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Pico do Paraná III - O Retorno de Jedi

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há locais aos quais sempre vale à pena voltar. a serra do ibitiraquire, onde se localiza o pico paraná, no estado do paraná, é um desses locais. eu ainda não o explorei adequadamente, e há quem passe a vida inteira andando praticamente só por lá. tem vistas belíssimas, uma vez que a serra está praticamente à beira mar, e nos dias abertos, vê-se toda a baia de laguna.

 

o pico paraná é apenas o pico mais alto da região, e possui uma trilha bem consolidada. eu teria uma sexta livre, e juntando com o final de semana, poderia ao menos tentar passar 3 dias zanzando por lá.

 

meus planos iniciais eram seguir um roteiro já feito pelo jorge soto: subir até o caratuva, depois descer por ali até o acampamento 1 e subir ao acampamento 2 do pico paraná.

 

mas as coisas não saíram como planejei. mal consegui passar uma noite no acampamento 2 do pico paraná, e voltei.

 

vamos, pois, ao relato.

 

 

eu havia feito o pp há cerca de um mês, indo para fazer a trilha em solo e acabando por encontrar outros membros aqui do mochileiros - o relato está aqui: pico-parana-em-solitario-a-tres-t31244.html

 

no mês passado, eu percebi a ventania do acampamento 2, e resolvi não ir de rede, mas de barraca. logo, a mochila estava um pouco mais pesada. e também com comida para 3 dias. fui usando botas, em vez de tênis, desta vez - tirei a poeira da bota, substituí por lama...

 

a previsão dava tempo bom a partir de sexta-feira (30/01/09). mas choveu muito até o dia 29. no próprio dia 29 eu embarquei às 22:15 em são paulo, para pegar o ônibus em direção a curitiba. meio ansioso, e com medo de perder a parada no meio da estrada, não preguei o olho no ônibus.

 

às 4 da manhã do dia 30, em ponto, desci no km 46 da br, já no estado do paraná, para pegar a estradinha que nos leva à fazenda pico paraná.

 

a estradinha tem 6 kms, que eu fiz sonolento e mal-humorado, em cerca de 1h40m.

 

 

entrei na fazenda com tudo escuro e a impressão de que não havia ninguém lá. fui até a casinha onde se fazem os registros e estava fechada.

 

então estiquei o isolante e o saco na varandinha e tentei dormir um pouco, mas não consegui do que muito breves cohilos, sempre interrompidos por picadas de mosquito...

 

logo chegaram os funcionários do seu dilson.

 

abriram a casinha, puseram lenha no fogão à lenha e então aproveitei pra ferver água prum café com leite... comi algo ali, conversando com os dois rapazes que trabalham pro seu dilson.

 

logo chegou um casal que subiu rápido pra fazer a trilha em estilo alpino: bate e volta.

 

eu fiquei ali enrolando e acabei por começar a trilha apenas às nove da manhã. já com sensação de cansaço, por falta de sono.

 

o tempo estava fechado, mas logo abriu, ainda quando eu estava na subida do morro do getúlio. subi o morro do getúlio lembrando o tempo todo pq ele é chamado de "morro da desistência". fui no meu estilo normal de fazer trilha sozinho: xingando o tempo todo. ainda mais que a trilha estava toda enlameada.

 

aqui um detalhe. a trilha estava tão enlameada, que pra não dizer que não estava TODA enlameada até o acampamento 2, ela estava relativamente seca num trecho de uns 30 metros no costei do caratuva, um trecho aberto onde venta bastante.

 

pode parecer incrível, mas eu andei chapinhando em poças de lama até o acampamento 2, salvo a exceção citada acima. eu nunca tinha feito isso: uma trilha longa inteira enlameada. não é força de expressão, nã é exagero. e isso é o que é pior...

 

logo na subida do getúlio, no começo, fui ultrapassado por um casal que subia lépido. eram de curitiba, tb tinham andado a estradinha (os 6 kms adicionais), e pareciam estar bem mais rápidos que eu. chegaram ao a2 cerca de uma hora antes de mim, talvez um pouco mais.

 

eu fui subindo no meu ritmo tartaruga-mal-humorada-com-sono-e-xingando, de modo que ao meio dia eu cheguei na bica. resolvi encher os cantis, parar um pouco, fazer um rango.

 

cozinhei ali, perto da bica. a essa altura, o tempo já tinha aberto, o vento tinha afastado as nuvens. comi o rango, lavei a panela, e etc. sentei agachado e pensei em fechar um pouco os olhos... acabei cochilando ali, sentado, com a cabeça sobre os joelhos. e saí da bica só uma e meia da tarde.

