Use o menu Tags para buscar informações sobre destinos! - Clique aqui e confira outras mudanças!

Ir para conteúdo
José Luiz Gonzalez

Mochilão 2012 - Santiago, Mendoza, Cafayate, Salta, Quebrada de Humahuaca, Atacama e Salar de Uyuni

Posts Recomendados

[li=Introdução]Fala galera!

Acabei de voltar de uma maravilhosa viagem de 1 mês pelo Chile, Argentina e Bolívia e vou tentar relatar essa viagem abaixo.

Acredito que o mais interessante será a parte sobre o Noroeste Argentino já que Santiago e Atacama já tá cheio de relatos por aqui... mas de toda forma tentarei falar um pouco de tudo!

Se alguém tiver alguma dúvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail já que a sua dúvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no fórum![/li]

 

[li=Roteiro]18/11/2012 - São Paulo - Santiago

19/11/2012 - Santiago

20/11/2012 - Santiago

21/11/2012 - Santiago - Mendoza

22/11/2012 - Mendoza

23/11/2012 - Mendoza

24/11/2012 - Mendoza

25/11/2012 - Mendoza - San Agustin de Valle Fértil

26/11/2012 - San Agustin de Valle Fértil

27/11/2012 - San Agustin de Valle Fértil - La Rioja - Tucumán - Cafayate

28/11/2012 - Cafayate

29/11/2012 - Cafayate

30/11/2012 - Cafayate - Salta

01/12/2012 - Salta

02/12/2012 - Salta

03/12/2012 - Salta - Purmamarca

04/12/2012 - Purmamarca

05/12/2012 - Purmamarca

06/12/2012 - Purmamarca - San Pedro de Atacama

07/12/2012 - San Pedro de Atacama

08/12/2012 - San Pedro de Atacama

09/12/2012 - San Pedro de Atacama

10/12/2012 - San Pedro de Atacama - Salar de Uyuni

11/12/2012 - Salar de Uyuni

12/12/2012 - Salar de Uyuni

13/12/2012 - Salar de Uyuni - San Pedro de Atacama

14/12/2012 - San Pedro de Atacama

15/12/2012 - San Pedro de Atacama - São Paulo[/li]

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Santiago

 

Hospedagem

 

Fiquei hospedado no hostel Ventana Sur em um quarto coletivo com 6 camas.

A reserva foi feita pelo HostelBookers.

 

Preço da diária: 15 USD

 

Pontos Positivos:

  • Hostel fica num bairro muito tranquilo e bonito (Providência).
  • Apesar de não ter um café da manhã espetacular, foi o melhor da viagem (com cereais, queijo e até iogurte)
  • O staff Ivan é muito gente boa e faz você se sentir em casa e te ajuda com todas as dicas e informações necessárias!

Pontos Negativos:

  • Café da manhã só começa às 9h00!!!
  • Apesar de estar em um bairro legal, não fica tão perto dos pontos turísticos principais da cidade.
  • Não possui lockers no quarto (apenas pequenos lockers individuais na área comum para objetos menores).

Avaliação final: Eu recomendo mas não ficaria novamente pelo horário do café da manhã!

 

Passeios

 

18/11/2012 - Santiago

 

Após chegar ao hostel por volta das 13h através do transfer VIP, saí para conhecer a cidade. Comecei caminhando pelo bairro de Providencia em direção ao Parque de las Esculturas e depois voltei passeando pelos vários parques e áreas verdes que margeiam o Rio Mapocho pela Costanera Norte. Por fim, atravessei o Parque Florestal que estava lotado de gente (adorei como os moradores aproveitam o domingo para fazer atividades ao ar livre e tomam conta dos parques!) e fui até o Museu de Belas Artes que estava com entrada gratuita por ser domingo. Para terminar o dia, fui caminhando pelo bairro Lastarria até o Cerro Santa Lucia onde subi até o topo para apreciar a cidade ao entardecer antes de ir para o hostel.

 

8300103806_f1f35d29a4_z.jpg

8299122941_21b74263c3_z.jpg

8299159295_9535cae1eb_z.jpg

 

19/11/2012 - Santiago

 

Como o café da manhã só começava às 9h00, só sai às 10h da manhã para conhecer a cidade e fui em direção ao Cerro San Cristobal. No entanto, antes de chegar ao Cerro, passei em frente a uma das casas de Pablo Neruda (La Chascona) mas o mesmo se encontrava fechado por ser segunda e acabei não conhecendo. Fui finalmente para o Cerro e esperei o ônibus para subir até o ponto mais alto já que o bonde (funicular) estava em reforma. O Cerro San Cristobal na verdade se encontra numa grande área conhecida como Parque Metropolitano onde se encontra um zoológico, vários bosques, praças e trilhas. Na volta encontrei algumas brasileiras e decidimos descer a pé e depois fomos almoçar no bairro de Bellavista. Depois fui em direção ao centro de Santiago para conhecer em especial o Palacio de la Moneda e a Plaza de Armas.

Devido ao fato de sair tarde do hostel, acredito que não tenha aproveitado ao máximo esse dia. Fica como dica sair bem cedo do hostel e ir em direção a alguma vinícola (Undurraga ou Cousiño Macul) e depois fazer o roteiro que fiz.

 

8300241796_936459c1e2_z.jpg

8300297218_beab10f31a_z.jpg

 

20/11/2012 - Day-trip a Valparaíso e Viña del Mar

 

Nesse dia sai de Santiago e fui até a Rodoviária para pegar o ônibus para Valparaíso com o intuito de fazer um day-trip em Valpo e Viña. Acabei chegando a Valparaíso depois das 12h e cometi o erro de imaginar que lá estaria tão quente quanto Santiago e passei um baita frio pois estava apenas de bermuda e camiseta.

Como cheguei tarde e teria pouco tempo para conhecer as cidades e também estava frio para ficar na rua o tempo todo sem roupas para frio, acabei contratando um tour para conhecer ambas as cidades pela RodoTour.

O tour estava lotado de brasileiros e a gente conheceu diversos pontos de ambas as cidades como a Plaza Sotomayor, a La Sebastiana, subimos o Ascensor Artilleria em Valparaíso e o Relógio de Flores, o Museo Fonck, a Quinta Vergara e a Praia de La Reñaca em Viña del Mar.

Sinceramente, devido minha limitação de tempo e meu despreparo quanto ao clima, fez com que o tour valesse a pena. No entanto, numa próxima viagem eu jamais faria um day-trip para essas cidades e muito menos contrataria um tour. Viña e principalmente Valparaíso merecem no mínimo que se fique 1 a 2 noites na cidade para desbravá-las com calma.

 

Tour por Viña e Valpo pela RodoTour: 12.000 CLP

Ônibus Santiago-Valparaíso: 2.400 CLP (cada trajeto... preço pode variar um pouco dependendo do horário)

 

8299499571_6197034c7a_z.jpg

8299456925_8a32cda770_z.jpg

 

 

[li=Dicas]

  • Santiago foi uma cidade que me surpreendeu positivamente. Esperava encontrar uma cidade feia como São Paulo mas é uma cidade muito melhor. Dá pra se locomover pela cidade a pé sem problema, existem muitas áreas verdes, o metrô chega a muitos lugares e muita gente usa a cidade pra andar a pé e de bike no dia-a-dia... enfim, gostei do que vi e recomendo conhecê-la.
  • Não faça day-trip a Valparaíso/Viña del Mar. Essas cidades são grandes e merecem no mínimo 1 noite (2 dias) para serem bem conhecidas.
  • Mesmo que você não leve minha recomendação a sério e queira fazer um tour guiado de 1 dia em Valpo/Viña, a dica é contratar a excursão apenas em Valparaíso pois sairá mais barato que contratá-la em Santiago. E tenho certeza que se você se fizer de difícil, o preço do tour será ainda mais barato do que o que eu paguei!
  • Eu como santista, imaginei erradamente que a relação do clima entre Santiago e Valpo/Viña seria como Santos e Sampa. Apesar de Santiago assim como Sampa estar mais alto com relação ao litoral, o clima em Valpo e Viña é mais frio devido a uma corrente fria do pacífico chamada Corrente de Humboldt. Portanto, na dúvida, levem agasalhos para lá mesmo no verão.
  • Apesar de não ter feito, muitos me recomendaram fortemente fazer um free walking tour que ocorre todos os dias em Valparaíso. O único problema é que só é feito em inglês, mas dizem que é bem legal. Em Santiago também existe esse tour mas já ouvi pessoas falando bem e mal.

[/li]

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Mendoza

 

Hospedagem

 

Fiquei hospedado no hostel Lagares em um quarto coletivo com 6 camas.

A reserva foi feita pelo HostelBookers.

 

Preço da diária: 50 ARS

 

Pontos Positivos:

  • Esse hostel é bem tranquilo para quem não quer festa (se quiser, busque a rede HI e/ou Campo Base em Mendoza).
  • O café da manhã não é espetacular mas tem o básico mais suco, cereal e até bolo.
  • Locker gigante nos quartos com chave e cadeado para todos. Cabia o mochilão e sobrava ainda muito espaço!
  • Um dos melhores preços que paguei por uma boa qualidade e ainda tem uma promoção que se ficar 4 noites ou mais, te dão o aluguel de 1 dia de bike em Maipu para conhecer as vinícolas.

Pontos Negativos:

  • Eu tenho um sono pesado e mesmo assim acordei algumas vezes durante a noite devido ao barulho de carros e ônibus passando na rua que fica de frente para a maioria dos quartos.
  • O hostel fica um pouco afastado do centrão de Mendoza (em torno de 15 a 20 minutos de caminhada até a Plaza Independencia)
  • Apesar das áreas comuns possuírem várias tomadas assim como os banheiros, o quarto de 6 camas possuía apenas 1 tomada!

Avaliação final: Eu recomendo! Mas se você tem o sono leve, melhor buscar outro ou levar um protetor de ouvidos.

 

Passeios

 

21/11/2012 - Mendoza

 

Nesse dia, saí bem cedo do Hostel de Santiago pois peguei o ônibus das 7h30 para Mendoza. Essa viagem de ônibus é linda e vale como um passeio e portanto deve ser feita durante o dia! Após umas 6 a 7 horas de viagem, cheguei a Mendoza e reservei esse dia para contratar os passeios na Youth Travel Argentina e depois saí para conhecer o Parque San Martín que é gigante. Como já era fim do dia, acabei visitando apenas 1 parte do Parque que foi a área em torno do lago e depois voltei pro hostel.

 

Ônibus CATA de Santiago para Mendoza: 16.000 CLP

 

8301207172_7b74dbac5a_z.jpg

8300184481_582a747733_z.jpg

 

22/11/2012 - Mendoza (Tour de Bike pelas vinícolas em Maipu)

 

Como fiquei 4 noites hospedado no hostel Lagares, ganhei o aluguel de 1 dia de bicicleta na região de Maipu onde se encontram diversas vinícolas. Esse passeio vale muito a pena ser feito de forma independente, bastando apenas pegar o ônibus desde o centro de Mendoza até a região de Maipu (é necessário comprar um cartão de ônibus que custava 3 pesos e carregá-lo com o preço das passagens ou ter o dinheiro em moedas para pagar a passagem!). Peça ao motorista para avisá-lo quando descer já que o trajeto demora pouco menos de 1h.

Ao descer do ônibus, fui diretamente com o voucher do hostel ao local onde aluga bicicleta que se chama Mr. Hugo. Além da bicicleta e do capacete, lá te darão um mapinha da região com as vinícolas e olivícolas principais da região além de várias informações. Ah, e caso aconteça algum problema na bicicleta, basta ligar para o Mr. Hugo que um carro te buscará como aconteceu com um casal espanhol que encontrei durante o passeio.

Durante o passeio, acabei fazendo o tour da Vinícola da Familia Di Tommaso que foi bem legal com direito a degustação de 4 vinhos (branco, malbec, cabernet sauvignon, doce). Depois fui a Olivícola Laur que infelizmente estava fechando para almoço mas o rapaz acabou aceitando fazer um prato para degustar os produtos da casa enquanto conhecía as oliveiras e talz... quando voltei, que maravilha!! Pão com azeite e pasta de azeitona verde e preta além de tomate seco, uvas passas e azeitonas para petiscar!! Confesso que não sou de beber, mas depois dessa visita não queria saber mais de vinícola e sim de olivícolas!! Que delícia que é essa tal de pasta de azeitona! Alguém me diz onde vende isso por aqui? rs

Depois acabei indo a vinícola Tempus Alba para apenas visitá-la mas sem fazer tour guiado ou degustação.

Depois fui a um local que no mapa dizia ser uma cervejaria (Beer Garden) e me animei em fazer um tour no local mas ao chegar percebi que era apenas um bar que vendia cervejas e fui embora em direção a um lugar chamado Historias y Sabores que dizia ter chocolates. Ao chegar no local, fiquei um pouco decepcionado também mas acabei topando a degustação de chocolate artesanal, doces e pasta de azeitona :D e um shot de licor antes de terminar o passeio e entregar a bike.

Um dado importante a ressaltar é que o passeio de bike é feito numa região asfaltada e que passa caminhões e carros a todo momento. Então, não vá com a ideia de passeio de bike em meio a campos floridos no interior onde só haverá você, sua bike e alguns animais pastando!

 

Aluguel Bike Mr. Hugo: grátis ficando 4 ou mais noites no Hostel Lagares

Tour Familia Di Tommaso: 25 ARS (paguei 20 pois tinha um papel que deram no Mr. Hugo que daria esse desconto)

Tour Olivicola Laur: 15 ARS

Degustação no Histórias y Sabores: 25 ARS

Ônibus Mendoza-Maipú: 2,70 ARS (cada trajeto)

 

8301668818_217359d8ab_z.jpg

8301669492_68eefe7d2d_z.jpg

8300781819_fa23707b9c_z.jpg

 

23/11/2012 - Mendoza (Tour Trekking, Rapel e Termas em Cacheuta)

 

Como já havia reservado anteriormente, esse dia foi para o passeio na região de Cacheuta que fica próximo a Mendoza. Acabei indo nesse dia pois foi a única possibilidade para mim já que esse passeio é oferecido apenas 3x por semana (segunda, quarta e sexta).

Por volta das 9h30 o micro ônibus da YTA chegou na frente do meu hostel e partimos em direção a Cacheuta onde primeiramente fizemos um trekking de 1h30/2h00 mais ou menos. Esse trekking foi uma subida relativamente forte na primeira metade e depois começou uma descida até iniciar a segunda etapa do passeio que foram 3 descidas por rapel. A primeira descida foi de 12m, a segunda de apenas 5m e a terceira foi de 42 metros!!! Nessa última descida eu queimei 2 dos meus dedos por não saber manejar a corda direito (isso que dá fazer rapel pela 1ª vez), mas no fim deu tudo certo.

Depois de toda essa aventura, fomos almoçar num local próximo as termas (almoço já incluso no tour) e depois disso fomos finalmente relaxar a tarde toda nas termas.

Aliás, foi a primeira vez que fui em termas então não sei se não estou acostumado, mas achei a água em certos pontos muuuito quente. As termas de Cacheuta possuem diversas piscinas de águas termais e quanto mais alta está localizada a piscina, mais quente é a água! Eu mal conseguia colocar os pés nas piscinas mais altas e elas estavam lotadas de gente (principalmente crianças)!! Não sei como conseguiam! Fiquei nas piscinas do meio que eram mais agradáveis! :D

 

Tour Trekking, Rapel e Termas na YTA: 260 ARS (incluído transporte, almoço e entrada nas termas)

Locker nas Termas: 20 ARS

 

8302714421_ea14188400_z.jpg

8302721375_0981cb2387_z.jpg

 

24/11/2012 - Mendoza (Tour de Alta Montanha)

 

O último dia em Mendoza foi reservado para o passeio de dia inteiro de Alta Montanha também contratado na Youth Travel Argentina.

O micro-ônibus da YTA passou no hostel por volta das 8h e então partimos em direção ao Aconcagua pela mesma estrada que liga Mendoza a Santiago do Chile, portanto eu já conhecia a beleza do caminho.

São realizadas algumas paradas durante o passeio. A primeira é em uma cidade que parece um oásis no deserto chamada Uspallata onde se para em uma loja/mercado para ir ao banheiro e fazer compras, depois se para em um local no meio do nada para tirar fotos das montanhas, rio, trilhos de trem e talz e então continuamos até o Puente del Inca onde todos descem por uns 30 min mais ou menos para tirar fotos antes de ir para o Parque Aconcagua para realizar o trekking de 1h30/2h. No Parque Aconcagua se faz um trekking cujos principais pontos são a Laguna Espejo, o Mirante da Face Sul do Cerro Aconcagua e a Laguna de Horcones.

Depois disso é feito uma parada para o almoço próximo ao local onde se realiza a imigração Chile/Argentina que fica bem próximo a entrada do Parque Aconcagua. Depois começa o caminho de volta a Mendoza com uma parada rápida novamente em Uspallata apenas para quem deseja ir ao banheiro.

 

Tour Alta Montanha na YTA: 150 ARS

Entrada no Parque Aconcagua: 10 ARS

 

 

8304374386_959ce24782_z.jpg

8304375972_3790a66288_z.jpg

8303322641_004c9d9abb_z.jpg

 

[li=Dicas]

  • Ao contratar o passeio de Alta Montanha, informem-se quanto a possível entrada no Parque Aconcagua. Na minha opinião, o trekking no Aconcagua até o Mirante e a Laguna de Horcones é o ponto alto do passeio e muitas agências não fazem essa parte (por exemplo, a agência do Hostel Lagares cobra mais caro e nem entra no Parque, o que considero um pecado!)
  • Se forem contratar passeios no Youth Travel Argentina e principalmente se forem várias pessoas e/ou vários passeios, vale a pena dar uma chorada que eles diminuem o preço. Quando cheguei na agência me passaram o valor de 280 para o Trekking, Rapel e Termas e 175 para o Alta Montanha e no final ficou 260 e 150 cada um.
  • Mendoza é uma cidade muito bonita e que vale a pena gastar no mínimo 1/2 a 1 dia para conhecer a cidade. Além disso, existe uma infinidade de passeios possíveis de serem realizados pela região (visitar as vinicolas de Maipu, Lujan de Cuyo e Vale de Uco, passeio de alta montanha, rafting, cavalgadas, Cañon de Atuel, trekking no Aconcagua, etc...) e logo, acho um erro desconsiderar Mendoza em um roteiro de viagem ou deixar apenas 1 ou 2 dias nesse lugar maravilhoso.

[/li]

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

San Agustín del Valle Fértil

 

Hospedagem

 

Fiquei hospedado no hostel Valle de la Luna da rede Campo Base em um quarto coletivo com 8 camas.

A reserva foi feita pelo Hostel World.

 

Preço da diária: 55 ARS

 

Pontos Positivos:

  • O hostel sempre vai com van para a rodoviária para atrair mochileiros para levar ao hostel.

Pontos Negativos:

  • O hostel força a barra e manipula as pessoas pra contratar o tour para os Parques pelo hostel.
  • Poucos banheiros disponíveis (apenas 2 banheiros individuais para todo o hostel)
  • Internet (wifi) disponibilizada no hostel era sofrível (praticamente inexistente).
  • Cobram por late-checkout mesmo se vc não usar nada do hostel (deixar só as bagagens antes de ir embora)
  • Não existem lockers.
  • O quarto de 8 camas é extremamente apertado. Só os 4 beliches já ocupam quase todo o espaço livre do quarto.

Avaliação final: Eu não recomendo! Mas também não sei se existe outro hostel em Valle Fértil...

 

Passeios

 

25/11/2012 - Mendoza - San Juan - Valle Fértil

 

Esse dia foi destinado a locomoção basicamente.

Pela manhã eu ainda dei uma volta por Mendoza pelo Parque O´Higgings e pela Área Fundacional antes de pegar minhas coisas e ir para a Rodoviária onde pegaria o ônibus para San Juan às 11h00. Após 2 horas de viagem cheguei a rodoviária de San Juan por volta das 13h e tive que esperar em torno de 1h para pegar o ônibus para S. A. Valle Fértil que demorou mais umas 4 horas até chegar a Valle Fértil onde fui recepcionado junto com mais 5 mochileiros pelo hostel e fomos levados de van até o hostel.

Após fazer os procedimentos burocráticos de check-in e deixar o mochilão no quarto, todos foram ouvir o discurso de um dos caras do hostel a respeito dos passeios disponibilizados pelo local que são basicamente o Parque Talampaya, o Parque Ischigualasto e o Parque El Chiflón. Além disso, como era noite de lua cheia, eles também tentaram vender o passeio noturno ao Parque Ischigualasto que também é conhecido como Valle de la Luna.

A princípio, meu objetivo era ficar 2 dias inteiros em Valle Fértil e conhecer os 3 parques e ainda dar uma volta pra conhecer um pouco as atrações de Valle Fértil. No entanto, fui surpreendido com o fato de que segunda (dia 26) seria mais um dos feriados mágicos criados pela Kirchner na Argentina e portanto o ônibus que pegaria para La Rioja na madrugada do dia 28 não teria. Portanto, fui obrigado a reduzir 1 dia de estadia em Valle Fértil para pegar o busão da madrugada do dia 27.

Para informar, só tem busão Valle Fértil - La Rioja segunda, quarta e sexta, mas como segunda era feriado, naquela semana só teria busão na terça e na sexta!

Devido aos fatos acima, eu e um holandês queríamos apenas os passeios de meio-dia para os Parques Talampaya (manhã) e Ischigualasto (tarde)... no entanto, o cara do hostel tinha uma lábia absurda e convenceu as 4 alemãs que o passeio a Ischigualasto com lua cheia seria o melhor passeio da vida delas e por isso eu fui obrigado a fazê-lo também ou então esperar por umas 4 horas na sede do Parque já que não haveria gente suficiente pra o transfer me trazer de volta ao hostel. :x

Portanto, fechei o passeio Talampaya de manhã, Ischigualasto de tarde e Ischigualasto de noite com lua cheia!!! Dia loooooongo!!!

 

Ônibus Mendoza - San Juan: 75 ARS

Ônibus San Juan - Valle Fértil: 62 ARS

 

26/11/2012 - Valle Fértil (Talampaya e Ischigualasto)

 

  • P.N. Talampaya

Nesse dia saí às 8h00 em um carro com mais um holandês e um israelense para o primeiro passeio do dia: o Parque Nacional Talampaya. Geralmente o hostel só sai para esta excursão com 4 pessoas mas pelo que nos disseram, havia mais gente mas essas pessoas cancelaram no último momento a ida ao Parque e assim foram apenas 3 pessoas.

A viagem até o PN Talampaya demorou pouco menos de 2 horas e chegando lá o motorista nos indicou o caminho onde deveríamos pagar a entrada e contratar o passeio pois esse parque é privado e não permite que carros particulares percorram o parque. Portanto, fomos contratar o passeio oficial do PN Talampaya que faz o trajeto tradicional com 4 paradas e que dura em torno de 2h30. Antes disso, também tivemos um tempinho para percorrer uma trilha logo na entrada do Parque onde existem réplicas de dinossauros do período triássico (aliás, uma curiosidade é que tanto Talampaya quanto Ischigualasto são patrimônios da Humanidade pela UNESCO não por sua beleza em si mas na verdade por causa dos fósseis encontrados no local do Período Triássico).

Depois do passeio, tomamos o caminho de volta a Valle Fértil e cheguei por volta das 14h00, no que tive apenas tempo para colocar a bateria da camera para carregar para a 2ª etapa da viagem e para comer algo antes de ir para Ischigualasto.

 

Transfer ao P.N. Talampaya: 150 ARS

Entrada ao P.N. Talampaya: 40 ARS

Passeio Cañon de Talampaya tradicional: 130 ARS

 

8304641163_089eec96f5_z.jpg

8305693688_9194491ee3_z.jpg

 

  • P.N. Ischigualasto (Valle de la Luna)

Para o passeio ao PN Ischigualasto já havia 8 pessoas saindo desde o hostel e todas também fariam o passeio de lua cheia.

O transfer saiu do hostel às 15h00 e 1 hora depois já estava no Parque onde todos pagaram seu ingresso e esperamos por uns 30 minutos para juntar alguns poucos carros para começar a recorrer o Parque. Vale ressaltar que nesse Parque não é necessário pagar por um transporte privado dentro do Parque. A logística é: os carros esperam por um tempo até que é dada a permissão para visitar o Parque e um guia do próprio parque vai em um dos carros indicando o caminho e parando umas 5 vezes para dar explicações e para que todos conheçam os principais atrativos do local.

O percurso demora em torno de 3 horas e após finalizado tivemos que esperar 1h30 a 2h até que fosse feito o passeio de lua cheia. Esse passeio segue o mesmo esquema do anterior com a diferença que é feito à noite e que as paradas são um pouco diferentes (no passeio noturno é possível visitar lugares que não se pode atualmente no diurno).

Assim como eu já imaginava, não gostei do passeio e acho que a menos que vc goste muito de passeios noturnos ou que tenha uma grande paixão por tirar fotos noturnas, esse passeio não vale a pena. Não existe iluminação alguma no local a menos da lua cheia e da lanterna do guia e se vê muito mal a tudo e a todos. Além de tudo isso, tive a sorte de um grupo de espanhóis bêbados/drogados estarem fazendo o passeio no mesmo grupo e que tornaram o passeio ainda mais irritante e chato. E depois o staff do hostel dizia que isso era imperdível, que pessoas do mundo todo iam até lá apenas para fazer o passeio de lua cheia... sei sei...

Ao final, voltamos para o hostel e chegamos por volta das 01h30 da madrugada e ainda tive que esperar junto com meus companheiros de viagem por mais de 1h pelo ônibus que iria para La Rioja que sairía apenas às 03h00!

Curiosidade: acho que poucos aqui (ou seria ninguém?) gostam de música em espanhol como eu, mas um fator que enriqueceu ainda mais a visita ao Parque Ischigualasto foi ver um lugar onde foi gravado um dos clipes de uma das bandas mais famosas da Argentina chamada Miranda! O clipe da música Tu misterioso alguien.

 

8307006986_83603034ed_z.jpg

8305949149_3f6d804467_z.jpg

 

Transfer ao P.N. Ischigualasto: 150 ARS

Entrada ao P.N. Ischigualasto: 130 ARS

Transfer ao P.N. Ischigualasto noturno: 150 ARS (paguei 100 ARS depois de chorar muito dizendo que não faria o passeio)

Entrada ao P.N. Ischigualasto (tour de lua cheia): 70 ARS

Guia do tour de lua cheia: 10 ARS

 

[li=Dicas]

  • Vale muito a pena conhecer esses Parques Nacionais Argentinos, no entanto, se você deseja visitá-los, não fique no Hostel Valle de la Luna. Infelizmente eu não pesquisei o tanto quanto gostaria, mas em lugar algum em toda viagem me senti tão enganado e roubado como nesse lugar! Acredito que a melhor opção para conhecer esses parques seria ir em grupo e alugar um carro ou então enviar mails para agências em Valle Fértil antes de chegar ao lugar para ter ideia de preços.
  • Outro problema para contratar excursões em Valle Fértil é que o lugar ainda não é tão turístico quanto outras cidades argentinas e portanto pode acontecer de você não conseguir fazer o passeio porque não há um mínimo de 4 pessoas, principalmente se você for lá em período que não seja a alta estação.
  • Não sei se é um passeio fácil de conseguir, mas conheci um alemão em Mendoza que fez os passeios a Talampaya e Ischigualasto desde a cidade de La Rioja e pagou praticamente o mesmo valor que paguei mesmo estando em um lugar mais distante dos parques. Se existe esse tour diariamente desde La Rioja, eu acho que iria pra La Rioja ao invés de Valle Fértil pois o preço seria idêntico mas pelo menos eu estaria em uma cidade com muito mais estrutura e sem problemas de transporte público como Valle Fértil.
  • Também ouvi falar que vale a pena tomar como base a cidade de Villa Unión. No entanto, não sei mais informações a respeito. Se alguém souber algo, comenta ae!
  • Apesar de ter feito o tour clássico, sei que existem diversas outras atividades como fazer trekking, andar de bike, e conhecer outras áreas do Parque Talampaya. Acredito que se tivesse tempo ou não ficasse refém das excursões, eu tentaria aproveitar melhor pelo menos o Talampaya.

[/li]

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Cafayate

 

Hospedagem

 

Fiquei hospedado apenas 1 noite nesse hostel pois cheguei na cidade de madrugada sem reserva e foi o primeiro que encontrei.

Fiquei em um quarto coletivo com 12 camas pois era o único disponível!

 

Preço da diária: 40 ARS

 

Pontos Positivos:

  • Preço! Foi disparado o preço mais barato que encontrei em hostel durante a viagem e ainda incluía café da manhã.
  • Os staffs do hostel eram muito legais e passaram todas as informações e dicas mesmo eu ficando apenas 1 noite!

Pontos Negativos:

  • O banheiro do quarto era muito sujo e precisa de reforma urgente.
  • Tomei um puta susto ao acordar com algo arranhando minha perna. Quando olhei, tinha um gato na minha cama!
  • Não existem lockers no quarto.

Avaliação final: Eu não recomendo principalmente pela sujeira do banheiro. Mas se você quer economizar ao máximo, vá em frente! De repente um quarto com menos pessoas ou privativo seja bem melhor!

 

 

Fiquei hospedado 2 noites nesse hostel em um quarto duplo com banheiro privado (em Valle Fértil fiz amizade com um italiano que também viajava só e com o mesmo roteiro que eu, assim decidimos mudar de hostel e pegar algo melhor)

 

Preço da diária: 180 ARS pelo quarto duplo (90 ARS para cada pessoa)

 

Pontos Positivos:

  • Hostel com cara de pousada! Muito limpo, espaçoso e organizado.
  • O hostel possui uma área comum ajardinada que tem até algumas parreiras.

Pontos Negativos:

  • Pelo que observei, o preço in loco é menor que o cobrado em sites como HostelWorld e HostelBookers. De repente, vale a pena entrar em contato por mail para reservar ou então ir sem reserva (principalmente se não for alta estação)
  • Café da manhã poderia ser mais generoso na quantidade.

