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Olá viajante!

Bora viajar?

PERU EM 21 DIAS - CUSCO-MACHU PICCHU-PUNO-LAGO TITICACA-AREQUIPA-CANION DEL COLCA-PARACAS-HUACACHINA-LIMA

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Fizemos essa viagem em outubro/novembro de 2013, mas só agora tive a ideia de escrever um relato. Por essa demora talvez não lembre de alguns detalhes, como preços e nomes de ruas, praças, lugares, agências... mas vou me esforçar!

 

Comprei a passagem em junho de 2013, numa promoção da TAM. Paguei R$750,00, ida POA-CUZ e volta LIM-POA. Depois de comprar a passagem fui atrás de companhia e por sorte duas amigas (Fe e Elisa) toparam a parada! Elas também compraram na promoção e pagaram menos de R$800,00.

 

Tive um probleminha técnico e tive que adiar em um dia a minha viagem, então as gurias partiram um dia antes, e eu fui depois.

 

O voo saia de POA, com escala em GRU, LIM e destino final em Cusco.

Aqui cabe um breve relato da experiência assustadora que eu tive no aeroporto de POA: já estava na sala de embarque e já estavam chamando o meu voo. Foi quando eu percebi que não estava mais com a minha carteira. Entrei em desespero. O meu dinheiro (levei dólares) estava na doleira comigo, mas na carteira estavam todos os meus cartões, eu provavelmente não teria dinheiro suficiente até o fim da viagem. Saí da sala de embarque e fui correndo pro guichê de informações, já pensando em como tinha começado mal PRA CARAMBA a minha viagem. Chegando lá... lá estava a carteira! Alguém (um santo alguém, se tu estiver lendo isso, OBRIGADO) havia achado ela no aeroporto (até hoje não sei como perdi) e entregue na guichê de informações. ALÍVIO! Voltei correndo pra área de embarque, tira relógio, tira mochila, tira notebook, tira casaco, passa no raio-X, põe relógio, guarda notebook, põe casaco, coloca mochila, corre corre corre corre corre corre. Embarquei a tempo!

De resto a viagem correu sem sobressaltos, sem atrasos, tudo em paz!

 

[t1]Dia 1 - Cusco[/t1]

Cheguei em Cusco no dia seguinte pela manhã. Peguei um táxi para o hostel, custou S./40. Parece razoável para um trecho no Brasil, mas esse foi um dos táxis mais caros que eu peguei em toda a viagem. Depois tu descobre que táxi no Peru é algo inacreditavelmente barato.

No hostel encontrei as gurias, e esse primeiro dia foi de aclimatação à altitude. Tomei uma sorochi pill (se compra nas farmácias de lá mesmo) e muito chá de coca. Não senti nenhum desconforto, exceto o cansaço que dá para qualquer pequena caminhada. Mas resolvi prevenir: a Fe, no primeiro dia, quando eu ainda não tinha chegado, passou mal, desmaiou e bateu a cabeça. ::essa:: Fiquei preocupado e decidi me precaver ao máximo. Passeamos pela cidade, fizemos algumas compras... enfim. Chilling out.

 

O hostel: Ficamos no Milhouse. Unanimidade: é um excelente hostel! Próximo à Plaza de Armas, boa estrutura, camas espaçosas, tem uma agência de turismo junto à recepção. O bar é ótimo e a comida da cozinha também. De noite é bem agitado, até cerca de 2h sempre tem um pessoal no bar. Recomendado demais!

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[t1]Dia 2 - Cusco[/t1]

Acordamos e pensamos: o que fazer hoje? Só íamos pra Machu Picchu no dia seguinte e tínhamos o dia inteiro em Cusco. Optamos pela AVENTURA.

Compramos, na agência do hostel mesmo, um passeio de cuatrimoto (quadriciclo) até Moray, naquela tarde mesmo. Custava S./180 por pessoa, mas pagamos um pouco menos porque decidimos pegar somente 2 quadriciclos, e fomos nos revezando ao longo do caminho.

Um cidadão, que seria nosso guia/instrutor, nos pegou no hostel no início da tarde.

