Olá viajante!
Bora viajar?
MOCHILÃO BOLÍVIA-PERU {DE BARRACA} - ENTRANDO POR CORUMBÁ ( INCLUSO RUTA DEL CHE E PARQUE SAJAMA) - SAINDO PELO ACRE
- Respostas 25
- Visualizações 12.3k
- Criado
- Última resposta
Usuários Mais Ativos no Tópico
-
potirawg 13 posts
-
RicardoRM 4 posts
-
JUNINHO BLAZE 2 posts
-
olv.ok 1 post
Então gente
Mês passado (Janeiro de 2016), tirei férias e fui me novamente mochilar
Foram 24 dias de estrada, perrengues e lugares incríveis na Bolívia e Perú
Já tinha feito um mochilão pela Bolívia e prometi que voltaria para conhecer outros lugares, pois além de ser barato o país realmente tem muitas belezas naturais. Segue link do relato que fiz aqui em 2015: 13-dias-na-bolivia-1-mochilao-da-vida-t108514.html
Além da Bolívia, tb acrescentei o Peru (Arequipa , Puno e Cusco) , porém não consegui ir em Arequipa e depois vocês descobrirão o porque
A ideia era ir com o namorado novamente, mas como ele não conseguiu férias no mesmo dia que eu, fiquei uma semana sozinha mochilando e depois combinamos de nos encontrar em Oruro, na Bolívia.
Ao todo eu e ele gastamos 4.500 reais (2.250 p/ cada um, incluindo passagem aérea, comida, hospedagem, passeios etc) No final da trip minha mãe me apoiou com mais 350 pilas porque ficamos sem nada de dinheiro na volta, devido ao caminho desconhecido que é a Rodovia Transoceânica (que liga Cusco ao Brasil, pelo Acre). Eu pelo menos catei muito aqui no mochileiros sobre esse trecho, para fazer de bus e quase não tem informações sobre, por isso também decidi relatar minha experiencia.
Ahh, levei tudo em real e o Diego levou 200 dólares e o resto em real. Como o dólar estava muy alto pra trocar aqui no Brasil não troquei, mas a dica é: TROQUE!
Na Bolívia 1 real valia 1,75 bolivianos e 1 dólar 6,90 bol
No Perú 1 real valia 0,60 ou 0,75 soles e 1 dólar 3,45 soles
Algumas dicas que são boas para um mochilão pobrão:
* comprar passagem aérea com antecedência e usar milhas ou pontos se tiver
* usar esse programa maravilhoso para planejar o roteiro , verificar bus e hostels
> http://www.rome2rio.com/pt
* sempre pechinche na Bolívia e nunca pegue nada, nem entre em um bus ou taxi sem antes perguntar o preço kkk
* não comprar de sites de agências os passeios com antecedência aqui no Brasil.
* Se você é estudante, leve a carteira estudantil da UNE ou aquela ISIC, que tenha validade certinho e deixe p/ comprar o ingresso a Machu Pichu lá em Cusco, pois você vai pagar a metade do preço ( e só tem como fazer isso em Cusco ou Águas Calientes).
* se não tem dinheiro pro trem no Peru, faça o caminho alternativo até Águas Calientes (no relato explico minha experiência)
* Almoce nos "Mercados Públicos" das cidades. Além de conhecer um pouco mais a cultura e diversidade das regiões você vai pagar muito barato pelas refeições e não se esqueça de sair de lá com a sacola cheia de frutas, pão e água (é muito mais barato)
* levar papel higiênico sempre! rs
* vá de barraca
* tente usar o Couchsurfing para conseguir hospedagem de graça e de quebra conhecer pessoas legais, mas cuidado que tem muita gente tarada também
* leve alguns remédios e primeiros socorros, além de um bom tênis e uma boa capa impermeável
* capa de mochila é essencial
Baum o roteiro planejado foi esse ai:
8/01 PARTIDA: Porto Alegre - Campinas - Corumbá ( de avião )
Corumbá - fronteira Bolívia - bus pra Santa Cruz de La Sierra
Santa Cruz - Samaipata - Vallegrande (RUTA DEL CHE GUEVARA) (2 dias)
Sucre (conhecer a city)
Potosí ( acampar no Ojo Del Inca)
Oruro (visitar pinturas Cala Cala e Lago Popopó)
Parque Sajama (acampar 2 dias )
Arequipa ( conhecer Canion do Colca, Cruz del Condor, Maca , Parque Nacional de Aguada Blanca )
Puno (cidade flutuante)
Cuzco (Machu Picchu)
RETORNO: atravessar a fronteira Peru -Brasil de busão
31/01 Rio Branco - Acre (conhecer o Parque Chico Mendes) - Voo Porto Alegre.