Avaliação final: Recomendo! Um dos melhores hostels da viagem (se não for o melhor)! Recomendo tanto para mochileiros sem frescuras (dormitório custava 50 ARS) como para àqueles que querem mais conforto!

 

Passeios

 

27/11/2012 - Valle Fértil - La Rioja - Tucumán - Cafayate

 

Esse dia foi destinado a locomoção basicamente.

Saí de Valle Fértil às 03h00 e após 4 horas de viagem cheguei a rodoviária de La Rioja.

Por volta das 8h00 saía o busão para San Miguel de Tucumán e como era 7h00 quando cheguei, aproveitei para tomar um café da manhã na própria rodoviária antes de partir para a segunda viagem do dia que levou mais umas 6 horas mais ou menos.

Cheguei em Tucumán pouco depois das 14h e infelizmente só havia ônibus para Cafayate às 19h. Menos mal que havia feito amizade com um italiano (que acabou se tornando companheiro de viagem até Purmamarca) e ficamos num restaurante na rodoviária de Tucumán batendo papo e comendo algo até o horário da viagem a Cafayate.

A viagem para Cafayate durou em torno de 5 horas e meia porque é daquelas viagens que o ônibus anda muito devagar e ainda por cima faz diversas paradas em cidadezinhas no meio do caminho. Cheguei em Cafayate já era meia-noite e meia e só deu tempo de buscar o primeiro albergue que encontrei, tomar banho e dormir!

 

Ônibus Valle Fértil - La Rioja: 52 ARS

Ônibus La Rioja - Tucumán: 155 ARS

Ônibus Tucumán - Cafayate: 118 ARS

 

28/11/2012 - Cafayate (Visita a Bodega e a Ruína de Quilmes)

 

Esse dia foi dedicado a visitar as Ruínas de Quilmes. No entanto, como isso não levaria o dia todo, aproveitei para dar uma volta por Cafayate e ir a pelo menos 1 vinícola.

Pela manhã fui a vinícola La Banda que me haviam recomendado no Hostel Backpackers. Essa bodega fica bem próxima a entrada da cidade e vale tomar cuidado pois nos inidicaram como Bodega La Banda mas o cartaz informativo na frente da Bodega indica como Bodega Vasija Secreta.

A todo momento existe tour guiado pela bodega com degustação ao fim do passeio e eles não cobram nada dos turistas pelo passeio! Vale muito a pena fazer pelo menos esse passeio para conhecer e degustar o tão famoso vinho torrontés da região.

Depois peguei o ônibus das 14h para ir a Ruínas de Quilmes e que levou em torno de 1h para chegar ao local. Na verdade, o ônibus te deixa no meio da estrada e desde lá vc terá que andar uns 5 km até chegar a entrada das Ruínas.

Após pagar a entrada nas Ruínas, caminha-se um pouco e então haverá alguns guias que se disponibilizam para fazer o caminho por mais ou menos 1h no local sem um preço fixo (aceitam apenas gorjetas).

Acredito que umas 2h é um tempo bem legal para andar por todas as ruínas, tirar fotos e fazer o passeio guiado!

Depois disso, voltei os 5 km até a estrada onde fiquei esperando o ônibus passar para voltar a Cafayate. Vale ressaltar que ao comprar a passagem em Cafayate me disseram que o busão passaria às 19h mas na verdade ele passou às 20h!!

Curiosidade: acho que poucos aqui (ou seria ninguém?) gostam de música espanhola como eu, mas um fator que enriqueceu ainda mais a visita a Ruína de Quilmes pra mim foi que aí foi gravado nesse mesmo ano o clipe da música

do grupo espanhol La Oreja de Van Gogh.

 

Tour Bodega La Banda (=Vasija Secreta): grátis

Ônibus Cafayate - Quilmes: 23 ARS (cada trajeto)

Entrada Ruínas de Quilmes: 10 ARS

Guia Ruínas de Quilmes: 10 ARS (gorjeta, valor que desejar pagar!)

 

8308487116_a68944b79b_z.jpg

8310974083_b8c5e97533_z.jpg

8308482936_5be649acea_z.jpg

 

 

29/11/2012 - Cafayate (Visita ao Rio Colorado e a Quebrada de Cafayate)

 

No dia anterior havia reservado o passeio a Quebrada de Cafayate (também conhecido como Quebrada de las Conchas) em uma agência que fica na praça principal e que acredito que é a mesma que vende o tour no hostel Backpackers também. No entanto, esse passeio era apenas às 14h30, então aproveitei a manhã para conhecer o Rio Colorado.

O Rio Colorado é um passeio famoso em Cafayate pois existem 7 cascatas/cachoeiras nele e para conhecê-las é preciso fazer uma trilha que leva praticamente todo o dia.

Infelizmente, eu saí do hostel imaginando que bastava chegar ao Rio Colorado e lá estariam as cascatas ou precisaria pegar uma trilha rápida para vê-las mas estava engando.

Primeiro porque do centro de Cafayate até chegar ao acesso do Rio Colorado já são pelo menos 1 hora de caminhada. Depois disso, existem vários guias nesse acesso que se dispõem a indicar o caminho para as cascatas mas como o caminho era longo e ainda teria que voltar para o passeio a Quebrada, acabei abortando essa trilha.

Vale também falar que no caminho para o Rio Colorado existe uma placa indicando um outro atrativo do local: a Cueva del Suri e Pinturas Rupestres. Ao ver isso, fiquei curioso e saí do caminho principal para conhecer esse lugar. Andando um pouco, um homem nos abordou e disse que era difícil chegar ao lugar sem um guia e que por um pequeno valor ele nos levaria até os pontos de interesse. Aceitamos e fizemos o recorrido que não deve ter levado 30 min por uma cueva que não tinha o menor interesse e a umas pinturas rupestres bem mais ou menos.

Bom, voltei pro centro da cidade e às 14h30 começou o passeio a Quebrada de Cafayate. Foi uma pena que os 2 dias que estive em Cafayate o céu esteve sempre muito nublado mas sem dúvida alguma esse passeio é um dos melhores passeio nesse roteiro que fiz (se tivesse sol e céu azul então, seria o melhor ou um top3 da viagem pelo menos).

O motorista é o guia também e ele percorre a estrada em direção a Salta e pára em alguns dos principais atrativos da Quebrada: La Punilla, Los Castillos, El Obelisco, La Yesera, El Sapo, El Anfiteatro e La Garganta del Diablo. Alguns pontos são paradas bem rápidas apenas para fotos como o Obelisco e o Sapo, enquanto nos outros a parada é um pouco mais longa (principalmente na La Punilla (uns 40 min) e La Yesera (uns 50 min), onde é feito uma caminhada pelo local). Chegamos em Cafayate pouco antes das 20h.

 

Tour a Quebrada de Cafayate: 80 ARS

Guia para Cueva del Suri/Pinturas Rupestres: 15 ARS

 

8311485557_295565eb88_z.jpg

8312405254_5926f1c7c4_z.jpg

8312406036_0bdcdf9c66_z.jpg

 

[li=Dicas]

  • Muita gente conhece Cafayate e sua Quebrada a partir de uma excursão desde Salta. Eu acho isso válido se existe uma limitação de tempo no roteiro, no entanto acho que vale muito a pena dormir pelo menos 1 noite em Cafayate. A cidade é muito agradável e tem atrações para se gastar no mínimo 2 dias nela.
  • Em frente ao Hostel Rusty-K fica um restaurante chamado El Hornito que eu gostei muito. Ótimo preço e comida muito saborosa. As empanadas são muito boas e pelo menos a napolitana de frango com papas salteñas que comi estava deliciosa. Só não indico o lugar se você não suporta esperar muito pela comida.
  • Se possui o interesse de fazer a trilha pelo Rio Colorado, recomendo tentar ir de táxi (ou pelo menos de bike) até o começo da trilha pois são 5 km do centro de Cafayate até o local por um caminho (principalmente no começo) sem grandes atrativos. Reserve o dia todo para esse passeio ou saia bem cedo.
  • Não perca tempo visitando Cueva del Suri e pinturas rupestres.
  • Se desejar visitar outras bodegas além da Vasija Secreta (La Banda), nos indicaram também a Domingos Hnos, Nani, El Tránsito.

[/li]

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Salta

 

Hospedagem

 

Fiquei hospedado 3 noites no hostel Salta por Siempre (também conhecido como Hostel in Salta) em um quarto com 6 camas.

Reserva feita pelo Hostel World.

 

Preço da diária: 60 ARS

 

Pontos Positivos:

  • Os staffs do hostel eram muito gente boa. Sempre dispostos a ajudar com qualquer coisa. Para citar um exemplo, a staff ficou um bom tempo ligando para agências perguntando sobre disponibilidade de passeios e preços e ainda conseguiu um bom desconto na agência que fechamos.
  • O café da manhã começava às 8h00 mas como os passeios saiam antes, bastava avisar isso na recepção que eles disponibilizavam café antes.
  • Lockers individuais e grandes em cada quarto.

Pontos Negativos:

  • A reserva que havia feito pelo Hostel World era de um quarto de 4 camas e eles nos colocaram num de 6 dizendo que haveria apenas 4 pessoas nele e que no outro dia iriam mudar a gente de quarto. Não cumpriram nenhuma das promessas e ainda pagamos pelo preço do quarto de 4 camas (tá, foi só 5 pesos a mais por noite, mas de toda forma, foi mais um erro!)
  • A janela do quarto ficava de frente para a rua principal e então sofremos do mesmo problema do hostel de Mendoza. Muito barulho de veículos durante a noite.
     

Avaliação final: Apesar do problema da reserva, eu recomendo! No geral, gostei muito do hostel e principalmente dos staffs! Ah, e eles tem um cão beagle como animal de estimação do hostel! :D

 

Passeios

 

30/11/2012 - Salta

 

Nesse dia peguei o ônibus às 8h00 em Cafayate e 4 horas mais tarde já me encontrava na rodoviária de Salta (conhecida também como "la linda").

Após me ajeitar no hostel, reservar os passeios para os próximos 2 dias e comer umas empanadas, saí com o objetivo de conhecer a cidade.

Salta é uma cidade que possui belíssimas igrejas, sendo que não se deve deixar de visitar pelo menos 3 delas: a Catedral Basílica de Salta, a Igreja de São Francisco e a Igreja de Nossa Senhora da Candelária. Vale a pena também visitar as 2 primeiras durante a noite pois possuem iluminação especial.

Outro passeio é visitar o Cerro San Bernardo indo em teleférico. Desde o teleférico e também ao chegar no Cerro San Bernardo, é possível ter uma vista geral de toda a cidade desde o alto além de poder caminhar pela área verde do local.

Por último, finalizei meu dia visitando o Museu de Arqueologia de Alta Montanha que é um museu bem pequeno mas que possui como grande atrativo a visita aos "Niños de Llullaillaco" que foram 3 múmias de crianças incas descobertas no topo do Vulcão Llullaillaco. As 3 múmias são conhecidas como "La Doncella", "La Niña del Rayo" e "El Niño" e por motivos de preservação, apenas 1 deles fica exposto a visitação a cada dia. No dia que visitei, vi a "La Niña del Rayo".

 

Ônibus Cafayate - Salta: 60 ARS

Teleférico (ida e volta) : 35 ARS

Museu de Arqueologia de Alta Montanha (MAAM): 40 ARS

 

8314504929_e016c7cce2_z.jpg

8314505525_04ed01d260_z.jpg

8314506203_3bfda8edfc_z.jpg

 

01/12/2012 - Salta (Tour a Cachi)

 

Esse dia foi reservado para o tour até o pueblo de Cachi.

A excursão começou a buscar os passageiros em suas hospedagens a partir das 7h00 e só voltou para Salta por volta das 17h.

Apesar da excursão ter como ponto final o pueblo de Cachi, são feitas diversas paradas ao longo do passeio como na Cuesta del Obispo, na Piedra del Molino e no Parque Nacional Los Cardones. Quando chega em Cachi é feita uma parada para almoço e para conhecer a cidade antes da volta para Salta.

Essa excursão tem como ponto mais alto a Piedra del Molino que está a 3457 metros s.n.m. Devido a essa mudança de altitude, o clima varia bastante, sendo que saí de Salta com uma chuva forte que caiu durante toda a madrugada, o céu continuou nublado e feio durante boa parte do caminho (principalmente até a Piedra del Molino) e depois o céu abriu e fez bastante sol no Parque Nacional Los Cardones e em Cachi que se encontra a 2280 metros s.n.m.

 

Tour a Cachi (Turismo La Posada): 190 ARS (considerando que paguei 380 pelas 2 excursões: Cachi e S.A. de los Cobres)

 

8316105770_1952e99013_z.jpg

8315056337_460d012d6a_z.jpg

8315055569_96145cc7c3_z.jpg

 

02/12/2012 - Salta (Tour a San Antonio de los Cobres)

 

Esse dia foi dedicado ao segundo tour que contratei na agência Turismo La Posada: San Antonio de los Cobres.

Assim como na excursão a Cachi, o transfer começou a pegar as pessoas às 7h e voltou para Salta por volta das 17h.

O grande atrativo dessa excursão é que ele faz quase o mesmo trajeto que realiza o famoso Tren a las Nubes que liga Salta até o Chile. Infelizmente, só soube durante o passeio que ele não chegaria até o famoso viaduto La Polverilla porque dezembro é época das chuvas e alegaram que o trecho final fica intransitável devido ao rio que se forma. :cry:

Bom, independente disso, o passeio foi bem legal e assim como no passeio do dia anterior, esse também faz algumas paradas antes de chegar a San Antonio de los Cobres. Primeiro é feita uma parada numa cidadezinha próxima a Salta onde se encontra um trem que fazia o caminho do Tren a las Nubes, depois se para num local onde é possível ver um viaduto bastante fotogênico do Tren a las Nubes (o viaduto da foto abaixo), logo em seguida foi feita uma parada num local cheio de cactos que segundo o guia não era uma parada convencional do tour, depois foi feita outra parada num local onde se explica a forma que os trens fazem para ganhar altitude, depois outra parada para tirar fotos em um lugar da Quebrada del Toro até finalmente chegar ao micro povoado de Santa Rosa de Tastil.

Em Santa Rosa de Tastil foi feita uma parada na ida para conhecer o lugar e depois seguimos até o ponto mais alto do passeio chamado Abra Blanca que está a 4080 metros s.n.m, para então finalmente chegarmos ao destino final que era San Antonio de los Cobres. Lá ficamos umas 2 horas mais ou menos para almoçar e conhecer a cidade e então regressamos a Salta mas antes voltamos a parar em Santa Rosa de Tastil para conhecer as Ruinas de Tastil.

 

Tour a San Antonio de los Cobres (Turismo La Posada): 190 ARS (considerando que paguei 380 pelas 2 excursões: Cachi e S.A. de los Cobres)

 

8316453998_d5fbeab6f0_z.jpg

8315402617_b45636769f_z.jpg

8316454668_1387545659_z.jpg

 

[li=Dicas]

  • Quando planejava a viagem, cheguei a pensar em ir a Cachi e a San Antonio de los Cobres de ônibus mas mudei de ideia ao saber que indo de ônibus deixaria de conhecer vários pontos no caminho e pelo que senti dos passeios, o ponto alto nunca foi o destino em si, mas todas as paradas que foram feitas ao longo do passeio!
  • Para quem desejar contratar passeios no Turismo La Posada, vale a pena chorar um desconto principalmente se fizer mais que um passeio. Na primeira informação, me passaram o valor de 230 ARS para Cachi e 290 ARS para S.A. de los Cobres (total de 520 ARS) e no final, me cobraram 380 ARS pelas 2 excursões!
  • Caso você não tenha tempo para dormir em Cafayate ou na Quebrada de Humahuaca, Salta é a melhor cidade para tomar como base para conhecer esses lugares. Claro que a excursão sairá mais cara que estando nessas cidades, mas a própria Turismo La Posada oferece passeios para conhecer a Quebrada de Cafayate e a Quebrada de Humahuaca.
  • Se tem alguém que queira trazer de lembrança os famosos doces de leite argentino, saibam que existe um produzido em Salta chamado Campo Quijano que é muito bom! ::otemo::

[/li]

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Quebrada de Humahuaca

 

Hospedagem

 

Fiquei hospedado 3 noites em Purmamarca no hostal El Cardón em um quarto privado com 2 camas e banheiro privado.

 

Preço da diária: 160 ARS pelo quarto (80 ARS para cada pessoa)

 

Pontos Positivos:

  • Hostal muito limpo, tranquilo e confortável.
  • Ótima localização bem no centro de Purmamarca.
  • Ótima vista do Cerro de los 7 colores desde o alto do hostal.
  • Café da manhã como todos os lugares com a adição de suco de laranja natural! :D

Pontos Negativos:

  • Não existe internet no hostal (e só existe 1 lan house em toda a cidade!)
  • O local é muito tranquilo, mas dá pra ouvir as pessoas nos quartos adjacentes (foi cômico quando ouvimos certos gemidos femininos vindo de um dos quartos :P)
     

Avaliação final: Recomendo fortemente! Junto com o hostal de Cafayate, um dos melhores que fiquei em toda a viagem!

 

Passeios

 

03/12/2012 - Purmamarca (Tour a Salinas Grandes)

 

Nesse dia peguei o ônibus de Salta para Jujuy às 9h00 já que não existe ônibus direto de Salta para Purmamarca (existe apenas ônibus direto para Tilcara e Humahuaca por essas estarem na estrada que vai para La Quiaca na divisa com a Bolívia).

Cheguei perto das 11h na rodoviária de Jujuy (que é horrível) e tive a sorte que logo em seguida saia um ônibus para Purmamarca que demorou pouco mais de 1 hora para chegar.

Após acomodado no hostal El Cardón, saimos para dar um role pela cidade para buscar informação a respeito de Tour para ir a Salinas Grandes. Numa esquina já fui abordado por um homem que necessitava de mais 2 pessoas para fechar o carro para ir a Salinas e assim fechamos o passeio. Só pedimos um tempo para comprar água e umas empanadas e logo fomos para as Salinas.

Purmamarca é uma cidade que se encontra a 2324 metros s.n.m e no caminho a Salinas passaríamos pela Cuesta de Lipán que tem como ponto mais alto 4170 metros s.n.m e depois desceríamos até 3450 metros s.n.m onde se encontram as Salinas Grandes (e olha que Purmamarca está a apenas 60 km de distância das Salinas Grandes!)

Ficamos em torno de 1 hora percorrendo e tirando muitas fotos das salinas que apesar de não ser tão grande e famosa como a sua vizinha de Uyuni, rende belíssimas fotos também!

Ao voltar para Purmamarca, como ainda era cedo já que no verão escurece mais tarde, resolvemos dar uma volta de reconhecimento em volta do Cerro de los 7 colores que é a grande atração do lugar. Foi legal isso para ter uma ideia do caminho para que nos outros dias fizéssemos eles com mais calma e com um céu melhor já que nessa época é comum os dias amanhecerem com um céu limpo lindo e já no começo da tarde começa a surgir muitas nuvens.

 

Ônibus Salta-Jujuy: 52 ARS

Ônibus Jujuy-Purmamarca: 16 ARS

Tour (Remis) a Salinas Grandes: 70 ARS

 

8319389041_bf42dcae37_z.jpg

8320448964_f4a63a7257_z.jpg

8319387441_13fd9e43ff_z.jpg

8319387939_0931c19d39_z.jpg

 

04/12/2012 - Purmamarca (Day-trip a Tilcara)

 

Nesse dia acordei cedo e logo após o café da manhã saí para fazer uma das 2 trilhas de Purmamarca: a trilha do Cerro Morado.

O acesso a essa trilha se dá saindo da cidade e atravessando o Rio Purmamarca. Nesse ponto começa o caminho que sobe o Cerro Morado onde se pode obter uma vista perfeita e de todos os ângulos da cidade de Purmamarca com o Cerro de los 7 colores (primeira foto abaixo).

Gastei em torno de 2 horas para percorrer essa trilha, apreciar as maravilhosas vistas de lá de cima e tirar muitas fotos e então voltei para o centro de Purmamarca para tomar o ônibus em direção a Tilcara.

Demorei em torno de 45 min para chegar a Tilcara, "almocei" umas empanadas e fui no Posto de Informações Turísticas pegar um mapa e parti em direção a trilha que leva a Garganta del Diablo.

Existem 2 caminhos para chegar até a Garganta del Diablo, um que são uns 8 km e pode passar carros e um outro que é como um atalho que só é acessível para quem for a pé e que são de 4 a 5 km. Muitos vão de remis (táxi) até a Garganta del Diablo na ida para evitar o desgaste da caminhada em subida na ida e voltam caminhando em descida que é bem mais tranquilo.

Na entrada da Garganta del Diablo se paga uma taxa e te dão um mapa para conhecer o lugar que tem como principal atrativo uma queda d`água no fim da trilha que muitos aproveitam para se refrescar do longo caminho e do calor.

Na volta ainda aproveitei e fui conhecer o Pucará de Tilcara que são ruínas semelhantes a de Quilmes ou de Tastil que havia visitado antes mas que ao contrário das outras, o Pucará de Tilcara teve interferência, ou seja, quase tudo no Pucará foi reconstruído.

Ao ver que um temporal se aproximava rapidamente da cidade, terminei a visita ao Pucará e desisti da ideia de conhecer o Jardim Botânico de Altura e o Museu que estavam incluídos no preço do ingresso do Pucará e fui caminhando para a rodoviária para voltar a Purmamarca.

 

Ônibus Purmamarca-Tilcara: 5 ARS (cada trajeto)

Entrada no Pucara de Tilcara: 20 ARS (preço para latinos e vale também para o Jardim Botânico e o Museu)

Entrada na Garganta del Diablo: 5 ARS

 

8323491112_207d39947f_z.jpg

8322429599_7e5fdf8491_z.jpg

8323491856_ed14d22ab3_z.jpg

 

05/12/2012 - Purmamarca (Day-trip a Humahuaca)

 

Assim como no dia anterior, logo após o café da manhã saí para dar uma volta em Purmamarca mas dessa vez fiz o outro trekking: o Paseo de los Colorados.

Esse caminho possui apenas 3 km e ele basicamente dá a volta pela parte de trás do Cerro de los 7 colores (considerando que a frente seria a parte do Cerro que se vê desde a cidade).

No entanto, é tanta formação geológica absurdamente bela que apesar desse caminho ser curto eu demorei em torno de 1h30 para completá-lo (as 2 primeiras fotos abaixo foram tiradas durante o Paseo de los Colorados)

Depois fui ao local onde saem os ônibus para pegar o próximo ônibus com destino a Humahuaca. A viagem até Humahuaca demorou em torno de 1h30.

Como sempre, ao chegar em Humahuaca "almocei" umas empanadas e fui no Posto de Informação Turísticas pegar um mapa e decidi conhecer primeiramente um lugar chamado Peñas Blancas que fica uns 2 km do centro de Humahuaca onde existem umas montanhas e rochas em tons mais claros (principalmente branco). Além disso, também existe um pequeno altar da Virgem Maria no local e desde as Peñas Blancas é possível ter uma vista desde o alto de toda a cidade de Humahuaca.

Ao voltar para o centro de Humahuaca, visitei a praça central com sua igreja e muitas lojinhas e vendedores de artesanato e depois fui ao Monumento dos Heróis da Independência que se destaca na cidade.

Enfim, Humahuaca não tem muito mais que fazer além disso e depois só esperei o próximo ônibus a Purmamarca para encerrar meu passeio pela Quebrada de Humahuaca.

 

Ônibus Purmamarca-Humahuaca: 12 ARS (cada trajeto)

 

8322978593_16284456d5_z.jpg

8322977833_b6950c4b4f_z.jpg

8322979665_1af7242520_z.jpg

8324037604_b14faea18d_z.jpg

 

[li=Dicas]

  • Durante o planejamento da viagem, uma das minhas grandes dúvidas era se eu tomaria como base a cidade de Tilcara ou Purmamarca. Agora eu aconselho fortemente ficar em Purmamarca. A vantagem de Tilcara é que é uma cidade maior, fica no meio do caminho entre Purmamarca e Humahuaca, possui mais opções de hospedagem e restaurantes e os preços são melhores que Purmamarca. No entanto, nada se compara a beleza dos Cerro de los 7 colores e de toda a cidade de Purmamarca. Purmamarca merece mais que um bate-volta na minha opinião!
  • Pelo que notei da região da Quebrada de Humahuaca, o clima no verão é assim: manhãs com céu azul e tardes com céu totalmente nublado. Portanto, se deseja tirar boas fotos, dê prioridade para conhecer os melhores lugares no período da manhã.
  • Humahuaca é uma cidade que tem poucos atrativos e que 3 horas são suficientes para conhecê-la totalmente. Caso tenha planejado 1 dia inteiro para Humahuaca, de repente vale a pena pesquisar e conhecer também um pueblo perto chamado Uquía que dizem ser interessante mas que não conheci. Outro lugar que muita gente vai é Iruya mas não sei se é possível fazer Iruya e Humahuaca no mesmo dia sem dormir em uma das cidades já que leva 3h30 para ir de uma cidade a outra (e os ônibus são quase carroças ambulantes! Haja coragem para encarar aquilo!).
  • Outro atrativo da Quebrada é a Paleta del Pintor em Maimará. Eu acabei apenas vendo essa formação montanhosa desde o ônibus quando fui a Tilcara e a Humahuaca. Acho que se tiver tempo ou muita vontade, até vale a pena parar na cidade para uma foto. Mas a cidade não deve ter muito mais que isso para ver.
  • Não sei como funciona nas outras cidades da Quebrada, mas as 3 vezes que jantei em Purmamarca, sempre havia música regional ao vivo, sendo que 1 dos restaurantes cobrou 20 ARS pelo couvert artístico e os outros 2 tinham apenas envelopes nas mesas para gorjetas voluntárias. Na terceira vez eu queria que me pagassem para aguentar aquela música, mas isso vai de cada um...

[/li]

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

San Pedro de Atacama

 

Hospedagem

 

Fiquei hospedado 6 noites em San Pedro no hostal Sonchek em um quarto com 6 camas.

 

Preço da diária: 8.000 CLP (apesar que aumentará para 8.500 CLP agora em 2013)

 

Pontos Positivos:

  • Ótima localização (fica na mesma rua da Igreja e a 1 quadra da Rua Caracoles que é a principal de San Pedro).
  • Hostal muito limpo, organizado e tranquilo. Fiquei bem impressionado com o local já que as hospedagens de San Pedro tem má fama.
  • Ótima relação custo benefício. Fica muito bem localizado e por um preço muito bom pela estrutura que oferece.
  • As 2 staffs que conheci eram muito simpáticas e solícitas a qualquer dúvida.

Pontos Negativos:

  • O hostal diz ter água quente 24h mas não é bem assim. A dica é tomar banho antes das 20h pois depois existe a chance da água estar fria.
  • O hostal tem 3 gatos que entram nos quartos se algum hóspede não tomar cuidado em fechar a porta.
  • Não está incluído café da manhã. No entanto, isso parece ser prática comum em quase todos os lugares de San Pedro e na realidade, nem faz tanta falta já que quase todas as excursões que acontecem pela manhã oferecem café da manhã.
  • Não possui lockers.
     

Avaliação final: Recomendo! Como sempre se fala mal das hospedagens de San Pedro, considero o Sonchek uma ótima opção e bem acima da média dos relatos que li sobre outros lugares em San Pedro.

 

Passeios

 

06/12/2012 - Purmamarca - San Pedro de Atacama

 

Esse dia foi dedicado basicamente a transporte.

Ainda quando estava em Salta, passei na rodoviária para me informar a respeito de ônibus para ir a San Pedro de Atacama e lá descobri que existem apenas 2 empresas que realizam esse percurso: Pullman e Geminis.

Fui nos guichês das 2 empresas para saber horários e preços. Uma coisa legal que ambas fazem é que é possível pegar o ônibus em Salta ou Jujuy ou ainda em Purmamarca. Dessa forma, não precisei pegar um ônibus e voltar para Salta ou Jujuy para ir a San Pedro, sem contar que a viagem se torna menos longa já que o ônibus sai de Salta às 7h00 e passa em Purmamarca por volta das 10h. O único problema quanto a Purmamarca é que não é possível comprar o bilhete na cidade (deve-se comprá-lo em Salta ou Jujuy já que Purmamarca não possui rodoviária). Outro fato que achei injusto é que independente de a origem ser Salta/Jujuy/Purmamarca, o preço da passagem é igual.

Acabei escolhendo a Pullman não sei bem porque já que ambas vão para San Pedro às quintas (lembro que a Pullman vai terça, quinta e domingo para San Pedro).

Na rodoviária de Salta me informaram que eu deveria estar às 9h45 na frente do Hotel Manantial del Silencio em Purmamarca que ali o ônibus iria parar. No horário combinado estava eu na frente do Hotel e nada do ônibus passar. Quando era umas 10h passou o ônibus da Geminis mas nada de aparecer o da Pullman... pois bem, quando já era umas 10h40 mais ou menos foi quando passou o ônibus!! Eu só estava tranquilo porque também havia um policial argentino esperando o mesmo ônibus e disse que era normal que o ônibus passasse por volta das 10h30!!! Portanto, já fica o aviso!

A viagem em si foi tranquila passando no começo pela mesma estrada que havia pegado dias antes para ir a Salinas Grandes e depois seguiu em direção ao Paso Jama para ir em direção ao Chile. Aliás, esse é outro caminho para se apreciar as belas paisagens da região.

A aduana argentina é bem perto da fronteira mas a aduana chilena fica apenas na própria cidade de San Pedro de Atacama. Aliás, ódio mortal da aduana chilena! Acho que nem USA é tão chato na imigração quanto o Chile!!

Enfim, cheguei a San Pedro por volta das 17h e fui ao Posto de Informações Turísticas pegar um mapa da cidade e também me deram um papel com uma lista de todas as hospedagens da cidade com preços e serviços oferecidos atualizados. Muito bom!!!

Fui em direção ao Hostal Sonchek que já havia lido boas recomendações e por sorte havia vaga nele! Aliás, fica a dica aqui de reservar com antecedência hospedagem em San Pedro já que vários dias havia placa na porta do Hostal Sonchek indicando que não havia mais vaga.

