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Olá viajante!

Bora viajar?

Expedição Farroupilha

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Expedição Farroupilha

 

 

Esta Trip que eu chamo de Expedição Farroupilha aconteceu a um mês,

foram onze dias rodando por todo tipo de caminhos, mais de 6.000 km pelo Rio Grande do Sul,

Fiquei tão surpreendido e encantado com o que vi que resolvi compartilhar,

e quem sabe inspirar da mesma forma que fui inspirado, aos Motociclistas redescobrirem aquele Pago.

 

Nunca fui de muita preparação, 20 dias antes da Trip, um amigo Gaúcho, Da cidade de Santa Cruz,

me ligou me convidando para junto percorrermos os 244 km pela maior praia do Mundo, a praia do Cassino.

Aproveitei que naquela semana todo Rio Grande do Sul comemorava a Semana Farroupilha,

juntei minha tralha que sempre já esta quase pronta esperando o momento oportuno, liguei a Moto e fui... batizei aquela Trip de Expedição farroupilha.

 

Em comemoração aos 168 anos do termino da Guerra dos Farrapos que é comemorada no feriado Gaúcho dia 20 de setembro.

Saio neste momento em direção ao Sul, apesar de não ser Gaúcho tenho muita admiração por aquele " País".

Minha intenção é dar um verdadeiro abraço em todo o Rio Grande do Sul, com objetivo principal de concluir uma viagem iniciada a muitos anos atrás,

percorrendo por toda Praia Do Cassino "A maior praia do Mundo", passando antes pelas Serras com um Off entre São José dos Ausentes a Canela, depois vou seguindo pela Rota do Sol, continuando pelo Caminho dos Faróis e a Estrada do Inferno, Praia do Cassino até o Chui, por ali até onde der vou seguindo beirando a fronteira do Uruguai rumo a Uruguaiana, chegando lá vou subindo a Santo Ângelo e toda região das Missões, Subo um pouco mais e chego em Salto do Yacuma. Atravesso a fronteira percorrendo as Missões Argentinas e Paraguaias, e retorno sentido Foz .

 

Antes do relato, uma curiosidade...

 

Enquanto eu rodava pelo Rio Grande do Sul, meu filho estava fazendo um Mochilão com a esposa, por Colômbia, Venezuela, Peru e Equador no meio da viagem ele me liga de Quito Equador, e todo emocionado me conta assim; Pai acabo de conhecer um Motociclista venezuelano que esta a caminho do Ushuaia e conversando com ele sobre Motociclismo acabo de descobrir que ele leu todo aquele teu relato do seu acidente a caminho da Patagônia que você postou no Mochileiros.

 

Puts de uma coincidência de meus filho ter encontrado alguém de outro País, ter lido lido aquele relato que postei aqui mesmo no Mochileiros, dizendo ainda que se valeu de muita informações e dicas daquele relato. Pois é nunca imaginei que aquele relato pudesse ir tão longe, muito menos que ele fosse valer de fonte de informação para alguém de outro País.

Já que é assim vou continuar postando minhas andadas por aqui.

 

O relato que o Motociclista Venezuelano se refere é este: relato-de-quem-cai-da-moto-no-meio-de-uma-uma-viagem-ao-ushuaia-t60253.html

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Rota das Fronteiras

 

 

A noite eu e os amigos fomos a uma Pizzaria em Pelotas comemorar a Trip do Cassino e já aproveitei da ocasião para me despedir dos companheiros, pela manhã eu sairia bem cedo continuando pela Rota das Fronteiras. E conforme o planejado na manhã seguinte já na estrada me despedia da cidade de Pelotas e pela RS 473 iria até a cidade de Piratini lugar que eu fazia questão de passar pela importância dela nas comemorações Farroupilhas e de lá seguiria pela RS 265 trecho de terra muito interessante até a cidade de Pinheiro Machado, Todos estes lugares são muito próximos a fronteira.

