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Arquivo Perguntas e respostas repetidas - Israel

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Por Gabriel

Todo ano, em Israel, há um dia no qual é tocada uma sirene no país inteiro para relembrar o Holocausto. O coração da gente gela, todo mundo pára e lembramos em que país a gente vive.

Tel Aviv é o que há. Ruazinhas mal planejadas ainda na década de 20, arborizadas e cheias de carros estacionados por todos os cantos. Arquitetura Bauhaus dos anos 30, espigões de aço e de vidro dos anos 90 e 00, predinhos caindo aos pedaços dos anos 50. Jovens de lambreta, de bicicleta, de patins, a pé, com ou sem seus cachorros. Religiosos, hippies anacrônicos, estudantes, casais de gays de mãos dadas… a única coisa que não anda por Tel Aviv é o trânsito. A única coisa que não se encontra em Tel Aviv é estacionamento. Têm rodinha de pedreiros chineses rachando um rango na Yarkon, de frente ao mar, quase em Yafo. Tem rodinha de aposentados marroquinos jogando conversa fora e falando mal do governo. Rodinha de religiosos devotos do Rabi Nachmad de Uman, cantando ‘Festa no Apê’ com letra reescrita em hebraico exaltando o tal Rabi no meio da faixa de pedestre durante o sinal fechado.

Em Tel Aviv tem muita, mas muita mulher bonita. Descendentes de poloneses, alemães, iraquianos, iranianos, marroquinos, romenos, etíopes, argelinos, iemenitas, búlgaros, russos, turcos… e a mistura disso tudo com qualquer outra coisa também. Minha esposa consegue ser descendente de romeno, polonês, marroquino e de argelinos – e tem cara de brasileira.

Em Tel Aviv também tem praia. São mais ou menos limpas, com a água mais ou menos suja, muito fria no inverno, e morna no verão. Praias entupidas nos finais de semana. Cheias de arsim e farofeiros. Mas sempre divertidas para quem gosta de musica oriental (estilo árabe) em volume bem alto e gente falando gritando. E frescobol que, aliás, os israelenses acham que inventaram. Durante a semana e/ou inverno as praias ficam cheias de gente da cidade fazendo esporte, bebendo um chope ou praticando a arte milenar de levar fora das mulheres.

Como são praias de enseada, em geral a faixa de areia é menor do que encontramos no Brasil, o que facilita na hora de fechar com muros e cercas. As praias dos religiosos têm que ser assim: homens de um lado, mulheres do outro. Nas outras praias, a maioria das mulheres usa um biquíni que, no Brasil, iria ser considerado não só ultra-conservador como também terminaria aproveitado como modelo de fralda descartável. Graças a Deus esse desastre está saindo de moda. Fio dental são poucas, mas geralmente bem selecionadas. Topless, só em Eilat. Mas aí são cinco horas de carro numa estrada meio perigosa para ver peito…

Culturalmente tem de tudo. Uma barraquinha de falafel a cada 50 metros, um sushi-bar a cada 100 e suco natural de qualquer coisa que se possa fazer um suco, em todo canto. Restaurantes cheff a 200 dólares por pessoa e prato feito a 20 shekalim também tem. Restaurante de houmus populares ao lado de coffee shops sofisticados e modernos. Show de orquestra de música iraquiana tocando ud, show de metal-rock russo, ou barzinho de musica pop. Enfim, a única coisa que até hoje eu não consegui achar em Tel-Aviv foi estacionamento mesmo – e é por isso que vou de bicicleta para os estudos e para o trabalho, sendo quase atropelado 14 vezes por dia, que israelense costuma dirigir mal pacas. O trânsito num raio de uns 20 km ao redor de Tel Aviv é simplesmente impraticável.

Moro em Ramat-Gan, uma cidade vizinha de Tel Aviv e que, infelizmente, não é Tel Aviv. Em Tel Aviv simplesmente não há apartamentos para alugar. Você entra num site de buscas e, ao encontrar um apartamento, se demorar mais de quinze minutos para fechar o negócio, perde a chance. Além, é claro, dos preços estratosféricos.