Depois de acomodado, saí para um reconhecimento inicial da cidade e buscar agências para fechar os passeios para os próximos dias.

A princípio, fui com a ideia de fechar os passeios na Atacama Connection devido as boas indicações aqui no fórum. No entanto, busquei e não encontrava a agência na cidade. Depois de muito procurar, voltei ao Posto de Informações Turísticas e perguntei a respeito da Atacama Connection e me disseram que não existia mais a agência em San Pedro! Não sei se isso é verdade ou não, mas depois disso acabei então fechando passeios para os próximos 3 dias pela Lickan Antay e depois fechei o passeio ao Salar do Uyuni que relatarei mais abaixo.

 

Ônibus Purmamarca - San Pedro de Atacama: 400 ARS

 

8329316201_121760d894_z.jpg

 

07/12/2012 - San Pedro de Atacama (Tour aos Gêiseres del Tatio e Valle de la Luna)

 

Nesse dia acordei 3h30 para fazer a 1ª excursão do Atacama: os Gêiseres del Tatio. Como eu já vinha de uma viagem pelo Noroeste Argentino e já estava aclimatado com a altitude, não me preocupei com a ordem dos passeios, no entanto, se você viajar direto para o Atacama desde o Brasil, aconselho deixar esse passeio para o último dia.

O transfer passou no hostal por volta das 4h30 e partimos em direção ao Campo Geotérmico de El Tatio, chegando lá por volta das 6h00 com um frio intenso. Eu estava com todas as roupas que tinha trazido (segunda pele, calça e blusa de fleece mais um anorak, gorro, etc..) e ainda assim passei muuito frio lá... não quero nem imaginar como deve ser aquele lugar no inverno!

Após tomar o café da manhã num abrigo, partimos para conhecer os Gêiseres! Sinceramente, eu esperava jatos fortes de água para todos os lados mas no geral o que se vê é muita fumaça e alguma atividade mais forte em alguns gêiseres apenas. Mas de toda forma, é algo incrível de ser visto e que vale muito a pena apesar do frio! ::hãã2::

Ao final da visita, o transfer parte em direção de um poço de águas termais onde foi dada a opção de ficar nas termas ou visitar outros gêiseres que se encontram perto das termas. Mesmo tendo ido com a intenção de entrar nas termas apesar do frio, a curiosidade falou mais alto e fui conhecer os outros gêiseres. (Aliás, isso foi uma coisa que não gostei do guia por nos fazer escolher uma coisa ou outra já que daria tempo de fazer os 2!)

Terminada a visita aos Gêiseres, o transfer se encaminhou para um povoado chamado Machuca onde a principal atração era a igreja e uma ruínas para então voltarmos a cidade de San Pedro por volta das 12h30.

Após o almoço e um pequeno descanso, parti em direção a segunda excursão do dia às 16h: o Valle de la Luna.

Nesse tour, primeiramente se para no Valle de la Muerte onde é possível ter uma vista como se fosse do Planeta Marte (dizem que o certo seria Valle de Marte e no Muerte mas que houve um erro de tradução nos primórdios... rs).

Depois foi feita uma parada num lugar no meio da estrada onde existe uma formação geológica com um buraco profundo que não se vê seu fim e que dizem que foi por causa de um meteorito... se é verdade, não sei... rs

Depois fomos em direção ao Valle de la Luna onde foi feita uma caminhada numa região que parece uma caverna/gruta na qual todos tem que tomar cuidado com a cabeça e fazer malabarismo para atravessar certos obstáculos (principalmente pessoas altas como eu!). Foi bem legal essa caminhada!

Depois paramos para tirar foto num lugar conhecido como as 3 Marias para então finalmente irmos para as dunas onde apreciaríamos um pôr do sol espetacular.

Voltamos para San Pedro por volta das 20h45.

 

Tour aos Gêiseres de El Tatio: 14.000 CLP

Entrada aos Gêiseres de El Tatio: 5.000 CLP

Tour ao Valle de la Luna: 6.000 CLP

Entrada ao Valle de la Luna: 2.000 CLP

 

8326428203_4e301537f4_z.jpg

8327486224_95e5ede87f_z.jpg

8326429693_0f9632c4a4_z.jpg

8327487500_4b2a631988_z.jpg

 

08/12/2012 - San Pedro de Atacama (Tour ao Salar de Tara)

 

Nesse dia o tour começou às 8h00 a buscar as pessoas em suas hospedagens para ir em direção ao Salar de Tara.

Desde o começo, o nosso guia e motorista chamado "Turco" nos alertava dos riscos de não conseguirmos voltar para San Pedro ao fim do dia devido ao tempo instável que ameaçava chegar a San Pedro e que nos últimos dias havia feito estragos na Bolívia deixando várias montanhas com seus picos nevados. O perigo era começar a nevar na estrada do Paso Jama e interditarem o local. Por sorte não ocorreu nenhum problema.

Nessa excursão foram feitas paradas na Laguna Diamante onde tomamos nosso café da manhã apreciando a bela paisagem, depois nos Monjes de la Pakana que são formações rochosas em formatos fálicos (tentei ser educado agora... rs) e posteriormente visitamos as Catedrales de Tara que também são várias formações geológicas impressionantes.

Ao final, almoçamos na frente das Catedrales e de uma Laguna cheia de flamingos no Salar de Tara.

Antes de voltar para San Pedro ainda fizemos uma parada em outro ponto turístico clássico do Salar de Tara.

Chegamos em San Pedro por volta das 16h e sinceramente não gostei muito do guia dessa excursão. Não passamos no Salar de Pujsa que estava escrito como uma parada do passeio, chegamos 1 hora antes do combinado a cidade de San Pedro, e o guia tava sempre falando que não podia fazer isso ou aquilo sendo que todas as pessoas das outras excursões faziam...

 

Tour ao Salar de Tara: 35.000 CLP

 

8330375512_538009aa51_z.jpg

8330374894_3331bdb5d6_z.jpg

8329316813_2bb637c207_z.jpg

 

09/12/2012 - San Pedro de Atacama (Tour as Lagunas Altiplanicas e a Laguna Cejar)

 

A manhã desse dia foi reservada para o passeio as Lagunas Altiplânicas que deveria buscar as pessoas entre 7h e 7h30 mas ao fim acabou atrasando porque parece que houve um problema em uma das rodas do veículo e ao final saímos somente por volta das 8h.

O primeiro destino desse passeio foi a visita a Laguna Chaxa no Salar do Atacama num lugar que é conhecido como Reserva Natural de los Flamencos. Ao chegar no local, foi dando um tempo de 30min aproximadamente para conhecer a Laguna com seus flamencos antes de voltar para o ponto inicial onde seria servido o café da manhã e o guia aproveitou para passar algumas informações a respeito do lugar.

Depois partimos em direção as Lagunas mas antes foi feita uma parada rápida na estrada para tirar fotos e uma rápida explicação a respeito do povoado de Socaire.

Depois dessa parada, seguimos para as Lagunas Altiplânicas onde descemos do transfer primeiramente para conhecer a Laguna Miscanti e então fizemos uma pequena caminhada no local antes de irmos para a Laguna Miñiques que fica quase ao lado da Miscanti. Ao todo devo ter ficado por volta de 1h nessas lagoas antes de voltar em direção a San Pedro mas no meio do caminho foi feita outra rápida parada no povoado de Toconao. Chegamos em San Pedro por volta das 14h.

Já o período da tarde foi reservado para o passeio a Laguna Cejar.

Às 16h cheguei na frente da agência para pegar o transfer e chegamos rapidamente a primeira parada que é a Laguna Salada Cejar. Nessa laguna é possível entrar na água e flutuar como acontece no famoso Mar Morto devido a alta concentração de sal na água. Após tirar muitas fotos no local, entrei na água fria e garanto que a sensação é muito boa apesar que se deve tomar cuidado para que a água não respingue no rosto (principalmente olhos e boca).

Um fato que não gostei dessa agência é que era uma das únicas que não levava água doce para borrifar nos turistas após sair da água. Menos mal que eu tinha levado um garrafão de 5l cheio de água doce desde San Pedro e isso me evitou que ficasse cheio de sal.

No entanto, se você não levou água, após essa primeira laguna é feita uma parada nos Ojos del Salar que são 2 buracos circulares cheios de água doce que se encontram no meio do Salar. A profundidade do buraco é grande então se você não sabe nadar, melhor nem entrar. Nesse local todos entram com o objetivo de tirar do corpo o sal que ficou da outra laguna já que a água aqui é ainda mais fria que na primeira laguna.

Ao final, nos encaminhamos para a Laguna Tebinquiche que é onde ficamos até o pôr do sol com direito a snack e pisco sour. Essa laguna é a mais incrível de todas, ela possui apenas uma fina camada de água em pleno salar e ao vê-la se tem a impressão de estar perto de um grande espelho d`água no meio do salar.

Chegamos em San Pedro por volta das 21h.

 

Tour as Lagunas Altiplânicas: 20.000 CLP

Entrada ao Salar de Atacama: 2.500 CLP

Entrada as Lagunas Altiplânicas: 2.500 CLP

Tour a Laguna Cejar: 10.000 CLP

Entrada a Laguna Cejar: 2.000 CLP

 

8329810925_a940c14b1e_z.jpg

8329809931_d73a8c2606_z.jpg

8329809209_da07e266d9_z.jpg

8330864006_6c26bbeb7d_z.jpg

 

14/12/2012 - San Pedro de Atacama (Passeio de bike ao Pukara e a Garganta del Diablo e Tour Astronômico)

 

Nesse dia a intenção era fazer o famoso passeio de bike que o LeoRJ explicou muito bem aqui nesse tópico.

Na noite anterior eu já peguei a bicicleta na BBike que fica ao lado do Hostal Sonchek com a intenção de passar todo o dia com a bike.

Ao alugar a bike, o dono também me emprestou junto o capacete, uma lanterna, uma bomba para encher pneu e um mapa com todas as indicações dos caminhos.

Minha intenção inicial era sair bem cedo mas como sentia muito frio, acabei saindo somente por volta das 9h.

Primeiramente fiz o percurso de 3km em direção ao Pukara de Quitor e lá conheci 2 cariocas e 1 chileno e acabei me juntando a eles no passeio. Conhecemos as ruínas do Pukara por pouco menos de 1 hora e então seguimos em direção a Garganta del Diablo.

No caminho a Garganta del Diablo, tivemos que atravessar algumas vezes o Rio San Pedro sendo que uma das vezes o rio estava cheio a ponto de descer da bike (se eu fosse mais experiente talvez conseguiria atravessar o rio andando de bike mesmo!).

Nesse caminho vale ficar muito atento quanto a entrada para a Garganta já que a indicação se encontra num lugar escondido da rota principal. Estávamos nós 4 com mapas e mesmo assim passamos direto e só depois ao pedir informação a um motorista que passou que descobrimos que já havíamos passado. Dessa forma voltamos um pouco e então pegamos o caminho para a Garganta del Diablo (que na placa é indicado como Quebrada de Chulacao).

Assim como o LeoRJ já disse, o caminho na Garganta del Diablo é incrível... muito legal mesmo de caminhar ou andar de bike por lá... incrível que eu tenho algumas fotos de lá e nenhuma mostra como é o lugar realmente!! Vale muito a pena ir até lá! Ah, e existem pelo menos 2 pontos que é necessário descer da bike e levantá-la para continuar o caminho!

Depois de percorrer um bom tempo a Garganta del Diablo, decidimos voltar pelo mesmo caminho.

Paramos no Pukara de Quitor para descansar um pouco e para conhecer a Plaza Quitor e a Cueva del Diablo que não havíamos visto anteriormente e depois seguimos para San Pedro, chegando na cidade por volta das 12h30.

Após almoçar com o pessoal, reservar o passeio do Tour Astronômico e descansar um pouco, decidi voltar sozinho para o Pukara pela tarde para subir ao Mirante que não havia conhecido pela manhã.

Pelo que notei, pouquíssima gente que visita o Pukara de Quitor sobe ao Mirante e essa gente não sabe o que tá perdendo. Apesar de me indicarem 1 hora para subir e descer o mirante, eu levei em torno de 2 horas já que fui com bastante calma e tirando muitas fotos.

Depois disso acabei voltando para San Pedro já que o fim do dia me reservava mais um passeio: o Tour Astronômico.

Eu fiz o tour astromômico em espanhol que tinha saída desde a cidade de San Pedro às 23h e voltou somente por volta das 2h da manhã.

Esse passeio é quase uma aula prática de astronomia num lugar incrível. O lugar fica um pouco afastado do centro de San Pedro e assim não existe nenhuma iluminação artificial por perto e se vê o céu absurdamente estrelado. Eu nunca tinha visto em toda minha vida um céu daqueles (quer dizer, tinha visto sim uns dias antes quando fiz o passeio ao Salar de Uyuni). Nesse passeio a guia (ou seria professora?) explica sobre as estrelas, constelações, planetas, etc e o mais incrível é o raio laser que ela aponta pro céu... algo de outro mundo... :)

Depois ainda aparece o famoso francês com mais explicações e várias piadinhas antes de todos ficarem liberados para verem os 9 telescópios do local. Depois de ver os telescópios, todos são convidados para ir a um abrigo onde é servido chocolate quente para esquentar do frio da madrugada atacameña!

Infelizmente eu não tenho fotos desse passeio pois é necessária uma câmera profissional para tirar as fotos com longa exposição e tal. Mas quem tem consegue tirar fotos maravilhosas do céu.

 

Aluguel de bicicleta por 1 dia: 6.000 CLP

Entrada no Pukara de Quitor: 3.000 CLP

Tour Astronômico: 18.000 CLP

 

8331473262_89989543e6_z.jpg

8330415355_ae6de3fc3c_z.jpg

8331471062_2be23ac90a_z.jpg

8331471808_95bff5f6c1_z.jpg

8331472564_1b89396e0d_z.jpg

 

15/12/2012 - San Pedro de Atacama (Tour ao Valle del Arcoiris)

 

Como meu voo de volta saía apenas às 16h40, tive a ideia de fazer um passeio de meio-dia ao Valle del Arcoiris. No entanto, nunca imaginei que seria tão difícil fazê-lo.

Esse passeio não está na lista dos passeios regulares do Atacama, então ele não sai todos os dias (só sai se tem um grupo, mas como eu estava sozinho...)

Tanto no dia 13 quanto no dia 14 fui em diversas agências e nenhuma oferecia o tour para o dia 15... somente para o dia 16 ou dia 17, mas nada para o dia 15!

Lembro de cabeça de ter ido em agências como: Lickan Antay, Andes Expediciones, Turistour, Lapaya, Maxim, Desert Adventures, Colque Tours, entre muitas outras e nada. Quando já estava desistindo da ideia de fazer esse passeio, encontrei finalmente uma agência que faria o passeio: A Cumbres 6000 já tinha agendado o passeio para 2 pessoas e eu me inclui nesse passeio.

Uma ressalva que tive que fazer nesse passeio foi em pedir para chegar um pouco antes do horário já que a previsão era 14h em San Pedro mas eu tinha agendado o Transfer Licancabur para o aeroporto para 13h30 e a agência aceitou.

O carro passou pouco antes das 8h00 no hostal para me pegar e foi um motorista e uma guia além dos turistas.

Em nenhuma outra excursão que realizei a guia falava e explicava tanto quanto nessa excursão. Ela passou a viagem de ida toda falando a respeito da fauna e flora local (principalmente sobre as vicuñas!! Sei tudo das vicuñas depois desse passeio!! :)).

Bom, o caminho passava basicamente pela Cordilheira de Domeyco onde paramos 2 vezes (uma para ver guanacos e outra para ver a flora da região) e depois fomos diretamente para o Valle del Arcoiris onde ficamos pouco menos de 1h caminhando pelo local com formações geológicas com cores bem fortes e diferentes.

Depois começamos a regressar a San Pedro mas antes paramos num local onde existem vários petroglifos chamado Yerbas Buenas. Existem 3 trilhas onde se avistam os diversos petroglifos do local que em geral representam animais da região como llamas, vicuñas, flamencos, puma, etc.

Ao fim chegamos a San Pedro por volta das 13h e ainda deu tempo de almoçar antes de pegar o transfer ::otemo::.

 

Tour ao Valle del Arcoiris: 25.000 CLP

Entrada Petroglifos Yerbas Buenas: 2.000 CLP

Transfer San Pedro - Aeroporto Calama: 12.000 CLP

 

8330959445_127729624b_z.jpg

8330959939_88a53e7729_z.jpg

8332016472_63fdcd0430_z.jpg

 

[li=Dicas]

  • Acabei não fechando com esta empresa, mas muita gente na cidade e no próprio hostal onde fiquei recomendavam a agência Cosmo Andino como a melhor apesar de cobrar um pouco mais. Além dela, ouço muita gente falar bem também da Grado 10 com seu caminhão.
  • Sinceramente, não gostei no geral da agência Lickan Antay que fechei os passeios dos 3 primeiros dias. Primeiro que essa agência é apenas de vendas, ou seja, eles vendem o passeio mas quem opera o passeio são outras agências. Segundo porque não gostei de situações em certos passeios como o guia não levar água doce para borrifar nos turistas na Laguna Cejar, não gostei do atraso no passeio as Lagunas Altiplânicas sem compensação no horário, não gostei em ter chegado 1 hora antes do combinado no Salar de Tara, achei que o guia do Valle de la Luna deixou a desejar no quesito explicação (aliás, também senti isso no Salar de Tara), não gostei do guia do Geyseres del Tatio dizer que tinhamos que escolher visitar geyseres ou ir nas termas... enfim, foram pequenas coisas que somadas me fazem não aprovar a Lickan Antay
  • Ainda a respeito da Lickan Antay, apesar deles terem preços bons, eles usam uma estratégia de venda da seguinte forma: falam que dão 25% de desconto nos passeios para impressionar mas os preços de tabela são mais caros que qualquer outra agência. Típico papo pra vender! Cuidado! Sem contar que como essa agência tem fama no Brasil por causa do site Matraqueando, eles já vem com papo que brasileiro tem vantagem lá! Sei...
  • San Pedro tem restaurantes para todos os bolsos. Se você busca economia, a dica é o Restaurante Barros que oferece menus a 3.500 CLP (dez/2012). Uma opção ainda mais barata é o conhecido frango de padaria. Em San Pedro existem alguns lugares onde é possível comprar 1/4 de frango com fritas ou arroz por preços muito bons (em torno de 2.500 CLP).
  • O Hostal Sonchek é do mesmo dono de um dos restaurantes mais bem avaliados em San Pedro que é o Delícias del Carmen. Inclusive, se você se hospedar no Sonchek, é possível comer no Delícias del Carmen e deixar para pagar tudo somente na hora do check-out. Infelizmente o restaurante estava fechado para reforma justo na semana que estive em San Pedro e portanto não posso avaliá-lo.

[/li]

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Salar de Uyuni

 

Agência

 

Após ler alguns relatos e recomendações, nem cheguei a pesquisar muito e fui direto na Cordillera Traveller fechar o pacote do passeio ao Salar de Uyuni com volta a San Pedro de Atacama (4 dias).

 

Eu acabei escolhendo essa agência pois há relatos bem negativos de outras agências como motoristas bêbados, instalações precárias, carros ruins, etc (principalmente a Colque Tours que parece unanimidade em San Pedro como a pior agência). No entanto, a Cordillera Traveller é bem mais cara que outras agências (em torno de até 100 reais mais caro!)

O que posso dizer após ter feito o passeio é que realmente tivemos um ótimo guia/motorista, nosso carro não deu qualquer problema durante toda a viagem (apesar que a volta deu problema como relatarei mais a frente), todas as hospedagens foram ótimas considerando o nível de hospedagens nessa região (e sempre ficamos em lugares onde apenas os turistas da Cordillera Traveller podiam ficar) e todas as refeições foram fartas e com comida boa na minha opinião (em momento algum senti fome durante toda a excursão).

 

Tour Salar do Uyuni com volta a San Pedro: 98.000 CLP (ou 200 dólares).

Entrada na Reserva Eduardo Abaroa: 150 Bolivianos

Entrada na Ilha Incahuasi: 30 bolivianos

Gorjeta pro motorista: 20 bolivianos (o pessoal decidiu deixar 100 bolivianos de gorjeta para cada motorista, como havia 5 em cada carro, cada um deu 20 bolivianos)

 

Passeios

 

10/12/2012 - 1º dia do Tour ao Salar de Uyuni

 

Por volta das 8h00 da manhã todos já se encontravam em frente ao escritório da Cordillera Traveller de onde partiria o transfer que nos levaria até a fronteira.

Primeiramente paramos na aduana chilena (eu já disse que odeio a Aduana do Chile né?) onde ficamos em torno de 3 horas (!!!) na fila para finalmente prosseguir viagem. Claro que tivemos azar (ou incompetência da Cordillera) em ser o último grupo em chegar na aduana entre todas as agências que iriam para a Bolívia, além do fato de que chegaram alguns ônibus de estudantes que estavam fazendo uma viagem de fim de ano de busão para o Brasil!!

Enfim, depois disso seguimos viagem em direção a fronteira onde se encontra no meio do nada a imigração boliviana. Felizmente na aduana boliviana tudo foi super rápido e em menos de 10 minutos todos já haviam recebido seu carimbo no passaporte.

Depois da imigração, tomamos um café da manhã oferecido pela Cordillera Traveller ali mesmo na fronteira (já estávamos mortos de fome depois de tanta espera no Chile!). Após o café, as 10 pessoas (4 suiços, 2 italianas, 1 francesa, 1 holandesa, 1 australiano e eu) foram divididas em 2 carros 4x4 que nos esperavam ali na fronteira para finalmente começar a viagem de verdade! Por sorte fiquei no carro com o guia/motorista que era mais experiente já que o outro guia/motorista estava fazendo esse passeio fazia pouco tempo.

A primeira parada do passeio foi nas Lagunas Blanca e Verde com a vista do Vulcão Licancabur. A Laguna Verde não me parecia tão verde como imaginava e ao questionar o guia, ele me disse que realmente não está tão verde essa Laguna porque ambas Lagunas se conectaram devido as chuvas e a água da Laguna Blanca acabou indo para a Laguna Verde, tornando-a menos Verde.

Depois de pouco menos de 1h nessas Lagunas, partimos em direção ao Deserto de Dali onde se encontram as Rocas de Salvador Dali. Lá fizemos uma parada bem rápida para fotos e partimos para as Termas de Polques com a Laguna Salada do Salar de Chalviri ao fundo. Como nenhuma das 10 pessoas quis entrar nas termas (afinal, além do frio que fazia no local, estávamos atrasado por causa da imigração chilena), ficamos pouco tempo ali e então seguimos adiante até o campo geotérmico Sol de Mañana.

Os gêiseres do Sol de Mañana são bem diferentes do El Tatio no Atacama já que não existe caminho demarcado para andar no local, ou seja, você chega realmente perto de todos os gêiseres do local e o incrível era que os gêiseres estavam ainda em atividade apesar de termos chegado por volta das 14h.

Após uns 20 minutos no Sol de Mañana, seguimos viagem até o local onde passaríamos a noite. Após todos pegarem suas mochilas e se acomodarem em seus quartos, foi servido um almoço e depois partimos ainda em direção a Laguna Colorada que era o último atrativo do dia.

Essa lagoa sem dúvida alguma foi o ponto alto da viagem (me arrisco a dizer que me impactou mais até que o próprio Salar de Uyuni). Por lá ficamos em torno de 1 hora conhecendo a lagoa que estava ainda por cima cheia de flamingos.

Depois voltamos para a nossa hospedagem onde ainda tivemos um "lanche da tarde" que era basicamente café ou chá com bolacha e logo depois às 19h foi servida a janta.

Alguns pontos importantes da hospedagem nesse 1º dia: não há água quente para tomar banho (ou seja, nada de banho), é o alojamento que fica mais alto (acho que ficava acima dos 4.500m s.n.m) então é a noite mais fria de todas, não existe energia para carregar bateria (o guia havia me dito que sim, mas ao chegar no lugar nos disseram que não tinha gasolina suficiente para ligar o gerador aquela noite).

 

8352828829_ec324ca922_z.jpg

8352828281_e368da35fe_z.jpg

8353891370_7594959ca2_z.jpg

8352827011_1cde41eddc_z.jpg

 

11/12/2012 - 2º dia do Tour ao Salar de Uyuni

 

Nesse dia o passeio começou às 8h00 e o café da manhã foi servido às 7h00.

A primeira parada desse dia foi para visitar o Árbol de Piedra (Árvore de Pedra) que se encontra no Desierto de Siloli. Nesse local ficamos em torno de 20 minutos para tirar fotos e ir ao banheiro antes de seguir até um local onde foi feita uma parada no meio do Deserto de Siloli para tirar fotos das cadeias de montanhas ao redor.

Após isso, o passeio seguiu em direção as Lagunas Altiplânicas Bolivianas. A primeira parada foi na Laguna Honda e depois teve paradas também na Laguna Chiar Kota, na Laguna Hedionda e por fim na Laguna Cañapa onde também almoçamos.

Depois disso fomos em direção a última parada do dia que foi no Vulcão Ollagüe. Apesar do dia nublado, era possível ver de longe uma fumaça saindo do cume desse vulcão.

Após isso fizemos uma parada na frente de um mercadinho em San Juan e então fomos em direção a nossa hospedagem que foi em um Hotel de Sal da Cordillera Traveller. O lugar era muito diferente e organizado. O único inconveniente era que o chão era feito de sal em pó (parecia que se estava caminhando na areia de uma praia).

Nesse local havia ducha com água quente e era possível também pedir para carregar a bateria.

Um fato curioso é que todos os móveis eram feitos de sal como as mesas, cadeiras e camas. Ah, e nesse local os quartos eram menores (quartos para no máximo 3 pessoas, e havia inclusive quartos de casal). Foi uma experiência bem diferente passar uma noite e comer num local como esse!

 

8352826419_05e80e02fc_z.jpg

8352825717_1ffbd994f3_z.jpg

8352825197_6c0e0ef74a_z.jpg

8352829533_4ecb07e745_z.jpg

 

12/12/2012 - 3º dia do Tour ao Salar de Uyuni

 

Nesse dia tivemos que acordar mais cedo já que sairíamos às 6h e ainda tinha o café da manhã pra tomar no Hotel de Sal antes de sair.

Na noite anterior nosso guia nos havia informado que sairíamos nesse horário e não antes pois havia muitas nuvens e por isso não seria interessante ver o nascer do sol.

Nesse dia havia uma preocupação geral se conseguiríamos ir a Isla Incahuasi ou não já que não é possível chegar até ela quando o Salar está muito alagado e como estávamos na época que começa a chover e havia chovido nos últimos tempos, poderia ser que a gente não conseguisse ir lá.

Por sorte apesar de haver alguns pontos com uma fina camada de água no Salar, era possível ir até a Isla Incahuasi (e ainda tive a sorte de ver em alguns pontos o famoso efeito de espelho que ocorre quando o Salar está alagado).

Ao chegar na Isla Incahuasi tivemos que pagar a entrada de 30 bolivianos para percorrer o local que é cheio de cactos que fazem um belo contraste com a imensidão do Salar de Uyuni. Ficamos nesse local por volta de 1 hora antes de seguir viagem.

Ao seguir viagem passamos por alguns pontos alagados mas apesar de pedirmos, o guia disse que não era para parar ali e foi parar pouco mais a frente em um local onde o Salar estava seco. Nesse local ficamos em torno de 1 hora para tirar as famosas fotos que brincam com a ausência de profundidade no Salar.

Depois disso voltamos pelo mesmo caminho e senti um pouco de inveja de um outro carro que se encontrava parado em um local alagado e todos estavam tirando fotos enquanto o nosso não quis parar. :(

Enfim, chegamos no Hotel de Sal onde havia muuuitos homens do exército boliviano. Devido a isso, só ficamos um tempinho ali e o carro parou um pouco mais longe pois nesse lugar almoçaríamos naquele dia.

Depois do almoço, seguimos para um lugar conhecido como Ojos de Sal e depois fomos pra um lugar onde se extrai o sal perto do povoado de Colchani onde foi feita outra parada para ver as barraquinhas que vendem todo tipo de artesanato boliviano (principalmente produtos feito com o sal do Salar).

Por fim, antes de chegar a Uyuni fizemos a última parada do Tour no Cemitério de Trens que se encontra próximo a cidade de Uyuni.

Chegamos a Uyuni por volta das 15h e tive que esperar junto com as 2 italianas e a francesa até às 17h30 pelo nosso transporte de volta para San Pedro já que não seria com o mesmo motorista.

Saimos com o motorista Johnny que tinha um carro que não estava tão bem cuidado quanto o do nosso guia Renan. No caminho de volta, não é feita nenhuma parada para turismo, mas tivemos que parar várias vezes porque o capô do carro abria com qualquer solavanco (e o caminho só tem solavanco!!).

Depois de parar quase 10 vezes, o Johnny cansou de parar e resolveu fazer alguma coisa pra impedir que o capô abrisse sempre. Só que nesse momento que ele estava fora do carro arrumando o capô, chegou uma tempestade de chuva/areia/raios/etc que deixou o Johnny com areia em todas as partes do corpo... ::lol4::

Depois desse contratempo, seguimos viagem até o abrigo onde passaríamos a noite em Villa Mar. Nesse local também jantamos antes de dormir. Ah, e nesse local existe ducha com água quente mas é necessário pagar 10 bolivianos.

Essa noite foi a mais fria para mim já que não havia tantos cobertores quanto nas outras hospedagens. Eu dormi com todas as roupas que possuía para conseguir me aquecer.

 

8353849601_0483604799_z.jpg

8354910694_01778f1bb8_z.jpg

8353848265_050b67a021_z.jpg

8354912166_18afee0c8a_z.jpg

 

13/12/2012 - 4º dia do Tour ao Salar de Uyuni (volta para San Pedro de Atacama)

 

Esse dia tivemos que acordar ainda no escuro já que nossa volta a San Pedro começou às 4h30!

Seguimos caminho tranquilos até o local onde dormimos a primeira noite próximo a Laguna Colorada onde fizemos uma parada já que nosso motorista também levava mantimentos para o abrigo.

