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San Francisco / Los Angeles / Las Vegas - Dezembro de 2012

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Em retribuição a todos os colaboradores do “mochileiros.com”, que através dos seus relatos, comentários e sugestões, ajudaram a montar o roteiro das minhas férias em San Francisco/Los Angeles/Las Vegas em dezembro último, segue uma “palhinha” da minha viagem, com o propósito de ajudar tantos outros amigos que estejam planejando visitar estas cidades. Independentemente do meu relato, sugiro que se pesquise e leia também todos os outros posts sobre o destino escolhido, por que, com certeza, encontrarão outras tantas dicas legais e úteis para o roteiro de vocês.

 

Planejei minha viagem de forma a conhecer cada cidade com calma e em 04 dias inteiros, e destinei um dia inteiro para fazer de avião: Brasil – San Francisco, mais um para fazer de carro: San Francisco – Los Angeles, outro para: Los Angeles – Las Vegas, e mais um dia para a volta: Las Vegas - Brasil.

 

Para facilitar a consulta, as informações sobre cada cidade serão postadas em separado. Espero que sejam úteis.

 

SAN FRANCISCO

Não existe muita dificuldade para se circular em San Francisco. Boa parte das principais atrações turísticas são bem servidas por ônibus ou bondes. Li alguns comentários de que a cidade não era muito receptiva para quem usa carro, mas aluguei um no meu último dia em SF e achei bem tranquilo dirigir por lá, inclusive para se estacionar. Dos locais visitados, somente na região da Union Square, o estacionamento é mais caro e complicado. Entretanto se o motivo for fazer economia, o carro é dispensável, embora há de se reconhecer que depois que estava com o carro, a locomoção ficou muito mais rápida, e ganhei um tempo precioso nos deslocamentos entre uma atração e outra. Se a intenção for ficar poucos dias na cidade e conhecer o máximo de SF, não deixe de considerar o aluguel de um carro.

 

O sistema de trens, ônibus, bondes e metrô urbanos MUNI cobre boa parte da cidade. O valor de cada viagem (só ida) para os bondes é de US$ 5 e se não me engano, US$ 2 para os demais meios. A MUNI oferece uma série de cartões de desconto, como pagar US$ 13 por dia para utilizar infinitas vezes o transporte público ou US$ 26 para se usar durante 06 dias. Eu achei mais interessante comprar o passaporte turístico City Pass (US$ 69), por que além de oferecer 07 dias consecutivos de uso ilimitado do transporte no sistema MUNI, ainda inclui entradas para o Aquarium Bay, San Francisco Museum of Modern Art, California Academy of Sciences e Exploratorium (ou Museu de Young) e mais um passeio de barco pela Blue & Gold Fleet Bay Cruise pela Baía de San Francisco.

 

O City Pass você compra em vários pontos de venda pela cidade, mas para quem está na região da Union Square, sugiro o guichê que fica na esquina da Powell Street com a Market Street, onde fica o ponto inicial/final do bondinho, chamado de “Cable Car Turntable”. É lá que eles viram os bondes em uma base giratória para que possam fazer a rota no sentido inverso, e onde você vai conseguir um lugar na posição mais disputada, que é sentado na parte aberta do bonde. De qualquer maneira, o passeio vale a pena, mesmo que você vá dependurado...rs. Assim que o bondinho começa a andar, um funcionário faz a cobrança da tarifa ou certifica se você tem algum “passe” válido para fazer a viagem. Na Market Street, além do “Cable Car Turntable”, existe transporte para praticamente qualquer lugar de San Francisco.

 

Na Union Square e redondezas estão localizados vários shoppings e algumas das principais grifes, como a Macy's, Hollister, Abercrombie, GAP, Apple, Old Navy, Tiffany, Levi’s, Bloomingdale’s, Norsdtrom, Zara, Victoria Secrets, Gucci, Nike, Bvlgari e tantas outras. Para quem estiver hospedado nesta região em um hotel que não oferece café da manhã a seu gosto, existem por perto vários Starbucks e outras tantas cafeterias, assim como várias Wallgreens e pequenos mercados, para compras emergenciais.

