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Fabiano Gauss

[AGORA COM VÍDEO] TAILÂNDIA, 21 DIAS - COM FOTOS/ DEZ 2015 (DIA A DIA + CUSTOS) RELATO DE VIAGEM

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Faaala galera, viajantes, tudo bem?!

 

 

Começo agora meu relato dessa maravilhosa e inesquecível viagem que fiz com minha esposa à Tailândia e Emirados Árabes (Dubai) em Dezembro de 2015 à janeiro de 2016.

Esse relato que você começa a ler agora será só da Tailândia, farei posteriormente o relato de Dubai, separado. Fiz essa viagem 100% por conta própria. Acredito que devo ter lido a maioria dos relatos existentes na internet de brasileiros que foram à Tailândia. Viajei junto com esses escritores a cada relato que lia, mas nada como realmente colocar os pézinhos naquela terra maravilhosa, de povo de olhinho puxado e nariz redondinho e que falam estranho pra caramba. Portanto, meu papel aqui é retribuir e deixar conteúdo para outros sortudos que farão viagem similar a minha.

 

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Não está programando sua viagem pra Tailândia ainda?! Tá esperando o que, o país é surreal e provavelmente será a melhor viagem da sua vida.

 

VÍDEO RESUMO DA TRIP!

 

 

Nosso roteiro dia a dia.

 

Tínhamos um mês de férias, como a maioria dos Brasileiros. Como não há voo direto para a Tailândia, e compramos nossas passagens pela Emirates que faz conexão em Dubai, decidimos por conhecer essa cidade também. Não tínhamos pretensão inicial de ir a Dubai, foi questão de oportunidade. É bem comum combinar a viagem à Tailândia com outros países da região chamada de Sudeste Asiático: Camboja, Vietnã, Laos, Indonésia e outros. Mas pesquisando, resolvemos dessa vez ficar só pela Tailândia e posteriormente fazer outra viagem só para estes outros países e ter mais tempo para conhecê-los.

 

Bom, vamos lá! Nosso roteiro, e resumidamente o que fizemos dia a dia, ficou assim:

 

09/12/15 – São Paulo (Embarque no Aeroporto de Guarulhos/Emirates)

10/12/15 – Conexão em Dubai e chegada a Bangkok (Devido a conexão de 12 hs, usufruímos do “Dubai Connect” oferecido pela Emirates, explico melhor depois. Chegamos nesse mesmo dia a noite em Bangkok e fizemos um primeiro reconhecimento da área em que nos hospedamos, Khao San Road)

11/12/15 – Bangkok (visita aos principais templos de Bangkok)

12/12/15 – Bangkok (Floating Market e MBK Mall)

13/12/15 – Bangkok/Chiang Mai (Voamos no horário do almoço para Chiang Mai e como era domingo visitamos o Sunday Market)

14/12/15 – Chiang Mai (Tiger Kingdon, Templo Doi Suthep, Zoo Chiang Mai)

15/12/15 – Chiang Mai (Um dia com Elefantes)

16/12/15 – Chiang Mai (White e black Temple em Chiang Rai)

17/12/15 – Chiang Mai/Krabi (Voo bem cedinho para Krabi. Neste mesmo dia visitamos Raillay Beach)

18/12/15 – Krabi (Tour 4 Islands)

19/12/15 – Krabi (Tour Hong Islands)

20/12/15 – Krabi (James Bond Island)

21/12/15 – Krabi/Koh Phi Phi (Ida pela manhã para Koh Phi Phi. À tarde fizemos o primeiro reconhecimento da ilha)

22/12/15 – Koh Phi Phi (Private tour para Maya Bay, Monkey Island, Mosquito Island e Bamboo Island.)

23/12/15 - Koh Phi Phi (Private Tour para Wang Long e Nuy Bay)

24/12/15 - Koh Phi Phi (Voltamos em Wang Long)

25/12/15 - Koh Phi Phi/ Bangkok (Dia perdido só de translado para bangkok: barco e vôo)

26/12/15 – Bangkok (Chatuchak Market)

27/12/15 – Bangkok (Tour para Ayutthaya)

28/12/15 – Bangkok (Chinatown e depois Shoppings de Bangkok)

29/12/15 – Bangkok (Sirocco e nana Plaza)

30/12/15 – Bangkok/ Dubai (Bye bye Tailândia, partiu Dubai)

31/12/15 – Dubai - Relato: dubai-economico-6-dias-faca-uma-viagem-ostentacao-sem-gastar-muito-reveillon-2016-roteiro-fotos-custos-t130634.html

01/01/16 – Dubai

02/01/16 – Dubai

03/01/16 – Dubai

04/01/16 – Dubai

05/01/16 – Dubai/São Paulo

 

Nosso roteiro inicial não previa tantos dias em Bangkok, alguns desses dias seriam para ir ao Camboja, mas como os voos para lá estavam salgados na a época da nossa viagem e resolvemos não encarar a viagem de ônibus que é possível fazer de Bangkok a Siem Reap no Camboja, acabamos ficando mais tempo em Bangkok. Realmente não há necessidade de ficar tanto tempo assim em Bangkok, eu te indicaria 4/5 dias por lá, mas nós ficamos e não nos arrependemos, tem muita coisa para fazer por lá.

 

 

Quanto eu gastei?

 

Preço dos passeios

 

Grand Palace - 500 Baht a entrada por pessoa (fomos a pé) = 1000 Baht o casal.

 

What Po - 100 Baht a entrada por pessoa (fomos a pé) = 200 Baht o casal.

 

Floating Market – 400 Bath por pessoa o transporte + 150 Baht o barco por pessoa = 1100 Baht o casal.

 

Tiger Kingdom - 1400 Baht por pessoa (pacote Smallest e Big cats) + 200 Baht de transporte ida e volta para o casal = 3000 Baht o casal.

 

Templo Doi Suthep e Zoo Chiang Mai – 40 Baht por pessoa a entrada do templo +30 Baht por pessoa o elevador para subir no templo + 150 Baht por pessoa a entrada do Zoo + 100 Baht por pessoa para a área dos Pandas + 450 Baht o casal em transporte para ambos os lugares = 1090 Baht o casal.

 

ChangYim Elephant Farm – 2200 Baht por pessoa (transporte e almoço incluído) = 4400 Baht o casal.

 

Tour para o White Temple – 2000 Baht por pessoa (transporte e almoço incluído) – 4000 Baht o casal.

 

Railay Beach – 200 Baht por pessoa o transporte de barco ida e volta = 400 Baht o casal.

 

Tour para 4 Islands, Hong Islands e James Bond Island – 4000 Baht o casal com todo transporte e almoço incluído.

 

Private Tour de 6 horas para Maya Bay, Monkey Island, Mosquito Island e Bamboo Island – 2800 Baht o casal (sem almoço incluído).

 

Private Tour de 3 horas para Wang Long e Nuy Bay – 1500 Baht o casal (sem almoço incluído).

 

Private Tour de 2 horas para Wang Long – 1000 Baht o casal (sem almoço incluído).

 

Aluguel de Caiaque de 2 horas – 150 Baht cada hora = 300 Baht o casal.

 

Tour para Ayutthaya – 500 Baht por pessoa (transporte e almoço incluído) = 1000 Baht por pessoa.

 

 

Gastos com alimentação

 

O gasto com alimentação é bem particular de cada pessoa, mas eu e a esposa gastamos em média 900 Baht por dia, logo:

 

- 800 baht por dia o casal em alimentação.

 

- 16000 Baht o casal em alimentação para 20 dias.

 

Dava para ter gasto menos tranquilamente, comemos muitas vezes em restaurantes que não eram dos mais baratos.

 

 

Preços das Hospedagens

 

Todos os quartos escolhidos são para casal, com banheiro privativo e ar condicionado, essas eram nossas exigências pessoais. Todos reservados e pagos antecipadamente pelo Hotéis.com e Booking. Não tivemos nenhum problema quanto às reservas. É importante você observar ao pagar a hospedagens nesses sites, se haverá taxas adicionais a serem pagas no hotel, no nosso caso dizia que não, e realmente não nos foi cobrado nada a mais. Levamos impressos os comprovantes, na verdade nem precisava, eles simplesmente checavam o passaporte e era isso. Todas as vezes que chegamos adiantados no hotel, nos foi gentilmente liberado antecipadamente o quarto. Alguns dos hotéis nos pediram um valor "x" como caução (30 à 50 reais), que nos era devolvido no check-out.

 

-D&D Inn em Bangkok (região da Khao san Road) – 8 diárias/ 762 reais (Hoteis.com)

 

-Thana Hotel em Chiang Mai – 4 diárias/240 reais (Booking.com)

 

-PK Mansion em Krabi – 4 diárias/420 reais (Hoteis.com)

 

-Chao Koh Hotel em Koh Phi Phi – 4 diárias/1098 reais (Hoteis.com)

 

 

Preços dos voos.

 

-São Paulo para Tailândia (Emirates +- 3600 reais por pessoa. Voo com conexão em Dubai na ida e Stopover de 6 dias também em Dubai na volta. O Stopover na época não alterou o preço do voo)

 

-Bangkok p/ Chiang Mai (Nok Air, 92 reais por pessoa. A idéia inicial era fazer esse trajeto de trem noturno, mas o preço da passagem de trem estava em torno de 100 reais na época, logo, preferimos o avião)

 

- Chiang Mai para Krabi (Air Asia, 160 reais por pessoa)

 

- Krabi para Bangkok (Thai Lion Air, 82 reais por pessoa)

 

 

TOTAL DE GASTOS COM VOOS + PASSEIOS + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGEM = aproximadamente 14.600,00 REAIS, O CASAL.

 

- Fora isso houveram ainda gastos com tickets de metrô, táxis e tuks tuks pela cidade, jogaria mais uns 400 reais. (tem todos os valores de metrôs, táxis e tuk tuks no relato, só não fiz o levantamento).

 

- Além de gastos pessoais como camisetas, souvenirs e etc.(Muitos desses gastos também citados no relato).

 

 

 

Considerações iniciais

 

 

Dinheiro e câmbio na Tailândia

 

O dinheiro na Tailândia é o Baht, fala-se Bá. Na época em que fomos pagamos 3,89 reais em 1 dólar em certa casa de câmbio aqui no Brasil. A cotação nas casas de câmbio tailandesas estavam em torno de 1 dólar para 35,70 Baht. Um real equivalia a mais ou menos 10 Baht.

Leve dólar para a Tailândia, e lá troque pelo dinheiro deles. Não vi na Tailândia nenhum lugar que trocava o nosso Real por Baht, logo troque aqui no Brasil seu dinheiro por dólar americano, ou claro, leve cartão de crédito, vtm ou o que preferir. Nós levamos todo dinheiro que pretendíamos gastar por lá em espécie, usamos aquelas “doleiras” ou Money Belt. Em tempos de crise levar o dinheiro em espécie, te faz escapar do IOF cobrado nos gastos com cartão de crédito. Mas claro que estávamos também com cartões para urgências ou se gastássemos mais que o previsto, mas no fim ainda trouxemos dólares de volta.

Há casas de câmbio espalhadas por toda a Tailândia. Assim como em todos os países, o câmbio no aeroporto não é dos mais vantajosos. O que eu fiz?! Levei 15 dólares trocado para fazer câmbio,só disso, no aeroporto de Bangkok. Esse valor foi o suficiente para eu e a esposa pegarmos metrô e táxi, e ainda sobrou na verdade. Depois troquei mais dinheiro na região onde me hospedei (Khao San), a qual estava bem mais vantajosa.

Mesmo em tempos de dólar nas alturas, a Tailândia ainda aparece como um país muito barato para nós brasileiros. Só não é barato chegar lá.

Vou dar alguns exemplos de preços, já convertidos em real (DEZ 2015):

Lata de coca cola 1,80 reais

Lata da Pepsi 1,30 reais

Est Cola (Um refri de cola deles que quebra o galho) 1 real

Combo do Chesseburguer no Mc Donalds com batata grande e bebida muito grande, acho que uns 700 ml, 11 reais. Isso no Mc da Khao San e de Chiang Mai, Em Krabi o Mc já era mais caro, esse combo ia para 18 reais.

Pad Thai. Um macarrão muito bom que você provavelmente vai amar, 4/5 reais.

Camisetas com estampas super legais, de 7 a 20 reais. Trouxe algumas, lavei, deu uma leve encolhida, mas continuam em bom estado.

 

E por aí vai...

 

 

Como se comunicar na Tailândia

 

Com o Inglês ou Tailandês, o que você preferir. Boa parte dos Tailandeses fala inglês. Não tivemos muita dificuldade com o sotaque deles, mas o sotaque existe e atrapalha um pouco. Outra boa parte dos nativos tem uma noção da língua inglesa, e o restante que não fala inglês vai usar de mímica e gestos para tentar te ajudar. Eles são bem corteses galera, não se preocupem.

Você não precisa ser o “super fluente” no inglês, mas precisa ao menos saber o básico. E não custa nada também saber algumas palavrinhas em tailandês como:

SÀWÀDDEE KRÁB/SÀWÀDDEE KÁ - Olá (como homem, como mulher)

KOP KHUN KRUB/ KOP KHUN KRAP – Obrigado (como homem, como mulher)

 

Golpes na Tailândia, segurança e pechincha.

 

Em nenhum momento na viagem tememos pela nossa segurança, e realmente não tivemos nenhum problema com isso e nem vimos nada suspeito. Claro que não demos bobeira, sempre andávamos com nossos pertences de valor. Ouvimos alguns casos em que pessoas tiveram suas coisas desaparecidas do quarto do hotel enquanto estavam ausentes, mas não temos nada a reclamar sobre isso. Os golpes que vimos por lá, muitos vem de taxistas, que sempre tentam super faturar nas viagens. Por exemplo, uma viagem que honestamente custaria 20 reais, ele inicialmente vem te cobrando 80 reais. Por isso o lema para os turistas na Tailândia é pechinchar. Peça desconto em tudo, e nada de 10% de desconto não, jogue o valor para menos da metade e não se sinta mal por isso. Eles nunca irão te passar o preço real de início, esteja sempre preparado para uma negociação. Claro que isso enche o saco às vezes. Os táxis tem taxímetro e anunciam que tem taxímetro, mas na verdade eles não usam, se usassem o taxímetro as viagens ficariam absurdamente baratas. Na viagem toda consegui apenas por duas vezes táxis com taxímetro.

 

 

Como se locomover na Tailândia

 

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Dependendo da cidade e aonde você vai na Tailândia, o seu meio de transporte deve variar.

 

Em Bangkok, você pode usar: skytrain/metrô, táxis, tuk tuks e barcos.

 

O Skytrain BTS te leva em alguns pontos da cidade e o metrô MRT a outros. São rápidos, te livram do trânsito infernal de Bangkok, são econômicos, custam em torno de 1,50 à 4,50 reais dependendo da distância, mas, não te levam a todos os pontos de interesse da cidade. Então depende de você estar por perto de uma estação e o local onde você for também estar perto de uma. O Skytrain e o metrô se conectam em algumas estações, aumentando o raio de atuação na cidade. Falarei mais pra frente alguns pontos da cidade onde você pode ir usando estes meios de transporte.

 

Táxis e tuk tuks circulam por toda Bangkok, e na verdade antes de você pensar em chamar um táxi ou tuk tuk, já vai ter um cara na sua frente falando: Táxi?. Eles estão por toda parte, coloridos: rosa, azul, verde... Não sei precisar qual o mais barato, algumas vezes táxis foram mais baratos, outras vezes tuk tuks. Os táxis tem ar condicionado, que será um paraíso no calor infernal que faz em Bangkok. Achei os Tuks tuks mais ágeis no trânsito. Independente do transporte que escolher, não esqueça de negociar o valor da corrida antes da viagem. Tente sempre um táxi com taxímetro, mas a missão não será fácil.

Barcos são bastante usados em Bangkok, eles vão e vem pelo principal rio da cidade, o Chao Phraya. Eles tem todo um sistema “organizado”, linha verde, laranja...mas, eu não achei nada fácil usá-los. Na verdade nós o usamos uma única vez só para testar. Primeiro que o píer, que são as estações onde se pega esses barcos são uma bagunça no sentido de não achar quem falasse inglês ou alguém disposto a ajudar. Já vi relatos de pessoas que usaram e gostaram. Eu achei bagunçado e não tive paciência. É barato, coisa de 50 centavos de real por trajeto.

 

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Em Chiang Mai não tem metrô, mas você pode usar táxi, tuk tuks e os famosos, por lá, Red cars ou Songkran.

Os Songkrans, que são carros vermelhos com a carroceria aberta e que pode levar de uma vez cerca de 10 pessoas, geralmente é a forma mais econômica de ir a pontos de interesse em Chiang Mai, como Tiger Kingdon, Zoológico e Templo Doi Suthep. Eles estão por toda parte. Quando você avistar um, basta acenar, perguntar para onde vai e negociar o preço.

 

Em Krabi e Koh Phi Phi você usará dois tipos de embarcação: Long Tails Boat (mais lento e mais barato) ou os Speed Boats (mais rápidos e mais caros) para ir às ilhas. Nos passeios às ilhas você poderá escolher se quer ir com um ou com outro. Com o Speed Boat os passeios ficarão mais caros, mas, você acaba ficando mais tempo nas ilhas.

 

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Prostituição

 

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Esse aspecto na Tailândia é bem aflorado, digamos assim. Por lá existem os Ladys Boys, que nada mais são que garotos que fazem a operação de mudança de sexo, ou não, e trabalham com “programas”.

Existem 3 pontos específicos de prostituição em Bangkok, os Red Light Districts, que você pode ir para simplesmente turistar, ou não. São eles:

 

Nana Plaza, Soi Cowboy e Patpong.

 

Nesse último é onde você pode acompanhar os shows de pompoarismo, os famosos Ping Pong shows. Se você não sabe o que é isso, faz uma pesquisa rápida aí no google e descobre kkk. Nós fomos ao Nana Plaza, contamos a experiência mais pra frente.

 

 

Seven Eleven

 

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Galera, Seven Eleven, guardem este nome, ele será sua salvação em dias de economia. Na minha opinião, você que está planejando sua viagem para a Tailândia, não deveria se preocupar em reservar hospedagem com café da manhã incluso. Muito provavelmente haverá um Seven Eleven perto de você (tipo, em cada esquina) com refeições baratinhas. Não só refeições, mas também itens de higiene entre outros. O Seven Eleven me lembra muito essas lojas de conveniência de postos de gasolina aqui do Brasil, mas muito mais completo. Diversos tipos de sanduíches (de 1,80 a 3,50 reais) à sua disposição que são esquentados na hora pelo simpático atendente. Diversos tipos de bebidas quentes ou frias em máquinas onde você mesmo se serve. Eu falei em café da manhã, mas você também pode comprar seu almoço por lá. Há diversos tipos de “pratos feitos” (em torno de 4 reais) e que também são esquentados na hora para você. Docinhos fofos, salgadinhos, sorvetes, iogurtes, muita coisa diferente e baratinha pra você ser feliz nessa viagem. O Seven Eleven não é uma loja exclusiva Tailandesa, também há lojas nos EUA, Japão, alguns países da Europa entre outros.

 

 

Algumas delícias diferentes que encontramos na Tailândia.

 

Yakult de 1 Litro, já pensou? Na Tailândia você encontra facilmente, em qualquer Seven Eleven.

Sorvete, tipo esses cornetos sabem, de Kit Kat.

 

Chocolate Kit kat de chá verde. Não imaginava, mas é bom.

 

Tortinha do Mc Donalds de Abacaxi!!! Tem de milho também, mas eu adorei a de abacaxi.

 

Pad Thai, um macarrão na chapa, isso mesmo na chapa, com frango, camarão, ovo, ou do jeito que você desejar.

 

Pancake de banana com Nutella!! Uma massa tipo de crepe, na chapa, com banana cortada e nutella. A sobremesa perfeita por lá.

 

Suco de Romã. Tem Romã no Brasil, nem é difícil de achar, mas nunca tinha tomado suco de romã. Cara, no calor que faz por lá, isso desce muito bem e é muito saboroso.

 

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Internet Móvel

 

Caso tenha interesse de ter internet no seu celular desbloqueado para postar suas fotos e vídeos e etc, saiba que você pode ter tudo isso facilmente, e não por muito. No próprio aeroporto de Bangkok (Suvarnabhumi) procure pela lojinha da True Move. Assim que cheguei à loja, me apresentaram alguns planos de chips para turistas. Optei pelo mais barato, custou 300 Baht, uns 30 reais na época. Esse plano vinha com 1,5 GB de internet 3G/4G, duraria até um mês e caso eu a usasse toda, poderia comprar créditos adicionais. Lá na loja você entrega o celular na mão deles e em 3 minutos te devolvem já com o chip e a internet bombando. O que eu achei? Perfeita, funcionou em toda a Tailândia, inclusive nas ilhas. Humilha a internet móvel brasileira. Postei fotos, vídeos, fiz ligação pelo Whatsapp, Skype, fiz todos meus checkins de vôos online pelo celular e ainda tinha internet quando fui embora. Muitas vezes melhor que o próprio wifi fornecido pelos hotéis. Nesse plano você também ganha alguns minutos para ligação, mas não cheguei a usar. Moral da história, vale muito a pena!!

 

 

Quando ir para a Tailândia

 

A melhor época de viajar para a Tailândia é de Novembro a Abril, o tempo é mais seco, a probabilidade de chuva é menor. De Maio a Outubro, principalmente de Junho a Setembro é a época das monções, é a época que pode chover muito, veja bem, pode. Se você pesquisar um pouco vai ver relatos de pessoas que viajaram em julho e pegaram o tempo super bom, sol e tudo mais. Assim como teve gente que viajou em janeiro e pegou tempo ruim. Mas no geral a Tailândia é um pais quente, sol forte, calor infernal. Prepare-se para suar muito.

Mas como foi o clima durante a minha viagem? Graças a Deus, não peguei uma chuva sequer, muito sol e calor, houve apenas uma manhã que estava meio nublado em um passeio às ilhas, mas na hora do almoço o sol abriu contrariando todos os sites de meteorologia que eu via na internet pois segundo eles meus dias em Krabi e Koh Phi Phi seriam de chuva e trovoadas, já tava quase chorando.

 

 

O que levar? Preciso de visto, vacina? Informações gerais.

 

Eu e minha esposa fomos com uma mala cada, dessas de rodinhas mesmo, do tamanho permitido para levar em cima do avião, sabe?! O que eu posso aconselhar aqui é que você leve o mínimo possível, roupas leves, um único sapatinho leve. Os barcos que fazem os passeios para as ilhas te emprestam, sem nenhum custo, snorkel. Nem com isso você precisa se preocupar. Outra coisa, esqueceu alguma roupa, ou levou pouca. Relaxa!! Você está em um país onde roupa é bem barata, compre camisetas e bermudas por lá.

Leve seus remédios básicos. Eu não tive problemas com as toalhas e roupas de cama dos hotéis.

Brasileiros não precisam de visto para entrar na Tailândia, você só vai precisar da vacina contra a febre amarela. Informe-se na sua cidade como tomar esta vacina e depois ter o certificado internacional da Anvisa. Normalmente é coisa rápida que você faz na hora. Resumindo seria assim: só não esqueça seu certificado de vacina e seu dinheiro, o resto você se vira por lá.

 

Por lá a oferta de lavanderias é grande, você vai pagar cerca de 4 reais para lavar 1 kilo de roupas.

 

As tomadas na maioria são como as nossas, as antigas, duas entradas arredondadas.

 

Leve também uma maquina fotográfica para registrar as tantas belezuras que vai ver por lá, né. Eu levei uma Gopro Hero 3 Black, com acessórios e uma Nikon D5100 com duas lentes: 18-55 e a 50mm. Levei um Hd externo também, de vez em quando eu ia em alguma lan house e descarregava as fotos das máquinas.

 

Brasileiros não precisam de visto para entrar na Tailândia, você só vai precisar da vacina contra a febre amarela. Informe-se na sua cidade como tomar esta vacina e depois ter o certificado internacional da Anvisa. Normalmente é coisa rápida que você faz na hora. Resumindo seria assim: só não esqueça seu certificado de vacina e seu dinheiro, o resto você se vira por lá.

Leve também uma maquina fotográfica para registrar as tantas belezuras que vai ver por lá, né. Eu levei uma Gopro Hero 3 Black, com acessórios e uma Nikon D5100 com duas lentes: 18-55 e a 50mm.

 

 

Porque eu fiquei em Krabi?

 

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Na verdade a primeira coisa que você tem que decidir é se você quer conhecer: 4 islands, Hong Islands, James Bond islands, Similan islands. Veja as fotos e vídeos, se gostou e decidiu ir nesses lugares, agora é hora de decidir aonde se hospedar para ir a estes lugares: Krabi, Phuket ou Raillay Beach.

 

A distância desses passeios para Krabi e Phuket é praticamente a mesma, isso não é o ponto a se pensar, e sim o local. Krabi é mais família, menos agitada. Phuket é mais agitada e falam da prostituição por lá que seria bem disseminada. Não fui em Phuket, não posso falar, optei ficar em Krabi. A praia de Ao Nang em Krabi, de onde saem os passeios para estas ilhas não é das mais bonitas, bem feinha na verdade. Mas a cidade é bem equipada em hotéis e comércio para seus dias por lá.

Outra opção que eu não poderia deixar de falar é Raillay Beach. Muitas pessoas tem optado tomar esta praia como base para estes passeios. Raillay Beach é uma praia que fica a +-10 minutos de barco de Ao Nang e também tem ótimas opções de Hotéis, mas um pouco mais salgados. É a opção mais calma e mais linda!

Eu optei por Krabi por ter achado mais opções de hotéis e achar o comércio por lá mais amplo. Não tenho do que reclamar, acho que Krabi, Raillay ou Phuket é questão de perfil. O importante é que esses três lugares casam super bem no seu roteiro com Koh Phi Phi, uma das mais lindas ilhas da Tailândia.

 

Em que região ficar em Bangkok, Chiang Mai, Krabi e Koh Phi Phi?

 

Em Bangkok eu te aconselho a ficar na região da Rua Khao San Road, que é uma região dos mochileiros, independente de como é seu perfil. Pela região a ofertas de hotéis é bem diversificada, vai de albergues a hotéis tops de linha. A Rua Khao San Road em si, é bem bagunçada, depois das 21hs é uma balada a céu aberto, difícil de andar. Se preferir você pode ficar por perto da Khao San Road mas em um local menos barulhento, uma rua chamada Rambutri. Charmosa, mais calma, com restaurantes bem lindos e modernos, a Rambutri é paralela a Khao San. Pela região tem de tudo. Os preços de comidas, hotéis, roupas são muito bons. Não tem estação de Skytrain por perto, a estação mais próxima se chama Phaya Thai, da Khao San até a Phaya Thay você gasta algo em torno de 7,50 reais em um táxi com taxímetro e de 10 a 15 reais sem taxímetro. Da Khao San Road você também pode visitar a pé tranquilamente os principais templos da cidade, que inclusive são um dos passeios imperdíveis em Bangkok.

 

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A cidade de Chiang Mai me fez ter muitas dúvidas em relação a qual região ficar. Chiang Mai tem uma região que é cercada por um muro, em forma de quadrado, em cada lado desse quadrado há um portão (os gates). Na verdade antes de chegar em Chiang Mai achava que o quadrado era 100% cercado por muro, mas na verdade não é não, existe apenas algumas ruínas do muro em algumas partes. Eu fiquei em uma região que achei perfeita, é a região do “Tha Phae Gate”, próxima do Night Baazar (mercado que funciona todas as noites exceto domingo) e do Sunday Market (Feira gigante que ocorre aos domingos). O local também é rota de grande fluxo de transporte, além de ser lotada de comércio, restaurantes, e fast foods como: Mc Donalds, Burguer King, StarBucks e etc.

