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Olá viajante!

Bora viajar?

Do paralelo 26 ao 36! Foz BsAs Mvd e Punta

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São Bento do Sul - SC, um dia qualquer de outubro/2004

Sábado cinzento, fazendo faxina no HD... achei aquele vídeo do Sunscreen feito pela DM9DBB. Eram mais de 70.000 bytes empoeirados (baixei o arquivo muito antes do "Pedro Boçal" resolver traduzir a poesia da forma mais antiquada possível). As palavras ficaram ecoando, especialmente aquela exclamação: "Viaje!...". Foi aí que pensei: puts, tenho que inventar alguma coisa nessas férias! Mas o que???
Parentada na serra do RS, de novo? Não...
Nordeste! Bahia, Ceará? Faltou originalidade né...
Hum... a Karina me convidou para ir à Sampa, subir para Campos no final de semana... Campos do Jordão no verão? Karina? Tenho certeza que a Daiana (minha namorada, que não gosta de viajar) não ficaria muito feliz com a idéia...
Mas eu tenho que dar um jeito de viajar!
Mochilão para Foz do Iguaçu... tá aí, destino legal, acho que pode ser interessante. OK, vou ficar 10 dias em Foz contando milhões de litros d'água caindo? O que mais tem ali por perto? Bem... por perto nada. Mas ali mais para baixo tem, tem... BUENOS AIRES! Bateu o frio na barriga, é pra lá mesmo que eu vou!
Não conheço nada nem ninguém da capital argentina... como vou me meter lá? Dar uma olhada no google não custa né. Fui vendo uns sites, mais outros... me empolgando cada vez mais. Vou ligar para Pluma só para ver quanto custa (coisa de mochileiro iniciante mesmo) Pô, não é caro... rs.
Deixei recados no oviajante.com, no Orkut e mochileiros.com. Organizar o negócio era primeira necessidade... foi aí que começou a pesquisa de verdade.
Criei uma planilha no excel que foi crescendo aos poucos, no mês de dezembro ela já continha preço de quase todas as companhias de ônibus, diversos hostels, dicas e locais interessantes de BsAs, Montevideo e litoral do Uruguai. Planilha esta que foi parar nas mãos dos amigos (cagões), que sempre acabam desistindo quando vêem que o negócio é pra valer...
Ainda em dezembro recebi a passagem da Crucero pelo correio. Final de ano, passou Natal, reveillon, praia e sol.... finalmente chegou o esperado dia 07 de janeiro de 2005, sexta-feira.

São Bento do Sul, 07 de janeiro de 2005

Sexta-feira, 16:00 horas, empresa fechando, chega de proformas, invoices e declarações de importação por uns dias... desligo o celular e ele dá a despedida de sempre: "Carpe Diem!" e eu respondo pensando: pode ter certeza, esses dias serão muito bem aproveitados! Quase não deu tempo para arrumar a mochila, o Expresso São Bento partiu para a capital paranaense às 19:00 horas. Vertigo - How to dismantle an atomic bomb - U2 no discman.
Chegada em Curitiba. Rodoferroviária cheia. Mochileiros chamam atenção! Não me considero um cara atraente, mas levei 3 cantadas num intervalo de 20 minutos... e elas não eram de se jogar fora não! rs (não deviam ser de lá... mulherada de Curitiba costuma ser fechada!). 21:20 embarquei no ônibus convencional da Catarinense, custou R$ 73,20 (caro). Valeu a pena, tem descansa-pés, banco reclina bem, motor silencioso...


Foz do Iguaçu, 08 de janeiro de 2005.

