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Olá viajante!

Bora viajar?

Primeiro mochilão: Santiago, Atacama e Uyuni com fotos e gastos

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RELATO CONCLUÍDO!

 

Primeiro relato no fórum, finalmente! Nada mais justo do que retribuir agora todas as informações extraídas daqui né? Perdoem se as palavras forem excessivas ou escassas e fiquem à vontade para perguntarem o que não foi dito ;)

 

Esse foi o meu primeiro mochilão e primeira viagem internacional. Quis fazer sozinha porque esse era um sonho, algo que eu precisava conquistar e viver por mim mesma. Dando uma olhada desinteressada no tópico de "companhias para viajar", encontrei a Alessandra, que estava mais perdida que eu (rsrs) e faltando aproximadamente 1 mês para a viagem, disse que iria comigo. Eu não acreditei a princípio, mas não é que a doida foi mesmo? Pintou aquele medo de não dar certo, não rolar afinidade, mas pessoalmente, nossa parceria deu muito certo!

 

Sobre as passagens de avião:

SP - Santiago - SP com a Tam: R$965 (comprei uns 2 meses antes) - Do dia 05 ao dia 20/04

Santiago - Calama - Santiago: R$275 (comprei pela Lan Chile que mostra o preço em real, mas ao pagar com o cartão de crédito, é cobrado em dólares, então saiu por R$300 na cotação final) - Do dia 08 ao dia 17/04.

 

Sobre os vôos:

Peguei turbulência indo para Santiago na Argentina. Quando eu achei que estava ruim, chegamos na Cordilheira e piorou muito! rsrs Não foi servida refeição (tipo chicken or pasta), apenas lanche, mas um lanche muito satisfatório, na minha opinião, além de ter sido servido vinho. O avião da Tam era um airbus 320, do mesmo tipo de vôos domésticos, sem telas individuais (ponto negativíssimo) e agora a Latam tem um sistema de entretenimento online que você baixa o app no celular ou tablet e pode assistir o conteúdo com a conexão wifi interna. Achei sensacional até que... fui procurar a tomada (afinal, 4h de vôo assistindo filme consome um tantinho de bateria) e NÃO TINHA TOMADA! Me conformei e dormi praticamente o tempo todo. Não consegui ver a cordilheira porque saí de SP no final da tarde e cheguei em Santiago à noite, mas dizem que o lado esquerdo é melhor.

De Santiago para Calama são quase 2h de vôo, também em avião pequeno. Dessa vez, sentei na janela do lado direito e aproveitei toda a vista da cordilheira e a mudança de terreno, dos picos nevados para o deserto. Valeu a pena! O lanche da Lan é bem fraquinho: você pode escolher entre grissini doce, salgado, barrinha de cereal ou mix de castanhas (vale pedir duas opções).

 

Os preços dos Hostels:

Che Lagarto Suites Santiago (3 diárias): 40 dólares (cobrados do meu cartão de crédito na hora da reserva)

Hostal Viento Norte (6 diárias): 74000 pesos (R$415) pagos no ato do check-in.

Che Lagarto Suites Santiago (3 diárias): 38 dólares (foi cobrada a primeira diária no meu cartão de crédito. As outras duas paguei no check-in também no cartão).

 

Sobre os Hostels:

Simplesmente amei o Che Lagarto. Peguei quarto compartilhado, com 8 camas cada e em nenhuma das estadias estavam lotados (inclusive na última diária, fiquei sozinha, com o quarto todo para mim). O ambiente é descolado, tem recepção 24h com pessoas super simpáticas e prestativas que ainda dão dicas sobre os locais da cidade. Os quartos tem locker e o serviço de quarto era diário, inclusive para arrumação das camas (então não deixe nada em cima da sua quando sair). Os banheiros, mesmo com mais homens que mulheres, em todos os dias estavam sempre limpos e a localização é excelente: ao lado da estação de metrô Santa Lucía e ao lado do Cerro de mesmo nome. É fácil chegar nos pontos turísticos caminhando, não senti necessidade de usar o metrô. Também não me senti insegura, mesmo à noite (quando disseram para nós que o lugar poderia ser um pouquinho mais perigoso) e o policiamento na avenida O'Higgins melhora essa sensação. Nas diárias está incluso café-da-manhã (das 7h às 10h), e olha, melhor que alguns de pousadas que já estive! Tinha inclusive, pão integral, minha gente (a nutri aqui dá Graças a Deus)! O wifi (várias redes porque o hostel tem 9 andares + terraço) funciona super bem (tivemos problema em um dia só lá, mas eles resolvem rápido).

