¡Por mais fidedigno e bem escrito que um relato seja, ele jamais vai beirar a tradução exata daquilo que se pretende conhecer. Estimular seu olfato, sua visão e principalmente sua imaginação de forma sublime é algo que só é possível vivenciado cada lugar, cada situação e cada defectível detalhe que nosso subconsciente teima em nos fazer esquecer rapidamente...
Constam nesse relato algumas experiências vividas no México em outubro deste ano (2014), Cidade do México (DF), Acapulco, Cholula e Puebla foram os lugares que estive nessa andança . Mais uma vez essa viagem surgiu por "culpa" do site melhores destinos - http://www.melhoresdestinos.com.br/ ainda no começo do ano fui surpreendido com uma promoção para o México saindo do aeroporto mais “próximo” de minha cidade (Vitória) e como tenho me tornado nos últimos anos um viajante compulsivo não deixei essa oportunidade passar, antes mesmo de ter companhia para viagem já fui adquirindo minha passagem, logo em seguida os companheiros foram surgindo, quatro no total. No entanto, alguns dias antes da viagem esse número foi reduzido para três e assim seguimos viagem para a terra dos Astecas e Maias .
...1º e 2º dia...
Depois daquele velho planejamento, com leituras, busca de hotéis, informações e elaboração do roteiro estava tudo pronto para a viagem, que seria com a TAM saindo numa sexta (10/10) a tarde de Vitória, escala em Guarulhos e chegada na Cidade do México no sábado pela manhã (07:30). Quanto ao dinheiro: levei dólares em espécie por precaução, além disso levei reais também, mas já sabia que pouco me ajudaria. O que eu queria mesmo e assim o fiz, foi sacar dinheiro da minha conta do Brasil em moeda local pelo banco Unicred, já tem algumas viagens que tenho constatado que esse é o melhor caminho quando o dólar não está oscilando muito, consegui assim uma taxa de $5,10 Pesos Mexicanos por R$1,00 já incluindo IOF e taxas de banco. Achei a cotação muito boa quando comparei com os meus colegas que levaram dólares e lá trocaram por moeda mexicana.
Nosso primeiro desafio no México foi chegar ao hotel que reservamos, por questões estratégicas escolhemos um próximo do Zócalo (praça central da cidade e uma das maiores do mundo) na região do centro histórico, pois a maioria do que iríamos visitar estava nessa região, mesmo sabendo que o local poderia ser meio barulhento, o que não nos atrapalhou em nada, digo que o local que escolhemos foi perfeito para o nosso ir e vir, trata-se do Hotel Roble. Para chegar até lá nós gastamos MXP5,00 ou seja, menos de R$1,00, isso mesmo, menos de um real para sair do aeroporto até o centro da cidade de metrô . Achei fanstástico, mas claro que o metrô não se compara com aqueles de países mais desenvolvidos, está na maioria das vezes cheio, tem muitas linhas pois a cidade é enorme, o número de vendedores ambulantes e artistas de ruas dentro dos vagões vendendo coisas e fazendo apresentações em troca de dinheiro é muito grande, além disso a quantidade de baldeações a se fazer é elevada, mas geralmente você consegue ir a todos os locais usando esse serviço. Saindo pela porta 3 do aeroporto você vira a esquerda, anda um pouquinho e logo verá a entrada para a estação de metrô (Terminal Aerea) depois que compramos os tickets pegamos o metrô linha 5 com direção a estação de Pantitlan, onde mudamos para a linha 9 com destino a Chabacano, em seguida mudamos novamente, agora para a linha 2 com direção a Zócalo, estação mais próxima do nosso hotel, essa estação tem como saída exatamente a praça do Zocalo, a mais central de todas, depois disso foi uma pequena caminhada pelas ruas até o hotel e pronto. Se estiver com muitas malas eu sugiro que você pegue um táxi, algo em torno de MXP 200,00 pois as mudanças de linhas são complicadas devido ao fato de se andar muito de um lado para o outro e pelo enorme movimento dos metrôs na cidade, fora isso é muito tranquilo para quem viaja de mochila ou com pouca coisa.
