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MOCHILÃO BOLÍVIA-PERU {DE BARRACA} - ENTRANDO POR CORUMBÁ ( INCLUSO RUTA DEL CHE E PARQUE SAJAMA) - SAINDO PELO ACRE

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Então gente

Mês passado (Janeiro de 2016), tirei férias e fui me novamente mochilar ::hãã::

Foram 24 dias de estrada, perrengues e lugares incríveis na Bolívia e Perú

Já tinha feito um mochilão pela Bolívia e prometi que voltaria para conhecer outros lugares, pois além de ser barato o país realmente tem muitas belezas naturais. Segue link do relato que fiz aqui em 2015: 13-dias-na-bolivia-1-mochilao-da-vida-t108514.html

 

 

 

Além da Bolívia, tb acrescentei o Peru (Arequipa , Puno e Cusco) , porém não consegui ir em Arequipa e depois vocês descobrirão o porque ::grr::

A ideia era ir com o namorado novamente, mas como ele não conseguiu férias no mesmo dia que eu, fiquei uma semana sozinha mochilando e depois combinamos de nos encontrar em Oruro, na Bolívia.

 

Ao todo eu e ele gastamos 4.500 reais (2.250 p/ cada um, incluindo passagem aérea, comida, hospedagem, passeios etc) No final da trip minha mãe me apoiou com mais 350 pilas porque ficamos sem nada de dinheiro na volta, devido ao caminho desconhecido que é a Rodovia Transoceânica (que liga Cusco ao Brasil, pelo Acre). Eu pelo menos catei muito aqui no mochileiros sobre esse trecho, para fazer de bus e quase não tem informações sobre, por isso também decidi relatar minha experiencia.

Ahh, levei tudo em real e o Diego levou 200 dólares e o resto em real. Como o dólar estava muy alto pra trocar aqui no Brasil não troquei, mas a dica é: TROQUE!

Na Bolívia 1 real valia 1,75 bolivianos e 1 dólar 6,90 bol

No Perú 1 real valia 0,60 ou 0,75 soles e 1 dólar 3,45 soles

 

Algumas dicas que são boas para um mochilão pobrão:

* comprar passagem aérea com antecedência e usar milhas ou pontos se tiver :P

* usar esse programa maravilhoso para planejar o roteiro , verificar bus e hostels ::love:: > http://www.rome2rio.com/pt

* sempre pechinche na Bolívia e nunca pegue nada, nem entre em um bus ou taxi sem antes perguntar o preço kkk

* não comprar de sites de agências os passeios com antecedência aqui no Brasil.

* Se você é estudante, leve a carteira estudantil da UNE ou aquela ISIC, que tenha validade certinho e deixe p/ comprar o ingresso a Machu Pichu lá em Cusco, pois você vai pagar a metade do preço ( e só tem como fazer isso em Cusco ou Águas Calientes).

* se não tem dinheiro pro trem no Peru, faça o caminho alternativo até Águas Calientes (no relato explico minha experiência)

* Almoce nos "Mercados Públicos" das cidades. Além de conhecer um pouco mais a cultura e diversidade das regiões você vai pagar muito barato pelas refeições e não se esqueça de sair de lá com a sacola cheia de frutas, pão e água (é muito mais barato)

* levar papel higiênico sempre! rs

* vá de barraca ::otemo::

* tente usar o Couchsurfing para conseguir hospedagem de graça e de quebra conhecer pessoas legais, mas cuidado que tem muita gente tarada também :wink:

* leve alguns remédios e primeiros socorros, além de um bom tênis e uma boa capa impermeável

* capa de mochila é essencial :P

 

Baum o roteiro planejado foi esse ai:

 

8/01 PARTIDA: Porto Alegre - Campinas - Corumbá ( de avião )

Corumbá - fronteira Bolívia - bus pra Santa Cruz de La Sierra

Santa Cruz - Samaipata - Vallegrande (RUTA DEL CHE GUEVARA) (2 dias)

Sucre (conhecer a city)

Potosí ( acampar no Ojo Del Inca)

Oruro (visitar pinturas Cala Cala e Lago Popopó)

Parque Sajama (acampar 2 dias )

Arequipa ( conhecer Canion do Colca, Cruz del Condor, Maca , Parque Nacional de Aguada Blanca )

Puno (cidade flutuante)

Cuzco (Machu Picchu)

RETORNO: atravessar a fronteira Peru -Brasil de busão

31/01 Rio Branco - Acre (conhecer o Parque Chico Mendes) - Voo Porto Alegre.

 

Vou relatar por dias e tentarei ser bem objetiva ::mmm:

 

08/01 - Peguei o Voo de Porto Alegre até Corumbá , com escala em SP. Esse voo consegui uma promoção com a Azul e saiu 500 pilas, mas normalmente ele custa 1.500.

Chegando lá já desci pra pegar um taxi e me juntei com 2 mulheres que estavam indo em direção a fronteira. Ele nos levou por 50 reais e dividimos entre as 3. Acredito ter a opção de ir de bus desde o Aeroporto, porém como cheguei na tarde não quis arriscar demorar ali, pelo fato de acreditar ter fila na aduana.

Chegando na fronteira, dei saída no Brasil e aqui a dica é sempre pedir preferencia nas aduanas brasileiras. Vc vai preencher os papel e sair rapidinho do vuco vuco.

Já na entrada boliviana em Puerto Quijarro não tem jeito, o negócio é aguardar na fila. Depois de fazer os tramites de entrada e guardar bem esses papeis (a dica que uma boliviana me deu é de tirar xerox dos papeis e depois me arrependi de não ter feito isso , mas logo conto ...)

Troquei os reais por bolivianos e peguei um taxi junto com a brasileira Ângela, que mora em Sta Cruz e me deu altas dicas. Seguimos com as mochilas e malas rumo ao terminal de bus e lá compramos a passagem com uma empresa muito boa que eu não me recordo o nome kkkk mas chegando no Terminal é no primeiro guichê a esquerda. O bus era aqueles altos e tinha ar condicionado. Pagamos 140 cada para ir até Sta Cruz saindo as 19:30h.

Queria ter ido de trem (dos vagões), mas o horário já tinha passado e não queria ir novamente de Ferrobus por ser muy caro rs, cerca de 250 bol.

Esperamos muito até a partida do bus, então aproveitamos para comer e conversar. Estava muito quente!

Logo que partiu o bus, tirei meu saco de dormir antes de enfiar a mochila no bagageiro (que depois ficou imunda) e curti a tempestade que caia enquanto nos locomovíamos até Sta Cruz.

Tudo certo, tudo em paz , finalmente tinha desligado a mente do trabalho e faculdade ::otemo::

 

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09/01 Chegando no Terminal de Sta Cruz , eram tipo umas 6 da manhã e eu ali me despedindo da Ângela sem saber muito o que fazer e pra onde ir kkk

Mas tinha lido o relato da Maria > outra-vez-bolivia-samaipata-vallegrande-cochabamba-sucre-tarabuco-t46172.html, que me ajudou bastante nessa parte , apesar de eu não ter planejado muito, só verificar de onde saia a van para Samaipata desde Sta Cruz. Ela sai da Avenida Omar Chávez Ortiz, nº 1147 e você deve pegar um taxi até lá e esperar lotar a van, que custa 30 bol.

Tem opção de busão também mas não sabia onde pegar.

Acredito que deu umas 2h e 30 min até Samaipata devido a chuvinha que caia. A estrada é asfaltada até uma parte e depois , quando se entra na mata e nos morros é estrada de chão, que não estão em boas condições, mas em compensação a paisagem é rica!

Tive muita sorte de ir na van com um grupo familiar, pois eles pediram para o motorista garantir que ele iria devagar e com cuidado :)

Quando cheguei em Samaipata , umas 11h estava bem quente, fui dar uma banda na praça, onde a van nos deixou e fui até o Hostal Camping que tinha pesquisado na internet, o El Jardin. Recomendo muito! Como fui de barraca pagava 20 bs por dia e podia usar a cozinha a vontade para preparar o rango. > http://eljardinsamaipata.blogspot.com.br/

O interessante deste hostal é que você pode se voluntariar para trabalhar por lá e aí não paga o camping. Se fores lá, pergunta se tem como fazer isso.

Depois de montar a carpa/barraca (levei a Guepardo Everest 1 p) fui dar uma banda na city. Ela é muito charmosinha , e dizem parecer com São Tomé das Letras. Tem bastante pessoal alternativo e bares com música ao vivo. Samaipata é cercada por morros e cachoeiras, sendo que as principais atrações são o El Fuerte (sítio arqueológico) e Las Cuevas (parque com cachoeira) e o Parque Nacional Amboró. Também tem um mini Zoo (onde vc tb pode fazer trampo voluntário)

Eu fui no Museu da city e no El Fuerte porque não tinha mucha plata para fazer tudo, os parques dependiam de 2 ou 3 dias para aproveitar bem e tb queria descansar naquele lugar encantador. No primeiro dia fiquei entediada porque já tinha conhecido a cidade inteira praticamente rs mas a noite conheci um pessoal do meu Estado e aí acabamos fincado amigos :)

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10/01 - Fomos no outro dia, caminhando até o El Fuerte (cerca de 9km de subida em estrada de asfalto) quamurri kkk A entrada do parque se não estou enganada custou 50bol com direito a visita no Museu.

Compramos comida no Mercado , que fica na rua do El Jardin e seguimos adelante.

O sítio é bem legal de conhecer, tem uma pedra talhada enorme ( dizem ser a maior do mundo) com cultura pré colombiana/ Inca que depois os Espanhóis tomaram conta kkk Dá pra ir de taxi ou mototaxi desde Samaipata (se for de taxi lotado custa uns 15 bol por pessoa e mototaxi sai 30 bol)

Passamos um tempo lá e depois recusamos voltar a pé para Samaipata, pelo menos eu a Natália (morando em POA) e Anna (guria Alemã que estava morando em Porto Alegre/RS). Os guris foram a pé. Pegamos um taxi que nos levaria até o centro de Samaipata por 30bs p/ todas (bemmm chorado). Eu e a Anna decidimos parar no meio do caminho para conhecer uma cascata com piscina que tinha no caminho. Nos despedimos da Nati e fomos. Porém foi um arrependimento, pois era uma mierda e estava cheio de gente kkkkkkkkkk

Resolvemos ir caminhando né, pobreza batendo kk, quando um carro parou e nos ofereceu carona :)

Fomos tagarelando até lá e tiramos uma foto para recordar esse momento que depois eu posto kkk

Eu e Anna fomos no mercado comprar coisas pra jantar e depois passamos o resto da noite no El Jardin com outros mochileiros contanto histórias.

 

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11/01 - Pela manhã desmontei o acampamento e deixei a barraca secando para guardar, pois choveu muiiito na noite (importante a barraca ser impermeável , isso evita passar trabalho). O povo ia em direção a Cochabamba enquanto que eu iria até Vallegrande tentar fazer a Ruta Che. Partimos em busca de uma carona ou taxi que nos levasse até Mairana (uma city maior que tem melhores opções de bus para vários destinos) A city fica uns 20 min de Samaipata e para chegar lá deve-se ir até a ruta em direção oposta de Sta Cruz e atacar qqr taxi, bus ou van que passe ali. Me despedi do grupo, pois iria tentar um bus, só que como as informações divergiam e ngm sabia o horário que passava o bus, fiquei com medo de não conseguir sair dali logo, então fui atrás do grupo e cheguei a tempo de embarcar numa carona (que mais tarde descobrimos ser taxi kkk). Chegando em Mairana, Pagamos 7 bol cada e aí sim me despedi do grupo para pegar o bus a Vallegrande que já estava partindo. No bus conheci um casal de idosos muito queridos, que tinham um neto brasileiro de uns 10 anos. Ele foi meu tradutor na viagem que durou em média umas 4h numa estrada de chão e curvas que me deu muito enjoo. No bus também conheci uma guria da minha idade que morava em Sta Cruz, mas era natural de Vallegrande. Após muita conversa ela me convidou para ficar em sua casa :D Foi a melhor notícia do dia e me senti muito acolhida pela família dela. <3 Chegando em Vallegrande (custou uns 30 bol a passagem) descemos em frente a casa dela e fomos no centro comprar coisas pro café e janta. Vallegrande é uma city bem pequena (porém estruturada para o turismo) e as pessoas muito receptivas e simpáticas. Dizem que ali acontece um carnaval bem maneiro (melhor que em Oruro). A noite provei da culinária Boliviana, tudo feito pela mãe da Jeovana: Sopa de Maní (sopa de amendoim) , Refresco de Linaça (linhaça) e Pire (pirão com farinha de milho e queijo). Gente uma delicia tudo! Após comer feito uma porquinha, tomei um bom banho e pedi licença para dormir e capotei de tanto cansaço.

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Sobre Samaipata: a cidade é muito legal para quem curte tranquilidade e belezas naturais. É fácil chegar até lá desde Santa Cruz de La Sierra, tanto de taxi, van ou ônibus e na cidade existem agências de turismo que fazem diferentes tours por preços baratos se vc estiver de grupo. Tem caixa eletrônico, hoteis, hostels e diversas opções de restaurantes.Por ser pequena os valores de hospedagem e alimentação não são muiito baratos (pelo menos não pra mim kkk). Existem parques naturais com belezas únicas (p/ quem gosta de trilhas e acampamento vale muy). Como fui de mochilão pobrão encontrei alguma dificuldade em me orientar sobre horários de ônibus. A cidade de Mairana é o ponto de partida para Cochabamba, Vallegrande e de lá tb tem como ir a Sucre. Se quiserem mais informações sobre Sucre me perguntem :)

 

No próximo post vou falar de Vallegrande e do turismo em torno da história de Che Guevara. :wink:

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Bueno voltando aqui.. ::hahaha::

 

12/01- Após dormir muito bem esparramada pela cama, tomei um bom café e parti para conhecer Vallegrande. Peguei um mototaxi por 2bs até o centro. Dei uma banda, conheci algumas praças e igrejas e fui até o centro de informações turísticas que fica na praça principal e lá tb ficam 2 museus (o que conta a história de Vallegrande e o museu do Che Guevara). É um prédio de centro cultural.

Entrei na sala de informações turísticas e o guia me mostrou o mapa da cidade e me falou sobre os preços e formas de fazer os passeios. Como eu estava sozinha e não tinha mais nenhum turista, tudo o q eu fosse fazer seria muito caro. Ele me contou que não daria pra fazer nada sem guia. Mas como sempre desconfio dessa informação não dei muita importância kkk ::mmm:

Fui visitar os museus por 10 bs os 2. Eles ficam em outras salas no mesmo prédio do centro cultural. Visitei primeiro o que conta a história de Vallegrande e depois o de Che. Apesar de serem bem pequenos e sem muiiita graça, os museus são bons e possuem diversas informações. Fiquei emocionada no de Che, tem muitas fotografias que nunca tinha visto e alguns objetos históricos.

O museu Che Guevara é a primeira atração seguindo a Ruta Che desde Valegrande e conta um pouco da vida de Che, de como eram suas estratégias politicas e de guerrilha e de como foi se esconder em La Higuera para depois ser capturado, morto e levado até Vallegrande.

Após conhecer os museus, fui caminhando até a segunda atração da Ruta Che que é o Hospital Señor de Malta. La chegando você deve apresentar o boleto pago dos museus a uma atendente e seguir até os fundos do hospital, onde você encontra a “lavanderia” onde lavaram o corpo de Che e também uma casinha que usam para passar formol nos cadáveres (na época foi onde cortaram as mãos do guerrilheiro e levaram ao general).

O lugar é arborizado e cheio de frases e pinturas relacionadas aos ensinamentos socialistas de Che. Quando cheguei tinham 2 médicos cubanos aproveitando o horário de almoço para descansar. Eles me ajudaram com as fotos e também me contaram algumas histórias de Vallegrande. Após a visita no hospital fui de taxi a terceira atração que é o Memorial de Che, onde encontraram os restos mortais de Che e seus companheiros. Infelizmente nesse local não pude entrar, pois o portão é trancado e não existe ninguém para abrir. Acredito que somente com guias é possível o acesso.

Depois disso voltei pra casa da Betty e almocei. Minha preocupação agora era de como Chegar em La Higuera de bus. O bus que iria a Sucre me deixaria na estrada e eu teria que caminhar cerca de 1 hora a pé até chegar no vilarejo. Não pensei muito sobre isso e tb estava fora de cogitação contratar um guia, até pq eu estava sozinha e sairia 350 bs para fazer o roteiro completo (sem alimentação e hospedagem), roteiro esse que me tomariam 2 dias.

Após me despedir da querida família, sacamos algumas fotos e olhei pela janela da casa, o bus que eu deveria pegar na entrada da cidade tinha acabado de passar. Sai correndo atrás de um taxi que me levasse até o bus. Ele estava parado no posto. Então perguntei se aquele bus iria até Sucre. Sem entender muito na correria o motorista me disse que sim, então entrei no bus (que estava lotado). Esse foi sem dúvida o pior trecho da cidade. Além de eu estar me sentindo perdida, pois não sabia se o bus realmente passaria em La Higuera e tb n tinha certeza se iria até Sucre, tinha muita gente no bus, uma mulher passando mal, música alta, muitas curvas e penhascos e uma viagem demorada (de Vallegrande até Sucre diziam dar 12horas na lenta..) Mas a vista era incrivelmente linda :D

Olhava de meia em meia hora o google maps (comprei um chip boliviano da marca Entel com internet) pra saber onde eu estava ..A tarde ia passando e a entrada de La Higuera ficava mais próxima, até q eu perguntei para um senhor quanto tempo caminhando da estrada até La Higuera. Ele me disse que seriam cerca de 10 km caminhando...Quando ele disse isso eu quase morri..kkk Estava entardecendo e o lugar realmente é muito isolado. Fiquei com medo de me aventurar naquela hora e resolvi seguir viagem para Sucre. Uma pena, pois queria muito conhecer La Higuera. Mas prometi que voltaria em outro momento para desbravar mais essa linda região e os caminhos onde Che foi se esconder e planejar dominar a America Latina kkkk

As horas iam passando e a essa altura meu celular tinha acabado a bateria e o carregador portátil não estava funcionando direito.

Já era noite quando paramos numa cidadezinha chamada Villa Serrano e o motorista pediu para que todos descessem. Eu fiquei apavorada pois ao que tudo indicava no mapa, Sucre ainda estava longe desta cidade. Perguntei para o motorista e ele me disse que eu teria que descer ali mesmo que no outro dia passava o bus para Sucre.

ME APAVOREI! Pois só tinha reais em dinheiro e 100 bolivianos. Era visível que naquela cidade não tinha caixa eletrônico e não é comum trocarem reais. O motorista me cobrou 60 bs pela viagem e eu fiquei duvidando daquele valor com ele, pois tenho certeza que ele me logrou, mas como ele não estava aberto a negociação e eu não tinha perguntado o preço antes de entrar (pelo que a mãe da Jeovana me comentou seria 40 bs) paguei.

Fiquei ali parada no meio da rua me perguntando o que faria. Resolvi ir à casinha que vendia os boletos de bus daquela empresa. Perguntei quais seriam os próximos bus a Sucre e a vendedora disse que seria as 4h da manhã e que só tinha mais 2 tikets p/ aquele horário. Perguntei quantas horas seriam até Sucre e ela me informou que seriam 4 horas. Paguei 25 bs pela passagem e me sobraram 15bs!!! Juntando com as moedas que eu tinha, eram 20 bs para conseguir alojamento. ::bad:: Sai perguntando para os locais sobre um alojamento barato e eles me indicaram um na praça principal, Alojamiento El Pescador. Chegando lá a atendente me informou que seriam 25 bs. Chorei para 20, contando minha história e dizendo que era todo o dinheiro que possuía. Ela acredito que ficou com pena de mim ::hãã2::::hãã2:: , me perguntou se eu já tinha comprado a passagem a Sucre. Expliquei que sim e que assim que chegasse lá trocaria meus reais..Então muito gentilmente ela me mostrou o quarto e eu só pensava em me atirar na cama. Mas organizei minha mochila, aproveitei o tanque e lavei algumas roupas e tomei banho. Desci até a cozinha para fazer um chá e um miojo que levava cmg. Conversei com um francês que estava chegando de Sucre e que iria fazer a La Higuera. Disse que seu amigo tinha ficado doente e estavam ali faziam 2 dias esperando ele curar. Ofereci alguns remédios e depois fui pro quarto dormir.

 

13/01 Quando o despertador tocou eram 3h da matina, organizei todas as coisas na mochila e parti pegar o bus. A cidade estava na escuridão, mas não fiquei com medo pq muita gente estava acordando para pegar o mesmo bus. Sobre o trajeto até Sucre é cheio de curvas e precipícios nas serras, mas depois de 4 horas sacolejando na estrada de chão, tinha chegado a capital constitucional Boliviana ::hahaha::

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Como ir de Vallegrande a Sucre pelo caminho mais curto, passando por La Higuera?

 

Se pega um bus desde o posto de gasolina (em Vallegrande não tem terminal) e segue pela Ruta 38 e depois Ruta 6.

De Vallegrande até La Higuera são umas 3 horas, mas como a estrada é muito ruim e tem muitas curvas pode dar mais, dependendo do tipo de bus e motorista. Ali na estrada mesmo você desce pedindo para o motorista deixar você o mais perto possível da estrada até La Higuera. Após isso tem que caminhar uns 10 km até o vilarejo. Recomendo fazer isso pela manhã, pois eh bem isolado de tudo e são poucos veículos que passam por ali. Para retornar a Sucre desde La Higuera basta fazer a mesma coisa (pelo menos foi isso que os locais me informaram).

 

Se vc não vai passar em La Higuera recomendo perguntar em Vallegrande qual o bus que te leva a Sucre. Acredito que todos param em Villa Serrano e durante o dia se faz baldeação. Por isso o bus que vai a Sucre desde Vallegrande deve sair bem cedo da manhã. Eu devo ter pego o último e parece que só existem dois horários, um cedo da manhã e outro no início da tarde. A viagem leva cerca de 12 horas até Sucre.

Villa Serrano é um ponto estratégico se vc estiver perdido que nem eu kkkk ::lol3:: é a metade do caminho até Sucre e é cidade turística e por isso tem infraestrutura, não se desespere, mas tb não chegue a noite que nem eu kkk.

 

Existe outro caminho para se chegar até Sucre desde Samaipata ou Vallegrande. Indo pela Ruta 5. Deve se pegar um bus que passa em Mataral.

De Vallegrande toma-se um taxi ou bus que vai até Mataral e lá se deve esperar outro bus que te leve a Sucre. Como minha intenção era ir a La Higuera não optei esse trajeto. Com as pessoas que conversei ngm sabia me informar ao certo se existiam várias opções de bus, quais seriam os horários. Mas pelo que deduzi eram poucos horários e tb um que sairia cedo da manhã e outro mais no inicio da tarde. Tinha que ficar esperando na entrada de Mataral até o bus passar....

Se eu decidisse ir de Samaipata a Sucre sem passar em Vallegrande , faria o trajeto Samaipata /Mairana e em Mairana pegaria bus que me levasse a Sucre.

O certo é que partindo de Vallegrande ou Samaipata a Sucre, o caminho e bem longo e a estrada é tensa. Muitas subidas e curvas estreitas, ônibus lotados, penhascos, sacolejos, mas em compensação uma região de serras belíssima. Vale a pena explorar.

Recomendação: como não existem muitas linhas de bus nessas regiões e são pequenas cidades onde o povo vive da agricultura e pequeno comércio, recomendo contratar um guia para conhecer esses locais Vallegrande e La Higuera de carro. Lembrando que toda essa região tem tours guiados pq fazem parte da Ruta Che. Vou postar um mapa p/ ajudar.

 

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Sobre Vallegrande é isso. Fiquem a vontade para fazerem perguntas sobre algo específico de trajeto e passeios que aí vou lembrando. No próximo post vou falar um pouco de Sucre, a city mais limpa da Bolívia ::otemo::

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gostaria de info sobre a logistica entre cusco -rio branco,ac

Oi Rodolfo. A opção é bus desde Cusco até Puerto Maldonado (cuidado que existe outra cidade peruana com esse nome!), que custa 60 soles cada com a empresa Movil Tours (dá pra comprar pela net) São cerca de 10h de viagem. Em Pto Maldonado tem van que te leva a Assis Brasil por uns 25, 30 soles e eles aceitam real tb. Dá umas 4h de viagem. Antes de chegar em Assis Brasil vc dá saída do Peru e em Assis Brasil da entrada no Brasilll.

Depois tem q pegar um taxi, mototaxi (tipo tuc tuc) ou esperar uma carona até Brasiléia. Pegamos um taxi que deu 80 reais os 2 e levou quase 1 h de viagem. De Brasiléia até Rio Branco é tipo 3h de viagem e fomos de taxi pagamos 200 reais os 2. Pelo que me informei tem bus desde Brasiléia até Rio Branco, mas n sei informar os horários e parece que custa tipo 80 reais por pessoa.

Total: 480 reais 2 pessoas. ::ahhhh:: Mas compensou pq ficou mais barato que pegar avião no Peru naquela época.

Recomendo esse trajeto para quem quer conhecer a região e tem tempo e tb pra quem vai de veiculo próprio ou na carona (mas ai tem q ter muita paciência num calor dos infernos)

Se vc vai achando que sai mais barato, pode se arrepender kkkk a não ser que vá de grupo, aí sim vale a pena.

Espero poder ter ajudado, qualquer coisa tamo aqui :wink:

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13/01 - SUCRE

Bom, acredito que existe muita informação sobre essa cidade aqui no fórum.

