Olá, senhoras e senhores. Segue aqui um relato da minha viagem que fiz sozinho ao Perú, país do ceviche, do pisco e da buzina. Achei importante escrever o relato pois utilizei muito o site para organizar minha viagem, então nada mais justo do que contribuir também. No total, foram 13 dias de viagem, dias muito bem aproveitados!
Dia 1 – Lima limão
Minha viagem começou logo cedo no dia 18 de abril de 2014. Tomei um voô de São Paulo a Lima, com uma indesejável escala em Bogotá. No total, umas 9 horas de viagem. Voei de Avianca, sendo que comprei 3 trechos para toda a viagem: São Paulo – Lima, Lima – Cusco, Cusco – São Paulo. O preço de todas as passagens foi de 1.200,00 dilmas. A ida foi bem tranquila, sem maiores reclamações.
Chegando no aeroporto, o assédio de taxistas é grande. Fechei com um credenciado para me levar até meu Hostel em Miraflores por 50 soles (dá pra ir por menos, mas não barganhei muito). Fiquei no Hostel HitchHikers em quarto compartilhado com 6 camas por 11 obamas. Não recomendo! Achei o quarto apertado, escuro e o banheiro bem sujo e que se transformava na laguna mais feia do Perú. O café da manhã era pão com manteiga e café ou chá, igual na maioria dos Hostels de lá. A mulher que me recepcionou até que era simpática, embora não soubesse muito sobre o que fazer em Lima. Não cheguei a conhecer o pessoal do quarto, tirando um canadense que parecia um daqueles irmãos do Hanson e que já estava cansado de viajar e fazer qualquer coisa... Desanimo total.
Como não tinha muito o que fazer por já ser noite, saí para andar no Parque Kennedy que era perto do albergue. Foi muito gostoso, porque havia um piano no meio do parque em que as pessoas ficavam se revezando para tocar e muitas famílias passeando... Só fiquei lá ouvindo e deixando o tempo passar. Aliás, em inúmeras praças de Lima tinha um piano, uma iniciativa muito legal. Com a fome batendo forte, decidi que era bom me dar ao luxo de comer o famoso ceviche. Escolhi um restaurante ao lado do Parque. Um ceviche com bastante limão (estava excelente!) e um chopp de 1 litro me custaram 45 soles. Depois disso, só me restava voltar pro albergue e dormir.
Parque Kennedy
Ceviche e litro de chopp!
Dia 2 – Desbravando a Capital
Comecei o dia caminhando pela costa de Miraflores logo cedinho e conhecendo as praças e o shopping Larcomar. Sem dúvida essa é uma das coisas mais gostosas de se fazer em Lima! O clima nublado, o Oceano Pacífico e a geografia única do lugar criaram um ambiente bem propício para sair andando perdido pela costa. Quando deu 9hs, peguei logo um taxi para Huaca Pucllana, que é um sítio arqueológico que fica bem ali em Miraflores. A visita guiada dura um pouco menos que uma hora e meia e você vai caminhando por todo o sítio, conhecendo o que significava cada lugar. Sem dúvida vale a pena o passeio! Logo em seguida, voltei ao hostel para fazer o check out e peguei um taxi de Miraflores até o centro (15 soles). Quando cheguei, dei uma andada rápida e parei para comer num restaurante bem local (até porque nem sei se tinha opções turísticas lá perto e não era essa a intenção). Comi um Pollo Saltado com salada e suco por 10 soles. Esse é um prato típico de lá, que é basicamente um peito de frango com tomate, pimentão e temperos, geralmente acompanhado de arroz, batata e salada. Comida boa e preço bom!
Miraflores
Miraflores
Larcomar
Huaca Pucllana
Huaca
Cachorro andino em Huaca: esse aí foi apelidado de Neymar pelos guias.
Huaca
Huaca e o guia
Após o almoço, fui direto ao centro de informações turísticas perto da Plaza de Armas e fiz um monte de perguntas pro rapaz de lá. Ainda bem que ele foi extremamente simpático e me ajudou muito, já que poderia ter mandado eu ir pra punta del este de tanta pergunta que fiz... Deixei 5 soles de gorjeta (que ele nem queria aceitar). Se tiver no centro, não exite em passar lá, mesmo que queira informações sobre outros lugares do Perú. A próxima parada foi a Catedral de São Francisco, onde tem as famosas catacumbas e algumas pinturas que gostei muito. Essa visita custou 7 soles. Logo em seguida, parti pro Museu da Inquisição, que era de graça. Confesso que esperava um pouco mais do lugar... Eles falam um pouquinho da história e tem uns bonecos mostrando alguns tipos de torturas que eram utilizadas. Aconselho a substituir essa visita por algum outro passeio.
