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marcos.loren

Viagem que foi a maior viagem

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E aí pessoal.

Essa aconteceu recentemente na semana pós-feriado de 7 de Setembro.

 

Pretendia realizar a Travessia da Joatinga, entrando pelo Pouso e saindo em Laranjeiras e emendar com a Trilha Trindade-Camburi.

Como iriamos passar por 7 praias na Joatinga, tinha pretensao de comer PFs na Praia de Ponta Negra e na de Camburi, já em Ubatuba.

 

Chegamos em Ponta Negra às 16:30 hrs do segundo dia. Existem 2 campings nessa praia e um deles é o Camping da Branca que também funciona como restaurante (é o que diz a placa), mas não tinha nada disponível (mas que falta de espírito capitalista o pessoal dessa praia, viu). Tivemos de nos contentar com a nossa comida mesmo.

No terceiro dia (Quinta-feira) saimos por volta das 11:00 hrs em direção a Laranjeiras, passando pela Praia do Antiguinhos e paramos um certo tempo na Praia dos Antigos p/ tomar um banho de mar.

Na próxima Praia, a do Sono, encontramos várias barracas montadas na areia e uma fruta que nos fez perder um certo tempo: a pitanga. Fruta bem pequena e avermelhada que se assemelha a framboesa. Muito gostosa. Nessa praia também fomos abordados por dois

senhores indagando se estávamos fazendo a travessia e coisa e tal, sem saber que essa conversa ia ser extremamente útil mais tarde.

Continuando a caminhada, logo chegamos em Laranjeiras, no ponto de ônibus às 15:30 hrs e ficamos sabendo que só haveria ônibus p/ Paraty a partir das 16:30 hrs, mas como não estávamos a fim de aguardar 1 hora, resolvemos continuar na caminhada até a saída do

condomínio e na bifurcação p/ Trindade, nosso destino naquele dia. Na estrada, tentamos carona, mas em vão e depois de já termos caminhado mais de 1 hora, resolvemos descansar um pouco, junto à estrada, mas

adivinhem quem encostou p/ nos oferecer carona sem a gente pedir? Aqueles dois senhores lá da Praia do Sono. Eles estavam retornando para o Rio de Janeiro. Essa carona veio em boa hora e nos economizou uma caminhada de cerca de 1 hora ou mais até a bifurcação p/ Trindade, onde chegamos por volta das 17:30 hrs famintos e cansados e a primeira coisa a fazer era saciar a fome, já que estávamos a 3 dias comendo macarrão, sopa e salame. Depois disso ficamos em um camping da rua principal, com direito a banho quente e visita de um pequeno rato no meio da noite à procura de comida (não chegou a entrar na barraca, mas deu p/ ver que ele tentava). Fomos dormir

bem cedo, porque no dia seguinte (Sexta-feira) ainda tinhamos uma trilha pela frente, a Trindade-Camburi.

Saimos bem cedo do camping, porque ainda queriamos aproveitar o final da tarde na Praia de Camburi. Paramos p/ tomar um café da manhã em um barzinho e seguimos em frente. Fomos terminar a trilha, pouco depois das 15:00 hrs, sendo que o final dela é marcado por uma enorme plantação de mandioca. Não resisti e peguei algumas, pois poderiam ser úteis.

Ao chegarmos na Praia de Camburi fomos para o Camping Ypê (o mais bem estruturado de toda a praia), mas não havia ninguém para nos atender. Resolvemos procurar outro camping e ficamos no Camping do Dadá.

Como iríamos ficar até Domingo, resolvemos procurar algum lugar que vendesse refeições, mas por incrível que pareça não encontramos nada, mesmo nas barracas da praia. E a nossa comida acabando (é dificil quando se tem dinheiro e não tem onde se gastar, viu). Aí não teve jeito, tivemos que fazer uso da mandioca. Cozinhamos em pequenos pedaços e depois misturamos no macarrão e no pouco de salame que restava. Para o almoço do dia seguinte (Sábado) teríamos que procurar alguma refeição nas barracas da Cachoeira da Escada, localizada na rodovia. Na tarde de Sábado foi o que a gente fez, mas só encontramos uma porção de calabresa (foi o que nos salvou naquele dia), mas a coisa ficou pior quando retornamos p/ o camping. Ao chegarmos lá, encontramos nossa barraca rasgada na lateral por um

cachorro e o salame e o macarrão do lado de fora. É, parecia que os cahorros estavam com mais fome do que a gente. Mas, ainda nos restou a mandioca (Ahhhhhhh, se não fosse a mandioca.....). Talvez se demorássemos um pouco mais, nem mais encontraríamos o salame e o

macarrão. E como tinha sobrado um pouco de margarina, que tínhamos comprado para o café da manhã, resolvemos fritar a mandioca. E esse foi o nosso jantar. E p/ não dizer que tragédia pouca é bobagem, o Domingo amanheceu chovendo, sem qualquer expectativa de praia.