Resumindo minha passada por lá: cheguei a baixo de chuva , no terminal da empresa de bus que fica bem longe do centro. Decidi ir caminhando até o Hostal Celtic Cros que era barato e perto do centro. Usei o google maps p/ me ajudar. Larguei minha tralha no hostel e fui direto pro centro trocar grana e comprar coisas pra comer.

A city é super limpa e tem muitas igrejas, umas construções em branco , muita gente caminhando no centro. Peguei um mapa numa agência de turismo e risquei algumas coisas pra fazer. Decidi visitar o Museu Indígena e a Recoleta que ficava perto do meu hostel. Essas duas atrações são imperdíveis. Adoro cultura indígena e nesse museu é possível aprender sobre artesanato naqueles tecidos que se vende na Bolívia. Cada desenho tem um significado, é muito lindo conhecer esse museu. Não lembro quanto paguei exatamente, mas creio ter sido 30 bs.

A Recoleta é free. Tem uma vista linda da cidade e tb tem uma feira de artesanatos que são relativamente baratos.

Tirei algumas fotos e fui pro hostel tomar um banho pq queria sair a noite para comer algo. Fui no Joy Ride Café que é bem bacana, tomei uma cerveja e comi um hamburguer.

 

14/01 Pela manhã fiz check out nesse hostel e fui pro Kultur Berlin pq queria ficar mais um dia para conhecer a cidade e trocar de hostel me faria enturmar com outras pessoas, já que no Celtic eu não tinha conhecido ninguém que não falasse uma língua estranha kkk

Deixei minhas malas no novo hostel pois o check in seria só as 14h.

Fui desbravar mais a cidade, passei em algumas catedrais que ficam no entorno da Praça 25 de Mayo, Visitei o Museu Militar e obviamente fui no mercado comprar comida. Também fui em outras praças e caminhei em varias ruazinhas lindas de Sucre :D

Depois voltei no hostel e decidi que não ficaria por lá e que seguiria para Potosí, pois as atrações de Sucre são muito urbanas e eu não estava afim de ficar caminhando muito etc.. Tem um passeio que dizem ser legal , um lance de parque cretácico. Ficadica.

Peguei minhas malas, (não paguei nada por ter reservado quarto) e me fui pegar o bus no terminal até Potosí.

Como tinha um tempo, antes do terminal resolvi ir até o Cemitério , que dizem ser muito bonito, cheio de árvores etc. Fui até lá de van desde o centro, mas já estava fechado e só abriria as 14h. O guardinha me deixou entrar apenas até o inicio para fotografar e logo fui saindo. Peguei um bus ali mesmo em frente ao cemitério que me levou até o terminal. As vans para circular pela cidade custam em média 2 bs.

Chegando no terminal , tinha um bus que sairia as 14:30. Comprei a passagem por 30 bs e esperei para embarcar no próximo destino lindo que é Potosí. ::otemo::

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14/01 - Potosí

Cheguei no terminal de Potosí depois de, em média, 4h de viagem naqueles bus mais baratos tá gente?

Estava anoitecendo então peguei logo um taxi que me levasse até os principais hostels e centro da cidade.

Logo de cara vc vê o famoso Cerro Rico que abrilhanta a cidade. Dentro dele é extraído prata e minérios até hj.

Pedi pro taxista parar em algum lugar pois naquele momento eu precisava de folhas de coca. Estava passando mal pois Potosí fica muito alto 3.967 m acima do nível médio do mar. É uma das cidades mais altas do mundo. ::ahhhh::

Ele então me deu um saquinho de coca que tinha no carro e logo enfiei na bochecha para diminuir a dor e pressão na cabeça. A coca dele era misturada com uma pedrinha que continha estévia. Essa mistura adormeceu minha boca e a sensação de alivio foi mt imediata. ::cool:::'>

O taxista me deixou na praça por 10 bs e ali mesmo vc já avista turistas. Perguntei p/ umas meninas onde tinha um hostel bom, elas me indicaram o Koala Hostels. Descobri que tinham dois, e fui logo no mais perto de mim que dizem ser o Koala 2 :)

Adorei esse hostel, apesar de parecer meio bagunçado, o gerente super atencioso, gostava muito de brasileiros. O quarto tinha um banheiro bom e calefação nos dormitórios com 4 beliches. Meu quarto estava cheio.

Sai pela city comprar comida e logo conheci um paulista mt loco. Andamos juntos por lá e depois voltei pro hostel lavar roupas e dormir.

 

15/01 Pela manhã tomamos café no hostel (super bom) e fui conhecer algumas atrações da cidade. o Erik, paulista foi comigo, tiramos mtas fotos (o celular dele era bem melhor q o meu). A cidade basicamente tem igrejas, museus , algumas minas de extração que vc pode visitar se estiver a fim de ver exploração humana kkk

Eu e Erik fomos conhecer o convento de São Francisco que é super legal. Vc pode subir no telhado e tirar altas fotos além de tb conhecer as catacumbas ::mmm: Paguei 20 bs para entrar. IMPERDÍVEL!

Após isso fomos visitar a Casa Nacional da Moneda, passeio muito legal para conhecer a história de fabricação de moedas e mais do que isso, de entender como os espanhóis exploravam o povo pela prata etc...

Acabamos não entrando pq custava 40 bs, mas acho que vale a pena, eu é que sou pobrona mesmo kkk

Potosí tem muitas fachadas de catedrais e conventos , tudo enorme e lindo.

Depois de conhecer o mercado, almoçamos pollo em algum lugar barato e voltamos pro Hostel.

Peguei as fotos do celular do Erik , paguei o hostel e segui em direção ao terminal que me levaria até o Ojo del Inca, que é uma cratera de um vulcão inativo, que sai água bem quentinha de dentro ::otemo::

O Erik resolveu ir junto para pegar um bus que levaria ele a um destino que eu esqueci agora. Então pegamos um taxi e fomos até esse terminal (que não é o mesmo de qdo cheguei a Potosí). Esse terminal é menor e é de vans . Me despedi do Erik e peguei uma van até Ojo del Inca que fica mais ou menos uns 30 km do terminal. Paguei 15 bs e mais porcarias que comprei pra comer e beber.

 

O motorista me deixou na ruta com minha mochila e disse que eu deveria seguir a placa para subir até a pequena montanha, que ali era o Ojo Del Inca. No inicio achei meio palha, no meio da estrada , mas fui na fé . Atravessei a estrada e comecei a subir pela estrada de chão, que é mais ou menos 2 km até chegar lá em cima. Tive sorte de uma pampa parar e oferecer carona a mim e mais um casal que estava indo lá pra cima tb.

Quando cheguei no tal lago me surpreendi com a beleza do lugar, cercado de montanhas..É lindo.

Estava ventando muito, o local cheio de argentinos (na verdade só tinha argentino naquele dia rs) , montei minha barraca naquele vendaval e decidi me jogar na água. Estava mt frio na rua mas dentro do lago super quentinho ::love::

Pra ficar acampando lá vc deve pagar uma taxa para um morador que cuida do local. São 30 bs por barraca, por dia.

Se vc for só para ficar um dia parece que é 10bs. No local não tem chuveiro elétrico, os banheiros são uma porcaria e não tem luz. Ou seja não tem infra, só o lago mesmo.

Conheci um casal de argentinos, conversamos muito e qdo deu sono fui dormir para no outro dia seguir rumo a Oruro.

 

16/01 Acordei, tomei café e mais um banho no Ojo Del Inca. O lago é super fundo e caso vc não saiba nadar não se arrisque muito, fique na beirada ou vá p/ locais que possuem pedra para dar apoio nos pés. Tem uma piscina tb que fizeram de pedra. Depois disso desmontei o acampamento e achei em baixo da lona um escorpião ::ahhhh::

Mandei ele ir pra casa dele e guardei todo o equipamento com muito medo de aparecerem outros kkk

Dei tchau pro pessoal , pro Ojo del Inca e fui descendo a estrada para pegar a van que me levaria novamente a Potosí.

Chegando em Potosí, tomei um taxi até o terminal principal e comprei a passagem para Oruro às 13:30 por 60 bs.

Almocei um bom rango no terminal e fiquei por ali matando tempo até embarcar o bus para o próximo destino e também para encontrar o meu namorado Diego, que iria me encontrar em Oruro.

 

NÃO DEIXE DE CONHECER POTOSÍ. A cidade é muito interessante , tem muita história principalmente pra quem leu "As Veias Abertas da America Latina, de Eduardo Galeano." Vc se sente dentro do livro e algumas vezes senta na frente das igrejas ou numa daquelas praças e chora, rs

Potosí é frio a noite! Deve ser por causa da altitude, sei lá, tem muito vento. Leve casaco para a noite.

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16/01 - Oruro

Cheguei no terminal de Oruro tipo 19:30. Logo de cara achei um taxista para me levar a algum alojamento.

O taxista me disse que Oruro não é tão procurado por turistas, somente na época do carnaval

Minha intenção em Oruro era conhecer o Lago Popopó (que é uma reserva ecológica), mas fiquei sabendo pelo taxista que o lago tinha evaporado no deserto. ::ahhhh:: e que com isso, as aves que iam lá para se alimentar e descansar se foram e que os pescadores não tinham mais fonte de renda. Gente esse era o segundo maior lago da Bolívia, o primeiro é o Titicaca. Fiquei muito triste e resolvi não ir ver essa desgraça. Mas pra quem quiser ir, fica a 55km de Oruro .

 

Também queria visitar as pinturas rupestres Cala Cala (num sítio arqueológico) que ficam cerca de 20 km de Oruro. Qualquer taxi te leva lá por menos de 30 bs. Porém eu e Diego decidimos não ir pq fomos contar o dinheiro e ficamos com medo de não ter suficiente para o Peru kkkk

 

Todo mundo por aqui sabe que Oruro é conhecida pelo carnaval. Mas acabei descobrindo muitas coisas a fazer por lá, inclusive que Oruro fica perto do Parque Sajama, esse que até então era um desconhecido até começar a pesquisar e enfiar na cabeça que queria conhecer.

 

Bom voltando ao taxista e eu...perguntei a ele sobre alojamento e ele me levou na rua em frente a Estação do Trem (em Oruro tem trem que vai até Uyuni e outros destinos, mas parece que não é todos os dias mas ficadica)

Ali naquela rua tinham vários hoteis e alojamentos. Entrei em alguns e todos eram caros ou os que eram baratos não tinham vaga.

Achei vaga no Alojamiento Ferrocarril Oruro, pelo preço de 50 bs um quarto p/ casal com camas separadas.

O alojamento não tinha café e era bem simples, porém tinha tv no quarto e foi o que assisti esperando o Diego chegar. Quando ele chegou eu estava ferrada no sono com dor de cabeça devido a altitude. Tomei uns remédios, conversamos um pouco e fomos dormir ::hãã2::

 

17/01 SAJAMA

Era um domingo de manhã quando saímos em busca do transporte que nos levaria ao Sajama. Fomos até o terminal de bus e lá teríamos que pegar uma van até Patacamaya. Combinamos com o motorista que nos levaria por 25 bs os 2. Quando chegamos em Patacamaya fomos procurar uma van para nos levar ao Sajama. Descobrimos que todas as vans estavam lotadas, até que lá do fundo de uma delas um argentino (que ficaria nosso amigo e companheiro de Sajama) gritou para nós subirmos na van que ele estava, que ainda teria lugar.

A van na verdade já estava lotada de gente, mas como é na Bolívia sempre cabe mais um né? kkkk

O trajeto até o Sajama levou pouco mais de 3h e gente, o caminho é lindo!

Chegando na entrada do parque o guardinha nos cobrou 100bs por turista ::ahhhh::::ahhhh::

Eu já estava preparada p/ esse valor , mesmo chorando ele não baixou :(

Depois de pagarmos, pegarmos o tiket de entrada e os mapas, a van seguiu o caminho até o centrinho da comunidade Sajama.

Lugar fantástico, com vista para as cordilheiras Chilenas e o solitário Sajama. ::hahaha::

estava muito frio, bem mais do que eu imaginava ::Cold::

Logo de cara, eu Diego e Mauricio (o argentino), fomos procurar algo pra comer e tb alojamentos.

Mauricio achou um por 25bs a diária com desayuno.

Eu e Diego ficaríamos de barraca naquele lugar paradisíaco e por isso fomos procurar um lugar para "acampar".

Acabamos montando acampamento de frente para o Sajama e perto da casa de um guia, na cidadezinha mesmo. Estava ventando muito e ficando cada x mais frio. Depois de arrumar tudo descobrimos que nós 3 eramos os únicos turistas do local naquele dia kkkk Jantamos na casa/ mercadinho de uma senhora e fomos dormir a baixo de -3.

O Diego passou frio pq o saco de dormir dele não era bom. Diz ele que não dormiu nada...Já eu dormi bem, apesar de estar sentindo o frio.

 

DICAS!!!

COMO CHEGAR AO SAJAMA DESDE LA PAZ?

Patacamaya é um ponto estratégico de comércio. Na verdade fica bem perto de La Paz e Oruro e é ali que os camponeses levam suas mercadorias para vender nas grandes cidades. Tem como se abastecer de comida e bebida e tb trocar dólar.

Se você estiver em La Paz e quiser ir ao Sajama, se informe e pegue a VAN que sai de El Alto para Patacamaya. São mais ou menos 2h de distância e cerca de 15 bs por pessoa.

Em Patacamaya vc deve pegar uma outra van que te leve até o Sajama. São 3 hs até lá e são uns 25bs p/ 2 pessoas.

A estrada é bem boa, asfaltada e a vista é linda.

a dica é perguntar de tudo que é jeito como faz pra chegar lá kkk Foi assim que cheguei sem guias que cobram uma fortuna.

 

De Oruro é o mesmo trajeto, vc vai até o terminal de bus e lá tem van até Patacamaya. É basicamente o mesmo preço e distância de La Paz, um pouco mais perto do Parque Sajama talvez....

 

VALORES DO SAJAMA EM BAIXA TEMPORADA:

Entrada em 2016: 100 bs (e não tem validade, pode ficar morando lá se quiser por esse preço da entrada kkk)

Alojamento: 25bs por pessoa com desayuno

Janta, almoço ou desayuno: 15bs (serve super bem)

Lá tem mercadinhos , queijo, vinhos, artesanatos, chocolate etc.

A comunidade Sajama é bem pequena e em baixa temporada ( no verão) quase não tem moradores por lá...Me falaram que ao todo no parque moravam 100 pessoas e milhares de Alpacas kkkk Por isso são poucas hospedagens e serviços oferecidos (mas tb n tem mt turista)

Na temporada alta (inverno, principalmente julho e agosto) vários guias turísticos se deslocam p/ lá, os hotéis abrem com mais infra e opções de passeios (fica cheio de gringos querendo subir o pico do Sajama e por isso tudo é mais caro)

 

CLIMA

Em janeiro foi bem frio a noite (bem frio mesmo , temperaturas negativas). De dia faz sol e tb bastante chuva.

Esteja preparado p/ o frio e chuva (capa de chuva , calçado etc), leve protetor solar e creme hidratante.

É bem alto por lá, mais de 4 mil msnm. Tome muito chá de coca, use remédio p/ dor de cabeça, bastante água e tb mantenha o nariz sempre limpo (com aqueles soros). Se vc passar mal a probabilidade de conseguir atendimento médico é baixa kkk então se adapte bem a essas alturas, não faça mt esforço nos primeiros dias etc..

 

Sobre o primeiro dia de Sajama é isso. Resumi bem não coloquei infos sobre o parque pq tem tudo na internet . Me preocupei em informar como chegar lá pq realmente não sabia nada sobre , mas é super fácil, só ficar antenado e esperto pq como não tem muita van pra lá vc tem q ter certo tempo pra fazer.

No próximo post falo um pouco das atrações que tem pra fazer dentro do parque , acabamos ficando 3 dias lá com vontade de ficar muiiito mais, pois realmente é um lugar fantástico nas cordilheiras, pertinho do Chile e não tão procurado por Brasileiros. :D

Postei uma fotinho do google maps do trajeto. Ali diz 4h mas coloca 5h ok?

 

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To louca procurando informação pra Sajama. É mto difícil encontrar.

 

Estou indo novamente para a Bolívia agora em Abril e vou para Sajama.

 

Abs

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To louca procurando informação pra Sajama. É mto difícil encontrar.

 

Estou indo novamente para a Bolívia agora em Abril e vou para Sajama.

 

Abs

 

Realmente eu procurei infos e não achei tb..

Mas fui na cara e coragem e deu super certo, apesar de poder ter levado mais coisas pro frio.

Boa trip, vai amar.

Logo posto os outros dias ::otemo::

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Eu vou ao Sajama na minha próxima viagem a Bolívia que deve ser em setembro, aguardando as dicas das atrações dentro do parque. Realmente estas informações são difíceis, o pouco que encontrei foi em alguns fóruns gringo e uma outra aqui mesmo, mas antiga. Excelente a dica de transporte aos domingos, até então, a informação que tinha era que esta Van não circulava aos domingos. Mais uma vez obrigado.

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18/01 ATRAÇÕES DO SAJAMA - Geysers

 

Após uma noite de muito frio na barraca, decidimos alugar um quarto para as próximas noites ::Cold::

Ficamos nas hospedagem do Mário, um guia que leva alpinistas para subirem ao pico do Sajama. Recomendo!

 

Fomos numa vendinha tomamos café e fomos encontrar o Mauricio (argentino) para fazer algo. Ele subiu cedo até o mirante do Sajama , que fica bem próximo a comunidade, mas como o monte estava encoberto não achou mt legal de tirar fotos etc..Mas é tranquilo de fazer é uma subida íngreme sem neve até um local estratégico para fotos e tb para observação da montanha.

 

Checamos o mapa e o que tinha pra fazer basicamente é caminhar no parque observando as montanhas Sajama solitário (6.542 m), Parinacota (6.348 m) e Pomerape (6.222 m) gêmeos, conhecer geysers e tomar banho nas águas termais.

Procurei o mapa para postar aqui mas o Diego me disse que entregamos para um mochileiro e o outro perdemos dentro do parque :cry:

Tudo o que vc for conhecer dentro do parque partindo do centrinho é longe. Você terá que acordar cedo para aproveitar a manhã se for no verão (época de chuvas). Nós nunca acordávamos cedo então sempre pegamos chuva nos passeios.

Decidimos ir aos geysers "Walla gêiseres Keris", que ficavam cerca de 8km do centro. É bem longe mas fácil de ir pq tem estrada então nunca saia da pista. Nós saímos, nos perdemos , começou a chover e foi uma friaca desgraçada kkk

Logo parou e decidimos seguir em frente mas levamos horas pra chegar pq íamos conversando muito, tirando foto , parando. Eu já estava quase desistindo quando encontramos um pequeno conjunto de casas dos camponeses, chamamos para recarregar água e ngm estava em casa. Tinha um poço e decidimos bombar para pegar água. Logo o tempo começou a fechar mas decidimos seguir em frente pq parecia estar perto. Caminhamos mais 1h e finalmente chegamos nos gaysers. Eu sinceramente não achei nada de mais pq eles não estavam "explodindo". São lagos quentes que ficam borbulhando. Dizem que a melhor hora para ver eles "espirrando" é bem cedo. A coisa engraçada é que tinham várias cascas de ovo nas bordas dos gaysers pq a água realmente é muito quente. Ficamos um tempo ali e eu só pensava na volta que ia ser uma desgraça. Foi muito cansativo :(

Eu estava passando mal de tanto caminhar e a altitude pegando. Paramos numa propriedade para nos abrigarmos da chuva que viria (e dessa vez não ia ser fraca). Uma camponesa veio nos ajudar e perguntamos se ela não sabia quem poderia nos "resgatar" ali para não termos q voltar a pé. Ela conhecia o Mário (donos do albergue que ficamos hospedados) e prontamente ligou pra ele do celular do Maurício (muito importante tem crédito e um chip da região hihih) Ele veio nos buscar bem rápido, esperamos uns 30 min por ele que nos levou em segurança para a comunidade kkk Ele nos cobrou 100 bs pela brincadeira mas pagamos com gosto pq realmente o dia foi difícil kkkkk

Então sobre os geysers recomendo ir com guia. Não tem discussão, combina com um e vai de boas pq realmente se vc n tem muito tempo para ficar no parque não vale a pena o desgaste.

Já para as águas termais, acho que é mais tranquilo ir a pé e tb para curtir a paisagem.

Quando voltamos fomos nos secar e tomar banho e depois jantamos no alojamento /restaurante/mercadinho de uma senhorinha muito simpática (ao lado esquerdo da igreja). A comida super boa junto com um vinho ficou ótima. Nesse dia chegou uns franceses então a população do parque aumentou kkkkkkkk

Trocamos uns dinheiros (dólar) e depois fomos dormir

 

19/01 ATRAÇÕES NO SAJAMA - ÁGUAS TERMAIS

 

Logo cedo nos deparamos com uma barraca em frente ao nosso alojamento. Era dum frances muyto loco que nos contou uma história bizarra sobre suas aventuras dentro do parque.

Convidamos ele p/ ir junto procurar as águas termais.

Sabíamos que existia uma água termal paga 30bs e outra mais barata por 10bs.

Como não queríamos pagar nada, fomos andando na direção que o mapa apontava nas rotas das águas termais.

As águas ficam entre a comunidade Sajama e Tomarapi.

Encontramos uns carros e íamos perguntando como chegamos nas águas. Novamente era só caminhar na estrada que estava tudo certo. Masssss não é bem assim kkk o mapa apontava a rota que tínhamos que seguir só que ele é confuso. No final encontramos um carinha que disse que tinham águas termais logo atras da sua propriedade e que seria de graça ::Ksimno::::Ksimno::::Ksimno::

Passamos na propriedade dele bem faceiros para chegar no paraíso. SQN..não encontrávamos de jeito nenhum.

Encontramos um lago bem bonito e na esperança de ser quente colocamos a mão dentro mas a temperatura era gelada. Então resolvemos seguir costeando o rio e ir explorando. Até que o Diego colocou a mão na água e estava começando a ficar quente. Finalmente Mauricio achou uma pequena piscina natural cristalina com água quente e decidimos que ali era a água termal grátis kkkkkkk

Essa piscina tinha indícios de que pessoas tomavam banho ali pq tinha lata de cerveja espalhada pelo chão, saco de comida, meia perdida etc..então ok fomos tomar banho.

A água estava bem quentinha e a temperatura no Parque era de 10 graus.

Ficamos ali um tempão nos divertindo até que resolvemos sair da água para iniciar o retorno do passeio (a chuva estava chegando)

Quando começamos a caminhar, mais a frente de onde estávamos, achamos o que parecia ser de fato o lugar ideal para tomar banho HAHAHA

Os moradores fizeram uma espécie de abrigo todo de madeira e tinha até decoração com galhos na volta da piscina natural, uma beleza. Não paramos para tomar banho pq já estava tarde, mas a água ali parecia mais quente.

A região do parque é linda, tem muita coisa para fotografar e contemplar. Estava nublado então não tiramos muitas fotos ::bad::

Mas valeu toda a caminhada do dia. Voltamos pro centrilho abaixo de chuva, chuva mesmo e um frio da porra.

Eu não fui com roupa e nem capa de chuva então me ferrei kkk

Mas quando chegamos deu tudo certo. O francês era experiente em caminhadas então sempre motivava o povo.

A alegria foi poder tomar um banho quentinho e depois jantar super bem.

Passamos bons momentos no Sajama mas era hora de pensar na volta, que seria na madruga do outro dia.

A dica no geral é: se vc tem tempo e gosta de caminhar faça tudo apé, explore bem a região, observe as montanhas, converse com locais etc..

Se vc não tem tempo e não gosta de caminhar e se molhar pague um guia ou um local que tenha carro pra te levar. Mesmo que vc pague um preço um pouco alto por isso vai valer a pena. Vc pode combinar de ele levar no inicio do dia e buscar no final do dia ou só levar , ou só buscar etc.. O povo é muy amable.

Se vc for de carro ou moto isso facilita horrores ehehe

Não encontramos as "chullpas" (túmulos colombianos). Acho que fica perto de Tomarapi e não tínhamos mais tempo de conhecer :(

 

Mas não deixe de conhecer esse paraíso desconhecido que eu amei e quero voltar mais vezes ::love::

 

20/01 O CAMINHO PARA AREQUIPA

 

IMPORTANTE!!! SÓ TEM UMA VAN POR DIA QUE PASSA NO CENTRINHO DO PARQUE. E ELA PASSA entre as 4 e 5 DA MATINA.

Você tem q chegar antes para garantir lugar e não se atrasar! Atrasou perdeu.

A Van te leva de volta até Patacamaya e de lá vc pega outra van para Oruro ou La Paz.

Como nós iriamos para Arequipa (Peru) eu achei que seria melhor atravessar o Chile que era ali pertinho e seguir de Arica a Tacna e depois Arequipa.

Ledo engano. ::putz::

Mas depois eu conto.

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Eiiii viajando aqui no seu relato, já imaginando as caminhadas no parque, pensava em fazer tudo caminhando, agora que você mencionou as distancias !!! Animei ainda mais. Vamos ver se quando eu for o tempo colabore um pouco. Poste umas fotos, seria legal.

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Eiiii viajando aqui no seu relato, já pensava em fazer tudo caminhando, agora que você mencionou as distancias !!! Animei ainda mais. Vamos ver se quando eu for o tempo colabore um pouco. Poste umas fotos, seria legal.

 

Fiz esse relato em 10 min pq o trabalho tá mto loco kk

Mas bá é linnnnnnnnnndo aquele parque..não tem muitos turistas então vc se sente um explorador ehehe

Dá pra acampar em qualquer lugar do parque só não pode fazer fogo nos locais marcados no mapa.

