Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Studart

Lima-Cuzco-Machu Picchu em 1 semana

Posts Recomendados

Ontem cheguei do Peru, onde fiz o circuito Lima-Cuzco-Machu Picchu, em uma semana. Os preparativos. Como eu obtive várias das informações úteis aqui no fórum, resolvi postar o que achei de interessante para auxiliar outros usuários que queiram visitar o país vizinho..

 

I – PREPARATIVOS

 

Há uns dois anos eu pensava em visitar o Peru, mas sempre adiava, por um motivo ou outro, viajando para outros locais. Desta vez resolvi aproveitar as milhas da TAM e tirar uma passagem para Lima (20000 pontos).

 

Adquiri diversos livros sobre o destino, tais como o Rough Guide, o da Publifolha, o GTB e o Guia do Viajante independente na América do Sul, do Zizo Asniz. Claro que bastaria um ou dois, mas aproveito as informações de todos e construo o meu próprio roteiro de visita às atrações.

Embora o Peru seja um país barato, a hospedagem é em dólar e pode custar mais que na Europa.

 

Por isso, financeiramente vale a pena reservá-los através de agências, ainda no Brasil, a não ser que queira arriscar a procurar hospedagem na hora, podendo perder muito tempo e ainda gastar mais qu e o necessário.

 

Com as milhas emitidas, basta ver que pacote atenderá às suas expectativas. Consultei três agências de Fortaleza. A CVC (sim, ela não trabalha só com excursão), a própria Tam Viagens e a Tour du Monde. A Casablanca deixei de consultar antes das viagens, simplesmente porque eles não se dignam a dar retorno, como se eu estivesse pedindo um favor.

 

A CVC cometeu o mesmo pecado, desta vez. Optei pela Tam Viagens porque era ligeiramente mais barata que a Tour du Monde e a emissão das milhas seria coordenada com a do pacote. O agente, Edson, é especializado neste destino.

 

O pacote padrão inclui duas noites em Lima e três noites em Cuzco (seis dias, cinco noites) e achei por bem adquirir uma noite extra em Lima. Saiu por pouco mais de mil dólares, mais os US$ 38,00 dólares da noite extra e R$ 211,00 da taxa de embarque.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

II – LIMA - O PRIMEIRO DIA

 

O vôo Fortaleza-São Paulo é de pouco mais de três horas. O trecho São Paulo-Lima demora outras cinco horas e vinte minutos. A empresa Viajes Pacifico é a que faz o receptivo naquela capital. A primeira impressão é boa, o aeroporto não é grande, mas aparenta ser novo e é limpo,(considerando o tamanho da cidade), as malas chegam rapidamente, a imigração não demora mais que cinco minutos, apesar de o avião estar lotado. O trânsito é muito ruim, por outro lado. Demoramos talvez uns 40 minutos para chegar ao hotel, no bairro Miraflores (em verdade não há bairros, há municipalidades, o que resulta em diversas ruas com o mesmo nome em Lima. 28 de julho existem aos montes. Por isso não esqueça de informar ao taxista que vai à rua "x" da municipalidad "y".

Para se ter uma idéia do tamanho de Lima, ela tem a população de Buenos Aires e Santiago juntas, somadas. A periferia, obviamente, não é bonita, mas os locais onde você certamente se hospedará são mais agradáveis. Miraflores, San Isidro e Centro são as principais opções. San Borja e Barranco também contam com atrações. Ficamos em Miraflores.

Após um breve almoço e já estávamos em campo, conhecendo a capital peruana.

Plaza San Martin, onde está uma estátua equestre do mesmo personagem, herói da libertação de diversos povos da América do Sul, ao lado de Bolívar. Depois a Plaza de Armas, a principal, onde está situada a catedral. Em seguida a Igreja de San Francisco, que possui um mosteiro ao lado. Nele estão as catacumbas, com a ossada de milhares de pessoas. O que impressiona mesmo é o poço onde estão os crânios, fêmures, etc, de uma forma bastante organizada

 

3658014833_103f6a85b0.jpgIgreja de San Francisco

 

 

 

3658807840_2c83005f1d.jpg

Perro Peruano

 

 

Continuamos do centro em direção a Miraflores. Neste está a escultura O Beijo, na praça dp amor. Aqui centenas de casais se beijam no dia dos namorados. Chegaram a quebrar o recorde mundial.