Ainda no aeroporto eu fiz logo o saque da minha conta para já ter grana do México, após tentar muitos caixas ATM eu encontrei um do Bancomer que me permitiu efetuar o saque. Aproveitei também e comprei as passagens de ônibus para Acapulco dali dois dias, não consegui comprar no Brasil pois o site da empresa ADO, empresa de ônibus mais famosa do México, não aceita cartões internacionais. Mas o processo foi tranquilo e consegui comprar com datas e horários que eu queria, mesmo sem ninguém do grupo falar espanhol e a moça que me atendeu não falar inglês .
Chegamos no hotel bem antes da hora do check-in, felizmente o recepcionista nos liberou um dos dois quartos que havíamos reservado, sendo assim, embolamos todos no mesmo quarto, arrumamos tudo e partimos imediatamente para o Zócalo, ao chegarmos fomos surpreendidos com muitas atividades ocorrendo: música, teatro, dança e uma enormidade de stands com vendas de livros dos mais diversos autores, diga-se de passagem a preços absurdamente baratos, isso foi uma das coisas que me chamou a atenção nesse país, como eles leem e o acesso a livros é muito fácil, mesmo para aqueles que tem um poder aquisitivo menor. Andamos muito pela praça que é gigante e tem muitas das atrações do centro histórico por ali mesmo, como é o caso do Palácio Nacional que visitamos na sequência e apreciamos muitas obras de Diogo Rivera nas paredes e também a fantástica arquitetura do lugar, local enorme, assim como muitas construções mexicanas , além disso é totalmente gratuita a entrada, você só precisa mostrar seu documento de identificação, tirar os óculos, passar no detector de metais e pronto. Por falar em revista e detector de metais, quem vai ao México já pode ir se preparando para isso muitas vezes, mas não vi traço algum de violência ou situação de perigo em todos dos dias que estive por lá, em nenhuma das cidades.
Em seguida pulamos o Templo Mayor para o dia seguinte e fomos para a Catedral Metropolitana, arquitetura espanhola muito interessante e uma construção muito grande, a quantidade de pessoas por lá também assusta, não só lá, mas na cidade toda, é gente para todos os cantos, por vezes até muito difícil de transitar pelas ruas. Na sequência fomos procurar um local para almoçar, em pleno sábado, em dia de festival no Zócalo, nem preciso dizer que foi uma tarefa árdua né . Andamos pela rua Madero e pudemos apreciar a Palácio Postal e a famosa Casa dos Azulejos e por lá mesmo almoçamos, até porque dentro dessa casa funciona uma espécie de Departament Store e tem um restaurante bem legal da rede Sunborns, depois de uma espera que quase meia hora por conta da lotação do lugar, nos conseguimos enfim entrar e almoçar. Primeiro contato com a comida mexicana e não foi tão difícil como havia imaginado, tenho uma resistência muito grande quanto a ingestão de pimenta, acho que existe um mito de que tudo no México tem pimenta, na verdade, tudo que você quiser pode levar pimenta. Depois de um almoço muito bom nós retornamos ao hotel para fazer o check-in no outro quarto, descansar e depois sair para ver mais coisas.
Na saída no meio da tarde nós caminhos em direção a Torre Latinoamericana por uma rua paralela à rua Madero, em teoria bem menos movimentada por não ter muitos atrativos na rua, dessa forma pudemos constatar mesmo que na capital do México realmente tem gente demais, essa rua também estava lotada. A Torre Latinoamericana tem um custo de MXP70,00 e de lá você pode ter uma visão da imensidão que é a cidade, muito extensa, no fim da tarde fica muito bonito com o pôr do sol, no local tem um museu bem legal em outra área, lanchonete e loja de souvenirs na parte mais alta. Saindo da Torre fomos em ao Palácio de Bellas Artes que fica pertinho dali e que tínhamos avistado da torre, local muito bonito com uma arquitetura sem igual e é o principal teatro de ópera da cidade, para visitar algumas áreas nada é cobrado, em dias e horários que não estão ocorrendo exibições. Ligado ao Palácio está a Alameda Central, parque bem cuidado no coração da cidade do México, extremamente arborizado e com muitos locais para passeio, seja durante o dia ou a noite, vale a pena perder algumas horas por lá.
