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Mathew

Perú em casal (10 dias com fotos)

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Pois bem, irei também escrever um relato sobre a viagem ao Perú, que aconteceu entre os dias 08/11 e 18/11.

Fomos eu (Matheus) e minha namorada (Neila).

 

[t1]PREPARATIVOS[/t1]

 

Decidimos que iríamos ao Perú ali por junho desse ano. Surgiu uma oportunidade de férias para a Neila em novembro, então também iria solicitar alguns dias nesse mês. Comecei a pesquisar aqui no fórum e montei um roteiro legal pelos 10 dias que tínhamos disponíveis. Não perfeito, hoje eu faria algumas alterações, mas para um primeiro mochilão foi bom.

 

Depois de ler bastante e deixar tudo meio pronto, foi hora de fazermos as reservas. Muitos deixam isso livre, para ir fazendo com um ou dois dias de antecedência enquanto viajam, mas decidi fazer tudo antecipadamente. Fechei os tickets do MC, transportes e hospedagens tudo em Agosto. Por um lado foi bom, peguei o dólar valendo R$ 2,21. Só teria sido melhor se já tivesse comprado ele em espécie para levar naquela época... quem iria dizer que iria subir tanto :o

 

Bom, depois de gastar uma boa grana, tb precisaria investir em mochilas e vestuários, visto que não tinha nada. Comprei uma bota de trekking da Bull Terrier (R$ 250,00), uma Mochila Curtlo Mountaineer 60l + 15l (R$ 750,00), além de alguns outros artigos tipo chapéu, calça que vira calção, jaqueta à prova de água (recomendadíssima) (acho que paguei R$ 170,00 na Decathlon, que é uma loja ótima pra esses materiais) etc. Bom, no total, com a mochila, eu gastei uns R$ 1.600,00. Comprei alguns itens que se mostraram inúteis também. E eu investi alto na mochila. A maioria recomenda a Curtlo ou a Deuter... bem, Deuter é demais pro meu bolso. Adorei minha escolha, até porque pretendo fazer trilhas com ela. A Neila comprou uma Curtlo Highlander 50l + 10l (uns R$ 500,00).

 

Estou relatando isso para o pessoal que vai fazer seu primeiro mochilão. Além da viagem, há esse gasto extra, então é sempre bom se preparar para ele. Um item indispensável é a DOLEIRA!!! Compre-a e deixe tudo que for importante nela e sempre grudado no seu corpo.

 

Outro item que adoramos foram as meias próprias para trekking (MEIAS CANO ALTO FORCLAZ 100 QUECHUA). Sensacionais!!!

 

Li bastante sobre o SOROCHE e decidimos antes de partir tomar umas cápsulas de uma erva chamada GINKO BILOBA. Li sobre ela em um fórum sobre montanhistas. Ela ajuda a dilatar as veias do corpo, deixando passar mais sangue e mais oxigênio. É essa dilatação que causa o Soroche. Ela precisa ser feita de forma muito abrupta, e daí causa todos os problemas. Começamos a tomar ela 7 dias antes de Cusco, para chegar já meio pronto. E continuamos tomando por toda a viagem. Acreditamos que deu certo, pq sentimos no máximo uma dorzinha de cabeça ou alguma vertigem... o cansaço não tem como fugir.

 

[t1]07/11 - INTERIOR - PORTO ALEGRE[/t1]

 

Moramos no interior do RS. Eu em Iraí, divisa com SC e quase com a Argentina. A Neila em Passo Fundo. Fui no dia 06/11 pra Passo Fundo para que fizéssemos a carteirinha de vacinação a ANVISA (febre amarela) (não é obrigatórias, mas vai que...) e para que trocássemos dinheiro. Cobraram absurdos R$ 2,71 cada dólar ::ahhhh:: . Bom, no aeroporto deveria estar bem pior, nem olhei. Trocamos R$ 3.050,00 em espécie. Eu tinha calculado que precisaríamos de uns R$ 3.800,00. Como levamos a menos, então estava com os cartões de crédito habilitados para compras e saques no exterior.

 

Pegamos o ônibus de Passo Fundo para Porto Alegre (custo de R$ 60,00 aproximadamente por pessoa), táxi da rodoviária até o hotel (uns R$ 30,00) e ficamos no Novotel Porto Alegre Aeroporto. Sim, é caro, mas eu queria ficar próximo do aeroporto, porque o voo saía às 07h33min do sábado.

 

CUSTOS 07/11

Ônibus interior - Porto Alegre R$ 120,00

Táxi rodoviária aeroporto - R$ 30,00

TOTAL = R$ 150,00

 

[t1]08/11 - PORTO ALEGRE - LIMA[/t1]

 

Acordamos aproximadamente às 5h. Ficamos sem café (servido somente depois das 6h30min), mas tínhamos levando alguns itens para comer. Pagamos o hotel (R$ 208,95) e eles tinham translado gratuito ao aeroporto (também, é do lado, só o que faltava cobrar).

 

Nenhum de nós tinha ido ao exterior de avião... bem, a Neila iria andar de avião pela primeira vez. Então era tudo novidade de ficar apresentando passaporte, etc.

 

O avião é direto, demora aproximadamente 4h30min de POA até LIMA. Saiu às 07h33min e chegou às 09h30min. Ganhamos 3 horas devido ao fuso :D

No avião tinha um monte de brasileiro, todos fazendo doutorado e pós-doutorado que iriam para um congresso de solos em Cusco.

Como não tínhamos feito check in antes, ficamos sem 2 assentos juntos, então sentamos separados. Eu do lado desses que iriam para o Congresso (tinha uns 10 ali) e a Neila do lado de um casal de dançarinos que iria ficar 2 dias em Lima e depois iriam para um festival na Colômbia (ou Venezuela, não lembro bem).

 

Chegamos em Lima e trocamos 100 dólares no aeroporto. A cotação de 2,76. O casal de dançarinos também iria para MIraflores, então fechamos uma Van por 70 soles para todos. Já na van, quando cada um pediu para ir para um hostel diferente, o taxista disse que seria mais caro, que 70 soles era para somente um local... pois bem, fechamos por 90 soles. Daria 45 soles para cada casal.

 

Nosso hostel foi o 511 Lima Hostal. Bem legalzinho, bem localizado, mas sem nenhuma placa de informação. Parece uma casa normal de fora. Já tinha feito a reserva de um quarto matrimonial para 2 dias. Reservei no booking.com pelo valor de US$ 74,00 a diária. Não muito barato, mas em Miraflores o preço não muda muito quando se quer quarto de casal :(

 

Saímos em direção ao calçadão e depois ao Larcomar. Andamos no shopping procurando algo para comer, e eu tinha ouvido falar muito no tal do Ceviche. Pois bem achamos um local com isso e nos atracamos. Olha... nenhum gostou. Um peixe cru com um molho com um gosto de limão puro e um monte de cebola... O que salvou foi o arroz com alguns frutos do mar. Acho que foi uns 50 soles para os 2, não lembro ao certo.

 

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Esses dois prédios grandes não são o Larcomar, mas o shopping está bem em frente a eles. A foto foi tirada de dentro do shopping.

 

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Ceviche no Shopping

 

Saímos dali e trocamos mais alguns dólares com uma cotação de 2,84 no shopping mesmo. Lá também tem um guichê de informações muito bom, uma atendente super atenciosa. Nos encheu de guias de tudo que tem em Lima e no Peru inteiro.

 

Como o tal do Ceviche não tinha caído muito bem, e não conseguimos dormir no voo, voltamos ao Hostel dormir um pouco. Depois retornamos ao calçadão e vimos algo que queríamos fazer muito: PARAPENTE!!! ::otemo::

Tinha anotado que o valor do passeio era de S/. 130,00. Quando fomos olhar a plaquinha estava em S/. 240,00 ::ahhhh:: . Que porcaria. Muito alto para um voo de 10 minutinhos. Eles filmam, tiram fotos, mas achamos muito caro e riscamos isso da nossa lista.

Decidimos ficar por ali para ver o pôr do sol, invejando quem andava de parapente... mas faz parte.

 

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Pessoal fazendo parapente (a maioria deles são pessoas que praticam mesmo, mas tinha alguns turistas)

 

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Pôr do sol en el Parque del Amor em Lima

 

Depois do sol se pôr fomos atrás de um taxista para que nos levasse até o Parque das Águas (Parque de La Reserva). O cara queria cobrar absurdos 40 soles. Choramos um muito para ele baixar para S/. 35,00 (DICA: não pegue os taxis do Larcomar... eles são todos nessa faixa absurda de preço). Era quase 19h quando chagamos lá, e combinamos de eles ir nos buscar às 21h. Olhamos tudo, conseguimos assistir 2 vezes o espetáculo, e fomos esperar o taxistas. Bom, chegou 21h10m e nada do taxista, pegamos outro por S/. 30,00 até o Hostel.