Saímos com ele de táxi e fomos subindo os morros de Cusco, passando por umas ruas bem estreitas em um bairro bem pobre :roll: . Chegando na "sede", um porãozinho de um casebre, preenchemos um cadastro, assinamos um termo de responsabilidade e deixamos nossos passaportes com eles por precaução (deles) :roll::roll::roll:

Embarcamos em um outro carro, que nos levaria para o ponto de partida, onde estavam os quadriciclos. Aparentemente aquele carro não era exatamente legalizado, porque quando fomos passar por um carro de polícia o motorista ficou todo tenso e encostou o carro em um posto de gasolina. ::otemo:: Eu tentava fazer umas piadas pra quebrar o clima, mas as gurias temiam muito por seus órgãos. Confesso que eu também.

 

Meia hora depois, enfim chegamos na garagem dos quadriciclos. Mais tranquilos, fomos aos preparativos. Abastecer, capacetes, instruções, pequenos testes nos quadriciclos. Só. Pensando bem hoje, acho que é preciso carteira de habilitação pra dirigir um quadriciclo. Pensando melhor ainda, acho que os nossos seguros de viagem não cobriam acidentes em esportes radicais. Mas pensei nisso só hoje mesmo.

 

MAS O PASSEIO FOI DEMAIS!!!!! ::hahaha:: O caminho passava por estradas de chão, no meio de campos, ovelhas, pastores, plantações de batata, montanhas, vacas (para o desespero da Fe), lagos, penhascos... vistas sensacionais! E a adrenalina também! Aquelas maquininhas podem ser bem perigosas, vimos a morte em várias curvas quando quase perdíamos o controle dos quadriciclos.

 

Chegamos em Moray, um sítio inca, em formato de escadarias circulares, que era usado como "laboratório de pesquisa agronômica" à época. Vale boas fotos! A entrada é à parte e custa S./10. Ficamos lá cerca de meia hora e voltamos com os quadriciclos.

Fomos levados de volta a Cusco e recebemos nossos passaportes de volta!

Vale muito a pena! Existem outras agências que oferecem passeios semelhantes de quadriciclo, embora não tenhamos encontrado mais ninguém no caminho...

Em Cusco, cobertos de poeira, cansados e felizes, tomamos umas Cusqueñas (melhor cerveja do Peru!) em um restaurante na Plaza de Armas e voltamos para hostel. Estávamos acabados e fomos dormir logo.

 

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[t1]Dia 3 - Águas Calientes[/t1]

Saímos do hostel de manhã cedo para pegar o trem para Águas Calientes, vilarejo na base de Machu Picchu. O nosso trem saia da estação de Poroy, que fica dentro de Cusco, S./25 o táxi. A maioria das pessoas parte de Ollantaytambo, que fica a duas horas de Cusco, mas no nosso caso valia muito mais a pena partir de Poroy mesmo.

O trem Expedition da Peru Rail é ótimo (embora caro, cerca de US$70), tem janelas amplas, inclusive no teto. A viagem é muito agradável e chegamos ainda pela manhã em Águas Calientes.

Aqui cabe uma nota: queríamos muito ter feito a trilha inca, mas quando fomos comprar não havia mais vagas. Tivemos que reformular o roteiro e ir de trem mesmo. Eu definitivamente vou voltar para o Peru para fazer a trilha inca!

 

Haviam nos dito que não há muito o que fazer em Águas Calientes. De fato não há mesmo, mas a cidade é muito agradável. O dia estava mais quente, pois a cidade não é tão alta quanto Cusco, tem MUITOS restaurantes e bares e uma ótima vista das montanhas ao redor.

No final da tarde fomos para as águas calientes de fato, um recanto com algumas piscinas de águas termais.

Depois de uma longa subida, qual não foi a nossa decepção: as piscinas não eram exatamente o que nós imaginávamos. Eram rasas, pra ficar sentado, com pedrinhas e limo no fundo. E a água não tinha um bom fluxo, porque estava bem marrom. Voltamos pro hostel com medo da cólera.

