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Catherine Cunha

Bolívia e Peru em 19 dias, sozinha

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Bem gente, minha vez!

 

Eu vou dar algumas dicas e informações que julgo úteis para quem vai fazer essa viagem pela primeira vez, ou sair do país pela primeira vez, como foi meu caso.

 

Com a ajuda do mochileiros.com e do livro "Guia criativo para o viajante independente: América do Sul", eu cheguei ao seguinte roteiro para as minhas férias em julho de 2014:

 

2 de Julho - São Paulo/Santa Cruz de la Sierra (voando pela Gol)

2 de Julho - Santa Cruz de la Sierra/Sucre (voando pela Amaszonas)

4 de Julho – Sucre/La Paz (ônibus)

8 de Julho – La Paz/Copacabana (ônibus)

9 de Julho – Copacabana/Isla del Sol (barco)

10 de Julho – Isla del Sol/Copacabana/Cusco (barco e ônibus)

13 a 16 de Julho - Trilha Inca Clássica (Loki Travel)

19 de Julho - Cusco/Santa Cruz de la Sierra (voando pela Amazonas)

20 de Julho - Santa Cruz de La Sierra/São Paulo (voando pela Gol)

Total: 19 dias

 

Eu queria conhecer o Salar também, mas como isso desviaria a rota e me "custaria" mais os 3 dias do passeio, priorizei a Trilha Inca e deixei para conhecer o Salar depois, por alguma viagem pelo Atacama.

 

Levei U$1000,00 (cotação em real R$2,32) e, ao todo, cambiei U$460 em Bolivianos e U$350,00 em Novos Soles. U$110 eu paguei um saldo da trilha inca, U$30 uma diferença no trem em Águas Clientes e U$19 eu paguei um hotel em Copacabana (total U$969). Pra não fazer mais câmbio, também paguei 65 Novos Soles (hospedagem em Cusco) e 310Bol (hospedagem em Santa Cruz) no cartão de crédito.

Antes de sair do Brasil, tive gastos com o seguro saúde (GTA por R$146,32), taxa de embarque nas passagens de ida e volta pela Gol (usei 20.000 milhas, 10.000 o trecho), U$64 o vôo Santa Cruz/Sucre e U$214 Cusco/Santa Cruz. E no vôo de volta pro Brasil, precisei pagar uma taxa de 175Bol no aeroporto (na hora do check-in na Gol), que também ficou no cartão de crédito (essa taxa me pegou de surpresa, mas foi pouco mais de R$58 no fim das contas).

 

Na mochila cargueiro (Deuter Quantum 55L SL) eu levei:

1 calça de tactel

2 calças daquelas que viram bermuda

1 conjunto de calça e blusa térmica (que eu usei de pijama durante a trilha)

1 legging (que nem usei)

1 regata (que nem usei)

1 blusa de manga curta

2 blusas de manga comprida do tipo dry fit

2 blusas de manga comprida térmicas

1 blusa fleece

1 casaco fleece (usei, mas acho que eu poderia não ter levado)

1 casaco 3X1 (fleece e impermeável/corta vento)

1 maiô pras piscinas termais

1 toalha de banho

1 toalha de rosto

Calcinhas e 5 meias (3 de treeking)

1 chinelo

1 tênis

Lenços umedecidos, protetor solar, protetor labial, shampoo, condicionador, sabonete, repelente (usei na trilha, mas acho que nem precisava), desodorante, escova e pasta de dente, lenços e papel higiênico (comprei quando acabaram os lenços e é fundamental tê-lo na trilha)

Chapéu

Óculos de sol

Lanterna

3 Cadeados

Sabão para lavar roupa

Prendedor de roupa (não usei)

Carregadores

Pilha

1 adaptador pra tomada

Máquina fotográfica, cartão de memória e bateria extra (não usei)

Mini farmácia: Dramin, Sonrisal, Dorflex, e dois antibióticos que eu tinha em casa (Bactrim F e Amoxicilina)

 

Então, vamos começar do começo:

1. o aeroporto de Santa Cruz.

Logo que chegamos, TODOS que estavam no avião, mesmo os com nacionalidade Boliviana, passam pela imigração. Isso forma duas filas grandes (bolivianos e estrangeiros) e demorada (eu estava no meio da fila e devo ter ficado uns 40min nela, quem desceu do avião depois, ficou mais atrás na fila e deve ter ficado até uma hora).

Nessa primeira fila, você vai apresentar o passaporte e um formulário verde que irão te entregar no avião (preencha ele direitinho, completo e legível, ou então terá que sair da fila, arrumar o formulário e voltar pra ela). O rapaz vai perguntar o motivo de tu estar lá (férias, trabalho, estudo) e quantos dias tu vai ficar. Ele vai carimbar o teu passaporte e te dar uma parte do formulário que tu deverá guardar até a saída do país (quando tu vai devolver ele).

Depois disso, tu vai pegar a mala e ir para a fila da aduana. Aqui, tu vai entregar um formulário branco que também vão te dar pra preencher no avião, e vai apertar um botão em uma "porta". Se acender uma luz verde, estará liberado, se acender uma luz vermelha, vão pedir pra tu ir num cantinho abrir a mala pra uma pessoa revirar ela. Nas duas vezes que eu entrei na Bolívia (por Santa Cruz, e no aeroporto de La Paz quando eu voltava de Cusco) acendeu essa luzinha vermelha, mas a pessoa só revirou um pouco a mochila e me liberou.

