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Fim de ano no litoral sul de SC: Laguna, Garopaba, Praia do Rosa

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Emendão de Natal + fim de semana = 4 dias nas mãos. Onde ir? Ficamos uns meses pesquisando ofertas e, dadas as opções, escolhemos Floripa. Mas não para ficar lá, a ideia era explorar o litoral sul de SC. Decidimos fazer base na Praia do Rosa, lugar em que passamos um ótimo fim de semana uma vez e que deixou gostinho de quero mais. Havia uma certa tensão, ou receio, porque desrecomenda-se amplamente a altíssima temporada (leia-se Réveillon e Carnaval) por lá para quem não busca agito, que é o nosso caso. Mas avaliamos que valia a pena. De fato, houve nítido aumento de carros, gente e agito a partir do sábado dia 26.

 

Base no Rosa, explorar Laguna e Garopaba. Eis o plano básico.

 

Eis que, chegando perto da viagem, descubro que a Azul cancelou os dois voos que havíamos comprado. A logística original era ótima, com voos diretos de ida e volta, via sdu e sempre de noite. Remarcamos a ida, com uma chata conexão em vcp, e a volta direta, só que saindo no meio da tarde. Paciência.

 

Para piorar, a previsão de tempo para o período era nublado com chuvas -- sempre acima de 10mm. Todos os dias. Lugar de praia com chuva... Paciência II.

 

Deu tudo certo na ida. Dia de calor tradicionalmente infernal no Rio, chegada com o tempo previsivelmente nublado em Floripa. Chegamos, pegamos o carro e disparamos para o Rosa. No caminho, muitos relâmpagos e alguma chuva. Felizmente nada pesado. Mais felizmente ainda, a chuva passou. Os raios constantes pareciam ser no oceano. Amem. Fizemos nosso check-in na pousada e fomos para o centrinho jantar.

 

Quinta-feira - Laguna

Céu nubladaço. Como previsto. Partimos de manhã para Laguna. Fica a uns 50km do Rosa.

 

Laguna foi cidade importante na Guerra dos Farrapos. Foi palco da República Juliana, um breve período em que foi proclamada a independência da então Província de Santa Catarina. Foi nesse cenário que Anita Garibaldi conheceu Giuseppe Garibaldi. A cidade preserva alguns monumentos à histórica heroína – estátua, uma casa onde se vestiu antes do casamento e um museu.

 


  • Anita Garibaldi – Anita foi a mulher do revolucionário Giuseppe Garibaldi, tendo acompanhado-o em combates no sul do Brasil, Uruguai e Itália.

 

Largamos o carro na praça central e fomos explorar a área. Igreja Matriz, Casa da Anita, Praça Juliana, Museu da Anita, Fonte da Carioca e Casa Pinto D'Ulyssea (essa estava fechada). É interessante.

 

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Igreja Matriz de Laguna

 

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Casa de Anita Garibaldi -- mas ela só esteve lá para se vestir para o casamento

 

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Museu da Anita

 

No fim da manhã pegamos o carro e partimos para conhecer o Farol de Santa Marta. Tem de pegar uma balsa, que cruza rapidamente o canal da Lagoa do Santo Antônio. No curto trajeto vi uma galera do lado com carro de Feira de Santana. Pareceu-me que eram viajantes pelo Brasil, falavam de outros finais de ano em outros cantos do país. Depois encontramos o mesmo carro no dia seguinte em Garopaba.

 

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Cruzando a Lagoa de balsa

 

Do outro lado do canal a estrada está asfaltada até a entrada para a região do Farol. No caminho até o Farol, um belo visual. Na região (bairro?), um esquema mis tranquilo. Gostei muito do clima do Farol. Paramos o carro e fomos subir o farol. Não o próprio, que é fechado para visitação, mas a área no entorno. O morro, que proporciona belos visuais. Mesmo nublado! Do alto, vimos a linda vastidão da Praia Grande – deserta, com dunas. Tentadora. Zero de infra. Ao menos foi o que me pareceu. Li que o acesso também é complicado. Ficamos só admirando lá do alto mesmo.

 

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O Farol de Santa Marta

 

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Visual do alto

 

Descemos contornando o pequeno cemitério que tem na encosta, e nos deparamos com várias casas simples e bonitas de madeira – aliás, algo relativamente comum na região. Todas com presumíveis belas vistas do mar. E do Farol.

 

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Curti essa ousadia arquitetônica

 

Lá embaixo tinha uma galera tentando emplacar a praia do Farol (Prainha), mesmo com o tempo cinza. Andamos um pouco pela área, nos deparamos com uma curiosidade arquitetônica e voltamos. Ainda paramos na Praia do Cardoso, outra vasta praia que fica logo na entrada do bairro (daquela ponta que se chama Farol de Santa Marta).

