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Primeiro mochilão: Santiago, Atacama e Uyuni com fotos e gastos

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RELATO CONCLUÍDO!

 

Primeiro relato no fórum, finalmente! Nada mais justo do que retribuir agora todas as informações extraídas daqui né? Perdoem se as palavras forem excessivas ou escassas e fiquem à vontade para perguntarem o que não foi dito ;)

 

Esse foi o meu primeiro mochilão e primeira viagem internacional. Quis fazer sozinha porque esse era um sonho, algo que eu precisava conquistar e viver por mim mesma. Dando uma olhada desinteressada no tópico de "companhias para viajar", encontrei a Alessandra, que estava mais perdida que eu (rsrs) e faltando aproximadamente 1 mês para a viagem, disse que iria comigo. Eu não acreditei a princípio, mas não é que a doida foi mesmo? Pintou aquele medo de não dar certo, não rolar afinidade, mas pessoalmente, nossa parceria deu muito certo!

 

Sobre as passagens de avião:

SP - Santiago - SP com a Tam: R$965 (comprei uns 2 meses antes) - Do dia 05 ao dia 20/04

Santiago - Calama - Santiago: R$275 (comprei pela Lan Chile que mostra o preço em real, mas ao pagar com o cartão de crédito, é cobrado em dólares, então saiu por R$300 na cotação final) - Do dia 08 ao dia 17/04.

 

Sobre os vôos:

Peguei turbulência indo para Santiago na Argentina. Quando eu achei que estava ruim, chegamos na Cordilheira e piorou muito! rsrs Não foi servida refeição (tipo chicken or pasta), apenas lanche, mas um lanche muito satisfatório, na minha opinião, além de ter sido servido vinho. O avião da Tam era um airbus 320, do mesmo tipo de vôos domésticos, sem telas individuais (ponto negativíssimo) e agora a Latam tem um sistema de entretenimento online que você baixa o app no celular ou tablet e pode assistir o conteúdo com a conexão wifi interna. Achei sensacional até que... fui procurar a tomada (afinal, 4h de vôo assistindo filme consome um tantinho de bateria) e NÃO TINHA TOMADA! Me conformei e dormi praticamente o tempo todo. Não consegui ver a cordilheira porque saí de SP no final da tarde e cheguei em Santiago à noite, mas dizem que o lado esquerdo é melhor.

De Santiago para Calama são quase 2h de vôo, também em avião pequeno. Dessa vez, sentei na janela do lado direito e aproveitei toda a vista da cordilheira e a mudança de terreno, dos picos nevados para o deserto. Valeu a pena! O lanche da Lan é bem fraquinho: você pode escolher entre grissini doce, salgado, barrinha de cereal ou mix de castanhas (vale pedir duas opções).

 

Os preços dos Hostels:

Che Lagarto Suites Santiago (3 diárias): 40 dólares (cobrados do meu cartão de crédito na hora da reserva)

Hostal Viento Norte (6 diárias): 74000 pesos (R$415) pagos no ato do check-in.

Che Lagarto Suites Santiago (3 diárias): 38 dólares (foi cobrada a primeira diária no meu cartão de crédito. As outras duas paguei no check-in também no cartão).

 

Sobre os Hostels:

Simplesmente amei o Che Lagarto. Peguei quarto compartilhado, com 8 camas cada e em nenhuma das estadias estavam lotados (inclusive na última diária, fiquei sozinha, com o quarto todo para mim). O ambiente é descolado, tem recepção 24h com pessoas super simpáticas e prestativas que ainda dão dicas sobre os locais da cidade. Os quartos tem locker e o serviço de quarto era diário, inclusive para arrumação das camas (então não deixe nada em cima da sua quando sair). Os banheiros, mesmo com mais homens que mulheres, em todos os dias estavam sempre limpos e a localização é excelente: ao lado da estação de metrô Santa Lucía e ao lado do Cerro de mesmo nome. É fácil chegar nos pontos turísticos caminhando, não senti necessidade de usar o metrô. Também não me senti insegura, mesmo à noite (quando disseram para nós que o lugar poderia ser um pouquinho mais perigoso) e o policiamento na avenida O'Higgins melhora essa sensação. Nas diárias está incluso café-da-manhã (das 7h às 10h), e olha, melhor que alguns de pousadas que já estive! Tinha inclusive, pão integral, minha gente (a nutri aqui dá Graças a Deus)! O wifi (várias redes porque o hostel tem 9 andares + terraço) funciona super bem (tivemos problema em um dia só lá, mas eles resolvem rápido).

