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Olá viajante!

Bora viajar?

Chile e Bolivia: Santiago, Atacama, Uyuni, Pucon e Puerto Varas em 18 dias (setembro/2014)

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Sempre faço meus roteiros com base nos relatos e na ajuda aqui do fórum e sempre me prometo escrever o meu relato como retribuição, o que vou deixando para depois e nunca faço rssss. Dessa vez cumprindo o prometido.

Viajei de 31 de agosto a 17 de setembro de 2014 com meu namorado.

 

Roteiro: Santiago (3 dias). San Pedro de Atacama (4 dias). Tour Uyuni com retorno à San Pedro (4 dias). Pucon (3 dias). Puerto Varas (2 dias). E mais 2 dias de deslocamentos.

 

Gastos Totais: R$ 3.000,00 por pessoa que levamos já cambiados em dólar (conseguimos uma boa cotação, mas analise a cotação da época que você for, muitas vezes você perde dinheiro no recambio de real para dólar e dólar para peso, já que dólares não são aceitos em tudo no Chile e mesmo quando é, a cotação não vale a pena. EX: Paguei a primeira diária de hostel em dólar e a cotação foi baixíssima, mas como tinha acabado de chegar e havia cambiado poucos pesos no aeroporto, achei a melhor opção).

 

Além disso, passagens de ida e volta São Paulo – Santiago pela Gol por R$ 620,00 e Santiago – Calama pela Lan por R$ 312,00.

Dica Importante: No site da Lan, procure o ícone “Brasil” e altere para “Chile”, assim você será redirecionado para o site da Lan Chilena. Quando comprei, pelo site da Lan Brasil o mesmo trecho saía por mais de R$ 1.000,00, mais que o triplo do preço que paguei pela Lan Chile. Para comprar no site chileno, é necessário cartão de crédito internacional e optar por “sin cotas”, ou seja, sem parcelamento, além de não optar por seguro viagem. Acho que a economia significativa vale o trabalho extra.

 

Alimentação: estabelecemos a média de 4mil pesos por refeição, mas isso é muito relativo. Às vezes na correria comíamos apenas uma empanada, outras vezes optamos por exceder o valor e ter um jantar especial e gastávamos o triplo. Tudo é equilíbrio e no final das contas não gastamos mais que o previsto. A comida no Chile em geral não é barata, em San Pedro em especial, já que lá é um deserto e os itens custam mais caro pela própria dificuldade de acesso. Porém pesquisando encontra-se opções para todos os bolsos.

 

O que levar: Pelo menos nessa época do ano, foi indispensável me vestir com 3 camadas (uma segunda pele, um termo fleece e um casaco corta vento. Levei um outro casaco pesado de pluma de ganso que foi bastante útil nos dias mais frios). Calça segunda pele para os dias mais frios, comprei umas meias da quéchua mesmo por cerca de 30 reais que me salvaram muito lá. Usei uma bota impermeável que ajudou bastante. Luva, gorro e cachecol.

Óculos de sol, protetor solar (usei fator 60), colírio sem corticoide para hidratar os olhos (os meus ficaram muito ressecados no deserto, ainda mais que uso lente de contato), hidratante para pele, hidratante labial, muito soro para o nariz, levei também um outro que é um gel que meu otorrino me receitou, hidratante labial e bepantol.

Para os efeitos da altitude tomei paracetamol e remédio para enjoo e não tive nada (já havia sofrido muito nas férias passadas no Peru), mas vale consultar um médico, porque quando o assunto é remédio, o que é bom para um, para outro pode ser perigoso.

 

Dia 1: São Paulo – Santiago. Nosso voo saiu com mais de uma hora de atraso. Após entrarmos no avião, foi nos informado que houve um problema e permanecemos sentados por 1 hora até a decolagem. Achei o avião bastante desconfortável e o serviço bem inferior ao de outras companhias que já viajei. Além do mais, tivemos problemas na volta com filas imensas por falta de funcionários no check in e já em Guarulhos nossa mala demorou mais de uma hora, além de terem nos informado a esteira errada. Comprei mais para experimentar o voo internacional da Gol, mas apesar de nada absurdo ter ocorrido, não recomendo.

