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Fábio Borges

Sem Limites tentando chegar de bike na B. do Una - Peruibe

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Sei que esse tópico está fora de lugar, mas como no fórum tem poucos relatos de trilhas de MTB ou Cicloviagem decidi colocar aqui, pois creio que os interessados neste assunto acessam mais esta parte do fórum com mais freqüência. Vamos ao relato.

 

Era para ser um final de semana calmo, pois cada integrante dos Sem Limites tinha uma programação diferente. Porém, alguns contratempos fizeram com que a trip que a Vivi tinha marcado para sexta feira de manhã fosse cancelada. Sendo assim, eu decidi adiar a trilha dos macacos que fica aqui na Serra da Cantareira e embarcar para Barra do uma com ela.

 

Tentamos arrastar mais alguns bikers conosco, mas parece que nossa moral está em baixa e ninguém quis ir ou tinha como ir. Rsrs

 

Nos encontramos na Decatlon para comprar alguns equipos mecânicos que faltavam, mas como os preços estavam abusivos seguimos para a Eduardo Bicicletaria no Tremembé (Propaganda gratuita - Fone: 2952-3380 - http://www.puertollano.com.br), eu de carro e a Vivi seguindo-me de moto. De lá partimos para o mercado para comprar os suprimentos necessários. Compras feitas, horário combinado, então, tudo pronto para a pedalada na manhã seguinte.

 

Busquei a Vivi no horário combinado e partimos rumo a Peruíbe (de quem foi a idéia do pedal?). Demoramos um pouco para sair de São Paulo devido ao trânsito na Avenida do Estado. Percebi que perderíamos muito tempo ali, então decidi fazer um retorno e pegar a Imigrantes pela av. 23 de maio. Já na imigrantes seguimos direto para o nosso destino.

 

Como a irmã da Vivi mora em Peruíbe decidimos deixar o carro na casa dela. Chegamos à casa dela às 08h00minh. Tiramos as bikes do carro e separamos o que levaríamos em nossos bagageiros muito lentamente, pois estávamos dentro do cronograma. Enquanto isso a irmã da Vivi fez uma senhora salada de frutas para o nosso café da manhã.

 

Partimos às 09h30minh e seguimos até a Avenida Padre Anchieta, nesta avenida seguimos até o fim dela e antes do rio entramos a direita e logo em seguida a esquerda. São mais ou menos 15 km de reta bom para esquentar as pernas. Passamos sobre o rio e já estávamos na estrada do Guaraú.

 

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Logo no começo da estrada e a primeira subida do dia, que logo foi vencida sem muito esforço, mas é claro só fazendo as pernas girarem, nada de força. Após essa subida uma descida maravilhosa perfeita para relaxar os músculos das pernas.

 

Quase no final da descida avistei um bica d’água na beira da estrada, como eu estava muito rápido não deu tempo para frear, mas para a minha sorte uns 50m a frente tinha outro rio. Neste não tinha como parar. Desci bike e fui molhar minha cabeça. Logo a Vivi chegou e fez o mesmo.

 

Temperatura controlada e voltamos a pedalar. Logo depois deste riacho começa outra subida do mesmo nível da primeira e depois uma longa descida e chegamos à Praia do Guaraú. 20 km de asfalto, vencidos em 1h15min.

 

Decidimos conhecer a praia e lá fomos nós. A Vivi estava preocupada para saber se ainda tinha muita subida no caminho para a Barra do Una para saber se poderíamos ficar muito tempo na praia. Nisso vinha um garoto de encontro a nós e perguntamos para ele. O moleque não tinha freio e para a nossa surpresa, parou a bike com o pé. Até ai tudo bem se ele não estivesse descalço!!! Esse foi considerado o integrante 00 dos Sem Limites.

 

O moleque disse que as subidas eram tranqüilas. Então decidimos comer alguma coisa na praia do Guaraú sem correria.

 

Ao chegar à praia, paramos sob uma árvore e comemos algo para repor a energia. Esta praia é muito parecida com todas do litoral sul paulista. Areia batida e água escura, com a diferença de ainda ter muita mata atlântica em volta dela.