Vou relatar por dias e tentarei ser bem objetiva
08/01 - Peguei o Voo de Porto Alegre até Corumbá , com escala em SP. Esse voo consegui uma promoção com a Azul e saiu 500 pilas, mas normalmente ele custa 1.500.
Chegando lá já desci pra pegar um taxi e me juntei com 2 mulheres que estavam indo em direção a fronteira. Ele nos levou por 50 reais e dividimos entre as 3. Acredito ter a opção de ir de bus desde o Aeroporto, porém como cheguei na tarde não quis arriscar demorar ali, pelo fato de acreditar ter fila na aduana.
Chegando na fronteira, dei saída no Brasil e aqui a dica é sempre pedir preferencia nas aduanas brasileiras. Vc vai preencher os papel e sair rapidinho do vuco vuco.
Já na entrada boliviana em Puerto Quijarro não tem jeito, o negócio é aguardar na fila. Depois de fazer os tramites de entrada e guardar bem esses papeis (a dica que uma boliviana me deu é de tirar xerox dos papeis e depois me arrependi de não ter feito isso , mas logo conto ...)
Troquei os reais por bolivianos e peguei um taxi junto com a brasileira Ângela, que mora em Sta Cruz e me deu altas dicas. Seguimos com as mochilas e malas rumo ao terminal de bus e lá compramos a passagem com uma empresa muito boa que eu não me recordo o nome kkkk mas chegando no Terminal é no primeiro guichê a esquerda. O bus era aqueles altos e tinha ar condicionado. Pagamos 140 cada para ir até Sta Cruz saindo as 19:30h.
Queria ter ido de trem (dos vagões), mas o horário já tinha passado e não queria ir novamente de Ferrobus por ser muy caro rs, cerca de 250 bol.
Esperamos muito até a partida do bus, então aproveitamos para comer e conversar. Estava muito quente!
Logo que partiu o bus, tirei meu saco de dormir antes de enfiar a mochila no bagageiro (que depois ficou imunda) e curti a tempestade que caia enquanto nos locomovíamos até Sta Cruz.
Tudo certo, tudo em paz , finalmente tinha desligado a mente do trabalho e faculdade
09/01 Chegando no Terminal de Sta Cruz , eram tipo umas 6 da manhã e eu ali me despedindo da Ângela sem saber muito o que fazer e pra onde ir kkk
Mas tinha lido o relato da Maria > outra-vez-bolivia-samaipata-vallegrande-cochabamba-sucre-tarabuco-t46172.html, que me ajudou bastante nessa parte , apesar de eu não ter planejado muito, só verificar de onde saia a van para Samaipata desde Sta Cruz. Ela sai da Avenida Omar Chávez Ortiz, nº 1147 e você deve pegar um taxi até lá e esperar lotar a van, que custa 30 bol.
Tem opção de busão também mas não sabia onde pegar.
Acredito que deu umas 2h e 30 min até Samaipata devido a chuvinha que caia. A estrada é asfaltada até uma parte e depois , quando se entra na mata e nos morros é estrada de chão, que não estão em boas condições, mas em compensação a paisagem é rica!
Tive muita sorte de ir na van com um grupo familiar, pois eles pediram para o motorista garantir que ele iria devagar e com cuidado
Quando cheguei em Samaipata , umas 11h estava bem quente, fui dar uma banda na praça, onde a van nos deixou e fui até o Hostal Camping que tinha pesquisado na internet, o El Jardin. Recomendo muito! Como fui de barraca pagava 20 bs por dia e podia usar a cozinha a vontade para preparar o rango. > http://eljardinsamaipata.blogspot.com.br/
O interessante deste hostal é que você pode se voluntariar para trabalhar por lá e aí não paga o camping. Se fores lá, pergunta se tem como fazer isso.
Depois de montar a carpa/barraca (levei a Guepardo Everest 1 p) fui dar uma banda na city. Ela é muito charmosinha , e dizem parecer com São Tomé das Letras. Tem bastante pessoal alternativo e bares com música ao vivo. Samaipata é cercada por morros e cachoeiras, sendo que as principais atrações são o El Fuerte (sítio arqueológico) e Las Cuevas (parque com cachoeira) e o Parque Nacional Amboró. Também tem um mini Zoo (onde vc tb pode fazer trampo voluntário)
Eu fui no Museu da city e no El Fuerte porque não tinha mucha plata para fazer tudo, os parques dependiam de 2 ou 3 dias para aproveitar bem e tb queria descansar naquele lugar encantador. No primeiro dia fiquei entediada porque já tinha conhecido a cidade inteira praticamente rs mas a noite conheci um pessoal do meu Estado e aí acabamos fincado amigos
10/01 - Fomos no outro dia, caminhando até o El Fuerte (cerca de 9km de subida em estrada de asfalto) quamurri kkk A entrada do parque se não estou enganada custou 50bol com direito a visita no Museu.