Na volta para o hotel já era noite e retornamos pela Rua Madero novamente, é uma rua muito bonita e se você estiver em D.F. vai passar muitas vezes. Aproveitamos para comprar a água em garrafas maiores e coisas para comer, existem muitas lojas de conveniência espalhadas por toda a cidade a maioria delas 7eleven e Oxxo que vendem muitas coisas a um preço melhor que muitos lugares, por vezes até o café da manhã fica mais barato e saboroso nessas lojas, em alguns casos até o almoço e o jantar podem ser por lá mesmo.
Obs: MXP = valores em Pesos Mexicanos
Almoço = MXP100,00 por pessoa
Hospedagem (Hotel Roble) = MXP 560,00 valor da diária para 2 pessoas (Decolar)
Jantar = MXP60,00 por pessoa
Taxi Plaza de Armas – Hotel = $20,00
...3º dia...
Neste dia resolvemos ficar um pouco mais no hotel depois do café, em seguida fazer check-out antes de irmos para a rua, visto que iríamos para Acapulco no final da noite e no intuito de não pagar mais uma diária deixamos as mochilas na recepção para pegarmos na volta e seguir para a rodoviária. Feito isso fomos visitar ali pertinho o sítio arqueológico do Templo Mayor, um dos principais templo dos astecas na capital que outrora era conhecida como Tenochtitlan. A visita às ruínas é bem legal e a história do Astecas contada ali é bem interessante, chegando no final do percurso você estará no museu do Templo Mayor com uma enormidade de peças e muita história em suas enormes galerias, o mesmo ticket que custa MXP 60,00 te dá acesso ao sítio e ao museu, valor bem barato para visitar uma atração tão importante na capital mexicana.
Saindo do centro histórico nós fomos até o bairro de Coyoacán para visitar os viveiros e em seguida o museu de Frida Kahlo, nos viveiros pudemos andar bastante pela área cheia de mudas e muito arborizada, uma quantidade muito grande de pessoas usam o local para caminhada e corridas. Para chegar até lá nóss fomos de metrô partindo da estação Zócalo (linha 2) trocamos para a linha 3 na estação Hidalgo e de lá seguimos até a estação de Coyoacán, o viveiro fica bem pertinho. Depois de algumas horas por lá seguimos para o museu de Frida, partindo do viveiro você consegue chegar tranquilamente ao museu caminhando por uns 10 minutos, mas já se prepare para enfrentar um pouquinho de fila para entrar, o valor é de MXP 100,00 e mais MXP 60,00 caso queira tirar fotografias, se optar pelas fotografias eles te darão uma identificação para você colocar na máquina, e não tente tirar fotografias com um aparelho sem essa identificação, os funcionários te advertem a qualquer momento que você fizer isso. O museu é a casa onde moravam os artistas Frida e seu esposo Diogo Rivera, muitos dos móveis estão conservados no local, assim como muitas obras produzidas ao longo dos anos, em alguns espaços a triste e brava história deles é contada. Particularmente não gostei muito do local, achei uma atmosfera meio estranha, talvez pela história que cerca o lugar ou até mesmo pelo dia que não estava muito bom, nublado e meio chuvoso, fato é que fiquei num baixo astral terrível, mas para aqueles que gostam de história e cultura mexicana a visita é indispensável.
Próximo do museu de Frida é possível visitar também a casa de Diogo Rivera com o mesmo boleto do museu de Frida, além disso tem o Museu Casa de Léon Trotsky, a Plaza Jardim Centenário e a Igreja de São João Batista, todos localizados na redondeza. Infelizmente devido ao mau tempo naquele momento não foi possível visitarmos essas atrações que muita gente diz que são bem legais.
