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VIRUNGA

Relato de Viagem RTW / (Volta ao mundo)

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Ah, essas coisas tecnológicas... às vezes tbem me enrosco nelas! rsrsrs Dá uma olhada nesse tópico, tem varias dicas uteis! ::sos::como-inserir-imagens-nas-mensagens-do-forum-t28136.html

 

Cara, esses relatos RTW são o máximo, um dia eu faço o meu! Aqui no trampo é praticamente impossível tirar 30 dias corridos de férias, então quando eu for vai ser pra chutar o pau mesmo! Hehehehe! Aí nem Deus sabe onde eu vou parar!

 

Bjs e até o próximo post!

 

Erikinha

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Oi Erikinha,

 

Valeu pela dica, vou tentar mas não prometo muita coisa... rsrs

 

Realmente 30 dias corridos seriam o mínimo dos mínimos para realizar uma trip RTW e olha que eu consegui eles meio no sufoco...

 

Mas enquanto vc não faz a sua (30 dias ou 30 meses) e relate ela aqui pra gente, vai juntando grana (muito menos do que vc pensa) que dia desses eu conto qual o caminho das pedras, você (quem sabe outros interessados também) vai chutar o pau de barraca e o mundo vai ficar pequeno ! hehe

 

Deixa eu ir acabar (ou pelo menos adiantar...) o post da Oceania, te encontro lá.

 

Beijos

 

Virunga

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oi,Virunga estou adorando seus relatos desta viagem. manda logo o resto. ::otemo:: isto era tudo o que eu gostaria de fazer

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Oi Neuza,

 

Obrigado pela participação e pode deixar que o resto tá saindo em breve. Sabe como é, essas coisas a prestação são meio demoradas mesmo (rsrs) mas pelo menos parte do capítulo Oceania está na boca do forno.

 

Ué, que papo é esse de "era tudo que eu gostaria de fazer" ? Quer uma dica ? PACK AND GO, mulher ! (mais fácil e mais em conta do que você imagina, mas tudo tem sua hora, né ? ).

 

Beijos

 

Virunga

 

 

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E aí cara

 

Muito legal o seu relato. Espero que o capítulo de Sydney chegue logo. Estou com as malas prontas pra lá e umas dicas cairiam muito bem.

Parabéns pela iniciativa.

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Diga lá,

 

Valeu pela mensagem. Vou colocar pelo menos a primeira parte da Oceania e depois eu mando ver em Sydney, espero que dê tempo pra você ler antes de se mandar. Não bico muito a Austrália mas Sydney vale a pena.

 

Boa viagem,

 

Valeu !

 

VIRUNGA

 

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Oi Virunga

 

Não desista de terminar os relatos... tem bem mais gente que le do que gente que comenta (eu sou uma delas).

Tenho curiosidade sobre a planilha de gastos... sera que vc tem os gastos guardados?

 

Tenho um RTW programada, mas sem data e saída ainda. Era pro ano que vem, mas já vou gastar muita grana esse ano indo pra Russia. Vou ter que postergar...

 

Bjs

Mariana

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Oi Mariana,

 

Pode deixar que vou terminar os relatos sim, acabei de terminar a primeira parte da Oceania e vou colocar agora mesmo. Valeu !

 

Quanto aos gastos, ainda estou fazendo as contas mas acho que ficou algo em torno de U$1k - 1,5k mais caro do que uma trip pela Europa. Só não vale perguntar quanto custa uma trip pela Europa porque eu não sei... rsrs Infelizmente aquela "bucha" no trabalho me atrapalhou bastante e acabou que tive que estourar o orçamento (grrrr!), minha intenção era gastar algo entre U$ 3,5 - 4k (me parece equivalente a um intercâmbio com curso de inglês contando todos gastos e mais passagens) mas não deu, furou um pouquinho. Se eu conseguir pagar essa trip e juntar pra próxima (acho que o MBA q eu estava pensando em fazer vai ser adiado mais uma vez, mas por uma ótima causa...), vou esmiuçar tudo e disponibilizar, quero provar que RTW é algo acessível, pena que os brasucas ainda não perceberam isso. Mas vão perceber, ah se vão ! rs De repente, se eu conseguir (fingers crossed) fazer a minha próxima RTW antes de você, com o budget esmiuçado e disponibilizado, quando você fizer a sua vai gastar beeeeeem menos, pode ter certeza.

 

Rússia ? Q legal, falando nisso, é sério que brasileiro não precisa mais de visto ? Aquela trans-siberiana está nos meus planos...

 

Não esqueça quando voltar colocar o relato pra gente !