 

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RS - 265 - Pinheiro Machado - RS

 

Novamente na RS 473 passo por Bagé, me arrependo por não ter descido alguns kms a mais e ido na Fronteira em Aceguá, é que como eu tinha sido recomendado a passar em Dom Pedrito, abdiquei de Aceguá, o arrependimento fica por conta que não me atrasaria em nada passar por lá.

 

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De Bagé fui tomando o rumo de Santana do Livramento importante Fronteira com o Uruguay. A intenção era almoçar em Rivera - UY, porem como ainda estava cedo para almoço passei rapidamente por Santana e Rivera, não queria me atrasar, afinal eu estava ansioso pelo Trecho Off que viria pela frente sem contar que queria chegar em Uruguaiana ainda aquele dia.

 

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Monumento na Fronteira Dividindo as duas cidades, e os dois Países- Santana do Livramento - Rivera -- Brasil - Uruguay

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Rota das Fronteiras

 

Como Santana e Rivera já eram antigas conhecidas, minhas voltas pela as cidades, foram somente no intuito de revisitar e contar na Rota das Fronteiras que eu estive por ali, numa das mais importantes Fronteiras para os viajantes Mototuristas que escolhem aquela Rota a caminho do Uruguay e Argentina.

Talvez minha pressa se justificasse, afinal agora eu rumava para uma Fronteira que eu ainda não conhecia, Quarai e Artigas meu rumo e meu tempo agora é de vocês....

 

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Ponte sobre o rio Quarai - Fronteira - Brasil - Uruguay

 

O Rio Quarai não divide somente as fronteiras de duas cidades e dois Países, ao conhecer as duas cidades ficam nítidos outras divisões, talvez sociais ou culturais não entro nesse mérito. Mas é impossível não notar que a cidade de Artigas é muito, muito mais bem cuidada que Quarai. Artigas com suas ruas, praças, jardins e escolas, e todos outros prédios tudo muito mais charmoso que o outro lado da Fronteira, me encantei com aquela cidade, que tirando as cidades do famoso litoral Uruguaio e Montevidéu é a cidade mais bela que eu conheço no Uruguay, escolheria ali facilmente para morar. Até parece uma contradição, mas essas cidades não tem o borburinho fronteiriço que me faz gostar tanto das fronteiras, Porem amei Artigas a cidade de Fronteira eleita por mim como sendo a mais bela das cidades fronteiriças. Ainda volto aqui para curtir melhor este lugar. Porque agora não, meu objetivo hoje é a Rota das Fronteiras.

 

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Monumento da Fronteira em Artigas - UY

 

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Rota das Fronteiras

 

Ao abastecer em Quarai para voltar rumo a Rota das Fronteiras, questionei o pessoal do posto se havia algum caminho por estradas de terra que fossem beirando rente a fronteira com o Uruguay; Como é gentil este povo Gaúcho! me fizeram um pequeno mapa das estradinhas sem nomes beirando a fronteira em que em determinados lugares era só levantar um pouco mais a cabeça e apontar, ali é o Uruguay. Show!

 

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Sensacional rodar por aquelas que eram as estradinhas mais ao sul do Brasil, esta sim é a verdadeira Rota das Fronteiras,

sem contar que estava passando pelo coração de um dos principais Biomas Gaúcho " O Bioma Pampa"

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Rota Das Fronteiras

 

 

Continuando Pela Rota das Fronteiras minha direção apontava para Uruguaiana, continuando as vezes por estradinhas alternativas e uns 100 km antes de me aproximar da movimentada BR 290 que da acesso a Uruguaiana tive uma amostra das belezas do Pampa.

 

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Placa apropriada as estradas fronteiriças - BR 290 - Próximo a Uruguaiana

 

Cheguei em Uruguaiana por volta das 17:00 hr, por sorte ainda era dia e antes mesmo que eu me instalasse em algum hotel fui até Passo de Los Libres - AR,

muito feliz por concluir os 700 km da primeira parte da Rota das Fronteiras.