Depois seguimos viagem mas pouco depois o carro simplesmente travou e não saía do lugar. Ficamos um bom tempo parado enquanto o Johnny tentava arrumar o carro mas no fim ele desistiu e a gente acabou indo em outro carro que fazia o transfer de Uyuni a San Pedro e que por sorte tinha 4 lugares sobrando.

Chegamos na fronteira onde havia um pessoal da Cordillera Traveller nos esperando e já cientes do problema que havia acontecido. Ao chegar lá nós tomamos café da manhã (estávamos famintos já que saímos cedo sem comer de Villa Mar) e depois entramos no micro ônibus que nos levaria até San Pedro onde tivemos que passar de novo pela aduana chilena (que dessa vez não demorou tanto!) antes de chegar a San Pedro.

Cheguei a San Pedro por volta das 13h e não fiz muita coisa nesse dia. Já tinha reserva feito no Hostal Sonchek onde havia ficado antes e depois disso apenas sai para almoçar e jantar, tentar reservar os passeios do Valle del Arcoiris e reservar a bike para o passeio do dia seguinte além de dar um rolê por San Pedro, tomar um belo banho e descansar.

 

 

[li=Dicas]

  • Eu fiz câmbio de pesos chilenos para bolivianos em um local cuja conversão era 80 pesos chilenos = 1 boliviano. Depois vi na internet que a conversão não foi boa mas por incrível que pareça era a melhor que havia no lugar. Pior mesmo era a Cordillera que fazia conversão de 90 pesos chilenos para 1 boliviano.
  • Não sei quanto a outras agências, mas pelo menos na Cordillera eu achei que a comida foi suficiente. Eu até levei desde San Pedro pães, frutas e chocolates comigo mas realmente não era necessário. A menos que você tenha realmente muita fome. Em momento algum tivemos que controlar o que comíamos!
  • Eu imaginava que esse passeio seria bem tenso mas não achei. Claro que no 1º dia não se toma banho, se fica o dia todo em um carro 4x4 balançando e ouvindo música típica boliviana, não há banheiros em quase nenhum lugar que se para, etc. Mas no geral achei bem tranquilo. Não sei se isso se deve ao fato da Cordillera Traveller ser uma boa empresa, mas tudo (as hospedagens, comidas, transporte, guia, etc) foi muito bom!

[/li]

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Luis,

 

Pesquisei no site da Catar e a passagem só de ida para Mendoza (saindo de Santiago) está por AR230, algo em torno de R$ 100,00. Pelo seu relato, ví que pagou algo como R$ 72,00. Será que o preço aumentou ou na hora da compra é possível achar um preço menor?

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Oi Andrea,

 

Pois é... como muitos já sabem, a inflação na Argentina está totalmente fora de controle e os preços de tudo por lá aumentam a todo momento e acredito que a virada de ano deve ter sido mais um momento para reajuste de preços!

 

Acho que realmente devem ter aumentado de 160 para 230 pesos...

 

Um outro fato também que li é que parecem que vão trabalhar na estrada que liga Mendoza a Santiago nesse 1º semestre de 2013 e por isso só terá ônibus Mendoza-Santiago de dia e no caminho contrário somente pela noite.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

José Luiz, acabei de ver o Globo Repórter e após o fim do programa corri para o mochileiros.com para buscar mais informações sobre a região. Apesar de já ter ido ao Peru em 2011 (Lima, Cusco, Aguas Calientes, Matchu Picchu, Puno e Arequipa), não fui à Bolivia. Achei simplesmente fascinante viajar pelas cordilheiras. São paisagens deslumbrantes e com detalhes que nunca veríamos em qualquer outro lugar!

 

Vale aqui registrar um elogio ao seu relato de viagem! Nunca vi um relato tão detalhado e com dicas tão detalhadas e completas! Parabéns mesmo... coisa de profissional!

 

Obs: suas fotos são verdadeiros cartões postais... poderia dar a dica de qual é a sua máquina? Profissional, né?

 

Gde abraço

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

fantástico seu relato! lindas fotos!

adorei a parte do noroeste argentino.. sempre quis ir pra lá, mas tem poucos relatos sobre como se locomover por lá..

agora ficou mais fácil!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

José Luiz, acabei de ler o seu relato e preciso agradece-lo... Muito bom!!! estou planejando uma viagem com um roteiro muito parecido com esse e suas informações foram muito úteis. Parabéns e desejo que você faça outras ótimas viagens e depois conte para a gente!!! Grande abraço...

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
José Luiz, acabei de ver o Globo Repórter e após o fim do programa corri para o mochileiros.com para buscar mais informações sobre a região. Apesar de já ter ido ao Peru em 2011 (Lima, Cusco, Aguas Calientes, Matchu Picchu, Puno e Arequipa), não fui à Bolivia. Achei simplesmente fascinante viajar pelas cordilheiras. São paisagens deslumbrantes e com detalhes que nunca veríamos em qualquer outro lugar!

 

Vale aqui registrar um elogio ao seu relato de viagem! Nunca vi um relato tão detalhado e com dicas tão detalhadas e completas! Parabéns mesmo... coisa de profissional!

 

Obs: suas fotos são verdadeiros cartões postais... poderia dar a dica de qual é a sua máquina? Profissional, né?

 

Gde abraço

 

Valeu Ari pelos parabéns!

 

Quanto as fotos, eu usei uma câmera compacta da sony modelo HX9V.

 

Abraço!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora


  • Conteúdo Similar

    • Por Adren-Aline
      kkkk sensacionalista esse título heim? Mas é a pura verdade conforme vocês verão mais a frente .
      Vamos lá...
      Diferente de todas as outras viagens, essa não foi planejada por mim, e sim por um amigo que amo odiar, Fernando Luiz. Então não esperem celeridade da escrita, afinal dependerei da memória dele, bem como da nossa terceira companheira de viagem, a Ana Paula. Ambos eram marinheiros de primeira viagem, nunca haviam pisado fora do território tupiniquim e confiaram na minha "vasta" experiência para realizar essa viagem , tadinhos.
      Definimos o mês de novembro para viagem, início da alta estação. Ou seja, clima bom, preços ainda acessíveis e sem aquela invasão de corpos pálidos desfilando pelas praias rs. De modo geral a previsão esteve ao nosso favor, tirando o fato de ter pegado chuva em Moçambique com direito a tornadinho na Praia do Tofo.
      Ficamos um total de 20 dias, divididos da seguinte forma:
      14/11- Embarque Salvador x Guarulhos x Luanda
      15/11- Embarque Luanda x Cidade do Cabo - Cidade do Cabo
      16/11- Cidade do Cabo
      17/11- Cidade do Cabo
      18/11- Gangsbai - Embarque Cidade do Cabo x Joanesburgo
      ... a partir daqui foi onde a porra começou a desandar e o nosso roteiro cuidadosamente planejado foi lançado nas asas do destino. Então se eu fiquei sem saber o meu futuro, pq deveria adiantar isso pra vcs???? kkkkkkkk
      PREPARATIVOS
      - PASSAGENS AÉREAS
      Compramos os voos de Guarulhos até a Cidade do Cabo, retornando por Joanesburgo, pela TAAG, empresa aérea angolana. Analisamos por um longo período os preços das passagens e percebemos que o valor só variava de acordo com o dólar.
      3 meses antes da viagem batemos o martelo e a compra foi feita através do whatsapp fornecido no site da TAAG, muito seguro, afinal de contas a reserva era feita por esse meio mas o pagamento foi via PAYPAL. 
      *Informação importante: no site da TAAG vc só consegue comprar à vista, para parcelar em até 4 vezes com juros de 5% é necessário fazer a reserva por telefone ou whatsapp.
       
      Logo em seguida foi a vez do voo interno, Cidade do Cabo x Joanesburgo. A companhia escolhida foi a FLYSAFAIR (ou ônibus de asas como foi carinhosamente apelidada por nós), companhia low cost sul-africana com base em Joanesburgo. Apenas uma mala de 7 Kg e dimensões de até 56x36x23 cm^3 está inclusa no valor da passagem. Paga-se mais para comer, para despachar mala, para marcar assento, para respirar ar limpo rs...
      Como vcs podem observar, não fizemos a famosa Garden Route, ao nosso ver seria muito chão pra pouca atração, mas isso é uma decisão muito pessoal. Não digo que foi a melhor nem a pior decisão, foi apenas uma escolha.
       
      Por último mas não menos importante vem a passagem de Salvador para Guarulhos. Essa foi comprada pela LATAM.
       
      Custos:
      Passagem aérea GRU x Cidade do Cabo / Joanesburgo x GRU: R$1.792,64
      Passagem aérea Cidade do Cabo x Joanesburgo: 936,00 rands
      Passagem aérea SSA x GRU: R$269,80
      Passagem aérea GRU x SSA: R$209,58 (mais 2200 pontos multiplus)
       
      CURIOSIDADES (OU NÃO )
      - Money (que é good nós não have)
      Levamos a grana toda em dólar. Cerca de 1800 doletas para cada, escondidas por todos os lugares. Esse valor foi o suficiente para toda a viagem com sobra pra perder ou ser furtada (não sei ao certo o que aconteceu no meu caso). Ainda retornei com 500 dólares no bolso.
      Dos 1800 levados, 1100 dólares foram trocados por rands, moeda usada tanto na África do Sul quanto na Suazilândia. E 200 dólares foram trocados por metical, moeda oficial de Moçambique. 
      Cartão de crédito usei pouquíssimas vezes para tentar  fujir do IOF e da  flutuação  do dólar. Porém observei que é uma forma de pagamento amplamente aceito, pelo menos na África do  Sul.
      Durante o planejamento da viagem criei um grupo no whatsapp de mochileiros que fui coletando o telefone por aqui. Através desse grupo conhecemos o famoso OMAR. Genteeee OMAR é tudo de bom e merece um parêntese aqui
      (
      Quem é OMAR ou o que é OMAR? 
      Não sei bem responder...  Mas diria que trata-se de uma lenda rs. 
      De tanto ouvir as vantagens de fazer negócio com ele resolvemos procurá-lo. O engraçado ou desesperador foi a forma com que fomos recepcionados. Claro que foi mais coisa da nossa cabeça de tanto assitir filme de gângster. 
      A loja do OMAR, fica nos fundos de uma loja de celulares. Chegamos na loja e já mandamos um "we need to talk to Omar". O balconista nos apontou uma grade aos fundos da loja. Mas não era apenas uma simples grade e sim uma dupla. Daquelas que alguém aciona a primeira vc entra, fica enjaulado, e logo em seguida a segunda é acionada. Adrenalina já a mil! Encontramos Omar sentado com mais 4 homens sério em volta dele. Nos apresentamos e fomos conduzidos para a sala do chefão, mais grade. Lá sentamos e começamos a fazer o câmbio. Tudo muito tranquilo. Omar fala português. O câmbio com ele é extremamente vantajoso, creio que economizei cerca de 300 reais.
      Caso alguém queira o contato só avisar que passo no privado.
      )
      Então... Nosso câmbio ficou de 14,5 rands para cada dólar americano. E 1 real equivalia a aproximadamente 4 rands.
      A moeda da Suazilândia é equivalente ao rands. Não precisa fazer a conversão por lá. Todos os lugares aceitam rands. As vezes o troco é dado em Suazi. 
      A moeda de Moçambique é o metical. 1 dólar equivale a 60 meticais. E cada real equivalia a aproximadamente 18 metical.
      Resumo:
      1 USD = 14,5 rands = 14,5 suazi = 60 metical
      1BRL = 4 rands = 4 suazi = 18 metical
      - Idioma
      Dessa vez não tive problemas com o idioma . Não pq aprendi inglês de uma hora pro outra e sim pq durante a estadia na África do Sul e Suazilândia tinha meu Friend Translator (Fernando). Já em Moçambique pude gastar todo o meu português, era compreendida perfeitamente. 
       
      - Documentos
      Passaporte e o Certificado internacional de Febre amarela são obrigatórios.
      A PID - Permissão Internacional para Dirigir é meio polêmica. Pq? Bem...
       
    • Por daniela_menti
      Vou compartilhar este relato, pois quando resolvi fazer este roteiro não encontrei muitas informações sobre a parte de Zanzibar. Então, Senta aqui, que agora vou contar o causo de quando meus amigos decidiram ir pra África e me convenceram que seria uma boa ideia.
      Vamos lá. Eu havia voltado de um intercâmbio/ano sabático na Itália em setembro, sofrendo por não ter conseguido bolsa de estudos pra cursar o mestrado que eu queria, sem rumo na vida. Eis que aparece aquela promoção louca na Black Friday: São Paulo — Johanesburgo por 700,00 (mais taxas, claro). Qual o melhor jeito de esquecer uma viagem? é fazendo outra viagem. Entrei nessa com meus dois amigos de escola, o menino Rafael e o menino Matheus.
      Decidindo o Roteiro
      Compramos a promoção que era para 15 dias, saindo de São Paulo com uma conexão em Angola. Moramos próximo a Porto Alegre, e queríamos que o primeiro destino fosse Windhoeck, Namíbia. Só nessa brincadeira seriam 4 vôos e um dia perdido em conexões. Tudo bem até ai, não fosse o pequeno deslize de termos errado na planilha o horário saída do último voo (Johanes- Windhoeck) que nos deixou com uma conexão de 45 minutos em vez de 3 horas. Nunca na história desta indústria vital corremos tanto para pegar um avião! Cruzamos o aeroporto de Johanesburgo em 10 minutos, passamos pela imigração, que estava totalmente vazia, e chegamos 3 minutos antes de encerrar o embarque.

      Namíbia — Sossusvlei, Deadvlei, Sesriem
      Optamos por alugar um carro na capital, e sair cedinho até o deserto para pegar o nascer do sol e ver a coloração das dunas nesse horário. Conseguimos? Não.
      O que você precisa saber sobre Windhoeck, é que mesmo sendo uma cidade grande e bem desenvolvida, suas lojas, restaurantes, shoppings fecham as 17:00. Nós nos atrasamos porque ficamos brincando na wifi do hostel e não conseguimos trocar dinheiro e nem comprar comida para passar o dia no deserto. Por sorte encontramos uma loja de conveniência aberta, onde compramos água, pão e manteiga de amendoim, que foi nossa comida por muitos dias. 
      Saímos as 3:00 da manhã de Windhoeck em direção a Sossusvlei, as estradas são bem asfaltadas e sinalizadas até a metade do caminho, depois começam os trechos de estrada de terra, mas nada muito complicado. Nosso plano era chegar até o parque, e lá você pode pagar por um transfer, uma 4x4 estilo safári com um motora mais louco que o Marco Véio que te leva pro Deadvlei. Até lá, não é preciso alugar um carro 4x4.
      Pelo caminho encontramos, corujas desconfiadas, um moço pedindo carona no meio do nada, zebras, muitas zebras, gnus, oryx (esse bicho é um amor), babuínos, veados e mais zebras.

      Primeira parada: Solitaire
      Uma cidade fantasma que deve ser onde o Eustácio a Muriel e o Coragem devem morar. É o único ponto no caminho até o deserto com posto de gasolina, então é parada obrigatória. Aqui começaram os perrengues, nosso carro deu problema, o porta-malas resolveu que não ia mais fechar. Um senhor muito simpático que trabalhava na oficina ali perto do posto consertou para nós, sem cobrar nada.
       
       
       



      Segunda parada: Deadvlei
      Tão incrível ao vivo quanto as fotos que tínhamos visto na internet. Mas haja caminhada até as bonitas das arvores. O guia nos deixou na estrada e era uma caminhada de 20 minutos em linha reta até o vale, só que no sol do meio dia do mês de fevereiro parecia nunca terminar. 


       

      Ultima Parada; Canyon Sesriem 
      Me senti dentro das filmagens de Mad Max (inclusive acho que algumas cenas foram realmente gravadas aqui). Dormimos em Rietoog, num camping onde não tem nada para visitar por perto, mas tinha o céu mais estrelado que eu já vi na vida! 

       
      Devolvemos o carro no dia seguinte de volta a capital e pegamos um voo para Cape Town. O trajeto até lá já foi maravilhoso pois vimos o contraste das cores do fim do dia e a Table Mountain pela janela do avião. Nosso plano aqui era conhecer Cape Town e novamente de carro, fazermos a Gardens Route, uma das rotas mais bonitas da África do Sul.
      Cape Town me surpreendeu demais! A cidade é bem organizada e as estradas são de dar inveja a qualquer outro país, muito bem cuidadas e sinalizadas. Reservamos dois dias para conhecer o básico da cidade, o que foi pouco tempo em minha opinião, mas quem tem que voltar pro Brasil pra trabalhar as vezes tem que cortar um pouco do roteiro. 

      Visitamos apenas o básico, começando pela Boulders Beach, a famosa prainha dos pinguins simpáticos. Passamos pelo Cabo da Boa esperança  que tem uma vista linda da baía, e aproveitamos uma praia de Água cristalina e geladíssima, a Scaraborough Beach. 

       
      O dia seguinte foi reservado para subir a Table Mountain e conhecer um pouco do centro da cidade. Na manhã seguinte, acordamos cedinho e fomos para a Gardens Route. Neste post do meu blog, tem todas as informações de como fazer este percurso e quais são as principais paradas, mas vou listar aqui algumas delas:


       

       
      Agora é hora da pérola da viagem, pegar um voo em Port Elizabeth até Dar el Salaam, na Tanzânia para seguir até Zanzibar. Infelizmente não deu para conhecer todas as belezas da Tanzânia e nos limitamos apenas a cidade que seria nossa conexão com aquele paraíso de praias quase desconhecidas. O voo é num "teco teco" minusculo e leva apenas 30 minutos até a ilha, só havia eu e meus dois amigos de turistas naquele voo, acredito que a maioria opta por ir de Ferry, para aproveitar a vista. 
      Zanzibar:
      Stone Town - Nungwi - Kendwa e Uroa
      Stone Town é a cidade principal, onde tem o pequeno aeroporto, e muitos mas muitos mercados de temperos! A vibração do local com as cores é demais! As mulheres usam roupas extremamente coloridas, influência do hinduísmo pelo que li. Causamos total espanto ao pegarmos um "dala-dala" o transporte público da ilha, que consiste numa jardineira ATOCHADA de gente, carregando desde baldes leite, cachos de banana a até pilhas de casca de arvore secas. Pouquíssimas pessoas falam inglês, mas um rapaz que consegui conversar me explicou que nenhum turista vai para as praias no transporte público, eles optam por pagar até 50 dolars por um motorista particular. Mal sabem eles que perdem uma experiência por puro preconceito. Gostaram tanto de nós naquele dala-dala que uma senhora simplesmente jogou a filha dela em nossos braços para fazer uma foto. 

      Primeira parada: Nungwi Beach
      Pelas ruas você desfruta da companhia das crianças curiosas e de muitas cabras e galinhas soltas. O motorista do dala-dala ainda chocado com nossa presença, foi chamar o sobrinho que arranhava o inglês para nos guiar até o hostel. O dono do hostel é uma celebridade local, e aquele garoto estava tão contente de praticar o inglês dele que dava gosto até de falar sobre futebol. Nungwi não é uma praia turística, então os resorts ainda não se apoderaram da praia. Fizemos um passeio de barco e snorkel em alto mar por preços muito baixos, algo em torno de 15 dolars, graças aos contatinhos do dono do hostel. 

      Kendwa é linda, mas já é bem turística. 


      Depois de 3 dias neste pequeno paraíso partimos para Uroa Beach. Uroa tem hospedagens muito baratas por não ser uma área propícia para mergulho, devido a quantidade de algas na praia. E quando a maré baixa, você pode caminhar quilômetros a dentro do mar, e ver os locais colhendo as algas para vender. Cuidado com a maré! Ela sobe em questão de minutos, é muito normal ouvir historias de pessoas que ficaram ilhadas. 
       

       
      Fiquei 5 dias na ilha, mas meu conselho é: reserve uns 10 dias, para conhecer a parte sul da ilha, onde ela muito boa para esportes aquáticos. Converse com os locais, eles amam o Brasil e são muito simpáticos. Ah, e não esqueça, você vai ouvir muito a famosa fala do Rei Leão "Hakuna Matata", saudação local que significa "sem problemas". Realmente, quem vai encontrar problemas aqui? 
      Ao todo foram 16 dias
      2 só de ida e volta
      3 dias na Namíbia
      2 dia em Cape Town 
      2 dias na Gardens Route
      1 dia em Dar el Salaam
      4 dias em Zanzibar

      Mais informações sobre as hospedagens que eu fiquei neste roteiro, e mais curiosidades sobre a ilha, você pode ver aqui:  Momentos de Mochila
      Meu Instagram: @momentosdemochila
       
    • Por Oz Iazdi
      Senhoras e senhores, segue meu relato da viagem que fiz para os países Bálticos, com direito a um dia em Helsinki, na Finândia. Foram dez dias no total. Fui apenas eu e meu pai. Não foi uma viagem exatamente ao estilo mochileiro, pois ficamos em hotel ao invés de albergue, embora podemos dizer que sempre pegamos o hotel mais barato que encontramos, considerando que ele devia estar a uma distância caminhável das Cidades Antigas (e demos bastante sorte com os hotéis!). Só reservamos o hotel para os dois primeiros dias, porque decidimos definir o roteiro durante a viagem.
       
      LITUÂNIA
       
      Dia 1 – De São Paulo para Vilnius
       
      A viagem começou no dia 13 de fevereiro de 2015, sexta-feira. Pegamos um voô de São Paulo às 21:30hs até Paris. Classe Econômica é só sofrimento em voôs longos... As cadeiras da Air France são bem apertadas. Chegamos em Paris perto da hora do almoço e pegamos outro avião em direção à Riga (Letônia) na parte da tarde, o que não nos deixou tempo para conhecer Paris. O voo até Riga pareceu que demorou um século, mas estávamos mesmo era preocupados com a última conexão. Chegando em Riga, tínhamos apenas meia hora para pegar o voo até Vilnius (Lituânia). Saímos correndo do avião junto com mais um pessoal que ia fazer a mesma conexão. Apesar da preocupação, deu tudo certo. Embarcamos no voo e em 50 minutos estávamos chegando no nosso destino inicial!
      O custo das passagens foi de R$ 2.450,00 ida e volta. Na ida, o trecho inicial foi São Paulo – Paris – Riga – Vilnius, sendo os dois primeiros pela Air France e o último pela Air Baltic. Na volta, os trechos foram Tallinn (Estônia) – Amsterdam – São Paulo, sendo o primeiro trecho operado pela Estonian Air e o segundo pela KLM.
       
      Chegamos no aeroporto de Vilnius às 20:30hs do dia 14. Como a imigração foi feita na França, quando chegamos na Lituânia não passamos por nenhum tipo de alfândega. O aeroporto é bem pequeno e estava praticamente deserto. Logo na frente do aeroporto tem um ponto de ônibus. Pegamos um até a Cidade Velha, onde era o nosso hotel. A passagem é 1 euro por pessoa. Desembarcamos a uns 600 metros do hotel e fomos a pé com nossas mochilas. O problema é que meu pai estava com uma mochila grande de rodinhas e, pra ajudar, uma das rodas quebrou durante o voô de ida. Então deu um certo trampo pra carregar a mochila até o hotel, principalmente se considerarmos que estava -2ºC.
       
      Enfim, chegamos vivos ao Hotel Europa Royale. A diária do quarto para duas pessoas saiu R$ 172,00. O hotel é muito bom e aconchegante, além de estar localizado dentro da Cidade Antiga. Só para esclarecer, nas capitais de todos os países Bálticos a parte turística das cidades são os bairros nos quais se localizavam as cidades medievais (Old Town), com as casas antigas, catedrais, muros e torres remanescentes ou que foram restauradas após a II Guerra Mundial.
       
      Como estávamos morrendo de fome, decidimos esbanjar e ir em um restaurante alemão na frente do hotel chamado Vokieciu. Pedi um cordeiro com batata assada e uma cerveja local, a Svyturys Ekstra. A comida e o atendimento estavam excelentes, mas a cerveja achei bem fraquinha. O prato saiu por 20 euros e a cerveja 4.5 euros. Saindo de lá, saímos para caminhar um pouco e paramos no Pub The Portobello para 660 ml de Guinness por 3.6 euros. Como estávamos cansados pela viagem e já estava tarde, só restou voltar para o hotel e desmaiar.
       
      Dia 2 –Trakai e a aventura no gelo.
       
      Tomamos café as 8hs no belíssimo restaurante do hotel. As opções do café da manhã eram bem saborosas, com destaque para o brioche de maçã. Enquanto esperava meu pai tomar banho, sai rapidamente para bater umas fotos de Vilnius e ir até o centro de informações para saber certinho como ir até Trakai, que é uma cidade que tem um castelo medieval e seria nosso primeiro passeio. Após pegar as informações no centro e um mapa de Trakai, fomos até o terminal de ônibus. O terminal fica a cerca de 1km do portal da cidade antiga e, como nosso hotel era praticamente ao lado do portal, fomos caminhando até lá. A passagem até Trakai saiu por menos de 2 euros o trecho e dura cerca de 25 minutos a viagem até lá. Ao chegar na cidade, você vai caminhando até o castelo, conhecendo a cidadezinha e os demais pontos de interesse marcados no mapa.
       
      Vilnius
       
      Pub
       
      Restaurante alemão
       
      Lugar do café da manhã e um tio olhando com um sorriso amigável.
       
      Caminho até a estação de ônibus
       
      Caminhando por Trakai
       
      Arquitetura da antiga URSS
       
      Lago congelado
       
      Trakai
       
      Como era o nosso primeiro dia andando ali no Báltico (e dada nossa falta de experiência com tal clima), fomos aprendendo a não andar no gelo! Durante todo o caminho, é sempre importante procurar os trechos com terra ou com um gelo mais áspero, se não, a chance de cair de bunda no chão é gigante... Durante a caminhada até o castelo, existe a opção de ir por terra ou caminhar pelo lago, que congela no inverno. Obviamente que fui caminhando pelo lago, já que estava menos escorregadio e era uma experiência nova, à parte o cagaço nos primeiros passos, com medo do gelo quebrar! Durante a caminhada encontramos uma galera jogando hockey e um rapaz tentando pescar em um buraco no gelo. Não parecia que o pacato cidadão estava tendo muito sucesso. Antes de chegar no castelo, ainda paramos em um café para tomar um capuccino (1.5 euros).
       
      Com cagaço de andar no lago
       
      Joinha para a pesca esportiva!
       
      Castelo de Trakai ao fundo
       
      Galera do Hockey
       
      Castelo
       
      O Castelo de Trakai é incrível, valendo muito a pena pagar 5.5 euros para entrar nele (estudante paga meia). Você se sente na Idade Média lá dentro... É uma experiência única. Além da arquitetura, o castelo também possui algumas instalações que funcionam como um museu, para contar a história do lugar. Uma curiosidade é o período no qual Trakai foi comandada pelos Karaites no fim do século XIV. Era um povo de origem turca e que ainda deixou uma herança cultural na região.
       
      Dentro do castelo
       
      Na capela do castelo
       
      Galerinha das antigas
       
      Saindo do castelo, ainda deu tempo de tomar mais um café e voltar até o terminal de ônibus. Saímos de Trakai às 15:45hs. Os ônibus saem, em média, de 30 em 30 minutos até Vilnius. Chegando na capital, fomos até o mercado Rimi (será seu melhor amigo durante a viagem) para comprar água, porcarias e bebidas. O preço, em geral, é mais barato que no Brasil e a qualidade das frutas é incrível. Na volta para o Hotel, ainda parei em uma loja de cds que ficava no porão de uma outra loja. Comprei dois cds de bandas da Lituânia por cerca de 9 euros cada (em média, cd é uma coisa cara no Báltico), após fazer o atendente colocar uns 10 cds para eu escutar e escolher o que queria comprar.
       
      Saindo de Trakai
       
      Mansão no caminho
       
      Chegando em Vilnius
       
      Após tomar um banho, saímos para jantar em um restaurante francês perto do hotel. Tinha um francês bem doido que ficou batendo papo com a gente. Pedi uma panqueca de salmão por 5.5 euro e meu pai um peixe por 10 euros. Achei a comida boa e suficiente pra matar a fome. O curioso é que uma das garçonetes do lugar tinha visitado o Brasil e até ensaiou umas palavras em português. Depois de comer, era hora de descansar para conhecer um pouco de Vilnius no dia seguinte.
       
      Dia 3 – Vilnius e as 16 fogueiras da independência
       
      Saímos de manhã para caminhar pela cidade antiga. Por azar, meu pé esquerdo começou a doer bastante nesse dia, provavelmente pela falta de amortecedor na botina que usei... Mas dane-se, eu ia andar até meu pé cair. Como era feriado de independência, os museus estavam todos fechados. Passamos pelas belas catedrais da cidade antiga e pelo curioso bairro de Uzupis, que se considera um “país” próprio e até tem uma data de independência no dia 1 de abril (por que será, né?). Ali na entrada do bairro existem várias pontes com cadeados, como é famoso na França. No entanto, essa tradição é bem antiga por esses lados da Europa...
       
      Vilnius
       
      Vilnius
       
      Uzupis, a ponte dos cadeados e o menino de uma luva só
       
      Uzupis
       
      Saindo de Uzupis, fomos até a colina de Gediminas, cartão postal de Vilnius. Você pode subir a colina andando ou de teleférico. Fomos andando. Lá de cima, é possível avistar boa parte de Vilnius, tanto a parte antiga quanto a mais nova. Saindo de lá, fomos até a Rua Gediminas, onde meu pai aproveitou para comprar uma bota e paramos para um café.
       
      Catedral
       
      O outro lado de Vilnius
       
      Gediminas
       
      Cavaleiro Gedi... ...minas (que piada tosca!)
       
      Praça principal, onde iriam acontecer o show da independência
       
      Catedral
       
      Decidimos pegar o ônibus 53 até o shopping Ozas, que fica um pouco distante da cidade antiga. Como não entendemos como o ônibus funcionava, fizemos o trecho todo de graça... O shopping tem mais tamanho do que qualquer outra coisa, mas serviu para termos uma boa noção dos preços das coisas. Aproveitei para comprar um amortecedor de calcanhar para o meu pé e uma camisa da seleção de basquete da Lituânia, a pedido de um amigo. Após as compras, comemos lá no shopping mesmo. Resolvemos arriscar um prato de 5 euros, que você podia montar. Era um prato brutal, com repolho, beterraba, carne de porco empanada, molho branco, legumes e arroz. Embora uma comida simples, gostei bastante.
       
