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SC: De Jaguaruna à Guarda do Embaú a Pé pela Praia - Volta pela Serra por São Bonifácio e São Martinho

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Considerações Gerais:

 

Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar importantes.

 

Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.

 

Informações Gerais:

 

Em toda a viagem houve bastante sol, apesar das notícias sobre enchentes em SC que chegavam pela TV a SP. Chuva moderada de cerca de 30 minutos só peguei no primeiro dia de caminhada de Jaguaruna ao Farol. Chuva leve para moderada só em alguns momentos isolados e rápidos e nos últimos dias na serra, quando o tempo virou. Houve alguns dias com neblina na serra, mesmo durante o período do fim da manhã e início da tarde. As temperaturas também estiveram bem razoáveis (para um paulistano), chegando em média a 25 C ao longo do dia (com picos de 30 C) nas praias e ficando por volta de 20 C na serra (com picos de 25 C), mas caindo até 15 C, embora para mim a sensação térmica fosse mais alta.

 

A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil. ::cool:::'> Nas cidades pequenas da serra creio que alguns se assustaram com um mochileiro, principalmente porque minhas roupas já estavam surradas e um dos meus pares de sapato estava quebrado. :D

 

As paisagens das praias e da serra agradaram-me muito, principalmente a vista a partir de morros e costões. ::otemo:: ::otemo:: ::otemo:: Pude ver golfinhos, uma tartaruga, aves e peixes, mas não baleias, que já haviam migrado. O comportamento do mar variava bastante de acordo com a praia e o tempo. De uma maneira geral achei o mar bastante interessante para se brincar, pois tinha bastante ondas, mas era bravo em muitos locais e tinha depressões formando zonas que não davam pé e tinham ondas e correnteza (recomendo cautela a quem não sabe nadar ou não está acostumado ao mar, principalmente nas praias mais bravas e próximas a barras de rios ou quando o tempo estiver com muito vento). Havia algumas praias com muitas pedras, o que exigia cautela se fosse desejado entrar no mar. A água até que estava mais quente do que eu esperava. Os rios, lagoas e cachoeiras próximos às praias também me agradaram muito e foram uma excelente opção para lazer e banho. ::otemo::

 

A caminhada no geral foi tranquila. Em alguns trechos havia sinalização nas trilhas. Os habitantes locais, principalmente pescadores, orientavam muito bem sobre como seguir as trilhas. ::cool:::'> Os maiores problemas foram dois trechos em que a trilha exigia escalada ou estava fechada pela mata. Houve outro trecho em que o proprietário tinha fechado a trilha mais fácil e foi necessário ir parte do caminho pelo costão e depois conseguir achar a entrada da trilha na mata.

 

Durante muito tempo estive só nas praias, que em boa parte estavam desertas. Não tive nenhum problema de segurança (nenhuma abordagem indesejada), mesmo com a mochila nas costas. Na serra a polícia abordou-me 2 vezes por chamado dos moradores achando que eu era um andarilho e poderia causar problemas. Mas a abordagem foi respeitosa.

 

Vários estabelecimentos comerciais aceitaram cartão de crédito (principalmente supermercados e padarias), mas somente dois hotéis aceitaram.

 

Gastei na viagem R$ R$ 853,59, sendo R$ R$ 130,26 com alimentação, R$ 505,00 com hospedagem, R$ 58,15 com transporte durante a viagem, R$ 1,50 com tarifa bancária e R$ R$ 158,68 com passagens aéreas e taxas de embarque de ida e volta. Sem contar o custo das passagens aéreas e das taxas de embarque o gasto foi de R$ R$ 694,91 (média de R$ R$ 49,64 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico.

 

A Viagem:

 

Minha viagem foi de SP (aeroporto de Congonhas) a Jaguaruna em 11/11/2015 pela Tam (http://www.tam.com.br). O voo saía às 13:15 e chegava às 14:35 horas. A volta foi de Jaguaruna a SP (Congonhas) em 25/11/2015 pela Tam. O voo saía às 15:05 e chegava às 16:10. Paguei R$ 118,00 pelas passagens e R$ 40,68 pelas taxas de embarque de ida e volta usando cartão de crédito.

 

Durante o voo de ida foi possível apreciar parte da cidade de São Paulo e parte do litoral. Mãe e filha, que moravam em Jaguaruna, sentadas nos bancos atrás de mim, deram-me algumas informações para me auxiliar na cidade, praias e arredores. Ao chegar fui caminhando do aeroporto até o centro (cerca de 2 horas, andando devagar - a estrada era rodeada de propriedades rurais e vegetação). Antes de chegar passei numa padaria no caminho e comprei em dinheiro 1 cuca e 1 saco de pastéis de banana amanhecidos por R$ 4,00. A possível dona e a atendente foram muito cordiais e me deram informações sobre pontos a conhecer da cidade, além de perguntarem sobre a minha viagem. Fiquei hospedado no Hotel Primavera (http://www.hagah.com.br/hotel-primavera-dq-de-caxias-328) por R$ 40,00 a diária, com TV, ventilador, banheiro fora do quarto e sem direito a café da manhã. O hotel não aceitou cartão. O cachorrinho da dona deu-me uma pequena mordida no calcanhar. Consegui sacar dinheiro na agência do Bradesco que havia na cidade. Comprei em dinheiro 4 bananas e 4 tomates por R$ 2,95 num hortifruti e 1 chuchu, 3 laranjas e 1 queijo minas frescal por R$ 3,55 usando cartão de crédito no Supermercado Moniari (http://moniari.com.br) para juntar com os sanduíches que havia trazido de casa. Ainda deu tempo de dar uma volta rápida pela cidade para conhecer alguns pontos, como a estação, o museu por fora e a igreja matriz.

 

Para as atrações de Jaguaruna veja http://www.jaguaruna.sc.gov.br/turismo/item/Atrativos. Os pontos de que mais gostei foram as lagoas ::otemo::, as vistas de paisagens naturais ::otemo::, as praias, o Chuveirão ::otemo:: e conhecer o Grupo Cru Boi Mamão ::cool:::'>.

