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Olá viajante!

Bora viajar?

Mochilão pela América do Sul - Primeira parte: Galápagos

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Olá Pessoal!

 

Resolvi dividir este relato em partes, tanto pra leitura não ficar tão cansativa, quanto pra poder escrever com calma, um pedaço por vez. Este é o relato das minhas férias de julho e agosto do ano passado. Mas nesta primeira parte vou falar apenas sobre os preparativos e sobre o primeiro destino: Galápagos.

 

Tudo começou quando o Rodrigo, meu amigo, teve a ideia de fazer um mochilão pela América Latina. Eu entrei na onda dele, que acabou não podendo ir. No final, fui só com o Daniel, outro amigo que, ao longo da viagem, revelou-se um companheirão. Tenho o costume de viajar sozinha, coisa que adoro fazer. Mas acabou sendo muito bom ter com quem planejar e compartilhar essa experiência, apesar de que planejamento não era nosso forte. Pra começar, costumo folhear guias de viagem não para me programar, mas para olhar as fotos e me apaixonar pelos lugares. Já tinha em mente que queria ir ao Peru e à Bolívia, até porque nosso tempo não era longo. Folheando algum guia, me ocorreu Galápagos e não consegui tirar mais essa ideia da cabeça. Então fizemos o seguinte plano: voar para Galápagos e ir voltando ao Brasil por terra, descendo pelo Peru e pela Bolívia.

 

A única certeza que eu tinha era dos lugares que fazia questão de visitar, além de Galápagos: Machu Picchu e o Salar de Uyuni. Também fazia questão de pelo menos uma trilha muito legal. A princípio, pensamos na óbvia Trilha Inca clássica, mas, quando entramos em contato com uma agência, fomos informados de que só haveria vaga para a partir de novembro. Como há um limite de pessoas na trilha, é preciso reservar com pelo menos três meses de antecedência. E como julho é exatamente a alta temporada... Resolvemos fazer a Trilha Santa Cruz, na Cordillera Blanca. Foi esse nosso planejamento. Todo o resto da viagem deixamos em aberto, em parte por preguiça, em parte por gostarmos dos encontros inesperados e dos caminhos surpreendentes.

 

A única maneira de se chegar a Galápagos é em um voo que parte de Quito. Há apenas três companhias que fazem esse trajeto: a AeroGal, a Tame e a Lan. Pesquisando nos sites das agências, descobrimos que pela Tame saía pela metade do preço, mas que apenas equatorianos podem comprar nesta empresa. Então fizemos outra pesquisa pelo Decolar.com e conseguimos uma pasagem da Lan por preço semelhante. O detalhe é que o mesmíssimo voo direto no site da Lan era bem mais caro. Mais tarde descobri que isso é porque comprar pela Lan Brasil é caro, mas comprar pela Lan Chile é bem mais barato, mesmo que sejam os mesmos voos. Apenas depois de comprar a passagem para Galápagos, resolvemos comprar a do Rio para Quito, o que causou o primeiro estresse da viagem. Apenas no dia da viagem nos demos conta de que nosso voo para Quito, cheio de conexões absurdas (Rio-Salvador-São Paulo-Lima-Quito), demorava dois dias inteiros. De forma que chegaríamos apenas quarenta minutos antes do horário do voo para Galápagos, sendo que teríamos que passar pela imigração e pelas fiscalizações necessárias. Felizmente tivemos sortes absurdas neste trajeto. A primeira foi encontrar um atendente da Lan, em São Paulo, com a maior boa vontade do mundo, que etiquetou nossa bagagem como prioritária e nos colocou no primeiro assento de todos os voos, para que pudéssemos sair correndo. Isso depois de tentar conectar Galápagos ao nosso voo, o que não foi possível. A segunda grande sorte foi o avião ter chegado em Quito com quinze minutos de antecedência, o que nos permitiu, não sem correria e sem furar filas, passar pela imigração, entrar na fila para ter a bagagem revistada e preencher a papelada necessária para embarcar para Galápagos. Estrangeiros devem pagar 100 dólares para entrar no arquipélago, mas moradores da América do Sul pagam a metade do preço. Depois de toda a correria, conseguimos pegar o avião no horário.

