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Eurotrip (Amsterdam, Paris, Veneza, Florença, Roma) 14 dias.

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Queridos amigos, no intuito de retribuir toda a ajuda que o fórum já me proporcionou, resolvi criar este tópico. Espero que possa ser de alguma utilidade para futuros viajantes. Essa é minha primeira postagem, sou mais de apenas ler, mas me sinto em débito, rsrs.

 

Em primeiro lugar, esclareço que este relato começa após uma travessia marítima, feita no cruzeiro MSC MAGNÍFICA, que partiu de Santos no dia 28/03/13. Não vou detalhar essa parte da viagem pois não é o objetivo do tópico criado mas se alguém se interessar, por favor, manifeste-se que o farei de bom grado. ::otemo::

 

Desembarcamos em Amsterdam no dia 14/04/13 e fizemos o seguinte roteiro a partir desse dia:

 

14/04/13 - Amsterdam

15/04/13 - Amsterdam (tour por Marken, Volendam, Zaanse Schans e Keukenhof)

16/04/13 - Paris

17/04/13 - Paris

18/04/13 - Paris

19/04/13 - Paris (visita ao Palácio de Versalhes)

20/04/13 - Veneza

21/04/13 - Florença

22/04/13 - Florença

23/04/13 - Florença (tour por Monteriggioni, Siena, San Gimignano e vinícola Sovestro In Poggio)

24/04/13 - Roma

25/04/13 - Roma

26/04/13 - Roma (tour para Capri)

27/04/13 - Roma (Vaticano e retorno à noite para o RJ)

 

Os hotéis e custos vou detalhar no relato de cada cidade.

 

Antes de mais nada, devo ressaltar a importância do planejamento em qualquer viagem para o exterior. Saímos do Brasil (minha esposa e eu) com reservas feitas em todos os hotéis, seguro-viagem, passagem de trem (Amsterdam-Paris), avião, passes de museus e atrações TODAS COMPRADAS E IMPRESSAS. Isso é essencial para que não tenhamos dor de cabeça e aproveitemos ao máximo nossas férias. As exceções dessa regra foram os passeios que decidimos comprar pelos arredores de algumas cidades mas mesmo esses passeios já eram cogitados em nosso planejamento inicial. Apenas deixamos em aberto tal possibilidade (e não nos arrependemos, rsrs). Também deixamos para comprar as passagens de trem pela Itália nas estações, pois sabíamos que, por não ser alta temporada, encontraríamos com certa facilidade.

 

Utilizamos DEMAIS o aplicativo do tripadvisor para android, o cityguide de cada cidade, que pode ser baixado de graça e funciona offline. Esse aplicativo foi uma verdadeira mãe, e com ele quase não precisamos pedir informação de nada. Você baixa por cidade (ex: Amsterdam city guide, Paris City guide...). Além de avaliações de restaurantes e atrações, ele ainda serve de mapa, como uma espécie de gps.

 

Nossa passagem de volta foi comprada pela empresa Alitália. Não recomendo. O vôo foi desconfortável, a alimentação não é das melhores. As passagens saíram a um preço aproximado de R$ 3.500 (no total).

 

Vamos ao relato então...

 

Dia 14/04/13 - Amsterdam

 

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Desembarcamos por volta das 11h em Amsterdam. O porto fica bem próximo da Amsterdam Centraal, a principal estação ferroviária da cidade. Como estávamos com malas, preferimos pegar um táxi até nosso hotel. Em menos de 10 minutos estávamos na porta. Apesar da corrida curta, o preço foi salgado: € 15 .

 

O hotel chama-se Hotel Estheréa. Excelente! Atendimento nota 10, quarto espetacular, bem localizado. Reservamos através do booking e não nos arrependemos.

 

Valor pago: € 451(2 noites)

 

Site do hotel: http://www.estherea.nl/en/index.html

 

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Sem querer perder tempo, deixamos as malas no quarto e fomos bater perna. Com o aplicativo em mãos, zanzamos pelas ruas, admirando os belíssimos canais de Amsterdam. Tivemos muita sorte, chegamos logo no primeiro dia quente do ano. Não que estivesse calor, mas o tempo estava agradável.

 

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Chegamos em um domingo e as ruas estavam cheias. Amsterdam nos surpreendeu demais, o povo muito amistoso, educado. As ruas limpas, seguras. O visual da cidade é único. Andamos até a Leidsplein, uma das principais praças da cidade, com vida social muito ativa, principalmente à noite. Ela estava lotada, muita gente sentada nos cafés, aproveitando o dia agradável.

 

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De lá fomos conhecer o Vondelpark. No caminho, paramos para visitar o Holland Casino. Nunca tinha entrado em um cassino de verdade, apenas o que existia no cruzeiro mas ele era bem pequeno. Curiosos, acabamos nos arriscando. Tivemos que deixar nossos casacos na entrada e pagamos uma taxa de € 5 por pessoa. Também apresentamos nosso passaporte pois a entrada de menores é proibida. O lugar é imenso mas infelizmente não permitem fotografias em seu interior. É impossível imaginar um lugar desses em nosso país (o mais próximo foram as antigas casas de bingo mas mesmo assim não tem nem comparação...), centenas de máquinas dessas caça-níqueis, filas imensas nas mesas de poker. Parecia um shopping de tanta gente. Após rodarmos um pouco e não gastarmos nada (tá doido? É EURO!!!), saímos e nos dirigimos até o Vondelpark, que fica bem em frente.

 

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O parque é imenso e o tráfego de bicicletas muito intenso. Aliás, a impressão que tivemos durante nossa estadia em Amsterdam é que a prioridade é claramente do ciclista pelas ruas da cidade. São centenas de bikes espalhadas e todo o tipo de pessoas as usando. Desde crianças até senhores de idade, jovens ou pessoas indo trabalhar, de terno e tudo.

 

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Após passearmos um pouco pelo parque, fomos em busca da famosa "I Amsterdam", que se encontrava na museumplein. Sempre usando nosso querido aplicativo, partimos em busca da praça.

 

Chegamos sem problemas até ela. Estava cheia, muitas famílias passeavam, algumas crianças jogavam futebol, muitos jovens estavam sentados na grama, fumando ou conversando. Tirar foto no "I Amsterdam" em um domingo, por volta de 14h??? Impossível! rsrs. O lugar estava extremamente disputado, uma verdadeira odisseia para conseguirmos um lugarzinho!!! Mas não podíamos sair dali sem um registro né?

 

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Como tínhamos pouco tempo pela cidade, decidimos não visitar os museus dessa vez, dando prioridade para a casa de Anne Frank e um jantar romântico pelos canais de Amsterdam. Queríamos andar, conhecer as ruas, os canais, enfim...Por isso, infelizmente, não temos como opinar sobre os museus da cidade. Na próxima, com certeza iremos!

 

Bom, continuando o relato, nesse momento do dia estávamos famintos! O que comer? Saímos da museumplein e nos dirigimos novamente à Leidsplein. Na praça mesmo estava muito cheio e os restaurantes lotados, mas resolvemos desbravar as ruazinhas que se encontravam ao redor e achamos uma infinidade de restaurantes italianos, argentinos, chineses...nossa, era tanta variedade que ficou difícil escolher. Mesmo com as indicações no aplicativo, estávamos bem indecisos. Foi nessa hora que passamos em frente a um restaurante mexicano e uma simpática funcionária que estava na porta nos abordou de maneira muito cordial. Pode parecer besteira o que vou escrever, mas aprecio (além de uma boa comida, é claro) um bom atendimento. A menina era italiana, falava espanhol fluentemente e vivia na Holanda. Quando descobriu que éramos brasileiros, ficou toda feliz, se esforçando no portunhol, perguntando sobre o Rio de Janeiro. Ela foi tão atenciosa que nos ganhou facilmente, rsrs. Sentamos em uma mesa do lado de fora e tivemos um agradável e delicioso almoço, com direito a nos fantasiarmos e tudo de mexicanos para tirar fotos, hahahaha. Foi muito divertido! No fim, ainda fizemos questão de dar uma boa gorjeta, pois como escrevi, aprecio demais um bom atendimento! Recomendo e muito o restaurante!!!

 

Restaurante Elvino Grill

 

Valor do almoço: €32 (total)

 

Endereço: Lange Leidsedwarsstraat 51-Wnkl 1017NG (acho que é isso...)

 

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Depois desse almoço agradabilíssimo, tínhamos que acelerar o passo, pois nosso próximo destino era a Casa de Anne Frank e havíamos comprado os ingressos pela internet com hora marcada. Foi só o tempo de passar rapidinho no hotel, tomar uma ducha, trocar de roupa e correr. Quando chegamos, encontramos uma fila imensa mas como tínhamos hora marcada, entramos por outra porta, sem filas, somente apresentando nosso voucher e nossos passaportes. Entramos sem problema nenhum.

 

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O que dizer desse lugar? Tocante, triste, extremamente perturbador? Tudo isso e mais um pouco...é até difícil de descrever o horror de uma das mais sombrias épocas de nossa história... fotos não são permitidas e mesmo que fossem eu acho que não as conseguiria tirar pois tive um respeito profundo por aquela história e tudo que a cerca. Eu, como pai, fiquei realmente comovido com tudo o que vi.

 

Preço: € 9.50 por pessoa

 

Site: http://www.annefrank.org/nl/

 

Bom, após a visita, tínhamos tempo para passear mais um pouco pela cidade, aproveitando o dia. Andamos e andamos. Nosso jantar estava agendado para às 20:30h e o ponto de encontro era bem próximo ao Hard Rock Cafe, que ficava ao lado do Holland Casino. Como já havíamos conhecido essa parte, ficamos passeando sem rumo, apenas aproveitando toda aquela atmosfera local. Que lugar maravilhoso!

 

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Perto do horário marcado, nos dirigimos até o ponto de encontro para o nosso jantar romântico a bordo de uma das embarcações da Blue Boat Company. Esse jantar romântico nós compramos ainda aqui no Brasil. O tour vale muito a pena, você enxerga Amsterdam de uma maneira diferente, uma nova perspectiva. O que não recomendo é o pacote que compramos, com jantar incluso. A comida não foi mto boa e pagamos caro quando poderíamos ter feito passeio semelhante só que sem a refeição. Mas, apesar da comida, o passeio é bem romântico, nosso "capitão" era mto gente boa, contando piadas (em inglês) e explicando a história da cidade e seus canais. O tour demorou cerca de 3h e quando saímos de lá já eram quase meia noite. Um detalhe interessante: quando o tour começou, ainda estava claro. Anoiteceu mesmo já eram mais de 21h. Foi muito bonito acompanhar o cair da noite passeando pelos canais de Amsterdam. Minha esposa amou! Brindamos o fim do primeiro dia, felizes e satisfeitos pela escolha dessa maravilhosa cidade...que saudades!!!

 

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Nosso tour: Blue Boat Dinner Cruise (não recomendo pela comida)

 

Valor: € 62,50 por pessoa.

 

Site: http://www.blueboat.nl/index_en.html

 

No fim do passeio, voltamos a pé, sem problemas, para o hotel. É até estranho andar pelas ruas de uma cidade, de madrugada, sem medo de ser assaltado, etc. Eu, como carioca, estranhei demais (infelizmente! :cry: ).

 

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Amigos, continuarei o relato ao longo dessa semana. Espero que estejam gostando. Peço desculpas antecipadamente caso eu tenha exagerado nas fotos. É pq minha esposa e eu adoramos relatos cheios de fotos, fazem a gente viajar junto com a pessoa e este foi nosso intuito. Qualquer dúvida ou crítica podem postar, aceitamos numa boa, é nosso primeiro relato né, rsrs.

 

Grande abraço!!!

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15/04/13 - Amsterdam (tour por Marken, Volendam, Zaanse Schans e Keukenhof)

 

Ainda no Brasil, minha esposa manifestou interesse em conhecer Keukenhof, o maior jardim de tulipas do mundo. O parque só abre durante 3 meses no ano (março, abril e maio) e seu ingresso pode ser comprado no próprio site, assim como alguns combos que incluem passagem de ônibus (ou algo do tipo, pelo que me lembro...). Ficamos em dúvida se valia a pena comprar antecipadamente por causa do tempo. Um pouco antes de embarcarmos, líamos notícias de frio na Europa e estávamos receosos ::Cold:: Achamos melhor esperar e, se o tempo estivesse bom, comprar somente em Amsterdam.

 

Quando fizemos o check-in no hotel, recebemos um livreto com propaganda de diversas excursões pelos arredores da cidade, assim como para a Bélgica tb. Estava decidido a ir por conta própria para Keukenhof, o tempo estava ótimo e eu havia pesquisado algumas dicas aqui no fórum mesmo. Só que me deparei com uma excursão que me fez balançar: eram 12 horas de passeio que, além do parque, incluía tb Marken, Volendam e os famosos moinhos de Zaanse Schans. Minha esposa resistiu à ideia, achou que ficaria caro e teve medo de ter pouco tempo em Keukenhof. Tive um belo de um trabalho para convencê-la mas felizmente consegui! ::kiss::

 

Saímos para curtir nosso primeiro dia pela cidade e quando voltamos do almoço no Elvino Grill para nos arrumarmos para a Casa de Anne Frank, aproveitei enquanto ela ainda se preparava no quarto e desci até a recepção para buscar mais informações sobre a excursão. Eu poderia fechar tudo ali mesmo, sem nenhuma burocracia. Era o empurrão que faltava. Ainda tinha a escolha de ser pego no hotel mas preferi ir até o ponto de encontro pois o mesmo se encontrava próximo à Dam Square, e queríamos conhecer. Fechei tudo e continuamos com nosso dia, conforme relatei no post anterior.

 

Sei que dei uma "turistada" legal fechando esse passeio mas creio que fiz um bom negócio pois tínhamos somente mais um dia e era nossa primeira vez na Holanda. Se eu tivesse mais tempo na cidade, poderia ter feito por conta própria mas diante das circunstâncias, não me arrependo.

 

Empresa da excursão: http://www.tours-tickets.com/

 

Valor do passeio: € 65 por pessoa.

 

O horário marcado era 8:45. Acordamos cedo e tomamos café no próprio hotel. Saímos por volta das 8h e chegamos à Dam acho que em menos de 10 minutos. Aproveitamos para andar um pouco e conhecer a praça.

 

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Fomos caminhando até o ponto de encontro, ficava em uma rua chamada Damrak, se não me engano, e achamos sem problemas a loja. Ficamos aguardando o chamado da nossa excursão. Fomos chamados e atravessamos a rua para aguardar o ônibus. A excursão saiu pontualmente às 9h. Havíamos escolhido o passeio em inglês mas essa escolha mostrou-se sem sentido pois a guia logo começou a falar em inglês para em seguida repetir tudo em espanhol, ou seja, todos juntos e misturados, rsrs. A surpresa ficou por conta de um grupo de brasileiros que estava na mesma excursão e um segundo guia que começou a falar em português! Mais tarde, soube que esse grupo de brasileiros pediu por um guia em português e como estavam em um número razoável, tiveram seu pedido atendido. Melhor pra gente... ::otemo::

 

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Marken

 

É um autêntico vilarejo holandês, situado em uma ilha, que virou península graças à construção de um dique que o ligou ao continente em 1957. O lugar é muito bonito, estava frio e o tempo bem feio, o que nos preocupou muito. Estávamos empolgados com o clima em Amsterdam e quando chegamos em Marken o tempo fechou de uma forma desanimadora!

 

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Fomos caminhando pelo vilarejo até chegarmos à fábrica de tamancos de madeira. Esses tamancos são bem famosos, verdadeiros cartões postais na Holanda. A visita foi bem legal, vimos a produção, tivemos uma palestra, enfim, tudo bem interessante.

 

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Quando saímos da fábrica nos deparamos com algumas ovelhas e um senhor que as conduzia. Alguém na excursão disse que eles faziam isso de propósito para os turistas, o que daria um ar mais típico. Bom, não sei se essa informação procede mas que foi legal, foi... ::lol4::

 

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A guia nos levou até o barco em que iríamos para Volendam. O tempo ficou mais feio e começou a chover. Caramba, estava frio nessa hora... ::Cold::::Cold::

 

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Volendam

 

É uma pequena cidade de 20 mil habitantes. Quando chegamos, o tempo deu uma melhorada, parou de chover. Fomos conhecer uma fábrica de queijos. Lá o pessoal pôde comprar todo o tipo imaginável mas nós não compramos nada, primeiro que ainda ficaríamos muitos dias na Europa e segundo que a maioria fedia pra caramba... ::lol4:: . Enfim, valeu por conhecer mas não somos mto fãs de queijo. Demos uma volta rápida pela fábrica, nem paramos pra escutar a palestra sobre a produção e fomos andar pra conhecer um pouco de Volendam. Passeamos, compramos algumas lembrancinhas pra nossa filhota que ficou no Brasil e depois fomos ao encontro da excursão. A próxima parada seria a que eu mais esperava, os moinhos holandeses!

 

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Zaanse Schans

 

Chegamos pouco tempo depois. Não era mto longe de Volendam. Para nossa alegria, o tempo havia melhorado muito, o céu estava claro e o visual espetacular. Eu estava empolgado, o lugar era demais! Tínhamos um bom tempo livre e andamos bastante, inclusive até subi em um dos moinhos. Você paga coisa de 1 ou 2 euros pra subir. Subi e não me arrependo: o visual é louco! E olha que não sou fã de altura mas não tinha como não subir, ainda mais com um tempo aberto como aquele. Minha esposa só não gostou do cheiro do lugar, era um cheiro bem esquisito mesmo, não sei se era de ovelha ou outra coisa mas o fato é que o lugar tem um cheiro forte sim. Pelo menos naquele dia tinha. Mas mesmo assim, ver aqueles moinhos de perto foi o ponto alto de nossa passagem pela Holanda. Nem mesmo Keukenhof me encantou tanto quanto Zaanse Schans. É claro que minha esposa não compartilha dessa opinião... ::lol4::

 

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Keukenhof

 

Saímos de Zaanse Schans e fomos rumo ao famoso jardim de tulipas. O translado demorou um pouco mais, o que não foi nenhum sacrifício, já que a paisagem na estrada ajudava bastante... :D

 

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Ao chegarmos no parque, estávamos famintos. Esqueci de mencionar que em Volendam houve tempo para o almoço mas minha esposa e eu apenas lanchamos uma besteirinha e nos demos por satisfeitos. Combinamos que iríamos fazer uma pausa para o almoço em Keukenhof, já que teríamos tempo de sobra nele. Logo na entrada existem armários onde vc pode deixar bolsas e mochilas. Basta apenas depositar 1 euro, ficar com a chave e na saída vc abre o armário e seu euro é devolvido! Uma cambada de gente deixava moedinhas pois não sabiam desse detalhe. Nós mesmos só descobrimos pois vimos um sujeito recolhendo algumas perdidas.

 

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Bom, dentro do parque existia uma máquina que tocava uma música incessantemente. Era muito alto. No começo foi mto legal, a música parecia ser típica, local e etc. mas com o tempo se tornou irritante. Sério, era um barulho ensurdecedor. ::putz::

 

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O parque é imenso! Ele se divide em 6 pavilhões e milhares de tipos de tulipas. Tirei até uma foto do mapa, pois com certeza não iria me lembrar...

 

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Seguimos para nossa direita, rumo à "Orange Nassau" e dali faríamos toda aquela parte, deixando o pavilhão "Juliana" por último, terminando assim na mesma entrada em que nos encontrávamos.

 

Não vou descrever cada pavilhão pq ficará muito extenso e cansativo. Acho que as fotos falam por si. O lugar é gigantesco, tudo é muito bonito e vale a pena gastar sua tarde passeando pelos belíssimos jardins, tulipas de todos os tipos e cores. Apenas indico não deixarem de ver o pavilhão "Willem-Alexander", que é uma espécie de estufa gigantesca e as flores de lá dão um show a parte. Foi nesse pavilhão onde almoçamos tb.

 

Também dentro de Keukenhof existe um lugar, acredito que seja próximo do pavilhão "Orange Nassau", onde há uma espécie de "mini-fazenda", com diversos animais (coelhos, cabras, gansos, porquinhos...). As crianças podem entrar e brincar, só não sei dizer se é pago pq não entramos. Até gravamos um vídeo pra nossa filhota e ela amou! ::otemo::

 

Existem muitas lojinhas onde se pode comprar lembrancinhas de toda a Holanda, assim como especificamente de Keukenhof. Minha esposa parou para fazer algumas comprinhas e aproveitou bastante. E mais uma vez fomos extremamente bem atendidos. Uma senhora (de idade já) foi um verdadeiro amor, sempre sorridente. Assim também foi no restaurante em que almoçamos, eu estava desesperado por um gelo para pôr na minha coca-cola (fato engraçado: lá eles não costumam colocar gelo nos refrigerantes...) e um dos atendentes viu que eu estava procurando alguma coisa. Ele largou o que estava fazendo, me perguntou (em inglês) o que eu desejava. Eu disse, ele coçou a cabeça, pediu um momento, foi na cozinha, conseguiu de alguma forma um gelo raspado (ou algo do tipo), ainda me pediu desculpas pela demora. Eu nem acreditei na boa vontade daquele cara! Quem sabe um dia sejamos tão bem atendidos assim, aqui no Brasil...