O bizarro é que é na divisa com o Chile e se vc passar pro lado chileno vc corre o risco de levar um tiro dos guardas ou de pisar em minas que ainda estão ativas..ahahah o francês se perdeu e passou 2 vezes no campo minado, ficou sem água etc..mó loco kkk ele ficou no parque 10 dias.

 

Segue umas fotos..se souber um jeito mais prático de postar fotos por aqui me ajuda luciano pq nao sei kk

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Muito bom ! obrigada pelas informações ::otemo::

 

Estou pensando em fazer a rota pela amazônia boliviana e você me esclareceu e encorajou a descer para Sucre via Villa Serrano ::sos:: muito poucas as informações na internet sobre esse trecho! Encontrar uma mulher que passou por essa rota sozinha encorajou bastante !!!! Arrasou ::otemo::

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20/01 O CAMINHO PARA AREQUIPA

 

O Parque Sajama fica na divisa entre Bolívia e o Chile. É uma região muito rica, cheia de paisagens pra quem ama a natureza e fotografia :D

Saindo do Sajama a van nos deixou na estrada Ruta 4 (perto da entrada do parque) e ali tentaríamos uma outra van ou carona para chegar até a fronteira chilena. O destino era Arica e Tacna para depois seguir a Arequipa (Peru).

Para isso teríamos que passar em Tambo Quemado, que é onde fica localizada a migração para quem está entrando na Bolívia. Nessa região tem muito caminhão e é relativamente fácil conseguir caronas. Obviamente tem caminhão que não para porque não pode dar caronas nessas zonas de fronteira, mas eles sempre ajudam de alguma forma.

Conseguimos embarcar numa van que iria até Tambo Quemado por 15bs os dois. Dali tentaríamos um caminhão ou um bus para nos levar até Arica.

Chegamos em Tambo Quemado super cedo e já tinha uma fila enorme de caminhões que iriam atravessar a fronteira. Perguntamos como funcionava a migração e o agente nos disse que era só carimbar a saída e entregar o papel verde. Ele pegou nossos papeis verdes da Bolívia e fiquei estranhando aquilo pq ele não nos deu nenhum outro e disse que teríamos que registrar nossa entrada lá no Chile, que nos dariam outro papel blá blá blá. Nesse momento pensei que um passaporte facilitaria a coisa..Ok Seguimos caminhando até a migração do Chile . Só que para nossaaaaaaaa alegria ela ficava a uns 20km de Tambo Quemado ::tchann:: o nome da migração é Complexo de Fronteira Chungara. Vou postar uma foto do google maps p/ terem uma noção de onde nos metemos kkk

 

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Fomos caminhando tristonhos e fazendo "dedo", quando um caminhão parou para oferecer carona. Perguntamos a ele como faríamos para atravessar e ele nos disse que ou pegávamos um bus ou uma carona em caminhão, mas era difícil conseguir porque os chilenos eram desconfiados com "mochileiros" e os caminhões não podiam dar caronas para atravessar.

Mas fomos confiantes de que se não tivesse carona pegávamos um bus e tudo ok certo? Errado!

Chegando lá já tinha uma pequena fila se formando porque era época de carnaval em Arica e os bolivianos iam muito p/ lá nessa época. Os bus estavam lotados e já era o 6º bus que não tinha vaga...

Como não é muito comum ter "mochileiros" os guardas já vieram pra cima da gente, teve até cachorro revistando as mochilas p/ ver se não tinha nenhuma fruta ou "erva" proibida. Fomos pegar os papéis para entrar , preenchemos e qdo chegou nossa vez, depois de uma fila grande, o agente nos disse que sem estarmos num ônibus não entraríamos no Chile. Ficamos muito brabos pq fomos discriminados, tentamos dialogar e nada.

Pra vcs terem uma ideia o bus custava 150 bolivianos cada. Como não tinha bus, ficamos um tempo ali pensando , até que resolvemos voltar pra Bolívia. Os caminhoneiros tem medo de oferecer carona pq nos falaram que tem muita gente que entra com drogas ali etc...e como estavamos mulambentos e parecendo drogados eles não queriam nos dar kkkkkkkk ::lol4::

Não conhecíamos nada, ficamos com certo medo, pois os policiais não foram nenhum pouco educados e não estavam afim de nos ajudar. Encontramos um boliviano que estava saindo do chile e pulamos no carro dele para fazer o retorno até Tambo Quemado. Chegando lá o agente nos pediu o papel de saída do Chile, eu expliquei a situação que ele tinha pego e não tínhamos mais nenhum papel exceto o de saída do Brasil. Aí ele disse que tínhamos que ter entregue os documentos não ali em Tambo Quemado, mas sim lá no Complexo Chungara, num posto boliviano. Quase nos cobra uma multa. Mas deu tudo certo, fiz cara de cachorro perdido e quase mandei ele tomar no culo pois foi ele quem pegou nossos papeis kkkkkkk

 

Gente que loucura! Depois dali pegamos uma van até Patacamaya e fomos até La Paz. Foi um dia perdido praticamente ::putz::::Ksimno:: Mas valeu a experiencia e aventura kkk Já em La Paz pegamos um bondinho desde El Alto p/ chegar no centro e fomos nos encontrar com o Mauricio Argentino. Tomamos um trago no Hostal Loki para contar esse perrengue ..foi muito bom kkk

 

Se vc quiser fazer essa travessia, o ideal é ter um carro ou pegar um bus. Mas se for de carona vá direto desde Tambo Quemado. NÃO LEVE DROGAS de jeito nenhum , muito menos frutas proibidas ou certos tipos de madeira. Eles podem prender vc ou multar.

O Chile e a Bolívia tem uma rivalidade mt grande , depois nos foi explicado isso :(

Mas as paisagens naquela região são lindas, é meio fim de mundo, mas tem montanhas e lagos lindossssss! Vale muito a pena desbravar kkk vimos muitos fotógrafos profissionais por aquelas bandas registrando o amanhecer ou o por do sol , fazendo filmagens etc..

 

Depois de dormir em La Paz, no outro dia fomos conhecer Puno , já que os planos de ir a Arequipa não deram certo e teremos que conhecer num outro dia ::hãã2::

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Muito bom ! obrigada pelas informações ::otemo::

 

Estou pensando em fazer a rota pela amazônia boliviana e você me esclareceu e encorajou a descer para Sucre via Villa Serrano ::sos:: muito poucas as informações na internet sobre esse trecho! Encontrar uma mulher que passou por essa rota sozinha encorajou bastante !!!! Arrasou ::otemo::

 

Velu Gabi!

 

É muito "libertador".. No inicio fiquei cheia de dúvidas e medos, mas como já conhecia a Bolívia fiquei mais segura e não ia perder um roteiro planejado né.. obviamente sempre ficava de olhos bem abertos porque o machismo é muito grande por lá. Pra vc ter uma ideia quando falava (p/ alguns) que eu estava viajando sozinha eles achavam muito perigoso ou no mínimo duvidoso, as vezes faziam piadas etc..Muitas vezes menti dizendo que ia encontrar amigos kkkk Mas é seguro, são pequenas comunidades, então o índice de crimes é baixo e o povo já está preparado p/ receber turistas e as mulheres são ::love:: . Vá mesmo! Conheci alguns turistas nessa rota, nenhum era brasileiro. Bora divulgar mais essa região..Quero ir novamente pra lá, porém com mais tempo ^^ Depois posta teu relato huhul

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Demorei mas voltei

 

21/01 PUNO

Pegamos um bus cedinho desde o terminal. Passamos por Copacabana e logo depois de 1h saímos em direção a Puno. Chegando lá, já nos foi abordado uma agência que nos levaria até as ilhas flutuantes e não perdemos muito tempo porque queríamos aproveitar o por do sol.

Fomos de barco até uma das Islas e nos foi explicado como as famílias habitaram aquela região, como constroem as ilhas e também se mantêm hoje. A experiencia é muito rica e as pessoas podem até dormir em cabanas.

Não vou relatar muito esse passeio porque acredito ter diversos relatos aqui. ::otemo::

Vale a pena dar uma passada por lá, comprar artesanato e comer uma “truta” delicia.

 

Depois do passeio voltamos ao terminal de van para comprar a passagem até Cusco. Conseguimos por 40 soles cada e viajamos a noite, com previsão de chegada as 5h da manhã.

 

22 e 23 /01 CUSCO

Chegando em cusco pegamos um taxi que nos levou até o Hostal Tupak que fica na Calle San Agustin, Cusco, Peru .

Como o mochilão é pobrao nos hospedamos por 20 soles cada nesse hostel, que foi razoavelmente bom. O que conta nele é a localização que fica bem próximo do centro. Mas não tem cozinha e cada coisa que você pedir (açúcar, água quente etc)eles vão cobrar. ::grr::

Ficamos dormindo até perto do meio dia, quando saímos para conhecer o centro e sondar possíveis passeios.

Cusco é tudo muito caro. City feita pra gringos eheheh Conhecemos o centro, as lojas, os mercados, caminhamos muito pelas ruas, tiramos muitas fotos e fomos almoçar e comprar comida no mercado. Também compramos nosso boleto turístico para Machu Picchu a preço de estudante pois levamos a carteirinha da UNE, que nos deu 50% de desconto no ingresso. ::hãã::

A primeira coisa a fazer quando se chega a Cusco acredito que é comprar esse boleto, pois pode ser que você não consiga ele para o dia que planeja, então vá com antecedência pra dar tudo certo.

No outro dia resolvemos não fazer nenhum passeio (pela falta de grana) e focar em Machu Picchu. Preparamos a mochila e comidas (muita fruta, castanhas, vinho , água e pão ). Aproveitamos esses dias para lavar roupa e descansar.

 

24/01 CAMINHO ALTERNATIVO MACHU PICCHU

 

Quem tem grana vai de trem, que não tem sofre para chegar no Vale Sagrado ehehe

Vc pode ir de van turística, que sai diariamente do centro de Cusco ou ir até o Terminal A Quillabamba e pegar o bus, que irá te levar ao infinito e além rs ::lol4::

Você deve pedir passagem até Santa Maria, que fica num ponto antes de Quillabamba.

O preço da passagem varia de frota de bus, mas creio que pagamos 15 soles cada.

Saímos de Cusco em torno de 13h e chegamos em Santa Maria às 20h. É um caminho muito bonito, mas longo e um pouco assustador kkkk Na medida em que você sobe é possível observar os paredões abaixo e o trilho que a estrada vai fazendo. O caminho é todo asfaltado mas isso não significa que não seja perigoso. Vimos muitos carros acidentados nos penhascos. ::xiu::

Quando chegamos em Santa Maria havia um taxista que perguntou se queríamos ir até Santa Teresa. Ele nos disse que Santa Teresa era melhor a cidade, menor mas com boas opções de hospedagem e comida e que ficaria mais perto da Hidrelétrica.

Resolvemos ir e quando o taxi lotou partimos. O preço foi de 10 soles para cada e levou cerca de 35 min.

Chegando lá, choramos para a dona de uma hospedagem nos fazer mais barato a diária e ela acabou fazendo 35 soles para cada. Não é difícil encontrar hospedagem por lá. A cidade é pequena e possui um pequeno centro que tem comércio e tudo que você precisa.

Após comermos fomos tomar Paceña num bar que oferecia wifi, avisamos os parentes que estávamos bem e fomos dormir, para no outro dia percorrer o caminho da Hidrelétrica e chegar a Águas Calientes.

Veja que esse trajeto desde Cusco nos custou somente 30 soles. A ida e volta gira em torno de 60 soles por pessoa o que é muito econômico né? ::cool:::'>

 

25 e 26/01 Hidrelétrica e Águas Calientes

 

Saímos um pouco tarde da pousada e procuramos um taxi que nos levasse até a entrada da trilha. Uma van nos levou por 5 soles cada e cerca de 20 min depois estávamos prontos para a caminhada.

 

Bom, aqui não tem segredo pois é só seguir a trilha do trem sempre. E qualquer dúvida existem muitas pessoas fazendo a trilha. Levamos cerca de 3h para chegar a Águas Calientes, caminhando num sol muito forte e parando sempre para descansar e beber água, além de contemplar a natureza. ::hahaha::

Logo que chegamos avistamos a entrada do Camping Municipal ( o único camping de lá) e já fomos montar a carpa.

Cada barraca custa 15 soles a diária, independente do número de pessoas e tem uma senhora que vem todos os dias cobrar. O camping não dispõe de água quente e possui apenas um lugar com telhado onde você pode fazer as refeições. Não possui cozinha, mas é um ótimo lugar para acampar, ficando ao lado do Rio Urubamba.

Ficaríamos por 3 ou 4 dias ali.

Depois de armar acampamento fomos conhecer águas Calientes e avistei um menino que acabei ficando amiga em Samaipata na Bolívia. Ele também estava no Camping então passamos a conhecer os amigos dele e trocar conversas.

Compramos comidas no mercado e logo voltamos pro abrigo, pois começava a chover.

Passamos a noite conversando e comendo, curtindo aquele lugar maravilhoso. ::love::

No outro dia ficamos alternando entre o camping e Aguas Calientes, vivenciando a cidade e relaxando. O clima é ótimo lá no verão, a sensação é parecida com o Brasil então a água gelada do chuveiro não foi o problema. Somente a noite que é um pouco mais frio e sempre chove.

 

27/01 MACHU PICCHU

 

Tivemos uma sorte danada com o tempo, pois no dia anterior havia chovido muito e neste dia estava tudo limpo.

Saímos cedo para fazer a trilha que nos levaria ao Vale Sagrado. Levamos cerca de 1h e 30min para subir a trilha que é relativamente fácil. Você tem a opção de subir e descer para chegar no parque de bus, por 30 dólares.

Bom não tem o que falar do parque em si. Só estando lá para sentir tudo o que ele proporciona. Não fomos com guia porque envolve grana e nessa altura do campeonato estávamos sem kkk

Conhecemos todo o parque e perdemos a subida na montanha Huayna Picchu que também havíamos comprado junto, porém eu dei graças a Pachamama porque não teria condições para subir, devido ao cansaço.

Depois de conhecer o parque voltamos descendo o morro kkkkk e chegamos umas 3 horas da tarde realizados. Aproveitamos para comer o restante da comida e preparar a mochila para o caminho de volta.

Percorremos o caminho de volta pelos trilhos até chegar novamente em Santa Teresa. O Diego queria muito ir nas águas termais que tínhamos ouvido falar na city então fomos, mesmo sendo a noite. Lá tem opção de camping o que acabou sendo uma boa alternativa para dormir. Montamos a barraca e passamos a noite toda relaxando nas piscinas de águas quentes e termais pelo preço de 15 soles cada. Fica a dica de local maneiro para quem vai passar por lá ... ::otemo::

 

28/01 SANTA TERESA A CUSCO

 

Estava chovendo muito pela manhã e por isso não consegui mais dormir, acordei o Diego e esperamos um taxi para nos levar até Santa Maria. Como era bem cedo demorou um pouco de o taxista vir (esse local de águas termais fica um pouco afastado do centro, mas todo mundo na cidade sabe onde fica se acaso você quiser ir também).

Percorremos o caminho de volta até Santa Maria e de Lá pegamos bus até Cusco.

Essa parte da trip foi meio chata, pois estávamos muito cansados e quase sem dinheiro. Cogitamos até de usar aqueles serviços de bancos internacionais para aliviar o aperto kkk Fora que no meio do caminho , devido a chuvarada um pedaço da estrada ficou comprometido (desbarrancou um pedaço do morro) e sinceramente eu achei que íamos morrer ::ahhhh::

Chegando em Cusco fomos nos hospedar num hostel mais próximo possível do terminal.

Achamos um muito barato e ruim, por 35 soles cada, mas, pelo menos, ficaríamos por ali até o dia seguinte.

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      Vilnius
       
      Pub
       
      Restaurante alemão
       
      Lugar do café da manhã e um tio olhando com um sorriso amigável.
       
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      Com cagaço de andar no lago
       
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      Castelo de Trakai ao fundo
       
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      Castelo
       
      O Castelo de Trakai é incrível, valendo muito a pena pagar 5.5 euros para entrar nele (estudante paga meia). Você se sente na Idade Média lá dentro... É uma experiência única. Além da arquitetura, o castelo também possui algumas instalações que funcionam como um museu, para contar a história do lugar. Uma curiosidade é o período no qual Trakai foi comandada pelos Karaites no fim do século XIV. Era um povo de origem turca e que ainda deixou uma herança cultural na região.
       
      Dentro do castelo
       
      Na capela do castelo
       
      Galerinha das antigas
       
      Saindo do castelo, ainda deu tempo de tomar mais um café e voltar até o terminal de ônibus. Saímos de Trakai às 15:45hs. Os ônibus saem, em média, de 30 em 30 minutos até Vilnius. Chegando na capital, fomos até o mercado Rimi (será seu melhor amigo durante a viagem) para comprar água, porcarias e bebidas. O preço, em geral, é mais barato que no Brasil e a qualidade das frutas é incrível. Na volta para o Hotel, ainda parei em uma loja de cds que ficava no porão de uma outra loja. Comprei dois cds de bandas da Lituânia por cerca de 9 euros cada (em média, cd é uma coisa cara no Báltico), após fazer o atendente colocar uns 10 cds para eu escutar e escolher o que queria comprar.
       
      Saindo de Trakai
       
      Mansão no caminho
       
      Chegando em Vilnius
       
      Após tomar um banho, saímos para jantar em um restaurante francês perto do hotel. Tinha um francês bem doido que ficou batendo papo com a gente. Pedi uma panqueca de salmão por 5.5 euro e meu pai um peixe por 10 euros. Achei a comida boa e suficiente pra matar a fome. O curioso é que uma das garçonetes do lugar tinha visitado o Brasil e até ensaiou umas palavras em português. Depois de comer, era hora de descansar para conhecer um pouco de Vilnius no dia seguinte.
       
      Dia 3 – Vilnius e as 16 fogueiras da independência
       
      Saímos de manhã para caminhar pela cidade antiga. Por azar, meu pé esquerdo começou a doer bastante nesse dia, provavelmente pela falta de amortecedor na botina que usei... Mas dane-se, eu ia andar até meu pé cair. Como era feriado de independência, os museus estavam todos fechados. Passamos pelas belas catedrais da cidade antiga e pelo curioso bairro de Uzupis, que se considera um “país” próprio e até tem uma data de independência no dia 1 de abril (por que será, né?). Ali na entrada do bairro existem várias pontes com cadeados, como é famoso na França. No entanto, essa tradição é bem antiga por esses lados da Europa...
       
      Vilnius
       
      Vilnius
       
      Uzupis, a ponte dos cadeados e o menino de uma luva só
       
      Uzupis
       
      Saindo de Uzupis, fomos até a colina de Gediminas, cartão postal de Vilnius. Você pode subir a colina andando ou de teleférico. Fomos andando. Lá de cima, é possível avistar boa parte de Vilnius, tanto a parte antiga quanto a mais nova. Saindo de lá, fomos até a Rua Gediminas, onde meu pai aproveitou para comprar uma bota e paramos para um café.
       
      Catedral
       
      O outro lado de Vilnius
       
      Gediminas
       
      Cavaleiro Gedi... ...minas (que piada tosca!)
       
      Praça principal, onde iriam acontecer o show da independência
       
      Catedral
       
      Decidimos pegar o ônibus 53 até o shopping Ozas, que fica um pouco distante da cidade antiga. Como não entendemos como o ônibus funcionava, fizemos o trecho todo de graça... O shopping tem mais tamanho do que qualquer outra coisa, mas serviu para termos uma boa noção dos preços das coisas. Aproveitei para comprar um amortecedor de calcanhar para o meu pé e uma camisa da seleção de basquete da Lituânia, a pedido de um amigo. Após as compras, comemos lá no shopping mesmo. Resolvemos arriscar um prato de 5 euros, que você podia montar. Era um prato brutal, com repolho, beterraba, carne de porco empanada, molho branco, legumes e arroz. Embora uma comida simples, gostei bastante.
       
      Shopping Ozas
       
      Pegamos novamente o 53 para voltar ao hotel. No meio do caminho, subiram dois fiscais no ônibus pedindo os bilhetes. Como não tínhamos e eles perceberam que não sabíamos como a coisa era, falaram para nós comprarmos direto do motorista, por um euro. Provavelmente nos livramos de uma bela multa. Chegamos no hotel no final da tarde e descansamos um pouco.
       
      Ao anoitecer, fomos até a praça da catedral, onde estava tendo um show pela comemoração da independência. Além disso, na rua Gediminas tinham 16 fogueiras acesas, representando a independência da Lituânia. Elas também serviam para esquentar o pessoal, afinal, não é lá muito quente o inverno por lá...
       
      Shows da Independência
       
      As fogueiras
       
      Para terminar a noite, resolvemos experimentar a culinária local no restaurante Forto Dvartas. Experimentamos uma sopa de cogumelo muito saborosa, panqueca feita de batata e recheada de bacon, além dos famosos cepelinai (mais conhecidos como zeppelins), que são um tipo de batata recheada (pedimos com carne de porco). Achei a textura bem diferente e um gosto que me lembrou pamonha! Para beber, experimentei o hidromel sem graça da casa. Os pratos são bem em conta, custando até cerca de 8 euros e também são bem servidos. E assim acabou a última noite em Vilnius.
       
      Zeppelins
    • Por rtsrodolfo
      Saudações mochileiros!!
      Este é o meu primeiro relato do site, e acho que de qualquer outro lugar também. Nuca fui muito de escrever, então já peço sugestões e dicas para melhorar e poder ajudar cada vez mais. Antes de qualquer coisa, muito obrigado aos que ajudam postando informações aqui no site. Visitei a Tailândia no início de 2015 e não sei o que seria de mim sem os relatos que estudei aqui. Meu nome é Rodolfo Tallarida, tenho 29 anos e meus destinos favoritos são ilhas e praias. Tentei resgatar o máximo de informações possíveis e juntar nesse relato. A viagem foi feita em dezembro de 2015, com 2 amigos (Daniel e Patrícia). Acho que a parte mais difícil do relato foi separar as fotos. Minhas viagens são sempre com uma Gopro na mão em modo time-lapse. Ou seja, no final desta viagem foram cerca de 8 mil fotos só minhas, hahaha . Vou aos poucos postando mais fotos no instagram para quem gosta do app também.
       
      Instagram.:
      Rodolfo Tallarida - @rtsrodolfo
      Patrícia - @patymoreno8
      Daniel - @danielrjrj
       
      Email.: [email protected]
      Facebook.: Rodolfo Tallarida
       
      Algumas informações sobre as Filipinas.:
       
      Moeda
      A moeda local é o peso filipino(PHP). Hoje, 1 dólar americano, corresponde a cerca de 47 pesos filipinos. Para trocar a moeda não vi muita dificuldade. Em todas as cidades existem pequenas casas de câmbio ou você pode trocar em diversos restaurantes ou lojas de conveniência mesmo, porém com uma cotação não tão boa.
       
      Compras
      Esqueça a ideia de compras nas Filipinas, pois além de não encontrar quase nada, os preços são mais caros. Souvenirs(adoro lembraças ) também são bem escassos. Aproveite para comprar um chaveiro ou artesanato no DMall em Boracay que tem maior variedade.
       
      Para entrar nas Filipinas
      Brasileiros não precisam de visto para entrar nas Filipinas. Apenas carteira de vacinação de febre amarela. Tranquilão, menos um custo na sua viagem
       
      Religião
      A maioria esmagadora é cristâ, portanto respeite a cultura local.
       
      Idioma
      Vai encarar tentar aprender filipino para viajar? hahahaha...esqueça pq não dá pra entender naaaaada. Se esforce apenas em aprender a falar obrigado em filipino, que é Salamat. Se estiver bem feliz, diga Salamaaaaaaaat. Relax pq todo mundo por lá fala inglês. Placas, cardápios, guias...tudo é em inglês mesmo.
       
      Hospedagem
      Não faço questão de hotéis de luxo, até pq costumo ficar fora o dia inteiro. Pesquiso bastante nos sites booking.com, hoteis.com, trivago, e no caso da Ásia, o Agoda também é muito bom. Sempre vejo também os custos de hostels, que as vezes são ótimas saídas. Já me hospedei algumas vezes em hostel e todas as minhas experiências foram muito boas. Um bom lugar para se pesquisar hostels é o site hostelworld.com. Nesta minha viagem o custo estava saindo quase o mesmo entre hostel e hotel. Para mim, um quarto com ar condicionado e um banheiro já está ótimo. Qualquer outra coisa, como piscina, academia e demais são dispensáveis já que costumo passar o dia inteiro aproveitando o lugar. Uso o hotel apenas para passar a noite. Como fechamos os hotéis 2 semanas antes de nossa viagem, eu sabia que as opções seriam bem restritas, mas acabou que conseguimos uma boa relação custoxbenefício. Acredito que se reservar com mais antecedência, é possível reservar excelentes hospedagens por excelentes preços. Sempre compare os preços entre os sites e preste muita atenção nos detalhes do quarto como disposição de camas, café da manhã, chuveiro com água quente e outros. Claro, também verificar a localização do hotel. Ah, procure também por cupons de desconto. É relativamente fácil achar desconto de 5 a 10% no google para o site hoteis.com. Hotéis mais distantes do centro nervoso costumam ser mais baratos, mas o trabalho de translado é maior também, fora o tempo que se perde. Wifi é MUITO importante. Wifi nas Filipinas é item de luxo, portanto leve muito em conta se o hotel tem wifi no quarto ou nas áreas comuns apenas. Vejam as avaliações dos hóspedes nos sites e no tripadvisor, se tiver. Como falei, costumo viajar e aproveitara bastante o dia, então não gosto de gastar fortunas em hotéis. Meu primeiro filtro nos sites de busca é o valor(de menor para maior). Reservei tudo aqui do Brasil e pelo site Hoteis.com. Com 2 semanas de antecedência, minhas seleções foram as seguintes.:
      Boracay
      Seabird International Resort and Country Club - 2 noites por R$282,20, quarto de casal com café da manhã incluído
      Cebu (Oslob)
      Sebastian - 4 noites por R$829,76, quarto para 3 pessoas com café da manhã incluído
      El nido
      Bik Creek Mansion - 4 noites por R$910,73, quarto para 3 pessoas com café da manhã incluído
      Coron
      Coron Village Lodge - 5 noites por R$758,22, quarto para 3 pessoas apenas hospedagem
       
      Rápida avaliação sobre cada hotel.:
      Seabird em Boracay.:
      apesar de ter ficado menos de 24 horas, gostei do lugar. Atendentes muito atenciosos e prestativos. Fui recepcionado com suco e muita atenção. Quarto limpo, boxe com cortina, banheiro muito bom, toalhas e itens de banho disponíveis for free. O melhor é a localização. Fica a menos de 1 minuto da praia principal e a 2 minutos do D Mall. Com certeza me hospedaria novamente. O único problema foi que no último banho, a água não esquentava de jeito de nenhum. Eu sou muuuuuito friorento, então isso me incomodou um pouco. Café da manhã padrão de todos os hotéis que fiquei. A lá carte com escolha entre café da manhã estilo Americano ou Filipino.
       
