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Fábio Borges

Sem Limites tentando chegar de bike na B. do Una - Peruibe

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Sei que esse tópico está fora de lugar, mas como no fórum tem poucos relatos de trilhas de MTB ou Cicloviagem decidi colocar aqui, pois creio que os interessados neste assunto acessam mais esta parte do fórum com mais freqüência. Vamos ao relato.

 

Era para ser um final de semana calmo, pois cada integrante dos Sem Limites tinha uma programação diferente. Porém, alguns contratempos fizeram com que a trip que a Vivi tinha marcado para sexta feira de manhã fosse cancelada. Sendo assim, eu decidi adiar a trilha dos macacos que fica aqui na Serra da Cantareira e embarcar para Barra do uma com ela.

 

Tentamos arrastar mais alguns bikers conosco, mas parece que nossa moral está em baixa e ninguém quis ir ou tinha como ir. Rsrs

 

Nos encontramos na Decatlon para comprar alguns equipos mecânicos que faltavam, mas como os preços estavam abusivos seguimos para a Eduardo Bicicletaria no Tremembé (Propaganda gratuita - Fone: 2952-3380 - http://www.puertollano.com.br), eu de carro e a Vivi seguindo-me de moto. De lá partimos para o mercado para comprar os suprimentos necessários. Compras feitas, horário combinado, então, tudo pronto para a pedalada na manhã seguinte.

 

Busquei a Vivi no horário combinado e partimos rumo a Peruíbe (de quem foi a idéia do pedal?). Demoramos um pouco para sair de São Paulo devido ao trânsito na Avenida do Estado. Percebi que perderíamos muito tempo ali, então decidi fazer um retorno e pegar a Imigrantes pela av. 23 de maio. Já na imigrantes seguimos direto para o nosso destino.

 

Como a irmã da Vivi mora em Peruíbe decidimos deixar o carro na casa dela. Chegamos à casa dela às 08h00minh. Tiramos as bikes do carro e separamos o que levaríamos em nossos bagageiros muito lentamente, pois estávamos dentro do cronograma. Enquanto isso a irmã da Vivi fez uma senhora salada de frutas para o nosso café da manhã.

 

Partimos às 09h30minh e seguimos até a Avenida Padre Anchieta, nesta avenida seguimos até o fim dela e antes do rio entramos a direita e logo em seguida a esquerda. São mais ou menos 15 km de reta bom para esquentar as pernas. Passamos sobre o rio e já estávamos na estrada do Guaraú.

 

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Logo no começo da estrada e a primeira subida do dia, que logo foi vencida sem muito esforço, mas é claro só fazendo as pernas girarem, nada de força. Após essa subida uma descida maravilhosa perfeita para relaxar os músculos das pernas.

 

Quase no final da descida avistei um bica d’água na beira da estrada, como eu estava muito rápido não deu tempo para frear, mas para a minha sorte uns 50m a frente tinha outro rio. Neste não tinha como parar. Desci bike e fui molhar minha cabeça. Logo a Vivi chegou e fez o mesmo.

 

Temperatura controlada e voltamos a pedalar. Logo depois deste riacho começa outra subida do mesmo nível da primeira e depois uma longa descida e chegamos à Praia do Guaraú. 20 km de asfalto, vencidos em 1h15min.

 

Decidimos conhecer a praia e lá fomos nós. A Vivi estava preocupada para saber se ainda tinha muita subida no caminho para a Barra do Una para saber se poderíamos ficar muito tempo na praia. Nisso vinha um garoto de encontro a nós e perguntamos para ele. O moleque não tinha freio e para a nossa surpresa, parou a bike com o pé. Até ai tudo bem se ele não estivesse descalço!!! Esse foi considerado o integrante 00 dos Sem Limites.

 

O moleque disse que as subidas eram tranqüilas. Então decidimos comer alguma coisa na praia do Guaraú sem correria.

 

Ao chegar à praia, paramos sob uma árvore e comemos algo para repor a energia. Esta praia é muito parecida com todas do litoral sul paulista. Areia batida e água escura, com a diferença de ainda ter muita mata atlântica em volta dela.

 

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Não ficamos muito tempo na praia, apesar do sol estar castigando ninguém quis tomar um banho de mar e arriscar ficar com as pernas assadas depois. Partimos e paramos para tomar uma água de coco e uma cerveja.