O Viento Norte em San Pedro do Atacama era um hostel simples (como a cidade toda) e pequeno. Pegamos um quarto com 3 camas, bem apertadinho e tinha locker disponível. O banheiro era praticamente só do nosso quarto, que era numa área externa, mas nada que chegou a incomodar (é só não levantar na madrugada, porque aí o friozinho é problema!). Na área interna tinha mais dois quartos (acho que acomodação dupla) e mais um banheiro, além da cozinha e uma pequena sala. Como na maioria das acomodações no Atacama, o café da manhã não estava disponível, mas a cozinha pode ser usada e tinha tudo que precisamos para fazer as refeições por lá mesmo. O wifi é o ponto negativo: péssimo! rs Funcionava quando queria, infelizmente. A Marcella (proprietária), super simpática, nos disse que eles estavam trocando uma antena de sinal por outra maior e desde então estava muito instável, mas conseguimos contato com a família todos os dias. Deu pra enviar fotos, mensagens, postar no instagram e essas coisas. Sobre a localização: simplesmente excelente! Você tá no centro de tudo, do lado da Caracoles (acho que a menos de 7m) e super próximo da praça principal onde fica a igreja católica. Mesmo com o problema do wifi, recomendo. Além disso, ele fica junto com a lavanderia mais famosa da cidade, que eu não usei, mas fica a dica (5000CLP um "balde" de roupas para as 20h do dia seguinte ou 7000 a lavagem expressa para as 20h do mesmo dia).

 

Câmbio:

Levei R$1500 + US$400

Em Santiago R$1 = 178 pesos (Na Agustinas, entre Paseo Ahumada e Banderas, se não me engano). Troquei meus 1400 todos no mesmo dia, depois de pesquisar muito para ver se não tinha melhores cotações em outras casas.

Em San Pedro US$1 = 680 pesos. Tive que trocar para pagar os passeios no Atacama e o hostel. Em Santiago, se eu não me engano, a cotação era de 692 (me arrependi de não ter trocado tudo).

No final, fazendo todas as contas, acho que ainda vale a pena levar em reais.

 

Sobre a mala:

Antes da ida, comprei duas blusas fleece (Quechua Forclaz 20) na Decathlon por 29,90 cada e uma jaqueta de pluma preta (Blusa Doudoune X-Light Quechua) que é simplesmente a melhor jaqueta que eu poderia ter escolhido (R$280 também na Decathlon). Peguei -7ºC com essa dobradinha e não senti frio nenhum na parte superior do corpo.

Outra dica: Meu mochilão é de 50L (Mochila Forclaz 50L cinza por R$299), então logo na ida já senti dificuldade de fechá-lo e com a colaboração da minha mãe dizendo que eu estava levando pouca roupa e indo pro deserto ficar cheia de areia, piorou o negócio. Depois de olhar na internet umas sugestões, fui até o Kalunga e comprei dois sacos organizadores a vácuo (Saco organizador a vácuo 55x35cm travel bag Easy Space) por R$9 cada. Ele não é daqueles que tem um furo e você usa o aspirador de pó ou a bombinha. Esse você fecha parcialmente o zip da embalagem e vai fazendo um rolinho com roupa até que o máximo de ar possível tenha saído e o rolinho esteja o menor possível, daí é só fechar o restante do zip e voilá! Tá pronto! Não fica na finura daqueles com aspirador, mas já economiza um espaço muito bom.