3658043287_08faed6a2c.jpg

Parque do Amor

 

 

3658040409_f26c2c7471.jpg

Pequeno peruano na Igreja São Francisco

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

III - LIMA - SEGUNDO DIA

Começamos o dia passeando por Miraflores e depois fomos a dois sítios arqueológicos: Huaca Pucllana e Huaca Hualamarca. Ambos são anteriores aos próprios incas e no segundo (uma pirâmide) se encontrou uma múmia bem conservada. Repare nos cabelos....

 

3658843942_ded43a7754.jpg

 

 

[align=]3658046337_4d48ec5caf.jpg

Huaca Pucllana[/align]

 

A seguir, fomos ao museu Ricardo Palma, em homenagem ao escritor peruano, que escreveu diversas obras, sendo a principal asTradições Peruanas. A entrada custou 5 soles.

 

Passamos pelo Bosque El Olivar, onde existem diversas espécies nativas de pássaros e terminamos a manhã almoçando no restaurante Rosa Náutica. A comida é muito boa e é caríssimo para os padrões limenhos. Mas não é caro para um brasileiro. O ambiente e a vista são impagáveis. Fica num pier, acima do mar. Muito bacana, como você pode ver na foto abaixo:

 

3658847956_a132818c7a.jpg

 

3658069621_c18f1ee4ac_b.jpg

A comida não só é boa, como é bonita....

 

 

À tarde fomos ao museu da Inquisição, que fica na frente do Congresso Nacional, onde existem algumas representações de formas de tortura utilizadas pelos Espanhóis, bem como textos sobre o tema, em painéis. A entrada também custou cinco soles.

 

3658064975_5654fd0fd1.jpg

Museu da Inquisição

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

IV - IMPRESSÕES GERAIS SOBRE LIMA

 

[align=]Há muitos locais bacanas, onde a elite trabalha, reside e se diverte, com ares europeus. Neles é que se concentra a maior parte dos turistas. Ficamos no hotel San Augustin, situado na Rua San Martin, bem próximo à Avenida Larco. Tal avenida é o eixo de Miraflores. No seu início o belo shopping Larcomar, situado em cima dos Rochedos de Miraflores. No seu final a praça onde o agito acontece no final de semana, com os cinemas (alguma cidade brasileira ainda tem cinema fora dos shoppings?) Também aqui estão Burger King, Mc Donalds e outros pontos de alimentação, e bem próximo começa a Avenida Petit Thouars. onde estão as lojas de souvenires.[/align]

 

É uma pena que o tráfego seja péssimo e os motoristas muito mal educados. Os taxistas são um show à parte. Não há taxímetro e eles podem te levar a algum lugar por 10 soles, enquanto outro te cobrou 40, mas deixou por 25 soles. Mas há dois aspectos interessantes. Em locais onde há taxímetro os taxistas nos enganam rodando a mais, pegando um caminho maior, e você não tem como saber antes quanto vai pagar. Em Lima você já entra no carro após negociar o valor. Depois de um tempo na cidade já terá noção de qual o valor justo. E, por fim, mesmo que te enganem, a tarifa é muito, muito barata. O normal entre o Centro e Miraflores, o maior roteiro que você fará, será de 10 soles, ou uns 7 reais (a não ser que visite atrações mais distantes, fora do eixo turístico. Outro aspecto negativo é o buzinaço dos motoristas em geral, como se isso fosse ajudar a superar o engarrafamento.

 

Um prato num restaurante chique custa de 30 a 50 soles por pessoa (tire 30% para chegar ao valor em reais). A oferta do Mc Donalds custa uns 12 soles, ou 8 reais, ou 4 dólares, ou 3 Euros, aproximadamente. Compare com os 14 Euros da Noruega e verá que aqui é um bom lugar para fazer turismo econômico.

 

Os souvenires devem ser comprados na Av. Petit Tours. Uma camisa custa cerca de 18 a 20 soles, já com a pechincha. Nunca compre nada pelo valor sugerido, nos mercados (claro que no shopping as coisas tem preços tabelados), pois o vendedor sempre coloca um sobrepreço significativo. Pechiche nas corridas de táxi, na compra das lembranças e tudo o mais, faz parte da cultura dos peruanos.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