 

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Esta é a primeira vista que o Argentino tem do Brasil ao atravessar a fronteira sobre o rio Uruguai.

A ponte internacional esta muito longe de ser a mais moderna,

porem considerada por mim uma das mais belas ponte de Fronteira do Brasil.

 

Antes das sete da Noite estava de volta a Uruguaiana, agora instalado em um Hotel que o nome tinha tudo a ver com a rota da Trip, Hotel Fronteira.

O dia foi muito produtivo apesar de todas as voltas e entradas nas cidades, caminhos alternativos, consegui rodar quase 800 km de Pelotas a Uruguaiana, considerando mais 300 km do Chui a Pelotas feito no dia anterior já somava 1100 km de estradas ao qual eu chamei de Rota das Fronteira. A primeira metade da rota estava concluida só me restava agora comemorar e foi o que eu fiz, recomendo a qualquer um que esteja de passagem por Uruguaiana se hospedar no hotel Fronteira e na mesma rua bem próximo o Bar 10, ótimo lugar para tomar umas geladas e comer muito bem, pagando pouco.

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Rota das Fronteiras

 

 

O legal das viagens longas é que algumas obrigações vão se tornando Hábito e um desses costumes é fazer a manutenção da Moto antes de tomar café, é praxe dos viajantes vistoriar a Moto todos os dias, e eu costumo fazer isto logo bem cedo depois de uma noite bem dormida, começo vistoriando os acessórios, tais como os suportes de alforjes, quando optamos em fazer roteiros mistos, Off e ON, os suportes exigem muita atenção, são eles sempre os primeiros a afrouxar o torque das porcas, continuo a vistorias pelos cabos de acelerador, e freio, costumo lubrificá los bem, antes do inicio da Trip depois vou apenas mantendo a vistoria, Nivel de Óleo, Liquido arrefecedor, Fluido de freio, e enquanto os pneus estão frios faço a calibragem dos pneus e se ainda não tiver abastecido a Moto aproveito e faço também nesta hora, e a manutenção que eu considero principal durante as viagens com certeza é a lubrificação da transmissão, caso o OFF do dia anterior tenha sido em lama, poeira ou areia, tento passar num posto e dar um jato de água na corrente ainda na tarde anterior para que a corrente esteja limpa e seca na hora de lubrificá la pela manhã. "Como é gostoso fazer isto todas as manhãs durante a viagem." feito tudo isso, começo imaginar, já mereço um bom café...

Sei que devo incomodar o pessoal do hotel as vezes até outros hospedes, mas é assim que funciona ou eu começo bem cedo tipo 5:30 hr ou eu comprometo meu horário de saída que é sempre por volta das sete da Manhã. Ou seja é sagrado perder pelo menos uma hora e meia toda manhã, para se trocar, arrumar as tralhas, preparar o GPS Já com o roteiro do dia, fazer a manutenção e ai sim tomar café e antes de subir na Moto confirmar se realmente não precisa ir no banheiro antes, Então eu digo aos meus amigos, quem realmente não curte esta pequena via sacra toda manhã, não queira viajar comigo, Porque as oito já vou estar fotografando o efeito do nascer do sol em uma linda curva ou apreciando o friozinho e a nebrina de uma serra a muitos quilômetros daqui.

 

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Rota das Fronteiras

 

A ponte sobre o rio Ibicuí

 

E naquela manhã bem fria em Uruguaiana não foi diferente as sete da Manhã já estava tudo pronto para partida, o tempo alem de frio meio nublado decido que já vou sair encapado para não molhar a roupa com aquele sereno gelado e assim rumei sentido a São Borja a mais recente e moderna ponte de fronteira do Rio Grande do Sul, porem antes vou passar em Itaqui importante fronteira fluvial e uma bela cidade. A meta do dia era rodar por volta de 600 km e chegar a tempo de visitar o Salto do Yacuma na cidade de Derrubadas ao norte do rio Uruguai , sempre margeando as estradas mais próximo possível com a fronteira, que dessa vez eram com a Argentina.