No meu bairro, a maioria das famílias são religiosas. Os jovens estão sempre na pracinha, quando vou passear com minha cachorra. É que quando entra o Shabat – no pôr-do-sol da sexta-feira –, os religiosos não podem mais andar de carro ou qualquer outro veículo automotivo. Devem ficar meio sem ter o que fazer, que essa região é chata à beça. E daí que por isso ficam a fazer coisa nenhuma juntos, na pracinha onde a Preta gosta de correr atrás de gatos vadios e passarinhos. O que me vem na cabeça sempre que eu escuto a algazarra deles é como adolescente é igual no mundo todo, independente de credo, raça ou geografia. A única diferença é que, naquela pracinha, as meninas vestem saia até os tornozelos e os rapazes usam kipá. Religiosos, sim, mas não ortodoxos, que aqui é Ramat-Gan, não Bnei Barak ou Mea Shearim, em Jerusalém.

O país cresceu assustadoramente desde os anos 90. Gigantes mundiais se instalaram por aqui, empresas locais cresceram com a internet e ficaram maiores que as fronteiras de Israel. Esse novo capitalismo fez bem para a nação, e mal para os kibutzim e para o welfare state que reinava aqui até o governo Nataniahu. Depois da segunda intifada que coincidiu com o estouro da bolha inicial da internet e da Nasdaq, a economia freou. Nataniahu cortou as assistências do governo, a desigualdade social aumentou e a qualidade de vida diminuiu. E só nos últimos anos a coisa começou a se recuperar.

Bem, se recuperar quanto? Digamos que nem durante a guerra do Líbano a bolsa de valores balançou. Vem batendo recordes já faz mais de dois anos. O investimento internacional vem aos borbotões e o nível do crédito de Israel é o melhor de todos os tempos. Esse que vos escreve aproveita a onda para estudar e trabalhar. Não sei se em outras épocas ou outros lugares seria possível manter assim o estilo de vida enquanto se estuda. E tudo isso leva ao tal do trânsito que não consegue transitar. São centenas de milhares de carros entrando e saindo da região central de Israel por dia. A maioria novos, a maioria leasing, a maioria com o logotipo de alguma empresa de alta tecnologia, seguros ou construção. Eu sigo com a minha bicicleta, achando ruim apenas que eu não tenho buzina para poder retribuir a gentileza que esse povo todo me presta nas ruas de Ramat-Gan.

É definitivamente um país com tendências democráticas. Posso falar e escrever o que eu quiser. Inclusive com a certeza absoluta que vai chover gente discordando, não importa o que for dito.

No entanto, casamento no civil não existe: só no religioso. É o abocanhamento da teocracia que ainda influi no país e no estilo de vida. Ben Gurion achou que em pouco tempo os ortodoxos simplesmente desapareceriam, e por isso concedeu a eles tantas regalias. Errou. Como errou em não deixar os Beatles tocarem aqui por achar que iam estragar a juventude israelense. É, segundo a carta de independência de 1948, um país judaico democrático. Uma total anormalidade em toda história das ciências políticas, e uma contradição em termos. E nesta dualidade anda a nação já faz 60 anos.

Estar em um país judaico é bem mais que ouvir propaganda de ‘queima de estoque de Pessach!’ ou ‘Promoção de Chanuká’ ao invés de páscoa ou natal. É não encontrar qualquer transporte público no shabat. É, em várias regiões do país, ter que penar para encontrar comida não kosher (o que significa que preparar uma boa feijoada por aqui era bem complicado até algum tempo atrás, já que a coisa é difícil, mas já foi bem pior). É ver partidos políticos de peso tomando decisões baseadas na vontade de grupos religiosos que se respaldam em premissas religiosas e trechos bíblicos. É estudo da Torá obrigatório nas escolas e até fanáticos que às vezes matam primeiro-ministros.

Mas é também uma muralha de cultura, é estudar história na escola e não ter que se perguntar o que isso tem que ver comigo: a história é literalmente a dos seus antepassados. É andar de bicicleta no meio de uma auto-estrada no Yom Kipur, já que não andam carros em nenhuma rua ou estrada neste dia. É encontrar um restaurante que sirva exatamente a comida que você comia na casa da vó quando era criança. É ouvir as crianças nos jardins de infância cantando as músicas das festas que, vindo de um país católico, você achava que só você e seus colegas conheciam.