 

Chegando em Santiago fizemos câmbio de 100 doláres na Afex do aeroporto para bancar os gastos do primeiro dia e negociamos com um taxista para nos levar até nosso hostel. Pagamos o mesmo valor do traslado compartilhado, 7 mil pesos e fomos direto. Mas negocie, o valor inicial era de 25 mil pesos para o mesmo trajeto. Há também a opção dos traslados compartilhados, que peguei na volta do Atacama e achei o serviço muito bom também. E para economizar um pouco mais, há a opção de ônibus da Centropuerto que vai até a estação los heroes e de lá é só pegar o metrô até a região. Se estiver hospedado próximo a alguma estação é uma opção. Peguei esse ônibus no sentido oposto quando voltei do Sul, da estação los heroes para o aeroporto e foi bem tranquilo.

 

Ficamos hospedados no Hostal Providencia em quarto privativo e gostei muito. Achei que compensa o custo/benefício (24000 pesos por noite para o casal). Staffs MUITO prestativos e simpáticos. Fica bem localizado, próximo a estação Baquedano e de fácil acesso para ir a pé em vários pontos turísticos. Cerro Santa Lucia, Patio Bela Vista, Cerro San Cristobal, Casa do Neruda, etc. Café da manhã ok. Único ponto negativo foi o quarto próximo a Avenida, que a noite parecia que os carros estavam passando dentro do quarto, tamanho o barulho rsss.

 

Nesse primeiro dia fomos a pé até o Cerro Santa Lucia (entrada gratuita) e adoramos o parque. Vale ir com tempo para ir subindo com calma e depois aproveitar a vista lá do alto. Aproveitamos o caminho até lá para “bater perna” pelos arredores e comer um “tradicional” que é um cachorro quente com palta (abacate) que tem por todo lado lá. Achei bem gostoso.

 

Dia 2: Santiago. Após o “desayuno”, fomos de metrô até o Palácio La Moneda ver a troca de guarda, uma cerimônia muito interessante, que ocorre em dias alternados. Só conferir no site do governo chileno o calendário. A estação é de mesmo nome, La Moneda, não tem erro.

 

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Finalizada a cerimonia, fomos até a Calle Augustinas que fica bem próxima ao Palácio fazer câmbio de todo o nosso dinheiro. Pesquisamos dentre as casas de câmbio a que oferecia melhor cotação e ainda choramos um pouquinho pelo montante que íamos trocar, rssss. Conseguimos uma cotação muito melhor do que no aeroporto, recomendo o “transtorno” de perder algum tempo nesse trabalho, compensa $$$ rssss.

 

Como chovia, andamos por um bom tempo em busca de comprar um guarda-chuva (não tem ambulante no Chile, gente? Hahaha). Demorou mas conseguimos encontrar um belo exemplar chinês que ameaçava virar toda hora mas serviu para quebrar o galho rssss.

 

Eu gosto de andar meio sem destino quando viajo, por isso ficamos bastante tempo por aquela região, vendo lojas, prédios do governo, o cotidiano das pessoas, etc. Como era uma segunda-feira os museus estavam fechados e passamos só em frente mesmo. Fomos até a catedral metropolitana e pegamos uma missa começando, bem tradicional, no estilo da própria Catedral, eu que sou católica “carola” rsss, gostei bastante e fiquei emocionada em alguns momentos.

Almoçamos em um restaurante peruano bem bacana ali na região (não me lembro o nome, mas naquela região não faltam opções do tipo). O menu do dia por 3900 pesos, com entrada, prato principal (no dia era peixe), sobremesa e bebida.

 

Como no final de nosso roteiro pretendíamos ir para o Sul, fomos de metrô até a Estação Los Heroes para comprar as passagens pela Turbus, que tem o seu terminal de ônibus no mesmo local. Comprar com antecedência garante um bom preço e já que viajaríamos em época de Fiestas Patrias, feriado da independência chilena, não quisemos arriscar ficar sem passagem. Compramos no semi-cama os trechos Santiago – Pucon, Pucon Puerto Varas e Puerto Varas Santiago por 42 mil pesos no total, mas varia muito de acordo com data e horário de embarque, além da antecedência. Não é possível estrangeiros comprarem pelo site, somente pessoalmente. Fomos atendidos por uma chilena muito simpática, que ficou indignada quando pedimos para dividir a conta, deu uma tremenda bronca no meu namorado por não pagar a minha parte e ainda me sugeriu arrumar um namorado chileno rsssssss. Rende boas risadas até hoje.

 

Retornando a Providencia, indo em direção ao Pátio Bela Vista, cruzamos um parque que não encontrei o nome, mas que era tão bonito que me fez desviar e gastar um bom tempo caminhando por lá. (Santiago tem muitos parques assim, fiquei encantada).