 

Boa viagem,

 

beijos

 

Virunga

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E aí pessoal, vamos dar uma olhada na distante Oceania ? Desculpa a demora, vou colocar um trecho aqui do Tahiti e o resto vem depois. Não se preocupem quanto ao restante porque eu vou terminar o relato da RTW sim, nada de amarelar e deixar pela metade. Esse negócio de amarelar eu prefiro deixar pra seleção espanhola. Rsrs

 

Boa viagem !

 

TERCEIRA PARTE - OCEANIA

 

O vôo que me traria de volta para o hemisfério sul foi exatamente do jeito que eu gosto : tranqüilo e sem turbulência. Estava ansioso para chegar logo e começar uma nova fase da trip com direito a sandálias havaianas, muito sol, praias lindas, coqueiros, montanhas, visuais deslumbrantes, pores-do-sol inesquecíveis, mar com temperatura de chuveiro e com uma água tão transparente e cristalina que dá vontade de beber e, se tivesse sorte, lindas francesas de topless passando férias numa ilha tropical.

 

Depois de oito enfadonhas horas (melhor assim, não gosto muito de momentos radicais quando estou a 39.000 pés de altura) finalmente aterrissamos no Tahiti. Desembarquei e já senti a brisa tahitiana dando as boas vindas aos recém-chegados (ah, como eu gosto dos trópicos). Caminhei até o saguão do aeroporto, recebi uma flor típica do Tahiti com cheiro forte e doce e a guardei no bolso da calça, afinal de contas esse papo de ficar usando florzinha na orelha, se você não fôr nativo (não lembro de ter visto nativo usando) ou é pra mulher ou é pra...humn...bem...well...tipo assim...ah, deixa pra lá, vocês me entenderam. rs

 

Para completar o cenário daquela madrugada quente, no aeroporto ainda tinha também uma simpática e alegre bandinha formada por nativos risonhos tocando música típica tahitiana, prima do hula hula havaiano. Uma espécie de mariachis do Pacífico mas muito mais legal afinal música de mariachis ninguém merece.

 

Já que toquei no assunto música irritante, pra mim os mariachis competem pau a pau com aqueles caras que tocam musiquinhas chatas de flautas que a gente vê na nossa belíssima América do Sul; ainda bem que não tem no Brasil mas nem precisa afinal aqui já é muito “bem servido” com pagode, axé, breganejo e a lista vai longe. Sim, eu sei que faz parte da cultura e tal mas eu acho um saco.

 

Mas aquela alegre música tahitiana tocada e cantada pelos locais risonhos dando boas-vindas foi muito legal: Benvindo ao Paraíso !

 

Entrei na fila de imigração com o sorriso no rosto e mal podia esperar para rever as belas imagens que só lugares como o Tahiti podem proporcionar. Rapidinho passei pela imigração (estava ficando bom nisso) e fui buscar minha mochila na esteira. Na saída, um guardinha veio me perguntar se eu estava viajando sozinho, respondi que estava, entreguei o formulário sobre a febre suína e fui até o outro hall para esperar o dia amanhecer e tomar meu caminho rumo a Moorea. PQP, estou de volta ao Tahiti !

 

Não me perguntem o porquê mas pra mim o estacionamento do aeroporto do Tahiti lembra o estacionamento descoberto do Shopping Iguatemi, em Sampa. Sim, eu sei, talvez não tenha absolutamente nada a ver mas pra mim lembra e pronto. Hey, não discutam, o médico falou para não contrariar ! rsrs

 

Como eu já havia estado lá antes, sabia o caminho a tomar mas para evitar micos desnecessários confirmei os dados com a risonha moça do balcão de informações. Troquei grana, me perdi nos zeros e fiquei esperando os primeiros raios de sol do dia, que não tardaram a sair.

 

Não ia perder tempo na ilha principal então me mandei para Moorea. Peguei o micro-ônibus com uma motorista que me recebeu com sorrisos e foi toda solícita em me mostrar o lugar onde eu pegaria o ferry, me deixando bem próximo e apontando o local onde chegam e saem os ferrys paras as diferentes ilhas que formam o arquipélago. Apesar do moderno micro-ônibus com direito a ar condicionado e direção hidráulica, senti falta do engraçado e tradicional le truck, ônibus característico do Tahiti. Só faltava a modernidade ter chegado nas ilhas e ter acabado com esse símbolo do transporte tahitiano mas não era nada disso, uma semana depois, na volta para o aeroporto, eu peguei o clássico lê truck. Ah bom !!

 

Desci, agradeci gastando meu francês tosco (dessa vez não cometi a gafe da outra trip. Melhor nem tocar no assunto...) e ainda deu tempo de dar uma volta rápida no colorido Marché que ainda estava despertando com suas barracas de frutas, comidas, souvenirs e um monte de gente risonha já nas primeiras horas da manhã.