As duas filas, mais pegar a mala na esteira (porque eu estava no meio da primeira fila), levou uma hora. Então se você chegar com hora pra seguir viagem, inclua esse tempo e lembre que ao chegar na Bolívia você "ganha" uma hora pelo fuso (vai atrasar o relógio em uma hora).

Só tinha uma casa de câmbio no aeroporto, cuja taxa era U$1 a 6,80Bol. Troque pelo menos U$50 (o que já paga o táxi, comida e talvez ônibus para outra cidade) e troque mais em outra casa de câmbio na cidade. Se você passar pelo aeroporto de La Paz (no meu vôo entre Cusco e Santa Cruz, tinha uma conexão lá), saiba que vão te cobrar uma taxa pelo câmbio que no aeroporto de Santa Cruz não é cobrada. Com isso, apesar de a cotação estar melhor no aeroporto de La Paz, você perderá alguns bolivianos (no meu caso, U$50 seriam 337Bol em La Paz a 6,88 descontando a taxa, e 344Bol em Santa Cruz a 6,8)

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2. Sucre

O voo pela Amaszonas foi pontual, tranquilo, rápido (meia hora) e bonito. Recomendado. O aeroporto de Sucre está no topo de uma montanha, é muito bonito. Eu tinha lido sobre uma taxa de embarque nos aeroportos, mas agora (nos vôos domésticos) ela já está incluída na passagem, então não precisa mais se preocupar com isso.

Essa cidade é coisa mais querida e pra quem curte história e museus é um prato cheio.

Eu reservei duas noites pra Sucre, e saí de lá no final do terceiro dia (peguei um ônibus para La Paz as 19:30 do dia 4) mas fiquei meio ociosa durante esse dia. O taxista que me levou ao terminal de ônibus disse que eu poderia ter pego um ônibus até Potosí de manhã, ter conhecido a Casa da Moeda, e de lá ter pego um ônibus para La Paz no fim do dia. Então duas noites é o suficiente para conhecer o principal da cidade e tomar uma cerveja vendo o por do sol na Recoleta, mas saia de lá cedo no terceiro dia pra conhecer outro lugar.

Lá, na Rua San Alberto, 7 (perto do mercado) consegui uma taxa de câmbio de 6.92.

Fiquei hospedada no Kultur Berlin, em um quarto privativo (sem banheiro) por 70Bol a diária. Um pouco caro, mas mais caro ainda é Santa Cruz (me aguardem).

O hostel tava cheio de gringo.

É um hostel bom. O café da manhã é bem variado (café, suco, iogurte, pão, bolo, frutas, cereais) e foi o único em hostel que encontrei assim na viagem. E pode se servir a vontade.

Tem um bar também quando a fome bater fora de hora.

O que pode ser ruim, dependendo da pessoa, é que sempre está tocando uma música alta no hostel. No quarto que eu tava era tranquilo porque era no jardim, então não se escutava, mas se tu ficar em um quarto perto do bar e quiser descansar, vai ser difícil.

Além disso, só haviam dois banheiros com chuveiro e um lavabo, e eles ficavam longe do quarto. Levantar a noite para ir ao banheiro pode ser um problema para os preguiçosos como eu.

Então acho que se tu conseguir um quarto com banheiro no jardim vai ser perfeito, haha

Sobre o que fazer: todos os museus que eu entrei tinham visita guiada de graça e eu tive a sorte de sempre poder entrar em algum grupo que estava começando. Então, ao chegar, pergunte pela visita guiada.

Vale a pena ir a Casa de la Libertad (um museu histórico-político com um belo pátio interno) 15Bol, no museu Costumbrista "Casa Deheza" (com roupas e objetos de época) 10Bol, e no museu do convento da Recoleta (com um pouco de tudo dos franciscanos) 15Bol. Deixe esse para o fim da tarde (lá pelas 17h) e ao sair fique no mirador ou vá no café que tem abaixo dele para tomar uma cerveja vendo o por do sol.

Os museus fecham aos meio dia, então aproveite para ir até a Plaza 25 de Mayo ou o Parque Bolivar depois de almoçar, para ver os belos jardins e as cholitas jardineiras.

 

 

 

Eu tentei conhecer a igreja San Felipe Neri, mas estava fechada.

Na esquina oposta tem uma igreja quase abandonada, a La Merced, em que dá pra tirar fotos dentro e subir até o sino e tirar boas fotos lá de cima.

 

 

O taxista que me levou do aeroporto ao hostel disse pra eu conhecer o cemitério, e eu fui, mas não achei nada de mais. Depois outra pessoa disse que vale a pena conhecer esse lugar, então se tu for até lá, contrate um guia pra descobrir o que tem de especial. Só um rapaz me abordou quando eu cheguei lá, mas eu dispensei.

É fácil e barato (1,50Bol) andar nas vans por lá. Mas eu consegui me perder e quando vi estava numa espécie de 25 de Março que eu acho que era o mercado campesino. Mas sair de lá foi fácil porque tem muita van, só demorou por conta do trânsito meio caótico.

Eu fui até o terminal de ônibus a pé, e foi uma pernada, no segundo dia comprar a passagem para La Paz (180Bol por um bus cama na Trans Copacabana). Como disse, é fácil e barato andar de van, então vá assim para evitar a fadiga.

Bem, eu comprei a passagem um dia antes pra garantir, mas quando cheguei para embarcar, meia hora antes do horário, o rapaz que me vendeu a passagem disse que ia ter que trocar ela porque teriam mandado outro ônibus, e eu ficaria em outro acento. Ele me garantiu que ainda seria um bus cama, mas disse que se eu quisesse, podia sair um pouco mais cedo em um ônibus comum.