 

A noite fomos até um supermercado próximo ao hostel, na Providencia. Compramos vinhos, queijos e demais petiscos para beber no hotel. Gente, bebam vinho no Chile. Encontrei opções de variadas vinícolas de muito mais qualidade que os Concha y Toro “engana brasileiro” que bebo aqui no Brasil com preço bem melhor. Porém compensa mais comprar no Supermercado Jumbo (falo dele mais adiante).

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olá Priscila,

bem legal essa trip, lindas fotos !!

aguardando o final....

e que saudades do salar!!!

valeu pelo relato e boas viagens !!

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olá Priscila,

bem legal essa trip, lindas fotos !!

aguardando o final....

e que saudades do salar!!!

valeu pelo relato e boas viagens !!

 

Obrigada, Pedrada.

 

Escolhendo as fotos para postar o restante do relato (dá um trabalho rsss).

Vi que você já esteve em Cuba, que é um dos destinos que estão na minha lista. Vou ler.

Abcs e boas viagens pra vc também.

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Dia 11: Reserva Eduardo Avaroa – San Pedro de Atacama.E como tudo que é bom dura pouco, era hora de retornar à San Pedro. Acordamos por volta de 5h00 e 5h30 já estávamos na estrada. A meneira de dirigir de Johnny me dava bastante medo. Ele corria muito, no escuro, as vezes com muita poeira que deixava a visibilidade quase zero em estrada de terra, toda esburacada. Apesar do sono, quase não consegui dormir durante todo o caminho de retorno.

 

Chegando à fronteira, desembarcamos do carro e o mesmo ônibus que nos levou no dia da ida já estava naquele ponto, aguardando a nossa chegada e trazendo outros grupos que estavam iniciando o tour naquele dia. Um desses grupos embarcou no carro com Johnny, nos despedimos e seguiram viagem.

 

Por esse motivo que digo que essa coisa de no terceiro dia de tour, almoçar em Pueblo, ir até cemitério de trens e ficar algumas horas em Uyuni é justamente para passar o tempo e segurar a turistada por mais uma noite, já que assim, troca-se o motorista e esse ao levar o grupo até a fronteira, já pega um novo grupo para iniciar um novo tour.

Com o tempo que se tem, seria perfeitamente possível seguir até a fronteira no terceiro dia após o Salar e cruzar a fronteira antes das 5h00 da tarde. Mas enfim, as agencias tem que ganhar dinheiro, não há outro tipo de de tour senão esse, então ainda assim vale a pena “perder” esse quarto dia do retorno só por ter ganho outros 3 dias incríveis.

 

Tomamos café da manhã, fizemos os tramites legais e embarcamos no ônibus rumo ao lado chileno. O Chile é bastante exigente quanto ao transporte de gêneros alimentícios, com o intuito de evitar pragas agrícolas. Confiscaram tudo que era maçã da mochila da galera. Eu já tinha dado as minhas para o motorista do ônibus.

O ônibus nos deixou em nosso hostel (Sonchek) por volta de 13h00. Fizemos check in novamente e aproveitamos para tomar um longo banho naquele chuveirão maravilhoso. Esqueci toda a minha consciência ambiental e usei e abusei do chuveiro. Depois de 3 dias quase sem banho, pode, né? Rsss.

 

Aproveitamos a tarde para falar com a família, já que estávamos isolados há 3 dias e para descansar. Falou-se em fazer o passeio de bike para Pukará de Quitor, mas eu realmente precisava de um descanso. Fica para a próxima.

 

À noite fomos jantar no Blanco com Antony e Christina (o casal inglês/alemão que fez o tour para Uyuni conosco). Pedi um risoto de quinoa com camarão que estava espetacular e um pisco sour para brindar aquela aventura incrível. Tudo deu uns 14 mil pesos por pessoa. Acima da nossa média, mas em ocasiões especiais póóóóóóde. Adorei o ambiente do restaurante também. Fica a dica de um lugar para um jantar mais sofisticado em San Pedro.

Fomos dormir cedo pois no dia seguinte o traslado nos buscaria as 7h30 para nos levar à ao aeroporto de Calama e teríamos uma longa jornada até nosso próximo destino, o Sul do Chile.

 

Dia 12: San Pedro de Atacama – Santiago – Pucon. Às 7h00 em ponto o traslado estava na porta de nosso hostel, com meia hora de antecedência, tivemos que sair meio correndo. Juntos conosco foram mais dois brasileiros, Marcus e Adriano e um casal de gringos.