Como já havíamos programado e reservado, o nosso fim de dia/noite seria no restaurante giratório Bellini, pegamos um táxi de Coyoacan e seguimos em direção ao restaurante que fica no alto do edifício World Trade Center Mexico City, restaurante um pouco mais fino e que tem como atrativo a maravilhosa vista de Cidade do México de uma altura considerável, além disso, o restaurante faz uma volta de 360º graus a cada duas horas e você consegue ver todos os cantos da cidade lá de cima. A comida é muito gostosa e o atendimento excepcional, foram mais de seis horas no restaurante e três voltas completas pela paisagem que renderam fotos muito bonitas e momento únicos para nós três.
Saindo do Bellini pegamos as mochilas no hotel e fomos de táxi para o terminal de Tasqueña pois nosso bus para Acapulco era por volta de 23:30 o que traria para nós a economia de uma diária de hotel pois viajaríamos a noite, chegando pela manhã. Lembram do que falei sobre a revista e o detector de metal no México!? Pois é, para entrar no ônibus tem tudo isso, além do que, em muitos casos uma pessoa entra no ônibus e tira fotografias de todos os passageiros, tudo pela segurança. Esse ônibus que usamos era muito bom, com lanche na entrada, banheiro limpo e poltronas confortáveis, fomos no modelo mais barato e ainda assim ele parecia com os executivos que uso da minha cidade para a capital do estado vizinho. Outro detalhe é que a estrada até Aca. é muito boa, acho que boa parte das rodovias no México são de excelente qualidade, mas tenha um certo cuidado quando fizer essas viagens de ônibus por lá, alguns locais tem uma diferença de altitude muito grande, podendo te trazer um certo mal estar nesse deslocamento.
¡Por mais fidedigno e bem escrito que um relato seja, ele jamais vai beirar a tradução exata daquilo que se pretende conhecer. Estimular seu olfato, sua visão e principalmente sua imaginação de forma sublime é algo que só é possível vivenciado cada lugar, cada situação e cada defectível detalhe que nosso subconsciente teima em nos fazer esquecer rapidamente...
Constam nesse relato algumas experiências vividas no México em outubro deste ano (2014), Cidade do México (DF), Acapulco, Cholula e Puebla foram os lugares que estive nessa andança
. Mais uma vez essa viagem surgiu por "culpa" do site melhores destinos - http://www.melhoresdestinos.com.br/ ainda no começo do ano fui surpreendido com uma promoção para o México saindo do aeroporto mais “próximo” de minha cidade (Vitória) e como tenho me tornado nos últimos anos um viajante compulsivo não deixei essa oportunidade passar, antes mesmo de ter companhia para viagem já fui adquirindo minha passagem, logo em seguida os companheiros foram surgindo, quatro no total. No entanto, alguns dias antes da viagem esse número foi reduzido para três e assim seguimos viagem para a terra dos Astecas e Maias 
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...1º e 2º dia...
Depois daquele velho planejamento, com leituras, busca de hotéis, informações e elaboração do roteiro estava tudo pronto para a viagem, que seria com a TAM saindo numa sexta (10/10) a tarde de Vitória, escala em Guarulhos e chegada na Cidade do México no sábado pela manhã (07:30). Quanto ao dinheiro: levei dólares em espécie por precaução, além disso levei reais também, mas já sabia que pouco me ajudaria. O que eu queria mesmo e assim o fiz, foi sacar dinheiro da minha conta do Brasil em moeda local pelo banco Unicred, já tem algumas viagens que tenho constatado que esse é o melhor caminho quando o dólar não está oscilando muito, consegui assim uma taxa de $5,10 Pesos Mexicanos por R$1,00 já incluindo IOF e taxas de banco. Achei a cotação muito boa quando comparei com os meus colegas que levaram dólares e lá trocaram por moeda mexicana.