 

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Parque das Águas

 

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Parque das Águas

 

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Parque das Águas

 

Aqui algo importante: Gastamos S/. 75,00 de burros. Poderíamos ter economizado S/. 67,00 brincando se tivéssemos usado nesse dia o Metropolitano (http://metropolitano.pe/).

 

Chegamos no Hostel era quase 22h e pedimos um local para comer. Nos indicaram uma lancheria umas 2 quadras longe dali, chamada de Súper Rueda. Muito boa, bem localizada e cheia. Comemos 2 hambúrgueres (aquele ceviche ainda nos atormentava) e provamos 2 Cusqueñas. Custou 36 soles tudo.

 

CUSTOS 08/11

Voo ida e volta POA-LIMA-POA R$ 2.195,00 (incluído 2 seguros viagem, operado pela TACA/AVIANCA e comprado no Decolar.com)

Novotel Porto Alegre Aeroporto R$ 208,95

Táxi Aeroporto até Miraflores S/. 45,00

Almoço S/. 50,00

Táxi Larcomar até Parque de la Reserva S/. 35,00

Entrada Parque das Águas S/. 8,00 (S/. 4,00 por pessoa)

Táxi Parque de la Reserva até o Hostel S/. 30,00

Janta no Súper Rueda S/. 36,00

TOTAL = R$ 2.403,95 + S/. 204,00

 

[t1]09/11 - LIMA[/t1]

 

Fomos dormir decididos que iríamos pegar o Metropolitano e iríamos para o centro histórico na manhã seguinte.

Olhei que o terminal mais próximo de nós era o Ricardo Palma, na Via Expressa Passeo de la Republica. Quase 2 km de caminhada, mas é bom pra ir se adaptando a sofrer depois nas altitudes.

 

É super tranquilo de usar o Metropolitano. Com 5 soles você compra um cartão. Ele serve para quantas pessoas você quiser. Depois é só carregá-lo com soles. Custa 2 soles cada viagem por pessoa. Gastamos então 13 soles para ir e voltar do centro histórico, sendo que se os taxistas continuassem cobrando 30 soles, teríamos gastado 60 soles no total, ou seja, 4x mais :o .

Cada estação tem uma máquina que emite cartão e carrega ele. E era um domingo, os ônibus estavam lotados e tinha atendente ajudando os turistas perdidos (no caso, nós :D ). Dentro do sistema é tranquilo decidir qual linha pegar. Só dar uma olhadinha no mapa que se acha.

 

Pegamos o busão na estação Ricardo Palma e fomos até a Estação Central (uma mega estação subterrânea). Pedimos qual saída tomar para ir ao centro histórico, e ali é tranquilinho. Pega a calle Jirón de La Únion e logo se está na Plaza San Martin (calle é rua em espanhol ok ::cool:::'> ).

 

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Indo para a estação Ricardo Palma

 

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Plaza San Martin

 

Depois essa rua vira um calçadão e tem uma igreja mega legal nela (Convento de La Merced), antes de se chegar na Plaza Mayor. Pena que estava fechada. Era umas 10h e não tinha quase ninguém andando, o comércio começando a abrir. É um local meio sinistro, se fosse no Brasil eu teria medo de caminhar... mas lá não me senti com medo em nenhum momento... bem, a não ser num beco em Cusco.

 

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Convento de La Merced

 

Logo se está na Plaza Mayor. Olhamos, tiramos fotos, e como era quase meio dia ficamos esperando a troca da guarda. Pois bem, não tem troca da guarda no domingo ::mmm:

 

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Plaza Mayor

 

Tem um monte de restaurantes meio escondidos por ali. Comemos em um chamado Tres i Punto, localizado atrás do Palacio Municipal de Lima. Ali foi sensacional. Descobrimos o chamado "Menú del Día". Normalmente vem entrada + principal + sobremesa (postres em espanhol) + bebida, por um preço mega convidativo. Nesse era S/. 23,00 por pessoa, e normalmente te enchem de comida. Geralmente são umas 3 entradas para escolher e uns 3 pratos principais, depende do local. Nesse eram 5 de cada. De entrada comemos Palta Rellena (abacate com frango, tomate, ervilha, etc.); prato principal Parrilla de Mariscos com Tacu Tacu (maravilhoso!!!! é arroz com um molho de mariscos, lula, ostras e camarões) e de sobremesa sorvete de Lúcuma (fruta típica peruana). Ali vingamos o Ceviche hahahaha. Como o atendente era muito show, deixamos S/. 4 soles de "propina" para ele.

 

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Palta Rellena

 

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Parrilla de Mariscos com Tacu Tacu

 

Importante destacar que estávamos com medo da comida. Porque falamos mal espanhol, e as comidas tem nomes próprios. Então o que comemos acima foi indicação do próprio garçom... excelente indicação!!

 

Bom, comidos fomos visitar a Basílica de San Francisco e suas catacumbas. Se fosse indicar 2 passeios imperdíveis em Lima seria o Show das Águas e essa Basílica. Não anotei o preço do ingresso, mas não é mais que 10 soles por pessoa. O passeio é guiado e não pode tirar fotos (mas as pessoas tiram escondido... eu preferi respeitar). Guia muito prestativo, explicava bem direitinho. Não só as catacumbas, mas todo o local é extraordinário. A biblioteca então... me fez lembrar aquele filme "O Nome da Rosa". Maravilhosa. Se alguém quiser tem cartão postal dela pra vender na saída. Quase comprei um de recordação mesmo.

 

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Basílica de San Francisco

 

Já era quase 15h decidimos pegar o Metropolitano e voltar. Chegamos em Miraflores e voltamos pra ver novamente o pôr do sol, mas estava bem nublado. Ficamos por lá mesmo, aproveitei pra tirar uma fotos noturnas e voltamos por hostel.

 

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Fotos noturnas do calçadão de Miraflores

 

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Fotos noturnas do calçadão de Miraflores

 

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Fotos noturnas do calçadão de Miraflores

 

Pesquisei no TripAdvisor um local pra jantar, e achei um muito bem cotado há 3 quadras de distância. Nos dirigimos para lá e para surpresa: FECHADO. Fomos para a Av. José Prado, que tínhamos visto vários restaurantes e paramos no Donatello. Um restaurante italiano, mas o garçom não era muito prestativo. Pedimos 1 pizza (sim, 1 pequena dá pra 2 pessoas comer... desde que você não seja exagerado) e uma limonada. As nossa pizzas são bem melhores, mas tudo bem. Custou 39 soles com as bebidas.

 

CUSTOS 09/11

Metropolitano (cartão + 4 viagens) S/. 13,00)

Almoço no Tres i Punto S/. 50,00

Basília de San Francisco S/. 10,00

Janta no Donatello S/. 39,00

TOTAL = S/. 112,00

 

[t1]10/11 - LIMA - CUSCO - PUNO[/t1]

 

Nosso voo para Cusco saía às 09h30min, então acordamos às 6h. Não tinha café nesse horário ainda, e o atendente da noite/manhãzinha não era muito esperto. Não sabia usar o cartão, não sabia onde achar quanto devíamos... uma bagunça. Pelo que notei em Lima muitos hostels são bem bagunçados (constatamos isso conversando com outros brasileiros).

Decidi pagar em Soles e Dólares. Deu 415 soles as 2 diárias. Ele chamou um táxi para o aeroporto (desconfio que era irmão do atendente o taxista, muito parecido) que cobrou S/. 50,00.

 

Entregamos as mochilas e fomos tomar café no Restaurante 4D no aeroporto, que custou 30 soles.

Algo interessante sobre o aeroporto. Ele fica numa área pobre. Lá fede um monte. O trânsito em Lima é um caos, mas eles se entendem muito bem. E dirigem extremamente bem. Se fossem brasileiro teria um acidente em cada esquina. Eles têm uma noção de espaço espantosa!

 

Bom, pegamos o voo pra Cusco. Chegamos lá já com receio do Soroche. Ah, uma dica interessante: leve casaco no avião! Não, não é pra usar nele, mas sim no desembarque. Onde pega as bagagens em Cusco estava extremamente frio. Tinha uma gringa com um mini shortinho, coitada. Eu de calça e camiseta tava gelado, imagina ela... Aí quando sai do aeroporto é um calorão. Cusco é estranho. Se tem sol está 30ºC, se tem sombra está 15ºC. Sempre tenha algum abrigo na mochila de ataque.