Foz do Iguaçu! (foi o que o motorista gritou). Não lembro de ter deixado Curitiba e já estava 700km distante de casa!
Circular para o terminal urbano. Lá avistei um casal de velhinhos misturando inglês com um espanhol muito pobre... ninguém conseguia entendê-los. É obvio que eles queriam ir até as cataratas! Perdi um ônibus quando fui ajudá-los... Ron e Nancy são dois professores canadenses aposentados (e pão duros). 20 minutos depois pegamos o mesmo circular. No parque das cataratas paguei o abuso de R$ 4 (agora o pão duro sou eu) por uma ficha do guarda-volumes (muitos estavam arrombados), confiei no guarda e na menina da loja, que ficaram de olho no armário.
No ônibus com teto transparente já pressenti que seria um dia de calor fora do normal. Percorri todo o parque (que é indescritível) com o casal canadense, foi divertido! A emoção na passarela da garganta do diabo é indescritível! Incrível como a natureza é forte... bom poder ficar curtindo o momento. Lembrei do amigo Adriano Floripa aqui do forum, que com muita sapiência disse que o lado argentino seria mais interessante, embora estivesse aconselhando a visita somente ao lado brasileiro, pois minhas 4 horas disponíveis não seriam suficientes para aproveitar com calma o lado argentino.
No terminal urbano me despedi do Ron e da Nancy, quais eu havia acostumado a chamar por grandpa e grandma (me convidaram para esquiar pelas bandas canadenses, acomodação seria na faixa... eheh, como se fosse tão fácil assim.)
No restaurante da rodoviária fiz um lanche, não perdi tempo e já estava batendo papo com duas dinamarquesas lindas (mediam quase o dobro da minha altura) elas estavam indo para São Paulo, uma pena... dali a meia hora eu estaria embarcando no double deck da Crucero del Norte!
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Fala Mike!

Bom.... não preciso ser repetitivo como todos já disseram que parece que estamos viajando com você.

Mas cara, Muito fod* a sua disposição de escrever toda essa sua viagem. Estarei indo para Buenos Aires em dezembro/janeiro e várias paradas você tem me esclarecido pelo seu relato de viagem. A propósito, estarei partindo pela Crucero del Norte daqui do Rio de Janeiro.

 

Me divirto e estou rindo demais com esse seu relato de viagem! Deixei o trabalho de ADM em Publicidade de lado para continuar a ler os capítulos... aguardo o próximo.

 

Cara, só tenho duas perguntas a te fazer:

Qualquer dúvida sobre a viagem posso escrever para o teu e-mail?

Sou leigo..., o que é Buquebus???

 

Cara, abraço e parabéns aí pelo relato.

VALEU!

 

Cadú

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Ae Dr. Carlos Eduardo

Ehehe, a disposição tá fod* mesmo... mas me animou saber q tô ajudando alguém de alguma forma...

Já deixei mta coisa importante de lado p/ ler "besteira" por aqui também!

 

Manda pergunta tranquilo para o email sim, se for urgente para maico@sicap.com.br...

senão para mrweiss@gmail.com (vejo todo dia tbem).

 

Buquebus é uma empresa de transporte marítimo de passageiros, faz a travessia do Rio da Prata (algumas vezes combinando buque=barco com bus=ônibus) e também atua no estreito de Gibraltar na Espanha. www.buquebus.com

 

Qqr coisa tô aí..

Abraço!

Mike Weiss

  • 1 mês depois...
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velho ja sou tua fa!

ate te adicionei no msn!

si vier aqui pelo norte: belem/pa avisa q monto um roteiro bem legal pra ti!

falow

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Mike,

Como vc fez essa viagem que eu estou afim de fazer me responde uma coisa...vc ficou em albergue ou em hotel??Quanto vc pagou??/

valeu,

Neme

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Jéssica,

:)) Olha que eu vou hein???...

 

Neme,

Fiquei só em albergues, a média é de U$ 6 ou 7, exceção foi o albergue na península em Punta que paguei 15 bucks.

Para quem vai com esposa/namorada existem alguns hoteis baratos (algumas vezes acaba sendo até mais barato q hostel!).

 

Abração!

Mike Weiss

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pode vim mike!!!!!

pow ta rolando terminar logo ne...!!!! afinal nos todos queremos saber mais da sua viagem! (sim somos curiosos sim)!!!!!! afinal qual a graça de ler tudo e nao saber do final!?

bjao

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A pedidos tô continuando... sorte ter o caderno p/ me lembrar das coisas! Esse ano to meio ferrado, muita coisa p/ fazer...

 

CAP 9

 

Na Av. de Mayo fiz a extravagância de pegar um táxi até o Buquebus em Puerto Madero. O taxista puxava assunto, o mesmo de sempre... de onde venho, para onde vou etc... um cara muito gente boa, falava que o salário dos taxistas era péssimo em BsAs, dificilmente passava de P$ 800,00... engraçado como mesmo assim eles (a maioria) conseguem ser simpáticos e gentis.