Nosso primeiro desafio no México foi chegar ao hotel que reservamos, por questões estratégicas escolhemos um próximo do Zócalo (praça central da cidade e uma das maiores do mundo) na região do centro histórico, pois a maioria do que iríamos visitar estava nessa região, mesmo sabendo que o local poderia ser meio barulhento, o que não nos atrapalhou em nada, digo que o local que escolhemos foi perfeito para o nosso ir e vir, trata-se do Hotel Roble. Para chegar até lá nós gastamos MXP5,00 ou seja, menos de R$1,00, isso mesmo, menos de um real para sair do aeroporto até o centro da cidade de metrô
. Achei fanstástico, mas claro que o metrô não se compara com aqueles de países mais desenvolvidos, está na maioria das vezes cheio, tem muitas linhas pois a cidade é enorme, o número de vendedores ambulantes e artistas de ruas dentro dos vagões vendendo coisas e fazendo apresentações em troca de dinheiro é muito grande, além disso a quantidade de baldeações a se fazer é elevada, mas geralmente você consegue ir a todos os locais usando esse serviço. Saindo pela porta 3 do aeroporto você vira a esquerda, anda um pouquinho e logo verá a entrada para a estação de metrô (Terminal Aerea) depois que compramos os tickets pegamos o metrô linha 5 com direção a estação de Pantitlan, onde mudamos para a linha 9 com destino a Chabacano, em seguida mudamos novamente, agora para a linha 2 com direção a Zócalo, estação mais próxima do nosso hotel, essa estação tem como saída exatamente a praça do Zocalo, a mais central de todas, depois disso foi uma pequena caminhada pelas ruas até o hotel e pronto. Se estiver com muitas malas eu sugiro que você pegue um táxi, algo em torno de MXP 200,00 pois as mudanças de linhas são complicadas devido ao fato de se andar muito de um lado para o outro e pelo enorme movimento dos metrôs na cidade, fora isso é muito tranquilo para quem viaja de mochila ou com pouca coisa.
Ainda no aeroporto eu fiz logo o saque da minha conta para já ter grana do México, após tentar muitos caixas ATM eu encontrei um do Bancomer que me permitiu efetuar o saque. Aproveitei também e comprei as passagens de ônibus para Acapulco dali dois dias, não consegui comprar no Brasil pois o site da empresa ADO, empresa de ônibus mais famosa do México, não aceita cartões internacionais. Mas o processo foi tranquilo e consegui comprar com datas e horários que eu queria, mesmo sem ninguém do grupo falar espanhol e a moça que me atendeu não falar inglês
.
Chegamos no hotel bem antes da hora do check-in, felizmente o recepcionista nos liberou um dos dois quartos que havíamos reservado, sendo assim, embolamos todos no mesmo quarto, arrumamos tudo e partimos imediatamente para o Zócalo, ao chegarmos fomos surpreendidos com muitas atividades ocorrendo: música, teatro, dança e uma enormidade de stands com vendas de livros dos mais diversos autores, diga-se de passagem a preços absurdamente baratos, isso foi uma das coisas que me chamou a atenção nesse país, como eles leem e o acesso a livros é muito fácil, mesmo para aqueles que tem um poder aquisitivo menor. Andamos muito pela praça que é gigante e tem muitas das atrações do centro histórico por ali mesmo, como é o caso do Palácio Nacional que visitamos na sequência e apreciamos muitas obras de Diogo Rivera nas paredes e também a fantástica arquitetura do lugar, local enorme, assim como muitas construções mexicanas
, além disso é totalmente gratuita a entrada, você só precisa mostrar seu documento de identificação, tirar os óculos, passar no detector de metais e pronto. Por falar em revista e detector de metais, quem vai ao México já pode ir se preparando para isso muitas vezes, mas não vi traço algum de violência ou situação de perigo em todos dos dias que estive por lá, em nenhuma das cidades.