PS.: talvez seja exagero nosso, conversamos com várias pessoas que gostaram. Você decide.

 

Tínhamos entradas para Machu Picchu no dia seguinte. A ideia era acordar bem cedo, pegar o primeiro ônibus, e ver o sol nascer lá de cima.

 

O hostel: ficamos no Ecobackpackers. Também muito bom, a moça da recepção era muito prestativa. Tem um ótimo espaço no terraço com mesas, sofás e um bar/restaurante. Ficamos sozinhos num quarto pra quatro pessoas, as beliches bem "sólidas" e muito confortáveis.

 

Dormimos só pensando no grande dia que estava por vir, Machu Picchu, e...

 

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[t1]Dia 4 - Machu Picchu[/t1]

No meio da madrugada, por volta das 3h: RAIOS E TROVÕES. :cry:

Caiu muita chuva. Amanheceu chovendo também. Mais do que o normal para outubro. Pensa no azar? O dia anterior estava lindo e aquela manhã horrível! Acabamos saindo mais tarde, por volta das 9h30, já que não ia ter sol pra ver mesmo. O ônibus para subir custava US$18, ida e volta. Vestimos nossas capas de chuva, a Fe comprou uma galocha de borracha, e encaramos. Na entrada contratamos um guia por S./20. Tem vários por lá oferecendo os seus serviços, e é muito importante ir com um, pra poder entender melhor o significado de cada ruína. A chuva já tinha diminuído. Para a nossa alegria ::ahhhh:: não tinha muita neblina e dava pra ver a paisagem razoavelmente. Fizemos uma passagem meio corrida pelas ruínas, porque tínhamos que chegar para a entrada de Wayna Picchu às 11h. Mas o lugar é sensacional. Pensar naquela cidadela, no topo da montanha, viva e exuberante há mais de 500 anos é mind blowing!

 

Fomos os últimos a entrar na trilha para Wayna Picchu. Para quem não sabe, Wayna Picchu é aquela montanha que aparece no fundo das fotos clássicas de Machu Picchu. E dá pra subir lá no topo!!! Para subir tem que pagar um pouco mais e a quantidade de pessoas que podem entrar diariamente é limitada, então tem que comprar o ingresso com antecedência. Não adianta chegar no dia e argumentar que está com um câncer terminal e que esta é a sua última oportunidade na vida de subir. Não deixam entrar sem ingresso. (Sério. Tinha um pessoal usando esse argumento - de brincadeira, espero - na entrada da trilha. Ficaram na entrada mesmo).

O caminho estava molhado e escorregadio. Os degraus, quando há degraus, são altos. É bem cansativo. As gurias pensaram em desistir umas 3 vezes. Eu fui puxando a frente. Algumas partes são muito assustadoras. Tu está à beira de um penhasco, a sabe lá Deus quantos metros de altura, às vezes se segurando numa cordinha, um passo em falso e tu escorrega pra morte. "Escorregar para a morte", aliás, foi uma expressão muito usada por nós nos momentos mais tensos.

Do início ao fim, quando encontrávamos alguém voltando, todos diziam que era sensacional, recompensador, e que nós já estávamos pertinho do topo. Muitos "pertinhos" depois, chegamos enfim! Logo antes do topo é preciso passar por uma micro-caverna apertadíssima, definitivamente feita pra pessoas com menos de 1,90m. Quase entalei lá, foi a parte mais difícil pra mim.

Tudo o que nos disseram, exceto pelo "tão quase chegando", era verdade! A vista lá de cima é sensacional e recompensadora! E a sensação de ver Machu Picchu pequeninha lá de cima e pensar "EU CONSEGUIIIII" é ótima! O topo rende belas fotos, especialmente sentados na pedra à beira do precipício.