 

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Bom, vou colocar o link da página oficial de Keukenhof: http://www.keukenhof.nl/en/

 

Não comprei online mas acredito que não dê nenhum problema.

 

Também vou postar um dos vídeos que fizemos pra nossa filhota lá no parque:

 

http://www.youtube.com/watch?v=nI2YIq6prII&feature=youtu.be

 

 

Bom, depois de muito andar e passear, nosso tempo acabou: era hora de retornar para Amsterdam. O ônibus da excursão nos deixou no mesmo lugar, próximo da Dam. Eram quase 21h mas estava claro ainda. Decidimos conhecer a Red Light District. Eu estava muito curioso, rsrsrs. É claro que a esposa não desgrudou né...hahahaha ::quilpish::

 

Brincadeiras a parte, o local em si é tranquilo, o que nos deixou cabreiros foi tentar chegar lá. Algumas ruazinhas meio obscuras, tinham uns caras estranhos, mal encarados, ficavam aos montes de bobeira...não sei se vendiam alguma coisa ilegal, enfim...as drogas mais leves são permitidas nos famosos Coffeeshop mas realmente não sei qual era daqueles caras, só achei bem estranho. Enfim, tudo deu certo e chegamos no local. É um lugar de vida noturna bem ativa, muitos bares e boates, lotado. As famosas vitrines surgiam aos montes, para todos os gostos, desde os tipos mais intragáveis até "meninas" muito bonitas...é claro que nem olhei direito, né amor? Te amo!!! ::essa::

 

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Bem que pensava em tirar fotos das vitrines mas não dava: alguns turistas tentavam batê-las mas as meninas saíam de seus lugares, ofendendo e fazendo gestos. Não quis me arriscar. Ao passar por um dos becos tentei filmar com o celular, fingindo que estava falando com alguém mas elas também manjaram o truque e quando eu passava elas fechavam as cortinas. Enfim, saí frustrado... ::putz::

 

Saímos da Red Light, passamos em um Burguer King, pedimos pra viagem e voltamos para o hotel. Ainda paramos para tirar mais uma foto na Dam pq a noite estava show!

 

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Chegamos ao hotel, lanchamos, ainda arrumamos nossas malas e fomos dormir, exaustos e muito felizes por nossa passagem pela bela Amsterdam! De manhã bem cedo pegaríamos o trem que nos levaria para a eterna cidade luz, Paris.

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Opa.. Tudo Bom??

Relato tá bacana demais... e quanto as fotos.. é como você disse a gente ''viaja na viagem'' ...

Muito Bom..!

Acompanhando!

 

 

Opa, meu xará, obrigado pelo feedback! Forte abraço!

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16/04/13 - Paris

 

Acordamos por volta das 7h e fizemos um check out tranquilo. Pedimos novamente um táxi, mesmo sabendo que gastaríamos €15 em 10 minutos. A verdade é que sempre ficamos tensos, com medo de perder o horário, acontecer algum imprevisto, enfim...era a primeira vez que viajaríamos de trem pela Europa. Nosso trem estava marcado para 8:19 h. Tudo certo, conseguimos chegar cedo na Amsterdam Centraal e começamos a procurar nossa plataforma. A estação é bem sinalizada mas ficamos perdidos, acho que mais pela ansiedade do que tudo. Acabamos subindo para uma plataforma errada, pedimos informação e um cara que estava lendo jornal nos ajudou prontamente. Pegou meu voucher, leu, começou a procurar um fiscal e nos encaminhou. Agradecemos e nos dirigimos para a plataforma certa. Quando chegamos nela, um outro fiscal pediu meu voucher e nos indicou a localização correta em que meu vagão estaria no momento em que o trem parasse. Tudo correndo muito bem, fomos até o local indicado e esperamos. Os trens não atrasam, chegam um pouco antes e saem em ponto. Existem painéis que indicam o próximo trem a chegar e o horário de saída. Depois percebi tb uma placa com o desenho dos trens, os números dos vagões e a localização de onde eles parariam, ou seja, afobação total né, bastava ter lido tudo com calma... ::putz::

 

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Viajamos pela Thalys e compramos as passagens ainda no Brasil, mais ou menos 2 meses antes. Escolhemos a passagem Confort 1, pois ela incluía café da manhã e internet gratuita durante a viagem. Não nos arrependemos, o trajeto é de aproximadamente 3h e 15 minutos, a viagem foi super confortável e o atendimento muito bom. O café da manhã foi bom, ainda tivemos um lanche quando já estávamos próximos de Paris.

 

Valor das passagens: € 185 (total)

 

Trajeto: Amsterdam Centraal - Paris Nord

 

Site: http://www.thalys.com/nl/en/

 

Uma observação: pq não optamos por algum vôo? A razão principal: malas. Vínhamos de uma travessia marítima e estávamos carregando duas relativamente grandes. Em cruzeiros não tínhamos limites de peso. Geralmente, os vôos mais baratos eram do tipo low cost e tínhamos que pagar pelas bagagens. Acabava que a diferença não era tanta e fora isso nosso hotel era próximo da Amsterdam Centraal enquanto o aeroporto era longe. Nem sei dizer qto daria um táxi até lá...Além disso, o tempo de viagem nos agradava, queríamos experimentar andar de trem pela Europa. O mesmo não aconteceu no trajeto Paris-Veneza, onde optamos pelo vôo pois o tempo de viagem era muito longo e só teríamos 1 dia por lá.

 

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Bom, antes de embarcarmos no trem, tinha que acontecer alguma coisa pra apavorar os já assustados turistas né? Quando o trem começava a entrar na plataforma, uma mulher começou a falar no alto-falante da estação. O barulho era alto e eu não estava entendendo nada, só vi que a galera que estava esperando começou a se agitar enquanto outros, como nós, estavam com cara de tacho. Quando o trem parou, ela repetiu em inglês: excepcionalmente naquele dia (justo naquele dia...), as posições das classes Confort 1 e 2 estavam trocadas e nosso vagão tinha sido jogado láááá pra trás. Aí foi aquela correria, a gente saiu apavorado pela plataforma, o fiscal foi cercado e tentava explicar, só que tinha chinês, francês, sei lá mais qual nacionalidade, todos balançando o voucher, assustados, e ele lá tentando se fazer entender. Nós conseguimos achar nosso vagão e subimos aliviados. Que doideira!!! ::lol4::::lol4::

 

Enfim, após esse pequeno incidente, a viagem transcorreu em paz e foi tudo tranquilo. Chegamos em Paris por volta das 11:45 h. Novamente pegamos um táxi e rumamos em direção ao nosso hotel.

 

No ano passado estivemos em Paris, acreditem, por ínfimas 8 horas. Foi um passeio rápido, estávamos visitando minha tia em Frankfurt e decidimos dar um pulo, de carro, até lá. Foi tudo muito rápido, cansativo, só passávamos em frente e tirávamos fotos. Obviamente não gostamos e ficamos com um gostinho de quero mais. Esse ano seria diferente. Ficaríamos hospedados em um hotel mais barato, reservaríamos 4 dias para explorarmos o máximo dessa maravilhosa cidade. E foi o que fizemos.

 

Ficamos no hotel Ibis Paris Montmartre. Acho que todo mundo conhece o padrão Ibis de qualidade...quartos bem simples, econômicos e geralmente bem localizados. Para a gente, era o ideal. O hotel fica perto de uma estação do metrô, perto de atrações como o Moulin Rouge e Montmartre. Ainda tínhamos uma gama ampla de restaurantes, uns caros, outros baratos, Mc Donalds, Burguer King, enfim...

 

A corrida foi rápida e tb pagamos algo em torno de € 12. Quando chegamos, a primeira surpresa...a recepção do hotel não era àquela que aparecia nas fotos do site e nem do tripadvisor (que consultamos sempre antes de fechar com algum hotel). As fotos eram do Mercure, que fica do lado, colado. Nossa recepção estava aos pedaços, tudo em obra, com escadas, tijolos e outras coisas mais espalhadas pelo caminho. Estávamos no primo pobre da rede accor, rsrs. Até aí, tudo bem, eu queria era passear por Paris e não aproveitar o hotel. Fizemos o check-in e entramos no quarto. Era pequeno mas não era minúsculo. O banheiro, satisfatório. Podíamos acessar a internet, sem problemas. Mas o ar condicionado não funcionava e não tinha frigobar. Enquanto estávamos deixando as malas e nos preparando para sair, ouvimos as primeiras marteladas...dava pra escutar a barulheira causada pelas obras de dentro do nosso quarto...putz... ::vapapu:: Devo ressaltar, no entanto, que não tivemos dor de cabeça com segurança: nada nosso foi mexido, não sumiu nada.

 

Bom, vou postar o link do hotel. Ele atingiu nosso objetivo principal (localização, restaurantes, etc...) mas pra quem busca um pouco mais de conforto e pode gastar mais, recomendaria procurar outro.

 

Total: € 463 (4 noites)

 

Site: http://www.accorhotels.com/pt-br/hotel-0697-ibis-paris-montmartre-18eme/index.shtml

 

Bom, nosso roteiro do primeiro dia ficou mais leve pois havíamos dormido muito mal e só conseguimos sair do hotel por volta das 13h:

 

- Almoçar

- Buscar nosso Paris Museum Pass

- Museu d'Orsay

- Visitar o Moulin Rouge

- Jantar

 

Ainda no Brasil, decidimos que seria melhor comprar em Paris o passe, pois existia um ponto de venda bem próximo do nosso hotel: era a FNAC SAINT LAZARE. Anotamos o endereço e aproveitando a wifi do hotel jogamos no maps e traçamos nossa rota, coisa de 15 minutos andando. Antes, fomos almoçar. Como estávamos com certa pressa, resolvemos lanchar somente. Até para economizar, acabávamos sempre substituindo uma das refeições (almoço/janta) por lanche, para que pudéssemos nos dar ao luxo de uma boa refeição em um dos turnos. Dessa vez, escolhemos uma lanchonete chamada Chicken Corner, de estilo similar ao do Burguer King, e fizemos um almoço daqueles beeem saudáveis, ::otemo:: . Tudo saiu por € 13.

 

De barriga cheia, fomos até a Fnac e compramos nosso Paris Museum Pass. Existem 3 opções: o passe de 2 dias, de 4 dias e o de 6 dias. Optamos pelo de 4 dias (€54).

 

Total: € 108

 

Site: http://en.parismuseumpass.com/

 

Apesar de salgado, vale muito a pena. A começar pelas filas. Em todo lugar, elas são quilométricas. Com o passe, vc entra direto, sem pegá-las. O único lugar em que enfrentamos fila pra entrar foi no Palácio de Versalhes, onde existe um controle de segurança maior. De resto, esse passe salvou nossa visita em Paris. E quanto mais vc o usa, mais ele vale a pena, pois somadas as entradas dos museus e atrações, vc percebe que economizou. O passe tem formato de um pequeno livreto. Na parte de trás vc deve colocar a data do primeiro dia em que vai utilizá-lo, seu sobrenome e nome. Leve seu passaporte tb, como garantia, nem todo lugar pede mas pode acontecer. Saímos da Fnac e utilizamos o aplicativo do tripadvisor para definir nossa rota até o Museu d'Orsay. De acordo com o mesmo, existiam 3 alternativas: a estação do RER C Musée d'Orsay (71m de distância do museu), a estação Solférino (linha 12 a 221m do museu) e a estação Rue du Bac (linha 12 a 466m do museu). O metrô em Paris é muito eficiente, são 16 linhas (se não me engano) e não é difícil de entender como ele funciona. Quer dizer, parece complicado mas depois vc percebe que é até simples na maioria das vezes. Geralmente fazemos baldeação, mas é tranquilo. No nosso caso, a gente optou por descer na Solférino pois nossa estação mais próxima do hotel era a Place de Clichy e a baldeação era mais simples. Se não me engano, nossa linha era a 2. Enfim, pra não fugir do que eu sabia andar e arriscar algum atraso no já apertado itinerário, seguimos o caminho mais seguro, rsrs.

 

Museu d'Orsay

 

Chegamos sem problema algum. Assim que saímos do metrô, joguei a localização do museu no aplicativo e com a bússola no mapa, encontramos. Logo, usufruímos pela primeira vez dos benefícios do passe. A fila estava imensa. Pedimos informação para o segurança na entrada e ele nos indicou outra entrada lateral, específica para usuários do PMP (Paris Museum Pass). Tudo super tranquilo, sem constrangimentos.

 

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Lá dentro é enorme. Obras e mais obras. Van Gogh, Degas, Monet...tudo muito bonito. Só um ponto negativo: não pode tirar foto! Isso eu realmente não entendo...sem flash, com flash, não importa, é proibido. No Louvre não tem isso mas no d'Orsay tem. Mesmo assim, via alguns turistas tirando fotos e eu acabei me arriscando. Mal eu sabia do mico que pagaria...

 

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Tirei essas duas e estava me sentindo o esperto da parada, quando entrei em outra sala, não me lembro qual era, e quis tirar uma foto de outra obra, que também não me lembro qual era. Olhei ao redor, não vi nenhum funcionário do museu, apenas um monte de turistas. Apontei pra obra e na hora que fui tirar a foto só escutei alguém gritando:

 

- Monsieur, no photo! No PHOTO!!!

 

Cara, eu tomei um susto tão grande que por muito pouco não deixei minha máquina cair no chão...havia uma mulher sentada, nem tinha visto que era funcionária, a sala lotada, todos olharam pra mim...minha mulher faltou me matar de tanta vergonha que ficou... ::toma:: Agora quando eu lembro eu começo a rir mas na hora foi um mico daqueles... ::lol3::

 

Após esse king kong, continuamos nosso tour sem mais gracinhas da minha parte, só no sapatinho. O museu é muito grande e cansamos de tanto andar. Os pés já doíam. Fomos até o terraço e tiramos umas fotos do Sena e de parte do Louvre.

 

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Paramos pra descansar um pouco e depois saímos. Do lado de fora, tiramos mais algumas fotos da frente do museu. Na entrada estávamos com pressa mas agora tínhamos algum tempo.

 

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Moulin Rouge

 

Passamos no hotel, decidimos descansar um pouco antes de irmos até o Moulin Rouge. Aproveitei e passei as fotos para o pc. Após certo tempo, saímos e não foi difícil achá-lo. Sem exageros, o Moulin Rouge fica a coisa de 50 metros de onde estávamos. Quando planejávamos nossa viagem, lemos muitos reviews negativos em relação ao espetáculo da casa, coisas relacionadas à qualidade das dançarinas, uso de alguns animais, enfim. Decidimos que não valia a pena pagar para assistir. Além dos feedbacks negativos, o preço era salgado e existia a exigência de roupas mais formais e tal. Por isso, fomos conhecer somente o exterior e tirar fotos. O lugar é muito legal, muitos turistas filmavam, fotografavam.

 

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Enquanto estávamos ali, curtindo o momento, dois modelos e uma equipe começaram um ensaio fotográfico e achamos muito interessante, parecia coisa de filme! Só em Paris mesmo... ::lol3::

 

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Após mais este "espetáculo", decidimos jantar. A escolha foi um restaurante japonês, em frente ao nosso hotel, chamado Toyama. Por mais contraditório que pareça, não achei na Europa comida japonesa mais gostosa do que àquela que comemos aqui no Brasil... ::lol4:: Sério, não achei. Deveria ser tudo igual né, afinal é tudo japonês ::lol4:: . Só que lá não tem nada com cream cheese, não vi hot philadelphia...acho que esse nosso japa tá mto "abrasileirado"...kkkkkkk. Mas a comida não era ruim, comemos bem, batemos um papo bem legal, brindamos ao nosso primeiro dia em Paris. Fomos bem atendidos e foi até engraçado pq a garçonete não falava inglês, falava muito mal o francês e teve que ser na base da mímica e apontamento... ::mmm: Mas valeu a pena pq ela era muito simpática e nos divertimos.

Gastamos algo em torno de € 42. Saímos de lá, atravessamos a rua e estávamos em nosso hotel. Dormimos relativamente cedo, recarregando as baterias pois o dia 2 seria mto puxado...

 

Paris, que saudades!!!

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victorsanb EXCELENTE o seu relato. Muito bom mesmo! Valeu pelas dicas!

Pelo jeito aproveitou bastante!! ::otemo::

 

Abç

 

Poxa, valeu mesmo, Weslley, obrigado! Que bom que está gostando!

 

Abração!!!

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17/04/13 - Paris

 

Antes de começar o relato do nosso segundo dia em Paris, farei um pequeno adendo. Não tiramos fotos do hotel e nem de seus arredores. E isso foi um erro. Acho que para o relato ficar mais detalhado, eu deveria ter tirado. Tentando corrigir isso, joguei o endereço do hotel no Google Street View, tirei alguns prints e vou postar aqui.

 

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Mais uma observação importante que eu deveria ter colocado no início do tópico: não pagamos nenhum hotel com antecedência. Acho que isso dá uma flexibilidade enorme na viagem em caso de imprevistos e etc. O que fizemos foi reservá-los pelo booking apenas na categoria CANCELAMENTO GRÁTIS. Vc reserva, imprime o voucher e apresenta na recepção. Alguns hotéis te cobram o valor da reserva no ato do check-in, outros na hora do check-out. Como fiquei com medo de dar alguma m... em algum deles, coisa de uma semana antes de viajarmos enviei emails confirmando as reservas feitas. Todos me responderam positivamente. Ah, e imprima o voucher na língua local, existe essa opção no http://www.booking.com

 

A exceção foi o Ibis de Paris que fizemos a reserva pelo próprio site do hotel. Mas mesmo esse só pagamos no check-out. Acho que fizemos a escolha certa, graças a Deus não tivemos nenhum imprevisto mas um amigo nosso, que fez o mesmo cruzeiro, havia reservado vários hotéis para o pai, que teve um problema de saúde e não pôde continuar a viagem...resultado: perdeu um dinheirão em cima da hora! ::grr::

 

Outro detalhe: o valor que postei como total de gastos no Ibis inclui um café da manhã que tomamos no hotel num dos dias, se não me engano no dia de Versalhes. O valor do café da manhã foi € 9 por pessoa, € 18 no total então, o que faz com que as 4 diárias na verdade saíssem por € 445. Havia me esquecido mas minha esposa me lembrou... ::putz::

 

Vamos ao relato:

 

Nosso dia hoje seria bem mais cheio, muito chão pra percorrer e por isso acordamos cedo, por volta das 8h. O itinerário seria o seguinte:

 

- Montmartre

- Basílica de Sacré-Coeur

- Museu do Louvre

- Jardin des Tuileries

- Place de la Concorde

- Ponte Alexandre III

- Avenida Champs-Élysées

- Arco do Triunfo

- Torre Eiffel

 

Montmartre e Basílica de Sacré-Coeur

 

Saímos do hotel e nos guiamos pelo aplicativo do tripadvisor. Vale ressaltar que o aplicativo não traça uma rota como um gps faz. Ele apenas mostra o local desejado, a distância, o mapa das ruas e onde vc se encontra no momento. De acordo com sua movimentação, a seta que indica sua localização tb se move mas é você quem deve traçar seu caminho. Seguimos pelo caminho mais próximo do hotel, quando escolhemos como alvo a basílica. Foi interessante pois o intinerário que fizemos era diferente, não seguimos um roteiro tradicional, que terminava em frente às escadarias da Sacré-Coeur. Fomos pelos lados e andamos por ruas interessantíssimas. O bairro todo é charmoso mas a subida rumo à basílica é apaixonante. Um ar nostálgico toma conta do lugar.

 

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Passamos em frente a um estabelecimento que nos chamou a atenção...croissants e docinhos repousavam nas vitrines e o combinado fome + gula venceu o turista que vos escreve. ::lol4::

 

Entramos e fomos muito bem atendidos. A senhora, acredito que era a proprietária, não falava inglês e meu francês é horroroso. Ela foi muito simpática, fui pedir 2 croissants e ela, percebendo minha falta de intimidade com a língua, corrigia minha pronúncia, sempre sorrindo. Nós rimos demais, pq esse barbado aqui não conseguia falar corretamente...

