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Arquivo Perguntas e respostas repetidas - Israel

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[info]Se algum usuário achar que tenha uma postagem arquivada que deva ser enviado pra algum tópico, é só solicitar ao Adm. que será atendido ::cool:::'> ::cool:::'>, a intenção é manter os tópicos com menos páginas possíveis para serem consultadas.[/info]

 

Por Gabriel

Todo ano, em Israel, há um dia no qual é tocada uma sirene no país inteiro para relembrar o Holocausto. O coração da gente gela, todo mundo pára e lembramos em que país a gente vive.

Tel Aviv é o que há. Ruazinhas mal planejadas ainda na década de 20, arborizadas e cheias de carros estacionados por todos os cantos. Arquitetura Bauhaus dos anos 30, espigões de aço e de vidro dos anos 90 e 00, predinhos caindo aos pedaços dos anos 50. Jovens de lambreta, de bicicleta, de patins, a pé, com ou sem seus cachorros. Religiosos, hippies anacrônicos, estudantes, casais de gays de mãos dadas… a única coisa que não anda por Tel Aviv é o trânsito. A única coisa que não se encontra em Tel Aviv é estacionamento. Têm rodinha de pedreiros chineses rachando um rango na Yarkon, de frente ao mar, quase em Yafo. Tem rodinha de aposentados marroquinos jogando conversa fora e falando mal do governo. Rodinha de religiosos devotos do Rabi Nachmad de Uman, cantando ‘Festa no Apê’ com letra reescrita em hebraico exaltando o tal Rabi no meio da faixa de pedestre durante o sinal fechado.

Em Tel Aviv tem muita, mas muita mulher bonita. Descendentes de poloneses, alemães, iraquianos, iranianos, marroquinos, romenos, etíopes, argelinos, iemenitas, búlgaros, russos, turcos… e a mistura disso tudo com qualquer outra coisa também. Minha esposa consegue ser descendente de romeno, polonês, marroquino e de argelinos – e tem cara de brasileira.

Em Tel Aviv também tem praia. São mais ou menos limpas, com a água mais ou menos suja, muito fria no inverno, e morna no verão. Praias entupidas nos finais de semana. Cheias de arsim e farofeiros. Mas sempre divertidas para quem gosta de musica oriental (estilo árabe) em volume bem alto e gente falando gritando. E frescobol que, aliás, os israelenses acham que inventaram. Durante a semana e/ou inverno as praias ficam cheias de gente da cidade fazendo esporte, bebendo um chope ou praticando a arte milenar de levar fora das mulheres.

Como são praias de enseada, em geral a faixa de areia é menor do que encontramos no Brasil, o que facilita na hora de fechar com muros e cercas. As praias dos religiosos têm que ser assim: homens de um lado, mulheres do outro. Nas outras praias, a maioria das mulheres usa um biquíni que, no Brasil, iria ser considerado não só ultra-conservador como também terminaria aproveitado como modelo de fralda descartável. Graças a Deus esse desastre está saindo de moda. Fio dental são poucas, mas geralmente bem selecionadas. Topless, só em Eilat. Mas aí são cinco horas de carro numa estrada meio perigosa para ver peito…

Culturalmente tem de tudo. Uma barraquinha de falafel a cada 50 metros, um sushi-bar a cada 100 e suco natural de qualquer coisa que se possa fazer um suco, em todo canto. Restaurantes cheff a 200 dólares por pessoa e prato feito a 20 shekalim também tem. Restaurante de houmus populares ao lado de coffee shops sofisticados e modernos. Show de orquestra de música iraquiana tocando ud, show de metal-rock russo, ou barzinho de musica pop. Enfim, a única coisa que até hoje eu não consegui achar em Tel-Aviv foi estacionamento mesmo – e é por isso que vou de bicicleta para os estudos e para o trabalho, sendo quase atropelado 14 vezes por dia, que israelense costuma dirigir mal pacas. O trânsito num raio de uns 20 km ao redor de Tel Aviv é simplesmente impraticável.

Moro em Ramat-Gan, uma cidade vizinha de Tel Aviv e que, infelizmente, não é Tel Aviv. Em Tel Aviv simplesmente não há apartamentos para alugar. Você entra num site de buscas e, ao encontrar um apartamento, se demorar mais de quinze minutos para fechar o negócio, perde a chance. Além, é claro, dos preços estratosféricos.

No meu bairro, a maioria das famílias são religiosas. Os jovens estão sempre na pracinha, quando vou passear com minha cachorra. É que quando entra o Shabat – no pôr-do-sol da sexta-feira –, os religiosos não podem mais andar de carro ou qualquer outro veículo automotivo. Devem ficar meio sem ter o que fazer, que essa região é chata à beça. E daí que por isso ficam a fazer coisa nenhuma juntos, na pracinha onde a Preta gosta de correr atrás de gatos vadios e passarinhos. O que me vem na cabeça sempre que eu escuto a algazarra deles é como adolescente é igual no mundo todo, independente de credo, raça ou geografia. A única diferença é que, naquela pracinha, as meninas vestem saia até os tornozelos e os rapazes usam kipá. Religiosos, sim, mas não ortodoxos, que aqui é Ramat-Gan, não Bnei Barak ou Mea Shearim, em Jerusalém.

O país cresceu assustadoramente desde os anos 90. Gigantes mundiais se instalaram por aqui, empresas locais cresceram com a internet e ficaram maiores que as fronteiras de Israel. Esse novo capitalismo fez bem para a nação, e mal para os kibutzim e para o welfare state que reinava aqui até o governo Nataniahu. Depois da segunda intifada que coincidiu com o estouro da bolha inicial da internet e da Nasdaq, a economia freou. Nataniahu cortou as assistências do governo, a desigualdade social aumentou e a qualidade de vida diminuiu. E só nos últimos anos a coisa começou a se recuperar.

Bem, se recuperar quanto? Digamos que nem durante a guerra do Líbano a bolsa de valores balançou. Vem batendo recordes já faz mais de dois anos. O investimento internacional vem aos borbotões e o nível do crédito de Israel é o melhor de todos os tempos. Esse que vos escreve aproveita a onda para estudar e trabalhar. Não sei se em outras épocas ou outros lugares seria possível manter assim o estilo de vida enquanto se estuda. E tudo isso leva ao tal do trânsito que não consegue transitar. São centenas de milhares de carros entrando e saindo da região central de Israel por dia. A maioria novos, a maioria leasing, a maioria com o logotipo de alguma empresa de alta tecnologia, seguros ou construção. Eu sigo com a minha bicicleta, achando ruim apenas que eu não tenho buzina para poder retribuir a gentileza que esse povo todo me presta nas ruas de Ramat-Gan.

É definitivamente um país com tendências democráticas. Posso falar e escrever o que eu quiser. Inclusive com a certeza absoluta que vai chover gente discordando, não importa o que for dito.

No entanto, casamento no civil não existe: só no religioso. É o abocanhamento da teocracia que ainda influi no país e no estilo de vida. Ben Gurion achou que em pouco tempo os ortodoxos simplesmente desapareceriam, e por isso concedeu a eles tantas regalias. Errou. Como errou em não deixar os Beatles tocarem aqui por achar que iam estragar a juventude israelense. É, segundo a carta de independência de 1948, um país judaico democrático. Uma total anormalidade em toda história das ciências políticas, e uma contradição em termos. E nesta dualidade anda a nação já faz 60 anos.