      Sebastian em Cebu.:
      Superou expectativas. Esse hotel definitivamente não sabe fazer marketing do seu negócio. O hotel tem uma vista espetacular e um nascer do sol incrível. Fica de frente pra praia que tem uma água sinistra de bonita. Você toma café da manhã no deck de frente pro mar vendo o nascer do sol. Piscina estilo infinita de frente pra praia. Eles tem caiaque e standup for free!!! hahaha..
      Único problema encontrado foi que o wifi não pegava no quarto, apenas no corredor. Café da manhã a lá carte. Me hospedaria facilmente again Ah, o chuveiro é junto com a privada, então tem q tomar um pouco de cuidado para não molhar tuuudo.
       
      Big Creek em El nido
      muito peculiar esse hotel. Tem um estilo muito estranho lembrando um pouco estilo de época antiga com decorações de madeira em todos os lugares. A entrada foi motivo de zoeira a viagem toda porque era um canteiro de obra. Não acreditamos até hoje que a entrada é realmente ali. Cada quarto tem sua mesa de café da manhã em frente a porta do quarto. Banheiro com boxe com cortina. O hotel fecha vários pacotes com os mesmos preços praticados na rua e te buscam na porta do hotel. Problemas encontrados.: uma mega barata no banheiro(a Patrícia só soube disso no terceiro dia e quase nos matou por causa disso) e vários picos de luz. O ar condicionado tinha vida própria e ligava e desligava sozinho várias vezes. Queimei meu carregador do celular e da gopro no quarto do hotel(levem filtro de tomada). Consideraria escolher outra opção de hotel para ficar, mas na falta de opção até aceitaria me hospedar de novo por lá. Outra coisa mega importante é que o hotel menciona ter wifi. Eles tem aquele token antigão que não serve pra nada! Não carregava nem mensagem no whatsapp.
       
      Village Lodge em Coron.:
      a pior hospedagem da viagem com certeza. Tivemos vários problemas e com certeza não me hospedaria de novo lá. Quartos muito sujos, com traças, fezes de cupim por tudo que é canto, chuveiro que não funcionava e faltava água, descarga quebrada, sem wifi nos quartos e um atendimento muito precário. Não posso citar nenhum ponto positivo do hotel. Tivemos que trocar de quarto 3 vezes e os problemas continuaram mesmo assim. Vale pagar um pouco mais caro e escolher outro lugar.
       
      Voos
      Eu sou fã da Air Asia pelo fato de suas passagens serem extremamente baratas, o serviço ser muito bom e nunca ter tido nenhum tipo de problema ou atraso. Infelizmente a Air Asia opera apenas em determinados aeroportos das Filipinas e com poucos voos, mas são os mais baratos com certeza. A que tem o melhor preço e melhor disponibilidade de voos nas Filipinas é a Cebu Pacific. A Philippines Airline também é uma opção para viagens internas. Sempre compre diretamente no site da cia, pois o preço é sempre mais baixo. Atenção aos limites de bagagem que são bem diferentes entre cada uma delas. As vezes a seleção default é sem nenhuma bagagem, então atenção na compra. Normalmente o custo mais alto das viagens acaba sendo as passagens aéreas, então pesquise alternativas no seu roteiro. Perco MUITO tempo montando e remontando alternativas de roteiro, alterando a ordem dos destinos para deixar a viagem mais barata possível. A diferença de um dia para outro ou alterar a ordem dos destinos altera bastante no valor final da viagem. Vc vai gastar alguns dias fazendo inúmeras planilhas, mas planejar viagem é assim mesmo. Eu até gosto Considere um dia inteiro para translado de uma ilha a outra. Por mais que os voos sejam rápidos, normalmente não mais que 1 hora e meia, a logística de transporte hotelxaeroportoxhotel é bem complicada, fora os atrasos que, pelo menos na época que fui, aconteceram em 95% dos voos.
       
      Voos internos.:
      Manila - Kalibo(Boracay) : Air Asia, R$156,00 - esse foi o voo que perdi por causa do atraso da Emirates
      Manila - Kalibo(Boracay) : Cebu Pacific, cerca de R$250,00
      Caticlan(Boracay) - Cebu : Cebu Pacific, R$172,00
      Cebu - Puerto Princesa - Cebu Pacific, R$392,00
      Puerto Princesa - Coron : Cebu Pacific, R$392,00
      Coron - Manila : Philippines Airline, R$608,00
       
      Voo internacional:
      Rio de Janeiro - Manila - Rio de Janeiro : Emirates, R$500,00
      O preço foi essa miséria aí pq início do ano em minha ida a Tailândia, voando pela Emirates,tive uma situação de overbooking e acabei ganhando uma passagem ide e volta da Emirates para Dubai. Como eu já conhecia Dubai, optei pagar 100 doletas + taxa de embarque e trocar o destino para Manila
       
      Translados nas ilhas Filipinas
      Be ready para altas aventuras se você for um viajante on a buget. Separe um short ou bermuda bem confortável, uma camiseta bem light e um chinelão, pois as jornadas são longas. Claro que existem as opções mais práticas, mas mais caras. Vamos aos translados que escolhi e os que acabei cogitando como segunda opção.
       
      Como chegar em Boracay
      Para chegar em Boracay, existem 2 aeroportos. O Kalibo e o Caticlan. O maior e que tem mais voos, horários e cias aéreas operando é o de Kalibo. As passagens aéreas costumam ser mais baratas para lá. A partir dele você deve pegar uma van para o porto de Caticlan(cerca de 2 horas), depois uma "banka"(estilo de balsa, que leva cerca de 10 minutos), para então pegar sua van/moto até o hotel(não mais que 15 minutos). Se optar pelo aeroporto de Caticlan, você economiza a viagem de van de Kalibo até o porto de Caticlan, já que o aeroporto fica a cerca de 5 minutos do porto. A melhor empresa para fechar todo o translado aeroportoxhotel é a southwest. Sugiro agendar e comprar o translado ainda aqui no Brasil. Sai pouca coisa mais cara, mas vc garante seu lugar no ônibus que é mais confortável e tem horários frequentes.
      O site da empresa é http://www.southwesttoursboracay.com/
      O valor hoje é de 650php para o serviço door to door.
       
      Como chegar em Cebu
      Cuidado, existe a província de Cebu, a ilha de Cebu e a cidade de Cebu. O aeroporto de Cebu fica na província de Cebu, mas na cidade Lapu-Lapu, na ilha Mactan. Os hotéis e o centro nervoso ficam na Cebu City(a pronúncia foi motivo de risos a viagem toda(cebucite )). É na cidade de Cebu que a maioria dos turistas ficam por ser um centro com comércio mais ativo e desta forma ter mais acesso aos mercados, mercearias e empresas de turismo. As principais atrações turísticas ficam no sul da Ilha de Cebu. Atrações como Tumalog, Kawasan, Whaleshark ficam todas mais pro sul da ilha. Vc escolhe ficar no centro com facilidades de comércio e uma região mais movimentada, mas longe das principais atrações, ou fica mais pro sul perto das atrações, porém sem comércio quase que nenhum. Para chegar a Cebu City, vc deve pegar um taxi no aeroporto. Não esqueça de perguntar se o taxímetro vai ligado ou combine um valor antes de entrar no taxi. Para chegar nas áreas mais ao sul da ilha vc pode negociar o taxi no aeroporto(valores no relato da viagem) ou pegar um taxi até o terminal sul rodoviário de Cebu e então pegar um ônibus para o seu destino. Cuidado pois os horários dos ônibus encerram cedo, por volta de 9 da noite se não me engano. Se for fazer esse translado durante o dia, se prepare, pois o transito de Cebu é caótico demaaaaaais. Taxi do aeroporto até o terminal rodoviário são 20 minutos sem trânsito e do terminal rodoviário até Oslob, por exemplo, são cerca de 5 horas.
       
      Como chegar em El Nido
      O meio mais praticado para chegar em El Nido é pegando um voo para Puerto Princesa e depois uma van/ônibus para El Nido. De Puerto Princesa para El Nido são cerca de 6 horas numa estrada beeem sinuosa e chatinha demais. Fazer com as vans que são negociadas na porta do aeroporto é bem desconfortável, fora que sempre tem alguma pegadinha. Sugiro fechar um translado de ônibus ainda aqui no Brasil para fazer a viagem mais tranquilo. Outra opção para chegar em El Nido é de banka via Coron. Essa opção você fica a mercê das condições do mar. São cerca de 7 horas de banka que podem ser tranquilas, turbulentas ou podem até mesmo não acontecer por condições climáticas. A melhor opção, porém beeem mais cara é comprar uma passagem de avião para o aeroporto de El Nido. As passagens devem ser cotadas via e-mail e tem horários bem reduzidos. O aeroporto é particular de um resort. O site com mais informações é o http://www.elnidoboutiqueandartcafe.com/TravelCenter.html
       
      Como chegar em Coron
      Coron acho que de todos os destinos que fui é o mais tranquilo de se chegar. O aeroporto fica na região de Busuanga e tem esse nome também. Do aeroporto até o centro onde ficam todos os hotéis só existem vans e com preço fixo em 150php. Ao sair do aeroporto, você será abordado pelos motoristas das vans. Diga que já tem reserva no hotel porque muitos hotéis já tem vans específicas para o translado. A viagem dura cerca de 30 minutos e é bem tranquila. Outra opção para se chegar a Coron é via banka vindo de El nido, mas com os mesmos problemas citados no caminho contrário.
       
      Roteiro Planejado
      13/12/2015 - Saída do RJ
      14/12/2015 - Chegada em Manila. Manila->Kalibo->Boracay
      15/12/2015 - Boracay
      16/12/2015 - Boracay-> Cebu
      17/12/2015 - Cebu
      18/12/2015 - Cebu
      19/12/2015 - Cebu
      20/12/2015 - Cebu -> Puerto Princesa -> El Nido
      21/12/2015 - El Nido
      22/12/2015 - El Nido
      23/12/2015 - El nido
      24/12/2015 - El Nido -> Puerto Princesa -> Coron
      25/12/2015 (NATAL) - Coron
      26/12/2015 - Coron
      27/12/2015 - Coron
      28/12/2015 - Coron
      29/12/2015 - Coron -> Manila
      30/12/2015 - Manila -> RJ
       
      Pontos de interesse planejados
       
      Em Boracay
      White Sand Beach
      Willy's Rock
      Ariels Point
      Diniwid Beach
      Dmall
       
      Festa, bebida, comida, ilha foda, snorkel, cliff jumping..gosta disso tudo? Então “perca” um dia conhecendo o Ariels Point.
      Aproveite o Dmall para comer em restaurantes bons com comida de tudo quanto é canto do mundo e comprar as lembranças da viagem.
      Se fosse de novo, faria certamente o passeio de parasail e iria no G-Max, um tipo de slingshot humano.
       
      Em Cebu
      Oslob Whaleshark Watching
      Tumalog Falls
      Kawasan Fall
      Canyoneering Kanloab River
       
      Para o Whaleshark, a dica é chegar cedo! Se não tiver roupa de mergulho ou uma lycra, a água-viva pode incomodar um pouco, mas nada óóóóó. Eu fui de sunga
      Não deixe de fazer o Canyoneering de jeito nenhum..leve sua sapatilha de mergulho ou tênis que possa molhar. Bolsa a prova d’água também é item indispensável.
       
      Em El Nido
      Tour A: recomendo
      Small Lagoon, Big Lagoon, Secret Lagoon, Simizu Island and Entulala Island
       
      Tour B: não recomendo
      Snake Islands, Cudugnun Cave, Catherdral Cave and Lagen and Pinabuyutan Island
       
      Tour C: o melhor de todos
      Matinloc and Tapuitan Islands. Secret Beach, Matinloc Shrine, Hidden Beach and Helicopter Island.
       
      Tour D: não recomendo
      Cadlao Island, Pasandigan Beach, Nat Nat Beach, Bucal Beach and Paradise Beach
       
      Não deixe de fazer o tour A e o C. O tour normalmente leva um dia inteiro, portanto não planeje mais nada no dia que for fazer o tour. Não esqueça de levar sua sapatilha de mergulho. Se tiver tempo, tente fazer o zipline em Las Cabanas e subir o Taraw Cliff também. Acho que vale muito a pena a vista. Restaurantes que recomendo: Altrove e Lucky Alofa
       
      Em Coron
      Ultimate Tour:
      Kayangan Lake, Twin Peaks Reef, Hidden Lagoon, Bulungan Beach, Calachuchi Coral Eden, CYC Is
       
      Tour privado: Você monta o reoteiro. Roteiro que fizemos:
      Kayangam lake, Barracuda lake, Twin Lagoon, Siete Pecados e Skeleton Wreck
       
      Mergulho com cilindro em navios naufragados também é uma ótima pedida! Não esqueça que mergulhos com cilindro precisam de certificação. Não tem curso? Faça lá e tenha sua carteira pra mergulhar em qualquer lugar do mundo. Escolas de mergulho é o que não falta por lá. Da para tirar um OW(open water) em cerca de 3 dias.
       
      Relato
      Dias 13 e 14/12/2015
      O voo diário da Emirates para sua matriz em Dubai, sai diariamente do Rio de Janeiro as 03:10 e lá estava eu pontualmente no aeroporto para embarcar. Logo nos dois primeiros dias de viagem, já tinha história para contar. História que sinceramente podia ter ficado para uma outra vez, e não naquela ocasião. Embarquei no aeroporto do RJ pela Emirates com passagem para Manila fazendo escala em Dubai. Em Manila faria uma pequena escala de cerca de 4 horas e pegaria um voo pela AirAsia com destino a Kalibo, de onde pegaria um ônibus, uma balsa e um taxi para então chegar ao meu hotel em Boracay. Já na primeira perna do voo (RJ-Dubai) tive uma surpresa. O meu voo vinha da Argentina e acho que muita gente conhece a fama do time River Plate de lá. Vocês devem estar pensando: nossa, ele pegou o mesmo voo que o time do River! Não. Eu peguei o mesmo voo que a torcida do River. Acho que 70% do voo era de torcedores uniformizados, com suas bandeiras, fantasias e tudo mais. Acho que só faltaram os fogos. Os primeiros e os últimos 50 minutos do voo foram como se o time estivesse ali na frente deles. Gritavam, cantavam e as vezes até pulavam para o desespero da tripulação. Sou flamenguista, mas vi uma torcida saudável festejando a classificação do time para o mundial. Não me senti incomodado, uma vez que o resto do voo não se ouvia nem um ronco sequer das centenas ali dormindo. Tudo certo até então. Voo pontual e escala de 4 horas em Dubai também. A Emirates sempre foi um exemplo de cia para mim. Sempre elogiei e tive a certeza de que era a melhor do mundo. Infelizmente, meu pensamento mudou naquelas primeiras 24horas. A Emirates me levou do céu ao inferno em 1 voo. Após ter feito o lanche em Dubai utilizando o voucher que a Emirates havia me dado, já que minha escala era de 4 horas, fui para a fila e embarquei no meu voo em direção a Manila. Deveria chegar em Manila as 16:00hrs do horário local, mas não foi o que aconteceu. As 16:30 o piloto começou a realizar os procedimentos de descida e informou que o atraso era por conta do tráfego intenso em Manila. Até aí OK, sem problemas. Quando o avião embicou para pousar na pista, através da câmera do avião pude perceber que o aeroporto não tinha um porte tão grande como eu esperava. Olhei pela janela e puder ver que mais parecia uma base das forças aéreas do que um aeroporto internacional. Ao pousar, pude ler em um dos hangares (air force airport). Logo depois alguns caças e helicópteros camuflados. A esta altura, os passageiros, 99% filipinos, já estavam num alvoroço total tentando entender o que havia acontecido. Ao estacionar o avião praticamente no meio do pátio do aeroporto, o piloto informou que estávamos no aeroporto de Clark, situado a cerca de 160km de Manila, conforme demonstrava o painel na televisão individual do sistema de entretenimento àquela altura. O piloto informou que havia uma questão meteorológica e uma falha mecânica, mas que o time em solo já estava trabalhando para resolver e que não era para ninguém se levantar. Olhando pelas janelas e pelas câmeras não se via uma alma sequer no pátio do aeroporto. Parecia estarmos num campo abandonado. Só havia o nosso avião parado no meio do pátio e mais nada. Nenhum carro de apoio, nenhum carro de polícia, de carga, de nada. Éramos nós e somente nós ali no pátio naquele momento. Ficamos ali presos dentro do avião parado por mais de 3 horas sem receber mais informações. Aeromoças informavam que iriamos decolar novamente em direção a Manila, mas novamente não foi o que aconteceu. O piloto utilizando o sistema de som da aeronave informou que por legalidade, não poderia mais seguir voo e que deveríamos desembarcar e aguardar novas instruções no terminal do aeroporto. Passados mais 30 minutos, chegaram os ônibus que nos levariam para o terminal. Ao chegar no terminal, mais confusão. Os dois únicos funcionários da Emirates não sabiam o que era para ser feito e ficamos ali por mais cerca de 2 horas. Neste ponto, eu e mais centenas de pessoas já havíamos perdido nossos voos para os outros destinos. Enfim, depois de muita confusão e quase pancadaria entre passageiro e funcionário, fomos orientados a realizar o processo de imigração e pegar nossas bagagens, que em seguida seriamos acomodados em ônibus que nos levariam pra Manila. Fiz o processo de imigração e peguei minha bagagem como tinha que ser feito e entrei no ônibus. O ônibus era estranho, velho e com cortinas esquisitas, mas não houve problemas, tirando o velho que resolveu fumar dentro do ônibus com ar condicionado. Detalhe que ele havia tentado fumar no banheiro do avião também. Neste ônibus foram mais cerca de 2 horas e meia passando por lugares tão horrorosos e pobres, que dava mais medo do que passar na Av. Brasil ou linha vermelha durante a madrugada. Enfim chegamos no aeroporto de Manila. Era para chegarmos as 4 da tarde e chegamos meia noite em ponto depois desta aventura. Ao procurar e falar com duas atendentes da Emirates, expliquei toda a situação. Expliquei que devido ao atraso da Emirates, eu havia perdido um voo, uma reserva no hotel que havia feito, passeios que havia reservado, e dia inteiro das minhas contadas férias. A resposta foi a mesma das duas atendentes chamadas Jenny e Sherlin: não podemos ajudar em nada! Foi essa a resposta que tive da Emirates. Não havia argumento que tirasse outra frase das atendentes. Tirei fotos e resolvi sentar para pensar no que fazer.
       

       
      Dia 15/12/2015
      Naquele momento precisava agilizar minha ida para Boracay onde ficava o hotel e de onde eu deveria pegar meu outro voo já reservado. Ao questionar onde podia comprar uma passagem, fui orientado a ir para o terminal 4 onde ficavam os escritórios (estava no terminal 3). Ok, até eu descobrir que o shuttle entre os terminais não funcionava de madrugada e que eu deveria pegar um taxi. Pegar e pagar um taxi para trocar de terminal gente! Inacreditável! Não tinha outra saída, troquei os dólares por pesos filipinos e saí do aeroporto. Existe uma máfia de taxistas por lá. Fui cobrado em 200 pesos (cerca de 18 reais) para ir de um terminal para outro. Após chorar muito, consegui pela metade do preço. Chegando ao terminal 4, descobri que os escritórios das cias, nada mais eram que casinhas, tipo cabanas que funcionavam apenas durante o dia. E agora? Não podia esperar até as 7 da manhã na rua com risco de não conseguir voo para o mesmo dia. Perguntei ao segurança o que podia fazer e ele gentilmente me acompanhou durante uma caminhada de 5min até uma agência de turismo 24hrs. Chegando lá, por volta de 2 da manhã, questionei por uma passagem e fui informado que a primeira seria as 11 da manhã. Eu não tinha outra saída, e aceitei mesmo sabendo que o preço era muito superior ao que eu tinha pago na passagem original que havia perdido. Tive que trocar mais dólares e fui praticamente roubado com a cotação que eles fizeram. Mais uma vez não tinha o que fazer. Comprei a passagem e fui para a guerra com os taxistas para retornar ao terminal de embarque. Quando cheguei, já cerca de 2 e meia da manhã, já estava destruído de cansado . O último lanche oferecido pela Emirates havia sido as 3 da tarde. Fiz um lanche no McDonalds, uma das lanchonetes abertas, e deitei no chão para descansar, assim como muita gente ali também. Acho que desmaiei por umas duas horas ali no chão frio do aeroporto. Ao acordar, parecendo ter saído de um liquidificador, fui fazer outro lanche e despachar a mala. Esperei até as 6 da manhã para fazer o checkin. Despachei a mala e fui dar uma volta pelo aeroporto quando me deparei com o "hotel" dentro do aeroporto. Dizia disponibilizar camas no estilo cápsula por 1000 pesos. No estado que me encontrava, não pensei duas vezes. Acabei surpreendido. Uma excelente cama, com café da manhã simples, mas muito gostoso e chuveiro com shampoo, sabão, pasta e escova de dente de graça. Foi o que me salvou ali naquela hora. Descansei por 2 horas e tomei um banho para tirar a cara de quem não dormia a mais de 40 horas. 10hrs da manhã! Hora de pegar meu próximo voo para Kalibo estimado para embarcar as 10:25. Quem dera! Chegando ao gate designado descubro que o voo está atrasado e não tem previsão para decolar. Essa hora o tumulto era louco, mas fazer o quê? Resta esperar. Embarquei depois de cerca de 20min de atraso e o tempo estava péssimo. Muita chuva e nuvens pretas. O voo durou cerca de 1 hora de muita turbulência por causa do tempo e mesmo bastante acabado, consegui dormir só metade do voo. O aeroporto de Kalibo é um ovo. Me lembrou muito o de Koh Samui na Tailândia. Tinha apenas uma esteira de bagagem e não possui pista para taxi do avião. Como o destino era Boracay, a missão era pegar um ônibus para o porto de Caticlan e depois a balsa para Boracay. A empresa mais conhecida e que oferece o melhor serviço é a Southwest. O melhor é optar pelo serviço door to door, que inclui ônibus até o porto, balsa com as taxas e um taxi até o seu hotel se for entre as estacoes 1 e 3 da ilha. A Southwest tem parceria com a Airasia e a Cebu Pacific, portanto veja com a cia o pacote ou faça a reserva diretamente no site da Southwest. Se não me engano custa por volta de 600php. Como havia perdido meu voo graças ao atraso da Emirates, não fiz reserva e acabei tendo outra surpresa. Saindo do desembarque não tem como errar. Se você não vir as empresas que fazem o translado, elas vão te ver. Ficam bem em frente. Fui até a southwest e não haviam mais tickets por "problemas administrativos na barca". Tive que optar pela empresa vizinha. Acabei pagando 250 php por uma van com um motorista muito doido que dirigia a mil na estrada molhada. Esse preço incluía a barca também. Foram exatas 1 hora e 40min de van até o porto de Caticlan onde embarquei no que os filipinos chamam de banka. Um céu preto dominava a tarde e uns pingos de chuva caíam de vez em quando. Não mais que 10minutos são suficientes para você atravessar de Caticlan para Boracay. Se você reservou o serviço door to door, você já deve ter seu taxi/van pronto para te deixar na porta do hotel. No meu caso, tive que ir caçar um meio barato de chegar ao hotel. Sabia que o meio mais econômico seria de triciclo, que ficam a 1 minuto do porto. Basta seguir a única rua que tem em frente ao porto. Para o meu hotel que ficava na estação 2 da ilha, me cobraram 150php para uma ida particular. Claro que achei caro e questionei se havia um jeito mais barato. Me indicaram um triciclo um pouco maior, e que você devia esperar ele encher para então partir. Outro ponto é que ele vai deixando as pessoas nos seus hotéis e pegando outras pelo caminho. Como me custou 20php, achei um bom negócio. Fiquei hospedado no Seabird hotel, cujo qual já havia perdido uma diária por conta do atraso da Emirates. Torci para não ter perdido a reserva e ter sofrido no show. Por sorte, ou falta de hóspedes mesmo, minha reserva estava de pé e fui recebido com um suco bem gelado e um quarto com ar condicionado a 1 minuto andando da praia. Considerei um excelente negócio. Quarto com cama de casal, banheiro privativo com shampoo e sabonete, ar condicionado e até um frigobar. Cheguei no hotel as 16hrs e não havia ido para a famosa White Sand Beach ainda. Minha primeira impressão foi péssima sobre o lugar. A ilha como um todo é imunda, com triciclos demais, obras e muita confusão. Não era essa impressão que tinha de Boracay e das Filipinas, podia dizer naquela altura. O que eu precisava naquela hora era de um banho e de descanso, afinal já faziam 50 horas viajando. Tomei um banho e pensei em fazer um lanche, dormir umas 3 horas e depois sair para jantar e conhecer a vida noturna de Boracay. Meu hotel ficava a cerca de 2 minutos do Dmall, um conjunto de lojas e restaurantes muito conhecido por onde pode se encontrar comida de vários tipos e lojas de souvenir. Queria comer rápido e voltar para descansar, então optei por um sanduiche no estilo subway. 6 inches do pão que você quiser com os ingredientes q você quiser. Paguei 165php e a atendente me perguntou qual ingredientes eu queria. A resposta foi curta: all of them. Minha intenção era comer ali mesmo para aproveitar e ver o movimento do lugar, mas como o sanduba veio todo embalado, fui direto para o hotel e resolvi comer no quarto. Pronto, alimentado eu estava, de banho tomado, no ar condicionado pronto para dormir. Botei o despertador para tocar as 22:30 e apaguei na cama. O que aconteceu? Acordei as 5:30 da manhã! Não acordei para jantar e nem ouvi o despertador. Fiquei puto! Queria mesmo sair para ver a noite na ilha, mas enfim.
       