      Shopping Ozas
       
      Pegamos novamente o 53 para voltar ao hotel. No meio do caminho, subiram dois fiscais no ônibus pedindo os bilhetes. Como não tínhamos e eles perceberam que não sabíamos como a coisa era, falaram para nós comprarmos direto do motorista, por um euro. Provavelmente nos livramos de uma bela multa. Chegamos no hotel no final da tarde e descansamos um pouco.
       
      Ao anoitecer, fomos até a praça da catedral, onde estava tendo um show pela comemoração da independência. Além disso, na rua Gediminas tinham 16 fogueiras acesas, representando a independência da Lituânia. Elas também serviam para esquentar o pessoal, afinal, não é lá muito quente o inverno por lá...
       
      Shows da Independência
       
      As fogueiras
       
      Para terminar a noite, resolvemos experimentar a culinária local no restaurante Forto Dvartas. Experimentamos uma sopa de cogumelo muito saborosa, panqueca feita de batata e recheada de bacon, além dos famosos cepelinai (mais conhecidos como zeppelins), que são um tipo de batata recheada (pedimos com carne de porco). Achei a textura bem diferente e um gosto que me lembrou pamonha! Para beber, experimentei o hidromel sem graça da casa. Os pratos são bem em conta, custando até cerca de 8 euros e também são bem servidos. E assim acabou a última noite em Vilnius.
       
      Zeppelins
    • Por rtsrodolfo
      Saudações mochileiros!!
      Este é o meu primeiro relato do site, e acho que de qualquer outro lugar também. Nuca fui muito de escrever, então já peço sugestões e dicas para melhorar e poder ajudar cada vez mais. Antes de qualquer coisa, muito obrigado aos que ajudam postando informações aqui no site. Visitei a Tailândia no início de 2015 e não sei o que seria de mim sem os relatos que estudei aqui. Meu nome é Rodolfo Tallarida, tenho 29 anos e meus destinos favoritos são ilhas e praias. Tentei resgatar o máximo de informações possíveis e juntar nesse relato. A viagem foi feita em dezembro de 2015, com 2 amigos (Daniel e Patrícia). Acho que a parte mais difícil do relato foi separar as fotos. Minhas viagens são sempre com uma Gopro na mão em modo time-lapse. Ou seja, no final desta viagem foram cerca de 8 mil fotos só minhas, hahaha . Vou aos poucos postando mais fotos no instagram para quem gosta do app também.
       
      Instagram.:
      Rodolfo Tallarida - @rtsrodolfo
      Patrícia - @patymoreno8
      Daniel - @danielrjrj
       
      Email.: [email protected]
      Facebook.: Rodolfo Tallarida
       
      Algumas informações sobre as Filipinas.:
       
      Moeda
      A moeda local é o peso filipino(PHP). Hoje, 1 dólar americano, corresponde a cerca de 47 pesos filipinos. Para trocar a moeda não vi muita dificuldade. Em todas as cidades existem pequenas casas de câmbio ou você pode trocar em diversos restaurantes ou lojas de conveniência mesmo, porém com uma cotação não tão boa.
       
      Compras
      Esqueça a ideia de compras nas Filipinas, pois além de não encontrar quase nada, os preços são mais caros. Souvenirs(adoro lembraças ) também são bem escassos. Aproveite para comprar um chaveiro ou artesanato no DMall em Boracay que tem maior variedade.
       
      Para entrar nas Filipinas
      Brasileiros não precisam de visto para entrar nas Filipinas. Apenas carteira de vacinação de febre amarela. Tranquilão, menos um custo na sua viagem
       
      Religião
      A maioria esmagadora é cristâ, portanto respeite a cultura local.
       
      Idioma
      Vai encarar tentar aprender filipino para viajar? hahahaha...esqueça pq não dá pra entender naaaaada. Se esforce apenas em aprender a falar obrigado em filipino, que é Salamat. Se estiver bem feliz, diga Salamaaaaaaaat. Relax pq todo mundo por lá fala inglês. Placas, cardápios, guias...tudo é em inglês mesmo.
       
      Hospedagem
      Não faço questão de hotéis de luxo, até pq costumo ficar fora o dia inteiro. Pesquiso bastante nos sites booking.com, hoteis.com, trivago, e no caso da Ásia, o Agoda também é muito bom. Sempre vejo também os custos de hostels, que as vezes são ótimas saídas. Já me hospedei algumas vezes em hostel e todas as minhas experiências foram muito boas. Um bom lugar para se pesquisar hostels é o site hostelworld.com. Nesta minha viagem o custo estava saindo quase o mesmo entre hostel e hotel. Para mim, um quarto com ar condicionado e um banheiro já está ótimo. Qualquer outra coisa, como piscina, academia e demais são dispensáveis já que costumo passar o dia inteiro aproveitando o lugar. Uso o hotel apenas para passar a noite. Como fechamos os hotéis 2 semanas antes de nossa viagem, eu sabia que as opções seriam bem restritas, mas acabou que conseguimos uma boa relação custoxbenefício. Acredito que se reservar com mais antecedência, é possível reservar excelentes hospedagens por excelentes preços. Sempre compare os preços entre os sites e preste muita atenção nos detalhes do quarto como disposição de camas, café da manhã, chuveiro com água quente e outros. Claro, também verificar a localização do hotel. Ah, procure também por cupons de desconto. É relativamente fácil achar desconto de 5 a 10% no google para o site hoteis.com. Hotéis mais distantes do centro nervoso costumam ser mais baratos, mas o trabalho de translado é maior também, fora o tempo que se perde. Wifi é MUITO importante. Wifi nas Filipinas é item de luxo, portanto leve muito em conta se o hotel tem wifi no quarto ou nas áreas comuns apenas. Vejam as avaliações dos hóspedes nos sites e no tripadvisor, se tiver. Como falei, costumo viajar e aproveitara bastante o dia, então não gosto de gastar fortunas em hotéis. Meu primeiro filtro nos sites de busca é o valor(de menor para maior). Reservei tudo aqui do Brasil e pelo site Hoteis.com. Com 2 semanas de antecedência, minhas seleções foram as seguintes.:
      Boracay
      Seabird International Resort and Country Club - 2 noites por R$282,20, quarto de casal com café da manhã incluído
      Cebu (Oslob)
      Sebastian - 4 noites por R$829,76, quarto para 3 pessoas com café da manhã incluído
      El nido
      Bik Creek Mansion - 4 noites por R$910,73, quarto para 3 pessoas com café da manhã incluído
      Coron
      Coron Village Lodge - 5 noites por R$758,22, quarto para 3 pessoas apenas hospedagem
       
      Rápida avaliação sobre cada hotel.:
      Seabird em Boracay.:
      apesar de ter ficado menos de 24 horas, gostei do lugar. Atendentes muito atenciosos e prestativos. Fui recepcionado com suco e muita atenção. Quarto limpo, boxe com cortina, banheiro muito bom, toalhas e itens de banho disponíveis for free. O melhor é a localização. Fica a menos de 1 minuto da praia principal e a 2 minutos do D Mall. Com certeza me hospedaria novamente. O único problema foi que no último banho, a água não esquentava de jeito de nenhum. Eu sou muuuuuito friorento, então isso me incomodou um pouco. Café da manhã padrão de todos os hotéis que fiquei. A lá carte com escolha entre café da manhã estilo Americano ou Filipino.
       
      Sebastian em Cebu.:
      Superou expectativas. Esse hotel definitivamente não sabe fazer marketing do seu negócio. O hotel tem uma vista espetacular e um nascer do sol incrível. Fica de frente pra praia que tem uma água sinistra de bonita. Você toma café da manhã no deck de frente pro mar vendo o nascer do sol. Piscina estilo infinita de frente pra praia. Eles tem caiaque e standup for free!!! hahaha..
      Único problema encontrado foi que o wifi não pegava no quarto, apenas no corredor. Café da manhã a lá carte. Me hospedaria facilmente again Ah, o chuveiro é junto com a privada, então tem q tomar um pouco de cuidado para não molhar tuuudo.
       
      Big Creek em El nido
      muito peculiar esse hotel. Tem um estilo muito estranho lembrando um pouco estilo de época antiga com decorações de madeira em todos os lugares. A entrada foi motivo de zoeira a viagem toda porque era um canteiro de obra. Não acreditamos até hoje que a entrada é realmente ali. Cada quarto tem sua mesa de café da manhã em frente a porta do quarto. Banheiro com boxe com cortina. O hotel fecha vários pacotes com os mesmos preços praticados na rua e te buscam na porta do hotel. Problemas encontrados.: uma mega barata no banheiro(a Patrícia só soube disso no terceiro dia e quase nos matou por causa disso) e vários picos de luz. O ar condicionado tinha vida própria e ligava e desligava sozinho várias vezes. Queimei meu carregador do celular e da gopro no quarto do hotel(levem filtro de tomada). Consideraria escolher outra opção de hotel para ficar, mas na falta de opção até aceitaria me hospedar de novo por lá. Outra coisa mega importante é que o hotel menciona ter wifi. Eles tem aquele token antigão que não serve pra nada! Não carregava nem mensagem no whatsapp.
       
      Village Lodge em Coron.:
      a pior hospedagem da viagem com certeza. Tivemos vários problemas e com certeza não me hospedaria de novo lá. Quartos muito sujos, com traças, fezes de cupim por tudo que é canto, chuveiro que não funcionava e faltava água, descarga quebrada, sem wifi nos quartos e um atendimento muito precário. Não posso citar nenhum ponto positivo do hotel. Tivemos que trocar de quarto 3 vezes e os problemas continuaram mesmo assim. Vale pagar um pouco mais caro e escolher outro lugar.
       
      Voos
      Eu sou fã da Air Asia pelo fato de suas passagens serem extremamente baratas, o serviço ser muito bom e nunca ter tido nenhum tipo de problema ou atraso. Infelizmente a Air Asia opera apenas em determinados aeroportos das Filipinas e com poucos voos, mas são os mais baratos com certeza. A que tem o melhor preço e melhor disponibilidade de voos nas Filipinas é a Cebu Pacific. A Philippines Airline também é uma opção para viagens internas. Sempre compre diretamente no site da cia, pois o preço é sempre mais baixo. Atenção aos limites de bagagem que são bem diferentes entre cada uma delas. As vezes a seleção default é sem nenhuma bagagem, então atenção na compra. Normalmente o custo mais alto das viagens acaba sendo as passagens aéreas, então pesquise alternativas no seu roteiro. Perco MUITO tempo montando e remontando alternativas de roteiro, alterando a ordem dos destinos para deixar a viagem mais barata possível. A diferença de um dia para outro ou alterar a ordem dos destinos altera bastante no valor final da viagem. Vc vai gastar alguns dias fazendo inúmeras planilhas, mas planejar viagem é assim mesmo. Eu até gosto Considere um dia inteiro para translado de uma ilha a outra. Por mais que os voos sejam rápidos, normalmente não mais que 1 hora e meia, a logística de transporte hotelxaeroportoxhotel é bem complicada, fora os atrasos que, pelo menos na época que fui, aconteceram em 95% dos voos.
       
      Voos internos.:
      Manila - Kalibo(Boracay) : Air Asia, R$156,00 - esse foi o voo que perdi por causa do atraso da Emirates
      Manila - Kalibo(Boracay) : Cebu Pacific, cerca de R$250,00
      Caticlan(Boracay) - Cebu : Cebu Pacific, R$172,00
      Cebu - Puerto Princesa - Cebu Pacific, R$392,00
      Puerto Princesa - Coron : Cebu Pacific, R$392,00
      Coron - Manila : Philippines Airline, R$608,00
       
      Voo internacional:
      Rio de Janeiro - Manila - Rio de Janeiro : Emirates, R$500,00
      O preço foi essa miséria aí pq início do ano em minha ida a Tailândia, voando pela Emirates,tive uma situação de overbooking e acabei ganhando uma passagem ide e volta da Emirates para Dubai. Como eu já conhecia Dubai, optei pagar 100 doletas + taxa de embarque e trocar o destino para Manila
       
      Translados nas ilhas Filipinas
      Be ready para altas aventuras se você for um viajante on a buget. Separe um short ou bermuda bem confortável, uma camiseta bem light e um chinelão, pois as jornadas são longas. Claro que existem as opções mais práticas, mas mais caras. Vamos aos translados que escolhi e os que acabei cogitando como segunda opção.
       
      Como chegar em Boracay
      Para chegar em Boracay, existem 2 aeroportos. O Kalibo e o Caticlan. O maior e que tem mais voos, horários e cias aéreas operando é o de Kalibo. As passagens aéreas costumam ser mais baratas para lá. A partir dele você deve pegar uma van para o porto de Caticlan(cerca de 2 horas), depois uma "banka"(estilo de balsa, que leva cerca de 10 minutos), para então pegar sua van/moto até o hotel(não mais que 15 minutos). Se optar pelo aeroporto de Caticlan, você economiza a viagem de van de Kalibo até o porto de Caticlan, já que o aeroporto fica a cerca de 5 minutos do porto. A melhor empresa para fechar todo o translado aeroportoxhotel é a southwest. Sugiro agendar e comprar o translado ainda aqui no Brasil. Sai pouca coisa mais cara, mas vc garante seu lugar no ônibus que é mais confortável e tem horários frequentes.
      O site da empresa é http://www.southwesttoursboracay.com/
      O valor hoje é de 650php para o serviço door to door.
       
      Como chegar em Cebu
      Cuidado, existe a província de Cebu, a ilha de Cebu e a cidade de Cebu. O aeroporto de Cebu fica na província de Cebu, mas na cidade Lapu-Lapu, na ilha Mactan. Os hotéis e o centro nervoso ficam na Cebu City(a pronúncia foi motivo de risos a viagem toda(cebucite )). É na cidade de Cebu que a maioria dos turistas ficam por ser um centro com comércio mais ativo e desta forma ter mais acesso aos mercados, mercearias e empresas de turismo. As principais atrações turísticas ficam no sul da Ilha de Cebu. Atrações como Tumalog, Kawasan, Whaleshark ficam todas mais pro sul da ilha. Vc escolhe ficar no centro com facilidades de comércio e uma região mais movimentada, mas longe das principais atrações, ou fica mais pro sul perto das atrações, porém sem comércio quase que nenhum. Para chegar a Cebu City, vc deve pegar um taxi no aeroporto. Não esqueça de perguntar se o taxímetro vai ligado ou combine um valor antes de entrar no taxi. Para chegar nas áreas mais ao sul da ilha vc pode negociar o taxi no aeroporto(valores no relato da viagem) ou pegar um taxi até o terminal sul rodoviário de Cebu e então pegar um ônibus para o seu destino. Cuidado pois os horários dos ônibus encerram cedo, por volta de 9 da noite se não me engano. Se for fazer esse translado durante o dia, se prepare, pois o transito de Cebu é caótico demaaaaaais. Taxi do aeroporto até o terminal rodoviário são 20 minutos sem trânsito e do terminal rodoviário até Oslob, por exemplo, são cerca de 5 horas.
       
      Como chegar em El Nido
      O meio mais praticado para chegar em El Nido é pegando um voo para Puerto Princesa e depois uma van/ônibus para El Nido. De Puerto Princesa para El Nido são cerca de 6 horas numa estrada beeem sinuosa e chatinha demais. Fazer com as vans que são negociadas na porta do aeroporto é bem desconfortável, fora que sempre tem alguma pegadinha. Sugiro fechar um translado de ônibus ainda aqui no Brasil para fazer a viagem mais tranquilo. Outra opção para chegar em El Nido é de banka via Coron. Essa opção você fica a mercê das condições do mar. São cerca de 7 horas de banka que podem ser tranquilas, turbulentas ou podem até mesmo não acontecer por condições climáticas. A melhor opção, porém beeem mais cara é comprar uma passagem de avião para o aeroporto de El Nido. As passagens devem ser cotadas via e-mail e tem horários bem reduzidos. O aeroporto é particular de um resort. O site com mais informações é o http://www.elnidoboutiqueandartcafe.com/TravelCenter.html
       
      Como chegar em Coron
      Coron acho que de todos os destinos que fui é o mais tranquilo de se chegar. O aeroporto fica na região de Busuanga e tem esse nome também. Do aeroporto até o centro onde ficam todos os hotéis só existem vans e com preço fixo em 150php. Ao sair do aeroporto, você será abordado pelos motoristas das vans. Diga que já tem reserva no hotel porque muitos hotéis já tem vans específicas para o translado. A viagem dura cerca de 30 minutos e é bem tranquila. Outra opção para se chegar a Coron é via banka vindo de El nido, mas com os mesmos problemas citados no caminho contrário.
       
      Roteiro Planejado
      13/12/2015 - Saída do RJ
      14/12/2015 - Chegada em Manila. Manila->Kalibo->Boracay
      15/12/2015 - Boracay
      16/12/2015 - Boracay-> Cebu
      17/12/2015 - Cebu
      18/12/2015 - Cebu
      19/12/2015 - Cebu
      20/12/2015 - Cebu -> Puerto Princesa -> El Nido
      21/12/2015 - El Nido
      22/12/2015 - El Nido
      23/12/2015 - El nido
      24/12/2015 - El Nido -> Puerto Princesa -> Coron
      25/12/2015 (NATAL) - Coron
      26/12/2015 - Coron
      27/12/2015 - Coron
      28/12/2015 - Coron
      29/12/2015 - Coron -> Manila
      30/12/2015 - Manila -> RJ
       
      Pontos de interesse planejados
       
      Em Boracay
      White Sand Beach
      Willy's Rock
      Ariels Point
      Diniwid Beach
      Dmall
       
      Festa, bebida, comida, ilha foda, snorkel, cliff jumping..gosta disso tudo? Então “perca” um dia conhecendo o Ariels Point.
      Aproveite o Dmall para comer em restaurantes bons com comida de tudo quanto é canto do mundo e comprar as lembranças da viagem.
      Se fosse de novo, faria certamente o passeio de parasail e iria no G-Max, um tipo de slingshot humano.
       
      Em Cebu
      Oslob Whaleshark Watching
      Tumalog Falls
      Kawasan Fall
      Canyoneering Kanloab River
       
      Para o Whaleshark, a dica é chegar cedo! Se não tiver roupa de mergulho ou uma lycra, a água-viva pode incomodar um pouco, mas nada óóóóó. Eu fui de sunga
      Não deixe de fazer o Canyoneering de jeito nenhum..leve sua sapatilha de mergulho ou tênis que possa molhar. Bolsa a prova d’água também é item indispensável.
       
      Em El Nido
      Tour A: recomendo
      Small Lagoon, Big Lagoon, Secret Lagoon, Simizu Island and Entulala Island
       
      Tour B: não recomendo
      Snake Islands, Cudugnun Cave, Catherdral Cave and Lagen and Pinabuyutan Island
       
      Tour C: o melhor de todos
      Matinloc and Tapuitan Islands. Secret Beach, Matinloc Shrine, Hidden Beach and Helicopter Island.
       
      Tour D: não recomendo
      Cadlao Island, Pasandigan Beach, Nat Nat Beach, Bucal Beach and Paradise Beach
       
      Não deixe de fazer o tour A e o C. O tour normalmente leva um dia inteiro, portanto não planeje mais nada no dia que for fazer o tour. Não esqueça de levar sua sapatilha de mergulho. Se tiver tempo, tente fazer o zipline em Las Cabanas e subir o Taraw Cliff também. Acho que vale muito a pena a vista. Restaurantes que recomendo: Altrove e Lucky Alofa
       
      Em Coron
      Ultimate Tour:
      Kayangan Lake, Twin Peaks Reef, Hidden Lagoon, Bulungan Beach, Calachuchi Coral Eden, CYC Is
       
      Tour privado: Você monta o reoteiro. Roteiro que fizemos:
      Kayangam lake, Barracuda lake, Twin Lagoon, Siete Pecados e Skeleton Wreck
       
      Mergulho com cilindro em navios naufragados também é uma ótima pedida! Não esqueça que mergulhos com cilindro precisam de certificação. Não tem curso? Faça lá e tenha sua carteira pra mergulhar em qualquer lugar do mundo. Escolas de mergulho é o que não falta por lá. Da para tirar um OW(open water) em cerca de 3 dias.
       
      Relato
      Dias 13 e 14/12/2015
      O voo diário da Emirates para sua matriz em Dubai, sai diariamente do Rio de Janeiro as 03:10 e lá estava eu pontualmente no aeroporto para embarcar. Logo nos dois primeiros dias de viagem, já tinha história para contar. História que sinceramente podia ter ficado para uma outra vez, e não naquela ocasião. Embarquei no aeroporto do RJ pela Emirates com passagem para Manila fazendo escala em Dubai. Em Manila faria uma pequena escala de cerca de 4 horas e pegaria um voo pela AirAsia com destino a Kalibo, de onde pegaria um ônibus, uma balsa e um taxi para então chegar ao meu hotel em Boracay. Já na primeira perna do voo (RJ-Dubai) tive uma surpresa. O meu voo vinha da Argentina e acho que muita gente conhece a fama do time River Plate de lá. Vocês devem estar pensando: nossa, ele pegou o mesmo voo que o time do River! Não. Eu peguei o mesmo voo que a torcida do River. Acho que 70% do voo era de torcedores uniformizados, com suas bandeiras, fantasias e tudo mais. Acho que só faltaram os fogos. Os primeiros e os últimos 50 minutos do voo foram como se o time estivesse ali na frente deles. Gritavam, cantavam e as vezes até pulavam para o desespero da tripulação. Sou flamenguista, mas vi uma torcida saudável festejando a classificação do time para o mundial. Não me senti incomodado, uma vez que o resto do voo não se ouvia nem um ronco sequer das centenas ali dormindo. Tudo certo até então. Voo pontual e escala de 4 horas em Dubai também. A Emirates sempre foi um exemplo de cia para mim. Sempre elogiei e tive a certeza de que era a melhor do mundo. Infelizmente, meu pensamento mudou naquelas primeiras 24horas. A Emirates me levou do céu ao inferno em 1 voo. Após ter feito o lanche em Dubai utilizando o voucher que a Emirates havia me dado, já que minha escala era de 4 horas, fui para a fila e embarquei no meu voo em direção a Manila. Deveria chegar em Manila as 16:00hrs do horário local, mas não foi o que aconteceu. As 16:30 o piloto começou a realizar os procedimentos de descida e informou que o atraso era por conta do tráfego intenso em Manila. Até aí OK, sem problemas. Quando o avião embicou para pousar na pista, através da câmera do avião pude perceber que o aeroporto não tinha um porte tão grande como eu esperava. Olhei pela janela e puder ver que mais parecia uma base das forças aéreas do que um aeroporto internacional. Ao pousar, pude ler em um dos hangares (air force airport). Logo depois alguns caças e helicópteros camuflados. A esta altura, os passageiros, 99% filipinos, já estavam num alvoroço total tentando entender o que havia acontecido. Ao estacionar o avião praticamente no meio do pátio do aeroporto, o piloto informou que estávamos no aeroporto de Clark, situado a cerca de 160km de Manila, conforme demonstrava o painel na televisão individual do sistema de entretenimento àquela altura. O piloto informou que havia uma questão meteorológica e uma falha mecânica, mas que o time em solo já estava trabalhando para resolver e que não era para ninguém se levantar. Olhando pelas janelas e pelas câmeras não se via uma alma sequer no pátio do aeroporto. Parecia estarmos num campo abandonado. Só havia o nosso avião parado no meio do pátio e mais nada. Nenhum carro de apoio, nenhum carro de polícia, de carga, de nada. Éramos nós e somente nós ali no pátio naquele momento. Ficamos ali presos dentro do avião parado por mais de 3 horas sem receber mais informações. Aeromoças informavam que iriamos decolar novamente em direção a Manila, mas novamente não foi o que aconteceu. O piloto utilizando o sistema de som da aeronave informou que por legalidade, não poderia mais seguir voo e que deveríamos desembarcar e aguardar novas instruções no terminal do aeroporto. Passados mais 30 minutos, chegaram os ônibus que nos levariam para o terminal. Ao chegar no terminal, mais confusão. Os dois únicos funcionários da Emirates não sabiam o que era para ser feito e ficamos ali por mais cerca de 2 horas. Neste ponto, eu e mais centenas de pessoas já havíamos perdido nossos voos para os outros destinos. Enfim, depois de muita confusão e quase pancadaria entre passageiro e funcionário, fomos orientados a realizar o processo de imigração e pegar nossas bagagens, que em seguida seriamos acomodados em ônibus que nos levariam pra Manila. Fiz o processo de imigração e peguei minha bagagem como tinha que ser feito e entrei no ônibus. O ônibus era estranho, velho e com cortinas esquisitas, mas não houve problemas, tirando o velho que resolveu fumar dentro do ônibus com ar condicionado. Detalhe que ele havia tentado fumar no banheiro do avião também. Neste ônibus foram mais cerca de 2 horas e meia passando por lugares tão horrorosos e pobres, que dava mais medo do que passar na Av. Brasil ou linha vermelha durante a madrugada. Enfim chegamos no aeroporto de Manila. Era para chegarmos as 4 da tarde e chegamos meia noite em ponto depois desta aventura. Ao procurar e falar com duas atendentes da Emirates, expliquei toda a situação. Expliquei que devido ao atraso da Emirates, eu havia perdido um voo, uma reserva no hotel que havia feito, passeios que havia reservado, e dia inteiro das minhas contadas férias. A resposta foi a mesma das duas atendentes chamadas Jenny e Sherlin: não podemos ajudar em nada! Foi essa a resposta que tive da Emirates. Não havia argumento que tirasse outra frase das atendentes. Tirei fotos e resolvi sentar para pensar no que fazer.
       

       
      Dia 15/12/2015
      Naquele momento precisava agilizar minha ida para Boracay onde ficava o hotel e de onde eu deveria pegar meu outro voo já reservado. Ao questionar onde podia comprar uma passagem, fui orientado a ir para o terminal 4 onde ficavam os escritórios (estava no terminal 3). Ok, até eu descobrir que o shuttle entre os terminais não funcionava de madrugada e que eu deveria pegar um taxi. Pegar e pagar um taxi para trocar de terminal gente! Inacreditável! Não tinha outra saída, troquei os dólares por pesos filipinos e saí do aeroporto. Existe uma máfia de taxistas por lá. Fui cobrado em 200 pesos (cerca de 18 reais) para ir de um terminal para outro. Após chorar muito, consegui pela metade do preço. Chegando ao terminal 4, descobri que os escritórios das cias, nada mais eram que casinhas, tipo cabanas que funcionavam apenas durante o dia. E agora? Não podia esperar até as 7 da manhã na rua com risco de não conseguir voo para o mesmo dia. Perguntei ao segurança o que podia fazer e ele gentilmente me acompanhou durante uma caminhada de 5min até uma agência de turismo 24hrs. Chegando lá, por volta de 2 da manhã, questionei por uma passagem e fui informado que a primeira seria as 11 da manhã. Eu não tinha outra saída, e aceitei mesmo sabendo que o preço era muito superior ao que eu tinha pago na passagem original que havia perdido. Tive que trocar mais dólares e fui praticamente roubado com a cotação que eles fizeram. Mais uma vez não tinha o que fazer. Comprei a passagem e fui para a guerra com os taxistas para retornar ao terminal de embarque. Quando cheguei, já cerca de 2 e meia da manhã, já estava destruído de cansado . O último lanche oferecido pela Emirates havia sido as 3 da tarde. Fiz um lanche no McDonalds, uma das lanchonetes abertas, e deitei no chão para descansar, assim como muita gente ali também. Acho que desmaiei por umas duas horas ali no chão frio do aeroporto. Ao acordar, parecendo ter saído de um liquidificador, fui fazer outro lanche e despachar a mala. Esperei até as 6 da manhã para fazer o checkin. Despachei a mala e fui dar uma volta pelo aeroporto quando me deparei com o "hotel" dentro do aeroporto. Dizia disponibilizar camas no estilo cápsula por 1000 pesos. No estado que me encontrava, não pensei duas vezes. Acabei surpreendido. Uma excelente cama, com café da manhã simples, mas muito gostoso e chuveiro com shampoo, sabão, pasta e escova de dente de graça. Foi o que me salvou ali naquela hora. Descansei por 2 horas e tomei um banho para tirar a cara de quem não dormia a mais de 40 horas. 10hrs da manhã! Hora de pegar meu próximo voo para Kalibo estimado para embarcar as 10:25. Quem dera! Chegando ao gate designado descubro que o voo está atrasado e não tem previsão para decolar. Essa hora o tumulto era louco, mas fazer o quê? Resta esperar. Embarquei depois de cerca de 20min de atraso e o tempo estava péssimo. Muita chuva e nuvens pretas. O voo durou cerca de 1 hora de muita turbulência por causa do tempo e mesmo bastante acabado, consegui dormir só metade do voo. O aeroporto de Kalibo é um ovo. Me lembrou muito o de Koh Samui na Tailândia. Tinha apenas uma esteira de bagagem e não possui pista para taxi do avião. Como o destino era Boracay, a missão era pegar um ônibus para o porto de Caticlan e depois a balsa para Boracay. A empresa mais conhecida e que oferece o melhor serviço é a Southwest. O melhor é optar pelo serviço door to door, que inclui ônibus até o porto, balsa com as taxas e um taxi até o seu hotel se for entre as estacoes 1 e 3 da ilha. A Southwest tem parceria com a Airasia e a Cebu Pacific, portanto veja com a cia o pacote ou faça a reserva diretamente no site da Southwest. Se não me engano custa por volta de 600php. Como havia perdido meu voo graças ao atraso da Emirates, não fiz reserva e acabei tendo outra surpresa. Saindo do desembarque não tem como errar. Se você não vir as empresas que fazem o translado, elas vão te ver. Ficam bem em frente. Fui até a southwest e não haviam mais tickets por "problemas administrativos na barca". Tive que optar pela empresa vizinha. Acabei pagando 250 php por uma van com um motorista muito doido que dirigia a mil na estrada molhada. Esse preço incluía a barca também. Foram exatas 1 hora e 40min de van até o porto de Caticlan onde embarquei no que os filipinos chamam de banka. Um céu preto dominava a tarde e uns pingos de chuva caíam de vez em quando. Não mais que 10minutos são suficientes para você atravessar de Caticlan para Boracay. Se você reservou o serviço door to door, você já deve ter seu taxi/van pronto para te deixar na porta do hotel. No meu caso, tive que ir caçar um meio barato de chegar ao hotel. Sabia que o meio mais econômico seria de triciclo, que ficam a 1 minuto do porto. Basta seguir a única rua que tem em frente ao porto. Para o meu hotel que ficava na estação 2 da ilha, me cobraram 150php para uma ida particular. Claro que achei caro e questionei se havia um jeito mais barato. Me indicaram um triciclo um pouco maior, e que você devia esperar ele encher para então partir. Outro ponto é que ele vai deixando as pessoas nos seus hotéis e pegando outras pelo caminho. Como me custou 20php, achei um bom negócio. Fiquei hospedado no Seabird hotel, cujo qual já havia perdido uma diária por conta do atraso da Emirates. Torci para não ter perdido a reserva e ter sofrido no show. Por sorte, ou falta de hóspedes mesmo, minha reserva estava de pé e fui recebido com um suco bem gelado e um quarto com ar condicionado a 1 minuto andando da praia. Considerei um excelente negócio. Quarto com cama de casal, banheiro privativo com shampoo e sabonete, ar condicionado e até um frigobar. Cheguei no hotel as 16hrs e não havia ido para a famosa White Sand Beach ainda. Minha primeira impressão foi péssima sobre o lugar. A ilha como um todo é imunda, com triciclos demais, obras e muita confusão. Não era essa impressão que tinha de Boracay e das Filipinas, podia dizer naquela altura. O que eu precisava naquela hora era de um banho e de descanso, afinal já faziam 50 horas viajando. Tomei um banho e pensei em fazer um lanche, dormir umas 3 horas e depois sair para jantar e conhecer a vida noturna de Boracay. Meu hotel ficava a cerca de 2 minutos do Dmall, um conjunto de lojas e restaurantes muito conhecido por onde pode se encontrar comida de vários tipos e lojas de souvenir. Queria comer rápido e voltar para descansar, então optei por um sanduiche no estilo subway. 6 inches do pão que você quiser com os ingredientes q você quiser. Paguei 165php e a atendente me perguntou qual ingredientes eu queria. A resposta foi curta: all of them. Minha intenção era comer ali mesmo para aproveitar e ver o movimento do lugar, mas como o sanduba veio todo embalado, fui direto para o hotel e resolvi comer no quarto. Pronto, alimentado eu estava, de banho tomado, no ar condicionado pronto para dormir. Botei o despertador para tocar as 22:30 e apaguei na cama. O que aconteceu? Acordei as 5:30 da manhã! Não acordei para jantar e nem ouvi o despertador. Fiquei puto! Queria mesmo sair para ver a noite na ilha, mas enfim.
       