A volta é um tanto tensa também, são várias chances de escorregar pra morte. Mas é mais rápida. A Fe sequestrou o guia particular de um casal de americanos, que desceu de mãos dadas com ela e meio que se apaixonou. Subida e descida foram cerca de 3h. Chegamos inteiros. Mas suados, cansado e MOLHADOS. Não ficamos muito mais em Machu Picchu, pegamos o ônibus e voltamos para Águas Calientes. Tínhamos trem de volta para Cusco no meio da tarde. Passamos no hostel para pegar nossas mochilas e, mais um ponto positivo para o Ecobackpackers, a moça da recepção deixou as gurias tomarem um banho quente antes de irmos para a estação.

 

 

Pegamos o trem e descemos em Ollantaytambo quando já estava escuro. Tínhamos que voltar para Cusco mas não queríamos esperar por ônibus. Pegamos um táxi que custou S./60 POR UM TRAJETO DE 2 HORAS!!! Achamos muito em conta. S./20 cada um. O carro era bem confortável. Conversei com o motorista e ele me disse que mora em Cusco e trabalha em Ollantaytambo. Todas as noites, quando vai voltar para casa, faz um bico de taxista pros turistas. Por isso é tão barato. É um jeito de tirar uma graninha a mais no final do mês. Chegamos em Cusco, esgotados, obviamente. Voltamos para o Milhouse e fomos direto pra cama!

 

As entradas para Machu Picchu: tentamos muito comprar pelo site oficial (http://www.machupicchu.gob.pe/), sem sucesso. Sempre dava erro na hora de pagar, por causa do verified by Visa. Tentamos com todos os nossos cartões, dos nosso pais, tios, primos, cachorros, periquitos, papagaios... nenhum passava. Isso aconteceu com todo mundo com quem eu conversei, então tivemos que comprar por uma agência (http://www.fabulousperutours.com/). As entradas para Machu Picchu + Waynapicchu custam S./152, mas tem uma comissão de cerca de US$15 para a agência. O pagamento é feito por PayPal e a negociação por e-mail, foi muito tranquilo. Em um dia já tínhamos nossas entradas.

 

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[t1]Dia 5 - Vale Sagrado[/t1]

Acordamos cedinho cheios de disposição para partir para mais uma passeio. Nesse dia faríamos um tour guiado pelo Vale Sagrado. Compramos na agência do hostel mesmo, mas não lembro exatamente quanto custou. Acho que algo na casa de S./40.

O tour é feito em um ônibus que vai parando em alguns pontos. Enquanto isso, o guia ia explicando tudo, em inglês e espanhol. O guia, a propósito, era uma figuraça. Jesus era o nome dele.

 

A primeira parada é Pisac. São ruinas incas cujo ponto alto são as tumbas construídas nos paredões, impressionante, parece um formigueiro gigante. A maior parte dessas tumbas foi violada há decadas, tendo os seus tesouros roubados. Ficamos cerca de uma hora lá. Sabíamos a hora de partir para o ônibus quando ouvíamos ressoando nas montanhas o grito constrangedor do nosso guia: “Grupo de Jesuuuuuuuuuuuuuus! Hora de partiiiiir”. :D

 

Almoçamos em um restaurante típico andino no caminho, buffet livre, mas um tanto caro, S./30. Mas não tem opção. De qualquer forma, é essencial provar as iguarias peruanas: carne de alpaca, rocoto relleno (uma pimenta grandalhona recheada com carne moída e especiarias, hmmmmm), lomo saltado, ají de galina... o único que não tive coragem de comer foi o cuy assado. Cuy, pra quem não sabe - e eu não sabia - é um porquinho da índia. Supercomum comer isso por lá. O problema é que o bicho vem inteirinho pra tua mesa, como se fosse um leitão assado com uma maçã na boca. Parece que tu está prestes a comer uma ratazana. Passei, não valia a experiência!

 

Depois fomos para Ollantaytambo (já havíamos passado de trem por lá no dia anterior). Muitas pessoas descem do tour ali e vão pegar o trem para Machu Picchu. Como já tínhamos ido, pudemos fazer o tour até o fim. Ollanta é um vilarejo bem agradável, diferente. As ruazinhas estreitas de terra batida parecem desertas. Subimos as ruínas, uma subida bem cansativa, e me perdi das gurias no caminho. Quando nos encontramos estávamos bem lá no alto. A vista é sensacional. Venta bastante por lá também. O vilarejo foi um importante complexo militar e religioso do império inca. Ficamos cerca de 1h e partimos de novo.