 

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Não ficamos muito tempo na praia, apesar do sol estar castigando ninguém quis tomar um banho de mar e arriscar ficar com as pernas assadas depois. Partimos e paramos para tomar uma água de coco e uma cerveja.

 

Amenizada nossa sede, voltamos a pedalar. Más nem bem começamos a pedalar e já paramos novamente. Pois no caminho tinha um bar uma fonte onde muitas pessoas paravam para um refresco providencial. Nem pensamos duas vezes. A Vivi olhou para mim e disse “topa um banho Fá?”, respondi “topo sim, por que não?” e lá fomos nós.

 

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Esse banho foi revigorante, pois eram 12 horas e o sol e o calor castigava-nos. Seguimos pedalando e no caminho percebemos que era comum bares com fontes para que seus clientes pudessem se refrescar em um ducha. Água era comum no caminho, por isso basta levar uma garrafa de 500ml que é o suficiente.

 

Andamos uns 5 km e paramos no rio perequê para mais um refresco e um salto numa corda pendurada na beira do rio. Aproveitamos para comer uma porção de copa e tomar mais uma cerveja geladinha.

 

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Ficamos ali por uns 30 min e seguimos em direção a Barra do una. Logo entramos no parque da Juréia e perguntamos para um morador local se a cachoeira do paraíso estava muito longe da bifurcação. Ele respondeu que ela ficava a mais ou menos uns 4 km. Não pensamos duas vezes e seguimos para a cachoeira. Após a entrada no parque você encontrará uma bifurcação. Pegando para a direita você segue para a cachoeira e para a esquerda segue para a barra do uma, no caminho para a cachoeira ficamos admirando os ipês amarelos que se destacavam em meio ao verde da mata atlântica.

 

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Chegamos à cachoeira por volta das 14h00 min e tomamos duas cervejas bem geladas e conversando horrores. Perto das 15h30minh pegamos a “trilha” que dá acesso a cachoeira. Chegamos à cachoeira e nem pensei duas vezes em escorregar nela, somente perguntei para os monitores do parque qual o melhor local para fazer o drop.

 

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Muito legal a descida. Queria escorregar novamente, só que estava com preguiça em dar a volta na trilha e tentei subi pelas pedras. Nem preciso dizer o que houve. Um rola básico e risada da galera. Logo veio o guia mostrar o caminho das pedras. Ai ficou fácil, subi e insisti para a Vivi descer e lá foi ela e eu também.

 

Decidimos voltar para a pedalada. Estávamos descendo em direção as bikes quando fomos cercadas por mutucas que mais pareciam Pterodátilos. Sai correndo, pois certamente se aquilo me picasse doeria muito.

 

Montamos nas bikes ás 16h00minh e decidimos ir direto para a Barra do una. Seguimos até a bifurcação sem problemas e após uma meia hora de pedalada veio um subidinha chata. Mais uma vez só girando nada de esforço. Terminada a subida e descemos o que seria a nossa ultima descida do rolê.

 

Após uma curva a Vivi pegou um buraco que estava cheio de pedras para que os carros não atolem e ela perdeu o controle e foi para o chão. Eu nem vi a queda, pois estava na frente. Como tenho costume de sempre olhar para trás para ver meus companheiros de pedal, vi que ela não estava por perto e decidi parar. Nisso escuto ela gritando meu nome. Na hora pensei: “deu merda”.

 

Larguei a bike e subi correndo e chegando vi que ela estava consciente, porém com rasgo enorme na testa. Ela ainda questionou se dava para continuar e eu disse negativo, fim de trilha.

 

Nisso desce um carro e pergunta se queríamos ajuda, prontamente dissemos que sim e que se ele pudesse voltar na portaria do parque e avisar os guardas, seria muito útil para nós.

 

Próximo ao local da queda havia uma casa e a moradora veio com um balde d’água para que pudéssemos limpar os ferimentos e também dar um apoio moral.