Fiquei com o bus cama, em outro acento.

As 19:30 chegou um ônibus de dois andares da Trans Copacabana e um comum da Trans Copacabana 1Mem. O meu era esse último.

Na hora eu quase dei um piti, achando que tinha alguma coisa errada, e que eu tinha sido enganada. Mas uma senhora me explicou que essa empresa se dividiu em três (Trans Copacabana, Trans Copacabana 1Mem e Copacabana) e que esse ônibus que eu ia pegar era o mais confortável.

De fato, a poltrona era larga, tinha encosto para os pés e um cobertor meio empoeirado.

Do meu lado sentou um boliviano que tinha um cheirinho ruim, mas só quando se mexia. E com o cobertor ficou tudo bem. Tomei um dramim e fiz uma ótima viagem. Mas entraram duas pessoas no caminho que foram sentadas no chão. E, sério, faz muito frio a noite quando a altitude começa a aumentar.

Mais sobre a rodoviária de Sucre: é preciso pagar 2,5Bol de taxa de uso do terminal para poder sair para a área de embarque. E se você tem apego pela sua mala ou mochila, carregue ela consigo, ou então aceite o fato de que ela vai ser "transportada" para o andar de embarque por uma roldana.

Sobre restaurantes, gente, eu MUITO recomendo o Café Condor, na rua Calvo com Bolivar. É vegetariano. A comida é MUITO saborosa, as porções são bem servidas, eles tem o menu do dia (30Bol), e a melhor empanada da viagem. Além de ser barato, o ambiente é ótimo e tem música boa e wireless. Sério, o melhor lugar.

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3. Sobre La Paz

Como eu tinha um roteiro, assim que cheguei na rodoviária já comprei a passagem para Copacabana pela Titicaca (30Bol) pra garantir, economizar no táxi e no que cobrariam a mais comprando na cidade.

Fiquei hospedada no Wild Rover, em um quarto feminino com 6 camas por 69Bol (em Sucre paguei o mesmo por um quarto privativo!). Como cheguei as 9 da manhã, tive que esperar até as 2 da tarde pra poder deixar minhas coisas no quarto. Ainda assim, era possível tomar o café da manhã e deixar a bagagem em um depósito bagunçado.

O café da manhã foi o pior de todos na viagem. Era sempre água quente, saquinhos de chá, café solúvel, pão duro, margarina e geléia de morango. Podia se servir a vontade.

Deixei minhas coisas lá e fui caminhar no centro, pra ver se eu achava a agência Azimut Explorer, pra reservar Tiwanako pro dia seguinte, mas não encontrei.

Me senti meio febril nessa caminhada, provavelmente por causa da altitude, então assim que deu a hora pra entrar no quarto eu voltei pro hostel pra descansar. A altitude pega mesmo, e acho que descansar fez toda a diferença porque depois eu não senti mais nada.

Bem, sobre o hostel posso dizer que ele é feito pra gringo, e fica cheio deles. Até os avisos são em inglês, e só alguns estão também em espanhol.

Fui tentar praticar meu portunhol e levei um "english, please" de uma guria lá.

O público é jovem, do tipo que viaja por meses e já está cansado de ver coisas turísticas, então passa o dia no hostel bebendo ou dormindo.

O bar é legal, mas cabe um terço das pessoas que dormem lá. Só fui conseguir entrar no último dia, que não tinha jogo da copa.

Mas o que me incomodou mesmo foi a postura do staff.

Minha reclamação foi porque um dia entrei no quarto e tinha um cara deitado na cama. Bem, o quarto era feminino somente, e eu estava pagando mais caro por isso. Mas a recepção me disse que não tinha problema ele estar lá, e se eu estivesse incomodada, era só pedir pra ele sair (???).

A noite, esse rapaz entrou as 4 da manhã no quarto, acordando todo mundo, pra dormir na cama que ele estava durante o dia, porque estava acontecendo uma festa no quarto dele e ele não conseguia dormir.

Sei que isso é típico desse tipo de hostel, mas se o staff permite, acho que não podem cobrar mais caro por um quarto que na verdade é como os demais.

Fora isso, uma moça que estava no mesmo quarto que eu deixou roupas pra lavar (10Bol o quilo), e elas sumiram. Eles disseram que devem ter se misturado a coisas de outras pessoas, e deram pra ela 200Bol de compensação. Mas segundo ela, que era sueca, as roupas eram caras, com Goretex e tal, e os Bol que eles deram não pagavam nem uma peça.

Resumindo, eu não ficaria lá novamente.

Não pelo bar, mas pelo clima de gringo sem propósito e pelo custo benefício. Mas sei que tem gente que teve uma experiência melhor, então vai depender do perfil de cada um e do tipo de viagem que se está fazendo também.

Sobre o que fazer na cidade, dependendo da hora é possível entrar nas igrejas sem pagar. Além disso, eu muito recomendo o museu San Francisco (também com visita guiada de graça), e o city tour com o pessoal do Red Cap. É de graça, mas no final você vai querer dar uma propina pras duas meninas que levam o grupo.

No passeio, percorre-se a cidade a pé por 3 horas, saindo da Plaza San Pedro as 11 da manhã ou as 2 da tarde. Ele é todo explicado em inglês (no grupo que eu fui, de 50 pessoas, eu era a única latina) e passa por vários lugares interessantes. Termina no escritório da agência de turismo que fica no último andar de um hotel, com uma bela vista pra fotos.