 

No mapa abaixo, está circulada a região do Tha Phae Gate, área que indico você a se hospedar, não é que não tenha outras áreas boas, mas fiquei nessa e indico. A linha vermelha é onde ocorre a Sunday Market.

 

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Em Krabi, na hora que você for procurar hotéis, busque por Ao Nang, e não Krabi Town. Krabi Town é longe da praia, de onde saem os passeios. Já na região de Ao nang, que é a região praiana, é onde você terá várias opções de agências para fechar seus passeios, restaurantes, câmbio e etc. Talvez não seja essencial ficar tão próximo a praia, até porque a praia de Ao Nang não é linda, e no dias dos passeios as vans te buscam e te deixam no Hotel. Eu fiquei bem próximo a praia, foi legal, acho que a gama de comércio é melhor por lá, mas não é crucial ficar tão próximo a praia se não conseguir nenhum hotel interessante ($$) por lá.

 

Koh Phi Phi é uma ilha não muito grande onde a base hoteleira fica entre duas praias: Tonsai e Loh Dalum Bay. Acho interessante você ficar nessa região. Tanto faz em qual das duas praias. Pra sair de uma praia e chegar a outra você vai caminhar uns 4 minutos. Elas são opostas e são ligadas por uma rua principal. A praia de Tonsai é a praia por onde os barcos chegam, você vai chegar por ela. A praia não é tão bonita quanto Loh Dalum Bay, que é onde a galera toma um sol e onde tem os bares mais movimentados a noite. Existem alguns hotéis que são afastados deste “centro” que eu não indico ficar, a não ser que você queira aquele sossego total, exclusão total. Tem hotéis afastados que só te permitem chegar no centro de barco, então pesquise direitinho isso na hora de fechar seu hotel. Não achei a ilha de Koh Phi Phi tão agitada, barulhenta. Tem uma parte específica em Loh Dalum Bay que é mais barulhenta com bares, shows de pirotecnia, baladas, Muay Thay e similares.

 

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Como é o contato com os animais na Tailândia.

 

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O turismo baseado em animais é grande na Tailândia. Por lá é possível você interagir com elefantes, tigres, cobras, macacos e mais uma porção de animais exóticos. Não quero iniciar aqui qualquer polêmica à respeito de possível abuso aos animais. De modo informativo digo que por lá, se tem algum tipo de IBAMA, é bem mais maleável que por aqui. Por lá existem fazendas de Elefantes e Tigres. Na minha opinião pessoal, achei que os Elefantes são bem tratados, acredito que estão melhores do que se estivessem soltos, quem sabe a mercê de caçadores. Quanto aos Tigres não me pareceram dopados como alguns dizem, mas não fiz um antidopping no bicho também. É bem comum por lá, você ver algum camarada pelas ruas, com algum animal exótico, oferecendo-o para você tirar foto, claro que por alguns Bahts. Por exemplo, quando fui tinha um cara que todas as noites ele ficava na Khao San Road com um camaleão gigante oferecendo-o para você tirar uma foto. No Mercado Flutuante havia comércio de fotos com cobras e Slow-Lóris, entre outros. No Zoológico de Chiang Mai, você pode alimentar livremente alguns animais como Hipopótamos, Girafas e Veados, além de ver, esses apenas ver, Pandas e Coalas. O comércio de animais no Chatuchak Wekeend Market em Bangkok também pode chocar alguns. Por lá você encontra a venda, em gaiolas, cães e gatos de raça, além de esquilos voadores, macaquinhos, ratinhos, coelhos entre outros. Até vender animais...ok, o negócio são as condições. Eles ficam no calor infernal que é aquele Mercado, em gaiolas muitas vezes pequenas para eles. Vi cachorros grandes à venda, em gaiolas onde eles mal podiam deitar. Deu peninha.

 

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Do aeroporto de Bangkok Don Mueang até a Khao San Road.

 

Deixa eu explicar antes. Bangkok tem 2 aeroportos. O Suvarnabhumi, é o maior, é por ele que você chegará do Brasil. O Don Mueang é menor, é o que faz voos domésticos e alguns internacionais para países próximos: Vietnã, Camboja etc.

Do aeroporto de Don Mueang até a Khao San você só tem uma opção: táxi. Por lá, nem o metrô e nem o Skytrain chegam. Não sei se tem ônibus, creio que não. Já vi alguns tópicos que comentavam que existiria um ônibus por lá que faz translado entre os dois aeroportos, mas não tenho certeza. Do Don Mueang até a Khao San o táxi levará em torno de 25 minutos e custará em torno de 220 Baht. Nesse aeroporto, caso você siga as placas “Táxi”, elas te levaram à um local regularizado no aeroporto para você pegar táxis com uso do taxímetro, mas, certa vez enfrentei uma fila de quase 1 hora para pegar um desses táxis. Fato curioso, por duas vezes peguei táxi deste aeroporto até a Khao San. Nas duas vezes o valor no taxímetro deu 220 Bahts, mas em uma das vezes o taxista nos levou por um caminho com pedágio, tive que pagar 50 Baht a mais. Se o taxista passa por pedágio, o passageiro que paga.

 

 

 

Do Aeroporto de Bangkok “Suvarnabhumi” até a Khao San Road.

 

Você pode ir de táxi ou Skytrain. Confesso que não sei passar a informação se tem ônibus que ligue o aeroporto a cidade. O aeroporto é um tanto afastado da cidade. Galera, eu não decorei caminhos, se é à direita do desembarque ou esquerda, eu diria para você seguir as placas, não tem segredo, achei o aeroporto bem sinalizado, placas em inglês e Tailandês.

Caso queira ir de táxi, tente procurar um com taximetro. Se conseguir, deverá pagar algo em torno de 300 Baht. Caso não consiga, você deverá pagar algo em torno de 600 Baht. O trânsito em bangkok é terrível, dependendo do horário, você pode levar até 2hs do aeroporto à Khao San.

Caso decida ir de Skytrain, o que eu aconselho, é simples. Siga as placas (Skytrain BTS. Lembro que desci umas 3 escadas rolantes, por aí). Chegando lá, você vá no guichê e compre sua passagem para a estação Phaya Thai, linha azul (você pode comprar na máquina também, mas se não me engano ela só aceita moedas). Esqueça a linha vermelha, ela não vai até Phaya Thai. O valor é de 45 Baht. Você ganhará uma ficha, que te dará acesso a área de embarque do Skytrain, guarde-a pois você precisará dela para sair depois. Comigo o trem demorou uns 5 minutos para chegar e 20 minutos até a estação Phaya Thai, essa linha vai parando em outras estações, fique atento à sua. Chegando na estação Phaya Thai, desça para rua e pegue um táxi ou tuk tuk até a Khao San. Se conseguir um táxi com taximetro, pagará +-75 baht, caso não consiga, por 150 Baht eles te levam, claro que eles vão te pedir mais de início.

 

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A massagem Tailandesa.

 

Ahhh, esse é o país da massagem. Por lá você facilmente vê pessoas na rua oferecendo massagem, que em muitos lugares são feitos nas ruas mesmo em caminhas. Os preços das massagens diferem dependendo da cidade. Em Bangkok na Khao San Road, 30 minutos de massagem custa 150 Baht, em Chiang Mai, cheguei a encontrar por 70 Baht os mesmos 30 minutos. Nas ilhas de 200 Bahts para mais, dependendo do estabelecimento. A massagem mais comum é a Foot Massage, que promete recuperar seus pés após um dia cansativo de passeio, e recupera mesmo. Mas não é só massagem no pé não, o local do seu corpo a ser massageado você escolhe. Se você preferir, tem até massagem com “Happy Ending” kkkk.

Tem por lá também a Fish Massage. Dão muita cosquinha, mas seus pés saem parecendo que foram lixados. Olha a foto!!!

 

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Fotos espetaculares! Tailândia é um país de sonhos de todo mochileiro acredito... vou guardar seu relato com carinho pra quando for, pois agora to focada no Japão, haha! Acompanhando!

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Puxa Juliana, fico pensando em quantas vezes ainda vou ter que voltar para a Asia. Minha esposa é apaixonada pelo Japão, ainda teremos que ir pra lá haha. A Tailândia é um sonho mesmo viu. ::otemo::

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DIA 1 – ENFIM TAILÂNDIA! (Na verdade esse dia 1, será o resumo do dia 8 ao dia 10/12/15. Saída do aeroporto em SP, até chegada em Bangkok.)

 

Aeroporto de Guarulhos SP, noite do dia 08/12/15. Nosso voo sairia de madrugada, às 1:25 hs e a ansiedade já quase não cabia no peito. Chegamos com a devida antecedência e experimentamos jantar no Olive Garden do aeroporto de Guarulhos, ótima comida Italiana. Assim que disponível, nos dirigimos ao guichê da Emirates, com todas aquelas funcionárias de roupinhas fofas e fizemos o check-in rapidamente e sem burocracias. Depois disso foi aguardar o horário do voo e tentar conter toda a ansiedade. O voo da Emirates foi tranquilo. Saiu pontualmente, e durou as 14 hs previstas. Logo depois de o avião levantar voo, foi servida a primeira refeição. Depois dessa refeição, muito boa e completa as refeições da Emirates, aliás, consegui dormir e acordei faltando 7 horas para a chegada em Dubai. Assim que acordei, outra refeição chegou, mais leve como um café da manhã. Depois ainda tive tempo de ver dois filmes e comer mais uma refeição. A Emirates dispõem de serviço completo de filmes, séries e documentários, boa parte legendado em português, muitos lançamentos. Você também pode acompanhar a viagem através de 3 câmeras externas instaladas no avião.

 

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Chegamos em Dubai era noite do dia 09/12/2015, tinha pela frente uma conexão de 13 horas que eu mesmo escolhi ter, por que? A Emirates tem o que eles chamam de Connect Dubai, que nada mais é que um serviço que te dá gratuitamente hotel, transfer, alimentação e visto de Dubai, para voos da Emirates com tempo de conexão maior que 8 horas. Se não me engano isso não é exclusivo da Emirates, mas toda companhia aérea te fornece hotel e alimentação para conexões longas com mais de 8 hs. Achei legal fazer o voo dessa forma pois não ficaria tão cansativo, voamos 14 horas de São Paulo à Dubai, dormimos e comemos em um ótimo hotel de Dubai, tudo de graça, e depois descansados encaramos mais 6 horas de voo até Bangkok. Os detalhes dessas 13 horas de conexão em Dubai contarei no relato de Dubai que farei após encerrar este.

 

Resumindo, chegamos em Bangkok no horário programado, 19 hs do dia 10/12/15, o "bafão" ao descer no aeroporto Suvarnabhumi em Bangkok já era um cartão de visitas ao país. Saindo do avião seguimos o fluxo, não tinha outro caminho a seguir. Já tinha lido em praticamente todos os relatos sobre a Tailândia que antes de ir para o Passport Control, eu deveria ir no Helth Control. Há placas indicando o Helth Control, então foi fácil chegar. Você preenche um papel por lá, há exemplos do mesmo papel preenchido em várias línguas, o que facilita o seu preenchimento. Se não tivesse esses exemplos estaria lá até agora, impossível entender a escrita deles. Mostre o papel preenchido para um tiozinho do balcão, mais a sua carteira da vacina amarela, ele te dá um papel e aí sim você pode seguir em frente para o Passport Control. Nesse momento você provavelmente vai pegar fila, mas no meu caso não demorou muito não, mais rápido ainda foi passar pelo funcionário, ele praticamente só carimba seu passaporte e te libera sem perguntar nada. Só depois de tudo isso você vai pro setor das esteiras pegar suas malas. O Suvarnabhumi aeroporto de Bangkok é ótimo. Ali começávamos a ver a Tailândia como ela é, tudo bem mais colorido que o normal, muitas flores. Após a área de desembarque encontramos uma loja da True Move onde colocamos chips locais nos nossos celulares, os funcionários fizeram o serviço na hora, coisa rápida e já saímos conectados por 300 Baht cada. O Aeroporto também tem WiFI gratuito, se não me engano apenas por 1 hora. Fiz câmbio de 15 doláres no aeroporto (1 dólar = 34 Baht), só o suficiente para chegarmos na Khao San Road. Seguimos as placas do Skytrain e chegando, compramos a ficha de acesso em um guichê (nas outras vezes que compramos as fichas para o Skytrain, isso só pôde ser feito nas máquinas, com moedas de 5 e 10 Baht, caso não tenha moeda você pode trocar seu dinheiro nos guichês próximos à máquina). Depois disso foi aguardar o Skytrain chegar e seguir para a estação Phaya Thai. O Skytrain é como um metrô, mas não é metrô, existem ambos. Em Bangkok eles se interligam em algumas estações. O Skytrain é mais moderno e mais rápido que o metrô, mas no fim ambos tem a mesma funcionalidade, pelo menos foi isso que me pareceu na prática.

Ali já podíamos ver alguns locais de máscara, pelo que li eles normalmente usam quando estão gripados, para não passar sua doença para alguém ou para simplesmente se prevenirem. Chegando na estação Phaya Thai, pegue a mesma ficha que você utilizou para acessar a catraca do Skytrain, e use-a para sair. Na estação é só seguir a placa “exit”, que me levou à algumas escadas rolantes abaixo, para fora da estação, em uma avenida meio que embaixo de viadutos, com cara não muito amistosa e uma aparência meio suja que Bangkok em alguns pontos tem. Por ali sempre ficam uns táxis e tuks tuks, abordei um taxista, e perguntei se me levaria à Khao San Road com taxímetro ligado, ele disse que sim, simples assim. Entramos e essa foi uma das poucas vezes que conseguimos um táxi com taxímetro. A viagem custou 75 Baths, sem taxímetro paguei outras vezes 150 Bahts.

Em 5 minutos estavamos na Khao San. Nenhum carro entra na rua à noite, os táxis te deixam na entrada da Khao San o que não tem problema, pois a rua não é muito grande.

 

Ver a Khao San Road pela primeira vez foi de outro mundo, é de arrepiar. Aquela bagunça legal, uma infinidade de coisas diferentes, cores e luzes a mil, música bombando, aqueles letreiros gigantes, galera dançando nos bares que acabam tomando parte da rua, pessoas sendo massageadas ali mesmo, os tailandeses chamando e te oferecendo desde cerveja até ternos, é ratazana passeando pelo meio fio, é a confusão de cheiros que seu nariz nunca sentiu e ainda tenta entender...uau, é surreal!!

 

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Quanto ao hotel que ficamos em Bangkok, o D&D Inn, digo que é um hotel honesto pelo que cobra, fica bem no meio da Khao San. Do quarto que ficamos não se ouvia barulho da rua, há uma bonita piscina no terraço, recepcionistas simpáticos e corteses, ar condicionado e quarto ok, o wifi funciona o suficiente para você dar uma olhada nas redes sociais...de modo geral, nada a reclamar. Não pegamos a tarifa com café da manhã incluso, fizemos nosso desjejum todos os dias no Seven Eleven, o que acho que vale a pena, é barato e tem variedade. No check-in, deixamos 500 Baht exigidos de caução, corretamente devolvidos no check-out. Subimos para o quarto, tomamos aquele banho, deixamos as malas por lá e saímos para rodar pela Khao San Road. Essa foi a noite em que experimentamos o primeiro Pad Thai (40 a 50 Baht), foi amor a primeira garfada. Eu, pobre que sou, comprava a Coca Cola no Seven Eleven por 18 Bahts a lata, e depois ia comer o Pad Thai. O refri na barraca de Pad Thai era 40 Baht.

Barracas de roupas pela Khao San Road é o que não falta, por lá você encontra camisetas de 100 à 200 Baht. Comprei por lá uma calça estilo samurai por 250 Baht. Por lá tem também aquelas barraquinhas com bichos nojentos para você comer ou só tirar foto por 10 Baht. Eu só tirei foto, não encarei comer pois era início de viagem e fiquei pensando se de repente uma aranha não pudesse ferrar minha saúde para todo o resto dos dias. Há muitos carrinhos de Kebabs (60 Baht) também por lá, spring rolls e muitos tipos de sucos naturais.

 

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Neste dia foi isso, tínhamos acabado de chegar de uma viagem cansativa, demos ainda uma volta pela Rambutri, rua paralela a Khao San mas com outra pegada, mais calma, bares mais descoladas e tal.

 

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Voltamos pro quarto do hotel, ainda não tinha caído a ficha de onde estava, nessa noite fiquei assistindo tv, desde noticiários à novelas tailandesas até tarde, para só bem tarde da noite pegar no sono.

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DIA 2 – PRINCIPAIS TEMPLOS DE BANGKOK

 

Na primeira dormida em Bangkok, acordamos tarde, por volta das 10hs. Para este dia tínhamos programado de conhecer os principais templos da cidade. Antes disso, fomos ao Seven Eleven comer algo. Em geral gastávamos para comprar o café da manhã no Seven Eleven de 7 à 15 reais o casal. Eu combinei muito um sanduiche de salsicha de frango com queijo cremoso por 28 Baht, com um copão de Ovomaltine que tinha de máquina por 15 Bath, ou seja, não gastava nem 5 reais em um gostoso café da manhã. Café da manhã tomado, solzão bombando lá fora, partiu templos!!

 

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Este dia 11/12/2015 era um dia especial na Tailândia, era inclusive ponto facultativo no país, muitos estavam de folga de seus trabalhos, mas o comércio funcionava normal. Este era o dia do “BIKE FOR DAD”. Eu não sabia que teria isso e nem o que era, mas perguntando descobri que esta semana era comemoração do aniversário do Rei da Tailândia, e esse BIKE FOR DAD na verdade era meio que um presente da população para o Rei, era um dia em que a cidade parava para fazer carreatas de bicicleta pelas ruas em homenagem ao seu Rei. Inclusive estava marcado para as 15 hs daquele dia, que o príncipe também pegaria sua bike e andaria com a multidão pela cidade. A cidade estava muito bonita, todos com a camiseta da campanha, muuita gente de bicicleta, vários postos pelas avenidas fornecendo Kits de alimentos e água para os participantes. Eles são tão gentis que até nós ganhamos um Kit desses com comidinhas.

 

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Para você que ficará na Khao San Road, não tem porque pegar táxi ou tuk tuk para ir aos templos, é perto, cerca de 10 minutos de caminhada. Em uma das extremidades da Khao San tem um Burguer King, não vá nessa direção, vá na contrária, no fim da Khao San vire a esquerda até chegar a uma avenida, em um grande cruzamento.

Olhando adiante você já deverá ver um grande parque aberto, no fim desse parque está o Grand Palace.

 

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Meu Deus, que calor!! Lembra que eu disse que acordamos mais tarde nesse dia? Pois é, devia ser por volta do meio dia quando estávamos por lá. Estava lotado, todo mundo derretendo. Minha esposa disse que este foi o dia em que ela mais sentiu calor na vida.

Atenção à vestimenta. De forma resumida você não pode mostrar as pernas, nem homem nem mulher, e as blusas devem ser de manga. Minha esposa estava de shorts, mas levou um lenço, o qual fez de saia e entrou de boa. Eu bonitão fui de bermuda, achei que ia dar um jeitinho Brasileiro e passar, ledo engano. O tiozinho da porta me parou e me indicou uma casinha para ir. Caso você não vá com a roupa adequada para entrar no templo, sem desespero, eles te emprestam uma roupa, só vai ter que pegar uma filinha a mais, e no calor que faz lá, enche o saco. Você deixa um valor em dinheiro de garantia, e eles te emprestam uma calça. Na saída você devolve a calça, e eles te devolvem o dinheiro, sem problemas. Se não me engano o caução era de 150 Baht. Lá dentro há banheiro disponível . Me lembro de ter visto água para vender na entrada ao lado da bilheteria, você vai precisar de muito líquido por lá. A entrada custa 500 Baht por pessoa, carinho, mas o local é sensacional, vale a pena. É aquele tipo de arquitetura totalmente da sua realidade no Brasil. Aqueles templos com tantos detalhes, muito dourado. Não tenho nem muito o que falar, o local é grandinho, lindo. O tempo que se fica por lá depende de cada um, do pique que cada um tem para rodar o local. Eu e minha esposa demoramos um tanto por lá pois como somos apaixonados por fotografia, lá foi um prato cheio. O horário de funcionamento do Grand Palace é das 08:00 às 17hs, e esta aberto todos os dias, informação essas disponíveis no local.

 

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Saindo do Grand Palace você pode ir ao Wat Pho. É pertinho, meio que atrás. Esse templo é onde tem o famoso Buda Reclinado, um enorme buda dourado dentro de um templo. A entrada é mais barata, custa 100 Baht por pessoa e te da direito a uma água de graça. Este conjunto de templos não é tão lindo e grandioso quanto o outro, mas vale a pena ir também. Ele fica aberto das 08 às 18hs. Saímos de lá às 18 hs. Este horário estava tendo tipo uma missa dos monges em um templo neste complexo onde pudemos entrar e acompanhar um pouco deles tipo cantando uma reza, ou algo do gênero.

 

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O Wat Pho fica quase na beira do rio Chao Phraya. Você pode atravessar este rio com um barco, há um píer bem próximo à saída do Wat Pho, e ir a outro templo que fica na outra beira do rio, o Wat Arum. Nós fomos a este píer e tentamos fazer a travessia nestes barcos, que são públicos, custa centavos, tem linhas e tudo mais. Mas estava uma confusão neste dia por lá, ninguém sabia informar nada, os funcionários não falavam inglês. Pegamos um barco qualquer e ele até nos levou a outro píer, mas na mesma margem haha. Resolvemos ficar por ali mesmo e ver o por do sol com o Wat Arun de fundo, já havia visto fotos disso. De noite o Wat Arun fica iluminado, parecia tão lindo... mas não foi assim, o Wat Arun estava com muita reforma, só víamos andaimes em volta do coitado e nada de iluminação, quando anoiteceu, já nem víamos mais nada do templo. De qualquer forma valeu ficar ali na beira do rio vendo o cair da noite e tomando uma água de coco que custa em média 35 Baht. Depois disso abordamos um tuk tuk e depois de alguma negociação pagamos 100 Baht para voltarmos a Khao San Road. Nossas pernas já não eram as mesmas da ida, não aguentaríamos voltar andando.

 

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À noite demos mais uma voltinha pela Khao San Road e acabamos comendo no Mc Donalds, tem dois Mcs na Khao San. Pedimos dois Duplo Cheseburguers com batata grande (a grande deles é a nossa Mega), ficou em 360 Baht tudo.

Nesta noite também fomos atrás do passeio ao Floating Market para a manhã do dia seguinte. Nas diversas agências que há por lá, eles cobravam 400 Baht por pessoa e chegando lá mais 150 Baht por pessoa para rodar de barco o mercado flutuante(é opcional você andar de barco. Mas sem barco me parece meio sem graça, você só acompanha a feira de cima). Fazendo esse passeio pelas agências, eles te levam até o Mercado Flutuante de van. Mas, um taxista nos abordou oferecendo o passeio, nos viu na agencia negociando, e ofereceu nos levar até lá no táxi dele, o que seria mais rápido, privativo, por 1000 Baht o casal. Tanto pela agência, quanto pelo táxi, sairíamos às 8hs e retornaríamos por volta das 13:30hs. Pela agência sairia 800 Baht o casal, com o taxista 1000 baht. Como a diferença não era lá essas coisas, fechamos com o taxista. Essa decisão nos rendeu o primeiro pequeno perrengue da viagem. Cena dos próximos capítulos haha.

 

 

CONTINUA...MERCADO FLUTUANTE, MBK...

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Obrigado, Sol!!!

 

Suuuper trip mesmo, não vejo a hora de voltar. Vou escrevendo esse relato e dá vontade de chorar de saudades haha. Vá para lá o mais rápido possível!!

 

Abraço!!

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Fabiano, obrigado por compartilhar seu relato!!

Ta tudo bem detalhado e as fotos só conseguem fazer com que a vontade de ir pra Tailândia aumente!

Aguardando a continuação hahaha

abraço

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Olá Rafaelrpaiva!! Imagina, só tenho a agradecer a todos que já escreveram sobre a Tailândia e me possibilitaram viajar para lá de maneira tão econômica. Continuo em breve prometo haha.

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DIA 3 – FLOATING MARKET E SHOPPINGS EM BANGKOK

 

Neste dia acordamos por volta das 7 da manhã, fomos ao Seven Eleven, tomamos nosso café da manhã e às 8 horas pontualmente o taxista que nos levaria ao Floating Market estava em frente ao nosso hotel conforme o combinado. Antes de entrar no carro confirmamos se o Mercado flutuante o qual ele nos levaria era o Damnoen Saduak, e ele nos confirmou que sim. Deixe eu explicar isso. O passeio ao Floating Market (Mercado Flutuante), é um dos passeios mais tradicionais de Bangkok, você encontrará várias agências oferecendo este tour por lá. Existem vários mercados flutuantes em Bangkok, mas o maior, o “verdadeiro” é o Floating Market Damnoen Saduak que na verdade não fica em Bangkok, e sim em uma cidade vizinha chamada Kanchanaburi, há 1h30 de Bangkok. Portanto atente-se a este detalhe na hora de fechar o seu passeio.

A viagem foi tranquila até a Kanchanaburi. Paramos em um tipo de píer onde você embarca em um barquinho que te leva até o Mercado. Ao chegar veio a surpresa. Um camarada que cuida dos barcos veio falar com a gente, e como fomos de táxi, só eu e minha esposa, não tínhamos ninguém para dividir o barco com a gente, o preço pedido foi de 2000 Bahts para um barco que obrigatoriamente teria que ser privativo, pois só tinha a gente por lá. Cara que isso! Se fossemos de van nos passeios das agências da Khao San Road teríamos pago 150 Baht por pessoa por um lugar no barco. Como só estava a gente por ali e não sabíamos que horas chegavam as outras pessoas para os passeios e de repente dividir o valor do barco, resolvemos negociar. Após muito choro, muito mesmo, e ameaçarmos ir embora, conseguimos pagar 1000 Baht pelo barco. Havia ainda a opção de visitar juntamente com o Floating Market uma tal de Coconut Sugar Farm, por alguns Bahts a mais. Eu já estava doido da vida por pagar caro no passeio, então nem passou pela minha cabeça adicionar este local ao nosso tour.

Resumindo...

Se eu fosse ao Floating Market através de alguma agência da Khao San, teria pago: 400 Baht por pessoa, mais 150 Baht por pessoa pelo lugar no barco. Total de 1100 Baht.

Quanto eu paguei? 1000 Bath do táxi, mais 1000 Baht do barco, 2000 Baht no total. Cacete viu!!!!

Só lembrando que você não é obrigado a pegar este barco. Você pode ficar somente no mercado, e não andar pelo rio que passa no meio do Mercado, que é o que dá a graça do local na minha opinião. Creio que não compensa ir até lá, e não rodar o mercado de barquinho que é o diferencial do local.

Bom, já que pagamos caro pra caramba, vamos curtir o barquinho privativo só pra gente. Foi legal poder tirar fotos à vontade, sem cabeças de outras pessoas. Quanto ao passeio em si, eu achei legal pela situação em que você se coloca. Que situação? De você estar em um barquinho Tailândes, percorrendo um riozinho cheio de casas humildes em sua margem. Vendo a simplicidade do povo que mora ali, crianças de dentro das casas que te acenam e ficam felizes quando você dá um oi. Isso é legal. Você percorre uma parte do rio onde tem casas e vegetação antes de chegar no Mercado propriamente dizendo. O mercado em si é bem turístico e não é barato. Você encontra por lá desde frutas, comidas típicas, artesanato, até animais exóticos para tirar foto. Tudo isso sendo vendido na margem do rio ou nos próprios barcos. Quando avistei as cobras e os Slow-Lóris, resolvemos ir tirar as fotos. O primeiro preço que o cara me pediu para tirarmos as fotos com os bichinhos foi absurdo, 3800 Baht, quase 400 reais. Nem ferrando!! Negociando, fechei por 500 Baht, o que já foi caro. De resto só gastei com um coco gelado que custou 45 Baht, mais caro que na Khao San que estava 35 Baht.