 

Amenizada nossa sede, voltamos a pedalar. Más nem bem começamos a pedalar e já paramos novamente. Pois no caminho tinha um bar uma fonte onde muitas pessoas paravam para um refresco providencial. Nem pensamos duas vezes. A Vivi olhou para mim e disse “topa um banho Fá?”, respondi “topo sim, por que não?” e lá fomos nós.

 

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Esse banho foi revigorante, pois eram 12 horas e o sol e o calor castigava-nos. Seguimos pedalando e no caminho percebemos que era comum bares com fontes para que seus clientes pudessem se refrescar em um ducha. Água era comum no caminho, por isso basta levar uma garrafa de 500ml que é o suficiente.

 

Andamos uns 5 km e paramos no rio perequê para mais um refresco e um salto numa corda pendurada na beira do rio. Aproveitamos para comer uma porção de copa e tomar mais uma cerveja geladinha.

 

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Ficamos ali por uns 30 min e seguimos em direção a Barra do una. Logo entramos no parque da Juréia e perguntamos para um morador local se a cachoeira do paraíso estava muito longe da bifurcação. Ele respondeu que ela ficava a mais ou menos uns 4 km. Não pensamos duas vezes e seguimos para a cachoeira. Após a entrada no parque você encontrará uma bifurcação. Pegando para a direita você segue para a cachoeira e para a esquerda segue para a barra do uma, no caminho para a cachoeira ficamos admirando os ipês amarelos que se destacavam em meio ao verde da mata atlântica.

 

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Chegamos à cachoeira por volta das 14h00 min e tomamos duas cervejas bem geladas e conversando horrores. Perto das 15h30minh pegamos a “trilha” que dá acesso a cachoeira. Chegamos à cachoeira e nem pensei duas vezes em escorregar nela, somente perguntei para os monitores do parque qual o melhor local para fazer o drop.

 

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Muito legal a descida. Queria escorregar novamente, só que estava com preguiça em dar a volta na trilha e tentei subi pelas pedras. Nem preciso dizer o que houve. Um rola básico e risada da galera. Logo veio o guia mostrar o caminho das pedras. Ai ficou fácil, subi e insisti para a Vivi descer e lá foi ela e eu também.

 

Decidimos voltar para a pedalada. Estávamos descendo em direção as bikes quando fomos cercadas por mutucas que mais pareciam Pterodátilos. Sai correndo, pois certamente se aquilo me picasse doeria muito.

 

Montamos nas bikes ás 16h00minh e decidimos ir direto para a Barra do una. Seguimos até a bifurcação sem problemas e após uma meia hora de pedalada veio um subidinha chata. Mais uma vez só girando nada de esforço. Terminada a subida e descemos o que seria a nossa ultima descida do rolê.

 

Após uma curva a Vivi pegou um buraco que estava cheio de pedras para que os carros não atolem e ela perdeu o controle e foi para o chão. Eu nem vi a queda, pois estava na frente. Como tenho costume de sempre olhar para trás para ver meus companheiros de pedal, vi que ela não estava por perto e decidi parar. Nisso escuto ela gritando meu nome. Na hora pensei: “deu merda”.

 

Larguei a bike e subi correndo e chegando vi que ela estava consciente, porém com rasgo enorme na testa. Ela ainda questionou se dava para continuar e eu disse negativo, fim de trilha.

 

Nisso desce um carro e pergunta se queríamos ajuda, prontamente dissemos que sim e que se ele pudesse voltar na portaria do parque e avisar os guardas, seria muito útil para nós.

 

Próximo ao local da queda havia uma casa e a moradora veio com um balde d’água para que pudéssemos limpar os ferimentos e também dar um apoio moral.

 

Em mais ou menos meia hora os guardas do parque chegaram para nos resgatar e nos avisou que já chamaram a ambulância. Disseram que só poderiam nos levar até a entrada do parque e que a ambulância se encarregaria de levar-nos ao Pronto Socorro.

 

Dissemos que tudo bem e perguntamos se poderíamos deixar nossas bikes ali e pegar no outro dia. Muito gentilmente eles deixaram e para nossa surpresa logo a ambulância chegou.