       
      Dia16/12/2015
      O café da manhã é servido a partir das 6:15, então fui andando para a White Sand Beach. Como eram 6 da manhã, ainda tinham resquícios de bêbados perambulando e alguns travecos tentando faturar seus últimos clientes. O sol nasce do lado oposto da ilha, então não estava totalmente claro ainda e a areia não aparentava ser tão branca quanto sugere o nome. Voltei para o hotel e fui direto ao salão de comida. Quando cheguei ao salão de refeição, não havia nada de comida. Nada para servir. Quando perguntei sobre o café, o atendente me passou o cardápio com os preços. Fiquei pensativo durante um tempo achando que o café que dizia estar incluído no site que usei para reservar tinha que ser pago. Perguntei e me explicaram que como eu era hóspede, eu poderia escolher um "combo" que seria for free. Ok, fui logo no mais caro e completo American breakfast. 2 fatias de pão consideráveis, manteiga, geleia, omelete pequeno, salsicha super apimentada e um tea(chá) quente. Algumas coisas podem ser substituídas, como pão por sucrilhos e o chá por café ou chocolate. Eu era o único ali tomando café. Fiz minha refeição com calma dando notícia aos familiares usando o wifi que era disponível ali também. Voltei para o quarto, e rapidamente peguei minha câmera e sai para fazer um tour pela praia. Meu roteiro era de 2, 5 dias em Boracay, mas por conta do problema com a Emirates acabei tendo só aquela manhã para aproveitar Boracay. Havia reservado o day trip para o Ariels point que acho que seria o melhor a fazer na ilha, mas tive que cancelar por não ter tempo suficiente. Meu voo para Cebu partia as 16:20 de Caticlan. Eram 8 da manhã e o checkout era 12:00 e tinha que seguir para o aeroporto no máximo as 13:00. Resolvi andar pela praia toda e ver o que havia de interessante e aproveitar. Estava meio nublado, mas não chovia ainda. Fui até o extremo da praia, passando pela passarela e cheguei a praia de Diniwid. Nada demais. Pequena e sem sal, não vale a visita na minha visão. Resolvi voltar e vi ao longe a chuva chegar. Não era uma chuva! Era praticamente um tufão! Protegido em um dos hotéis de beira de praia, esperei cerca de 1 hora para a chuva passar e poder sair. Realmente era um tufão pelas notícias que vi nos dias seguintes. Passei pela famosa Willy’s Rock localizada no centro da praia e segui em frente. Depois de algum tempo o sol até que resolveu dar o ar da graça, mas foi bem rápido, coisa de 5 minutos. Tinha vontade de fazer o parasail, ou windsurf, ou sup, mas as condições impediam de qualquer coisa do tipo. Ventava demais e o mar estava super agitado. Haviam pequenas marolas na praia, que costuma parecer uma lagoa pelas fotos que havia visto. Depois de caminhar bastante e ver aquelas figuras asiáticas pela praia, voltei e fui em direção ao Dmall novamente. Queria fazer um lanche e comprar algumas lembranças. Fui direto na lanchonete Monkey para tomar uma vitamina de mamão com banana. Faço vitamina de mamão com banana praticamente todo dia para mim, mas essa tinha um gosto diferente. Muito boa! Valeu a pena pagar 90php. Procurei algumas coisas, mas as lojas vendiam as mesmas coisas. Não sei por que isso!! Era tudo igual. Ímãs de geladeira, chaveiro, camisas e alguns quadrinhos bem feios. Comprei o ímã com abridor de latas para um amigo o trabalho (100php), meu copo de shot (100php) e 7 garrafinhas com a areia de lá escrito o nome da ilha (100php). Reparou que tudo lá custa 100php? Toda vez que perguntava o preço, a resposta era a mesma: an hundred (one hundred). Depois de rodar as ruas todas, tomei um thai iced cofee que é mega gostoso por 90Php e voltei para o hotel. Tomei um banho (gelaaaaaaaado..o chuveiro tinha dado problema e não esquentava de jeito nenhum), arrumei a mala e fui para o checkout. Na recepção, informei que queria comprar o transfer para o aeroporto que incluía um taxi para o porto, a balsa para a outra ilha e mais um taxi para ao aeroporto. A recepcionista fez uma ligação e após uns instantes disse que não poderia vender porque o horário de pickup estava muito próximo. Eram 12:20 e o horário de pickup era 13:00! Não entendi e também não quis questionar nada, até porque, como sempre, achei caro o preço que o hotel cobrava (370php). Acabei fazendo tudo por conta própria. Fui para a rua principal, peguei o triciclo elétrico parador por 20php, paguei o barco até a outra ilha que me custou 55php (barca mais fee) e outros 50php para o triciclo até o aeroporto de Caticlan. Até hoje não sei como paguei só 55php, se só a taxa da ilha custa 100php. Do porto até o aeroporto de Caticlan são cerca de 5min de triciclo. Cheguei no aeroporto as 14:00 em ponto. Fiz o percurso por conta própria e com certeza foi mais rápido e mais barato. O aeroporto de Caticlan é menor que o de Kalibo. Acho que um cinema é maior que ele. Ele só tem voos de duas cia locais e operam normalmente com aviões de hélice. Eu estava morrendo de fome e como só haviam 3 lojas que vendiam comida, a coisa mais saudável e que poderia me encher mais, era uma imitação não sei de onde do conhecido cup noodles. Meu Deus! Pra q? Era pimenta pura! Sei que sou muito fraco para pimenta, mas aquele noodle tava foda. Em 5min comi tudo. A boca ardia tanto que tinha que pegar algo pra beber. Pedi um shake chamado oreo smoothie. Pqp, q coisa gostosa! 175php. Carinho né? Tudo pra mim é caro. Como havia um tufão rodando pelas ilhas das Filipinas, óbvio que meu voo atrasou. Queria muito viajar num avião de hélices, mas não precisava ser com esse tempo né? Um tufão rodando por ali não era a melhor notícia para saber naquele dia. Com 1 hora de atraso, embarquei e dormi os 55min inteiros de voo. Cheguei em Cebu as 18:00 e havia marcado com 2 amigos para continuar a viagem. Eles chegariam as 22:00, e no salão de desembarque não havia restaurante. Sai do salão e achei do outro lado do aeroporto um café que serviu um arroz, frango, alface e um tea por 150php. Na volta para o salão de desembarque óbvio que tinha q ter algum problema. Como eu havia saído, não podia mais entrar. Enfim, fiquei puto e não achei um lugar dentro do aeroporto onde podia ver o status dos voos que estavam chegando. Até ali, tudo tinha sido confuso e ajuda nunca vem de graça por lá. Acabei indo para o setor de embarque e ali deitei num dos bancos para esperar o Daniel e a Patrícia. Eram cerca de 6 e pouca da noite e o voo deles chegaria as 22:00. Claro que o voo deles atrasou também, e bastante. Chegou depois de meia noite. Depois de recepciona-los, recebi o mesmo feedback deles sobre os translados e o lugar até então: sujo, feio e muito confuso. Nosso hotel ficava em Oslob, e não no centro de Cebu como a grande maioria dos turistas acaba escolhendo. Achei que não fazia sentido ficar em Cebu City, quando todas atrações ficavam no sul da ilha. O jeito mais econômico de se chegar em Oslob é pegando um taxi até o terminal de ônibus sul, e depois pegar um ônibus para Oslob. O taxi não deve custar mais de 450php e o ônibus 200php. Como era de madrugada e éramos três, acabamos optando por pegar um taxi direto para Oslob e pagando 3000php tudo. Deu 1000php para cada numa viagem de cerca de 2 horas e meia passando por um Mcdonalds no caminho pra matar a fome. Bigmac, com tea e batata, 162php. Chegamos no hotel as 3:30 da manhã e vimos que realmente era muito longe do centro. Não havia nada por lá. Era o hotel e uns casebres com algumas lojinhas de interior do interior de interior. Bom, fomos dormir pois nosso primeiro desafio seria acordar menos de 2hrs depois para seguir o roteiro e ir ao mergulho com o tubarão baleia.
       











       
      Dia 17/12/2015
      Acordamos as 5:30 e fomos tomar café. Nosso hotel era um destaque por lá. Único prédio da região e de frente para a praia. Estava super feliz com a escolha. O café foi de frente para a praia e no estilo americano. Pão, manteiga, geleia, presunto ou bacon, omelete e bebida a escolha. Saímos rápido para trocar dólares por php e rapidamente procuramos um transporte para as baleias que ficava a cerca de 10km dali. Perguntamos sobre uma van (ou jeepenee) e a resposta foi inesperada. Custava 10php para nos levar lá. Menos de 1 real! Isso foi surpresa, já que achei barato. Como as baleias costumam ir embora cedo optamos por ir de triciclo que era mais rápido e pagamos 30php cada. Chegando no local onde as baleias são alimentadas, pagamos 1100php (1000 mais 100 de taxa) e mais 50php para alugar os fins. Você tem um breve briefing e pega um barco que te leva a cerca de 200 metros da praia, onde ficam as baleias. Show! Muito legal, mas é meio complicado pois tem muito barco e muita gente. Vc vai bater com a cabeça no barco alguma vez, é quase inevitável. Hahaha. Cuidado com as águas vivas, tem bastante. O passeio dura apenas 30min, e voa. Não esqueça do chinelo, pois a praia é cheia de pedras. Existe o pacote para mergulhar com cilindro mas acho que não seja vantagem, já que as baleias ficam na superfície para comer os plânctons dados pelos barcos. O passeio é muito show mesmo, vale a pena cada centavo. Como eram 9 da manhã ainda, resolvemos ir direto conhecer a Tumalog Falls. Na saída das baleias haviam os triciclos parados (tem em todos os lugares) e fechamos a ida para a Tumalog e volta pro hotel por 170php cada um. Para nossa surpresa, não era triciclo e sim moto! Os triciclos não fazem o caminho para Tumalog pois é muito íngreme. Pegamos a moto, eu como carona em uma e o Daniel e a Paty na carona da outra (sim, 3 em uma moto só) e fomos pra lá. Foram menos de 10min quando chegamos na entrada da cachoeira. Mais 20php de fee para entrar e outra surpresa. Da entrada até a cacheira em si são cerca de 500m de pura ladeira! Tem outras motos oferecendo o translado, mas nem perguntei o preço pq achei ridículo isso. Já paguei a moto até lá e não iria pagar mais nada para andar 500m, sendo que eram as mesmas motos. Fomos andando e chegamos em menos de 10min. Muito tranquilo mesmo ir andando. Eh ladeira, mas qualquer um sobe aquilo, ainda mais por ser asfaltado. A cachoeira é bonita, e olha que não gosto de cachoeiras. Tiramos algumas fotos e ficamos por ali durante uns 40min. Havia um grupo de cerca de 4 pessoas falando português, únicos até então que havia visto, e um dos raros turistas não asiáticos de olho pequeno. Nem entrei na água porque detesto água gelada. Detesto mesmo! Subimos a ladeira de volta e pegamos a moto de volta pro hotel. Eram 11 da manhã! Não acreditávamos que era tão cedo ainda. Como nos relatos que havia lido, todos ficavam no centro de Cebu, que fica a 2 horas dali, os passeios se tornavam longos pelo translado. Mas no nosso caso foi rápido até demais. Chegando no hotel, reparamos que havia um caiaque e um sup de graça para usar. Não pensei duas vezes e lá fomos nos pra água de novo. Simplesmente foda a água na frente do hotel. NINGUÉM mergulhando por lá. Acho q as fotos dizem por si só como foi bom ficar ali naquele hotel. Ficamos 1 hora remando e voltamos para almoçar. Fome era o q a gente sentia naquela hora. Pedimos arroz com frango, batatas, coca e água e a conta deu 900php no final para todos. Não tinha quase nada de frango no prato mas era o que tinha ali na hora. Voltamos pro quarto pra descansar um pouco e vendo as fotos que tiramos na água, resolvemos voltar pra água novamente e aproveitar mais. Ficamos lá até o pôr do sol e saímos da área da piscina já era quase noite. Subimos e fomos tomar banho. Todo hotel tem algum problema né? O da vez foi a água que acabou. Falamos com a atendente na recepção e foi resolvido até que bem rápido. Tomamos banho e apagamos. Sim, dormimos as 7 da noite e nossa última refeição havia sido o almoço. Péssimo, mas o sono foi mais forte. Não façam isso. Bebam muita água (de garrafa) e comam sempre q der.
       
















       
      Dia 18/12/2015
      Acordamos as 6 da manhã e o tempo parecia estar meio nublado. Detalhe para os galos. Pelamor! Tem muito galo nessa região e eles gritam o dia todo. Acordei várias vezes na madruga com eles gritando. Tem galos espalhados por tudo quanto é quanto. Galos, galos e mais galos. Talvez pra briga de galo. Será? Esqueci de perguntar isso lá. Descemos para tomar café da manhã, e escolhi de novo o tradicional american breakfast. Resolvemos aproveitar que não estava chovendo ainda e ir fazer o canyoneering. Saímos do hotel, e na avenida principal encontramos com o mesmo motorista que nos atendeu no dia anterior. Novamente muito prestativo, disse que aquele dia já ia atender outro turista mas nos mostrou um amigo que nos atenderia. Fechamos o pacote ali mesmo. Transporte+guia+equipamentos por 1300php cada pessoa. Foi 1 hora e meia de triciclo sofrida. Chegamos a uma casinha onde nos encontramos com o nosso guia. Dessa vez não houve surpresas. Realmente tudo estava incluído. Não pagamos nenhuma taxa nem adicional por nada. Subimos em motos q nos levaram até o ponto de partida que demorou mais cerca de 5minutos. Canyoneering se trata descer a pé o rio, dentro do rio, nadando, pulando, deslizando e tudo mais q quiser. Logo de cara, você já começa saltando de uma pequena altura. Isso se repete por algumas vezes. Recomendo muito este passeio. O lugar é impressionante. Pura natureza perfeita. O passeio todo é feito em águas cristalinas azuladas. Saltos pequenos e mais altos podem ser feitos durante todo o percurso. Os maiores saltos, e pra mim os melhores, são opcionais. Fiz todos os que pude. Foram 3 pulos de cerca de 15pés e o ultimo de cerca de 17pés. É MUITO alto, mas é demais. Pula sem medo que vale a emoção. São cerca de 8km que fizemos em cerca de quase 3 horas. O melhor do passeio? Ele termina na Kawasan Falls! Achei o passeio muito mais bonito que a cachoeira q tem mais fama. Façam com certeza esse passeio. Fiquei extasiado com o passeio. Chegando na Kawasan Falls, aproveite e vá nadando até a queda de água pra ver a força que ela tem. Se preferir, os locais podem te levar sobre jangadas de bamboo até a queda por 200php por pessoa. Se vc sair de Cebu, será um passeio de um dia inteiro. Voltamos ao hotel por volta de 5 da tarde e tomamos banho correndo para comer alguma coisa já q nossa única refeição havia sido o café da manhã. Lembrem de levar comida nos passeios por Cebu. Saímos já no dinal da tarde e achamos uma placa que dizia hambúrguer e cheeseburguer por 33pesos e ainda em promoção pague 1 leve 2. Estava muito estranho esse preço, mas resolvemos arriscar. A fome era tanta e o nome cheeseburguer encheu nosso olhos q fomos lá. Pra quê? Um pão pequeno e uma carne micro com gosto esquisito, q ficamos achando q era de cachorro. Ble...muito ruim mesmo. Acompanhando, tbm muuuito ruim um lipton de limão. Cara, eu adoro iced tea, mas esse era uma coisa terrível. Como já era noite e não havia nada pra fazer por lá, voltamos pro hotel e ficamos baixando as fotos da câmera. Não deu outra e acabamos dormindo as 8 da noite. Acho q o principal motivo da maioria em massa dos turistas não se hospedar em Oslob é que realmente não tem nada. Imagina uma rua com cerca de 2 padarias q só vendem pão, um mercadinho q vende uns biscoitos estranhos e um frango de padaria. Ah, tem uma casa de câmbio que para surpresa tinha um ótimo cambio. Era isso. Nada de bar, nada de restaurante, pub, shopping. Era só isso.
       













       
      Dia 19/12/2015
      Acordamos as 5 da manhã e nos deparamos com um tempo péssimo. Chuva, vento e trovões eram o cenário daquela manhã. Esperamos até as 7 horas e descemos para o café. Pedi um filipino breakfast. Arroz, tocino, ovo e suco de laranja que parecia manga. Acho q não tem nenhuma opção de café sem gordura. Ou é um apresuntado pingando gordura, ou bacon, ou tocino ou alguma outra coisa gordurosa. Ficamos um bom tempo no hall de café, que ficava de frente pra praia, conversando e vendo a tempestade cair. Não estou falando de chuvisco não, era chuuuuva mesmo. Não tinha o q fazer. Seria o tufão dando as caras de novo? Aproveitei para atualizar o relato também
      Ficamos no quarto o resto da manhã e saímos para comer as 3 da tarde. Parecia q o tempo começava a melhorar. Perguntamos ao nosso motorista oficial, que por mais engraçado q seja ele estava sempre ali nos esperando, onde que ficava o restaurante Chez Tonton, cuja avaliação estava boa no tripadvisor. Ele nos disse q ficava um pouco distante dali e que podíamos ir num restaurante parecido a poucos metros dali. Que show foi isso! Ele podia ter nos levado e ganhado uma grana, mas não. Indicou outro restaurante ali perto. E ainda bem q ele deu a dica. O "restaurante" servia pizza e crepe. DK ou VK acho que era o nome do lugar. Cerca de 6m2 com 3 mesas quase uma encostando na outra. A atendente prontamente nos atendeu perfeitamente. Pedimos 2 pizzas, peperoni e margarita e estava excelente. Cada uma por 280php e um tea pra acompanhar. No final é claro, a Patrícia sempre fechando comigo em pedir uma banana split. Com uma bola de sorvete roxo no meio estava muito boa também. De q era o sorvete roxo? Inhame! Hahahahah..sorvete de inhame roxo! E um milkshake de chocolate pra acompanhar. Almoço super saudável. Pizza, sorvete e milkshake. A Patrícia ainda pediu outra banana split e comeu tudo sozinha!! Hahaha..e ainda tinha wifi no restaurante. Detalhe q acho q não tinha ketchup lá. Quando pedimos, a atendente/dona do lugar saiu correndo e foi no mercado rapidinho comprar pra gente..hahaha.. Bom, depois de matar a fome, sabendo q o resto do dia ia ser longo dentro do hotel sem poder fazer muita coisa, passei na vendinha que tinha do lado e comprei um saquinho de amendoim, um biscoito oreo(tinha oreo pra minha surpresa), uma barrinha de caramelo e uma garrafinha de água por 88php tudo. O resto do dia foi dentro do quarto. Ahhh, chegou um grupo de asiáticos que nos perturbou demaaaais. Gritavam, cantavam, corriam, batiam a porta milhaaaaares de vezes...ahhh, q raiva q deu . Era nossa última noite ali, e precisávamos arrumar a mala e providenciar nosso transporte de volta para o aeroporto. Nosso voo partia as 13:00. A preguiça bateu forte e acabamos que dormimos sem arrumar mala nenhuma. Nossa ideia era acordar beeem cedo e ainda tentar fazer uma sessão de whale shark antes de ir embora. Nosso dia foi morto por causa do temporal. Nenhum passeio estava aberto. Quando planejo viagem, quando possível, boto um dia extra pra casos como esse. Nunca se sabe se vai pegar um tornado, ou se o seu voo vai atrasar.
       

       
      Dia 20/12/2015
      Acordamos bem cedo, mesmo sem despertador, já q havíamos dormido o dia anterior todo. Fomos para a varanda checar as condições e lá estava um brasileiro que havia chegado na noite anterior e que iria fazer o passeio do whale shark também. Ele nos avisou que no dia anterior havia demorado 5hrs do aeroporto até o hotel. Como nosso voo era as 13:30, na mesma hora abortamos a ideia do whale shark, até porque o mar estava bem agitado e não parecia ter uma visibilidade muito boa. Descemos para tomar café as 6 da manhã e tiramos mais algumas fotos enquanto o brasileiro e mais 2 amigos saíam para fazer o passeio deles. Após terminar nosso café, subimos e arrumamos as malas rápido e descemos para fazer o checkout. Nesse momento encontramos com os brasileiros voltando e disseram que não estava rolando o whale shark por causa do mar agitado. Ainda bem q abortamos! Fizemos o checkout e fomos pra mais uma jornada de translado. O hotel ofereceu uma van por 5000php até o aeroporto. Caro! Obvio q achei caro! Fomos para a avenida principal pois sabíamos q ali passava um ônibus até o terminal rodoviário de Cebu City, e de lá deveríamos pegar um taxi até o aeroporto. Infelizmente não demos sorte e acabamos pegando um busão sem ar condicionado. 140php por pessoa e parecia cena de filme. Aquele ônibus velho, com várias pessoas estranhas dentro. Até galinha tinha! Tinha um galo q de vez em quando soltava um grito. Foram 3:40 horas de viagem insuportáveis. Queimei meu braço com o sol que fazia aquele dia. Um trânsito infernal, muita pobreza e sujeira. Minha distração, enquanto secava o suor e me ajeitava no banco, era contar os galos q via pelo caminho. Parei no centésimo com menos de 20min. Não aguentava mais aquele ônibus. Parecia cena de filme mesmo. Para evitar isso, basta pegar o busão com ar condicionado. O intervalo entre os ônibus durante o dia é bem rápido. Acredito que seja cerca de 20 minutos. Chegamos no terminal e imediatamente achamos um taxi com taxímetro. Achamos estranho pois o taxista aceitou muito fácil. Enfim, esse trecho foi tranquilo. Mais 20min de taxi, 230php e chegamos no aeroporto de Cebu, na ilha Mactan, cidade de Lapu Lapu. Checkin feito, comemos um hot dog e é claro, um dunkin donuts também. Fechei logo meia dúzia de donuts por 170php e guardei pra viagem. Após ter visto que o portão de embarque havia sido alterado, embarcamos sem maiores problemas e decolamos num voo tradicional low cost, sem nem uma gota de água servida. Foram cerca de 60min até o pouso no aeroporto de PP. Como tinha q ter algum problema, parece q houve alguma falha elétrica no avião e ficamos no pátio por cerca de 15 ou 20min dentro do avião. Td bem, depois daquele ônibus infernal, o avião era uma cama praticamente. O aeroporto de PP é do jeito q eu gosto, bem pequeno e bem simples. Pegamos a mala e seguimos pra nossa jornada até El Nido. Na saída existem algumas empresas que oferecem o serviço de translado pra El Nido de van, mas vale a pena ver o ônibus que é bem mais confortável. O preço seria o mesmo, mas chegamos na loja ao lado do aeroporto pra fechar a van para El Nido com a empresa Ayen transport. O custo seria muito igual ao do ônibus, porém não precisaríamos pegar um taxi até a rodoviária. O agente informou que o preço seria de 500php por pessoa, o serviço seria door to door, inclusive perguntou qual era o nosso hotel e que a van estava saindo naquela hora. Porra nenhuma! TUDO mentira. Fechamos acreditando naquelas informações e entramos na van. Ela parou em um restaurante a 2 minutos dali e o motorista pediu para que saíssemos da van para pagar o translado. Enquanto pagávamos ele tirou todas as malas da van, o que foi muito estranho. Depois de pagarmos ele disse q poderíamos comer alguma coisa no restaurante e q iriamos sair em 15 ou 20min. Ok, essa passou, mas o problema foi q esperamos 1:30 hora ali. Primeiro ele disse q outros clientes que já tinham reservado estavam presos no aeroporto por causa de voo atrasado, depois ele não conseguiu colocar a prancha de um dos clientes na van. Ou seja, a van que estava saindo na hora, saiu quase 2 horas depois. Depois de já perder a paciência, o motorista saiu e pegamos um transito de louco. Acho que ficamos 30min para andar menos 1km. A cidade estava uma loucura. Era domingo e parecia q todo mundo estava na rua. Impossível aquilo ser rotineiro. Bom, por incrível que pareça o motorista parou a van no borracheiro e fez alguma coisa no pneu que não deu pra ver direito. Ficamos ali parados uns 10min. Saímos e logo em seguida paramos no posto de gasolina para ele abastecer e o povo tirar dinheiro, já que disseram que em El Nido não tem atm (não confirmei isso). Mais cerca de 15min parados e pegamos a estrada. Que coisa horrível! Muito sinuosa, cheia de relevos e armadilhas. Muito ruim pegar aquela estrada. A van foi sacudindo durante todo o translado. Ninguém dormiu nada e o motorista ainda dirigiu igual um louco. Foram 5:30 horas de viagem com uma parada no meio do caminho para banheiro e alguns snacks se quiser comprar. A estrada tem trechos de terra batida e cheia de buracos sem sinalização alguma. Esse é o caminho pra cidade mais procurada da região de Palawan? A maior surpresa ainda estava por vir. Chegando em El Nido, o motorista parou a van no centro da cidade e disse q ali era o ponto final. Na mesma hora indagamos sobre o fato de termos fechado o door to door. Pronto! Começou a confusão. O motorista queria, em conjunto com os "amigos" dele motoristas de tuktuk da cidade, que pagássemos mais 100php para nos levar para o hotel. Ficamos discutindo cerca de 20min até eu pedir para ele ligar pro chefe dele e resolver a situação. No final ele nos deixou no hotel. Nãooo fechem nada com a Ayen Transport. Acho q por isso vale a pena pegar o busão. Tem horário fixo e não tem surpresas. Chegamos no hotel big Creek Mansion e rimos na hora em que saímos da van. A entrada é péssima. Parece um prédio em ruinas. Na verdade estava em obra, mas por dentro ele é arrumadinho. Como todo hotel seu problema, logo no primeiro minuto entrei no banheiro para tomar banho e dei de cara com uma barata que parecia um alien. Serio! Aquilo era um monstro..hahaha..o café da manhã vc escolhe na noite anterior e a hora que quer q ele seja servido.
       