 

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Praia do Cardoso -- vaziaça, num templo nubladaço

 

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O acesso ao Farol

 

Voltamos para a balsa.

 

Em seguida fomos conhecer os Molhes da Barra. É bacana. Tinha uma galera pescando. Outros surfando. Outros fazendo stand up paddle. Tem atração para todos. Ou quase, porque aquele tempo desmotiva quem quer apenas se banhar. E vimos botos também, bem onde o canal desemboca no mar.

 

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Molhes da Barra

 

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O outro lado

 

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Um boto! (não é tubarão!)

 

Seguimos para a Praia do Mar Grosso, a principal da cidade. A praia urbana – que acho que começa ali mesmo nos Molhes da Barra (ou ali tem mais uma Praia Grande, não sei). Andamos um pouco por lá, foi só para conhecer mesmo. Não é das mais atraentes. E fomos finalmente almoçar – escolhemos o tradicional Arrastão. Comemos muito, e muito bem.

 

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Praia do Mar Grosso -- tb vaziaça

 

Já no meio da tarde seguimos para a Praia do Gi, em busca da icônica Pedra do Frade. A Pedra fica, na verdade, entre a Praia do Gi e a Praia do Sol. Salvo engano meu, claro. Dá pra chegar perto de carro, mas preferimos deixa-lo lá embaixo e subir a pé mesmo. A pedra é muito legal! Daquelas que você fica encucado de entender como aquilo permanece de pé, sem rolar, tal qual vimos tantas vezes nos lajedos do Cariri paraibano semanas antes. Viva a ausência de terremotos!

 

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A sensacional Pedra do Frade

 

Fechamos a tarde assim e voltamos para o Rosa. Ainda deu para descer até a praia. Vaziaça. Era véspera de Natal, e o tempo estava nublado de dar dó. Mas ainda sem chuva. Choveu alguma coisa, muito pouca, em Laguna, quando estávamos por lá.

 

Mal ficamos na praia, voltamos logo. Saboreamos cervas artesanais da região (destaque para a Lohn bier, de Lauro Muller!) e fechamos nossa noite com pizza, foi nossa “ceia” de Natal. Na verdade, dispensamos as ceias tradicionais, apenas jantamos.

 

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Praia do Rosa -- mais uma praia vaziaça

 

Sexta - Garopaba

Nubladaço, como previsto e como de hábito. Dia de conhecer Garopaba.

 

Primeira parada foi a Praia da Ferrugem. Gostamos da área urbana de lá, pareceu aconchegante. Paramos o carro e fomos passear um pouco na praia. Fomos até o Sambaqui que divide a praia com a da Barra. Belos visuais partir do Sambaqui. A praia é muito bonita, muito legal. Galera estava chegando, mesmo com tempo ruim. Aliás, a Ferradura é uma região a retornar (com tempo bom!).

 

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Praia da Ferrugem, vista das pedras

 

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Com aquele tempo, só um sup salva!

 

Há também um rio que divide a Ferradura com Barra. Muito agradável, espaço para todos. Pode-se curtir o rio ou o mar. E carros estacionados na areia – mas com área delimitada no caso da Ferradura. O outro canto da Ferradura tem o badalado Bar do Zado. Fomos lá conferir. Nublado como estava o dia, não havia muita gente. Sucos e vitaminas saborosos, e que chegavam tão rápido que pareciam antecipadamente prontos!.

 

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Aqui divide Praia da Ferrugem com Praia da Barra

 

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Praia da Ferrugem

 

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Praia da Barra

 

Segunda praia do dia foi a Praia do Silveira. Mais selvagem. Costa que paraíso de surfistas – li que tem das melhores ondas do país. Sem infra na praia. Estão asfaltando o acesso, mas ainda falta concluir. Complicado de parar o carro para ir lá, mas achamos um estacionamento/restaurante chamado Quiosque da Praia. Paramos e fomos curtir um pouco a praia. Andei, voltamos. Fizemos uma breve pausa para bolinhos de bacalhau – pequenos, mas saborosos -- do Quiosque.

 

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Praia do Silveira

 

Depois fomos para Garopaba propriamente dita. Paramos na Praça 21 de Abril, onde tem a Igreja Matriz da cidade. A igreja estava em reforma, pareceu bem acabadinha. E fomos passear pela praia. Estava cheia. A mais cheia que vimos até então. Mesmo com o céu cinza-preto. De tão cinza-preto, o céu decidiu descarregar e nos pegou no meio da caminhada pela praia. Chuva desceu de uma forma que precisamos nos abrigar.

 

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Comecinho da Praia de Garopaba -- pouco antes de a chuva cair

 

Depois de um amigável abrigo num quiosque, fomos almoçar. A ideia era saborear uma anchova da região, e assim fomos. A dica era o Zanoni, mas não abriria no dia 25. Escolhemos algum restaurante da praia mesmo. Saboreamos uma anchova.