 

 

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A ponte sobre o rio Ibicuí, na BR-472, entre os municípios de Uruguaiana e Itaqui, tem uma história que remonta ao século XIX.

 

Ela tem 1.317 metros de extensão, com duas partes bem distintas. Do lado de Itaqui, uma ponte de ferro, construída por ingleses. O maior trecho, para o lado de Uruguaiana, é de concreto.

 

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A ponte pode receber somente um veículo de cada vez e, por isso, seus acessos têm semáforos, controlados manualmente. Por exemplo: um dos controladores avisa: “vai uma Moto Sertão Azul”. Quando esta Moto chegar do outro lado, o operador troca o sinal vermelho de seu semáforo pelo verde, liberando o acesso em um sentido.

 

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Passei por esta ponte a quinze anos e posso garantir que esta extremamento do mesmo jeito de quinze anos atras, que saudades da minha Tornadinho!!

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Rota das Fronteiras

 

Em Itaqui, bela cidade que eu ainda não conhecia foi providencial e oportuna minha passagem por ali, primeiro porque fiquei sabendo ali que teria que ajustar meu roteiro, fui informado na Aduana que não poderia atravessar a balsa pelo motivo das cheias do Rio Uruguai, então continuando minha conversa com o pessoal ali da Aduana contei a eles da minha intenção de visitar o Salto do Yacuma mais ao norte, e a resposta foi desanimadora, me disseram que se eu quisesse ir que fosse mas que seria viagem perdida porque o Salto do Yacuma estava coberto pela cheia do rio Uruguai. Foi então que me decidi rapidamente pela mudança no roteiro da Expedição Farroupilha, como minha intenção também é visitar as Missões resolvi que ao invés de seguir direto para Derrubadas - RS eu iria primeiro visitar as Missões Gaúchas e depois seguiria sentido ao norte do Rio Uruguai e depois voltava descendo sentido São Borja continuando o roteiro original da Rota das Fronteiras.

 

Então para não parecer estranho o relato vou continuar relatando a Rota das fronteiras, pulando o relato das Missões, mas saibam vocês que dali fui primeiro as Missões e depois voltei para a Rota da Fronteiras.

 

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Modesta Bilheteria para compra do bilhete que da direito atravessar para Argentina de Balsa Itaqui - BR a Alvear - AR

 

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Porto da balsa em Itaqui , bem mais moderno que a Bilheteria.

 

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O movimento das balsas estavam paralisadas por normas de segurança ao limite minimo de cheia ter sido ultrapassado.A informação era que talvez a tarde seria liberado uma balsa, fiquei sabendo depois que nem naquele dia nem nos dois seguintes nenhuma balsa atravessou o rio Uruguai em Itaqui, para o azar de alguns caminhoneiros que já aguardavam na fila a mais de seis horas.

Esta informação é irrelevante para os Motociclistas porque a maioria preferem os Passos de fronteira com Argentina por Foz do Iguaçu, Uruguaiana, ou São Borja, que pode até ser mais rápido porem não mais belo, do que atravessar pela balsa em qualquer um dos portos do Rio Uruguai.

 

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Do Outro lado do rio a cidade de Alvear - AR que eu não tive o privilégio de conhecer por causa das cheias, mas me dei por satisfeito por ter cumprido mais um trechinho da Rota das Fronteiras.

  • 2 semanas depois...
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Rota das Fronteiras

 

 

Aqui em Itaqui também tem o legado Farroupilha fazendo jus minha passagem por aqui numa expedição que leva este nome " Expedição farroupilha".

 

"Durante a Revolução Farroupilha o destacamento militar estava localizado em Itaqui, tanto que o líder Giuseppe Garibaldi, ao dirigir-se da cidade de Uruguaiana para a cidade de São Borja, cruzou o rio Uruguai, na cidade de Uruguaiana, indo pela Argentina até a cidade de Santo Tomé, onde lá atravessou novemente o rio Uruguai, para a cidade de São Borja, devido a existência de tal destacamento militar em Itaqui.