 

A Polinésia Francesa é um grupo de ilhas cercadas por corais e atóis espalhados pelo Pacifico Sul e que ocupa um tamanho semelhante ao da Europa, sendo o Tahiti a ilha principal, a mais povoada e a porta de entrada praqueles que chegam de avião. É um destino famoso e que ocupa o imaginário das pessoas por suas praias lindas, águas translúcidas, pôr do sol deslumbrante, mergulhos inesquecíveis, visuais exuberantes, povo alegre e hospitaleiro e preços exorbitantes. Concordo e ratifico todos os adjetivos descritos menos o último, este é para revistas de viagens e grande parte dos operadores de turismo (e mergulho) sempre interessados em suas polpudas comissões.

 

Viajante inteligente (e modesto...) sabe que não é bem assim, mas reconhece que o destino também não é necessariamente barato e nem tinha como ser diferente afinal tudo ali é importado, menos a beleza e a simpatia dos seus habitantes.

 

Como a intenção desse relato é dividir experiências e incentivar outras pessoas a fazer o mesmo, espero colaborar para quebrar paradigmas de que só o que é caro é bom. Mas pra isso tem que ter um certo desprendimento, coisa que viajante tem de sobra (não sei quanto ao turista. E nem quero saber) mas não importa se é turista, viajante, peregrino, mochileiro, turista com mala de rodinha, viaja só, de pacote, com a mãe, família, amante, cachorro, esposa, marido, se fica em lugares caros ou em espeluncas, o que vale é a vontade de viajar e descobrir novos lugares, independente da maneira e da conta bancária.

 

De volta a marina, pouco tempo depois embarquei para atravessar o curto braço de mar em direção à Moorea. Chegando lá, resolvi não pagar o mesmo mico que da última vez quando, mochileiro inexperiente e praticamente virgem no mundo das viagens internacionais, desembarquei e fiquei revirando a mochila grande e pesada (eu era mochileiro iniciante. Dessa vez minha mochila pesava apenas 11 kg, já contando com as compras feitas em Nova Iorque...) apenas para ganhar tempo enquanto escaneava a área de desembarque pra ver qual era a do pico. Fiquei tanto tempo nessa que sobraram apenas duas almas na marina : eu e mais um taxista. Depois, com a carteira 45 dólares mais leve (já com desconto, o cara deve ter ficado com pena do mochileiro brasuca e bocó, presa fácil), descobri que o movimento na marina, assim como o transporte para os lugares, era apenas quando o ferry chegava e saía. “NO FERRY, NO BUS !”. Como não estava a fim de esperar por mais de uma hora pelo próximo ferry e o conseqüente ônibus, tive que encarar o táxi. Ainda bem que o visual era tão lindo que esqueci rapidamente a tungada no bolso. Once again, spending and learning...

 

Mas desta vez foi diferente, desci do ferry e segui em desabalada carreira para o primeiro ônibus que vi pela frente, nem aí se o mesmo estava indo para a direção que eu queria, minha humilde acomodação, ou para um caríssimo resort cheio de overwater bungalows típicos da região. Perguntei para mais uma sorridente motorista e Voilá ! o ônibus, digo ia passar no lugar que eu queria.

 

No caminho fiquei feliz em descobrir que o lugar não havia mudado muito desde minha última visita : visuais deslumbrantes, natureza exuberante, praias, baías, tranquilidade só quebrada pelo farfalhar (gostaram do termo ? Nem eu...) das folhas dos coqueiros, cenários incríveis, o povo local mais amigável do que nunca (ponto alto de qualquer viagem : o povo local) e até os malditos vira-latas que atormentam a vida dos desavisados continuavam lá, atazanando a vida dos desavisados.

 

Depois de um trajeto bonito onde eu dividia entre a beleza do mar de um lado e as montanhas escarpadas e com muito verde de outro, finalmente cheguei e descobri que o lugar onde havia ficado antes não havia mudado praticamente nada. Era um lugar bem simples, "barato", quase espartano em algumas coisas mas a localização e o visual eram lindos. A funcionária tahitiana que me atendeu, vejam só, bem sorridente ficou feliz em saber que eu já havia estado lá antes e concordou em me ajudar a melhorar meu francês. Benedicta o nome ela, simpatia em pessoa. Bendita Benedicta !

 

Quase paguei em adiantado a estadia toda (olha o vacilo...), mas ela me convenceu a pagar apenas as primeiras noites e caso eu quisesse continuar, iria acertando dia a dia. Aceitei na hora.

 

Meu quarto era bem simples e limpo (não preciso mais do que isso) mas eu não tava muito aí afinal eu não estava em lua

de mel ou com namorada e como todo viajante que se preze eu não viajo para ficar em quarto de hotel. Deixei minha mochila, tomei um banho e fui curtir o lugar, que estava bem vazio.