V - CUZCO - PRIMEIRO DIA

Acordamos cedo para a viagem de Lima a Cuzco. Além de termos que chegar com uma hora de antecedência, ainda há o trânsito complicado até o aeroporto. Saímos com mais de duas horas e meia de antecedência do vôo mesmo assim ficou apertado. O percurso demorou quase uma hora. Depois enfrentamos a fila do ckeck-in, razoavelmente rápida e uma fila para o pagamento das taxas de embarque. Ao contrário do Brasil, onde as pagamos até no cartão de crédito, no momento da emissão da passagem, em diversos países da América Latina precisamos deixar nosso dinheiro lá mesmo no aeroporto, em dinheiro vivo. Cuidado para não gastar tudo nos passeios e correr o risco de não embarcar. No aeroporto de Ezeiza, na Argentina, o pagamento somente pode ser feito em dólares, mas no Peru quem tiver soles pode gastá-los. No trecho doméstico de Lima a Cuzco a taxa custa 18 soles ou 6 dólares. Na volta, 12 soles ou 4 dólares, aproximadamente. Eles podem dar o troco em dólares mesmo.

O vôo é rápido, cerca de uma hora, mais ou menos. O aeroporto é pequeno, até porque é uma cidade de 380 mil habitantes. Mas tem 6 portões de embarque, fingers que nos levam direto ao avião, etc...

Assim que desembarcar pensará que está tudo bem, que estará respirando normalmente, e que o mal da altitude - o temido soroche -, não lhe mete medo. Você mudará de opinião quando for carregar a sua mala até o estacionamento. Se não houver esforço físico não haverá muito sofrimento não, mas tente dar uma longa caminhada. A grande maioria das pessoas sente dor de cabeça, tontura, enjôo, e comigo foi assim.

Chegue logo no hotel e tome o chá de coca, aparentemente só água quente com as folhas, como você vê na foto abaixo:

 

3658877194_201dec5e97.jpg

Sobrevoando os Andes Peruanos

 

 

3658085689_5fec85fed2.jpg

O imprescindível chá de coca

Não tome o chá à noite, pois terá dificuldades de dormir. No dia seguinte estará bem melhor e no terceiro esquecerá o transtorno. Guarde o primeiro dia para atividades levíssimas.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Oi studart!!!

 

Parabens pelo sei relato, continue.... estou anciosa pela continuação.. Sou tambem de fortaleza, e irei agora em outubro para peru e bolivia, é muito bom encontrar outras pessoas da nossa cidade. Ano passado quando fui a argentina, nao consegui encontrar ninguem, mas neste ano.... já me deparei com 3 cearences.... É isso aí!!

Beijao

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Oi Erika, obrigado pela leitura. Vou já dar continuidade ao relato, aproveitando o final de semana. Terminei de postar as fotos no flickr, que é o que dá mais trabalho. O Peru tem sido o destino da vez para os brasileiros. Encontrei muitos por lá. Curiosamente, a maioria era de Minas Gerais. Vários amigos meus foram para o Peru este ano e me recomendaram, devendo-se levar em consideração que a passagem Lima-Fortaleza é caríssima, sendo a melhor economia do programa da TAM a emissão deste trecho (são apenas 20000 milhas gastas, mas economizamos o equivalente a uma passagem para a Europa).

Um abração

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

continuando:

 

Quando chegamos em Cuzco, pelo menos duas pessoas, em momentos diferentes. tiraram nossa foto, sorrindo, sem permissão. Da primeira vez pensei que fosse algum louco, mas no mesmo dia fomos achados pelos caça-turistas, que nos ofereceram a foto, pequena, montada sobre uma espécie de postal com imagens da região. Custa apenas uns 5 soles e comprei da primeira vez. Da segunda não comprei apenas porque fizeram um preço alto para mim, 50% a mais do que cobraram da minha irmã. É um costume que ocorre até na Europa, embora, nesse caso, eles não peçam para tirar a foto.

 

Fomos diretamente ao Hotel El Puma, que fica na região correspondente ao rabo do animal. Para quem não sabe, Cuzco era, na visão dos incas, no formato de um puma. A cabeça fica fora dos limites atuais da cidade, nas ruínas de Sacsayhuaman.

 

Aparentemente você é obrigado a comprar o boleto turístico http://boletoturisticocusco.com/. Ele pode ser o global, ou dividido em três. O global inclui todas as 16 atrações de Cuzco e regiões vizinhas, por 130 soles, fora Machu Picchu. Cerca de 43 dólares. Os três setoriais custam 70 soles cada um, ou 23 dólares.

 

Em linhas genéricas, o circuito 1 engloba as ruínas ao redor de Cuzco, o circuito 2 as atrações urbanas e o circuito 3 as atrações de cidades vizinhas, no vale sagrado, como Pisac.