O Viento Norte em San Pedro do Atacama era um hostel simples (como a cidade toda) e pequeno. Pegamos um quarto com 3 camas, bem apertadinho e tinha locker disponível. O banheiro era praticamente só do nosso quarto, que era numa área externa, mas nada que chegou a incomodar (é só não levantar na madrugada, porque aí o friozinho é problema!). Na área interna tinha mais dois quartos (acho que acomodação dupla) e mais um banheiro, além da cozinha e uma pequena sala. Como na maioria das acomodações no Atacama, o café da manhã não estava disponível, mas a cozinha pode ser usada e tinha tudo que precisamos para fazer as refeições por lá mesmo. O wifi é o ponto negativo: péssimo! rs Funcionava quando queria, infelizmente. A Marcella (proprietária), super simpática, nos disse que eles estavam trocando uma antena de sinal por outra maior e desde então estava muito instável, mas conseguimos contato com a família todos os dias. Deu pra enviar fotos, mensagens, postar no instagram e essas coisas. Sobre a localização: simplesmente excelente! Você tá no centro de tudo, do lado da Caracoles (acho que a menos de 7m) e super próximo da praça principal onde fica a igreja católica. Mesmo com o problema do wifi, recomendo. Além disso, ele fica junto com a lavanderia mais famosa da cidade, que eu não usei, mas fica a dica (5000CLP um "balde" de roupas para as 20h do dia seguinte ou 7000 a lavagem expressa para as 20h do mesmo dia).

 

Câmbio:

Levei R$1500 + US$400

Em Santiago R$1 = 178 pesos (Na Agustinas, entre Paseo Ahumada e Banderas, se não me engano). Troquei meus 1400 todos no mesmo dia, depois de pesquisar muito para ver se não tinha melhores cotações em outras casas.

Em San Pedro US$1 = 680 pesos. Tive que trocar para pagar os passeios no Atacama e o hostel. Em Santiago, se eu não me engano, a cotação era de 692 (me arrependi de não ter trocado tudo).

No final, fazendo todas as contas, acho que ainda vale a pena levar em reais.

 

Sobre a mala:

Antes da ida, comprei duas blusas fleece (Quechua Forclaz 20) na Decathlon por 29,90 cada e uma jaqueta de pluma preta (Blusa Doudoune X-Light Quechua) que é simplesmente a melhor jaqueta que eu poderia ter escolhido (R$280 também na Decathlon). Peguei -7ºC com essa dobradinha e não senti frio nenhum na parte superior do corpo.

Outra dica: Meu mochilão é de 50L (Mochila Forclaz 50L cinza por R$299), então logo na ida já senti dificuldade de fechá-lo e com a colaboração da minha mãe dizendo que eu estava levando pouca roupa e indo pro deserto ficar cheia de areia, piorou o negócio. Depois de olhar na internet umas sugestões, fui até o Kalunga e comprei dois sacos organizadores a vácuo (Saco organizador a vácuo 55x35cm travel bag Easy Space) por R$9 cada. Ele não é daqueles que tem um furo e você usa o aspirador de pó ou a bombinha. Esse você fecha parcialmente o zip da embalagem e vai fazendo um rolinho com roupa até que o máximo de ar possível tenha saído e o rolinho esteja o menor possível, daí é só fechar o restante do zip e voilá! Tá pronto! Não fica na finura daqueles com aspirador, mas já economiza um espaço muito bom.