Depois da primeira fila, fiz o check-in na sede bem arrumada da Buquebus... mais uma fila, preenchimento de formulário e encheção de lingüiça... ganhei um visto de 3 meses, como de costume, e ainda outra filinha kilométrica (ainda bem q tem revista e mapas grátis para aguentar a espera) para poder adentrar o Eladia Isabel. Preferi levar a mochila junto comigo para o navio... caminhando logo na entrada ficou a exclamação... "Baaaah, esse negócio não é tão pequeno"! Pensei que fosse algo como o ferryboat em Paranaguá/Guaratuba, mas é quase um navio de verdade, com elevador panorâmico etc... Entrei empolgado e já fui dando uma olhada no freeshop (que não tem nada barato nem interessante), bem lá embaixo na parte de trás muitas poltronas grandes e confortáveis (parecidas com as de ônibus), comprei um lanche e tentei descansar um pouco... pela grande área envidraçada dava para ver as luzes dos arranha-céus de Puerto Madero se distanciando... confesso que naquela hora fiquei realmente triste. O sono não vinha e aquilo estava balançando demais! Subi para o outro andar p/ dar uma bisbilhotada, tinha um restaurante muito bem equipado (tanto em equipamentos, quanto em funcionarias... huuuum as funcionárias da Buquebus, todas de saia! rs). Dali eu subi mais um pouco, era bem difícil caminhar, e quem o fazia, parecia estar num estado um tanto quanto ébrio! Havia uma porta para a primeira classe (trancada) e outra para o "solarium"... la fora um vento MUUUITO forte, a ponto de precisar usar de força para conseguir andar... mas isso foi só na saída. Ali existem alguns lugares onde dá p/ ficar tranqüilo (abrigado do vento) observando o Rio da Prata. As luzes da capital portenha já estavam bem longe... foi aí que puxei papo com uma montevideana muito querida. Ela tinha ido visitar uma amiga em Buenos Aires, amava Montevideo e tinha como sonho conhecer Baln. Camboriu... me deu algumas dicas da capital uruguaia e acabamos nos separando.

É estranho como algumas pessoas passam pelas nossas vidas: apresentação, troca de idéias, e um breve tchau. Eu sabia que dali a algumas horas já não lembraria mais de seu rosto, e dificilmente nos cruzaríamos novamente... tem um quê de mistério nessas coisas que me angustia...

Desci. Montei meu "acampamento" no restaurante do segundo andar, juntei duas poltronas redondas, mochila no meio e dormi pesado, embalado pelo Rio de la Plata.

BUUUM, scataplesh!!! Acordei assustado com o barulho e o tremor, algumas pessoas gritando, as bandejas do restaurante caindo... os funcionários correram e acalmaram o pessoal, dizendo que não havia razão para preocupar-se, em questão de minutos chegaríamos em Colônia. Até hoje não entendi direito o que aconteceu naquela noite... talvez um banco de areia ou algo assim. Só sei que "o cagasso" foi grande, e depois daquilo não consegui mais dormir... e não fui o único. Liguei o discman, Ben Harper me acalmou o ânimo, tirei umas fotos e vi que estávamos atracando em Colônia. Uma fila de mais de meia hora para sair...

Apresentação de documentos, revistaram a bagagem de muita gente, mas eu passei batido de novo.

Entrei no ônibus da Buquebus. Deu para ver alguma coisa da cidade... era mesmo como eu imaginava, uma São Francisco do Sul, no Uruguay, não bateu a vontade de ficar. A estrada para Montevideo era margeada por infinitas palmeiras... muito bonita. Eram quase 7 da manhã (bem atrasado) quando fui gentilmente acordado pela minha colega de poltrona dizendo que já estávamos na estação Três Cruces... a mulher era uma tagarela, não parava de falar sobre a cidade! Sim, o povo no Uruguay fala muito! Minha primeira impressão foi excelente... a rodoviária é limpa, organizada, tem escadas rolantes, lojas, câmbio, monitores no estilo aeroporto... agora só faltava achar o hostel!