 

No dia seguinte, 5.a feira 12/11, fui primeiramente conhecer os pontos no centro e voltei a visitar a estação ferroviária, o Grupo Cru de Teatro e Boi Mamão (http://www.grupoculturalcru.com), em que o próprio presidente indicou um membro para me acompanhar e dar explicações, e o museu, desta vez entrando. O atendente foi muito cordial e pareceu querer ajudar-me ao máximo para a viagem. Depois fui andando em direção à praia (cerca de 10 Km por uma estrada cercada de propriedades rurais e vegetação). No caminho visitei o templo da Assembleia de Deus. Pouco antes de chegar à praia vi a entrada para uma lagoa e decidi ir conhecê-la. Achei-a muito bonita ::otemo:: e subi em várias dunas em suas margens, que permitiram uma bela vista da paisagem, incluindo a lagoa, a praia, a vegetação e o povoado próximo. Achei a água deliciosa para banho, apesar da temperatura do ar não estar muito alta. Depois de algum tempo apreciando a paisagem e a lagoa, nadando e andando nas dunas, decidi ir em direção à praia. Lá andei pelo povoado, passei pela Capela de Nossa Senhora dos Navegantes e fui conhecer e me refrescar no Chuveirão ::otemo::, de que muito gostei e que em dias muito quentes deveria ser ainda melhor. Depois fui conhecer a Praia do Arroio Corrente, em que fiquei cerca de 1 hora andando. Tentei ver a Laje de Jagua, mas não consegui. Disseram-me que em condições de mar e tempo favoráveis era possível vê-la da praia. Voltei no fim da tarde, tomando um banho ao passar pela lagoa. Ainda comprei no cartão de crédito um pote de doce de leite de 400 g no Supermercado Moniari por R$ 2,38 e fui novamente visitar a igreja matriz e a praça no seu entorno.

 

Na 6.a feira 13/11, antes de começar minha caminhada pelas praias, fui ao Morro da Cruz, um ponto próximo ao centro e com vista privilegiada que alcançava até o litoral, além de incluir amplas áreas de vegetação, montanhas, lagoas e a cidade ::otemo::. Com isso acabei começando minha caminhada rumo a Laguna perto de 11 horas, já imaginando que só conseguiria chegar até o Farol de Santa Marta. Fiz novamente o caminho em direção à Praia do Arroio Corrente, só que desta vez começou a garoar e num dado momento a chover moderadamente. Apesar de ter posto a capa, resolvi parar numa área coberta em frente à lagoa em que havia nadado para esperar a chuva passar ou amainar. Após a chuva passar prossegui, passei por um altar na estrada lateral à lagoa e fui até a praia, onde passei por um restaurante em que o dono, que havia chegado para a temporada 2 dias antes, havia dado informações para mim no dia anterior sobre distâncias, preços e dificuldades até o farol. Cumprimentei-o e parti. A caminhada foi tranquila e bonita, com alguns momentos de chuvisco. Gostei das praias desertas, das dunas enormes, das lagoas, da barra e do mar ::otemo::. Perto da Praia da Figueira um homem cumprimentou-me, disse que me havia visto em Arroio Corrente (cerca de 1 hora antes) ofereceu-me bebida e perguntou se não queria descansar um pouco em sua casa e tomar um banho quente antes de continuar. Apesar da população deste local ser muito hospitaleira, fiquei meio ressabiado com a proposta e, de qualquer forma, não seria interessante parar e muito menos tomar um banho quente e voltar para a friagem.

 

Ao chegar à Barra do Camacho precisei sair um pouco da praia e ir até uma ponte para fazer a travessia, pois não dava pé e era inviável nadar com a mochila nas costas. Antes andei na lateral para apreciar a barra e o mar ::cool:::'>. Depois, nadei um pouco na barra e subi numa duna próxima para apreciar a paisagem. Após ficar lá alguns instantes rumei para o Farol, onde ainda fiquei apreciando a paisagem a partir de um sambaqui. Lá fiquei hospedado no Hotel Capitão Gancho por R$ 40,00 a diária em dinheiro, com banheiro coletivo e sem direito a café da manhã. O hotel ficava numa encosta e tinha uma vista da orla e do mar que considerei linda ::otemo::. Fui comprar pastel e cavaquinho por R$ 4,26 com cartão de crédito no Mercado Beira Mar, pão por R$ 3,50 com cartão de crédito no Mercado Boa Vista e cucas por R$ 2,85 com cartão de débito na padaria ao lado deste último mercado. Na volta das compras pude apreciar do alto do morro o final pôr do sol, com o céu alaranjado, o mar prateado e a espuma das ondas brancas brilhando. Achei uma cena espetacular ::otemo:: ::otemo::. Na porta do hotel havia uma discussão entre um trabalhador que estava fazendo algum tipo de reforma e uma moça, que parecia ser sua namorada e que a dona disse que havia tentado roubar algo do hotel e lá se esconder para ficar com o namorado que parecia não a querer. A dona disse que iria chamar a polícia e o namorado disse para ela ir, senão iria apanhar. Eu fiquei meio preocupado com a situação, mas tudo pareceu se encaminhar e eu fui para o quarto tomar banho, jantar e dormir, não sem antes sair para a sacada e arredores e apreciar a vista noturna. Quando voltava a moça perguntou se poderia ficar escondida no meu quarto para depois reencontrar o namorado, fato com que não concordei. Durante a noite houve mosquitos mo quarto ::essa::, o que atrapalhou um pouco o sono.

 

Para as atrações do povoado do Farol de Santa Marta veja http://www.faroldesantamarta.tur.br e http://www.faroldesantamarta.net. Os pontos de que mais gostei foram as paisagens ::otemo:: ::otemo::, principalmente do alto do morro do farol, as praias e o sambaqui.

 

No sábado 14/11, comecei o dia tomando um banho de mar na Prainha e apreciando a vista de cima do morro. Quando estava indo para a praia e depois ao voltar para tomar café, encontrei a moça que tinha sido pivô da discussão do dia anterior e ela me disse que tinha passado mal a noite, que estava grávida, que iria voltar para a casa da sua patroa e pediu para eu levar um recado ao namorado. Tentei sugerir que ela procurasse a assistência social, se realmente estava grávida, para ter o maior amparo possível e que não adiantava ir atrás do namorado, pois ele parecia não querer nem conversar com ela. Depois talvez ela pudesse requerer que ele ajudasse pelo menos financeiramente na criação do suposto filho, se realmente ele era o pai. Mesmo achando que não seria útil, fui procurar o namorado dela para lhe dar o recado e ele me disse para ignorá-la, que se ela voltasse iria apanhar e que ela tinha roubado algo da pousada. Era uma situação delicada, principalmente para quem não tinha ideia do contexto. Achei melhor não interferir mais :(.