Pollo Saltado
Centro de Lima
Centro de Lima
Centro de Lima
Museu da Inquisição
Quando sai do Museu da Inquisição, já era fim de tarde e voltei pro Larcomar em Miraflores (20 soles o táxi, 5 soles mais caro que a ida). Com a fome batendo, decidi experimentar um sanduíche de uma lanchonete que está bem famosa lá em Lima: La Lucha. Meu povo, eu sei que parece um pecado recomendar um fast-food no Perú, mas... Que coisa boa!!! Parada obrigatória! Comi uma opção que era bem simples, pão, queijo, carne (acho que era tipo um contra-filé), cebola e maionese.
Como ainda estava começando a anoitecer e meu ônibus para Huaraz era apenas às dez e meia, resolvi ir do Larcomar até o bairro de Barranco andando... é uma caminhada de uma hora!! Você pode ir andando ali pela costa, até atravessar uma ponte e chegar em Barranco. A ideia era ir conhecer esse bairro boêmio e a famosa Ponte dos Suspiros. Diz a lenda que se você atravessar a ponte sem respirar e fizer um pedido, ele se realiza. Como já tinha comido o glorioso La Lucha, decidi voltar logo lá pro Larcomar andando novamente (mais uma hora de caminhada!) e tomar um Milkshake para recuperar as energias. Também recomendo a barraca de Milkshake que tem lá no Larcomar (não lembro o nome). Tomei um de Snikers que tava bom pra carambolas!
La Lucha!
La Lucha no Larcomar
Ponte dos Suspiros em Barranco
Depois disso, só me restava voltar até o albergue para pegar minha mochila e tomar um táxi até o terminal da Cruz del Sur (10 soles). Fiquei lá esperando até dar 22:30hs e pegar o ônibus para Huaraz. Fui em uma poltrona grande e confortável, que geralmente custa mais caro, mas que quando comprei o bilhete pelo site tava em promoção. Como tenho muita dificuldade em dormir em ônibus, pra mim valeu a pena esse conforto a mais, deu pra tirar uma boa soneca. Se também quiser mais espaço e uma poltrona bem melhor que a comum, recomendo comprar essa opção.
Dia 3 – Huaraz: cadê o soroche?
Cheguei 7 horas da manhã em Huaraz. Ao desembarcar, já tem um monte de taxistas e pessoal de agências de turismo oferecendo seus serviços. Fui caminhando para o Hostel Akilpo. A equipe de lá é muito atenciosa e simpática. O Hostel é gerenciado por alguns irmãos, dentre os quais Esteban e Benjamin, que me ajudaram bastante com os passeios (fechei todos pelo próprio Hostel, pois me passaram muita confiança e eram bem honestos) e informações da cidade e arredores. Fiquei em um quarto privado, com banheiro, porque a estratégia aqui era ter um lugar mais tranquilo para descansar, visto que os passeios exigiriam fisicamente. Me dei bem com essa escolha.
Logo às 9hs parti em uma excursão até o Glacial Pastoruri. Foram 35 soles transporte + guia, além de 10 soles para entrar no Parque Huascaran, que é onde fica o glacial. Dei sorte com o pessoal que estava na excursão, porque só havia peruanos e dois colombianos. O Glacial está a 5 mil metros de altitude, então a subida é bem desgastante, embora seja apenas uns 45 minutos de caminhada. Você pode andar uns 60% da trilha a cavalo, se quiser pagar por isso. Lá, mesmo com o sol, faz muito frio e venta... Tive que comprar uma luva, se não minha mão congelava. Vale notar que foi minha primeira experiência com a altitude (e logo no passeio que chegava na maior altitude de todas que eu passei!) e, para minha felicidade, não senti absolutamente nada. Cadê o famoso soroche? Dei sorte! Tinha tomado um chá de coca antes, o que talvez ajude um pouco. O principal problema para mim, por incrível que pareça, foi o sol! Muito forte ali na montanha... O Glacial é muito bonito, um tipo de coisa que eu nunca tinha visto. É só uma pena saber que ele era muito maior e vai minguando a cada dia que passa.
Pelas estradas de Huaraz, indo para o Glacial
Pelas estradas de Huaraz, indo para o Glacial
Puya Raimondi: a planta típica de lá
Parque Nacional Huascarán
Parque Nacional Huascarán
Indo para o Glacial
Glacial Pastoruri
Glacial Pastoruri
Glacial Pastoruri
Vista do Glacial Pastoruri
Lá no Pastoruri conheci um peruano que tava na excursão, o Juan. Ele falou que antes de pegarmos o ônibus para voltar, eu tinha que experimentar uma sopa nas barracas que ficam ali onde param os ônibus e carros. Pensei comigo mesmo “não gosto de sopa e essas barraquinhas não são o exemplo de boa higiene. Medo de me arriscar a tomar uma sopa daí... Mas não posso recusar a iguaria local e o convite do rapaz, então, bora”. No final das contas não foi uma má ideia, embora a sopa não tenha sido nada muito genial.