 

Em mais ou menos meia hora os guardas do parque chegaram para nos resgatar e nos avisou que já chamaram a ambulância. Disseram que só poderiam nos levar até a entrada do parque e que a ambulância se encarregaria de levar-nos ao Pronto Socorro.

 

Dissemos que tudo bem e perguntamos se poderíamos deixar nossas bikes ali e pegar no outro dia. Muito gentilmente eles deixaram e para nossa surpresa logo a ambulância chegou.

 

Como não poderia deixar de ser eu e a Vivi fomos causando lá trás. Tirando fotos e dando risada, eu insistindo para ela pedir para o motorista ligar a sirene rs.

 

Ao chegar ao PS, logo fomos atendidos. Enquanto o médico examinava minha parceira de aventuras eu tentava dar o máximo de apoio para ela, já que não poderia fazer mais nada além disso.

 

Após um banho os médicos fizeram os curativos e deram os pontos necessários. O engraçado foi o médico quase cego costurando a testa dela. Ele perdeu a agulha umas três vezes e era questionado toda hora pela enfermeira se ele queria a lupa kkk Açougue? Ainda tivemos que esperar para realizar um raio-x e após isso fomos liberados. Agora só nos restava ir até a rodoviária e descobrir onde passava o ônibus para a casa da irmã da Vivi.

 

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Tomamos o ônibus que dava uma tremenda volta. Quando chegamos à casa da irmã da Vivi, foi uma zoeira do caramba. Rsrs a irmã dela é muito engraçada e ficou tirando sarro por causa da queda, ainda bem que mudou o foco, pois pela manhã a irmã dela tirava uma com minha cara por causa da minha bermuda de ciclista kkkk.

 

Comemos uma salada e abrimos a primeira garrafa de vinho e depois a segunda. Fomos dormir lá pelas duas da manhã. No domingo acordamos e fomos resgatar as bikes, agradecemos os guardas que nos ajudaram e seguimos para o cais para comprar uns peixes para o almoço.

 

Decidimos fazer uma mariscada e manjuba frita. Almoço pronto é hora de matar a fome. Comemos horrores, mas tanto que fizemos algo que há muito tempo não fazíamos. Tiramos um cochilo a tarde antes de embarcar para São Paulo.

 

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Essa tripe foi patrocinada por:

 

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Juntamente com o apoio da Municipalidade de Peruíbe que disponibilizou a ambulância para nós...

 

 

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Vale avisar que a Vivi estava de capacete, desde que eu voltei a andar de bike passei a usa-lo, mas sempre achei que ele não protege muita coisa. Uma vez li que 80% das lesões na cabeça em decorrência de acidente de moto ou bike é na parte frontal do crânio. Foi por causa disso que proibiram os capacetes tipo coquinho para moto. Então por que os capacetes para Bikes não contam com uma proteção frontal? Se o capacete dela tivesse uma proteção frontal, certamente ela só teria ralado as costas e pernas.

 

abraços

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Show de bola o relato... ::otemo::

 

mas da próxima vez... eu empresto a minha roupa de motocross para a vivi.... calça, blusa, colete, luva, capacete... bota... kkkkkkkkkkkkkkkkkk ::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::

 

se cuida aeee viviiiiiiii ... q hj é nois em sampaaaaa... ::otemo::

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Fala Fábioooo, show de bola o relato.

Bom, eu já tinha lido em 1º mão, rs, mas ilustrado fica bem melhor.rs.

Valeu ai pela força e apoio em período integral !!!

E já anota ai na agenda, que vamos voltar pra lá...huahuahau...

 

PS: Quanto ao capacete, concordo, deveriam de ser mais "seguros" e proteger uma parte da face, mas por outro lado, a alguns anos atrás nem capacete a gente usava, já acho o fato da maioria utilizar capacete hoje em dia uma grande vitória...

Analisando meu capacete hoje, nota-se que se eu estivesse sem, aff, ai sim teria feito um baita estrago na cabeça...rs...pois tem alguns raladinhos, e mais um furinho na lateral esquerda...rsrsrs.

 

Ei Leo, sabe que não é má idéia?! Roupa de motocross é uma boa pedida viu...rsrsrs

 

Bjãooooooooo, e inté +.