Iriamos voltar p/ SP no ônibus das 16:30 hrs, então até dava p/ aproveitar a praia, mas sem chances. E a chuva nada de parar. Como o terreno do camping era plano, começou a acumular água em certos pontos e um deles era junto a nossa barraca e com isso começou a

invadir a nossa barraca pela parte de baixo. Era muito pouco, mas incomodava e aí tivemos de sair e ir p/ a varanda da casa do dono do camping, onde aguardamos até a chuva parar (na verdade, só deu uma pequena trégua, pois ela sempre retornava). E aí não teve jeito, tivemos que pagar $10,00 p/ uma pessoa de carro nos levar até a Rodovia, já que não queriamos tomar chuva no caminho. Lá pegamos um ônibus até Paraty retornando p/ Sao Paulo no final da tarde, nao sem antes se fartamos em um restaurante do centro historico, ou seja tirar todo o atraso.

 

Até parece uma tragicomédia, né.

 

Isso é q dá sair com pouca comida. Se nao fosse a mandioca........

 

Abcs.

 

Augusto

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Essa aconteceu comigo a algum tempo , em 1996 , quando ainda nao existia internet , e as viagens eram feitas na base das informaçoes e intuiçoes. Apos fazer a trilha inca , resolvi voltar pro Brasil pelo acre , pra conhecer o daime. Peguei um voo pra Puerto Maldonado , e dai pretendia seguir até Assis Brasil-AC por terra.Se nao me engano da uns 120Km , e eu deduzi que no maximo 2 dias , chegava la . Me informei sobre o transporte : toyotas hilux , que partiam no outro dia .tomei umas cervejas e arrumei um lugar pra dormir. No dia seguinte , achei uma toyota que iria ate Assis Brasil , negociei o preço com o condutor e subi na carroceria lotada. Fiz amizade com um peruano, Chino , e partimos . A estrada era lama só , e a toyta era 4x2. apos 2 horas , a estrada estava interditada pelo exercito , pois quando chove o "transito" tem que ser interrompido para nao danificar ainda mais o piso . Até eu entender isso... . No final do dia , apenas 18km percorrido!!! Dia seguinte , partimos as 7:00 , e as 10:00 nova parada , desta vez num lugarejo chamado Alerta . Foi quando conversando com o pessoal local , soube que poderia pegar um barco até Cobijas-Bolivia , e dai um onibus até Brasileia-Ac . Negociei a passagem e eu e o Chino ficamos para pegar o barco, que supostamente partiria no outro dia de manha . Alerta é uma vila que tem uma madereira , 1 bar restaurante que serve uma cervejas cusquenas de 1.1litro e só . E neste fim de mundo no meio da floresta amazonica , sem ter nada pra fazer , fique 5 dias esperando o barco , tomando uma media de 5 destas big beer por dia. Ainda vi a toyota voltando , e o motoriata tomou uma cerveja na minha mesa , curtindo da minha cara : "... daqui a 4 dias passo aqui de novo..." Depois conto detalhes desta estadia.

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Vou contar uma minha também...

Em 98, fui acampar com uma prima no Sana, eu já havia acampado uma vez com alguns amigos, mas dessa vez iríamos apenas nós duas... iríamos de busão, eu tinha 19 anos e ainda não havia tirado a carteira de motorista, estava aprendendo a dirigir...

Falei com meu pai que iria viajar, ele pediu p/ eu e minha prima irmos para a casa dele (meus pais são separados, ele mora na Região dos Lagos), ele nos levaria de carro para o Sana, de quebra montaria a barraca para nós, nada mal né... então topamos!

Chegamos na casa do meu pai e no dia seguinte pela manhã, fomos p/ Sana, sendo que meu pai tinha um saveiro e éramos 3 pessoas, ele nem ligou, nos entulhamos na cabine e pegamos estrada...