 

Dia 05/04 - Primeiro dia

Meu vôo saiu pontualmente de Guarulhos às 17:50. Chegamos no horário previsto, às 21:55. Depois disso, passa pela fila da imigração com a Polícia Federal deles, então saia correndo do avião se quiser ser um dos primeiros! rs Só me perguntaram minha profissão, meu estado civil e o endereço de onde eu ficaria e me deram o PDI, que é tipo sua permissão de entrada no país, como um visto que vale por 90 dias. Peguei o mochilão e fui até um dos guichês de câmbio e troquei R$100 com cotação de 166CLP (ainda somadas as taxas. Péssima cotação, mas ainda melhor que em Guarulhos que estava por 142) saí correndo para pegar o Tur Bus, pela saída 4 do aeroporto, na plataforma central. A passagem custou $1400 e me deixou no Terminal Alameda (na estação Universidad de Santiago, linha vermelha). De lá, era só pegar sentido Los Dominicos, continuando na mesma linha e descendo na Santa Lucía. O problema, amigos, é que Santiago dorme cedo e quando cheguei na estação, o posto de recarga do cartão tinha acabado de fechar (eram 23h5min). Eu tinha pego o Bip! (tipo nosso bilhete único. Você precisa dele para embarcar) emprestado da minha tia e na hora me desesperei, porque não sabia que ele tinha carga! hahaha A funcionária da estação viu meu desespero e tentou passar e não é que passou? Já tinha passado aquele filminho na minha cabeça: sozinha, tarde da noite, com menos de 15000CLP na carteira e tendo que pegar táxi porque não tinha como entrar no metrô. Thanks tia! hahaha Depois disso foi sucesso: desci na Santa Lucía e antes das 0h estava no hostel. Ah! A passagem custa 660CLP fora do horário de pico.

 

Dia 06/04 - Segundo Dia - Rolê turistíco pelo centro de Santiago

Quando estava fazendo os roteiros (comecei faltando uns 10 dias pra viagem), quis fazer tudo caminhando, porque a cidade é plana e de metrô não apreciamos as paisagens e construções. Coloquei todos os pontos no MyMaps e, calculando a distância, nenhum dia daria mais que uns 14km. Pensei: se no fnds em SP eu caminho/corro 7~8km, vou fazer 10km em Santiago fácil, certo? Errado! hahaha Tive sérias dores musculares logo no primeiro dia (oi Dorflex!), mas não me arrependi do percurso.

Segue o roteiro do primeiro dia:

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Comecei o dia cedo porque queria pegar o Cerro Santa Lucía logo que abrisse (às 9h), pela visibilidade ser melhor, principalmente porque no dia anterior tinha chovido (logo antes da minha chegada em Santiago), o que favorece a dispersão da poluição (Santiago é uma das cidades mais poluídas do mundo! A camada cinzenta é visível mesmo em pequenas alturas). Saí do hostel em torno de 8h15, atravessei a Av. Libertador O'Higgins e fui caminhar pelo barrio Paris-Londres - com uma pausa para contemplar a Biblioteca Nacional do Chile (não entrei porque ainda estava fechada. Ale entrou em outro dia e disse que parecia do filme Harry Potter). São apenas duas ruas que dão nome ao bairro, mas são muito charmosas. Como tudo abre em torno das 10h, não peguei o comércio aberto, o que foi favorável para as fotos, mas não deu para conhecer a realidade do lugar em pleno funcionamento.

 

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Quando deu 9h os portões do Cerro se abriram e comecei a subida (bem tranquila, não achei pesada). É um lugar incrível, apesar de ser bem menor que o San Cristóbal. Suba devagar, apreciando a vista de cada nível, os jardins, as luminárias... Vale muitíssimo a pena! Existe um funicular que, pelo que eu entendi, está em reforma e não lembro o valor. Como eu disse antes, a subida não é íngrime, nem exaustiva, então não use o elevador. Gastei cerca de 1h15min ao todo nesse lugar.