 

Como eu disse, o local não havia mudado muito nem pro bem e nem pro mal. Explico : Pro bem : o lugar continuava bem localizado e com uma praia linda a poucos passos de distância, com direito a um pôr do sol de cair o queixo que eu iria conferir mais tarde, mesmo não sendo muito chegado a essas coisas. Pro mal : inacreditável que desde minha última passagem por ali não houve nem um mínimo improvement ! Nossa, até o balde velho e surrado continuava o mesmo ! A cozinha, mesma coisa. Ok, pelo menos estava limpa mas um investimento em melhorias não devia custar muito assim. Uma pena. Eu não ligo pra essas coisas mas como já havia estado ali antes, nao pude deixar de reparar.

 

Fui dar uma volta e como estava com fome resolvi almoçar, só depois percebi que ainda era meio da manhã mas como eu estava com o fuso trocado, fui assim mesmo. O cara do trailer que não falava quase nada de inglês estranhou um pouco pelo horário mas me atendeu assim mesmo, acho que ele deve ter pensado : “sei lá, gringo, sabe como é....”

 

Confesso que foi a única vez nessa trip que senti a diferença de fusos. Como eu viajei no sentido leste então fui “ganhando” mais horas e nos dias que eu viajava eu acabava ganhando três horas a mais; nesses dias em que passo o dia viajando de um lugar distante para outro e que eu criativamente batizei de “traveling day”, houve alguns que tiveram 27 horas, por assim dizer. Talvez fosse uma espécie de jetlag invertido mas nada que uma noite de sono não resolvesse. Algumas pessoas sofrem bastante com isso, felizmente não foi o meu caso. Nesse dia nem estava tão cansado assim, mesmo com mais de 30 horas sem dormir, mas o apetite veio em horário estranho afinal almoçar aas 9:30 am horário local realmente só deve ser “coisa de gringo...”

 

Comi alguma coisa mas achei o gosto e a textura do arroz um tanto estranhas e que, somados ao horário em que resolvi fazer a tal refeição, no meio da manhã, realmente não ajudou muito. Dias depois eu descobri o que havia de estranho : na comida tinha leite de côco e eu não tinha reconhecido o gosto. Que fora ! Pensava que o arroz estava estragado ou algo do tipo... e eu duvidando da competência do simpático e risonho chef francês. Santa ignorância.

 

Saí pra dar uma volta e acabei parando num local logo ao lado onde as instalações eram infinitamente melhores e como se tratava de acomodação econômica, decidi averiguar in locco. Cheguei na recepção, dei bom dia num francês de fazer inveja a qualquer parisiense (Pelo menos o meu bonjour quase não tem sotaque, tô ficando bom nisso) e por incrível que pareça acho que cruzei com a mulher mais mal humorada de todo o Pacifico Sul !! Caramba, como alguém vivendo num lugar cercado de belezas naturais pode ser tão amargurada ? Será que foi o meu bonjour quase sem sotaque, vale frisar, que a fêz ficar assim ? Será que assim como eu ela já estava há mais de 33 horas ininterruptas - não que eu tivesse contando - “no ar”, sem dormir ? Será que ela ainda não tinha comido nada, afinal cara feia pra mim é fome. De repente ela ainda não tinha tomado café da manhã e eu também enquanto pelo menos não tomar meu cafezinho pela manhã não costumo ficar com cara de bons amigos, ainda mais depois de acordar cedo pra ir trabalhar...rs

 

Enfim, passado o susto, me informei sobre o local, preço, disponibilidade e fiquei de voltar mais tarde, mas não antes de dar um sinal de vida para amigos e familiares utilizando a internet do recinto. Pô, eu tava no Tahiti e a galera trabalhando...tinha que dar um alô, né ? rs Brincadeira, o pessoal estava preocupado com a tal gripe suína que eu só ouvi falar depois que recebi emails nervosos e preocupados...

 

Saí e fui continuar meu passeio, peguei meio leve naquele dia afinal queria rever lugares, visitar outros e averiguar os preços das coisas, quem sabe fazer um passeio para nadar com tubarões e raias, ponto alto da minha trip da última vez juntamente com a galera que conheci na ilha. Eu conversei a respeito com a “dona cara amarrada” sobre esse passeio e ela não deu muita bola, falando que não tinha muita gente para fazer o tour. Custava uma grana mas eu não iria sair dali sem fazer aquele passeio e sem ver no mínimo um tubarão e sua prima raia... Mas tinha que ser tubarão com cara, pinta, jeito, dentes, elegância ao nadar, côr, olhar, beleza e barbatana de tubarão, nada daqueles caçõezinhos meia tigela da demais-da-conta-e-super valorizada (mas ela é bonita mesmo, linda até) Fernando de Noronha. Sim, já tive o privilégio de visitá-la e eu sei que lá também rolam tubarões, mas são raros de ver principalmente pra quem não é mergulhador. Já os caçõezinhos boiolas e vegetarianos...