 

Aqui outra burrada. Um taxista de aeroporto nos atacou oferecendo serviço, oferecendo folinha de coca pra mastigar, acabamos aceitando. Cobrou 30 soles. Sabe quanto custa o táxi do centro histórico até o aeroporto? 12 soles!!!!

Ok, blz... a vida segue.

 

Fomos até o Pariwana deixar as mochilas e desvendar Cusco. Lá chegando já tomamos um cházinho de Coca e depois saímos pernear, mas beeem lentamente :lol: , pra evitar o soroche.

 

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Chá de Coca no Pariwana

 

Chegamos na Av. El Sol, lembrei que tínhamos que comprar os tickets (130 soles por pessoal o integral). Em frente tem um local bem bom pra trocar dinheiro, a cotação tava 2,91. Vi + ou - quanto precisaria e troquei.

Depois fomos atrás de algum local para almoçar.

 

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Plaza de Armas Cusco

 

É um saco andar em Cusco. Toda hora gente te oferecendo passeio, bugigangas, massagens, restaurantes, pinturas...

Encontramos um bem legal chamado Costumbres Dulces y Salgados. Estava meio zonzo então pedi um chá de coca e pedimos 2 menus do dia (22 soles cada e 3 soles pelo chá). Não lembro bem o nome da entrada, mas era uma porção de frango com batatinhas fritas e alguns vegetais. Prato principal era Trucha a la plancha e de sobremesa um sorvete. Para beber era um suco que é uma mistura de algumas frutas com milho. Um gosto bem exótico.

 

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Trucha a la plancha

 

Tiramos algumas fotos e fomos no Museo Inka (embaixo de Qorikancha). Entra com o boleto turístico mas o guia é privado. Pagamos 20 soles por uma guia bem prestativa. Achei que valeu a pena pagar, explicou muito que seria revisto depois e ficaria meio vago sem essa explicação.

Bom, enquanto estávamos no museu começou a chover. Estávamos com as jaquetas impermeáveis então esperamos passar um pouco e demos um pega até o hostel (umas 3 quadras longe). Andar rápido 1 quadra, e ainda no primeiro dia, é quase correr uma maratona. Chegamos zonzo no hotel ::hein: .

Sentamos por lá e ficamos tomando chá de coca, olhando a internet, enquanto chovia. Aí parava 10 minutos, nos preparávamos para sair, e voltava a chover. Decidimos ficar por lá até às 20h, quando pegamos um táxi até o terminal da Cruz del Sur.

 

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Qorikancha

 

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Pariwana

 

Uma coisa legal do Hostel Pariwana é o serviço de táxi deles. É tabelado com preços super acessíveis. Pra ir pro aeroporto é S/. 12,00, e pro terminal da Cuz del Sur S/. 8,00. E os táxis chegam ali quase instantaneamente.

Eu estava esperando que o terminal de ônibus fosse uma bodega, assim como muitos Brasil afora... mas é muito bonito, organizado, mais parece um mini aeroporto.

Comemos 2 pastéis lá (5 soles cada) e ficamos esperando nosso horário (22h para ir à Puno). Eu já tinha reservado via internet a viagem. Peguei as poltronas VIP (que ficam embaixo e deitam mais que as outras). Pena que o ônibus é desenhado para peruanos. Para quem tem mais de 1,80m de altura não consegue espichar completamente as pernas :(

Mas eles dão travesseiros, cobertores, comida, e tem TV individual pra assistir filmes se quiser. Nem fucei nela pq eu só queria mesmo é dormir.

 

CUSTOS 10/11

511 Lima Hostel S/. 415,00

Táxi Hostel até Aeroporto S/. 50,00

Restaurante 4D Aeroporto S/. 30,00

Voo LIMA-CUSCO-LIMA R$ 605,00 (operado pela Peruvian, comprei diretamente no site deles num dia que teve promoção)

Táxi aeroporto até o Pariwana Hostel S/. 30,00

Tickets turísticos S/. 260,00 (130 por pessoa)

Almoço no Costumbres S/. 47,00

Guia Museo Inka S/. 20,00

Táxi terminal Cruz del Sur S/. 8,00

Lanche terminal Cruz del Sur S/. 10,00

Passagem VIP pela Cruz del Sur Cusco até Puno S/. 150,00 (75 por pessoa)

TOTAL =R$ 605,00 + S/. 1.020,00

 

[t1]11/11 - PUNO[/t1]

 

Chegamos em Puno depois das 5h da manhã. Eu queria aproveitar para tirar fotos do nascer do sol no Titicaca, mas não sabia que amanhecia tão cedo no Peru! Era 4h40min e eu vi pela janela do bus os primeiros raios. Não dava pra tirar foto pq estava toda suada (início da viagem o ar frio ao máximo, e depois desligaram tudo, virou uma sauna).

 

Uma dica é também levar roupa de frio no ônibus. Nunca se sabe como vão deixar a temperatura. Bom, pra Puno então levem no mínimo uma roupa de lã. De manhã normalmente bate 0ºC ::Cold:: .

 

Aqui eu tinha pego um hostel chamado Titiuta Puno. Tinham combinado de ir nos buscar, mas uma semana antes da viagem me avisaram que entrariam em reformas, e que estavam passando nossa reserva pro Suites Antonio´s Hotel, mantendo o valor de US$ 29,00. Bacana, fui olhar e esse hotel cobrava US$ 39,00 o quarto matrimonial. Esse novo hotel tb avisou que iria nos buscar, e às 5h e pouco estava lá alguém com a plaquinha e meu nome.

 

Chegamos no hotel, largamos as bagagens, tomamos um banho, chá de coca e já agendamos com eles mesmo o passeio do dia todo, que sairia às 7h da manhã pelo valor de 50 soles por pessoa, com almoço incluso. Chegou uma van nos buscar e foi arrecadando pessoas pelos hostels. Fomos até o porto e lá tem muito, mas muito barquinho atracado.

Nos apresentaram nosso guia, nosso barco e fomos. Dentro do barco um cara tocando música peruana, tocou umas 2 ou 3, recolheu a "propina" e o barco zarpou.

 

O guia vai explicando sobre o canal, sobre o lago, sobre a lerdeza do barco (duvido que anda a mais de 10 km/h, mas tem barcos mais rápidos... e caros). Eu aproveitei e fui dormindo, demoraria 1h30min até as ilhas flutuantes de Uros.

Chegamos nas ilhas, um cheiro não muito agradável daquelas Totoras. Fizeram o teatrinho deles, andamos de barco de totora (cobram 10 soles por pessoa) e depois tentaram vender as coisas deles. É interessante, mas nada surpreendente.

 

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Ilhas Flutuantes de Uros

 

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Ilhas Flutuantes de Uros

 

Dali fomos para a Ilha Taquile. Mais umas 2h no barquinho, mais sono...

Chegamos na ilha e o guia já avisou que teria uma subida tensa para o almoço. Que são 3.950m de altitude... bobagem. Sobe, para, sobe, para, até que chegamos ao "quase" pico. Para comer tinha sopa de Quinua e Trutcha a la Plancha. Refrigerantes eram pagos separadamente. No final serviram chá de coca. Gostei da sopinha, bem boa.

 

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Ilha Taquile

 

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Sopa de Quinua

 

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Trutcha a la Plancha

 

Comemos e voltamos a subir, até a Plaza de Armas deles. Chegamos lá, olhamos, tiramos fotos. O guia reuniu todos e vamos descer... mas não pro mesmo porto, pra um outro. E caminha, caminha, caminha... Ele tinha falado que a ilha tem 5 km de extensão... bem, acho que andamos uns 6 km :D . Depois de 1h mais ou menos caminhando (dessa vez para baixo) chegamos ao tal porto, embarcamos, e aí foram mais umas 3h para voltar a Puno.

Era umas 15h~16h isso, subimos em cima do barco para ir pegando uma brisa, e pra varia era frio. Tudo em Puno aparentemente é bem frio.

 

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Topo da Ilha Taquile

 

Nos levaram novamente ao Hotel, descansamos um pouco, mais chá de coca e à noite saímos em busca de janta.