Estar em um país judaico é bem mais que ouvir propaganda de ‘queima de estoque de Pessach!’ ou ‘Promoção de Chanuká’ ao invés de páscoa ou natal. É não encontrar qualquer transporte público no shabat. É, em várias regiões do país, ter que penar para encontrar comida não kosher (o que significa que preparar uma boa feijoada por aqui era bem complicado até algum tempo atrás, já que a coisa é difícil, mas já foi bem pior). É ver partidos políticos de peso tomando decisões baseadas na vontade de grupos religiosos que se respaldam em premissas religiosas e trechos bíblicos. É estudo da Torá obrigatório nas escolas e até fanáticos que às vezes matam primeiro-ministros.

Mas é também uma muralha de cultura, é estudar história na escola e não ter que se perguntar o que isso tem que ver comigo: a história é literalmente a dos seus antepassados. É andar de bicicleta no meio de uma auto-estrada no Yom Kipur, já que não andam carros em nenhuma rua ou estrada neste dia. É encontrar um restaurante que sirva exatamente a comida que você comia na casa da vó quando era criança. É ouvir as crianças nos jardins de infância cantando as músicas das festas que, vindo de um país católico, você achava que só você e seus colegas conheciam.

‘Judaico Democrático’ é ainda, dentro da dualidade, democrático. Falar mal de qualquer coisa, em especial do governo, é uma espécie de padrão de cidadania. É uma democracia de país muito pequeno, em que todo mundo conhece todo mundo. A principal rede de televisão é também dona de boa porcentagem do jornal de maior circulação e têm em sua linha de repórteres gente que trabalha para o jornal da concorrência. E todos foram, são ou serão colegas de trabalho um do outro na mesma empresa. Além disso, há pelo menos 3 canais de TV do governo. Dois deles só pela TV a cabo. Dentre os canais abertos, canal 1, do governo, canal 2, canal 10 e um canal em russo. E ainda todos os canais em árabe que (dificilmente) se pode sintonizar do Egito, Jordânia, Síria e Líbano. Isso significa que quase qualquer família de classe remediada para cima tem TV a cabo, que viver de 3 canais abertos (fora o canal em russo) não é mole. E ‘microdemocracia’ é envolvida aí também, pois são apenas dois fornecedores de serviços de TV a cabo e satélite. E um deles é de parcial propriedade da estatal (e até pouco tempo monopólio) de telefones fixos em Israel.

Confusão? Não é nem o começo para um país que desenvolveu tanta tecnologia de telecomunicações, internet e eletrônica para o mundo inteiro.

Cada jornal ergue uma bandeira. Um é direitista, outro populista e outro esquerdista. Fora os novos, menores e gratuitos, que a gente ainda não sabe para que time torcem. Todos são controlados por algumas poucas famílias. Quase todas essas famílias donas de outras empresas e conglomerados. E o diacho é que a imprensa aqui ainda consegue ser muitíssimo melhor do que a maioria da imprensa que eu conheço por aí. Neutra? Nem um pouco. Mas tem suas visões absolutamente claras, e fica fácil entender por qual filtro o jornal enxerga a realidade. É um país obcecado por atualidades. A cada hora cheia todas as rádios transmitem um pequeno noticiário de uns 3 a 5 minutos. É quase impossível não saber o que está acontecendo.

Quando há um atentado, 5 minutos depois a história toda já está digerida, e só não é reportada em sua totalidade porque a Justiça não permite a divulgação de nomes das vítimas até que os parentes próximos sejam avisados oficialmente. Quando uma tragédia dessas acontece, no mesmo dia, na edição principal dos noticiários a história das vítimas é contada, incluindo foto dados relevantes e irrelevantes. Cada um passa a conhecer os mortos, os feridos, as famílias. É, como se diria em português, levar para o lado pessoal. Mesmo. Nos últimos tempos a imprensa decidiu (conscientemente?) fazer o mesmo com as vítimas do trânsito. Aqui morrem por ano uma média de 500 pessoas em acidentes. É bem mais do que morrem em conflitos armados.

Uma das coisas mais impressionantes a respeito de Israel é como pode um país tão pequeno ter cantos tão diametralmente opostos distantes de poucas centenas de quilômetros. Jerusalém é diferente de Tel-Aviv até no cheiro. Em Tel-Aviv se encontra de tudo, até falafel orgânico eu já vi. Em Jerusalém não se encontra nada. A não ser que você tenha um excelente guia ou GPS no carro. Quando você sabe onde está, não têm idéia de como chegar onde quer. Quando sabe onde fica o destino, não consegue descobrir onde está. Quando sabe o caminho, este estará invariavelmente em obras e o motorista terá que dar uma volta tão grande que acaba se perdendo – de novo. Pelo menos pode-se, no caminho (de sabe-se lá onde para qualquer lugar) aproveitar a vista, que de quase todos os pontos é maravilhosa. São montes e vales cobertos por cedros aqui e acolá, pedras e pedregulhos, casas e edifícios todos, por lei, de pedras da mesma cor.

A cidade velha é história à parte. Literalmente. Lá, ao contrário do resto da cidade em que não se encontra absolutamente nada, se encontra praticamente de tudo – menos, é claro, o destino onde se quer chegar. Encontra-se de tudo mas, é claro, Made in China. Se quiser o original tem que procurar em outro lugar. Não na cidade velha. Lá, surpresa, velharia. Uns 3, 4.000 anos de história. Cada canto se descobre que aconteceu alguma coisa interessante. Bem, em 4.000 anos de história, não duvido que dê tempo de acontecer tanto em cada canto.

Já em Beer-Sheva não acontece nada. Nunca. E se esse texto fosse um guia turístico e não um folhetim de curiosidades estrangeiras, eu seria imediatamente apedrejado em praça pública por escrever tão pouco sobre Jerusalém e sequer tocar no assunto Beer-Sheva. Só que Jerusalém eu conheço muito pouco, e sinceramente, de tanto que Jerusalém já foi cantada em prosa e verso por melhores e maiores e mais aptos que eu, me sinto mais a vontade de escrever sobre um lugar em que qualquer absurdo que eu escrever, é passível de assim ter acontecido. E em Beer-Sheva realmente não acontece nada, mas qualquer coisa poderia acontecer. E quanto mais absurdo, mais provável.

E bem, Beer-Sheva não é nem norte do Neguev, nem sul. Fica lá, no meio, no meio de uns montes baixinhos, carecas e amarelados. E Beer-Sheva consegue ser tão feia quanto o vale onde está incrustada. Vivi lá por alguns anos por conta da universidade, que é fantástica. Quando não chove, e isso é quase o ano todo, a cidade fica toda coberta por uma camada de poeira, o que dá o tom meio amarelado a tudo que fica sobre aquele solo.

O Neguev, região sul de Israel é assim: o norte do Neguev é lindo. Todo artificialmente irrigado, cheio de campos. Na época das colheitas, quando o trigo é colocado em fardos pelos campos, dá a impressão de que estamos no meio de um passeio por uma plantação de cubos. As cidades pequenas, moshavim, kibutzim são lindos. As cidades grandes são feias e pobres. As estradas são boas e os motoristas seguem sendo uma porcaria. Já o sul do Neguev é deserto. Deserto montanhoso. É maravilhoso. São crateras como a de Mitzpe Ramon, facilmente confundível com um cânion de Marte. E Eilat, até para quem não mergulha é uma coisa impressionante. Depois de dirigir horas por um cenário de outro planeta, chega-se no cume de uma montanha, e de repente, quando se começa a descer, lá embaixo, entre montanhas gigantescas da Jordânia, se vê um mar de um azul que não é Marte, é Netuno.