‘Judaico Democrático’ é ainda, dentro da dualidade, democrático. Falar mal de qualquer coisa, em especial do governo, é uma espécie de padrão de cidadania. É uma democracia de país muito pequeno, em que todo mundo conhece todo mundo. A principal rede de televisão é também dona de boa porcentagem do jornal de maior circulação e têm em sua linha de repórteres gente que trabalha para o jornal da concorrência. E todos foram, são ou serão colegas de trabalho um do outro na mesma empresa. Além disso, há pelo menos 3 canais de TV do governo. Dois deles só pela TV a cabo. Dentre os canais abertos, canal 1, do governo, canal 2, canal 10 e um canal em russo. E ainda todos os canais em árabe que (dificilmente) se pode sintonizar do Egito, Jordânia, Síria e Líbano. Isso significa que quase qualquer família de classe remediada para cima tem TV a cabo, que viver de 3 canais abertos (fora o canal em russo) não é mole. E ‘microdemocracia’ é envolvida aí também, pois são apenas dois fornecedores de serviços de TV a cabo e satélite. E um deles é de parcial propriedade da estatal (e até pouco tempo monopólio) de telefones fixos em Israel.

Confusão? Não é nem o começo para um país que desenvolveu tanta tecnologia de telecomunicações, internet e eletrônica para o mundo inteiro.

Cada jornal ergue uma bandeira. Um é direitista, outro populista e outro esquerdista. Fora os novos, menores e gratuitos, que a gente ainda não sabe para que time torcem. Todos são controlados por algumas poucas famílias. Quase todas essas famílias donas de outras empresas e conglomerados. E o diacho é que a imprensa aqui ainda consegue ser muitíssimo melhor do que a maioria da imprensa que eu conheço por aí. Neutra? Nem um pouco. Mas tem suas visões absolutamente claras, e fica fácil entender por qual filtro o jornal enxerga a realidade. É um país obcecado por atualidades. A cada hora cheia todas as rádios transmitem um pequeno noticiário de uns 3 a 5 minutos. É quase impossível não saber o que está acontecendo.

Quando há um atentado, 5 minutos depois a história toda já está digerida, e só não é reportada em sua totalidade porque a Justiça não permite a divulgação de nomes das vítimas até que os parentes próximos sejam avisados oficialmente. Quando uma tragédia dessas acontece, no mesmo dia, na edição principal dos noticiários a história das vítimas é contada, incluindo foto dados relevantes e irrelevantes. Cada um passa a conhecer os mortos, os feridos, as famílias. É, como se diria em português, levar para o lado pessoal. Mesmo. Nos últimos tempos a imprensa decidiu (conscientemente?) fazer o mesmo com as vítimas do trânsito. Aqui morrem por ano uma média de 500 pessoas em acidentes. É bem mais do que morrem em conflitos armados.

Uma das coisas mais impressionantes a respeito de Israel é como pode um país tão pequeno ter cantos tão diametralmente opostos distantes de poucas centenas de quilômetros. Jerusalém é diferente de Tel-Aviv até no cheiro. Em Tel-Aviv se encontra de tudo, até falafel orgânico eu já vi. Em Jerusalém não se encontra nada. A não ser que você tenha um excelente guia ou GPS no carro. Quando você sabe onde está, não têm idéia de como chegar onde quer. Quando sabe onde fica o destino, não consegue descobrir onde está. Quando sabe o caminho, este estará invariavelmente em obras e o motorista terá que dar uma volta tão grande que acaba se perdendo – de novo. Pelo menos pode-se, no caminho (de sabe-se lá onde para qualquer lugar) aproveitar a vista, que de quase todos os pontos é maravilhosa. São montes e vales cobertos por cedros aqui e acolá, pedras e pedregulhos, casas e edifícios todos, por lei, de pedras da mesma cor.

A cidade velha é história à parte. Literalmente. Lá, ao contrário do resto da cidade em que não se encontra absolutamente nada, se encontra praticamente de tudo – menos, é claro, o destino onde se quer chegar. Encontra-se de tudo mas, é claro, Made in China. Se quiser o original tem que procurar em outro lugar. Não na cidade velha. Lá, surpresa, velharia. Uns 3, 4.000 anos de história. Cada canto se descobre que aconteceu alguma coisa interessante. Bem, em 4.000 anos de história, não duvido que dê tempo de acontecer tanto em cada canto.