 

Nosso voo saiu de Calama rumo à Santiago às 11h00 junto com Marcus e Adriano e combinamos de deixar nossas mochilas no flat que eles haviam locado no Bella Vista, já que nosso ônibus para Pucón sairia só as 23h30.

 

Pegamos um traslado compartilhado por 6 mil pesos cada, que nos levou direto ao flat dos meninos. Almoçamos no Pátio Bella Vista no La Casa em el Aire. Um prato super diferente que não me lembro o nome, mas lembrava uma pamonha enorme na aparencia com carne de porco e carne de boi. Muito, muito bom.

 

Passamos o restante do dia andando pela região com Marcus e Adriano. E lá que descobrimos que escolhemos o pior dia para estar sem hotel, precisando pegar metro em Santiago. Era 11 de setembro, aniversário do golpe de Estado de 1973 no Chile, encabeçado por Pinochet, o qual deu início ao regime militar que perdurou por 17 anos. E todo ano, nesse dia, acontece um tremendo de um protesto de alguns grupos meio “extremistas”. Repetindo o que me foi falado em Santiago, não me informei profundamente sobre o tema, então não tenho uma opinião politica.

 

Os protestos não são lá muito pacíficos. Bombas, incêndios em transporte público, um tremendo de um quebra-quebra mesmo. E lá estávamos nós precisando ir até a estação Los Heroes de metrô para pegar nosso ônibus à Pucón, quando, o metrô estava fechado. Nenhuma empresa de taxi queria se arriscar a nos buscar naquele horário e nossa situação foi ficando complicada.

 

Resolvemos descer e tentar pegar algum taxi na rua mesmo. Os carabineiros nos orientaram a não sair dali da região do Bella Vista e não nos aproximarmos de forma alguma da Plaza Itália porque lá a coisa estava bem pesada. E o casal de brasileiros bobos na rua com a mochila enorme nas costas no meio de tudo aquilo. seria cômico se não fosse trágico rssss. Aliás, os próprios carabineiros nos ajudaram a parar um taxi que passou depois de um bom tempo. Um senhor muito estranho, a favor da ditadura e que nos cobrou 20 mil pesos para nos levar até a estação, que era longe, mas, achei caro mesmo assim. Enfim, não estávamos em condição de escolher e encaramos.

 

A rodoviária estava um caos, lotada, com ônibus atrasados que não saiam por causa do protesto, sem lugar para sentar. Tive meu momento mendiga e quase dormi por cima das minhas mochilas sentada no chão rsss. Nosso ônibus saiu com quase 3 horas de atraso, porque a polícia so autorizou quando os manifestantes já haviam se recolhido, com medo de vandalismo. Melhor, né? Morta de cansaço que eu estava, dormi quase as todas as 10 horas de viagem, mesmo naquele ônibus super desconfortável da Turbus (pegamos o semicama que era pior que muito comum no Brasil).

 

Engraçado que pesquisei muito antes de fechar o meu roteiro e não encontrei nenhuma menção ao caos de 11 de setembro em Santiago. Se soubesse não teria marcado de chegar/sair de Santiago justo nesse bendito dia rsss. Mas faz parte, viajar é isso. Você entra no país dos outros e não pode esperar que tudo pare porque você quer fazer turismo. É você quem tem que se adaptar. No final das contas, foi engraçado e serviu para rir muito (mas que deu um medão na hora, deu rsss).

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Dia 13. Pucón. Rio Trancura, Saltos de Marimán, Ojos de Caburgua, Lago Caburgua e Termas Quimey-Co. Acordei no ônibus por volta de 6h30 e era noite fechada ainda, demorou muito para amanhecer. No Sul, nessa época, os dias amanhecem mais tarde. Com o clarear do dia, pude ver o quanto nossa paisagem tinha mudado. Há pouco mais de 24 horas estávamos no deserto mais árido do mundo e agora a paisagem era verde, cheia de araucárias e arvores de clima frio, o dia cinzento, garoa bem fininha, vulcões nevados. Adoro programar roteiro com esses contrastes. Já me animei completamente, esqueci o cansaço e parecia o primeiro dia de viagem! Eita sensação gostosa!

 

PS: que poltroninha sem vergonha o semi cama da Turbus! Recomendo gastar mais e escolher uma categoria melhor, não vale a economia não. Meu joelho chegou travado de passar a noite toda sem poder esticar as pernas.