O passeio todo durou por volta de 1 hora. De volta ao mesmo píer que chegamos, nosso taxista nos esperava para retornarmos à Bangkok. Antes, perguntei se ele poderia nos levar até a feira no trilho do trem. É uma feira que fica no trilho do trem, e quando o trem passa, os vendedores retiram as barracas e depois recolocam. Sabia que era pertinho do Daenmon Saduak. O taxista vira para mim e diz que infelizmente essa feira havia fechado há 3 meses. Olha, eu até pesquisei depois para tentar descobrir se essa feira tinha fechado mesmo e não consegui achar nada no google. Mas apostaria valores altos de que ele mentiu. Enfim, pedi para ele nos deixar no MBK Center em Bangkok, pois ainda era cedo, ele nos deixou lá sem problemas.

 

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A região de Siam em Bangkok é onde ficam os Shoppings. Entre eles: MBK Center, Siam Center, Siam Paragon, Pantip Plaza, Platinum Fashion Mall, Central Word, entre outros. Todos esses que citei são próximos um do outro. Há uma estação de Skytrain próxima aos Shoppings, a Siam Station. Era por volta das 13 hs quando chegamos ao MBK Center. Um trânsito bárbaro pela região.

 

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No MBK, assim como em todos os shoppings que fui na Tailândia, há um detector de metais na entrada. Caso acuse algo na sua entrada, você terá que abrir sua mochila ou bolsa para o segurança dar aquela olhadinha básica. Esse shopping tem 7 andares. Este não é um shopping onde você encontrará grandes franquias de roupas ou jóias, diria que é um shopping do povão. Cheio de muambas asiáticas, cosméticos, falsificações...é bem legal esse shopping. Os preços por lá são bons, mas não melhores que no Chatuchak Market, o qual fui outro dia. Comprei no MBK duas camisas polo da Tommy Hilfiger por 250 Baht cada, falsificação claro. Mas olha, já lavei várias vezes e continua ótima hahaha. Falsificação das boas mesmo. Há várias opções para você comer no shopping. Comemos uma pizza no “The Pizza Company”, cerca de 300 Baht, foi a melhor pizza da viagem. No 7 andar há um espaço com vários tipos de estandes vendendo comidas típicas de vários países: Vietnã, Indonésia, Índia, Japão, China entre outros, por bons preços. Há também no MBK uma franquia do MaiDreamin. Já havia visto em um programa de tv uma dessas lanchonetes em Tóquio. Ela é toda temática, as garçonetes são vestidas de empregadas e a decoração é toda legalzinha no estilo kawaii. A garçonete deixa claro, assim que você entra, que você pode tirar foto da sua comida, do local, mas não delas. Para tirar fotos com elas você tem que pagar, acredita? Essas garçonetes são muito estranhas. A maquiagem faz com que elas pareçam bonecas e não humanas. Elas não usam sua voz normal, fazem voz de personagem de desenho japonês. Pedimos duas taças de sorvete. O negócio é todo cheio de frescura, o sorvete mais parecia um brinquedo de criança, coisa de menininha. Juro que foi minha esposa que fez questão de ir nesse lugar. A conta foi de doer, 600 Baht em duas taças de sorvete, o que dava direito a uma foto polaroide com uma das “empregadinhas”, grande merda.

 

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Há também uma área gigante só com fliperamas, máquinas pra você tentar pegar bichinhos de pelúcia...normal como há em vários lugares aqui do Brasil, mas lembre-se que você está na Ásia, então o nível dos brinquedos é animal, e as pessoas que frequentam o local também são animais. O camarada vai jogar um jogo de tiro lá, até aí tudo bem, mas ele vai com uma roupa do exército kkk.

 

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Saindo do MBK, atravessando um viaduto interligado com o Shopping chegamos ao Siam Center, que foi o shopping mais fashion que já vi na vida. Que shopping bonito, cheio de telões com propagandas. As principais franquias de moda estão por lá, nem me atrevi a ver preços. Passando por este Shopping você chega ao Siam Paragon. Não tenho muito a falar sobre este shopping. Muito bonito, várias franquias famosas. Um show musical de Natal estava acontecendo por lá o que deixou o Shopping um formigueiro. Resolvemos ir embora, estávamos cansados de tanto Shopping. Pegamos um táxi de volta à Khao San por 200 Baht, nada de taximetro.

 

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À noite, descemos do hotel para jantar. Comemos um Kebab de frango que vende na Khao San por 60 Baht cada. Fizemos também nossa primeira Foot Massage. Custa 150 Baht por 30 minutos. Você pode escolher em fazer massagem nos pés, nuca, costas, cabeças, corpo todo e com óleo sueco. No mesmo local da massagem tem a Fish Massage que consiste em você colocar seus pés em um aquário com vários peixinhos que se alimentam das suas células mortas. E nesse mesmo local são oferecidos também vários tipos de tratamento estético, facial e corporal. Esses não fizemos. Já pensou se os caras passam alguma química no meu rosto e acabam com minha pele, sei lá kkkk.

As massagens custavam 150 Bahts, meia hora e 250 Baht por 1 hora. A Fish Massage custava 150 Baht por 15 minutos. E eles anunciavam um tratamento fácial com “8 passos” por 300 Baht.

A foot massage é realmente revigorante, eles não pegam leve não. Chega a doer um pouco, nada insuportável. E no fim da foot massage eles ainda nos davam um bônus de 5 minutos de massagem na nuca e costas. Depois disso meu amigo, dormimos como crianças.

 

CONTINUA...IDA PARA CHIANG MAI/ SUNDAY MARKET

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Fabiano! Seu relato está sensacional! Já estou de passagens compradas pra bangkok em Outubro, como é época das monções, não sei ainda se vou incluir Koh Phi Phi no roteiro, mas vou estar passando por Bali tbm

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Fala Ita_castilho, blz????

 

Caramba, que invejinha de você que vai pra lá em Outubro haha. Eu to de olho nos voos pra Janeiro de 2017, se aparecer alguma promo compro e vou conhecer o resto do Sudeste Asiático.

Então, na minha opinião, eu diria para você arriscar e reservar uns dias em Phi Phi sim. Ja vi tantos relatos de gente que foi nessas épocas de monções e pego sol.

 

Grande abraço!!

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Estou tentando negociar com a cia aérea a extensão do meu voo, caso eu consiga, vou arriscar sim!

 

Aguardo ansiosamente o restante do relato, queromuito conhecer Chiang Mai

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Faala, Profernando, tudo bem? Rapaz, você vai em Junho, tá pertinho heim. Aproveite! Antes disso termino esse relato, se Deus quiser, aí o que eu tiver para compartilhar, já estará por aqui.

 

Abraço!!!

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DIA 4 – CHEGADA EM CHIANG MAI E SUNDAY MARKET.

 

Depois de mais um café da manhã no Seven Eleven, perdemos algum tempo arrumando as malas pois nosso voo estava marcado para o meio dia com destino à Chiang Mai. Combinamos com o mesmo taxista que nos levou no dia anterior para o Floating Market de nos levar para o aeroporto Don Mueang, de onde saia nosso voo. Apesar de estar um pouco magoado com esse camarada, aceitei ir com ele, pois prometeu fazer a viagem com o taxímetro ligado.

Check-out feito com rapidez no hotel, e o taxista já nos esperava sorridente pontual às 10hs da manhã, horário combinado. Taximetro ligado, partiu aeroporto. Depois de aproximadamente 30 minutos, chegamos ao nosso destino e pagamos os 220 Baht que o taxímetro marcou. Curiosidade quanto aos taxis: a “bandeirada” dos táxis Taillandeses é de 35 Baht, e todos sempre estão com ar condicionado ligado.

O aeroporto Don Mueang, os Tailandeses falam Dan Muan, é o “segundo” aeroporto de Bangkok, menor que o Suvarnabhumi. É do Don Mueang que saem os voos das companhias Low Cost. O aeroporto é organizadinho. Chegamos 1h30 adiantados, não há necessidade de tanta antecedência para voos domésticos. Logo identificamos os guichês da Nok Air, entramos na fila de quem já tinha feito o chekin online (fizemos o mesmo pelo celular) e rapidinho despachamos as malas e fomos liberados.

 

Em relação a franquia de bagagem da Nok Air:

 

É permitido 7 kg de bagagem de mão para cada passageiro além de 15 kg para despachar, isso era o básico. Já tinha ouvido falar que essas Low Cost eram baratas mas que por outro lado você não tinha direito a despachar nada. Na Nok Air podíamos despachar sim, sem valor adicional, tanto que despachamos nossas malas, pois já estavam com mais de 7 kg cada. Futuramente viajaríamos com a Thai Lion e Air Asia. A Thai Lion Air, tem a mesma franquia de bagagem que a Nok Air, já a Air Asia...uma porcaria viu, só era permitido os 7 kg de bagagem de mão.

 

O Voo foi tranquilo e rápido, menos de 1 hora. Eles serviram um saquinho com um pãozinho de feijão doce e uma água. No aeroporto de Chiang Mai, o translado de táxi para a cidade era tabelado, 150 Baht, não por pessoa, o carro. Ainda saímos do aeroporto para ver se tinha van, ou ônibus, mas não vimos nada. Acabamos pegando um táxi mesmo que nos deixou na porta do nosso hotel. Estava desconfiado com o Thana Hotel pois foi muito barato, 4 noites 220 reais. Mas não tenho o que reclamar, tivemos o que queríamos. Quarto com banheiro privado, ar condicionado, tudo funcionando. O quarto foi limpo diariamente, toalhas de banho trocadas diariamente, funcionários atenciosos. Só um porém em relação a estrutura do quarto, a pia que em uma casa normal é dentro do banheiro, ficava na varanda do quarto. O Hotel tem uma piscina bonitinha, mas que nem usamos. Não foi cobrado nenhum valor de caução. A localização do hotel também é boa, em uma ruazinha super calma, e apesar de não ficar dentro do quadrado murado da cidade, que muita gente diz que é uma boa região para ficar, ele ficava à 4 minutos de caminhada do Tha Phae gate, uma das entradas desse quadrado murado. E ficava também a uns 7 minutos do Night Baazar, mercado noturno em Chiang Mai. Eu falei no início do relato sobre onde ficar em Chiang Mai, tem um mapa inclusive. Mas resumindo, creio que se você se hospedar dentro do quadrado, ou na região dos gates, você estará bem localizado. O clima em Chiang Mai é bem mais fresco do que em Bangkok. A cidade tem uma vibe totalmente diferente que a metrópole Bangkok, o clima por aqui é mais de interior.

Era domingo, e já sabendo disso, programamos para este dia apenas a visita ao Sunday Market, feira de rua que acontece apenas aos domingos em Chiang Mai, das 15hs até tarde da noite.

Caminhando em direção ao Sunday Market começamos a perceber que os preços em Chiang Mai eram melhores que em Bangkok: 1 kg de roupa na lavanderia, em Bangkok 40 Baht, em Chiang Mai 30 Baht. O câmbio em Chiang Mai estava com melhor cotação. Agora atenção!!! Meia hora de Foot Massage por 80 Baht, 1 hora por 150 Baht, na rua do Sunday Market. Foi o melhor preço de massagem que vi em toda a Tailândia. O Sunday Market começa no Tha Phae gate e termina no Templo Wat Phra Singh, ou vice e versa. Cara, que feira animal, gigante, muitas coisas baratas e diferentes. Vende de tudo. Muitos artistas de rua. Muuuuita gente, muita, muita gente. Você anda trombando o tempo todo, principalmente conforme vai anoitecendo. Havia muito turista por lá, mas o negócio é que tinha muitos locais também. Vi muitos casais tailandeses passeando na feira por exemplo. Por lá você encontra uma porção de comidas diferentes que você não terá idéia do que é. Essa rua onde acontece o Sunday Market me impressionou pela quantidade de bares e restaurantes com decoração arrojada e moderna, dava vontade de sentar e comer em todos. Na verdade nesta rua a oferta de opções para comer é imensa, e acaba sendo triplicada no domingo com as opções das barraquinhas do Sunday Market. Esta rua também me impressionou pela quantidade de templos, pequenos, como se fossem igrejas de bairro sabe, mas bonitos. Nem me lembro exatamente o que comemos, sei que experimentei um pouquinho de muitas besteirinhas alimentícias que vendia por lá. Dei uma moeda de doação para uns ceguinhos que cantavam e tocavam músicas locais e no meio da rua. Tinha também uma Tailandesa ousada cantando Celine Dion. Comprei algumas camisetas regatas com estampas divertidas, já me preparando para as ilhas, por 90 Baht cada. Fiz meia hora de foot massage por +- 8 reais.

Foi uma tarde/noite incrível. Voltamos destruídos para o hotel de tanto andar para lá e para cá no meio de tanta gente. A primeira impressão da cidade foi maravilhosa, e já posso adiantar que fiquei apaixonado por Chiang Mai. Paixão daquelas de querer morar por lá, pelo menos por uns meses.

 

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DIA 5 – TIGER KINGDOM, WAT DOI SUTHEP E ZOO CHIANG MAI

 

Neste dia acordamos por volta das 8hs, tomamos o café da manhã no Seven Eleven, mais uma vez tinha um perto do nosso hotel, na verdade difícil será você se hospedar em um hotel que não fique perto de um. Depois nos arrumamos e fomos para frente do Tha Phae gate onde passam vários Red Cars, táxis e tuk tuks, com propósito de achar um transporte para o Tiger Kingdom, e depois Doi Suthep e Zoo.

 

Se você, assim como eu, desejar fazer esses 3 passeios, saiba que o Tiger Kingdom fica para um lado e o Templo Doi Suthep e Zoo ficam para o outro. Esses dois últimos são próximos. Dá para você fazer esses 3 em um mesmo dia tranquilamente. Você pode fazer como eu fiz, fui no Tiger Kingdom, voltei, peguei outro transporte e fui para o Templo e Zoo.

 

Bom, a idéia era usar os Red Cars para ir aos 3 locais, abordei dois motoristas e me deram o preço de 120 Baht por pessoa, mas se o carro enchesse ficaria por 100 Baht. Como funcionam esses Red Cars? Eles tem capacidade máxima de 10 pessoas, pelo que vi. Eles esperam um pouco para ver se enche de gente o carro, não enchendo, vão do jeito que está, quanto mais gente no carro, mais barato você paga.

 

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Como eu disse, já havia abordado 2 motoristas, vi que a faixa de preço seria essa mesmo, já estava prestes a fechar com o próximo Red Car que aparecesse, e eis que um Tuk Tuk surge pedindo 300 Baht para levar eu e minha esposa no Tiger Kingdom. Eu disse 200, ele disse 250, eu disse 200 de novo, ele aceitou e lá fomos nós de tuk tuk mesmo.

 

O trajeto é rápido, não me lembro exatamente, mas chutaria uns 20 minutos. Chegamos por volta das 9 hs, o local tinha aberto à pouco.

 

O Tiger Kingdom é um lugar super organizado, bem estruturado e com funcionários simpáticos e uniformizados. Na recepção fomos informados dos preços:

 

Ticket simples

 

-Big Tiger – 800 Baht por pessoa.

-Medium Tiger – 800 Baht por pessoa.

-Small Tiger – 900 Baht por pessoa.

-Smallest Tiger – 1000 Baht por pessoa.

-New born - 1000 Baht por pessoa.

 

Pacotes

 

Big ou Medium + Small ou Smallest – 1400 Baht por pessoa.

Big ou Medium + Small + Smallest – 2300 Baht por pessoa.

Big + Medium + Small + Smallest – 2800 Baht por pessoa.

Big + Medium + Small + Smallest + New born – 3500 Baht por pessoa.

 

Eu e minha esposa fechamos o pacote Big ou Medium + Small ou Smallest – 1400 Baht por pessoa. Fomos ver os Big Cats e os Smallest que tinham cerca de 3 meses. Ficamos tentados a ir nesse New born. É um tigrezinho recém nascido, se não me engano menos de 1 mês. Vi uma pessoa que foi visitar esse New born, e vi que fiz o melhor em não ir, pois, como ele é muito jovem, você não pode nem tocá-lo, para não correr risco do bichinho pegar doença e tal. Você só poderá tirar foto ao lado dele.

 

Dentro do Tiger Kingdom os tigres são separados por Big, Medium, Small, Smallest e New born, cada qual na sua jaula. Você entra na jaula que escolheu pagar e fica cerca de 15 minutos em cada. Sempre há um domador que te dá algumas orientações como: não pegar na cabeça do animal, não passar na frente dele, não falar alto, nada de movimentos bruscos. Ele é quem te dá as dicas de poses pra fotos. Esses domadores são bacanas, eles mesmos tiram fotos pra você com sua máquina. Não achei que os Tigres estavam dopados, muito menos mal tratados, mas como já disse no início do relato, só acho, certeza não tenho. Eles dormiam, mas até aí, sei que são animais noturnos então é normal eles estarem dormindo de dia. Quanto aos Big cats, por vezes tive a sensação que queriam me devorar. Alguns momentos se incomodavam com o fato de eu estar na traseira deles e despertavam com certa cara de raiva, mas logo o domador vinha com uma varinha acalmando a fera. Enfim, eu achei uma experiência maravilhosa estar ali tocando aqueles animais, até então intocáveis.

 

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Finalizada a visita, retornamos com o tuk tuk ao Tha Phae gate. Era por volta de 10h30. Fizemos um lanchinho no Mc Donalds que tem em frente o gate e depois fomos atrás de um Red Car para nos levar ao Doi Suthep e Zoo. Foi meio difícil achar um bom preço, os Red cars estavam todos vazios. Os tuk tuks não vão até o Doi Suthep que fica no alto de um morro, só os Red Cars e táxis sobem lá. Acabamos fechando com um Red Car por 250 Bath eu e a esposa. Ele nos levaria no Doi Suthep, nos esperaria por 1h20, depois nos levaria ao Zoo e só. Teríamos que nos virar para ir embora do Zoo.

 

O caminho para o Templo é uma subida, com muitas curvas, de um morro. Creio que esse percurso deve ter levado uns 35 minutos. Ao chegar no topo do morro, você deverá subir ainda mais para acessar o Templo. Você escolhe: uma escada com 300 degraus ou pagar um troco para subir em um tipo de elevador. O calor era infernal, o preço do elevador era barato, não pensamos duas vezes. A entrada do Doi Suthep custou 40 Baht por pessoa e o elevador mais 30 Baht por pessoa. Tinha uma filinha para o elevador, mas foi rápida. A subida mais rápida ainda, dele ter levado 3 minutos. Chegando, você deve tirar o calçado para entrar no templo. Esse é mais um lindo templo Tailandês. Tem o dourado como sua cor predominante. Vi por lá vários Tailandeses que rezavam e faziam oferendas, além de monges fazendo o mesmo. Uma hora é tempo suficiente para você ver o templo e tirar umas fotos. Descemos mais uma vez de elevador e lá embaixo estava nosso motorista nos esperando.

 

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Descendo o morro chegamos ao Zoo Chiang Mai. Ele fica no pé do Morro do Doi Suthep. A entrada para este Zoológico custou 150 Baht por pessoa, pagamos mais 100 Baht por pessoa para poder ver os Pandas, além de mais 40 Baht por pessoa para ter acesso ao ônibus que circula dentro do Zoo e te leva aos pontos de interesse. Para você que vai no Zoo, penso que esse ticket para o ônibus é bem necessário. O Zoo é grande, além de ter subidas e descidas. Andar aquele Zoo todo a pé é embaçado. Pagando essa taxa do ônibus, você pode andar nele de forma ilimitada. Ele para em 8 diferentes pontos, esses são os pontos que você pode embarcar ou desembarcar. Você pode ver todas as atrações do Zoo no site deles http://www.chiangmaizoo.com . Lá tem também os horários dos shows com os animais, eu não fui em nenhum.

 

Esse Zoológico é disparado o melhor que já fui na minha vida. Lá você interage de verdade com alguns animais. Você pode alimentar hipopótamos. Abusado que sou, cheguei a passar a mão no focinho do bicho. Alimentamos também Girafas, Veados, Ovelhas. Você também pode alimentar os Tigres colocando um pedaço de carne em uma vara e dando na boca dele. Vi um Coala realmente de perto. Esse Zoológico também tem um aquário bem grandinho, daqueles tipo túnel, sabe. Para ir neste aquário paga-se um valor à parte. Eu não fui, pois já pretendia ir ao aquário de Dubai que é no mesmo estilo. E claro, a principal atração do Zoológico, os Pandas. Que animais realmente bonitos! Ficamos por lá até o fechamento, 17hs. Na saída do Zoo, havia um Red Car juntando passageiros. Pagamos 100 Baht por pessoa e em 15 minutos estávamos no Tha Phae gate.

 

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Fomos para o Hotel, tomamos um banho, descansamos e saímos para jantar. Escolhemos um Italiano na rua do Sunday Market. Eu comi uma pizza de Marguerita, que na verdade é de mussarela. Ela é de tamanho individual, vende bastante por lá essas pizzas e o preço é meio que tabelado, 150 Baht. Minha esposa comeu um Espaguete à Bolonhesa também por 150 Baht, a carne bovina parecia bovina mesmo, falo isso porque carne bovina é algo difícil de se encontrar por lá. Devemos ter tomado um refri cada um que normalmente em restaurantes custavam 20 Baht cada. Nesta mesma noite, achamos um hotel chamado Sixth House, ficava na rua do nosso hotel, mas esse tinha lan house. Esvaziamos nossas máquinas fotográficas para um HD que levamos. Por acaso vimos um folheto de passeios que esse hotel oferecia e acabamos fechando nossa visita à uma fazenda de elefantes para o próximo dia.

 

 

CONTINUA...UM DIA COM ELEFANTES!

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Vi agora o relato e está muito bom

 

Gostaria muito de conhecer a Tailandia, já deixei a página nos favoritos, quando chegar do trabalho verei com calma, mas parabéns!

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    • Por Adren-Aline
      kkkk sensacionalista esse título heim? Mas é a pura verdade conforme vocês verão mais a frente .
      Vamos lá...
      Diferente de todas as outras viagens, essa não foi planejada por mim, e sim por um amigo que amo odiar, Fernando Luiz. Então não esperem celeridade da escrita, afinal dependerei da memória dele, bem como da nossa terceira companheira de viagem, a Ana Paula. Ambos eram marinheiros de primeira viagem, nunca haviam pisado fora do território tupiniquim e confiaram na minha "vasta" experiência para realizar essa viagem , tadinhos.
      Definimos o mês de novembro para viagem, início da alta estação. Ou seja, clima bom, preços ainda acessíveis e sem aquela invasão de corpos pálidos desfilando pelas praias rs. De modo geral a previsão esteve ao nosso favor, tirando o fato de ter pegado chuva em Moçambique com direito a tornadinho na Praia do Tofo.
      Ficamos um total de 20 dias, divididos da seguinte forma:
      14/11- Embarque Salvador x Guarulhos x Luanda
      15/11- Embarque Luanda x Cidade do Cabo - Cidade do Cabo
      16/11- Cidade do Cabo
      17/11- Cidade do Cabo
      18/11- Gangsbai - Embarque Cidade do Cabo x Joanesburgo
      ... a partir daqui foi onde a porra começou a desandar e o nosso roteiro cuidadosamente planejado foi lançado nas asas do destino. Então se eu fiquei sem saber o meu futuro, pq deveria adiantar isso pra vcs???? kkkkkkkk
      PREPARATIVOS
      - PASSAGENS AÉREAS
      Compramos os voos de Guarulhos até a Cidade do Cabo, retornando por Joanesburgo, pela TAAG, empresa aérea angolana. Analisamos por um longo período os preços das passagens e percebemos que o valor só variava de acordo com o dólar.
      3 meses antes da viagem batemos o martelo e a compra foi feita através do whatsapp fornecido no site da TAAG, muito seguro, afinal de contas a reserva era feita por esse meio mas o pagamento foi via PAYPAL. 
      *Informação importante: no site da TAAG vc só consegue comprar à vista, para parcelar em até 4 vezes com juros de 5% é necessário fazer a reserva por telefone ou whatsapp.
       
      Logo em seguida foi a vez do voo interno, Cidade do Cabo x Joanesburgo. A companhia escolhida foi a FLYSAFAIR (ou ônibus de asas como foi carinhosamente apelidada por nós), companhia low cost sul-africana com base em Joanesburgo. Apenas uma mala de 7 Kg e dimensões de até 56x36x23 cm^3 está inclusa no valor da passagem. Paga-se mais para comer, para despachar mala, para marcar assento, para respirar ar limpo rs...
      Como vcs podem observar, não fizemos a famosa Garden Route, ao nosso ver seria muito chão pra pouca atração, mas isso é uma decisão muito pessoal. Não digo que foi a melhor nem a pior decisão, foi apenas uma escolha.
       
      Por último mas não menos importante vem a passagem de Salvador para Guarulhos. Essa foi comprada pela LATAM.
       
      Custos:
      Passagem aérea GRU x Cidade do Cabo / Joanesburgo x GRU: R$1.792,64
      Passagem aérea Cidade do Cabo x Joanesburgo: 936,00 rands
      Passagem aérea SSA x GRU: R$269,80
      Passagem aérea GRU x SSA: R$209,58 (mais 2200 pontos multiplus)
       
      CURIOSIDADES (OU NÃO )
      - Money (que é good nós não have)
      Levamos a grana toda em dólar. Cerca de 1800 doletas para cada, escondidas por todos os lugares. Esse valor foi o suficiente para toda a viagem com sobra pra perder ou ser furtada (não sei ao certo o que aconteceu no meu caso). Ainda retornei com 500 dólares no bolso.
      Dos 1800 levados, 1100 dólares foram trocados por rands, moeda usada tanto na África do Sul quanto na Suazilândia. E 200 dólares foram trocados por metical, moeda oficial de Moçambique. 
      Cartão de crédito usei pouquíssimas vezes para tentar  fujir do IOF e da  flutuação  do dólar. Porém observei que é uma forma de pagamento amplamente aceito, pelo menos na África do  Sul.
      Durante o planejamento da viagem criei um grupo no whatsapp de mochileiros que fui coletando o telefone por aqui. Através desse grupo conhecemos o famoso OMAR. Genteeee OMAR é tudo de bom e merece um parêntese aqui
      (
      Quem é OMAR ou o que é OMAR? 
      Não sei bem responder...  Mas diria que trata-se de uma lenda rs. 
      De tanto ouvir as vantagens de fazer negócio com ele resolvemos procurá-lo. O engraçado ou desesperador foi a forma com que fomos recepcionados. Claro que foi mais coisa da nossa cabeça de tanto assitir filme de gângster. 
      A loja do OMAR, fica nos fundos de uma loja de celulares. Chegamos na loja e já mandamos um "we need to talk to Omar". O balconista nos apontou uma grade aos fundos da loja. Mas não era apenas uma simples grade e sim uma dupla. Daquelas que alguém aciona a primeira vc entra, fica enjaulado, e logo em seguida a segunda é acionada. Adrenalina já a mil! Encontramos Omar sentado com mais 4 homens sério em volta dele. Nos apresentamos e fomos conduzidos para a sala do chefão, mais grade. Lá sentamos e começamos a fazer o câmbio. Tudo muito tranquilo. Omar fala português. O câmbio com ele é extremamente vantajoso, creio que economizei cerca de 300 reais.
      Caso alguém queira o contato só avisar que passo no privado.
      )
      Então... Nosso câmbio ficou de 14,5 rands para cada dólar americano. E 1 real equivalia a aproximadamente 4 rands.
      A moeda da Suazilândia é equivalente ao rands. Não precisa fazer a conversão por lá. Todos os lugares aceitam rands. As vezes o troco é dado em Suazi. 
      A moeda de Moçambique é o metical. 1 dólar equivale a 60 meticais. E cada real equivalia a aproximadamente 18 metical.
      Resumo:
      1 USD = 14,5 rands = 14,5 suazi = 60 metical
      1BRL = 4 rands = 4 suazi = 18 metical
      - Idioma
      Dessa vez não tive problemas com o idioma . Não pq aprendi inglês de uma hora pro outra e sim pq durante a estadia na África do Sul e Suazilândia tinha meu Friend Translator (Fernando). Já em Moçambique pude gastar todo o meu português, era compreendida perfeitamente. 
       