Algumas coisas que elas disseram, que eu achei interessante:

- dizer "chola" é considerado pejorativo. Devemos falar "cholita". E elas não gostam que agente tire fotos, tem que pedir licença e as vezes pagar.

- para os aimaras, o pé é a parte mais suja do corpo, e é por isso que os engraxates usam uma toca que lhes cobre a cabeça, por vergonha e para não serem reconhecidos.

- o Evo Morales, mudou a constituição e o nome do país (para “Estado Plurinacional da Bolívia”) em 2009. Com isso, toda a população teve que reemitir todos os documentos pessoais (de certidão de nascimento, a carteira de motorista). E outras coisas que vocês vão saber se fizerem o passeio.

O mercado das bruxas e a Calle Sagarnaga são os locais para compras, e o Mercado Lanza é ideal para um lanche, tomar um suco e comer uma Tucumana.

E se você gosta de história, não deixe de conhecer Tiwanaku.

Eu reservei no hostel mesmo, e no recibo tem o nome da agência Extreme Expeditions (http://www.extremeexpeditionsbolivia.com).

O tour com guia saiu 70Bol, mais a entrada por 80bol e o almoço por 40bol. É caro, mas vale a pena. É incrível a precisão e a habilidade com que eles trabalhavam as pedras, e os monolitos de até 7m de altura. O nosso guia foi ótimo, mas não lembro o nome dele. E esse passeio dura o dia todo.

Sobre a rodoviária, você vai precisar pagar 2bol de taxa de uso (para poder passar para a área de embarque)

O ônibus que eu peguei até Copacabana (30bol com a Titicaca) era pequeno, apertado e sem banheiro, mas no caminho paramos em um posto de gasolina para ir ao banheiro.

Eu tentei fazer os dois passeios de ônibus, mas justo no dia que eu tentei (a primeira segunda-feira do mês), a linha não opera (http://www.lapazcitytour.net)

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4. Sobre Copacabana

A cidade é pequena e bonita.

Saímos de La Paz as 8h, e chegamos as 12:15min. Optei pelo ônibus, ao invés da van, pensando que seria mais confortável e que chegaríamos mais cedo.

Depois do posto de gasolina, a próxima parada foi para cruzar o ônibus com a balsa, e nós em um barco.

Paga-se 2Bol por isso.

A travessia de barco é mais rápida que a da balsa, então dá tempo de chegar e comer uma empanadas na praça, atrás do mercado, antes de subir novamente no ônibus.

Também nos pediram o passaporte ao chegar do outro lado, então é legal ter ele a mão.

Depois que subimos no ônibus novamente, andamos por mais uma hora, talvez, até chegar em Copacabana.

Nosso ônibus parou em frente ao hotel Mirador, e uma moça entrou e ofereceu quarto privativo com TV e internet por 40Bol. Várias pessoas ficaram, eu segui porque já tinha uma reserva em outro lugar.

O ônibus segue mais um pouco e nos deixa em uma rua que tem muitos restaurantes e agências de turismo.

Se quiser, dá tempo de almoçar e pegar o barco que sai para a ilha as 13:30, mas eu realmente recomendo ficar essa noite em Copacabana, e pegar o barco na manhã seguinte.

A cidade é pequena. Em uma tarde é possível conhecer tudo. Eu recomendaria a Catedral, e próximo a ela estão o Intikala, também conhecido como tribunal inca, e a horca del inca que seria um observatório astronômico. Eu paguei 20bol pra um táxi me levar nesses dois lugares. Mas são pertos e é possível ir a pé se tu tiver as coordenadas. Só não deixe para o fim da tarde, pra não ficar escuro e não conseguir descer. Pra subir até a horca, uma senhora cobra 10bol.

Quem sobe até lá pode abrir mão do Cerro calvário porque a vista é linda também.

Na cidade, fiquei hospedada no La Cupula. U$19 o quarto privativo com banheiro, e 25bol o café da manhã (há um restaurante no hotel, e opções diferentes para o desayuno). Esse que eu escolhi tinha suco de frutas, ovos mexidos, pão integral, manteiga, geléia, e café. Foi o melhor café da manhã da viagem.

O dono do hotel é muiiiiiiito gentil. Eu deixei a mochila lá para ir a isla no dia seguinte (só levei a de ataque) e quando voltei pra pegar, mesmo depois do check-out, ele me ofereceu a sala de TV, a internet, a cozinha, o banheiro.... Tudo como se eu tivesse hospedada, menos o quarto.

E tem uma vista linda para o lago. O único problema é que se você pegar a rua errada pra chegar lá, vai subir algumas lombas. O melhor é seguir pela praça onde ficam os ônibus.

Eu fui em um restaurante recomendado pelo livro do Zizo, chamado Café Bistrot, e tomei um suco de tuna (maravilhoso) e comi o queso u'macha (um prato com papas, milho, queijo, um molho picante e ervas). Muito gostoso, mas caro perto das outras refeições que eu já tinha feito (80bol tudo).

O câmbio lá vai depender do quanto você for trocar. Eu precisei trocar U$60 e consegui 6,85, perto da catedral. Mas se fosse U$100, a moça faria por 7Bol.

No dia seguinte peguei o barco para o norte da ilha as 8:30 por 25bol.

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5. Sobre a Isla del Sol

O trajeto de barco é demorado (1:30 até a parte sul, e 2h até a parte norte) e se você costuma enjoar, leve um dramin. Ao chegar, é possível fazer um lanche antes da trilha, caso você não tenha tomado o café da manhã.

