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Viagem realizada em Maio/2014.
Roteiro básico: Nova Delhi, Jaipur, Agra, Khajuraho, Varanasi, Kathmandu, Amritsar, McLeod Ganj/Dharamsala.
Prévia
Não tínhamos um destino definido para nossas férias de 20 dias de maio. Tínhamos um leque de opções. Passamos janeiro verificando promoções, mas não rolava nada que nos atraísse ou que fosse para o período que queríamos. A ideia era que, se não rolasse promoção para mais longe, iríamos para a Inglaterra, de onde partiríamos para conhecer Escócia, Irlanda, Islândia. No fim de janeiro eu me sentei no computador para comprar o guia do Lonely Planet (LP) em pdf da Islândia. Era de manhã cedo. Enquanto isso fui checar a página do Melhores Destinos. Havia promoção nova. Etihad estava largando uma mega promoção para alguns destinos da Ásia. Vimos SP-Delhi por 2.600 pratas ida e volta! Excelente preço! Compramos na hora.
Por que a Índia?
Confesso que eu não tinha ideia do que ver na Índia. Adoramos comida indiana e... só. Ao menos para mim. Eu tinha o nome de algumas cidades na cabeça. E o Taj Mahal, claro. Mas era só isso. Desconhecia completamente o que mais ver no país, desconhecia praticamente tudo da Índia. Sei que teve novela anos atrás, mas não vi.
Comprada a passagem, passei a ler relatos de outros viajantes. O mochileiros.com foi um excelente começo, com poucos, mas muito bons relatos, e destaco três deles pela qualidade escrita e as boas fotos: Sandman, Dennis Netuno e Alfra.
Foram os primeiros que li e seguramente foram importantes para eu montar meu roteiro. Fora isso, os blogs 360 meridianos e Catálogo de Viagens também foram ótimas fontes de leitura. E, no fim, o LP nosso de cada dia (mas achei o LP da Índia deixou a desejar em alguns pontos). Tendo lido razoavelmente os relatos, fui montando o roteiro. Como o Nepal era logo ali do lado, não haveria como perder essa chance de estar perto do Everest, tema de tantas leituras ao longo da minha vida.
Antes do relato, vamos a algumas considerações diversas:
Visto para a Índia
Fazer o visto já foi uma pequena novela. Prévia de como a burocracia reina na Índia. Não sei como é o formulário para estrangeiros obterem o visto brasileiro (e acho que o Brasil deveria dispensar isso, independentemente da burra reciprocidade -- mas essa é outra discussão), entretanto acho que deve ser difícil de superar o indiano em termos de burocracia. Existe praticamente um manual para se ler e preencher. Enfim, lemos, preenchemos, revisamos (toma um tempo, tudo isso). Utilizamos o ótimo site Segredos de Viagem para adiantar o preenchimento. Ainda assim, deu problema. Pra começar, mesmo tendo enviado uma foto digital no formulário, nos foi dito (ou melhor, eu entrei na página do consulado indiano para saber a quantas andava nosso pedido de visto e vi que havia problemas) que era necessário enviar uma foto. De fato, era o que estava escrito num dos vários itens do manual. Logo, anexar uma foto digital não tem qualquer utilidade. Enfim, mandamos nossas fotos (mais custo de correio). Enviadas as fotos, recebemos uma mensagem por e-mail (finalmente entraram em contato): nossas fotos não eram válidas, precisávamos tirar e mandar outra. PQP.
Sinceramente, se eu soubesse antecipadamente que era assim para tirar visto para a Índia, eu não teria comprado a passagem. Tenho uma política muito clara de privilegiar países que não impõem, ou que pouco impõem, barreiras à minha entrada.
No fim das contas lá fomos nós tirar outra foto e enviar (mais custo com correio, mais custo com fotografia). E, enfim, obtivemos o visto. Para o Nepal a política de visto é MUITO mais convidativa: você chega no país, preenche um formulário simples, paga uma taxa (25 USD) e obtém seu visto na hora.