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CAP 10

 

Ainda na rodoviária, procurei as informações turísticas... opa, desculpe, procurei o o Ministério de Turismo (tudo lá é chamado Ministério!), já que não tive muito tempo para ler e pesquisar sobre Montevideo em casa. Todos ocupados, muita gente para atender... peguei um mapinha e fui para "luta". Dia nublado, bastante vento... bem diferente do clima em BsAs. Me senti em casa. Montevideo parece uma cidade média, lembra muito Joinville e alguns lugares mais escondidos de Porto Alegre. O primeiro detalhe é que a rodoviária nem aparecia no mapa! Caminhei até a Av. 18 de Julio seguindo as indicações do solícito povo montevideano... chegando na "dieciocho", não tinha nem idéia se deveria pegar um ônibus para "subir" ou para "descer" a avenida! Achei a Av. Rio Branco no maldito mapa que não mostrava o único hostel HI da cidade! Peguei o bus e desci a avenida até a Rio Branco. Enfim... chegar até a calle Canelones foi até mais fácil do que eu pensava. O Hostel Shirmann Munker é um casarão colonial espanhol onde fui muito bem recebido por uma senhora uruguaia simpática demais(que novidade hein!). Logo que eu cheguei no hostel, outros três mochileiros estavam chegando também... iniciamos uma conversa em inglês, falamos sobre o tempo, sobre a rodoviária Três Cruces e só depois fui perguntar de onde eles eram... (imaginava eu que fossem de qualquer país europeu, porque eram loiros e se enrolavam no inglês) Hahá... e veio a tímida e pausada resposta: 'We - are - from - Porto Alegre"! e eu: "Tá bom então, eu sou de SC, vamos falar português que é melhor"! rs.

Tomamos o terrível café da manhã juntos (achocolatado que não se dissolve e pedaços de pãozinho adormecido com manteiga)... eles saíram logo para dar o primeiro passeio, eu fiquei no hostel para tomar um banho e esperar a Karina que resolveu vir de ônibus (viagem bem mais demorada e segundo ela muito cansativa, pq na fronteira, ou seja, no meio da viagem vc precisa acordar). No quarto o pessoal ainda dormia (não gosto de chegar cedo no hostel! abrir os sacos plásticos das roupas faz muito barulho e incomoda todo mundo). O banheiro estava lotado, um cheiro insuportável, sujeira de todo o tipo nos boxes... só um chuveiro funcionava. Saí do banho e a Karina havia acabado de chegar... fiz inveja sobre as "aventuras" no Buquebus e logo depois saímos para dar uma volta. A esperada parada: Plaza Independência e Palácio Salvo ficam para o próximo capítulo!

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CAP 11

 

Grande Karina, alemã de Ilmenau... conheci por acaso no Portal em BsAs. Ela vinha mochilando desde Lima, onde estava estagiando... simpática, animada, muito doida e espivitada. Depois de um tempo fui notar que ela tinha umas picadas nos braços (que não eram de mosquitos) um dos motivos pelo qual nossa relação não passou de uma sincera amizade mochileira. Passeamos bastante pela cidade de Cambio City juntos (era assim que a Karina se referia a Montevideo, devido ao excesso de casas de câmbio na cidade). A iluminação pública não é fixa apenas nos postes, ela cruza a avenida suspensa por meio de fios... a 18 de Julio, a avenida principal, é ladeada por edifícios antigos em plena decadência, quase sem pinturas, venezianas caindo... a impressão é de ter voltado 50 anos no tempo. E isso é o mais legal da cidade!!! Tirei algumas fotos p&b desses pontos surreais... tudo passa uma melancolia, abandono... típico de um país rico que está na miséria. Quanto aos diversos lugares que passamos, um dos pontos altos no Uruguay, foi conhecer a Plaza Independência. É um símbolo de Montevideo e do Uruguay... ali ao lado há um mini-mercado que tem sanduíches, sucos e tortas muito baratas... levamos tudo para viagem e almoçamos ali mesmo no banco da Plaza Independência, observando o Palácio Salvo. Falando nele, quem já viu alguma foto, sabe que é um dos edifícios mais bonitos, me arriscaria a dizer da América Latina! (muito mais bonito que a Casa Rosada ou outro edifício histórico de BsAs).