 

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Depois de descer, peguei a rua Agustinas e desde o começo fui olhando as cotações nas casas de câmbio. As melhores ficam entre o Paseo Ahumada e Banderas, então escolha uma e troque seu dinheiro. Nos primeiros 3 dias que estive lá a cotação não mudou (ainda bem, porque já tinha trocado tudo no meu primeiro dia!). Comprei uma água de 1,5L no Unimarc por 690CLP. Segui pela mesma rua e cheguei na Plaza de la Constitucíon, e que lugar! Lá ficam o Palácio de La Moneda (tem visitas guiadas, mas é necessário cadastro prévio no site e meus horários não coincidiram), outros prédios importantes e o Centro cultural La Moneda, com entrada e wifi gratuitos e boas exposições.

 

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Fui subindo a calle Morandé e entrei na Compañia de Jesus procurando o Museo del palacio de la Alhambra, que infelizmente estava em reforma. Voltei pela mesma rua e entre a Morandé e Bandera ficam os prédios do Congresso Nacional e do Tribunal de Justiça (bem perto tem o Museo de arte precolombino, que eu não quis entrar). Um pouquinho mais para frente, encontrei a Plaza de armas (super movimentada, me lembrou SP e com wifi gratuito) e a Catedral Metropolitana de Santiago, uma igreja com lindos vitrais e pinturas no teto.

Subi a Plaza de Armas até a Santo Domingo para ver a Iglesia de Santo Domingo, mas estava fechada e não pude entrar. Subi a Puente e encontrei o Mall Del Centro (também tinha wifi), um mini shopping onde paguei para usar o banheiro e almocei no Taco Bell por ~2500CLP (um taco, batata frita e refrigerante pequeno). Depois descobri que se você consome na praça de alimentação, só precisa mostrar a nota para usar os baños (fail!).

 

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Saí para a Puente de novo e cheguei no Mercado Central. Aqui fica a minha dica: acredite em tudo que te falarem sobre o lugar - são inúmeros os assédios de garçons e se você acidentalmente for para o lado da peixaria e for mulher e estiver sozinha, como eu, vai levar muitas cantadas. Fiquei extremamente desconfortável e saí de lá o mais rápido que pude. Já tinha entrado em contato com o Leandro da TicketTour enquanto ainda estava no Brasil (recomendo demais! Mandei mensagem por whatsapp em espanhol e tive resposta em português, olha que cômodo!) para fazer o passeio até Embalse El Yeso por 35000CLP quando voltasse do Atacama e fui lá deixar o sinal.

Voltei caminhando pela Gral Mackenna, onde tem o Parque Forestal, que estava incrível com as folhas todas com cores de outono e onde fica o Museo de Arte Contemporaneo e Museo de Bellas Artes. A entrada é grátis e eu escolhi visitar o Bellas Artes por ser mais o que eu gosto.

 

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Desci a rua José Miguel de La Barra, pela parte dos fundos do Cerro Santa Lucía para caminhar pelo bairro Lastarria. É um dos mais badalados, com muitos barzinhos e restaurantes descolados da cidade. Saí na frente da Universidad Catolica (belíssima construção) e fui caminhando pela Av Libertador O'Higgins até o Centro Artesanal Santa Lucia, com várias barraquinhas de artesanato e lembrancinhas do Chile. Ao todo gastei uns 27000CLP com lembrancinhas (muitos imãs de geladeira, chaveiros, lenços de pescoço, touca típica com "orelhinhas", canetas, porta moeda e até um globo de neve para a minha coleção). Cada lembrancinha básica (caneta, imã e chaveiro) saiu em torno de R$6.

Todo esse trajeto deu em torno de 10km.

 

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Voltei para o hostel morta de tanto andar lá pelas 18h e encontrei a Alessandra, que chegou pela tarde e já tinha ido trocar o dinheiro. Tomamos banho e decidimos ir até o Patio Bellavista andando (mais 4km ida e volta pela Av O'Higgins até a Plaza Baquedano e entrando na Pio Nono) e no dia tinha alguma manifestação, com uma concentração militar bem grande. Não sabíamos se o negócio era sério, mas ocorreu tudo bem para o nosso lado. Sobre o shopping, achei meio gastronômico a céu aberto (poucas lojas comerciais), muito charmoso e muito caro para o nosso bolso de mochileiras. Felizmente ele também tem opção fast-food, então comi de novo no Taco Bell (menos de 3000 pelo taco, batata frita e refri pequeno) e não achei ruim de repetir porque o taco deles é bem gostoso. Chegamos no hostel depois 22h, sem medo algum de andar na rua à noite.