 

Fui então conhecer o Farol de Santa Marta. A vista a partir do morro em que ele ficava pareceu-me espetacular ::otemo:: ::otemo::. Era possível ver a orla, o povoado, as lagoas, a vegetação, o mar e todo o entorno. O farol em si também me pareceu interessante pela sua torre e sua antiguidade, embora não tenha podido entrar nem subir nele. Fui também conhecer o sambaqui, a Gruta de Iemanjá e a igreja da Prainha. Depois rumei para Laguna caminhando pelas praias. Algumas tinham pessoas e outras eram completamente desertas. A vista a partir dos morros que separavam as praias agradou-me muito ::otemo::. Ao chegar à barra antes de Laguna tomei outro banho de mar, que estava bem agitado e com várias ondas. Andei nos molhes e pude ver muitos golfinhos ::cool:::'> no canal e arredores. Depois peguei um bote por R$ 1,00 e fui até a Praia do Mar Grosso procurar por hospedagem e locais para fazer compras para as refeições. Fiquei hospedado no Hotel Monte Líbano (https://www.facebook.com/hotelmontelibano) por R$ 35,00 a diária, com banheiro no quarto, ventilador, TV e sem direito a café da manhã. Comprei laranja e chuchu por R$ 1,24 no supermercado Tieli (http://www.tieli.com.br), pão por R$ 2,89 no Mercado Ponto Final e bananas por R$ 1,72 no Supermercado Beeg Shop, tudo pago com cartão de crédito.

 

Para as atrações de Laguna veja http://www.laguna.sc.gov.br/pontos-turisticos.php e http://www.guiasantacatarina.com.br/laguna/pontos_turisticos.php3. Os pontos de que mais gostei foram referentes à história de Anita Garibaldi ::otemo::, aos registros e fatos históricos referentes à Revolução Farroupilha e à República Juliana ::otemo::, a Pedra do Frade ::otemo::, o Mirante de Nossa Senhora da Glória ::otemo:: ::otemo::, as praias, as paisagens ::otemo:: e os golfinhos ::cool:::'>.

 

No domingo 15/11 pude ver o nascer do sol no horizonte do mar, pois minha janela era de frente para ele e bastava abrir a cortina. Foi uma cena magnífica ::otemo:: ::otemo::. Depois de começar o dia com um banho de mar e apreciar a vista do terraço do hotel, que permitia ver os morros, a praia, o canal, a balsa, a cidade e os arredores, fui conhecer o centro de Laguna. Achei bastante interessante conhecer melhor a história de Anita Garibaldi e a casa onde ela viveu seus primeiros anos ::otemo::. Gostei também do museu, com as passagens históricas das revoluções da época do Império, em que a cidade teve papel relevante ::otemo::. O casario antigo e bem preservado (na minha opinião, salvo uma ou outra exceção) também agradou-me. Depois fui caminhando por cerca de 30 minutos até o Mirante de Nossa Senhora da Glória e de um restaurante próximo, de onde pude apreciar uma vista que achei magnífica de todo o entorno, contando a vegetação, o mar, a orla, a cidade e até a Ponte Anita Garibaldi lá bem longe ::otemo:: ::otemo::. A estátua em si também achei bem interessante e combinando com o local. Depois voltei para o centro, comprei um pão de aipim no Supermercado Tieli por R$ 3,18 pago com cartão de crédito, comi um lanche e fui ao canal apreciar o mar, a paisagem e os golfinhos ::cool:::'>. À noite ainda fui andar um pouco na orla, assim como no dia anterior, e depois apreciar a vista noturna a partir do terraço do hotel ::cool:::'>.

 

Na 2.a feira 16/11 apreciei o nascer do sol deitado em minha cama novamente, só que desta vez havia um pouco de nebulosidade e não me pareceu tão espetacular quanto o do dia anterior, mas mesmo assim gostei. Após um banho de mar e o café da manhã, rumei para Imbituba pela praia. No caminho, uma ponta de praia antes da Pedra do Frade, subi no costão e fiquei apreciando a paisagem, o mar, a orla e observando o namoro das ondas com as pedras, que frequentemente acabava em água para o alto. Aproveitei para meditar ao som deste romance ::otemo::. Depois, ao passar pela Pedra do Frade, fiquei admirando-a por algum tempo e também a vista a partir dela ::otemo::. Segui pela praia para Imbituba, sendo que para cruzar o morro que separava a Praia do Sul de Itapirubá da Praia do Norte, um pescador de cabelos brancos que estava no meio do costão, explicou-me como eu fazia para pegar a trilha por entre as rochas e subir até o topo, conseguindo assim ir para o outro lado e também podendo apreciar uma vista magnífica ::otemo::. Após esta travessia, andei por uma longa praia, vendo guindastes do Porto de Imbituba ao longe, aproximando-se conforme eu progredia. Em Imbituba fiquei hospedado no Hotel do Rabuja (Maurício, carioca que lá morava com a família e trabalhadores estrangeiros) por R$ 25,00 a diária paga em dinheiro. O quarto ainda estava em arrumação para a temporada e os colchões estavam amontoados. Não havia chuveiro funcionando, mas eu pude usar o banheiro da casa principal para tomar banho. Não havia roupa de cama completa, mas eles me arrumaram uma colcha, além do lençol que lá estava. Foi uma noite bem aceitável, quase sem mosquitos. Comprei pão e chuchu por R$ 3,47 no Supermercado Althoff e um pão de milho na Padaria Nara por R$ R$ 5,50, tudo no cartão de crédito. Na padaria as atendentes foram muito gentis ::cool:::'> e me deram informações sobre o trajeto que eu pretendia fazer, dizendo que não era viável ou possível ir pela praia caminhando desde ali até Garopaba e que eu precisaria ir pela estrada até a Ribanceira ou depois da Lagoa do Ibiraquera.