Puno é feio. Parece um favelão. As ruas são mega estreitas (mais que as de Cusco). Mas até que gostamos do local. Foi a primeira (e única) vez na viagem que tirei da mala minha blusa de lã. Aí fomos num restaurante que o ar quente estava bufando ao máximo. Só pra deixar as pessoas doentes mesmo. Esse restaurante se chama Mojsa. Comemos Aji de Galinha (arroz com um molho um pouco picante no qual tem pedaços de frango com batata) e uma coca, custo 52 soles.

 

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Aji de Galinha

 

Saímos caminhar pelo centro de Puno. Nos deu uma vontade de comer chocolate, pq o Aji de Galinha é meio apimentado. No calçadão encontramos uns mini-mercados, entramos e olhamos. Os chocolates de 100g custam nada menos de 13 soles, e alguns mais requintados chegam a custar 30 soles ::ahhhh:: .

Bom... passou a vontade de chocolate depois de olhar os preços. Tiramos umas fotos da igreja iluminada, bem legal, e voltamos dormir.

 

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Igreja de Puno à noite

 

Na cama tinha cobertor pra enfrentar frio de -50ºC. Sério que tinha alguns kilos de cobertas. A Neila deitou e apagou. Eu dormir um pouco, me levantei, arrumei algumas coisas, joguei aqueles kilos de cobertas que estavam me sufocando e pequei uma de lã, que foi o suficiente para a noite. Bom, quando acordamos o celular marcava 0ºC para Puno.

 

CUSTOS 11/11

Passeio Lago Titicaca S/. 100,00

Passeio barco Totora S/. 20,00

Janta no Mojsa S/. 52,00

TOTAL = S/. 172,00

 

CONTINUA...

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CONTINUANDO...

 

[t1]12/11 - PUNO - CUSCO[/t1]

 

Eu tinha reservado um ônibus da Inka Express que saía de Puno às 7h da manhã e chegava em Cusco às 17h da tarde. Seriam 10h de viagem com várias paradas turísticas (http://www.inkaexpress.com/). Custa US$ 50, mas tem alguns impostos e outras coisas mais, sei que paguei US$ 65,00 por pessoa.

 

Tomamos café (às 5h já estão servindo nesse hotel que ficamos em Puno) e pegamos um táxi até a rodoviária (5 soles).

Na rodoviária procuramos o local da InkaExpress, e a atendente cobrou 1 sole por pessoa para embarque (eu tinha lido isso em algum lugar).

O ônibus é bem bacana, e a cada parada passa uma atendente oferecendo bebidas quentes ou frias.

 

Embarcamos e a primeira parada é um museu em Pukara. A guia explica alguma coisas sobre as civilizações pré-incas, dá um tempo pra quem quiser comprar algo e logo embarcamos.

 

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Torito na Igreja em Pukara

 

A segunda parada é La Raya Pass, localizada a 4335 metros de altitude. É tirar foto e sair correndo. Bem legal (e frio) o local.

 

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Neve no La Raya Pass

 

Durante as viagens a guia (que fala inglês e espanhol) vai explicando várias coisas, como a diferença entre lhamas e alpacas, fala sobre a pobreza e desigualdade no Peru, sobre história, muito interessante.

A parada para almoço foi em Sicuani. Buffet livre com bebidas quentes. Quem queria bebidas frias tinha que pagar. Também deixamos 5 soles de gorjeta pros músicos. Aqui encontramos o primeiro brasileiro (o primeiro de muitos que se seguiriam...), um carioca, não lembro o nome, que estava no mesmo ônibus que nós.

 

Durante o passeio a guia veio me cobrar US$ 12,00 (US$ 6,00 por pessoa) devido à taxa do PayPal, que usei pra pagar eles. Não lembrava disso, mas tudo bem, não ia ficar brigando. Foi-se uns 35 soles.

 

Depois de mais um tempo andando paramos em Raqchi, no Templo de Wiracocha, o deus supremos do povo Inca. Ali há explicações, tempo para fotos, para explorar o lugar, e se alguém quiser comprar quinquilharias (sim, em qq canto tem isso).

 

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Templo de Wiracocha (o que sobrou dele)

 

Depois vamos para Huaro conhecer a Capela Sistina das Américas (nos deram um CD com as pinturas e fotos, não podia tirar, mas é magnífico). Eu tirei uns Print Screen do CD que nos deram (não disseram que era proibido :twisted: ) para mostrar um pouco dessa igrejinha.

 

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Interior da Igreja de Huaro

 

Seguimos então para Andahuaylillas. Ali também tem outra igreja (proibido novamente fotos). Do lado tinha um mini museu, no qual é explicado sobre o ritual de "alongar" o crânio dos povos incas de classes mais importantes.

 

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Andahuaylillas

 

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Interior da Igreja de Andahuaylillas

 

Por fim chegamos em Cusco, em um terminal beeem pior do que o da Cruz del Sur.

Arranjamos um táxi por S/. 10,00 para o Pariwana. Durante o trajeto o taxista disse que era agente de turismo e nos ofereceu vários pacotes. Pegamos o do Valle Sagrado, que iríamos fazer no dia seguinte. Eu queria fazer privado, mas nas agência cobram nada menos que uns US$ 280,00 :o:o . Tinha pensando em pegar um táxi e contratar um guia na escola que tem em Cusco, mas ninguém sabia me dizer onde era a tal escola ::putz:: .

O taxista cobrou 50 soles por pessoa o tour (com almoço). Era o preço que eu tinha visto.

 

Deixamos tudo no Hostel e fomos explorar Cusco durante a noite. Ali pelas 18h15min já está praticamente escuro por lá. Andamos procurando algum restaurante aberto, e acabamos sendo "sugados" por um desses caras que fazem propaganda para o La Estancia Andina. Ganhamos 2 Pisco Sour de brinde, e escolhemos para comer eu um prato chamado Jelea Mixta (batatas, cebolas e frutos do mar, um prato imenso... mas me fez chorar de tanta cebola que tinha) a um custo de 35 soles e a Neila queria comer massa, pegou Raviole a la bolonhesa (20 soles). O Pisco Sour é uma caipirinha, só que eles batem a clara do ovo para deixar ela com espuma. Eu gostei bastante.

 

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Pisco Sour

 

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Jelea Mixta e Raviole a la bolonhesa

 

Voltando pro Hostel decidimos comprar 1 camiseta cada. Entramos nas lojinhas e pegamos, uma ao preço de 20 soles e outra 22 soles.

 

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Plaza de Armas de Cusco à noite

 

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Plaza de Armas de Cusco à noite

 

CUSTOS 12/11

Suites Antonio´s Hotel S/. 84,00

Táxi do Hotel até a rodoviária S/. 5,00

Taxa de embarque na estação S/. 2,00

Ônibus InkaExpress R$ 308,32 (comprado antecipadamente pelo site)

Gorjeta músico no almoço S/. 5,00

Taxa PayPal S/. 35,00

Taxi terminal InkaExpress até Pariwana S/. 10,00

Janta no La Estancia Andina S/. 60,00

Camisetas S/. 42,00

TOTAL = R$ 308,32 + S/. 243,00

 

[t1]13/11 - VALE SAGRADO[/t1]

 

O taxista iria nos pegar às 8h30min no hostel. Levantamos, tomamos café (tem gratuitamente café, leite, cereal, uma geléia estranha vermelha mas boa, manteiga e 3 tipos de pão). Pagamos o hostel (130 soles) e fomos aguardar... e tomar chá de coca, claro.

 

Aqui começamos a nos incomodar. O taxista leva para uma praça, acha um ônibus com guia espanhol (ou inglês, você que escolhe) e nos coloca dentro. Levamos as mochilas cargueiras também, pois iriamos ficar 3 dias entre Águas Calientes e Ollanta. Esse ônibus começou a dar voltinhas. Foi umas 3 ou 4 vezes pelo mesmo caminho, até lotar. Pelo que notei TODAS as agência de turismo levam as pessoas ali, e vão enchendo os micros. Quando enchem eles partem.

 

Aí o guia começa a fazer as recomendações e a primeira parada... compras! PQP :x

Parada de MEIA hora no meio do nada pra fazer nada. Ainda te cobram 1 sole pra ir no banheiro. Diz que é pra ir no banheiro, mas acabamos de sair do hostel, pra que ir no banheiro!?!?

Aqui encontramos 2 brasileiros que estavam no nosso micro (e aquele carioca do dia anterior também estava). Esses novos eram gaúchos também, de Canoas.

 

Aí embarca todo mundo e vamos pra Pisac. É um local que mereceria um dia todo para conhecer.