 

Já estava anoitecendo quando chegamos ao vilarejo de Chinchero. Um lugar pacato, ruas vazias, casinhas de pedra... No meio do nada! O ponto principal é a igreja. Um prédio escuro, não são permitidas fotografias, cheio de pinturas e esculturas. A igreja foi construída sobre alicerces incas, logo após a invasão espanhola. Mas, por ter sido construída por indígenas, entre os símbolos religiosos católicos podem ser vistas várias imagens que remetem à religiosidade indígena, algumas mais obscuras, outras muitos óbvias. Depois, algumas crianças locais apresentaram seus trabalhos artesanais e com lã de ovelha. Foi muito interessante ver como eles obtêm as cores para a lã a partir de folhas, frutos e sementes.

PS.: não se iluda: 99% das roupas de lã que estão à venda para os turistas no Peru provavelmente não são feitas desse jeitinho artesanal. Devem ser fiadas e costuradas em máquinas enormes e numa produção em massa em algum subúrbio de alguma metrópole peruana. Ou equatoriana.

Quando saímos o sol já havia se posto. E FOI AÍ QUE COMEÇOU A EMOÇÃO.

No caminho para o ônibus acabamos nos separando sem querer. Eu segui com o guia e com o pessoal do ônibus. E as gurias desapareceram, enquanto faziam compras. :shock: Chegamos no ônibus e nada delas. Saí correndo pelas ruelas escuras da cidade, quase deserta, perguntando nas lojinhas e pros chicos na rua se tinham visto "dos chicas deste tamaño así?" (sinal de baixinha com a mão). Várias bibocas depois, encontrei uma moça que disse tê-las visto. Saí correndo e encontrei as duas no meio da rua, perdidas, andando assustadas pra lugar nenhum. Voltamos correndo pro ônibus, que já estava quase saindo. Que tal ter que passar a noite lá? ::hahaha::

No fim das contas, elas compraram três fitinhas de lã para amarrarmos no braço, uma pra cada um. Viraram os símbolos da viagem!

 

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Chegamos a Cusco à noite e fomos para o hostel. Era nosso último dia em Cusco! :cry: Decidimos ficar um pouco mais à noite no bar. Conheci vários viajantes lá, inclusive alguns brasileiros. Tínhamos que sair cedo no dia seguinte para Puno (o ônibus saia as 7h!), mas acabei me empolgando com as Cusqueñas (as cervejas, veja bem) e fiquei lá até tarde. Me sagrei campeão do torneio de beer pong (esse esporte deveria ir para as Olimpíadas!), tomei uns drinks (prêmio do torneio), e fui dormir às 2h. Quatro horinhas de sono...

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Olá!

Seu roteiro vai me ajudar MUITO! Incrível como as pessoas não aproveitam outras partes do Peru, e ficam só no MP, Cusco e Lima rs.

Espero sair de lá aprendendo a diferenciar llamas, alpacas, vicuñas e guanacos igual vocês HAHAHAHA.

 

Huaraz é incrível, acrescentei outras lagunas no meu roteiro também, e diminui alguns em Lima. Mas tenho algumas perguntas, se puder ajudar, ficaria agradecida... vamos lá:

 

1º, Em Puno, como você encontrou tua mama e papa? Eu vejo isso por algum tipo de worldpacker?

2º, Como visitar a reserva de Bike? Quem disponibiliza? Tu acabou indo de ônibus pelo conforto? Queria entender melhor, por que ir de bike pra mim seria sensacional!

3º, Obrigada pela dica do Kokopelli Paracas, não tinha decidido ainda. Caiaque e Slackline, show de bola. Li em um relato, sobre um passeio que fazemos de buggy no fim da tarde, e termina em um luau no deserto. Ótimo pra descansar, depois de ver a morte de perto no rally dos buggys hahahaha. Você ouviu falar algo sobre? Não tem tanta informação sobre isso na internet, na verdade quase nada. Inclusive nesse relato, a pessoa não conseguiu fazer por falta de informação.