 

Galápagos é um arquipélago de ilhas formadas por lavas vulcânicas. As ilhas se diferenciam pela altura. Quanto mais alta, maior a biodiversidade. O aeroporto fica em Baltra, ilha baixa, que, além de abrigar o aeroporto, é área do exército e tem alguns cactus. Só. Chegando lá, as próprias companhias aéreas oferecem ônibus que levam ao outro lado da ilha, onde tomamos um barco até Santa Cruz, a ilha mais habitada, onde se localiza a maioria das pousadas. Do píer, ainda temos que pegar outro ônibus até chegar à área central. Ha dois tipos de opções de estadia: as pousadas e os cruzeiros. Escolhemos ficar em uma pousadinha, o que se revelou como ótima opção. Não sei o nome da pousada e nem é por desleixo, mas porque nem os poucos funcionários lá sabiam com clareza o nome do lugar. Pagávamos dez dólares por noite, o que, para Galápagos, era bem barato. Descobrimos um restaurante chamado Hernán, onde viríamos a comer quase todos os dias. A comida do Equador é incrível, sendo diferente em cada região. Em Galápagos se comem muitos frutos do mar. Adianto que o ceviche de lá é melhor do que o peruano.

 

Em Galápagos é necessário fazer os passeios através das agências de turismo, tanto porque você vai de barco a todos os lugares, quanto porque nos lugares de entrada permitida, é exigido que estejamos acompanhados de um guia. A questão ambiental é muito forte por lá e era bonito ouvir nas conversas dos guias ou na rádio como essa é uma preocupação permanente. Agendamos para o dia seguinte um passeio de três dias para a Isla Isabela. Como o barco sairia só à tarde, agendamos para a manhã um passeio rápido para a cratera de um vulcão e um parque de tartarugas gigantes. Admito que a cratera foi bem decepcionante. O passeio das tartarugas foi até legal pelas tartarugas, impressionantemente gigantescas, mas o passeio em si era só uma caminhadinha por uma propriedade privada.

 

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Depois de almoçar no Hernán, fomos pra agência e com eles pro píer, pegar o barco para Isabela. Esse processo todo foi muito enrolado, o barco saiu atrasado e comecei a ficar estressada ao me dar conta de que o suposto passeio de três dias oferecia, na verdade, só um dia de passeio completo, já que perderíamos o primeiro dia inteiro indo pra ilha e o terceiro dia voltando. Fiquei me sentindo enganada pela agência, mas depois me dei conta de que todas vendiam o pacote igual, anunciando três dias. Quando o barco deixou o porto, me dei conta de uma coisa em que não havia pensado: ele sacudia muito. Foram três horas torturantes de viagem, passei mal durante o trajeto inteiro. Chegamos exaustos ao hotel. Chegando lá, fomos avisados de que a única atividade prevista para aquele dia, uma visita a um lago dos flamingos, fora adiada para o dia seguinte. Fiquei até aliviada, já que a viagem de barco havia acabado comigo. Jantamos cedo. A comida do hotel era muito boa e a grande novidade do Equador foi o suco de tomate del árbol, que nada tem a ver com o tomate que conhecemos. Aliás, não consegui conhecer a fruta, mas tomei muito do suco e seu sabor era excelente e muito diferente. Depois do jantar, nosso guia veio se apresentar para nós. Seu nome era Pablo e ele fazia bem o estereótipo galã latino. Conversamos com ele sobre a possibilidade de estendermos nossa estadia lá por mais um dia, para aproveitarmos melhor a ilha, antes de pegarmos de volta o maldito barco. Ele ficou de ajeitar tudo para a gente.

 

No dia seguinte, acordamos cedinho, tomamos café e saímos para visitar um vulcão. Esse sim, parecia coisa de outro mundo. Como fui proibida de ir de chinelo e não tinha bota adequada para trekking, tive que ir com minha bota de cidade, o que me rendeu dois dedinhos sem unhas. Depois do vulcão voltamos ao hotel, trocamos de roupa e pegamos um barco para outra ilhazinha, desta vez bem próxima e com mar tranqüilo, então não tivemos problemas com enjôo. Chegando na ilha, tive a ideia idiota de largar os chinelos no barco e ir descalça. Acontece que não era uma ilha de praia e areia. Como as ilhas de Galápagos são formadas por lavas vulcânicas, ela são comumente duras e escuras. Esta, em especial, era toda áspera, como se fosse cheia de pedrinhas. Demos a volta na ilha, o que se tornou sofrido por conta dos pés descalços. De lá víamos iguanas, leões marinhos, pingüins, piqueiros de pés azuis, caranguejos. No fim do dia fizemos snorkel e foi muito mágico. Brinquei com leões marinhos, que me rodeavam e davam cambalhota na minha frente.

 

 

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Como havíamos combinado com o guia de ficarmos um dia a mais e eu queria algo como o do dia anterior, na água. Acordei e resolvi não tomar café da manhã, para não enjoar no barco, o que se revelou uma boa decisão, já que o barco chacoalhava muito. Fomos nadar com tubarões e tartarugas, o que também foi incrível. Na volta, fui morrendo de frio no barquinho sacolejante. Voltamos, tomamos banho e fomos caminhar.