 

Vale aqui outra observação: ano passado visitamos rapidamente Marselha. Fomos muito maltratados na cidade. Os comerciantes eram rudes e sem paciência. Para vocês terem ideia, entramos em uma loja com nossa filha, estava tudo decorado com chocolates, ela ficou encantada. Entrei com a máquina fotográfica, pedi, através de gestos para tirar fotografias e recebi como resposta uma grosseria sem tamanho, um "au revoir, au revoir" e um aceno com as mãos do tipo "xô"! Saí indignado da loja, minha filha então com 6 anos, ficava repetindo: "Pai, que coisa feia, o homem mandou a gente sair, mandou a gente "voar" (eu ri demais depois, ela entendeu "au revoir" como mandando a gente voar....hahahahaha). Enfim, esse ano quando decidimos voltar a Paris com mais calma e explorar a cidade, ficamos com medo de sermos mal tratados, principalmente por não falarmos francês. Mas não foi o que aconteceu, fomos sempre bem atendidos, encontramos muitas pessoas falando inglês e bem dispostas. É claro que vimos algumas grosserias, principalmente no metrô, mas qual cidade não tem pessoas mal educadas? Fica aqui meu relato positivo sobre a mudança de postura dos parisienses com os turistas. Muito legal!!! ::otemo::

 

O nome do estabelecimento em Montmartre é LE FOURNIL DU VILLAGE. Recomendo. Não só pelo bom atendimento como pela comida, deliciosa.

 

Endereço: 12 Place Jean-Baptiste Clément 75018

 

Valor gasto: € 12 (croissants tradicionais + aqueles com chocolate [não me recordo a quantidade... acho que no total foram 4] , cafezinhos e água)

 

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Após enchermos a pança ::hahaha:: continuamos a caminhada em busca da basílica. Passamos ainda por algumas ruas interessantes e chegamos à Place du Tertre, uma praça dominada por artistas e restaurantes. É um lugar muito interessante, muitos vendem quadros, obras e existem dezenas, sério, dezenas de artistas tentando vender caricaturas. Fomos abordados umas 30x mas declinamos pois todos eles cobravam absurdos 30 ou 40 euros...somente na saída da Basílica, quando preferimos refazer o caminho na volta, que fechamos com um artista que após muita negociação fez uma caricatura minha por 15 euros. Mesmo assim, "turistei" legal pq isso é muito caro! De qualquer forma, estávamos em Paris, o dia estava lindo e inevitavelmente ficamos radiantes com a atmosfera, enfim a armadilha perfeita... ::lol3::

 

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Continuamos caminhando em direção à basílica e a vimos logo em frente. Chegamos pela lateral, que também é bonita. Andamos mais um pouco e chegamos em frente a ela. Nossa, como é linda! Somado com o dia ensolarado, tínhamos uma visão mais que perfeita. Tiramos muitas fotos do exterior. No interior, adivinhem? Fotos proibidas... ::vapapu:: Vocês acham que eu aprendo? Lá fui eu, só que dessa vez com o celular e consegui tirar uma fotinho escondida de seu interior...pelo menos a entrada é gratuita.

 

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Saímos e fomos ver o visual de Paris a partir das escadarias. Já existem muitos relatos aqui no fórum mas mesmo assim é melhor reforçar: evitem os ambulantes! Eles são insistentes, chatos, inconvenientes!

 

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Refizemos o caminho original, andamos mais um pouco e partimos para nosso próximo destino.

 

Museu do Louvre

 

Pegamos o metrô na estação Place de Clichy e rumamos para a estação Palais Royal - Musée du Louvre que, de acordo com o aplicativo, ficava a 161m da atração. Essa estação pode ser alcançada a partir das linhas 1 e 7 mas não me recordo em qual fizemos baldeação, mas com certeza usamos a mais próxima da Clichy. Desembarcamos e a estação nos deixa na parte "subterrânea" perto do Louvre, não é aquela parte mais conhecida, com a pirâmide. Andamos um pouco, tinha uma espécie de shopping ali, com algumas lojinhas e lanchonetes e chegamos na parte da "pirâmide" invertida. De lá foi tranquilo, entramos, nos dirigimos a um dos guichês de informações do Louvre, pegamos um mapa e perguntamos onde estava localizada a Monalisa.

 

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Pense em um lugar gigante. Pensou? Agora multiplique por 10. Pronto, esse é o tamanho do Louvre. Impossível conhecer tudo aquilo em algumas horas. Não tínhamos tal ilusão. Então, resolvemos priorizar. Fomos em busca da Monalisa, a parte egípcia e alguma coisa da parte romana. Conhecer mais seria impossível com o tempo que tínhamos.

 

Peço desculpas aos amigos do fórum pois não tirei foto do mapa que recebemos na entrada e por isso não me recordo o nome de cada ala e nem onde encontramos a obra mais famosa de Da Vinci. Mas não é difícil achá-la, assim que vc recebe o guia no balcão de informações o funcionário já te indica em qual entrada vc deve começar para achá-la, visto que 90% das pessoas chegam em busca dela. Andamos bastante no Louvre e mesmo assim não conhecemos 40% no lugar. Para quem é fã de arte, esse é o paraíso. Nós queríamos ver as obras mais famosas e conhecer peças originais do período egípcio e romano, também algumas coisas gregas. A visita valeu demais, realizamos um sonho antigo. Utilizamos novamente o PMP (Paris Museum Pass), tivemos que apresentá-lo antes de entrar pela ala que nos levaria até a Monalisa, e novamente, NADA de filas. Perfeito. O que menos queríamos era perder tempo com elas! Vou postar algumas fotos e espero que gostem do passeio! ::otemo::

 

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Observação importante: por todo o Louvre existem placas de aviso sobre os batedores de carteira (pickpockets). Não tivemos nenhum incidente mas sempre é bom lembrar que, apesar de ser Paris, existem sim muitos desses profissionais do roubo. Ficamos atentos, principalmente na Monalisa, onde estava uma loucura. Fomos um de cada vez até ela, tiramos fotos e voltamos. Prevenir nunca é demais.

 

Deixamos o Louvre pela entrada principal, a pirâmide externa. O dia continuava lindo. Aproveitamos e tiramos mais fotos! Quem resiste???

 

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Jardin des Tuileries

 

Ao sairmos do Louvre, já estava decidido que faríamos todo o roteiro até o Arco do Triunfo a pé. Era praticamente uma linha reta, com exceção da ponte Alexandre III. Tínhamos muito chão pela frente. Mas who cares? Estávamos em Paris!!! ::hahaha::

 

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Era uma quarta-feira mas os jardins estavam lotados. Muitos franceses aproveitavam um dos primeiros dias quentes do ano e passeavam, descansavam sentados ou estirados pela grama. Foi muito gratificante andar por ali, sentir o clima parisiense e misturar-se ao povo.

 

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Place de la Concorde

 

Caminhamos pelos jardins e logo estávamos em frente à praça histórica. O monumento é bonito mas fora isso não tem muita coisa. Vale a pena dar um pulo pra conhecer e só. Ali perto havia um aluguel de carros, desses tipo ferrari, fora da realidade. As máquinas são lindas e o preço salgado! Quem é fã, com certeza não perderia a chance! Nós passamos direto, rsrs.

 

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Ponte Alexandre III

 

De lá, desviamos um pouco da reta e andamos em direção à ponte mais bonita de Paris. Foi super tranquilo achá-la. Estava quente, aproveitamos e tomamos um sorvete, que se encontrava à venda no meio dela. Tinha fila e o vendedor era muito engraçado, o cara desenrolava bem em várias línguas. Enquanto aguardava minha vez, eu o ouvi falar em inglês, francês, italiano...doideira total. Quando fui atendido, pedi um sorvete de manga e ele já mandou: "Brasiliano???". Eu sorri e ele começou: "Carnaval! Samba! Flamengo!". O cara era animado! O pessoal ria, eu fiz um sinal positivo e saí pra continuar tomando meu sorvete. Acho que foi coisa do tipo € 1,50. E não é que o sorvete era bom pra caramba?

 

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Ainda vimos um casal oriental fazendo um ensaio fotográfico na ponte, com a torre de fundo. Difícil é escolher um lugar de Paris como o mais bonito né?

 

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Avenida Champs-Élysées

 

Retomamos nossa rota e percorremos a famosa avenida. É surreal, só loja de marca, preços exorbitantes. Minha esposa quis entrar na Louis Vuitton e eu quase não acreditei quando vi uma bolsa menor que minha mão, pela pequena bagatela de € 30 mil. PQP. Bateu até uma revolta... ::grr::::lol4::

 

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A fome começou a apertar e decidimos almoçar por ali mesmo. Pesquisamos alguns restaurantes e acabamos decidindo entrar em um belga chamado Leon de Bruxelles. A especialidade deles era marisco mas preferimos algo mais barato e pedimos um combo que dava direito a sobremesa tb. Não gostamos da comida, a carne dura, sem sabor. Gastamos € 38 e saímos frustrados por comermos mal e caro. Faltou paciência pois mais em frente existia um Mc donalds e algumas pizzarias...serviu de lição para uma próxima vez. ::putz::

 

Arco do Triunfo

 

Depois de percorrermos toda a Champs-Élysées, finalmente alcançamos o Arco. Existe uma passagem subterrânea que dá acesso ao monumento. Descemos, atravessamos e chegamos na mesma calçada. É uma obra impressionante, bem conservada e bonita.

 

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Procuramos a entrada e apresentamos nosso PMP. Novamente, sem problemas. O perrengue viria depois: as escadarias. É muuuuita coisa! Preparem-se! Se vcs quiserem ter uma vista privilegiada de Paris, encarem! E lá fomos nós, subindo aqueles degraus intermináveis...

 

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Após a cansativa subida, veio a recompensa. Um excelente visual de Paris! Não sei dizer sobre o visual durante o dia da Torre Eiffel, fomos à noite, mas o visual que tivemos do Arco foi sensacional! Valeu o esforço!

 

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Cansados, decidimos voltar para o hotel. Tínhamos ainda algumas horinhas antes de irmos para a Torre Eiffel. Os pés doíam demais. Descemos, atravessamos novamente o túnel e entramos no metrô, que fica bem perto. Chegamos no hotel e só queríamos saber de massagem nos pés... ::sos::

 

Torre Eiffel

 

Definitivamente o ponto alto do dia. A subida nós compramos online, ainda no Brasil. A Eiffel não está incluída no PMP. Conseguimos somente o último horário, 21:30h. Na hora lamentamos, pois gostaríamos de ver o pôr do sol lá de cima. Mas não nos decepcionou, o visual é inacreditável. Se você quiser comprar a subida, é melhor se programar com uns 2, 3 meses de antecedência pois é disputado!

 

Total: € 29 (total)

 

Site Oficial: http://www.tour-eiffel.fr/

 

Agora, atenção! Nós começamos a realizar nossa compra online, colocamos no carrinho 2 entradas, tudo certo mas a página travou. Recarreguei e fui redirecionado para página inicial. Refiz a compra, não me atentei ao total e fechei: € 58. Depois que finalizei, que percebi a m... que tinha feito: comprei 4 ingressos pq quando recarreguei a página, o carrinho não foi zerado. Fiquei no prejuízo pois não consegui cancelar. Ainda pensei em levar os vouchers extras e tentar vender lá embaixo mesmo mas depois desisti. Assumi o prejuízo e bola pra frente. Se acontecer de dar erro na página, VERIFIQUE O CARRINHO!!! ::ahhhh::

 

Por volta das 19:30h saímos do hotel pois queríamos acompanhar o pôr do sol na torre. Estávamos dispostos a ficar 2h ao redor dela, esperando nosso horário para subir. Pegamos o metrô e saltamos na estação da linha 6, Bir-Hakeim, que, de acordo com o aplicativo, ficava a 618 m da torre. Saímos do metrô, andamos um pouco, nem sentimos a distância pq era tão mágico olhar aquilo que a empolgação era maior do que tudo.

 

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Começou a escurecer e o visual ficou mais mágico ainda. Sem dúvidas, um presente de Deus!!!

 

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A torre acendeu e o povo vibrou, parecia até um gol. ::lol4:: Ela piscou durante alguns minutos. As fotos que tirei ficaram borradas, por isso vou postar o vídeo que fizemos para nossa filhota Clarinha:

 

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A noite começou a cair e mais fotos... ::lol4::

 

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Tiramos mais algumas fotos e procuramos a entrada, pois já se aproximava do horário. Tudo tranquilo. Apresentamos o voucher, entramos em uma pequena fila, que era a fila do controle de segurança. Passamos pela revista, sem problemas, tive que abrir a capa da minha máquina digital, acho que foi só isso. Depois disso fomos até o elevador, enorme. Nós compramos o ticket que dava acesso a todos os andares. Descemos no segundo andar. Estava frio ::Cold:: , ventava demais. Mas a noite estava linda. Encontramos um casal de brasileiros que teve problemas na máquina, tiramos uma foto pra eles e pegamos o email para enviarmos. É estranho mas nos colocamos no lugar deles: imagina subir na Eiffel e a máquina dá pau? PQP!!! Enfim, depois, no fim do dia, passei a foto pra eles por email. Quando chegamos no Brasil, recebi resposta, o casal agradeceu efusivamente. Que bom que tudo deu certo né? ::otemo::

 

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Após algumas fotos, tivemos que encarar nova fila para pegar o elevador até o topo. Mantenha seu voucher em mãos, pois tivemos que apresentá-lo novamente. A subida até o topo é mais estressante, principalmente para quem tem medo de altura que nem eu... :oops: O elevador rangia, a altura é vertiginosa...nem preciso dizer que a mão suava que era uma beleza... ::lol3::

 

Particularmente, não gostei muito do topo não. Estava ventando demais, o visual fica prejudicado por causa das grades..tive que aproximar a máquina delas para conseguir boas fotos. Preferi o segundo andar.

 

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Descemos mais de 1 hora depois. Pegamos um táxi. No caminho, quase passamos no meio da pancadaria: um protesto contra o casamento gay começava. Vimos a multidão de protestantes avançando e os policiais se preparando. Nosso táxi passou bem no meio, pouco tempo antes do conflito estourar... ::mmm:

 

Pedimos para o taxista nos deixar na praça de Clichy. Passamos no Mc Donalds, pedimos pra viagem. Voltamos para o hotel cansados, destruídos, mas com memórias inestimáveis de um dia perfeito. Lanchamos e apagamos. O terceiro dia em Paris também seria puxado.

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18/04/13 - Paris

 

Acordamos mais tarde. Estávamos cansados após o roteiro do dia anterior. Esse seria o último dia completo em Paris. Nosso itinerário era:

 

- Museu Rodin.

- Quartier Latin.

- Pantheon.

- Jardim de Luxemburgo.

- Catedral de Notre-Dame.

 

O roteiro era mais curto, porém igualmente cansativo. Usávamos o metrô somente quando estritamente necessário. Gostamos de andar pelas ruas da cidade, passeando até cansar. E isso custa caro para nossas pernas... :shock:

 

Museu Rodin

 

Saímos por volta de 11h do hotel. De metrô, chegamos até a estação Varenne (linha 13). Caminhamos um pouco (120 m) e chegamos ao museu. Novamente pulamos a fila, que estava grande. O dia estava muito bonito e decidimos que começaríamos pelos jardins. Os trabalhos de Rodin enfeitam todo o lugar, dando um ar diferente dos outros que havíamos visitado até o momento. Ficamos boquiabertos com o que vimos, obras e mais obras, uma mais bela que a outra. Valeu a pena ficarmos passeando por mais de uma hora...

 

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Depois de percorrer tudo, entramos no museu. Ele é interessante mas sou da opinião que o que vale mais a pena é o jardim.

 

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Quartier Latin

 

Após mais alguns minutos pelo museu, partimos em direção ao Quartier. A ideia era passear pelo ambiente boêmio e depois almoçar. Pegamos o metrô e saltamos na estação Cardinal Lemoine (linha 10).

 

O lugar tem muitos bristrôs, realmente. O comércio é bem ativo. Passeamos durante alguns minutos, tiramos fotos e começamos a procurar algum lugar para almoçar. Existiam muitas opções mas procurávamos algum local mais vazio, mais silencioso. Rodamos mais um pouco e achamos um restaurante chamado Le Vieux Bistrot. Estava quase vazio. Existiam opções de menus turísticos. Resolvemos almoçar ali. O atendimento foi bom. Comemos bem e descansamos.

 

Le Vieux Bistrot: 54 Rue Mouffetard, 75005

 

Total: € 35.

 

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Panthéon

 

Após o almoço, seguimos para o Panthéon. Do restaurante onde estávamos não demoramos nem 10 minutos a pé. Muitos estudantes estavam sentados no chão, lanchando, conversando. Existe uma faculdade de Direito bem próxima, a Universidade de Paris-I (Panthéon-Sorbonne). Entramos sem problemas, não havia filas. A arquitetura do Panthéon impressiona, seu interior é todo bem trabalhado, cheio de pinturas.

 

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Dentro do Panthéon também existem as criptas, local onde estão enterrados grande nomes franceses, tais como Rousseau, Voltaire, Victor Hugo e Émile Zola. Nós descemos e visitamos os túmulos dessas grandes personalidades e muitas outras. Agasalhe-se bem pois lá embaixo faz um frio do cão! ::Cold::::Cold::

 

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Jardim de Luxemburgo

 

Percorremos toda a parte subterrânea e partimos em direção ao jardim. O caminho é praticamente uma linha reta. Você sai do Pantheón, desce a rua, atravessa e pronto. É o maior parque público de Paris. Entramos e passeamos. Estava cheio, muitas pessoas correndo, se exercitando. Senhores de idade passeavam e muitos turistas tiravam fotografias. É um lugar bem agradável, bem maior do que o Tuileries. Ficamos por ali um bom tempo, nos misturando entre franceses e outros turistas, aproveitando nossas últimas horas pela capital francesa.

 

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Catedral de Notre-Dame

 

Saímos do Jardim de Luxemburgo e decidirmos andar até a Catedral. É chão. Estávamos cansados, acho que mais pelo acumulado dos dias anteriores. Descemos a Boulevard Saint-Michel e andamos pra caramba. Foram mais de 20 minutos caminhando. Alguma coisa parecida com um palco estava montado em frente à Notre Dame. Tinha umas escadas, o pessoal sentava nelas, ou para descansar, ou para ter um visual melhor. Nós subimos até o último degrau para conseguir boas fotos.

 

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A entrada é gratuita. Nós entramos após enfrentarmos uma fila longa, porém rápida. A igreja é muito bonita e faz jus a sua fama. Tiramos algumas fotos, lá dentro pode (?). Nem tentamos subir nas torres, além de disputada não estávamos em condições físicas para encarar 400 degraus. Fica para uma próxima... :cry:

 

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Exaustos, decidimos encerrar o dia. Ativamos o aplicativo e procuramos pela estação de metrô mais próxima. Achamos a estação Cité (linha 4) e voltamos para o hotel. Um pouco mais tarde, ficamos com fome e procuramos uma opção barata para lanchar, substituindo o jantar. Escolhemos um restaurante-lanchonete turco, em frente ao Ibis, chamado Paris Istanbul. São dois irmãos, sócios. Pedimos dois combos (kebab + fritas + refrigerante). Delicioso!!! Recomendo! Barato, perto do hotel e com bom atendimento. Tentei achá-los no tripadvisor para avaliá-los positivamente mas não encontrei!

 

Restaurant Paris Istanbul: 6 Rue Caulaincourt, Paris, França (provável endereço, em frente ao hotel Ibis).

 

Total: € 12

 

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Levamos nossos pedidos para o hotel, jantamos e fomos dormir. No dia seguinte acordaríamos bem cedo pois nosso destino seria Versalhes!

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Show de bola Victor,

 

Estou montando um roteiro de lua de mel para final de janeiro do ano que vem, e assim como os posts dos nossos experts, o seu tem me ajudado bastante.

 

Parabéns.