 

Pena que desta vez tava tudo muito parado, possivelmente por causa da crise econômica. Que pena, as francesas de topless vão ficar para próxima vez, lembrando que a que eu conheci da última vez foi simplesmente a mulher mais linda que cruzou na minha vida e a conheci na acomodação onde estava hospedado, aquela mesmo que não teve nenhuma recauchutada desde a minha última visita. C´est la vie.

 

Os dias transcorreram tranqüilos e com uma preguiça de dar dó afinal isso aqui são férias. Minhas tentativas de contato com a “professora” Benedicta na língua francesa estava dando resultados, mas o que valia mesmo eram as gargalhadas.

 

Mesmo assim, após alguns dias eu tomei a decisão de mudar de acomodação, realmente onde eu havia me hospedado estava um tanto quanto deprê e a única coisa que me segurava ali eram as aulas com a professora. Ela era tão legal que eu tentei marcar o tal tour dos tubarões e raias e ela me disse que era muito caro, eu podia pegar um caiaque e ir por conta própria. E de graça ! Outra prova da simpatia foi quando eu fui alugar uma bicicleta e ela disse : “aluga não, essas bikes estão todas velhas e quebradas, ali na frente do posto de gasolina tem um quiosque com bikes novas e muito melhores”. Viram que simpatia ?

 

Segui os conselhos dela e fui alugar uma bike que realmente era nova, estilo mountain bike e com ela saí para explorar parte da ilha. Fui até uma baía bem longe, sem camisa, vento na cara, pedalando como há muito não fazia (tinha um certo trauma de bicicleta devido a um tombo feio que levei quando era criança mas já estava curado : me curei na “estrada mais perigosa do mundo”, lá na Bolívia), cheguei na baía, dei uns mergulhos numa praia que parecia um aquário (óbvio, isso aqui é o Tahiti) e voltei a tempo de entregar a bike no horário, mas não antes de ser perseguido por um vira-lata que comeu poeira afinal ser mordido no paraíso não faz parte dos meus planos. Cadê a carrocinha quando a gente precisa deles ? rsrs

 

A noite não tinha muito o que fazer, principalmente pela falta de francesas na área, então o negócio era dormir cedo. Mas no horário do pôr do sol tinha que bater cartão porque realmente aquilo era de outro mundo. Dificil descrever e nem vou tentar pra não soar piegas mas que era absolutamente maravilhoso, isso era. No primeiro entardecer eu fiquei sentado olhando aquelas cores que só o céu do Tahiti pode proporcionar (o africano também, mas é diferente...) quando já quase na escuridão eu vi alguma coisa ali na lagoa que ficava na frente. “Nossa, será que tô vendo o que acho que estou vendo, não acredito !”, pensei. Depois de alguns segundos a suspeita se confirmou : havia um baby shark patrulhando a lagoa que é o mar do Tahiti (as ondas quebram mais pra fora, já nos recifes. As ilhas são protegidas por esse recifes e no lado de dentro formam-se verdadeiras lagoas, piscinas naturais com várias tonalidades variando entre o azul calcinha e o verde azulado – e vice-versa - que fica difícil colocar em palavras então nem vou tentar) e que, emoldurado pelo céu cor de laranja, formou o que posso chamar de espetáculo da natureza, simplesmente incrível, que momento !

 

É por momentos assim que a gente vê que todo o esforço (e principalmente de$embol$o) para viajar é compensado com juros e correção, não troco isso por nada. Quer dizer, se a francesa daquela outra vez estivesse presente o cenário ficaria simplesmente MAIS do que perfeito porque perfeito já estava ! Falando nisso, havia prometido a mim mesmo que caso cruzasse com ela de novo (sonho meu...sonho meu) iria sair do Tahiti diretamente para Marseille e que se dane o resto. Humn, quem sabe ficaria ali mesmo no Tahiti só curtindo a paisagem e, principalmente, a francesa... sempre no bom sentido, é claro.

 

De volta a questão acomodação, como eu estava de férias e não numa trip longa onde a contabilidade do controle de gastos funciona diferente, apesar de seguir os mesmos princípios (dia desses eu explico), continuava decidido a mudar de lugar, mesmo gastando um pouco a mais.

 

É claro que eu não estava com dinheiro sobrando (minha carteira anoréxica que o diga) mas também não precisava ficar contando moedas, além do mais a diferença de preços era bem pequena mas a diferença entre os lugares era uma enormidade. Decidi encarar a mulher mal humorada e mudar de acomodação.