 

como eu estava lento e com muito sono, considerei a hipótese de dormir no a1. saí da bica levando minha capacidade máxima de água, pois no a1 não tem água. a próxima bica confiável seria a do a2. com 5 minutos de caminhada achei que tava pesado demais e despejei fora 2,5 lts de água, levando apenas mais 2 litros.

 

eu consumi esses 2 litros de água no costado do caratuva. o calor era muito, o sol muito forte, e eu suava demais. a trilha, no costado do caratuva, no setor em que ficamos pulando pedras e raízes, estava infernal: tudo era enlameado e ecorregadio, qq lugar que vc colocasse a mão escorregava. isso sem falar na lama na qual meus pés mergulhavam constantemente. lama essa que segurava a bota no chão. afinal, passaram-se dias chovendo sem parar....

 

eu caminhava bem devagar, justamente pra não cair. os escorregões eram constantes, mas nenhuma queda do tipo "bunda-no-chão", até então.

 

num dado momento, numa daquelas covas com um certo desnivel, ainda não sei como, eu caí. a altura não era baixa, eu dei uma capotada fenomenal, caindo de costas no chão, mas apoiado basicamente na cabeça e no ombro esquerdo, com as pernas pra cima. fiquei uns 2 minutos nessa posição pensando se não tinha quebrado nada. levantei e sentei num canto, trêmulo. tirei a mochila, tomei um bom gole de água e tentei me acalmar. comi uma barrinha de cereal, mais um gole de água, e nada de eu me acalmar. fiquei ali meia hora, até seguir o caminho. cindo minutos depois eu dei uma p. canelada num toco, que ainda me dói.

 

mas eu segui andando. andando, e suando, e tomando água, e tomando cuidado ao andar pra não cair de novo, afinal, a trilha estava um sabão... cheguei ao a1 apenas perto das cinco da tarde.

 

parei, tomei meus últimos goles de água e continuei. logo depois encontrei o casal que estava fazendo o ataque em estilo alpino já voltando. reclamavam do vento, que tava forte no cume e me contaram que o outro casal havia chegado ao a2.

 

continuei seguindo.

 

desci a crista que constitui o selado que liga o caratuva ao pp. no finalzinho dessa crista, há uma pedra onde haviam dois degraus. senti falta de um deles. já havia sentido falta de um degrau também numa pedra, logo depois da bica, onde haviam 3 degraus. agora há apenas 2, faltando o do meio.

 

cheguei ao costão de pedra pelo qual começamos a ascensão ao pp.

 

fui subindo, sentido o vento forte. mas nada excepcional. o tempo estava claro, sem uma nuvem à vista, um sol forte.... um ventinho até que era bom.

 

subindo pelos degraus, notei a falta de mais um. mas me apoiei num reglete e subi. e mais pra cima, senti falta de outro degrau.

 

4 degraus faltantes da última vez que eu havia estado por lá, há apenas um mês.

 

cheguei ao a2, com sede. mochila no chão, na mesma clareirinha onde havia acampado há um mês atrás com o cacius e o gutante.

 

fui pegar água na bica. e da bica, assisti ao um dos mais espetaculares pôres-do-sol que se poderia ver.

 

eu estava cansado. cozinhei uma sopa pra comer, e logo fui dormir.

 

capotei como uma pedra.

 

eu dormia a sono solto quando senti um chacoalhão na barraca. acordei, eram 2:45 da manhã. era o vento.

 

meti a cabeça pra fora e senti uma rajada de vento na cara. não era vento frio, era simplesmente vento, muito vento, vento forte.

 

eu conchilava mas de vez em quando a barraca balançava um pouco e eu acordava. depois ouvi o casal que tb tava no a2 discutindo algo, mas não deu pra entender o que era, e não fui verificar. depois eu soube que passaram a noite segurando a armação da barraca minipack que estavam usando.

 

não vi quando saíram de lá. às 4:30 meu despertador tocou, meti a cabeça fora da barraca e achei o vento mais forte ainda. saí da barraca efetivamente às 7:30, e andei com dificuldade sob o vento muito forte. o vento me empurrava. foi um parto conseguir esquentar água prum café.

 

o vento era muito forte, e mesmo num local "protegido" afetava tudo. tive que escorar o pára-vento com uma pedra e montar tudo atrás da barraca. quase tentei esquentar a água dentro da barraca... hehehehehe

 

mas inobstante o vento, não estava exatamente frio. o vento esfriava um pouco, é claro, mas 5 minutos com um fleece leve me fez sentir calor.