Em seguida pulamos o Templo Mayor para o dia seguinte e fomos para a Catedral Metropolitana, arquitetura espanhola muito interessante e uma construção muito grande, a quantidade de pessoas por lá também assusta, não só lá, mas na cidade toda, é gente para todos os cantos, por vezes até muito difícil de transitar pelas ruas. Na sequência fomos procurar um local para almoçar, em pleno sábado, em dia de festival no Zócalo, nem preciso dizer que foi uma tarefa árdua né
. Andamos pela rua Madero e pudemos apreciar a Palácio Postal e a famosa Casa dos Azulejos e por lá mesmo almoçamos, até porque dentro dessa casa funciona uma espécie de Departament Store e tem um restaurante bem legal da rede Sunborns, depois de uma espera que quase meia hora por conta da lotação do lugar, nos conseguimos enfim entrar e almoçar. Primeiro contato com a comida mexicana e não foi tão difícil como havia imaginado, tenho uma resistência muito grande quanto a ingestão de pimenta, acho que existe um mito de que tudo no México tem pimenta, na verdade, tudo que você quiser pode levar pimenta. Depois de um almoço muito bom nós retornamos ao hotel para fazer o check-in no outro quarto, descansar e depois sair para ver mais coisas.
Na saída no meio da tarde nós caminhos em direção a Torre Latinoamericana por uma rua paralela à rua Madero, em teoria bem menos movimentada por não ter muitos atrativos na rua, dessa forma pudemos constatar mesmo que na capital do México realmente tem gente demais, essa rua também estava lotada. A Torre Latinoamericana tem um custo de MXP70,00 e de lá você pode ter uma visão da imensidão que é a cidade, muito extensa, no fim da tarde fica muito bonito com o pôr do sol, no local tem um museu bem legal em outra área, lanchonete e loja de souvenirs na parte mais alta. Saindo da Torre fomos em ao Palácio de Bellas Artes que fica pertinho dali e que tínhamos avistado da torre, local muito bonito com uma arquitetura sem igual e é o principal teatro de ópera da cidade, para visitar algumas áreas nada é cobrado, em dias e horários que não estão ocorrendo exibições. Ligado ao Palácio está a Alameda Central, parque bem cuidado no coração da cidade do México, extremamente arborizado e com muitos locais para passeio, seja durante o dia ou a noite, vale a pena perder algumas horas por lá.
Na volta para o hotel já era noite e retornamos pela Rua Madero novamente, é uma rua muito bonita e se você estiver em D.F. vai passar muitas vezes. Aproveitamos para comprar a água em garrafas maiores e coisas para comer, existem muitas lojas de conveniência espalhadas por toda a cidade a maioria delas 7eleven e Oxxo que vendem muitas coisas a um preço melhor que muitos lugares, por vezes até o café da manhã fica mais barato e saboroso nessas lojas, em alguns casos até o almoço e o jantar podem ser por lá mesmo.
Obs: MXP = valores em Pesos Mexicanos
Almoço = MXP100,00 por pessoa
Hospedagem (Hotel Roble) = MXP 560,00 valor da diária para 2 pessoas (Decolar)
Jantar = MXP60,00 por pessoa
Taxi Plaza de Armas – Hotel = $20,00
...3º dia...
Neste dia resolvemos ficar um pouco mais no hotel depois do café, em seguida fazer check-out antes de irmos para a rua, visto que iríamos para Acapulco no final da noite e no intuito de não pagar mais uma diária deixamos as mochilas na recepção para pegarmos na volta e seguir para a rodoviária. Feito isso fomos visitar ali pertinho o sítio arqueológico do Templo Mayor, um dos principais templo dos astecas na capital que outrora era conhecida como Tenochtitlan. A visita às ruínas é bem legal e a história do Astecas contada ali é bem interessante, chegando no final do percurso você estará no museu do Templo Mayor com uma enormidade de peças e muita história em suas enormes galerias, o mesmo ticket que custa MXP 60,00 te dá acesso ao sítio e ao museu, valor bem barato para visitar uma atração tão importante na capital mexicana.