       
      Dia 21/12/2015
      Acordamos as 7 sem despertador nem nada, já q estávamos com o horário meio maluco. O café da manhã foi o tradicional american breakfast. Satisfatório, mas gordurosoooooo. Todas as atrações da ilha são distribuídas em tours. Existe o tour A, B, C, D e E. As atrações do tour E podem ser feitas separadamente, mas se tiver tempo, acho q vale muito. O tour C é o melhor, depois vem o A. NÃO façam o tour D e o B. Its a crap. Cavernas e praias normais só para enganar turista. O tour E, na verdade acho q vale pelo cliff e pelo zipline, que podem ser feitos individualmente contratando guia. O tour A eh FODA e o tour C é FODÁSTICO. Pqp, que praias e que lugares de mergulho. Eu adoro mergulhar, e em algumas praias a água estava cristalina com visibilidade excelente. Naquele dia, começamos pelo tour A. Fechamos o tour pelo próprio hotel mesmo. NÃO fechem nenhum tour pela internet. Eh engana turista pq o preço é sempre menor se reservar lá no local. Fechamos todos os tours por 200php a menos cada. Logo após o café, a recepcionista veio nos avisar que nosso guia estava nos esperando já na porta do hotel. Excelente. Bom já deixar tudo pronto pra esses casos. O q levar num passeio? Primeiramente, uma mochila a prova de agua. Vc vai molhar mt provavelmente. Sugiro comprar snorkel e máscara. O preço q vai pagar pra alugar em todos os passeios é quase o de comprar um no BR. Melhor pq vc tem o seu equipamento. Mais higiênico e vc pode comprar um equipamento de melhor qualidade. Sugestão de marca, Seasub. Outra coisa, COMPREM sapatilha de mergulho. Vcs vão saber pq mais pra frente. Toalha eu comprei uma na Decathlon que quando dobrada é mínima. Vale a pena e custa menos de 30 reais. Protetor solar a prova de agua, e óculos escuros. Bom, encontramos com o nosso guia e ele nos colocou num triciclo q nos levaria até a empresa de turismo. Depois de andar cerca de 10min até a empresa(El Nido é um ovo, dá pra fazer tudo andando), tinha q ter uma tentativa de rolo. O motorista nos cobrou essa viagem. Claro q não pagamos! O preço do passeio já inclui tudo. No primeiro passeio vc paga 200php de fee e não precisa pagar nos demais dias. Esperamos alguns poucos minutos e fomos guiados andando até o barco. Logo de cara vc já se molha, pq o barco não fica num píer ou na beira da praia. Vc tem q andar um bocado na água até chegar ao barco e a água chega na cintura ou até mais. A praia de onde saem os barcos é imuuuunda de manhã. A maré baixa mostra todo o lixo que está ali. Subimos no barco e tradicionalmente, já posso falar isso, tivemos que esperar. Eles estavam buscando mais clientes e foram buscar a comida também. A empresa era a Alexzus. Foi tudo tranquilo, então recomendo. O tour A tem as seguintes paradas.
       
      Small Lagoon
      Big Lagoon
      Secret Lagoon
      Simizu Island
      Entulala Island
       
      Almoço espetacular no barco na Simizu Island. Demais! As vezes vc não acredita que está num lugar daqueles. Como era o primeiro dia em tour e não achava que ia pegar muitos corais, acabei que não levei a sapatilha. Olha o que aconteceu! Na última parada, que foi a big lagoon, precisamos nadar até chegar a lagoa em si e logo quando saltei do barco, acabei chutando sem querer um coral no fundo do mar. Acreditem, perto dos machucados que vi do pessoal que fazia os passeios, o meu foi muito tranquilo. Por isso que insisto nesse ponto da sapatilha. Com certeza ela me salvou diversas vezes nos outros dias. Voltamos para o hotel, lavei o machucado q parecia ser feio e jantamos no Atmosphere. Uma boooosta. Atendente não sabe falar quase nada, a pizza é de outro lugar e o ambiente estava horrível. Uma música aos berros tocando bells de natal nos atormentou o jantar todo também. A essa altura o machucado já incomodava um pouco e assim ficou durante o resto da viagem, mas nada que me impediu de fazer qualquer coisa. Voltamos, agendamos o Tour C para o dia seguinte e dormimos de imediato, depois é claro de escolher nosso café da manhã do dia seguinte.
       











       
      Dia 22/12/2015
      Acordamos de madrugada com o ar condicionado desligado. Sim, ele desligou sozinho na madruga. Vai entender. Ainda bem que não fazia tanto calor e o ventilador deu conta do recado sem problema. Levantamos e tomamos nosso tradicional café da manhã, só que pedimos também um hot dog que tinha uma linguiça esquisita demais. Tinha uma gosma no meio da salsicha muito sinistra. Mal tínhamos tomado o café e a recepcionista nos avisou q nosso guia já estava esperando. Pegamos as coisas rapidamente e fomos pra entrada do hotel. Pegamos o triciclo e depois fomos andando até o barco junto com o nosso guia. Naquele dia fizemos o tour C, the best one. Sensacional Mother fucker!!!!
       
      Star Beach
      Secret Beach
      Matinloc Shrine
      Hidden Beach
      Helicopter Island
       
      Fiz o tempo todo de sapatilha. Muuuuita gente machucada por causa dos corais. Voltamos um pouco mais cedo esse dia. Cerca de 5 da tarde estávamos chegando em El Nido novamente completamente felizes com o passeio mais que perfeito. Quando chegamos no hotel e abrimos a porta, o ar condicionado estava ligado e o quarto congelado. Ele ligou sozinho durante o dia. Ngm arrumou o quarto nenhum dia em nenhum hotel nessa viagem. Mas o pior foi saber que deixei o carregador do celular e o carregador de baterias da minha gopro na tomada e nenhum deles funcionava mais. Provavelmente algum pico de luz queimou meus carregadores...Fuckkk! Ficar sem gopro não dá!! É como ficar sem carteira e dinheiro. Vc não faz nada..rsrsrs. Ainda bem q a Patrícia e o Daniel tinham cabos que funcionavam pra minha câmera ser carregada também. Tomamos banho e fomos no restaurante Lucky Alofa. Recomeeeeeendo demais. Pedi o maior sanduba q eles tinham. 400g de hambúrguer com queijo, bacon e a coisa toda, acompanhado de potatos fries. Q demais! Experimentei a cerveja red horse também. O wifi eh fraquíssimo, mas a comida é sensacional. O sanduba é meio caro, 500 php mas é gigante. Voltamos pro hotel e apagamos de novo. Esse dia foi épico.
       












       
      Dia 23/12/2015
      Em nosso último dia em El Nido, fechamos o tour B. Que lixo. Éramos só 9 num barco pequeno.
       
      Cathedral Cave
      Snake Island
      Cadugnon Point and Cave
       
      O melhor foi o almoço na praia.. Voltamos bem cedo, cerca de 4 da tarde. Ainda bem q voltamos pq já estava dando raiva o passeio e precisávamos fechar a van de volta pra Puerto Princesa. Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos fechar a van e jantar. Fechamos a van de volta pra PP por 500php q iria nos buscar no hotel as 10 da noite. Ok, translado agendado e eram 6 da tarde ainda. Passei numa loja de souvenir e não aguentei. Comprei uns "quadros" por 295 e 195php na loja na rua principal. Rolou um repeteco na Lucky Alofa. Pedi um sanduba diferente desta vez e não deu outra. Fuckin perfect again. Mesma avaliação da Patrícia e Daniel. Pedi desta vez um iced tea q pelamor. PERFEITO! Estava tão bom q perguntei como eles faziam o iced tea. O cara q parecia ser o dono me mostrou. Era um saquinho de pó de Nestea já pronto! Hahahaha..o detalhe é q tinha maça também...ele me disse q comprara no mercadinho da frente. Óbvioooo q fui no mercado e comprei todos os saquinhos q tinham lá. Cada saquinho faz 1l de iced tea e custa 12 php. Deixei 100 php só em iced tea. Voltamos pro hotel pra fazermos a mala. Havíamos fechado a última van para não esperar tanto no aeroporto já q nosso voo era 10 da manhã só. Em todas as empresas, a primeira van era 5 da manhã e a última as 9 da noite, algumas fazendo a última viagem as 10 da noite. Agendamos para a de 10 da noite. Pura enganação! 9 em ponto a van passou no nosso hotel. A mulher da empresa disse q tinha van de 10 da noite mas foi só pra vender mesmo. Entramos na van e a princípio estava bem tranquilo. Havíamos pegado a última fileira só pra gente. Rummmmm, sabe de nada inocente. 5mim depois ele parou no termimal de van de el nido e apareceram uns minhocos da terra e não acreditei q aquilo tudo ia caber na van. Tinha muita gente e muuuita mala(caixa de papelão). A galera começou a entrar na van e logo o q estava tranquilo, ficou mega apertado. Não dava nem pra mexer o pernas. As malas já transbordavam no porta mala e chegavam na altura de nossas cabeças. Vcs não tem ideia! Tinha tanta gente dentro da van que o motorista veio no colo de um maluco! Eu nunca tinha visto isso. O motorista dirigiu 5 horas no colo de outro cara. Pra piorar, adivinha o que veio na minha cabeça. Uma galinha! Sim, uma galinha! Em cima de toda a mala, os caras estavam com uma caixa com galinha dentro. Pqp, logo na minha cabeça. Cheiro de chiqueiro insuportável, um calor infernal na van por causa da quantidade de pessoas. Foi um inferno aquela viagem. Acho q vale a tentativa de pegar o ônibus. Acho q a empresa de busão se chama Roro.
       








       
      Dia 24/12/2015
      Chegando no aeroporto as 2 da manhã, demos graças a deus pq poderíamos pelo menos deitar no chão do aeroporto. Rummmmm, sabe de nada inocente! O aeroporto estava fechado. Hahahaha..só merda! Claro q ficam uns motoristas na porta do aeroporto já esperando os turistas desprevenidos. Eles ofereceram um hotel, mas a essa altura não confiava em mais ninguém por lá. Resolvemos esperar na entrada de um restaurante ali na frente do aeroporto até as 6. O restaurante era aberto com um jardim grande na lateral, o q nos trouxe muuuuuuuuuuuitos mosquitos. Era o q faltava. Nos aconchegamos ali no chão mesmo e esperamos por 3 ou 4 horas. Por volta das 5 da manhã, bateu um frio brabo e o jeito foi usar a toalha como cobertor mesmo. Muito mendigo mesmo..hahaha..o cansaço era brabo e acabamos pegando no sono alguns minutos. As 6 da manhã o q mais queríamos era o conforto do chão do aeroporto. A q ponto chegamos!!! Levantamos e partimos pro aeroporto q ficava a 2 minutos andando dali. O aero é bem pequeno, tem a Airasia, Phillipine, e Cebu Pacific operando lá. Acho que vi uma tal de Juan também. Nosso voo era 10 da manhã e não havia ninguém no balcão da Cebu. Esperamos no banco até umas 8:30, quando começaram a fazer o checkin. Como tinha de ser, o voo atrasou 1 hora. Comemos um cupnoodles e um Gatorade para esperar. O voo era pra Coron com escala em Manila. Voo tranquilo e rápido até Manila. Dormi praticamente ele todo. Chegamos em Manila e a fome era sinistra. Almoçamos fortemente no Burguer King. A Patrícia adora junk food, e nem pensamos muito antes de entrar no restaurante. Rolou um hamburgao tradicional com iced tea( adoro iced tea e testei em todos os restaurantes q fui). Ninguém repara, mas as notas fiscais de diversos restaurantes tem algum bônus se vc responder um survey na internet. Foi a deixa pra conectar na internet, e atualizar a família sobre a jornada também. Comemos com bastante calma e quando vimos, já era hora do nosso voo para Coron. Depois de passar por uns 49 mil detectores de metal, chegamos ao setor de embarque. Quando chamaram nosso voo, acho q apareceram umas 20 cabeças só. Entramos no busão que nos levou até o avião de hélice da Cebu. Showw! Voo com um visual foda, já mostrando o q nos esperava em Coron. Esse voo foi pontual. Desde a partida até a chegada. O aero de Coron é no meio do nada. Sério mesmo. É no meio do mato! Quando chegamos, vimos q é um aero bem pequeno também. Nem esteira de bagagem tem(isso é inédito pra mim). É só um balcãozinho de madeira onde colocam as suas malas e vc procura a sua. A primeira porta depois do salão de desembarque é a porta de saída. Logo na saída, tem váááááias vans oferecendo serviço pra Coron town. Não vi triciclos nem taxi. Somente vans e todas com o preço fixo em 150php. A primeira pergunta que fizeram foi se tínhamos reserva em algum hotel. Logo respondemos que sim e por incrível q pareça nosso nome estava num quadrinho em frente a uma das vans. Esperamos por mais uns 15minutos e partimos para a cidade. São cerca de 40min de van passando por fazendas e nada mais. Chegamos em Coron town!! É uma grande favela! Nunca pensei q fosse tão seria a coisa. O RJ é Beverly Hills perto de Coron. São casebres e lojinhas com seus puxadinhos e motocicletas rodando pra lá e pra cá. Bem caído mesmo. Me sentia no complexo do alemão piorado. A van nos deixou em frente ao nosso hotel. Reservamos o Coron village Lodge por 5 noites num quarto pra 3. Fizemos check in e saímos imediatamente pra jantar. Não achamos nenhum restaurante legal a vista. Era tudo com uma aparência bem caída. Achamos a tratoria Altrove q era bem legal e q acabamos indo na maioria dos dias. Pedi um Carbonara com iced tea(deu pra ver quanto eu gosto de iced tea né?). Ambos exceleeeeentes. Paguei 200php no carbonara e 2 iced tea. Isso da menos de 18 reais! 18 reais hoje são cerca de 4 dólares..rsrsrsrs..O lugar era muito bom pro padrão de Coron e cabe a visita. Pagamos ao que pareceu ser o dono do lugar e fomos de volta ao hotel. No caminho fechamos o Ultimate Tour na Zurik Pension. O passeio nos custou 1500php, o q vimos depois q é um preço fixo para esse tour. Fomos pro hotel. Pronto, nos primeiros 5 minutos vc já capta os problemas da hospedagem. O chão tinha aquelas fezes de cupim espalhadas por vários cantos, o quarto fedia e estava beeem sujo além de não ter wifi. Uma vassoura resolveria o problema, mas acho q fazia tempo q o quarto não recebia uma faxina. O Daniel tomou o primeiro banho e já reclamou da quantidade de água que saía do chuveiro. Logo em seguida eu entrei e a merda aconteceu. A Água acabou no meio do meu banho. Po, ninguém merece isso. Fui na recepção acho que cheio de sabão ainda no corpo e reclamei. O recepcionista me pediu 5 minutos pra resolver. Ok! Quando voltei pro quarto esperei os 5 minutos e realmente a água voltou, mas voltou parecendo uma goteira. Pra piorar a água não esquentava. Tudo de ruim no hotel até então. Quando terminei meu banho, a Patrícia tentou, mas realmente naquele ritmo era impossível tomar banho. Reclamamos de novo e fomos transferidos para outro quarto. Nesse a água estava quase nada melhor, mas não adiantava mais reclamar. Estávamos mortos e era melhor dormirmos porque o dia seguinte ia ser de passeios.
       



       
      Dia 25/12/2015 NATAL Uhullll
      Acordamos as 06:40 e fomos para o restaurante do hotel para pedirmos o café da manhã. Passaram uns 15min e NINGUÉM apareceu. Ninguém a vista trabalhando no restaurante. Haviam 2 outras mesas q também não foram atendidas. O passeio requisitava chegar na lojinha as 8 da manhã, e naquele ritmo do restaurante não ia rolar. Levantamos da mesa e fomos tomar café na rua mesmo já que não estava incluído o café na hospedagem. Acabou que saiu mais barato e acredito q foi melhor mesmo. Pedi um pão torrado com ovo e bacon mais um shake de banana por 200php. Logo em frente ficava a empresa que fechamos o passeio. Fomos pontuais e chegamos as 8 da manhã. Claaaaaro que o passeio atrasou. Saímos para o barco somente as 9 da manhã. O tour contemplava os spots abaixo.
       
      Kayangan Lake
      Twin Peaks Reef
      Hidden Lagoon
      Bulungan Beach
      Calachuchi Coral Eden e CYC Is
       
      A volta do tour foi com esse pôr do sol sobre a agua cristalina. Tudo ok no dia de natal. Voltamos pro hotel, tomamos um banho na goteira e já saímos pra jantar. Passamos em uma empresa de mergulho e fechamos o pacote de mergulho para o dia seguinte. Como valia o repeteco, fomos comer de novo no Altrove e pedimos 2 pizzas e iced tea. De novo, muuuito bom! Ficamos umas boas 2 horas ali conversando e lendo o "relato" de nossa viagem a Tailândia que a Patrícia havia escrito( será q ela publica algum dia esse relato?).. Hahahaha
      Voltamos para o hotel, mas antes de dormir, teve q rolar a parada na recepção pra dar notícias pra família, já q não tinha wifi no quarto.
       









       
      Dia 26/12/2015
      Acordamos e já fomos direto pro café da manhã já manjado no lugar chamado Centro. 2 homemade pancakes com instant coffee por 65php cada. Lot off moscas!! Grrr..elas não saem de você. O mergulho havíamos fechado com a Vivian na loja Coron Divers. Foram 3 mergulhos de cilindro em navios naufragados. Lembrando que para mergulhar com cilindro vc precisa de certificado se não quiser ficar preso a um guia te segurando o tempo todo. Havíamos marcado para 8 da manhã e fomos pontuais. Separamos a roupa e experimentamos todos os equipamentos. Fomos pro barco e é claaaaaaro q esperamos muito tempo. Foram quase 2 horas de atraso esse dia. Saímos e fomos para o primeiro naufrágio. East tangat. Um navio da segunda guerra mundial de artilharia. A visibilidade estava em cerca de 2 a 3 metros. Pra quem mergulha sabe o quão ruim é isso. Não dava pra ver absolutamente nada. Profundidade de cerca de 22 metros. Fizemos a penetração no barco, mas foi bem rápido, até pq o barco é pequeno. Tudo ok, mas não muito feliz por não ter sorte quanto a visibilidade. Dias de lua cheia não são os melhore para mergulho. Voltamos pro barco e fomos pro segundo destino. Esperamos o tempo adequado pro segundo mergulho e caímos na água James Bond style. O segundo navio foi o Olympia Maru. Esse sim era grande. Profundidade de 26 metros na parte mais funda. A visibilidade continuava muito ruim, mas seguimos do mesmo jeito. Penetramos novamente no barco, que desta vez era beeem grande. Os compartimentos eram enormes, com muitos peixes no interior que brilhavam quando jogávamos a luz da lanterna sobre eles. No meio do navio existe um boiler. Uma caldeira mega grande que assusta. Fiquei uns segundos ali na frente dela só admirando. Continuamos pelas entranhas do barco nas escuras passando pelos compartimentos e depois rodeamos o barco mais um tempo. Voltamos pra superfície e mesmo com a visibilidade ruim estávamos felizes. Mergulhar é sempre bom. Vou ficar feliz mesmo se mergulhar numa piscina..rsrsr..nosso terceiro destino seria o Lusong Boat, mas o capitão disse q estava crowdeado e aceitamos mergulhar num recife de coral. Esperamos novamente o intervalo de superfície ali deitados na proa do barco vendo os peixes e corais na parte mais rasa. Entramos novamente na água, mas esse último foi bem fraco. Profundidade de 13 metros, com visibilidade muito ruim. Não vimos nada de diferente do q vimos fazendo snorkel em todas as praias por lá. Clow fish, sargentinhos, peixes coloridos, bicudos, estrelas do mar e corais infinitos. Ok, acho q vale a tentativa de mergulho em outra época. Pagamos 2800php para os 3 mergulhos com almoço incluído. Voltamos pro hotel, tomamos banho e fomos jantar no Nonamebar para variar um pouco. Esse lugar é mais estilo bar do q restaurante.
      Haviam cerca de 10 pessoas no lugar. Pegamos uma mesa e pedimos hambúrguer e petiscos, já q não haviam pratos de comida mesmo. Eu pedi hambúrguer, bem gostoso por sinal. A Patrícia pediu nacho com beef q veio sem beef e q ninguém conseguiu comer direito pq veio pimenta pura. Falando em pimenta pura, esse foi o prato que o Daniel pediu. Hahahaha..pimenta recheada com queijo. Óbvio que ficou do jeito q veio. Demos uma mordida e apesar de não ser tão apimentado era muiiito ruim..blee ..voltamos pro hotel e apagamos.
       

       
      Dia 27/12/2015
      7 da manhã e todos de pé cantando "os novinhos tão de parabéns"(McDonalds version) q foi a música da viagem..hahahaha O café da manhã obviamente foi no Centro com cia das moscas obcecadas por pele ocidental. Esse dia fechamos um tour privado. Sério, não me perguntem pq, mas vale muito mais a pena o privado. O Ultimate tour nos custou 1500php e esse privado foi 1300. O tour privado vc escolhe os destinos e vc dita o ritmo. Foi excelente esse dia. Um barco inteiro só nosso, podendo ficar qnt tempo quiser nos destinos sem preocupação. Escolhemos as seguintes praias e lagoas:
       
      Kayangam lake
      Barracuda lake
      Twin lagoon
      Siete pecados
      Skeleton wreck
       
      O único ponto negativo é q o privado não serve almoço. Ok, compramos uns snacks e água e tudo ok. Estávamos tão felizes com os passeios q a fome nem atrapalhou. Voltamos pro hotel e fomos jantar. Resolvemos não arriscar e voltamos no Altrove. Pedi um penne com camarão e veio um macarrão com camarão mesmo, mas cheio de cabeça gigante de camarão. Me perguntei o q era p fazer com a cabeça do camarão. Isso me incomodou muito e resolvi perguntar pro dono ou sócio q sempre ia na mesa perguntar se a comida estava boa. Ele disse q na Ásia e em alguns países da Europa, é comum chupar o "juice" que fica na cabeça do camarão. Acho q a explicação dele piorou ainda mais. Pra mim, o q fica na cabeça do camarão é o coco! Bleee..enfim, ficou no cantinho do prato aquele monte de cabeça. Fora isso estava muito bom. Claro q o iced tea estava sempre acompanhando os pratos e lanches. Voltamos pro hotel com um o pitstop na recepção e apagamos. Me incomodou muito não ter encontrado nenhuma nightlife mais agitada durante a viagem. Não vi nenhum bar, nenhuma praça ou nada parecido com uma movimentação maior.
       












       
      Dia 28/12/2015
      Acordamos para o nosso último dia em Coron. Já havíamos feito tudo q programamos então acordamos com mais calma e saímos pra tomar café no lugar de sempre, mas já preparados com roupa de praia e tudo mais pra fazer algum passeio. Logo na frente do café, ficava a Zurich Pension, onde já havíamos fechado o primeiro tour. Entramos e fechamos o tour A. De cara já gostamos muito pq custava 650php e tinha almoço incluído. Como pode isso, pensamos! Fomos levados pro barco e ali obviamente esperamos por cerca de 1 hora. Qnd o capitão chegou, deu um breve briefing sobre como seria o dia e partimos.
       
      cyc beach e coral garden
      sunset beach
      green lagoon
      kayangan
       
      No final deu tudo certo. Almoço muito bom com peixes, arroz, porco, frango, salada, molho shoyu exceleeente. Voltamos cerca de 5 da tarde e passamos andando pelo "big nothing". Chamamos de big nothing pq parecia um deserto mesmo. Uma área gigantesca sem nada. Apenas terra no chão. Fomos ao hotel e já fechamos o transfer pro aeroporto para as 7 da manhã do dia seguinte. Praticamente todos as lojas em Coron fecham transfer pro aeroporto. Eh bem tranquilo e o preço é fixo em 150php. As vans são bem apertadas, mas o percurso dura cerca de 35min, então é mais relax. Acho que as cadeiras da primeira fileira da van são as melhores. As de trás são péssimas! Fomos pro quarto, tomamos banho e depois fomos na lojinha de mergulho carimbar meu logbook e registrar os mergulhos q havíamos feito de cilindro no dia anterior. Depois fomos jantar e acabamos indo no Sydneys, que fica bem perto do big nothing e do "píer". Nós éramos os únicos no restaurante. Ligaram o ar condicionado só pra gente. Pedi lasanha e iced tea. A lasanha foi 150 php e estava bem gostosa!! Dividi também um cheeseburguer com batata com o Daniel. A Paty muito saudável como sempre pediu só batata frita.hahahaha..voltamos pro hotel e arrumamos as malas..
       