No sul do Brasil, a preocupação de quem vê a previsão do tempo, são as massas de ar frio que vem da Argentina e trazem chuva e frio. Em Beer-Sheva, a preocupação é um negócio chamado Hamsin (em árabe) ou Sharav (em hebraico). É quando uma massa de ar vem direto do Sahara para dentro de casa. E traz consigo umidade quase zero, uma quantidade gigantesca de poeira e um calor de forno de padaria. O céu fica amarelo e tudo que é metálico dá choque. E a vontade de viver desaparece. Hamsin quando vem, cobre o país inteiro (o que não é tão difícil, dadas as dimensões). Mas em Beer-Sheva ele é bem pior. Certa vez, o céu ficou completamente vermelho. No meio do dia.

Foi um dos fenômenos meteorológicos mais estranhos que eu já presenciei. Hamsim às vezes termina com chuva. As massas úmidas e frias encontram ar quente e precipitam. As gotículas vão juntando partículas de poeira e chegam ao chão como lama. Isso mesmo. Chuva de lama. Das coisas mais nojentas que eu já conheci.

Contei como é quando não chove. Quando chove vira um pudim de lama. (Toda aquela poeira se junta com a água que escorre deficientemente e vira aquela coisa suja que cobre a cidade inteira). É uma cidade que cresceu tanto com a vinda dos imigrantes russos em 90 (da mesma maneira que aconteceu na imigração do Marrocos nos anos 50) que meio que inchou para todos os lados. Perto dos predinhos feios e caídos dos anos 50, surgiram edifícios estilosos, de arquitetura duvidável, por toda parte. E ao contrário de outras metrópoles, não há trânsito. Como é típico de Beer-Sheva, é por um erro de planejamento. As avenidas foram planejadas para terem enormes canteiros, gramados e árvores entre as pistas. Só esqueceram que não há água em Beer-Sheva. E assim as avenidas tomaram o lugar desses espaços.

Certa vez, estava comendo uma porcaria de um hambúrguer perto de casa numa lanchonete chinfrim. Fiquei escutando a conversa de uns estudantes que comiam a mesma porcaria que eu. Entrou um vendedor ambulante carregando nos ombros um monte de sacos de produtos made in Sei-lá-Onde. Os estudantes que me pareciam aborrecidos de qualquer maneira gostaram da novidade e imediatamente começaram a se interessar pela mercadoria. Um orgão eletrônico chamou atenção ‘Conecta na eletricidade?’, ‘toca quantos instrumentos?’ e assim por diante. Até que alguém perguntou: ‘O senhor é de onde?’. Ele respondeu o nome de uma vila palestina na região do Shomron. Um dos rapazes sorriu e eu não acreditei no que ele respondeu: ‘Puxa! Eu servi no exército por la!’. ‘É mesmo?’ ‘É! Sério! Você conhece a família Sharif no fim da rua principal?’ e o palestino responde: ‘Claro! Rahni é grande amigo meu.’ ‘Puxa! Mande um abraço para ele.’

Era tão surrealista que depois que tudo acabou e eles dois só faltavam se abraçar e trocar telefones, fiquei pensando em como faz falta um gravador às vezes.

Crédito Pedro Dória weblog

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Oi Mike,

 

Obrigado pela rápida resposta.

 

Posso estar enganado, mas não encontrei na egypt air nenhum vôo para israel, não consta no site nenhuma cidade de israel como destino.

 

Para ir de ônibus, há algum site que indique horários/preços ou é chegar lá e pegar mesmo?

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o ideal é que alguém que tenha ido recentemente responda essa... eu fui em abril do ano passado, por isso pode ser q as infos nao estejam atualizadas.

Sobre horário dos bus, é só ligar para a rodoviária... ou então passar lá para ja deixar o bilhete comprado. Lembro que na época segui os horários que o Lonely Planet indicou, não acredito que existam grandes mudanças.

Na fronteira entre Eilat e Taba, caminhe... a estação de bus fica a mais ou menos 1km do posto de fronteira... não vale a pena pagar taxi etc (eles vão dizer que é longe).

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O Mike e demais,

 

Primeiramente muitíssimo obrigado pelas respotas.

 

A viagem então está ficando assim:

 

- Voo Brasil/Cairo

- Trem Cairo/Aswan

- Trem Aswan/Luxor

- Voo Luxor/Cairo (ou tem como ir de luxor para dahab?)

- Terrestre Cairo/Dahab

- Terrestre dahad/eilat

- Terrestre Eilat/Jerusalém

- Voo Tel Aviv/Brasil

 

Alguma dica sobre quanto tempo devo ficar em cada local? Tenho no total 13 dias livres (já descontando os deslocamento de ida e volta do brasil)

 

Luxor e Aswan valem a pena ir? (vai encarecer bastante...) Teria como sair de luxor diretamente para fronteira?

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cairo nao conheci muito, fora as piramides e o bazar, isso mesmo o baazar - uma especie de 25 de marco de 'tranqueiras' egipcias, e o museu nao sei o q indicar.

 

dahab eh legal, lugar tranquilo, mas eh aquilo q vc ve logo de cara qdo chega, nao tem surpresas, eh pra dar um relax mesmo, dai vc define qtos dias quer fazer isso.

 

eilat eu nao consegui ficar nem 2 horas no lugar pois havia trabalhado em sharm el sheikh - um resort ainda mais monstruoso q eilat - por 5 meses e nao aguentava mais ver resort na minha frente, fugi imediatamente!

 

Jerusalem, pra vc ter uma ideia eu tinha 10 dias pra ficar em israel e fui direto pra jerusalem. So sai depois de 7 dias pq tinha q continuar, se nao ficava mais! Esse eh um dos lugares mais alucinantes q ja fui na vida, e olha q eu sou ateu!

 

Tel aviv nao conheci muito, passei dois dias, mas eh uma cidade grande, legal, mas pra alguem lado B como eu nada de mais.

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Deixo para os colegas uma dúvida que me restou...

 

O passeio tradicional do monte sinai e monastério é de madrugada. Devido a programação da viagem acho que não vai dar para ir nesse horário. Então queria fazer durante o dia. É possível? Demora quanto tempo?

 

E mais... vocês acham que é possível fazer tudo isso no mesmo dia:

- acordar em Eilat

- sair do hotel

- cruzar a fronteira

- seguir para dahab

- fazer check in na pousada em dahab

- fazer o passeio do monte sinai e monsteiro de santa catarina

- retornar ainda no mesmo dia??

 

A própósito, fazendo o tour no horário tradicional chegamos de volta na pousada que horas do dia seguinte?

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nao fiz o monte sinai, mas ouvi um papo de ficar algumas horas subindo pra chegar la a tempo de ver o nascer do sol q dizem ser alucinante.

 

Nao acho q de pra fazer essa balada em um dia nao.