 

Serviram o café da manhã no ônibus. Enquanto contornávamos cidades como Temuco, Villarrica, etc, até que finalmente chegamos em Pucón por volta das 10h30. Valentina, de nosso hostel, estava lá toda simpatia nos aguardando. Achei um tremendo de um carinho ser recebido com aquele sorrisão depois de uma noite cansativa, além de não perder tempo procurando o hostel, por isso (e por outras razões) recomendo MUITISSIMO o Hostel Emalafquen (não sei pronunciar até hoje rsss). Foi a minha melhor estadia no chile, me sentia na casa da minha vó.

 

O hostel é de uma senhorinha muito fofa que dá vontade de levar para casa, a Dona Ema (por isso ema bá blá blá o nome do hostel, é o sobrenome dela). Ficamos em uma suíte enorme com banheiro privado e uma cama queen que me fazia dormir antes de contar o primeiro carneirinho rsss por 46000 pesos a diária para o casal sem café da manhã. Há uma cozinha compartilhada muito boa.

 

Depois de um bom banho, saímos para percorrer as agências e fechar os passeios para esse dia e o seguinte. Queríamos muito fazer a ascensão ao Vulcão Villarrica. Acabamos fechando tudo com a agência Volcan Villarrica pelo valor mas porque gostamos do atendimento também, apesar de não terem o melhor equipamento (esqueci completamente os valores, mas a ascensão ao vulcão foi por volta de 35 mil pesos por pessoa e o “tour por la zona” por volta de 10 mil pesos, vou ver se encontro nas minhas anotações a informação correta e volto para corrigir).

 

Almoçamos no restaurante Bambu, ali na Avenida O’Higgins mesmo, que é a avenida principal na qual a cidade gira em torno. Escolhemos o menu do dia que tinha uma salada imensa como entrada, um pernil de cerdo (porco) com purê de batatas como prato principal e salada de frutas com iogurte caseiro de sobremesa. Tudo por 4800 pesos por pessoa. Achei barato demais pela qualidade da comida. Lá eles tem um suco de framboesa fresquinha que é uma maravilha, tomei em todos as oportunidades lá no sul. Bom demais. Experimentem.

 

Às 14h00 horas a van da agência passou para nos buscar no hostel e pegamos a estrada. Aquela região é toda linda. Tem um “q” de suíça, um charme todo europeu combinado com uma simplicidade extrema. Me encantei. Fazendinhas com carneirinhos, vaquinhas, casinhas em estilo alemão e o Vulcão Villarrica ao fundo. O percurso já foi um passeio a parte.

 

Paramos no acostamento para tirar algumas fotos no Rio Trancura, uma vista muito bonita ali da estrada. De lá seguimos para os Salto de Marimán, uma parque muito bonito, cheio de árvores, passarelas de madeira. Os saltos em si além de muito bonitos impressionam pela quantidade de água, aliás água é o que não falta no sul chileno – Chora, Cantareira rsss - .

 

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De lá, seguimos para os Ojos de Caburgua, que são o ponto no qual aguas subterrâneas de um rio próximo emergem, criando quedas d’agua (muita agua). Tem um tom turquesa bonito, mas pela iluminação não consegui captar nas fotos. O parque também é muito bonito, arborizado, com mesinhas, passaria algumas horas por ali fácil.

 

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Seguimos em direção ao Lago Caburgua, que impressiona pela imensidão. A tonalidade da água também é muito forte. Há uma bela vista da paisagem e da vegetação da região. Queria ter mais tempo para ficar ali.

 

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A partir dali seguimos para as Termas de Quimey-co, que são um “lusho” rsss. Gente, o lugar é a cara da riqueza. Um spa muito do chiquetoso construído em meio à vegetação da região. Até para quem não entrou nas termas foi bacana, só pelo visual.

Dessa vez não fugi e resolvi me arriscar. Apesar do frio fora das piscinas, as aguas são muito quentinhas. Relaxante mesmo. Dá vontade de dormir. Fui alternando entre as piscinas de diferentes temperaturas como recomendo e sai de lá muito relaxada. Que delicia!

 

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De lá seguimos retornando à Pucón e nosso guia parou em uma vendinha na beira da estrada, que vendia os produtos produzidos na fazenda que ficava logo atrás. Queijos, compotas, licores, mel. Tudo tão bonitinho e tão gostoso. Experimentamos várias coisas e me arrependo por não ter levado tudo rsss. Comemos um sanduiche de pão caseiro com três tipo de queijo que era de rezar, além do chocolate quente ser ótimo também, diferente de tudo que já experimentei. Quase fiquei por ali mesmo. Conhecemos um pouco da propriedade e depois retornamos à Pucón com o Villarrica se exibindo o tempo todo para nós na estrada.