 

Mais uma vez, muitíssimo obrigada pelo relato!

 

Abraço,

Mayara Lacerda.

 

 

Oi, Mayara!

 

respondendo às tuas perguntas:

 

1. Nós compramos o passeio para as ilhas em uma agência em Puno, como escrevi no relato, mas a mama e o papa eram "sorteados" na hora da chegada. Descemos todos do barco e as senhoras estavam lá esperando, trajadas a rigor. Cada um (ou cada dupla ou trio) pegava uma, na sorte. A nossa foi no azar, no caso, porque era a que morava mais alto de todas :|

 

2. No próprio hostel dava para alugar as bicicletas (não no Kokopelli, não lembro de ter visto isso lá, mas no Paracas Backpackers, que ficamos o primeiro dia). Não lembro por que não fomos de bike, acho que porque estávamos cansados das 12h de viagem, ou porque achamos que era muito longe... de qualquer forma, se fosse de novo com certeza iria de bike! PS.: achei também esse lugar no trip advisor agora: http://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g445063-d6437931-Reviews-RK_Xtreme-Paracas_Ica_Region.html

 

3. Quanto aos buggies, ouvi falar dos passeios sim (deve ter nessa mesma empresa aí de cima, RK Xtreme), mas não sobre esse com luau no final. Deve ser demais! Não fomos atrás de passeio de buggy em Paracas porque já tínhamos ideia de ir para Huacachina depois, e lá buggy é basicamente o que tem pra fazer...

 

Aproveita a viagem!!! Qualquer dúvida, só perguntar! :)

 

Abs!

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E sobre a moeda no Peru? Vale a pena levar real com o dólar em alta?

 

 

Nat,

 

Acho que continua valendo a pena levar Dólar. O Nuevo Sol também está desvalorizado (http://economia.terra.com.pe/mercados/divisas/default.aspx). As cotações para Real lá são muito ruins, do mesmo modo que são ruins as cotações pra Nuevo Sol aqui no Brasil.

  • 1 mês depois...
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[t1]DIA 9 - Arequipa[/t1]

 

Como chegamos tarde no hostel e estávamos muito cansados, acabamos dormindo bastante. Acordamos perto das 10h, tomamos café-da-manhã, banho, arrumamos nossas coisas no quarto e demos um tempo por lá mesmo.

 

O hostel: ficamos no Arequipay. Fica em uma espécie de condomínio fechado, próximo ao centro da cidade (5 min a pé da Plaza), muito seguro. A estrutura é ótima, tem mesa de sinuca, TV enorme com Playstation, várias redes pra descansar, uma salinha de cinema e uma cachorrinha boxer de estimação muito simpática! O ponto negativo é que tem uma "lei do silêncio" a partir das 22h, embora o nosso quarto mesmo assim tenha sido bem barulhento à noite, sempre tinha alguém entrando ou saindo, e o assoalho de madeira fazia muito barulho. De um modo geral gostei, mas as gurias odiaram. Por algumas pessoas que conhecemos, sabemos que há hostels melhores pra ficar na cidade.

 

Saímos para conhecer a cidade.

 

Arequipa é uma cidade muito bonita, tanto quanto Cusco, mas de um jeito diferente. As casas, ruas e edifícios são esbranquiçados, pois a maioria das construções é feita de um tipo de rocha vulcânica de coloração branca. Por isso a cidade é conhecida como "la ciudad blanca". A vista da cidade é impressionante. Ela está localizada no meio do deserto e é vizinha de três vulcões, El Misti, Chachani e Pichu Pichu. Os dois primeiros podem ser vistos imponentes no horizonte por detrás de uma névoa, ou poeira, uma paisagem surreal para quem está acostumado às montanhas verdejantes Brasil.

Os areuipeños são muito orgulhosos da sua terra e também muito bairristas. Acham que a sua cidade é superior ao resto do País. Tem até um passaporte próprio (de mentirinha)! Nós, gaúchos, nos sentimos em casa ::hãã2:: .