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    • Por diogenezzz
      7 dias na chapada diamantina -  de 2 a 9 de junho/18
       
      Deixando meu relato de uma semana no paraiso, opss...chapada diamantina!
      vou tentar ser suscinto dessa vez...rs
      Bom , fui agora no inicio de junho-18.....
      sozinho, sem carro e sem cia
      Sai de sampa dia 1, voando latam, fiquei um dia em salvador ate pegar o busao pra lencois, que só sai as 23 hrs..chegando la por volta de 6 da manha !!
      vi muitos foruns, fiz contato com mochileiros, e vou ser categorico!
      Chapada diamantina sem carro = vc tem sim que contratar agencias se quiser fazer os passeios mais foda!
      eu pus na ponta do lapis, e sozinho e alugando carro, ficaria mais caro, mais cansativo e mais perigoso alugar
      carro, e isso uma semana apos a greve dos caminhoneiros no brasil, imaginao o preco da gasolina..inviavel
      Bem, apos muita pesquisa e whatssap, fechei meus 4 dias de tour com a CIRTUR turismo.
      Nao costumo fazer propagando de graça, mas essa agencia foi muito boa, e com um bom custo beneficio.
      A equipe é otima, os guias sao foda, a dona é uma pessoa muito atenciosa, os lanches e almoços foram
      impecaveis, enfim, so tenho uma nota a dar: 10 !
      Vamos ao que interessa:
       
      DIA 1 - Cachoeira do buracao!
      sim, comecei minha aventura pela chapada pelo passeio mais foda, e realmente é !
      Como eu fiz minha base em lencois, todos meus passeios sairam de la. a ida pra chegar ate a cidade
      que fica esta cachu dá quase 3 hrs de carro, claro que tem umas paradas pra banheiro e cafe, mas é um
      pouco cansativo. Apos chegarmos la, ainda tem mais uma trilha de quase uma hora, no qual passamos por algumas quedas dagua e outras cachoeiras maiores. A trilha em si ja é um atrativo a parte.
      Enfim, buracao! chegamos no fundo do canion e colocamos os coletes ( obrigatorio) e seguimos pelos paredoes do canion ate nos depararmos com a imensidao que é esta cachoeira ! simplesmente a cachoeira mais foda que ja vi ( em termos de volume força da agua). um espetaculo. tentei chegar perto da queda mas nao dá,
      venta demais e a fumaçeira de agua que faz , começa a atrapalhar a respiraçao. Ficamos ali quase  uma hora e meia apreciando aquela maravilha e boiando naquelas aguas escuras...felizmente estava um sol legal e a agua
      nao tava tao gelada. Na volta, aproveitamos a correnteza e descemos pelo canion ate o ponto de entrada na cachoeira. Mais uma hora de trilha, e voltamos pra van, chegamos em lencois, quase 7 da noite.
      DIA 2 - *** hospital***
      Tive que cancelar este dia de passeio, pois passei mal e fiquei de molho, dica importante ! deixem sempre
      uns 2 dias off pra nao comprometer a viagem. Uma torção no pé, uma dor de barriga, um mal estar, ninguem esta livre
      Dia 3 - poço encantado e poço azul
      um passeio tranquilo e nao muito distante, visitamos estes dois poços: no primeiro, o poço encantado,
      é apenas para contemplaçao, nao pode entrar na a´gua. na entrada da caverna tem uma lojinha com alguns souvenirs, doces tipicos, e muitos macacos interagindo com a galera. saimos de la , em direçao ao poço azul, neste sim, vc pode entrar e fazer flutaçao. há uma fenda na caverna por onde entra o sol que bate diretamente na agua, crianco um efeito incrivel. uma experiencia otima pra quem nunca fez esse tipo de coisa. obrigatorio uso de coleta e nadadeiras. agua cristalina, visibilidade 100% ate o fundo do poço, que dá quase 20 metros de profundidade, se nao me falha a memoria.

      DIA 4 - cachoeira da fumaça + riachinho
      A trilha para a cachoeira da fumaça é um pouco chatinha, os 800 metros iniciais sao de subida, entao
      tem que ter um certo preparo fisico e paciencia, porem depois desse trecho a trilha é plana, e com algumas areas alagadas, ate o joelho, bota é essencial....
      depois de quase 3 horas chegamos no famoso e perigoso mirante. A vista é espetacular mas nao me senti nada a vontade em ficar sentado naquele precipicio, sao so 600 metros de queda livre...rs
      Depois de quase uma hora ali tirando fotos e apreciando a cachoeira, fomos pro outro lado , ver a fumaça
      de outro angulo, que a meu ver, era bem melhor e menos perigoso. o guia nos disse que a trilha para fazer a fumaça por baixo dura 3 dias....e dá quase 30 km. Mas deve ser bem interessante. Demos sorte por que pegamos a fumaça cheia, entao o poço la embaixo estava bem cheio. Hora de encarar quase 3 hrs de trilha e entao ir pra cachoeira do Riachinho, bem ali proximo, mas ficamos pouco, coisa de meia hora, que foi o suficiente.
      DIA 5 - DIA OFF 
      no dia seguinte é que vc ve os estragos no corpo: meu joelho ficou doendo e de umas bolhas nos pés, nada
      serio, mas tirei um dia off pra ficar de boa e dar um role por lencois e dormir bastante.
      DIA 6 - MORRO DO PAI INACIO, cachoeira do diabo, gruta lapa doce

      Ultimo dia de passeio com a agencia....o passeio mais classico! (Rio Mucugezinho, Poço do Diabo, Gruta da Lapa Doce, Gruta da Pratinha, Gruta Azul e Morro do Pai Inácio)
      o dia começou feio e chuviscando, passamos pelo poço do diabo, mas devido as chuvas, a queda dagua estava muito forte e o guia nao recomendou que entrassemos, pq estava perigoso. tiramos fotos e ficamos curtindo a paisagem, e na volta, quase pisamos numa cobra na trilha...por sorte foi so um susto. saimos de la e ficamos comprando besteiras na lojinha da entrada, tem coisas boas e baratas. De la fomos pra gruta lapa doce. Realmente incrivel e gigantesca, com muitas formaçoes interessantes, e um silencio e escuridao incriveis la dentro. o percurso total dá cerca de 1 km, e dura cerca de 35- 40 minutos. apos, almocamos e fomos para a Fazenda pratinha. Uma propriedade particular com varias atracoes, sendo as principais a gruta da pratinha, onde vc pode pagar a flutuaçao e adentrar na caverna. foi legal, a agua cristalina, vc ve peixes de tamanhos e cores variadas e ate tartarugas. So que eu me senti um pouco desconfortavel, pq em alguns momentos, deu uma sensacao de claustrofobia, em certos trechos sua cabeca quase toca o teto da caverna, entao se nao curte essa situaçoes, repense. A flutuacao custa 40 reais,e dura cerca de meia hora. Depois fomos para o Rio, que tem um tom de verde sensacional, demos uma volta pela área verde, interagimos com macacos, etc. No final fomos na gruta azul, bastante similar ao poço encantado, porem nao pegamos o raio de sol adentrando na caverna, nem foto tiramos.
      Pra fechar os passeios na chapada, o cartao postal: Morro do Pai Inácio. Muito legal, a subida é tranquila, muito bom ficar curtindo aquele visual sensacional, com o barulho do vento ou apenas o silencio..... conseguimos ficar pra ver o por do sol, que visto de lá, é realmente 
      muito bonito, conseguimos gravar...

      DIA 7 - ULTIMO DIA - CURTIR ATRAÇOES GRATUITAS NA CIDADE DE LENÇOIS
      os lugares mais foda da chapada,  realmente tem que ir de carro ou via agencia, mas felizmente
      tem coisas perto pra fazer : cachoeira do serrano, cachoeirinha, cachoeira da primavera,
      saloes de areia, ribeirao do meio.....com excecao do ultimo , fiz todos em apenas um dia, e de graça.
      fica a poucos minutos do centro de lencois e nao necessita guia. Bom pra repor as energias e fazer uma pausa
      entre dois passeios que sejam muito desgastantes.
      Fim do dia, hora de arrumar as malas e esperar o busao as 23 hrs com destino a salvador

      *** DICAS GERAIS ****
      .
      REalmente a chapada diamantina e a mae das chapadas, tudo é muito grande, bonito, distante
      a natureza exuberante, e a diversidade de atracoes nao se ve em nenhuma outra chapada
      lencois e uma cidade pequena, eu achei que os hostels deixaram bastante a desejar, mas nem vou 
      comentar quais eu fiquei....a cidade tem bons restaurantes e cafes, para todos os gostos e bolsos
      A chapada diamantina nao é um passeio barato - vc vai gastar uma boa grana, seja alugando carro
      seja contratando agencias, seja pondo gasolina no seu carro....as atracoes sao muito distantes entre si.
      Na chapada NAO rola essa cultura de carona, como existe em veadeiros. La, NAO  espere encontrar
      outros turistas com vaga no carro pra oferecer pra vc, isso deve rolar, mas é bem raro, pq quem vai,
      ou ja vai com grupo pronto, ou ja contrata agencia. Vi uma garota la perdidinha,achando que ia rolar
      esquema de carona, nao levou grana e se fu***. Ficou sem fazer a maioria dos passeios tops.
      lencois tem uma estrutura basica, a cidade é pequena, se ocorrer algo grave, tera que ir pra cidade de 
      seabra, uma hora e poquinho de carro dali, foi isso que aconteceu com uma colega nossa....
      veja se sua agencia oferece seguro de vida e de acidentes, pq nao e dificil se machucar nesses passeios nao,
      por isso cautela, usar bota de trekking, bermudao, prestar atencao se nao tem cobra nas trilhas
      ( na cachu do diabo, quase pisamos numa cascavel...) enfim, todo cuidaod é pouco por que se precisar de 
      socorro, lencois é uma cidade bastante limitada !
      Gastos aproximados:
      Aviao SP- SSA= 340 reais
      acomodação ( hostel) = 350 reais
      alimentação = 300 reais
      passeios =  900 Reais ( 4 dias de passeio com agencias, conforme detalhado acima)
      bus- salvador lencois = 170 reais ( ida e volta)
       

      seguem os videos que fiz dos meus passeios, ficaram bem legais, espero que possa ajudar voces a ter 
      uma ideia da beleza que é este lugar . bom passeio pra voces !
       
    • Por Schumacher
      Salve, pessoal! Eis o relato resumido de 38 dias que passei mochilando em São Tomé e Príncipe, Gabão e Angola, incluindo um bom trecho de bicicleta nesse último. Isso ocorreu entre junho e julho desse ano. Quem quiser mais detalhes, pode conferir em meu blog de viagem Rediscovering the World.
       
      Preparativos
       
      Em agosto de 2017 surgiu a primeira de várias promoções no site Melhores Destinos para São Tomé e Príncipe (STP), o 10º país menos visitado no mundo naquele ano. Não perdi a oportunidade; logo comprei por 1690 reais a ida (02/06/18) e volta (09/07/18) saindo de Guarulhos pela TAAG.
       
      Nos meses seguintes tratei do planejamento. Fiz as reservas de São Tomé pelo Airbnb, pois além de estarem mais em conta, como o pagamento é antecipado eu não precisaria levar tanto dinheiro, já que não dá pra usar cartão de crédito em São Tomé e Príncipe (se precisar sacar, pode ir num hotel chique e pagar uma comissão). Desde 2015, brasileiros não precisam mais de visto para esse país, então foi uma burocracia e custo a menos. Como são 2 ilhas, precisei comprar os voos para a menor delas, Príncipe. Custaram 153 euros pela Africa's Connection, mas poderiam ter custado 102 pela STP Airways se eu tivesse tido sorte na escolha das datas.
       
      Outro país que visitaria durante esse tempo seria Gabão, pois há voos diretamente de STP, e o visto pode ser emitido pela internet previamente (85 euros), o que tentei no mês anterior junto com a compra das passagens aéreas (173 mil francos ~ 264 euros) pela Afrijet. Um dia antes da viagem o visto foi recusado sem motivos, então eu tive que fazê-lo no meio do caminho. Se fosse negado novamente, poderia ainda tentar na chegada.
       
      O último país a ser acrescentado foi Angola, pois tive sorte de um dos países mais fechados do mundo começar a processar pedidos de visto rapidamente pela internet (120 dólares) e sem necessidade de carta de indicação. Com sucesso, o emiti no mês anterior à partida, já que essa autorização deve começar a ser usada em até 30 dias de sua aprovação. As passagens desde STP até Luanda saíram por 345 dólares pela TAAG.
       

       
      Dia 1
       
      Em 2 de junho de 2018, parti de Floripa a Guarulhos pela LATAM (129 reais), escapando por pouco da greve dos caminhoneiros. No fim da tarde, embarquei na estatal angolana para a longuíssima conexão em Luanda.
       
      O avião parecia novo, mas minha tela de vídeo não tava funcionando e a poltrona do lado não reclinava. Ao menos as refeições estavam boas.
       

       
      Dia 2
       
      Dormi pouco no voo. Ao desembarcar no aeroporto, fui direto pra zona de conexão. O saguão melhorou um pouco em relação ao que vi há um ano, agora com ar e wi-fi, mas ainda não é o suficiente pra se passar 16h dentro dele esperando o voo seguinte!
       

       
      Só me restou dormir na cadeira e botar a leitura em dia no meu dispositivo Kindle, enquanto comia o que trouxe de casa, já que na cotação oficial o preço das refeições fica proibitivo.
       
      Dia 3
       
      Assim que virou o dia eu desci em São Tomé, a maior das 2 ilhas do segundo menor país da África. Só que minha entrada não foi nada tranquila. Mochileiros não parecem ser bem-vindos por aqui. O dinheiro que eu tinha (600 euros) e as reservas feitas no Airbnb não foram suficientes pra comprovar que eu tinha vindo a turismo, então tive que me explicar pra uma carrada de gente diferente e ter a bagagem minuciosamente revirada num processo desgastante.
       
      O Maxime, francês que me hospedaria nas 3 primeiras noites, foi até chamado pra resolver minha situação. Depois que me livrei, ele me levou até sua casa, um lugar decente pra ficar.
       
      Dormi pouco novamente, sendo acordado por barulhos de crianças ao redor da casa. Tomei um café da manhã bem tardio e peguei um moto-táxi pra capital (15 dobras). Lá troquei um pouco de dinheiro, na cotação de 25 dobras por euro.
       
      Logo achei onde ficavam as vans amarelas que transportam a população local entre cidades de forma econômica. Rapidamente a que peguei encheu, e meia hora depois eu saltei na Lagoa Azul, pagando 20 dobras pelo transporte.
       
      Caminhei na praia vulcânica cercada por baobás, reparando nas poças de maré com corais, até subir um morrinho e ver porque possui esse nome.
       

       
      Havia poucas pessoas mais na praia quando larguei minhas coisas sem valor na areia (aqui já ocorreram furtos) e caí na água com o equipamento de snorkeling emprestado pelo Maxime. No mar, apenas peixes e corais simples, uma moreia, uma estrela e muitos trombetas. A única coisa mais interessante que vi foi o maior cardume que já presenciei.
       

       
      Deixei a praia e peguei uma van no mesmo sentido até Neves, por mais 10 mil. Dessa vez não fui espremido dentro, mas no compartimento de carga!
       
       
      Neves é uma antiga roça que foi tomada pela população quando se deu a libertação do país. É uma comunidade pobre. Lá eu comi num dos restaurantes mais famosos da ilha, pois servem as santolas, grandes caranguejos. São bons, mas dão um trabalho pra quebrar suas patas, e quem come que tem que o fazer. Custou 250 dobras. Ali também provei a única cerveja local, a razoável Rosema (20 dobras), produzida no mesmo vilarejo.
       

       
      Já com o sol baixando, peguei o transporte de volta, onde sofri assédio sexual - pena que a agressora era velha demais. Os sorridentes santomenses são muito simpáticos, no entanto, e o fato do idioma ser o mesmo ajuda muito na interação com eles.
       

       
      No caminho a pé até a hospedagem, parei no supermercado CKDO, o maior do país junto com o Continental no centro. Há apenas uma prateleira de produtos locais, pois quase tudo é importado. Entre o que é da terra, chocolate, cacau, café, chips de banana e fruta-pão, além da açucarinha. Esse é um doce feito com coco, mas que não apreciei muito. Nem um outro feito com banana.
       
      À noite troquei umas ideias com o Maxime e depois finalmente dormi.
       
      Dia 4
       
      Para este dia acabei sendo convencido pelo Maxime a fazer um tour com ele em direção ao sul da ilha até o Ilhéu das Rolas, já que havia uma grande chance de eu não conseguir transporte para voltar de lá no fim do dia, caso fosse por conta própria. Paguei 60 euros por tudo, dividindo com sua amiga francesa Marielle.
       
      Primeira parada na Roça Água Izé. Ali vimos o hospital, a primeira das muitas ruínas do que restou das construções lusitanas abandonadas quando da independência do país em 1975. Todas as roças, fazendas com infraestrutura completa voltadas às maiores produções de São Tomé e Príncipe, como o cacau, foram entregues à população nativa, que sem instrução não soube como gerir. Como resultado, os prédios viraram algo como um cortiço e as plantações decaíram, então é quase tudo só na subsistência.
       

       
      Abaixo, paramos na Boca de Inferno, estrutura geológica no mar por onde as ondas violentas entram e fazem um show.
       

       
      Mais além, a estrada começa a piorar e a quantidade de veículos reduzir a quase nada, apesar de ser a única ligação ao sul da ilha.
       
      Enquanto ao redor da estrada só havia selva, eis que surgiu junto com uma plantação de palma (de onde se extrai uma bebida chamada de vinho) o fonólito Cão Grande. Este é um pico impressionante por seu destaque solitário na paisagem.
       

       
      Paramos na Praia Inhame, onde almoçamos na pousada chique que lá fica exclusiva. Lá mesmo tomamos um barquinho até o Ilhéu das Rolas.
       

       
      Achava que nessa ilhota havia apenas o resort da Pestana, mas há um vilarejo que já estava presente antes mesmo do hotel. O guia Pedro nos acompanhou, levando até o marco da Linha do Equador, onde há um monumento que marca o ponto exato onde a descarga muda de sentido horário pra anti-horário.
       

       
      Depois caminhamos até a Praia Café. A maré estava com uma correnteza fortíssima, o que infelizmente impossibilitou o snorkeling, que dizem ser bom ali.
       
      Com isso, ao final da tarde retornamos. No meio do caminho, policiais nos pararam para checagem. Não falaram nada sobre o motorista que estava sem cinto, mas implicaram porque eu estava sem camiseta, pode isso Arnaldo?
       
      A chegada foi à noite na capital. Depois do banho, fizemos uma degustação de vários licores artesanais com plantas típicas do país, como jaca, canela e até mesmo framboesa. Depois disso eu escrevi essas palavras meio alterado e fui dormir.
       
      Dia 5
       
      Antes de tudo, fui à Embaixada do Gabão fazer meu visto de turista. Precisei apenas preencher uma folha, entregar meu passaporte, uma foto e 70 euros. Sem filas e sem incomodação.
       
      Visitei parte da capital pela manhã. Primeiro adentrei o Forte de São Sebastião (50 dobras). É um museu que através de artefatos conta um pouco a triste história da colonização portuguesa. Quase não há informações escritas, no entanto.
       

       
      De lá, segui pela orla da capital mais tranquila em que já estive. Há muitas construções do período colonial, mas a maioria está mal conservada, com exceção do imponente Palácio Presidencial e sua catedral vizinha.
       
      Almocei no recém-aberto restaurante Camões, onde comi um prato com búzios da terra (caramujos) por 120 dobras. Curti a ponto de repetir numa outra ocasião.
       

       
      Após, peguei minhas coisas e fui pro aeroporto, embarcando no voo para a Ilha de Príncipe com a Africa’s Connection, empresa banida de voar pra Europa devido à insegurança das aeronaves. Bom, mas a concorrente também está banida, e a viagem pelo mar não é mais segura que a de avião, então não tive escolha. Embarcamos num aviãozinho a hélice eu, coincidentemente outra brasileira com um português, e mais 2 turistas apenas.
       
      No final, tudo correu bem no voo de 40 minutos de duração. O que ocorreu melhor ainda foi que o casal estava indo para o mesmo caminho que eu, então consegui uma carona com eles de graça até a Roça Belo Monte, de onde peguei uma trilha na mata, ouvindo um monte de pássaros, até a Praia Boi, lugar em que estendi minha rede entre coqueiros e areia dourada.
       

       
      Achei que passaria a noite sozinho, mas a certa distância 2 jovens também pernoitaram pescando. Além disso, um número infinito de caranguejos também saiu da toca ao cair a noite. Os mosquitos incomodaram no começo, mas o repelente com icaridina que usei funcionou. Dormi ao som do mar, à luz de um farol e de milhares de estrelas.
       

       
      Dia 6
       
      Não fui morto ou assaltado por humanos, mas os caranguejos malditos fizeram um estrago legal na camiseta que deixei fora secando.
       
      Deixei a Praia Boi e fui à seguinte, Praia Macaco. Aparência quase igual à anterior, exceto por um detalhe: há construções em ruínas de um antigo hotel abandonado que não resistiu ao baixo número de turistas.
       