       
      Dia 29/12/2015
      Despertador para as 6, 6:10, 6:15, 6:20 e levantamos 6:30..a van foi pontual e as 7 em ponto estava na porta do nosso hotel. Fizemos o caminho de ida pro aeroporto nos 30min bem tranquilos passando pelos pastos com vacas, bois e outros animais. Depois de parecer estar no meio do mato, e de fato, estarmos, entramos no aeroporto e fomos fazer o checkin. Depois do checkin ficamos esperando na sala de embarque com wifi!! Wifi é coisa de luxo nas Filipinas! Impressionante a dificuldade em conseguir um lugar com wifi por lá. De novo pegamos um voo com avião de hélice. Meu primeiro voo com a PAL e parecia estar numa cadeira de praia num domingo de janeiro de sol em Ipanema. Estava insuportavelmente quente. Todos se abanando e outros suando. Eca, q voo péssimo. 50min e no final o q mais queria era ar puro. Fora do avião em Manila estava mais fresco do q dentro do avião pra ter uma ideia. Pegamos nossa mala as 11 da manhã e nosso voo de volta para o BR pela Emirates era só meia noite. Mais de 12 horas ali. Fomos para o BK lanchar e usar o wifi de lá. O lanche foi 220php com sanduba, batata e iced tea. Ficamos ali por umas 2 horas, depois fomos para o segundo andar escolher um canto para descansar. Aconchegamos nossas malas no chão e foi ali que passamos as outras 10 horas esperando nosso próximo voo para o RJ com conexão em Dubai. Lanchamos, jantamos e enfim chegou a hora de embarcar. Embarcamos no charmoso e impecável 777 da Emirates e seguimos viagem para Dubai. Foram 8 horas que passamos praticamente dormindo. Acordávamos só para comer e trocar as músicas em nosso sistema de entretenimento individual. Queríamos chegar em Dubai e fazer algumas compras encomendadas e lembranças no freeshop. Foi tão tão tão corrido que quase não dá tempo nem de pegar o voo. A conexão era de pouco mais de uma hora, mas demoramos muito para sair do avião, pegar o shuttle até o terminal, passar pela segurança novamente e então sair no freeshop. Deu tempo apenas de ver um preço de um perfume, que aliás estava mais caro no freeshop de Dubai do q no freeshop do RJ. Ah, comprei um chocolate e fomos pro embarque. Fomos os últimos a embarcar! O voo veio bem vazio, o q nos deixou escolher qualquer poltrona praticamente no voo. Haviam fileiras de 4 poltronas vazias. Claro q todo mundo fez a festa. Levantavam os "braços" das cadeiras e deitavam literalmente nas poltronas virando camas praticamente. Patrícia fez o mesmo e eu e Daniel pegamos poltronas na saída de emergência perto da cozinha central do avião. Tem MUITO espaço nessas poltronas, o q fez do voo um passeio mais tranquilo q os demais. Foram 16 horas de muita música, filmes, seriados, comida, sonecas até q chegamos ao nosso local de origem. Na verdade isso aconteceu com 1 hora de atraso, depois do piloto ter arremetido devido a um forte ventania que atingia o RJ naquele dia. Até a ponte havia sido fechada por causa do vento. Enfim, mais uma viagem completa. Muitos contratempos, mas concluímos todo o planejado.
       


       
      Mais uma vez agradeço aos que contribuem com suas dicas e relatos aqui no site. São muito valiosas e ajudam de forma imensurável no planejamento de qualquer um. Se você chegou até aqui, obrigado também por ter me suportado e espero ter ajudado. Deixem seus comentários e dúvidas que responderei assim que possível. Obrigado e boa viagem!!!!!

    • Por Sandman
      Como não foram feitos muitos relatos da Índia, estou escrevendo um relato da viagem que eu fiz ano passado, entre os dias 14 de maio e 24 de junho. Essa época é a de pré-monção (muito quente na maior parte da Índia).
       
      Qualquer foto postada aqui foi tirada por mim. Todas as fotos de terceiros eu colocarei o link. Os nomes das atrações que eu colocar em negrito foram as atrações que eu mais achei interessante no local.
       
      É capaz de eu editar esse relato no futuro ainda, pois estou escrevendo o que eu lembro. Minhas anotações estão todas no meu guia que estão em Vitória.
       
      Antes de viajar:
       
      - Vacinas
      Antes de viajar é recomendável tomar algumas vacinas. No lonely planet tem uma lista de vacinas recomendadas (devem ser mais de 10, são tantas que até assusta). Eu fui na Anvisa e pedi uma lista de recomendações para a Índia e fui para um posto de saúde. Tomei as que o posto fornecia(se não me engano duas ou três). Parece que dependendo da época do ano e do local, algumas são importantíssimas.
       
      - Trem
      O sistema de trem indiano é, em minha opinião, excelente. Apesar de ser meio lento, é o melhor jeito de se viajar pela Índia pois é barato, relativamente confortável (recomendo viajar de pelo menos AC3 ou, no mínimo, sleeper) e te permite conhecer muitos indianos. Por isso, antes de viajar é importante conhecer o sistema de trens indianos, pois ele é meio confuso. Eu demorei a aprender a fazer a reserva pela internet e para entender o esquema de fila de espera. Acho importante aprender o básico antes de viajar e já fazer a reserva dos primeiros trens que você for utilizar, pois os trens sempre estão lotados (mesmo em off-season, já que os turistas não são os principais usuários).
       
      - Quando/Onde ir/Por quanto tempo
      Eu acho mais fácil pensar na Índia não como um país, mas sim como um continente que pode ser dividido em 5 regiões (extremo norte, noroeste, nordeste, sudoeste e sudeste). Assim como você não tenta conhecer um continente em 1 mês, não se deve ter a pretensão de conhecer a Índia em apenas um mês. Acredito que o recomendado é pelo menos 1 mês por região e não ficar dividindo seu tempo entre vários regiões, pois se perde muito tempo na Índia com o transporte, e porque tem tanta coisa em cada região que não faz muito sentido ficar indo de uma região para outra (você vai deixar de ver muita coisa para ver outra).
       
      A região que atrai mais turista inicialmente é o noroeste (já que tem Delhi, Agra, Varanasi, Rajasthan...), mas te garanto que todas as regiões tem muitos atrativos e que é bom pesquisar pq, dependendo do seu interesse, você pode se inclinar a ir para alguma região. Minha preferência foi pelo extremo norte.
       

       
      Outra coisa importante a ser comentado é que cada região possui um clima diferente (as vezes BEM diferente), e que, enquanto em alguns meses do ano é horrível viajar pro noroeste, pode ser a melhor época para ir para o extremo norte por exemplo. Por isso, você tem duas opções:
      * Se você tem liberdade da época do ano em que pode viajar, escolha sua região de destino e viaje na época do ano recomendada pra essa região.
      * Se você não tem liberdade quanto a época, viaje para a região em que for recomendado na época que você for.
       
      O mais importante é, não viaje para regiões na época que não for recomendado, isso pode desgraçar sua viagem , pois o clima da Índia tem muitos extremos.
       
      Um bom site para consultar quando é a melhor época para cada cidade e quais atrativos de cada cidade é: http://www.mustseeindia.com
       
      - Visto
      Antes de viajar é imprescindível que você tenha o visto antes de viajar. No meu avião tinha um gringo sem o visto que estava crente que conseguiria o visto na hora e que foi mandando de volta. O visto é bem tranquilo de ser feito, apesar de um pouco caro.
       
      Houve uma mudança nas regras do visto ano passado. Devido a gringos que praticamente viviam na Índia com visto de turismo (sempre indo para o Nepal renová-lo assim que o visto estava expirando), agora toda vez que você sair da Índia você deve permanecer pelo menos 2 meses fora antes de retornar. Eu consultei a embaixada na época (pois eu estava pensando em dar um pulo no Nepal e voltar para a Índia) e eles me informaram que essa regra só existia para impedir a renovação dos vistos e não para atrapalhar o turismo "honesto".
      No entanto, já ouvi muitos relatos negativos no sentido (nem todo mundo da fronteira está preparado e eles acabam levando a regra ao pé da letra). Por isso, tome cuidado e evite sair da Índia para depois retornar rápido.
       
      - Seguro saúde
      A questão de fazer ou não o seguro saúde na Índia é um tema polêmico. Se você vai se manter sempre em grandes centros urbanos ou próximo deles talvez valha a pena fazer, fora isso acredito que não. Na maioria das cidades o atendimento vai ser muito muito barato de qualquer forma, e se for um caso de um acidente grave o problema maior não vai ser pagar, vai ser encontrar alguém preparado para te atender. A situação da saúde nas vilas é muito precária, chega a dar pena. O mais importante é se prevenir antes de viajar (fazer check up, se vacinar etc).
       
      - Remédios
      Não espere muito das farmácias indianas (a maioria são comércios informais de rua, assim como 99% de todas as lojas da Índia), leve tudo que você for precisar de casa. É recomendável levar medicamentos para intoxicação alimentar (eu chutaria que 90% dos viajantes tem problemas com comida nas primeiras semanas).
       
      - Papel Higienico/Higiene/Outros
      Sempre leve na sua mochila um rolo de papel higiênico, itens básicos de higiene (álcool gel, pasta de dente,toalha, as meninas levar absorvente etc). É possível encontrar esses itens nas cidades para comprar, mas não espere encontrar nada dos hotéis, restaurantes e banheiros da Índia. Tenha sempre o seu contigo. Toda vez que for viajar para vilas, abasteça com tudo na cidade antes de ir, porque você não vai encontrar nada disso nas vilas. É hilário (e trágico) ver mochileiros desesperados atrás de preservativos, rolos de papel higiênicos etc...
       
      -Prepara-te para a comida
      Eu adorei a comida indiana, mas na Índia tudo que você for comer provavelmente vai vir apimentada. Muitas vezes vão te perguntar se você quer ou não apimentada e , mesmo que você peça sem pimenta, a comida vai vir apimentada do mesmo jeito (inclusive café da manhã indiano pode ser apimentado também). Além disso, muitos restaurantes não tem opção de carne alguma. Dependendo da cidade, é inteligente só comer comida vegetariana (já que algumas cidades tem cortes frequentes e diários de energia e a maioria dos restaurantes não possui gerador... então me pergunto como eles fazem para conservar a carne...). Por isso, se você tem o estômago sensível, é bom já ir apimentando aos poucos sua comida antes de ir e já vai se preparando para perder alguns kilos na Índia (eu perdi uns 5).
       
      - Experiência prévia
      Acho inocência daqueles que citam a Índia no mesmo patamar do Brasil. Perto da gente eles parecem estar ainda na idade das cavernas... por isso eu recomendo que todos que queiram viajar indepedente lá tenham alguma experiência em um país mais pobre (se for fazer um mochilão maior pela Ásia, deixe a Índia mais pro final por ex). Acredito eu que minha viagem na Índia teria sido muito pior se eu não tivesse viajado pela Bolívia antes.
       
      Além disso, o choque cultural na Índia é inevitável. Quase todo mundo com quem conversei odiou a Índia nos primeiros dias. Sempre acham muito loucura, muito suja, precária e irritante. Por isso, é importante ter calma e paciência, e planejar uma viagem longa. Depois de uns dias você já vai estar adorando toda a loucura que antes achava insuportável.
       
      - Passagem
      Por motivos que não sei explicar, eu comprando minha passagem separadamente (SP - Londres e Londres - Delhi) a passagem me custou 1700 dólares. Se eu procurasse direto SP - Delhi através de sites como decolar ou travelocity, saia pelo menos 2200 dólares. De quebra ainda fiz um stop de alguns dias em Londres na volta. Fica a dica para checarem isso quando forem comprar a passagem.
       
      Meu roteiro:
       
      Meu planejamento inicial deve estar por algum canto aqui do fórum. Eu estava planejando 20 dias pelo noroeste e 20 dias pelo extremo norte. Durante a viagem, devido ao calor absurdo que fazia no noroeste (que eu já esperava mas, em minha inocência, imaginava que por ser brasileiro não iria ser problema), eu acabei mudando totalmente minha viagem ficando 8 dias no noroeste e 32 no extremo norte. Olhando para trás, tenho a certeza absoluta que a alteração foi a escolha certa, já que o clima no extremo norte estava muito agradável e eu adorei a região. Segue abaixo um pequeno relato de cada lugar.
       
      Delhi
       
      Delhi é uma das maiores cidades da Índia e ela tem bastante atrativos. No entanto, é uma cidade difícil... MUITO difícil. Em minutos na cidade você vai se deparar com tudo o que há de pior na Índia, toda a loucura, pobreza, poluição, sujeira... todas as injustiças sociais e esquisitices e você vai ser muito asseiado por indianos querendo te vender algo ou te passar a perna com alguma coisa.
       
      Dica: Olhando para trás, se eu fosse refazer meu roteiro eu iria deixar para rodar por Delhi no final da viagem em vez de no começo, iria direto para Agra ou outra cidade menor. Fazendo dessa forma, você irá reduzir consideravelmente seu choque com a Índia. Além disso, é muito difícil aprender como funciona a Índia por aqui (você não vai ter noção de preços, de como se locomover nem nada... vai ser fácil de te enganarem aqui).
       
      Logo que cheguei no aeroporto de Delhi, eu peguei um táxi pré-pago para o Paharganj (main bazaar) onde eu iria procurar um hotel. O táxi foi meio caro (se não me engano entre 200 e 250 rúpias). A vantagem de usar o pré-pago e a certeza de que vão te deixar onde você pediu e que você irá pagar um preço tabelado. Só mais tarde que eu percebi que é tabelado, mas é caro.
       
      Dica:Novamente faria diferente aqui. Na segunda vez que cheguei em Delhi (já no fim da viagem), eu saí andando do aeroporto até a rua e peguei um tuc-tuc. Eles são proibidos de entrarem no aeroporto mas você encontra alguns fora e saem menos de 1/3 do preço do táxi. Não vai ser tão confortável quanto ao táxi, mas você vai ter que abandonar qualquer ilusão de conforto cedo ou tarde (na verdade cedo mesmo) enquanto mochilar por aqui. Mas antes de qualquer coisa, confira se existe ou não metrô no aeroporto, em Delhi o metrô é sempre a melhor opção.
       
      O táxi me deixou na entrada de Paharganj. Nessa hora eu já estava suando e passando mal de tanto calor (uns 45ºC), uma das desvantagens de viajar pelo noroeste nessa época do ano (em todos guias falavam para ir pro extremo norte nessa época). Nada que eu vi antes me preparou para o que estava por vir. O Paharganj é muito pior do que qualquer coisa que ja tinha visto, parece mais uma favela. Ainda por cima pareciam que tinham jogado uma bomba, pois estavam destruindo tudo devido aos jogos em Delhi (estavam reformando toda a Delhi devido ao XIX Commonwealth Games).

      Fiquei perambulando procurando hotel e toda hora era abordado por indianos querendo vender de tudo (vai ser assim enquanto você ficar com cara de perdido carregando sua mochila rs...). A maioria não me informava de nada ou davam informação errada querendo me levar para outro local. Perguntei para um gringo onde era o hotel que eu procurava (recomendação do Lonely Planet), e ele me apontou. Aquelas ruas são um labirinto e, como não existe endereço na Índia, eu perdi um tempinho para achar o hotel Namaskar. No hotel, não havia mais o quarto single (mais barato, 150 rúpias) e só havia o quarto de casal com Ar Condicionado. Naquela altura do campeonato eu já não queria saber mais de economizar e dava graças a deus por ter um quarto com AC. O problema é que o quarto era relativamente caro e não tinha banheiro dentro, o banheiro coletivo era uma coisa muito suja dividida com os funcionários (que por sinal não eram nem um pouco limpos nem higiênicos). Eu só fiquei por lá porque eu n tava com saco para continuar andando com minha mochila naquele calor.
       
      Fiquei meia hora deitado com o AC ligado e me xingando pela situação de merda em que eu havia me colocado. Confesso que mais tarde naquela noite eu gastei um tempo na Lan House procurando viagens para a Tailândia ou outro destino próximo e só desisti por que estava caro e também porque não era uma boa estação para esses países. Hoje eu rio de tudo isso... se tivesse desistido tão cedo não iria ter curtido a melhor viagem que já tive até hoje.
       
      Dica: Paharganj tem uma localização excelente e é onde se encontra as acomodações mais baratas, mas eu não recomendo a ninguém ficar por lá. Vale a pena dar um pulo lá mais tarde e conhecer, mas ficar por lá logo de cara foi "meio" desagradável. O problema do transporte já está resolvido com as novas linhas de metrô (vou comentar abaixo). Logo atualmente não se justifica ficar mais por lá, a não ser que você queira viajar de forma MUITO econômica.
       
      Depois de descansar, eu fui almoçar em um restaurante próximo, gostei de cara da comida indiana, e em seguida fui procurar um tuc-tuc para ir para uns lugares que tinha escolhido no guia. Eu negociei um pouco, mas acabei pagando um pouco caro pela corrida (comparado com o que eu paguei mais pra frente), mas no dia eu achei tão barato que tava achando que tinha barganhado bem. Fica o aviso, as coisas aqui são muito mais baratas do que a gente pensa inicialmente, mais barato que na Bolívia por exemplo. Só para efeito de comparação, em Delhi você consegue uma corrida de 15 km por 50 rúpias sem pechinchar muito. Se for pelo taxímetro sai mais barato ainda, só que é difícil achar um tuc-tuc que liga o taxímetro e você também corre o risco dele ficar dando volta para encarecer a viagem. Melhor ainda, você pode utilizar o metrô.
       
      Dica: Utilize sempre que possível o metrô de Delhi. Eles são muito mais rápidos, pois de tuc tuc você sempre vai devagar devido ao trânsito (e porque o bixo é lento mesmo). Além disso, os metrôs são baratos, limpos e tem AC (melhor que muito metrô de 1º mundo). Acredito que hoje em dia já tem metrô para as principais atrações, até as que eram mais distantes (como o lotus temple), pois eles estavam abrindo muitas linhas novas devido aos jogos. Eu só fui descobrir que o metrô prestava no 3º dia em Delhi, um achado tardio infelizmente. Falaram-me inclusive que iria ter metrô até o aeroporto, mas isso eu já não sei confirmar.
       
      Aviso: Por favor gente, em alguns lugares da Índia você encontra pessoas ganhando dinheiro com maus tratos com animais, não deem grana a eles. Alguns os maus tratos são evidentes, como os que que fazem ursos dançarem, mas outros nem tanto. Eu cometi esse erro pois paguei 20 rúpias para um encantador de cobras. Foi uma experiência muito legal (muita adrenalina), mas mais tarde eu descobri que eles arrancam a glândula de veneno da cobra e por isso as cobras têm uma morte lenta. Repito o pedido, não sustentem esse povinho.
       

       
      Locais que eu visitei em Delhi:
       
      -Humayun’s Tomb
      É uma construção bem linda, feita pelos Mughal que depois inspirou o design do Taj Mahal. Apesar de não ter muita coisa para ver aqui, vale muito a pena a visita.
       
      Aqui também aconteceu uma coisa engraçada. Uma menina indiana veio até mim e pediu para o pai tirar uma foto de nós dois. Depois tirou outra. Depois chamou a mãe e tirou uma foto nós três, depois com o irmão. Fui perguntar para o pai o que tava havendo (pois já achava que eu era parecido com alguém que eles conheciam). O pai veio me explicar que é porque a filha me achava bonito ! Pois é, já deu para perceber que o diferente ali era eu e que, por mais turistas que tenha na Índia, muito dificilmente você vai encontrar outro andando pelas ruas (a não ser em locais mais turísticos). De qualquer forma, a maioria das atrações turísticas está cheias de indianos, pois eles pagam MUITO menos que nós para entrar lá (coisa de 5 a 10 rúpias sempre).
       

       
       
      -Jama Masjid
       
      Uma das maiores mesquitas da Índia. É bem bonita e grande, se você nunca viu uma mesquita vai achar essa visita bem legal. De quebra fica em Old Delhi, uma região que você vai querer dar uma volta de qualquer forma.
       

       
      -Red Fort
      Esse na verdade eu nem entrei. Eu conversei com uns gringos e eles falaram que era menos interessante dos que eu veria em Agra e em Rajhastan (que eu acabei não indo rs). Eu fui na frente e estava uma fila absurda, acabei não indo. Fica para a próxima.

       
      -Birla Mandir
      Esse é um templo hindu. Ele não é muito grande, mas é bonitinho e... bem diferente dos templos ocidentais. A visita valeu a pena. Se for passear aqui, não perca o jardim nos fundos onde famílias indianas acampam. Infelizmente não pude tirar fotos dentro (era proibido), por isso só tenho fotos do lado de fora.
       

       
      -Gandhi Museum e Gandhi Memorial
      Fui visitar o museu dedicado a Gandhi e também o jardim onde está o memorial de Gandhi (onde ele foi cremado). O memorial fica num jardim simples, sem muitas coisas para se ver. A visita ali foi de caráter apenas sentimental.
      O museu vale a pena se você tiver algum interesse em Gandhi.
       
      -Orfanato
      Em Paharganj, tem um orfanato. Uma das formas deles arrecadarem dinheiro foi um tour diário conduzidos por algum menino do orfanato. Ele te conduz pelo slum (favelas indianas) e conta um pouco de como era a vida. Infelizmente não pude fazer o tour pois só acontecia de manhã e eu visitei o orfanato a tarde no último dia em Delhi. A situação lá no orfanato também não era muito boa, mas só posso imaginar quão ruim era a vida das crianças. Acho interessante o tour para conhecer um pouco a realidade indiana e para contribuir um pouco para a causa.
       
      Acabei não indo em várias atrações famosas de Delhi (como o Lotus Temple, Red Fort e Qutub Minar). Mas meu único arrependimento foi não ter ido ao templo Akshardham. Pelas fotos e comentários, deve ser o templo hindu mais interessante de Delhi. O dia em que descobri ele, o mesmo estava fechado. Uma pena.
       
      Agra
       
      Peguei um trem de Delhi - Agra. O trem era classe AC3 (3 camas de cada lado). Só viajei em trens nessa classe e gostei bastante. Os trens são relativamente confortáveis e a maioria dos indianos que conheci nos trens dessa classe falam inglês e são pessoas interessantes. Nesse trem passou um funcionário perguntando o que eu queria jantar. Perguntei o que tinha e ele falou uns 20 nomes (em indiano, desnecessário dizer que não entendi nada). Preferi não comer, mas a cara da comida estava boa (chegou depois pros que pediram). Fiz amizade com um indiano que era do exército, depois fui com ele jantar na estação (20 rúpias numa veg thali, muito barato; para quem não sabe o que é thali: http://2.bp.blogspot.com/-PWdpGxD6n7o/TZYKpsq-LLI/AAAAAAAABDY/rfNbIQC1r7E/s1600/thali.jpg ; é composto de vários pratos típicos vegetarianos, geralmente é a opção mais barata do cardápio). Em seguida peguei um tuc-tuc para o hotel que eu fiquei.
       
      Golpe: Aqui tentaram me dar um golpe, quando saí tinha uma cabine la fora escrito "pre-paid rickshaw". A cabine era muito tosca (totalmente diferente da cabine do aeroporto de Delhi) feita de madeira e escrito em tinta do lado os preços. Os preços estavam absurdos (até o meu hotel era coisa de 200 rúpias). Ficaram tentando me convencer a pagar essa valor mas eu ignorei até que um tuc-tuc aceitou me levar por um preço justo.
       
      Eu fiquei no hotel Shanti Lodge, também recomendado pelo Lonely Planet. Não tinha quartos com AC , só com ventilador e Air Cooler, que não servia para muita coisa. Já estava extremamente desconfortável, e para piorar a luz acabou no meio da noite. Desnecessário dizer que eu acordei segundos depois que o ventilador parou. Olhei pela janela e vi luz fora, então pensei que o corte foi problemas no hotel. Fui descer as escadas para avisar o funcionário. Na descida um rato passou do meu lado ! Encontrei todos funcionários deitados no chão, cena que se repetiu em vários locais da Índia. Eu sinceramente não entendo porque eles dormem no chão quando tem sofás próximo. Acordei um deles que resolveu a situação. A única vantagem desse hotel é o restaurante. A comida é OK e tem uma visão magnífica para o Taj Mahal. Não recomendo o hotel mas o restaurante do hotel recomendo de olhos fechados.
       
      Passei apenas um dia inteiro em Agra. Foi uma pena pois Agra merece muito mais. Infelizmente só tinha trem para Khajuraho 2 x pro semana , e se eu n pegasse naquela noite iria ter que esperar bastante para ir para lá (ou pular Khajuraho).
       