      - Documentos
      Passaporte e o Certificado internacional de Febre amarela são obrigatórios.
      A PID - Permissão Internacional para Dirigir é meio polêmica. Pq? Bem...
       
    • Por daniela_menti
      Vou compartilhar este relato, pois quando resolvi fazer este roteiro não encontrei muitas informações sobre a parte de Zanzibar. Então, Senta aqui, que agora vou contar o causo de quando meus amigos decidiram ir pra África e me convenceram que seria uma boa ideia.
      Vamos lá. Eu havia voltado de um intercâmbio/ano sabático na Itália em setembro, sofrendo por não ter conseguido bolsa de estudos pra cursar o mestrado que eu queria, sem rumo na vida. Eis que aparece aquela promoção louca na Black Friday: São Paulo — Johanesburgo por 700,00 (mais taxas, claro). Qual o melhor jeito de esquecer uma viagem? é fazendo outra viagem. Entrei nessa com meus dois amigos de escola, o menino Rafael e o menino Matheus.
      Decidindo o Roteiro
      Compramos a promoção que era para 15 dias, saindo de São Paulo com uma conexão em Angola. Moramos próximo a Porto Alegre, e queríamos que o primeiro destino fosse Windhoeck, Namíbia. Só nessa brincadeira seriam 4 vôos e um dia perdido em conexões. Tudo bem até ai, não fosse o pequeno deslize de termos errado na planilha o horário saída do último voo (Johanes- Windhoeck) que nos deixou com uma conexão de 45 minutos em vez de 3 horas. Nunca na história desta indústria vital corremos tanto para pegar um avião! Cruzamos o aeroporto de Johanesburgo em 10 minutos, passamos pela imigração, que estava totalmente vazia, e chegamos 3 minutos antes de encerrar o embarque.

      Namíbia — Sossusvlei, Deadvlei, Sesriem
      Optamos por alugar um carro na capital, e sair cedinho até o deserto para pegar o nascer do sol e ver a coloração das dunas nesse horário. Conseguimos? Não.
      O que você precisa saber sobre Windhoeck, é que mesmo sendo uma cidade grande e bem desenvolvida, suas lojas, restaurantes, shoppings fecham as 17:00. Nós nos atrasamos porque ficamos brincando na wifi do hostel e não conseguimos trocar dinheiro e nem comprar comida para passar o dia no deserto. Por sorte encontramos uma loja de conveniência aberta, onde compramos água, pão e manteiga de amendoim, que foi nossa comida por muitos dias. 
      Saímos as 3:00 da manhã de Windhoeck em direção a Sossusvlei, as estradas são bem asfaltadas e sinalizadas até a metade do caminho, depois começam os trechos de estrada de terra, mas nada muito complicado. Nosso plano era chegar até o parque, e lá você pode pagar por um transfer, uma 4x4 estilo safári com um motora mais louco que o Marco Véio que te leva pro Deadvlei. Até lá, não é preciso alugar um carro 4x4.
      Pelo caminho encontramos, corujas desconfiadas, um moço pedindo carona no meio do nada, zebras, muitas zebras, gnus, oryx (esse bicho é um amor), babuínos, veados e mais zebras.

      Primeira parada: Solitaire
      Uma cidade fantasma que deve ser onde o Eustácio a Muriel e o Coragem devem morar. É o único ponto no caminho até o deserto com posto de gasolina, então é parada obrigatória. Aqui começaram os perrengues, nosso carro deu problema, o porta-malas resolveu que não ia mais fechar. Um senhor muito simpático que trabalhava na oficina ali perto do posto consertou para nós, sem cobrar nada.
       
       
       



      Segunda parada: Deadvlei
      Tão incrível ao vivo quanto as fotos que tínhamos visto na internet. Mas haja caminhada até as bonitas das arvores. O guia nos deixou na estrada e era uma caminhada de 20 minutos em linha reta até o vale, só que no sol do meio dia do mês de fevereiro parecia nunca terminar. 


       

      Ultima Parada; Canyon Sesriem 
      Me senti dentro das filmagens de Mad Max (inclusive acho que algumas cenas foram realmente gravadas aqui). Dormimos em Rietoog, num camping onde não tem nada para visitar por perto, mas tinha o céu mais estrelado que eu já vi na vida! 

       
      Devolvemos o carro no dia seguinte de volta a capital e pegamos um voo para Cape Town. O trajeto até lá já foi maravilhoso pois vimos o contraste das cores do fim do dia e a Table Mountain pela janela do avião. Nosso plano aqui era conhecer Cape Town e novamente de carro, fazermos a Gardens Route, uma das rotas mais bonitas da África do Sul.
      Cape Town me surpreendeu demais! A cidade é bem organizada e as estradas são de dar inveja a qualquer outro país, muito bem cuidadas e sinalizadas. Reservamos dois dias para conhecer o básico da cidade, o que foi pouco tempo em minha opinião, mas quem tem que voltar pro Brasil pra trabalhar as vezes tem que cortar um pouco do roteiro. 

      Visitamos apenas o básico, começando pela Boulders Beach, a famosa prainha dos pinguins simpáticos. Passamos pelo Cabo da Boa esperança  que tem uma vista linda da baía, e aproveitamos uma praia de Água cristalina e geladíssima, a Scaraborough Beach. 

       
      O dia seguinte foi reservado para subir a Table Mountain e conhecer um pouco do centro da cidade. Na manhã seguinte, acordamos cedinho e fomos para a Gardens Route. Neste post do meu blog, tem todas as informações de como fazer este percurso e quais são as principais paradas, mas vou listar aqui algumas delas:


       

       
      Agora é hora da pérola da viagem, pegar um voo em Port Elizabeth até Dar el Salaam, na Tanzânia para seguir até Zanzibar. Infelizmente não deu para conhecer todas as belezas da Tanzânia e nos limitamos apenas a cidade que seria nossa conexão com aquele paraíso de praias quase desconhecidas. O voo é num "teco teco" minusculo e leva apenas 30 minutos até a ilha, só havia eu e meus dois amigos de turistas naquele voo, acredito que a maioria opta por ir de Ferry, para aproveitar a vista. 
      Zanzibar:
      Stone Town - Nungwi - Kendwa e Uroa
      Stone Town é a cidade principal, onde tem o pequeno aeroporto, e muitos mas muitos mercados de temperos! A vibração do local com as cores é demais! As mulheres usam roupas extremamente coloridas, influência do hinduísmo pelo que li. Causamos total espanto ao pegarmos um "dala-dala" o transporte público da ilha, que consiste numa jardineira ATOCHADA de gente, carregando desde baldes leite, cachos de banana a até pilhas de casca de arvore secas. Pouquíssimas pessoas falam inglês, mas um rapaz que consegui conversar me explicou que nenhum turista vai para as praias no transporte público, eles optam por pagar até 50 dolars por um motorista particular. Mal sabem eles que perdem uma experiência por puro preconceito. Gostaram tanto de nós naquele dala-dala que uma senhora simplesmente jogou a filha dela em nossos braços para fazer uma foto. 

      Primeira parada: Nungwi Beach
      Pelas ruas você desfruta da companhia das crianças curiosas e de muitas cabras e galinhas soltas. O motorista do dala-dala ainda chocado com nossa presença, foi chamar o sobrinho que arranhava o inglês para nos guiar até o hostel. O dono do hostel é uma celebridade local, e aquele garoto estava tão contente de praticar o inglês dele que dava gosto até de falar sobre futebol. Nungwi não é uma praia turística, então os resorts ainda não se apoderaram da praia. Fizemos um passeio de barco e snorkel em alto mar por preços muito baixos, algo em torno de 15 dolars, graças aos contatinhos do dono do hostel. 

      Kendwa é linda, mas já é bem turística. 


      Depois de 3 dias neste pequeno paraíso partimos para Uroa Beach. Uroa tem hospedagens muito baratas por não ser uma área propícia para mergulho, devido a quantidade de algas na praia. E quando a maré baixa, você pode caminhar quilômetros a dentro do mar, e ver os locais colhendo as algas para vender. Cuidado com a maré! Ela sobe em questão de minutos, é muito normal ouvir historias de pessoas que ficaram ilhadas. 
       

       
      Fiquei 5 dias na ilha, mas meu conselho é: reserve uns 10 dias, para conhecer a parte sul da ilha, onde ela muito boa para esportes aquáticos. Converse com os locais, eles amam o Brasil e são muito simpáticos. Ah, e não esqueça, você vai ouvir muito a famosa fala do Rei Leão "Hakuna Matata", saudação local que significa "sem problemas". Realmente, quem vai encontrar problemas aqui? 
      Ao todo foram 16 dias
      2 só de ida e volta
      3 dias na Namíbia
      2 dia em Cape Town 
      2 dias na Gardens Route
      1 dia em Dar el Salaam
      4 dias em Zanzibar

      Mais informações sobre as hospedagens que eu fiquei neste roteiro, e mais curiosidades sobre a ilha, você pode ver aqui:  Momentos de Mochila
      Meu Instagram: @momentosdemochila
       
    • Por Oz Iazdi
      Senhoras e senhores, segue meu relato da viagem que fiz para os países Bálticos, com direito a um dia em Helsinki, na Finândia. Foram dez dias no total. Fui apenas eu e meu pai. Não foi uma viagem exatamente ao estilo mochileiro, pois ficamos em hotel ao invés de albergue, embora podemos dizer que sempre pegamos o hotel mais barato que encontramos, considerando que ele devia estar a uma distância caminhável das Cidades Antigas (e demos bastante sorte com os hotéis!). Só reservamos o hotel para os dois primeiros dias, porque decidimos definir o roteiro durante a viagem.
       
      LITUÂNIA
       
      Dia 1 – De São Paulo para Vilnius
       
      A viagem começou no dia 13 de fevereiro de 2015, sexta-feira. Pegamos um voô de São Paulo às 21:30hs até Paris. Classe Econômica é só sofrimento em voôs longos... As cadeiras da Air France são bem apertadas. Chegamos em Paris perto da hora do almoço e pegamos outro avião em direção à Riga (Letônia) na parte da tarde, o que não nos deixou tempo para conhecer Paris. O voo até Riga pareceu que demorou um século, mas estávamos mesmo era preocupados com a última conexão. Chegando em Riga, tínhamos apenas meia hora para pegar o voo até Vilnius (Lituânia). Saímos correndo do avião junto com mais um pessoal que ia fazer a mesma conexão. Apesar da preocupação, deu tudo certo. Embarcamos no voo e em 50 minutos estávamos chegando no nosso destino inicial!
      O custo das passagens foi de R$ 2.450,00 ida e volta. Na ida, o trecho inicial foi São Paulo – Paris – Riga – Vilnius, sendo os dois primeiros pela Air France e o último pela Air Baltic. Na volta, os trechos foram Tallinn (Estônia) – Amsterdam – São Paulo, sendo o primeiro trecho operado pela Estonian Air e o segundo pela KLM.
       
      Chegamos no aeroporto de Vilnius às 20:30hs do dia 14. Como a imigração foi feita na França, quando chegamos na Lituânia não passamos por nenhum tipo de alfândega. O aeroporto é bem pequeno e estava praticamente deserto. Logo na frente do aeroporto tem um ponto de ônibus. Pegamos um até a Cidade Velha, onde era o nosso hotel. A passagem é 1 euro por pessoa. Desembarcamos a uns 600 metros do hotel e fomos a pé com nossas mochilas. O problema é que meu pai estava com uma mochila grande de rodinhas e, pra ajudar, uma das rodas quebrou durante o voô de ida. Então deu um certo trampo pra carregar a mochila até o hotel, principalmente se considerarmos que estava -2ºC.
       
      Enfim, chegamos vivos ao Hotel Europa Royale. A diária do quarto para duas pessoas saiu R$ 172,00. O hotel é muito bom e aconchegante, além de estar localizado dentro da Cidade Antiga. Só para esclarecer, nas capitais de todos os países Bálticos a parte turística das cidades são os bairros nos quais se localizavam as cidades medievais (Old Town), com as casas antigas, catedrais, muros e torres remanescentes ou que foram restauradas após a II Guerra Mundial.
       
      Como estávamos morrendo de fome, decidimos esbanjar e ir em um restaurante alemão na frente do hotel chamado Vokieciu. Pedi um cordeiro com batata assada e uma cerveja local, a Svyturys Ekstra. A comida e o atendimento estavam excelentes, mas a cerveja achei bem fraquinha. O prato saiu por 20 euros e a cerveja 4.5 euros. Saindo de lá, saímos para caminhar um pouco e paramos no Pub The Portobello para 660 ml de Guinness por 3.6 euros. Como estávamos cansados pela viagem e já estava tarde, só restou voltar para o hotel e desmaiar.
       
      Dia 2 –Trakai e a aventura no gelo.
       
      Tomamos café as 8hs no belíssimo restaurante do hotel. As opções do café da manhã eram bem saborosas, com destaque para o brioche de maçã. Enquanto esperava meu pai tomar banho, sai rapidamente para bater umas fotos de Vilnius e ir até o centro de informações para saber certinho como ir até Trakai, que é uma cidade que tem um castelo medieval e seria nosso primeiro passeio. Após pegar as informações no centro e um mapa de Trakai, fomos até o terminal de ônibus. O terminal fica a cerca de 1km do portal da cidade antiga e, como nosso hotel era praticamente ao lado do portal, fomos caminhando até lá. A passagem até Trakai saiu por menos de 2 euros o trecho e dura cerca de 25 minutos a viagem até lá. Ao chegar na cidade, você vai caminhando até o castelo, conhecendo a cidadezinha e os demais pontos de interesse marcados no mapa.
       
      Vilnius
       
      Pub
       
      Restaurante alemão
       
      Lugar do café da manhã e um tio olhando com um sorriso amigável.
       
      Caminho até a estação de ônibus
       
      Caminhando por Trakai
       
      Arquitetura da antiga URSS
       
      Lago congelado
       
      Trakai
       
      Como era o nosso primeiro dia andando ali no Báltico (e dada nossa falta de experiência com tal clima), fomos aprendendo a não andar no gelo! Durante todo o caminho, é sempre importante procurar os trechos com terra ou com um gelo mais áspero, se não, a chance de cair de bunda no chão é gigante... Durante a caminhada até o castelo, existe a opção de ir por terra ou caminhar pelo lago, que congela no inverno. Obviamente que fui caminhando pelo lago, já que estava menos escorregadio e era uma experiência nova, à parte o cagaço nos primeiros passos, com medo do gelo quebrar! Durante a caminhada encontramos uma galera jogando hockey e um rapaz tentando pescar em um buraco no gelo. Não parecia que o pacato cidadão estava tendo muito sucesso. Antes de chegar no castelo, ainda paramos em um café para tomar um capuccino (1.5 euros).
       
      Com cagaço de andar no lago
       
      Joinha para a pesca esportiva!
       
      Castelo de Trakai ao fundo
       
      Galera do Hockey
       
      Castelo
       
      O Castelo de Trakai é incrível, valendo muito a pena pagar 5.5 euros para entrar nele (estudante paga meia). Você se sente na Idade Média lá dentro... É uma experiência única. Além da arquitetura, o castelo também possui algumas instalações que funcionam como um museu, para contar a história do lugar. Uma curiosidade é o período no qual Trakai foi comandada pelos Karaites no fim do século XIV. Era um povo de origem turca e que ainda deixou uma herança cultural na região.
       
      Dentro do castelo
       
      Na capela do castelo
       
      Galerinha das antigas
       
      Saindo do castelo, ainda deu tempo de tomar mais um café e voltar até o terminal de ônibus. Saímos de Trakai às 15:45hs. Os ônibus saem, em média, de 30 em 30 minutos até Vilnius. Chegando na capital, fomos até o mercado Rimi (será seu melhor amigo durante a viagem) para comprar água, porcarias e bebidas. O preço, em geral, é mais barato que no Brasil e a qualidade das frutas é incrível. Na volta para o Hotel, ainda parei em uma loja de cds que ficava no porão de uma outra loja. Comprei dois cds de bandas da Lituânia por cerca de 9 euros cada (em média, cd é uma coisa cara no Báltico), após fazer o atendente colocar uns 10 cds para eu escutar e escolher o que queria comprar.
       
      Saindo de Trakai
       
      Mansão no caminho
       
      Chegando em Vilnius
       
      Após tomar um banho, saímos para jantar em um restaurante francês perto do hotel. Tinha um francês bem doido que ficou batendo papo com a gente. Pedi uma panqueca de salmão por 5.5 euro e meu pai um peixe por 10 euros. Achei a comida boa e suficiente pra matar a fome. O curioso é que uma das garçonetes do lugar tinha visitado o Brasil e até ensaiou umas palavras em português. Depois de comer, era hora de descansar para conhecer um pouco de Vilnius no dia seguinte.
       
      Dia 3 – Vilnius e as 16 fogueiras da independência
       
      Saímos de manhã para caminhar pela cidade antiga. Por azar, meu pé esquerdo começou a doer bastante nesse dia, provavelmente pela falta de amortecedor na botina que usei... Mas dane-se, eu ia andar até meu pé cair. Como era feriado de independência, os museus estavam todos fechados. Passamos pelas belas catedrais da cidade antiga e pelo curioso bairro de Uzupis, que se considera um “país” próprio e até tem uma data de independência no dia 1 de abril (por que será, né?). Ali na entrada do bairro existem várias pontes com cadeados, como é famoso na França. No entanto, essa tradição é bem antiga por esses lados da Europa...
       
      Vilnius
       
      Vilnius
       
      Uzupis, a ponte dos cadeados e o menino de uma luva só
       
      Uzupis
       
      Saindo de Uzupis, fomos até a colina de Gediminas, cartão postal de Vilnius. Você pode subir a colina andando ou de teleférico. Fomos andando. Lá de cima, é possível avistar boa parte de Vilnius, tanto a parte antiga quanto a mais nova. Saindo de lá, fomos até a Rua Gediminas, onde meu pai aproveitou para comprar uma bota e paramos para um café.
       
      Catedral
       
      O outro lado de Vilnius
       
      Gediminas
       
      Cavaleiro Gedi... ...minas (que piada tosca!)
       
      Praça principal, onde iriam acontecer o show da independência
       
      Catedral
       
      Decidimos pegar o ônibus 53 até o shopping Ozas, que fica um pouco distante da cidade antiga. Como não entendemos como o ônibus funcionava, fizemos o trecho todo de graça... O shopping tem mais tamanho do que qualquer outra coisa, mas serviu para termos uma boa noção dos preços das coisas. Aproveitei para comprar um amortecedor de calcanhar para o meu pé e uma camisa da seleção de basquete da Lituânia, a pedido de um amigo. Após as compras, comemos lá no shopping mesmo. Resolvemos arriscar um prato de 5 euros, que você podia montar. Era um prato brutal, com repolho, beterraba, carne de porco empanada, molho branco, legumes e arroz. Embora uma comida simples, gostei bastante.
       
      Shopping Ozas
       
      Pegamos novamente o 53 para voltar ao hotel. No meio do caminho, subiram dois fiscais no ônibus pedindo os bilhetes. Como não tínhamos e eles perceberam que não sabíamos como a coisa era, falaram para nós comprarmos direto do motorista, por um euro. Provavelmente nos livramos de uma bela multa. Chegamos no hotel no final da tarde e descansamos um pouco.
       
      Ao anoitecer, fomos até a praça da catedral, onde estava tendo um show pela comemoração da independência. Além disso, na rua Gediminas tinham 16 fogueiras acesas, representando a independência da Lituânia. Elas também serviam para esquentar o pessoal, afinal, não é lá muito quente o inverno por lá...
       
      Shows da Independência
       
      As fogueiras
       
      Para terminar a noite, resolvemos experimentar a culinária local no restaurante Forto Dvartas. Experimentamos uma sopa de cogumelo muito saborosa, panqueca feita de batata e recheada de bacon, além dos famosos cepelinai (mais conhecidos como zeppelins), que são um tipo de batata recheada (pedimos com carne de porco). Achei a textura bem diferente e um gosto que me lembrou pamonha! Para beber, experimentei o hidromel sem graça da casa. Os pratos são bem em conta, custando até cerca de 8 euros e também são bem servidos. E assim acabou a última noite em Vilnius.
       
      Zeppelins
    • Por rtsrodolfo
      Saudações mochileiros!!
      Este é o meu primeiro relato do site, e acho que de qualquer outro lugar também. Nuca fui muito de escrever, então já peço sugestões e dicas para melhorar e poder ajudar cada vez mais. Antes de qualquer coisa, muito obrigado aos que ajudam postando informações aqui no site. Visitei a Tailândia no início de 2015 e não sei o que seria de mim sem os relatos que estudei aqui. Meu nome é Rodolfo Tallarida, tenho 29 anos e meus destinos favoritos são ilhas e praias. Tentei resgatar o máximo de informações possíveis e juntar nesse relato. A viagem foi feita em dezembro de 2015, com 2 amigos (Daniel e Patrícia). Acho que a parte mais difícil do relato foi separar as fotos. Minhas viagens são sempre com uma Gopro na mão em modo time-lapse. Ou seja, no final desta viagem foram cerca de 8 mil fotos só minhas, hahaha . Vou aos poucos postando mais fotos no instagram para quem gosta do app também.
       
      Instagram.:
      Rodolfo Tallarida - @rtsrodolfo
      Patrícia - @patymoreno8
      Daniel - @danielrjrj
       
      Email.: [email protected]
      Facebook.: Rodolfo Tallarida
       
      Algumas informações sobre as Filipinas.:
       
      Moeda
      A moeda local é o peso filipino(PHP). Hoje, 1 dólar americano, corresponde a cerca de 47 pesos filipinos. Para trocar a moeda não vi muita dificuldade. Em todas as cidades existem pequenas casas de câmbio ou você pode trocar em diversos restaurantes ou lojas de conveniência mesmo, porém com uma cotação não tão boa.
       
      Compras
      Esqueça a ideia de compras nas Filipinas, pois além de não encontrar quase nada, os preços são mais caros. Souvenirs(adoro lembraças ) também são bem escassos. Aproveite para comprar um chaveiro ou artesanato no DMall em Boracay que tem maior variedade.
       
      Para entrar nas Filipinas
      Brasileiros não precisam de visto para entrar nas Filipinas. Apenas carteira de vacinação de febre amarela. Tranquilão, menos um custo na sua viagem
       
      Religião
      A maioria esmagadora é cristâ, portanto respeite a cultura local.
       
      Idioma
      Vai encarar tentar aprender filipino para viajar? hahahaha...esqueça pq não dá pra entender naaaaada. Se esforce apenas em aprender a falar obrigado em filipino, que é Salamat. Se estiver bem feliz, diga Salamaaaaaaaat. Relax pq todo mundo por lá fala inglês. Placas, cardápios, guias...tudo é em inglês mesmo.
       
      Hospedagem
      Não faço questão de hotéis de luxo, até pq costumo ficar fora o dia inteiro. Pesquiso bastante nos sites booking.com, hoteis.com, trivago, e no caso da Ásia, o Agoda também é muito bom. Sempre vejo também os custos de hostels, que as vezes são ótimas saídas. Já me hospedei algumas vezes em hostel e todas as minhas experiências foram muito boas. Um bom lugar para se pesquisar hostels é o site hostelworld.com. Nesta minha viagem o custo estava saindo quase o mesmo entre hostel e hotel. Para mim, um quarto com ar condicionado e um banheiro já está ótimo. Qualquer outra coisa, como piscina, academia e demais são dispensáveis já que costumo passar o dia inteiro aproveitando o lugar. Uso o hotel apenas para passar a noite. Como fechamos os hotéis 2 semanas antes de nossa viagem, eu sabia que as opções seriam bem restritas, mas acabou que conseguimos uma boa relação custoxbenefício. Acredito que se reservar com mais antecedência, é possível reservar excelentes hospedagens por excelentes preços. Sempre compare os preços entre os sites e preste muita atenção nos detalhes do quarto como disposição de camas, café da manhã, chuveiro com água quente e outros. Claro, também verificar a localização do hotel. Ah, procure também por cupons de desconto. É relativamente fácil achar desconto de 5 a 10% no google para o site hoteis.com. Hotéis mais distantes do centro nervoso costumam ser mais baratos, mas o trabalho de translado é maior também, fora o tempo que se perde. Wifi é MUITO importante. Wifi nas Filipinas é item de luxo, portanto leve muito em conta se o hotel tem wifi no quarto ou nas áreas comuns apenas. Vejam as avaliações dos hóspedes nos sites e no tripadvisor, se tiver. Como falei, costumo viajar e aproveitara bastante o dia, então não gosto de gastar fortunas em hotéis. Meu primeiro filtro nos sites de busca é o valor(de menor para maior). Reservei tudo aqui do Brasil e pelo site Hoteis.com. Com 2 semanas de antecedência, minhas seleções foram as seguintes.:
      Boracay
      Seabird International Resort and Country Club - 2 noites por R$282,20, quarto de casal com café da manhã incluído
      Cebu (Oslob)
      Sebastian - 4 noites por R$829,76, quarto para 3 pessoas com café da manhã incluído
      El nido
      Bik Creek Mansion - 4 noites por R$910,73, quarto para 3 pessoas com café da manhã incluído
      Coron
      Coron Village Lodge - 5 noites por R$758,22, quarto para 3 pessoas apenas hospedagem
       
      Rápida avaliação sobre cada hotel.:
      Seabird em Boracay.:
      apesar de ter ficado menos de 24 horas, gostei do lugar. Atendentes muito atenciosos e prestativos. Fui recepcionado com suco e muita atenção. Quarto limpo, boxe com cortina, banheiro muito bom, toalhas e itens de banho disponíveis for free. O melhor é a localização. Fica a menos de 1 minuto da praia principal e a 2 minutos do D Mall. Com certeza me hospedaria novamente. O único problema foi que no último banho, a água não esquentava de jeito de nenhum. Eu sou muuuuuito friorento, então isso me incomodou um pouco. Café da manhã padrão de todos os hotéis que fiquei. A lá carte com escolha entre café da manhã estilo Americano ou Filipino.
       
      Sebastian em Cebu.:
      Superou expectativas. Esse hotel definitivamente não sabe fazer marketing do seu negócio. O hotel tem uma vista espetacular e um nascer do sol incrível. Fica de frente pra praia que tem uma água sinistra de bonita. Você toma café da manhã no deck de frente pro mar vendo o nascer do sol. Piscina estilo infinita de frente pra praia. Eles tem caiaque e standup for free!!! hahaha..
      Único problema encontrado foi que o wifi não pegava no quarto, apenas no corredor. Café da manhã a lá carte. Me hospedaria facilmente again Ah, o chuveiro é junto com a privada, então tem q tomar um pouco de cuidado para não molhar tuuudo.
       
      Big Creek em El nido
      muito peculiar esse hotel. Tem um estilo muito estranho lembrando um pouco estilo de época antiga com decorações de madeira em todos os lugares. A entrada foi motivo de zoeira a viagem toda porque era um canteiro de obra. Não acreditamos até hoje que a entrada é realmente ali. Cada quarto tem sua mesa de café da manhã em frente a porta do quarto. Banheiro com boxe com cortina. O hotel fecha vários pacotes com os mesmos preços praticados na rua e te buscam na porta do hotel. Problemas encontrados.: uma mega barata no banheiro(a Patrícia só soube disso no terceiro dia e quase nos matou por causa disso) e vários picos de luz. O ar condicionado tinha vida própria e ligava e desligava sozinho várias vezes. Queimei meu carregador do celular e da gopro no quarto do hotel(levem filtro de tomada). Consideraria escolher outra opção de hotel para ficar, mas na falta de opção até aceitaria me hospedar de novo por lá. Outra coisa mega importante é que o hotel menciona ter wifi. Eles tem aquele token antigão que não serve pra nada! Não carregava nem mensagem no whatsapp.
       