Tempo em Maio
Essa era uma das incógnitas da viagem. Como nos comportaríamos frente ao calor infernal da Índia? Maio é dos piores meses para se visitar a Índia, em termos de calor. O LP dizia ser “scorching hot". Para mim, mês ruim é quando chove, que é o que viria logo a seguir, a partir de junho, com as famosas monções. Mesmo com receio, eu achava que, sendo carioca e aguentando o calor infernal e úmido dos verões daqui, daria para lidar com o calor mais seco de lá. E, sinceramente, deu numa boa. Pegamos máximas de 43º (eu esperava mais, na verdade). Demos sorte nos primeiros dias da viagem, quando choveu de noite e estava até nublado em Delhi, e bem abaixo dos 40º. O fato de ser menos úmido que o Rio de Janeiro ajudou bastante na sensação térmica. Tanto que nos pegamos andando praticamente sozinhos no meio do dia em Varanasi, debaixo de um sol de 43º, com quase todo mundo buscando uma sombra para se confortar.
Tomamos as devidas precauções, que podem ser resumidas em basicamente beber muita água. Sempre comprávamos uma ou duas garrafas de litro para ficar na mochila – lá você compra sempre litro (ou litro e meio, ou dois), e vi muita gente com essas garrafas nas mãos. Uma garrafa custava 20 rúpias, tanto na Índia como no Nepal. Muito barato! Para efeito de comparação: uma água chegava a custar cerca de vinte vezes (!!) menos que uma cerveja. Falando em cerveja, o álcool é pouco consumido e há regiões em que são proibidos (ghats em Varanasi, arredores do Golden Temple em Amritsar). Além de ser caro.
Aliás, uma coisa que notei é que os indianos (ao menos quando eu reparava) não encostam a boca na garrafa. Nós encostávamos.
Choque cultural?
Li muito sobre o tal choque cultural de quando se vai à Índia. Lembro-me do Sandman falando que todo mundo odeia a Índia nos primeiros dias. Lembro-me de algum outro lugar que dizia ser bom, nos primeiros dias, você ficar em lugares melhores, contatar motorista, etc. (enfim, ficar na redoma) para amenizar o choque.
Acho que, de tanto ler, não sofri o tal choque. Já esperava por tudo aquilo que vi. Inclusive no lugar onde nos hospedamos na primeira noite, Pharaganj. Uma coisa é esperar, outra é viver, eu sei. Ainda assim, posso dizer que não houve choque. Não odiei a Índia no começo (nem no fim). Por outro lado, confesso que as coisas que me vêm à mente quando me lembro da Índia são caos e lixo. Mas logo a seguir eu vou me lembrando das coisas bacanas que vimos e vivemos por lá.
Seguramente a Índia não é para viajantes inexperientes. Você tem de lidar com muita malandragem (ver abaixo), negociar muita coisa. Acho isso mais complicado para um viajante inexperiente do que ter de lidar com as condições de higiene (que são diferentes) e a sujeira (que é ostensiva). Alguém já disse aqui que, se você tem medo de barata, não vá para a Índia. É por aí (ainda assim, não vimos tantas).
Comida
Era o meu maior contato (?) com a Índia. Desde os anos 90, quando descobrimos um restaurante indiano (Raj Mahal) em Botafogo, no RJ, que passamos a adorar a comida indiana. Por várias vezes fomos a Botafogo para curtir um filme no Estação e jantar no indiano, enquanto ele foi bom (ele foi encarecendo e piorando gradativamente e, se não me engano, fechou). Quando viajávamos a Nova York, nos anos 90, tornou-se prática comum buscar um restaurante indiano para fazer uma refeição (e lá era beeeeem mais barato, e bem mais apimentado).