Já em Beer-Sheva não acontece nada. Nunca. E se esse texto fosse um guia turístico e não um folhetim de curiosidades estrangeiras, eu seria imediatamente apedrejado em praça pública por escrever tão pouco sobre Jerusalém e sequer tocar no assunto Beer-Sheva. Só que Jerusalém eu conheço muito pouco, e sinceramente, de tanto que Jerusalém já foi cantada em prosa e verso por melhores e maiores e mais aptos que eu, me sinto mais a vontade de escrever sobre um lugar em que qualquer absurdo que eu escrever, é passível de assim ter acontecido. E em Beer-Sheva realmente não acontece nada, mas qualquer coisa poderia acontecer. E quanto mais absurdo, mais provável.

E bem, Beer-Sheva não é nem norte do Neguev, nem sul. Fica lá, no meio, no meio de uns montes baixinhos, carecas e amarelados. E Beer-Sheva consegue ser tão feia quanto o vale onde está incrustada. Vivi lá por alguns anos por conta da universidade, que é fantástica. Quando não chove, e isso é quase o ano todo, a cidade fica toda coberta por uma camada de poeira, o que dá o tom meio amarelado a tudo que fica sobre aquele solo.

O Neguev, região sul de Israel é assim: o norte do Neguev é lindo. Todo artificialmente irrigado, cheio de campos. Na época das colheitas, quando o trigo é colocado em fardos pelos campos, dá a impressão de que estamos no meio de um passeio por uma plantação de cubos. As cidades pequenas, moshavim, kibutzim são lindos. As cidades grandes são feias e pobres. As estradas são boas e os motoristas seguem sendo uma porcaria. Já o sul do Neguev é deserto. Deserto montanhoso. É maravilhoso. São crateras como a de Mitzpe Ramon, facilmente confundível com um cânion de Marte. E Eilat, até para quem não mergulha é uma coisa impressionante. Depois de dirigir horas por um cenário de outro planeta, chega-se no cume de uma montanha, e de repente, quando se começa a descer, lá embaixo, entre montanhas gigantescas da Jordânia, se vê um mar de um azul que não é Marte, é Netuno.

No sul do Brasil, a preocupação de quem vê a previsão do tempo, são as massas de ar frio que vem da Argentina e trazem chuva e frio. Em Beer-Sheva, a preocupação é um negócio chamado Hamsin (em árabe) ou Sharav (em hebraico). É quando uma massa de ar vem direto do Sahara para dentro de casa. E traz consigo umidade quase zero, uma quantidade gigantesca de poeira e um calor de forno de padaria. O céu fica amarelo e tudo que é metálico dá choque. E a vontade de viver desaparece. Hamsin quando vem, cobre o país inteiro (o que não é tão difícil, dadas as dimensões). Mas em Beer-Sheva ele é bem pior. Certa vez, o céu ficou completamente vermelho. No meio do dia.

Foi um dos fenômenos meteorológicos mais estranhos que eu já presenciei. Hamsim às vezes termina com chuva. As massas úmidas e frias encontram ar quente e precipitam. As gotículas vão juntando partículas de poeira e chegam ao chão como lama. Isso mesmo. Chuva de lama. Das coisas mais nojentas que eu já conheci.

Contei como é quando não chove. Quando chove vira um pudim de lama. (Toda aquela poeira se junta com a água que escorre deficientemente e vira aquela coisa suja que cobre a cidade inteira). É uma cidade que cresceu tanto com a vinda dos imigrantes russos em 90 (da mesma maneira que aconteceu na imigração do Marrocos nos anos 50) que meio que inchou para todos os lados. Perto dos predinhos feios e caídos dos anos 50, surgiram edifícios estilosos, de arquitetura duvidável, por toda parte. E ao contrário de outras metrópoles, não há trânsito. Como é típico de Beer-Sheva, é por um erro de planejamento. As avenidas foram planejadas para terem enormes canteiros, gramados e árvores entre as pistas. Só esqueceram que não há água em Beer-Sheva. E assim as avenidas tomaram o lugar desses espaços.