No barco, não fique muito atrás, porque o cheiro de combustível e a fumaça podem ser fortes as vezes. Se o dia estiver com poucas nuvens, você pode enxergar a Cordilheira dos Andes no lado direito.

Acho que se você for fazer a trilha, o melhor mesmo é começar pelo lado norte, e seguir até o sul. No lado norte, a subida é devagar, e não há muitas opções de hospedagem. No lado sul, a subida é medonha e tem mais estrutura (hotéis e restaurantes).

Se for começar pelo norte, siga um dos guias que te explicará sobre as ruínas que tem desse lado. Eu fui sozinha e ao chegar lá, fiquei sem a explicação e me arrependi. No final, ouvi ele cobrar só 10bol por pessoa do grupo.

Depois das ruínas, você vai seguir sozinho pela trilha até a parte sul. E não será necessário guia (só há dois caminhos, mas indo até as ruínas só é possível seguir por um deles).

E se você começar pela parte sul, também não vai precisar de guia para chegar a parte norte.

O caminho é simples.

As propinas durante o percurso estão "tabeladas" e a cada uma você fica com um comprovante, como se fosse um ingresso. No verso deles há um mapa da ilha, então não se preocupe em comprar um (vendiam por 10bol na chegada). Também é possível tirar uma foto da placa com o mapa no começo da trilha.

Vindo do lado norte, a primeira propina foi de 10bol, a segunda 15bol, e a última 5bol.

Cuidado com uma cholita com uma lhama: ela cobra 5bol por foto que você tirar, mas só avisa depois que tu bater as fotos, e se tu não tiver trocado para pagar a ela, ela não te dará o troco.

E por nada, esqueça o chapéu, o protetor solar e o óculos de sol. Só tem um pequeno trecho com sombra em todo o percurso, e o sol é realmente forte.

Tinha vários lugares pra comprar água e biscoitos ao longo do caminho, e artesanato também. Inclusive o chapéu, caso você esqueça.

Até o barco chegar, e eu descobrir por onde seguir, comecei a trilha lá pelas 11h. Fui devagarinho, e tirando fotos, e levei 4h pra fazer o trajeto.

É cansativo, e o sol é forte.

Parece que o lago está a 3800m acima do nível do mar, e a trilha chega aos 4200m. Então não tem como fazer correndo.

Recomendo muito passar uma noite lá. É de um silêncio impressionante.

Se você for ficar, não espere muito luxo, como água quente.

Vindo da parte norte, as primeiras opções de hospedagem estão perto de restaurantes, e do lado da ilha em que se pode ver o por do sol.

Eu fiquei desse lado, no Puerta del sol, por 80bol, em quarto privativo com banheiro e café da manhã, e recomendo.

Se você continuar caminhando a procura de hospedagem vai começar a descer, e saiba que não terá força pra voltar. Então, quando encontrar um lugar que goste, fique.

Esse outro lado da ilha (à esquerda de quem chega pelo lado norte) é o do nascer do sol.

Como eu fui dormir cedo porque estava cansada, consegui acordar cedo para sair e ver sol nascer.

E bem perto da saída dos barcos tem hospedagem também, mas não consegui ir até lá.

A ilha é abastecida por burrinhos que levam água e comida. Ela tem energia elétrica e internet.

No dia seguinte, eu peguei o barco das 10:30 pra voltar a Copacabana.

Tinha um para a Isla de Luna as 10h, saindo da parte sul. Mas depois teria que voltar para a parte sul da Isla del Sol, e pegar outro barco para Copacabana. Eu entendi que custaria 50bol ida e volta da isla da Luna para a do Sol, mas outra pessoa me disse que seria 100 (50 o trecho). Então não sei. A volta pra Copacabana custou 20bol.

Quando eu voltei, fiquei enrolando no Hotel La Cupula até a hora de pegar o ônibus para Cusco (18:30).

Eu já tinha visto tudo da cidade um dia antes, e não tava a fim de ficar caminhando.

Mas daria tempo de ter almoçado e ainda ter pego o ônibus para Cusco às 13:30, ou para Puno. Quando chegamos em Puno com esse ônibus que eu peguei às 18:30, subiu um casal que estava comigo no barco da Isla para Copa, então acho que ainda por cima daria tempo de conhecer as Islas Flotantes e continuar até Cusco.

Eu paguei 100Bol por um bus cama para Cusco pela Titicaca Tours.

Quando fui embarcar, o ônibus tinha dois andares, e o bus cama era a parte de cima (um ônibus com poltronas comuns). Então não se apegue ao conceito “bus cama”, porque ele é relativo.

A moça me explicou que o andar de baixo (que era como o bus cama que eu peguei de Sucre a La Paz – com poltronas largas, e encosto para os pés) era o sofá cama.

Se você não abre mão do conforto em viagens longas (e eu acho que vale a pena esse luxo), peça sempre pela opção mais confortável (que pode ou não ser a bus cama).

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6. Sobre a fronteira Bolívia/Peru

Logo depois de sair de Copacabana, o ônibus parou e recebemos a instrução de descer, passar pela imigração Boliviana, caminhar e passar pela imigração peruana, e reencontrar nosso ônibus lá.

Então, nessa etapa, ninguém vai ver ou revirar sua bagagem.

Aqui, é preciso ter a mão o passaporte e a parte do formulário verde que você apresentou ao ingressar no país e que te foi entregue.

Eles vão carimbar o passaporte e ficar com esse papel.