 

Dia 05/04 - Primeiro dia

Meu vôo saiu pontualmente de Guarulhos às 17:50. Chegamos no horário previsto, às 21:55. Depois disso, passa pela fila da imigração com a Polícia Federal deles, então saia correndo do avião se quiser ser um dos primeiros! rs Só me perguntaram minha profissão, meu estado civil e o endereço de onde eu ficaria e me deram o PDI, que é tipo sua permissão de entrada no país, como um visto que vale por 90 dias. Peguei o mochilão e fui até um dos guichês de câmbio e troquei R$100 com cotação de 166CLP (ainda somadas as taxas. Péssima cotação, mas ainda melhor que em Guarulhos que estava por 142) saí correndo para pegar o Tur Bus, pela saída 4 do aeroporto, na plataforma central. A passagem custou $1400 e me deixou no Terminal Alameda (na estação Universidad de Santiago, linha vermelha). De lá, era só pegar sentido Los Dominicos, continuando na mesma linha e descendo na Santa Lucía. O problema, amigos, é que Santiago dorme cedo e quando cheguei na estação, o posto de recarga do cartão tinha acabado de fechar (eram 23h5min). Eu tinha pego o Bip! (tipo nosso bilhete único. Você precisa dele para embarcar) emprestado da minha tia e na hora me desesperei, porque não sabia que ele tinha carga! hahaha A funcionária da estação viu meu desespero e tentou passar e não é que passou? Já tinha passado aquele filminho na minha cabeça: sozinha, tarde da noite, com menos de 15000CLP na carteira e tendo que pegar táxi porque não tinha como entrar no metrô. Thanks tia! hahaha Depois disso foi sucesso: desci na Santa Lucía e antes das 0h estava no hostel. Ah! A passagem custa 660CLP fora do horário de pico.

 

Dia 06/04 - Segundo Dia - Rolê turistíco pelo centro de Santiago

Quando estava fazendo os roteiros (comecei faltando uns 10 dias pra viagem), quis fazer tudo caminhando, porque a cidade é plana e de metrô não apreciamos as paisagens e construções. Coloquei todos os pontos no MyMaps e, calculando a distância, nenhum dia daria mais que uns 14km. Pensei: se no fnds em SP eu caminho/corro 7~8km, vou fazer 10km em Santiago fácil, certo? Errado! hahaha Tive sérias dores musculares logo no primeiro dia (oi Dorflex!), mas não me arrependi do percurso.

Segue o roteiro do primeiro dia:

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Comecei o dia cedo porque queria pegar o Cerro Santa Lucía logo que abrisse (às 9h), pela visibilidade ser melhor, principalmente porque no dia anterior tinha chovido (logo antes da minha chegada em Santiago), o que favorece a dispersão da poluição (Santiago é uma das cidades mais poluídas do mundo! A camada cinzenta é visível mesmo em pequenas alturas). Saí do hostel em torno de 8h15, atravessei a Av. Libertador O'Higgins e fui caminhar pelo barrio Paris-Londres - com uma pausa para contemplar a Biblioteca Nacional do Chile (não entrei porque ainda estava fechada. Ale entrou em outro dia e disse que parecia do filme Harry Potter). São apenas duas ruas que dão nome ao bairro, mas são muito charmosas. Como tudo abre em torno das 10h, não peguei o comércio aberto, o que foi favorável para as fotos, mas não deu para conhecer a realidade do lugar em pleno funcionamento.

 

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Quando deu 9h os portões do Cerro se abriram e comecei a subida (bem tranquila, não achei pesada). É um lugar incrível, apesar de ser bem menor que o San Cristóbal. Suba devagar, apreciando a vista de cada nível, os jardins, as luminárias... Vale muitíssimo a pena! Existe um funicular que, pelo que eu entendi, está em reforma e não lembro o valor. Como eu disse antes, a subida não é íngrime, nem exaustiva, então não use o elevador. Gastei cerca de 1h15min ao todo nesse lugar.