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Gente, estou em crise ::hahaha::

 

 

Minha viagem está chegando, reservei alguns albergues e agora que me atentei pelo meu planejamento de entrar na Jordânia (Amman) por Nazare, vindo de uma trilha que farei naquela parte. ::putz::

 

Existe um tranjeto partindo de Nazareth Central Bus Station que vai até Hill Side Hotel (Amman). E não sei se vai ser necessário ter o visto para Jordânia ou conseguirei na fronteira. Eu não tenho visto, pensei que em todos os lugares (pelo que li até o momento) eu obtenho na hora, na fronteira e acho que não é sempre assim... ::ahhhh::

 

Alguém sabe de algo em relação a isso?

 

Aguardo!!! :shock:

 

Fábio

  • 5 semanas depois...
Postado
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Pessoal, estou comecando a definir roteiros da viagem que vou fazer em 2011 na turquia e consegui passar 4 dias em Israel. Sei que é muito pouco, mas a idéia é a seguinte:

 

1 Dia - chegada Tel Aviv (descansar jet lag, etc. Voo chega fim da tarde)

2 Dia - Tel Aviv

3 Dia - Jerusalem

4 Dia - Mar Morto - Tel Aviv

5 Dia - Voo para Istanbul.

 

Minha pergunta para os entendidos. Vou alugar um carro de tel aviv para jerusalem e o mar morto até a volta para tel aviv. Vamos em 6 cabeças, vao ser dois carros. O que voce sugerem para um dia em jerusalem de pontos mais importantes? Sei que é dificil, mas é uma oportunidade adicional na viagem para turquia q surgiu, entao nao vou deixar de conhecer um pouqinho que seja outro belo pais como Israel.

 

Outra pergunta sobre o mar morto. como vou ter um dia para conhecer, onde voces me recomendam partindo de jerusalem para conhecer o mar morto? Ouvi falar muito bem da Fortaleza de Masada, mas pude ver que fica bem ao sul do mar morto, meio contra mão. Pesquisei sobre Kalya, que é próximo, mas nao sei se tem algo interessante e infra-estrutura além do mar morto.

 

Abracos

 

Raphael Koerich

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  • Membros

Xaliba, na verdade eu terei dois dias em jerusalem, um reservei para conhecer a cidade antiga e no outro irei rumo ao mar morto para tomar banho e voltar para tel aviv. Por isso queria saber qual seria a melhor opção de local para conhecer o mar morto...

  • 2 semanas depois...
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  • Membros

No último domingo cheguei de volta de minha viagem para Israel, Egito e um pouco Jordânia e chegou a hora de retribuir ao mochileiros .com por todas as informações prestadas aqui.

 

Viajei com minha esposa e inicialmente esclareço que não somos exatamente mochileiros. Temos cerca de trinta e poucos anos e nossa época de alberques já passou e hoje optamos em nossas viagens por hotéis baratos e vôos ou aluguel de carros em substituição a longas viagens de ônibus (o que pode ter preços bem razoáveis, a exemplo do que ocorreu nesta viagem).

 

Desculpem o post longo, minha intenção é só ajudar aos demais. É tanta informação que com certeza vai faltar muita coisa aqui no post. Qualquer coisa, perguntem. Essa deve ter sido a viagem mais interessante que fizemos e é muito bom conhecer esses países, recomendo muitíssimo. São culturas muito diferentes e a melhor forma de aproveitar é ir na raça mesmo, nada de pacote turístico onde vc fica sendo levado de um lado para o outro como se estivesse em um rebanho de vacas. Acreditem: não é necessário ir em excursões! É tranqüilo ir em casal ou em grupo de amigos, sem problemas. É só desenrolar bem o inglês e pesquisar tudo antes que vc estará safo. Leve sua carteira de estudante internacional se tiver uma. Será muito útil, principalmente no Egito, onde vc pagará meia em todas entradas de museus, locais históricos, pirâmides, etc. Apesar de quase tudo hoje poder ser pago por cartão de crédito, leve alguns dólares, pois vários tours só aceitam cash. E em alguns pagamentos de hotel é cobrada um porcentagem a mais se o pagemento for no cartão.

 

Nossa viagem não foi religiosa, foi um pouco mais voltada para aspectos históricos e diversão. Vou contar o que considero útil, citando os preços que lembrar. Inicialmente, segue um resumo:

- VALOR: pouco menos de 6000,00 reais por pessoa, tudo incluído: todas as passagens aéreas (saindo de Fortaleza), hotéis, ingressos, comida, aluguel de carro, tours, taxis, compras (presentes para familiares e outros pessoais - lembracinhas), vistos, deslocamentos, etc. (seria R$ 3400 excluindo a passagem aérea internacional)

- DURAÇÃO: 16 dias total – 12 dias úteis completos (2 dias para viagem de ida e 2 dias para viagem de volta).

- LOCAIS VISITADOS: Jerusalém, Belém, Jericó, Ein Gedi, Massada, Ein Bokek, Eilat/Aquaba, Petra, Dahab, Luxor (edfu e kom ombo), Cairo (giza, saqquara e mênphis).

 

Compramos passagem de ida do Brasil para tel aviv e retorno saindo de Cairo para o Brasil. A idéia era seguir de alguma forma para o sul em Israel e cruzar a fronteira em eilat/taba para o Egito. No Egito a gente queria ir para Luxor e Cairo, então compramos duas passagens da EgyptAir: de sharm El sheikh para luxor e de luxor para o Cairo. Nós ponderamos que sharm el sheikh era próximo de taba e que poderíamos ir de ônibus ou taxi e aproveitar para parar em dahab para mergulhar e foi o que acabamos por fazer e foi show de bola. Os vôos da egyptair são extremamente baratos se vc comprar com antecedência (acho que fica melhor ainda se vc escolher no site seu país como Egito). O vôo de luxor para o cairo saiu por 258 EGP por pessoa (~86 reais), incluindo taxas, mais barato que o tal trem noturno tão falado. De sharm El sheikh para luxor pagamos um pouco mais, 190 reais. Como íamos entrar no Egito por terra, pedimos o visto do Egito previamente, ainda aqui no Brasil (não dão o visto do Egito na fronteira de taba, é preciso tê-lo antes). Não é necessário ir a SP ou Brasília, pode ser feito via sedex. Também é possível pedir o visto do Egito em Eilat, mas aí vc tem que ter o tempo lá durante a viagem para ir ao consulado do Egito em Eilat e entregar o pedido pela manhã e depois ir pegar à tarde. Fazendo aqui no Brasil é bem mais caro (acho que foi 80 reais + sedex), mas vc sai garantido. Fizemos então a reserva dos hotéis em Jerusalém (3 noites – Jerusalém tower, 80 usd/noite), luxor (2 noites,iberotel 60 usd/noite) e Cairo (3 noites – city view 60 usd/noite), e deixamos o resto todo em aberto.

 

- VIAGEM:

 

Seguimos então para Israel em vôo da alitália de SP para Jerusalém (pouco menos de 2600,00 reais por pessoa, incluindo taxas – dá para ir por mais barato, mas era a data que gente queria e cada dia era precisoso). Havia uma conexão rapidíssima em Milão. Apesar de nosso medo, por haver apenas 1 hora entre os vôos, não perdemos o vôo seguinte, houve até uma certa tranqüilidade. Parece que não é comum perder essa conexão, pois você não tem que fazer imigração em Milão, somente em Israel mesmo, então é basicamente só trocar de avião (passando é claro pela segurança, que é a única coisa que toma certo tempo).