 

Para as atrações de Imbituba veja http://turismo.sc.gov.br/cidade/imbituba e http://www.guiaimbituba.com.br/turismo. Os pontos de que mais gostei foram as paisagens vistas a partir dos morros ::otemo::, a paisagem vista a partir do Farol da Vila ::otemo::, as praias e o Museu da Baleia Franca ::otemo::.

 

Na 3.a feira 17/11 comecei o dia indo até o trecho final da Praia da Vila e descobri que havia um farol no morro que ficava em sua ponta. Após me informar sobre condições da trilha e tempo de percurso decidi ir até lá e pude desfrutar de uma vista muito bela para o mar e parte da orla ::otemo::. O farol em si e a vista do porto a partir da trilha também me pareceram interessantes. Depois, antes de rumar para Garopaba, fui visitar o Museu da Baleia Franca (http://www.baleiafranca.org.br/oprojeto/oprojeto_museu.htm), que achei muito interessante, principalmente pela parte histórica, biológica e pelos objetos expostos de baleias e de sua caça no passado ::otemo::. Após sair do museu, com uma leve garoa e bastante vento, fui andando pela praia até o limite do porto e comecei minha caminhada para Garopaba ou até onde desse. Conversando com um pescador que encontrei na praia, este me disse que era possível ir até a Ribanceira por trilhas pela praia. Resolvi acreditar nele e tentar e ele tinha razão. Fui sem grandes problemas, podendo ver praias desertas magníficas ::otemo:: ::otemo::, com vistas espetaculares do alto dos morros ::otemo::. Ao chegar na Ribanceira perguntei se era possível atravessar a Barra do Ibiraquera alguns quilômetros à frente, pois a maioria me havia dito que naquele momento não era, porque estava fechada para pedestres. Eles confirmaram que não daria, mas que havia um povoado lá em que poderia passar a noite se não conseguisse a travessia. Fui caminhando pela praia até lá e, ao chegar, perguntei a um ciclista local, que me disse que era possível sim. Perguntei a policiais numa viatura e eles disseram que haviam visto pescadores no meio da barra no dia anterior. Resolvi tentar e a água chegou ao joelho no máximo. Percebi que os policiais ficaram esperando para ver se não ocorria nada errado comigo na travessia. A paisagem dali pareceu-me muito bonita ::otemo::. Havia muito vento e pessoas praticando kite surf. Atravessei ainda um costão, também com vista magnífica ::otemo:: e cheguei à Praia do Rosa, onde, após conversar com surfistas e caminhantes, decidi passar a noite, depois de tomar um banho de mar.

 

Fiquei hospedado no Praia do Rosa Hostel por R$ 40,00 a diária com cartão e crédito, com direito a cama num quarto coletivo e café da manhã. As instalações do hostel pareceram-me boas e o atendimento foi muito cordial (os donos eram argentinos e me emprestaram até uma toalha fora do padrão), porém houve muitos mosquitos durante a noite ::essa:: ::essa::, o que fez o sono ficar um pouco comprometido. Durante a noite pegou fogo numa propriedade próxima e houve um pouco de agitação. Como vi que estava tudo sob controle resolvi nem levantar. Comprei pepino, 2 maças, cenouras, abobrinhas, beterrabas e pão de batata por R$ 6,44 com cartão de débito na Quintana E Weber.

 

Para as atrações da Praia do Rosa veja http://www.praiadorosa.tur.br. Os pontos de que mais gostei foram as paisagens ::otemo:: ::otemo::, a praia ::otemo::, a lagoa ::otemo:: e as trilhas ::otemo::.

 

Na 4.a feira 18/11, após um simples e bom café da manhã, desci para a Praia Rosa Norte por uma trilha com bonita vista e passando por uma lagoa, que muito me agradou ::otemo::. Daí rumei para Garopaba. Meu objetivo inicial era a Guarda do Embaú, mas se mostrou inviável. As trilhas até a Praia da Ferrugem foram muito boas ::cool:::'>. Estavam bem indicadas, bem cuidadas e proporcionavam belas vistas. Quando cheguei na ponta da Ferrugem, perguntei ao Chico, experiente habitante local, se era possível ir pela trilha até a Praia do Silveira e ele disse que dependeria de como eu conseguiria enfrentar algumas dificuldades na trilha no costão. Alguns surfistas ao lado disseram que não dava, que inclusive já havia morrido gente lá, mas eu lhes falei que iria tentar e, se não conseguisse, voltaria. Várias outras pessoas haviam me dito que não era possível, mas a resposta do Chico estimulou-me a tentar. Fui até um local em que o costão ficou muito íngreme e que avaliei que teria que escalar. Então desisti e resolvi voltar. Quando falei com ele na volta, uma mulher me disse que aquele local chamava-se Saco das Cobras e que realmente era necessário escalar uma parte. Então indicaram-me como ir pelo Caminho do Rei, passando por um condomínio. Ao chegar lá, o porteiro do condomínio orientou-me sobre qual estrada seguir na saída e consegui pegar o caminho para a Praia do Silveira. A vista do alto foi muito bela ::otemo::. Depois de atravessar o condomínio e descer a estrada perguntei a um casal como fazia para chegar à praia e me indicaram uma pequena trilha de terra passando por uma porteira. Passei ainda ao lado de uma lagoa, cheguei à praia, pedi a um casal de Foz do Iguaçu que olhasse minhas roupas e tomei um banho de mar. Daí caminhei por toda a praia e perguntei aos locais como atravessar o morro para Garopaba. Disseram-me que existia uma trilha, mas não era bem demarcada e era necessário guiar-se pelas cercas e marcações naturais no terreno. Fiz isso e cheguei até o costão, onde cruzei com 2 rapazes locais que me disseram que os proprietários haviam proibido de passar por cima e era necessário ir pelo costão uma parte e depois decidir se desejava ir até o fim pelo costão ou pegar uma trilha no meio da mata, após passar a última cerca da casa (ou fazenda) que lá existia. A vista durante todo este trecho agradou-me muito ::otemo::. Decidi ir pela trilha pelo meio da mata, pois o costão me pareceu não tão fácil e longo (um dos rapazes disse-me que o nível de dificuldade do costão não era alto). Demorei algum tempo até encontrar a trilha no meio da mata, se é que a encontrei. Mas depois de muito tentar vários caminhos diferentes, ir e voltar algumas vezes, consegui atravessar as árvores e vi Garopaba do alto e as praias ao redor. Esta vista também me pareceu muito bonita ::otemo::. Desci na primeira praia depois do costão, Praia do Vigia, e tentei ir pelo costão até Garopaba. No meio do caminho encontrei Celso, um morador local que havia construído uma jangada de bambu e a guardava em uma pequena caverna no costão. Ele me deu informações e me falou que se eu não quisesse ir até o fim pelo costão, logo adiante havia uma saída para uma trilha que acabava na estrada. Como o mar estava um pouco bravo resolvi pegar esta trilha e ir para a estrada. Ao chegar visitei a antiga Igreja Matriz de São Joaquim, que estava interditada para restauração, a Gruta Nossa Senhora de Lourdes e tomei um banho de mar. Fiquei hospedado no Hostel Cidade Baixa, por R$ 40,00 a diária, com direito a uma cama e café da manhã. Fiquei só no quarto e pude usar a televisão da sala e a geladeira. Lá havia um cachorro labrador preto chamado Chumbo que pareceu gostar de mim ::cool:::'>. Comprei pão por R$ 2,55 no Supermercado Silveira (http://www.supersilveira.com.br) e chuchu, laranja e doce de leite por R$ 3,19 no Supermercado Althoff. Paguei tudo com cartão de crédito.