      O que eu vi em Agra:
       
      -Taj Mahal
       
      Eu fui visitar o Taj Mahal logo em que abriu. O hotel era bem pertinho do Taj, deu para ir andando tranquilamente. O ingresso é absurdamente caro para os padrões indianos (850 rúpias). O Taj realmente é absurdamente bonito. Acho que em termos arquitetônicos foi o mais belo monumento que eu vi. Mas não é necessário muitas horas para vê-lo pois o Taj é praticamente só o que vemos na foto, dentro dele só há o túmulo. Um problema também é que as vezes você precisa esperar horas para tirar uma foto boa, pois Agra as vezes fica coberto em névoa (pelo que eu vi no dia e em foto de outras pessoas outros dias).
       

      Dica:Quem ta sem dinheiro ou só quer ver o Taj de um ângulo diferente, pode pegar um tuc-tuc e ir para o rio que fica atrás do Taj. Acho que é uma volta grande, mas de lá você consegue ter uma vista quase tão boa (aliás, alguns consideram até melhor) do que a vista de quem paga. Eu tava sem tempo então nem fui lá, mas fica a dica.
       
      -Agra Fort
      Depois do Taj eu fui caminhando até o Agra Fort. Eu recomendo ir caminhando mesmo (só não recomendo caminhar no calor de 45ºC como eu fiz). O forte é legal mas nesse caso eu recomendaria pagar um guia (tem vários guias na frente), acho que ficou faltando um pouco disso na minha visita ao forte. Lembrar que quem entrou no Taj Mahal tem um desconto bem grande no Agra Fort e no Fatephur, então guarde o ingresso que eles te dão no Taj.
       
      Voltei de Cycle-Rickshaw pro hotel (foi minha 1ª vez no cycle). Apesar de ser muito barato, eu fiquei com pena do cara pedalando e acabou que eu paguei mais a ele (contando a gorjeta que eu acabei dando) do que eu pagaria num tuctuc. Além disso é muito mais devagar. Então não usei muito cycle-rickshaw depois desse (a não ser em casos em que era necessário, já que o cycle passa por lugares que o tuc tuc não passa).
       
      -Fatehpur Sikri
      Depois do almoço eu fui para a estação de ônibus local e peguei um bus para o Fatephur Sikri. De estrangeiro só tinha eu e mais uma mulher no ônibus todo (que por sinal foi baratíssimo). Fui conversar com ela e para minha surpresa era brasileira (só conheci 2 brasileiros na viagem toda).
      Passamos andando pela feira em Fatehpur e depois visitamos a parte de graça do local. É bem bonito mesmo, mas dizem que a parte paga é bem melhor. A gente só descobriu a entrada para a parte paga mais tarde (estava muito mal sinalizada e tinham poucos estrangeiros no local). Recomendo muito a visita ao local com mais tempo, é bem bonito.
       

       

       
      Bem mais a noite eu fui pegar o trem para Khajuraho. Fiquei um tempão na estação de trem e quando o trem chegou, não encontrei o número do meu vagão na área de AC3. Fui perguntando para todo mundo e depois me informaram que os vagões ficavam lá atrás pois o trem iria se separar no percurso. Quando descobri onde era o trem já tava andando. Tive que correr atrás do trem com minhas mochilas e pular no vagão. Minha sorte é que tinham indianos na porta que me agarraram e puxaram para dentro.
       
      Khajuraho
      No trem eu conheci um guia indiano que acabou me contando toda a história dos templos. Cheguei em Khajuraho e queriam me cobrar uma fortuna para chegar na região próxima aos templos. Fui olhando como os indianos faziam e descobri que eles dividem o tuc tuc (na verdade em algumas regiões existem tuc-tuc maiores que levam uma porrada de gente). Peguei um desses e paguei 20 rúpias.
       
      Dica: Em alguns lugares existem tuc-tuc compartilhados que passam sempre pelas rotas mais populares. É algo parecido com os ônibus locais da gente (apesar de ser extremamente apertado e lerdo). Eu vi mais em Varanasi e posteriormente em Rishkesh (onde eu usava direto). Os preços variam de 5 a 10 rúpias, ou seja... quase de graça. Como meu hotel ficava distante do centro turístico em Rishkesh, esse "serviço" foi uma economia boa.
       
      Em Khajuraho eu iria passar um dia inteiro e iria pegar o trem no mesmo dia para Varanasi (na verdade iria ter que fazer baldeação para chegar lá). Novamente, tive que fazer isso pois se não fizesse desse jeito iria ter que passar muitos dias na cidade. Fui num hotel e paguei 50 rúpias para deixar minhas coisas num quarto e depois usar o chuveiro. Em Khajuraho eu visitei apenas os templos. Nesse dia deu pico de 47ºC, tava um inferno. Nesse momento eu já estava cogitando mudar o roteiro depois de Varanasi rs.
       
      -Templos de Khajuraho
      Eu visitei primeiramente os templos do conjunto de templos (é cercado e precisa pagar). Os templos, que tem mais de 1000 anos, são lindíssimos e escondido pelas paredes dele estão as famosas esculturas inspiradas no Kama Sutra. Eu fiz Day trip em Khajuraho só para ver esses templos e digo que sem dúvidas valeu a pena.
       



       
      Após ver os templos do complexo, eu almocei num restaurante bem a frente do complexo, foi muito bom (tinha AC!!! Para vocês verem como tava triste a situação, eu lembro de cabeça todos os pontos que tinham AC daquela semana haha). Em seguida fui caminhando até os outros templos (tem um bem do lado do complexo e outros mais pra dentro da cidade. É uma caminhadinha boa e os templos de lá são bem mais fraquinhos que o do complexo. Se tiver tempo é uma boa, mas não precisa ficar triste se não vê-los.
       
      Mais a noite eu fui pegar o trem para Varanasi. Conheci uma família koreana que tinham fechado a passagem com uma agência e estavam indo com um guia. Um deles me disse que, além dos hotéis terem sido horríveis, eles viajaram todas as vezes na classe sleeper (tem camas mas n tem AC). Deviam estar muito putos pois pagaram caro numa agência e estavam viajando com menos conforto do que eu (viajar de sleeper não deve ser tão ruim em outra situação, mas naquele calor devia estar o inferno).
       
      Varanasi
       
      Novamente cheguei na cidade e fui em busca de um hotel recomendado pelo LP. Chegando lá, o cidadão me fala que eu deveria esperar 8 horas para ver se ele arrumava um local para mim. Já tava puto com os hotéis recomendados pelo LP e resolvi perambular atrás de um hotel melhor. Encontrei um bem perto do Burning Ghat por 400 rúpias com AC. Não lembro o nome, mas é na ladeira subindo o Manikarnika Ghat, o maior Ghat onde eles queimam os corpos. O lugar não é dos mais glamorosos rs, mas fica bem localizado em relação aos outros ghats. E se vc n for muito a fundo no ghat não é obrigado a ver os corpos queimando.
       
      Aviso: Em Varanasi há quedas de energia programadas durante o dia. Elas existem para que a cidade possa transmitir energia para outras cidades vizinhas. Por isso, recomendo não comerem nada que possa estragar com facilidade na região e também ficarem
       
      Das atrações de Varanasi as mais memoráveis são os Ghats. Assim que eu cheguei, fiquei andando ao lado do Ganghes. Ao entardecer, notei um barco cheio de indianos saindo do Main Ghat e fui ver o que era. Iam dar uma volta no Ganghes e me cobraram apenas 10 rúpias (depois perguntei e os indianos só pagaram 5 rs)! Foi bem legal porque no momento que estávamos saindo tinham barcos com tambores e outros instrumentos tocando e no momento que voltamos estava bem no começo do ritual diário que acontece no main ghat.
       

       

       
      No outro dia cedo novamente fiz um passeio pelo Ganghes (dessa vez antes do nascer do sol e sozinho). Custou-me um pouco mais que 100 rúpias. Esse passeio vale muito a pena, recomendo ficar sempre o mais perto do Ganghes possível durante sua estadia em Varanasi, lá sempre tem algo acontecendo.
       

       

       

       
       
      Fui visitar uns templos hindus mas eram bem medíocres. Dizem que o golden temple de Varanasi é bem bonito, mas me impediram de entrar (não sei porque motivo). Tem um castelo mais pro fundo que eu acabei não indo também.
       
      No segundo dia a tarde eu fui num shopping indiano em Varanasi. Os shoppings lá não são muito diferentes dos daqui, é realmente uma coisa bizarra a desigualdade (um shopping lindo no meio daquela pobreza toda). Dentro do shopping tinha AC e tudo mais, lojas de grife famosas internacionalmente e lojas locais. Fui procurar uma saia indiana para comprar para minha mãe mas para minha surpresa, a maioria das roupas de lá eram ocidentais com estampas indianas. As classes ricas indianas estão se ocidentalizando pelo visto.
       
      Fui a um cinema nesse shopping (fui outra vez no fim da viagem em Delhi). Vale muito à pena ir! Esse primeiro filme era bem medíocre, um filme cópia de Hollywood que metade dos diálogos eram em inglês. Mas mesmo assim da para ver como são as produções atuais indianas. Por incrível que pareça, em termos de fotografia, os filmes indianos estão melhores que os Hollywoodianos!!! Os filmes estão muito lindos... mas o roteiro continuam uma porcaria (a maioria parece uma coletânea de videoclipes). Os filmes também são bem longos, a maioria em torno de 3 horas com um intervalo no meio. E é bem legal também para ver a reação do público. É bom lembrar que em cinemas indianos não se pode entrar com mochila, bolsa nem máquina fotográfica. Se forem no cinema, não levem nada disso pois vão ser barrados.
       
      Por fim fui no Mc Donalds indiano comer um Big Maharaja (o big Mac indiano que tem 2 hamburgues de frango e molho de pimenta em vez do molho do Big Mac). Mc Donalds na Índia é uma grande porcaria para falar verdade e são muito caros (se não me engano 150 rúpias um combo, bem mais barato que no Brasil, mas ainda muito caro em relação a comer em restaurante). Não me deixaram tirar foto do aviso de que não vendem comida com porco ou boi .
       
      Uma outra dica em Varanasi é jantar no Ganga Fuji. É um restaurante perto dos Ghats que a noite tem musica instrumental indiana ao vivo. Vale muito a pena, e a comida também é boa.
       
      Eu sinceramente já tava cansado de viajar com tanto calor e eu resolvi viajar para o norte a partir daqui. Fui procurar todos os trens e não haviam vagas para nenhum lugar do norte. Já estava cogitando fazer tudo de ônibus (ia demorar uns 2~3 dias). Decidi ir para a estação de trem, pois tinha ouvido falar que em alguns lugares tinham cotas. E foi exatamente o que aconteceu, tinha cotas para turista no trem Varanasi-Haridwar e eu consegui comprar com tranqüilidade.
       
      Dica:Se você quer viajar entre duas cidades turísticas e todos os trens estão lotados, confira no centro turístico da estação de trem se não há cotas.
       
      Essa viagem saiu cedo e durou 18 horas! Foi uma eternidade. A única coisa legal é que eu conheci bastante gente no trem e pude conhecer um pouco da cultura local.
       
      O mais memorável foi uma conversa com uma jovem indiana recém-casada. Ela me contou que já havia concluído o mestrado e que tinha casado recentemente. Disse-me que o casamento foi arranjando pelos pais dela e do esposo, e que somente conheceu o esposo no dia do casamento (e disse nunca ter namorado nenhum homem antes!). Disse que conheceu e já viajou com ele na Lua de Mel. Depois também me disse que ela não sabia dirigir porque a família era classe média e, portanto não possuía carro, e que quando voltasse do doutorado que irá fazer em Madrid provavelmente iria ter um salário bom, em torno de 20 mil rúpias (coisa de 1000 reais por mês)... é gente, infelizmente a situação lá não é das melhores para a maioria das pessoas.
       
      Golpe: Aqui tentaram me dar outro golpe, e dessa vez conseguiram. Como o trem não tinha restaurante, eu tive que pular em uma parada para comprar alguma coisa para comer. Comprei um salgado e dei uma nota de 100 rúpias. O cara todo enrolado atendia os outros e não me dava o troco, quando pedi o troco ele olhou e apontou para trás e me disse que meu trem estava indo... desnecessário dizer que corri igual um louco para pegar o trem e deixei o troco com ele. Não foi muito dinheiro, mas fica o aviso rs.
       
      Assim que possível eu continuo com os outros 33 dias da viagem no extremo norte da Índia.
    • Por andersonjardim
      Eu e minha namorada etivemos na Grécia, agora, final de junho. Ficamos apenas 1 dia em Atenas, 2 dias em Zakyntos e 4 na Kefalonia. O plano inicial era passar 1 dia em Lefkada e voltar para Kefalonia, mas infelizmente, por questões de logística (horário do ferry e voo pra Paris), não deu pra esticar a viagem até lá.
      A viagem foi pautada por Navagio, ou seja, não poderia ir a Grécia e não ir a Navagio e por isso abrimos mão de Creta e do que apelidamos de “Grécia das fotos”, que são Mikonos e Santorini. E NÃO NOS ARREPENDEMOS!
       
      Dia1:
      Começando por Atenas, chegamos por em uma sexta por volta de 23:30. Por conta dos horários dos voos (a saída de Atenas para Zakynthos foi as 05:30) optamos por ficar no hotel do aeroporto, o Sofitel, que é um pouco caro mas compensou pela praticidade e por não ter necessitado de um táxi (o centro de Atenas fica bem longe do aeroporto, mais de 40 minutos de metrô). No dia seguinte acordamos não muito cedo e fomos direto pra Acropolis. Pegamos o metrô no próprio aeroporto, descemos na estação Syntagma e fomos a pé. A passagem , salvo engano, custou 7 euros, e por lá ficamos o dia inteiro. Mas apenas 1 dia em Atenas foi pouco. Não tivemos tempo de jantar nos tradicionais restaurantes gregos de Plaka, onde se quebram os pratos após a refeição (aparentemente uma tradição bem divertida!), e a visita às diversas atrações da Acrópolis foi bem puxada. Ficamos realmente cansados de tanto andar.
       
      Dia 2:
      No domingo de manhã fomos pra Zakyntos, de avião pela Aegean, e a passagem custou 84 euros por pessoa, já com taxas. Era um avião daqueles pequenos, mas confortável e o voo tranquilo.
      Chegamos em Zakyntos por volta de 06:30, e não sei porque deixamos pra alugar o carro na hora, o que obviamente foi uma tremenda de uma burrada. É impossível se deslocar na ilha sem um veículo e sem GPS! Somente duas lojas estavam abertas: Avis e Hertz, ou seja, a facada foi beeeeem grande. Sem opções, locamos um Golf (o único que tinha no momento) e pagamos a “bagatela” de 222 euros por duas diárias.
      Bom, deixando a raiva de lado seguimos para o nosso hotel, Vigla, que fica em Volimai, o que de carro levou uns 40 minutos. Na verdade são pequenas casas chamadas vilas, umas 4 ou 5, simples mas bem amplas e equipadas, e com uma vista incrível de Agios Nikolaos. O ponto negativo do hotel é que fica totalmente isolado, no alto de um morro, e como não tínhamos coragem de dirigir a noite (as ruas não tem iluminação), acabou que ficávamos “presos” durante a noite, depois das 21h.
      Enfim, devidamente acomodados não demoramos muito e fomos logo para o que interessava: Navagio! Pra chegar lá foi super tranquilo, bastou jogar no google maps ‘Porto Vromi’ e o GPS nos guiou até o destino, sem sustos. Lá compramos o passeio que custou 15 euros, em um barco médio pra grande (mais um erro de quem é afobado demais). De Vromi até Navagio são uns 15 a 20 minutos, e ficamos na praia cerca de uma hora, que já estava bem cheia, mas nada que atrapalhasse. Na volta o barco passa, literalmente apenas passa, pelas Blue Caves, e por ser um barco grande, não deu pra curtir dentro das cavernas e tampouco houve paradas pra nadar, o que foi broxante. Por isso, ao chegar ao porto procure barcos menores, barcos pequenos mesmo, assim, você terá um passeio exclusivo e ainda poderá entrar nas caves e parar pra nadar.
      Do Porto Vromi seguimos para o mirante, o que também foi bem tranquilo, o google maps nesses dois trajetos foi certeiro. Pra conseguir a melhor vista, siga andando à direita do mirante, uns 5 minutos e você terá uma vista perfeita de Navagio. E que vista, o visual é indescritível!
      E pra finalizar o dia fomos pra Agios Nikolaos, a 5 minutos do nosso hotel, onde há um pequeno porto (para onde parte o ferry para Kefalonia) e uma belíssima praia, excelente pra ali terminar o dia. Na verdade, não há um agito noturno nessa região. Existem alguns restaurantes espalhados, alguns mercadinhos, mas o movimento não nos pareceu muito empolgante.
       
      Dia 3:
      Neste dia saímos contornando a costa leste, sem rumo, parando de praia em praia, tais como: Makris Gialos, Xigia, Alikanas e Tsilivi.
      Tanto Alikanas e Tsilivi possuem uma boa estrutura de praia, restaurantes, hotéis, bares, mercados, locadoras de carro e etc. Portanto são uma ótima opção para se passar o dia.
      Pra quem prefere andar a noite a pé, ver gente, ficar em restaurantes até mais tarde ou coisa do tipo, deve se hospedar em Tsilivi ou Alikanas. Essas regiões são bem cara de cidade praiana. E as praias tem estrutura com barracas que oferecem duas cadeiras e guarda sol por cerca de 6 euros.
      As outras praias que visitamos em Zakynthos não são tão especiais como Navagio, e valem apenas uma parada para fotos.
       
      Dia 4:
      Cedo, fomos para o porto de Agios Nikolaos, para pegar o ferry pra Kefalonia, que parte às 09:30. Havíamos combinado com a locadora de devolver o carro no próprio porto, mesmo eles não tendo loja lá. Ponto pra AVIS! O ticket custou 8 euros e compramos na hora, super tranquilo, aliás o ferry era bem grande e estava vazio.
      Desembarcamos por volta de 11:30 no porto de Lourdata, e como não aprendemos a lição, chegamos sem já ter alugado o carro. Para nossa surpresa o lugar não tem estrutura alguma e pra melhorar só tinha um taxi que quando vimos, já estava ocupado. Conversamos com esse taxista, que ficou de mandar algum colega nos buscar. Subimos um morrinho até uma lanchonete que havia no local, que não pode nos ajudar pois não tinha nem telefone. Sugeriu que aguardássemos o ônibus local, sem nenhuma noção de quando passava...Felizmente, 10 minutos depois apareceu um taxi chamado pelo outro taxista, e que inclusive dividimos com um casal de poloneses. Eles ficaram numa região super afastada do centro (Argostoli) e apesar de alguma estrutura de restaurantes e hotéis, fica longe da praia. Sem carro, como planejavam os poloneses, não rola...
      Na Kefalonia ficamos hospedados em Argostoli, principal cidade da ilha, no hotel blue Paradise. Hotel simples, pequeno, mas bem localizado, com ótimos restaurantes ao redor e com um excelente custo beneficio (4 diárias por 114 euros ).
      Check-in feito fomos alugar um carro. Na rua do hotel tem uma locadora e lá alugamos um Smart por 200 euros (pegamos na terça a noite com opção de entregar no sábado de manhã no aeroporto). Como o carro só estaria disponível à noite, fomos de taxi (15 euros ida e volta) pra Platis Gialos. Essa região possui boa estrutura de hotéis e restaurantes e fica a 5 minutos do centro de Argostoli. Lá ficamos na mega barraca Costa Costa, que tem uma excelente infraestrutura, boa praia e bem animada . Voltamos pro hotel por volta das 19h, praia já vazia apesar de ainda claro. Saímos pra jantar rapidinho na pracinha ao lado do hotel e fomos dormir.
       
      Dia 5:
      Neste dia acordamos cedo e fomos pra praia mais famosa da Kefalonia, Myrtos.. Mais uma vez o GPS foi confiável. Passamos a manhã nessa praia maravilhosa, de um azul estonteante. Há apenas uma barraca de praia que serve bebidas e alguns snacks, nada elaborado. Há uma gruta ao lado da praia, onde dá pra mergulhar tranquilamente.
      À tarde, seguimos para outra praia, Petani. Bem distante de onde estávamos, mas que por fim, valeu a visita. Linda praia! Basicamente 2 restaurantes e alguns poucos hotéis. Vale a visita, mas não a hospedagem.
       
      Dia 6:
      No sexto dia fomos a Melissani Cave. Achamos o passeio bem sem graça, é bem bonito e tal mas na minha opinião não vale a pena o tempo e o dinheiro gasto. De melisani seguimos para Antisamos beach, uma bela praia que possui uma boa infraestrutura, que inclusive conta com dois restaurantes que não cobram pela cadeira e guarda sol.
       
      Dia 7:
      Para o último ficamos em dúvida entre ir para Fiskardo e Assos ou para Skala beach com paradas nas praias de Lourdas e Mounda. Optamos pela segunda opção. E bateu um arrependimento quando vimos que as praias não eram tão charmosas quanto as outras que havíamos visto nos dias anteriores. Pena não termos ido à Fiskardo e Assos, vilas que pareciam bem legais.
    • Por afonsosolak
      Rica em cultura, rainha da história e de vida vida vibrante, a cidade de deusa Atenas e capital Grega é a fundadora da civilização ocidental. Atenas é uma cidade orgulhosa, quem sabe com razão, por ter sido o berço da filosofia e da democracia, por ter promovido a ciência e voltado os olhos da humanidade para as estrelas.
       
      Os antigos deuses e dividades da clássica Atenas ainda estão presentes visualmente na cidade. Aparecem em adornos e detalhes que vão da arte à arquitetura, isso quando ambos os conceitos não se misturam se entrelaçam, confundindo até mesmo os mais críticos. Mascotes e lugares recebem seus nomes divinos. Livros, filmes e outras mídias cansam de citar o tema. Eu, humildemente, não poderia deixar de dar meu pitaco também!
       
       
      Um dia que passes em Atenas será o suficiente para descobrir uma cidade que mistura o antigo e o novo. Não estranhe os monumentos Greco-Romanos compartilhando o mesmo quarteirão com edifícios modernos, é algo típico por lá! Outros nos confundem: A Acadêmia de Atenas, o Parlamento Grego e o Zappeion são contruções do século XIX que foram projetadas para que parecessem edifícios antigos e refletir o patrimônio arquitetônico de Atenas.
       
      Se você não é do tipo que fica plantado em museus, um dia será suficiente para conhecer Atenas. Comece visitando a Acrópole e seus templos antigos: Parhenon, Erectheion e Athena Nike. Em seguida desça pela colina e passe pelo Areópago, esta imensa rocha entre a Acrópole e a Ágora Antiga. Suba até a colina da Pnyx, a área utilizada na Clássica Atenas para os encontros das assembleias democráticas. Retorne passando pela Ágora Antiga até chegar novamente na zona urbana de Plaka (TEXTO COM FOTOS EM http://www.theworldbyfon.com/2015/04/um-dia-em-atenas_19.html#more ).
       
      O almoço típico será aqui, no bairro de Plaka! Peça algo com iogurte ou queijo branco! Mas atenção, o tempero grego costuma ser mais forte que o normal! Se você é do tipo que gosta de fazer umas comprinhas, aqui é também é o lugar!
       
       
      Ao leste da Acrópole está o o Templo de Zeus, que assim como a maioria das outras atrações é grátis para estudantes. Se você não for estudante, visite a Acrópole antes e com o mesmo bilhete poderá entrar no Templo de Zeus. O inverso não vale! Este foi o maior tempo grego, com 105 colunas, das quais apenas 16 continuam em pé, mas que já te dão uma boa idéia do tamanho que era esta belezinha! No cantinho da quadra está o "Arco de Adriano e não de Teseu", o Imperador responsável pelo fim dos trabalhos do Templo de Zeus.
       
      Do Templo de Zeus passe pelo estádio Olímpico de Atenas, construído para as primeiras Olimpíadas Modernas! Dali você pode aproveitar e caminhar pelas sombras das árvores do Jardins Nacionais até chegar em frente ao Parlamento. De hora em hora os soldados fazem a troca da guarda.
       
       
      Atravessando a rua e descendo as escadas você estará na Praça Sintagma, que se você provavelmente
      conheceu quando veio do aeroporto pelo metrô. Este é o coração de Atenas! Vale à pena passar um tempo em algum bar ou cafeteria observando o movimento da praça e a grande quantidade de cães de rua (até o Lonely Planet fala disso).
       
      Depois, quase no fim do dia, uma rápida subida até o Monte de Philopappus, seja caminhando (40 min) ou pelo funicular, te trará outras vistas panorâmicas de Atenas e Piraeus, a região portuária. Quando você chegar lá igrejinha no topo, e tiver 360 graus de Atenas abaixo de você, pensará "Cara, era maior do que eu pensei!".
       
       
      Se você prestou atenção, em nenhum momento citei o trasporte público, pois realmente não é necessário! A partir daqui você já está pronto para voltar para o seu cruzeiro ou para aeroporto e continuar sua viagem ou preparar-se pra a festa da noite! Se você é daqueles que gosta de ver "tim-tim por tim-tim" dos museus, reserve um dia mais e durma na capital grega e não deixe de confirir o Museu Arqueológico Nacional, o Museu Benaki e o Museu Nunismático.
       
      Aproveito o post para comentar sobre o Quick Facts, a nova coluna do The World by Fon. São parágrafos breves com uma explicação sobre algum tema interessante no contexto das viagens do Fon! O primeiro foi postado ontem! Confere lá!
       
      E como sempre, se você gostou, peço que gentilmente curta ou compartilhe através das redes sociais ou dos botões aqui embaixo. Isso me ajuda muuuito!
       
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      Um abraço maior que o Atlântico!
       
      Fon
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