       
      Dia16/12/2015
      O café da manhã é servido a partir das 6:15, então fui andando para a White Sand Beach. Como eram 6 da manhã, ainda tinham resquícios de bêbados perambulando e alguns travecos tentando faturar seus últimos clientes. O sol nasce do lado oposto da ilha, então não estava totalmente claro ainda e a areia não aparentava ser tão branca quanto sugere o nome. Voltei para o hotel e fui direto ao salão de comida. Quando cheguei ao salão de refeição, não havia nada de comida. Nada para servir. Quando perguntei sobre o café, o atendente me passou o cardápio com os preços. Fiquei pensativo durante um tempo achando que o café que dizia estar incluído no site que usei para reservar tinha que ser pago. Perguntei e me explicaram que como eu era hóspede, eu poderia escolher um "combo" que seria for free. Ok, fui logo no mais caro e completo American breakfast. 2 fatias de pão consideráveis, manteiga, geleia, omelete pequeno, salsicha super apimentada e um tea(chá) quente. Algumas coisas podem ser substituídas, como pão por sucrilhos e o chá por café ou chocolate. Eu era o único ali tomando café. Fiz minha refeição com calma dando notícia aos familiares usando o wifi que era disponível ali também. Voltei para o quarto, e rapidamente peguei minha câmera e sai para fazer um tour pela praia. Meu roteiro era de 2, 5 dias em Boracay, mas por conta do problema com a Emirates acabei tendo só aquela manhã para aproveitar Boracay. Havia reservado o day trip para o Ariels point que acho que seria o melhor a fazer na ilha, mas tive que cancelar por não ter tempo suficiente. Meu voo para Cebu partia as 16:20 de Caticlan. Eram 8 da manhã e o checkout era 12:00 e tinha que seguir para o aeroporto no máximo as 13:00. Resolvi andar pela praia toda e ver o que havia de interessante e aproveitar. Estava meio nublado, mas não chovia ainda. Fui até o extremo da praia, passando pela passarela e cheguei a praia de Diniwid. Nada demais. Pequena e sem sal, não vale a visita na minha visão. Resolvi voltar e vi ao longe a chuva chegar. Não era uma chuva! Era praticamente um tufão! Protegido em um dos hotéis de beira de praia, esperei cerca de 1 hora para a chuva passar e poder sair. Realmente era um tufão pelas notícias que vi nos dias seguintes. Passei pela famosa Willy’s Rock localizada no centro da praia e segui em frente. Depois de algum tempo o sol até que resolveu dar o ar da graça, mas foi bem rápido, coisa de 5 minutos. Tinha vontade de fazer o parasail, ou windsurf, ou sup, mas as condições impediam de qualquer coisa do tipo. Ventava demais e o mar estava super agitado. Haviam pequenas marolas na praia, que costuma parecer uma lagoa pelas fotos que havia visto. Depois de caminhar bastante e ver aquelas figuras asiáticas pela praia, voltei e fui em direção ao Dmall novamente. Queria fazer um lanche e comprar algumas lembranças. Fui direto na lanchonete Monkey para tomar uma vitamina de mamão com banana. Faço vitamina de mamão com banana praticamente todo dia para mim, mas essa tinha um gosto diferente. Muito boa! Valeu a pena pagar 90php. Procurei algumas coisas, mas as lojas vendiam as mesmas coisas. Não sei por que isso!! Era tudo igual. Ímãs de geladeira, chaveiro, camisas e alguns quadrinhos bem feios. Comprei o ímã com abridor de latas para um amigo o trabalho (100php), meu copo de shot (100php) e 7 garrafinhas com a areia de lá escrito o nome da ilha (100php). Reparou que tudo lá custa 100php? Toda vez que perguntava o preço, a resposta era a mesma: an hundred (one hundred). Depois de rodar as ruas todas, tomei um thai iced cofee que é mega gostoso por 90Php e voltei para o hotel. Tomei um banho (gelaaaaaaaado..o chuveiro tinha dado problema e não esquentava de jeito nenhum), arrumei a mala e fui para o checkout. Na recepção, informei que queria comprar o transfer para o aeroporto que incluía um taxi para o porto, a balsa para a outra ilha e mais um taxi para ao aeroporto. A recepcionista fez uma ligação e após uns instantes disse que não poderia vender porque o horário de pickup estava muito próximo. Eram 12:20 e o horário de pickup era 13:00! Não entendi e também não quis questionar nada, até porque, como sempre, achei caro o preço que o hotel cobrava (370php). Acabei fazendo tudo por conta própria. Fui para a rua principal, peguei o triciclo elétrico parador por 20php, paguei o barco até a outra ilha que me custou 55php (barca mais fee) e outros 50php para o triciclo até o aeroporto de Caticlan. Até hoje não sei como paguei só 55php, se só a taxa da ilha custa 100php. Do porto até o aeroporto de Caticlan são cerca de 5min de triciclo. Cheguei no aeroporto as 14:00 em ponto. Fiz o percurso por conta própria e com certeza foi mais rápido e mais barato. O aeroporto de Caticlan é menor que o de Kalibo. Acho que um cinema é maior que ele. Ele só tem voos de duas cia locais e operam normalmente com aviões de hélice. Eu estava morrendo de fome e como só haviam 3 lojas que vendiam comida, a coisa mais saudável e que poderia me encher mais, era uma imitação não sei de onde do conhecido cup noodles. Meu Deus! Pra q? Era pimenta pura! Sei que sou muito fraco para pimenta, mas aquele noodle tava foda. Em 5min comi tudo. A boca ardia tanto que tinha que pegar algo pra beber. Pedi um shake chamado oreo smoothie. Pqp, q coisa gostosa! 175php. Carinho né? Tudo pra mim é caro. Como havia um tufão rodando pelas ilhas das Filipinas, óbvio que meu voo atrasou. Queria muito viajar num avião de hélices, mas não precisava ser com esse tempo né? Um tufão rodando por ali não era a melhor notícia para saber naquele dia. Com 1 hora de atraso, embarquei e dormi os 55min inteiros de voo. Cheguei em Cebu as 18:00 e havia marcado com 2 amigos para continuar a viagem. Eles chegariam as 22:00, e no salão de desembarque não havia restaurante. Sai do salão e achei do outro lado do aeroporto um café que serviu um arroz, frango, alface e um tea por 150php. Na volta para o salão de desembarque óbvio que tinha q ter algum problema. Como eu havia saído, não podia mais entrar. Enfim, fiquei puto e não achei um lugar dentro do aeroporto onde podia ver o status dos voos que estavam chegando. Até ali, tudo tinha sido confuso e ajuda nunca vem de graça por lá. Acabei indo para o setor de embarque e ali deitei num dos bancos para esperar o Daniel e a Patrícia. Eram cerca de 6 e pouca da noite e o voo deles chegaria as 22:00. Claro que o voo deles atrasou também, e bastante. Chegou depois de meia noite. Depois de recepciona-los, recebi o mesmo feedback deles sobre os translados e o lugar até então: sujo, feio e muito confuso. Nosso hotel ficava em Oslob, e não no centro de Cebu como a grande maioria dos turistas acaba escolhendo. Achei que não fazia sentido ficar em Cebu City, quando todas atrações ficavam no sul da ilha. O jeito mais econômico de se chegar em Oslob é pegando um taxi até o terminal de ônibus sul, e depois pegar um ônibus para Oslob. O taxi não deve custar mais de 450php e o ônibus 200php. Como era de madrugada e éramos três, acabamos optando por pegar um taxi direto para Oslob e pagando 3000php tudo. Deu 1000php para cada numa viagem de cerca de 2 horas e meia passando por um Mcdonalds no caminho pra matar a fome. Bigmac, com tea e batata, 162php. Chegamos no hotel as 3:30 da manhã e vimos que realmente era muito longe do centro. Não havia nada por lá. Era o hotel e uns casebres com algumas lojinhas de interior do interior de interior. Bom, fomos dormir pois nosso primeiro desafio seria acordar menos de 2hrs depois para seguir o roteiro e ir ao mergulho com o tubarão baleia.
       











       
      Dia 17/12/2015
      Acordamos as 5:30 e fomos tomar café. Nosso hotel era um destaque por lá. Único prédio da região e de frente para a praia. Estava super feliz com a escolha. O café foi de frente para a praia e no estilo americano. Pão, manteiga, geleia, presunto ou bacon, omelete e bebida a escolha. Saímos rápido para trocar dólares por php e rapidamente procuramos um transporte para as baleias que ficava a cerca de 10km dali. Perguntamos sobre uma van (ou jeepenee) e a resposta foi inesperada. Custava 10php para nos levar lá. Menos de 1 real! Isso foi surpresa, já que achei barato. Como as baleias costumam ir embora cedo optamos por ir de triciclo que era mais rápido e pagamos 30php cada. Chegando no local onde as baleias são alimentadas, pagamos 1100php (1000 mais 100 de taxa) e mais 50php para alugar os fins. Você tem um breve briefing e pega um barco que te leva a cerca de 200 metros da praia, onde ficam as baleias. Show! Muito legal, mas é meio complicado pois tem muito barco e muita gente. Vc vai bater com a cabeça no barco alguma vez, é quase inevitável. Hahaha. Cuidado com as águas vivas, tem bastante. O passeio dura apenas 30min, e voa. Não esqueça do chinelo, pois a praia é cheia de pedras. Existe o pacote para mergulhar com cilindro mas acho que não seja vantagem, já que as baleias ficam na superfície para comer os plânctons dados pelos barcos. O passeio é muito show mesmo, vale a pena cada centavo. Como eram 9 da manhã ainda, resolvemos ir direto conhecer a Tumalog Falls. Na saída das baleias haviam os triciclos parados (tem em todos os lugares) e fechamos a ida para a Tumalog e volta pro hotel por 170php cada um. Para nossa surpresa, não era triciclo e sim moto! Os triciclos não fazem o caminho para Tumalog pois é muito íngreme. Pegamos a moto, eu como carona em uma e o Daniel e a Paty na carona da outra (sim, 3 em uma moto só) e fomos pra lá. Foram menos de 10min quando chegamos na entrada da cachoeira. Mais 20php de fee para entrar e outra surpresa. Da entrada até a cacheira em si são cerca de 500m de pura ladeira! Tem outras motos oferecendo o translado, mas nem perguntei o preço pq achei ridículo isso. Já paguei a moto até lá e não iria pagar mais nada para andar 500m, sendo que eram as mesmas motos. Fomos andando e chegamos em menos de 10min. Muito tranquilo mesmo ir andando. Eh ladeira, mas qualquer um sobe aquilo, ainda mais por ser asfaltado. A cachoeira é bonita, e olha que não gosto de cachoeiras. Tiramos algumas fotos e ficamos por ali durante uns 40min. Havia um grupo de cerca de 4 pessoas falando português, únicos até então que havia visto, e um dos raros turistas não asiáticos de olho pequeno. Nem entrei na água porque detesto água gelada. Detesto mesmo! Subimos a ladeira de volta e pegamos a moto de volta pro hotel. Eram 11 da manhã! Não acreditávamos que era tão cedo ainda. Como nos relatos que havia lido, todos ficavam no centro de Cebu, que fica a 2 horas dali, os passeios se tornavam longos pelo translado. Mas no nosso caso foi rápido até demais. Chegando no hotel, reparamos que havia um caiaque e um sup de graça para usar. Não pensei duas vezes e lá fomos nos pra água de novo. Simplesmente foda a água na frente do hotel. NINGUÉM mergulhando por lá. Acho q as fotos dizem por si só como foi bom ficar ali naquele hotel. Ficamos 1 hora remando e voltamos para almoçar. Fome era o q a gente sentia naquela hora. Pedimos arroz com frango, batatas, coca e água e a conta deu 900php no final para todos. Não tinha quase nada de frango no prato mas era o que tinha ali na hora. Voltamos pro quarto pra descansar um pouco e vendo as fotos que tiramos na água, resolvemos voltar pra água novamente e aproveitar mais. Ficamos lá até o pôr do sol e saímos da área da piscina já era quase noite. Subimos e fomos tomar banho. Todo hotel tem algum problema né? O da vez foi a água que acabou. Falamos com a atendente na recepção e foi resolvido até que bem rápido. Tomamos banho e apagamos. Sim, dormimos as 7 da noite e nossa última refeição havia sido o almoço. Péssimo, mas o sono foi mais forte. Não façam isso. Bebam muita água (de garrafa) e comam sempre q der.
       
















       
      Dia 18/12/2015
      Acordamos as 6 da manhã e o tempo parecia estar meio nublado. Detalhe para os galos. Pelamor! Tem muito galo nessa região e eles gritam o dia todo. Acordei várias vezes na madruga com eles gritando. Tem galos espalhados por tudo quanto é quanto. Galos, galos e mais galos. Talvez pra briga de galo. Será? Esqueci de perguntar isso lá. Descemos para tomar café da manhã, e escolhi de novo o tradicional american breakfast. Resolvemos aproveitar que não estava chovendo ainda e ir fazer o canyoneering. Saímos do hotel, e na avenida principal encontramos com o mesmo motorista que nos atendeu no dia anterior. Novamente muito prestativo, disse que aquele dia já ia atender outro turista mas nos mostrou um amigo que nos atenderia. Fechamos o pacote ali mesmo. Transporte+guia+equipamentos por 1300php cada pessoa. Foi 1 hora e meia de triciclo sofrida. Chegamos a uma casinha onde nos encontramos com o nosso guia. Dessa vez não houve surpresas. Realmente tudo estava incluído. Não pagamos nenhuma taxa nem adicional por nada. Subimos em motos q nos levaram até o ponto de partida que demorou mais cerca de 5minutos. Canyoneering se trata descer a pé o rio, dentro do rio, nadando, pulando, deslizando e tudo mais q quiser. Logo de cara, você já começa saltando de uma pequena altura. Isso se repete por algumas vezes. Recomendo muito este passeio. O lugar é impressionante. Pura natureza perfeita. O passeio todo é feito em águas cristalinas azuladas. Saltos pequenos e mais altos podem ser feitos durante todo o percurso. Os maiores saltos, e pra mim os melhores, são opcionais. Fiz todos os que pude. Foram 3 pulos de cerca de 15pés e o ultimo de cerca de 17pés. É MUITO alto, mas é demais. Pula sem medo que vale a emoção. São cerca de 8km que fizemos em cerca de quase 3 horas. O melhor do passeio? Ele termina na Kawasan Falls! Achei o passeio muito mais bonito que a cachoeira q tem mais fama. Façam com certeza esse passeio. Fiquei extasiado com o passeio. Chegando na Kawasan Falls, aproveite e vá nadando até a queda de água pra ver a força que ela tem. Se preferir, os locais podem te levar sobre jangadas de bamboo até a queda por 200php por pessoa. Se vc sair de Cebu, será um passeio de um dia inteiro. Voltamos ao hotel por volta de 5 da tarde e tomamos banho correndo para comer alguma coisa já q nossa única refeição havia sido o café da manhã. Lembrem de levar comida nos passeios por Cebu. Saímos já no dinal da tarde e achamos uma placa que dizia hambúrguer e cheeseburguer por 33pesos e ainda em promoção pague 1 leve 2. Estava muito estranho esse preço, mas resolvemos arriscar. A fome era tanta e o nome cheeseburguer encheu nosso olhos q fomos lá. Pra quê? Um pão pequeno e uma carne micro com gosto esquisito, q ficamos achando q era de cachorro. Ble...muito ruim mesmo. Acompanhando, tbm muuuito ruim um lipton de limão. Cara, eu adoro iced tea, mas esse era uma coisa terrível. Como já era noite e não havia nada pra fazer por lá, voltamos pro hotel e ficamos baixando as fotos da câmera. Não deu outra e acabamos dormindo as 8 da noite. Acho q o principal motivo da maioria em massa dos turistas não se hospedar em Oslob é que realmente não tem nada. Imagina uma rua com cerca de 2 padarias q só vendem pão, um mercadinho q vende uns biscoitos estranhos e um frango de padaria. Ah, tem uma casa de câmbio que para surpresa tinha um ótimo cambio. Era isso. Nada de bar, nada de restaurante, pub, shopping. Era só isso.
       













       
      Dia 19/12/2015
      Acordamos as 5 da manhã e nos deparamos com um tempo péssimo. Chuva, vento e trovões eram o cenário daquela manhã. Esperamos até as 7 horas e descemos para o café. Pedi um filipino breakfast. Arroz, tocino, ovo e suco de laranja que parecia manga. Acho q não tem nenhuma opção de café sem gordura. Ou é um apresuntado pingando gordura, ou bacon, ou tocino ou alguma outra coisa gordurosa. Ficamos um bom tempo no hall de café, que ficava de frente pra praia, conversando e vendo a tempestade cair. Não estou falando de chuvisco não, era chuuuuva mesmo. Não tinha o q fazer. Seria o tufão dando as caras de novo? Aproveitei para atualizar o relato também
      Ficamos no quarto o resto da manhã e saímos para comer as 3 da tarde. Parecia q o tempo começava a melhorar. Perguntamos ao nosso motorista oficial, que por mais engraçado q seja ele estava sempre ali nos esperando, onde que ficava o restaurante Chez Tonton, cuja avaliação estava boa no tripadvisor. Ele nos disse q ficava um pouco distante dali e que podíamos ir num restaurante parecido a poucos metros dali. Que show foi isso! Ele podia ter nos levado e ganhado uma grana, mas não. Indicou outro restaurante ali perto. E ainda bem q ele deu a dica. O "restaurante" servia pizza e crepe. DK ou VK acho que era o nome do lugar. Cerca de 6m2 com 3 mesas quase uma encostando na outra. A atendente prontamente nos atendeu perfeitamente. Pedimos 2 pizzas, peperoni e margarita e estava excelente. Cada uma por 280php e um tea pra acompanhar. No final é claro, a Patrícia sempre fechando comigo em pedir uma banana split. Com uma bola de sorvete roxo no meio estava muito boa também. De q era o sorvete roxo? Inhame! Hahahahah..sorvete de inhame roxo! E um milkshake de chocolate pra acompanhar. Almoço super saudável. Pizza, sorvete e milkshake. A Patrícia ainda pediu outra banana split e comeu tudo sozinha!! Hahaha..e ainda tinha wifi no restaurante. Detalhe q acho q não tinha ketchup lá. Quando pedimos, a atendente/dona do lugar saiu correndo e foi no mercado rapidinho comprar pra gente..hahaha.. Bom, depois de matar a fome, sabendo q o resto do dia ia ser longo dentro do hotel sem poder fazer muita coisa, passei na vendinha que tinha do lado e comprei um saquinho de amendoim, um biscoito oreo(tinha oreo pra minha surpresa), uma barrinha de caramelo e uma garrafinha de água por 88php tudo. O resto do dia foi dentro do quarto. Ahhh, chegou um grupo de asiáticos que nos perturbou demaaaais. Gritavam, cantavam, corriam, batiam a porta milhaaaaares de vezes...ahhh, q raiva q deu . Era nossa última noite ali, e precisávamos arrumar a mala e providenciar nosso transporte de volta para o aeroporto. Nosso voo partia as 13:00. A preguiça bateu forte e acabamos que dormimos sem arrumar mala nenhuma. Nossa ideia era acordar beeem cedo e ainda tentar fazer uma sessão de whale shark antes de ir embora. Nosso dia foi morto por causa do temporal. Nenhum passeio estava aberto. Quando planejo viagem, quando possível, boto um dia extra pra casos como esse. Nunca se sabe se vai pegar um tornado, ou se o seu voo vai atrasar.
       

       
      Dia 20/12/2015
      Acordamos bem cedo, mesmo sem despertador, já q havíamos dormido o dia anterior todo. Fomos para a varanda checar as condições e lá estava um brasileiro que havia chegado na noite anterior e que iria fazer o passeio do whale shark também. Ele nos avisou que no dia anterior havia demorado 5hrs do aeroporto até o hotel. Como nosso voo era as 13:30, na mesma hora abortamos a ideia do whale shark, até porque o mar estava bem agitado e não parecia ter uma visibilidade muito boa. Descemos para tomar café as 6 da manhã e tiramos mais algumas fotos enquanto o brasileiro e mais 2 amigos saíam para fazer o passeio deles. Após terminar nosso café, subimos e arrumamos as malas rápido e descemos para fazer o checkout. Nesse momento encontramos com os brasileiros voltando e disseram que não estava rolando o whale shark por causa do mar agitado. Ainda bem q abortamos! Fizemos o checkout e fomos pra mais uma jornada de translado. O hotel ofereceu uma van por 5000php até o aeroporto. Caro! Obvio q achei caro! Fomos para a avenida principal pois sabíamos q ali passava um ônibus até o terminal rodoviário de Cebu City, e de lá deveríamos pegar um taxi até o aeroporto. Infelizmente não demos sorte e acabamos pegando um busão sem ar condicionado. 140php por pessoa e parecia cena de filme. Aquele ônibus velho, com várias pessoas estranhas dentro. Até galinha tinha! Tinha um galo q de vez em quando soltava um grito. Foram 3:40 horas de viagem insuportáveis. Queimei meu braço com o sol que fazia aquele dia. Um trânsito infernal, muita pobreza e sujeira. Minha distração, enquanto secava o suor e me ajeitava no banco, era contar os galos q via pelo caminho. Parei no centésimo com menos de 20min. Não aguentava mais aquele ônibus. Parecia cena de filme mesmo. Para evitar isso, basta pegar o busão com ar condicionado. O intervalo entre os ônibus durante o dia é bem rápido. Acredito que seja cerca de 20 minutos. Chegamos no terminal e imediatamente achamos um taxi com taxímetro. Achamos estranho pois o taxista aceitou muito fácil. Enfim, esse trecho foi tranquilo. Mais 20min de taxi, 230php e chegamos no aeroporto de Cebu, na ilha Mactan, cidade de Lapu Lapu. Checkin feito, comemos um hot dog e é claro, um dunkin donuts também. Fechei logo meia dúzia de donuts por 170php e guardei pra viagem. Após ter visto que o portão de embarque havia sido alterado, embarcamos sem maiores problemas e decolamos num voo tradicional low cost, sem nem uma gota de água servida. Foram cerca de 60min até o pouso no aeroporto de PP. Como tinha q ter algum problema, parece q houve alguma falha elétrica no avião e ficamos no pátio por cerca de 15 ou 20min dentro do avião. Td bem, depois daquele ônibus infernal, o avião era uma cama praticamente. O aeroporto de PP é do jeito q eu gosto, bem pequeno e bem simples. Pegamos a mala e seguimos pra nossa jornada até El Nido. Na saída existem algumas empresas que oferecem o serviço de translado pra El Nido de van, mas vale a pena ver o ônibus que é bem mais confortável. O preço seria o mesmo, mas chegamos na loja ao lado do aeroporto pra fechar a van para El Nido com a empresa Ayen transport. O custo seria muito igual ao do ônibus, porém não precisaríamos pegar um taxi até a rodoviária. O agente informou que o preço seria de 500php por pessoa, o serviço seria door to door, inclusive perguntou qual era o nosso hotel e que a van estava saindo naquela hora. Porra nenhuma! TUDO mentira. Fechamos acreditando naquelas informações e entramos na van. Ela parou em um restaurante a 2 minutos dali e o motorista pediu para que saíssemos da van para pagar o translado. Enquanto pagávamos ele tirou todas as malas da van, o que foi muito estranho. Depois de pagarmos ele disse q poderíamos comer alguma coisa no restaurante e q iriamos sair em 15 ou 20min. Ok, essa passou, mas o problema foi q esperamos 1:30 hora ali. Primeiro ele disse q outros clientes que já tinham reservado estavam presos no aeroporto por causa de voo atrasado, depois ele não conseguiu colocar a prancha de um dos clientes na van. Ou seja, a van que estava saindo na hora, saiu quase 2 horas depois. Depois de já perder a paciência, o motorista saiu e pegamos um transito de louco. Acho que ficamos 30min para andar menos 1km. A cidade estava uma loucura. Era domingo e parecia q todo mundo estava na rua. Impossível aquilo ser rotineiro. Bom, por incrível que pareça o motorista parou a van no borracheiro e fez alguma coisa no pneu que não deu pra ver direito. Ficamos ali parados uns 10min. Saímos e logo em seguida paramos no posto de gasolina para ele abastecer e o povo tirar dinheiro, já que disseram que em El Nido não tem atm (não confirmei isso). Mais cerca de 15min parados e pegamos a estrada. Que coisa horrível! Muito sinuosa, cheia de relevos e armadilhas. Muito ruim pegar aquela estrada. A van foi sacudindo durante todo o translado. Ninguém dormiu nada e o motorista ainda dirigiu igual um louco. Foram 5:30 horas de viagem com uma parada no meio do caminho para banheiro e alguns snacks se quiser comprar. A estrada tem trechos de terra batida e cheia de buracos sem sinalização alguma. Esse é o caminho pra cidade mais procurada da região de Palawan? A maior surpresa ainda estava por vir. Chegando em El Nido, o motorista parou a van no centro da cidade e disse q ali era o ponto final. Na mesma hora indagamos sobre o fato de termos fechado o door to door. Pronto! Começou a confusão. O motorista queria, em conjunto com os "amigos" dele motoristas de tuktuk da cidade, que pagássemos mais 100php para nos levar para o hotel. Ficamos discutindo cerca de 20min até eu pedir para ele ligar pro chefe dele e resolver a situação. No final ele nos deixou no hotel. Nãooo fechem nada com a Ayen Transport. Acho q por isso vale a pena pegar o busão. Tem horário fixo e não tem surpresas. Chegamos no hotel big Creek Mansion e rimos na hora em que saímos da van. A entrada é péssima. Parece um prédio em ruinas. Na verdade estava em obra, mas por dentro ele é arrumadinho. Como todo hotel seu problema, logo no primeiro minuto entrei no banheiro para tomar banho e dei de cara com uma barata que parecia um alien. Serio! Aquilo era um monstro..hahaha..o café da manhã vc escolhe na noite anterior e a hora que quer q ele seja servido.
       