Descemos, o guia deu umas explicações bem superficiais e nos deu 25 min pra explorar e tirar foto. RÁ! 25 minutos mal deu tempo de subir o morro correndo, tirar umas fotos e descer correndo. E olha que é um baita morro pra subir!! Eu não gosto de fazer as coisas apressadas. Não parasse então na porcaria por meia hora e dava meia hora aqui, dava pra ver muito tranquilamente.

 

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Pisac

 

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Pisac

 

Pra variar chegamos no micro e não tinha quase ninguém. Mais algum tempo todos chegaram e fomos pro "inútil" mercado de Pisac. Outra parada de comprar besta :x .

Entramos em um local com a desculpa de conhecer a verdadeira prata e como são feitas as jóias. Que nada, 5 min de explicação e o resto para comprar. Deram meia hora também aqui. Ora, pq sempre mais tempo pra comprar do que pra conhecer os locais?

Eu e a Neila saímos e fomos pro mercado propriamente dito... bem, um monte de camelô amontoado. Lá ela comprou um imã de geladeira e eu uma capelinha feita dentro de uma lhama. Achei bem legal para minha avó e não tinha visto igual em nenhum local. Pagamos 15 soles os dois.

 

Continua a viagem para o almoço em Urumba. O guia informou que seriam 40 minutos, mas uns peruanos choraram 1h. Poha, 1 hora pra almoçar???? ::quilpish::

 

Depois de um eito parados, brincando com uns papagaios lá e conversando entre nós (os brasileiros), partimos para Ollanta. Isso já era 14h passado!

Chegamos em Ollanta depois das 15h. Decidimos pegar nossas mochilas e deixar no hotel, para voltar e ter tempo de sobra nas ruínas de Ollanta. Isso porque só se entra 1 vez em cada local que o ticket permite. Então queríamos enjoar de lá.

Conseguimos ir até o hotel, deixar as cargueiras e voltar e ainda pegar explicação do nosso guia. Eles foram embora pra Chinchero (outra parada que considero estúpida) e nós ficamos lá tirando fotos e explorando. Interessante que meia hora a mais do que foi dado pelo guia foi o suficiente para olhar todo o local com muita calma.

 

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Ollantaytambo

 

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Ollantaytambo

 

Fomos dar uma volta na praça central de Ollanta e encontramos o local que fazia tour de Bikes. O preço estava bem superior ao que eu tinha projetado, mas como tínhamos separado um dia só pra isso, pagamos mesmo assim. Era 180 soles por pessoa o passeio que demorava entre 3~5 horas. Pegamos o passeio chamado "Abra Málaga", que sai de um local com esse nome a nada menos que 4.315m de altitude. Reservamos para o sábado e nos cobraram 100 soles de entrada.

 

Decidimos descer até a estação de trem. Uns 10 minutinhos de caminhada. Chegamos lá e parecia que estávamos no Brasil: SÓ SE OUVIA FALAR PORTUGUÊS :lol:

Sentamos num dos barzinhos e pegamos 2 pastéis (7 soles cada). Entramos no trem, sentamos e eu digo para mim mesmo "onde guardo essa porcaria de mochila?". O cara da frente só aponta pro fundo onde tinha um bagageiro. Pronto, mais brasileiro! Era um casal carioca que estava vindo da Bolívia, tinham tirado 25 dias de férias. Do nosso lado logo senta uma catarinense, e assim fomos conversando até Águas Calientes.

 

Saímos do trem e decidimos ir comprar os tickets de ônibus. Era quase 21h e ainda estava aberta a vendinha. Tava 55 soles o ida e volta por pessoa (19 dólares). Ficamos nós brasileiros ali trocando número de celulares e decidimos sair para jantar depois de cada um se acomodar.

Reservei o Supertramp Hostel. Eles não têm quarto matrimonial, ai pegamos um que era para 2 pessoas privativo sem banheiro. Eram 2 camas semi-casal e banheiro coletivo. Pagamos S/. 79,00.

 

Tomamos um banho e estávamos aguardando ver onde iríamos, quando ali pelas 22h começou a chover e acabamos desistindo de sair. Fomos dormir.

 

CUSTOS 13/11

Pariwana Hostel S/. 130,00

Tour Vale Sagrado S/. 100,00

Lembrança Mercado Pisac S/. 15,00

Entrada passeio bicicleta S/. 100,00

Lanche Ollanta S/. 14,00

Trem Ollanta - Águas Calientes R$ 219,00 (Expedition comprado pelo site)

Ônibus para subir MC S/. 110,00

Supertramp Hostel S/. 79,00

TOTAL = R$ 219,00 + S/. 548,00

 

[t1]14/11 - MACHU PICCHU[/t1]

 

Acordamos às 4h30min e o café iniciava a ser servido nesse horário. Continuava a chover, mas uma chuvinha bem chatinha, que nem molhava direito.

Chegamos na fila dos ônibus às 5h15min e logo estava completamente cheio atrás de nós. Compramos capa de chuva, pq, pra varia, esquecemos as nossas na cargueira em Ollanta. ::putz::

 

Foram 4 ônibus na nossa frente, e embarcamos. Diziam que dava medo olhar pra baixo no ônibus, não sei onde isso. É tapado de mato!!

Chegamos e entramos correndo, fomos para o local que todos vão tirar foto, para pegar o mínimo de turista possível. Bem, pegamos, mas o Huayna Picchu estava coberto pela neblina :(

 

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Huayna Pichu coberto pela neblina

 

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Aqui a neblina já estava dando uma trégua

 

Descemos e fomos pegar um guia. Cobrou 120 soles, mas conseguimos baixar para 100 soles. Não é muito barato, mas fazer o que.

O guia bem maneiro, sabia tirar fotos consideravelmente bem e explicava bem lentamente (porque nosso espanhol não é dos melhores). Foram acho que umas 2h de explicação, a Neila já tava cansando do guia :lol: . Acabou era 9h passada e nossa entrada no Huayna era o 2º grupo, das 10 às 11h. Achamos um local para sentar, comer algo e beber e fomos pra fila.

 

Ali pelas 10h30min conseguimos passar no portão e subir Huayna. Chegamos no topo era umas 11h30min. Passamos por um senhor (parecia da Itália) com bengala querendo subir. Corajoso o velinho. Depois o brasileiro carioca (sim, éramos perseguidos por ele hahahah) nos disse que o velinho tinha desistido :(

 

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Subindo Huayna Picchu

 

Lá em cima todos ficaram aguardando a neblina sair. Dava uns tempinhos e voltava. Conseguimos algumas fotos, comemos mais um pouco (cansa a dita subida) e começamos a descer. O início da descida é tenso. Tem umas escadarias que dão pro abismo mirabolantes :shock:

 

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Topo do Huayna Picchu

 

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Descendo uma das escadas que dão pro abismo...

 

Fiz até uma filmagem de nós descendo as mais ingrimes (as mais legais :D ), mas não possuo o consentimento da excelentíssima para postar ::toma::

 

Demoramos acho que meia hora para descer. Já em Machu Picchu sentamos e comemos novamente. Nós não bebemos muita água. Acho que foram só 2 garrafinhas de 500 ml. Mas é aconselhável levar mais. Muitas pessoas carregavam garrafas de 2 litros de água. Para comer levamos 4 barrinhas de cereais compradas em Ollanta e uns cookies que tínhamos comprado uns dias antes. Foi tudo.

 

Andamos mais um pouco, tiramos fotos com as lhamas e fomos ir ver a ponte inca. Antes disso nós sentamos no local onde todos vão tirar a foto do MC, e uma peruana pediu pra tirar fotos conosco. Sei lá, achou que éramos pessoas importantes :lol:

 

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Lhamas

 

Para ir na Ponte Inca é bem tranquilo, uns 10 minutos pra ir e outros 10 pra voltar.

Não fomos até a Porta do Sol pq o carioca tinha dito que estava interditado. Bom, estávamos há mais de 8h de pé e caminhando, exaustos, não estava a fim de ver se era ou não verdade, decidimos ir embora.

 

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Ponte Inca

 

À tarde a neblina tinha dado uma boa trégua, e até alguns resquícios de sol apareciam.

 

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Foto do MC à tarde

 

Mas antes... carimbar o passaporte!!! O carimbo só fica disponível depois das 9h da manhã. Na real fomos carimbar o passaporte antes de ir pro Huayna, pq a Neila quis ir no banheiro.

 

Era umas 16h quando chegamos no Hostel. Nos ofereceram banho, mas estávamos muito cansado até pra isso. Ficamos sentados nos pufs, e depois fomos comer algo no próprio bar deles.