 

Para as atrações de Garopaba veja http://www.garopaba.sc.gov.br/turismo/item/Atrativos e http://www.guiasantacatarina.com.br/garopaba. Os pontos de que mais gostei foram as paisagens ::otemo::, as praias, a Cachoeira do Siriú ::otemo::, as dunas ::otemo:: e as montanhas ao fundo ::otemo::.

 

Na 5.a feira 19/11 comecei o dia com um banho de mar, fui conhecer a igreja matriz nova e pedi informações no escritório de turismo da praça principal, onde uma gaúcha deu-me informações variadas e me disse que o Parque Estadual do Tabuleiro estava fechado, fato que me fez desistir de ir a ele. Fui até a praia e segui em direção à Guarda do Embaú. Logo de início reencontrei o Celso, que estava com Dedé e outros amigos pescadores, e me cumprimentou. Conversamos um pouco sobre a minha caminhada do dia que começava e nos despedimos. A seguir reencontrei o casal de Foz do Iguaçu, que me disse que havia trilha a seguir sem problemas. Segui pelas Praias do Siriú, que estavam em boa parte desertas e pude apreciar suas dunas enormes ::otemo::. Ao término perguntei a uma moça e seu marido se havia trilha para a Gamboa. A moça primeiramente me disse que não e que eu deveria ir pela estrada, mas quando o marido chegou disse-me que existia uma trilha pelo morro (disse que a trilha pelo costão estava abandonada) e que talvez estivesse com muito mato, mas era possível segui-la. Fui tentar, mas quando o mato começou a tomar conta da trilha eu a perdi, mas continuei tentando reencontrá-la. Como conclusão eu me perdi no meio do mato ::essa::. Fiquei ali por uma meia hora perdido até encontrar a saída. Quando estava voltando para ir pela estrada, vi uma bifurcação na trilha e resolvi experimentar ir pelo outro ramo da bifurcação, que originalmente eu não havia pego. Novamente o mato tomou conta da trilha, mas desta vez eu não me perdi (porque o mato ficou muito alto) e resolvi voltar. Na volta pela estrada vi a placa para a Cachoeira do Siriú e fui conhecê-la. Perguntei a moradores das redondezas se era permitido entrar e disseram que sim. Adorei-a ::otemo::, principalmente pelo calor e por propiciar ótimo local para meditação, que pude fazer. Depois de aproveitá-la, peguei a estrada e fui até a Praia da Gamboa. Lá tomei um banho de mar e rumei para a Guarda do Embaú. No meio da caminhada 2 homens em um jipe ou similar pararam e me disseram para não tentar atravessar o canal que separava a praia do povoado da Guarda, porque a correnteza era muito forte. Disseram-me para tentar pegar carona com um pescador. Como já estava escurecendo, fiquei um pouco preocupado, pois não sabia do canal e estava com a mochila nas costas :shock:. Ao chegar lá, alguns surfistas estavam saindo do mar para ir embora e um deles deu uma carona para a minha mochila em sua prancha ::cool:::'>. Na Gurda fiquei hospedado no Hotel Maria Eduarda, da Conceição, por R$ 40,00 a diária paga em dinheiro. Teria ficado no Camping do baiano, mas ele se irritou quando perguntei se o café da manhã estava incluído na diária mais barata de R$ 25,00 e resolvi ir embora (acho que ele teria me mandado embora se eu tivesse decidido ficar) :(. Um rapaz ensinou-me como chegar neste camping. Comprei pão, cenoura, pepino, chuchu e laranja por R$ 4,64 no Supermercados Santos (http://www.supersantos.com.br/) com cartão de crédito.

 

Para as atrações da Guarda do Embaú veja http://www.guardadoembau.com.br, http://www.vamosguarda.com/pt/conheca-guarda-embau/atracoes-guarda-embau.html e http://www.feriasbrasil.com.br/sc/guardadoembau/oqueverefazer.cfm. Os pontos de que mais gostei foram as paisagens ::otemo:: ::otemo::, as praias ::otemo:: e a vista do Pico do Urubu ::otemo::.