 

Ao invés de descansar, fizemos parte do circuito 2 e o circuito 3, poucas horas após a aterrisagem. Muito bacana, mas muito cansativo. As ruínas viistadas foram Sacsayhuaman, onde eram realizados rituais pelos incas.

 

Veja fotos em

http://cosituc.gob.pe/saqsaywaman.php

 

Fomos depois a Quenqo, onde, segundo o site, "La caverna semicircular y semi artificial, que existe en la parte interior posee una mesa o altar donde se realizaba ritos agrarios, en la parte superior de este roquedal existe una serie de asientos (tianas), gradas y escalinatas labradas, se observa un canal serpenteante el cual termina en una circunferencia siendo la representación de la serpiente (amaru), luego una cabeza de felino y un ave que son elementos de connotación religiosa".

 

Depois tambomachay, onde há uma fonte utilizada pelos incas e Puca pucara, onde estes descansavam, nas viagens pelo império.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Em tempo, a parte do circuito 2 foi apenas o Qorikancha, pois a igreja catedral é parte de um outro boleto, que integra apenas as atrações religiosas e eu não o adquiri. Há duas igrejas na Plaza de Armas. A catedral, lindissima por dentro, cheia de altares dourados e com três neves distintas. Também há cripta no subsolo. Pena que seja proibido tirar fotos. Neste dia a catedral estava cheia de carros com os santos, todos enfeitados, que vieram, cada um deles, de distintas igrejas de Cuzco. Era parte das comemorações da semana santa e preparativo para o Inti Raymi, que ocorre no dia 24 de junho. Começava com o desfile de colégios da região, numa competição e, à noite, os santos passeavam com os fiéis pela praça, inteiramente lotada.

 

O Qorikancha era um templo utilizado pelos incas, e após a ocupação pelos espanhóis, foi transformado no Convento de Santo Domingo. Com um terremoto, as fundações incas vieram a tona novamente e hoje se visita ambos os locais, inca e colonial, sobrepostos, numa mescla interessante de culturas.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

VI - CUZCO - SEGUNDO DIA - O VALE SAGRADO.

 

Eu já estava bem melhor do soroche e decidimos passear numa cidade próxima, Pisac. Deixei de fazer o roteiro completo por considerá-lo bastante cansativo e porque parte dele eu veria na viagem a Machu Picchu.

 

Se você quiser ir ao Vale Sagrado, poderá contratar a Viajes Pacifico, por 64 dólares por pessoa, num passeio de dia inteiro. Começa 9h e termina 18h, pelo que me informaram. Inclui almoço e a entrada nas atrações do vale (isso seria 21 dólares, o circuito 3). Esta foi uma empresa que utilizamos, quicá a maior de lá, bastante confiável e conceituada. Vi que outras agências, menores, como a Dolivep Tours e Travel, cobra apenas 44 dólares. A Dona Olinda Pacheco, que me atendeu, disse que as mesmas coisas estavam inclusas. Ela está situada numa modesta sala comercial, em frente à Pacifico, do outro lado da rua. (Av. Sol, 814)

 

No final das contas decidi apenas ir a Pisac, para não perder os festejos de Cuzco. A Viajes Pacifico me ofereceu uma van, a 17 dólares por pessoa, para voltar ao meio dia, uma da tarde. Um taxista me ofereceu o mesmo por 10 dólares. Aceitei, sem pechinchar, porque estava já achando barato, mas ele ficaria lá nos esperando a manhã toda, à disposição. A decepção foi somente na volta, quando dei a ele 70 soles (dos 120 combinados, eles sempre pedem a metade antes, o que é justo) e ele fingiu não ter troco, até perceber que eu não deixaria o carro até aparecerem as moedas que ele escondia no painel... Nem tanto pelo dinheiro, mas por subestimar a minha inteligência, não deixei para lá.

 

Fomos a Pisac com a trilha sonora de uma cantora local, a Sally, uma senhora com voz de criança e letras melosas. O taxista adorava. Eu pensei em comprar um CD e trazer para o Brasil. Mas já achei várias canções dela no youtube, como você pode conferir no post abaixo deste.

 

Picac tem uma feira com produtos feitos por lá e no restante do Peru. Desde tabuleiros de xadrez cujas peças são feitas com as imagens talhadas de espanhóis e incas a porta copos, de jóias com pedras nativas (quartzo rosa, etc - aliás, se quiser comprar isso tem que ser aqui ou Cuzco, em Lima é bem mais caro) a variedades de milhos. Muito interessante. Você deve perder horas negociando um bom preço, pechichando.