 

Caminhamos pelo centro da cidade e pela Plaza de Armas, muito bonita e bem conservada. Almoçamos no restaurante Manolo, na Calle Mercadores.

Voltamos para o hostel no meio da tarde, estávamos bastante cansados dos dias anteriores, e aproveitamos muito bem a infraestrutura de redes e sofás do Arequipay. :wink:

 

Bote.JPG.1b4c63cc8ce82addf01dde80496b3a06.JPG Essa simples volta para o hostel foi um pouco TENSA. Embora fosse próximo ao centro, erramos uma rua (talvez eu tenha indicado o caminho errado :D ) e acabamos levemente perdidos. As gurias se assustaram. Estávamos em uma rua desconhecida e a cada pouco passávamos por pessoas estranhas que nos olhavam esquisito (talvez fossem as nossas roupas peruano-wannabe que nos deduravam como turistas). Enquanto passávamos por um desses grupos de pessoas estranhas, uma lâmpada da iluminação pública se apagou de repente e a rua ficou na penumbra. As gurias saíram correndo e eu fui correndo atrás. Ou seja, estávamos perdidos, numa cidade estranha, à noite, correndo de não-se-sabe-o-quê para não-se-sabe-onde. As ruas estavam vazias e quase não passavam carros. Atacamos o primeiro táxi que passou e pedimos para que nos levasse ao hostel. O motorista não entendeu muito bem o endereço (nosso esapñol é fueda, cabrón) e deu algumas voltas pela cidade antes de encontrar nosso destino. Fomos direto para o quarto. Levei a culpa pelo incidente, óbvio. ::lol4:: Moral da história: nunca saia para a rua sem um mapa.

 

Chivay[/b] em um dia, passar a noite lá e partir para o canion bem cedo no dia seguinte, de modo que se possa ver o voo dos condores por lá.

No caminho até Chivay paramos algumas vezes, especialmente para ver mais de perto as vicuñas e llamas selvagens que circulam às margens da estrada. Almoçamos assim que chegamos na cidade e depois fomos levados ao hotel onde passaríamos a noite (Hotel La Estancia, incluído no tour). No meio da tarde passaram para nos buscar para que fôssemos às piscinas térmicas de La Calera. A Fe não levou biquini e optou por ficar no hotel. Eu, a Elisa e nossos novos amigos de Minas fomos e nos surpreendemos com as termas. Essas eram piscinas de verdade! Ficamos lá cerca de uma hora, a água era bem quente (cerca de 40º), tão quente que tínhamos que sair às vezes para não passarmos mal. A vista das montanhas ao redor também tinha o seu valor.

Voltamos para o hotel e à noite saímos com todo o grupo para um restaurante local. Além da jantar, pudemos assistir a uma apresentação de danças locais (um tanto quixotescas), cujos dançarinos procuravam interagir bastante com os turistas, chamando-os para dançar e encenar esquetes constrangedoras com eles :? . Me chamaram para o "palco", mas recusei esse mico.

Voltamos para o hotel e fomos dormir. No dia seguinte acordaríamos às 5h!

 

[t1]DIA 12 - Canion del Colca[/t1]

Acordamos cedinho, tomamos banho (a Elisa foi a última e teve problemas com a água quente) e fomos tomar café-da-manhã (devido aos problemas com a água quente, a Elisa se atrasou e ficou sem café :cry: ). Embarcamos na van e seguimos para o Canion. Estava ansioso para ver os condores!

A vista do canion é espetacular! Esperamos um pouco junto a Cruz del Condor para que o bichinho aparecesse, mas nada feito. Decidimos então descer até um outro mirador, na expectativa de enxergar o famoso voo. Quando chegamos lá embaixo, ÓBVIO, o condor apareceu para os que ficaram no mirador mais alto. Só pudemos vê-lo de longe. :cry: O condor é a ave símbolo dos Andes e de diversos países americanos e é uma ave impressionante: pode chegar a três metros de envergadura e viver mais de 80 anos!!!