 

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Depois de descer, peguei a rua Agustinas e desde o começo fui olhando as cotações nas casas de câmbio. As melhores ficam entre o Paseo Ahumada e Banderas, então escolha uma e troque seu dinheiro. Nos primeiros 3 dias que estive lá a cotação não mudou (ainda bem, porque já tinha trocado tudo no meu primeiro dia!). Comprei uma água de 1,5L no Unimarc por 690CLP. Segui pela mesma rua e cheguei na Plaza de la Constitucíon, e que lugar! Lá ficam o Palácio de La Moneda (tem visitas guiadas, mas é necessário cadastro prévio no site e meus horários não coincidiram), outros prédios importantes e o Centro cultural La Moneda, com entrada e wifi gratuitos e boas exposições.

 

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Fui subindo a calle Morandé e entrei na Compañia de Jesus procurando o Museo del palacio de la Alhambra, que infelizmente estava em reforma. Voltei pela mesma rua e entre a Morandé e Bandera ficam os prédios do Congresso Nacional e do Tribunal de Justiça (bem perto tem o Museo de arte precolombino, que eu não quis entrar). Um pouquinho mais para frente, encontrei a Plaza de armas (super movimentada, me lembrou SP e com wifi gratuito) e a Catedral Metropolitana de Santiago, uma igreja com lindos vitrais e pinturas no teto.

Subi a Plaza de Armas até a Santo Domingo para ver a Iglesia de Santo Domingo, mas estava fechada e não pude entrar. Subi a Puente e encontrei o Mall Del Centro (também tinha wifi), um mini shopping onde paguei para usar o banheiro e almocei no Taco Bell por ~2500CLP (um taco, batata frita e refrigerante pequeno). Depois descobri que se você consome na praça de alimentação, só precisa mostrar a nota para usar os baños (fail!).

 

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Saí para a Puente de novo e cheguei no Mercado Central. Aqui fica a minha dica: acredite em tudo que te falarem sobre o lugar - são inúmeros os assédios de garçons e se você acidentalmente for para o lado da peixaria e for mulher e estiver sozinha, como eu, vai levar muitas cantadas. Fiquei extremamente desconfortável e saí de lá o mais rápido que pude. Já tinha entrado em contato com o Leandro da TicketTour enquanto ainda estava no Brasil (recomendo demais! Mandei mensagem por whatsapp em espanhol e tive resposta em português, olha que cômodo!) para fazer o passeio até Embalse El Yeso por 35000CLP quando voltasse do Atacama e fui lá deixar o sinal.

Voltei caminhando pela Gral Mackenna, onde tem o Parque Forestal, que estava incrível com as folhas todas com cores de outono e onde fica o Museo de Arte Contemporaneo e Museo de Bellas Artes. A entrada é grátis e eu escolhi visitar o Bellas Artes por ser mais o que eu gosto.

 

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Desci a rua José Miguel de La Barra, pela parte dos fundos do Cerro Santa Lucía para caminhar pelo bairro Lastarria. É um dos mais badalados, com muitos barzinhos e restaurantes descolados da cidade. Saí na frente da Universidad Catolica (belíssima construção) e fui caminhando pela Av Libertador O'Higgins até o Centro Artesanal Santa Lucia, com várias barraquinhas de artesanato e lembrancinhas do Chile. Ao todo gastei uns 27000CLP com lembrancinhas (muitos imãs de geladeira, chaveiros, lenços de pescoço, touca típica com "orelhinhas", canetas, porta moeda e até um globo de neve para a minha coleção). Cada lembrancinha básica (caneta, imã e chaveiro) saiu em torno de R$6.

Todo esse trajeto deu em torno de 10km.

 

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Voltei para o hostel morta de tanto andar lá pelas 18h e encontrei a Alessandra, que chegou pela tarde e já tinha ido trocar o dinheiro. Tomamos banho e decidimos ir até o Patio Bellavista andando (mais 4km ida e volta pela Av O'Higgins até a Plaza Baquedano e entrando na Pio Nono) e no dia tinha alguma manifestação, com uma concentração militar bem grande. Não sabíamos se o negócio era sério, mas ocorreu tudo bem para o nosso lado. Sobre o shopping, achei meio gastronômico a céu aberto (poucas lojas comerciais), muito charmoso e muito caro para o nosso bolso de mochileiras. Felizmente ele também tem opção fast-food, então comi de novo no Taco Bell (menos de 3000 pelo taco, batata frita e refri pequeno) e não achei ruim de repetir porque o taco deles é bem gostoso. Chegamos no hostel depois 22h, sem medo algum de andar na rua à noite.