 

Sobre Santiago: a impressão que eu tive foi a que todo mundo tem: cidade limpa, segura, com pessoas muito educadas e solícitas. Sobre o clima, não achei tão frio quanto parecia que os chilenos estavam sentindo. Pela manhã e à noite estava em torno de 8ºC e durante o dia chegou aos 20ºC. Nada absurdamente diferente do que encontramos no outono de São Paulo (quando é outono mesmo, não como os últimos dois anos que só faz verão em todas as estações).

 

Dia 07 - Valparaíso e Viña del Mar

Não quis deixar esse passeio para depois porque imaginei que eu estaria cansadíssima depois do Atacama e... acertei! rsrs

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Saímos do hostel umas 8h45, pegamos o metrô até a estação Universidad de Santiago na linha vermelha e de lá fomos até o guichê da Tur Bus no Terminal Alameda. Compramos a passagem no próximo horário para Valparaíso por 2400CLP em semi-leito. Descemos na rodoviária de Valpo e não sabíamos onde estávamos! rsrs Perguntamos como chegar até a Plaza Sotomayor e tivemos que pegar um ônibus local (380CLP, se não me engano) e o motorista nos avisou a parada. De lá, fomos até o funicular do Cerro Concepcion (Ascensor El Peral) e daí vai o alerta: Valpo é uma cidade perigosa comparada à Santiago, como uma moradora mesmo nos informou e disse para guardarmos a câmera e celular. Na entrada para o funicular (quase uma viela, super estreita), tinha um homem nos seguindo e quando entramos e conversamos com o funcionário do elevador, o cara disfarçou e saiu. A subida é rápida, mas dá medo porque é tudo muito velho, daí passa pela cabeça o que aconteceria se o cabo de aço estourasse e etc! rsrs

Fomos até o Paseo Atkison, caminhamos até o Cerro Alegre onde se encontra o Palacio Baburizza, que é um museo gratuito (não entramos). Descemos e por sorte caímos de novo na Plaza Sotomayor. Encontramos um mini shopping onde almoçamos no Bobs mesmo(~3500 CLP). Também tinha um mercado lá dentro, onde compramos água, gatorade e chocolate. Apesar da maioria das pessoas amarem Valpo, Alessandra e eu achamos a cidade ok. Tem muitos grafites e casinhas coloridas, mas não nos impressionou.

 

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Ao lado desse minishopping era a estação do Puerto do Merval, o metrô de superfície que liga Valpo até Viña. Para embarcar é necessário comprar o cartão e dizer onde você vai descer, porque é assim que eles calculam o valor da passagem. Descemos na estação Viña del Mar e pagamos 1100CLP cada pela viagem.

Viña del Mar nos conquistou logo que descemos na estação, em meio à uma praça linda! Fomos caminhando até a Plaza Vergara, onde fica o Teatro Municipal de Viña. Também estava fechado e não pudemos entrar. Seguindo, entramos no Parque Quinta Vergara, onde encontramos o Anfiteatro, que olhando de longe, até parecia um estádio menorzinho de futebol. Parte do parque estava em reforma, mas não deixou de ser muitíssimo bonito. Voltamos pela Avenida Alvarez e fomos até o relógio de flores, cheio de turistas, obviamente. Seguimos na orla da praia, descemos na areia e colocamos a mão no Pacífico, que estava menos gelado do que eu imaginava, e chegamos no Castelo Wulff, que tem um mirante dentro e entrada gratuita, mas adivinha: fechado para reforma!