Dizendo adeus ao Parque Nacional Huascarán
Na volta, ainda deu tempo de um dos colombianos passar mal, bem como uma peruana. Rápida parada para eles se recuperarem e no fim da tarde já estava no hostel. Sai pra comprar pão, manteiga, chocolate e uma Cusqueña de trigo. Definitivamente, é melhor o Perú se orgulhar com o maravilhoso pisco, porque a cerveja de lá tem um certo gosto de infelicidade. Antes de voltar pro albergue e ir dormir, ainda deu tempo de conhecer o mercado central, que ficava bem do lado do Hostel. Também não é um primor de higiêne. Só de pensar que a comida dos restaurantes de Huaraz vem daquele lugar, já faz você repensar nos seus hábitos alimentares durante a viagem. Ou não.
A famosa Huaraz
Mercado de Huaraz
Dia 4 – Desbravando a la mochileiro
Tinha marcado de ir para Chavin nesse dia, mas logo as 7:30 o rapaz do Hostel bateu na minha porta e disse que de segunda-feira não tem passeio pra nenhum museu, pois eles fecham. Então ele me recomendou uma caminhada até a Laguna Wilcacocha. Não é nenhum tour agendado, é você por você mesmo, pega um mapa e se vira. Bora!
Para chegar na trilha tive que pegar uma van pública (número 10, em direção a Bedoya) na frente do Hostel. Me custou 1 sol. Você tem que pedir pro motorista parar no Pueblo de Chiwipampa. Dá uns 15 minuto do centro de Huaraz. O bacana de andar no transporte público é que você vai com os locais, observando o dia-a-dia deles e seus costumes. A partir dali, basta subir a montanha até chegar no lago. São umas 2 horas de caminhada. Lá não tem absolutamente nada, então leve seu lanche e sua água!
Começando a trilha
Começando a trilha
Durante a caminhada só encontrei um casal: Nicky, uma canadense, e Simone, um italiano (lembrem-se que alguns italianos tem nome de mulher!). Os dois muito simpáticos. Durante a subida, nos deparamos com uma van que ficou entalada no barro, beirando o precipício. Tava o motorista e seu filho, tentando desentalar o carro. Bora ajudar a empurrar! E que se dane a altitude!! No fim, o cara colocou umas pedras debaixo do pneu e... o carro continuou atolado. Bom, ele nos agradeceu e disse que iria ir buscar ajuda. Fomos em frente, até porque não tínhamos mais como ajudar o cara. Não tínhamos nem certeza se estávamos na trilha certa! Enfim chegamos no destino. Vale muito o esforço, principalmente pela paisagem! E o melhor de tudo, só precisa pagar 1 sol na ida e 1 na volta!
Wilcacocha
Nicky e Simone no Wilcacocha
Vista lá do Wilcacocha
Vista lá do Wilcacocha
Quando estávamos descendo da Laguna, nos encontramos com 3 moradores locais no caminho. Ressalto, novamente, que é sempre bacana esses momentos, pois você consegue sentir um pouco mais de perto como é a vida por aquelas bandas. Primeiro apareceu uma velhinha toda sorridente, com umas folhas grudadas na bochecha. Ela perguntou umas coisas sorrindo, mas era aquela mistura de Quechua com espanhol que só nos restou dar uma risadinha e um adios! Depois apareceu um velhinho e perguntou se tínhamos ido até a laguna e pediu um gole de água pro Simone. Véinho ligeiro! Por fim, perguntei para um peruano que estava trabalhando em uma plantação se estávamos descendo pelo lugar certo. Daí ele disse que sim, perguntou de onde eu era e se no Brasil tinha lugares tão bonitos quanto no Perú. Por fim, perguntou como falava “cidade” em português!
Chegamos no fim-começo da trilha e pegamos a van para voltar para Huaraz. Fui até o mercado comprar banana, uva e mixirica por 4 soles e segui pro hostel para descansar, visto que já era fim de tarde. As 19hs, Nicky e Simone passaram no meu Hostel e saímos para jantar. Eles já sabiam de um restaurante barato, então fui lá conhecer. Tomei chá, comi uma sopa de entrada e um talharim salteado de prato principal por apenas 5 soles! Ficamos lá conversando e nos despedimos, pois eles iriam tentar fazer a caminhada de Santa Cruz no dia seguinte e não iríamos mais nos encontrar. Voltei para o hostel para dormir. Sem dúvida um dia que saiu barato!
Dia 5 – O ponto alto da viagem, nos dois sentidos.
Acordei de madrugada para sair as 5:50 do hostel. O objetivo? Laguna 69. No nosso grupo tínhamos 3 meninas francesas, um francês, 4 israelenses, 1 peruano, 1 indiano e 1 coreana. Fui conversando com a coreana (Sarah) durante a ida, pois ela estava no mesmo hostel que eu. Antes de chegar no lugar onde começa a trilha, a van parou na Laguna Llanganuco, que já dá uma prévia da maravilha que encontraríamos mais à frente. Eu nunca tinha visto uma água daquela cor!