 

Na 6.a feira 20/11 fui conhecer o entorno da Guarda do Embaú, que era meu ponto final de caminhada pelas praias. Comecei o dia com um banho de mar (e de canal antes, pois era necessário atravessá-lo para chegar à praia). Perto do canal não achei o mar muito bom para brincar ou boiar, porque seu solo era irregular e tinha zonas fundas entre zonas rasas. Nestas zonas fundas as ondas, que eram muitas, junto com a correnteza, dificultavam a locomoção. Para surf talvez fosse bom, mas para as brincadeiras que costumo fazer com as ondas não foi muito proveitoso, além de demorar para conseguir sair das zonas fundas. Depois fui pelas trilhas do costão no morro próxima à Guarda. Passei pelos costões, pela Prainha, pelo Utopia, pela Praia do Maço e fui até a Praia de Cima da Pinheira. Todo este circuito teve paisagens muito bonitas ::otemo::, em sua maioria de praias desertas (talvez por estar fora de temporada e o tempo não estar totalmente aberto). Dali fui andando pela praia e pelo costão até a Praia da Pinheira de Baixo e segui por uma ampla faixa de areia até a Ponta do Papagaio e a Praia do Sonho. Atravessei para o outro lado da Praia do Sonho e fui até o fim, onde acabou a praia e começou uma ruazinha de terra, onde moradores locais me disseram que ali acabava o caminho e para continuar era necessário pegar a estrada. Para frente não havia trilhas e era área indígena. A próxima parada seria a Enseada do Brito, mas ficou para uma próxima viagem. Voltei pelo mesmo caminho, só que quando cheguei ao fim da Pinheira de Baixo retornei pela estrada. Como cheguei na Guarda perto de 17 horas, informei-me sobre a trilha para o Pico do Urubu e lá fui. Gostei muito da vista lá de cima ::otemo::, alcançando boa parte da orla, a Praia da Guarda e da Gamboa mais ao longe e a vegetação, além do lindo mar. Ainda fui à Prainha novamente, só que desta vez pela trilha por dentro do Morro e fiquei lá apreciando a paisagem por algum tempo ::otemo::. Reencontrei o rapaz que me havia ensinado onde era o camping do baiano e ele disse que eu deveria estar achando aquilo um paraíso, visto que morava no meio da loucura de SP :D. Comprei cenoura, pepino, chuchu, laranja e goiabada por R$ 7,98 no Supermercados Santos com cartão de crédito.

 

No sábado 21/11, depois do banho de mar e de canal, peguei um ônibus da empresa Paulotur (http://www.paulotur.com.br) para Florianópolis por R$ 14,00 pagos em dinheiro, que levou cerca de 1 hora. Achei a paisagem muito bonita ::otemo::, com as praias, a vegetação, as montanhas ao lado e a parte urbana das cidades, incluindo a Ponte Hercílio Luz. Em Florianópolis, no Terminal Urbano Velho (a cerca de 1 km da rodoviária, perto do Mercado) peguei um ônibus para São Bonifácio, cidade na parte de trás da Serra do Tabuleiro. A empresa era TCL (http://www.transportescapivari.com.br) e paguei R$ 20,25 em dinheiro. A viagem levou cerca de 3 horas, com um trecho imprevisto de lentidão na estrada de cerca de 30 minutos. Achei a paisagem muito bonita também ::otemo::, que além de ter as praias e a vegetação no início, teve também a serra, com cachoeiras no meio das montanhas, vales e toda a mata exuberante ::otemo:: ::otemo::. Em São Bonifácio fiquei hospedado no Hotel da Shirley, com TV, banheiro coletivo e sem café da manhã por R$ 35,00 a diária em dinheiro. A responsável deu-me um mapa com as atrações da cidade. Eu era o único hóspede e fiquei sozinho, sem atendentes. Ela me deu tudo de que eu precisava e foi para sua casa que era próxima, mostrando-me onde era caso eu precisasse de algo. Comprei pão de milho e pão de chocolate na padaria em frente ao Mercado Buss por R$ 6,70 em dinheiro, queijo minas frescal no Mercado Buss por R$ 2,45, doce de morango por R$ 4,95 no Mercado São Bonifácio e banana, laranja, cebola e chuchu no Mercado Hawerroth (https://www.facebook.com/MercadoHawerroth) por R$ 2,35, estes 3 últimos com cartão de crédito. Após conversar e me informar com funcionárias do hospital e o pastor da Assembleia de Deus, cujo templo seria inaugurado no dia seguinte, aproveitei o fim da tarde para conhecer as igrejas católica, luterana e Assembleia de Deus, a praça, a gruta do centro, o antigo seminário (atual hospital) e ir até o morro onde ficava a torre com uma antena de transmissão (que disseram ser a Torre da Tim), cuja vista muito me agradou ::otemo:: e em que parei alguns instantes para meditar. Ainda fui ver a praça e a igreja matriz à noite iluminadas.

 

Para as atrações de São Bonifácio veja http://saobonifacio.sc.gov.br/turismo/item/Atrativos, http://turismo.sc.gov.br/cidade/sao-bonifacio e http://www.cidadedesaobonifacio.com.br/PontosTuristicos. Os pontos de que mais gostei foram a Cachoeira do Capivari ::otemo::, a Serra do Tabuleiro ::otemo::, as paisagens ::otemo::, a mata ::otemo::, as casas de enxaimel ::cool:::'> e as grutas ::cool:::'>.

 