 

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Passamos na agência para provar os equipamentos para a ascensão do Vulcão Villarrica que faríamos no dia seguinte. Não achei os equipamentos muito bons, muita coisa velha, tentaram me empurrar umas coisas que não me serviam muito bem e só trocaram quando reclamei, mas enfim, nada que me parecia comprometer a segurança. Não sou nenhuma especialista, mas, talvez se pudesse escolher outra vez, escolheria uma agencia mais bem recomenda como a Aguaventura.

 

Fomos ao supermercado comprar algumas coisas para comer no dia seguinte. Fiquei impressionada como os preços no supermercado são menores que em Santiago, além de ter várias coisas interessantes, típicas da região. Queria comprar tudo. Adoro ir em supermercado quando viajo rsssss, cada doido com a sua mania, né?.

Não conseguimos jantar esse dia por conta do mega sanduiche de queijo da fazendinha. Tomei um antiflamatorio e um analgésico pois estava com muita dor nas costas e no joelho desde o dia anterior. Acho que na correria acabei me lesionando todinha. Mas queria porque queria fazer a ascensão do Villarrica, então nem cogitei desistir. Não foi a decisão mais recomendada, mas enfim...Dormimos cedo porque o dia seguinte tínhamos que estar com o dia ainda escuro na agencia.

 

continua...

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muito legal o relato, a mudança do deserto pro atacama pro sul do Chile em um dia deve ser incrível. acompanhando aqui o relato ::otemo::

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Muito bom o Relato, Parabéns!!

 

E o casório, sai ou não sai?? ::lol4::

 

Acompanhando! ::otemo::

 

hahahaha, boa, Thiago! Vai ter que sair o casório agora, né! Tenho o pedido documentado rssss.

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muito legal o relato, a mudança do deserto pro atacama pro sul do Chile em um dia deve ser incrível. acompanhando aqui o relato ::otemo::

 

Obrigada, hlirajunior. O contraste das duas regiões valeu todo o perrengue do percurso. Incrível mesmo.

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Dia 14: Pucón. Ascensão ao Vulcão Villarrica. As 5h00 da manhã já estávamos na agência para preparar o equipamento, nos vestir e seguir para a base do Vulcão. Nesse ponto deixo uma crítica à agencia, esqueceram de entregar os crampons ao meu namorado, nos mandaram para a van e quando íamos reclamar insistiam que tinham entregado. Ele teve que insistir para que lhe dessem o restante do equipamento. Dois erros, um não ter atenção na distribuição dos equipamentos para os clientes e o segundo em mesmo após serem avisados, não darem importância. Meu casaco estava com o fecho do braço solto, ou seja, entrava uma friaca enorme pela manga. Não quiseram trocar.

 

Com o grupo preparado seguimos em uma van até a base do vulcão. Caminhamos até o teleférico e pagamos 9 mil pesos por pessoa para subir até a base da estação de esqui. Nossos guias nos aconselharam, pois poupa cerca de 1 hora de caminhada.

O visual da subida do teleférico já é muito bonito arvores imensas em meio a neve logo abaixo dos nossos pés e aquele mundão branco que é o vulcão vai se tornando cada vez mais imponente.

 

Iniciamos o trekking por volta de 8 horas da manhã com um grupo de 9 pessoas e 3 guias. A subida desde o início é bem puxada. Cerca de meia hora depois já estava morrendo de calor, mesmo ainda estando no inverno, tamanha era a intensidade da atividade física.

Nunca tinha feito trekking em neve e senti bastante dificuldade na utilização do piquete, senti falta dos meus bastões de caminhada, mas imagino que seja mais pela falta de intimidade com o piquete.

 

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Após cerca de 1 hora de caminhada comecei a sentir muito minhas costas e meus joelhos e desacelerei um pouco, me afastando do grupo. Um dos guias seguiu no meu ritmo e o grupo seguiu em um passo mais forte.

A dor era intensa, mas eu sou teimosa e insisti. O guia foi incrível e me incentivava a todo momento, acho que só aguentei tanto pelo excelente trabalho que ele fazia, não só garantindo a minha segurança mas dizendo a todo momento que eu podia, que chegaríamos juntos no cume (até então eu não havia contando a ele que estava com dor, com medo que me aconselhasse a desistir). Apesar do equipamento dessa agencia não ser o melhor, o profissional que esse guia é, fez valer a pena a escolha.