      Village Lodge em Coron.:
      a pior hospedagem da viagem com certeza. Tivemos vários problemas e com certeza não me hospedaria de novo lá. Quartos muito sujos, com traças, fezes de cupim por tudo que é canto, chuveiro que não funcionava e faltava água, descarga quebrada, sem wifi nos quartos e um atendimento muito precário. Não posso citar nenhum ponto positivo do hotel. Tivemos que trocar de quarto 3 vezes e os problemas continuaram mesmo assim. Vale pagar um pouco mais caro e escolher outro lugar.
       
      Voos
      Eu sou fã da Air Asia pelo fato de suas passagens serem extremamente baratas, o serviço ser muito bom e nunca ter tido nenhum tipo de problema ou atraso. Infelizmente a Air Asia opera apenas em determinados aeroportos das Filipinas e com poucos voos, mas são os mais baratos com certeza. A que tem o melhor preço e melhor disponibilidade de voos nas Filipinas é a Cebu Pacific. A Philippines Airline também é uma opção para viagens internas. Sempre compre diretamente no site da cia, pois o preço é sempre mais baixo. Atenção aos limites de bagagem que são bem diferentes entre cada uma delas. As vezes a seleção default é sem nenhuma bagagem, então atenção na compra. Normalmente o custo mais alto das viagens acaba sendo as passagens aéreas, então pesquise alternativas no seu roteiro. Perco MUITO tempo montando e remontando alternativas de roteiro, alterando a ordem dos destinos para deixar a viagem mais barata possível. A diferença de um dia para outro ou alterar a ordem dos destinos altera bastante no valor final da viagem. Vc vai gastar alguns dias fazendo inúmeras planilhas, mas planejar viagem é assim mesmo. Eu até gosto Considere um dia inteiro para translado de uma ilha a outra. Por mais que os voos sejam rápidos, normalmente não mais que 1 hora e meia, a logística de transporte hotelxaeroportoxhotel é bem complicada, fora os atrasos que, pelo menos na época que fui, aconteceram em 95% dos voos.
       
      Voos internos.:
      Manila - Kalibo(Boracay) : Air Asia, R$156,00 - esse foi o voo que perdi por causa do atraso da Emirates
      Manila - Kalibo(Boracay) : Cebu Pacific, cerca de R$250,00
      Caticlan(Boracay) - Cebu : Cebu Pacific, R$172,00
      Cebu - Puerto Princesa - Cebu Pacific, R$392,00
      Puerto Princesa - Coron : Cebu Pacific, R$392,00
      Coron - Manila : Philippines Airline, R$608,00
       
      Voo internacional:
      Rio de Janeiro - Manila - Rio de Janeiro : Emirates, R$500,00
      O preço foi essa miséria aí pq início do ano em minha ida a Tailândia, voando pela Emirates,tive uma situação de overbooking e acabei ganhando uma passagem ide e volta da Emirates para Dubai. Como eu já conhecia Dubai, optei pagar 100 doletas + taxa de embarque e trocar o destino para Manila
       
      Translados nas ilhas Filipinas
      Be ready para altas aventuras se você for um viajante on a buget. Separe um short ou bermuda bem confortável, uma camiseta bem light e um chinelão, pois as jornadas são longas. Claro que existem as opções mais práticas, mas mais caras. Vamos aos translados que escolhi e os que acabei cogitando como segunda opção.
       
      Como chegar em Boracay
      Para chegar em Boracay, existem 2 aeroportos. O Kalibo e o Caticlan. O maior e que tem mais voos, horários e cias aéreas operando é o de Kalibo. As passagens aéreas costumam ser mais baratas para lá. A partir dele você deve pegar uma van para o porto de Caticlan(cerca de 2 horas), depois uma "banka"(estilo de balsa, que leva cerca de 10 minutos), para então pegar sua van/moto até o hotel(não mais que 15 minutos). Se optar pelo aeroporto de Caticlan, você economiza a viagem de van de Kalibo até o porto de Caticlan, já que o aeroporto fica a cerca de 5 minutos do porto. A melhor empresa para fechar todo o translado aeroportoxhotel é a southwest. Sugiro agendar e comprar o translado ainda aqui no Brasil. Sai pouca coisa mais cara, mas vc garante seu lugar no ônibus que é mais confortável e tem horários frequentes.
      O site da empresa é http://www.southwesttoursboracay.com/
      O valor hoje é de 650php para o serviço door to door.
       
      Como chegar em Cebu
      Cuidado, existe a província de Cebu, a ilha de Cebu e a cidade de Cebu. O aeroporto de Cebu fica na província de Cebu, mas na cidade Lapu-Lapu, na ilha Mactan. Os hotéis e o centro nervoso ficam na Cebu City(a pronúncia foi motivo de risos a viagem toda(cebucite )). É na cidade de Cebu que a maioria dos turistas ficam por ser um centro com comércio mais ativo e desta forma ter mais acesso aos mercados, mercearias e empresas de turismo. As principais atrações turísticas ficam no sul da Ilha de Cebu. Atrações como Tumalog, Kawasan, Whaleshark ficam todas mais pro sul da ilha. Vc escolhe ficar no centro com facilidades de comércio e uma região mais movimentada, mas longe das principais atrações, ou fica mais pro sul perto das atrações, porém sem comércio quase que nenhum. Para chegar a Cebu City, vc deve pegar um taxi no aeroporto. Não esqueça de perguntar se o taxímetro vai ligado ou combine um valor antes de entrar no taxi. Para chegar nas áreas mais ao sul da ilha vc pode negociar o taxi no aeroporto(valores no relato da viagem) ou pegar um taxi até o terminal sul rodoviário de Cebu e então pegar um ônibus para o seu destino. Cuidado pois os horários dos ônibus encerram cedo, por volta de 9 da noite se não me engano. Se for fazer esse translado durante o dia, se prepare, pois o transito de Cebu é caótico demaaaaaais. Taxi do aeroporto até o terminal rodoviário são 20 minutos sem trânsito e do terminal rodoviário até Oslob, por exemplo, são cerca de 5 horas.
       
      Como chegar em El Nido
      O meio mais praticado para chegar em El Nido é pegando um voo para Puerto Princesa e depois uma van/ônibus para El Nido. De Puerto Princesa para El Nido são cerca de 6 horas numa estrada beeem sinuosa e chatinha demais. Fazer com as vans que são negociadas na porta do aeroporto é bem desconfortável, fora que sempre tem alguma pegadinha. Sugiro fechar um translado de ônibus ainda aqui no Brasil para fazer a viagem mais tranquilo. Outra opção para chegar em El Nido é de banka via Coron. Essa opção você fica a mercê das condições do mar. São cerca de 7 horas de banka que podem ser tranquilas, turbulentas ou podem até mesmo não acontecer por condições climáticas. A melhor opção, porém beeem mais cara é comprar uma passagem de avião para o aeroporto de El Nido. As passagens devem ser cotadas via e-mail e tem horários bem reduzidos. O aeroporto é particular de um resort. O site com mais informações é o http://www.elnidoboutiqueandartcafe.com/TravelCenter.html
       
      Como chegar em Coron
      Coron acho que de todos os destinos que fui é o mais tranquilo de se chegar. O aeroporto fica na região de Busuanga e tem esse nome também. Do aeroporto até o centro onde ficam todos os hotéis só existem vans e com preço fixo em 150php. Ao sair do aeroporto, você será abordado pelos motoristas das vans. Diga que já tem reserva no hotel porque muitos hotéis já tem vans específicas para o translado. A viagem dura cerca de 30 minutos e é bem tranquila. Outra opção para se chegar a Coron é via banka vindo de El nido, mas com os mesmos problemas citados no caminho contrário.
       
      Roteiro Planejado
      13/12/2015 - Saída do RJ
      14/12/2015 - Chegada em Manila. Manila->Kalibo->Boracay
      15/12/2015 - Boracay
      16/12/2015 - Boracay-> Cebu
      17/12/2015 - Cebu
      18/12/2015 - Cebu
      19/12/2015 - Cebu
      20/12/2015 - Cebu -> Puerto Princesa -> El Nido
      21/12/2015 - El Nido
      22/12/2015 - El Nido
      23/12/2015 - El nido
      24/12/2015 - El Nido -> Puerto Princesa -> Coron
      25/12/2015 (NATAL) - Coron
      26/12/2015 - Coron
      27/12/2015 - Coron
      28/12/2015 - Coron
      29/12/2015 - Coron -> Manila
      30/12/2015 - Manila -> RJ
       
      Pontos de interesse planejados
       
      Em Boracay
      White Sand Beach
      Willy's Rock
      Ariels Point
      Diniwid Beach
      Dmall
       
      Festa, bebida, comida, ilha foda, snorkel, cliff jumping..gosta disso tudo? Então “perca” um dia conhecendo o Ariels Point.
      Aproveite o Dmall para comer em restaurantes bons com comida de tudo quanto é canto do mundo e comprar as lembranças da viagem.
      Se fosse de novo, faria certamente o passeio de parasail e iria no G-Max, um tipo de slingshot humano.
       
      Em Cebu
      Oslob Whaleshark Watching
      Tumalog Falls
      Kawasan Fall
      Canyoneering Kanloab River
       
      Para o Whaleshark, a dica é chegar cedo! Se não tiver roupa de mergulho ou uma lycra, a água-viva pode incomodar um pouco, mas nada óóóóó. Eu fui de sunga
      Não deixe de fazer o Canyoneering de jeito nenhum..leve sua sapatilha de mergulho ou tênis que possa molhar. Bolsa a prova d’água também é item indispensável.
       
      Em El Nido
      Tour A: recomendo
      Small Lagoon, Big Lagoon, Secret Lagoon, Simizu Island and Entulala Island
       
      Tour B: não recomendo
      Snake Islands, Cudugnun Cave, Catherdral Cave and Lagen and Pinabuyutan Island
       
      Tour C: o melhor de todos
      Matinloc and Tapuitan Islands. Secret Beach, Matinloc Shrine, Hidden Beach and Helicopter Island.
       
      Tour D: não recomendo
      Cadlao Island, Pasandigan Beach, Nat Nat Beach, Bucal Beach and Paradise Beach
       
      Não deixe de fazer o tour A e o C. O tour normalmente leva um dia inteiro, portanto não planeje mais nada no dia que for fazer o tour. Não esqueça de levar sua sapatilha de mergulho. Se tiver tempo, tente fazer o zipline em Las Cabanas e subir o Taraw Cliff também. Acho que vale muito a pena a vista. Restaurantes que recomendo: Altrove e Lucky Alofa
       
      Em Coron
      Ultimate Tour:
      Kayangan Lake, Twin Peaks Reef, Hidden Lagoon, Bulungan Beach, Calachuchi Coral Eden, CYC Is
       
      Tour privado: Você monta o reoteiro. Roteiro que fizemos:
      Kayangam lake, Barracuda lake, Twin Lagoon, Siete Pecados e Skeleton Wreck
       
      Mergulho com cilindro em navios naufragados também é uma ótima pedida! Não esqueça que mergulhos com cilindro precisam de certificação. Não tem curso? Faça lá e tenha sua carteira pra mergulhar em qualquer lugar do mundo. Escolas de mergulho é o que não falta por lá. Da para tirar um OW(open water) em cerca de 3 dias.
       
      Relato
      Dias 13 e 14/12/2015
      O voo diário da Emirates para sua matriz em Dubai, sai diariamente do Rio de Janeiro as 03:10 e lá estava eu pontualmente no aeroporto para embarcar. Logo nos dois primeiros dias de viagem, já tinha história para contar. História que sinceramente podia ter ficado para uma outra vez, e não naquela ocasião. Embarquei no aeroporto do RJ pela Emirates com passagem para Manila fazendo escala em Dubai. Em Manila faria uma pequena escala de cerca de 4 horas e pegaria um voo pela AirAsia com destino a Kalibo, de onde pegaria um ônibus, uma balsa e um taxi para então chegar ao meu hotel em Boracay. Já na primeira perna do voo (RJ-Dubai) tive uma surpresa. O meu voo vinha da Argentina e acho que muita gente conhece a fama do time River Plate de lá. Vocês devem estar pensando: nossa, ele pegou o mesmo voo que o time do River! Não. Eu peguei o mesmo voo que a torcida do River. Acho que 70% do voo era de torcedores uniformizados, com suas bandeiras, fantasias e tudo mais. Acho que só faltaram os fogos. Os primeiros e os últimos 50 minutos do voo foram como se o time estivesse ali na frente deles. Gritavam, cantavam e as vezes até pulavam para o desespero da tripulação. Sou flamenguista, mas vi uma torcida saudável festejando a classificação do time para o mundial. Não me senti incomodado, uma vez que o resto do voo não se ouvia nem um ronco sequer das centenas ali dormindo. Tudo certo até então. Voo pontual e escala de 4 horas em Dubai também. A Emirates sempre foi um exemplo de cia para mim. Sempre elogiei e tive a certeza de que era a melhor do mundo. Infelizmente, meu pensamento mudou naquelas primeiras 24horas. A Emirates me levou do céu ao inferno em 1 voo. Após ter feito o lanche em Dubai utilizando o voucher que a Emirates havia me dado, já que minha escala era de 4 horas, fui para a fila e embarquei no meu voo em direção a Manila. Deveria chegar em Manila as 16:00hrs do horário local, mas não foi o que aconteceu. As 16:30 o piloto começou a realizar os procedimentos de descida e informou que o atraso era por conta do tráfego intenso em Manila. Até aí OK, sem problemas. Quando o avião embicou para pousar na pista, através da câmera do avião pude perceber que o aeroporto não tinha um porte tão grande como eu esperava. Olhei pela janela e puder ver que mais parecia uma base das forças aéreas do que um aeroporto internacional. Ao pousar, pude ler em um dos hangares (air force airport). Logo depois alguns caças e helicópteros camuflados. A esta altura, os passageiros, 99% filipinos, já estavam num alvoroço total tentando entender o que havia acontecido. Ao estacionar o avião praticamente no meio do pátio do aeroporto, o piloto informou que estávamos no aeroporto de Clark, situado a cerca de 160km de Manila, conforme demonstrava o painel na televisão individual do sistema de entretenimento àquela altura. O piloto informou que havia uma questão meteorológica e uma falha mecânica, mas que o time em solo já estava trabalhando para resolver e que não era para ninguém se levantar. Olhando pelas janelas e pelas câmeras não se via uma alma sequer no pátio do aeroporto. Parecia estarmos num campo abandonado. Só havia o nosso avião parado no meio do pátio e mais nada. Nenhum carro de apoio, nenhum carro de polícia, de carga, de nada. Éramos nós e somente nós ali no pátio naquele momento. Ficamos ali presos dentro do avião parado por mais de 3 horas sem receber mais informações. Aeromoças informavam que iriamos decolar novamente em direção a Manila, mas novamente não foi o que aconteceu. O piloto utilizando o sistema de som da aeronave informou que por legalidade, não poderia mais seguir voo e que deveríamos desembarcar e aguardar novas instruções no terminal do aeroporto. Passados mais 30 minutos, chegaram os ônibus que nos levariam para o terminal. Ao chegar no terminal, mais confusão. Os dois únicos funcionários da Emirates não sabiam o que era para ser feito e ficamos ali por mais cerca de 2 horas. Neste ponto, eu e mais centenas de pessoas já havíamos perdido nossos voos para os outros destinos. Enfim, depois de muita confusão e quase pancadaria entre passageiro e funcionário, fomos orientados a realizar o processo de imigração e pegar nossas bagagens, que em seguida seriamos acomodados em ônibus que nos levariam pra Manila. Fiz o processo de imigração e peguei minha bagagem como tinha que ser feito e entrei no ônibus. O ônibus era estranho, velho e com cortinas esquisitas, mas não houve problemas, tirando o velho que resolveu fumar dentro do ônibus com ar condicionado. Detalhe que ele havia tentado fumar no banheiro do avião também. Neste ônibus foram mais cerca de 2 horas e meia passando por lugares tão horrorosos e pobres, que dava mais medo do que passar na Av. Brasil ou linha vermelha durante a madrugada. Enfim chegamos no aeroporto de Manila. Era para chegarmos as 4 da tarde e chegamos meia noite em ponto depois desta aventura. Ao procurar e falar com duas atendentes da Emirates, expliquei toda a situação. Expliquei que devido ao atraso da Emirates, eu havia perdido um voo, uma reserva no hotel que havia feito, passeios que havia reservado, e dia inteiro das minhas contadas férias. A resposta foi a mesma das duas atendentes chamadas Jenny e Sherlin: não podemos ajudar em nada! Foi essa a resposta que tive da Emirates. Não havia argumento que tirasse outra frase das atendentes. Tirei fotos e resolvi sentar para pensar no que fazer.
       

       
      Dia 15/12/2015
      Naquele momento precisava agilizar minha ida para Boracay onde ficava o hotel e de onde eu deveria pegar meu outro voo já reservado. Ao questionar onde podia comprar uma passagem, fui orientado a ir para o terminal 4 onde ficavam os escritórios (estava no terminal 3). Ok, até eu descobrir que o shuttle entre os terminais não funcionava de madrugada e que eu deveria pegar um taxi. Pegar e pagar um taxi para trocar de terminal gente! Inacreditável! Não tinha outra saída, troquei os dólares por pesos filipinos e saí do aeroporto. Existe uma máfia de taxistas por lá. Fui cobrado em 200 pesos (cerca de 18 reais) para ir de um terminal para outro. Após chorar muito, consegui pela metade do preço. Chegando ao terminal 4, descobri que os escritórios das cias, nada mais eram que casinhas, tipo cabanas que funcionavam apenas durante o dia. E agora? Não podia esperar até as 7 da manhã na rua com risco de não conseguir voo para o mesmo dia. Perguntei ao segurança o que podia fazer e ele gentilmente me acompanhou durante uma caminhada de 5min até uma agência de turismo 24hrs. Chegando lá, por volta de 2 da manhã, questionei por uma passagem e fui informado que a primeira seria as 11 da manhã. Eu não tinha outra saída, e aceitei mesmo sabendo que o preço era muito superior ao que eu tinha pago na passagem original que havia perdido. Tive que trocar mais dólares e fui praticamente roubado com a cotação que eles fizeram. Mais uma vez não tinha o que fazer. Comprei a passagem e fui para a guerra com os taxistas para retornar ao terminal de embarque. Quando cheguei, já cerca de 2 e meia da manhã, já estava destruído de cansado . O último lanche oferecido pela Emirates havia sido as 3 da tarde. Fiz um lanche no McDonalds, uma das lanchonetes abertas, e deitei no chão para descansar, assim como muita gente ali também. Acho que desmaiei por umas duas horas ali no chão frio do aeroporto. Ao acordar, parecendo ter saído de um liquidificador, fui fazer outro lanche e despachar a mala. Esperei até as 6 da manhã para fazer o checkin. Despachei a mala e fui dar uma volta pelo aeroporto quando me deparei com o "hotel" dentro do aeroporto. Dizia disponibilizar camas no estilo cápsula por 1000 pesos. No estado que me encontrava, não pensei duas vezes. Acabei surpreendido. Uma excelente cama, com café da manhã simples, mas muito gostoso e chuveiro com shampoo, sabão, pasta e escova de dente de graça. Foi o que me salvou ali naquela hora. Descansei por 2 horas e tomei um banho para tirar a cara de quem não dormia a mais de 40 horas. 10hrs da manhã! Hora de pegar meu próximo voo para Kalibo estimado para embarcar as 10:25. Quem dera! Chegando ao gate designado descubro que o voo está atrasado e não tem previsão para decolar. Essa hora o tumulto era louco, mas fazer o quê? Resta esperar. Embarquei depois de cerca de 20min de atraso e o tempo estava péssimo. Muita chuva e nuvens pretas. O voo durou cerca de 1 hora de muita turbulência por causa do tempo e mesmo bastante acabado, consegui dormir só metade do voo. O aeroporto de Kalibo é um ovo. Me lembrou muito o de Koh Samui na Tailândia. Tinha apenas uma esteira de bagagem e não possui pista para taxi do avião. Como o destino era Boracay, a missão era pegar um ônibus para o porto de Caticlan e depois a balsa para Boracay. A empresa mais conhecida e que oferece o melhor serviço é a Southwest. O melhor é optar pelo serviço door to door, que inclui ônibus até o porto, balsa com as taxas e um taxi até o seu hotel se for entre as estacoes 1 e 3 da ilha. A Southwest tem parceria com a Airasia e a Cebu Pacific, portanto veja com a cia o pacote ou faça a reserva diretamente no site da Southwest. Se não me engano custa por volta de 600php. Como havia perdido meu voo graças ao atraso da Emirates, não fiz reserva e acabei tendo outra surpresa. Saindo do desembarque não tem como errar. Se você não vir as empresas que fazem o translado, elas vão te ver. Ficam bem em frente. Fui até a southwest e não haviam mais tickets por "problemas administrativos na barca". Tive que optar pela empresa vizinha. Acabei pagando 250 php por uma van com um motorista muito doido que dirigia a mil na estrada molhada. Esse preço incluía a barca também. Foram exatas 1 hora e 40min de van até o porto de Caticlan onde embarquei no que os filipinos chamam de banka. Um céu preto dominava a tarde e uns pingos de chuva caíam de vez em quando. Não mais que 10minutos são suficientes para você atravessar de Caticlan para Boracay. Se você reservou o serviço door to door, você já deve ter seu taxi/van pronto para te deixar na porta do hotel. No meu caso, tive que ir caçar um meio barato de chegar ao hotel. Sabia que o meio mais econômico seria de triciclo, que ficam a 1 minuto do porto. Basta seguir a única rua que tem em frente ao porto. Para o meu hotel que ficava na estação 2 da ilha, me cobraram 150php para uma ida particular. Claro que achei caro e questionei se havia um jeito mais barato. Me indicaram um triciclo um pouco maior, e que você devia esperar ele encher para então partir. Outro ponto é que ele vai deixando as pessoas nos seus hotéis e pegando outras pelo caminho. Como me custou 20php, achei um bom negócio. Fiquei hospedado no Seabird hotel, cujo qual já havia perdido uma diária por conta do atraso da Emirates. Torci para não ter perdido a reserva e ter sofrido no show. Por sorte, ou falta de hóspedes mesmo, minha reserva estava de pé e fui recebido com um suco bem gelado e um quarto com ar condicionado a 1 minuto andando da praia. Considerei um excelente negócio. Quarto com cama de casal, banheiro privativo com shampoo e sabonete, ar condicionado e até um frigobar. Cheguei no hotel as 16hrs e não havia ido para a famosa White Sand Beach ainda. Minha primeira impressão foi péssima sobre o lugar. A ilha como um todo é imunda, com triciclos demais, obras e muita confusão. Não era essa impressão que tinha de Boracay e das Filipinas, podia dizer naquela altura. O que eu precisava naquela hora era de um banho e de descanso, afinal já faziam 50 horas viajando. Tomei um banho e pensei em fazer um lanche, dormir umas 3 horas e depois sair para jantar e conhecer a vida noturna de Boracay. Meu hotel ficava a cerca de 2 minutos do Dmall, um conjunto de lojas e restaurantes muito conhecido por onde pode se encontrar comida de vários tipos e lojas de souvenir. Queria comer rápido e voltar para descansar, então optei por um sanduiche no estilo subway. 6 inches do pão que você quiser com os ingredientes q você quiser. Paguei 165php e a atendente me perguntou qual ingredientes eu queria. A resposta foi curta: all of them. Minha intenção era comer ali mesmo para aproveitar e ver o movimento do lugar, mas como o sanduba veio todo embalado, fui direto para o hotel e resolvi comer no quarto. Pronto, alimentado eu estava, de banho tomado, no ar condicionado pronto para dormir. Botei o despertador para tocar as 22:30 e apaguei na cama. O que aconteceu? Acordei as 5:30 da manhã! Não acordei para jantar e nem ouvi o despertador. Fiquei puto! Queria mesmo sair para ver a noite na ilha, mas enfim.
       