A atendente super gente boa disse que o hambúrguer matava a fome de qualquer um, então decidimos experimentar. Bem, não era bem um hambúrguer, era um monstro de um prato :lol: . Nem conseguimos comer tudo. Era 20 soles cada, mas como tínhamos nos hospedado ali, tinha 10% de desconto. 2 hambúrgueres com 1 coca custo 39 soles.

 

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Hambúrguer no Hostel Supertramp (na real vem bem mais batata e salada que hambúrguer :lol: )

 

Comemos e fomos para a estação de trem. Vimos o trem Hiram Bingham saíndo, vazio de pobres coitados dispostos a pagar US$ 300,00 pela passagem. Tinha até chef na cozinha!!

Mas nós matamos a pau. Nossos bilhetes eram das poltronas 1 e 2 do Vistadome. Estávamos de piloto e co-piloto. Muito show ::tchann::

 

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As poltronas da frente no trem

 

Foi pago US$ 171,00 pelos 2 bilhetes, o que na época custou R$ 393,00.

Durante a viagem veio um sul-coreano que falava português conversar com a gente. O cara era agente de turismo e morava em Miami. Já tinha viajado nada menos que 80x ao Brasil e 60x ao Peru. Aproveitamos e falamos pra vir visitar o RS, que ele ainda não conhecia :wink:

 

Durante a viagem de trem é servido comida. Mas a gente não conseguia mais ver comida na frente, pq aquele hambúrguer tinha empanturrado a gente.

Chegamos em Ollanta, subimos o cerro até o hotel dormir, pq estávamos exaustos.

 

CUSTOS 14/11

Tickets para ingresso MC + Huayna Pichu R$ 259,00 (custa 150 soles por pessoa e comprei pela internet)

Capas de chuva S/. 10,00

Guia Machu Picchu S/. 100,00

Lanche no Supertramp Hostel S/. 39,00

Trem Águas Calientes - Ollanta R$ 393,00 (Vistadome comprado pela internet)

TOTAL = R$ 652,00 + S/. 149,00

 

[t1]15/11 - OLLANTA[/t1]

 

Tínhamos agendado o passeio de bicicleta para as 9h. Chegamos no local, pagamos o resto (S/. 260,00), ganhamos o kit lanche e embarcamos, nós 2, o guia e o motora. E aquele carro sobe, sobe, faz curva, sobe... é tipo ir pro MC. Aí quando parece que não sobe mais, ele sobe mais um pouco :o

Bem lá em cima, frio pra caralho, ele para. Segundo o guia no inverno aquela região está toda coberta de gelo. Agora só tinha um resquício no Monte Verônica, e não dava pra ver mais pq tinha muita cerração. Deviam ter nos dito que íamos passar muito frio na descida, aí tínhamos ido melhor agasalhados. Eu estava com uma camiseta e a jaqueta impermeável. Apertei tudo que podia pra não passar vento e começamos a descer.

 

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Monte Verônica

 

Frio, dor de cabeça (subir 1.5 mil metros em 1h não é fácil) e aquele vento cortante... além da bunda doendo depois de uns 10 anos sem subir numa bicicleta. Cada parada era um alívio. Dava pra respirar e se esquentar um pouquinho.

Paramos para tirar algumas fotos, para nos mostrar como as trutas são criadas, uma escola da região, um dos acessos ao MC chamado Piñas (existiam vários acessos protegidos ao MC) até chegarmos ao início de Ollanta, onde guardamos as bicicletas e fazemos o percurso de carro.

Acredito que descemos uns 30 km no total. Foram quase 2 horas de descida, e bem rápido até.

 

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Aqui já tínhamos descido um bom bocado. Olha as curvas que faltavam (e depois mais um monte)

 

Chegamos em Ollanta era + ou - meio dia e meia e fomos procurar algum local pra almoçar. Nem tínhamos usufruído do kit lanche (um suco, uma água, um chocolate e umas bolachinhas).

Comemos no Papas, sopa de quinua (pra esquentar os ossos) e pollo na plancha + copo de bebida por 20 soles cada. Bem boa a comida.

 

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Pollo na plancha

 

Fomos para o hotel esquentar o corpo e dormimos um pouco.

Ali pelas 16h saímos para ir ver as ruínas do lado contrário de onde todo mundo vai. O local tem o nome de Pinkuylluna. Tem uma placa com uma caveira falando que não é pra subir, mas...

Na real tem escada até certo ponto, depois a rocha é que vira escadaria. É um pouco perigoso, mas não mais que Huayna Picchu.

Não é lá grande coisa. Subimos até um local que parecia era um armazém, e depois fomos para um outro que deviam ser casas, ou um local militar de guarda.

Tinha gente subindo beeem lá pra cima, mas estávamos exaustos de escadas. A vista deveria ser legal, não não tinha nada muito especial pra ver, e descer aquilo à noite é um quase suicídio.

Ficamos por ali, tiramos umas fotos e descemos.

 

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Ruelas de Ollanta

 

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Vista das ruínas de Ollanta (as que são visitadas normalmente)

 

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Ruínas Ollanta (que não são normalmente visitadas)

 

Não estávamos com muito fome, então eu comi um hambúrguer de pollo e a Neila um sanduíche de presunto e queijo num barzinho, mais uma Inka Cola (tem gosto de tuti-fruti, nós gostamos) por 20 soles. Tinha jogo de vôlei numa rua da praça, com direito à arbitragem, torcida e até comida, tudo regado à música peruana!!!

 

Eu tinha indagado alguns taxistas na praça sobre o preço do tour até Maras, Moray, Salineras e finalmente Cusco. Um tinha pedido 180 soles, o outro 160 soles. Achei muito caro, estava a fim de ir de van. Bom, aparentemente não há vans que façam esse trecho "invertido".

No hotel pedi pro recepcionista e ele disse que tinham por 70. Ótimo, 70 soles, metade do preço, fechei o negócio.

 

CUSTOS 15/11

Resto do passeio de bicicleta S/. 260,00

Almoço no Papas S/. 40,00

Jantar S/. 20,00

TOTAL = S/. 320,00

 

[t1]16/11 - MORAY - MARAS - SALINERAS - CUSCO[/t1]

 

Tínhamos marcado para sair às 8h30min com o taxista. Chegando na recepção o recepcionista (o mesmo da noite anterior) cobra S/. 388,00 pelas 2 diárias (eu já tinha adiantado R$ 79,00 para fazer a reserva) e mais 70 dólares pelo tour... espera aí, 70 dólares???? Nós tínhamos combinado 70 soles!!!

Eu fiquei muito puto. Na noite anterior tinha até falado que os taxistas tinham me cobrado 160 soles. Ele deveria ter se tocado e falado que eram dólares e não soles. Poha, estamos no PERU, pq negociar em dólares?? ::grr::

Bem, aí ele viu que tinha feito burrada e disse que só iríamos pagar o taxista (145 soles), e não a "mísera" comissão de 20 dólares do hotel. PQP, além de se hospedar ter que pagar comissão é muita sacanagem.

Acabamos aceitando.

 

Algumas considerações sobre o Hotel Sol Ollanta. Decidimos ficar lá pq lemos em um relato sobre ele, sobre o rio que passa ao lado (sensacional o barulho para dormir). Entretanto: o chuveiro não esquentava o suficiente, não tinha TV no quarto (ora, era um hotel, e não um hoStel), a internet funcionava de vez em nunca, e ainda lentíssima, e ainda tinha o barulho da ponte, que passa carro dia e noite. E pra fechar com chave de ouro, esse "desentendimento". Pois bem, eu não recomendo ir lá, até pq é bem caro para os padrões "mochileiros".

 

Entramos no táxi e fomos a Moray. E aquele táxi se embrenha por uma estrada de chão e sobe, sobe, sobe... tudo é subida e curva no Peru. Achamos que o cara iria nos sequestrar, tirar nossos órgão e vender no mercado negro ::lol3::

Pois bem, depois de mais de 1h de estrada de chão, finalmente chegamos em Moray. Acho sensacional esse local.

 

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Moray

 

Depois vamos em direção a Maras. Eu nunca sabia a diferença entre Maras e Moray. Todos os relatos me davam a entender que eram a mesma coisa. Eu até achava que era nome de "círculos" diferentes.

Entretanto MORAY é o nome do centro de pesquisa agrícola em forma de círculo. MARAS é uma cidade próxima, e Moray, Salineras, e outros 2 locais pertencem a essa cidade.

 

Passamos por Maras e somente paramos na praça deles pra tirar foto desse local. Achei demais esse local.