 

Também há aqui aquelas peruanas, que cobram cerca de um sol para tirar fotografias com as suas crianças, todas vestidas com roupas típicas. Me lembrei das baianas que tiram foto em Salvador...

 

De qualquer forma, as crianças peruanas são bonitas e ela leva para casa uma renda muito maior do que se estivesse na lavoura. Nesta foto não dá para perceber, mas há uma terceira criança nas suas costas, amarrada dentro do lençol.

 

3663207612_40dff27a83.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

http://www.youtube.com/watch?v=no-l05TM7tc&feature=related

 

Este é o clipe de uma das músicas que tocou com frequência. Embora não tenha gostado muito, é relevante ver o que os locais tem como música. isto faz parte de uma viagem verdadeira, fora das obviedades e dos circuitos turísticos, conhecer o gosto da população local...

 

 

 

http://www.elpumahotelcusco.com/espanol/01-ubicacion.html é a página do hotel de Cuzco.

 

 

 

 

Chama-se, como já citado, El Puma. É um três estrelas, bem situado, dá para ir à Plaza de Armas numa caminhada de dez minutos. O atendimento é batante cordial e tem chá de coca à vontade. Com uns 4 dólares dá para tomar uma sopa no próprio hotel. Como pontos fracos: a calefação é boa no quarto, mas inexistente no banheiro. E tome choque térmico, depois de um banho. Os quartos que dão para a avenida são extremamente barulhentos. Não sei porque, mas os peruanos também buzinam pela madrugada. Talvez precisem buzinar uma cota diária e quando não conseguem, entram pela madrugada... Na minha avaliação, um mero mais ou menos ::cool:::'> ::bad::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

VII - IMPRESSÕES GERAIS SOBRE CUZCO E INFORMAÇÕES.

 

Cuzco é uma cidade média,mas as atrações estão todas muito próximas uma das outras. O táxi custa cerca de 1 dólar, ou 3 soles, a não ser que você vá para a periferia, onde há muito o que ver, ou as ruínas. Andar a pé é o melhor, mas só depois de sua aclimatação.

 

Se quiser se hospedar no vale sagrado, eu estive num hotel, chamado pisacinn (http://www.pisacinn.com), onde as diárias custam cerca de 50 dólares por casal, em frente à praça onde ocorre a feira e há também quartos para seis ou mais pessoas, o que barateia a hospedagem em especial se você for num grupo maior. Se for, fale com a Roxana Calixto, a gerente, que ela cuidará, quem sabe, de lhe dar um descontinho.

 

O câmbio de moedas não é feito em todo lugar, como em Lima, mas você não terá dificuldades, pois há muitas lojas com anúncios na porta, afirmando que trocam as principais moedas por soles. De todo modo, em Lima a diferença é que você encontra gente no centro, vestida com coletes pintados com cifrões, que trocam o seu dinheiro no meio da rua, na esquina das grandes avenidas. Você, caro brasileiro, acha que alguém com alguns milhares de soles, dólares e euros poderia ficar gritando câmbio no meio de uma rua de Fortaleza, São Paulo ou Rio de janeiro por cinco minutos? Onde é mais seguro, o Peru ou o Brasil???

 

A comida é muito barata, mas há restaurantes de cozinha internacional, caros e que não ficam devendo nada aos brasileiros. Na Plaza de Armas tem até Mc Donalds. Para mim isso é um dos instrumentos para ver o padrão de vida e o custo da cidade. Uma oferta custa uns 12 soles, ou 4 dólares, ou ainda uns 3 euros. É barato para nós, mas para o norueguês que gasta 14 Euros, é uma barbada. De qualquer forma, não é este o restaurante que eu indicarei para vocês, mas o Cicciolina, na Calle Triunfo, 393 - 2º andar, a uma quadra da Plaza de Armas. A comida é muito, mas muiito boa mesmo. Ficou por volta de 50 dólares o casal, sem bebida, mas valeu cada centavo. Comemos truta e alpaca, e nossos acompanhantes carneiro e truta. Existe um prato típico em Cuzco, que é o Cuy, um porquinho da índia que é assado inteiro. O visual não agrada. Vou postar a foto como mera curiosidade.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Abro um parêntesis para falar de uns desenhos feitos com temas peruanos. São de uma empresa chamada cuy-arts e utilizadas nos padmouses, camisetas, etc. Abaixo um exemplo. Todos os temas estão na página http://www.cuy-arts.com

 

f_101008112022.jpg

 

Vale salientar, por fim, que vi na minha entrada do Qorikancha o valor de 10 soles e o 25 soles na entrada da Catedral, dando a entender que existe possibilidade de compra dessas atrações de forma autônoma. Se alguém quiser opinar sobre isso, será bem vindo...