Llanganuco
Llanganuco
Llanganuco
Chegamos no local de início da trilha as 9:30. Eu e Sarah pulamos da van e saímos andando para tirar umas fotos antes de começar a trilha. De repente, olhamos para trás e... cadê todo mundo? A van estava lá parada e o resto do povo tinha sumido. E agora? “Bom, eles só podem ter subido essa colina aqui do lado da van, porque não tem outro caminho.”. E, assim, começamos a praticamente escalar a colina, que era cheia de pedras e uma mata nem tão amigável. Observamos que eles não podiam ter ido por ali por dois motivos: ainda não tínhamos achado ninguém e tava muito difícil andar por ali. Não ia ter como ir por aquele caminho por mais de 2 horas! Descemos até a van de novo e Sarah encontrou uma trilha bem na frente da van que descia pela mata. Ela estava bem escondida, por isso que nem percebemos de início. Era ali mesmo que o povo tava! Ufa!
Foto que nos rendeu uma pequena aventura antes de começar a trilha... mas valeu a pena!
Sim, estou tirando uma foto na frente de um painel de shopping...
Só que não!
Depois de termos nos perdido antes de começar o passeio (sim, foi tosco, ridículo e bossal, eu sei disso ), demos início à verdadeira trilha. Ela demora entre 2:30 e 3hs na ida e cerca de 1:30 na volta. É uma trilha complicada, pois é uma subida que exige um bom esforço na altitude (entre 3.500 e 4.600 metros) e, na volta, exige bastante joelho. Não é o tipo de passeio que você vai comprar para dar de presente de aniversário para sua vovózinha.
Trilha para a Laguna 69
Trilha para a Laguna 69
Trilha para a Laguna 69
Cachoeira durante a trilha
A Laguna parece que não chega nunca, mas quando chega...
Sim! É de verdade!
Eu e Sarah.
Laguna 69
Laguna 69
Para mim, sem dúvida foi o ponto mais alto da viagem ao Perú!
Retornamos da maravilha e eu e Sarah fomos os primeiros a chegar na van, as 15:30, já que o guia falou que tínhamos que estar lá, no máximo, até 16hs, por questões de segurança e também porque tínhamos uma boa viagem de volta. Saímos de lá só as 18hs, porque uma das francesas machucou o pé quando chegou na laguna e tiveram muita dificuldade na hora de voltar. Para ter uma ideia, quando deu umas 17:20hs o guia saiu correndo atrás delas para resgatá-las, já que estava começando a escurecer e daí sabe-se lá o que ia acontecer com las chicas. Felizmente, o guia conseguiu achar as francesas e trouxe uma literalmente nas costas!
A viagem de volta demorou 2 horas. Quando cheguei em Huaraz, comi uma trucha a la parrilla no restaurante que tinha bem do lado do hostel. Boa comida! Depois disso, só me restava recuperar as energias para o dia seguinte.
Truta na grelha
Dia 6 – Las Cabezas Clavas
Acordei logo as 7hs, tomei café e já fiz o check out, pois de noite já iria voltar para Lima. Para encerrar minha passagem por Huaraz, decidi fazer o passeio até Chavin de Huantar, que não tinha conseguido fazer dois dias antes, pois estava fechado. Como a van só iria me pegar no hostel às 9:30hs e eu tava ficando sem dinheiro, fui até uma casa de câmbio trocar dólar. O câmbio estava 2,79 o dólar.
O grupo que foi para o passeio só tinha peruanos e uma turca. Passamos antes na Laguna Querococha e depois seguímos para Chavín, que é uma cultura pré-inca. Lá você conhece o sítio arqueológico. O destaque fica para as famosas Cabezas Clavas, que são cabeças de seres mitológicos colocadas na parede do templo. Também achei bem diferente a representação da divindade superior dessa cultura: El Lanzón. É uma pedra com o formato de um dente canino e esculpida com o desenho da divindade máxima, uma mistura de homem com animais.
Querococha
O pessoal fala que é o mapa do Perú desenhado na montanha...
Cristo das Neves, no caminho para Chavín
Maquete das ruínas de Chavín
Chavín
Chavín
El Lanzón
Cabeza Clava nas paredes do templo
Logo que saímos do sítio arqueológico, paramos para almoçar. Comi um arroz a la cubana e uma coca-cola por 10 soles. Aproveitei a parada para comprar uns chaveiros das cabezas clavas que achei bem bacana e só tem lá! A próxima parada é no museu Chavin, recentemente construído. É uma parada bem rápida, onde tem mais um monte de cabezas e também várias peças de artesanato Chavín. É um passeio bem tranquilo e muito bacana pra quem gosta de história. Esse dá para ir com a vovó.
Pueblo de Chavín
Museu de Chavín
Saímos de lá 16:30hs e só chegamos em Huaraz às 19hs. Fiquei enrolando no albergue até 21hs e fui para a estação Cruz del Sur tomar o ônibus de volta para Lima. Dessa vez, fui no assento superior, bem menos espaçoso do que na ida.