Decidimos virar vegetarianos por 20 dias na viagem pela Índia e Nepal. Primeiro, e principalmente, pela curtição. Segundo por ter dúvidas da conservação das carnes, conforme li em relatos. Seguramente eu já tinha ficado algum dia sem comer carne na vida, mas isso era incomum. Os 20 dias de vegetariano foram ótimos, justamente porque a comida indiana é ótima. Extremamente bem temperada. Apimentada, mas muito menos do que eu esperava. Eventualmente fazemos em casa pratos mais apimentados que os indianos. Também curtimos a cozinha nepalesa e até mesmo um prato do Butão – um dos melhores da viagem. A comida é muito barata, geralmente era coisa de 3-4 dólares por prato nos restaurantes em que fomos. E por várias vezes dividimos um prato, geralmente um veg thali, que teoricamente é para um, mas que dava para nós dois tranquilamente. Sobretudo com acompanhamento de pães (nam, paratha) extras.
Um problema de lá eram as moscas. Havia muitas em restaurantes ao ar livre, mas tinha também mesmo em lugares fechados. Tanto no Nepal como na Índia.
Costumes e etc.
Aqui são rápidas impressões que tive.
Homens andam eventualmente de mãos dadas ou abraçados. Vimos alguns sentados no colo de outro. Pareceu ser comum por lá. Mulheres também andam de mãos dadas eventualmente. Mas raramente vimos homens e mulheres de mãos dadas, se é que vimos. Homens e mulheres mal se tocam em público.
Tal qual no Brasil e em boa parte da América Latina, percebi que a elite indiana tem a pele mais clara. Estrelas de cinema, por exemplo, têm a pele bem mais clara do que a população que vemos nas ruas.
Críquete é o esporte número 1 por lá. Indianos e nepaleses conhecem futebol, claro (Ronaldo era geralmente o nome mais lembrado do Brasil), mas não chega nem perto do críquete, que tem alguns canais exclusivos nas TVs a cabo.
Uma coisa que me incomodava bastante eram as escarradas, achava muito desagradável. Rolava mais no Nepal, aquela sinfonia semi-escatológica de escarrada era relativamente comum nas ruas de Kathmandu. E não era característica masculina, mulheres o faziam da mesma forma. Vi, ou melhor, ouvi pouco disso na Índia.
Língua
Não foi problema, praticamente todos falam inglês. Um problema é que boa parte não fala muito bem, inclusive guias, gerando alguma (porém breve) dificuldade de comunicação. Devido à grande presença de turistas espanhóis, tem até alguns guias e vendedores mais espertos que nos abordavam em espanhol.
Trânsito
Nas cidades, geralmente caótico. Até mesmo para atravessar com sinal fechado e na faixa de pedestres você tem de lutar um pouco.
Tem mão e contramão. Inclusive em estradas. Mas isso não impede que surja um veículo (geralmente um tuc-tuc, mas pode ser um carro, e até mesmo um caminhão!) na contramão, na maior tranquilidade. Em plena estrada. É como se você estivesse na Dutra e viesse um carro na direção contrária, geralmente vindo pelo acostamento. Na Índia isso parece comum, porque um buzina para o outro (todos buzinam o tempo todo para toda e qualquer coisa) e um sai da frente do outro. Ninguém se espanta com esse absurdo.
Vacas
Por serem sagradas, achávamos que as vacas eram reverenciadas na Índia. Não me pareceu que sejam. Pelo contrário, são como cachorros de rua por aqui. São vira-latas, estão geralmente buscando comida no lixo (e há lixo em todo canto). Não vi indianos tocando as vacas de forma carinhosa (mas vi turistas fazendo), mas também não vi praticando violência contra elas. No máximo um jato d’água ou um leve golpe para desviá-las, ou retirá-las, de algum caminho.