       
      Dia 21/12/2015
      Acordamos as 7 sem despertador nem nada, já q estávamos com o horário meio maluco. O café da manhã foi o tradicional american breakfast. Satisfatório, mas gordurosoooooo. Todas as atrações da ilha são distribuídas em tours. Existe o tour A, B, C, D e E. As atrações do tour E podem ser feitas separadamente, mas se tiver tempo, acho q vale muito. O tour C é o melhor, depois vem o A. NÃO façam o tour D e o B. Its a crap. Cavernas e praias normais só para enganar turista. O tour E, na verdade acho q vale pelo cliff e pelo zipline, que podem ser feitos individualmente contratando guia. O tour A eh FODA e o tour C é FODÁSTICO. Pqp, que praias e que lugares de mergulho. Eu adoro mergulhar, e em algumas praias a água estava cristalina com visibilidade excelente. Naquele dia, começamos pelo tour A. Fechamos o tour pelo próprio hotel mesmo. NÃO fechem nenhum tour pela internet. Eh engana turista pq o preço é sempre menor se reservar lá no local. Fechamos todos os tours por 200php a menos cada. Logo após o café, a recepcionista veio nos avisar que nosso guia estava nos esperando já na porta do hotel. Excelente. Bom já deixar tudo pronto pra esses casos. O q levar num passeio? Primeiramente, uma mochila a prova de agua. Vc vai molhar mt provavelmente. Sugiro comprar snorkel e máscara. O preço q vai pagar pra alugar em todos os passeios é quase o de comprar um no BR. Melhor pq vc tem o seu equipamento. Mais higiênico e vc pode comprar um equipamento de melhor qualidade. Sugestão de marca, Seasub. Outra coisa, COMPREM sapatilha de mergulho. Vcs vão saber pq mais pra frente. Toalha eu comprei uma na Decathlon que quando dobrada é mínima. Vale a pena e custa menos de 30 reais. Protetor solar a prova de agua, e óculos escuros. Bom, encontramos com o nosso guia e ele nos colocou num triciclo q nos levaria até a empresa de turismo. Depois de andar cerca de 10min até a empresa(El Nido é um ovo, dá pra fazer tudo andando), tinha q ter uma tentativa de rolo. O motorista nos cobrou essa viagem. Claro q não pagamos! O preço do passeio já inclui tudo. No primeiro passeio vc paga 200php de fee e não precisa pagar nos demais dias. Esperamos alguns poucos minutos e fomos guiados andando até o barco. Logo de cara vc já se molha, pq o barco não fica num píer ou na beira da praia. Vc tem q andar um bocado na água até chegar ao barco e a água chega na cintura ou até mais. A praia de onde saem os barcos é imuuuunda de manhã. A maré baixa mostra todo o lixo que está ali. Subimos no barco e tradicionalmente, já posso falar isso, tivemos que esperar. Eles estavam buscando mais clientes e foram buscar a comida também. A empresa era a Alexzus. Foi tudo tranquilo, então recomendo. O tour A tem as seguintes paradas.
       
      Small Lagoon
      Big Lagoon
      Secret Lagoon
      Simizu Island
      Entulala Island
       
      Almoço espetacular no barco na Simizu Island. Demais! As vezes vc não acredita que está num lugar daqueles. Como era o primeiro dia em tour e não achava que ia pegar muitos corais, acabei que não levei a sapatilha. Olha o que aconteceu! Na última parada, que foi a big lagoon, precisamos nadar até chegar a lagoa em si e logo quando saltei do barco, acabei chutando sem querer um coral no fundo do mar. Acreditem, perto dos machucados que vi do pessoal que fazia os passeios, o meu foi muito tranquilo. Por isso que insisto nesse ponto da sapatilha. Com certeza ela me salvou diversas vezes nos outros dias. Voltamos para o hotel, lavei o machucado q parecia ser feio e jantamos no Atmosphere. Uma boooosta. Atendente não sabe falar quase nada, a pizza é de outro lugar e o ambiente estava horrível. Uma música aos berros tocando bells de natal nos atormentou o jantar todo também. A essa altura o machucado já incomodava um pouco e assim ficou durante o resto da viagem, mas nada que me impediu de fazer qualquer coisa. Voltamos, agendamos o Tour C para o dia seguinte e dormimos de imediato, depois é claro de escolher nosso café da manhã do dia seguinte.
       











       
      Dia 22/12/2015
      Acordamos de madrugada com o ar condicionado desligado. Sim, ele desligou sozinho na madruga. Vai entender. Ainda bem que não fazia tanto calor e o ventilador deu conta do recado sem problema. Levantamos e tomamos nosso tradicional café da manhã, só que pedimos também um hot dog que tinha uma linguiça esquisita demais. Tinha uma gosma no meio da salsicha muito sinistra. Mal tínhamos tomado o café e a recepcionista nos avisou q nosso guia já estava esperando. Pegamos as coisas rapidamente e fomos pra entrada do hotel. Pegamos o triciclo e depois fomos andando até o barco junto com o nosso guia. Naquele dia fizemos o tour C, the best one. Sensacional Mother fucker!!!!
       
      Star Beach
      Secret Beach
      Matinloc Shrine
      Hidden Beach
      Helicopter Island
       
      Fiz o tempo todo de sapatilha. Muuuuita gente machucada por causa dos corais. Voltamos um pouco mais cedo esse dia. Cerca de 5 da tarde estávamos chegando em El Nido novamente completamente felizes com o passeio mais que perfeito. Quando chegamos no hotel e abrimos a porta, o ar condicionado estava ligado e o quarto congelado. Ele ligou sozinho durante o dia. Ngm arrumou o quarto nenhum dia em nenhum hotel nessa viagem. Mas o pior foi saber que deixei o carregador do celular e o carregador de baterias da minha gopro na tomada e nenhum deles funcionava mais. Provavelmente algum pico de luz queimou meus carregadores...Fuckkk! Ficar sem gopro não dá!! É como ficar sem carteira e dinheiro. Vc não faz nada..rsrsrs. Ainda bem q a Patrícia e o Daniel tinham cabos que funcionavam pra minha câmera ser carregada também. Tomamos banho e fomos no restaurante Lucky Alofa. Recomeeeeeendo demais. Pedi o maior sanduba q eles tinham. 400g de hambúrguer com queijo, bacon e a coisa toda, acompanhado de potatos fries. Q demais! Experimentei a cerveja red horse também. O wifi eh fraquíssimo, mas a comida é sensacional. O sanduba é meio caro, 500 php mas é gigante. Voltamos pro hotel e apagamos de novo. Esse dia foi épico.
       












       
      Dia 23/12/2015
      Em nosso último dia em El Nido, fechamos o tour B. Que lixo. Éramos só 9 num barco pequeno.
       
      Cathedral Cave
      Snake Island
      Cadugnon Point and Cave
       
      O melhor foi o almoço na praia.. Voltamos bem cedo, cerca de 4 da tarde. Ainda bem q voltamos pq já estava dando raiva o passeio e precisávamos fechar a van de volta pra Puerto Princesa. Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos fechar a van e jantar. Fechamos a van de volta pra PP por 500php q iria nos buscar no hotel as 10 da noite. Ok, translado agendado e eram 6 da tarde ainda. Passei numa loja de souvenir e não aguentei. Comprei uns "quadros" por 295 e 195php na loja na rua principal. Rolou um repeteco na Lucky Alofa. Pedi um sanduba diferente desta vez e não deu outra. Fuckin perfect again. Mesma avaliação da Patrícia e Daniel. Pedi desta vez um iced tea q pelamor. PERFEITO! Estava tão bom q perguntei como eles faziam o iced tea. O cara q parecia ser o dono me mostrou. Era um saquinho de pó de Nestea já pronto! Hahahaha..o detalhe é q tinha maça também...ele me disse q comprara no mercadinho da frente. Óbvioooo q fui no mercado e comprei todos os saquinhos q tinham lá. Cada saquinho faz 1l de iced tea e custa 12 php. Deixei 100 php só em iced tea. Voltamos pro hotel pra fazermos a mala. Havíamos fechado a última van para não esperar tanto no aeroporto já q nosso voo era 10 da manhã só. Em todas as empresas, a primeira van era 5 da manhã e a última as 9 da noite, algumas fazendo a última viagem as 10 da noite. Agendamos para a de 10 da noite. Pura enganação! 9 em ponto a van passou no nosso hotel. A mulher da empresa disse q tinha van de 10 da noite mas foi só pra vender mesmo. Entramos na van e a princípio estava bem tranquilo. Havíamos pegado a última fileira só pra gente. Rummmmm, sabe de nada inocente. 5mim depois ele parou no termimal de van de el nido e apareceram uns minhocos da terra e não acreditei q aquilo tudo ia caber na van. Tinha muita gente e muuuita mala(caixa de papelão). A galera começou a entrar na van e logo o q estava tranquilo, ficou mega apertado. Não dava nem pra mexer o pernas. As malas já transbordavam no porta mala e chegavam na altura de nossas cabeças. Vcs não tem ideia! Tinha tanta gente dentro da van que o motorista veio no colo de um maluco! Eu nunca tinha visto isso. O motorista dirigiu 5 horas no colo de outro cara. Pra piorar, adivinha o que veio na minha cabeça. Uma galinha! Sim, uma galinha! Em cima de toda a mala, os caras estavam com uma caixa com galinha dentro. Pqp, logo na minha cabeça. Cheiro de chiqueiro insuportável, um calor infernal na van por causa da quantidade de pessoas. Foi um inferno aquela viagem. Acho q vale a tentativa de pegar o ônibus. Acho q a empresa de busão se chama Roro.
       








       
      Dia 24/12/2015
      Chegando no aeroporto as 2 da manhã, demos graças a deus pq poderíamos pelo menos deitar no chão do aeroporto. Rummmmm, sabe de nada inocente! O aeroporto estava fechado. Hahahaha..só merda! Claro q ficam uns motoristas na porta do aeroporto já esperando os turistas desprevenidos. Eles ofereceram um hotel, mas a essa altura não confiava em mais ninguém por lá. Resolvemos esperar na entrada de um restaurante ali na frente do aeroporto até as 6. O restaurante era aberto com um jardim grande na lateral, o q nos trouxe muuuuuuuuuuuitos mosquitos. Era o q faltava. Nos aconchegamos ali no chão mesmo e esperamos por 3 ou 4 horas. Por volta das 5 da manhã, bateu um frio brabo e o jeito foi usar a toalha como cobertor mesmo. Muito mendigo mesmo..hahaha..o cansaço era brabo e acabamos pegando no sono alguns minutos. As 6 da manhã o q mais queríamos era o conforto do chão do aeroporto. A q ponto chegamos!!! Levantamos e partimos pro aeroporto q ficava a 2 minutos andando dali. O aero é bem pequeno, tem a Airasia, Phillipine, e Cebu Pacific operando lá. Acho que vi uma tal de Juan também. Nosso voo era 10 da manhã e não havia ninguém no balcão da Cebu. Esperamos no banco até umas 8:30, quando começaram a fazer o checkin. Como tinha de ser, o voo atrasou 1 hora. Comemos um cupnoodles e um Gatorade para esperar. O voo era pra Coron com escala em Manila. Voo tranquilo e rápido até Manila. Dormi praticamente ele todo. Chegamos em Manila e a fome era sinistra. Almoçamos fortemente no Burguer King. A Patrícia adora junk food, e nem pensamos muito antes de entrar no restaurante. Rolou um hamburgao tradicional com iced tea( adoro iced tea e testei em todos os restaurantes q fui). Ninguém repara, mas as notas fiscais de diversos restaurantes tem algum bônus se vc responder um survey na internet. Foi a deixa pra conectar na internet, e atualizar a família sobre a jornada também. Comemos com bastante calma e quando vimos, já era hora do nosso voo para Coron. Depois de passar por uns 49 mil detectores de metal, chegamos ao setor de embarque. Quando chamaram nosso voo, acho q apareceram umas 20 cabeças só. Entramos no busão que nos levou até o avião de hélice da Cebu. Showw! Voo com um visual foda, já mostrando o q nos esperava em Coron. Esse voo foi pontual. Desde a partida até a chegada. O aero de Coron é no meio do nada. Sério mesmo. É no meio do mato! Quando chegamos, vimos q é um aero bem pequeno também. Nem esteira de bagagem tem(isso é inédito pra mim). É só um balcãozinho de madeira onde colocam as suas malas e vc procura a sua. A primeira porta depois do salão de desembarque é a porta de saída. Logo na saída, tem váááááias vans oferecendo serviço pra Coron town. Não vi triciclos nem taxi. Somente vans e todas com o preço fixo em 150php. A primeira pergunta que fizeram foi se tínhamos reserva em algum hotel. Logo respondemos que sim e por incrível q pareça nosso nome estava num quadrinho em frente a uma das vans. Esperamos por mais uns 15minutos e partimos para a cidade. São cerca de 40min de van passando por fazendas e nada mais. Chegamos em Coron town!! É uma grande favela! Nunca pensei q fosse tão seria a coisa. O RJ é Beverly Hills perto de Coron. São casebres e lojinhas com seus puxadinhos e motocicletas rodando pra lá e pra cá. Bem caído mesmo. Me sentia no complexo do alemão piorado. A van nos deixou em frente ao nosso hotel. Reservamos o Coron village Lodge por 5 noites num quarto pra 3. Fizemos check in e saímos imediatamente pra jantar. Não achamos nenhum restaurante legal a vista. Era tudo com uma aparência bem caída. Achamos a tratoria Altrove q era bem legal e q acabamos indo na maioria dos dias. Pedi um Carbonara com iced tea(deu pra ver quanto eu gosto de iced tea né?). Ambos exceleeeeentes. Paguei 200php no carbonara e 2 iced tea. Isso da menos de 18 reais! 18 reais hoje são cerca de 4 dólares..rsrsrsrs..O lugar era muito bom pro padrão de Coron e cabe a visita. Pagamos ao que pareceu ser o dono do lugar e fomos de volta ao hotel. No caminho fechamos o Ultimate Tour na Zurik Pension. O passeio nos custou 1500php, o q vimos depois q é um preço fixo para esse tour. Fomos pro hotel. Pronto, nos primeiros 5 minutos vc já capta os problemas da hospedagem. O chão tinha aquelas fezes de cupim espalhadas por vários cantos, o quarto fedia e estava beeem sujo além de não ter wifi. Uma vassoura resolveria o problema, mas acho q fazia tempo q o quarto não recebia uma faxina. O Daniel tomou o primeiro banho e já reclamou da quantidade de água que saía do chuveiro. Logo em seguida eu entrei e a merda aconteceu. A Água acabou no meio do meu banho. Po, ninguém merece isso. Fui na recepção acho que cheio de sabão ainda no corpo e reclamei. O recepcionista me pediu 5 minutos pra resolver. Ok! Quando voltei pro quarto esperei os 5 minutos e realmente a água voltou, mas voltou parecendo uma goteira. Pra piorar a água não esquentava. Tudo de ruim no hotel até então. Quando terminei meu banho, a Patrícia tentou, mas realmente naquele ritmo era impossível tomar banho. Reclamamos de novo e fomos transferidos para outro quarto. Nesse a água estava quase nada melhor, mas não adiantava mais reclamar. Estávamos mortos e era melhor dormirmos porque o dia seguinte ia ser de passeios.
       



       
      Dia 25/12/2015 NATAL Uhullll
      Acordamos as 06:40 e fomos para o restaurante do hotel para pedirmos o café da manhã. Passaram uns 15min e NINGUÉM apareceu. Ninguém a vista trabalhando no restaurante. Haviam 2 outras mesas q também não foram atendidas. O passeio requisitava chegar na lojinha as 8 da manhã, e naquele ritmo do restaurante não ia rolar. Levantamos da mesa e fomos tomar café na rua mesmo já que não estava incluído o café na hospedagem. Acabou que saiu mais barato e acredito q foi melhor mesmo. Pedi um pão torrado com ovo e bacon mais um shake de banana por 200php. Logo em frente ficava a empresa que fechamos o passeio. Fomos pontuais e chegamos as 8 da manhã. Claaaaaro que o passeio atrasou. Saímos para o barco somente as 9 da manhã. O tour contemplava os spots abaixo.
       
      Kayangan Lake
      Twin Peaks Reef
      Hidden Lagoon
      Bulungan Beach
      Calachuchi Coral Eden e CYC Is
       
      A volta do tour foi com esse pôr do sol sobre a agua cristalina. Tudo ok no dia de natal. Voltamos pro hotel, tomamos um banho na goteira e já saímos pra jantar. Passamos em uma empresa de mergulho e fechamos o pacote de mergulho para o dia seguinte. Como valia o repeteco, fomos comer de novo no Altrove e pedimos 2 pizzas e iced tea. De novo, muuuito bom! Ficamos umas boas 2 horas ali conversando e lendo o "relato" de nossa viagem a Tailândia que a Patrícia havia escrito( será q ela publica algum dia esse relato?).. Hahahaha
      Voltamos para o hotel, mas antes de dormir, teve q rolar a parada na recepção pra dar notícias pra família, já q não tinha wifi no quarto.
       









       
      Dia 26/12/2015
      Acordamos e já fomos direto pro café da manhã já manjado no lugar chamado Centro. 2 homemade pancakes com instant coffee por 65php cada. Lot off moscas!! Grrr..elas não saem de você. O mergulho havíamos fechado com a Vivian na loja Coron Divers. Foram 3 mergulhos de cilindro em navios naufragados. Lembrando que para mergulhar com cilindro vc precisa de certificado se não quiser ficar preso a um guia te segurando o tempo todo. Havíamos marcado para 8 da manhã e fomos pontuais. Separamos a roupa e experimentamos todos os equipamentos. Fomos pro barco e é claaaaaaro q esperamos muito tempo. Foram quase 2 horas de atraso esse dia. Saímos e fomos para o primeiro naufrágio. East tangat. Um navio da segunda guerra mundial de artilharia. A visibilidade estava em cerca de 2 a 3 metros. Pra quem mergulha sabe o quão ruim é isso. Não dava pra ver absolutamente nada. Profundidade de cerca de 22 metros. Fizemos a penetração no barco, mas foi bem rápido, até pq o barco é pequeno. Tudo ok, mas não muito feliz por não ter sorte quanto a visibilidade. Dias de lua cheia não são os melhore para mergulho. Voltamos pro barco e fomos pro segundo destino. Esperamos o tempo adequado pro segundo mergulho e caímos na água James Bond style. O segundo navio foi o Olympia Maru. Esse sim era grande. Profundidade de 26 metros na parte mais funda. A visibilidade continuava muito ruim, mas seguimos do mesmo jeito. Penetramos novamente no barco, que desta vez era beeem grande. Os compartimentos eram enormes, com muitos peixes no interior que brilhavam quando jogávamos a luz da lanterna sobre eles. No meio do navio existe um boiler. Uma caldeira mega grande que assusta. Fiquei uns segundos ali na frente dela só admirando. Continuamos pelas entranhas do barco nas escuras passando pelos compartimentos e depois rodeamos o barco mais um tempo. Voltamos pra superfície e mesmo com a visibilidade ruim estávamos felizes. Mergulhar é sempre bom. Vou ficar feliz mesmo se mergulhar numa piscina..rsrsr..nosso terceiro destino seria o Lusong Boat, mas o capitão disse q estava crowdeado e aceitamos mergulhar num recife de coral. Esperamos novamente o intervalo de superfície ali deitados na proa do barco vendo os peixes e corais na parte mais rasa. Entramos novamente na água, mas esse último foi bem fraco. Profundidade de 13 metros, com visibilidade muito ruim. Não vimos nada de diferente do q vimos fazendo snorkel em todas as praias por lá. Clow fish, sargentinhos, peixes coloridos, bicudos, estrelas do mar e corais infinitos. Ok, acho q vale a tentativa de mergulho em outra época. Pagamos 2800php para os 3 mergulhos com almoço incluído. Voltamos pro hotel, tomamos banho e fomos jantar no Nonamebar para variar um pouco. Esse lugar é mais estilo bar do q restaurante.
      Haviam cerca de 10 pessoas no lugar. Pegamos uma mesa e pedimos hambúrguer e petiscos, já q não haviam pratos de comida mesmo. Eu pedi hambúrguer, bem gostoso por sinal. A Patrícia pediu nacho com beef q veio sem beef e q ninguém conseguiu comer direito pq veio pimenta pura. Falando em pimenta pura, esse foi o prato que o Daniel pediu. Hahahaha..pimenta recheada com queijo. Óbvio que ficou do jeito q veio. Demos uma mordida e apesar de não ser tão apimentado era muiiito ruim..blee ..voltamos pro hotel e apagamos.
       

       
      Dia 27/12/2015
      7 da manhã e todos de pé cantando "os novinhos tão de parabéns"(McDonalds version) q foi a música da viagem..hahahaha O café da manhã obviamente foi no Centro com cia das moscas obcecadas por pele ocidental. Esse dia fechamos um tour privado. Sério, não me perguntem pq, mas vale muito mais a pena o privado. O Ultimate tour nos custou 1500php e esse privado foi 1300. O tour privado vc escolhe os destinos e vc dita o ritmo. Foi excelente esse dia. Um barco inteiro só nosso, podendo ficar qnt tempo quiser nos destinos sem preocupação. Escolhemos as seguintes praias e lagoas:
       
      Kayangam lake
      Barracuda lake
      Twin lagoon
      Siete pecados
      Skeleton wreck
       
      O único ponto negativo é q o privado não serve almoço. Ok, compramos uns snacks e água e tudo ok. Estávamos tão felizes com os passeios q a fome nem atrapalhou. Voltamos pro hotel e fomos jantar. Resolvemos não arriscar e voltamos no Altrove. Pedi um penne com camarão e veio um macarrão com camarão mesmo, mas cheio de cabeça gigante de camarão. Me perguntei o q era p fazer com a cabeça do camarão. Isso me incomodou muito e resolvi perguntar pro dono ou sócio q sempre ia na mesa perguntar se a comida estava boa. Ele disse q na Ásia e em alguns países da Europa, é comum chupar o "juice" que fica na cabeça do camarão. Acho q a explicação dele piorou ainda mais. Pra mim, o q fica na cabeça do camarão é o coco! Bleee..enfim, ficou no cantinho do prato aquele monte de cabeça. Fora isso estava muito bom. Claro q o iced tea estava sempre acompanhando os pratos e lanches. Voltamos pro hotel com um o pitstop na recepção e apagamos. Me incomodou muito não ter encontrado nenhuma nightlife mais agitada durante a viagem. Não vi nenhum bar, nenhuma praça ou nada parecido com uma movimentação maior.
       












       
      Dia 28/12/2015
      Acordamos para o nosso último dia em Coron. Já havíamos feito tudo q programamos então acordamos com mais calma e saímos pra tomar café no lugar de sempre, mas já preparados com roupa de praia e tudo mais pra fazer algum passeio. Logo na frente do café, ficava a Zurich Pension, onde já havíamos fechado o primeiro tour. Entramos e fechamos o tour A. De cara já gostamos muito pq custava 650php e tinha almoço incluído. Como pode isso, pensamos! Fomos levados pro barco e ali obviamente esperamos por cerca de 1 hora. Qnd o capitão chegou, deu um breve briefing sobre como seria o dia e partimos.
       
      cyc beach e coral garden
      sunset beach
      green lagoon
      kayangan
       
      No final deu tudo certo. Almoço muito bom com peixes, arroz, porco, frango, salada, molho shoyu exceleeente. Voltamos cerca de 5 da tarde e passamos andando pelo "big nothing". Chamamos de big nothing pq parecia um deserto mesmo. Uma área gigantesca sem nada. Apenas terra no chão. Fomos ao hotel e já fechamos o transfer pro aeroporto para as 7 da manhã do dia seguinte. Praticamente todos as lojas em Coron fecham transfer pro aeroporto. Eh bem tranquilo e o preço é fixo em 150php. As vans são bem apertadas, mas o percurso dura cerca de 35min, então é mais relax. Acho que as cadeiras da primeira fileira da van são as melhores. As de trás são péssimas! Fomos pro quarto, tomamos banho e depois fomos na lojinha de mergulho carimbar meu logbook e registrar os mergulhos q havíamos feito de cilindro no dia anterior. Depois fomos jantar e acabamos indo no Sydneys, que fica bem perto do big nothing e do "píer". Nós éramos os únicos no restaurante. Ligaram o ar condicionado só pra gente. Pedi lasanha e iced tea. A lasanha foi 150 php e estava bem gostosa!! Dividi também um cheeseburguer com batata com o Daniel. A Paty muito saudável como sempre pediu só batata frita.hahahaha..voltamos pro hotel e arrumamos as malas..
       






       
      Dia 29/12/2015
      Despertador para as 6, 6:10, 6:15, 6:20 e levantamos 6:30..a van foi pontual e as 7 em ponto estava na porta do nosso hotel. Fizemos o caminho de ida pro aeroporto nos 30min bem tranquilos passando pelos pastos com vacas, bois e outros animais. Depois de parecer estar no meio do mato, e de fato, estarmos, entramos no aeroporto e fomos fazer o checkin. Depois do checkin ficamos esperando na sala de embarque com wifi!! Wifi é coisa de luxo nas Filipinas! Impressionante a dificuldade em conseguir um lugar com wifi por lá. De novo pegamos um voo com avião de hélice. Meu primeiro voo com a PAL e parecia estar numa cadeira de praia num domingo de janeiro de sol em Ipanema. Estava insuportavelmente quente. Todos se abanando e outros suando. Eca, q voo péssimo. 50min e no final o q mais queria era ar puro. Fora do avião em Manila estava mais fresco do q dentro do avião pra ter uma ideia. Pegamos nossa mala as 11 da manhã e nosso voo de volta para o BR pela Emirates era só meia noite. Mais de 12 horas ali. Fomos para o BK lanchar e usar o wifi de lá. O lanche foi 220php com sanduba, batata e iced tea. Ficamos ali por umas 2 horas, depois fomos para o segundo andar escolher um canto para descansar. Aconchegamos nossas malas no chão e foi ali que passamos as outras 10 horas esperando nosso próximo voo para o RJ com conexão em Dubai. Lanchamos, jantamos e enfim chegou a hora de embarcar. Embarcamos no charmoso e impecável 777 da Emirates e seguimos viagem para Dubai. Foram 8 horas que passamos praticamente dormindo. Acordávamos só para comer e trocar as músicas em nosso sistema de entretenimento individual. Queríamos chegar em Dubai e fazer algumas compras encomendadas e lembranças no freeshop. Foi tão tão tão corrido que quase não dá tempo nem de pegar o voo. A conexão era de pouco mais de uma hora, mas demoramos muito para sair do avião, pegar o shuttle até o terminal, passar pela segurança novamente e então sair no freeshop. Deu tempo apenas de ver um preço de um perfume, que aliás estava mais caro no freeshop de Dubai do q no freeshop do RJ. Ah, comprei um chocolate e fomos pro embarque. Fomos os últimos a embarcar! O voo veio bem vazio, o q nos deixou escolher qualquer poltrona praticamente no voo. Haviam fileiras de 4 poltronas vazias. Claro q todo mundo fez a festa. Levantavam os "braços" das cadeiras e deitavam literalmente nas poltronas virando camas praticamente. Patrícia fez o mesmo e eu e Daniel pegamos poltronas na saída de emergência perto da cozinha central do avião. Tem MUITO espaço nessas poltronas, o q fez do voo um passeio mais tranquilo q os demais. Foram 16 horas de muita música, filmes, seriados, comida, sonecas até q chegamos ao nosso local de origem. Na verdade isso aconteceu com 1 hora de atraso, depois do piloto ter arremetido devido a um forte ventania que atingia o RJ naquele dia. Até a ponte havia sido fechada por causa do vento. Enfim, mais uma viagem completa. Muitos contratempos, mas concluímos todo o planejado.
       


       
      Mais uma vez agradeço aos que contribuem com suas dicas e relatos aqui no site. São muito valiosas e ajudam de forma imensurável no planejamento de qualquer um. Se você chegou até aqui, obrigado também por ter me suportado e espero ter ajudado. Deixem seus comentários e dúvidas que responderei assim que possível. Obrigado e boa viagem!!!!!

    • Por Sandman
      Como não foram feitos muitos relatos da Índia, estou escrevendo um relato da viagem que eu fiz ano passado, entre os dias 14 de maio e 24 de junho. Essa época é a de pré-monção (muito quente na maior parte da Índia).
       
      Qualquer foto postada aqui foi tirada por mim. Todas as fotos de terceiros eu colocarei o link. Os nomes das atrações que eu colocar em negrito foram as atrações que eu mais achei interessante no local.
       
      É capaz de eu editar esse relato no futuro ainda, pois estou escrevendo o que eu lembro. Minhas anotações estão todas no meu guia que estão em Vitória.
       
      Antes de viajar:
       
      - Vacinas
      Antes de viajar é recomendável tomar algumas vacinas. No lonely planet tem uma lista de vacinas recomendadas (devem ser mais de 10, são tantas que até assusta). Eu fui na Anvisa e pedi uma lista de recomendações para a Índia e fui para um posto de saúde. Tomei as que o posto fornecia(se não me engano duas ou três). Parece que dependendo da época do ano e do local, algumas são importantíssimas.
       
      - Trem
      O sistema de trem indiano é, em minha opinião, excelente. Apesar de ser meio lento, é o melhor jeito de se viajar pela Índia pois é barato, relativamente confortável (recomendo viajar de pelo menos AC3 ou, no mínimo, sleeper) e te permite conhecer muitos indianos. Por isso, antes de viajar é importante conhecer o sistema de trens indianos, pois ele é meio confuso. Eu demorei a aprender a fazer a reserva pela internet e para entender o esquema de fila de espera. Acho importante aprender o básico antes de viajar e já fazer a reserva dos primeiros trens que você for utilizar, pois os trens sempre estão lotados (mesmo em off-season, já que os turistas não são os principais usuários).
       
      - Quando/Onde ir/Por quanto tempo
      Eu acho mais fácil pensar na Índia não como um país, mas sim como um continente que pode ser dividido em 5 regiões (extremo norte, noroeste, nordeste, sudoeste e sudeste). Assim como você não tenta conhecer um continente em 1 mês, não se deve ter a pretensão de conhecer a Índia em apenas um mês. Acredito que o recomendado é pelo menos 1 mês por região e não ficar dividindo seu tempo entre vários regiões, pois se perde muito tempo na Índia com o transporte, e porque tem tanta coisa em cada região que não faz muito sentido ficar indo de uma região para outra (você vai deixar de ver muita coisa para ver outra).
       
      A região que atrai mais turista inicialmente é o noroeste (já que tem Delhi, Agra, Varanasi, Rajasthan...), mas te garanto que todas as regiões tem muitos atrativos e que é bom pesquisar pq, dependendo do seu interesse, você pode se inclinar a ir para alguma região. Minha preferência foi pelo extremo norte.
       

       
      Outra coisa importante a ser comentado é que cada região possui um clima diferente (as vezes BEM diferente), e que, enquanto em alguns meses do ano é horrível viajar pro noroeste, pode ser a melhor época para ir para o extremo norte por exemplo. Por isso, você tem duas opções:
      * Se você tem liberdade da época do ano em que pode viajar, escolha sua região de destino e viaje na época do ano recomendada pra essa região.
      * Se você não tem liberdade quanto a época, viaje para a região em que for recomendado na época que você for.
       
