Ir para conteúdo
Mochileiros.com
rafael_santiago

Travessia Serrinha do Alambari-Visconde de Mauá (RJ) - abr/14

Posts Recomendados

IMG_5776a.JPG

Borda leste de Itatiaia

 

As fotos estão em https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/TravessiaSerrinhaDoAlambariViscondeDeMauaRJAbr14.

 

Integrantes: Ronald, Amarildo, Rodrigo, Célio. Karine, Myung Lee e eu

 

Após a travessia Penedo-Serrinha do Alambari (relato em travessia-penedo-serrinha-do-alambari-rj-abr-2014-t94711.html), passamos a noite na Pousada Conquista na Serrinha para no dia seguinte fazer a travessia para Visconde de Mauá.

 

Saímos da Pousada Conquista às 8h26 e tomamos a Estrada do Camping à direita, na direção dos condomínios Alto do Pinhal e Vale Verde. Subimos à direita na bifurcação com placas e alcançamos o portal dos citados condomínios às 8h38. Cerca de 200m depois entramos num segundo portal à direita e seguimos até as casas. O local estava deserto. Logo após a primeira casa descemos à direita acompanhando o calçamento, mas logo o abandonamos e cruzamos o gramado à esquerda na direção da mata ciliar até encontrar uma trilha bem marcada que nos levou num instante ao cristalino Rio Santo Antônio. Tiramos as botas e cruzamos o rio às 9h10 na altitude de 976m. Na margem oposta uma placa da RPPN Santo Antônio sinaliza a continuação da trilha.

 

Dali em diante seria uma subida longa e constante sob a sombra da floresta, num desnível de 683m até a saída da mata para o campo de altitude e mais 25m até o cume da serra.

 

Na parte mais baixa a trilha não é muito bem marcada e exige bastante atenção. Há algumas marcas de facão nas árvores. Na cota dos 1220m, às 9h51, paramos para um rápido descanso. Na altitude de 1439m, às 10h35, a subida se torna bem mais forte e cansativa. Às 11h alcançamos o acesso a uma fonte de água bem abaixo da trilha principal, com descida por uma picada escorregadia. Isso já nos 1564m de altitude. Apenas alguns do grupo desceram para saciar a sede na água geladinha. Ao pegar a minha mochila deixada no chão, vimos que um bicho-pau havia resolvido conhecê-la. Aproveitamos para fotos com esse curioso habitante da floresta.

 

A partir da água foram apenas mais 12 minutos para sair da mata e ter a espetacular visão das montanhas e vales ao redor (11h36). A borda leste de Itatiaia estava toda na nossa frente, porém seus principais picos, como Cabeça de Leão e Pico do Gigante, não estavam visíveis daquele ângulo. Reconhecemos apenas o Pico da Maromba, o Marombinha e a Pedra Preta (ou Pico Serra Negra) bem à direita (noroeste). Depois, olhando as fotos, consegui identificar também o maciço do Pico Cabeça de Leoa.

 

IMG_5816.JPG

Pedra Selada de Mauá

 

O cume estava muito próximo e boa parte do alto dessa serra é formada de arbustos e árvores pequenas. A trilha continua percorrendo a crista toda e proporciona visão para todos os lados. Dois mirantes à direita dão visão para a Serrinha, Penedo, Resende e o Rio Paraíba do Sul, com a Serra da Bocaina bem ao fundo. Mais adiante, ao atingir o cume de 1684m, às 12h07, a imponente Pedra Selada de Mauá se destaca no horizonte.

 

Paramos para um lanche na primeira sombra com mais espaço e às 12h52 demos início à descida. Pela nossa experiência anterior, de agosto de 2012, dali em diante começaria um vara-mato já que a trilha havia sumido sob a vegetação cerrada. Porém, para nossa surpresa, encontramos a trilha aberta e bem marcada nos 400 metros de descida até o riacho principal desse vale. No caminho cruzamos um regato com uma fina e alta cachoeira à direita.