 

Chegando em israel, no aeroporto de tel aviv, não tivemos qualquer problema para entrar no país. Nos perguntaram apenas onde íamos ficar. Respondi que ficaríamos em um hotel em Jerusalém e foi só isso. Aliás, em toda nossa viagem nosso passaporte brasileiro, modelo antigo, foi tranqüilo, passamos em todas as fronteiras sem problema nenhum.

 

Do aeroporto para Jerusalém a melhor opção é um sherut (uma VAN, ou como os mais chiques explicam: taxi compartilhado). O preço era de 50 shekels por pessoa e a viagem dura uns 40-50 minutos. Já tivemos nossa primeira experiência com os árabes. Faltava apenas um lugar para o sherut ficar completo e o motorista se recusava a sair até que chegasse mais uma pessoa. Ele disse que sairia naquele momento faltando um, mas somente se nós pagássemos 60 shekels cada. Apesar de eu ter sido contra, todo o resto da van foi favorável e para não ser o chato topei (até hoje não entendi... afinal uma pessoa a mais seriam 50 shekels a mais para o motorista, enquanto que 10 shekels a mais por pessoas seriam uns 100 shekels a mais! Era melhor termos "comprado" a vaga restante, afff...).

 

Enfim... Em Jerusalém ficamos 3 noites. O hotel custou 80 dolares por noite, o que achei caro. Nos próprios hotéis vc vai encontrar todo tipo de tour que quiser, não precisa programar nada antes. Há várias empresas que fazem os tours e eles parecem ser padronizados. Confira o site da egged: (http://www.egged.co.il). Para ter uma idéia como é tudo igual, você pode contratar um tour e no dia seguinte ser levado para o ônibus de outra empresa, como aconteceu conosco. Contratamos um tour de ½ dia por Jerusalém pela bem harim e acabamos na egged. Esse tour é bem clássico, mas achei caro. O tour custa 42 dolares, é meio que tabelado. Vc é levado para o monte das oliveiras para uma vista sobre Jerusalém e depois vc caminha dentro da cidade com um guia (entrando pelo zion gate e terminando na igreja da natividade ou próximo do jaffa gate, dependendo do guia). Foi bom porque havíamos acabado de chegar e estávamos meio perdidos, foi uma boa introdução. Mas minha dica é a seguinte: vc pode simplesmente comparecer ao jaffa gate pela manhã, que às 11h sai um tour gratuito que dura 4hs (vc paga o que vc achar que o guia merece – pesquisem os dias em que há esse tour). Depois quando quiser vc pode pegar um taxi ou ir a pé até o monte das oliveiras e ver o visual de lá, leve seu guia e leia lá.. oras, dá no mesmo.

 

Depois do tour de ½ dia, tínhamos programado o tour dos túneis do muro das lamentações. É interessantíssimo, mas saiba que vc tem que reservar com antecedência. Eles recomendam 2 meses, mas nós conseguimos reservar 2 dias antes, graças à baixa estação. Para fazer reserva, ver esse site: http://english.thekotel.org/. A entrada é lá mesmo na área do muro.

 

No dia seguinte fomos em lugares imperdíveis onde tour não nos levou. Fomos de taxi ao jardim das oliveiras/igreja da virgem Maria e depois fomos para Jerusalém onde pudemos subir no pátio da mesquita em jerusalém. Verifiquem os horários para subir no pátio, é um lugar super exclusivo, os tours não vão lá pq os guias israelenses não podem entrar na área, que é dos muçulmanos. É gratuito e a entrada é por uma rampa na área do muro das lamentações.

 

À tarde fomos a Belém. É uma experiência forte, pois Belém está cercada por um muro e há um checkpoint bem hard. Pegamos um taxi de Jerusalém para o checkpoint (50 shekels), atravessamos a pé (sem estresse nenhum, apesar da sensação de estar entrando em um presídio) e pegamos um taxi do outro lado, onde havia uma frota de taxistas ávidos por serviço. Na negociação mais acirrada de toda a viagem, pagamos 20 shekels para ir até a igreja da natividade e conseguimos nos esquivar das ofertas para ver outras coisas (os taxistas se oferecem como guias). Retornamos a pé ao checkpoint (3km, acho – guiados pelo GPS de meu celular) passando pelo centro de Belém. Foi muito maluco andar ali por dentro da palestina. Aqui eu recomendo às mulheres a não ir de short ou bermuda e usar roupa mais discreta, caso contrário o pessoal lá vai olhar, apontar, tirar foto, lhe dar congratulações, etc (o mesmo se aplica a alguns locais do Egito). Na volta, passamos no checkpoint de novo, aquele medo, mas tudo tranqüilo, uma jovem de uns 17 anos nem olhou direito pra nossa cara. Nessas horas vc vai agradecer por ter passaporte brasileiro. Havia uma mulher palestina querendo passar e parece que já estava lá há tempos... Depois pagamos 40 shekels para ir do checkpoint para o museu dos manuscritos do mar morto e foi isso pelo dia.

 

Parece que há um esquema de alguns taxis que podem entrar diretamente em Belém e que dão uma volta de forma a não passar pelo checkpoint citado, apenas por uma conferência na estrada. Os mais cautelosos podem fazer isso, mas vão pagar bem mais pelo passeio.

 

No dia seguinte, fomos à cidade de Davi, uma escavação ao lado da cidade velha Jerusalém (dá para ir a pé do dung gate). Levar lanterna e tênis a ser molhado, pois a água vai na cintura (também pode ser necessário reservar com antecedência). Logo após, acabamos por aceitar uma proposta de um taxista para nos levar a Jericó. Jericó é próximo de Jerusalém e dá para ir e voltar em uma tarde ou uma manhã. Apesar de ser palestina, não há muro nem checkpoint rígido como em Belém. O taxista fez às vezes de guia e nos levou a alguns pontos. O mais interessante é o monte das tentações, onde vc pode subir de teleférico para um mosteiro que fica no monte e ter uma vista de Jericó (não haverá garantias de que o mosteiro estará aberto). Pagamos 400 shekels para o taxista, o que foi caro. Acho que dá para fazer por menos. No taxímetro, de jerusalém para o ponto de teleférico em Jericó, acho que dá 130 shekels (claro que tem ainda a volta e o tempo da pessoa, que vai ficar esperando). O teleférico sai por 50 shekels por pessoa. Se vc vai estar de carro alugado, pode tentar ir de carro mesmo de Jerusalém para Jericó. O risco é seu, mas acho que não teria problema. No pior caso, se não deixarem seu carro passar, vc deixa o carro na entrada e pega um taxi até o teleférico. As empresas internacionais de aluguel de carro não permitem que o carro entre na palestina, mas vc pode ir sem medo para o mar morto ou eilat, pois elas permitem que vc dirija nessas rodovias, que estão todas sobre controle de Israel.