Assim, Itaqui nunca foi cenário de lutas farroupilhas, podendo ter ocorrido lutas armadas em seu território na divisa com os municípios de Uruguaiana e São Borja, ou até mesmo dentro desses municípios, pelo destacamento que encontrava-se em Itaqui."

Fonte Wikipédia

 

Outros encontros interessantes é que aqui em Itaqui " Eu não Sabia" foi o primeiro povoamento das Missões em terras Gaúchas.

Rota das Missões acabou me surpreendendo muito, talvez a mais importante dentro da Expedição Farroupilha.

 

"No princípio os Guaranis ocupavam as bacias do rio Ibicuí. Seu primeiro contato com os europeus se deu por meio de uma missão de jesuítas espanhóis, em 1700. Intensificando-se no século seguinte.

No local onde hoje está o município de Itaqui, foi feito o primeiro povoamento pelos jesuítas da redução ou missões de La Cruz (hoje localidade argentina), por volta do ano de 1657. Somente no início do século XIX foi incorporado às terras portuguesas e em 1802 foram concedidas as primeiras sesmarias.

José Gervasio Artigas, general e protetor da Liga dos Povos Livres (1764 - 1850), pretendeu retomar o território missioneiro, iniciando pelo território de Itaqui. Encontrou lá uns três ranchos e treze homens que liquidou com seus 1.600 índios. Esta tentativa de permanecer durou por pouco tempo, porque veio um destacamento militar, com a finalidade de expulsá-lo, acampado no arroio Cambaí.

Uma enchente obrigou-os a procurar outro local, sendo escolhido onde hoje está a cidade de Itaqui. Isto foi em 1821, e logo vieram várias famílias para aquela localidade."

 

 

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Os outros encontros de Rotas ficam por conta do encontro da Rota das fronteiras que aqui se funde com a Rota do Rio Uruguai, que embora em alguns trechos acabam sendo os mesmos, gosto de separar porque mesmo se fundindo para mim tinham significados diferentes, Por exemplo, O que eu chamo de Rota das Fronteiras é uma Rota pessoal que eu quis fazer para satisfazer uma curiosidade própria ao contrario da Rota do Rio Uruguai, que é um caminho conhecido e explorado turisticamente com o diferencial feito por mim que grande parte da Rota do Rio Uruguai eu sai do Convencional e procurei caminhos alternativos por estradas de terra, e que sem duvida fez toda diferença, recomendo para aqueles aventureiros inquietos, que se um dia puderem também o faça.

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Rota das Fronteiras

 

 

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"São Borja é um município da Região Sul do Brasil, localizado no estado do Rio Grande do Sul. A cidade foi fundada em 1682 pelos padres jesuítas, a primeira cidade dos Sete Povos das Missões. São Borja tem a civilização mais velha do estado, sendo povoada ininterruptamente desde sua fundação. Situa-se na fronteira oeste do estado, sendo banhada pelo rio Uruguai, que é a fronteira natural com a cidade de Santo Tomé localizada na província de Corrientes, na Argentina."

 

Continuei pela Rota das Fronteiras seguindo pela BR 472 até São Borja, meu tópico não é de dicas, porem vou fazer minhas considerações, já que esta fronteira é muito utilizada por Motociclistas Brasileiros que estão em viagens ao norte da Argentina, Chile, Paraguai, Bolivia, principalmente aos que vão ao Atacama cortando caminho pelo norte Argentino. Talvez esta seja a mais bem estruturada fronteira para Motociclistas em viagens em todo o Brasil. Quem for passar por aqui não se preocupem em fazer:

Cambio de moedas antes, há duas casas de cambio com ótimas cotações, recomendo que façam cambio aqui.