 

às 9:00s eu tentei fazer a subida ao cume. percebi que a barraca do outro casal não estava mais lá. devem ter saído umas 6 da matina, de volta.

 

pois mal comecei a trilinha que sai do a2 pro cume, uma súbida rajada me derrubou pruma moita de caratuvas. me derrubou pro lado!

 

resolvi esperar um pouco mais. fiquei enrolando no a2 até umas 10:30, quando resolvi observar o vento, ou melhor, a velocidade em que as nuvens passavam com aquele vento.

 

sucediam-se segundos de sol e sombra, pq entre uma nuvem e outra havia sol. as nuvens vinham de aproximadamente 325 graus, tomando-se o a2 como ponto de referência, vinha praticamente do norte (minha bússola não tem correção de declinação e não sei qual a correção que deveria fazer ali). um dado momento passei a medir o tempo de deslocamento. do itapiroca, por cima de onde passavam, até me atingirem no a2, vinham e, tempos que variavam de 5 a 8 segundos.

 

 

bom, pouco antes das 11:00s, vendo que o vento não melhorava, eu desisti de atacar o cume. arrumei tudo pra descer.

 

enquanto desmontava a barraca, um pouco antes de tirar o último espeque da barraca, o vento levantou a barraca e eu tomei uma barracada na cara....

 

às 11 em ponto eu comecei a descer. um pouco depois eu cruzei um grupo de 5 rapazes que tavam fazendo o PP em esquema de bate e volta. mais tarde, encontrei-os de novo (me alcançaram na volta, existe uma diferença de velocidade na trilha entre quem está com 70 litros nas costas e quem está com 4 litros nas costas....), e me contaram que alcançaram o cume em torno de 12:30. no retorno, passaram por alguns perigos, pois quando temos que pular das pedras, eles caíram pra fora da trilha. passaram a mirar, nos pulos, pro lado de fora da trilha, contrário ao vento, pra caírem na trilha.

 

fui descendo.

 

quando cheguei aos degraus, vendo as rajadas de vento, resolvi tirar a mochila e descê-la amarrada num cordelete. fiz isso. depois, enquanto descia (sem a mochila nas costas) num dos locais onde um degrau foi retirado, enquanto esticava a perna direita pra baixo e a mão direita tentava achar algum reglete pra se apoiar, uma rajada vindo da minha direita me jogou pro outro lado. meu corpo virou com tudo (seguro apenas pela mão esquerda num degrau e o pé esquerdo em outro) e bati com as costas no paredão. fiz força pra virar de novo, tendo que jogar com o corpo todo, e nesse movimento, na volta, enquanto eu voltava, o vento deu uma rápida cessada e claro, o impulso se tornou mais forte e eu meti o joelho direito no paredão de pedra.

 

desci o resto, sentindo o joelho doendo, tomei um anti-inflamatório e desisti de subir o caratuva depois.

 

um pouco antes do a1 eu cruzei com dois senhores que estavam fazendo o PP em esquema bate e volta. conversei um pouco. depois encontrtei com um outro doido de trilha que nem eu. conversamos um pouco (uns 20 minutos), ele conta que iria acampar no cume comentei do vento horroroso (ali onde estávamos não tava muito melhor, mas pelo menos o vento não nos derrubava), e o paulo (esse era o seu nome), com uma cara de psicopata de trilha, comenta: "mas eu tô com uma barraquinha manaslu..." - outro doido que nem eu, querendo cochilar debaixo de vento. o cidadão é frequentador do local, me deu uma dica de local alternativo pra pegar água caso seque a bica do a2.

 

continuei voltando e fui cruzando com um monte de gente. afinal, era sábado.

 

eu ia sempre confirmando o que o casal que acampara também no a2 comentava: o vento estava muito forte, era bom tomar cuidado.

 

fui encontrando cada vez mais gente. até que encontrei um pai com dois filhos (já era algo como 15:30hs) que me surpreendeu pelo desconhecimento do que estava fazendo.... perguntou até se a trilha era por ali mesmo....

 

mais tarde eu parei de novo na bica, comi algo (eu já tinha parado no a1 pra comer umas barrinhas e um saquinho de castanhas de caju - quando encontrei dois rapazes que iam acampar no a2 e tinham acabado de achar uma tarântula bitelona por ali), mas desisti de almoçar pra chegar mais cedo à sede da fazenda e tentar ao menos uma carona até a estrada, com a turma que voltava do bate-e-volta ao cume. afinal, o joelho não tava ajudando nem um pouco.....