 

O aluguel de carros é bem em conta e é fácil dirigir nas estradas de Israel. E foi isso que fizemos no dia seguinte. Pegamos um carro por três dias, para pegar em jerusalém e devolver em Eilat. A carteira do Brasil é aceita lá. O combustível é caro, mas nada demais, uns 3 reais por litro. Se vc vai para Eilat, como nós fomos, deixe para abastecer lá, pois é tax free e sai mais barato. Ficando com o carro por três dias vc nem paga taxa por devolvê-lo em Eilat. O total pelos 3 dias foi de 105 dolares, na sixt, incluindo seguro. Pegamos então o carrango automático e saímos para a igreja de S.J. Batista e depois para o museu do holocausto. Dirigir dentro da cidade não é tão simples, mas a tecnologia está aí para isso. Carreguei o mapa de Israel no igo 8 do meu celular e com isso a gente nunca se perdia. Dobre a esquerda, dobre a direita, etc.. e logo estávamos onde queríamos. No mesmo dia, seguimos para Ein Gedi. No caminho vc passa pela casa do bom samaritano e pelo ponto zero (nível do mar). Em cada um dos locais vale uma parada rápida. Ambos são gratuitos.

 

 

Recomendo o carro para quem queira fazer o passeio para o mar morto e massada. Você vai fazer seu próprio horário e dependendo do número de pessoas vai ficar mais barato. Você ainda poderá escolher se quer ir em ein bokek ou ein gedi.

 

Continuando... Em Ein Gedi fomos tomar banho no mar morto. Indescritível. A água não estava muito fria não, mesmo tratando-se de fevereiro. Há toda a estrutura no local: banheiros, chuveiros, etc. Não há tickets nem nada, é como uma praia mesmo: chegou, banhou-se e pronto. O que você pode gastar é apenas para usar o banheiro para tomar um banho e se trocar. Aqui vale definitivamente se melar de lama. Vc pode comprar a lama na loja ou vc pode fazer como nós, e seguir outros turistas pobretões: pular uma cerca, ignorar o “caution” e andar um pouco na margem até chegar a uns buracos cheios de lama na beira da praia (free mud!!!).

 

Ein Gedi não é uma cidade, o que eu só descobrimos chegando lá. Só encontramos no local um hostel e mais um ou dois hotéis. Acabamos ficando no hostel, que aparentemente é um ponto de parada para outros turistas com carros alugados que estão a caminho do sul ou vice versa. Esse local é um hostel só no nome: o preço é alto (340 shekels pelo casal, mais do que pagamos no hotel em Jerusalém) e vc fica em quarto de casal mesmo, com sua patroa/namorada. À noite fomos na catina da praia, que era 24h, e descobrimos que muita gente dorme ali em barracas (tipo camping), o que pareceu bem legal e é uma opção para quem quer economizar.

 

Dia seguinte seguimos viagem parando em Massada. Lá vc pode subir a pé (caminho da serpente) ou de teleférico. A pé é mais barato, mas vc vai levar cerca de 1 hora e vai chegar todo suado. Também há a opção de fazer apenas um trecho de teleférico. Como chegamos já um pouco mais tarde que o planejado, fizemos tudo de teleférico (80 shekels cada pessoa, se não me engano). Vai ter um monte de grupos lá em cima com guias e tal, mas vc não vai estar perdendo nada.. é só ler bem o folder e perguntar mesmo ao povo o que são as coisas. Caso queria, vc pode também pegar um audioguide antes de subir.

 

Depois prosseguimos viagem. Próxima parada foi ein bokek. Definitivamente, vale a pena. É uma experiência de mar morto bem diferente de ein gedi. Aqui há vários grandes resorts e a praia é linda, muito show.. sal para todo lado. Agora em fevereiro o termômetro da praia marcava 30 graus.

 

Depois da tarde em ein bokek, concluímos o trajeto em eilat. Além de um pequeno passeio pelo centro à noite, não fizemos mais nada em eilat, apenas reservar um daytour para petra e dormir. Teríamos ido ao aquário se houvesse tempo, ou talvez nadar com os golfinhos, mas optamos por petra, afinal aquários e golfinhos podemos ver em outros locais. O passeio para petra, saindo de eilat, está sendo bem taxado com impostos por parte da Jordânia. Então vc vai ter que pagar taxas que totalizam 49 usd para atravessar a fronteira de eilat->aquaba e retornar no mesmo dia. O tour saiu por 145 usd por pessoa. Optamos pelo tour somente pela segurança maior, por estarmos atravessando a fronteira com a Jordânia e para conseguirmos fazer tudo em um único dia sem se perder muito. Eu recomendaria para os aventureiros para não irem de tour. Achei o valor caro e acho que não se perde nada fazendo-se o seguinte: pegar um taxi até a fronteira, atravessar por conta própria e pegar um taxi do outro lado que lhe leve até petra. Lá em petra vc não perde muito estando sem guia e fica com seu tempo mais flexível. Esse procedimento é vantajoso principalmente se forem 4 pessoas, assim fica bem mais barato do que pagando cerca de 150 usd por pessoa por um tour. Para quem não entendeu nada: petra fica na Jordânia e a cerca de 200km de eilat. O tour lhe leva do seu hotel em eilat (saindo umas 7h30) até a fronteira, lhe ajuda a atravessar, paga as taxas pra vc, lhe pega do outro lado e lhe leva para petra. Chega em petra umas 11h30. Fica lá até umas 15h30. Depois levam todo mundo para um restaurante para o almoço (incluído) e depois vc segue todo o trajeto de volta até seu hotel. Se vc for por conta própria fique atento ao horário em que a fronteira está aberta (acho que é de 8 as 20h).

 

Dia seguinte saímos do hotel de eilat, devolvemos o carro (uns 90 reais de combustível no total) e seguimos de taxi para a fronteira. O taxi dá uns 30 shekels. Atravessamos a pé mesmo, sem problemas nenhum. Vc tem que pagar 98.50 shekels para sair de Israel por ali. Pode pagar até com cartão. Por incrível que pareça fomos atendidos pela mesma garota que nos atendeu no dia anterior na fronteira para a Jordânia. Foi ela que nos reconheceu e comentou. Todos as pessoas que você vai encontrar em fronteiras em Israel e em checkpoints são jovens de uns 17-18 anos que estão cumprindo serviço militar obrigatório, são muito chapas. Às vezes você vai vê-los nas ruas namorando e fardados, ostentado fuzil, pistola, etc. O mesmo vai acontecer em lojas, restaurantes, etc.

 

Na entrada no Egito em taba, nenhum problema com o visto do em Brasília. Andando poucos metros, achamos várias vans que se ofereceram para nos levar a dahab. Há um ônibus também. O primeiro sai as 09h, mas já havíamos perdido (o ônibus custava cerca de 30-45 egp, se lembro bem – o próximo acho que saía às 13h30). Acertamos com uma van para nos levar por 240 egp (~80 reais). O sujeito era uma figuraça e não falava inglês, mas nos levou certinho. Acertamos até no dia seguinte para um amigo dele nos levar de Dahab para o aeroporto de sharm el sheikh por 150 egp. Para sair de taba (ou seja, entrar no Egito de fato) vc tem que pagar acho que 90 egp. Leve em cash, em pounds egípcios, porque isso é pago no meio da estrada para um policial.

 

Em dahab pagamos 150 egp por uma pousada bem rudimentar (shekh salem house), mas com bom atedimento e de frente para o mar, estilo beduíno.Se não tivéssemos ido em Dahab teríamos ficado com uma imagem bem incompleta do Egito. Um dos pontos altos da viagem foi o mergulho no mar vermelho. É fenomenal. Vc não precisa saber mergulhar de tubo, pode ir snorkel mesmo, como nós fizemos. Alguns poucos passos da margem vc mergulha e entra em outro mundo. Em uma tarde conseguimos fazer dois mergulhos. Obviamente que não precisa levar equipamento, vc aluga lá mesmo, por cerca de 3 a 5 reais (snorkel e pé de pato). Mesmo em fevereiro a temperatura da água não estava de todo ruim, deu pra agüentar. Talvez tenha que pegar um táxi se quiser ir no blue hole (15 min) ou outro local mais longe. Caso queira pode mergulhar ali mesmo na cidade, no lighthouse.

