Em agosto e setembro desse ano eu fui para a Áustria, Eslovênia, Bósnia, Montenegro e Croácia no caminho para a Itália, onde eu estou fazendo intercâmbio. Resolvi contar um pouco sobre a Bósnia porque é o destino menos popular, e eu achei o país incrível.
Dia 1
Eu cheguei em Sarajevo as sete da manhã do dia 8 de agosto, o que significa que deveria ser verão. Apesar disso, a temperatura estava em cinco graus. Eu tinha pego um ônibus noturno em Podgorica, Montenegro, e por isso cheguei na Rodoviária de Istočno Sarajevo, ou Sarajevo do leste, que na verdade não fica na Federação da Bósnia. Após a guerra, a Bósnia foi dividida entre a Federação da Bósnia e a República Srpska, onde eu estava, o que significa que os letreiros eram em cirílico e o transporte público para o centro da cidade era precário. Então se você quer ver logo de cara como o país ainda é dividido, é só chegar em Istočno Sarajevo. Eu peguei um táxi para o meu albergue, como eles tinham recomendado no email.
Eu cheguei uns 15 minutos depois no War Hostel, albergue que eu tinha escolhido porque ele simula as situações do cerco e é mantido por uma família que passou a guerra toda em Sarajevo. As janelas são tampadas, os cobertores são militares, os lockers são antigos cases de munição e a lâmpada do meu quarto era uma latinha em soldados treinavam a mira. No albergue você vê recortes de jornal e instrumentos improvisados que eles usavam para recolher madeira e água da chuva. O mais interessante: era um lugar em que eu podia conversar sobre a guerra livremente, sem ofender ninguém. Eu cheguei e logo me colocaram em um quarto para que eu pudesse dormir um pouco antes de fazer o check-in.
Todas as noites no albergue nós víamos filmes ou documentários sobre a guerra e nos sábados tem uma festa no bunker.
No primeiro dia eu marquei de participar de alguns tours com eles no dia seguinte (vou falar deles daqui a pouco) e recebi um mapa com dicas da cidade. Saí para ver a ponte latina, onde o Arquiduque Francisco Ferdinando foi assassinado, o que deu início a primeira guerra, e o bairro turco, o Baščaršija. Ele é o centro cultural da cidade, onde você pode visitar mesquitas (eu visitei o complexo Gazi-Husrev Beg, que é maravilhoso) e beber o tradicional café bósnio. De tarde fiz o Free Walking Tour oferecido pelo Tourist Office, que me levou novamente ao bairro turco e a ponte latina, a vários lugares da guerra, como o mercado onde dois massacres aconteceram, a vários prédios da época austro-húngara e aos templos de quatro religiões que coexistem no centro da cidade (o povo de Sarajevo tem muito orgulho da sua cidade multicultural).
5 dias na Bósnia
Em agosto e setembro desse ano eu fui para a Áustria, Eslovênia, Bósnia, Montenegro e Croácia no caminho para a Itália, onde eu estou fazendo intercâmbio. Resolvi contar um pouco sobre a Bósnia porque é o destino menos popular, e eu achei o país incrível.
Dia 1
Eu cheguei em Sarajevo as sete da manhã do dia 8 de agosto, o que significa que deveria ser verão. Apesar disso, a temperatura estava em cinco graus. Eu tinha pego um ônibus noturno em Podgorica, Montenegro, e por isso cheguei na Rodoviária de Istočno Sarajevo, ou Sarajevo do leste, que na verdade não fica na Federação da Bósnia. Após a guerra, a Bósnia foi dividida entre a Federação da Bósnia e a República Srpska, onde eu estava, o que significa que os letreiros eram em cirílico e o transporte público para o centro da cidade era precário. Então se você quer ver logo de cara como o país ainda é dividido, é só chegar em Istočno Sarajevo. Eu peguei um táxi para o meu albergue, como eles tinham recomendado no email.
Eu cheguei uns 15 minutos depois no War Hostel, albergue que eu tinha escolhido porque ele simula as situações do cerco e é mantido por uma família que passou a guerra toda em Sarajevo. As janelas são tampadas, os cobertores são militares, os lockers são antigos cases de munição e a lâmpada do meu quarto era uma latinha em soldados treinavam a mira. No albergue você vê recortes de jornal e instrumentos improvisados que eles usavam para recolher madeira e água da chuva. O mais interessante: era um lugar em que eu podia conversar sobre a guerra livremente, sem ofender ninguém. Eu cheguei e logo me colocaram em um quarto para que eu pudesse dormir um pouco antes de fazer o check-in.
Todas as noites no albergue nós víamos filmes ou documentários sobre a guerra e nos sábados tem uma festa no bunker.
No primeiro dia eu marquei de participar de alguns tours com eles no dia seguinte (vou falar deles daqui a pouco) e recebi um mapa com dicas da cidade. Saí para ver a ponte latina, onde o Arquiduque Francisco Ferdinando foi assassinado, o que deu início a primeira guerra, e o bairro turco, o Baščaršija. Ele é o centro cultural da cidade, onde você pode visitar mesquitas (eu visitei o complexo Gazi-Husrev Beg, que é maravilhoso) e beber o tradicional café bósnio. De tarde fiz o Free Walking Tour oferecido pelo Tourist Office, que me levou novamente ao bairro turco e a ponte latina, a vários lugares da guerra, como o mercado onde dois massacres aconteceram, a vários prédios da época austro-húngara e aos templos de quatro religiões que coexistem no centro da cidade (o povo de Sarajevo tem muito orgulho da sua cidade multicultural).