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

VIII - VALE SAGRADO E MACHU PICCHU

O quinto dia foi inteiramente dedicado a Machu Picchu. Foi longo e cansativo. Fomos cedo à estação de trem, que fica nos arredores de Cuzco, numa estrada que leva ao Vale Sagrado. O trem partiu às 7h40min, e o percurso foi de cerca de três horas horas e vinte minutos. A altitude vai diminuindo aos poucos e a vegetação aumentando, até ficar exuberante, na região próxima a Águas Calientes.

O trem passa apenas por uma cidade do Vale Sagrado, Ollantaybambo. Para mais duas vezes, ao relento, para deixar os mochileiros que vão para a trilha inca, nos quilômetros 85 e 104, salvo engano.

De Cuzco são três categorias de trens por dia, o backpacker, mais barato, cerca de 41 dólares o trecho, o Vistadome, com o teto de vidro, para melhor apreciar a paisagem e com lanches e o Hiram Bingham, muito mais caro e luxuoso. O nosso foi o mais barato. Era limpo, porém apertado e cobravam o lanche à parte. Para percorrer, nesse período de tempo, apenas cento e poucos quilômetros, percebe-se que a velocidade gira em torno de 30km/h. De europeu ele tem o preço, apenas.

 

Chegamos na cidadezinha, Águas Calientes, ou Machu Picchu Pueblo, que fica na base da montanha. De lá ainda é necessário pegar um ônibus, que custaria 7 soles (pagamos previamente, no pacote). e demora 20 minutos. Há quem suba a pé, ou desça a pé. Os ônibus passam na beira de alguns precipícios e deixa o visitante num pátio quase na frente do hotel de luxo, da rede Orient Express. A poucos metros está a entrada do passe. o bilhete de ingresso custaria 120 soles, ou 40 dólares, aproximadamente. Os guias são à parte. Não são baratos, mas podem ser rachados por vários visitantes.

 

Entre Machu Picchu Pueblo e Ollantaybambo não existe estrada, só trem. É mais econômico ir de carro até esta última cidade, pegando apenas o último trecho de trem. Daqui existem várias opções de horário para Águas Calientes. Se optar por dormir nesta cidade, chegará em Machu Picchu tão logo o sol nasça, na abertura do parque. E antes da horda de turistas que só chegariam lá pelas 11h, vindo de Cuzco. Há uma feira entre a estação de trem e o local onde se pega os ônibus para o Parque.

 

A visita guiada terá a duração necessária para mostrar todo o Parque. Começa pela área rural e termina na área urbana, havendo uma nítida divisão entre elas. No meu caso, durou três horas. Praticamente não restou tempo para ficar passeando à toa por lá, pois era necessário almoçar (deram um almoço, buffet, na Toto's House. A comida era boa, mas não estava tão quente e em clima de final de festa, pois já eram quase quatro da tarde. Precisamos descer rapidamente para Águas Calientes, pois se perde meia hora neste trecho e o trem de volta a Cuzco sairia às 17h. O pior é enfrentar a viagem de volta, depois de almoçar. Se você for nesses grupos e ficar atrelado a almoçar tarde demais, recomendo levar algo para comer, pois lá em cima não há opção.

 

Cada janela, cada pedra, tudo parece ter um significado. Por mais que já saibamos que vamos ver, é magnífico o visual e o entorno de Machu Picchu. Se eu for lá novamente ficaria hospedado em Águas Calientes e faria a viagem sem pressa...

 

 

 

 

 

 

 

3663207574_93ac95c0e0_b.jpg

Rio Urubamba - Vale Sagrado

 

3663207582_d2e6057cf0_b.jpg

Machu Picchu

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

IX - LIMA - O ULTIMO DIA E O RETORNO

 

Voltamos pela manhã de Cuzco, após uma hora e dez minutos de vôo. A taxa de embarque foi de cerca de quatro dólares. Não havia mais vaga no hotel San Augustin, por isso fomos ao La Hacienda. Por fora, o primeiro parece melhor, mas internamente e, em especial nos quartos, se nota a diferença. O quarto tinha duas camas imensas, de casal, banheiro espaçoso e a vista se descortinava para o litoral (não dá para ver o mar, fica a umas quatro quadras), para o lado do shopping Larcomar.