 

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No outro dia acordei às 5h da manhã para voltarmos para a Isla Santa Cruz. Seriam mais três horas de barco e eu estava morta de medo do trajeto. Sentei no fundo do barco, pois dizem que lá balança menos. Era até verdade, mas em compensação respirei combustível durante toda a viagem, além de que o barco espirrava água gelada do mar em mim. Voltei encharcada. Depois de uma eternidade, chegamos na ilha. Eu novamente estava destruída. Fomos direto ao Hernán tomar café da manhã. Como Daniel estava com febre, fui sozinha a uma praia próxima. Passa-se por uma trilha em meio a uma floresta de cactus. É um dos poucos lugares de conforto por que passei nessa viagem. No caminho, havia uma trilha larga, mas pela qual não dava para passar, de tantas iguanas que tinham no caminho. Passei pelo outro lado e fiquei mergulhando no mar.

 

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Tiramos o dia seguinte para um passeio mais tranqüilo. Fomos à praia novamente, passamos o dia lá. Dei bobeira de ficar muito exposta ao sol e acabei tendo insolação. À noite encontramos uma ruazinha cheia de tendas de comida e restaurantezinhos. Comemos uma deliciosa parrillada de frutos do mar.

 

Acordamos cedo no dia seguinte para o tour nas ilhas de Santa Fé e San Cristóbal. Eram duas horas de viagem e fui morrendo de medo do barco, mas o mar estava calmo, então a viagem foi tranqüila. Chegamos primeiro em San Cristóbal, fomos a um centro educativo que explicava sobre a fauna local, depois a uma praia cheia de leões marinhos e de lá fomos almoçar. Colocaram tigelas de pipoca sobre a mesa e nós, brasileiros desavisados, comemos tudo. Depois chegou uma sopa e vimos que os equatorianos colocavam a pipoca na sopa, enquanto a nossa já tinha acabado. Pedimos mais e comemos à maneira equatoriana, que é uma delícia. Depois nos serviram peixe com arroz e salada. Depois do almoço fomos para Santa Fé, fizemos snorkel e o mar estava lindo e cheio de peixes. Vi um monte de leões marinhos nenês em uma rocha, muito lindo.

 

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No outro dia, acordamos cedo para pegar o ônibus que levava ao outro lado da ilha e de lá a balsa para Baltra, mais o ônibus do aeroporto. Nos despedimos de Galápagos, com o sentimento de que já era mesmo hora de partir. Galápagos é um arquipélago interessantíssimo, especialmente pra quem gosta de vida e natureza. Mas é perrengue do início ao fim, o que, na verdade, me agrada. Afinal, é um lugar para quem é apaixonado por natureza e eu torço para que ele nunca se torne um lugar paradisíaco ou de conforto, porque aquele não é nosso lugar, mas dos bichos. Era só nisso que eu conseguia pensar quando via turistas jogando lixo no chão ou cutucando os animais locais.

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  • Membros

Olá pessoal!

Estou indo agora em julho 2014 para Quito e gostaria de estender para Galápagos, ( 5 dias em quito e 5 em Galápagos), seria suficiente? Vcs que já foram por favor preciso de dicas se vale mesmo a pena, digo pelo tempo que possuo, pq sei que é maravilhoso lá!

  • 2 semanas depois...
Postado
  • Membros

Oi, Helô. Eu fiquei 8 dias lá e achei muito pouco, porque tem muita coisa pra fazer e as ilhas são distantes umas das outras. Sem contar que os passeios acabam cedo, mas quase não dá tempo de fazer nada depois deles, anoitece cedo e como falei, é tudo longe, até dentro da mesma ilha. Eu não conheci Quito, mas faria mais tempo Galápagos e menos Quito, aí já dá pra fazer uns passeios legais, mas tu vai acabar a viagem com vontade de voltar lá, hehe!

Se decidir ir, me avisa que te passo umas dicas de como otimizar o tempo. Qualquer dúvida, escreve. Abs!

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  • Membros

Eu estive em Galápagos no final do ano passado e recomendo ficar lá por, no mínimo, uma semana. Tem muitas coisas pra fazer e o transporte entre as ilhas só é possível de lancha ou de avião, mas é bem mais caro. De lancha há poucos horários; só de manhã bem cedo ou no começo da tarde. Eu acabei de lançar um guia virtual com todas as informações importantes para curtir Galápagos gastando pouco e se divertindo muito. Além disso, tmb tenho vários posts escritos no blog. http://mochilacult.com/2014/06/24/galapagos-guia-de-viagem

Quem tiver a oportunidade de ir pro Equador, não deve deixar de fora Galápagos!!

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