Filmes
Confesso que não tinha visto filmes de Bollywood, e não vimos na viagem. Katia ainda viu alguns no avião, eu nem isso. Até vi parte de um filme, mas não todo, no avião também. Divertido é que vimos diversos cartazes/posters de filmes que nos pareceram muito gaiatos. As chamadas eram bem novelescas, só parecia faltar o locutor da Globo anunciando aquelas coisas de sempre nas novelas.
Golpes e armadilhas
Li MUITO sobre os diversos golpes e armadilhas que tentam aplicar sobre os turistas. Isso foi muito importante, sinceramente. Posso dizer que frustrei muitos touts (malas, malandros, espertinhos) por lá, não cedemos a nenhuma armadilha. Seguramente pagamos mais do que deveríamos em diversas negociações com tuc-tucs, mas armadilha mesmo não caímos em nenhuma. Listar todas as armadilhas (e conversas marotas) requer páginas. Devo listar parte delas no relato.
Uma coisa muito desagradável que vimos em diversas ocasiões é o uso da religião para constranger você a comprar alguma coisa (ou fazer alguma doação). Aconteceu conosco em Delhi, Fatepur Sikri, Vrindavam e Varanasi até onde me lembro, mas escapamos de todas elas simplesmente dizendo “não”. Eventualmente nos foi até questionado (“mas como não?”), mas não cedemos.
A encheção de saco não é tããããããão diferente de lugares como Salvador ou Egito, por exemplo. Mas, de alguma forma, houve lugares (Varanasi!) em que parecia que atraíamos os malas, era impressionante. Por outro lado, em Amritsar e McLeod Ganj fomos muito pouco importunados.
Nosso estilo
Nosso estilo de viajar não se aplica plenamente na Índia. Isso porque o que mais fazemos geralmente em viagens é andar, o que chamo de “respirar” a cidade. Andar pelas ruas na Índia não é uma atividade recomendável – não por questão de violência, longe disso. É que simplesmente não há atrativos nas longas caminhadas em Delhi ou mesmo em Agra. Ou em Varanasi, se você sair dos ghats e das ruas que levam aos ghats (mas lá foi um dos lugares em que mais andamos). Pegamos muito tuc-tuc, em tudo quanto era canto. E metrô em Delhi.
Cheguei a cogitar brevemente de ir em alguma excursão, ainda que mochileira. Mas descartei logo a seguir. Gosto mesmo de fazer as coisas por conta própria. Assim fomos. Planejamos quase tudo antecipadamente, tendo reservado quase todos os hotéis ainda no Brasil e tendo comprado as passagens de avião e trem também antecipadamente. Mas reitero: encarar a Índia por conta própria exige uma dose razoável de experiência viajante anterior.
Burocracia é regra
Aliás, sobre o trem também vale destacar a burocracia que impera por lá. É uma novela para você conseguir se cadastrar no site indiano de trens. Mas consegui. Aí você acha que "bom, agora vou poder comprar as passagens diretamente!". Ledo engano. Você precisa ter AMEX para comprar lá. Eu tenho, mas não funcionou. Sempre que eu tentava, dizia que o meu cartão não havia aceito a transação. Liguei para o AMEX, que disse não ter havia qualquer tentativa de transação. Depois li que isso é comum na Índia. Enfim, apelei para o plano B. Comprei tudo via Cleartrip, um ótimo site que permite você pagar com Master ou Visa, cobrando uma pequena taxa (é pequena mesmo, vale a pena).
O mesmo problema de cima em relação ao Amex vale para o site da Air India. A Air India era a única que voa (voava?) direto de Varanasi para Kathmandu, o que se encaixava no roteiro que bolamos, então não tínhamos alternativa. Acabei comprando via CheapOAir, que cobrava uma pequena taxa (5 USD) por passagem. Comparando com as taxas que se cobram no Decolar ou Submarino Viagens, a do CheapOAir é MUITO mais baixa. (Adiantando um pouco a história, a Air India cancelou o voo dias antes, e a CheapOAir me avisou por e-mail; tendo me reembolsado rapidamente).