Certa vez, estava comendo uma porcaria de um hambúrguer perto de casa numa lanchonete chinfrim. Fiquei escutando a conversa de uns estudantes que comiam a mesma porcaria que eu. Entrou um vendedor ambulante carregando nos ombros um monte de sacos de produtos made in Sei-lá-Onde. Os estudantes que me pareciam aborrecidos de qualquer maneira gostaram da novidade e imediatamente começaram a se interessar pela mercadoria. Um orgão eletrônico chamou atenção ‘Conecta na eletricidade?’, ‘toca quantos instrumentos?’ e assim por diante. Até que alguém perguntou: ‘O senhor é de onde?’. Ele respondeu o nome de uma vila palestina na região do Shomron. Um dos rapazes sorriu e eu não acreditei no que ele respondeu: ‘Puxa! Eu servi no exército por la!’. ‘É mesmo?’ ‘É! Sério! Você conhece a família Sharif no fim da rua principal?’ e o palestino responde: ‘Claro! Rahni é grande amigo meu.’ ‘Puxa! Mande um abraço para ele.’

Era tão surrealista que depois que tudo acabou e eles dois só faltavam se abraçar e trocar telefones, fiquei pensando em como faz falta um gravador às vezes.

Crédito Pedro Dória weblog

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ldmelo, fantástico relato, vou utilizar bastante na elaboração do meu roteiro. Vou lhe incomodar mais tarde ok? Parabéns!!

 

E as fotos? vai hospedar em algum lugar?

 

Abraço

 

Raphael

  • 2 semanas depois...
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Oi pessoal, preciso de uma informação.

 

Eu comprei minhas passagens para Tel Aviv ida e volta saindo de SP voo direto da El-Al. Sempre tive sonho de conhecer Israel. Eu não curto excursões prontas pois gosto de estar livre em um destino escolhido para eu próprio montar minha programação.

 

Com as leituras sobre Israel na internet, comecei a verificar que a entrada em Tel Aviv pode ser uma tortura, um martírio. Vi relatos de gente que ficou longuíssimas horas sendo interrogada e tecnicamente presa, alguns inclusive deportados. Com isto, fiquei bem preocupado, porque sou homem, na casa dos trinta anos, vou viajar sozinho e pretendo ficar lá exatamente quinze dias. Reservei e paguei apenas as cinco primeiras noites de hotel em Jerusalém e gostaria de, uma vez lá, decidir o que fazer nos outros dias (Golan, Haifa, Petra, Eilat, etc.).

 

Então, a minha principal dúvida é: para evitar problemas na entrada, vocês acham que eu devo já reservar todas as noites em hotel e deixar o cronograma já todo traçado e amarrado? Eu não gostaria de fazer isto, pois queria estar livre para tomar as decisões lá, mas se for o caso de evitar problemas....

 

Agradeço muito a quem colaborar comigo e prometo postar aqui tudo o que acontecer na viagem.

 

Abraços.

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Shalom Jacc,

 

Mais provável que sua imigração comece em São Paulo, já que vai pela El-Al. Só que a gente nunca sabe o que vai acontecer. Realmente é bem demorada o processo de interrogatório. Se você for escolhido, pode se preparar, porque vai durar umas 3 horas. Chegue bem antes para o embarque para não ter problema algum. Não fique preocupo, o processo é muito normal. Acontece com todas as pessoas. É apenas uma questão de segurança.

 

Algumas são presas porque vão fazer algo errado, a gente não sabe o que realmente acontece. Mas não minta. Nunca. Fale tudo o que for fazer. Entre com suas reservas feitas. Leve contigo uma declaração do seu emprego, de que você está de férias e que retornará numa data X para eles terem certeza de que você não vai para ficar por lá e também que você tem vínculo aqui. Não leve objeto que pode parecer até de longe que seja uma arma. Se você sabe bem inglês, fale em inglês, senão nem tente pois pode se enrolar. Espere eles providenciarem um intérprete (pode acreditar, eles sempre dão um jeito), provavelmente será um espanhol. Ai vai te ajudar muito. Na boa, vai despreocupado e seja FELIZ! Para entrar sempre tenha uma reserva para confirmar e dar segurança a eles de que o que você fala é verdade. Eles vão ligar para o hostel, hotel, etc... para confirmar se realmente o que você disse é verdade. Se eles te chamarem para algum lugar reservado e mandar tirar sua roupa, não se assuste, não precisa ficar nervoso, é tudo muito normal, acontece mesmo, mas são poucas pessoas que acontece isso, mas se acontecer contigo, apenas glorifique a Jeova hehehehe

 

Eu fiz algumas reservas, mas não paguei. O hostel que vou ficar não exigiu pagamento. Pretendo fazer os mesmos passeios como você. Só não fiz reserva para Amam. Esterei chegando em Tel Aviv, indo para HAIFA - NAZARE (Golan, etc...) - Amam - Petra - Aqaba - Dahab - Eilat - Jerusalem, etc...