 

O avanço até o riacho principal foi portanto bastante fácil, mas a moleza acabou ali mesmo. A vegetação de arbustos duros tomou conta do campo seguinte e escondeu a trilha. Tivemos alguma dificuldade para encontrar a sua continuação e depois fomos rasgando a vegetação baixa onde parecia menos fechado, com algum vestígio de trilha no chão, que só era visível abrindo os arbustos com as mãos. Tomamos a direção de algumas araucárias e após 400 metros de rasgação de mato encontramos uma trilha. Junto a uma araucária o mato estava roçado e dali para a frente não houve mais dúvida. Passamos por uma plantação de pinus, depois eucaliptos e descemos até encontrar uma estradinha coberta de capim às 14h05. Continuamos descendo à direita e em menos de 50m alcançamos uma outra estrada abandonada com postes de energia, onde fomos para a esquerda (tivemos informação depois de que à direita sairíamos no Vale da Grama).

 

Às 14h23 cruzamos um ribeirão raso pelas pedras, sem tirar as botas. À direita dele uma queda-d'água artificial, concretada. Mais 20 minutos e já estávamos nas primeiras casas da Fazenda Marimbondo, onde cruzamos o Rio do Marimbondo por uma ponte de alvenaria. As casas seguintes da fazenda também estavam todas fechadas e desertas, apenas um cachorro se incomodou com a nossa passagem, mas ninguém apareceu. Saímos pelo portão principal e caímos na estrada que vem do Vale do Pavão, a qual termina ali mesmo no portão da fazenda. Subimos menos de 200m e entramos na trilha à direita (1483m de altitude) que leva em menos de 10 minutos ao Poço do Marimbondo, aonde chegamos às 15h12.

 

IMG_5859.JPG

Pico da Maromba

 

Após o banho gelado dos corajosos, estávamos de volta à estrada às 15h40 para descer até a Pousada Flor da Serra, cerca de 3,4km dali, onde combinamos o encontro com o nosso resgate já que a kombi não conseguiria subir mais próximo. No caminho perdemos a conta de quantos deslizamentos de terra havia na estradinha, a maioria de barrancos desmoronados a soterrando, mas também de crateras que quase levaram-na encosta abaixo. Até o restaurante Babel os carros conseguiam chegar, dali para cima os deslizamentos impediam o tráfego. E disseram que tudo aconteceu com as chuvas da semana que passou.

 

Chegamos à pousada às 16h46 e o Sinval já nos esperava para nos levar de volta à Pousada Conquista, na Serrinha, para pegar os carros. Essa viagem durou 1h10.

 

Informações adicionais:

 

A travessia Serrinha do Alambari-Visconde de Mauá é uma caminhada que tem propriedades particulares nas duas pontas, portanto é recomendável ter um contato amigável e cordial com os proprietários e pedir permissão para a passagem.

 

Extensão da trilha (do Rio Santo Antônio ao acesso ao Poço do Marimbondo) - 6,3km

 

Altitudes:

Rio Santo Antônio - 976m

cume da serra - 1684m

acesso ao Poço do Marimbondo - 1483m

 

Carta topográfica de Agulhas Negras: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/mapas/GEBIS%20-%20RJ/SF-23-Z-A-I-4.jpg

 

Rafael Santiago

http://trekkingnamontanha.blogspot.com.br

abril/2014

 

Serrinha-Mau%25C3%25A1%2520no%2520IBGE.jpg

Percurso da travessia na carta topográfica

 

Serrinha-Mau%25C3%25A1%2520no%2520GE.jpg

Percurso da travessia na imagem do Google Earth

Editado por Visitante

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Prezado Raphael boa tarde.

 

Gostaria de saber se nesta travessia vc precisou de serviço de guia ou se da pra fazer sem, considerando quem nunca fez o trajeto.

Sds.

Antônio

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Olá, Antônio

 

O que você vai precisar mesmo é saber usar bem um gps pois essa trilha tem trechos confusos dentro da floresta. O início da trilha também não é fácil de encontrar. Você tem experiência com gps de trilha?

 

Acredito que nenhum guia da região faça essa travessia já que é muito pouco conhecida e a passagem pela Fazenda Marimbondo no final está sujeita a problemas com os donos, segundo nos disseram. Nós encontramos o local deserto, mas...

 

Boas trilhas!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora


×