Negociar é lei
Cada vez que íamos pegar um tuc-tuc, era necessário negociar. Algumas vezes eu largava de mão mesmo. Do tipo: a corrida deve ser umas 30 rúpias, mas eu topava os 50 que o cara oferecia durante a negociação (ele sempre começava com mais do que isso). Por que? Porque é muito barato! É questão de centavos! Eu não faço compras, então só rolava negociação mesmo para pegar transporte. E, em alguns casos, para hospedagem. Mas Katia queria comprar algumas coisas, e ela odeia negociar, além de odiar vendedores que enchem o saco. No fim das contas, acabou comprando em Kathmandu e McLeod Ganj, lugares onde rola bem menos negociação e onde há preços fixados. Repito, é tudo muito barato. Você negocia pelo prazer (e por saber que o preço correto é bem mais baixo do que o ofertado na primeira vez!).
A minha forma de negociar possivelmente não era a mais frutífera. Quando eu ouvia o preço, dizia “não, muito caro”, e saía andando procurando outro. Se o cara vinha atrás, ele geralmente vinha baixando o preço (às vezes vertiginosamente), e aí eu parava para negociar. Mas vários não vinham atrás, ficavam com aquele preço absurdo mesmo! E sem cliente. Talvez eu devesse mandar sempre um preço lá embaixo e ficar negociando. Mas não tinha paciência, sinceramente. Sempre havia alguém disposto a fazer o serviço pelo preço que eu tinha encasquetado na cabeça como justo.
Bagagem
Há anos que Katia adotou o saudável hábito de levar pouca bagagem e, melhor ainda, não despachar. A atendente da Etihad em São Paulo estranhou que não tivéssemos bagagem para despachar e pediu para pesar nossas mochilas. A minha tinha 7 kg. A da Katia tinha 5 kg (aprendam, meninas!). Foi isso que levamos. Eu volto com menos coisas (deixo pelo caminho), mas Katia trouxe pequenas compras (e ainda sobrou espaço na mochila).
Roteiro
Dias 1/2 – Delhi
Dias 3/4 – Jaipur
Dia 5 – Fathepur Sikri e Agra
Dia 6 – Agra, Mathura, Vrindavam
Dia 7 – Khajuraho
Dias 8/10 – Varanasi
Dias 11/14 – Kathmandu (e arredores)
Dias 15/16 – Amristar
Dias 17/18 – McLeod Ganj
Dia 19 – McLeod Ganj - Delhi
Hospedagem
[lugar – hotel – diária]
Delhi – bloomrooms @ New Delhi Railway Station – 2.100 INR
Jaipur – Jai Niwas – 1.500 INR
Agra - Ray of Maya – 1.200 INR
Khajuraho – Harmony – 1.000 INR
Varanasi - Ganges View – 4.000 INR
Delhi - Euro Star – 1.200 INR
Kathmandu - International Guest House – 28 USD
McLeod Ganj – Green Hotel – 1.900 INR
Delhi - Euro Star – 1.200 INR
Transportes
[Rota / meio / preço individual]
Delhi S. Rohilla – Jaipur / trem / 460 INR
Jaipur - Agra Fort / trem / 409 INR
Agra Cantt – Khajuraho / trem / 668 INR
Khajuraho – Varanasi / trem / 658 INR
Varanasi – Kathmandu / avião* / 205 USD
Kathmandu – Amritsar / avião / 25.900 NPR
Amritsar – McLedod Ganj / taxi / 4.500 INR
McLedod Ganj – Delhi / avião / 3.380 INR
*A Air India cancelou o voo, tivemos de refazer a rota passando por Delhi e custou um pouco mais do que os 205 USD.
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Para quem quiser ler no blog da Katia os relatos que ela fez:
Delhi
Jaipur
Agra
Khajuraho
Varanasi
Sobrevoo ao Himalaia (Everest)
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