Chegando em Casimiro de Abreu, pegamos a estrada de chão subindo a serra, no começo da estrada, meu pai para o carro e diz "Roberta, vai dirigindo, é bom para vc treinar, da próxima vez vc vem sozinha", bom, não gostei muita da idéia (porque eu sabia q era muito ruim no volante, principalmente em subidas, morria 05 vezes aproximadamente para subir a rampinha da garagem lá de casa, imagine uma serra!!), mas peguei a direção mesmo assim, só que meu pai parou o carro bem na frente de um ponto de ônibus, tinha umas cinco pessoas esperando o busão, pensaram que fosse carona e nem perguntaram, foram gritando algo tipo "heeee, obrigada tio"" e subiram na carroceria...

Bom, começamos a subir a serra, eu dirigindo, meu pai e minha prima apertados na cabine e um monte de malucos atrás na carroceria (ascenderam um bagulhão logo no começo - meu pai resmungando na frente), em uma um dado momento, a estrada ficou muito inclinada e o carro morreu (até demorou muito p/ morrer), o carro começou a descer de ré, eu pisava no freio e o carro não parava, ia descendo, meu pai começou a gritar "pisa no freio, pisa no freio" e eu gritando "estou pisando, estou pisando" e o carro não parava, os caras atrás começaram a gritar "para para" e nada do carro parar, nisso vem um busão subindo na nossa direção e o carro não parava de descer, os caras começaram a gritar "ela quer nos matar, ela quer nos matar" e a porcaria do carro não freava... meu pai puxou o freio de mão, o carro ainda desceu um pouco e parou...

Olhei para trás e os caras começaram "sua maluca, quer matar todo mundo? Eu q fumo e vc que fica doidona?", meu pai puto da vida comigo, como se eu tivesse culpa do freio não funcionar e minha prima com os olhos arregalados, muda, e estado de choque... depois disso não preciso dizer q ele foi dirigindo (os caras continuaram na carroceria)... meu pai nos deixou lá e voltou p/ casa.

Esse final de semana foi histórico, vários perrengues... tipo esquecemos as cobertas e morremos de frio, nos perdemos na trilha da cachoeira e ficamos andando e círculo... montamos a barraca - felizes da vida - no único pedaço com sombra ainda vago no camping, depois descobrimos (da pior forma) que era no pé de um abacate... mas valeu, eu e minha prima nos divertimos muito...

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Minha contribuição vem da Ilha Grande.

Estávamos, eu + 3, fazendo a volta à Ilha. Acampávamos em campings, onde tinha, e pretendíamos pousar em praias onde não houvessem campings. Porém, lá o "camping selvagem" é proibido. A polícia florestal autorizou se fosse só prá pernoitar mais nada. Pois bem.

 

No 3o. dia da trip, armamos as barracas perto da praia em "Dois Rios". Um local ESPETACULAR, digo. Fizemos um lanche dentro das barracas mesmo, e quando já íamos dormir, aparece um cara que se dizia ser ex-militar aposentado e sei lá mais o que. Disse que era o morador mais antigo e não permitiria que ninguem acampasse lá. Disse tb que a autorização da PF não valeria de nada naquela praia, que era "DELE". Começou a nos ameaçar, e mostrou um revólver na cintura.. Prá piorar, começou a chover.

 

Nessa hora, o cagaço dominou a moçada! Perguntamos: "Mas já é noite, onde vamos acampar?". E o cara disse que tinha uma área a uns 100 metros do local, pela trilha, depois da ponte perto de umas ruínas. Então carregamos as barracas montadas mesmo, pensando que era perto. Seguimos com lanternas pela trilha por uns 20 min. e encontramos o local. Sabe aquelas fotos do livro da 4a série, onde diz: "Exemplo do hábitat das cobras tropicais"? Então, esse era nosso camping. Mas fazer o quê? Entramos nas barracas, botei o facão perto da mão e preguei os olhos.

 

A ponte passava sobre um rio, e com a chuva, o rio começou a encher. Depois começamos a ouvir uns barulhos de "tiro", meio longe, mas contribuiu pra aumentar o medo.

 

No outro dia, ainda embaixo de chuva, vi que o rio tava passando a menos de 10 m das barracas. Esperamos, a chuva não parou. Sair da barraca, 8 da matina, frio, embaixo de chuva e continuar a caminhada n foi fácil. Mesmo assim, dar a volta na Ilha Grande foi A MELHOR AVENTURA DE MINHA VIDA!

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