 

Para quem precisa de um roteiro básico para se conhecer San Francisco, resumo os meus 4 dias:

 

1º dia: Saímos do Hotel que ficava próxima da Union Square até o guichê do Cable Car na esquina da Powell Street com a Market Street para comprar os passaportes do City Pass. Foi super tranquilo e seguro, até por que bem em frente a este guichê existe policiamento, talvez por que alguns tipos estranhos são comuns em toda San Francisco. Como era domingo, a fila do Cable Car era bem grandinha, principalmente de turistas, mas o que ocasionou uma fila maior, foi o fato de um dos bondinhos ter estragado no seu retorno ao ponto de partida e ter sido necessária a presença de um guincho para retirá-lo do local. Como os bondinhos são antiguinhos, percebi que é comum eles terem algum tipo de problema, mas nada que assuste, apesar da idade dos veículos. Deste ponto partem 2 linhas diferentes: a Powell-Mason Line e a Powell-Hyde Line. Apesar das duas terem o ponto final relativamente perto uma da outra, elas possuem trajetos diferentes, sendo que a Powell-Mason termina em Fisherman's Wharf e a Powell-Hyde termina próxima do Aquatic Park e da Ghiradelli Square. Neste primeiro dia pegamos a Powell-Mason Line em direção à Fisherman's Wharf, passando por Chinatown, Nobb Hill e avistando de longe a Lombard Street. Descemos em Fisherman's Wharf, que é uma antiga área de pescadores e que virou uma movimentada região turística, cheia de bares, restaurantes de frutos do mar e lojinhas, inclusive algumas que alugam bicicletas para aqueles que desejam ir até a Golden Gate Bridge pedalando. Nesta região existem ainda vários hotéis, restaurantes temáticos como o Rain Forest, e atrações como um Museu de Cera ao estilo Madame Tussauds (mas não é o próprio), uma exposição do Ripley's Believe It or Not! (Acredite se Quiser, no Brasil), além de um submarino e um navio utilizados na 2ª Guerra Mundial, que podem ser visitados por dentro. Um dos bons lugares para se ir, é o Pier 39, que é um shopping a céu aberto, com diversos restaurantes, bares, lojinhas e comércio de tours de barco pela Baía de San Francisco, e onde dezenas de leões marinhos e focas ficam descansando em frente ao Pier. É um lugar bem legal para se comer, comprar lembranças e onde se localiza o Aquarium Bay, cujos ingressos fazem parte do City Pass. O Aquarium Bay é um aquário pequenininho se comparado com os existentes no Oceanário de Lisboa ou os do Sea World, por exemplo, mas mesmo assim, interessante de se ir. Lá você fica conhecendo diversas espécies marítimas e passa por dentro de um túnel que fica em um enorme tanque.

 

2º dia: Pegamos mais um vez o bondinho na Powell Street com a Market Street, desta vez para conhecer a Lombard Street, que ostenta os títulos de “rua mais sinuosa do mundo” e de “uma das 10 mais famosas do mundo”. Para não cansar muito e alcançar a rua no seu ponto mais alto, pegamos o bondinho da Powell-Hyde Line. Ele te deixa bem na esquina com a Hyde Street e no topo da rua no trecho em que ela é famosa. Do alto da rua, ou mesmo da parte mais baixa, dá prá se tirar belas fotos. Importante salientar que só em um quarteirão desta rua é que existe este famoso “zigue zague” para descer, sendo o restante dela uma rua normal e que corta boa parte de San Francisco. Por isto, cuidado para não descer no ponto errado da rua....rs

 

Da Lombard Street fomos a pé até o Pier 39 para almoçar e aguardar o passeio que havíamos comprado com antecedência pela internet para o Presídio de Alcatraz. Alcatraz é uma das prisões mais famosas do cinema e onde Al Capone ficou preso, estando situada em uma ilha. O tour sai do Pier 33, e não se recomenda deixar para comprar os ingressos na hora, sob risco de não conseguir ingressos para o dia desejado. É um passeio bem interessante e no qual você recebe um aparelho com áudio em português, que vai lhe guiando pelas várias alas do presídio, e você vai ouvindo estórias narradas por ex-prisioneiros e ex-agentes penitenciários que lá estiveram. Não existe horário pré-determinado prá se voltar e você pode ficar na ilha até a hora que você desejar.

 

Neste dia fizemos também um outro passeio de barco, pela Blue & Gold Fleet Bay Cruise, que também estava incluído no City Pass. Trata-se de uma volta pela Baía de San Francisco, passando pela Bay Bridge e indo até a Golden Gate. Ótimo para descansar e tirar fotos.