      Subi o morro de novo até o Hotel Roça Belo Monte. No caminho, consegui fotografar os ariscos papagaios-cinza-africanos. Como não havia nenhum outro restaurante próximo, almocei nesse que é um dos resorts de luxo. Um prato simples saiu por salgados 15 euros.
       

       
      Admirei um pouco a beleza do hotel e logo mais desci até a praia particular, a Banana. Do mirante dá pra ter ideia do motivo do nome: a faixa de areia é no formato e na cor da fruta. A vista é espetacular.
       

       
      A melhor coisa ocorreu em sequência. Reencontrei o casal Mariana e Ricardo descansando num bangalô. Eles me deram um coco e me emprestaram o equipamento de snorkeling. Com isso, pude explorar o que dizem ser a melhor praia da ilha para esse fim.
       

       
      Entre as rochas à direita e uma praia de areia preta, há o que se ver. Além do interessante relevo submarino, alguns corais, esponjas e peixes pequenos e médios coloridos. Com a boa transparência da água, vi até mesmo uma tartaruga mais afastada. Coloquei um vídeo no meu canal do Youtube.
       
      Quando voltei à terra, fiquei sabendo que poderia passar a noite naquele bangalô na areia, com direito a uma ducha muito necessitada, segurança à noite e até mesmo um lanchinho na faixa! Não tinha como ficar melhor.
       
      Dia 7
       
      Dormi mais tranquilo nessa noite. Ao acordar, deixei a praia e atravessei a Praia do Caju, onde as crianças corriam devido a uma atividade em comemoração ao Dia do Oceano. Na praia seguinte, a Burra, fica um vilarejo pesqueiro. Ali consegui um moto-táxi que por 50 dobras me deixou na capital, Santo Antônio.
       
      Fiquei na Santa Casa de Misericórdia, onde me hospedei. Um quarto simples com ventilador e banheiro compartilhado de chuveiro frio custa 300 dobras (ou 250 se dividir o quarto com outra pessoa), infinitamente menos que os hoteis luxuosos das praias e consideravelmente menos que as outras opções da cidade. Reserve com antecedência, pois há apenas 4 cômodos que lotaram assim que cheguei.
       

       
      Atravessei o Rio Papagaio onde os santomenses faziam suas tarefas diárias, até chegar ao Centro Cultural. Nesse momento só havia uma biblioteca por lá, com pouco livros escritos por autores de São Tomé e Príncipe. Li dois deles, por Olinda Bejo. Lá mesmo almocei um delicioso peixe grelhado com acompanhamentos por 100 dobras.
       
      O mercado que fica ao lado não tem quase nada além de peixes e algumas verduras. Continuando a caminhada, vasculhei cada rua do centro da pequena cidade, identificando algumas hospedagens, mini-mercados, restaurantes e demais comércios.
       
      Parte das construções é em estilo colonial e estão conservadas o suficiente para uma foto, como igrejas e o palácio do governo. Os demais edifícios governamentais (sempre casas, pois não há prédios de mais que 3 andares em Príncipe) ficam na orla da Baía de Santo Antônio e estão com aspecto decadente.
       

       
      Em busca de informações sobre a Reserva da Biosfera de Príncipe, que toma toda a metade sul da ilha, adentrei seu escritório. No entanto, seu material impresso é bem escasso. Mas aqui podes arrumar um guia, pelo menos. Eles são obrigatórios, ao custo de 25 euros para uma pessoa e mais 5 por adicional, além da taxa de 5 euros para ingresso no parque.
       
      Ao lado fica o banco, que em sua parte traseira possui uma biblioteca. Nela, há computadores com acesso à internet. Entre os livros, achei um interessante sobre a parte ambiental do país, o Paraíso do Atlântico - Carlos Espírito Santo.
       
      Como fechava às 5h, tive que deixar o ambiente refrigerado. Tomei um banho na Santa Casa antes que a água esfriasse e retornei ao centro para jantar. Parei no restaurante Fofokices, em que o prato do dia era 2 peixes chamados vadu, temperados e acompanhados por fruta-pão. O conjunto estava custando apenas 60 dobras. Como estava barato e eu comecei a conversar com um outro viajante sulafricano da mesa ao lado, resolvi tomar duas cervejas nacionais, por 30 dobras cada.
       

       
      Dia 8
       
      Ao acordar, peguei uma carona de moto até o Hotel Bombom por 80 dobras. Na entrada, percorri um dos trilhos da Fundação Príncipe Trust, o da Ribeira Izé. Inicia-se atravessando um riacho e dali em diante é só mata, com algumas subidas, bastante lama e muitos mosquitos. Não está muito bem mantido. O final é uma travessia por uma árvore sobre a foz que chega à Praia Bombom.
       

       
      Eis outro dos resorts caros de Príncipe. Uma ponte liga à paisagem cênica do Ilhéu Bombom. Como o almoço em seu restaurante custava 30 euros, me contentei com uma barra de proteína que levei. Fiquei um tempinho usando o wi-fi liberado, antes de continuar por outra das trilhas, no próprio ilhéu.
       
      Essa caminhada é mais curta mas tão interessante, pois há algumas vistas, árvores enormes e até uma feição geológica submarina que espirra água.
       
      Passei através do hotel e peguei a moto para retornar. No que aparenta ser o mais completo “supermercado” da cidade, ainda muito aquém de qualquer estabelecimento brasileiro, comprei a coisa mais barata que achei para comer, já que estava com a grana a curta: um vidro de feijão cozido por 25 dobras.
       
      Depois disso, aguardei os 5 portugueses hospedados na Santa Casa para jantarmos fora. O problema de se andar em grupo é que tudo se desenvolve mais lentamente. Morto de fome, tive que aguardar 2 horas para eles se aprontarem. O resultado foi que os restaurantes já estavam sem comida, então só sobrou um com um frango de 150 dobras.
       
      Dia 9
       
      De manhã fui até a entrada do Parque Nacional em Terreiro Velho na motoca (50 dobras). Chegando lá pensei que poderia entrar por conta própria, mas os guias estavam controlando a entrada, então tive que fazer um acerto, para me colocarem com um trio que havia recém iniciado a trilha. Até que foi bom, pois eles estavam mais interessados nos animais, mesmo os pequenos, do que na chegada, assim como eu. Um deles estava inclusive inventariando a fauna, e acredita que uma espécie de opinião (parente da aranha) minúsculo que eu achei possa ser uma espécie nova!
       

       
      Animados, seguimos morro acima, numa trilha tranquila, até avistarmos a Cascata Oque Pipi. Não havia muito volume na queda por se tratar do período seco, mas isso não tirou a beleza do cenário e a vontade de se jogar naquela água super refrescante.
       

       
      Meu tênis velho finalmente se desfez da parte da frente. Consegui grudar de volta com a cola para pneu de bicicleta que levei.
       
      No que sobrou de tarde, fiquei apenas conversando com uns nativos.
       
      Me reuni com os portugueses novamente para a janta, o que não foi uma tarefa fácil, pois muitos restaurantes estavam fechados, já que era domingo. Acabamos tendo uma refeição bem completa mas cara no Rosa Pão. O preço normal seria 250 dobras, mas como estávamos em um grupo maior e com voluntários de São Tomé, a Dona Rosa nos fez por 200. Comemos peixe, cabrito, lula, arroz, banana, obobó (feijão, farinha de mandioca e óleo de palma) e mousse de limão.
       

       
      Em seguida, tomamos uma gelada (25 dobras) com nossos novos colegas nativos Leo e Manoel num dos quiosques espalhados pela cidade.
       
      Dia 10
       
      Voo de retorno a São Tomé pela Africa’s Connection. Paguei 30 dobras até o aeroporto. Tudo certo no céu.
       

       
      Ao desembarcar, recusei o taxista que queria me cobrar 10 euros (250 dobras) e optei por parar um motoqueiro na estrada, que ficou feliz em receber 25 dobras para me levar à Embaixada do Gabão. Lá eu fui ver se meu visto tinha sido aprovado ou rejeitado. E o resultado foi… aprovado! Para minha surpresa, no mesmo dia em que o solicitei, com direito a 15 dias de permanência (solicitei 8).
       
      Almocei novamente no lusitano Camões, dessa vez provando outro prato típico, a cachupa rica (carnes de segunda numa consistência pastosa com feijão, milho e temperos, acompanhada por farinha de mandioca), mais conhecida em Cabo Verde. Pra completar a comunidade portuguesa, o som ambiente era um funk carioca proibidão sem censura.
       
      Troquei uns dólares (cotação de 20 pra 1) e peguei um táxi compartilhado para Monte Café (25 dobras). Meia hora de subida depois, cheguei a um dos povoados mais elevados do país, a 700 metros de altitude. Boa parte fica dentro de uma antiga roça que produzia café, como aprendi no Museu do Café (3 euros).
       
      A visita guiada por uma das construções antigas lhe mostra através de máquinas, imagens e textos, como funcionava todo o processo do plantio ao grão pronto, por meio do trabalho semi-escravista. Ao final há uma prova da bebida. Já fazia décadas que eu não tomava uma gota de café, pois não gosto, mas abri uma exceção para esse. Peguei um da variedade Arábica, que é mais suave, mas mesmo assim foi difícil terminar uma xícara desse líquido amargo. Pelo visto, não vou provar outro café nunca mais.
       
      O resto do tempo foi passado conversando com os moradores locais, simpáticos como seus demais compatriotas, e avistando passarinhos e até mesmo uma cobra, chamada aqui de gita. Essa cruzou à minha frente como se desprezasse minha presença.
       
      À noite, a refeição mais cara da viagem, mas também a que me deixou com a barriga mais cheia, boa para que eu parasse de perder peso. Foi na Firma Efraim, produtora de café e cacau, também a hospedagem em que eu ficaria através do Airbnb. Liberei 250 dobras pra uma entrada de búzios da terra com pão, prato principal de uma montanha de feijão à moda da casa com arroz, e doces de maracujá e abacaxi de sobremesa.
       
      A respeito das instalações de hospedagem, há um bonito quarto cuja TV não funciona e um banheiro privado com água quente. Isso ao custo de uns 100 reais.
       
      Na hora em que fui dormir a eletricidade se foi e não voltou mais, o que é comum no povoado. Por isso há um gerador nessa casa.
       
      Dia 11
       
      Depois do café da manhã, segui a trilha da Cascata do Vale do Rio D’Ouro. São 15 km de ida e volta pelo mesmo caminho, que se inicia em Monte Café, passa por uma estrada 4x4 na mata até o vilarejo rural de Novo Destino, e de lá vira para as quedas d'água.
       
      A ida foi uma descida bem tranquila. Passei por vários habitantes até o vilarejo. Vi e fotografei um tanto de bichos diferentes, principalmente invertebrados e aves. Ambos lados da trilha possuem uma faixa mista de cultivares, como banana e cacau, antes da mata fechada com árvores enormes surgir à vista.
       

       
      Cheguei na maior das cascatas sem ninguém por perto, e lá fiquei um tempo aproveitando a água gelada para um banho refrescante.
       

       
      A volta foi um pouco cansativa, pois a subida é um tanto íngreme e de vez em quando o sol equatorial saía por detrás das nuvens e castigava.
       
      O jantar dessa vez foi polvo, que eu adoro, acompanhada da erva lussua, banana, arroz com cúrcuma, bem como ceviche e escabeche de entrada. Fui pra cama estufado de novo.
       

       
      Dia 12
       
      Tomei uma carona de moto até Bom Sucesso (70 dobras), onde fica a entrada do Parque Nacional Obô. Ali visitei seu jardim botânico.
       
      O passeio guiado que demonstra as espécies conservadas no jardim, entre orquídeas endêmicas, samambaias gigantes e outras flores e árvores de São Tomé e Príncipe funciona à base de doações.
       
      Em seguida, caminhei até a Lagoa Amélia, que na verdade é uma cratera vulcânica extinta. É recomendado fazer a trilha com guia, pois há bifurcações, a mata é meio fechada e há cobras-pretas, que são fatais. Mesmo assim, pedi permissão para ir por conta própria.
       
      O início é ladeado por plantios de hortaliças. Conforme a subida avança, o impacto humano diminui. Mas só vi passarinhos, um morcego e insetos, basicamente. Há trechos onde o tipo de formação vegetal muda, como mais para o final, quando há bambuzais.
       
      A uns 1450 metros de altitude fica o banhado da Lagoa Amélia. Não é muito grande, mas possui uma vegetação típica. Encharquei um pouco o calçado e voltei à sede do parque uma hora depois.
       

       
      Na entrada há um bar, onde pode ser que tenha almoço. No meu caso já havia acabado, então me contentei com os 3 sandubas de omelete com micocó, por apenas 10 dobras cada.
       
      Desci o caminho de alguns km de volta a Monte Café a pé, parando antes na bela Cascata São Nicolau.
       
      Mudei de hospedagem para outra anunciada no Airbnb, a casa de Brice, que fica próxima da anterior. Tem água quente e o quarto é espaçoso, além de ter internet, motivo principal da minha mudança.
       
      Dia 13
       
      Meu tênis havia perdido a sola completamente na longa caminhada do dia anterior, mas consegui achar alguém no vilarejo que costurou na mesma hora. O custo foi tão ridículo (30 dobras pelos dois calçados) que até dei um pouco a mais.
       
      Regressei à cidade, troquei uns dólares, almocei novamente no Camões, comprei um salgado para mais tarde na Pastelaria Central (35 dobras) e fui até o aeroporto (20 dobras), onde aguardei pelo resto do dia.
       
      O avião turbo-hélice da Afrijet atrasou, então já era tarde quando descemos em Libreville, capital do Gabão. No desembarque a imigração foi tranquila, apenas algumas perguntas.
       
      Consegui sacar os francos na primeira tentativa (raridade) num dos caixas automáticos do aeroporto. Em seguida, consegui uma carona grátis de um santomense até o muito próximo Hotel Tropicana, onde eu havia feito reserva.
       
      Dia 14
       
      Em frente à praia, por 25 mil francos (45 dólares) tive acesso a uma suíte com água quente e ar-condicionado. É um lugar movimentado. Pensei que o café da manhã estivesse incluído, de tão básico que foi, mas ele é pago à parte e custa 5 mil francos. Pior que isso só a internet, que é cobrada ao valor de 2 mil francos para 2 horas de acesso! Conclusão: esse país é caro demais, já que a moeda é atrelada ao euro.
       

       
      Paguei mais 2 mil francos para um táxi me deixar no centro da cidade, quase sem atrações e com pessoas antipáticas. Um fato curioso é que aqui os passageiros barganham o valor da carona, sejam turistas ou moradores.
       
      Ao entrar num dos dois conjuntos de lojas de artesanatos, descobri porque o centro estava quase parado: esse dia era Ramadã, feriado muçulmano, cuja presença em Libreville é marcante devido aos muitos imigrantes, pois a capital é mais desenvolvida e oferece melhores salários que seus vizinhos.
       
      Por 5 mil francos, comprei 2 máscaras pequenas da etnia Fang no único quiosque aberto.
       
      Segui para o escritório da SETRAG no centro, a companhia gabonesa de trem, já que li que o recomendado é comprar os bilhetes dois dias antes. Infelizmente não se pode mais comprar lá, então tive que pagar mais 2 mil francos pra outro táxi me deixar na própria estação de trem, que fica na cidade vizinha de Owendo. Lá levei mais de uma hora na fila para conseguir comprar os bilhetes para Lopé (15 mil cada trecho na segunda classe). Por que diabos não fazem a venda online?
       
      De volta ao centro, fui em busca de um lugar menos caro pra comer, já que os 2 restaurantes recomendados pelo Lonely Planet (La Pelisson e La Dolce Vita) estavam fechados a essa hora. Ao caminhar pela orla ao redor, parei pra tirar foto duma obra de arte que diz muito sobre Libreville, “L’esclave libéré”, pois a capital do Gabão foi fundada para receber os escravos libertos.
       

       
      Esse símbolo deveria ser um ponto turístico, mas não havia ninguém por ali, e só depois da foto eu descobri o porquê. Levei uma bronca de um dos militares que guardava o superfaturado palácio presidencial que fica logo atrás, pois não é permitido fazer qualquer registro, e ponto final!
       
      Bem que eu queria argumentar com o guarda, mas com uma arma praticamente apontada pra mim, segui adiante. Contudo, ainda consegui uma foto do seguinte prédio majestoso, da corte constitucional gabonesa.
       
      Enfim, decidi almoçar na zona dos hipermercados. Bem próximos do porto (Port Mole), o que explica o fato da maioria dos produtos nas prateleiras serem do exterior, principalmente França, já que Gabão era uma colônia desse país. Fiz um rancho de comida pra 3 dias por 16 mil francos no Géant CKdo, estabelecimento de boa qualidade.
       
      Depois voltei para o hotel. Como estava passando os jogos da Copa do Mundo de Futebol no bar, ali me sentei e os vi enquanto tomava uma gelada (1500 francos por 650 ml). Pretendia dar uma caminhada na praia entre as partidas, mas a maré alta, lixo e esgoto me fizeram desistir da ideia.
       
      Dia 15
       
      Dei uma averiguada pela manhã no Instituto Francês, onde fica um prédio com biblioteca, exposições, cinema e apresentações, tudo relacionado ao idioma francês.
       
      De lá, eu e Massimo, um senhor italiano hospedado no mesmo hotel, dividimos um táxi, pagando 10 mil cada por 4 horas de condução. Pedimos para que nos levasse ao norte da capital, mais precisamente no Arboretum Raponda Walker. É uma floresta de restinga onde há algumas trilhas que podem ser percorridas sem o auxílio de guia, pois estão sinalizadas. Só vimos a vegetação diferente e invertebrados, mas ouvimos um ruído suspeito e depois descobrimos que há chimpanzés por lá!
       
      Depois da trilha, a decepção. Continuando para o norte, fomos ao recomendado balneário de Cap Estérias. Fiquem longe de lá!
       
      Primeiro porque num posto policial um agente corrupto nos cobrou 3 mil francos. Segundo porque a praia é feia e decadente. Só nos serviu para comer frutos do mar num dos restaurantes (4 a 6 mil o prato) e para saber que os pescadores podem levar turistas à Ilha Corisco pela bagatela de 150 mil francos (cerca de mil reais!) pela canoa, isso fora a propina que terá que ser paga na Embaixada da Guiné Equatorial para conseguir um visto pra lá…
       
      Ainda tive tempo de ver um jogo da Copa, antes da atividade seguinte.
       
      À noite, assistimos ao espetáculo de dança 007, apresentado por um grupo gabonês no Instituto Francês, por 10 mil francos. Até que foi proveitoso, mas eles não precisavam utilizar crianças que não tinham noção nenhuma de sincronia em metade do show de 2 horas.
       

       
      Antes de cada um retornar a seus devidos quartos, comemos espetinhos de gato quase em frente ao hotel, ao custo de 1500 francos cada um.
       
      Dia 16
       
      Apenas fui ao aeroporto sacar mais grana pra poder usar em Lopé, já que lá não há caixas automáticos. Espero que as pessoas de lá sejam mais simpáticas, pois as maleducadas, malhumoradas e estressadas que moram na capital são o oposto dos santomenses.
       
      Almocei o resto dos sanduíches que montei da comida comprada no hipermercado. Depois rachei um táxi privado com Massimo (2,5 mil pra cada), que foi comigo à estação de trem. Ao contrário dele, não precisei despachar a bagagem.
       
      Para variar o trem atrasou o embarque, então já estava escurecendo quando entramos no trem Omnibus. Nenhum incômodo na estação e até mesmo a segunda classe é bem decente. O problema é que não apagam a luz e os assentos não reclinam, então não dá pra dormir.
       

       
      Dia 17
       
      Na saída, o guia Ghislain, que eu e Massimo havíamos contactado previamente, estava a nossa espera. Dormimos num motel bem caído em frente à estação de trem, por 15 mil francos o quarto com ventilador e 20 com ar, só no Gabão pra pagar tanto por uma espelunca.
       
      Almoçamos no restaurante La Main D’Or, onde tivemos um prato de frango com arroz por 2 mil francos, bem mais em conta que na capital. À noite voltamos aqui para comermos peixe, a única opção.
       

       
      Conhecemos em seguida Nico, um espanhol que está atravessando a África de moto e fazendo um documentário.
       
      Depois, caminhamos pelo vilarejo até o Hotel Lopé, o mais chique. À beira do belo Rio Ogoué, é um lugar bem bacana. Eis que no seu entorno, onde fica a savana aberta, vimos dois grupos de elefantes! Meio escondidos e silenciosos, se afastaram lentamente quando nos viram.
       