Olá, senhoras e senhores. Segue aqui um relato da minha viagem que fiz sozinho ao Perú, país do ceviche, do pisco e da buzina. Achei importante escrever o relato pois utilizei muito o site para organizar minha viagem, então nada mais justo do que contribuir também. No total, foram 13 dias de viagem, dias muito bem aproveitados!
Dia 1 – Lima limão
Minha viagem começou logo cedo no dia 18 de abril de 2014. Tomei um voô de São Paulo a Lima, com uma indesejável escala em Bogotá. No total, umas 9 horas de viagem. Voei de Avianca, sendo que comprei 3 trechos para toda a viagem: São Paulo – Lima, Lima – Cusco, Cusco – São Paulo. O preço de todas as passagens foi de 1.200,00 dilmas. A ida foi bem tranquila, sem maiores reclamações.
Chegando no aeroporto, o assédio de taxistas é grande. Fechei com um credenciado para me levar até meu Hostel em Miraflores por 50 soles (dá pra ir por menos, mas não barganhei muito). Fiquei no Hostel HitchHikers em quarto compartilhado com 6 camas por 11 obamas. Não recomendo! Achei o quarto apertado, escuro e o banheiro bem sujo e que se transformava na laguna mais feia do Perú. O café da manhã era pão com manteiga e café ou chá, igual na maioria dos Hostels de lá. A mulher que me recepcionou até que era simpática, embora não soubesse muito sobre o que fazer em Lima. Não cheguei a conhecer o pessoal do quarto, tirando um canadense que parecia um daqueles irmãos do Hanson e que já estava cansado de viajar e fazer qualquer coisa... Desanimo total.
Como não tinha muito o que fazer por já ser noite, saí para andar no Parque Kennedy que era perto do albergue. Foi muito gostoso, porque havia um piano no meio do parque em que as pessoas ficavam se revezando para tocar e muitas famílias passeando... Só fiquei lá ouvindo e deixando o tempo passar. Aliás, em inúmeras praças de Lima tinha um piano, uma iniciativa muito legal. Com a fome batendo forte, decidi que era bom me dar ao luxo de comer o famoso ceviche. Escolhi um restaurante ao lado do Parque. Um ceviche com bastante limão (estava excelente!) e um chopp de 1 litro me custaram 45 soles. Depois disso, só me restava voltar pro albergue e dormir.
Parque Kennedy
Ceviche e litro de chopp!
Dia 2 – Desbravando a Capital
Comecei o dia caminhando pela costa de Miraflores logo cedinho e conhecendo as praças e o shopping Larcomar. Sem dúvida essa é uma das coisas mais gostosas de se fazer em Lima! O clima nublado, o Oceano Pacífico e a geografia única do lugar criaram um ambiente bem propício para sair andando perdido pela costa. Quando deu 9hs, peguei logo um taxi para Huaca Pucllana, que é um sítio arqueológico que fica bem ali em Miraflores. A visita guiada dura um pouco menos que uma hora e meia e você vai caminhando por todo o sítio, conhecendo o que significava cada lugar. Sem dúvida vale a pena o passeio! Logo em seguida, voltei ao hostel para fazer o check out e peguei um taxi de Miraflores até o centro (15 soles). Quando cheguei, dei uma andada rápida e parei para comer num restaurante bem local (até porque nem sei se tinha opções turísticas lá perto e não era essa a intenção). Comi um Pollo Saltado com salada e suco por 10 soles. Esse é um prato típico de lá, que é basicamente um peito de frango com tomate, pimentão e temperos, geralmente acompanhado de arroz, batata e salada. Comida boa e preço bom!
Miraflores
Miraflores
Larcomar
Huaca Pucllana
Huaca
Cachorro andino em Huaca: esse aí foi apelidado de Neymar pelos guias.
Huaca
Huaca e o guia
Após o almoço, fui direto ao centro de informações turísticas perto da Plaza de Armas e fiz um monte de perguntas pro rapaz de lá. Ainda bem que ele foi extremamente simpático e me ajudou muito, já que poderia ter mandado eu ir pra punta del este de tanta pergunta que fiz... Deixei 5 soles de gorjeta (que ele nem queria aceitar). Se tiver no centro, não exite em passar lá, mesmo que queira informações sobre outros lugares do Perú. A próxima parada foi a Catedral de São Francisco, onde tem as famosas catacumbas e algumas pinturas que gostei muito. Essa visita custou 7 soles. Logo em seguida, parti pro Museu da Inquisição, que era de graça. Confesso que esperava um pouco mais do lugar... Eles falam um pouquinho da história e tem uns bonecos mostrando alguns tipos de torturas que eram utilizadas. Aconselho a substituir essa visita por algum outro passeio.