 

3º dia: Depois de ver muito a Golden Gate de longe e passar por baixo dela no passeio pela Blue & Gold Fleet Bay Cruise, resolvemos conhecer mais de perto, esta que é a grande atração de San Francisco. Para chegar até lá, pegamos o ônibus 21 na Market Street em direção ao Golden Gate Park. Entra-se no ônibus pela porta da frente e tem que pagar ao motorista a passagem ou, como no nosso caso, apresentar o comprovante do City Pass. Não vá esperando motoristas tão simpáticos e educados como são os condutores do Cable Car. A maioria deles tem cara de poucos amigos...rs. No meio do caminho descemos na Alamo Square para conhecer e fotografar as “Painted Ladies”, que são aquelas casinhas características de San Francisco e que sobreviveram ao grande terremoto que aconteceu por lá no século passado. As casas arquitetonicamente falando são bem interessantes, mas a praça em si, não tem nada de mais. Além disto, nesta área os cães podem andar sem coleira, portanto: cuidado !!! rs.

 

Pegamos novamente a Linha 21 e descemos próximo ao Golden Gate Park, que é um parque enorme. De lá, pegamos outro ônibus, da Linha 28, sentido Golden Gate Bridge, que te deixa em frente a uma loja onde se vendem souvenirs da ponte, e onde existem diversos monumentos relativos à construção dela. Dali, dá prá se tirar ótimas fotos e se você se animar, pode-se andar a pé pela ponte, dividindo a pista lateral com os ciclistas. Mesmo com a ventania e o grande movimento de carros e bicicletas, não dá prá deixar de atravessar pelo menos até a metade da ponte, que foi o que fiz...rs

 

Nossa próxima atração a ser visitada era o Exploratorium, também incluído no City Pass e para voltar, tem que pegar novamente a Linha 28, no mesmo ponto em que você desceu anteriormente. Por descuido nosso, erramos o ponto que devíamos ter descido e perdemos um tempo até chegar lá. Nestas horas, é que se percebe como faz falta um carro com GPS !!! ..rs. O Exploratorium é um imenso espaço onde se pode interagir com diversas experiências científicas de uma forma bem interessante e divertida. As crianças adoram e se gasta um bom tempo para conhecer todos os experimentos. Embora seja bem legal, não chega a ser uma atração imperdível do ponto de vista turístico. De lá, fomos até a Ghirardelly Square onde ficava a fábrica de chocolates do mesmo nome, mas que atualmente funciona como um shopping e hotel. Da fábrica de chocolate mesmo só sobrou uma lojinha. É na Ghirardelly Square que se encontra o ponto final da Powell-Hyde Line.

 

4º dia: Finalmente chegou o dia de pegar o carro que havíamos alugado com antecedência aqui do Brasil. Como a locadora ficava na região do Civic Center, deixamos para conhecer esta área administrativa da cidade neste dia. Entretanto, recomendo muito cuidado ao caminhar por lá, por que é uma área frequentada por tipos estranhos. Já de posse do carro, fomos até algumas regiões da cidade que ainda não tínhamos ido, como o Financial District, aonde fica o Farmer’s Market. Para quem não sabe, o Farmer’s Market é um mercado instalado no prédio histórico “Ferry Building”, cheio de lojas e restaurantes, com foco em comidas e produtos naturais de fazendeiros californianos. Ali perto, está a Coit Tower, que como o nome já diz, é uma torre que fica em uma área ainda mais alta, próxima aos piers e de onde se tem uma vista panorâmica muito bonita de San Francisco.

 

Como o City Pass incluía entrada para a California Academy of Sciences, fomos até ao Golden Gate Park, onde ele está localizado. Neste centro de ciências, existe um cinema estilo 360º, em que é mostrado um pouco dos estudos sobre os terremotos que abalaram San Francisco e outras cidades do mundo. Muito interessante. Em outra área do complexo, você pode participar também de um simulador de terremotos e saber como você deve agir se passar por uma situação assim. Existem ainda áreas com pinguins, aquários, estufas, animais empalhados, painéis interativos. Enfim, um lugar bem legal. Em frente à California Academy of Sciences, está situado o Young Museum, também incluído no City Pass. Entretanto no City Pass você tem que escolher entre usar o seu passaporte para entrar no Exploratorium ou para entrar no Young Museum. No nosso caso, além de já termos optado anteriormente pelo Exploratorium, também já havíamos perdido o horário limite para entrada no Young Museum e só o conhecemos por fora. O Golden Gate Park em si, onde estão localizadas estas e outras atrações, é enorme, e para conhecê-lo melhor, deve-se gastar pelo menos um dia inteiro lá.