 

Confesso que fiquei um pouco decepcionado porque foi naquele mesmíssimo lugar onde na minha última visita eu havia conhecido uma das melhores galeras que já tive o prazer de cruzar nas minhas viagens, incluindo aí a tal francesa de Marseille, duas irmãs francesas que me iniciaram no idioma, um inglês que estava há um tempão fora de casa porque nao aguentava mas os ingleses e que me convenceu a ir pra Fiji - eu fui e não me arrependi - e mais um monte de gente legal, só que desta vez o lugar estava deixando a desejar, não só pela falta de outras pessoas como pela infra-estrutura um tanto decadente que destoava da paisagem. Realmente achei muito desleixo não terem dado pelo menos uma garibada nesses últimos anos, mas pelo menos o lugar era limpo (bendita Benedicta faz-tudo !!), bem localizado, perto de uma pequena área com supermercado, lojas no geral e o lugar era relativamente seguro, afinal não há corinthianos nas ilhas (oops, escapou de novo, foi mal de novo galera ! rsrs).

 

Estava decidido, não iria renovar outras diárias e partiria no dia seguinte para outra acomodação que era praticamente vizinha. Que bom que no check-in eu não havia pago tudo de vez (bendita Benedicta de novo ) e fui pagando aos poucos, assim não tive que ficar necessariamente “preso” a um lugar por já ter pago por antecipação. Fica o toque.

 

Eu também fiquei tentado a dar uma esticada e me mandar para a ilha de Bora Bora mas com o tempo curto, orçamento apertado e ir assim, de última hora ia ficar puxado, lembrando que minha trip foi meio descaracterizada antes mesmo de eu sair... Comentei com a professora Benedicta e ela, incentivadora como sempre, falou que Bora Bora era muuuuito mais cara (como se eu não soubesse... rs) e eu aproveitei e perguntei sobre um certo lugar lá, uma acomodação mais em conta. Ela confirmou e, de novo, vai não, muito caro !

 

Como eu tenho muitos planos de voltar para o tahiti outras vezes (não, não sou rico e essas viagens mordem bastante meu orçamento. Voltei e coloquei meu cartão de crédito no soro, o coitado ainda continua em recuperação...rs. Se fosse nem estaria aqui. É que eu sei viajar, pelo menos eu acho que sei...Dia desses eu explico), então resolvi postergar essa esticada, mas que balancei isso sim. Além do que, quero voltar pras ilhas como mergulhador, tem umas ilhas bem mais afastadas que rolam altos mergulhos (pra falar a verdade, rolam altos mergulhos em tudo quanto é canto, paraíso é assim mesmo) mas também rolam umas baleias onde é possível nadar com elas (Polinésia Francesa é um dos três lugares do mundo onde isso é possível. Dia desses eu explico...), sonho antigo mas pra isso tenho que melhorar minha técnica aquática. Mais sobre isso no capitulo Filipinas.

 

Como sempre acontece, na minha última noite no lugar chegou um mochileiro que acabou ficando no mesmo quarto que eu. Era um rapaz francês professor de história que tirou o semestre e mais uns 2 meses de férias de verão para dar uma volta ao mundo, algo bem normal no mundo gringo. Era funcionário público então não tinha problemas para tirar umas férias prolongadas e voltar para o mesmo emprego. Se bem que no mundo gringo isso não importa, não precisa ser funcionário público para ter mamatas, o que mais a gente vê são pessoas que saem, dão uma volta ao mundo - sabático - e depois voltam para o mesmo emprego. Quando não voltam para o mesmo emprego, não importa, são gringos e a vida é beeeeem mais fácil.

 

No ano passado, na belíssima África do Sul, estava eu tomando uma cerveja no albergue para afogar a decepção de ter minha trip do cage diving cancelada devido ao mau tempo (tudo bem, eu já tinha feito ela antes, mas queria repetir a experiência...) e conheci um cara que estava hospedado lá e trabalhava com turismo. Como ele era sul-africano e, consequentemente, ciente dos perrengues da vida de não-gringo viajante (dia desses explico também...) me falou de uma ozzie que passou um ano trabalhando como garçonete juntando grana e no outro foi dar a volta a mundo. Pois é, mundo gringo tem dessas coisas...

 

De volta ao relato,

 

Então, esse meu novo amigo tinha acabado de chegar da Nova Zelândia e estava pensando se mudaria o ticket para tirar o México do seu roteiro devido a gripe suína. Iria passar alguns dias em Moorea, depois ficaria mais uns poucos dias na ilha principal onde tem familiares para finalmente partir para Los Angeles e de lá descer para América Central e América do Sul. Faltava ainda um terço de viagem pela frente.