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Ainda na mesma direção, próximo ao castelo, passamos a ponte Casino e demos de cara com o Casino de Viña. Construção linda, altos carrões estacionados na frente e passamos direto (tem almoço tipo buffet que não é dos mais baratos ou existe a opção de pagar a entrada apenas para conhecer lá dentro. Uma tia minha foi para almoçar e disse que é maravilhoso). Pegamos a rua 4 norte e fomos até o Museo Fonk. Tiramos foto ali na frente mas decidimos não entrar porque custava 2500CLP e parecia bem pequenininho olhando de fora. A praça onde ele fica é linda e tem outras construções antigas. Do outro lado da rua tem uma igreja muito bonita, mas não estava aberta e pudemos ver apenas por fora. Na mesma rua, um pouco mais para frente existe o Palacio Rioja, atualmente um museu, mas de novo (eita falta de sorte!) estava fechado para reforma.

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Descemos a calle Quillota até a Valparaíso, onde fica a rodoviária de Viña. Compramos a passagem de volta para Santiago por 2700CLP para o próximo horário (uns 15min depois) e paramos para comprar empanadas numa loja dentro da rodoviária mesmo (pagamos uns 800 pesos cada) para comer no ônibus.

Chegamos no hostel por volta das 19h20, tomamos banho e fomos até a avenida O'Higgins comer. Escolhemos o Dominó e cada uma pediu um suco de piña e dividimos um lanche com queijo, presunto e um molho apimentado (~2500CLP). Voltamos para arrumar as mochilas para o dia seguinte.

Distância que caminhamos durante o dia foi aproximadamente 8km.

 

Dia 08 - Cerro San Cristóbal e vôo para Calama

Tomei café, fiz o checkout e deixei minhas coisas na recepção e saí por volta de 8h30 (Alessandra tinha vôo de manhãzinha para Calama) e fui caminhando pela Avenida O'Higgins até a Pio Nono, onde fica o Parque Metropolitano de Santiago e o ascensor até um dos mirantes. Cheguei lá cedo e fiquei esperando até as 10h a abertura do elevador. A ida e volta pelo funicular custaram 2000CLP. Como meu vôo era as 14:55, não tive tempo de caminhar pelo parque, ver outros mirantes e nem conhecer o zoológico (3000CLP). Ficou para uma próxima vez. Saí de lá por volta das 11h, parei no Subway do Patio Bellavista (rua Pio Nono, a mesma do parque) e pedi um barato do dia (que era de atum e eu amo). Não lembro exatamente o preço, mas custou menos de 2000CLP.

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Voltei andando para o hostel, peguei minhas coisas e fui até o Terminal Alameda onde comprei a passagem de Tur Bus para o aeroporto por 1700CLP. O trajeto demora uns 35min e o mesmo ônibus que sai do Alameda para na estação Pajaritos da linha vermelha, então tanto faz onde você escolhe embarcar.

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Cheguei em Calama às 17h05 e já tinha reservado meu transfer pela internet com a empresa Licancabur por 20000CLP ida e volta, que eu paguei na hora, em efetivo, mas pode-se usar cartão. De verdade, não é necessário nenhuma reserva. Logo que você desembarca você vê vários guichês de diversas companias com o mesmo preço para os trajetos e a Licancabur era a com a maior fila e a que mais demorou para sair. Já no caminho as paisagens são tão incríveis que mesmo cansadíssima, não consegui fechar os olhos. Cheguei em San Pedro umas 19h30, fiz check-in no hostel e saí com a Alessandra para procurar agências que fizesem o Uyuni e jantar (os passeios pelo Atacama ela já tinha cotado e já tínhamos decidido com qual fechar). Comemos num restaurante na Caracoles, bem em frente a Villama (onde era o hostel). Pedimos omelete com queijo e refrigerante e foi simplesmente o maior omelete da vida! Ocupava mais da metade do prato e vinha com duas torradas de pão junto. Custou 3950CLP.

 

Fomos até a agência Space para pagar o tour astronômico que eu já tinha reservado pela internet e custou 20000CLP cada. Saímos às 22h, esperando o maior frio do mundo na madrugada (e estava) e fomos recebidos pela esposa do astrônomo, que deu explicações excelentes sobre estrelas, galáxias e constelações com um laser e num espanhol muito fácil de compreender. Sei que esse tour não agrada a todos, mas eu achei incrível ver galáxias a olho nu, num céu tão estrelado como eu nunca tinha visto na vida. Pena que só as câmeras profissionais captem a beleza do lugar, mas acreditem: é lindo de ver! Depois da explicação dela, ficamos com o astrônomo francês engraçadinho que explica o que você pode ver em cada telescópio (são 10 no total). Dá tempo de todo mundo olhar com calma (nosso grupo tinha umas 20 pessoas) e vamos até um espaço quentinho e fechado onde ele tira todas as dúvidas e tomamos o famoso chocolate quente, que no frio deserto cai como luva.