Carta Verde, aqui se faz a Famosa Carta Verde numa seguradora dentro da aduana especializada somente em Carta Verde, para que fazer antes e pagar muito mais caro se você pode fazer aqui pagando apenas R$ 30,00 validade de 30 dias para Moto e em menos de cinco minutos. O nome da Seguradora é Parana Seguros.

 

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Carta Verde feita por mim na Aduana lado Brasileiro em menos de cinco minutos, por apenas R$ 30,00 Validade 30 dias.

 

Caixa Eletrônico do Banco do Brasil, Posto de informações ao turista, Banheiros super limpos, estacionamento para carros e Motos.

Tudo muito rápido, limpo, organizado, bom atendimento, tanto no Brasil quanto na aduana Argentina e o melhor você trata de todos os tramites tudo no mesmo Predio, Depois já com os documentos em Mãos, apresentar documentos no guichê Argentino, Identidade dentro do prazo de validade de dez anos ou Passaporte, carta verde, Documento da Moto " Em teu nome" ou autorização do Banco alienador, preencher a ficha de entrada na Argentina e pronto, boa viagem!!

 

Hospedagem aos Motociclistas que chegarem em São Borja a tarde a dica é se hospedar na cidade mesmo, a vários hotéis para todos os tipos de bolso, muitos restaurantes e bares para comemorar sua ultima noite no Brasil antes de Atravessar a Fronteira para aquela longa viagem por Argentina, Chile, Bolívia ...

 

Varias concessionarias de Motos e oficinas para aqueles que querem fazer a ultima revisão ou últimos ajustes na Moto,ainda no Brasil, todas estas dicas valem para os que estão retornando ao Brasil, ou seja São Borja tem estrutura para os que vão e aos que chegam no Brasil, considere a possibilidade de passar ali um restinho de tarde e uma noite.

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Rota das Fronteiras

 

 

Considerei a Rota das Fronteiras como uma Gincana daquelas que fazíamos anualmente no colégio e que eu simplesmente adorava participar,

Quem se lembra daquelas Gincanas? que saiamos pela cidade ou bairro percorrendo lugares predeterminados e quem conseguisse fazer em menor tempo cada etapa, ganhava o direito de continuar na brincadeira e arrecadando prendas para festa da escola ou igreja, Que saudades daquelas brincadeiras de adolescentes que hoje não existem mais.

Porque que eu considerava a Rota das Fronteira minha Gincana pessoal? é que estipulei a mim mesmo que em todo passo fronteiriço eu passaria pela fronteira iria até o centro da cidade do outro lado da fronteira e voltava e continuava meu caminho, assim como eram nas Gincanas.E em São Borja não foi diferente, atravessei a ponte, fui até Santo Tome e voltei, assim fiz todas as fronteiras que passei, menos as do Rio Uruguai que tinha que ser feitas via balsa, que como citei antes impossibilitado pelas cheia do Rio. Que mesmo sabendo da impossibilidade fiz questão de seguir indo em todos os pequenos portos das cidades e fazendo minha foto nas aduanas, confirmando minha passagem lá, mais uma vez como era feito nas Gincanas.

 

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Não gostei do centro de Santo Tomé, cidade fronteira com São Borja,

lugar esquisito quase esqueço de fazer minha foto lá, a unica que fiz ficou horrível.

 

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Obs. Minha intenção inicial era fazer a Rota das Fronteiras até Derrubadas Salto do Yacuma, depois faria a Rota das Missões no Rio Grande do Sul e então depois desceria alguns kms até Porto Mauá, atravessaria a balsa para Argentina continuaria a Rota das Missões na Argentina e Paraguai, pelo motivo já mencionado acima das cheias resolvi fazer a Rota das missões no Rio Grande do Sul e depois voltar aqui em São Borja para ai sim fazer as Missões de Argentina e Paraguai, Ou seja, entre ir e voltar até São Borja rodei 800 km a mais por causa da paralisação das balsas.

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