 

Fique na Pazzzzzzzzzzzzzzzz... Abraço!

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Oi Fuccin,

 

muito obrigado pela resposta, espero que tudo transcorra bem. Qual o período que vc vai?

 

Então você me recomenda já ir com todas as reservas prontas, pelo que entendi... Você foi orientado a fazer assim? Você conseguiu fazer reservas sem pagar antecipadamente?

 

A declaração do meu empregador vai ser impossível. Trabalho no serviço público e ninguém lá conseguiria fazer isto em inglês. Vou levar minha identificação funcional.

 

Ir a Israel como eu disse é um sonho, mas to com um medo terrível de isto virar um pesadelo...

 

Grande abraço.

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Oi Jacc,

 

O perído de minha viagem são 38 dias. Começando dia 31/3 e retornando dia 8/05. Eu recomendo sim, mesmo que você apenas reserve. Eu fiz muita pesquisa. Meu planejamento começou bem antes, praticamente 10 meses antes. E fui dimensionando datas, criando itinerário, até que quando chegava o período certo de executar determinadas tarefas, eu fui dando prioridade.

 

Para questão das reservas, fui buscando informações de hostel, e quando eu encontrava, procurava e-mail de contato e envia um e-mail dizendo o período que eu gostaria de me hospedar e o mesmo me retornava que se era possível ou não, e quando era, eles executava minha reserva, sendo assim não pagava nenhum centavo. Claro que existem aqueles que tinha que dar uma entrada, como um hostel em Paris que vou ficar que não aceita reserva por e-mail, apenas pela internet, então eu não tive outra alternativa. Era foi o único que tive que pagar (dar uma entrada para garantir a reserva).

 

Quando a declaração, eu sugiro que você faça mesmo assim. Eu também sou do serviço público e mesmo que eles não façam em inglês, estarei levando caso me peçam alguma comprovação de residência fixa, estabilidade, etc.. Aqui no Brasil.

 

Olha, não pode ficar com esse medo. Não é assim também como todos dizem. Só não mentir. Seja correto e prudente. Tem um exemplo aqui do Mike Weiss, parceirão... Ele passou por Israel, e pior, antes de chegar em Israel ele estava em países mulçumanos que são inimigos de Israel. Ele passou 7 horas sendo interrogado na fronteira, mas ele conseguiu entrar.

 

Leve algum suvenir do Brasil para amenizar a situação pelo menos rsrsrs... Mas faça a viagem, deixe o medo de lada, okay? Vai ser uma experiência fantástica!

 

Aproveite!!!

 

Fábio

Oi Fuccin,

 

muito obrigado pela resposta, espero que tudo transcorra bem. Qual o período que vc vai?

 

Então você me recomenda já ir com todas as reservas prontas, pelo que entendi... Você foi orientado a fazer assim? Você conseguiu fazer reservas sem pagar antecipadamente?

 

A declaração do meu empregador vai ser impossível. Trabalho no serviço público e ninguém lá conseguiria fazer isto em inglês. Vou levar minha identificação funcional.

 

Ir a Israel como eu disse é um sonho, mas to com um medo terrível de isto virar um pesadelo...

 

Grande abraço.

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  • Membros

Oi Jacc,

 

Só a titulo de informação, como citei lá em cima, eu e minha esposa entramos sem problema nenhum agora em fevereiro. Olharam o passaporte, perguntaram para onde íamos, falei que era para jerusalém, e foi só isso. Fiquei observando na fila e no vôo havia vários brasileiros, casais, pessoas sozinhas, de todos os tipos. Todo mundo passou batido. Aliás, todo o vôo passou batido, só vi um gringo que enganchou um pouco, não sei quanto tempo, pq não fiquei esperando.