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tem razão Vivi, se vc não tivesse de capacete certamente o estrago seria maior... aliás se fosse comigo, seria bem pior... pois tenho o costume de tirar o capacete nas retas e subidas pq esquenta muito minha cabeça e nesta descida acabei "esquecendo" de coloca-lo. Fora que eu estava sem camisa... seria complicado...

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muito legal este relato, e um tanto comico, agora é bolar outra vez e divulgar para agitar a galera, eu iria facil.

parabens denovo e abrass

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    • Por TMRocha
      Estou aproveitando esse espaço para contar um pouco de como foi a minha experiência de intercâmbio nesse país que é tão próximo de nós, mas mesmo assim tão diferente.

      Entenda um pouco sobre a experiência que obtive após estudar espanhol por um mês no Uruguai.
       
      Para não perder tempo, estou dividindo os tópicos desse dessa forma:
      1) Alguns dados interessantes do Uruguai; 2) Por que estudo Espanhol?; 3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai; 4) Minhas Considerações. Após isso o Índice dos posts dessa viagem; E por fim o relato propriamente dito! 1) Alguns dados interessantes do Uruguai
      O Uruguai é um país pequeno e muito charmoso, com cidades arborizadas, campos extensos, praias limpas e um povo muito cordial e amistoso. O país faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, no estado do Rio Grande do Sul.

      Os verões são quentes, com temperaturas que variam entre os 23 e 38ºC, já os invernos são frios e a temperatura gira ao redor dos 15ºC, com algumas madrugadas geladas abaixo de zero. Com um clima temperado, o Uruguai possui estações bem definidas, atendendo a todos os gostos.

      Os uruguaios gostam de futebol, mate e churrasco. É muito comum vê-los com uma garrafa térmica sob o braço e o mate na mão andando pelas ruas, nos shoppings, em todos os lugares. São pessoas alegres, receptivas e solícitas, que estão sempre prontas pra ajudar.

      Mate uruguaio.
      O país conta com pouco mais de 3,3 milhões de habitantes, sendo que destes, 1/3 vive na sua capital, Montevideo. A economia é estável e vale ainda citar que o Uruguai é um dos países mais seguros e possui uma das mais altas taxas de qualidade de vida de toda a América do Sul.

      Fonte Pesquisada:
      http://www.brasileirosnouruguai.com.br/conheca-o-uruguai
      2) Por que estudo Espanhol?

      Olá, me chamo Thiago e acho que deve fazer ao menos uns três anos que estudo espanhol  [04/10/2017] e pouco a pouco estou melhorando meu conhecimento nesse idioma tão interessante. Com o espanhol tive a oportunidade de conhecer outras culturas que antigamente estavam fechadas para mim.

      Vestimenta típica para festas musicais de alguma região do Equador.

      Touradas, na Espanha.

      Murga, uma apresentação típica do carnaval uruguaio.

      Festa dos Mortos, no México.
      Descobri novos povos, outras comidas típicas que antes não fazia ideia que existiam e ainda tive a oportunidade de me aventurar por um novo país: o Uruguai, onde fiquei morando por um mês em uma casa de família super simpática enquanto estudava espanhol de forma intensiva em uma academia de ensino uruguaia.
      3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai
      Minha ideia inicial era fazer um intercâmbio junto ao CACS para a Espanha, mas como a crise estourou pesado em 2014 esse plano acabou caindo por terra, então continuei juntando mais algum dinheiro e resolvi fazer isso por conta própria junto a CVC, e numa das opções apareceu o Uruguai, país que decidi passar um mês inteiro realizando o intercâmbio de espanhol.

      Montevideo, capital do Uruguai.
      Lá fiz muitos passeios pela capital Montevideo e ainda conheci outras cidades próximas como Punta del Este, Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (em Minas). Nesta última cidade andei a cavalo, me aventurei em uma tirolesa e até me arrisquei num rapel [que na verdade foi uma falha total!].

      Academia Uruguay, onde estudei no meu intercâmbio.