No domingo 22/11 fui conhecer os arredores da cidade e seus atrativos naturais. Saí com um sapato arrebentado para enfrentar as trilhas e estradas de terra, o que pode ter causado algum estranhamento na população. Comecei andando pela rodovia cerca de 10 Km até o Parque Municipal, onde ficava a nascente do Rio Capivari e a Gruta São José, de que gostei muito pelo contato com a natureza e sua integração entre esta e o local religioso ::cool:::'>. No caminho passei pelo pórtico, por outras grutas, como a Gruta Bom Pastor ::cool:::'>, e uma outra dentro de um restaurante, cujos donos me permitiram visitar. O caminho em si, todo rodeado de propriedades rurais, rios, montanhas e mata pareceu-me muito belo ::otemo::. Na volta, após andar um pouco entrei numa estrada lateral para conhecer casas de enxaimel, mas só fui até a do delegado, que era de enxaimel em dois andares, porém era recente, pois as outras eram bem mais longe. Nesta estrada havia paredões de rocha num trecho, que achei interessantes ::cool:::'>. Voltando à rodovia, fui até a estrada que ia para a Cachoeira do Capivari. Após perguntar para várias pessoas e quase desistir, consegui falar com uma moradora bem próxima do local, que me disse que o acesso era livre e me ensinou por onde entrar. Achei a cachoeira espetacular, com seus vários patamares e seus inúmeros pontos de hidromassagem natural ::otemo::. Era possível subir por um longo trecho por trilhas laterais e apreciar a beleza de vários pontos e sob vários ângulos. Fiquei lá bastante tempo só e, somente quando já estava indo embora, chegou um casal. Depois voltei para a rodovia e fui até a estrada que ia para a Serra do Tabuleiro, em cujo começo havia uma casa de enxaimel de 1915 ::cool:::'>. Pedi informações a moradores locais e me disseram que era possível ir até o fim da estrada e depois pegar uma trilha para se chegar até o topo da serra, porém isso levava cerca de 4 horas. Era inviável para mim, porém decidi ir até o fim da estrada para apreciar a paisagem, de que realmente gostei muito ::otemo::. Após voltar, pegando a rodovia novamente, saí em outra estrada em direção à Cachoeira do Cedro. Consegui informações com passantes locais e cheguei à cachoeira, que me pareceu interessante, mas bem menos espetacular que a do Capivari. Mesmo assim, gostei e pude aproveitar as quedas de água para hidromassagem natural ::cool:::'>. Após sair de lá ainda andei pela estrada um pouco mais por subidas para apreciar a vista da mata. Depois voltei para a rodovia e, quando estava chegando na entrada da cidade, uma viatura policial parou-me para averiguação. Os sargentos Gonzaga e um nome parecido com Zot disseram que várias pessoas haviam telefonado sobre um andarilho desconhecido, pediram meus documentos e fizeram a verificação de meus antecedentes e até pediram para um atendente remoto entrar na minha página pessoal na Internet para verificar as informações. A abordagem foi com respeito e sem problemas. No final me liberaram e pediram que eu entendesse que era uma cidade pequena de colonos alemães que estranhavam pessoas desconhecidas. Imagino que o sapato contribuiu para isso ::lol3::. Antes de dormir ainda acenei para a viatura que passava, mostrando onde estava hospedado.

 

Na 2.a feira 23/11, como não havia ônibus para São Martinho e como a distância era de cerca de 50 Km, decidi ir caminhando para poder apreciar a paisagem da serra e os vilarejos. Após despedir-me da encarregada do hotel e de passar na casa de produtos coloniais para tentar comprar um pão de milho, sem sucesso porque só abria de 5.a ou 6.a feira a domingo, peguei a estrada rumo a São Martinho. Gostei muito da paisagem na estrada, principalmente pelas montanhas, mata e vistas de pontos elevados ::otemo::. Garoou um pouco, mas nada que comprometesse o passeio. Passei em alguns povoados que tinham bonitas e grandes igrejas e em Vargem do Cedro, onde também havia grutas ::cool:::'>. Havia duas possibilidades de caminho e a maior parte das pessoas me disse que por Vargem do Cedro era mais curto e foi por onde eu fui. Entrei na Fluss Haus, um estabelecimento turístico de origem alemã, para tentar comprar um pão salgado, posto que sentia minha pressão ter caído. Porém só havia pães doces e eu não quis. Depois fui a uma gruta indicada na estrada e quando voltei uma viatura policial veio ao meu encontro novamente para fazer averiguações. Eram os sargentos Silva e Santos, que fizeram uma abordagem correta, sem nenhum problema. Disseram que a camisa rasgada (a mochila a rasga nos ombros) não combinava com minha história e que eu não devia ficar "invadindo" casas. Imagino que eles se referiram a Fluss Haus, que deve ter sido quem os chamou. Depois de eu lhes explicar e verificarem tudo, novamente falaram que o pessoal destas localidades pequenas não está acostumado a estranhos, ainda mais vestidos como eu. Disseram que iriam avisar todos os outros da minha pessoa, para que não fosse mais parado pela polícia e me indicaram alguns pontos turísticos no resto do caminho. Acho que o sapato colaborou novamente para chamarem a polícia. Acho que não peguei exatamente a bifurcação de que os policiais falaram, mas passei por uma linda cachoeira de que eles haviam falado ::otemo::, dentro de um hotel na estrada. Cheguei a São Martinho perto de 18 horas. Lá fiquei hospedado no Hotel Sumaré, cuja proprietária era a Apolônia (lembrou-me até aquele quadro da Praça Brasil). Paguei R$ 30,00 a diária em dinheiro, com direito a TV, uso da cozinha, incluindo geladeira, banheiro externo e sem café da manhã. Comprei pão, chuchu e laranja no Supermercado Warmeling por R$ 5,34. Rodolfo, provavelmente dono do mercado, deu-me bananas caturras que estavam muito maduras, não aceitando que eu pagasse. Comprei ainda doce de uva por R$ 2,35 no Supermercado Michels (https://www.facebook.com/supermercado.michels), ambos pagos com cartão de crédito. Ainda fui dar uma volta pelo centro da cidade, para ver os monumentos e a igreja matriz. O termômetro marcava perto de 15 C por volta de 21 horas, mas me parecia estar mais quente.

 

Para as atrações de São Martinho veja http://www.saomartinho.sc.gov.br/turismo/item/Atrativos e http://turismo.sc.gov.br/cidade/sao-martinho. Os pontos de que mais gostei foram a serra ::otemo::, as paisagens ::otemo::, as cachoeiras ::otemo:: e o Santuário de Albertina ::otemo:: ::otemo::, este já no município de Imaruí.

 