Saindo do centro histórico nós fomos até o bairro de Coyoacán para visitar os viveiros e em seguida o museu de Frida Kahlo, nos viveiros pudemos andar bastante pela área cheia de mudas e muito arborizada, uma quantidade muito grande de pessoas usam o local para caminhada e corridas. Para chegar até lá nóss fomos de metrô partindo da estação Zócalo (linha 2) trocamos para a linha 3 na estação Hidalgo e de lá seguimos até a estação de Coyoacán, o viveiro fica bem pertinho. Depois de algumas horas por lá seguimos para o museu de Frida, partindo do viveiro você consegue chegar tranquilamente ao museu caminhando por uns 10 minutos, mas já se prepare para enfrentar um pouquinho de fila para entrar, o valor é de MXP 100,00 e mais MXP 60,00 caso queira tirar fotografias, se optar pelas fotografias eles te darão uma identificação para você colocar na máquina, e não tente tirar fotografias com um aparelho sem essa identificação, os funcionários te advertem a qualquer momento que você fizer isso. O museu é a casa onde moravam os artistas Frida e seu esposo Diogo Rivera, muitos dos móveis estão conservados no local, assim como muitas obras produzidas ao longo dos anos, em alguns espaços a triste e brava história deles é contada. Particularmente não gostei muito do local, achei uma atmosfera meio estranha, talvez pela história que cerca o lugar ou até mesmo pelo dia que não estava muito bom, nublado e meio chuvoso, fato é que fiquei num baixo astral terrível, mas para aqueles que gostam de história e cultura mexicana a visita é indispensável.
Próximo do museu de Frida é possível visitar também a casa de Diogo Rivera com o mesmo boleto do museu de Frida, além disso tem o Museu Casa de Léon Trotsky, a Plaza Jardim Centenário e a Igreja de São João Batista, todos localizados na redondeza. Infelizmente devido ao mau tempo naquele momento não foi possível visitarmos essas atrações que muita gente diz que são bem legais.
Como já havíamos programado e reservado, o nosso fim de dia/noite seria no restaurante giratório Bellini, pegamos um táxi de Coyoacan e seguimos em direção ao restaurante que fica no alto do edifício World Trade Center Mexico City, restaurante um pouco mais fino e que tem como atrativo a maravilhosa vista de Cidade do México de uma altura considerável, além disso, o restaurante faz uma volta de 360º graus a cada duas horas e você consegue ver todos os cantos da cidade lá de cima. A comida é muito gostosa e o atendimento excepcional, foram mais de seis horas no restaurante e três voltas completas pela paisagem que renderam fotos muito bonitas e momento únicos para nós três.
Saindo do Bellini pegamos as mochilas no hotel e fomos de táxi para o terminal de Tasqueña pois nosso bus para Acapulco era por volta de 23:30 o que traria para nós a economia de uma diária de hotel pois viajaríamos a noite, chegando pela manhã. Lembram do que falei sobre a revista e o detector de metal no México!? Pois é, para entrar no ônibus tem tudo isso, além do que, em muitos casos uma pessoa entra no ônibus e tira fotografias de todos os passageiros, tudo pela segurança. Esse ônibus que usamos era muito bom, com lanche na entrada, banheiro limpo e poltronas confortáveis, fomos no modelo mais barato e ainda assim ele parecia com os executivos que uso da minha cidade para a capital do estado vizinho. Outro detalhe é que a estrada até Aca. é muito boa, acho que boa parte das rodovias no México são de excelente qualidade, mas tenha um certo cuidado quando fizer essas viagens de ônibus por lá, alguns locais tem uma diferença de altitude muito grande, podendo te trazer um certo mal estar nesse deslocamento.
Almoço Bellini Restaurante = MXP750,00 por pessoa
Taxi museu de Frida – restaurante = MXP 60,00
Taxi restaurante - hotel = MXP 70,00
Taxi hotel – terminal Tasqeña = MXP 200,00
Passagens de ida para Acapulco = MXP 470,00
Um relato completo e mais bem detalhado estará em breve no meu blog: http://namochiladealeh.blogspot.com.br/
Continuação em breve..