que easyjet nao reserva assento e o pessoal parecem animais entrando em um avião e correndo pelo assiento. É cada um por si! :lol:

 

Bem, o clima de Londres é aquela coisa imprevisível. Uma semana antes da minha chegada estava em 9 graus porém, como eu levei o frio para cada cidade que passei, quando eu chegue estava fazendo 5 graus com previsão de NEVE para a noite. Eu nao entrei em pânico, até curti, já que nunca tinha visto a vida de uma cidade com neve... Só no topo de um vulcão no Chile. O que me preocupou foi o impacto que se toma ao sair do avião... Dito e feito. Quando pousamos e eu passei pelo finger para ir para o terminal, senti um impacto do clima frio e me apressei correndo do frio!

 

Quanto a temida imigração britânica, confesso que nao tive problema nenhum. Nao sei se foi porque entrei por gatwick ou se foi pela procedência do meu vôo, a senhora que me atendeu foi extremamente educada e só me perguntou "qual é o propósito da minha visita", "quantos dias eu pretendia passar lá" e "qual seria o meu destino depois de londres"... Depois só falou um welcome to London e acabou... Nao durou nem 30 segundos. Falar inglês na hora ajuda mas ter calma e falar a verdade é fundamental.

 

O aeroporto de gatwick fica afastado (como todos os aeroportod de Londres) e tem alguns meios de transporte. Nao tem metro, mas tem um trem chamado Gatwick Express que é meio caro, taxi, mas eu escolhi usar o easybus... É o ônibus da easyjet, bem barato (acho que foi menos de 4 libras) e demora uma media de uma hora e meia para chegar em Earls Court.

 

Fiquei no EasyHotel que fica localizado na região de Earls Court. A rede easyhotel pertence a easyjet e é um hotel super barato e simples. Você paga extra por TUDO (até a limpeza do quarto) mas tem um banheiro privativo no quarto e o preço é ridículo se você comparar com os dorms dos hostels de Londres. Eu paguei por um quarto pequeno, sem janelas, 30 libras. É MUITO barato e a cama é confortável... É o que importa!

 

Oystercard é uma mão na roda se você vai usar ônibus e metro. Caso você pretenda usar somente o metro, é mais valido comprar um day pass que custa 7 libras. É bem tranquilo andar de metro por lá por mais que você possa se perder na hora de fazer as baldeações. Acontece! Ah, quando for subir a escada rolante, nao se esqueça de ficar do lado designado para nao atrapalhar as outras pessoas! Eles levam isso bem a serio. (com razão)

 

Encontrei com uma amiga brasileira que mora na Europa e foi uma boa pedida. Ela conhecia Londres de cabo a rabo então nao deixou eu cair nos clichês.

 

Eu nao gosto de fazer programa turistão (quando relatar Paris ou praga vocês vão entender mais rs) então decidi que faria as atracões tradicionais durante um dia (domingo) e nos outros iria me perder pela cidade. Eu nao faço aquela viagem como se fosse treinamento militar. Gosto de ter clama para fazer o que quero e na hora que quero. Sem contar que eu gosto de acordar tarde... Rs. Eu sempre parto do principio que nao dá pra conhecer tudo em quatro dias e que "eu volto depois" pra conhecer mais!

 

No meu primeiro dia eu me encontrei com esses amigos em Shoreditch... Bairro descolado, artístico da cidade. A famosa invasão hipster. Nevou nesse dia, mas a temperatura fica mais agradável quando neva. O que nao fica agradável são os londrinos paranóicos falando que Londres vai parar se continuar nevando. Eles são bem paranóicos com isso, já que Londres nao é preparada para neve (chocante, né). Nos dias após a neve (só nevou nessa noite) percebi que varias estações de metro estavam fechadas por danos causados pela neve.

 

Preços... Se você seguir a minha lógica de nao converter, Londres nao é tão cara como se espera. É cara, mas o rio de janeiro mão fica atras. Qualquer prato a la carte em um restaurante por Ipanema / Leblon nao sai por menos de 50 reais (16 libras à época que eu viajei)... Minha primeira refeição foi em um restaurante tailandes MUITO bom e minha refeição custou só 14 libras (já com a cerveja). Comi um bowl de noodles com camarões e tempero. Muito bom mesmo. Nos outros dias eu comia muito em pub e a refeição nao passava de 14 libras (se o pub fosse em região turística) e 11 libras em outras regiões. Abusei do cardápio típico inglês e provei o famoso porém controverso traditional English breakfast.