Na 3.a feira 24/11, como havia feito uma bolha no pé e como estava ameaçando garoar, decidi sair de chinelo para ir visitar a Cachoeira Nossa Senhora Aparecida. Andei cerca de 1 hora e com a ajuda de placas e informações das pessoas achei a Cachoeira, logo depois do frigorífico. Os antigos donos estavam lá e me disseram que o acesso era permitido. Gostei dela, com seus dois patamares, embora a tenha achado menos natural que as outras ::cool:::'>. O poço, que em alguns pontos não dava pé para mim, pareceu-me interessante para nadar, apesar da correnteza em alguns trechos. Subir nela não foi difícil e a vista dela a partir de seu meio agradou-me. Havia pontos em que era possível a hidromassagem natural ::cool:::'>. Depois de ficar algum tempo lá, voltei para a cidade e fui conhecer mais detalhadamente a igreja matriz e o Monumento dos Colonizadores ::cool:::'> da praça central. Depois fui tentar achar algum lugar para sacar dinheiro pelo Bradesco. E consegui um correspondente bancário que quase ninguém conhecia, que era a Loja da Deia, no centro. Já depois da viagem, em SP, descobri que teria que pagar a tarifa de R$ 1,50 por este saque, que me disseram que não seria cobrado. Com o saque, consegui dinheiro suficiente para mais uma diária e para as passagens de ônibus até Jaguaruna. Então, passei pela Secretaria de Turismo, em que a própria secretária atendeu-me e me deu informações sobre outros pontos a conhecer. Fui conhecer os pontos que restavam, começando pelo mostruário da fábrica de móveis clássicos Kleiner Schein (http://www.kleinerschein.com.br) ::cool:::'>, passei pelo Santuário de Albertina (http://www.beataalbertina.com/) ::otemo:: ::otemo:: e terminei na Loja de Móveis e Artesanato Menina Cor (https://www.facebook.com/MeninaCor) ::cool:::'>. Gostei muito de ir ao Santuário de Albertina e poder conhecer a história da menina ::otemo:: ::otemo::. Andei cerca de 8 Km até lá, no povoado de São Luiz, já município de Imaruí. Fiquei cerca de 2 horas na igreja principal, no museu, na gruta e no casarão. No museu pedi para a atendente para eu pegar uma moldura em que havia alguns jornais da época e descrições do que havia ocorrido, pois não conseguia ler de longe devido ao tamanho da letra. Ela concordou e eu o levei até o balcão para ler. Aí perguntei a ela se os papéis eram protegidos, pois estava com medo de derrubar alguma lágrima ou secreção do rosto neles, de tanto que a história me tocou :cry:. Achei-a muito triste, mas ela acabou resultando em superação além da morte. A menina parecia tão doce e bonita nos seus quase 12 anos. A suspeita do assassinato e a acusação falsa recaindo sobre o andarilho fizeram-me entender o medo que a população poderia sentir de estranhos como eu. Depois voltei pela estrada, que agora estava com bastante neblina, mostrando uma vista diferente da serra, mas igualmente interessante. No fim do dia comprei pão, chuchu e laranja por R$ 5,80 no Supermercado Warmeling e doce de banana por R$ 2,35 no Supermercado Michels (https://www.facebook.com/supermercado.michels).

 

Ainda fui dar um último passeio na praça à noite e me preparar para pegar o ônibus para Tubarão às 6 horas da manhã do dia seguinte. Para minha sorte, o motorista dormia no mesmo hotel que eu, então pedi a ele que me acordasse após ter tomado banho. Acho que o sapato estourado realmente assustava as pessoas, pois neste dia, com as mesmas roupas, mas de chinelo, ninguém chamou a polícia com medo de mim ::lol3::.

 

Na 4.a feira 25/11 peguei o ônibus da empresa TCL (http://www.transportescapivari.com.br) para Tubarão por R$ 13,15 pagos em dinheiro. A viagem durou cerca de 1 hora. Não havia ônibus direto para Jaguaruna. Em Tubarão ainda fui ao Supermercado Moniari comprar queijos minas frescal por R$ 5,50 o quilo. Gastei R$ 26,88 com os queijos ao todo. Não achei o doce de leite na promoção que havia visto 2 semanas antes. Ao passar pela Padaria Itália ainda comi 2 cucas de despedida, uma de coco e outra de leite condensado com chocolate ::otemo:: por R$ 4,00 com cartão de crédito. Ao comprar a passagem rumo ao aeroporto, o atendente me disse que com o tempo naquelas condições o voo não conseguiria sair de Jaguaruna. :o Por volta de 11 horas peguei o ônibus para o Trevo do Sangão, que era o ponto mais próximo do aeroporto em que os ônibus passavam. Fui pela empresa Alvorada, paguei R$ 9,75 em dinheiro e a viagem durou cerca de 20 minutos. De lá andei cerca de 6 Km até o aeroporto. Quase chegando lá derrubei um queijo sem ver, mas depois voltei para refazer o caminho e o encontrei logo na entrada do estacionamento do aeroporto. Assim que entrei no aeroporto e fui ao banheiro trocar de roupa, o atendente da TAM disse que já poderia me atender e, quando perguntei sobre a possibilidade de cancelamento do voo, disse que no dia anterior havia sido cancelado depois de 2 semanas sem cancelamento e que se eu quisesse poderia ir para Florianópolis por conta própria antes do voo e pegar outro ou esperar o cancelamento, se isto ocorresse, e a TAM veria qual o melhor procedimento a tomar (transferência para Florianópolis ou hospedagem em Tubarão). Enquanto esperava o voo, pedi a uma moça da loja Domy's Coffee & Tea para usar a mesa para comer um lanche que eu tinha trazido. Ela concordou e me ofereceu gratuitamente café ou algo para tomar para acompanhar o lanche, o que delicadamente eu recusei. Apesar das nuvens e do tempo não tão bom, o avião que vinha de SP desceu e o voo foi mantido. Devido às nuvens não foi possível apreciar a paisagem tanto quanto na ida, mas deu para ver alguns trechos. O voo saiu e chegou dentro do horário previsto.

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Nossa, que aventura! Gostei muito da sua história! ::cool:::'>

Eu vou pra Pinheira daqui uns dias, esse caminho da Praia de Baixo até a Praia do Sonho leva quanto tempo?

Agradeço se tu puder me informar ::otemo::

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Lamlully,

 

Fico feliz que tenha gostado!

 

Se bem me lembro, demorou entre 1 e 2 horas. Na ida, quando fui apreciando a paisagem, parando para ver vários ângulos e passei pela Ponta do Papagaio, creio que levei até um pouco mais de 2 horas. Mas na volta, quando só parei para um banho de mar e peguei a rua de areia cortando caminho no início, creio que levei cerca de 1 hora e meia, de ponta a ponta, sem apertar o passo.

 

Se tiver tempo de explorar toda a região, creio que vai gostar muito das paisagens do alto dos morros.

 

Boa viagem! :)

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Obrigado pela resposta ::otemo:: Sabendo o tempo, eu posso me preparar levando bastante água na caminhada. Pretendo percorrer todas essas praias da Pinheira que tu citou, deveser um espetaculo a vista!

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