 

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Praça de Maras (representação de Moray)

 

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Praça de Maras (representação Salineras)

 

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Praça de Maras (representação Igreja de Tiobamba)

 

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Praça de Maras (infelizmente não lembro o nome desse lugar)

 

Durante o trajeto encontramos um grupo com quadriciclos. Parece que essa região do Peru está investindo pesado nesse tipo de turismo de aventura. Tem parapente, rapel, escaladas, cavalgadas, caminhadas, bicicletas, quadriciclos, rafting... Bem legal mesmo.

 

Depois fomos para Salineras. Pena que tinha chovido e alguns poços estavam marrons. Mas parece que pra pegar eles branquinhos mesmo somente na época da seca, entre junho e julho mesmo. Mas é show mesmo assim.

 

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Salineras

 

Vimos uma igreja muito bonita naquela escultura de Maras e pedimos para o taxista nos levar até lá. Ela se chama Igreja de Tiobamba. Mas está abandonada, roubaram alguns dos sinos... uma pena. O taxista disse que era uma das igrejas mais importantes da região, mas que com o tempo foi esquecida, e o pessoal só frequenta a da cidade mesmo. Se tornou estacionamento de colheitadeiras.

 

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Igreja de Tiobamba

 

O outro monumento que aparece no centro de Maras é um sítio inca no qual eles veneravam a água. Mas não fomos lá.

Continua a viagem e chegamos em Cusco, era umas 13h. Realmente, vale os S/. 150,00, pq é muitooooo longe. O taxista umas horas dava umas piscadas de sono, eu quase começava a puxar conversa ver se ele acordava.

Ele nos disse que em 8 anos estará pronto um aeroporto internacional em Chinchero, e que o de Cusco somente passará a operar com voos domésticos.

 

Ele nos deixou no Pariwana, pagamos S/. 150,00 e fomos catar almoço. Decidimos ir novamente no Costumbres, pegamos de entrada o Sapicón de pollo (frango picado com batata palha e alguns legumes) e de prato principal o Lomo Saltado (arroz, pedaços de carne com batata e cebola) ao custo de S/. 44,00

 

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Lomo Saltado

 

Fomos dormir (estávamos cansados da viagem matinal) e vimos uma plaquinha na porta do quarto informando sobre racionamento de água entre as 18h e as 6h. Ah ta, pensei que estava em Cusco, e não em São Paulo!!! :P

Acordamos antes das 18h, tomamos nosso banho e fomos pra rua. Decidimos ir comer algum doce... os formigões já estava necessitados :lol: . Tinha lido sobre a La Bondiet aqui no fórum, então fomos ver os preços. Achávamos que seriam absurdos, mas até que eram bem em conta. Pedimos 2 tortas de chocolate, S/. 7,00 cada. Um mega pedaço de torta que serviu de janta.

 

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Torta de Chocolate

 

Fomos para o hostel e dormimos. Normalmente estávamos dormindo bem cedo, ali pelas 9h.

 

CUSTOS 16/11

Reserva Hotel Sol Ollanta R$ 79,00

2 Diárias Hotel Sol Ollanta S/. 388,00

Tour privado Maras-Moray-Salineras-Tiobamba-Cusco S/. 150,00

Almoço no Costumbres S/. 44,00

Tortas no La Bondiet S/. 14,00

TOTAL = R$ 79,00 + S/. 596,00

 

[t1]17/11 - CUSCO[/t1]

 

Neste dia pela manhã fomos visitar o Ovalo Pachakuteq. Fomos caminhando mesmo, uma meia hora acho que deu. Queríamos antes ter ido em Qorikancha, mas estava fechado (era 8h30min quando passamos lá). No Pachakuteq internamente tem uma espécie de museu contanto a história.

 

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Pachakuteq

 

Pegamos o caminho de volta e paramos no Mercado Artesanal de Cusco. Aqui é o local de comprar as quinquilharias :wink:

Andamos um pouco e logo adquirimos 6 chaveiros por 10 soles e 5 pares de toritos pequenos por 30 soles. Subimos por uma outra rua, queria ir em San Blás. Tinha lido um relato de que lá era o melhor lugar para comprar lembranças. Nos perdemos um pouco, mas depois nos achamos. Olha, os preços lá são tão ou mais caros que no mercado ou na plaza de armas. Talvez pra quem goste de itens sacros, tem bastantes pinturas religiosas e aquelas molduras de madeira que parecem ouro... mas os preços não compensam muito. Decidimos que no dia seguinte voltaríamos ao mercado artesanal torrar o que sobrasse de dinheiro.

 

Fomos almoçar, estávamos com vontade de comer massa. Entramos no Don Marcelo. Eu pedi um spaghetti a lá carbonara e a Neila um gnochi 4 queijos e 2 cocas pelos valo de 47 soles. No início estava bem boa minha comida, mas foi só a pimenta começar a fazer efeito. Quando eu vi a massa estava salpicada de pontinhos pretos. Pô, estava tão bom, pra que encher de pimenta? Fazer o que, comia, tomava refri, e assim foi tudo. Depois desse comecei a pedir se as comidas vinham picantes :wink:

 

Fomos descansar um pouco no Hostel e mais à tarde decidimos subir a pé para Saqsaywaman. Pega a calle Palácio (próximo a pedra dos 12 ângulos) e sobe. Por falar em pedra dos 12 ângulos... que tem demais naquilo? Bela jogada de marketing dos peruanos. Nem perdi tempo tirando foto, já tinha pedras o suficiente nas fotos.

 

Na subida um tiozinho veio oferecer passeio à cavalo. Ora, se não posso entrar nos locais de cavalo, pq vou fazer o passeio? Seriam de 2h. Sim, passar na frente de cavalo, grande coisa. E também não queria ir ver os outros locais próximos à Cusco, não me pareciam muito atraentes, e não queria gastar dinheiro com um City Tour corrido. Já tinha me irritado bastante com o passeio pelo Vale Sagrado.

 

Chegamos em Saqsaywaman e... começou a chover!! Era uma nuvem chata, nos abrigamos numa casinha e esperamos passar a chuva. Uns 15 min e estávamos explorando o local. Eu tinha deixado para ir nesse horário pensando que os city tours já tivessem passado por ali. Que nada, estavam só chegando. Logo encheu o lugar de turistas. Ficamos andando, tirando umas fotos, sentamos perto de uma cruz que tem depois de um bosque, e quando voltamos já tinha diminuído os turistas. Vi que tinha um monte de luzes dirigidas para as pedras e pedi se ficava aberto durante a noite. Deveria ser bem bonito. O guardinha falou que só até as 17h40min. Andamos mais um pouco e pegamos a descida novamente. Nessa calle Palácio tem um monte de restaurante e hotéis chiques... coisa de rico.

 

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Visão de Cusco

 

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Saqsaywaman

 

Chegamos no hostel, tomamos nosso banho pré-corte de água e olhei no TripAdvisor um restaurante. Primeiro um francês, mas depois q vi que os preços giravam em torno de 150 soles por pessoa, encontrei um outro chamado Cuzycuy. Legal, queria comer um Cuy mesmo. Fomos atrás dele. Chegando no local indicado, tinha uma placa informando troca de endereço. Pedi pra um guarda onde era e tentamos ir. Nada. Voltando vi uma placa indicativa. Seguimos a placa, mas ela logo deu num beco mega estranho... hmm, à noite, melhor não arriscar.

 

A Neila queria comer frutos do mar, e eu Cuy ou carne de Alpaca. Começamos a procurar e depois de vários cardápios, encontramos o que queríamos somente no La Estancia Andina, local que já tínhamos comido antes. A Neila pegou a Jelea Mixta e eu Lomo de Alpaca y Mostaza. Veio os Pisco Sur de cortesia e aquela prato gigante. Pra variar não conseguimos comer. No meu ainda veio, ao invés de arroz, quinua com queijo e abobrinha. Até que estava bem bom. Total deu 80 soles com as bebidas.

 

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Lomo de Alpaca e Jelea Mixta

 

CUSTOS 17/11

Quinquilharias S/. 40,00

Almoco no Don Marcelo S/. 47,00

Janta no La Estancia Andina S/. 80,00

TOTAL = S/. 167,00

 

[t1]18/11 - CUSCO - LIMA - POA[/t1]

 

Dia de ir embora! Arrumamos as malas, fizemos o check out deixamos as mochilas no hostel. O Pariwana cobra 5% se for pagar com cartão de crédito. Como eu queria deixar alguns soles de reserva para comprar coisas, decidi pagar no cartão.