       
      Dia16/12/2015
      O café da manhã é servido a partir das 6:15, então fui andando para a White Sand Beach. Como eram 6 da manhã, ainda tinham resquícios de bêbados perambulando e alguns travecos tentando faturar seus últimos clientes. O sol nasce do lado oposto da ilha, então não estava totalmente claro ainda e a areia não aparentava ser tão branca quanto sugere o nome. Voltei para o hotel e fui direto ao salão de comida. Quando cheguei ao salão de refeição, não havia nada de comida. Nada para servir. Quando perguntei sobre o café, o atendente me passou o cardápio com os preços. Fiquei pensativo durante um tempo achando que o café que dizia estar incluído no site que usei para reservar tinha que ser pago. Perguntei e me explicaram que como eu era hóspede, eu poderia escolher um "combo" que seria for free. Ok, fui logo no mais caro e completo American breakfast. 2 fatias de pão consideráveis, manteiga, geleia, omelete pequeno, salsicha super apimentada e um tea(chá) quente. Algumas coisas podem ser substituídas, como pão por sucrilhos e o chá por café ou chocolate. Eu era o único ali tomando café. Fiz minha refeição com calma dando notícia aos familiares usando o wifi que era disponível ali também. Voltei para o quarto, e rapidamente peguei minha câmera e sai para fazer um tour pela praia. Meu roteiro era de 2, 5 dias em Boracay, mas por conta do problema com a Emirates acabei tendo só aquela manhã para aproveitar Boracay. Havia reservado o day trip para o Ariels point que acho que seria o melhor a fazer na ilha, mas tive que cancelar por não ter tempo suficiente. Meu voo para Cebu partia as 16:20 de Caticlan. Eram 8 da manhã e o checkout era 12:00 e tinha que seguir para o aeroporto no máximo as 13:00. Resolvi andar pela praia toda e ver o que havia de interessante e aproveitar. Estava meio nublado, mas não chovia ainda. Fui até o extremo da praia, passando pela passarela e cheguei a praia de Diniwid. Nada demais. Pequena e sem sal, não vale a visita na minha visão. Resolvi voltar e vi ao longe a chuva chegar. Não era uma chuva! Era praticamente um tufão! Protegido em um dos hotéis de beira de praia, esperei cerca de 1 hora para a chuva passar e poder sair. Realmente era um tufão pelas notícias que vi nos dias seguintes. Passei pela famosa Willy’s Rock localizada no centro da praia e segui em frente. Depois de algum tempo o sol até que resolveu dar o ar da graça, mas foi bem rápido, coisa de 5 minutos. Tinha vontade de fazer o parasail, ou windsurf, ou sup, mas as condições impediam de qualquer coisa do tipo. Ventava demais e o mar estava super agitado. Haviam pequenas marolas na praia, que costuma parecer uma lagoa pelas fotos que havia visto. Depois de caminhar bastante e ver aquelas figuras asiáticas pela praia, voltei e fui em direção ao Dmall novamente. Queria fazer um lanche e comprar algumas lembranças. Fui direto na lanchonete Monkey para tomar uma vitamina de mamão com banana. Faço vitamina de mamão com banana praticamente todo dia para mim, mas essa tinha um gosto diferente. Muito boa! Valeu a pena pagar 90php. Procurei algumas coisas, mas as lojas vendiam as mesmas coisas. Não sei por que isso!! Era tudo igual. Ímãs de geladeira, chaveiro, camisas e alguns quadrinhos bem feios. Comprei o ímã com abridor de latas para um amigo o trabalho (100php), meu copo de shot (100php) e 7 garrafinhas com a areia de lá escrito o nome da ilha (100php). Reparou que tudo lá custa 100php? Toda vez que perguntava o preço, a resposta era a mesma: an hundred (one hundred). Depois de rodar as ruas todas, tomei um thai iced cofee que é mega gostoso por 90Php e voltei para o hotel. Tomei um banho (gelaaaaaaaado..o chuveiro tinha dado problema e não esquentava de jeito nenhum), arrumei a mala e fui para o checkout. Na recepção, informei que queria comprar o transfer para o aeroporto que incluía um taxi para o porto, a balsa para a outra ilha e mais um taxi para ao aeroporto. A recepcionista fez uma ligação e após uns instantes disse que não poderia vender porque o horário de pickup estava muito próximo. Eram 12:20 e o horário de pickup era 13:00! Não entendi e também não quis questionar nada, até porque, como sempre, achei caro o preço que o hotel cobrava (370php). Acabei fazendo tudo por conta própria. Fui para a rua principal, peguei o triciclo elétrico parador por 20php, paguei o barco até a outra ilha que me custou 55php (barca mais fee) e outros 50php para o triciclo até o aeroporto de Caticlan. Até hoje não sei como paguei só 55php, se só a taxa da ilha custa 100php. Do porto até o aeroporto de Caticlan são cerca de 5min de triciclo. Cheguei no aeroporto as 14:00 em ponto. Fiz o percurso por conta própria e com certeza foi mais rápido e mais barato. O aeroporto de Caticlan é menor que o de Kalibo. Acho que um cinema é maior que ele. Ele só tem voos de duas cia locais e operam normalmente com aviões de hélice. Eu estava morrendo de fome e como só haviam 3 lojas que vendiam comida, a coisa mais saudável e que poderia me encher mais, era uma imitação não sei de onde do conhecido cup noodles. Meu Deus! Pra q? Era pimenta pura! Sei que sou muito fraco para pimenta, mas aquele noodle tava foda. Em 5min comi tudo. A boca ardia tanto que tinha que pegar algo pra beber. Pedi um shake chamado oreo smoothie. Pqp, q coisa gostosa! 175php. Carinho né? Tudo pra mim é caro. Como havia um tufão rodando pelas ilhas das Filipinas, óbvio que meu voo atrasou. Queria muito viajar num avião de hélices, mas não precisava ser com esse tempo né? Um tufão rodando por ali não era a melhor notícia para saber naquele dia. Com 1 hora de atraso, embarquei e dormi os 55min inteiros de voo. Cheguei em Cebu as 18:00 e havia marcado com 2 amigos para continuar a viagem. Eles chegariam as 22:00, e no salão de desembarque não havia restaurante. Sai do salão e achei do outro lado do aeroporto um café que serviu um arroz, frango, alface e um tea por 150php. Na volta para o salão de desembarque óbvio que tinha q ter algum problema. Como eu havia saído, não podia mais entrar. Enfim, fiquei puto e não achei um lugar dentro do aeroporto onde podia ver o status dos voos que estavam chegando. Até ali, tudo tinha sido confuso e ajuda nunca vem de graça por lá. Acabei indo para o setor de embarque e ali deitei num dos bancos para esperar o Daniel e a Patrícia. Eram cerca de 6 e pouca da noite e o voo deles chegaria as 22:00. Claro que o voo deles atrasou também, e bastante. Chegou depois de meia noite. Depois de recepciona-los, recebi o mesmo feedback deles sobre os translados e o lugar até então: sujo, feio e muito confuso. Nosso hotel ficava em Oslob, e não no centro de Cebu como a grande maioria dos turistas acaba escolhendo. Achei que não fazia sentido ficar em Cebu City, quando todas atrações ficavam no sul da ilha. O jeito mais econômico de se chegar em Oslob é pegando um taxi até o terminal de ônibus sul, e depois pegar um ônibus para Oslob. O taxi não deve custar mais de 450php e o ônibus 200php. Como era de madrugada e éramos três, acabamos optando por pegar um taxi direto para Oslob e pagando 3000php tudo. Deu 1000php para cada numa viagem de cerca de 2 horas e meia passando por um Mcdonalds no caminho pra matar a fome. Bigmac, com tea e batata, 162php. Chegamos no hotel as 3:30 da manhã e vimos que realmente era muito longe do centro. Não havia nada por lá. Era o hotel e uns casebres com algumas lojinhas de interior do interior de interior. Bom, fomos dormir pois nosso primeiro desafio seria acordar menos de 2hrs depois para seguir o roteiro e ir ao mergulho com o tubarão baleia.
       











       
      Dia 17/12/2015
      Acordamos as 5:30 e fomos tomar café. Nosso hotel era um destaque por lá. Único prédio da região e de frente para a praia. Estava super feliz com a escolha. O café foi de frente para a praia e no estilo americano. Pão, manteiga, geleia, presunto ou bacon, omelete e bebida a escolha. Saímos rápido para trocar dólares por php e rapidamente procuramos um transporte para as baleias que ficava a cerca de 10km dali. Perguntamos sobre uma van (ou jeepenee) e a resposta foi inesperada. Custava 10php para nos levar lá. Menos de 1 real! Isso foi surpresa, já que achei barato. Como as baleias costumam ir embora cedo optamos por ir de triciclo que era mais rápido e pagamos 30php cada. Chegando no local onde as baleias são alimentadas, pagamos 1100php (1000 mais 100 de taxa) e mais 50php para alugar os fins. Você tem um breve briefing e pega um barco que te leva a cerca de 200 metros da praia, onde ficam as baleias. Show! Muito legal, mas é meio complicado pois tem muito barco e muita gente. Vc vai bater com a cabeça no barco alguma vez, é quase inevitável. Hahaha. Cuidado com as águas vivas, tem bastante. O passeio dura apenas 30min, e voa. Não esqueça do chinelo, pois a praia é cheia de pedras. Existe o pacote para mergulhar com cilindro mas acho que não seja vantagem, já que as baleias ficam na superfície para comer os plânctons dados pelos barcos. O passeio é muito show mesmo, vale a pena cada centavo. Como eram 9 da manhã ainda, resolvemos ir direto conhecer a Tumalog Falls. Na saída das baleias haviam os triciclos parados (tem em todos os lugares) e fechamos a ida para a Tumalog e volta pro hotel por 170php cada um. Para nossa surpresa, não era triciclo e sim moto! Os triciclos não fazem o caminho para Tumalog pois é muito íngreme. Pegamos a moto, eu como carona em uma e o Daniel e a Paty na carona da outra (sim, 3 em uma moto só) e fomos pra lá. Foram menos de 10min quando chegamos na entrada da cachoeira. Mais 20php de fee para entrar e outra surpresa. Da entrada até a cacheira em si são cerca de 500m de pura ladeira! Tem outras motos oferecendo o translado, mas nem perguntei o preço pq achei ridículo isso. Já paguei a moto até lá e não iria pagar mais nada para andar 500m, sendo que eram as mesmas motos. Fomos andando e chegamos em menos de 10min. Muito tranquilo mesmo ir andando. Eh ladeira, mas qualquer um sobe aquilo, ainda mais por ser asfaltado. A cachoeira é bonita, e olha que não gosto de cachoeiras. Tiramos algumas fotos e ficamos por ali durante uns 40min. Havia um grupo de cerca de 4 pessoas falando português, únicos até então que havia visto, e um dos raros turistas não asiáticos de olho pequeno. Nem entrei na água porque detesto água gelada. Detesto mesmo! Subimos a ladeira de volta e pegamos a moto de volta pro hotel. Eram 11 da manhã! Não acreditávamos que era tão cedo ainda. Como nos relatos que havia lido, todos ficavam no centro de Cebu, que fica a 2 horas dali, os passeios se tornavam longos pelo translado. Mas no nosso caso foi rápido até demais. Chegando no hotel, reparamos que havia um caiaque e um sup de graça para usar. Não pensei duas vezes e lá fomos nos pra água de novo. Simplesmente foda a água na frente do hotel. NINGUÉM mergulhando por lá. Acho q as fotos dizem por si só como foi bom ficar ali naquele hotel. Ficamos 1 hora remando e voltamos para almoçar. Fome era o q a gente sentia naquela hora. Pedimos arroz com frango, batatas, coca e água e a conta deu 900php no final para todos. Não tinha quase nada de frango no prato mas era o que tinha ali na hora. Voltamos pro quarto pra descansar um pouco e vendo as fotos que tiramos na água, resolvemos voltar pra água novamente e aproveitar mais. Ficamos lá até o pôr do sol e saímos da área da piscina já era quase noite. Subimos e fomos tomar banho. Todo hotel tem algum problema né? O da vez foi a água que acabou. Falamos com a atendente na recepção e foi resolvido até que bem rápido. Tomamos banho e apagamos. Sim, dormimos as 7 da noite e nossa última refeição havia sido o almoço. Péssimo, mas o sono foi mais forte. Não façam isso. Bebam muita água (de garrafa) e comam sempre q der.
       
















       
      Dia 18/12/2015
      Acordamos as 6 da manhã e o tempo parecia estar meio nublado. Detalhe para os galos. Pelamor! Tem muito galo nessa região e eles gritam o dia todo. Acordei várias vezes na madruga com eles gritando. Tem galos espalhados por tudo quanto é quanto. Galos, galos e mais galos. Talvez pra briga de galo. Será? Esqueci de perguntar isso lá. Descemos para tomar café da manhã, e escolhi de novo o tradicional american breakfast. Resolvemos aproveitar que não estava chovendo ainda e ir fazer o canyoneering. Saímos do hotel, e na avenida principal encontramos com o mesmo motorista que nos atendeu no dia anterior. Novamente muito prestativo, disse que aquele dia já ia atender outro turista mas nos mostrou um amigo que nos atenderia. Fechamos o pacote ali mesmo. Transporte+guia+equipamentos por 1300php cada pessoa. Foi 1 hora e meia de triciclo sofrida. Chegamos a uma casinha onde nos encontramos com o nosso guia. Dessa vez não houve surpresas. Realmente tudo estava incluído. Não pagamos nenhuma taxa nem adicional por nada. Subimos em motos q nos levaram até o ponto de partida que demorou mais cerca de 5minutos. Canyoneering se trata descer a pé o rio, dentro do rio, nadando, pulando, deslizando e tudo mais q quiser. Logo de cara, você já começa saltando de uma pequena altura. Isso se repete por algumas vezes. Recomendo muito este passeio. O lugar é impressionante. Pura natureza perfeita. O passeio todo é feito em águas cristalinas azuladas. Saltos pequenos e mais altos podem ser feitos durante todo o percurso. Os maiores saltos, e pra mim os melhores, são opcionais. Fiz todos os que pude. Foram 3 pulos de cerca de 15pés e o ultimo de cerca de 17pés. É MUITO alto, mas é demais. Pula sem medo que vale a emoção. São cerca de 8km que fizemos em cerca de quase 3 horas. O melhor do passeio? Ele termina na Kawasan Falls! Achei o passeio muito mais bonito que a cachoeira q tem mais fama. Façam com certeza esse passeio. Fiquei extasiado com o passeio. Chegando na Kawasan Falls, aproveite e vá nadando até a queda de água pra ver a força que ela tem. Se preferir, os locais podem te levar sobre jangadas de bamboo até a queda por 200php por pessoa. Se vc sair de Cebu, será um passeio de um dia inteiro. Voltamos ao hotel por volta de 5 da tarde e tomamos banho correndo para comer alguma coisa já q nossa única refeição havia sido o café da manhã. Lembrem de levar comida nos passeios por Cebu. Saímos já no dinal da tarde e achamos uma placa que dizia hambúrguer e cheeseburguer por 33pesos e ainda em promoção pague 1 leve 2. Estava muito estranho esse preço, mas resolvemos arriscar. A fome era tanta e o nome cheeseburguer encheu nosso olhos q fomos lá. Pra quê? Um pão pequeno e uma carne micro com gosto esquisito, q ficamos achando q era de cachorro. Ble...muito ruim mesmo. Acompanhando, tbm muuuito ruim um lipton de limão. Cara, eu adoro iced tea, mas esse era uma coisa terrível. Como já era noite e não havia nada pra fazer por lá, voltamos pro hotel e ficamos baixando as fotos da câmera. Não deu outra e acabamos dormindo as 8 da noite. Acho q o principal motivo da maioria em massa dos turistas não se hospedar em Oslob é que realmente não tem nada. Imagina uma rua com cerca de 2 padarias q só vendem pão, um mercadinho q vende uns biscoitos estranhos e um frango de padaria. Ah, tem uma casa de câmbio que para surpresa tinha um ótimo cambio. Era isso. Nada de bar, nada de restaurante, pub, shopping. Era só isso.
       













       
      Dia 19/12/2015
      Acordamos as 5 da manhã e nos deparamos com um tempo péssimo. Chuva, vento e trovões eram o cenário daquela manhã. Esperamos até as 7 horas e descemos para o café. Pedi um filipino breakfast. Arroz, tocino, ovo e suco de laranja que parecia manga. Acho q não tem nenhuma opção de café sem gordura. Ou é um apresuntado pingando gordura, ou bacon, ou tocino ou alguma outra coisa gordurosa. Ficamos um bom tempo no hall de café, que ficava de frente pra praia, conversando e vendo a tempestade cair. Não estou falando de chuvisco não, era chuuuuva mesmo. Não tinha o q fazer. Seria o tufão dando as caras de novo? Aproveitei para atualizar o relato também
      Ficamos no quarto o resto da manhã e saímos para comer as 3 da tarde. Parecia q o tempo começava a melhorar. Perguntamos ao nosso motorista oficial, que por mais engraçado q seja ele estava sempre ali nos esperando, onde que ficava o restaurante Chez Tonton, cuja avaliação estava boa no tripadvisor. Ele nos disse q ficava um pouco distante dali e que podíamos ir num restaurante parecido a poucos metros dali. Que show foi isso! Ele podia ter nos levado e ganhado uma grana, mas não. Indicou outro restaurante ali perto. E ainda bem q ele deu a dica. O "restaurante" servia pizza e crepe. DK ou VK acho que era o nome do lugar. Cerca de 6m2 com 3 mesas quase uma encostando na outra. A atendente prontamente nos atendeu perfeitamente. Pedimos 2 pizzas, peperoni e margarita e estava excelente. Cada uma por 280php e um tea pra acompanhar. No final é claro, a Patrícia sempre fechando comigo em pedir uma banana split. Com uma bola de sorvete roxo no meio estava muito boa também. De q era o sorvete roxo? Inhame! Hahahahah..sorvete de inhame roxo! E um milkshake de chocolate pra acompanhar. Almoço super saudável. Pizza, sorvete e milkshake. A Patrícia ainda pediu outra banana split e comeu tudo sozinha!! Hahaha..e ainda tinha wifi no restaurante. Detalhe q acho q não tinha ketchup lá. Quando pedimos, a atendente/dona do lugar saiu correndo e foi no mercado rapidinho comprar pra gente..hahaha.. Bom, depois de matar a fome, sabendo q o resto do dia ia ser longo dentro do hotel sem poder fazer muita coisa, passei na vendinha que tinha do lado e comprei um saquinho de amendoim, um biscoito oreo(tinha oreo pra minha surpresa), uma barrinha de caramelo e uma garrafinha de água por 88php tudo. O resto do dia foi dentro do quarto. Ahhh, chegou um grupo de asiáticos que nos perturbou demaaaais. Gritavam, cantavam, corriam, batiam a porta milhaaaaares de vezes...ahhh, q raiva q deu . Era nossa última noite ali, e precisávamos arrumar a mala e providenciar nosso transporte de volta para o aeroporto. Nosso voo partia as 13:00. A preguiça bateu forte e acabamos que dormimos sem arrumar mala nenhuma. Nossa ideia era acordar beeem cedo e ainda tentar fazer uma sessão de whale shark antes de ir embora. Nosso dia foi morto por causa do temporal. Nenhum passeio estava aberto. Quando planejo viagem, quando possível, boto um dia extra pra casos como esse. Nunca se sabe se vai pegar um tornado, ou se o seu voo vai atrasar.
       

       
      Dia 20/12/2015
      Acordamos bem cedo, mesmo sem despertador, já q havíamos dormido o dia anterior todo. Fomos para a varanda checar as condições e lá estava um brasileiro que havia chegado na noite anterior e que iria fazer o passeio do whale shark também. Ele nos avisou que no dia anterior havia demorado 5hrs do aeroporto até o hotel. Como nosso voo era as 13:30, na mesma hora abortamos a ideia do whale shark, até porque o mar estava bem agitado e não parecia ter uma visibilidade muito boa. Descemos para tomar café as 6 da manhã e tiramos mais algumas fotos enquanto o brasileiro e mais 2 amigos saíam para fazer o passeio deles. Após terminar nosso café, subimos e arrumamos as malas rápido e descemos para fazer o checkout. Nesse momento encontramos com os brasileiros voltando e disseram que não estava rolando o whale shark por causa do mar agitado. Ainda bem q abortamos! Fizemos o checkout e fomos pra mais uma jornada de translado. O hotel ofereceu uma van por 5000php até o aeroporto. Caro! Obvio q achei caro! Fomos para a avenida principal pois sabíamos q ali passava um ônibus até o terminal rodoviário de Cebu City, e de lá deveríamos pegar um taxi até o aeroporto. Infelizmente não demos sorte e acabamos pegando um busão sem ar condicionado. 140php por pessoa e parecia cena de filme. Aquele ônibus velho, com várias pessoas estranhas dentro. Até galinha tinha! Tinha um galo q de vez em quando soltava um grito. Foram 3:40 horas de viagem insuportáveis. Queimei meu braço com o sol que fazia aquele dia. Um trânsito infernal, muita pobreza e sujeira. Minha distração, enquanto secava o suor e me ajeitava no banco, era contar os galos q via pelo caminho. Parei no centésimo com menos de 20min. Não aguentava mais aquele ônibus. Parecia cena de filme mesmo. Para evitar isso, basta pegar o busão com ar condicionado. O intervalo entre os ônibus durante o dia é bem rápido. Acredito que seja cerca de 20 minutos. Chegamos no terminal e imediatamente achamos um taxi com taxímetro. Achamos estranho pois o taxista aceitou muito fácil. Enfim, esse trecho foi tranquilo. Mais 20min de taxi, 230php e chegamos no aeroporto de Cebu, na ilha Mactan, cidade de Lapu Lapu. Checkin feito, comemos um hot dog e é claro, um dunkin donuts também. Fechei logo meia dúzia de donuts por 170php e guardei pra viagem. Após ter visto que o portão de embarque havia sido alterado, embarcamos sem maiores problemas e decolamos num voo tradicional low cost, sem nem uma gota de água servida. Foram cerca de 60min até o pouso no aeroporto de PP. Como tinha q ter algum problema, parece q houve alguma falha elétrica no avião e ficamos no pátio por cerca de 15 ou 20min dentro do avião. Td bem, depois daquele ônibus infernal, o avião era uma cama praticamente. O aeroporto de PP é do jeito q eu gosto, bem pequeno e bem simples. Pegamos a mala e seguimos pra nossa jornada até El Nido. Na saída existem algumas empresas que oferecem o serviço de translado pra El Nido de van, mas vale a pena ver o ônibus que é bem mais confortável. O preço seria o mesmo, mas chegamos na loja ao lado do aeroporto pra fechar a van para El Nido com a empresa Ayen transport. O custo seria muito igual ao do ônibus, porém não precisaríamos pegar um taxi até a rodoviária. O agente informou que o preço seria de 500php por pessoa, o serviço seria door to door, inclusive perguntou qual era o nosso hotel e que a van estava saindo naquela hora. Porra nenhuma! TUDO mentira. Fechamos acreditando naquelas informações e entramos na van. Ela parou em um restaurante a 2 minutos dali e o motorista pediu para que saíssemos da van para pagar o translado. Enquanto pagávamos ele tirou todas as malas da van, o que foi muito estranho. Depois de pagarmos ele disse q poderíamos comer alguma coisa no restaurante e q iriamos sair em 15 ou 20min. Ok, essa passou, mas o problema foi q esperamos 1:30 hora ali. Primeiro ele disse q outros clientes que já tinham reservado estavam presos no aeroporto por causa de voo atrasado, depois ele não conseguiu colocar a prancha de um dos clientes na van. Ou seja, a van que estava saindo na hora, saiu quase 2 horas depois. Depois de já perder a paciência, o motorista saiu e pegamos um transito de louco. Acho que ficamos 30min para andar menos 1km. A cidade estava uma loucura. Era domingo e parecia q todo mundo estava na rua. Impossível aquilo ser rotineiro. Bom, por incrível que pareça o motorista parou a van no borracheiro e fez alguma coisa no pneu que não deu pra ver direito. Ficamos ali parados uns 10min. Saímos e logo em seguida paramos no posto de gasolina para ele abastecer e o povo tirar dinheiro, já que disseram que em El Nido não tem atm (não confirmei isso). Mais cerca de 15min parados e pegamos a estrada. Que coisa horrível! Muito sinuosa, cheia de relevos e armadilhas. Muito ruim pegar aquela estrada. A van foi sacudindo durante todo o translado. Ninguém dormiu nada e o motorista ainda dirigiu igual um louco. Foram 5:30 horas de viagem com uma parada no meio do caminho para banheiro e alguns snacks se quiser comprar. A estrada tem trechos de terra batida e cheia de buracos sem sinalização alguma. Esse é o caminho pra cidade mais procurada da região de Palawan? A maior surpresa ainda estava por vir. Chegando em El Nido, o motorista parou a van no centro da cidade e disse q ali era o ponto final. Na mesma hora indagamos sobre o fato de termos fechado o door to door. Pronto! Começou a confusão. O motorista queria, em conjunto com os "amigos" dele motoristas de tuktuk da cidade, que pagássemos mais 100php para nos levar para o hotel. Ficamos discutindo cerca de 20min até eu pedir para ele ligar pro chefe dele e resolver a situação. No final ele nos deixou no hotel. Nãooo fechem nada com a Ayen Transport. Acho q por isso vale a pena pegar o busão. Tem horário fixo e não tem surpresas. Chegamos no hotel big Creek Mansion e rimos na hora em que saímos da van. A entrada é péssima. Parece um prédio em ruinas. Na verdade estava em obra, mas por dentro ele é arrumadinho. Como todo hotel seu problema, logo no primeiro minuto entrei no banheiro para tomar banho e dei de cara com uma barata que parecia um alien. Serio! Aquilo era um monstro..hahaha..o café da manhã vc escolhe na noite anterior e a hora que quer q ele seja servido.
       


       
      Dia 21/12/2015
      Acordamos as 7 sem despertador nem nada, já q estávamos com o horário meio maluco. O café da manhã foi o tradicional american breakfast. Satisfatório, mas gordurosoooooo. Todas as atrações da ilha são distribuídas em tours. Existe o tour A, B, C, D e E. As atrações do tour E podem ser feitas separadamente, mas se tiver tempo, acho q vale muito. O tour C é o melhor, depois vem o A. NÃO façam o tour D e o B. Its a crap. Cavernas e praias normais só para enganar turista. O tour E, na verdade acho q vale pelo cliff e pelo zipline, que podem ser feitos individualmente contratando guia. O tour A eh FODA e o tour C é FODÁSTICO. Pqp, que praias e que lugares de mergulho. Eu adoro mergulhar, e em algumas praias a água estava cristalina com visibilidade excelente. Naquele dia, começamos pelo tour A. Fechamos o tour pelo próprio hotel mesmo. NÃO fechem nenhum tour pela internet. Eh engana turista pq o preço é sempre menor se reservar lá no local. Fechamos todos os tours por 200php a menos cada. Logo após o café, a recepcionista veio nos avisar que nosso guia estava nos esperando já na porta do hotel. Excelente. Bom já deixar tudo pronto pra esses casos. O q levar num passeio? Primeiramente, uma mochila a prova de agua. Vc vai molhar mt provavelmente. Sugiro comprar snorkel e máscara. O preço q vai pagar pra alugar em todos os passeios é quase o de comprar um no BR. Melhor pq vc tem o seu equipamento. Mais higiênico e vc pode comprar um equipamento de melhor qualidade. Sugestão de marca, Seasub. Outra coisa, COMPREM sapatilha de mergulho. Vcs vão saber pq mais pra frente. Toalha eu comprei uma na Decathlon que quando dobrada é mínima. Vale a pena e custa menos de 30 reais. Protetor solar a prova de agua, e óculos escuros. Bom, encontramos com o nosso guia e ele nos colocou num triciclo q nos levaria até a empresa de turismo. Depois de andar cerca de 10min até a empresa(El Nido é um ovo, dá pra fazer tudo andando), tinha q ter uma tentativa de rolo. O motorista nos cobrou essa viagem. Claro q não pagamos! O preço do passeio já inclui tudo. No primeiro passeio vc paga 200php de fee e não precisa pagar nos demais dias. Esperamos alguns poucos minutos e fomos guiados andando até o barco. Logo de cara vc já se molha, pq o barco não fica num píer ou na beira da praia. Vc tem q andar um bocado na água até chegar ao barco e a água chega na cintura ou até mais. A praia de onde saem os barcos é imuuuunda de manhã. A maré baixa mostra todo o lixo que está ali. Subimos no barco e tradicionalmente, já posso falar isso, tivemos que esperar. Eles estavam buscando mais clientes e foram buscar a comida também. A empresa era a Alexzus. Foi tudo tranquilo, então recomendo. O tour A tem as seguintes paradas.
       
      Small Lagoon
      Big Lagoon
      Secret Lagoon
      Simizu Island
      Entulala Island
       
      Almoço espetacular no barco na Simizu Island. Demais! As vezes vc não acredita que está num lugar daqueles. Como era o primeiro dia em tour e não achava que ia pegar muitos corais, acabei que não levei a sapatilha. Olha o que aconteceu! Na última parada, que foi a big lagoon, precisamos nadar até chegar a lagoa em si e logo quando saltei do barco, acabei chutando sem querer um coral no fundo do mar. Acreditem, perto dos machucados que vi do pessoal que fazia os passeios, o meu foi muito tranquilo. Por isso que insisto nesse ponto da sapatilha. Com certeza ela me salvou diversas vezes nos outros dias. Voltamos para o hotel, lavei o machucado q parecia ser feio e jantamos no Atmosphere. Uma boooosta. Atendente não sabe falar quase nada, a pizza é de outro lugar e o ambiente estava horrível. Uma música aos berros tocando bells de natal nos atormentou o jantar todo também. A essa altura o machucado já incomodava um pouco e assim ficou durante o resto da viagem, mas nada que me impediu de fazer qualquer coisa. Voltamos, agendamos o Tour C para o dia seguinte e dormimos de imediato, depois é claro de escolher nosso café da manhã do dia seguinte.
       











       
      Dia 22/12/2015
      Acordamos de madrugada com o ar condicionado desligado. Sim, ele desligou sozinho na madruga. Vai entender. Ainda bem que não fazia tanto calor e o ventilador deu conta do recado sem problema. Levantamos e tomamos nosso tradicional café da manhã, só que pedimos também um hot dog que tinha uma linguiça esquisita demais. Tinha uma gosma no meio da salsicha muito sinistra. Mal tínhamos tomado o café e a recepcionista nos avisou q nosso guia já estava esperando. Pegamos as coisas rapidamente e fomos pra entrada do hotel. Pegamos o triciclo e depois fomos andando até o barco junto com o nosso guia. Naquele dia fizemos o tour C, the best one. Sensacional Mother fucker!!!!
       
      Star Beach
      Secret Beach
      Matinloc Shrine
      Hidden Beach
      Helicopter Island
       
      Fiz o tempo todo de sapatilha. Muuuuita gente machucada por causa dos corais. Voltamos um pouco mais cedo esse dia. Cerca de 5 da tarde estávamos chegando em El Nido novamente completamente felizes com o passeio mais que perfeito. Quando chegamos no hotel e abrimos a porta, o ar condicionado estava ligado e o quarto congelado. Ele ligou sozinho durante o dia. Ngm arrumou o quarto nenhum dia em nenhum hotel nessa viagem. Mas o pior foi saber que deixei o carregador do celular e o carregador de baterias da minha gopro na tomada e nenhum deles funcionava mais. Provavelmente algum pico de luz queimou meus carregadores...Fuckkk! Ficar sem gopro não dá!! É como ficar sem carteira e dinheiro. Vc não faz nada..rsrsrs. Ainda bem q a Patrícia e o Daniel tinham cabos que funcionavam pra minha câmera ser carregada também. Tomamos banho e fomos no restaurante Lucky Alofa. Recomeeeeeendo demais. Pedi o maior sanduba q eles tinham. 400g de hambúrguer com queijo, bacon e a coisa toda, acompanhado de potatos fries. Q demais! Experimentei a cerveja red horse também. O wifi eh fraquíssimo, mas a comida é sensacional. O sanduba é meio caro, 500 php mas é gigante. Voltamos pro hotel e apagamos de novo. Esse dia foi épico.
       