 

O papo fluiu fácil, conversamos sobre a Ásia que ele havia visto apenas uma parte mas infelizmente perdeu as praias tailandesas e as mochileiras suecas. Volto nelas mais tarde. Nas suecas, não nas praias tailandesas porque dessa vez não fui pra lá e só dei uma passada rápida em Bangkok.

 

Conversamos sobre viagens volta ao mundo, dividimos a mesma impressão a respeito da decepcionante “Ostrália”, falamos sobre a bela Nova Zelândia e seu clima londrino (volto nesse assunto mais pra frente...), Paris (que cidade é aquela ???) , Brasil, futebol, francesas (óbvio), brasileiras (idem), Carla Bruni, que esse novo amigo não gostava muito, não sei quanto o resto dos franceses (não sabia que o Mick Jagger pegou ela também), a amizade dos nossos presidentes, o ano da França no Brasil (pena que este ano vai ser lembrando pelo trágico acidente), crise econômica, políticos, política, mais francesas, o impressionante assistencialismo do Estado na França (lembra que eu falei sobre a relação imposto X retorno no começo do relato ? Pois é, mais ou menos aquilo) e mais um monte de coisas.

 

Falando em Sarkozi, nossa que engraçado, o cara é mesmo uma comédia ! Fiquei sabendo de cada história por causa da altura do coitado, ele usa sapato com solado mais alto, que ficou nas pontas dos pés pra tirar foto ao lado do Bush e que sofre de uma certa síndrome de modelo-apresentadora-atriz-destaque-de-desfile-de-escola-de-samba : adora aparecer. Parece um certo presidente barbudo vira-casaca de um certo país sul-americano. Será por isso que os dois presidentes se dão tão bem ? Cartas para redação.

 

Como o cara era professor de história, conversamos também sobre como o povo francês não deixa muito barato, vira e mexe vão pra rua manifestar e reclamar seus direitos e isso já não vem de hoje, questão de atitude que falta para o brasileiro. A história confirma isso, se encheram dos impostos cada vez mais altos pra cobrir o luxo da nobreza (não muito diferente daqui, né ? Só que a nobreza aqui é a elite política, segundo o presidente alcoólatra, alguns deles não são pessoas comuns e merecem tratamento diferenciado), se enfezeram, resolveram parar com aquela palhaçada e passaram a guilhotina. Adoraria que o Brasil fizesse o mesmo e olha que não iriam faltar cabeças pra cortar, começando pelo maldito Senado.

 

Conversando sobre Paris, onde esse meu novo amigo visitava com freqüência, fiquei sabendo melhor como funcionava o aluguel daquelas bicicletas bonitonas que eu vi por lá. Fiquei sabendo depois que não era tão novidade assim e que em outras partes da França eles já fazem isso faz tempo.

 

Ele me deu uma dica sobre pegar uma bike dessas por meia hora (a primeira meia hora é grátis) e antes de vencer o tempo, devolver e pegar outra e assim vai. Mas pra isso tem que conhecer bem a cidade para saber quais os lugares onde elas ficam estacionadas. Ah bom. Pois é, quem disse que só brasileiro tem jeitinho ?

 

Com toda essa onda verde que a gente vê por aí (pra mim isso não passa de marketing, Al Gore que o diga) e com uma crescente categoria emergente de ecochatos, até acho interessante essa idéia de fazer o povo deixar o carro na garagem para redução de trânsito, emissão de gases, poluição, consumo de combustível, ajudar o coitado do ozônio a cuidar do seu buraco (no bom sentido, é claro) e somado a tudo isso ainda tem o aumento da qualidade de vida através do exercício fisico. Bonito discurso mas isso não serve pro Brasil, infelizmente. Aqui não há respeito, ciclovia, educação, segurança e todo o resto. Além do mais, as pobres bicicletas não durariam meia hora, cada uma custaria uns dez mil reais (quinhentos reais pela bike, o resto divididos entre os politicos e os fornecedores) e olha que dessa vez nem vou citar os corinthianos... Oops, citei ! rs Mas pelo que sei, Amsterdam também é adepta as bikes e rolam muitos roubos de bike por lá... Mas quanto o resto, tudo bem, já é da cultura local a locomoção por bikes.

 

Eu dei umas dicas e recomendações sobre a América do Sul e falei pra não perder a Patagônia, que em matéria de beleza dá de mil a zero em lugares como o Nepal, fácil fácil. Isso sem contar o povo. Fica o toque, América do Sul vale a visita sim.

 

Aproveitei e dei algumas dicas de Moorea, cantei a bola do aluguel de bicicleta que valia a pena, pra que lado seguir, o mercadinho e dicas de lugares com comida boa e acessível. Eu não sabia mas na Polinésia Francesa o câmbio da moeda local frente ao euro é fixo.