      Praça Independência, Montevideo.

      Monumento Los Dedos, em Punta del Este.

      Colônia do Sacramento, vista do alto de um Farol.



      Nas últimas três fotos acima: Eu me arriscando nos esportes de aventura em Salto del Penitente, no Uruguai.
      Com o intercâmbio conheci mais do comportamento dos uruguaios e descobri que eles são um povo incrível, cultos, organizados, super trabalhadores, que gostam da natureza e realmente amam o seu pequeno país.
       
      E claro, como um bom viajante também passei por alguns perrengues mais complicados, em especial para me adaptar com o clima e a comida típica do país, que é muito diferente da brasileira.

      Milanesa Pollo Napolitana con fritas.

      "Pasta". Esse é o nome que os uruguaios dão para o macarrão.

      Carne de Javali, uma iguaria típica de Salto del Penitente.
      O mais importante é que tive boas experiências que serão lembradas por mim até o meu último dia de vida. Mesmo em todo esse texto não foi possível relatar sequer um décimo do que fiz e do que senti por lá. Resumindo...
      "Ter a oportunidade de aprender um novo idioma é o mesmo que se abrir para novas oportunidades no presente e no futuro."
      Acho que isso resume um pouco do aprendizado que tive por lá. E pensando nisso, resolvi organizar esse tópico para que incentive novos viajantes ou até mesmo outras pessoas que pretendam aprofundar mais o seu conhecimento nessa língua.

      Sem mais delongas, abaixo estou colocando o índice organizado de toda essa maratona que fiz por lá, sem claro, deixar de ensinar um pouco do espanhol também e contando praticamente tudo que aconteceu no país, desde a minha saída do Brasil até a chegada no outro mês.E para fechar com chave de ouro, só falta esse assunto
      4) Minhas considerações:

      Desejo um agradecimento especial à família que estava me hospedando: O Álvaro, a Stela, a Fernanda e também aos dois hóspedes gringos que ali estavam e me ajudaram muito, o Míchel da Suíça, e a Kelsy, dos Estados Unidos. E também para toda a equipe da Academia Uruguay que me ajudou bastante.
       
      Desejo que todos vocês aproveitem a vida, trabalhem bastante e que viagem sempre que puderem. A todos os leitores, espero que tenham sempre uma boa viagem!
       
      A seguir:
      - Índice do Relato dessa viagem;
      - Relato propriamente dito.
    • Por peresosk
      Esta viagem foi a última parte da viagem que fiz pela Ásia, então claro não tem preços dos voos do Brasil, isto vai depender de cada um.
      Vamos aos números que muita gente gosta de saber.
      O Roteiro
      TURQUIA - IRÃ - VIETNÃ - LAOS - TAILÂNDIA - MALÁSIA - SINGAPURA - FILIPINAS - COREIA DO SUL - RÚSSIA
      A Rota dentro da Rússia
      Vladivostok – Khabarovsk (13h48 de viagem – R$ 84,68)
      Khabarovsk  – Chita (42h10 de viagem – R$ 211,76)
      Chita – Ulan-Ude (10h27 de viagem – R$ 50,66)
      Ulan-Ude – Irkutsk (06h43 de viagem – R$ 46,14)
      Irkutsk – Novosibirsk (32h11 de viagem – R$ 103,81)
      Novosibirsk  – Omsk (08h36 de viagem – R$ 52,94)
      Omsk – Tyumen (07h48 de viagem – R$ 49,78)
      Tyumen  – Yekaterinburg (05h27 de viagem – R$ 36,31)
      Yekaterinburg – Vladimir (25h31 de viagem – R$ 94,65)
      Vladimir – Moscou (01h42 de viagem – R$ 12,91)
      Moscou – St. Petersburgo (11h35 de viagem – R$ 52,04)
      St. Petersburgo – Kaliningrado (01h35 de viagem (avião) – R$ 180,77)
      Quando: Março e Abril de 2018
      Dias: 58
      Noites em Hostel: 1
      Viagens Noturnas: 6
      Couchsurfing: 51
      Valor Gasto em Real: R$2162,94 ($675,92)
      Média Diária em Real: R$37,29 ($11,65)
      Planilha com todos os gastos: https://goo.gl/JtTho9
      Meus Vídeos no Youtube: LINK AQUI
      O Trailer