 

Quanto a bebidas alcoólicas, eu bebo mais cerveja e media da pint é 3.5 libras. Na boate, o máximo que paguei foi por volta de 5 libras.

 

Achei o povo de Londres bem educado e prestativo (pelo menos foram comigo) e quando eu edita alguma informação era prontamente atendido.

 

Saí pra noitada mesmo com neve. Achei que iria perder o dedão do pé (sapato impermeável e meias são de extrema importância). A noite de Londres é muito diversa e tem alguma coisa em algum canto da cidade. Nesse dia eu fiz uma peregrinação entre dois pubs e uma boate do Outro lado da cidade. Foi uma verdadeira peregrinação mas valeu a pena.

 

No meu segundo dia (domingo) fui fazer o programa turistão e minha amiga me levou para o London eye (nao subi porque tinha uma fila absurda e o dia estava super cinzento), Big Ben (not so Big), westmininster abbey (domingo é dia de oração então nao está aberta), buckIngham palaca, trafalgar square, museu natural, Piccadilly, abbey road...consegui fazer isso tudo em um dia porque minha amiga conhece bem então nao tinha jeito de se perder.

 

Depois disso, voltei pra Shoreditch para encontrar com um amigo australiano que conheci na Patagônia no ano anterior e bater um papo num bar super transado, com uma cerveja própria com um preço honesto (3,5 libras). O papo com o Lindsay foi bem legal e aconteceu uma coisa curiosa. Enquanto nos estávamos falando das diferenças entre rio e Londres e de violência em grandes cidades em geral, ele estava me contando que trabalha no bairro que ele trabalha tem maior índice de facadas (stabbing é um crime bem comum lá) do pais... Nesse momento entrou uma mulher pedindo dinheiro e colocando um jornal sobre a mão dela... A gente falou que nao tinha e o gerente veio retira-lá do local. Quando ele voltou, ele perguntou se todos estavam com os seus telefones celulares... Nossos telefones estavam em cima da mesa, mas ela ESTAVA TENTANDO PEGA-LOS E COLOCA-LOS NA BOLSA! Moral da história... Nunca se esqueça que você é turista e turístico esta sujeito a levar golpes. Tudo bem que é só um iPhone mas colocaria uma nuvem negra na viagem.

 

Um fator curioso é que eu conheci poucos ingleses em Londres. É uma mistura cultural impressionante. O motorista de taxi de Bangladesh, o consultor de marketing americano, meus amigos australianos.., nao é atoa que se vc pergunta para um britânico onde ele mora, ele fala "near London", porque em londres, a maioria são imigrantes. Eu até conheci um sulafricano super gente fina apaixonado pelo Brasil quando me perdi no metro tentando ir para uma baladinha em Vauxhall.

 

Aconselho a quem puder e tiver algum domínio da língua a assistir um musical.eu tive o prazer de assistir Wicked e nao me arrependi. Musical é lindo, muito bem produzido e os tickets nem foram tão caros. Os tickets custavam de 25 à 65 libras. Um bom preço considerando a qualidade do musical.

 

Meu ultimo dia eu gastei perambulando pelo Soho (maior concentração de sex shops por metro quadrado) e chinatown. Como já tinha falado, adoro me perder pelas ruas e deixa a cidade me surpreender. Passei o dia olhando brechós de discos (muita coisa boa pra se garimpar por lá) e brechós de roupas (muita coisa exclusiva e vintage que você nao acha em lugar nenhum).

 

Next stop, Budapest. Mind the gap...

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Bom dia, seu relato está bom, mas está faltando umas fotos ai pra ilustrar...

 

Aproveitando

 

Como descobriu esse curso de inglês com enfase no direito???

 

Abração

 

Nao curto postar foto minha mas posso postar fotos ilustrativas... Mas só no fim de semana já que estou escrevendo esses relatos de um iPad.

 

O curso de inglês... Bem, é mais fácil eu explicar como conheci Malta e suas escolas de inglês. Em dezembro de 2010 fui pra Patagônia, e em Punta Arenas, conversei com duas alemãs e quando falei que pensava em fazer turismo em Malta, a resposta delas foi que "as pessoas só vão pra Malta para trabalhar má industria de cassinos online ou para aprender inglês".

 

Fiquei com isso na cabeça e quando resolvi sanar a falta de uma experiência internacional no meu currículo, comecei a pesquisar em Londres (cara demais), Dublin (inglês complicado demais) e aí fui ver Malta. Uma simples procura no Google para "English for lawyers Malta" ou "professional English Malta" levou ao curso que escolhi. A escola foi a AM Language School. Bom custo beneficio.

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