 

Como no dia seguinte eu ia mudar de acomodação, dei um toque para ele aparecer por lá, mas só pra tomar cuidado com a mademoiselle mau humorada e qual não foi minha surpresa ao saber que ele também já conhecia da fama da Miss Simpatia ?!?!? Ele tinha lido algo a respeito num guia... rsrs

 

Dia seguinte peguei minha mochila, me despedi do novo amigo e da professora Benedicta e mudei de acomodação. Chegando lá, pra variar a tiazinha tava mal humorada e de cara amarrada (seria fome ?), mas eu fingi que não era comigo e fui fazer o check-in, mas tive que esperar liberarem o quarto. Tudo bem, deixei a mochila na recepção, fui dar uma caminhada e tomar meu café da manhã.

 

Logo de cara gostei do lugar, mesmo com a “dona cara amarrada”. A instalações eram novas, o gramado verde e bem cuidado onde havia umas barracas de camping, sendo uma delas de um casal chileno, banheiros e chuveiros limpos, tudo funcionando e com uma cozinha que dava gosto de ver. No meu caso, só pra ver mesmo porque eu não sei cozinhar e nas poucas vezes que tentei, em viagens passadas, não saiu nem um simples e insosso macarrão, tive que jogar fora. Melhor parar por aqui.

 

A "dona cara amarrada" falou que já estavam lá há uns 20/25 anos, não me lembro direito. Também não me lembro de ter visto este lugar na última vez, deve ter sido por causa daquele táxi caro. rs

 

Esse novo lugar também não tinha muita gente mas pelo menos HAVIA gente ! Infelizmente tinham duas gatinhas fazendo check-out quando cheguei mas também havia outras pessoas com as quais eu conversaria mais à frente, entre eles mais um francês gente finissima que era da Marinha e fala espanhol fluente (os franceses realmente gostam do idioma de Cervantes) e que aprendeu numa temporada de um ano na cidade do México e um casal de chilenos muito “boa onda”, como eles diziam. O cara trabalhava com produção de shows e a garota trabalhava na Lan Chile. De lá eles iam pra Ilha de Páscoa e acabei dando umas dicas pra eles.

 

Havia também um casal bem jovem de mochileiros que eu já tinha cruzado no supermercado, tinham pinta de ozzies (ou californianos...) mas eu não sei, não cheguei a conhecê-los. Pelo que eu vi tinha ali também um cara com pinta de brasileiro mas também não cheguei a conhecer. Me parece que também estava numa rápida volta ao mundo, ficou apenas dois dias em Moorea e partiu pras Ilhas Fiji. Também não entendi, dois dias no Tahiti ? Mas, sei lá, “se hoje é terça, isso aqui deve ser o Tahiti”. Como diria o filósofo “cada um cada um”.

 

Ele ficou no melhor quarto do lugar, o que confirma que era brasileiro afinal dificilmente você vê brasileiros em lugares simples, o que não quer dizer que não existam. Longa história, dia desses explico.

 

Falando em brasileiros viajando, claro que não vale generalizar mas eu faço parte do grupo de brasileiros que quando viaja pro exterior não dá muita trela para compatriotas (eu acho muito falso então prefiro ficar na minha), a única diferença é que eu assumo.

 

Brasileiro no exterior é fácil de reconhecer : fala alto, tá sempre vestido com camisa da seleção brasileira (ou do time de coração), bermuda de surf, tênis de corrida e a inseparável, gigante e "super moderna" pochete. Muitos do que arranham um inglês (ninguém nasceu sabendo, eu também apanho às vezes, vide o caso com a garçonete em San Diego) falam com um sotaque que acaba virando alguma coisa entre o Swahili e o Klingon (*). Pra ajudar, costumam aumentar o tom de voz quando o coitado do interlocutor não está entendendo nada do que ele tá falando ou tentando falar. Porém NÃO VALE GENERALIZAR, eu mesmo já conheci muito(a)s brasucas legais viajando por aí, playboyzinhos, mauricinhos, patricinhas e pseudos surfistas merrequeiros wannabe metidos a Kelly Slater à parte...

 

Brasileiro, russo, etíope, marciano não importa, não cheguei a conhecê-lo, o que importa é que pelo menos havia algum movimento no lugar e isso pra mim já estava bom demais.

 

Passadas algumas horas voltei, fiz o check-in e finalmente fui apresentado ao meu quarto, infinitamente superior e mais confortável do que o último, e depois fui matar o tempo na praia quando aconteceu algo simplesmente surreal. Mas isso eu conto no próximo post, prometo não demorar muito !

 

Valeu !

 

Virunga

 

(*) língua fictícia do filme Star Trek

 

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É meu amigo, o paraíso ao alcance das mãos! (e dos pés, braços, olhos... rs)

 

IMPOSSIBLE IS NOTHING!

 

JUST DO IT!

 

:wink:

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