 

desci o mais rápido possível, dentro das possibilidades que o joelho permitia. bastão é pra isso, né?

 

cheguei logo à fazenda (saí às 17 hs da bica, 1h e 40 depois eu já estava lá na sede), bati um papo com o seu dilson e com um outro adepto do bate-e-volta sobre os degraus sumidos e o homem foi ficando puto.... o outro trilheiro comentou que no marumbi, quando colocaram os degraus, um dos efeitos foi a recomposição da flora no entrono (afinal, ninguém mais se apoiava em galhos). e o seu dilson argumentou que o degrau não está lá pra facilitar a vida de ninguém, mas pra direcionar o fluxo de pessoas para causar o mínimo impacto.

 

tomei um banho quente, mais um anti-inflamatório, umas duas cocas geladas, e coloquei uma roupa limpa. afinal, eu estava imundo de lama.

 

algum tempo depois aqueles dois trilheiros mais velhos com quem eu havia cruzado de manhã chegaram de volta. eu já estava papeando com outros rapazes que apareceram por lá pra resgatar dois amigos que estavam vindo pelo itapiroca, e tinham começado a trilha lá pelo tucum ou cerro verde. aos dois trilheiros mais velhos, ao ver que iam sair de carro, pedi uma carona e eles, gentilmente, me levaram até a rodoviária de curitiba.

 

eram o maurício e o maurílio, com nomes parecidos e sobrenomes iguais, mas apenas amigos. maurílio é antigo frequentador do local, abriu muitas das vias da região. carregou o maurício pra fazer a trilha, afinal, maurício havia feito uma promessa e precisava pagar: a sobrinha passara no vestibular. legal a promessa né? melhor do que andar não sei quantos kms de joelho numa procissão....

 

mauríco fazia 7 dias que havia perdido a esposa, vítima de câncer. ainda está elaborando o luto, e o amigo de anos, o maurício, o arrastara ao pico paraná. caminhar para aliviar a dor, para aceitar o infortúnio terrível, para superar a última possibilidade que é justamente uma impossibilidade.

 

a conversa no carro rumo a curitiba foi simultaneamente leve, profunda, triste e alegre, e é incrível como mochileiros de diversas idades e diversas origens conseguem de algum modo falar a mesma linguagem, a linguagem de quem vê o vento tenebroso como belo, o cansaço do corpo como descanso para a alma, o esforço como facilidade, a dificuldade como superação, e a percepção de que o céu e o inferno são o mesmo lugar.

 

gentilmente os dois me deixaram na rodoviária em curitiba. troquei minha passagem, e à meia noite retornava pra são paulo, para domingo cedo vir aqui para o interior de sp, à casa da namorada e, desde ontem, segunda, retomar atividades letivas na faculdade, ainda mancando um pouco e, afinal, dando justificativas para os meus alunos sempre me chamarem de dr. house. :mrgreen::mrgreen::mrgreen:

 

as fotos posto quando puder!

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Gnomo? Eu?

 

 

Eu tenho que rir é da tua maneira de fazer trilha sozinho: resmungando, escomungando.. parece que eu tô vendo!Hahaha..

Tchê, aquele trecho de degraus eu acho que não vale a pena subir/descer com uma cargueira em condições de chuva/umidade e/ou vento. Não que seja difícil, mas rola uma exposiçãozinha, e se equilibrar com mochila é outro papo... Não me admiro que tu tenha te machucado.

Já a véia, ela é beneficiária do meu seguro de vida... :twisted: será que é por isso que ela me manda pro mato? hahahah

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Bivak + fibra de carbono

 

Ogum, olha no que vc transformou esse menino! :mrgreen:

 

Se o Ogum for a metade da figura que ele é nos textos, topo fazer trilha com ele só para morre de rir.

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Trip with Ogum for fun! :lol: :lol:

AHoiAhiuoAHohaoAHuAHuahua

 

Ogum nunca mais fica bom! :mrgreen:

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Gnomo? Eu?

 

 

Eu tenho que rir é da tua maneira de fazer trilha sozinho: resmungando, escomungando.. parece que eu tô vendo!Hahaha..

Tchê, aquele trecho de degraus eu acho que não vale a pena subir/descer com uma cargueira em condições de chuva/umidade e/ou vento. Não que seja difícil, mas rola uma exposiçãozinha, e se equilibrar com mochila é outro papo... Não me admiro que tu tenha te machucado.