      VLADIVOSTOK (3 DIAS)
      Como eu cheguei até a Rússia é outro assunto, hoje você vai assistir um relato de como foi viagem durante 58 dias no maior do país do mundo.
      Voo da Coreia do Sul direto para Vladivostok, pousei em um dia com sol e temperatura por volta de 1 grau, inesperado para 4 de março. Para sair do aeroporto nada de táxi pois isto é coisa para turista, um mini bus me levou direto para a estação de trem onde meu primeiro anfitrião estava me esperando, Vladivostok fiquei 3 noites e foi o suficiente para ver o que a cidade tinha para oferecer e claro conhecer pessoas, a Rússia ficou marcada por isto, dúvida?
      Meu anfitrião não é a pessoa mais simpática do mundo, mas logo no primeiro dia conheci Ana que falava espanhol, japonês e russo é claro, nada de inglês. Ela trabalha em uma multinacional japonesa e dá aulas de espanhol, a explicação é meio lógica, Vladivostok fica do lado do Japão e existem muitas empresas e carros japoneses circulando em toda a Sibéria inclusive até Irkutsk, falo isso pois a direção dos carros fica na direita. Ana me levou a uma fortaleza antiga que defendia a cidade até 1991, não tenho imagens pois praticamente congelei naquela noite com temperaturas próximas dos -20 e um vento assustador.
      No outro dia começou muito bem com Elena, uma pessoa divertida demais que fomos andar sobre o mar congelado, lembrando que fui viajar no final do inverno, o que não significa calor na Rússia.
      Foi um dia muito especial praticamente me avisando do que seria esta viagem, teve comida mexicana, restaurante fino, chocolate com sal e claro mais uma amizade do mundo.

      Uma das novas pontes da cidade, Vladivostok estava fechada ao turismo até 1991

      Elena foi uma das novas amigas da Rússia, mais uma que ama o Brasil

      O mar congelado junto com o inverno Russo
      A estação de trem de Vladivostok tem a icônica placa com o número 9288, significa a distância de trem até Moscou, mas eu não segui exatamente a rota da transiberiana, antes do momento do embarque fui com o Leo ver o farol do mar congelado e aquele local parece cena de filme.

      A placa com 9288 km até Moscou

      O farol que serve para guiar embarcações
      Primeiro destino definido, Khabarovsk fica a 14h48 de Vladivostok e as por volta das 5 da tarde embarquei com neve para a minha primeira jornada na Rússia, foi curta se comparar com o que vinha pela frente. Logo do inicio da viagem presenciei uma das cenas mais bonitas da minha vida, uma senhora de dentro do trem despedindo-se de seus parentes e assim começou a vida nos trens russos. Vagão novo e foi bem vazio, mas esta maravilha não seria frequente depois de algumas viagens.