       
      Marchamos para nossa hospedagem da vez, bem no meio dessa vegetação. Para tanto, tivemos que seguir numa rota pouco trilhada já no escuro. Até búfalos nós vimos no caminho.
       

       
      Dormimos no Lopé Lodge Chalet, uma casa só pra gente, aparentemente um lugar bom, mas onde o quarto fedia, havia ratos e nada de torneiras (aparentemente não há encanamento no vilarejo), então o banho foi com um balde de água fria. Dividimos um quarto por 15 mil no total.
       
      Dia 18
       
      Ghislain da associação Mikongo Vision veio buscar nós 3 para quase 2 dias de imersão na floresta dentro do Parque Nacional Lopé, com foco no avistamento de gorilas, atividade sempre cara. Barganhamos usando a divulgação em nossos blog/documentário como ferramenta para chegarmos em 115 mil por pessoa. O preço normal seria 214 mil.
       
      Uma hora e meia numa estrada de terra comprometida, adentramos a base da Mikongo Vision, com cabanas cercadas por selva a perder de vista.
       
      Partimos para a caminhada na floresta fechada com 2 guias. No começo, vimos apenas invertebrados e marcas de elefantes, panteras e antílopes.
       
      Mais além, um pequeno grupo de colobos negros pairou no topo de árvores próximas a onde estávamos.
       
      Cruzamos um rio, onde me abasteci de água. Pouco depois, vimos o que mais almejamos, gorilas! Surpreendentemente, um macho (pelo claro) e uma fêmea adultos alimentavam-se de um fruto alaranjado (pintabesma) na copa de uma árvore, um dos poucos restantes na estação seca. Mas quando perceberam nossa presença, começou um escândalo que eu nunca havia presenciado. Ruídos amedrontadores, batidas no peito e até mesmo chegaram a jogar coisas em nossa direção. Quando o macho desceu da árvore, nos mandamos de lá antes que fôssemos atacados.
       

       
      De volta ao acampamento umas 4 horas depois do começo, tomei um banho no rio próximo e fiquei admirando outros macacos bochechudos e bigodudos que se alimentavam em árvores próximas a nossas cabanas. Pena que já estava escuro o suficiente pras fotos não ficarem boas.
       
      Enfim, jantamos a luz de velas. Prato da noite: frango com arroz. Com a fome que eu tava, devorei rapidamente.
       
      De sobremesa, fomos até o Rio, onde caminhamos com a água na altura do joelho para focalizar filhotes de crocodilo. Vimos 3 pelo reflexo de seus olhos na lanterna de cabeça, sendo que o guia capturou um deles para nos mostrar de perto. De bônus, encontramos alguns dos barulhentos sapos.
       

       
      Cada um de nós ficou com um projeto de chalé, dentro das quais foram postas barracas com colchão.
       
      Dia 19
       
      Dormi legal, mas acordar 6 e meia pro café da manhã não foi tão interessante.
       
      Dessa vez, caminhamos por outra área florestada. Apesar disso, não tivemos sorte de ver mais gorilas. Mas já era o esperado, já que a chance de vê-los é em torno de 50%. O total trilhado foi de 6 h, sendo meia hora de descanso para uma refeição. Nesse tempo, avistamos colobos, pequenas aves, insetos e cogumelos interessantes.
       

       
      Por fim, visitamos uma pequena queda d'água, eu tomei um banho de rio, lanchamos e partimos.
       
      Ao chegarmos, tentamos localizar elefantes na savana ao redor do vilarejo usando o drone do Nico, mas os bichos não estavam lá.
       
      Do alto de um pequeno morro, apreciamos um pôr do sol belo.
       
      A noite foi passando junto com meus últimos momentos com as companhias, até que os trens finalmente chegassem.
       
      Dia 20
       
      Nico continuou por mais um dia em Lopé, Massimo pegou o trem para Franceville, enquanto eu pro sentido inverso, Libreville.
       
      Com o trem atrasado, a chegada foi por volta das 9 e meia. O único lugar que visitei, fora os lugares para comer, foi o Museu Nacional das Artes e Tradições do Gabão. É um museu pequeno, com dezenas de máscaras, estátuas e instrumentos musicais mostrando os ritos e crenças de algumas das diversas tribos do país. Entrada de 2 mil francos ou 3 com guia.
       

       
      Esperei no Hotel Tropicana até o horário de fazer o check in no terminal separado da Afrijet, mas antes disso troquei francos por euros (cotação bem boa) e dólares (nem tanto) na livraria do outro terminal. Logo mais, retornei a São Tomé.
       
      Nessa noite dormi em uma nova hospedagem via Airbnb, a oeste do centro numa área popular. Mais uma vez, consegui uma carona gratuita com um santomense.
       
      Dia 21
       
      Dormi bem no quarto. Antes de partir, conversei um bocado com a simpática dona da casa, Maria.
       
      Tomei coragem e vesti a camiseta da seleção brasileira de futebol, em pleno dia de jogo. Como esperado, enquanto caminhava pelas ruas as pessoas iam me parando, já que era o único brasileiro ou com a tal camisa nesse dia.
       
      Passei por dentro do Mercado Novo, junto aos táxis, onde se vendem produtos dos mais variados tipos, mas principalmente alimentícios, em barracas ou no chão. Depois fui até o restaurante Camões para usar internet. Lá mesmo vi o jogo. Ainda bem que o Brasil ganhou, caso contrário teria que arrumar um jeito de esconder a amarelinha.
       
      A seguir, fiz o tour na famosa fábrica de chocolate de Cláudio Corallo, reputado como um dos melhores (e mais caros) do mundo. São 100 dobras de entrada, mas a parte da consumação já compensa esse pequeno investimento. Provei um pedaço de 10 tipos diferentes, além de aprender sobre a história da firma e modo de produção.
       

       
      Retornei à casa e, já à noite, fui ao aeroporto, onde esperei o voo da madrugada para Luanda pela TAAG. Me incomodei com vendedores de artesanato insistentes e funcionários do aeroporto que queriam que eu enviasse bagagem por eles. Vê se pode?
       
      Dia 22
       
      Cheguei em Angola ao nascer do sol. Fui o único a entrar no país pelo novo sistema de emissão de vistos online. Só tive que pagar os 120 dólares em papel.
       
      Foi preciso usar meus 3 cartões pra sacar dinheiro dos caixas automáticos, pois o máximo que liberam por vez é 25 mil kwanzas. O quanto isso vale em dólares é difícil precisar, pois a cotação muda constantemente e a diferença da oficial dos bancos pro paralelo dos kinguilas (como são chamados os cambistas das ruas) é grande.Estava nesse momento em torno de 200 kwanzas por dólar em um e 350 no outro.
       
      Comprei lá mesmo um chip de telefone local, pela primeira vez na vida. Paguei mil kwanzas pelo chip Unitel (mas encontrei por 300 posteriormente), e mais uma milhares para voz e dados.
       
      Ao deixar o terminal, a Paula e Pedro estavam chegando para me levar até seu lar anunciado no Airbnb. O preço é bem bom pelas facilidades, limpeza e localização, mas tem o inconveniente de ser no 9° andar de um edifício com os elevadores desativados.
       
      Tirei uma soneca logo. Depois, Paulino, um amigo de Pedro, me levou até o bairro Mártires, onde fiz o câmbio. Só que apenas as notas grandes de dólar e euro tiveram uma cotação próxima ao esperado. O lugar é meio assustador, não recomendo nem um pouco ir sozinho.
       
      Com a grana na mão, fiquei no hipermercado Kero, um gigante com tudo para se comprar menos barras de cereal. Aqui vasculhei entre as latas velhas à venda para comprar uma bicicleta chinesa por 50 mil kwanzas. Pela porcaria que ela é, não compensou muito, mas é o que tinha à pronta entrega. Pelo menos possui marchas.
       
      Fui testar a bendita na espetacular zona da Baía de Luanda, uma área de lazer à beira-mar com diversas atrações, edifícios bonitos e grandes, além de uma ciclovia. Ate mesmo uma competição internacional de crossfit ocorria ali. Bem diferente do que eu veria no resto do país.
       

       
      Tentei achar um lugar pra jantar, mas todos que adentrei eram caros, e a segurança das ruas à noite é bem baixa, então voltei pro apê e comi o que havia comprado no mercado.
       
      Antes de dormir, gravei o primeiro vídeo da série “Angola by bike”, a ser lançada em breve. Inscreva-se em meu canal do Youtube para ser notificado no lançamento.
       

       
      Pedalado no dia: 13 km.
       
      Dia 23
       
      Pelas 9 e meia comecei a aventura. Pendurei a sacola no guidão e segui para o sul, sempre pelo litoral. O começo foi amedrontador, pois o trânsito nas vias principais que tomei era um tanto pesado, além de haver zonas de favela com pessoas suspeitas.
       
      Passada a metrópole, a única incomodação foi o sobe e desce dos morros, bem como um pneu furado logo no primeiro dia. Consegui remendar com o material que eu carregava e com o auxílio de uns angolanos que caminhavam a esmo.
       
      O Museu Nacional da Escravatura estava em reforma, apenas uma feira de artesanato operava por lá. Assim, apenas segui o rumo, contemplando a península de Mussulo, o Saco dos Flamingos e o relevo costeiro impressionante que surgiu com baobás, falésias e mar grosso. Destaque para a área erodida do miradouro da lua, atração turística aberta.
       

       
      Mais à frente, recarreguei de água não potável num posto de combustível em Barra Kwanza. Atravessei a ponte do rio de mesmo nome e entrei na província seguinte. A natureza começou a florir, pois até o momento só havia visto aves pequenas, mas ali já havia macacos. Um pouco adiante, planícies de inundação com aves maiores. E finalmente com o sol a se pôr, cheguei à portaria do Parque Nacional Quiçama, quase 82 km depois.
       

       
      O acampamento ao lado do Kissama Lodge, onde há restaurante e de onde começam os safáris, custa 6 mil kwanzas. Felizmente, cheguei tarde demais para ir até lá, já que fica a 35 km de terra da portaria. Por isso, os guardas me deixaram montar minha rede entre 2 baobás pequenos e usar seu balde de água pra um banho, sem pagar nada. O único problema foram os mosquitos incessantes, mesmo ao lado de fora do mosquiteiro da rede.
       
      O dia foi super cansativo, além de eu não ter comido quase nada por falta de tempo. Quando eu pensei que iria dormir, tive outro problema. O celular desligou por falta de bateria, e quando o religuei, eis que foi necessário inserir o PIN do chip, caso contrário nada de internet e telefone. Pra variar, eu havia jogado no lixo o cartão com o código, mas como isso foi no apê em Luanda que fiquei, depois de certo trabalho e ajuda de um dos guardas do Quiçama, deu pra resolver.
       
      Pedalado no dia: 82 km.
       
      Dia 24
       
      Acordei cedo para tentar arranjar carona até o local de início do safári, no alojamento do parque, a 35 km dali. Nenhum turista entrou, mas consegui ir num carrinho que vem diariamente trazer água até ali.
       

       
      A entrada do parque custa 2500 kwanzas. Já o safári, 4000 por pessoa, mesmo que seja uma só, como no meu caso. Num caminhãozinho, partimos eu, o guia e o motora por trilhas de 4x4 na área confinada do parque. O Quiçama foi fundado na década de 50, mas sofreu demais durante a guerra civil angolana, quando ficou largado aos caçadores. Atualmente tem se recuperado, com a reprodução dos animais, quase todos importados. Na savana cheia de baobás e cactos arborescentes (na verdade, Euphorbia), tive sorte de ver quase tudo que havia por ali: girafas, gnus, elandes, olongos, zebras e até uma manada de elefantes à distância, numa área alagada. Duração de 1:30 a 2 horas.
       

       
      Havia encomendado um almoço no parque, pois apesar de caro, eu não havia feito uma refeição sequer desde a chegada na Angola, e não havia outra opção por perto. Ao menos foi um baita prato de corvina, barata e legumes, que me satisfez muito bem. Barganhando, paguei 3500 com uma água, sendo que o preço tabelado é 3800 seco.
       
      Como nenhum turista apareceu, combinei de pagar 2 mil kwanzas para o mesmo veículo que me trouxe da portaria me levar de volta.
       
      Já era 4 e meia quando peguei a estrada. Novamente muitas subidas, o que me fez pedalar na completa escuridão à chegada em Cabo Ledo. Parei num posto pra comprar algo e adentrei uma estrada de areia, por onde até uma cobra atravessou, para chegar na praia do Carpe Diem Resort Tropical. Só depois que descobri que era uma naja-cuspideira!
       

       
      Havia lido na internet que eles são bem hospitaleiros com “overlanders”, que são os viajantes que atravessam a África por terra. O que não contava é que além do espaço pra armar a rede e o banheiro pra tomar banho, ainda ganharia um jantar maravilhoso na faixa do gerente português Daniel! Ficamos conversando e tomando umas Cucas (cerveja nacional), enquanto assistíamos um jogo da Copa.
       
      Pedalado no dia: 39 km.
       
      Dia 25
       
      Passei a noite muito bem, finalmente descansando. Meu corpo, porém, estava bastante desgastado. Como o gerente insistiu, decidi relaxar e passar outra noite ali.
       
      Nesse tempo, conheci um trio de argentinos e uma dupla de ítalo-ingleses que está a cruzar a África em veículos terrestres motorizados e também repousaram na área do resort.
       
      O espaço tem uma estrutura muito bacana, é limpo e estiloso. Em frente fica uma praia para surfistas, com formação de tubos. Já do outro lado, há uma vila de pescadores.
       
      Como o preço do almoço estava além do que eu podia pagar, fui com um dos grupos almoçar no vilarejo. O restaurante 120 na Braza é o único aparente nas redondezas. O prato de peixe e complementos saiu por 2500 e levou quase uma hora pra ficar pronto.
       
      De volta ao resort, fiz o único exercício do dia, uma caminhada solitária pela praia.
       

       
      Fui afortunado novamente com um jantar grátis, dessa vez espaguete, junto com os colegas argentinos que estão participando da série África 360 do canal OFF.
       

       
      Por fim, Daniel me levou para conhecer o novo hotel e camping que está sendo construído na vizinha Praia dos Surfistas. A vista do alto é espetacular.
       
      Acho que esse foi o primeiro dia na África em que eu não suei.
       
      Pedalado no dia: 0 km!
       
      Dia 26
       
      Me despedi e pedalei até a agência da Macon, aparentemente a melhor empresa de ônibus do país. Há tantos veículos da cia nesse trecho diariamente que nem é preciso comprar antecipadamente. Paguei 2100 kwanzas, joguei minha magrela no compartimento de cargas e subi ao assento confortável e com ar condicionado.
       
      Um dos motivos que me fez trocar a pedalada desse trecho foi o que confirmei logo ao deixar Cabo Ledo: a estrada está uma porcaria. São muitos trechos em reparo pelos chineses, onde os veículos são obrigados a seguir por estrada de chão. Nota-se também uma grande quantidade de carcaças de carro nesse caminho.
       
      Mais de 3 horas de paisagens semi-áridas e alguns rios, o ônibus desceu um morro pela amarela cidade de Sumbe, capital da província de Kwanza Sul.
       
      A primeira vista não me agradou. Achei o barato Hotel Sumbe, onde por 5 mil (+2 pro café) lhe dá direito a uma suíte individual com ar, frigobar e tv. De contra, a água gelada no chuveiro, muitos mosquitos e limpeza inadequada do quarto.
       
      Pedalei ao redor da cidade, vendo pouca coisa de interesse. Ao menos a região central é mais desenvolvida que os arredores, ainda que haja muito lixo em certos pontos da praia.
       

       
      Comprei uma porção de comidas no supermercado da rede sulafricana Shoprite, com preços bem justos pela qualidade dele. Com o sol já baixando no horizonte, regressei ao hotel para ingerir esses alimentos, sobretudo uma quentinha de feijoada com legumes por 800 kwanzas, seguido por uma sidra e uma cerveja escura nacional; isso enquanto assistia ao jogo do Brasil na Copa do Mundo.
       
      Pedalado no dia: 13 km.
       
      Dia 27
       
      Apesar dos mosquitos incomodarem, dormi bem. Com o tempo nublado e temperatura aceitável, subi na bina (gíria angolana pra bike) e pedalei morro acima até o desvio off road pras Grutas de Sassa. Amarrei a bike e desci a trilha a pé. Como o nome indica, é mais de uma cavidade natural, sendo que visitei duas delas.
       
      A que fica a leste é mais iluminada, tem uma vista pro Rio Cambongo abaixo e pra outros buracos no morro à frente. Investigava uma amontoada de fezes de morcego, quando mirei a lanterna de cabeça pra cima e vi uma infinidade de morcegos, que com minha luz abandonaram seu refúgio. Foi uma gritaria e revoada sem fim, e o pior é que enquanto fugiam eles me bombarbearam.
       

       
      Deixei essa e fui pra outra gruta um tempo depois. Uma família aparentemente mora do lado de fora, onde o rio passa, mas consegui passar sem ser percebido. Ao chegar na entrada, dessa que é provavelmente a principal caverna, fiquei de queixo caído: nunca vi uma tão alta quanto essa! Adentrei ela admirado. De formações espeleológicas, vi praticamente só estalactites, mas há várias no teto alto. Mas o que me interessou mais foi a fauna troglóbia, especializada em sobrevivência sem luz. Vi diferentes espécies de aranhas, baratas, centopeias, insetos não identificados e, pasmem, até mesmo sapos! Não sei como sobrevivem se não há água dentro.
       

       
      Passei horas fotografando antes de retornar. Já na cidade, apenas dei uma volta rápida na cidade, o suficiente pra me sentir incomodado com a cara que todos fazem ao me ver. Nunca viram um branco numa bicicleta antes?
       
      Voltei pro quarto do hotel pra dar uma limpa no meu equipamento e vestuário. Depois de tanto lavar a roupa na pia, a água já sai preta.
       
      Pedalado no dia: 29 km.
       
      Dia 28
       
      Dia praticamente perdido. Fiz o check-out do hotel às 11, horário que me disseram que haveria ônibus da Macon até Lobito, meu destino seguinte. No entanto, já era 14 horas e nada do convencional aparecer. Com isso, tive que pagar um adicional pra ir no executivo (de 2400 pra 3100 kwanzas). Pode esquecer a consulta online dos horários, pois ela não serve pra nada.
       
      A estrada meio remendada passou por grandes extensões no interior sem presença humana, exceto por algumas plantações, Canjala e vilarejos bem rústicos.
       

       
      O sol estava à beira do horizonte quando o ônibus adentrou uma enorme favela árida. Para meu espanto, isso é Lobito. Pedi pro motorista me deixar o mais possível além do terminal da Macon, para eu escapar daquela zona temerosa.
       
      Desci ao nível do mar, peguei a bike e pedalei no escuro por alguns km em direção à península turística chamada Restinga. Ali a diferença na qualidade das construções e da infraestrutura é brutal. Pelo asfalto liso, atravessei até a ponta, chegando no Hotel Éden, o mais barato dali (7000 kwanzas o quarto de solteiro com café da manhã). A suíte, assim como a anterior, possui ar, tv e frigobar, mas é mais limpa. Como todas de solteiro estavam ocupadas, fiquei com um cama de casal por mil a mais.
       
      Caminhei até uma lanchonete próxima, a Take Away, pra jantar. Um massa com frango custou 2 mil, um preço justo. Foi a primeira refeição do dia.
       
      Como quase não havia luzes nas ruas, deixei o passeio pra manhã seguinte, me retirando pro hotel. Mais uma avaria na bike: o guidão se soltou. Me pergunto se alguma parte chegará intacta no final da viagem.
       
      Pedalado no dia: 8 km.
       
      Dia 29
       
      O pequeno almoço foi suficiente. Pedalei pela Restinga, quase vazia naquela manhã de sábado. Passei por alguns bares e pelo barco Zaire, que o presidente da Angola utilizou para ir ao Congo lutar pela independência do país.
       

       
      Nas lagunas de Lobito, fiquei observando as aves. Vi garças, biguás, pernilongos, andorinhas e muitos pelicanos. Mas o melhor veio por último: flamingos! Ainda é possível encontrar as aves que são o símbolo da cidade, apesar de toda urbanização e poluição em torno dos corpos hídricos.
       

       
      As próximas dezenas de km foram quase uma reta só ao longo da rodovia e ferrovia até Benguela.
       
      Cheguei na referida cidade morrendo de fome, então só larguei minhas coisas na Nancy’s Guest House e almocei na Pensão NB logo atrás. Tive um prato delicioso de choco (parente da lula) por 2500 kwanzas e mini-cervejas Cuca por apenas 150 cada.
       