Pollo Saltado
Centro de Lima
Centro de Lima
Centro de Lima
Museu da Inquisição
Quando sai do Museu da Inquisição, já era fim de tarde e voltei pro Larcomar em Miraflores (20 soles o táxi, 5 soles mais caro que a ida). Com a fome batendo, decidi experimentar um sanduíche de uma lanchonete que está bem famosa lá em Lima: La Lucha. Meu povo, eu sei que parece um pecado recomendar um fast-food no Perú, mas... Que coisa boa!!! Parada obrigatória! Comi uma opção que era bem simples, pão, queijo, carne (acho que era tipo um contra-filé), cebola e maionese.
Como ainda estava começando a anoitecer e meu ônibus para Huaraz era apenas às dez e meia, resolvi ir do Larcomar até o bairro de Barranco andando... é uma caminhada de uma hora!! Você pode ir andando ali pela costa, até atravessar uma ponte e chegar em Barranco. A ideia era ir conhecer esse bairro boêmio e a famosa Ponte dos Suspiros. Diz a lenda que se você atravessar a ponte sem respirar e fizer um pedido, ele se realiza. Como já tinha comido o glorioso La Lucha, decidi voltar logo lá pro Larcomar andando novamente (mais uma hora de caminhada!) e tomar um Milkshake para recuperar as energias. Também recomendo a barraca de Milkshake que tem lá no Larcomar (não lembro o nome). Tomei um de Snikers que tava bom pra carambolas!
La Lucha!
La Lucha no Larcomar
Ponte dos Suspiros em Barranco
Depois disso, só me restava voltar até o albergue para pegar minha mochila e tomar um táxi até o terminal da Cruz del Sur (10 soles). Fiquei lá esperando até dar 22:30hs e pegar o ônibus para Huaraz. Fui em uma poltrona grande e confortável, que geralmente custa mais caro, mas que quando comprei o bilhete pelo site tava em promoção. Como tenho muita dificuldade em dormir em ônibus, pra mim valeu a pena esse conforto a mais, deu pra tirar uma boa soneca. Se também quiser mais espaço e uma poltrona bem melhor que a comum, recomendo comprar essa opção.
Dia 3 – Huaraz: cadê o soroche?
Cheguei 7 horas da manhã em Huaraz. Ao desembarcar, já tem um monte de taxistas e pessoal de agências de turismo oferecendo seus serviços. Fui caminhando para o Hostel Akilpo. A equipe de lá é muito atenciosa e simpática. O Hostel é gerenciado por alguns irmãos, dentre os quais Esteban e Benjamin, que me ajudaram bastante com os passeios (fechei todos pelo próprio Hostel, pois me passaram muita confiança e eram bem honestos) e informações da cidade e arredores. Fiquei em um quarto privado, com banheiro, porque a estratégia aqui era ter um lugar mais tranquilo para descansar, visto que os passeios exigiriam fisicamente. Me dei bem com essa escolha.
Logo às 9hs parti em uma excursão até o Glacial Pastoruri. Foram 35 soles transporte + guia, além de 10 soles para entrar no Parque Huascaran, que é onde fica o glacial. Dei sorte com o pessoal que estava na excursão, porque só havia peruanos e dois colombianos. O Glacial está a 5 mil metros de altitude, então a subida é bem desgastante, embora seja apenas uns 45 minutos de caminhada. Você pode andar uns 60% da trilha a cavalo, se quiser pagar por isso. Lá, mesmo com o sol, faz muito frio e venta...
Tive que comprar uma luva, se não minha mão congelava. Vale notar que foi minha primeira experiência com a altitude (e logo no passeio que chegava na maior altitude de todas que eu passei!) e, para minha felicidade, não senti absolutamente nada. Cadê o famoso soroche? Dei sorte! Tinha tomado um chá de coca antes, o que talvez ajude um pouco. O principal problema para mim, por incrível que pareça, foi o sol! Muito forte ali na montanha... O Glacial é muito bonito, um tipo de coisa que eu nunca tinha visto. É só uma pena saber que ele era muito maior e vai minguando a cada dia que passa.
Pelas estradas de Huaraz, indo para o Glacial
Pelas estradas de Huaraz, indo para o Glacial
Puya Raimondi: a planta típica de lá
Parque Nacional Huascarán
Parque Nacional Huascarán
Indo para o Glacial
Glacial Pastoruri
Glacial Pastoruri
Glacial Pastoruri
Vista do Glacial Pastoruri
Lá no Pastoruri conheci um peruano que tava na excursão, o Juan. Ele falou que antes de pegarmos o ônibus para voltar, eu tinha que experimentar uma sopa nas barracas que ficam ali onde param os ônibus e carros. Pensei comigo mesmo “não gosto de sopa e essas barraquinhas não são o exemplo de boa higiene. Medo de me arriscar a tomar uma sopa daí... Mas não posso recusar a iguaria local e o convite do rapaz, então, bora”. No final das contas não foi uma má ideia, embora a sopa não tenha sido nada muito genial.
Dizendo adeus ao Parque Nacional Huascarán
Na volta, ainda deu tempo de um dos colombianos passar mal, bem como uma peruana.