 

Este shopping é feito em vários níveis, como degraus nas falesias (rochedos) de Miraflores. Fica próximo ao restaurante Rosa Náutica. Algumas pessoas saltam de paraglider e ficam sobrevoando o local, sem pousar, aproveitando as correntes de ar. Depois disso fomos novamente na Av. Petit Thouars, ver o artesanato e comprar alguma coisa e, à noite, fomos ao parque das fontes, ver as "aguas dançantes".

 

Foi uma surpresa. O parque é antigo, mas as fontes foram colocadas em junho de 2008. São muitas fontes e algumas delas jorram acompanhando o ritmo de música clássica e com os efeitos especiais de feixes de laser. Muito bacana. Recomendo. De Miraflores são apenas 10 soles de táxi, em direção ao centro. Foi nesse passeio que percebi que várias municipalidades (bairros) repetem o nome das ruas. Daí que se é necessário dizer que vai à rua tal, do bairro tal.

 

Agências de turismo cobram 35 dólares pelo passeio noturno, mostrando a Plaza de Armas iluminada, etc, além do Parque (o ingresso está incluso). Mas fica bem mais barato ir por conta própria, já que a entrada do parque equivale a apenas dois dólares

 

X - A VOLTA E CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

O võo de volta atrasou mais de uma hora e meia, mas sem maiores problemas, porque ficaríamos esperando em São Paulo a conexão. Retirada de bagagem, e recolocação no balcão da TAM, que fica em frente ao desembarque internacional de Guarulhos. Sem percalços.

 

Deu para passar com muita tranquilidade a 500 dólares a semana inteira, para duas pessoas, ainda mais levando em consideração que quase 100 foram gastos em taxas aeroportuárias e outros 100 nos dois restaurantes "caros". De onde se conclui que o Peru é um destino mais barato que Argentina, Chile e, logicamente, bem mais barato que Europa e EUA. E lembre-se que com poucas milhas é possível tirar uma passagem para lá.

 

Outras atrações ficaram para o futuro, como as linhas de Nazca, Huaráz, Lago Titicaca. Espero um dia voltar lá e quem sabe, postar outro relato por aqui.

 

Quaisquer dúvidas, podem perguntar

 

 

3663207606_47c5171bc2.jpg

 

3663207596_988367c923.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Fala mochileiros!!!!

 

Estou indo para Machu Picchu de avião e tenho algumas dúvidas. Será que alguém poderia me ajudar?

Comprei uma passagem pelo site decolar.com do Rio para Cuzco, com conexão na ida em São Paulo. Meu vôo que sai do Rio(operado pela TAM) chega em São Paulo às 16:10hs e o vôo de São Paulo (operado pela TACA) para Lima sai às 18:50hs. Portanto tenho 2:40hs entre a chegada do vôo e a partida do outro. Lembrando que o tempo para check-in nos vôos internacionais é de 2hs, tenho as seguintes dúvidas:

1)Se meu vôo do Rio para São Paulo atrasar, eu posso perder o próximo para Lima por não chegar no tempo previsto do check-in (duas horas de antecedência)?

2)Em caso de conexão, especificamente neste caso, minha bagagem vai direto para o outro avião ou eu tenho que pegá-la na esteira e passar pelo check-in com ela novamente?

3)E se cancelarem meu vôo que sai do Rio, eu perco minha viagem? A decolar arruma outro vôo?

 

Fico no aguardo, valeu!!!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

viagem ao Peru

 

Enviado em: 06 Jul 2009, 20:16

De: Flavia Borghi

Para: Studart

Olá, tudo bem? Adorei seu relato de viagem ao Peru. Eu e meu marido estamos querendo muito ir pra lá. Tinhamos viagem marcada para Bariloche-Buenos Aires, mas com essa gripe se alastrando cada vez mais por lá e dizem muitas linguas que a infra-estrutura nos hospitais da Argentina deixam a desejar, estamos querendo mudar nosso roteiro. Pensamos entao no Peru. Acreditamos que por lá a situação de gripe nao está tao feia (o que vc acha?).

Nossa duvida paira no seguinte: vamos precisar de passaporte? Em alguns sites dizem que sim e em outros dizem que nao, devido a acordo firmado entre Brasil e Peru em 2004 ou 2005 para a não obrigatoriedade deste documento. Como foi quando vc foi a Matchupichu? exigiram?

ah, outra coisa. Nossa viagem seria de no máximo 7 dias (8noites). Quanto levamos de $$ para poder almoçar e jantar todos os dias + comprar lembrancinhas baratinhas (onde é legal comprar?) + comprar ponchos para nos dois (quanto custa?).