 

Detalhe, eu também não tinha todos os hotéis reservados e também fiquei com um pouco de medo pelo que as pessoas falam e pelo que você vê na TV. Mas oq ue você vai ver lá é um aeroporto supermoderno, show de bola. E quem vai fazer sua imigração é um pessoa jovem, de uns 17 ou 18 anos, que está prestando serviço militar obrigatório. Se você é brasileiro, não entrou em outros países problemáticos, não tem nada a dever, a maior probabilidade é que não vai ter problema nenhum. Mas note que no momento houve um aumento dos conflitos com os palestinos, então o nível de alerta foi aumentado (outro dia estava no máximo), o que pode ter mudado os procedimentos deles, mas mesmo assim ainda acho que o passaporte brasileiro é um abridor de portas... (a gente não fede nem cheira, diferente de americandos, muçulmanos, etc - e há muitos, muitos, muitos turistas brasileiros que vão em tours e eles nunca tiveram problemas com os brasileiros).

 

 

Oi pessoal, preciso de uma informação.

 

Eu comprei minhas passagens para Tel Aviv ida e volta saindo de SP voo direto da El-Al. Sempre tive sonho de conhecer Israel. Eu não curto excursões prontas pois gosto de estar livre em um destino escolhido para eu próprio montar minha programação.

 

Com as leituras sobre Israel na internet, comecei a verificar que a entrada em Tel Aviv pode ser uma tortura, um martírio. Vi relatos de gente que ficou longuíssimas horas sendo interrogada e tecnicamente presa, alguns inclusive deportados. Com isto, fiquei bem preocupado, porque sou homem, na casa dos trinta anos, vou viajar sozinho e pretendo ficar lá exatamente quinze dias. Reservei e paguei apenas as cinco primeiras noites de hotel em Jerusalém e gostaria de, uma vez lá, decidir o que fazer nos outros dias (Golan, Haifa, Petra, Eilat, etc.).

 

Então, a minha principal dúvida é: para evitar problemas na entrada, vocês acham que eu devo já reservar todas as noites em hotel e deixar o cronograma já todo traçado e amarrado? Eu não gostaria de fazer isto, pois queria estar livre para tomar as decisões lá, mas se for o caso de evitar problemas....

 

Agradeço muito a quem colaborar comigo e prometo postar aqui tudo o que acontecer na viagem.

 

Abraços.

Postado
  • Membros

Muito obrigado Idmelo,

 

estou mais tranquilo com isto e espero realmente não ter maiores problemas com a entrada lá. Vou ser franco, o que me perguntarem vou responder, não devo e não temo.

 

Vai dar tudo certo.

 

Abraço.

Postado
  • Membros

Idmelo,

 

sem querer abusar da sua colaboração, que já foi imensa com um completíssimo post acima, eu gostaria de lhe perguntar se com a CNH, pura e simples, sem permissão internacional para dirigir, você conseguiu alugar o veículo na sixt?

 

Além disto, este programa do GPS você comprou no Brasil mesmo para andar lá?

 

Abraços

 

Jacc

Postado
  • Membros
Idmelo,

 

sem querer abusar da sua colaboração, que já foi imensa com um completíssimo post acima, eu gostaria de lhe perguntar se com a CNH, pura e simples, sem permissão internacional para dirigir, você conseguiu alugar o veículo na sixt?

 

Além disto, este programa do GPS você comprou no Brasil mesmo para andar lá?

 

Abraços

 

Jacc

 

O programa que usei foi o IGO8, mas há outros. Se brincar vc encontrar por aí na internet os mapas de lá para o IGO8.

 

A carteira internacional não é necessária, basta a CNH brasileira mesmo. Pelo menos comigo foi assim. Não só na sixt, mas em todas as outras q fiz cotações eles aceitam a CNH brasileira sim. Aparentemente o brasil fez um acordo internacional e a CNH brasileira está válida em um série de países, incluindo Israel.

 

O importante para eles é na hora de alugar é conseguir ler os campos, seu nome a validade e etc.

  • 3 semanas depois...
Postado
  • Membros

Pessoal,

 

Estou em Israel há 27 dias... Qualquer dúvida que eu puder ajudar, só escrever. Muitas coisas incríveis. Estarei escrevendo em breve, pois durante esse tempo é impossível, não paro para fazer nada, só agora mesmo porque estou comendo o famoso Falafel.

 

Abraços

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