Já a véia, ela é beneficiária do meu seguro de vida... :twisted: será que é por isso que ela me manda pro mato? hahahah

 

hehehe, mais um pouco e tua mãe fica rica... hehehe

 

pois é, eu me desquilibrei sem a cargueira. imagina se eu tivesse com ela? ela ia parecer uma vela de veleiro nas minhas costas. teria me arrancado dos degraus aquela rajada.

 

Bivak + fibra de carbono

 

Ogum, olha no que vc transformou esse menino! :mrgreen:

 

Se o Ogum for a metade da figura que ele é nos textos, topo fazer trilha com ele só para morre de rir.

 

eu, figura? sou absolutamente normal. agora, bivak + fibra de carbono não é má idéia não... pode ser uma boa idéia. cacius, viu a diferença de peso da armação de alumínio pra uma de fibra na bivak? a diferença pode não ser muito expressiva.

 

batata, o povo costuma dar risada comigo, o problema é que às vezes eu tô falando sério...

 

Trip with Ogum for fun! :lol: :lol:

AHoiAhiuoAHohaoAHuAHuahua

 

Ogum nunca mais fica bom! :mrgreen:

 

danilo, trip é sempre for fun! comigo ou semigo! hehehe

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Pra deixar bem claro: o Ogum não é doido. Um cara muito sério, mas muito bem humorado.

Um baita parceiro de trilha e de conversas. Sempre disposto a ajuar, a dizer o que sabe, com muita classe, sem ofender.

Agora que já fiz teu comercial (mesmo tu me sacaneando de porteador), te digo: ainda nem peguei o caixãozinho.. acho que amanhã o cara entrega. Daí vou pesar as armações...

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ih, cara, agora não dá mais pra ser porteador, pq a barraca vai caber só vc....

 

ok, da próxima levo a minha! heheh

  • 3 semanas depois...
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Parabéns Ogum, muito bom, muito interessante o relato!

 

Pode parecer sadismo meu, mas acho que quanto mais sofrido, mais interessante o relato fica! Relato onde tudo sai bem é chato! Parece um passeio e não uma aventura. Mas vc exagerou na dose!! Também tem aquela história, o que não mata, nós faz mais fortes, não é Dr. House??

 

Costumo limitar minhas saídas no verão, para evitar estes perrengues.

 

Avise a próxima vez que vc for fazer o PP. Um monte de gente vai querer ir junto, não para conhecer o PP, mas para conhecer este seu estilo de fazer trilha!! Se possível vou junto!

 

Qual a barraca que vc usou? Que tal no vento?

 

Abs, Peter

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hahahaha, peter,

 

meu estilo de fazer trilha é na linha mister magoo de mau humor. ou seja, lento, resmungando e fazendo umas burradinhas de vez em quando... hehehehe

 

não tem nada de excepcional não, a não ser a minha mania de ficar experimentando equipos e bugigangas. mas o cacius se divertiu no final de dezembro. deu risada pra dedéu. :mrgreen:

 

ah,a barraca: manaslu discovery light. excepcional no vento!

  • 1 mês depois...
Postado
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muito bacana o relato, ogum !!

vc deu muito azar, hein?? ainda bem que nao aconteceu nada demais..

 

to pensando em ir ao PP no 1o de maio (daqui a 5 dias)

fico imaginando esses grampos "desfalcados" subindo com cargueira, já que subi marumbi sem mochila e até amarelei pro ultimo grampeador da trilha branca..

agora estou com muito receio de perder a viagem nessa !

 

[]´s

Postado
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Ogum, fico triste por não ter lido o seu relato antes pois é realmente muito interessante.

Colegas mochileiros, quando me formei na faculdade, em 2005, fui com 1 colombiano, 1 mexicano e mais 4 curitibanos ao PP. Eles resolveram acampar lá em cima no cume. Era essa a programação. Eu, como nunca havia feito nada desse tipo, passei um medo terrível diante de todos os percalços da caminhada.

Chegando lá no cume, uma ventania que nunca vi igual. É óbvio que não preguei os olhos mesmo porque chovia mais dentro da minha barraca do que fora. Eu tinha certeza de que seria precipitado abismo abaixo.

Quem sabe um dia eu volte lá ... mas para o esquema bate-e-volta e num dia sem ventos. É mais seguro.

Gostei da sua descrição, sobretudo dos locais, pois consegui reviver esses momentos de tensão e hoje relembro de tudo o que passei com um saudosismo que me faz sentir bem.

Como diria Roberto Carlos (não sou fã dele mas a frase é espetacular): "Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi."

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