       
      Depois da refeição, dei um giro por Benguela, mais conhecida pela corrente marítima de mesmo nome, que traz águas frias e ricas em nutrientes para cá antes de retornar ao litoral brasileiro. Aqui há algumas obras arquitetônicas interessantes do período colonial, como a Igreja de Nossa Senhora de Pópulo. A cidade foi bastante importante no século 16, como entreposto de escravos.
       

       
      As ruas também são mais limpas e tranquilas que a média angolana, mas isso não impediu um certo número de pedintes de me incomodar.
       
      Comprei meu bilhete seguinte de busão, saquei dinheiro num dos caixas automáticos e segui à praia para ver o vermelho sol se pôr no oceano.
       
      À noite jantei no mesmo lugar, dessa vez na cia de Gerry, um senhor americano mais viajado que eu que recém havia aparecido na hospedaria.
       
      A respeito da Nancy’s Guest House, é tanto uma escola de inglês, gerenciada por uma senhora americana, quanto uma hospedagem de 6 mil kwanzas por quarto com banheiro privativo, ar condicionado e água quente. O ambiente é simpático.
       
      Pedalado no dia: 58 km.
       
      Dia 30
       
      Pela manhã, eu, Gerry, o costa-riquenho Esteban e o funcionário Ari fomos na picape da Nancy conhecer as praias ao sul de Benguela. Primeira parada no mirante da Caotinha, onde fica uma indústria pesqueira chinesa.
       
      Na Baía Azul, enquanto um grupo de crianças jogava capoeira, arte trazida ao Brasil da Angola, tomamos um café no estiloso Rasgado’s Jazz Bar. O diferencial de lá são as pinturas dos grandes músicos do mundo, inclusive brasileiros.
       

       
      A praia quase vazia começou a ter gente enquanto caminhávamos em suas areias verde-amareladas de águas tranquilas, onde fui nadar em seguida. Não consegui ver nada por debaixo dela, nem mesmo os chocos pescados ali.
       
      Em seguida, fui até os paredões sedimentares expostos na lateral da praia. Conforme supus, encontrei fósseis por lá, mas muito mais do que poderia esperar! Eram tantas conchas e tubos transformados em rochas que eu poderia passar o dia inteiro escavando, caso tivesse as ferramentas necessárias.
       

       
      Ainda passamos de carro pela Baía Farta, uma mistura arenosa de construções novas vazias e lixo espalhado ao redor.
       
      Já estava quase saturado de sol quando voltamos a Benguela, atravessando as paisagens semi-desérticas, mas parando antes no complexo formado pelo Kero e Shoprite para comprarmos comida. Fiquem atentos na hora de pagar, pois o valor de mais de um produto estava mais caro que o anunciado.
       
      Já havia passado das 3 da tarde, então não havia tempo hábil para fazer outra coisa senão assistir os jogos da Copa. O primeiro do dia vimos numa praça central onde um telão foi colocado. Já o seguinte, foi no quarto do hotel mesmo.
       
      Pedalado no dia: 0 km!
       
      Dia 31
       
      Com um pouco de atraso, tomei o ônibus até Lubango (5100 kwanzas), na serra angolana. O motorista sem noção botou música ruim no último volume e o ar condicionado no quente, então foi difícil relaxar na longa viagem. Se não levasse 4 dias de bicicleta, eu desembarcaria agora mesmo.
       
      Ainda bem que depois da primeira parada as questões foram resolvidas. As paisagens dessa viagem já apresentaram porte e densidade maior da vegetação que no litoral seco, conforme a altitude ia subindo.
       
      Às 15 h, horário em que o Brasil estava entrando em campo, o ônibus finalmente chegou na capital da província de Huíla, aos 1800 m acima do nível do mar.
       
      Corri pro quarto do hotel Amigo onde o assisti. O quarto mais barato é de 8500 kwanzas com café da manhã, água quente, ar condicionado e frigobar. Fiquei ainda com uma vista bacana do morro que contém a estátua do Cristo Rei (uma cópia do Cristo Redentor) e o letreiro da cidade (uma cópia de Hollywood).
       

       
      No intervalo entre os jogos eu caminhei no entorno, comprei uns sandes (sanduíches) de chouriço e jantei frango no restaurante do hotel (2700 kwanzas). Por um acaso conheci um dos responsáveis pelo hotel nesse momento, que me pagou uma N’gola, cerveja produzida aqui mesmo em Lubango.
       
      Pedalado no dia: 4 km!
       
      Dia 32
       
      Foi preciso vontade pra sair da cama aconchegante no friozinho matinal. Mais vontade ainda se considerar o café da manhã insuficiente.
       
      Na bike, fui em direção à Fenda da Tundavala, só que na busca de um atalho eu peguei uma estrada de chão em reparos. A cada caminhão que passava ao lado, eu perdia um dia de vida por inalar tanta poeira.
       
      Sempre subindo, cheguei ao asfalto na altura da fábrica da N’gola. Mais além, uma vista do reservatório que fornece água à cidade. Ali mesmo, o piso mudou novamente, para calçamento.
       
      Um pouco adiante, passei o restaurante e o camping que ficam na cachoeira da Tundavala, uma queda de médio porte.
       

       
      Finalmente, 2 horas de pedalada subindo mais de 500 metros, cheguei à parte plana de rochas dispersas e vegetação rasteira que levam a uma das 7 maravilhas naturais da Angola. A Fenda da Tundavala, a 2250 metros de altitude, é uma falésia que divide o planalto central do país com a província de Namibe bem abaixo. A entrada é gratuita e há alguns mirantes por lá, mas nada a mais de estrutura. Comi meu sanduba de chouriço enquanto admirava a beleza singular deste local. A geologia e flora são diferentes do que eu já havia visto na Angola.
       

       
      Depois de muitas fotos eu desci facilmente. Isso até a parada no Shoprite para comprar comida. Quando saí de lá, notei que o pneu traseiro estava meio murcho. Logo percebi que ele havia furado novamente! Tive que empurrar a bicicleta pelos quilômetros restantes até o hotel…
       
      Além disso, acabei me queimando no sol e machuquei um pouco o traseiro, pois a bermuda de ciclismo não estava com o ajuste correto. A solução foi pedalar com a bermuda de praia e sem cueca por baixo.
       
      A baixa umidade do ar também já está fazendo efeito em minha pele, e não deve melhorar até eu pegar os voos de volta.
       
      Jantei (refeição de supermercado = refeição de restaurante / 2) e fiquei vendo TV até a hora de dormir, já que o sinal da Unitel não pegava aqui de jeito nenhum.
       
      Pedalado no dia: 45 km.
       
      Dia 33
       
      Comi, remendei o pneu e fui conhecer o Museu Regional da Huíla. De entrada grátis, conta com salas temáticas e centenas de peças sobre a etnografia dos povos do sul do país.
       
      Continuando, subi o morro mais inclinado que encontrei até o mirante da cidade. Eis que enquanto procurava um lugar pra encostar a bicicleta, passei com o pneu sobre um galho com espinho, puts!
       
      Tive que descer tudo de novo até uma borracharia no meio da rua onde enchi meu pneu anteriormente, já que só com a bomba de mão não tava dando conta. Mas como há males que vêm para o bem, descobri o porquê: havia não somente um furo novo, mas 3!
       
      A câmara com 4 remendos ficou uma coisa horrenda, mas pelo menos funcionou. E os rapazes que deram um jeito não queriam nem cobrar pelo serviço, dá pra acreditar? E depois ainda tem gente que diz que não dá pra confiar no povo angolano…
       
      Aproveitei as ferramentas pra apertar o guidão e o freio, e bora empurrar a bike pra cima de novo.
       
      Um tempo depois, cheguei numa reta, no eucaliptal próximo à cidadezinha de Humpata. Ali descansei e bati um rango.
       
      Em sequência, comecei a mais descer que subir, enquanto passava por campos e cultivos.
       
      Quase no final da tarde, deixei a rodovia e cheguei na hospedaria e restaurante Miradouro da Leba, onde dormi no quarto mais básico até agora (só cama, luz à noite, chuveiro frio compartilhado) por 6 mil kwanzas com café.
       
      Antes disso, jantei churrasco, que na Angola é de galinha. Um pratão com batata e uma salada caprichada, graças ao dono do local, saiu por 2750.
       
      Mas antes de antes disso, tive nada menos que uma das mais belas vistas que já presenciei na vida toda. A hospedaria fica no melhor ponto de vista da Serra da Leba, uma Serra do Rio do Rastro melhorada. São falésias altíssimas, cachoeiras, terras verdes à distância, além da impressionante estrada em ziguezague. Ao pôr do sol o cenário ficou mais bonito ainda.
       

       
      Sob um céu estrelado, dormi satisfeito.
       

       
      Pedalado no dia: 47 km.
       
      Dia 34
       
      Acordei cedo, tomei o mata-bicho (café da manhã) e, antes de partir, consegui vender a bike por 15 mil kwanzas, sendo que eu entregaria ela em Namibe.
       
      A descida na serra foi incrível. Asfalto liso, paisagem cênica e poucos veículos. Cheguei a 74 km/h e avancei rápido. No meio da descida, vi ainda um desajeitado camaleão verde no meio da pista.
       

       
      Reencontrei o jipe do grupo de gringos que eu havia visto dois dias antes, e eles me deram um bocado de água. Um pouco depois terminou a descida e iniciou uma subida leve. Com o calor do sol e tempo bem seco, vide os rios só com areia que passei, parei um pouco pra comer e descansar.
       
      Já estava quase na metade, quando o mal de sempre me afligiu: pneu furado! Dessa vez eu desisti, pois ao checar a câmara, constatei que havia várias fissuras nela, então teria que trocar por outra, o que não valeria o custo e tempo.
       
      Precisei esperar várias horas no lar de um nativo da etnia mucubal, que me cedeu um lugar. No fim da tarde, consegui uma carona pra mim e pra bike com João, um rapaz que conheci em Lubango e que me reconheceu na beira da estrada. Seguimos pelo deserto ao anoitecer.
       

       
      Fiquei na hospedagem 2 estrelas Pensão Nelsal, entreguei a bicicleta e me retirei. Dormi sobre molas num quarto duplo com banheiro compartilhado, ar, TV, água quente e frigobar. O normal seria 8500, mas eu chorei por um desconto de mil, já que meu dinheiro estava chegando ao final, assim como a pedalada, que infelizmente terminou antes do previsto.
       
      Aqui descobri porque os hotéis geralmente só possuem 3 canais simultâneos de TV: para economizar, apenas na recepção fica um decodificador para mudar entre as várias dezenas de canais assinados.
       
      Pedalado no dia: 61 km. Total: 400 km.
       
      Dia 35
       
      Até que o café da manhã tava prestável. Depois dele me pus a caminhar ao redor de toda a região central. Namibe, agora chamada de Moçâmedes, que era seu nome na época da fundação, é agradável. As ruas são mais limpas, tranquilas e os edifícios bonitos, na comparação com os demais municípios angolanos. Há várias construções em arquitetura colonial preservados e coloridos como a estação ferroviária, ainda operante, e os prédios governamentais.
       

       
      Destaque também para a quantidade de policiais à vista. Mesmo para padrões angolanos é excessivo, o que me deixou intimidado para fotografar os prédios.
       
      Em relação à praia urbana, não é tão bonita e tem um bocadinho de lixo disperso. Há alguns quiosques e um parque de campismo bem caído, onde quase acabei indo dormir, por ter um custo menor (2 mil).
       
      Sobre a comida, nos restaurantes em média refeições custam entre 2 e 3 mil kwanzas. Como minha grana estava quase esgotada, optei por comprar uns salgados de peixe na rua (150 kwanzas) e marmitas de feijoada e macarronada no supermercado Shoprite (cerca de 600 cada). Há também um mercado público com vegetais à venda.
       
      O único museu (Museu Provincial do Namibe) está reabrindo, mas ainda possui apenas duas salas de artefatos e textos. Ao menos é gratuito. Numa das salas do mesmo prédio, encontrei souvenires para comprar, principalmente máscaras e estátuas, a partir de 500 pilas.
       

       
      Com boa parte da cidade mapeada, fui assistir os jogos da Copa.
       
      Dia 36
       
      Já na manhã, liguei para meu chapa João, o que me deu carona no dia anterior, para irmos ao oásis da Lagoa dos Arcos. Paguei o combustível (2500 nas minhas contas) e fomos na picape 4x4 dele.
       
      A rodovia que corta o deserto está como nova, já que não chove por ali. Há umas feições interessantes no terreno, não apenas areia, nessa parte que está parcialmente protegida pela Reserva do Namibe. Sobre plantas, há grupos de herbáceas verdes e isolados arbustos ou árvores. Mas o mais impressionante são as Welwitschia mirabilis. Gimnosperma que existe exclusivamente neste deserto, o que cresce nessa planta são suas 2 únicas folhas e não o caule. Pode chegar até um milênio de vida.
       

       
      Na hora de deixar o asfalto, pegamos o caminho errado algumas vezes, pois as indicações e as estradas pela areia não são claras. Na primeira tentativa fomos parar num povoado no meio da areia, e na segunda num cultivo, ambos ao redor do oásis que ali fica.
       
      Precisamos pagar para entrar, pois há um bando que cuida da lagoa. O valor é negociável; No nosso caso, 500 por cabeça. Protegida por uma cadeia rochosa, no centro há uma lagoa que permite a vida ao redor: Passarinhos, patos e invertebrados, bem como plantas menores e até árvores como palmeiras. A atração que dá nome ao lugar é um conjunto de arcos nas rochas, cercado pelas águas. Vi até mesmo conchas fósseis infiltradas no relevo sedimentar.
       

       
      Um aracnídeo que estudei na biologia mas vi ali pela primeira vez na vida foi a diminuta aranha-camelo (Solifugae), que não é bem uma aranha.
       

       
      Retornamos, me despedi do moço e passei o resto do dia sem fazer muito.
       
      Dia 37
       
      Antes do horário do check-out, caminhei na praia urbana, passando pelos naufrágios. O primeiro é composto apenas de umas máquinas aterradas, mas o segundo, do navio Independência de Cabo Verde, está com o exterior quase intacto.
       

       
      Achei que iria almoçar lagosta por 2 mil, mas o restaurante Django Mbazo não conseguiu uma pra cozinhar. Dessa forma, fui até o restaurante Ponto de Encontro, à beira da praia, para comer outro prato do mar: amêijoas (700 kwanzas) e caranguejo (600). Com o pãozinho extra, deu pra forrar o estômago gastando pouco.
       

       
      Com o resto do dinheiro, peguei uma moto até o Shoprite, onde comprei comida pras conexões intermináveis, e segui ao aeroporto (apenas 300 kwanzas de moto-táxi) que fica cercado pelo deserto.
       
      Na hora do check-in me incomodei, pois os funcionários insistiram que era proibido levar comida a bordo, restrição que não faz sentido e não está descrita para os passageiros em lugar algum! Pedi diversas vezes que me mostrassem onde constava essa proibição, mas no final acabei cedendo e despachei a sacola com as comidas e o resto.
       
      O primeiro vôo foi até Luanda. Ao chegar lá, me deparei com uma situação que não esperava: o terminal doméstico fica a certa distância do internacional, e é preciso ir pela rua até lá. Ainda bem que não era noite naquela hora.
       
      Esperei umas horas para o voo seguinte, até São Tomé.
       
      Dia 38
       
      Algumas horas depois, na madrugada, retornei a Luanda. Por mais incoerente que isso possa parecer, foi mais barato comprar um voo à parte do que alterar o anterior, por isso tive que voltar pra capital angolana. Lá, tirei um cochilo no banco e depois passei o dia todo à espera do voo para o Brasil. Passei um pouco de fome, pois não tinha mais um centavo e meus cartões não foram aceitos.
       
      Na virada do dia o voo atrasado decolou, chegando na manhã seguinte. Eis o fim da proveitosa viagem!
       