Um casal de brasileiros que estava no ônibus disse que o policial queria cobrar uma multa deles, porque o carimbo de entrada estava com a data de 2013!! Por sorte, eles já tinham entrado e saído do país antes, na mesma viagem, e então tinham o carimbo de 2014 com data anterior, e conseguiram mostrar pro cara de que aquilo havia sido um engano (a permanência máxima é de 90 dias, mais do que isso é preciso pagar uma multa). Se você perder o formulário verde, também paga uma multa (que na Bolívia eu não sei de quanto é, mas no Peru o rapaz do ônibus disse que era U$10).

Havia câmbio desse lado da fronteira (U$1 a 2,72 Novos Soles) e do lado peruano também (U$1 a 2,75 Novos Soles)

É legal cambiar pelo menos U$50 para ter dinheiro para o táxi ao chegar, e para os banheiros na rodoviária de Puno e na fronteira (1Novo sol). Se você não for mais voltar pra Bolívia, também pode cambiar o que tiver sobrado de boliviano.

Alguns passos a frente, e um fuso horário a menos, está a fronteira do Peru.

No ônibus vão te entregar um formulário para ser apresentado nessa fronteira, e o mesmo vai acontecer: você vai ficar com um pedaço desse formulário para entregar na saída do país.

Eles foram bem rigorosos com esse formulário, e aqueles que não tinham preenchido de forma clara e legível tiveram que preencher de novo.

Depois disso, é só subir no ônibus e dar um sorriso para o Peru!

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7. Cusco

Cheguei em Cusco antes das 5h da manhã.

Peguei um táxi até o Loki Hostel (30bol!!!! Só porque é uma lomba)

Eu tinha reservado um quarto feminino, com 8 camas por 36Soles.

Como cheguei cedo, e o quarto estava lotado, tive que deixar minha mala em um depósito bagunçado (no mesmo estilo do Wild Rover de La Paz).

O cara da recepção foi me levar pra sala da TV, pra fazer hora.

Chegando lá, a TV não funcionava e tinha uma criatura dormindo lá.

Aí, fui pra sala dos computadores.

De novo, uma criatura dormindo lá, junto com diversos copos e xícaras sujas, e dois pratos com ossos e restos de comida e talheres.

Eu teria que esperar até as 13h para poder ocupar o quarto.

No pátio do hostel, as 5:30 da manhã, tinha um pessoal acordado e gritando uns com os outros.

Aí eu pensei: “mas porque mesmo que eu vou ficar aqui?!”

Uma bagunça, uma sujeira, e gente fora do quarto (indícios de que o quarto não seria o melhor lugar pra dormir).

Como eu já estava na sala dos computadores, comecei a procurar algum lugar perto ou com o mesmo valor que eu tinha planejado pagar (36Soles).

Aí achei o Mama Simona, pertinho dali, e com quarto coletivo pra oito pessoas por 30Sol.

Fui correndo ver se tinha vaga e se eu gostava.

Foi amor a primeira vista.

Um lugar bonito, com boa música, e com outro “público”.

O hostel tem quartos privativos também, e quando eu cheguei tinha muito estrangeiro, mas casais, e um deles com os filhos, inclusive.

Também tinha gente jovem (solteira e casada).

Era o que eu procurava. Hostel, mas tranquilo.

E eu realmente recomendo esse lugar.

O chuveiro era ótimo! O café da manhã era simples (pão, manteiga, geléia, suco, café, e chá de coca), mas a vontade e com coisas gostosas (não o pão duro do Wild Rover).

Também podia pedir ovos mexidos ou torrada (que para nós, gaúchos, é o que outros chamam de misto quente) pagando 3Soles a mais (no Wild Rover era 20Bol).

A cama era confortável, na recepção tem tudo o que você precisar (do miojo pra cozinhar ao cadeado e cerveja).

A sim, tinha a cozinha (no Wild Rover não tinha).

E o mais importante, pra mim que ia fazer a trilha inca, é que eles tinham depósito de bagagem MUITO seguro: armários individuais (do tipo locker) que tu fechava com o teu cadeado, e só tu teria acesso.

A única crítica em relação ao quarto é que o piso é de madeira e estralava um pouco quando caminhava. Mas, aff quem se importa.

Na recepção eles emprestam violão, secador de cabelo, tudotudotudo.

Tem uma agência de viagens, computadores pra acessar a internet e chá de coca grátis todo o dia, o dia todo.

É uma casa de mãe mesmo.

E fica só 4 quadras da Plaza de Armas.

Eu ainda por cima cheguei, e já pude entrar (antes da hora do check-in) já que tinha cama!!!

Amei o lugar, e certamente ficaria hospedada lá novamente.

Bem, sobre câmbio, eu fiz na Plaza das Armas por U$1 a 2,75soles. Na Av. El Sol eu vi depois por 2,76

No primeiro dia, fui tentar comprar o boleto turístico. A moça que me atendeu, muito gentil, me explicou que era melhor não comprar (hahah).

No meu caso, eu ia usar somente para o Vale Sagrado e Moray e isso seria o boleto parcial (70Soles, que só se pode usar para o dia em que se compra e o seguinte).

Então, ela sugeriu que eu comprasse ao chegar em Pisac (já que eu ia começar pelo Vale Sagrado: Pisac, Ollantaytambo e Chinchero).