 

Voltamos para Praia do Rosa, descansamos e depois fomos curtir o som do Lola -- lugar que fomos da outra vez e que sempre tem boa pizza, cervas locais e banda de rock tocando. Não precisamos de mais do que isso!

 

Sábado – Praia do Rosa

Dia estranho. Chegou até a abrir sol, o que nos fez sair em disparada à praia. Praia do Rosa, diga-se. Era dia dela, a propriamente dita. Sacolão térmico recheado de cervas e gelo, lá fomos até o Rosa apreciar o sol. E o sol perdurou por toda a manhã, ainda que em maio às nuvens. Um bônus! À tarde deu lugar ao tempo padrão do período, aquele nublado cinza. Então fomos finalmente fazer a trilha até a Praia Vermelha, que fica logo ao lado. Coisa de 20 minutos, se tanto, de uma trilha simples via Rosa Norte.

 

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Deu sol no Rosa!

 

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A caminho da Praia Vermelha -- de tarde já não havia mais sol

 

E a Praia Vermelha é desses cantinhos que me fazem querer voltar um dia para passar o dia por lá. Sem acesso direto (ao menos é o que li), somente por trilha, a vasta praia pode ser sua por um dia. Sua e de mais alguns, se você não for na altíssima temporada (acho eu). Plana, boas ondas. Faltou mesmo foi um bom tempo para apreciarmos a beleza real dela (a beleza real de uma praia só se avalia, na minha opinião, sob sol, céu aberto). Mas contentamo-nos com a beleza que imaginamos.

 

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Caminho meio urbanizado

 

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Praia Vermelha

 

Curtida a praia (não esticamos até a do Ouvidor -- fica para uma próxima vez, que haverá de ter), ainda retornamos ao Rosa para curtir o fim de tarde por lá. Nublado, mas ao menos sem chuva.

 

Nesse dia fomos novamente para curtir o som do Lola. E ainda esticamos por algumas várias saideiras antes de finalmente chapar na cama.

 

Domingo - Palhoça

Ficamos esperançosos de o domingo surpreender e dar sol novamente, daí acordamos praticamente ao sol nascer. Mas... o dia clareou sem sol mesmo. Nubladaço, como de hábito. Ou até mais, não sei. Com direito a uma chuvinha, praticamente um sereno. Some-se a isso uma leve ressaquinha e ainda ficamos um tempo na pousada, até decidirmos fazer o check-out e seguir até Palhoça. Daquele jeito não rolaria praia, e só teríamos a manhã para curtir praia. Nosso voo de volta era no meio da tarde e, em Palhoça, ficaríamos mais próximos de Florianópolis.

 

Já estivéramos antes na Guarda do Embaú – é um lugar que merece nossa volta para um fim de semana dedicado --, dessa vez fomos explorar outros lugares. Começamos pela Praia de Cima. Complicado de estacionar nos arredores. O lugar conserva um quê de lugar praiano com ruas estreitas. A praia é pequena e deu pra ver que é bonita. A praia estava enchendo naquela manhã, conforme o céu ia se tornando menos cinzento. Até que chegou a abrir o tempo! Curtimos um pouco a praia, fizemos uma curta trilha no canto direito que proporciona belo visual da praia (da praia é possível ver o sul da ilha de Florianópolis, mais ou menos a área da Praia dos Naufragados). De lá demos uma passada rápida para conferir a Praia da Pinheira, acho que a maior da região.

 

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Praia de Cima -- vista da trilha que sai pelo canto direito

 

Seguimos para Floripa para almoçarmos antes do voo de volta. A ideia era ir até Ribeirão da Ilha, mas achamos melhor não arriscar o tempo e paramos num quiosque da Beira Mar mesmo. Petiscamos, curtimos o belo visual da cidade graças a uma rara abertura do tempo. Parecia até que aquele era um dia de sol. Tempo aberto embeleza a vida!

 

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E o sol abriu em Floripa!

 

Depois do almoço de despedida partimos de volta para o aeroporto. Dia seguinte já era dia de trabalhar. Mais um feriado explorando algum canto do Brasil!

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Muito bom o seu relato. ::otemo::

Eu fui pra praia do Rosa 1 semana antes, fiquei 5 dias sendo que apenas em 2 deles fez sol. :cry: Eu fiz essa trilha da praia vermelha com o tempo nublado, e de inicio estava um pouco chateada pois achava que não iria aproveitar muito, mas foi bom pois ainda sentamos no morro no meio da trilha pra aproveitar o visual, se estivesse aquele solaço, não iria dar Nós (eu e meus 2 filhos) estávamos super queimados do sol do dia anterior, então seria bem incomodo.

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