      Curtiram as fotos? Então não deixem de conferir minha conta no Instagram, onde assim como em meu blog eu demonstro um pouco sobre cada um dos 92 países e territórios em que já estive, e o que mais vier. Até a próxima!
    • Por Wesley Felix
      Olá, essa foi a minha primeira viagem sozinho com foco no turismo, apesar do motivo principal não ter sido este, não posso dizer nem de longe que foi um "mochilão", sequer uma "mochilinha" pois teve duração de apenas uma semana e meia, entre 15 e 25 de fevereiro de 2017, mas foi a experiência que despertou em mim a necessidade de conhecer novos lugares e principalmente pessoas, de um modo menos "luxuoso" e mais humano. Atualmente estou me preparando para um mochilão de verdade em Setembro 2018 (Peru, Bolívia e Chile), e a preparação, pesquisa e ansiedade dessa viagem me lembraram a de Manaus, por isso depois de passado mais de um ano, decidi postar esta experiência, espero que ajude de alguma forma alguém.
      O motivo principal para esta viagem a Manaus foi o Concurso Público TRT 11ª REGIÃO, onde a prova ocorreria na capital amazonense no dia 19 de fevereiro de 2017, como minhas férias cairiam no mês de fevereiro, vi no concurso a chance de tentar o cargo em arquitetura, que é minha área de formação, e na viagem, para conhecer a cidade de Manaus e relaxar um pouco, não vou falar do concurso porque foi o pior de toda a minha vida 😢😭, e com razão deveria ter estudado mais, mas essa é outra história.
      Um mês antes de chegar a data para a viagem, comecei a pesquisar mais sobre a cidade, locais para ficar, passagem, etc. Moro em Ji-Paraná-RO, estado vizinho ao Amazonas, de clima parecido e que também faz parte da Amazônia, apesar de estar em um nível de devastação bem mais avançado. Algo raro, mas consegui encontrar passagens aéreas saindo da capital do estado (Porto Velho) com preços razoáveis e sem escala (isso sim raríssimo), como queria conhecer um pouco da cidade, marquei a data de ida para a primeira quarta-feira antes da prova, que ocorreu no domingo (19), e acabei não marcando a volta, mesmo ficando mais barato que apenas a ida de avião, tinha em mente voltar de barco para Porto Velho, mas acabei deixando para decidir quando estivesse em Manaus, uma vez que tinha pouquíssimas informações sobre a viagem de barco (e as que tinha eram desestimulantes). A pesquisa para acomodações foi bem mais fácil, além dos hotéis com diárias na casa dos R$ 200,00, Manuas tem uma infinidade de hosteis na casa dos R$ 50,00 - 100,00 - como minha intenção era conhecer a cidade e não ficar fechado em um quarto estudando (tá explicado por que fui tão mal) preferi juntar o útil ao agradável e ir em frente na opção mais econômica de acomodação, fechei no Booking um hostel próximo ao centro, perfeito para conhecer tudo a pé, além do preço na casa dos R$ 60,00 com café da manhã e wifi, meu pensamento era tentar ficar o mais perto possível do local de prova, e por fim o cancelamento era grátis. Acabou que pesquisando mais um pouco conheci no TripAdvisor um outro local de hospedagem que parecia mentira de tão bom, A Place Near to the Nature, o preço super acessível, nos mesmos valores dos hosteis, só que ao estilo hotel, o que seria bom pra estudar um pouco (afinal o objetivo ainda era o concurso 😅) acabei cancelando o hostel e fechando com o Douglas, dono da pousada (vou chamar de pousada, mas as características é de hospedagem domiciliar), e foi a melhor escolha que poderia ter feito, mesmo sendo mais longe do centro e muito mais longe do local da prova, como vocês verão adiante. (Fiz uma avaliação completa do Place Near no site do TripAdvisor, se quiserem saber mais é só acessar o link, A Place Near to the Nature).
      A pesquisa pelos pontos principais de Manaus também é bem simples de fazer, a cidade tem como principais atrativos os locais históricos, e são muitos e riquíssimos, os locais de contato com a natureza e o pacote pelo encontro das águas dos rios Negro e Solimões, que inclui outros passeios pelo rio.
      VIAGEM - 1º dia - Chegada a Manaus.
      Sai de Ji-Paraná na madrugada de quarta-feira (5 horas de ônibus até Porto Velho - 374 km), o voo estava marcado para as 12:00 horas, minha primeira viagem de avião, primeira vez em um aeroporto, por acaso havia dado um problema de falta de energia no terminal de embarque, tudo uma bagunça e conseguimos embarcar com uma hora de atraso, tentei ligar para o Douglas avisando que iria atrasar (ele oferece o serviço de busca no aeroporto), mas não consegui falar com ele, então só bora, a viagem sem escalas de Porto Velho - Manaus tem duração de uma hora mais ou menos, e realmente viajar de avião é muito bom, quando nos aproximamos de Manaus é possível ver o mundo de água dos rios Negro e Amazonas e acidade encravada em meio ao verde da floresta, muito lindo essa imagem.
      O aeroporto de Manaus é muito maior que o de Porto Velho, mas ainda assim consegui me localizar sem problemas e fui ao ponto de encontro onde havia marcado com o Douglas apesar do atraso de uma hora e obviamente ele não estava lá, então segui para o ponto de táxi, liguei para ele e ele estava a espera em outro local, pois não podia ficar parado muito tempo dentro do aeroporto, dessa vez consegui encontrar ele e sua Kombi (abacatinho, por causa das cores verde e branco 🚎), também era a primeira vez que entrava em uma Kombi e apesar de não ser nada de mais, foi muito bacana haha, o Douglas é um jovem (na casa dos trinta eu acho) mas mais que a idade, ele tem a alma jovem, e internacional, ele já rodou toda a América do Sul na sua Kombi, e apesar da pouca idade conhece vários países do mundo (Europa, Ásia e África, além da América) e foi na Europa que ele conheceu sua companheira Rebecca, uma Austríaca que ele conseguiu arrastar para o Brasil e para suas andanças.
      De minha parte foi empatia na hora, apesar de ter levado uma bronca pela demora em achar a Kombi (ele já teve problemas com o pessoal do aeroporto por ficar parado lá dentro sem permissão), pedi desculpas pelo atraso e ele disse que já sabia, ele acompanha os horários dos voos de alguma forma, então não precisou esperar muito. A pousada fica bem próximo ao aeroporto em um condomínio fechado as margens do Igarapé Tarumã-Açu braço do Rio Negro, a região é a mais nova da cidade e também uma das mais valorizadas por estar próxima a região turística da Ponta Negra, acredito que em pouco tempo estará cercada de condomínios de alto padrão, prédios e hotéis (há toda uma infra estrutura urbana para isto), dentro do condomínio há alguns ancoradouros as margens do Igarapé além de flutuantes e a mata ciliar do rio, o que trás a natureza amazônica pra dentro do condomínio e para dentro da pousada que fica a uns 200 metros do Igarapé.
      Manaus é conhecida (até por nós de Rondônia) por ser muito quente e abafada, devido a umidade dos dois rios que margeiam a capital, confesso que a umidade realmente pega mais do que em Rondônia, mas não senti tanto o calor, certamente por já estar acostumado e porque nessa época estamos no chamado inverno amazônico, onde devido as chuvas e nuvens no céu a temperatura não sobe tanto, e durante os 10 dias de viagem pela região foi assim, um clima bem agradável, de modo que não usei o ar condicionado para dormir em nenhuma noite, apenas a janela aberta, e não se preocupe, não vai entrar nenhum pterodáctilo pela janela e lhe carregar (se tiver sorte é claro 🦅), ha, e por incrível que pareça, e dessa vez até eu estranhei, não tive problemas com mosquitos, um milagre verdadeiro.
      Voltando ao relato, após chegarmos na pousada, Douglas me apresentou a Rebecca, e de cara já me encantei pelo sotaque dela, é até engraçado, além da simpatia e beleza, o casal é muito jovem e auto astral, combinam de verdade. Depois fui para meu quarto que ficava em uma ala mais distante da sala e dos outros quartos, essa parte onde fui hospedado estava sendo ampliada para ter mais quartos futuramente, o quarto é super amplo e confortável, idem o banheiro, tomei meu banho e o Douglas me incentivou a conhecer o condomínio, o restaurante que sua mãe (Dona Mônica) comanda as margens do Igarapé e a visitar uma das marinas. O condomínio é super seguro e possui umas casas bem interessantes (coisa de arquiteto), depois fui ao restaurante mas estava fechado ainda, então fui apreciar o ancoradouro as margens do Igarapé até o por do sol entre nuvens, tudo muito bonito, voltei pra pousada e soube pelo Douglas que mais dois concurseiros iriam se hospedar pelos próximos dias, na pousada, já estava hospedado um gringo de algum lugar da Europa, quando encontrei com ele preparando sua comida para o jantar tentamos trocar algumas palavras, mas meu inglês se limita a perguntar o nome, de onde vinha e se estava bem e gostando do Brasil, (depois disso não entendia mais nada e foi frustrante pra ambos), a cozinha é livre pra usarmos mas como não estava com fome fiquei na sala a espera do Douglas e da Rebecca, eles oferecem alguns passeios para conhecer o centro histórico de Manaus, o encontro das águas e Presidente Figueiredo, fechamos Figueiredo para sexta-feira e reservei a quinta para conhecer Manaus por conta própria, eles me passaram algumas dicas do que ver e onde ir, alguns cuidados para tomar e a mais preciosa, andar de táxi em Manaus, sozinho, é muito caro, caríssimo. Fui para o quarto as nove da noite, baixei um aplicativo das linhas de ônibus da capital, os pontos turísticos no aplicativo de mapas do celular e fui estudar um pouco, depois cama, no outro dia cedo o Douglas me daria uma carona até a avenida principal que era servida pelo transporte público de ônibus.
       

      Ancoradouro as margens do Igarapé que fica junto ao condomínio da pousada, na outra margem estão embarcações e flutuantes.
       

      Vista do Igarapé a partir do ancoradouro.
       

      Vista do Igarapé a partir do restaurante da Dona Mônica.
    • Por Cheila Anja
      O Uruguai nunca esteve no topo da minha lista de lugares para conhecer, mas recentemente todas as pessoas que foram para lá que eu conheço, voltaram falando muito bem do país e dando dicas de o que fazer no Uruguai, e isso instiga a tua curiosidade, não instiga? Pois bem, era hora de conhecer esse lugar tão pertinho do Brasil, e ainda assim, pouco conhecido pelos brasileiros.
      Dessa vez levei mais 3 amigas comigo, duas delas era a primeira viagem internacional, o que torna a viagem ainda mais mágica, pois poder experienciar isso com elas torna tudo mais especial.
      Nesse artigo você vai ler:
      Dia 01 – O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia e Puerta de la Cuidadela em Montevideo Dia 02 – O que fazer no Uruguai: Letreiro Montevideo, Cervejaria Artesanal Mastra e Jantar com Show de tango no El Milongon em Montevideo Dia 03 – O que fazer no Uruguai: Monumento Los Dedos, Museu Casapueplo e Puerto em Punta del Este Dia 04 – O que fazer no Uruguai: Bar Facal com show de tango e degustação de vinho no My Suites Hotel & Wine bar em Montevideo Dia 05 – O que fazer no Uruguai: Compras em Montevideo e viagem de volta ao Brasil Quanto custa viajar para o Uruguai? Onde de hospedar em Montevideo no Uruguai? Onde comprar os passeios do Uruguai? Dia 01 – O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia e Puerta de la Cuidadela em Montevideo
      Saímos do aeroporto de Curitiba e a viagem foi rápida e tranquila, uma hora de voo até o aeroporto de Porto Alegre, onde fizemos uma conexão rápida, e depois mais uma hora até o aeroporto de Montevideo, chegamos as 14h.  No aeroporto de Montevideo chamamos um UBER para ir até o hotel, não trocamos dinheiro no aeroporto já que não precisaríamos para o táxi e a cotação estava muito ruim, gastamos 15 reais cada uma no UBER.
      Em Montevideo ficamos no My Suites Hotel & Wine Bar e foi a melhor coisa que fizemos, a localização é perfeita, o hotel é lindo e moderno e a equipe do hotel é excepcional. Assim que chegamos no hotel, nos informamos onde poderíamos trocar dinheiro, e ganhamos um cupom para trocar em uma casa de cambio ali perto, pois por estarmos hospedadas no hotel conseguiríamos um preço melhor.
      Fomos para o quarto deixar a malas, o quarto era enorme e as camas muito confortáveis, depois saímos para explorar Montevideo, primeiro fomos a casa de cambio trocar dinheiro, antes fomos em mais duas para ver a cotação e realmente a casa de cambio recomendada pelo hotel era a melhor cotação, o nome da casa de cambio é La Favorita. Dinheiro trocado, almoçamos em uma padaria ali perto do hotel chamada Café Martinez e fomos para a Plaza Independencia, que é um dos pontos turísticos de Montevideo, a praça é linda e muito bem cuidada, vimos também a Puerta de la Cuidadela e assistimos o pôr-do-sol na orla próximo a praça, depois de jantar retornamos para o hotel para descansar e recuperar as energias para o dia seguinte.
      O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia   O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia   O que fazer no Uruguai: Puerta de la Ciudadela O que fazer no Uruguai: Pôr-do-sol na orla   O que fazer no Uruguai: Pôr-do-sol na orla Dia 02 – O que fazer no Uruguai: Letreiro Montevideo, Cervejaria Artesanal Mastra e Jantar com Show de tango no El Milongon em Montevideo
      Acordamos cedo, tomamos café no hotel e saímos para ver o Letreiro de Montevideo, fomos a pé pela orla e encontramos muitas pessoas pelo caminho fazendo exercícios, o letreiro é próximo ao hotel e bem fácil de encontrar, é só seguir a beira-mar, você também pode jogar no Maps por Letrero Montevideo que ele vai encontrar, ou mesmo pedindo informações para as pessoas, foi o que fizemos e funciona muito bem.
      Como fomos de manhã o letreiro estava um pouco escuro, pois os prédios cobriam o sol, mesmo assim as fotos ficaram lindas, mas fica a dica, o melhor horário é a tarde. Eu consegui uma foto ótima pulando no letreiro, mas não recomendo que o façam, pois custou a unha do dedão do pé dessa blogueira maluquinha aqui, cai de mal jeito, na hora não vi que tinha machucado tanto, só vi ao chegar no hotel quando tirei o tênis e a meia estava cheia de sangue e o dedo preto, mas por sorte a unha só começou a cair já no Brasil e já está nascendo novamente.
      Depois de ver o letreiro e andar pelos arredores, fomos na COT comprar as passagens para Punta Del Este para o dia seguinte, fomos almoçar no Mercado Agrícola no El Horno de Juan que tem a melhor pizza de Montevideo e aproveitamos para tomar um chopp da Cervejaria Mastra que tinha bem em frente ao restaurante. Próximo ao Mercado Agrícola fica o Palácio Legislativo, a construção é estilo neoclássico grego e as colunas e fachadas são de mármore provindo da Grécia, é um dos edifícios mais imponentes do país, fomos conferir e realmente é incrível!
      Voltamos para o hotel para tomar um banho e nos arrumar para o tour da tarde pela fábrica da Cervejaria Artesanal Mastra, quando nosso transporte chegou, ficamos encantadas, carro novo e muito confortável, logo estávamos na cervejaria.
      Foi meu primeiro tour por uma cervejaria, nunca tinha visto uma por dentro e adorei como a cerveja é fabricada, eles explicam direitinho e nos mostram cada detalhe do processamento, desde como a cerveja é feita, até o engarrafamento. Depois do tour tem a degustação das cervejas artesanais, provamos umas 8, uma mais gostosa que a outra, foi muito difícil escolher a minha preferida. Não é difícil imaginar como saímos alegres de lá, certo?
      Contratamos esse tour pela Daytours4u, no Uruguai é a Uruguai4u, é possível comprar o passeio ainda aqui do Brasil e pagar no cartão de crédito, rápido e fácil. Muito bom já sair aqui do Brasil com os passeios comprados, assim ao chegar lá a única preocupação que eu tinha era me divertir. Clique aqui para comprar esse passeio na Uruguai4u.
      Depois do tour pela Cervejaria Mastra, nosso chofer nos deixou no hotel, onde relaxamos um pouco e fomos nos arrumar para o Jantar com Show de tango no El Milongon. Esse passeio também foi adquirido pela Daytours4u ainda aqui do Brasil e com certeza foi um dos passeios que eu mais gostei no Uruguai.
      O El Milongon é enorme e muito bonito, a decoração é elegante e as mesas são postas com muito requinte. Começamos a noite com um médio y medio, uma bebida típica do Uruguai, doce demais para o meu gosto, em seguida pedimos um vinho delicioso. As bebidas estavam inclusas no passeio e eram liberadas a noite toda, junto com o jantar.
      Logo nos pediram quais as preferências para a entrada, fomos de sopa para abrir o apetite, depois o prato principal, me perdoem pois não me recordo o nome em espanhol, mas era delicioso, parecido com um rocambole com carne moída, as meninas foram de filé e legumes. Eram 8 opções de prato e todos davam água na boca.
      Assim que acabamos de jantar começou o show e foi emocionante. Mesmo a casa não estando cheia, pois fomos na baixa temporada, os artistas se apresentaram com o coração, os trajes e coreografias foram impecáveis, se apresentaram como se estivem na frente de uma multidão de pessoas e com o mesmo entusiasmo. Eu adorei cada uma das apresentações, nunca tinha ido em um show de tango antes e foi incrível, além do tango também tinha candomblé e dança folclórica.
      Enquanto assistimos ao show nos foi servida a sobremesa, e enquanto terminamos nossa segunda garrafa de vinho o show ia terminando, foi uma experiência incrível e uma noite cheia de cultura no Uruguai! Para comprar o tour no El Milongon pela Daytours4u, clique aqui.
      Depois do jantar com show, pegamos um táxi e fomos para o Bar Fun Fun, mas perdemos a viagem, pois já estava fechando, infelizmente na baixa temporada não tem muita vida noturna em Montevideo durante a semana, ouvimos dizer que a agitação começa na sexta, mas infelizmente não ficamos até a sexta para comprovar.
      O que fazer no Uruguai: Letreiro Montevideo O que fazer no Uruguai: Letreiro Montevideo   O que fazer no Uruguai: Palácio Legislativo O que fazer no Uruguai: Palácio Legislativo   O que fazer no Uruguai: Montevideo O que fazer no Uruguai: Montevideo   O que fazer no Uruguai: El Milongon O que fazer no Uruguai: El Milongon   O que fazer no Uruguai: El Milongon O que fazer no Uruguai: El Milongon   O que fazer no Uruguai: El Milongon O que fazer no Uruguai: Cerveza Mastra   O que fazer no Uruguai: Montevideo Dia 03 – O que fazer no Uruguai: Monumento Los Dedos, Museu Casapueplo e Puerto em Punta del Este
      Acordamos cedo e fomos tomar café, o dia seria em Punta del Este, não contratamos o tour de um dia por agências, resolvemos ir por conta própria, tem um ônibus que sai de hora em hora pela COT. Chamamos um UBER, como estávamos em 4 para dividir, o UBER acabava sendo mais barato que o transporte publico em Montevideo, mas caso você esteja sozinho fomos conferir o transporte público, é barato e funciona bem.
       
      Para continuar lendo o artigo inteiro clique aqui ou acesse o blog em: https://oquefazer.blog.br/o-que-fazer-no-uruguai-relato-de-viagem-com-gastos-dicas-de-passeios-restaurantes-hoteis-locomocao-e-cultura/
    • Por TMRocha
      Estou aproveitando esse espaço para contar um pouco de como foi a minha experiência de intercâmbio nesse país que é tão próximo de nós, mas mesmo assim tão diferente.

      Entenda um pouco sobre a experiência que obtive após estudar espanhol por um mês no Uruguai.
       
      Para não perder tempo, estou dividindo os tópicos desse dessa forma:
      1) Alguns dados interessantes do Uruguai; 2) Por que estudo Espanhol?; 3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai; 4) Minhas Considerações. Após isso o Índice dos posts dessa viagem; E por fim o relato propriamente dito! 1) Alguns dados interessantes do Uruguai
      O Uruguai é um país pequeno e muito charmoso, com cidades arborizadas, campos extensos, praias limpas e um povo muito cordial e amistoso. O país faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, no estado do Rio Grande do Sul.

      Os verões são quentes, com temperaturas que variam entre os 23 e 38ºC, já os invernos são frios e a temperatura gira ao redor dos 15ºC, com algumas madrugadas geladas abaixo de zero. Com um clima temperado, o Uruguai possui estações bem definidas, atendendo a todos os gostos.

      Os uruguaios gostam de futebol, mate e churrasco. É muito comum vê-los com uma garrafa térmica sob o braço e o mate na mão andando pelas ruas, nos shoppings, em todos os lugares. São pessoas alegres, receptivas e solícitas, que estão sempre prontas pra ajudar.

      Mate uruguaio.
      O país conta com pouco mais de 3,3 milhões de habitantes, sendo que destes, 1/3 vive na sua capital, Montevideo. A economia é estável e vale ainda citar que o Uruguai é um dos países mais seguros e possui uma das mais altas taxas de qualidade de vida de toda a América do Sul.

      Fonte Pesquisada:
      http://www.brasileirosnouruguai.com.br/conheca-o-uruguai
      2) Por que estudo Espanhol?

      Olá, me chamo Thiago e acho que deve fazer ao menos uns três anos que estudo espanhol  [04/10/2017] e pouco a pouco estou melhorando meu conhecimento nesse idioma tão interessante. Com o espanhol tive a oportunidade de conhecer outras culturas que antigamente estavam fechadas para mim.

      Vestimenta típica para festas musicais de alguma região do Equador.

      Touradas, na Espanha.

      Murga, uma apresentação típica do carnaval uruguaio.

      Festa dos Mortos, no México.
      Descobri novos povos, outras comidas típicas que antes não fazia ideia que existiam e ainda tive a oportunidade de me aventurar por um novo país: o Uruguai, onde fiquei morando por um mês em uma casa de família super simpática enquanto estudava espanhol de forma intensiva em uma academia de ensino uruguaia.
      3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai
      Minha ideia inicial era fazer um intercâmbio junto ao CACS para a Espanha, mas como a crise estourou pesado em 2014 esse plano acabou caindo por terra, então continuei juntando mais algum dinheiro e resolvi fazer isso por conta própria junto a CVC, e numa das opções apareceu o Uruguai, país que decidi passar um mês inteiro realizando o intercâmbio de espanhol.

      Montevideo, capital do Uruguai.
      Lá fiz muitos passeios pela capital Montevideo e ainda conheci outras cidades próximas como Punta del Este, Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (em Minas). Nesta última cidade andei a cavalo, me aventurei em uma tirolesa e até me arrisquei num rapel [que na verdade foi uma falha total!].

      Academia Uruguay, onde estudei no meu intercâmbio.

      Praça Independência, Montevideo.

      Monumento Los Dedos, em Punta del Este.

      Colônia do Sacramento, vista do alto de um Farol.



      Nas últimas três fotos acima: Eu me arriscando nos esportes de aventura em Salto del Penitente, no Uruguai.
      Com o intercâmbio conheci mais do comportamento dos uruguaios e descobri que eles são um povo incrível, cultos, organizados, super trabalhadores, que gostam da natureza e realmente amam o seu pequeno país.
       
      E claro, como um bom viajante também passei por alguns perrengues mais complicados, em especial para me adaptar com o clima e a comida típica do país, que é muito diferente da brasileira.

      Milanesa Pollo Napolitana con fritas.

      "Pasta". Esse é o nome que os uruguaios dão para o macarrão.

      Carne de Javali, uma iguaria típica de Salto del Penitente.
      O mais importante é que tive boas experiências que serão lembradas por mim até o meu último dia de vida. Mesmo em todo esse texto não foi possível relatar sequer um décimo do que fiz e do que senti por lá. Resumindo...
      "Ter a oportunidade de aprender um novo idioma é o mesmo que se abrir para novas oportunidades no presente e no futuro."
      Acho que isso resume um pouco do aprendizado que tive por lá. E pensando nisso, resolvi organizar esse tópico para que incentive novos viajantes ou até mesmo outras pessoas que pretendam aprofundar mais o seu conhecimento nessa língua.

      Sem mais delongas, abaixo estou colocando o índice organizado de toda essa maratona que fiz por lá, sem claro, deixar de ensinar um pouco do espanhol também e contando praticamente tudo que aconteceu no país, desde a minha saída do Brasil até a chegada no outro mês.E para fechar com chave de ouro, só falta esse assunto
      4) Minhas considerações:

      Desejo um agradecimento especial à família que estava me hospedando: O Álvaro, a Stela, a Fernanda e também aos dois hóspedes gringos que ali estavam e me ajudaram muito, o Míchel da Suíça, e a Kelsy, dos Estados Unidos. E também para toda a equipe da Academia Uruguay que me ajudou bastante.
       
      Desejo que todos vocês aproveitem a vida, trabalhem bastante e que viagem sempre que puderem. A todos os leitores, espero que tenham sempre uma boa viagem!
       
      A seguir:
      - Índice do Relato dessa viagem;
      - Relato propriamente dito.
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