Depois de mais de um ano postergando este relato, me forcei a finalmente escrever. Principalmente pelo fato do fórum ter sido um componente fundamental no planejamento. Os relatos, análises de equipamentos, etc, me ajudaram bastante e espero retribuir da mesma forma.
Sou de Belo Horizonte. Até então nunca havia pensado na possibilidade de fazer alguma trilha. Nunca tive vontade de acampar, andar na natureza. De repente alguns amigos que estavam planejando a subida me convidaram. Pela curiosidade (e por uma tentativa de mudança de comportamento, ao negar menos convites) resolvi encarar.
Iríamos no feriado de Corpus Christi. Nestes feriados prolongados o fluxo de pessoas subindo aumenta consideravelmente. Mas era mais uma questão de tempo mesmo. Chegaríamos com calma no dia anterior à subida e partiríamos no dia posterior à descida, sem correria.
Combinamos uma subida com guia, não havia ninguém no grupo com experiência. Pauso aqui para recomendar muito o Rogério, ótima pessoa e profissional. Dono também da pousada/hostel que ficamos, a Querência, que recomendo muito também.
Sobre os preparativos: consultei bastante o fórum, acertei em algumas escolhas e vacilei principalmente em alugar os equipamentos. Listo abaixo algumas recomendações e observações.
O que comprei/levei:
- Fleeces Forclaz Quechua – Bons e baratos, passei a usar bastante no dia a dia no inverno.
- Bota Vento Finisterre – Gostei muito, resistente, com boa aderência e estabilização. Extremamente confortável, quase não precisa amaciar antes. Passei a usar no dia a dia também.
- Meias sintéticas – essencial para evitar bolhas. A grossura depende da resistência ao frio da pessoa.
- Segunda pele Quéchua – Bem “mais ou menos”. Barata, mas o material não é grande coisa. Ficou meio apertada, apesar de ter trocado de M para G.
- Toalha de alta absorção – Muito frio para banho. Só serviria para secar suor, mas isso acontecia naturalmente.
- Camisetas sintéticas
- Calça e bermuda sintética – redundantes, recomendo aquelas conversíveis.
- Chapéu – Na cidade vendem bonés/chapéus legionários a preços bons, recomendo.
O que aluguei:
- Mochila – baixa qualidade e pouco ergonômica. O que salvou foi que não carregamos as mesmas. Uma de 30 litros basta.
- Saco de dormir – Grande vilão. Não me informei muito bem e aluguei um qualquer. Provavelmente apropriado para 10-15 graus. Porém o acampamento chegou a -1º na madrugada. Mesmo com a segunda pele, os fleeces e até o anorak foi dureza. Não consegui dormir (todos os que não levaram um apropriado ficaram acordados).
- Gorro – De tricot/lã, ou seja, inútil com vento. Tive que sobrepor o chapéu, ficando meio ridículo.
- Barraca – estava ok. Importante ter a lona isolante. Um dos meus amigos levou uma sem e improvisou uma cobertura com a capa da mochila, que amanheceu congelada.
- Isolante térmico – Basicamente uma borracha. Estava tão frio por conta do saco inapropriado que não sei se fez diferença. O chão irregular incomodava também.
Oi pessoal.
Depois de mais de um ano postergando este relato, me forcei a finalmente escrever. Principalmente pelo fato do fórum ter sido um componente fundamental no planejamento. Os relatos, análises de equipamentos, etc, me ajudaram bastante e espero retribuir da mesma forma.
Sou de Belo Horizonte. Até então nunca havia pensado na possibilidade de fazer alguma trilha. Nunca tive vontade de acampar, andar na natureza. De repente alguns amigos que estavam planejando a subida me convidaram. Pela curiosidade (e por uma tentativa de mudança de comportamento, ao negar menos convites) resolvi encarar.
Iríamos no feriado de Corpus Christi. Nestes feriados prolongados o fluxo de pessoas subindo aumenta consideravelmente. Mas era mais uma questão de tempo mesmo. Chegaríamos com calma no dia anterior à subida e partiríamos no dia posterior à descida, sem correria.
Combinamos uma subida com guia, não havia ninguém no grupo com experiência. Pauso aqui para recomendar muito o Rogério, ótima pessoa e profissional. Dono também da pousada/hostel que ficamos, a Querência, que recomendo muito também.
http://www.picodabandeiratur.tur.br/
Sobre os preparativos: consultei bastante o fórum, acertei em algumas escolhas e vacilei principalmente em alugar os equipamentos. Listo abaixo algumas recomendações e observações.
O que comprei/levei:
- Fleeces Forclaz Quechua – Bons e baratos, passei a usar bastante no dia a dia no inverno.
- Bota Vento Finisterre – Gostei muito, resistente, com boa aderência e estabilização. Extremamente confortável, quase não precisa amaciar antes. Passei a usar no dia a dia também.
- Meias sintéticas – essencial para evitar bolhas. A grossura depende da resistência ao frio da pessoa.
- Segunda pele Quéchua – Bem “mais ou menos”. Barata, mas o material não é grande coisa. Ficou meio apertada, apesar de ter trocado de M para G.
- Toalha de alta absorção – Muito frio para banho. Só serviria para secar suor, mas isso acontecia naturalmente.
- Camisetas sintéticas
- Calça e bermuda sintética – redundantes, recomendo aquelas conversíveis.
- Chapéu – Na cidade vendem bonés/chapéus legionários a preços bons, recomendo.
O que aluguei:
- Mochila – baixa qualidade e pouco ergonômica. O que salvou foi que não carregamos as mesmas. Uma de 30 litros basta.
- Saco de dormir – Grande vilão. Não me informei muito bem e aluguei um qualquer. Provavelmente apropriado para 10-15 graus. Porém o acampamento chegou a -1º na madrugada. Mesmo com a segunda pele, os fleeces e até o anorak foi dureza. Não consegui dormir (todos os que não levaram um apropriado ficaram acordados).
- Gorro – De tricot/lã, ou seja, inútil com vento. Tive que sobrepor o chapéu, ficando meio ridículo.
- Luvas – De tricot/lã, inútil também. Minhas mãos gelaram bastante.
- Cachecol - De tricot/lã, nesse caso ficou ok.
- Anorak – básico, estava ok.
- Barraca – estava ok. Importante ter a lona isolante. Um dos meus amigos levou uma sem e improvisou uma cobertura com a capa da mochila, que amanheceu congelada.
- Isolante térmico – Basicamente uma borracha. Estava tão frio por conta do saco inapropriado que não sei se fez diferença. O chão irregular incomodava também.