Fomos até Qorikancha e um guia se ofereceu por 50 soles. Não não, muito caro. Como ele aparentemente não quis negociar, fizemos o passeio solo. Depois de ver um monte de coisas guiadas, nem precisa de guia lá dentro. Escutamos mais ou menos o que tínhamos escutado em outros locais. E também tem um monte de placas explicando. A entrada custou 10 soles por pessoa.

 

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Qorikancha

 

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Qorikancha

 

Ficamos mais de 1h lá e depois nos largamos pro Mercado de Artesanatos. Olhamos, olhamos, encontramos uma loja bem bacana com uns touritos maiores, mais bonitos. A senhora queria 20 soles o par. Choramos e ela fez 2 pares por 32 soles. Vimos umas camisetas muito legais, com uns desenhos criativos e divertidos. Estava querendo 30 soles pelas camisas. Tentamos negociar e o máximo que conseguimos foram 2 por 52 soles. Nem a tática de sair e voltar depois funcionou :( . Essas camisas não são aquelas que se vendem em todo lugar. Só encontramos elas nesse local (por 30 soles) e no aeroporto em Lima, onde estava cobrando exorbitantes 60 soles. Ainda compramos 2 conjuntos de 3 copinhos de cachaça decorados com pinturas (8 soles cada conjunto se não me engano) e um tabuleiro de xadrez em que as peças são os incas e os espanhóis. Achei bem interessante, e as peças são bem detalhadas. Custou 24 soles. Existem vários tamanhos e vários preços desses tabuleiros.

 

Saímos cheios de sacolas e fomos almoçar. Entramos no Yazuu, um local que oferece sucos e lanches. Sanduíches bem grandes até, acompanhados com um copão de suco natural. Custou 30 soles tudo.

 

Fomos ao Hostel, arrumamos as compras nas mochilas (quebráveis na mochila de mão), esperamos um pouco e fomos pro aeroporto (12 soles o táxi).

Chegamos em Lima era 17h, nosso voo só sairia às 23h. Tinha ainda uns 100 soles pra gastar, sentamos na Heladeria 4D e pedimos um mega sorvetão (20 soles cada).

 

Quando deu o horário fizemos o check in e entramos pra ver os Free Shops. É, achava que era melhor. Os preços são bem mais caros que no Paraguai. Procurei um cabo de dados pro meu tablet (perdi em algum lugar da viagem), mas só tinha pra iPad :| . Só queríamos gastar nossos 50 soles que tinham sobrado, então o jeito foi o chocolate mesmo. Pegamos uma caixa com 8 kinder bueno duplo (30 soles) e 1 barra de 300g de Milka (19 soles).

 

Aeroporto de Lima é um lixo, não tem tomadas e nem internet grátis. Que vergonha...

Vimos umas gurias que também estavam no Pariwana comprando coisas no aeroporto de Lima. Um absurdo os preços!!!! Os toritos que tínhamos pago 6 soles o par estava nada menos que 60! E os grandes, que pagamos 16 soles cada par, estavam mais de 100 soles ::ahhhh::

 

CUSTOS 18/11

2 diárias Pariwana Hostel S/. 276,00

Entradas Qorikancha S/. 20,00

Lembranças e afins S/. 134,00

Almoço no Yazuu S/. 30,00

Táxi Pariwana até aeroporto S/. 12,00

Sorvetes Heladeria 4D S/. 40,00

Free-Shops S/. 49,00

TOTAL = S/. 561,00

 

[t1]VALOR TOTAL DA VIAGEM[/t1]

 

Eu tinha feito uma estimativa de gastos de R$ 8.293,00 (sem mochilas e outros acessórios). Na real foi gasto menos, R$ 7.903,00. Não fiz a conversão do sole pro real, pq nessa conta não entra IOF, p. ex., que deu mais de R$ 200,00 nas compras pela internet :(

E ainda sobrou uma notinha de US$ 100,00, que numa determinada etapa da viagem eu fiz as contas e não a calculei. Achei até que tinha perdido dinheiro. Depois em Cusco no último dia ela apareceu :D . Devido a esse "sumiço" eu saquei 400 soles em Ollanta (que estão incluídos na conta).

 

[t1]IMPRESSÕES FINAIS[/t1]

 

O Peru é um local bem interessante para mochileiros de 1ª viagem. Os peruanos entendem relativamente bem nosso portunhol, a moeda deles é equivalente à nossa, porém os preços também o são.

Para quem for viajar sozinho os gastos são beeeem menores. Acho que com R$ 2.000,00 dá pra ficar 10 dias por lá sem problema. P. ex., o quarto coletivo no Pariwana estava 27 soles. Nós pagamos 130 soles, ou seja, 100 soles a mais. E em todos os locais é mais ou menos essa a diferença. Os Hostels têm refeições, e são bem baratas. Entre 10~20 soles se come bem neles. Dá pra cortar o trem e ir de busão até hidroelétrica e depois a pé até Águas Calientes. É ler os relatos e pesquisar mesmo.

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Olá,

Ótimo relato e belas fotos.

Não posso deixar de perguntar qual câmera você utilizou ? São sensacionais...

Parabéns.

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Olá c.gustavo.tl

Eu usei 3 câmeras. Na maioria das fotos foi uma Canon T5i. A das curvas da estrada eu estava com uma GoPro na cabeça. E a maioria das comidas foi tiradas do celular (Galaxy S2).

 

Mas as câmeras normalmente não fazem muita diferença entre umas e outras. É que elas foram pós-processadas no Lightroom. As fotos são tiradas em formato RAW (na Canon T5i, formato esse que mantém todas as informações da foto no momento, e que torna a foto bem pesada, normalmente com 25 mb), então pra usá-las eu preciso processá-las.

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Espetacular... Peru esta na minha lista para breve!

 

Só uma observação como fotografo amador... suas fotos estão demais! Só achei um pouco carregada nas cores, para alguns temas ficou legal, mas no geral "cansou a vista" como se diz aqui na Bahia.

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Sim filipelyrio, ainda estou aprendendo.

 

Essas fotos fiz algo bem superficial mesmo, não fiquei me detendo nos detalhes e algumas coisas não ficaram muito legais. É mais mesmo pra tirar aquele acizentado típico das fotos, ou para tirar o branco exagerado do céu. Aquela do pôr do sol depois não gostei do resultado final, ficou muito amarelado.

 

São muitas fotos e eu queria fazer o relato antes do fim das férias, para pegar tudo bem fresco na memória ainda.

 

Mas como tudo que fazemos, vamos melhorando com o tempo e prática.

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Que bom que gostou nandamourasc.

 

Eu tentei fazer o relato da forma que eu também gosto de lê-los aqui no fórum. Eu me baseei em um bem parecido com esse meu para fazer o roteiro.

 

Trouxe as fotos das comidas para que as pessoas não cheguem completamente cruas como eu cheguei, sem saber o que comer no local. E dei um destaque nos preços para atualizar, pois alguns estavam bem desatualizados nos relatos que li.

 

Uma ótima viagem para você.

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Em algumas flavinho0018

 

Foi usado no túnel de água (mas sem fica bem parecido), nas do calçadão em Lima e nas da Plaza de Armas em Cusco.

Em Puno tava sem ele. Meti um ISO alto e algumas tentativas até não ficar tremida.

Levei tb pro MC, mas foi só pra fazer peso mesmo. Estava sem filtros, então não iria conseguir "tirar" as pessoas com longa exposição. E o guia tirou várias fotos nossas (fotos boas até, mas algumas ficaram desfocadas) e no Huayna todo mundo tirava foto de todo mundo, então não precisei para selfies... até pq tava com um cabo extensor para a GoPro, que era o usado nessas ocasiões.

 

No pôr do sol tb estava com tripé, estava tirando 3 exposições para mesclar em HDR, mas preferi o resultado natural mesmo. Depois q vi q minha posição não era boa, aquelas árvores estragaram os resultados.

 

Pra quem for no Parque das Águas, enfrentarão problema para tirar fotos de pessoas.

Pra quem não gosta de usar flash e tem uma câmera DSLR, tentem usar o Modo de Exposição "Spot metering", foquem na pessoa e depois enquadra pra tirar a foto. Não lembro se as câmeras normais têm isso, acho que sim. Na hora eu não me toquei disso, só depois lembrei. Coisa de iniciante. Mas com certeza vai ajudar a não deixar a pessoa muito escura.

 

Na pior da hipóteses, tira a foto em RAW e depois arruma.

Vejam a diferença:

 

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Antes de arrumar

 

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Depois de arrumar

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