Chegamos no hostel por volta da 1h30 e amamos o passeio.

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CONTINUA!

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    Estranhaaaa, acabei de ler o relato! Como sempre sua organização me surpreende demais!!! Obrigada mais um milhão de vezes por dividir essa jornada tão linda comigo! Vc superou todas as minhas expectat

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Amiguinha, que relato mara heim!!!!

 

Me diz uma coisa, resumindo, qual foi o gasto total total da viagem tooooda????

 

 

Bjs

 

 

 

 

Dia 18 - Vinícola, parques e shoppings

No final de semana, Santiago foi vítima de uma chuva absurda que paralisou a cidade no domingo e muitos lugares tiveram corte de água.

Eu tinha reservado o tour pela Vinícola Cousiño Macul na segunda às 10h, que é uma das mais tradicionais e bem menos comercial que Concha Y Toro.

No dia anterior (domingo) mandei email para me confirmarem se haveria o tour e não fui respondida. Logo, apesar de ter dormido pouco, acordei cedo e fui lá. Desci na estação Quillin do metrô e peguei um táxi (2000clp) que me deixou na porta. Um funcionário apareceu e me disse que não teria tour porque não tinha fornecimento de água. Achei um desrespeito muito grande, principalmente por não terem me respondido o email. Peguei o ônibus na frente da vinícola e o ponto final dele é no estacionamento do shopping Quillin. Dei uma voltinha ali e resolvi voltar para o hostel, para pesquisar o que já estaria aberto na cidade e o que eu faria, visto que ainda estava chovendo.

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fer.jpg.52d6c96fbba4cfdd0658b7e91e770622.jpgDia 20 - Volta para casa[/b]

Fiz o checkout no hostel, fui até o metrô, desci no Terminal Alameda onde peguei TurBus para o aeroporto e cheguei bem mais cedo do que precisava. Dei tchau para o Chile prometendo que um dia eu volto, com imagens incríveis da Cordilheira na minha janelinha.

IMG_20170806_135123126.thumb.jpg.3fd6adee03e168a086db7ea838c59550.jpg Mesmo que não seja do seu estilo, mesmo que não seja o que você busca, esteja aberto para conhecer pessoas, assim como você viaja para conhecer novos lugares. São oportunidades únicas e pessoas incríveis podem estar bem do seu lado. Minha família me chamou de doida, amigos me olharam torto, mas quer saber? Valeu super a pena! Ale, você é demais, estranha! ::love::

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  • 1 mês depois...
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::otemo:: Estarei fazendo essa trip em janeiro/2017. Adorei todo o relato e me ajudou muito em algumas decisões principalmente em Santiago. Parabéns!!!
  • 2 anos depois...
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Querida Aline, muito massa o teu relato. Vou fazer mais ou menos esse percurso em fevereiro e fiquei empolgadão! Pelos lugares que fostes é mais ou menos o meu estilo de viagem, quero fazer Santiago-Valpo e Viña-Atacama-Uyuni

Tens alguma dica para poupar grana? hahaha Na verdade em Atacama eu não pretendo fazer muitos passeios, to planejando alugar uma bike e fazer o que tem por perto, o interesse maior é do passeio pelo salar

 

 

  • 2 semanas depois...
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Muito bom o relato, Aline. Irei para o Chile em Maio do ano que vêm. Salar Uyuni (bolívia) e descer até San Pedro de Atacama e desbravar o deserto hehehehe. Pelos teus relatos, muito frio. Levarei agasalhos. Obrigado.

  • 2 semanas depois...
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Em 16/05/2016 em 23:01, alinebarreto disse:

Putz...que post longo. Gostei muito do seu relato pela riqueza de detalhes. 

 

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