 

Como não poderia deixar de ser eu e a Vivi fomos causando lá trás. Tirando fotos e dando risada, eu insistindo para ela pedir para o motorista ligar a sirene rs.

 

Ao chegar ao PS, logo fomos atendidos. Enquanto o médico examinava minha parceira de aventuras eu tentava dar o máximo de apoio para ela, já que não poderia fazer mais nada além disso.

 

Após um banho os médicos fizeram os curativos e deram os pontos necessários. O engraçado foi o médico quase cego costurando a testa dela. Ele perdeu a agulha umas três vezes e era questionado toda hora pela enfermeira se ele queria a lupa kkk Açougue? Ainda tivemos que esperar para realizar um raio-x e após isso fomos liberados. Agora só nos restava ir até a rodoviária e descobrir onde passava o ônibus para a casa da irmã da Vivi.

 

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Tomamos o ônibus que dava uma tremenda volta. Quando chegamos à casa da irmã da Vivi, foi uma zoeira do caramba. Rsrs a irmã dela é muito engraçada e ficou tirando sarro por causa da queda, ainda bem que mudou o foco, pois pela manhã a irmã dela tirava uma com minha cara por causa da minha bermuda de ciclista kkkk.

 

Comemos uma salada e abrimos a primeira garrafa de vinho e depois a segunda. Fomos dormir lá pelas duas da manhã. No domingo acordamos e fomos resgatar as bikes, agradecemos os guardas que nos ajudaram e seguimos para o cais para comprar uns peixes para o almoço.

 

Decidimos fazer uma mariscada e manjuba frita. Almoço pronto é hora de matar a fome. Comemos horrores, mas tanto que fizemos algo que há muito tempo não fazíamos. Tiramos um cochilo a tarde antes de embarcar para São Paulo.

 

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Essa tripe foi patrocinada por:

 

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Juntamente com o apoio da Municipalidade de Peruíbe que disponibilizou a ambulância para nós...

 

 

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Vale avisar que a Vivi estava de capacete, desde que eu voltei a andar de bike passei a usa-lo, mas sempre achei que ele não protege muita coisa. Uma vez li que 80% das lesões na cabeça em decorrência de acidente de moto ou bike é na parte frontal do crânio. Foi por causa disso que proibiram os capacetes tipo coquinho para moto. Então por que os capacetes para Bikes não contam com uma proteção frontal? Se o capacete dela tivesse uma proteção frontal, certamente ela só teria ralado as costas e pernas.

 

abraços

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Show de bola o relato... ::otemo::

 

mas da próxima vez... eu empresto a minha roupa de motocross para a vivi.... calça, blusa, colete, luva, capacete... bota... kkkkkkkkkkkkkkkkkk ::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::

 

se cuida aeee viviiiiiiii ... q hj é nois em sampaaaaa... ::otemo::

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Fala Fábioooo, show de bola o relato.

Bom, eu já tinha lido em 1º mão, rs, mas ilustrado fica bem melhor.rs.

Valeu ai pela força e apoio em período integral !!!

E já anota ai na agenda, que vamos voltar pra lá...huahuahau...

 

PS: Quanto ao capacete, concordo, deveriam de ser mais "seguros" e proteger uma parte da face, mas por outro lado, a alguns anos atrás nem capacete a gente usava, já acho o fato da maioria utilizar capacete hoje em dia uma grande vitória...

Analisando meu capacete hoje, nota-se que se eu estivesse sem, aff, ai sim teria feito um baita estrago na cabeça...rs...pois tem alguns raladinhos, e mais um furinho na lateral esquerda...rsrsrs.

 

Ei Leo, sabe que não é má idéia?! Roupa de motocross é uma boa pedida viu...rsrsrs

 

Bjãooooooooo, e inté +.

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tem razão Vivi, se vc não tivesse de capacete certamente o estrago seria maior... aliás se fosse comigo, seria bem pior... pois tenho o costume de tirar o capacete nas retas e subidas pq esquenta muito minha cabeça e nesta descida acabei "esquecendo" de coloca-lo. Fora que eu estava sem camisa... seria complicado...

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muito legal este relato, e um tanto comico, agora é bolar outra vez e divulgar para agitar a galera, eu iria facil.

parabens denovo e abrass

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