      Submarino S-56 utilizado em guerra, hoje é um museu

      O vagão da terceira classe, a platzkart

      Ainda na estação uma das placas mais esperadas da minha vida, hora de embarcar

      Na praça central tem o Monumento aos combatentes pelo poder soviético
    • Por Lljj
      Assisti esse filme quando tinha uns 11 anos de idade. Na época, enquanto os créditos finais subiam na tela, me via profundamente incomodada com o que eu era, o que fazia e o que estava fadada a me tornar. Minha vida não era motivo de orgulho.
      Para uma pré-adolescente é difícil conseguir começar de novo, afinal a vida sequer havia começado, e meus responsáveis seriam contra uma viagem solo de autodescoberta. Conforme os anos passavam, esta insatisfação se aprofundava dentro de mim. Para driblá-la, eu seguia o caminho básico de qualquer pessoa que almeja ser razoavelmente bem-sucedida: não repeti na escola, trabalhei desde cedo, fiz cursos variados e dei o meu melhor para não desapontar aqueles que me amavam. Ainda assim, todas as vezes que realizava alguma conquista, esta era ofuscada pela sensação de vazio. Não me orgulhava delas.
      O problema não era a minha vida, não realmente. O problema era que aquela não parecia ser a minha vida. Nada era como eu queria que fosse, e sim como os outros esperavam que eu quisesse. Seguindo indicações alheias, acabei estudando um curso superior que desgostava e trabalhando em um escritório insuportavelmente tedioso e restritivo. “O que mais poderia querer em tempos de crise?”, me questionava. E, mesmo assim, não me orgulhava de nada daquilo.
      Uma profunda autoanalise e o auxílio de uma coaching foram necessárias para que enxergasse a razão da minha infelicidade: eu encarava o mundo de forma negativa. Nada seria satisfatório enquanto insistisse em dar voz ao pessimismo que sussurrava nos meus ouvidos. A partir daí, passei a travar uma feroz batalha interior para descobrir que pessoa poderia me tornar sem essa negatividade nublando as minhas decisões.
      Agora posso até dizer que sempre entendi esse trecho do filme pela perspectiva errada. Me concentrava tanto em “espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe” que ignorava o “nunca é tarde de mais para ser quem você quiser ser”. Engraçado, né?
      Ainda não sei o que quero ser e, pela primeira vez, não estou com pressa em saber. Bem, “não há regras para esse tipo de coisa”! Então, com toda a coragem que percebi possuir, iniciei o Projeto Preciosas.
      O projeto envolve duas paixões pessoais: escrita e viagem. Escrever é meu ponto de equilíbrio, o que me impede de correr pela rua arrancando os cabelos da cabeça. Viajar é algo que vivencio desde que aprendi a ler, pois a leitura já me transportou a incontáveis lugares.
      Preciosas é o título de uma série de romances que venho desenvolvendo há longos anos. Apenas nos últimos meses que me permiti idealizar uma viagem baseada nos cenários das histórias, que se passam no Rio Grande do Sul.
      A viagem, ou melhor, expedição, iniciará em agosto/2018. Serão três meses circulando por diferentes cidades gaúchas, e mais três cruzando o Sul do Brasil até regressar ao meu estado natal. Comprei as passagens de avião em março – só de ida –, e cada dia que me aproxima da data de partid a me traz mais certeza, mais confiança, de que enfim tomei uma decisão por mim mesma. Ainda que rolar uma merda estratosférica, terei o consolo de ser a única responsável e não mais ser teleguiada pelas indicações dos outros.
      O slogan Na trilha da insensatez se refere exatamente a isso. Estou seguindo o caminho tortuoso da autonomia, realizando algo que todos ao meu redor acreditam ser uma loucura. Aonde essa estrada me levará? Acredito que até ao fim. Não tenho medo... pelo menos não muito. Mas há uma satisfação, um orgulho, em saber que estou me tornando a pessoa que sempre quis ser.
       
      Post original em https://www.lljj.com.br/
      Imagem em Pixabay
    • Por BrunaKC
      Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia!
      Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta.
      Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem.
      A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena.
      Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo.
      Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. 
      Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. 
      Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias.
      Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito!
      Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa.
      Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. 
      O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. 
      Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos.
      Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia.
      O melhor ainda está por vir!
      Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo.
      Até logo, aventureiro!








    • Por emanuelle.ec
      01/05 a 01/06 – EURO = R$ 4,41
      Oii galera ! 
       Minha primeira postagem aqui ! Resolvi compartilhar com vocês a minha primeira eurotrip ! Fiz a viagem em Maio/2018 .
      Vou deixar bem curtinho os posts com os valores e um pouco de cada cidade e algumas fotos , mas antes um resumo porque sempre tem os zé preguiça kkkkkk 
       