 

Fomos então ao aeroporto de sharm el sheikh e pegamos o vôo para luxor. Há várias pequenas barreiras nas estradas egípcias, como que postos policiais, então planeje seus deslocamentos por terra com certa prudência. A mudança de Israel para o Egito é radical. No Egito as coisas são mais baratas, o povo é mais pobre e tudo é bem mais desorganizado. Vc vai achar o Brasil uma maravilha depois de visitar o Egito. Começamos a perceber isso em Luxor e depois principalmente no Cairo.

 

No Egito vc terá que negociar com cada taxista, por conta disso coloco aqui os valores que lembrar. Em luxor, para ir do aeroporto para o hotel no centro, pagamos 25 egp, depois de pechinchar muitÍssimo. Fizemos mais por diversão, mas perdemos um tempo e depois acabamos por ter algum estresse. Vc vai fácil por 35 ou 40 egp.

 

O iberotel em luxor foi uma pechincha: 60 usd, por dia, de frente para o Nilo, com piscina flutuante no rio, café da manhã sensacional e os funcionários querendo lhe agradar o máximo possível. Recomendo. O café era tão bom que não precisávamos de almoço. Como os demais turistas falidos, preparávamos sanduíches no café da manhã e levávamos na mochila para as caminhadas.

 

Em Luxor você não chama o táxi, ele que lhe chama. Todo táxi que passar a seu lado vai diminuir a velocidade e o motorista vai olhar pra você e buzinar: taxi, taxi, need taxi? Mas nem sempre o táxi é necessário. Trajetos curtos, como ir para o templo de karnak, por exemplo, pode ser mais barato e agradável de charrete mesmo (10 egp para o casal =~ 3 reais).

 

No mesmo dia que chegamos fomos a pé ao templo de luxor. O ticket acho que foi 80 egp por pessoa (40 meia). Em seguida fomos ao museu de luxor e ao museu da mumificação (que achei furada – o museu é praticamente só uma sala). No templo de luxor, assim como no resto do Egito, prepare-se para o seguinte: pessoas e guardas (armados) vão lhe chamar e lhe apontar algum detalhe de uma parede ou de uma escultura e vão pegar sua máquina e vão querer bater sua foto. Depois vão lhe pedir dinheiro. Nós não demos dinheiro e nem conversa para ninguém e não houve problemas. Estávamos sendo tão grossos que em certo momento até ponderei em ser mais educado um pouco, para evitar problemas, sei lá... afinal estávamos em outro país. Mas em geral os egípcios que querem se aproveitar dos turistas só entendem bem que vc não quer alguma coisa quando vc é bem incisivo. De qualquer forma, fique atento pois tem muitos malas e o assédio pode até se tornar amedrontador em algumas situações, dependendo do seu perfil. Minha impressão é de que eles não são violentos e eu assim me sentia bem seguro e mandava ver, mesmo estando em casal e às vezes “contra” 4 ou 5 malas que querem lhe extorquir. Eu dizia: não, não tem dinheiro para vocês, o valor combinado foi só esse, etc, caiam fora, etc.

 

No dia seguinte fomos ao vale dos reis e ao vale das rainhas. Se seu hotel é no centro (acho q todos são), vc pode seguir facilmente até o rio e pegar um barco para atravessar. Ir de taxi do lado leste é furada, pq eles vão ter que ir até a ponte que fica acho que a 8km do centro. O melhor é atravessar e pegar taxi do outro lado. O ferry custa 1egp por pessoa para os turistas. Vc pode ir com um outro barco qualquer pagando uns 5 egp (é fácil, é só chegar perto do rio com cara de turista um monte de gente vem lhe oferecendo barco). Nós aceitamos um desses e pagamos 5 egp, mas se prepare para ser aliciado durante toda a travessia (eles querem lhe oferecer táxis e etc do outro lado). Vc pode fazer logo negócio ou pode esperar chegar do outro lado onde haverá outros muitos taxis que vão querer lhe levar em todo o seu passeio. Um valor razoável é cerca de 100-130 egp, para lhe levar do ferry boat até os pontos e retornar – a depender do seu itinerário. Contratar um táxi ali pode ser uma boa idéia para aproveitar melhor o tempo, eu recomendo. Mas saiba que no vale dos reis os taxis não entram, só lhe levam até a entrada. Lá há um trenzinho e o resto vc faz a pé mesmo, é tudo perto. O ingresso dá direito a três tumbas e custa 80egp (40 meia). O trem custa 4 egp, mas é ridículo, lhe leva por cerca de 100 metros. Pergunte aos guias por lá em quais tumbas entrar, quais são mais interessantes . As tumbas de tutankamon e uma outra (ramyses II) são cobradas a parte. Tutankamon custava 100 egp (50 meia). A outra acho que era 50 (25 meia). Os guias dizem não valer a pena entrar nessas, pois tudo foi levado para o museu no Cairo. Aí é vc que decide de acordo com seu orçamento. Em todas as tumbas a pessoa que deveria estar lá prezando pela segurança e controlando os turistas vai na verdade estar querendo lhe mostrar algo para depois pedir dinheiro.

 

Fiquem atentos a isso: não é permitido entrar com câmeras no vale do reis. Os seguranças vão pedir que você deixe sua câmera no ônibus ou no taxi. Foi difícil explicar que nós não tínhamos ônibus, nem taxi nem nada para deixar câmera (tínhamos pegado um taxi só de ida, o que é extremamente não usual). Por fim, após alguma conversa nos deixaram entrar, mas sob a ameaça de tomarem nossa câmera caso a usássemos.

 

Do vale dos reis fomos a pé numa trilha até o palácio de hatshepsut, o que não recomendo para quem não tenha muita disposição. Ninguém faz isso e se você for fazer você vai andar cerca de 40-60 minutos no deserto embaixo de sol forte e, a depender do caminho e dos erros e acertos, vai fazer um hiking que exige bom preparo físico e passar por trechos que podem dar certo medo (embora ache que isso aconteceu porque pegamos um caminho errado). O lado bom é que vc pode chegar em hatshepsut de um jeito que vc já tá lá dentro, nem precisa comprar ingresso... E chegando lá vc vai ver a placa: Don`t climb the mountains!

 

O vale das rainhas é fraco depois de se ter ido ao vale dos reis. Se for fazer os dois juntos, lembre-se que esses locais fecham as 17h. No vale das rainhas vc compra cada ingresso isoladamente. Custam cerca de 10-40 egp cada um. Vc escolhe e vai. Dependendo das tumbas q vc quiser ir, é bem provável que vai ser ruim de ir a pé da bilheteria até o local, por isso minha recomendação inicial do taxi (notar que além do taxi há a opção de bicicleta, cavalo, jumento, etc – a serem alugados próximo ao local de desembarque do ferry).