Compramos comida no Mercado , que fica na rua do El Jardin e seguimos adelante.
O sítio é bem legal de conhecer, tem uma pedra talhada enorme ( dizem ser a maior do mundo) com cultura pré colombiana/ Inca que depois os Espanhóis tomaram conta kkk Dá pra ir de taxi ou mototaxi desde Samaipata (se for de taxi lotado custa uns 15 bol por pessoa e mototaxi sai 30 bol)
Passamos um tempo lá e depois recusamos voltar a pé para Samaipata, pelo menos eu a Natália (morando em POA) e Anna (guria Alemã que estava morando em Porto Alegre/RS). Os guris foram a pé. Pegamos um taxi que nos levaria até o centro de Samaipata por 30bs p/ todas (bemmm chorado). Eu e a Anna decidimos parar no meio do caminho para conhecer uma cascata com piscina que tinha no caminho. Nos despedimos da Nati e fomos. Porém foi um arrependimento, pois era uma mierda e estava cheio de gente kkkkkkkkkk
Resolvemos ir caminhando né, pobreza batendo kk, quando um carro parou e nos ofereceu carona
Fomos tagarelando até lá e tiramos uma foto para recordar esse momento que depois eu posto kkk
Eu e Anna fomos no mercado comprar coisas pra jantar e depois passamos o resto da noite no El Jardin com outros mochileiros contanto histórias.
11/01 - Pela manhã desmontei o acampamento e deixei a barraca secando para guardar, pois choveu muiiito na noite (importante a barraca ser impermeável , isso evita passar trabalho). O povo ia em direção a Cochabamba enquanto que eu iria até Vallegrande tentar fazer a Ruta Che. Partimos em busca de uma carona ou taxi que nos levasse até Mairana (uma city maior que tem melhores opções de bus para vários destinos) A city fica uns 20 min de Samaipata e para chegar lá deve-se ir até a ruta em direção oposta de Sta Cruz e atacar qqr taxi, bus ou van que passe ali. Me despedi do grupo, pois iria tentar um bus, só que como as informações divergiam e ngm sabia o horário que passava o bus, fiquei com medo de não conseguir sair dali logo, então fui atrás do grupo e cheguei a tempo de embarcar numa carona (que mais tarde descobrimos ser taxi kkk). Chegando em Mairana, Pagamos 7 bol cada e aí sim me despedi do grupo para pegar o bus a Vallegrande que já estava partindo. No bus conheci um casal de idosos muito queridos, que tinham um neto brasileiro de uns 10 anos. Ele foi meu tradutor na viagem que durou em média umas 4h numa estrada de chão e curvas que me deu muito enjoo. No bus também conheci uma guria da minha idade que morava em Sta Cruz, mas era natural de Vallegrande. Após muita conversa ela me convidou para ficar em sua casa
Foi a melhor notícia do dia e me senti muito acolhida pela família dela. <3 Chegando em Vallegrande (custou uns 30 bol a passagem) descemos em frente a casa dela e fomos no centro comprar coisas pro café e janta. Vallegrande é uma city bem pequena (porém estruturada para o turismo) e as pessoas muito receptivas e simpáticas. Dizem que ali acontece um carnaval bem maneiro (melhor que em Oruro). A noite provei da culinária Boliviana, tudo feito pela mãe da Jeovana: Sopa de Maní (sopa de amendoim) , Refresco de Linaça (linhaça) e Pire (pirão com farinha de milho e queijo). Gente uma delicia tudo! Após comer feito uma porquinha, tomei um bom banho e pedi licença para dormir e capotei de tanto cansaço.
Sobre Samaipata: a cidade é muito legal para quem curte tranquilidade e belezas naturais. É fácil chegar até lá desde Santa Cruz de La Sierra, tanto de taxi, van ou ônibus e na cidade existem agências de turismo que fazem diferentes tours por preços baratos se vc estiver de grupo. Tem caixa eletrônico, hoteis, hostels e diversas opções de restaurantes.Por ser pequena os valores de hospedagem e alimentação não são muiito baratos (pelo menos não pra mim kkk). Existem parques naturais com belezas únicas (p/ quem gosta de trilhas e acampamento vale muy). Como fui de mochilão pobrão encontrei alguma dificuldade em me orientar sobre horários de ônibus. A cidade de Mairana é o ponto de partida para Cochabamba, Vallegrande e de lá tb tem como ir a Sucre. Se quiserem mais informações sobre Sucre me perguntem
No próximo post vou falar de Vallegrande e do turismo em torno da história de Che Guevara.
Editado por Visitante