 

Almoçamos em Chivay e voltamos para Arequipa. No caminho, passamos pelo ponto mais alto da viagem, a 4.910m.s.n.m! ::Cold:: Também paramos para contemplar a vista do imponente Misti, emergindo solitário no horizonte da estrada.

 

Chegando em Arequipa, trocamos dinheiro, jantamos e pegamos um táxi para a estação de ônibus. Era hora de ir a Paracas!

 

[attachment=1]DSC_0020.JPG[/attachment]

 

[attachment=3]DSC_0087.JPG[/attachment]

 

 

Muito bem feito seu relato, parabéns!

 

Uma dúvida quanto ao passeio ao Cânion: o valor foi S./ 65 com tudo incluído (ônibus + hotel)?

O pacote vcs fecharam direto no hostel, certo?

Quero muito fazer esse passeio, mas vi cada preço exorbitante por aí que desanimei.

 

Muito obrigada! :)

--

Luiza Piccoli

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Oi, Luiza!

 

Isso mesmo, S.65 incluindo ônibus (no caso van apertada) + hotel.

No entanto (esqueci de comentar no relato), ao ingressar no Valle del Colca, ou seja, quando se está entrando na cidade de Chivay, é preciso comprar um boleto turístico, que para brasileiros custa(va) S.40.

Haviam nos avisado e estávamos preparados, mas um casal de franceses da nossa van não sabia e os coitados quase ficaram sem dinheiro pro resto da viagem, porque os cartões de crédito deles não estavam passando ::hein: (e também porque para europeu era beeem mais caro, tipo mais de S.100).

 

No total dá mais de 100 soles o passeio, mas vale a pena, acho que deves ir!

 

Ah! O casal de mineiros que conhecemos na van pagou S.90, sem incluir o boleto, pelo mesmo serviço!!! Eles estavam hospedados num hotel em Arequipa e reservaram por lá. Ficaram #chatiados quando descobriram que nós havíamos pago menos. Moral da história: vale dar uma pesquisada, se tiver tempo.

 

Abração! Boa viagem! :)

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Oi, Luiza!

 

Isso mesmo, S.65 incluindo ônibus (no caso van apertada) + hotel.

No entanto (esqueci de comentar no relato), ao ingressar no Valle del Colca, ou seja, quando se está entrando na cidade de Chivay, é preciso comprar um boleto turístico, que para brasileiros custa(va) S.40.

Haviam nos avisado e estávamos preparados, mas um casal de franceses da nossa van não sabia e os coitados quase ficaram sem dinheiro pro resto da viagem, porque os cartões de crédito deles não estavam passando ::hein: (e também porque para europeu era beeem mais caro, tipo mais de S.100).

 

No total dá mais de 100 soles o passeio, mas vale a pena, acho que deves ir!

 

Ah! O casal de mineiros que conhecemos na van pagou S.90, sem incluir o boleto, pelo mesmo serviço!!! Eles estavam hospedados num hotel em Arequipa e reservaram por lá. Ficaram #chatiados quando descobriram que nós havíamos pago menos. Moral da história: vale dar uma pesquisada, se tiver tempo.

 

Abração! Boa viagem! :)

 

Ah, que legal! Bom saber que dá pra negociar por preços justos, rs.

 

Muito obrigada pelas dicas! (:

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Seu relato esta muito bom.

Vou fazer mesmo roteiro mas ao contrário.Vou começar por lima e depois vou descendo Paracas -Ica etc.. e por útimo Cusco(Machu Pichu) e tbem com um 1 passeio diferente, tirei um dia para conhecer Caral bate e volta mesmo dia .

Tinha planejado para ir Junho/Julho mas vou ter que adiar para início de setembro.

Tem muita coisa que eu me orientei pelo seu roteiro,tudo ficou mais fácil para mim..Parabéns.

  • 1 mês depois...
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  • Membros

Ótimo relato, ajudou bastante! :D

 

Você lembra o preço que cobravam para fazer o Cañon del Colca de 2 dias 1 noite por trekking?

Soube também que o pessoal que vai por trekking ainda dorme num hostel diferente, tipo um "oásis".

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