 

No dia seguinte contratamos uma excursão para os templos de edfu e kom ombo, saindo de luxor. Não é difícil contratar esse tipo de passeio. Lá todo mundo é guia ou tem parente guia. No nosso caso, fomos em uma das agências que ficam na rua na beira do rio, onde andam os turistas. Combinamos 90 usd no total (entradas não incluídas) e fomos somente nós dois em uma van com ar condicionado, acompanhados de guia em espanhol e motorista. Saímos 8h30, 2h de viagem, vimos um templo, 1h30 de viagem, vimos outro templo, 1h30 de viagem de novo e chegamos de volta a luxor, por volta das 18h. Edfu e kom ombo são interessantes, mas são mais ou menos parecidos com os templos de karnak e luxor, então vc pode dispensá-los se não tiver $$ e/ou tempo. O ticket de um deles acho que custava 40egp (20 a meia) e o outro 50 egp (25 a meia).

 

A noite fomos para o tal de light-and-sound show no templo de karnak: 100 egp por pessoa (50egp meia). Eu achei furada total. Não recomendo. Se quiser ir, verifique previamente os horários e os idiomas (o idioma não é tão importante porque há um equipamento para tradução incluído no preço da entrada).

 

Seguimos nesse mesmo dia por volta de meia noite para o Cairo e havíamos acertado de nos pegarem no aeroporto (incluído no preço do hotel), o que ocorreu sem problemas, por isso não sei quanto seria um taxi até o centro. O hotel (city view) não é de luxo nenhum, pelo contrário, mas os funcionários são bem esforçados (na certa esperando boas gorjetas). O café também não é dos melhores, mas o ponto forte é que fica em frente ao tahir square, em frente ao museu egípcio. No dia seguinte fomos então logo ao museu (não lembro quanto custou). Parece que está sempre lotado, principalmente a parte do tesouro de tutankamon, que é o principal do museu. Reserve pelo menos uma 2-3 horas para o museu.

 

Do centro pegamos um taxi para a citadela de saladino, custou 20 egp. Aqui e em vários outros locais do Egito, eles vão querer cobrar a mais caso você tenha câmera. Mas isso só vai ser feito se vc for com sua câmera na mão, ostensivamente. Na entrada, colocávamos a câmera no fundo da mochila ou bolso e passava fácil.

 

Da citadela para o mercado de Khan El kahlili pagamos 10 egp. Como todo mundo sabe, você deve ter muito cuidado com os preços nesse mercado, deve-se pechinchar muito e comparar preços. Cuidado também para não comprar muita mercadoria chinesa. Papiros são todos falsos. Eu também não recomendo objetos supostamente de ouro/prata ou tecidos caros, vc estará correndo grande risco de se arrepender depois. Do mercado de volta para o centro: 15 egp.

 

Enfim.. pirâmides: fechamos com o hotel um transporte para giza, memphis saqquara. Giza é o principal, onde ficam a pirâmides maiores e vc vai querer ficar aqui pelo menos umas 3-4 horas (a depender de seu transporte lá dentro). Saqquara talvez 1 hora ou 2 e Memphis consiste apenas em um museu onde o que há de mais interessante é um estátua de ramyses II bem grande (30 minutos deve ser suficiente). O transporte para esses locais ficou por 150 egp, saindo do hotel e voltando para o hotel, exclusivo para nós e permanecendo o tempo que quiséssemos em cada local. Todos esses locais fecham às 16h (pelo menos no inverno, quando estávamos lá).

 

Nos templos e locais de visitação do Egito, você não vai ver organização nenhuma. Nem pense em audioguide, folders explicativos, mapas, essas coisas são avançadas demais para eles. O que você vai ver é muita falta de informação. Assim é também em Giza. Por isso, acho que é útil esclarecer que em Giza você paga para entrar no vale das pirâmides e paga se quiser entrar de fato dentro de cada pirâmide (paga a parte também para o museu). É somente na entrada principal que você pode comprar todos os tickets. Essa entrada é diferente da entrada secundária na qual os taxistas costumam lhe levar. Se quiser os outros tickets então certifique-se de estar na entrada principal e compre tudo junto ali na bilheteria. Se quiser entrar somente no vale das pirâmides realmente não faz diferença. A entrada do vale custou 40 egp (20 a meia). O ticket para a tumba em quéops custou 100 egp (50 a meia). Na segunda pirâmide (quefren) a entrada foi 50 egp (25 a meia). Os tickets para entrar nas pirâmides são limitados por dia. Se vc chegar um pouco tarde eles podem ter acabado para aquele dia.

 

Dentro do vale das pirâmides há um espaço bem grande. É cansativo ir a pé de um local para o outro. Se vc tiver o tempo e a disposição, tudo bem. Caso contrário, vai haver muitas, muitas, muitas pessoas lhe oferecendo camelos, cavalos, charretes, etc. Aqui é o lugar onde o assédio ao turista vai ser maior. Muita gente se arrepende desses passeios de camelo ou cavalo, porque a pessoa vai negociar um valor com vc e depois vai lhe levar para uma outra pessoa, que de fato é a que faz o passeio com você. No meio do passeio, tudo vai começar a ser cobrado como extra, o que pode dar muita dor de cabeça.

 

O que tem de bom ali é ver cada uma das 3 grandes pirâmides, entrar nelas, ir a o museu, ver a esfinge e ir ao local de vista panorâmica. Tudo isso é um pouco cansativo de se fazer a pé. Uma dica de ouro que eu dou e é a seguinte: se vc quer um pouco mais de conforto e não tem tanto tempo livre e nem quer degladiar por camelos ou cavalos, entre de táxi mesmo. Se vc estiver realmente com um táxi, e não com um carro particular de alguém, vc vai pagar somente 2 egp para seu táxi poder entrar no local (cerca de 70 centavos de real). Lá dentro ele vai poder lhe levar livremente de um local para o outro. Se vc estiver de carro particular, ai vc vai ter que pagar os 2 egp e mais o ingresso do motorista. Só lembre que os caras são malas. Então, se você perguntar pra alguém se o táxi pode entrar e ele disser que não, pense se ele não tem algum interesse em dizer isso. O mesmo se aplica de uma forma geral a outras situações onde vc pede informações no Egito. Se vc tiver tempo livre e quiser andar também não tem problema nenhum, pode fazer tudo a pé mesmo, não é nada demais. É só levar chapéu, protetor solar e em umas 3 ou 4 horas dá para fazer tudo que citei com tranquilidade.

 

Por fim, a viagem encerrando-se e havendo uma manhã livre, acabamos achando que nossa passagem pelas pirâmides foi curta e cheia de contratempos e que as pirâmides mereciam um pouco mais (não tínhamos conseguido entrar nelas e nem tirar muitas fotos). Assim, decidimos retornar para lá. Descemos do hotel e acertamos com o primeiro taxista que passou para nos levar do hotel para as pirâmides e depois de volta para o hotel para pegarmos as malas e dali para o aeroporto. Ele cobrou 160 egp. Fomos e entramos de táxi mesmo, curtimos mais, fizemos um lanche em frente as pirâmides, entramos em todas elas e tomamos enfim rumo ao Brasil, saindo de Giza por volta de 12h30 e chegando no aeroporto acho que as 14h10. No final acabamos pagando 170 egp, simplesmente porque gostamos do serviço e porque o taxista foi prestativo e não ficou pedindo dinheiro (nesse momento já estávamos de saco cheio de pechinhar, desvencilhar-se de vendedores e etc).

 

E foi isso... Deve ter sido a melhor viagem que já fizemos, apesar de já termos viajado bastante por outros países.

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