Estamos pensando em ir para Lima - Cusco - MP

Queria muito conhecer as linhas de nazca, mas a diferença no pacote é tao grande que abortamos a ideia. Vale tanto assim a pena?

 

aguardamos seu email com várias ajudinhas......ABRAÇO ([email protected])

 

Flavia

 

Vou responder a pergunta por aqui, para que as respostas possam aproveitar a outros usuários.

 

Vi algumas pessoas utilizando as máscaras no Peru, em especial no aeroporto. Definitivamente não há a mesma gravidade que na Argentina e Chile. Não sei se e quando a situação vao se modificar.

 

Para ir ao Peru não é necessaŕio passaporte. Levei por costume, para ficar registrado o carimbo nele mesmo e não no papel avulso. Se você tiver leve. se não tiver, não se dê ao trabalho de tirar. Para entrar em Machu Picchu, especificamente, não creio que haja uma exigência a mais. Sei que algumas pessoas pedem para ter o passaporte carimbado lá, como uma espécie de lembrança da viagem. Leve comprovante de vacinação da febre amarela, por precaução. Para mim não pediram, mas não custa nada se prevenir.

 

Se o pacote com a inclusão de Nazca encarece muito, contrate dois dias livres a mais em Lima e faça o passeio por conta própria. Não sei quanto custa, mas você pode fazer o bate e volta direto de Lima, ou mesmo um passeio de dois dias. Recomendo a leitura do tópico específico de Nazca, pois não fiz o passeio.

 

Lembranças em Lima estão nas proximidades da Av. Petit Touars, como dito no relato. São baratas. Em Cuzco estão espalhadas nos arredores da Plaza de Armas. Há ponchos por lá também, mas não sei o preço...

 

Um casal que já tenha contatado os passeios no Brasil pode se virar com menos de 500 dólares a semana. Certamente terá gente que sobrevive com 200. E outros com 1000... Depende dos seus hábitos. Há restaurantes cujo almoço pode sair a 50 dólares em Cuzco.

 

Bom, é isso, caso haja necessidade de outros esclarecimentos, é só avisar...

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Fala mochileiros!!!!

 

Estou indo para Machu Picchu de avião e tenho algumas dúvidas. Será que alguém poderia me ajudar?

Comprei uma passagem pelo site decolar.com do Rio para Cuzco, com conexão na ida em São Paulo. Meu vôo que sai do Rio(operado pela TAM) chega em São Paulo às 16:10hs e o vôo de São Paulo (operado pela TACA) para Lima sai às 18:50hs. Portanto tenho 2:40hs entre a chegada do vôo e a partida do outro. Lembrando que o tempo para check-in nos vôos internacionais é de 2hs, tenho as seguintes dúvidas:

1)Se meu vôo do Rio para São Paulo atrasar, eu posso perder o próximo para Lima por não chegar no tempo previsto do check-in (duas horas de antecedência)?

2)Em caso de conexão, especificamente neste caso, minha bagagem vai direto para o outro avião ou eu tenho que pegá-la na esteira e passar pelo check-in com ela novamente?

3)E se cancelarem meu vôo que sai do Rio, eu perco minha viagem? A decolar arruma outro vôo?

 

Fico no aguardo, valeu!!!

 

1 - Não se preocupe tanto com as duas horas, pois você já terá feito o primeiro check-in e embarcado as malas. Já sairá com os cartões de embarque do trecho internacional e terá apenas que ir ao portão de embarque em SP (e polícia federal). Talvez em menos de 40 minutos você resolva tudo.

2 - A bagagem vai direto ao fim do voo, na ida. Isso de tirar as malas e reembarcá-las só acontece na volta. Passa pela Receita e Polícia Federal assim que finaliza o voo internacional. De SP ao RJ o vôo é doméstico.

3 - A responsável é a companhia aérea pela realocação. Se você comprou uma passagem única com os três trechos, tem direito a ser realocado no vôo seguinte. Se comprou os trechos separadamente, em tese a companhia seguinte não tem resposabilidade sobre um atraso do voo de uma outra empresa. Mas pense positivo.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Valeuuu studart !!!

Voce tirou praticamente todas as minhas dúvidas.

Estou me precavendo, mas como voce falou vou pensar positivo que vai dar tudo certo.

Grande abraço!!! ::cool:::'>

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

Entre para seguir isso  

×