 

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Fiz mais algumas paradas, ia me recompondo e continuava. Quando faltava cerva de 1h30 para atingir o cume, desisti de vez. A bota pesava uma tonelada nessa altura, minhas costas doíam demais e meu joelho eu já nem tinha rsss. Mais algumas pessoas do grupo desistiram e as encontramos nesse ponto, além de desistentes de outras agencias, na maior parte, mulheres.

Não foi fácil desistir. Tinha sonhado chegar até a cratera do vulcão durante meses planejando a viagem. Odeio a sensação de fracasso. Mas tinha que respeitar o limite do meu corpo, que eu já havia excedido – e muito – naquela ocasião.

 

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Ficamos por cerca de 40 minutos sentados naquela altura, conversando e apreciando a vista lá de cima que era estonteante. A visão da imensidão da montanha branca de neve e os lagos lá embaixo. Coisa única.

 

Começamos a descer. O percurso é feito quase todo de esqui bunda. Eles dão uma pranchinha para sentar e aí adeus, se escorrega muito rápido. Pra frear se usa o piquete. Adorei aquilo! Hahahaha. Acho que nunca ri tanto na minha vida. Mas tem que ser bem orientado, porque a coisa é bem perigosinha. Como eu estava com o best guia ever, não tive problema. Ele sempre indicava o percurso e em locais perigosos íamos caminhando. Foi muito gostoso. Quero subir outra vez só para descer daquele jeito rssss.

 

Finalizando a descida, ficamos no deck do restaurante da estação de esqui assistindo o pessoal esquiar e tomando um chocolate quente a preço de ouro rsss.

Cerca de 1h30 depois o grupo que foi até o cume chegou e seguimos retornando à Pucon, chegamos por volta de 18h00.

Depois que retornei ao Brasil, descobri que tive uma lesão no joelho e estou até agora fazendo fisioterapia. Então posso me considerar uma vitoriosa por ter chegado até onde cheguei com o joelho todo ferrado. Mas eu volto um dia, ahhh volto.

 

Lá eles falam que qualquer pessoa com o mínimo preparo físico consegue fazer o tour. Bom, eu não seria tão otimista. Eu não sou nenhuma grande atleta mas sou muito ativa, treino todos os dias, além disso, na época corria cerca de 8 km (porque agora não tá dando sem joelho né, rsss), faço trekking as vezes nos finais de semana. E não, não achei nada fácil. Não só pelo joelho, mas realmente a subida é muito puxada. Acredito sim que não é necessário ser montanhista mega experiente, mas que qualquer pessoa com um BOM preparo físico é capaz de fazer o percurso até o final. Sempre bom cada um respeitar o limite do próprio corpo.

 

Quanto à agencia, na estação de esqui conversei com uma menina que subiu com a Aguaventura e os equipamentos dela eram absurdamente melhores que os meus, que estavam só o pó da rabiola rsss, parecia algo mais antigo, mais batido mesmo. Experimentei a bota dela e fiquei “de cara” de como era mais leve que a minha. A mochila então nem comento. Me mandaram ir com uma minha mesmo que não tinha alça para distribuir o peso na cintura. Para quem já não estava boa das costas, sobrecarregou mais ainda. Então acredito que valha investir um pouco mais, porque equipamento é muito importante, tanto para facilitar o desempenho como principalmente pela segurança. Porém, repito, o guia era espetacular.

 

Retornando ao hostel, destruídos, comemos qualquer coisa por lá mesmo, tomamos um banho e fomos dormir feito pedra, tamanho era o cansaço.

 

continua...

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Dia 15: Pucón – Parque Nacional Huerquehue. Ok, assumo que até hoje não sei pronunciar o nome do parque. Chamo carinhosamente de Parque Huerblábláblá rssss. Após o café da manhã, saímos em direção à garagem da Buses Caburgua. O ônibus sai às 9h00 da manhã e às 13h00. Tem dois horários de retorno. Lembro só do último, às 17h10.

 

Pagamos cerca de 5 mil pesos a passagem de ida e volta e fomos em um microonibus bem desajeitado, lotadíssimo. O caminho é muito bonito (cerca de 30 km de Pucon), sendo que em determinado ponto o ônibus sai da rodovia e entra em estrada de terra entre as propriedades. Eita estradinha ruim, rssss.