 

Para fechar o dia e despedir da cidade, resolvemos passar mais uma vez pela Golden Gate Bridge, só que desta vez de carro, e até o final dela. Para atravessá-la de carro é necessário pagar um pedágio. Se não estou enganado, de US$ 6. Enfim, ao final dos nossos 4 dias em San Francisco, só não deu tempo de usarmos os ingressos do City Pass para o San Francisco Museum of Modern Art (SFMOMA), que embora não fique próximo de nenhuma destas atrações, é muito bem recomendado.

 

Na manhã do dia seguinte, partimos para o nosso novo destino: Los Angeles. Este será o tema do meu próximo post !!!!

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Parabéns pelo relato! Vou me basear nele pra montar meu roteiro da próxima viagem!

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Obrigado, Marigaruti. É uma viagem que merece ser feita mesmo. Precisando de alguma informação adicional, não deixe de me escrever !

  • 1 mês depois...
Postado
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obrigado cesar... depois do seu relato tenho mais certeza que essa sera minha proxima viagem em dez de 2013...

muito bom mesmo... obrigado.

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Rafael, pode ter certeza que seja lá qual for o enfoque da sua viagem, vc terá um monte de lugares legais e divertidos para conhecer. Se precisar de alguma outra dica, estou à disposição. Abraço!

  • 2 semanas depois...
Postado
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César, mais uma ajudinha, qual foi seu gasto médio na viagem (fora passagens)??

Postado
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Myzoca, prá lhe dizer bem a verdade, eu não fiz este cálculo, por que em uma viagens destas, gasta-se não só com alimentação, hospedagem e passagem, mas também com ingressos para passeios, aluguel de carro, combustível, compras para bens de uso pessoal, gorjetas, estacionamento, etc e etc. Para te passar um valor perto da realidade, eu teria que excluir todos estes custos superfluos e de escolha pessoal, que toda viagem tem, e sinceramente não fiz uma planilha disto. Além disto, o custo da sua viagem vai depender do seu nível de exigência com cada um dos itens que listei, e a época que você for. Tem pessoas que conseguem fazer uma viagem só comendo em rede de fast food, e outros que fazem questão de almoçar/jantar em lugares mais caros. Posso te garantir entretanto, que seja lá qual for o seu orçamento, você encontrará sempre muitas opções, principalmente para hospedagem, transporte e alimentação.

Boa sorte na sua pesquisa!

Editado por Visitante

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Fiz exatamente esse roteiro em maio/13, e como agradecimento pelas inúmeras dicas estou relatando sobre a viagem que fiz toda de carro no meu blog. www.eukarolteles.com

seu relato está simplesmente maravilhoso! Super detalhado.

Bjs a todos

Postado
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Karol, que bom que meu relato tenha ajudado para a realização da sua viagem. Aliás, visitei o seu blog e ele está bem legal com várias fotos, que ilustram bem as várias atrações daquela região. Parabéns e obrigado!

  • 1 ano depois...
Postado
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Casweb,

 

Apesar de 2 anos depois, seu tópico está sendo muito útil pra mim, que vou agora em Dezembro!

 

Se você lembrar, veja se pode me ajudar... em relação à visita da Warner, também pretendo pegar um horário a tarde, e em espanhol. Entrei no site deles e a opção "spanish" está "not available". Como você comprou esse ingresso? Foi pelo site deles mesmo ou lá na bilheteria, na hora? Tem diferença de preço?

 

Obrigada!

  • 2 semanas depois...
Postado
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Oi PriGRG,

 

Desculpa a demora na resposta, mas recebi a notificação da sua mensagem com atraso.

Bom, eu comprei os ingressos para visitar os estúdios da Warner pelo site deles mesmo, e na época existiam "n" horários para visitas com guias em inglês, e se não me engano, apenas 2 horários com guias em espanhol (um pela manhã e outro à tarde). O tour acontece em grupos pequenos, com cerca de 12 pessoas, então é possível que isto, somado ao número reduzido de horários, e a uma época do ano mais procurada para visitas, tenha esgotado todos os ingressos para o período que você vai estar lá. Por curiosidade entrei no site da Warner, e encontrei vagas para o tour em espanhol para hoje, o que confirma que esta opção de tour ainda existe. Inclusive, agora existe a opção do tour em francês, que não existia anteriormente. De qualquer maneira, tente fazer o tour, mesmo em inglês, por que é um passeio bem legal para quem gosta de cinema e seriados, principalmente por que ele é realizado em um estúdio de cinema de verdade, e não em um parque de diversão temático.

Boa sorte !!!!

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