      Quem quiser acompanhar essa e outras viagens : @emanuelle_ec
       
      GASTOS :
      Passagem aérea :
      - Joinville – São Paulo : 5.770 milhas – GOL
      - São Paulo – Dubrovnik : R$ 1.478,47 – Turkish Air (Promo 123 milhas)
      - Bruxelas – São Paulo : R$ 1443,72 - TAP
      - São Paulo – Joinville: 4.000 milhas + R$ 31,27 – GOL
      Total : R$ 2953,46
      - Transporte (ônibus, blablacar,tram,etc) : € 269,44
      - Hospedagem :  € 475,41
      - Alimentação e extras : € 651,21
      Total : € 1396,06    Total em reais : R$ 6156,62
      TOTAL DA VIAGEM : R$ 2953,46 + R$ 6156,62 = R$ 9110,08 
       
      Como essa iria ser a minha primeira viagem pra Europa eu não estava muito afim de fazer o clichê Paris, Roma, Barcelona e tudo mais, então resolvi ir para o Leste Europeu . Eu não tinha nada planejado, tinha pesquisado claro algumas cidades que queria ver, mas não comprei NADA antecipado (fora as passagens de ida e volta claro kkk) , ia reservando ao longo do caminho os hostels e comprando as passagens de ônibus via FLIXBUS pelo app deles mesmo e as passagens de barco na Croácia foi tudo direto no local.
      Consegui uma promoção de passagem pra Croácia na 123 milhas, fiquei com receio de comprar por milhas e pelo site ser novo e tudo mais, mas olha ! Deu tudo certo !!! Como a passagem era pela Turkish eu tinha um stopover em Istambul de 21 horas, não me perguntem se eu tinha direito a hotel ou qualquer outra coisa porque nem perguntei ( mals ai), mas é que eu tenho um amigo que mora lá então ficou combinado que eu ficaria na casa dele e ele me mostraria a cidade no dia seguinte. Cheguei em Istambul as 22hrs e meu voo pra Dubrovnik só sairia as 19hrs do dia seguinte então deu tempo pra ver os principais pontos da cidade.  Não gastei quase nada em Istambul porque o maluco resolveu pagar tudo e ainda conseguimos umas pizzas free logo na noite que cheguei porque tinha sobrado e o cara da pizzaria não queria jogar fora, muita sorte !! 
       
      ISTAMBUL (01/05 a 02/05):
      Troca : 30 euros  = 141.30 liras
      Ônibus p/ aeroporto : 12 Liras
      Chocolate aeroporto : 8 Liras
      Lembrancinha: 3.50 liras
      Troca : 118 Liras = 22 euros
      Total Istanbul:  23,50 Liras - 8 euros
       
       


       
       Segui pra Croácia no dia seguinte.
      Cheguei em Dubrovnik as 21 hrs e peguei o busão do aeroporto pra cidade velha. Apesar de ser tarde já a cidade ainda tava lotada de turistas, coisa de doido mesmo, nunca vi tanta gente por m². Fiquei pouco tempo em Dubrovnik, porque pra mim foi a cidade mais cara da croácia. Passeia pela cidade, subi na muralha, tentei não enlouquecer com a senhora do mercado que não queria me vender as coisas porque eu não tinha dinheiro trocado.   O hostel que eu fiquei é super simples mas o dono é mega gente boa e já chegava recepcionando a galera com Rakia, uma bebida tradicional deles, forte do c* hahahha
       
      DUBROVNIK (02/05 a 04/05):
      Hostel (The City Place Guesthouse – 2 diárias 😞 31,44 euros ( cartão de crédito)
      Troca : 20 euros = 140 kunas
      Ônibus aero: 40 kunas
      Taxa turista : 2 euros
      Mercado – 26.81 kunas
      Almoço- 57 kunas
      Troca : 60 euros - 432 kunas
      Ônibus p/ Porto: 27 kunas
      Janta (Foccacia+Croissant): 20 kunas
      Ticket Muralha: 150 kunas
      Almoço:24 kunas
      Ônibus p/ Porto: 15 kunas
      Barco p/ Hvar: 210 kunas
      Troca : 10 euros - 72 kunas
      Mercado: 27 kunas
      Sorvete: 20 kunas
      Total Dubrovnik : 616,81 kunas = 90 euros dinheiro e 31,44 euros cartão = 121,44 euros

       


       
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