       
      Dia 23/12/2015
      Em nosso último dia em El Nido, fechamos o tour B. Que lixo. Éramos só 9 num barco pequeno.
       
      Cathedral Cave
      Snake Island
      Cadugnon Point and Cave
       
      O melhor foi o almoço na praia.. Voltamos bem cedo, cerca de 4 da tarde. Ainda bem q voltamos pq já estava dando raiva o passeio e precisávamos fechar a van de volta pra Puerto Princesa. Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos fechar a van e jantar. Fechamos a van de volta pra PP por 500php q iria nos buscar no hotel as 10 da noite. Ok, translado agendado e eram 6 da tarde ainda. Passei numa loja de souvenir e não aguentei. Comprei uns "quadros" por 295 e 195php na loja na rua principal. Rolou um repeteco na Lucky Alofa. Pedi um sanduba diferente desta vez e não deu outra. Fuckin perfect again. Mesma avaliação da Patrícia e Daniel. Pedi desta vez um iced tea q pelamor. PERFEITO! Estava tão bom q perguntei como eles faziam o iced tea. O cara q parecia ser o dono me mostrou. Era um saquinho de pó de Nestea já pronto! Hahahaha..o detalhe é q tinha maça também...ele me disse q comprara no mercadinho da frente. Óbvioooo q fui no mercado e comprei todos os saquinhos q tinham lá. Cada saquinho faz 1l de iced tea e custa 12 php. Deixei 100 php só em iced tea. Voltamos pro hotel pra fazermos a mala. Havíamos fechado a última van para não esperar tanto no aeroporto já q nosso voo era 10 da manhã só. Em todas as empresas, a primeira van era 5 da manhã e a última as 9 da noite, algumas fazendo a última viagem as 10 da noite. Agendamos para a de 10 da noite. Pura enganação! 9 em ponto a van passou no nosso hotel. A mulher da empresa disse q tinha van de 10 da noite mas foi só pra vender mesmo. Entramos na van e a princípio estava bem tranquilo. Havíamos pegado a última fileira só pra gente. Rummmmm, sabe de nada inocente. 5mim depois ele parou no termimal de van de el nido e apareceram uns minhocos da terra e não acreditei q aquilo tudo ia caber na van. Tinha muita gente e muuuita mala(caixa de papelão). A galera começou a entrar na van e logo o q estava tranquilo, ficou mega apertado. Não dava nem pra mexer o pernas. As malas já transbordavam no porta mala e chegavam na altura de nossas cabeças. Vcs não tem ideia! Tinha tanta gente dentro da van que o motorista veio no colo de um maluco! Eu nunca tinha visto isso. O motorista dirigiu 5 horas no colo de outro cara. Pra piorar, adivinha o que veio na minha cabeça. Uma galinha! Sim, uma galinha! Em cima de toda a mala, os caras estavam com uma caixa com galinha dentro. Pqp, logo na minha cabeça. Cheiro de chiqueiro insuportável, um calor infernal na van por causa da quantidade de pessoas. Foi um inferno aquela viagem. Acho q vale a tentativa de pegar o ônibus. Acho q a empresa de busão se chama Roro.
       








       
      Dia 24/12/2015
      Chegando no aeroporto as 2 da manhã, demos graças a deus pq poderíamos pelo menos deitar no chão do aeroporto. Rummmmm, sabe de nada inocente! O aeroporto estava fechado. Hahahaha..só merda! Claro q ficam uns motoristas na porta do aeroporto já esperando os turistas desprevenidos. Eles ofereceram um hotel, mas a essa altura não confiava em mais ninguém por lá. Resolvemos esperar na entrada de um restaurante ali na frente do aeroporto até as 6. O restaurante era aberto com um jardim grande na lateral, o q nos trouxe muuuuuuuuuuuitos mosquitos. Era o q faltava. Nos aconchegamos ali no chão mesmo e esperamos por 3 ou 4 horas. Por volta das 5 da manhã, bateu um frio brabo e o jeito foi usar a toalha como cobertor mesmo. Muito mendigo mesmo..hahaha..o cansaço era brabo e acabamos pegando no sono alguns minutos. As 6 da manhã o q mais queríamos era o conforto do chão do aeroporto. A q ponto chegamos!!! Levantamos e partimos pro aeroporto q ficava a 2 minutos andando dali. O aero é bem pequeno, tem a Airasia, Phillipine, e Cebu Pacific operando lá. Acho que vi uma tal de Juan também. Nosso voo era 10 da manhã e não havia ninguém no balcão da Cebu. Esperamos no banco até umas 8:30, quando começaram a fazer o checkin. Como tinha de ser, o voo atrasou 1 hora. Comemos um cupnoodles e um Gatorade para esperar. O voo era pra Coron com escala em Manila. Voo tranquilo e rápido até Manila. Dormi praticamente ele todo. Chegamos em Manila e a fome era sinistra. Almoçamos fortemente no Burguer King. A Patrícia adora junk food, e nem pensamos muito antes de entrar no restaurante. Rolou um hamburgao tradicional com iced tea( adoro iced tea e testei em todos os restaurantes q fui). Ninguém repara, mas as notas fiscais de diversos restaurantes tem algum bônus se vc responder um survey na internet. Foi a deixa pra conectar na internet, e atualizar a família sobre a jornada também. Comemos com bastante calma e quando vimos, já era hora do nosso voo para Coron. Depois de passar por uns 49 mil detectores de metal, chegamos ao setor de embarque. Quando chamaram nosso voo, acho q apareceram umas 20 cabeças só. Entramos no busão que nos levou até o avião de hélice da Cebu. Showw! Voo com um visual foda, já mostrando o q nos esperava em Coron. Esse voo foi pontual. Desde a partida até a chegada. O aero de Coron é no meio do nada. Sério mesmo. É no meio do mato! Quando chegamos, vimos q é um aero bem pequeno também. Nem esteira de bagagem tem(isso é inédito pra mim). É só um balcãozinho de madeira onde colocam as suas malas e vc procura a sua. A primeira porta depois do salão de desembarque é a porta de saída. Logo na saída, tem váááááias vans oferecendo serviço pra Coron town. Não vi triciclos nem taxi. Somente vans e todas com o preço fixo em 150php. A primeira pergunta que fizeram foi se tínhamos reserva em algum hotel. Logo respondemos que sim e por incrível q pareça nosso nome estava num quadrinho em frente a uma das vans. Esperamos por mais uns 15minutos e partimos para a cidade. São cerca de 40min de van passando por fazendas e nada mais. Chegamos em Coron town!! É uma grande favela! Nunca pensei q fosse tão seria a coisa. O RJ é Beverly Hills perto de Coron. São casebres e lojinhas com seus puxadinhos e motocicletas rodando pra lá e pra cá. Bem caído mesmo. Me sentia no complexo do alemão piorado. A van nos deixou em frente ao nosso hotel. Reservamos o Coron village Lodge por 5 noites num quarto pra 3. Fizemos check in e saímos imediatamente pra jantar. Não achamos nenhum restaurante legal a vista. Era tudo com uma aparência bem caída. Achamos a tratoria Altrove q era bem legal e q acabamos indo na maioria dos dias. Pedi um Carbonara com iced tea(deu pra ver quanto eu gosto de iced tea né?). Ambos exceleeeeentes. Paguei 200php no carbonara e 2 iced tea. Isso da menos de 18 reais! 18 reais hoje são cerca de 4 dólares..rsrsrsrs..O lugar era muito bom pro padrão de Coron e cabe a visita. Pagamos ao que pareceu ser o dono do lugar e fomos de volta ao hotel. No caminho fechamos o Ultimate Tour na Zurik Pension. O passeio nos custou 1500php, o q vimos depois q é um preço fixo para esse tour. Fomos pro hotel. Pronto, nos primeiros 5 minutos vc já capta os problemas da hospedagem. O chão tinha aquelas fezes de cupim espalhadas por vários cantos, o quarto fedia e estava beeem sujo além de não ter wifi. Uma vassoura resolveria o problema, mas acho q fazia tempo q o quarto não recebia uma faxina. O Daniel tomou o primeiro banho e já reclamou da quantidade de água que saía do chuveiro. Logo em seguida eu entrei e a merda aconteceu. A Água acabou no meio do meu banho. Po, ninguém merece isso. Fui na recepção acho que cheio de sabão ainda no corpo e reclamei. O recepcionista me pediu 5 minutos pra resolver. Ok! Quando voltei pro quarto esperei os 5 minutos e realmente a água voltou, mas voltou parecendo uma goteira. Pra piorar a água não esquentava. Tudo de ruim no hotel até então. Quando terminei meu banho, a Patrícia tentou, mas realmente naquele ritmo era impossível tomar banho. Reclamamos de novo e fomos transferidos para outro quarto. Nesse a água estava quase nada melhor, mas não adiantava mais reclamar. Estávamos mortos e era melhor dormirmos porque o dia seguinte ia ser de passeios.
       



       
      Dia 25/12/2015 NATAL Uhullll
      Acordamos as 06:40 e fomos para o restaurante do hotel para pedirmos o café da manhã. Passaram uns 15min e NINGUÉM apareceu. Ninguém a vista trabalhando no restaurante. Haviam 2 outras mesas q também não foram atendidas. O passeio requisitava chegar na lojinha as 8 da manhã, e naquele ritmo do restaurante não ia rolar. Levantamos da mesa e fomos tomar café na rua mesmo já que não estava incluído o café na hospedagem. Acabou que saiu mais barato e acredito q foi melhor mesmo. Pedi um pão torrado com ovo e bacon mais um shake de banana por 200php. Logo em frente ficava a empresa que fechamos o passeio. Fomos pontuais e chegamos as 8 da manhã. Claaaaaro que o passeio atrasou. Saímos para o barco somente as 9 da manhã. O tour contemplava os spots abaixo.
       
      Kayangan Lake
      Twin Peaks Reef
      Hidden Lagoon
      Bulungan Beach
      Calachuchi Coral Eden e CYC Is
       
      A volta do tour foi com esse pôr do sol sobre a agua cristalina. Tudo ok no dia de natal. Voltamos pro hotel, tomamos um banho na goteira e já saímos pra jantar. Passamos em uma empresa de mergulho e fechamos o pacote de mergulho para o dia seguinte. Como valia o repeteco, fomos comer de novo no Altrove e pedimos 2 pizzas e iced tea. De novo, muuuito bom! Ficamos umas boas 2 horas ali conversando e lendo o "relato" de nossa viagem a Tailândia que a Patrícia havia escrito( será q ela publica algum dia esse relato?).. Hahahaha
      Voltamos para o hotel, mas antes de dormir, teve q rolar a parada na recepção pra dar notícias pra família, já q não tinha wifi no quarto.
       









       
      Dia 26/12/2015
      Acordamos e já fomos direto pro café da manhã já manjado no lugar chamado Centro. 2 homemade pancakes com instant coffee por 65php cada. Lot off moscas!! Grrr..elas não saem de você. O mergulho havíamos fechado com a Vivian na loja Coron Divers. Foram 3 mergulhos de cilindro em navios naufragados. Lembrando que para mergulhar com cilindro vc precisa de certificado se não quiser ficar preso a um guia te segurando o tempo todo. Havíamos marcado para 8 da manhã e fomos pontuais. Separamos a roupa e experimentamos todos os equipamentos. Fomos pro barco e é claaaaaaro q esperamos muito tempo. Foram quase 2 horas de atraso esse dia. Saímos e fomos para o primeiro naufrágio. East tangat. Um navio da segunda guerra mundial de artilharia. A visibilidade estava em cerca de 2 a 3 metros. Pra quem mergulha sabe o quão ruim é isso. Não dava pra ver absolutamente nada. Profundidade de cerca de 22 metros. Fizemos a penetração no barco, mas foi bem rápido, até pq o barco é pequeno. Tudo ok, mas não muito feliz por não ter sorte quanto a visibilidade. Dias de lua cheia não são os melhore para mergulho. Voltamos pro barco e fomos pro segundo destino. Esperamos o tempo adequado pro segundo mergulho e caímos na água James Bond style. O segundo navio foi o Olympia Maru. Esse sim era grande. Profundidade de 26 metros na parte mais funda. A visibilidade continuava muito ruim, mas seguimos do mesmo jeito. Penetramos novamente no barco, que desta vez era beeem grande. Os compartimentos eram enormes, com muitos peixes no interior que brilhavam quando jogávamos a luz da lanterna sobre eles. No meio do navio existe um boiler. Uma caldeira mega grande que assusta. Fiquei uns segundos ali na frente dela só admirando. Continuamos pelas entranhas do barco nas escuras passando pelos compartimentos e depois rodeamos o barco mais um tempo. Voltamos pra superfície e mesmo com a visibilidade ruim estávamos felizes. Mergulhar é sempre bom. Vou ficar feliz mesmo se mergulhar numa piscina..rsrsr..nosso terceiro destino seria o Lusong Boat, mas o capitão disse q estava crowdeado e aceitamos mergulhar num recife de coral. Esperamos novamente o intervalo de superfície ali deitados na proa do barco vendo os peixes e corais na parte mais rasa. Entramos novamente na água, mas esse último foi bem fraco. Profundidade de 13 metros, com visibilidade muito ruim. Não vimos nada de diferente do q vimos fazendo snorkel em todas as praias por lá. Clow fish, sargentinhos, peixes coloridos, bicudos, estrelas do mar e corais infinitos. Ok, acho q vale a tentativa de mergulho em outra época. Pagamos 2800php para os 3 mergulhos com almoço incluído. Voltamos pro hotel, tomamos banho e fomos jantar no Nonamebar para variar um pouco. Esse lugar é mais estilo bar do q restaurante.
      Haviam cerca de 10 pessoas no lugar. Pegamos uma mesa e pedimos hambúrguer e petiscos, já q não haviam pratos de comida mesmo. Eu pedi hambúrguer, bem gostoso por sinal. A Patrícia pediu nacho com beef q veio sem beef e q ninguém conseguiu comer direito pq veio pimenta pura. Falando em pimenta pura, esse foi o prato que o Daniel pediu. Hahahaha..pimenta recheada com queijo. Óbvio que ficou do jeito q veio. Demos uma mordida e apesar de não ser tão apimentado era muiiito ruim..blee ..voltamos pro hotel e apagamos.
       

       
      Dia 27/12/2015
      7 da manhã e todos de pé cantando "os novinhos tão de parabéns"(McDonalds version) q foi a música da viagem..hahahaha O café da manhã obviamente foi no Centro com cia das moscas obcecadas por pele ocidental. Esse dia fechamos um tour privado. Sério, não me perguntem pq, mas vale muito mais a pena o privado. O Ultimate tour nos custou 1500php e esse privado foi 1300. O tour privado vc escolhe os destinos e vc dita o ritmo. Foi excelente esse dia. Um barco inteiro só nosso, podendo ficar qnt tempo quiser nos destinos sem preocupação. Escolhemos as seguintes praias e lagoas:
       
      Kayangam lake
      Barracuda lake
      Twin lagoon
      Siete pecados
      Skeleton wreck
       
      O único ponto negativo é q o privado não serve almoço. Ok, compramos uns snacks e água e tudo ok. Estávamos tão felizes com os passeios q a fome nem atrapalhou. Voltamos pro hotel e fomos jantar. Resolvemos não arriscar e voltamos no Altrove. Pedi um penne com camarão e veio um macarrão com camarão mesmo, mas cheio de cabeça gigante de camarão. Me perguntei o q era p fazer com a cabeça do camarão. Isso me incomodou muito e resolvi perguntar pro dono ou sócio q sempre ia na mesa perguntar se a comida estava boa. Ele disse q na Ásia e em alguns países da Europa, é comum chupar o "juice" que fica na cabeça do camarão. Acho q a explicação dele piorou ainda mais. Pra mim, o q fica na cabeça do camarão é o coco! Bleee..enfim, ficou no cantinho do prato aquele monte de cabeça. Fora isso estava muito bom. Claro q o iced tea estava sempre acompanhando os pratos e lanches. Voltamos pro hotel com um o pitstop na recepção e apagamos. Me incomodou muito não ter encontrado nenhuma nightlife mais agitada durante a viagem. Não vi nenhum bar, nenhuma praça ou nada parecido com uma movimentação maior.
       












       
      Dia 28/12/2015
      Acordamos para o nosso último dia em Coron. Já havíamos feito tudo q programamos então acordamos com mais calma e saímos pra tomar café no lugar de sempre, mas já preparados com roupa de praia e tudo mais pra fazer algum passeio. Logo na frente do café, ficava a Zurich Pension, onde já havíamos fechado o primeiro tour. Entramos e fechamos o tour A. De cara já gostamos muito pq custava 650php e tinha almoço incluído. Como pode isso, pensamos! Fomos levados pro barco e ali obviamente esperamos por cerca de 1 hora. Qnd o capitão chegou, deu um breve briefing sobre como seria o dia e partimos.
       
      cyc beach e coral garden
      sunset beach
      green lagoon
      kayangan
       
      No final deu tudo certo. Almoço muito bom com peixes, arroz, porco, frango, salada, molho shoyu exceleeente. Voltamos cerca de 5 da tarde e passamos andando pelo "big nothing". Chamamos de big nothing pq parecia um deserto mesmo. Uma área gigantesca sem nada. Apenas terra no chão. Fomos ao hotel e já fechamos o transfer pro aeroporto para as 7 da manhã do dia seguinte. Praticamente todos as lojas em Coron fecham transfer pro aeroporto. Eh bem tranquilo e o preço é fixo em 150php. As vans são bem apertadas, mas o percurso dura cerca de 35min, então é mais relax. Acho que as cadeiras da primeira fileira da van são as melhores. As de trás são péssimas! Fomos pro quarto, tomamos banho e depois fomos na lojinha de mergulho carimbar meu logbook e registrar os mergulhos q havíamos feito de cilindro no dia anterior. Depois fomos jantar e acabamos indo no Sydneys, que fica bem perto do big nothing e do "píer". Nós éramos os únicos no restaurante. Ligaram o ar condicionado só pra gente. Pedi lasanha e iced tea. A lasanha foi 150 php e estava bem gostosa!! Dividi também um cheeseburguer com batata com o Daniel. A Paty muito saudável como sempre pediu só batata frita.hahahaha..voltamos pro hotel e arrumamos as malas..
       






       
      Dia 29/12/2015
      Despertador para as 6, 6:10, 6:15, 6:20 e levantamos 6:30..a van foi pontual e as 7 em ponto estava na porta do nosso hotel. Fizemos o caminho de ida pro aeroporto nos 30min bem tranquilos passando pelos pastos com vacas, bois e outros animais. Depois de parecer estar no meio do mato, e de fato, estarmos, entramos no aeroporto e fomos fazer o checkin. Depois do checkin ficamos esperando na sala de embarque com wifi!! Wifi é coisa de luxo nas Filipinas! Impressionante a dificuldade em conseguir um lugar com wifi por lá. De novo pegamos um voo com avião de hélice. Meu primeiro voo com a PAL e parecia estar numa cadeira de praia num domingo de janeiro de sol em Ipanema. Estava insuportavelmente quente. Todos se abanando e outros suando. Eca, q voo péssimo. 50min e no final o q mais queria era ar puro. Fora do avião em Manila estava mais fresco do q dentro do avião pra ter uma ideia. Pegamos nossa mala as 11 da manhã e nosso voo de volta para o BR pela Emirates era só meia noite. Mais de 12 horas ali. Fomos para o BK lanchar e usar o wifi de lá. O lanche foi 220php com sanduba, batata e iced tea. Ficamos ali por umas 2 horas, depois fomos para o segundo andar escolher um canto para descansar. Aconchegamos nossas malas no chão e foi ali que passamos as outras 10 horas esperando nosso próximo voo para o RJ com conexão em Dubai. Lanchamos, jantamos e enfim chegou a hora de embarcar. Embarcamos no charmoso e impecável 777 da Emirates e seguimos viagem para Dubai. Foram 8 horas que passamos praticamente dormindo. Acordávamos só para comer e trocar as músicas em nosso sistema de entretenimento individual. Queríamos chegar em Dubai e fazer algumas compras encomendadas e lembranças no freeshop. Foi tão tão tão corrido que quase não dá tempo nem de pegar o voo. A conexão era de pouco mais de uma hora, mas demoramos muito para sair do avião, pegar o shuttle até o terminal, passar pela segurança novamente e então sair no freeshop. Deu tempo apenas de ver um preço de um perfume, que aliás estava mais caro no freeshop de Dubai do q no freeshop do RJ. Ah, comprei um chocolate e fomos pro embarque. Fomos os últimos a embarcar! O voo veio bem vazio, o q nos deixou escolher qualquer poltrona praticamente no voo. Haviam fileiras de 4 poltronas vazias. Claro q todo mundo fez a festa. Levantavam os "braços" das cadeiras e deitavam literalmente nas poltronas virando camas praticamente. Patrícia fez o mesmo e eu e Daniel pegamos poltronas na saída de emergência perto da cozinha central do avião. Tem MUITO espaço nessas poltronas, o q fez do voo um passeio mais tranquilo q os demais. Foram 16 horas de muita música, filmes, seriados, comida, sonecas até q chegamos ao nosso local de origem. Na verdade isso aconteceu com 1 hora de atraso, depois do piloto ter arremetido devido a um forte ventania que atingia o RJ naquele dia. Até a ponte havia sido fechada por causa do vento. Enfim, mais uma viagem completa. Muitos contratempos, mas concluímos todo o planejado.
       


       
      Mais uma vez agradeço aos que contribuem com suas dicas e relatos aqui no site. São muito valiosas e ajudam de forma imensurável no planejamento de qualquer um. Se você chegou até aqui, obrigado também por ter me suportado e espero ter ajudado. Deixem seus comentários e dúvidas que responderei assim que possível. Obrigado e boa viagem!!!!!

    • Por Sandman
      Como não foram feitos muitos relatos da Índia, estou escrevendo um relato da viagem que eu fiz ano passado, entre os dias 14 de maio e 24 de junho. Essa época é a de pré-monção (muito quente na maior parte da Índia).
       
      Qualquer foto postada aqui foi tirada por mim. Todas as fotos de terceiros eu colocarei o link. Os nomes das atrações que eu colocar em negrito foram as atrações que eu mais achei interessante no local.
       
      É capaz de eu editar esse relato no futuro ainda, pois estou escrevendo o que eu lembro. Minhas anotações estão todas no meu guia que estão em Vitória.
       
      Antes de viajar:
       
      - Vacinas
      Antes de viajar é recomendável tomar algumas vacinas. No lonely planet tem uma lista de vacinas recomendadas (devem ser mais de 10, são tantas que até assusta). Eu fui na Anvisa e pedi uma lista de recomendações para a Índia e fui para um posto de saúde. Tomei as que o posto fornecia(se não me engano duas ou três). Parece que dependendo da época do ano e do local, algumas são importantíssimas.
       
      - Trem
      O sistema de trem indiano é, em minha opinião, excelente. Apesar de ser meio lento, é o melhor jeito de se viajar pela Índia pois é barato, relativamente confortável (recomendo viajar de pelo menos AC3 ou, no mínimo, sleeper) e te permite conhecer muitos indianos. Por isso, antes de viajar é importante conhecer o sistema de trens indianos, pois ele é meio confuso. Eu demorei a aprender a fazer a reserva pela internet e para entender o esquema de fila de espera. Acho importante aprender o básico antes de viajar e já fazer a reserva dos primeiros trens que você for utilizar, pois os trens sempre estão lotados (mesmo em off-season, já que os turistas não são os principais usuários).
       
      - Quando/Onde ir/Por quanto tempo
      Eu acho mais fácil pensar na Índia não como um país, mas sim como um continente que pode ser dividido em 5 regiões (extremo norte, noroeste, nordeste, sudoeste e sudeste). Assim como você não tenta conhecer um continente em 1 mês, não se deve ter a pretensão de conhecer a Índia em apenas um mês. Acredito que o recomendado é pelo menos 1 mês por região e não ficar dividindo seu tempo entre vários regiões, pois se perde muito tempo na Índia com o transporte, e porque tem tanta coisa em cada região que não faz muito sentido ficar indo de uma região para outra (você vai deixar de ver muita coisa para ver outra).
       
      A região que atrai mais turista inicialmente é o noroeste (já que tem Delhi, Agra, Varanasi, Rajasthan...), mas te garanto que todas as regiões tem muitos atrativos e que é bom pesquisar pq, dependendo do seu interesse, você pode se inclinar a ir para alguma região. Minha preferência foi pelo extremo norte.
       

       
      Outra coisa importante a ser comentado é que cada região possui um clima diferente (as vezes BEM diferente), e que, enquanto em alguns meses do ano é horrível viajar pro noroeste, pode ser a melhor época para ir para o extremo norte por exemplo. Por isso, você tem duas opções:
      * Se você tem liberdade da época do ano em que pode viajar, escolha sua região de destino e viaje na época do ano recomendada pra essa região.
      * Se você não tem liberdade quanto a época, viaje para a região em que for recomendado na época que você for.
       
      O mais importante é, não viaje para regiões na época que não for recomendado, isso pode desgraçar sua viagem , pois o clima da Índia tem muitos extremos.
       
      Um bom site para consultar quando é a melhor época para cada cidade e quais atrativos de cada cidade é: http://www.mustseeindia.com
       
      - Visto
      Antes de viajar é imprescindível que você tenha o visto antes de viajar. No meu avião tinha um gringo sem o visto que estava crente que conseguiria o visto na hora e que foi mandando de volta. O visto é bem tranquilo de ser feito, apesar de um pouco caro.
       
      Houve uma mudança nas regras do visto ano passado. Devido a gringos que praticamente viviam na Índia com visto de turismo (sempre indo para o Nepal renová-lo assim que o visto estava expirando), agora toda vez que você sair da Índia você deve permanecer pelo menos 2 meses fora antes de retornar. Eu consultei a embaixada na época (pois eu estava pensando em dar um pulo no Nepal e voltar para a Índia) e eles me informaram que essa regra só existia para impedir a renovação dos vistos e não para atrapalhar o turismo "honesto".
      No entanto, já ouvi muitos relatos negativos no sentido (nem todo mundo da fronteira está preparado e eles acabam levando a regra ao pé da letra). Por isso, tome cuidado e evite sair da Índia para depois retornar rápido.
       
      - Seguro saúde
      A questão de fazer ou não o seguro saúde na Índia é um tema polêmico. Se você vai se manter sempre em grandes centros urbanos ou próximo deles talvez valha a pena fazer, fora isso acredito que não. Na maioria das cidades o atendimento vai ser muito muito barato de qualquer forma, e se for um caso de um acidente grave o problema maior não vai ser pagar, vai ser encontrar alguém preparado para te atender. A situação da saúde nas vilas é muito precária, chega a dar pena. O mais importante é se prevenir antes de viajar (fazer check up, se vacinar etc).
       
      - Remédios
      Não espere muito das farmácias indianas (a maioria são comércios informais de rua, assim como 99% de todas as lojas da Índia), leve tudo que você for precisar de casa. É recomendável levar medicamentos para intoxicação alimentar (eu chutaria que 90% dos viajantes tem problemas com comida nas primeiras semanas).
       