Pagamos cerca de 5 mil pesos a entrada do parque para estrangeiros (gente, perdi os tickets dessa parte da viagem, então não tenho os valores exatos). Iniciamos o trekking pelo Sendero Los lagos às 11h00, que segundo nosso mapinha tinha cerca de 15 km.

 

O parque é muito bonito e muito limpo. Não encontramos em todo nosso percurso um mero papelzinho no chão. Além de ser diferente de tudo que estou acostumada no Brasil. A vegetação é muito linda, cheia de aravores gigantes, com um cheirinho tão gostoso. Me sentia num filme da sessão da tarde, aqueles de acampamento, sabe hahahaha.

 

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Como eu ainda estava morrendo com as costas e o joelho, fui bem devagar, fazendo varias paradas, tranquila, no meu tempo. A trilha é bem tranquila, bem demarcada, dá pra fazer tranquilamente sem guia. Só uma vez saímos dela sem querer, mas logo percebemos e voltamos sem problema algum.

Saimos para uma trilha alternativa também para ver a cachoeira “Nido de Aguila”, o que nos atrasou em cerca de 1 hora, mas valeu a pena, achei muito bonita a quantidade de agua.

 

A partir da segunda hora de caminhada, o percurso que já era de subida descamba a subir de vez e aí, adeus, joelhos. A subida é muito puxada, alguns trechos com escadas de madeira, outros com escadas demarcadas na própria terra.

Como chove muito nessa região, estava tudo um lamaçal só. Além de ainda haver muitas partes congeladas, descongelando. O que transformava essas escadas num sabaozão só rssss. As vezes o gelo ficava camuflado na lama e a trouxona ia pisar esperando que afundasse, quando a coisa escorregava que era uma loucura. Não sei como não dei várias bundadas no chão. Benditos sejam os bastões de trekking que seguraram bonito a minha onda.

 

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Chegamos ao mirador 1, que tem uma visão muito bonita do lago. Cerca de 1 hora adiante – e subindo rsss -, chegamos ao mirador 2, também com visão do lago e do vulcão Villarrica, onde optamos por encerrar os trabalhos, descansar, comer algo e iniciar a descida. Já era por volta de 15h00 e teríamos que fazer todo o percurso de retorno, pois o ultimo ônibus era as 17:10. Nos informaram que até o mirador 4, que é o final da trilha, teríamos que caminhar por mais 1 hora, subindo. Achamos melhor não arriscar.

 

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Durante o percurso conhecemos um casal de chilenos de meia idade, que moravam em Villarrica. Encontrávamos e desencontrávamos. Uns fofos! Conversamos muito e me senti fazendo trekking com os meus pais, foi muito bacana. Simpatizamos muito. Comentei que era advogada e eles logo se animaram, dizendo que tinham uma filha da minha idade que também era “abogada”. Enfim, acho que eles se sentiram também andando com os filhos deles rsss. Nos adotaram.

 

Encontramos o tal casal novamente nos últimos 30 minutos de trilha e eles nos ofereceram carona até Pucón. Como ainda faltava cerca de 40 minutos para nosso ônibus sair, resolvemos aceitar. Tomei uma bronca depois de alguns amigos, mas senti uma vibe muito boa neles e resolvi confiar na minha intuição, acho que falta um pouco isso no mundo, acreditar mais na bondade do ser humano (com bom senso, claro). Sinceramente eu tinha cara de muito mais perigosa do que eles rssss. Mas, né, nunca se sabe. Foi a primeira carona em viagem da minha vida. Vai que eu tomo gosto? Rssss.

 

Enfim, o casal lindíssimo nos deixou em segurança, sem faltar nenhum pedacinho em Pucon. Foram tão queridos que apesar de falarmos para nos deixarem na entrada da cidade para não desviarem muito do caminho até Villarrica, fizeram questão de nos levar até a rua de nosso hostel, mesmo com a cidade toda congestionada por conta de um show de encerramento de um rali. Vontade de apertar! O povo daquela região é muito acolhedor. Só fui tratada com carinho em todos os lugares que estive em Pucon.

 

Era nosso último dia em Pucon e senti vontade de chorar. Sabe aqueles lugares que você se identifica, se sente em casa? Não queria ir embora de jeito nenhum, coração partido mesmo. Três dias para Pucon foi muito pouco, não tive tempo de aproveitar como queria. Vou ter que voltar.

O cansaço era tanto que comemos umas coisas que tínhamos comprado no mercado e nem saímos para jantar. Arrumamos as coisas e dormimos cedo porque no dia seguinte nosso ônibus sairia cedo rumo à Puerto Varas.

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