Como eu tinha os dias “pingados” (fui no vale sagrado dia 12 e dia 17 fui em Maras e Moray, ou seja, quando o boleto não valia mais), paguei os 70soles para o Vale Sagrado usando o Boleto parcial, mais 15 para Moray e 7 para Maras (92Soles ao todo). Se eu tivesse usado o boleto para Moray no dia seguinte teria economizado somente os 15soles da entrada em Moray), e se eu tivesse comprado o Boleto geral (que vale por 10 dias), eu teria pago 130Soles, mas não conseguiria ver tudo o que ele inclui.

Os outros lugares que eu fui (Museu Inka – 10Soles; a Catedral – 30Soles no Boleto integral; uma outra Igreja que tem na Plaza de Armas – 15Soles; e Qorikancha-10Soles) não estão inclusos no Boleto geral, e o ingresso é comprado diretamente no local. Concluindo, a moça que não quis me vender o boleto geral foi muito gentil.

Bueno, eu fiz os passeios para o Vale Sagrado e Maras e Moray com a agência do hostel (no recibo tem o nome de “Rasgos del Peru”). Paguei 30Soles pelo transfer e guia por cada um deles.

No fim das contas, nos dois casos, fui parar em uma praça onde os grupos se juntavam e pessoas de diversas agências pegavam o mesmo transporte para esses lugares. E saía atrasado (as 9:30).

O passeio ao Vale Sagrado é muito legal. Dura o dia todo. (cheguei em Cusco às 19:30).

Mas como saímos atrasados, ficamos só com meia hora para caminhar por Pisac e Ollantaytambo, depois da explicação do guia. E em Chinchero, já era noite quando chegamos, então só ouvimos a explicação do guia dentro e fora da igreja, e voltamos para a van.

Eu sou adepta das comodidades, e foi por isso que optei pela agência.

Mas já li em outros relatos que é possível fazer esse passeio de forma independente, e com mais tempo.

O Museu Inka eu mais do que super recomendo. Acho que é o mais completo de Cusco, então se você tiver pouco tempo, dê prioridade a ele. Tem múmias, crânios que foram operados e que tiveram a sua forma alterada. Tecidos lindos, cerâmicas, pinturas. É completo.

No pátio também tem alguns artesãos vendendo cerâmica, pedras, e têxteis (toucas, bolsas, mantas...)

Aliás, mulherada, eu achei os têxteis muito mais bonitos e bem acabados no Peru do que na Bolívia. Então deixe pra comprar roupas, bolsas e afins por aqui.

A Catedral é fantástica. Pense nas igrejas de Ouro Preto, e agora multiplique por 3. Mais um pouco e temos a catedral de Cusco. Imperdível.

Eu fui sem guia, e me arrependi. Também não sei onde que eu contrataria um, mas eu vi vários grupos com guia. Acho que fazia parte do city tour. Também comprei um “boleto integral” (que incluía um circuito de igrejas, mas nem fui nas outras). E depois de ir nessa, as outras serão chatas.

Tem altar de prata, pinturas lindas e enormes, cedro talhado com muitos detalhes, túneis....

Como eu me arrependi de não ter ido com guia na catedral, paguei 20soles por uma guia na outra igreja que tem na Plaza de Armas. Mas nessa não precisava.

No Qorikancha (que também vale a pena visitar), um rapaz se ofereceu pra ser guia por 30soles. Mas eu não tinha muito dinheiro, e não quis. Confesso que também não senti falta, porque tem várias placas explicativas ao longo do trajeto.

O último passeio, depois que eu voltei da Trilha Inca, foi Maras e Moray. Seilá se foi porque eu tinha voltado da Trilha e estava deslumbrada com tudo o que eu tinha visto, que eu não achei nada de mais... enfim.

Na Plaza de armas saem uns ônibus panorâmicos para fazer o city tour por 20Soles. Eu fiz e acho que valeu a pena. Deve ter levado pouco mais de uma hora. Não dá pra entender tuuuudo o que o carinha explica no microfone por causa do barulho da rua, mas já dá pra ter uma noção inicial da cidade. Vale a pena também porque ele vai até as ruínas de Saksaywaman com direito a uma parada no Cristo Branco.

Sobre os restaurantes em Cusco, todos os que eu fui eram bons.

Tem uma casa de sucos na Plaza chamada Yajuu! Que é muito boa. Parei por ali depois de chegar do passeio a Moray (lá pelas 15h) e comi um hambúrguer e tomei um suco de Tuna (sério, tomem esse suco) e fiquei muito feliz.

Perto dali, na esquina da praça de onde saem os passeios, eu fui no Kushka...fe, e adorei. Por 10soles tinha empanada com cappuccino, ou uns bolos de chocolate com café, em um ambiente legal e com wi-fi.

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9. A volta de Cusco para Santa Cruz (com conexão em La Paz)

Comprei uma passagem pela Amaszonas por U$214 para o dia 19.

Mas lá pelo dia 10, eu recebi um email com os dados do vôo, e só.

Quando eu fui revisar direitinho os horários e datas, percebi que eles tinham antecipado a saída de Cusco para o dia 18, na primeira classe. Mas de La Paz a Santa Cruz, continuava para o dia 19.

Como eu já tinha passado por La Paz, não me interessava ficar uma noite lá, e eu também não sabia como isso funcionaria (se a Amaszonas pagaria a hospedagem ou se eu ficaria no preju).

Enviei um email perguntando, e nada.

Aí vi que em Cusco tinha um escritório da companhia, e passei por lá pra saber o que tinha acontecido, e que opções eu tinha.

Eles me explicaram que não podiam mais voar saindo de Cusco aos sábados, e por isso o voo tinha sido antecipado. E me deram a opção de sair e chegar em Santa Cruz no dia 18.