      O mais importante é, não viaje para regiões na época que não for recomendado, isso pode desgraçar sua viagem , pois o clima da Índia tem muitos extremos.
       
      Um bom site para consultar quando é a melhor época para cada cidade e quais atrativos de cada cidade é: http://www.mustseeindia.com
       
      - Visto
      Antes de viajar é imprescindível que você tenha o visto antes de viajar. No meu avião tinha um gringo sem o visto que estava crente que conseguiria o visto na hora e que foi mandando de volta. O visto é bem tranquilo de ser feito, apesar de um pouco caro.
       
      Houve uma mudança nas regras do visto ano passado. Devido a gringos que praticamente viviam na Índia com visto de turismo (sempre indo para o Nepal renová-lo assim que o visto estava expirando), agora toda vez que você sair da Índia você deve permanecer pelo menos 2 meses fora antes de retornar. Eu consultei a embaixada na época (pois eu estava pensando em dar um pulo no Nepal e voltar para a Índia) e eles me informaram que essa regra só existia para impedir a renovação dos vistos e não para atrapalhar o turismo "honesto".
      No entanto, já ouvi muitos relatos negativos no sentido (nem todo mundo da fronteira está preparado e eles acabam levando a regra ao pé da letra). Por isso, tome cuidado e evite sair da Índia para depois retornar rápido.
       
      - Seguro saúde
      A questão de fazer ou não o seguro saúde na Índia é um tema polêmico. Se você vai se manter sempre em grandes centros urbanos ou próximo deles talvez valha a pena fazer, fora isso acredito que não. Na maioria das cidades o atendimento vai ser muito muito barato de qualquer forma, e se for um caso de um acidente grave o problema maior não vai ser pagar, vai ser encontrar alguém preparado para te atender. A situação da saúde nas vilas é muito precária, chega a dar pena. O mais importante é se prevenir antes de viajar (fazer check up, se vacinar etc).
       
      - Remédios
      Não espere muito das farmácias indianas (a maioria são comércios informais de rua, assim como 99% de todas as lojas da Índia), leve tudo que você for precisar de casa. É recomendável levar medicamentos para intoxicação alimentar (eu chutaria que 90% dos viajantes tem problemas com comida nas primeiras semanas).
       
      - Papel Higienico/Higiene/Outros
      Sempre leve na sua mochila um rolo de papel higiênico, itens básicos de higiene (álcool gel, pasta de dente,toalha, as meninas levar absorvente etc). É possível encontrar esses itens nas cidades para comprar, mas não espere encontrar nada dos hotéis, restaurantes e banheiros da Índia. Tenha sempre o seu contigo. Toda vez que for viajar para vilas, abasteça com tudo na cidade antes de ir, porque você não vai encontrar nada disso nas vilas. É hilário (e trágico) ver mochileiros desesperados atrás de preservativos, rolos de papel higiênicos etc...
       
      -Prepara-te para a comida
      Eu adorei a comida indiana, mas na Índia tudo que você for comer provavelmente vai vir apimentada. Muitas vezes vão te perguntar se você quer ou não apimentada e , mesmo que você peça sem pimenta, a comida vai vir apimentada do mesmo jeito (inclusive café da manhã indiano pode ser apimentado também). Além disso, muitos restaurantes não tem opção de carne alguma. Dependendo da cidade, é inteligente só comer comida vegetariana (já que algumas cidades tem cortes frequentes e diários de energia e a maioria dos restaurantes não possui gerador... então me pergunto como eles fazem para conservar a carne...). Por isso, se você tem o estômago sensível, é bom já ir apimentando aos poucos sua comida antes de ir e já vai se preparando para perder alguns kilos na Índia (eu perdi uns 5).
       
      - Experiência prévia
      Acho inocência daqueles que citam a Índia no mesmo patamar do Brasil. Perto da gente eles parecem estar ainda na idade das cavernas... por isso eu recomendo que todos que queiram viajar indepedente lá tenham alguma experiência em um país mais pobre (se for fazer um mochilão maior pela Ásia, deixe a Índia mais pro final por ex). Acredito eu que minha viagem na Índia teria sido muito pior se eu não tivesse viajado pela Bolívia antes.
       
      Além disso, o choque cultural na Índia é inevitável. Quase todo mundo com quem conversei odiou a Índia nos primeiros dias. Sempre acham muito loucura, muito suja, precária e irritante. Por isso, é importante ter calma e paciência, e planejar uma viagem longa. Depois de uns dias você já vai estar adorando toda a loucura que antes achava insuportável.
       
      - Passagem
      Por motivos que não sei explicar, eu comprando minha passagem separadamente (SP - Londres e Londres - Delhi) a passagem me custou 1700 dólares. Se eu procurasse direto SP - Delhi através de sites como decolar ou travelocity, saia pelo menos 2200 dólares. De quebra ainda fiz um stop de alguns dias em Londres na volta. Fica a dica para checarem isso quando forem comprar a passagem.
       
      Meu roteiro:
       
      Meu planejamento inicial deve estar por algum canto aqui do fórum. Eu estava planejando 20 dias pelo noroeste e 20 dias pelo extremo norte. Durante a viagem, devido ao calor absurdo que fazia no noroeste (que eu já esperava mas, em minha inocência, imaginava que por ser brasileiro não iria ser problema), eu acabei mudando totalmente minha viagem ficando 8 dias no noroeste e 32 no extremo norte. Olhando para trás, tenho a certeza absoluta que a alteração foi a escolha certa, já que o clima no extremo norte estava muito agradável e eu adorei a região. Segue abaixo um pequeno relato de cada lugar.
       
      Delhi
       
      Delhi é uma das maiores cidades da Índia e ela tem bastante atrativos. No entanto, é uma cidade difícil... MUITO difícil. Em minutos na cidade você vai se deparar com tudo o que há de pior na Índia, toda a loucura, pobreza, poluição, sujeira... todas as injustiças sociais e esquisitices e você vai ser muito asseiado por indianos querendo te vender algo ou te passar a perna com alguma coisa.
       
      Dica: Olhando para trás, se eu fosse refazer meu roteiro eu iria deixar para rodar por Delhi no final da viagem em vez de no começo, iria direto para Agra ou outra cidade menor. Fazendo dessa forma, você irá reduzir consideravelmente seu choque com a Índia. Além disso, é muito difícil aprender como funciona a Índia por aqui (você não vai ter noção de preços, de como se locomover nem nada... vai ser fácil de te enganarem aqui).
       
      Logo que cheguei no aeroporto de Delhi, eu peguei um táxi pré-pago para o Paharganj (main bazaar) onde eu iria procurar um hotel. O táxi foi meio caro (se não me engano entre 200 e 250 rúpias). A vantagem de usar o pré-pago e a certeza de que vão te deixar onde você pediu e que você irá pagar um preço tabelado. Só mais tarde que eu percebi que é tabelado, mas é caro.
       
      Dica:Novamente faria diferente aqui. Na segunda vez que cheguei em Delhi (já no fim da viagem), eu saí andando do aeroporto até a rua e peguei um tuc-tuc. Eles são proibidos de entrarem no aeroporto mas você encontra alguns fora e saem menos de 1/3 do preço do táxi. Não vai ser tão confortável quanto ao táxi, mas você vai ter que abandonar qualquer ilusão de conforto cedo ou tarde (na verdade cedo mesmo) enquanto mochilar por aqui. Mas antes de qualquer coisa, confira se existe ou não metrô no aeroporto, em Delhi o metrô é sempre a melhor opção.
       
      O táxi me deixou na entrada de Paharganj. Nessa hora eu já estava suando e passando mal de tanto calor (uns 45ºC), uma das desvantagens de viajar pelo noroeste nessa época do ano (em todos guias falavam para ir pro extremo norte nessa época). Nada que eu vi antes me preparou para o que estava por vir. O Paharganj é muito pior do que qualquer coisa que ja tinha visto, parece mais uma favela. Ainda por cima pareciam que tinham jogado uma bomba, pois estavam destruindo tudo devido aos jogos em Delhi (estavam reformando toda a Delhi devido ao XIX Commonwealth Games).

      Fiquei perambulando procurando hotel e toda hora era abordado por indianos querendo vender de tudo (vai ser assim enquanto você ficar com cara de perdido carregando sua mochila rs...). A maioria não me informava de nada ou davam informação errada querendo me levar para outro local. Perguntei para um gringo onde era o hotel que eu procurava (recomendação do Lonely Planet), e ele me apontou. Aquelas ruas são um labirinto e, como não existe endereço na Índia, eu perdi um tempinho para achar o hotel Namaskar. No hotel, não havia mais o quarto single (mais barato, 150 rúpias) e só havia o quarto de casal com Ar Condicionado. Naquela altura do campeonato eu já não queria saber mais de economizar e dava graças a deus por ter um quarto com AC. O problema é que o quarto era relativamente caro e não tinha banheiro dentro, o banheiro coletivo era uma coisa muito suja dividida com os funcionários (que por sinal não eram nem um pouco limpos nem higiênicos). Eu só fiquei por lá porque eu n tava com saco para continuar andando com minha mochila naquele calor.
       
      Fiquei meia hora deitado com o AC ligado e me xingando pela situação de merda em que eu havia me colocado. Confesso que mais tarde naquela noite eu gastei um tempo na Lan House procurando viagens para a Tailândia ou outro destino próximo e só desisti por que estava caro e também porque não era uma boa estação para esses países. Hoje eu rio de tudo isso... se tivesse desistido tão cedo não iria ter curtido a melhor viagem que já tive até hoje.
       
      Dica: Paharganj tem uma localização excelente e é onde se encontra as acomodações mais baratas, mas eu não recomendo a ninguém ficar por lá. Vale a pena dar um pulo lá mais tarde e conhecer, mas ficar por lá logo de cara foi "meio" desagradável. O problema do transporte já está resolvido com as novas linhas de metrô (vou comentar abaixo). Logo atualmente não se justifica ficar mais por lá, a não ser que você queira viajar de forma MUITO econômica.
       
      Depois de descansar, eu fui almoçar em um restaurante próximo, gostei de cara da comida indiana, e em seguida fui procurar um tuc-tuc para ir para uns lugares que tinha escolhido no guia. Eu negociei um pouco, mas acabei pagando um pouco caro pela corrida (comparado com o que eu paguei mais pra frente), mas no dia eu achei tão barato que tava achando que tinha barganhado bem. Fica o aviso, as coisas aqui são muito mais baratas do que a gente pensa inicialmente, mais barato que na Bolívia por exemplo. Só para efeito de comparação, em Delhi você consegue uma corrida de 15 km por 50 rúpias sem pechinchar muito. Se for pelo taxímetro sai mais barato ainda, só que é difícil achar um tuc-tuc que liga o taxímetro e você também corre o risco dele ficar dando volta para encarecer a viagem. Melhor ainda, você pode utilizar o metrô.
       
      Dica: Utilize sempre que possível o metrô de Delhi. Eles são muito mais rápidos, pois de tuc tuc você sempre vai devagar devido ao trânsito (e porque o bixo é lento mesmo). Além disso, os metrôs são baratos, limpos e tem AC (melhor que muito metrô de 1º mundo). Acredito que hoje em dia já tem metrô para as principais atrações, até as que eram mais distantes (como o lotus temple), pois eles estavam abrindo muitas linhas novas devido aos jogos. Eu só fui descobrir que o metrô prestava no 3º dia em Delhi, um achado tardio infelizmente. Falaram-me inclusive que iria ter metrô até o aeroporto, mas isso eu já não sei confirmar.
       
      Aviso: Por favor gente, em alguns lugares da Índia você encontra pessoas ganhando dinheiro com maus tratos com animais, não deem grana a eles. Alguns os maus tratos são evidentes, como os que que fazem ursos dançarem, mas outros nem tanto. Eu cometi esse erro pois paguei 20 rúpias para um encantador de cobras. Foi uma experiência muito legal (muita adrenalina), mas mais tarde eu descobri que eles arrancam a glândula de veneno da cobra e por isso as cobras têm uma morte lenta. Repito o pedido, não sustentem esse povinho.
       

       
      Locais que eu visitei em Delhi:
       
      -Humayun’s Tomb
      É uma construção bem linda, feita pelos Mughal que depois inspirou o design do Taj Mahal. Apesar de não ter muita coisa para ver aqui, vale muito a pena a visita.
       
      Aqui também aconteceu uma coisa engraçada. Uma menina indiana veio até mim e pediu para o pai tirar uma foto de nós dois. Depois tirou outra. Depois chamou a mãe e tirou uma foto nós três, depois com o irmão. Fui perguntar para o pai o que tava havendo (pois já achava que eu era parecido com alguém que eles conheciam). O pai veio me explicar que é porque a filha me achava bonito ! Pois é, já deu para perceber que o diferente ali era eu e que, por mais turistas que tenha na Índia, muito dificilmente você vai encontrar outro andando pelas ruas (a não ser em locais mais turísticos). De qualquer forma, a maioria das atrações turísticas está cheias de indianos, pois eles pagam MUITO menos que nós para entrar lá (coisa de 5 a 10 rúpias sempre).
       

       
       
      -Jama Masjid
       
      Uma das maiores mesquitas da Índia. É bem bonita e grande, se você nunca viu uma mesquita vai achar essa visita bem legal. De quebra fica em Old Delhi, uma região que você vai querer dar uma volta de qualquer forma.
       

       
      -Red Fort
      Esse na verdade eu nem entrei. Eu conversei com uns gringos e eles falaram que era menos interessante dos que eu veria em Agra e em Rajhastan (que eu acabei não indo rs). Eu fui na frente e estava uma fila absurda, acabei não indo. Fica para a próxima.

       
      -Birla Mandir
      Esse é um templo hindu. Ele não é muito grande, mas é bonitinho e... bem diferente dos templos ocidentais. A visita valeu a pena. Se for passear aqui, não perca o jardim nos fundos onde famílias indianas acampam. Infelizmente não pude tirar fotos dentro (era proibido), por isso só tenho fotos do lado de fora.
       

       
      -Gandhi Museum e Gandhi Memorial
      Fui visitar o museu dedicado a Gandhi e também o jardim onde está o memorial de Gandhi (onde ele foi cremado). O memorial fica num jardim simples, sem muitas coisas para se ver. A visita ali foi de caráter apenas sentimental.
      O museu vale a pena se você tiver algum interesse em Gandhi.
       
      -Orfanato
      Em Paharganj, tem um orfanato. Uma das formas deles arrecadarem dinheiro foi um tour diário conduzidos por algum menino do orfanato. Ele te conduz pelo slum (favelas indianas) e conta um pouco de como era a vida. Infelizmente não pude fazer o tour pois só acontecia de manhã e eu visitei o orfanato a tarde no último dia em Delhi. A situação lá no orfanato também não era muito boa, mas só posso imaginar quão ruim era a vida das crianças. Acho interessante o tour para conhecer um pouco a realidade indiana e para contribuir um pouco para a causa.
       
      Acabei não indo em várias atrações famosas de Delhi (como o Lotus Temple, Red Fort e Qutub Minar). Mas meu único arrependimento foi não ter ido ao templo Akshardham. Pelas fotos e comentários, deve ser o templo hindu mais interessante de Delhi. O dia em que descobri ele, o mesmo estava fechado. Uma pena.
       
      Agra
       
      Peguei um trem de Delhi - Agra. O trem era classe AC3 (3 camas de cada lado). Só viajei em trens nessa classe e gostei bastante. Os trens são relativamente confortáveis e a maioria dos indianos que conheci nos trens dessa classe falam inglês e são pessoas interessantes. Nesse trem passou um funcionário perguntando o que eu queria jantar. Perguntei o que tinha e ele falou uns 20 nomes (em indiano, desnecessário dizer que não entendi nada). Preferi não comer, mas a cara da comida estava boa (chegou depois pros que pediram). Fiz amizade com um indiano que era do exército, depois fui com ele jantar na estação (20 rúpias numa veg thali, muito barato; para quem não sabe o que é thali: http://2.bp.blogspot.com/-PWdpGxD6n7o/TZYKpsq-LLI/AAAAAAAABDY/rfNbIQC1r7E/s1600/thali.jpg ; é composto de vários pratos típicos vegetarianos, geralmente é a opção mais barata do cardápio). Em seguida peguei um tuc-tuc para o hotel que eu fiquei.
       
      Golpe: Aqui tentaram me dar um golpe, quando saí tinha uma cabine la fora escrito "pre-paid rickshaw". A cabine era muito tosca (totalmente diferente da cabine do aeroporto de Delhi) feita de madeira e escrito em tinta do lado os preços. Os preços estavam absurdos (até o meu hotel era coisa de 200 rúpias). Ficaram tentando me convencer a pagar essa valor mas eu ignorei até que um tuc-tuc aceitou me levar por um preço justo.
       
      Eu fiquei no hotel Shanti Lodge, também recomendado pelo Lonely Planet. Não tinha quartos com AC , só com ventilador e Air Cooler, que não servia para muita coisa. Já estava extremamente desconfortável, e para piorar a luz acabou no meio da noite. Desnecessário dizer que eu acordei segundos depois que o ventilador parou. Olhei pela janela e vi luz fora, então pensei que o corte foi problemas no hotel. Fui descer as escadas para avisar o funcionário. Na descida um rato passou do meu lado ! Encontrei todos funcionários deitados no chão, cena que se repetiu em vários locais da Índia. Eu sinceramente não entendo porque eles dormem no chão quando tem sofás próximo. Acordei um deles que resolveu a situação. A única vantagem desse hotel é o restaurante. A comida é OK e tem uma visão magnífica para o Taj Mahal. Não recomendo o hotel mas o restaurante do hotel recomendo de olhos fechados.
       
      Passei apenas um dia inteiro em Agra. Foi uma pena pois Agra merece muito mais. Infelizmente só tinha trem para Khajuraho 2 x pro semana , e se eu n pegasse naquela noite iria ter que esperar bastante para ir para lá (ou pular Khajuraho).
       
      O que eu vi em Agra:
       
      -Taj Mahal
       
      Eu fui visitar o Taj Mahal logo em que abriu. O hotel era bem pertinho do Taj, deu para ir andando tranquilamente. O ingresso é absurdamente caro para os padrões indianos (850 rúpias). O Taj realmente é absurdamente bonito. Acho que em termos arquitetônicos foi o mais belo monumento que eu vi. Mas não é necessário muitas horas para vê-lo pois o Taj é praticamente só o que vemos na foto, dentro dele só há o túmulo. Um problema também é que as vezes você precisa esperar horas para tirar uma foto boa, pois Agra as vezes fica coberto em névoa (pelo que eu vi no dia e em foto de outras pessoas outros dias).
       

      Dica:Quem ta sem dinheiro ou só quer ver o Taj de um ângulo diferente, pode pegar um tuc-tuc e ir para o rio que fica atrás do Taj. Acho que é uma volta grande, mas de lá você consegue ter uma vista quase tão boa (aliás, alguns consideram até melhor) do que a vista de quem paga. Eu tava sem tempo então nem fui lá, mas fica a dica.
       
      -Agra Fort
      Depois do Taj eu fui caminhando até o Agra Fort. Eu recomendo ir caminhando mesmo (só não recomendo caminhar no calor de 45ºC como eu fiz). O forte é legal mas nesse caso eu recomendaria pagar um guia (tem vários guias na frente), acho que ficou faltando um pouco disso na minha visita ao forte. Lembrar que quem entrou no Taj Mahal tem um desconto bem grande no Agra Fort e no Fatephur, então guarde o ingresso que eles te dão no Taj.
       
      Voltei de Cycle-Rickshaw pro hotel (foi minha 1ª vez no cycle). Apesar de ser muito barato, eu fiquei com pena do cara pedalando e acabou que eu paguei mais a ele (contando a gorjeta que eu acabei dando) do que eu pagaria num tuctuc. Além disso é muito mais devagar. Então não usei muito cycle-rickshaw depois desse (a não ser em casos em que era necessário, já que o cycle passa por lugares que o tuc tuc não passa).
       
      -Fatehpur Sikri
      Depois do almoço eu fui para a estação de ônibus local e peguei um bus para o Fatephur Sikri. De estrangeiro só tinha eu e mais uma mulher no ônibus todo (que por sinal foi baratíssimo). Fui conversar com ela e para minha surpresa era brasileira (só conheci 2 brasileiros na viagem toda).
      Passamos andando pela feira em Fatehpur e depois visitamos a parte de graça do local. É bem bonito mesmo, mas dizem que a parte paga é bem melhor. A gente só descobriu a entrada para a parte paga mais tarde (estava muito mal sinalizada e tinham poucos estrangeiros no local). Recomendo muito a visita ao local com mais tempo, é bem bonito.
       

       

       
      Bem mais a noite eu fui pegar o trem para Khajuraho. Fiquei um tempão na estação de trem e quando o trem chegou, não encontrei o número do meu vagão na área de AC3. Fui perguntando para todo mundo e depois me informaram que os vagões ficavam lá atrás pois o trem iria se separar no percurso. Quando descobri onde era o trem já tava andando. Tive que correr atrás do trem com minhas mochilas e pular no vagão. Minha sorte é que tinham indianos na porta que me agarraram e puxaram para dentro.
       
      Khajuraho
      No trem eu conheci um guia indiano que acabou me contando toda a história dos templos. Cheguei em Khajuraho e queriam me cobrar uma fortuna para chegar na região próxima aos templos. Fui olhando como os indianos faziam e descobri que eles dividem o tuc tuc (na verdade em algumas regiões existem tuc-tuc maiores que levam uma porrada de gente). Peguei um desses e paguei 20 rúpias.
       
      Dica: Em alguns lugares existem tuc-tuc compartilhados que passam sempre pelas rotas mais populares. É algo parecido com os ônibus locais da gente (apesar de ser extremamente apertado e lerdo). Eu vi mais em Varanasi e posteriormente em Rishkesh (onde eu usava direto). Os preços variam de 5 a 10 rúpias, ou seja... quase de graça. Como meu hotel ficava distante do centro turístico em Rishkesh, esse "serviço" foi uma economia boa.
       
      Em Khajuraho eu iria passar um dia inteiro e iria pegar o trem no mesmo dia para Varanasi (na verdade iria ter que fazer baldeação para chegar lá). Novamente, tive que fazer isso pois se não fizesse desse jeito iria ter que passar muitos dias na cidade. Fui num hotel e paguei 50 rúpias para deixar minhas coisas num quarto e depois usar o chuveiro. Em Khajuraho eu visitei apenas os templos. Nesse dia deu pico de 47ºC, tava um inferno. Nesse momento eu já estava cogitando mudar o roteiro depois de Varanasi rs.
       
      -Templos de Khajuraho
      Eu visitei primeiramente os templos do conjunto de templos (é cercado e precisa pagar). Os templos, que tem mais de 1000 anos, são lindíssimos e escondido pelas paredes dele estão as famosas esculturas inspiradas no Kama Sutra. Eu fiz Day trip em Khajuraho só para ver esses templos e digo que sem dúvidas valeu a pena.
       



       
      Após ver os templos do complexo, eu almocei num restaurante bem a frente do complexo, foi muito bom (tinha AC!!! Para vocês verem como tava triste a situação, eu lembro de cabeça todos os pontos que tinham AC daquela semana haha). Em seguida fui caminhando até os outros templos (tem um bem do lado do complexo e outros mais pra dentro da cidade. É uma caminhadinha boa e os templos de lá são bem mais fraquinhos que o do complexo. Se tiver tempo é uma boa, mas não precisa ficar triste se não vê-los.
       
      Mais a noite eu fui pegar o trem para Varanasi. Conheci uma família koreana que tinham fechado a passagem com uma agência e estavam indo com um guia. Um deles me disse que, além dos hotéis terem sido horríveis, eles viajaram todas as vezes na classe sleeper (tem camas mas n tem AC). Deviam estar muito putos pois pagaram caro numa agência e estavam viajando com menos conforto do que eu (viajar de sleeper não deve ser tão ruim em outra situação, mas naquele calor devia estar o inferno).
       
      Varanasi
       
      Novamente cheguei na cidade e fui em busca de um hotel recomendado pelo LP. Chegando lá, o cidadão me fala que eu deveria esperar 8 horas para ver se ele arrumava um local para mim. Já tava puto com os hotéis recomendados pelo LP e resolvi perambular atrás de um hotel melhor. Encontrei um bem perto do Burning Ghat por 400 rúpias com AC. Não lembro o nome, mas é na ladeira subindo o Manikarnika Ghat, o maior Ghat onde eles queimam os corpos. O lugar não é dos mais glamorosos rs, mas fica bem localizado em relação aos outros ghats. E se vc n for muito a fundo no ghat não é obrigado a ver os corpos queimando.
       
      Aviso: Em Varanasi há quedas de energia programadas durante o dia. Elas existem para que a cidade possa transmitir energia para outras cidades vizinhas. Por isso, recomendo não comerem nada que possa estragar com facilidade na região e também ficarem
       
      Das atrações de Varanasi as mais memoráveis são os Ghats. Assim que eu cheguei, fiquei andando ao lado do Ganghes. Ao entardecer, notei um barco cheio de indianos saindo do Main Ghat e fui ver o que era. Iam dar uma volta no Ganghes e me cobraram apenas 10 rúpias (depois perguntei e os indianos só pagaram 5 rs)! Foi bem legal porque no momento que estávamos saindo tinham barcos com tambores e outros instrumentos tocando e no momento que voltamos estava bem no começo do ritual diário que acontece no main ghat.
       

       

       
      No outro dia cedo novamente fiz um passeio pelo Ganghes (dessa vez antes do nascer do sol e sozinho). Custou-me um pouco mais que 100 rúpias. Esse passeio vale muito a pena, recomendo ficar sempre o mais perto do Ganghes possível durante sua estadia em Varanasi, lá sempre tem algo acontecendo.
       

       

       

       
       
      Fui visitar uns templos hindus mas eram bem medíocres. Dizem que o golden temple de Varanasi é bem bonito, mas me impediram de entrar (não sei porque motivo). Tem um castelo mais pro fundo que eu acabei não indo também.
       
      No segundo dia a tarde eu fui num shopping indiano em Varanasi. Os shoppings lá não são muito diferentes dos daqui, é realmente uma coisa bizarra a desigualdade (um shopping lindo no meio daquela pobreza toda). Dentro do shopping tinha AC e tudo mais, lojas de grife famosas internacionalmente e lojas locais. Fui procurar uma saia indiana para comprar para minha mãe mas para minha surpresa, a maioria das roupas de lá eram ocidentais com estampas indianas. As classes ricas indianas estão se ocidentalizando pelo visto.
       
      Fui a um cinema nesse shopping (fui outra vez no fim da viagem em Delhi). Vale muito à pena ir! Esse primeiro filme era bem medíocre, um filme cópia de Hollywood que metade dos diálogos eram em inglês. Mas mesmo assim da para ver como são as produções atuais indianas. Por incrível que pareça, em termos de fotografia, os filmes indianos estão melhores que os Hollywoodianos!!! Os filmes estão muito lindos... mas o roteiro continuam uma porcaria (a maioria parece uma coletânea de videoclipes). Os filmes também são bem longos, a maioria em torno de 3 horas com um intervalo no meio. E é bem legal também para ver a reação do público. É bom lembrar que em cinemas indianos não se pode entrar com mochila, bolsa nem máquina fotográfica. Se forem no cinema, não levem nada disso pois vão ser barrados.
       
      Por fim fui no Mc Donalds indiano comer um Big Maharaja (o big Mac indiano que tem 2 hamburgues de frango e molho de pimenta em vez do molho do Big Mac). Mc Donalds na Índia é uma grande porcaria para falar verdade e são muito caros (se não me engano 150 rúpias um combo, bem mais barato que no Brasil, mas ainda muito caro em relação a comer em restaurante). Não me deixaram tirar foto do aviso de que não vendem comida com porco ou boi .
       
      Uma outra dica em Varanasi é jantar no Ganga Fuji. É um restaurante perto dos Ghats que a noite tem musica instrumental indiana ao vivo. Vale muito a pena, e a comida também é boa.
       
      Eu sinceramente já tava cansado de viajar com tanto calor e eu resolvi viajar para o norte a partir daqui. Fui procurar todos os trens e não haviam vagas para nenhum lugar do norte. Já estava cogitando fazer tudo de ônibus (ia demorar uns 2~3 dias). Decidi ir para a estação de trem, pois tinha ouvido falar que em alguns lugares tinham cotas. E foi exatamente o que aconteceu, tinha cotas para turista no trem Varanasi-Haridwar e eu consegui comprar com tranqüilidade.
       
      Dica:Se você quer viajar entre duas cidades turísticas e todos os trens estão lotados, confira no centro turístico da estação de trem se não há cotas.
       
      Essa viagem saiu cedo e durou 18 horas! Foi uma eternidade. A única coisa legal é que eu conheci bastante gente no trem e pude conhecer um pouco da cultura local.
       
      O mais memorável foi uma conversa com uma jovem indiana recém-casada. Ela me contou que já havia concluído o mestrado e que tinha casado recentemente. Disse-me que o casamento foi arranjando pelos pais dela e do esposo, e que somente conheceu o esposo no dia do casamento (e disse nunca ter namorado nenhum homem antes!). Disse que conheceu e já viajou com ele na Lua de Mel. Depois também me disse que ela não sabia dirigir porque a família era classe média e, portanto não possuía carro, e que quando voltasse do doutorado que irá fazer em Madrid provavelmente iria ter um salário bom, em torno de 20 mil rúpias (coisa de 1000 reais por mês)... é gente, infelizmente a situação lá não é das melhores para a maioria das pessoas.
       
      Golpe: Aqui tentaram me dar outro golpe, e dessa vez conseguiram. Como o trem não tinha restaurante, eu tive que pular em uma parada para comprar alguma coisa para comer. Comprei um salgado e dei uma nota de 100 rúpias. O cara todo enrolado atendia os outros e não me dava o troco, quando pedi o troco ele olhou e apontou para trás e me disse que meu trem estava indo... desnecessário dizer que corri igual um louco para pegar o trem e deixei o troco com ele. Não foi muito dinheiro, mas fica o aviso rs.
       
      Assim que possível eu continuo com os outros 33 dias da viagem no extremo norte da Índia.
×