Rápida parada para eles se recuperarem e no fim da tarde já estava no hostel. Sai pra comprar pão, manteiga, chocolate e uma Cusqueña de trigo. Definitivamente, é melhor o Perú se orgulhar com o maravilhoso pisco, porque a cerveja de lá tem um certo gosto de infelicidade. Antes de voltar pro albergue e ir dormir, ainda deu tempo de conhecer o mercado central, que ficava bem do lado do Hostel. Também não é um primor de higiêne. Só de pensar que a comida dos restaurantes de Huaraz vem daquele lugar, já faz você repensar nos seus hábitos alimentares durante a viagem. Ou não.
A famosa Huaraz
Mercado de Huaraz
Dia 4 – Desbravando a la mochileiro
Tinha marcado de ir para Chavin nesse dia, mas logo as 7:30 o rapaz do Hostel bateu na minha porta e disse que de segunda-feira não tem passeio pra nenhum museu, pois eles fecham. Então ele me recomendou uma caminhada até a Laguna Wilcacocha. Não é nenhum tour agendado, é você por você mesmo, pega um mapa e se vira. Bora!
Para chegar na trilha tive que pegar uma van pública (número 10, em direção a Bedoya) na frente do Hostel. Me custou 1 sol. Você tem que pedir pro motorista parar no Pueblo de Chiwipampa. Dá uns 15 minuto do centro de Huaraz. O bacana de andar no transporte público é que você vai com os locais, observando o dia-a-dia deles e seus costumes. A partir dali, basta subir a montanha até chegar no lago. São umas 2 horas de caminhada. Lá não tem absolutamente nada, então leve seu lanche e sua água!
Começando a trilha
Começando a trilha
Durante a caminhada só encontrei um casal: Nicky, uma canadense, e Simone, um italiano (lembrem-se que alguns italianos tem nome de mulher!). Os dois muito simpáticos. Durante a subida, nos deparamos com uma van que ficou entalada no barro, beirando o precipício. Tava o motorista e seu filho, tentando desentalar o carro. Bora ajudar a empurrar! E que se dane a altitude!! No fim, o cara colocou umas pedras debaixo do pneu e... o carro continuou atolado. Bom, ele nos agradeceu e disse que iria ir buscar ajuda. Fomos em frente, até porque não tínhamos mais como ajudar o cara. Não tínhamos nem certeza se estávamos na trilha certa! Enfim chegamos no destino. Vale muito o esforço, principalmente pela paisagem! E o melhor de tudo, só precisa pagar 1 sol na ida e 1 na volta!
Wilcacocha
Nicky e Simone no Wilcacocha
Vista lá do Wilcacocha
Vista lá do Wilcacocha
Quando estávamos descendo da Laguna, nos encontramos com 3 moradores locais no caminho. Ressalto, novamente, que é sempre bacana esses momentos, pois você consegue sentir um pouco mais de perto como é a vida por aquelas bandas. Primeiro apareceu uma velhinha toda sorridente, com umas folhas grudadas na bochecha. Ela perguntou umas coisas sorrindo, mas era aquela mistura de Quechua com espanhol que só nos restou dar uma risadinha e um adios! Depois apareceu um velhinho e perguntou se tínhamos ido até a laguna e pediu um gole de água pro Simone. Véinho ligeiro! Por fim, perguntei para um peruano que estava trabalhando em uma plantação se estávamos descendo pelo lugar certo. Daí ele disse que sim, perguntou de onde eu era e se no Brasil tinha lugares tão bonitos quanto no Perú. Por fim, perguntou como falava “cidade” em português!
Chegamos no fim-começo da trilha e pegamos a van para voltar para Huaraz. Fui até o mercado comprar banana, uva e mixirica por 4 soles e segui pro hostel para descansar, visto que já era fim de tarde. As 19hs, Nicky e Simone passaram no meu Hostel e saímos para jantar. Eles já sabiam de um restaurante barato, então fui lá conhecer. Tomei chá, comi uma sopa de entrada e um talharim salteado de prato principal por apenas 5 soles! Ficamos lá conversando e nos despedimos, pois eles iriam tentar fazer a caminhada de Santa Cruz no dia seguinte e não iríamos mais nos encontrar. Voltei para o hostel para dormir. Sem dúvida um dia que saiu barato!
Dia 5 – O ponto alto da viagem, nos dois sentidos.
Acordei de madrugada para sair as 5:50 do hostel. O objetivo? Laguna 69. No nosso grupo tínhamos 3 meninas francesas, um francês, 4 israelenses, 1 peruano, 1 indiano e 1 coreana. Fui conversando com a coreana (Sarah) durante a ida, pois ela estava no mesmo hostel que eu. Antes de chegar no lugar onde começa a trilha, a van parou na Laguna Llanganuco, que já dá uma prévia da maravilha que encontraríamos mais à frente. Eu nunca tinha visto uma água daquela cor!