Como eu ia pra Trilha Inca e ia ficar sem comunicação por uns dias, e como seria mais fácil conseguir mais um dia de hospedagem em Santa Cruz, do que mudar o voo, aceitei essa opção.

O aeroporto e Cusco é bem simplório.

Cheguei lá antes de abrirem o balcão da companhia.

Meu voo saía ao meio dia, e só podia entrar na sala de embarque e passar pela imigração a partir das 10:30.

Dentro dessa parte do aeroporto (de voos internacionais) só tem banheiro e wi-fi. Nenhum lugar pra comprar um café ou qualquer outra coisa, então aproveite o tempo do lado de lá. E coma a vontade. As coisas tem um preço justo (3soles uma empanada).

Na imigração foi tranquilo. E deixei o pedaço do formulário branco da entrada com eles.

Reviraram um pouco minha bagagem de mão, e me deixaram passar com água e bolacha.

Já o aeroporto de La Paz é mais completo, e as coisas são mais caras (um Subway de 30cm custava 66Bol).

Por causa da aduana, temos que pegar a bagagem pra ser revistada e despachar de novo.

Lá dei entrada no país e peguei o formulário verde novamente.

Como eu disse, há uma casa de cambio lá, mas eles cobram uma taxa pela operação que não é cobrada no aeroporto de Santa Cruz.

Eu tive que ficar hoooooras lá (entre 14h e 19h) até pegar o outro voo pra Santa Cruz.

E esse voo, ainda fez uma escala em Cochabamba.

No fim, deu tudo certo. E quando eu cheguei em Santa Cruz, soube que havia chovido muito e vários voos tinham sido cancelados, menos o meu!!

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10. Santa Cruz de La Sierra

Gente, que cidadezinha sem graça. Então a primeira “dica” sobre ficar lá que eu vou dar é não fique lá.

Não tem nada pra fazer e é tudo o dobro do preço das outras cidades da Bolívia.

Bom, cheguei, peguei um táxi e fui pro Loro Loco hostel.

Eu tinha feito uma reserva pelo Hostelworld para o dia 19 (6 camas em dormitório misto por 90Bol), e com a mudança do voo pela Amaszonas, eu tinha solicitado por email o acréscimo da noite do dia 18, e tinha recebido um email com a confirmação.

Maaaaas, chegando lá, a pessoa que confirmou a reserva por email havia esquecido de por isso no sistema, e eu não tinha reserva para aquela noite.

O dono ainda tentou me oferecer um colchão no chão, para passar a noite de graça. Mas gente, eu já tava em fim de carreira, super cansada (isso já eram umas 21h, e eu estava transitando entre aeroporto e avião desde as 10h).

Com a minha negativa, ele me levou em uma pousada perto, e me ofereceu um quarto privativo lá, com banheiro. Eu pagaria os 90Bol que eu pagaria pelo coletivo no hostel, mas teria que tomar o café lá no hostel e sair do hotel de manhã.

Beleza. Como eu estava cansada, aceitei.

Só que aí eu fui ao banheiro. E o vaso sanitário estava sujo, e entupido. Quando eu dei a descarga, o “presente” que tinham deixado pra mim começou a transbordar.

Ahuehueheuaehaue

Ai gente, que horror.

Aí peguei o guía do Zizo que eu tinha comigo, e vi que na Calle Junín tinha algumas opções de hospedagem.

Saí correndo, e entrei no primeiro táxi que passou.

Foi a primeira vez que eu senti medo em toda a viagem. Porque quando me dei conta, o taxista tava falando umas coisas estranhas, e dizendo o quanto gostava de brasileiras. E eu ali sozinha, as dez da noite, sem saber pra onde estava indo. Mas o cara me levou pra rua que eu pedi, e no primeiro hotel que eu vi, desci e perguntei se tinha vaga, eu fiquei.

Chama Hotel Copacabana. Tinha uma placa da rede Hi Hostel, mas os preços são muito diferentes de um hostel (começava por 195Bol a diária).

Como eu tinha a carteirinha da rede, ficou 180Bol a diária, em um quarto privativo, muito confortável, com banheiro, água quente, TV a cabo e wi-fi. E foi a melhor coisa que eu fiz, porque, como disse, ô cidadezinha sem graça essa.

Então, dormi feito uma rainha na primeira noite, conheci o pouco que tinha pra conhecer na manhã do dia 19, e passei o resto das férias no quarto do hotel, dormindo, comendo e assistindo TV, sem culpa nenhuma e no maior conforto.

O Loro Loco estava longe da praça principal (ao contrário do Hotel Copacabana) e numa zona bem residencial.

O Copacabana estava no centro, e na esquina tinha uma sorveteria chamada Picolo, que tinha sanduíches e sucos bons também, mas com um atendimento demorado. Na noite que cheguei, já eram umas 23h quando eu consegui sossegar o facho, e finalmente comer, e foi por ali que eu fiquei. Um panini com salada e um suco custaram quase 40Bol. Mas é Santa Cruz...

O café da manhã do hotel não era lá essas coisas: dois pães, manteiga e geléia, um copo de suco e café (e esqueci de dizer que na Bolívia é chafé, no Peru é café de fato).

Almocei no Café 24, e como era o último dia, e eu ainda tinha alguns bolivianos, enfiei o pé na jaca: comi uma Truta na manteiga com uma taça de vinho tinto, sobremesa e um expresso pra arrematar – 110Bol.

E o que sobrou, foi pra cerveja da última noite :D

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