      - Papel Higienico/Higiene/Outros
      Sempre leve na sua mochila um rolo de papel higiênico, itens básicos de higiene (álcool gel, pasta de dente,toalha, as meninas levar absorvente etc). É possível encontrar esses itens nas cidades para comprar, mas não espere encontrar nada dos hotéis, restaurantes e banheiros da Índia. Tenha sempre o seu contigo. Toda vez que for viajar para vilas, abasteça com tudo na cidade antes de ir, porque você não vai encontrar nada disso nas vilas. É hilário (e trágico) ver mochileiros desesperados atrás de preservativos, rolos de papel higiênicos etc...
       
      -Prepara-te para a comida
      Eu adorei a comida indiana, mas na Índia tudo que você for comer provavelmente vai vir apimentada. Muitas vezes vão te perguntar se você quer ou não apimentada e , mesmo que você peça sem pimenta, a comida vai vir apimentada do mesmo jeito (inclusive café da manhã indiano pode ser apimentado também). Além disso, muitos restaurantes não tem opção de carne alguma. Dependendo da cidade, é inteligente só comer comida vegetariana (já que algumas cidades tem cortes frequentes e diários de energia e a maioria dos restaurantes não possui gerador... então me pergunto como eles fazem para conservar a carne...). Por isso, se você tem o estômago sensível, é bom já ir apimentando aos poucos sua comida antes de ir e já vai se preparando para perder alguns kilos na Índia (eu perdi uns 5).
       
      - Experiência prévia
      Acho inocência daqueles que citam a Índia no mesmo patamar do Brasil. Perto da gente eles parecem estar ainda na idade das cavernas... por isso eu recomendo que todos que queiram viajar indepedente lá tenham alguma experiência em um país mais pobre (se for fazer um mochilão maior pela Ásia, deixe a Índia mais pro final por ex). Acredito eu que minha viagem na Índia teria sido muito pior se eu não tivesse viajado pela Bolívia antes.
       
      Além disso, o choque cultural na Índia é inevitável. Quase todo mundo com quem conversei odiou a Índia nos primeiros dias. Sempre acham muito loucura, muito suja, precária e irritante. Por isso, é importante ter calma e paciência, e planejar uma viagem longa. Depois de uns dias você já vai estar adorando toda a loucura que antes achava insuportável.
       
      - Passagem
      Por motivos que não sei explicar, eu comprando minha passagem separadamente (SP - Londres e Londres - Delhi) a passagem me custou 1700 dólares. Se eu procurasse direto SP - Delhi através de sites como decolar ou travelocity, saia pelo menos 2200 dólares. De quebra ainda fiz um stop de alguns dias em Londres na volta. Fica a dica para checarem isso quando forem comprar a passagem.
       
      Meu roteiro:
       
      Meu planejamento inicial deve estar por algum canto aqui do fórum. Eu estava planejando 20 dias pelo noroeste e 20 dias pelo extremo norte. Durante a viagem, devido ao calor absurdo que fazia no noroeste (que eu já esperava mas, em minha inocência, imaginava que por ser brasileiro não iria ser problema), eu acabei mudando totalmente minha viagem ficando 8 dias no noroeste e 32 no extremo norte. Olhando para trás, tenho a certeza absoluta que a alteração foi a escolha certa, já que o clima no extremo norte estava muito agradável e eu adorei a região. Segue abaixo um pequeno relato de cada lugar.
       
      Delhi
       
      Delhi é uma das maiores cidades da Índia e ela tem bastante atrativos. No entanto, é uma cidade difícil... MUITO difícil. Em minutos na cidade você vai se deparar com tudo o que há de pior na Índia, toda a loucura, pobreza, poluição, sujeira... todas as injustiças sociais e esquisitices e você vai ser muito asseiado por indianos querendo te vender algo ou te passar a perna com alguma coisa.
       
      Dica: Olhando para trás, se eu fosse refazer meu roteiro eu iria deixar para rodar por Delhi no final da viagem em vez de no começo, iria direto para Agra ou outra cidade menor. Fazendo dessa forma, você irá reduzir consideravelmente seu choque com a Índia. Além disso, é muito difícil aprender como funciona a Índia por aqui (você não vai ter noção de preços, de como se locomover nem nada... vai ser fácil de te enganarem aqui).
       
      Logo que cheguei no aeroporto de Delhi, eu peguei um táxi pré-pago para o Paharganj (main bazaar) onde eu iria procurar um hotel. O táxi foi meio caro (se não me engano entre 200 e 250 rúpias). A vantagem de usar o pré-pago e a certeza de que vão te deixar onde você pediu e que você irá pagar um preço tabelado. Só mais tarde que eu percebi que é tabelado, mas é caro.
       
      Dica:Novamente faria diferente aqui. Na segunda vez que cheguei em Delhi (já no fim da viagem), eu saí andando do aeroporto até a rua e peguei um tuc-tuc. Eles são proibidos de entrarem no aeroporto mas você encontra alguns fora e saem menos de 1/3 do preço do táxi. Não vai ser tão confortável quanto ao táxi, mas você vai ter que abandonar qualquer ilusão de conforto cedo ou tarde (na verdade cedo mesmo) enquanto mochilar por aqui. Mas antes de qualquer coisa, confira se existe ou não metrô no aeroporto, em Delhi o metrô é sempre a melhor opção.
       
      O táxi me deixou na entrada de Paharganj. Nessa hora eu já estava suando e passando mal de tanto calor (uns 45ºC), uma das desvantagens de viajar pelo noroeste nessa época do ano (em todos guias falavam para ir pro extremo norte nessa época). Nada que eu vi antes me preparou para o que estava por vir. O Paharganj é muito pior do que qualquer coisa que ja tinha visto, parece mais uma favela. Ainda por cima pareciam que tinham jogado uma bomba, pois estavam destruindo tudo devido aos jogos em Delhi (estavam reformando toda a Delhi devido ao XIX Commonwealth Games).

      Fiquei perambulando procurando hotel e toda hora era abordado por indianos querendo vender de tudo (vai ser assim enquanto você ficar com cara de perdido carregando sua mochila rs...). A maioria não me informava de nada ou davam informação errada querendo me levar para outro local. Perguntei para um gringo onde era o hotel que eu procurava (recomendação do Lonely Planet), e ele me apontou. Aquelas ruas são um labirinto e, como não existe endereço na Índia, eu perdi um tempinho para achar o hotel Namaskar. No hotel, não havia mais o quarto single (mais barato, 150 rúpias) e só havia o quarto de casal com Ar Condicionado. Naquela altura do campeonato eu já não queria saber mais de economizar e dava graças a deus por ter um quarto com AC. O problema é que o quarto era relativamente caro e não tinha banheiro dentro, o banheiro coletivo era uma coisa muito suja dividida com os funcionários (que por sinal não eram nem um pouco limpos nem higiênicos). Eu só fiquei por lá porque eu n tava com saco para continuar andando com minha mochila naquele calor.
       
      Fiquei meia hora deitado com o AC ligado e me xingando pela situação de merda em que eu havia me colocado. Confesso que mais tarde naquela noite eu gastei um tempo na Lan House procurando viagens para a Tailândia ou outro destino próximo e só desisti por que estava caro e também porque não era uma boa estação para esses países. Hoje eu rio de tudo isso... se tivesse desistido tão cedo não iria ter curtido a melhor viagem que já tive até hoje.
       
      Dica: Paharganj tem uma localização excelente e é onde se encontra as acomodações mais baratas, mas eu não recomendo a ninguém ficar por lá. Vale a pena dar um pulo lá mais tarde e conhecer, mas ficar por lá logo de cara foi "meio" desagradável. O problema do transporte já está resolvido com as novas linhas de metrô (vou comentar abaixo). Logo atualmente não se justifica ficar mais por lá, a não ser que você queira viajar de forma MUITO econômica.
       
      Depois de descansar, eu fui almoçar em um restaurante próximo, gostei de cara da comida indiana, e em seguida fui procurar um tuc-tuc para ir para uns lugares que tinha escolhido no guia. Eu negociei um pouco, mas acabei pagando um pouco caro pela corrida (comparado com o que eu paguei mais pra frente), mas no dia eu achei tão barato que tava achando que tinha barganhado bem. Fica o aviso, as coisas aqui são muito mais baratas do que a gente pensa inicialmente, mais barato que na Bolívia por exemplo. Só para efeito de comparação, em Delhi você consegue uma corrida de 15 km por 50 rúpias sem pechinchar muito. Se for pelo taxímetro sai mais barato ainda, só que é difícil achar um tuc-tuc que liga o taxímetro e você também corre o risco dele ficar dando volta para encarecer a viagem. Melhor ainda, você pode utilizar o metrô.
       
      Dica: Utilize sempre que possível o metrô de Delhi. Eles são muito mais rápidos, pois de tuc tuc você sempre vai devagar devido ao trânsito (e porque o bixo é lento mesmo). Além disso, os metrôs são baratos, limpos e tem AC (melhor que muito metrô de 1º mundo). Acredito que hoje em dia já tem metrô para as principais atrações, até as que eram mais distantes (como o lotus temple), pois eles estavam abrindo muitas linhas novas devido aos jogos. Eu só fui descobrir que o metrô prestava no 3º dia em Delhi, um achado tardio infelizmente. Falaram-me inclusive que iria ter metrô até o aeroporto, mas isso eu já não sei confirmar.
       
      Aviso: Por favor gente, em alguns lugares da Índia você encontra pessoas ganhando dinheiro com maus tratos com animais, não deem grana a eles. Alguns os maus tratos são evidentes, como os que que fazem ursos dançarem, mas outros nem tanto. Eu cometi esse erro pois paguei 20 rúpias para um encantador de cobras. Foi uma experiência muito legal (muita adrenalina), mas mais tarde eu descobri que eles arrancam a glândula de veneno da cobra e por isso as cobras têm uma morte lenta. Repito o pedido, não sustentem esse povinho.
       

       
      Locais que eu visitei em Delhi:
       
      -Humayun’s Tomb
      É uma construção bem linda, feita pelos Mughal que depois inspirou o design do Taj Mahal. Apesar de não ter muita coisa para ver aqui, vale muito a pena a visita.
       
      Aqui também aconteceu uma coisa engraçada. Uma menina indiana veio até mim e pediu para o pai tirar uma foto de nós dois. Depois tirou outra. Depois chamou a mãe e tirou uma foto nós três, depois com o irmão. Fui perguntar para o pai o que tava havendo (pois já achava que eu era parecido com alguém que eles conheciam). O pai veio me explicar que é porque a filha me achava bonito ! Pois é, já deu para perceber que o diferente ali era eu e que, por mais turistas que tenha na Índia, muito dificilmente você vai encontrar outro andando pelas ruas (a não ser em locais mais turísticos). De qualquer forma, a maioria das atrações turísticas está cheias de indianos, pois eles pagam MUITO menos que nós para entrar lá (coisa de 5 a 10 rúpias sempre).
       

       
       
      -Jama Masjid
       
      Uma das maiores mesquitas da Índia. É bem bonita e grande, se você nunca viu uma mesquita vai achar essa visita bem legal. De quebra fica em Old Delhi, uma região que você vai querer dar uma volta de qualquer forma.
       

       
      -Red Fort
      Esse na verdade eu nem entrei. Eu conversei com uns gringos e eles falaram que era menos interessante dos que eu veria em Agra e em Rajhastan (que eu acabei não indo rs). Eu fui na frente e estava uma fila absurda, acabei não indo. Fica para a próxima.

       
      -Birla Mandir
      Esse é um templo hindu. Ele não é muito grande, mas é bonitinho e... bem diferente dos templos ocidentais. A visita valeu a pena. Se for passear aqui, não perca o jardim nos fundos onde famílias indianas acampam. Infelizmente não pude tirar fotos dentro (era proibido), por isso só tenho fotos do lado de fora.
       

       
      -Gandhi Museum e Gandhi Memorial
      Fui visitar o museu dedicado a Gandhi e também o jardim onde está o memorial de Gandhi (onde ele foi cremado). O memorial fica num jardim simples, sem muitas coisas para se ver. A visita ali foi de caráter apenas sentimental.
      O museu vale a pena se você tiver algum interesse em Gandhi.
       
      -Orfanato
      Em Paharganj, tem um orfanato. Uma das formas deles arrecadarem dinheiro foi um tour diário conduzidos por algum menino do orfanato. Ele te conduz pelo slum (favelas indianas) e conta um pouco de como era a vida. Infelizmente não pude fazer o tour pois só acontecia de manhã e eu visitei o orfanato a tarde no último dia em Delhi. A situação lá no orfanato também não era muito boa, mas só posso imaginar quão ruim era a vida das crianças. Acho interessante o tour para conhecer um pouco a realidade indiana e para contribuir um pouco para a causa.
       
      Acabei não indo em várias atrações famosas de Delhi (como o Lotus Temple, Red Fort e Qutub Minar). Mas meu único arrependimento foi não ter ido ao templo Akshardham. Pelas fotos e comentários, deve ser o templo hindu mais interessante de Delhi. O dia em que descobri ele, o mesmo estava fechado. Uma pena.
       
      Agra
       
      Peguei um trem de Delhi - Agra. O trem era classe AC3 (3 camas de cada lado). Só viajei em trens nessa classe e gostei bastante. Os trens são relativamente confortáveis e a maioria dos indianos que conheci nos trens dessa classe falam inglês e são pessoas interessantes. Nesse trem passou um funcionário perguntando o que eu queria jantar. Perguntei o que tinha e ele falou uns 20 nomes (em indiano, desnecessário dizer que não entendi nada). Preferi não comer, mas a cara da comida estava boa (chegou depois pros que pediram). Fiz amizade com um indiano que era do exército, depois fui com ele jantar na estação (20 rúpias numa veg thali, muito barato; para quem não sabe o que é thali: http://2.bp.blogspot.com/-PWdpGxD6n7o/TZYKpsq-LLI/AAAAAAAABDY/rfNbIQC1r7E/s1600/thali.jpg ; é composto de vários pratos típicos vegetarianos, geralmente é a opção mais barata do cardápio). Em seguida peguei um tuc-tuc para o hotel que eu fiquei.
       
      Golpe: Aqui tentaram me dar um golpe, quando saí tinha uma cabine la fora escrito "pre-paid rickshaw". A cabine era muito tosca (totalmente diferente da cabine do aeroporto de Delhi) feita de madeira e escrito em tinta do lado os preços. Os preços estavam absurdos (até o meu hotel era coisa de 200 rúpias). Ficaram tentando me convencer a pagar essa valor mas eu ignorei até que um tuc-tuc aceitou me levar por um preço justo.
       
      Eu fiquei no hotel Shanti Lodge, também recomendado pelo Lonely Planet. Não tinha quartos com AC , só com ventilador e Air Cooler, que não servia para muita coisa. Já estava extremamente desconfortável, e para piorar a luz acabou no meio da noite. Desnecessário dizer que eu acordei segundos depois que o ventilador parou. Olhei pela janela e vi luz fora, então pensei que o corte foi problemas no hotel. Fui descer as escadas para avisar o funcionário. Na descida um rato passou do meu lado ! Encontrei todos funcionários deitados no chão, cena que se repetiu em vários locais da Índia. Eu sinceramente não entendo porque eles dormem no chão quando tem sofás próximo. Acordei um deles que resolveu a situação. A única vantagem desse hotel é o restaurante. A comida é OK e tem uma visão magnífica para o Taj Mahal. Não recomendo o hotel mas o restaurante do hotel recomendo de olhos fechados.
       
      Passei apenas um dia inteiro em Agra. Foi uma pena pois Agra merece muito mais. Infelizmente só tinha trem para Khajuraho 2 x pro semana , e se eu n pegasse naquela noite iria ter que esperar bastante para ir para lá (ou pular Khajuraho).
       
      O que eu vi em Agra:
       
      -Taj Mahal
       
      Eu fui visitar o Taj Mahal logo em que abriu. O hotel era bem pertinho do Taj, deu para ir andando tranquilamente. O ingresso é absurdamente caro para os padrões indianos (850 rúpias). O Taj realmente é absurdamente bonito. Acho que em termos arquitetônicos foi o mais belo monumento que eu vi. Mas não é necessário muitas horas para vê-lo pois o Taj é praticamente só o que vemos na foto, dentro dele só há o túmulo. Um problema também é que as vezes você precisa esperar horas para tirar uma foto boa, pois Agra as vezes fica coberto em névoa (pelo que eu vi no dia e em foto de outras pessoas outros dias).
       

      Dica:Quem ta sem dinheiro ou só quer ver o Taj de um ângulo diferente, pode pegar um tuc-tuc e ir para o rio que fica atrás do Taj. Acho que é uma volta grande, mas de lá você consegue ter uma vista quase tão boa (aliás, alguns consideram até melhor) do que a vista de quem paga. Eu tava sem tempo então nem fui lá, mas fica a dica.
       
      -Agra Fort
      Depois do Taj eu fui caminhando até o Agra Fort. Eu recomendo ir caminhando mesmo (só não recomendo caminhar no calor de 45ºC como eu fiz). O forte é legal mas nesse caso eu recomendaria pagar um guia (tem vários guias na frente), acho que ficou faltando um pouco disso na minha visita ao forte. Lembrar que quem entrou no Taj Mahal tem um desconto bem grande no Agra Fort e no Fatephur, então guarde o ingresso que eles te dão no Taj.
       
      Voltei de Cycle-Rickshaw pro hotel (foi minha 1ª vez no cycle). Apesar de ser muito barato, eu fiquei com pena do cara pedalando e acabou que eu paguei mais a ele (contando a gorjeta que eu acabei dando) do que eu pagaria num tuctuc. Além disso é muito mais devagar. Então não usei muito cycle-rickshaw depois desse (a não ser em casos em que era necessário, já que o cycle passa por lugares que o tuc tuc não passa).
       
      -Fatehpur Sikri
      Depois do almoço eu fui para a estação de ônibus local e peguei um bus para o Fatephur Sikri. De estrangeiro só tinha eu e mais uma mulher no ônibus todo (que por sinal foi baratíssimo). Fui conversar com ela e para minha surpresa era brasileira (só conheci 2 brasileiros na viagem toda).
      Passamos andando pela feira em Fatehpur e depois visitamos a parte de graça do local. É bem bonito mesmo, mas dizem que a parte paga é bem melhor. A gente só descobriu a entrada para a parte paga mais tarde (estava muito mal sinalizada e tinham poucos estrangeiros no local). Recomendo muito a visita ao local com mais tempo, é bem bonito.
       

       

       
      Bem mais a noite eu fui pegar o trem para Khajuraho. Fiquei um tempão na estação de trem e quando o trem chegou, não encontrei o número do meu vagão na área de AC3. Fui perguntando para todo mundo e depois me informaram que os vagões ficavam lá atrás pois o trem iria se separar no percurso. Quando descobri onde era o trem já tava andando. Tive que correr atrás do trem com minhas mochilas e pular no vagão. Minha sorte é que tinham indianos na porta que me agarraram e puxaram para dentro.
       
      Khajuraho
      No trem eu conheci um guia indiano que acabou me contando toda a história dos templos. Cheguei em Khajuraho e queriam me cobrar uma fortuna para chegar na região próxima aos templos. Fui olhando como os indianos faziam e descobri que eles dividem o tuc tuc (na verdade em algumas regiões existem tuc-tuc maiores que levam uma porrada de gente). Peguei um desses e paguei 20 rúpias.
       
      Dica: Em alguns lugares existem tuc-tuc compartilhados que passam sempre pelas rotas mais populares. É algo parecido com os ônibus locais da gente (apesar de ser extremamente apertado e lerdo). Eu vi mais em Varanasi e posteriormente em Rishkesh (onde eu usava direto). Os preços variam de 5 a 10 rúpias, ou seja... quase de graça. Como meu hotel ficava distante do centro turístico em Rishkesh, esse "serviço" foi uma economia boa.
       
      Em Khajuraho eu iria passar um dia inteiro e iria pegar o trem no mesmo dia para Varanasi (na verdade iria ter que fazer baldeação para chegar lá). Novamente, tive que fazer isso pois se não fizesse desse jeito iria ter que passar muitos dias na cidade. Fui num hotel e paguei 50 rúpias para deixar minhas coisas num quarto e depois usar o chuveiro. Em Khajuraho eu visitei apenas os templos. Nesse dia deu pico de 47ºC, tava um inferno. Nesse momento eu já estava cogitando mudar o roteiro depois de Varanasi rs.
       
      -Templos de Khajuraho
      Eu visitei primeiramente os templos do conjunto de templos (é cercado e precisa pagar). Os templos, que tem mais de 1000 anos, são lindíssimos e escondido pelas paredes dele estão as famosas esculturas inspiradas no Kama Sutra. Eu fiz Day trip em Khajuraho só para ver esses templos e digo que sem dúvidas valeu a pena.
       



       
      Após ver os templos do complexo, eu almocei num restaurante bem a frente do complexo, foi muito bom (tinha AC!!! Para vocês verem como tava triste a situação, eu lembro de cabeça todos os pontos que tinham AC daquela semana haha). Em seguida fui caminhando até os outros templos (tem um bem do lado do complexo e outros mais pra dentro da cidade. É uma caminhadinha boa e os templos de lá são bem mais fraquinhos que o do complexo. Se tiver tempo é uma boa, mas não precisa ficar triste se não vê-los.
       
      Mais a noite eu fui pegar o trem para Varanasi. Conheci uma família koreana que tinham fechado a passagem com uma agência e estavam indo com um guia. Um deles me disse que, além dos hotéis terem sido horríveis, eles viajaram todas as vezes na classe sleeper (tem camas mas n tem AC). Deviam estar muito putos pois pagaram caro numa agência e estavam viajando com menos conforto do que eu (viajar de sleeper não deve ser tão ruim em outra situação, mas naquele calor devia estar o inferno).
       
      Varanasi
       
      Novamente cheguei na cidade e fui em busca de um hotel recomendado pelo LP. Chegando lá, o cidadão me fala que eu deveria esperar 8 horas para ver se ele arrumava um local para mim. Já tava puto com os hotéis recomendados pelo LP e resolvi perambular atrás de um hotel melhor. Encontrei um bem perto do Burning Ghat por 400 rúpias com AC. Não lembro o nome, mas é na ladeira subindo o Manikarnika Ghat, o maior Ghat onde eles queimam os corpos. O lugar não é dos mais glamorosos rs, mas fica bem localizado em relação aos outros ghats. E se vc n for muito a fundo no ghat não é obrigado a ver os corpos queimando.
       
      Aviso: Em Varanasi há quedas de energia programadas durante o dia. Elas existem para que a cidade possa transmitir energia para outras cidades vizinhas. Por isso, recomendo não comerem nada que possa estragar com facilidade na região e também ficarem
       
      Das atrações de Varanasi as mais memoráveis são os Ghats. Assim que eu cheguei, fiquei andando ao lado do Ganghes. Ao entardecer, notei um barco cheio de indianos saindo do Main Ghat e fui ver o que era. Iam dar uma volta no Ganghes e me cobraram apenas 10 rúpias (depois perguntei e os indianos só pagaram 5 rs)! Foi bem legal porque no momento que estávamos saindo tinham barcos com tambores e outros instrumentos tocando e no momento que voltamos estava bem no começo do ritual diário que acontece no main ghat.
       

       

       
      No outro dia cedo novamente fiz um passeio pelo Ganghes (dessa vez antes do nascer do sol e sozinho). Custou-me um pouco mais que 100 rúpias. Esse passeio vale muito a pena, recomendo ficar sempre o mais perto do Ganghes possível durante sua estadia em Varanasi, lá sempre tem algo acontecendo.
       

       

       

       
       
      Fui visitar uns templos hindus mas eram bem medíocres. Dizem que o golden temple de Varanasi é bem bonito, mas me impediram de entrar (não sei porque motivo). Tem um castelo mais pro fundo que eu acabei não indo também.
       
      No segundo dia a tarde eu fui num shopping indiano em Varanasi. Os shoppings lá não são muito diferentes dos daqui, é realmente uma coisa bizarra a desigualdade (um shopping lindo no meio daquela pobreza toda). Dentro do shopping tinha AC e tudo mais, lojas de grife famosas internacionalmente e lojas locais. Fui procurar uma saia indiana para comprar para minha mãe mas para minha surpresa, a maioria das roupas de lá eram ocidentais com estampas indianas. As classes ricas indianas estão se ocidentalizando pelo visto.
       
      Fui a um cinema nesse shopping (fui outra vez no fim da viagem em Delhi). Vale muito à pena ir! Esse primeiro filme era bem medíocre, um filme cópia de Hollywood que metade dos diálogos eram em inglês. Mas mesmo assim da para ver como são as produções atuais indianas. Por incrível que pareça, em termos de fotografia, os filmes indianos estão melhores que os Hollywoodianos!!! Os filmes estão muito lindos... mas o roteiro continuam uma porcaria (a maioria parece uma coletânea de videoclipes). Os filmes também são bem longos, a maioria em torno de 3 horas com um intervalo no meio. E é bem legal também para ver a reação do público. É bom lembrar que em cinemas indianos não se pode entrar com mochila, bolsa nem máquina fotográfica. Se forem no cinema, não levem nada disso pois vão ser barrados.
       
      Por fim fui no Mc Donalds indiano comer um Big Maharaja (o big Mac indiano que tem 2 hamburgues de frango e molho de pimenta em vez do molho do Big Mac). Mc Donalds na Índia é uma grande porcaria para falar verdade e são muito caros (se não me engano 150 rúpias um combo, bem mais barato que no Brasil, mas ainda muito caro em relação a comer em restaurante). Não me deixaram tirar foto do aviso de que não vendem comida com porco ou boi .
       
      Uma outra dica em Varanasi é jantar no Ganga Fuji. É um restaurante perto dos Ghats que a noite tem musica instrumental indiana ao vivo. Vale muito a pena, e a comida também é boa.
       
      Eu sinceramente já tava cansado de viajar com tanto calor e eu resolvi viajar para o norte a partir daqui. Fui procurar todos os trens e não haviam vagas para nenhum lugar do norte. Já estava cogitando fazer tudo de ônibus (ia demorar uns 2~3 dias). Decidi ir para a estação de trem, pois tinha ouvido falar que em alguns lugares tinham cotas. E foi exatamente o que aconteceu, tinha cotas para turista no trem Varanasi-Haridwar e eu consegui comprar com tranqüilidade.
       
      Dica:Se você quer viajar entre duas cidades turísticas e todos os trens estão lotados, confira no centro turístico da estação de trem se não há cotas.
       
      Essa viagem saiu cedo e durou 18 horas! Foi uma eternidade. A única coisa legal é que eu conheci bastante gente no trem e pude conhecer um pouco da cultura local.
       
      O mais memorável foi uma conversa com uma jovem indiana recém-casada. Ela me contou que já havia concluído o mestrado e que tinha casado recentemente. Disse-me que o casamento foi arranjando pelos pais dela e do esposo, e que somente conheceu o esposo no dia do casamento (e disse nunca ter namorado nenhum homem antes!). Disse que conheceu e já viajou com ele na Lua de Mel. Depois também me disse que ela não sabia dirigir porque a família era classe média e, portanto não possuía carro, e que quando voltasse do doutorado que irá fazer em Madrid provavelmente iria ter um salário bom, em torno de 20 mil rúpias (coisa de 1000 reais por mês)... é gente, infelizmente a situação lá não é das melhores para a maioria das pessoas.
       
      Golpe: Aqui tentaram me dar outro golpe, e dessa vez conseguiram. Como o trem não tinha restaurante, eu tive que pular em uma parada para comprar alguma coisa para comer. Comprei um salgado e dei uma nota de 100 rúpias. O cara todo enrolado atendia os outros e não me dava o troco, quando pedi o troco ele olhou e apontou para trás e me disse que meu trem estava indo... desnecessário dizer que corri igual um louco para pegar o trem e deixei o troco com ele. Não foi muito dinheiro, mas fica o aviso rs.
       
      Assim que possível eu continuo com os outros 33 dias da viagem no extremo norte da Índia.
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