Llanganuco
Llanganuco
Llanganuco
Chegamos no local de início da trilha as 9:30. Eu e Sarah pulamos da van e saímos andando para tirar umas fotos antes de começar a trilha. De repente, olhamos para trás e... cadê todo mundo? A van estava lá parada e o resto do povo tinha sumido. E agora? “Bom, eles só podem ter subido essa colina aqui do lado da van, porque não tem outro caminho.”. E, assim, começamos a praticamente escalar a colina, que era cheia de pedras e uma mata nem tão amigável. Observamos que eles não podiam ter ido por ali por dois motivos: ainda não tínhamos achado ninguém e tava muito difícil andar por ali. Não ia ter como ir por aquele caminho por mais de 2 horas! Descemos até a van de novo e Sarah encontrou uma trilha bem na frente da van que descia pela mata. Ela estava bem escondida, por isso que nem percebemos de início. Era ali mesmo que o povo tava! Ufa!
Foto que nos rendeu uma pequena aventura antes de começar a trilha... mas valeu a pena!
Sim, estou tirando uma foto na frente de um painel de shopping...
Só que não!
Depois de termos nos perdido antes de começar o passeio (sim, foi tosco, ridículo e bossal, eu sei disso
), demos início à verdadeira trilha. Ela demora entre 2:30 e 3hs na ida e cerca de 1:30 na volta. É uma trilha complicada, pois é uma subida que exige um bom esforço na altitude (entre 3.500 e 4.600 metros) e, na volta, exige bastante joelho. Não é o tipo de passeio que você vai comprar para dar de presente de aniversário para sua vovózinha.
Trilha para a Laguna 69
Trilha para a Laguna 69
Trilha para a Laguna 69
Cachoeira durante a trilha
A Laguna parece que não chega nunca, mas quando chega...
Sim! É de verdade!
Eu e Sarah.
Laguna 69
Laguna 69
Para mim, sem dúvida foi o ponto mais alto da viagem ao Perú!
Retornamos da maravilha e eu e Sarah fomos os primeiros a chegar na van, as 15:30, já que o guia falou que tínhamos que estar lá, no máximo, até 16hs, por questões de segurança e também porque tínhamos uma boa viagem de volta. Saímos de lá só as 18hs, porque uma das francesas machucou o pé quando chegou na laguna e tiveram muita dificuldade na hora de voltar. Para ter uma ideia, quando deu umas 17:20hs o guia saiu correndo atrás delas para resgatá-las, já que estava começando a escurecer e daí sabe-se lá o que ia acontecer com las chicas. Felizmente, o guia conseguiu achar as francesas e trouxe uma literalmente nas costas!
A viagem de volta demorou 2 horas. Quando cheguei em Huaraz, comi uma trucha a la parrilla no restaurante que tinha bem do lado do hostel. Boa comida! Depois disso, só me restava recuperar as energias para o dia seguinte.
Truta na grelha
Dia 6 – Las Cabezas Clavas
Acordei logo as 7hs, tomei café e já fiz o check out, pois de noite já iria voltar para Lima. Para encerrar minha passagem por Huaraz, decidi fazer o passeio até Chavin de Huantar, que não tinha conseguido fazer dois dias antes, pois estava fechado. Como a van só iria me pegar no hostel às 9:30hs e eu tava ficando sem dinheiro, fui até uma casa de câmbio trocar dólar. O câmbio estava 2,79 o dólar.
O grupo que foi para o passeio só tinha peruanos e uma turca. Passamos antes na Laguna Querococha e depois seguímos para Chavín, que é uma cultura pré-inca. Lá você conhece o sítio arqueológico. O destaque fica para as famosas Cabezas Clavas, que são cabeças de seres mitológicos colocadas na parede do templo. Também achei bem diferente a representação da divindade superior dessa cultura: El Lanzón. É uma pedra com o formato de um dente canino e esculpida com o desenho da divindade máxima, uma mistura de homem com animais.
Querococha
O pessoal fala que é o mapa do Perú desenhado na montanha...
Cristo das Neves, no caminho para Chavín
Maquete das ruínas de Chavín
Chavín
Chavín
El Lanzón
Cabeza Clava nas paredes do templo
Logo que saímos do sítio arqueológico, paramos para almoçar. Comi um arroz a la cubana e uma coca-cola por 10 soles. Aproveitei a parada para comprar uns chaveiros das cabezas clavas que achei bem bacana e só tem lá! A próxima parada é no museu Chavin, recentemente construído. É uma parada bem rápida, onde tem mais um monte de cabezas e também várias peças de artesanato Chavín. É um passeio bem tranquilo e muito bacana pra quem gosta de história. Esse dá para ir com a vovó.
Pueblo de Chavín
Museu de Chavín
Saímos de lá 16:30hs e só chegamos em Huaraz às 19hs. Fiquei enrolando no albergue até 21hs e fui para a estação Cruz del Sur tomar o ônibus de volta para Lima. Dessa vez, fui no assento superior, bem menos espaçoso do que na ida.