Passear com calma, sem destino, é o melhor que há para se fazer por lá... sempre tem alguma coisa interessante no caminho. Fomos ao Porto... e ali entramos no famoso Mercado del Puerto, um estilo diferente... tem um relógio de madeira bem ao meio... Não, infelizmente eu não experimentei a parrillada! Meu estômago deu um pulo só de ver aqueles miúdos... ehehe.

Já na saída do mercado fomos abordados por uns tipos "estranhos"... voltamos para o mercado e não deu nada... (bem que tinham me avisado que aquele local era perigoso). Não abalados, subimos para a Iglesia de San Francisco, Banco de Montevideo, passamos pela Catedral, pelo Teatro Solís, Intendência, onde há uma central de informações turísticas excelente e exposições de artistas locais. Ali por perto tem uma feira dos artesãos, grande a feira!

Bem no meio da 18, há uma pracinha com nome bem estranho "Cagancha" onde está a estátua da Liberdade, que nada tem a ver com a americana!

Um edifício que me chamou bastante a atenção foi o do Banco Oriental do Uruguay... neoclassista, com colunas gregas, um interior com vitrais... entramos por acaso e valeu a pena. (parece a Catedral de BsAs!).

Da calçada ouvimos uma voz estranha e alta repetindo: once once once once, resolvemos entrar, e era um leilão de antiguidades. Muita coisa interessante e barata (p/ não dizer de graça!)... quinquilharias em geral! Muito cômico ouvir um leiloeiro falando tão rápido em espanhol, não entendi uma só palavra a não ser o valor dos produtos que eram repetidos umas 15 vezes a cada lance.

Imperdoável em Montevideo é deixar de dar uma volta nas Ramblas. Elas são as "beira-mar" da cidade. Há um calçadão a perder de vista... praias, ciclovia, edifícios de luxo. Um lugar interessante, o local mais brasileiro de Montevideo... no entanto vazio demais para o meu gosto. Na subida para a Dieciocho levamos um gelo do caramba. Passamos ao lado de uns cinco indivíduos deitados na grama... eu olho para trás e estão os cinco caras correndo atrás de nós. Qual a primeira reação??? Ruuun Karina, run!!! (no maior estilo Forrest Gump, já que nós conversávamos só em inglês, porque a preguiça de falar espanhol era muita e o meu alemão se resume a alguns cumprimentos e palavrões). Sorte nossa foi estar passando um circular no qual pulamos e pedimos para fechar a porta. Pela janela ainda vi a cara de raiva dos caras. Êta gelinho, essa foi por pouco. Claro que nós facilitamos... passeando num lugar deserto num dia de semana com mochila (a pequena, de bagulhos) e ela com uma Canon com objetiva de 8mp no peito é pedir! O problema é que eu nem sabia para onde o ônibus ia, e qual era o preço... rs Por aí dá para notar que a crise no Uruguay está feia mesmo... o reflexo de um governo relapso é muita gente desempregada, e a ausência de policiais nas ruas.

Descemos logo depois e fomos ao Congresso... visitem. Vale o tempo perdido no ônibus (que passa por cada favela...). Enfim, gostei de Montevideo, do povo de lá que nos acolheu muito bem (local onde me apresentaram o hospitality club!) mas as noites são perigosas sim (houve outra tentativa de furto, quando estávamos numa turma maior perto do hostel - LUGAR MUITO PERIGOSO). As noites lá não são das melhores... fiquei num quarto sem janela, o cheiro é estranho, o colchão não é bom e acho que a roupa de cama não era limpa. Deixar coisas de valor no locker do quarto é impossível, porque não tem "trumbisco" para colocar o cadeado, a internet que é paga por minuto usado não estava funcionando, e somente membros da HI podem usar a cozinha (tá, eu usei mesmo não sendo sócio... rs). A Karina queria retornar para Colônia, ela é fascinada por cidades históricas... e eu estava ansioso para ir p/ Punta e região. Resultado: evitei a despedida (que eu não gosto mesmo!) deixando um bilhete para ela e me mandei... segui a filosofia hitchhiker de uns colegas Israelenses que estavam no hostel e fui para a saída da cidade hacer dedo. Péra aí... não é o que vcs estão pensando! Fui esticar o polegar, pedir carona... carona para LA PARTY PUNTA!!!:)

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