 

Sobre Santiago: a impressão que eu tive foi a que todo mundo tem: cidade limpa, segura, com pessoas muito educadas e solícitas. Sobre o clima, não achei tão frio quanto parecia que os chilenos estavam sentindo. Pela manhã e à noite estava em torno de 8ºC e durante o dia chegou aos 20ºC. Nada absurdamente diferente do que encontramos no outono de São Paulo (quando é outono mesmo, não como os últimos dois anos que só faz verão em todas as estações).

 

Dia 07 - Valparaíso e Viña del Mar

Não quis deixar esse passeio para depois porque imaginei que eu estaria cansadíssima depois do Atacama e... acertei! rsrs

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Saímos do hostel umas 8h45, pegamos o metrô até a estação Universidad de Santiago na linha vermelha e de lá fomos até o guichê da Tur Bus no Terminal Alameda. Compramos a passagem no próximo horário para Valparaíso por 2400CLP em semi-leito. Descemos na rodoviária de Valpo e não sabíamos onde estávamos! rsrs Perguntamos como chegar até a Plaza Sotomayor e tivemos que pegar um ônibus local (380CLP, se não me engano) e o motorista nos avisou a parada. De lá, fomos até o funicular do Cerro Concepcion (Ascensor El Peral) e daí vai o alerta: Valpo é uma cidade perigosa comparada à Santiago, como uma moradora mesmo nos informou e disse para guardarmos a câmera e celular. Na entrada para o funicular (quase uma viela, super estreita), tinha um homem nos seguindo e quando entramos e conversamos com o funcionário do elevador, o cara disfarçou e saiu. A subida é rápida, mas dá medo porque é tudo muito velho, daí passa pela cabeça o que aconteceria se o cabo de aço estourasse e etc! rsrs

Fomos até o Paseo Atkison, caminhamos até o Cerro Alegre onde se encontra o Palacio Baburizza, que é um museo gratuito (não entramos). Descemos e por sorte caímos de novo na Plaza Sotomayor. Encontramos um mini shopping onde almoçamos no Bobs mesmo(~3500 CLP). Também tinha um mercado lá dentro, onde compramos água, gatorade e chocolate. Apesar da maioria das pessoas amarem Valpo, Alessandra e eu achamos a cidade ok. Tem muitos grafites e casinhas coloridas, mas não nos impressionou.

 

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Ao lado desse minishopping era a estação do Puerto do Merval, o metrô de superfície que liga Valpo até Viña. Para embarcar é necessário comprar o cartão e dizer onde você vai descer, porque é assim que eles calculam o valor da passagem. Descemos na estação Viña del Mar e pagamos 1100CLP cada pela viagem.

Viña del Mar nos conquistou logo que descemos na estação, em meio à uma praça linda! Fomos caminhando até a Plaza Vergara, onde fica o Teatro Municipal de Viña. Também estava fechado e não pudemos entrar. Seguindo, entramos no Parque Quinta Vergara, onde encontramos o Anfiteatro, que olhando de longe, até parecia um estádio menorzinho de futebol. Parte do parque estava em reforma, mas não deixou de ser muitíssimo bonito. Voltamos pela Avenida Alvarez e fomos até o relógio de flores, cheio de turistas, obviamente. Seguimos na orla da praia, descemos na areia e colocamos a mão no Pacífico, que estava menos gelado do que eu imaginava, e chegamos no Castelo Wulff, que tem um mirante dentro e entrada gratuita, mas adivinha: fechado para reforma!

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Ainda na mesma direção, próximo ao castelo, passamos a ponte Casino e demos de cara com o Casino de Viña. Construção linda, altos carrões estacionados na frente e passamos direto (tem almoço tipo buffet que não é dos mais baratos ou existe a opção de pagar a entrada apenas para conhecer lá dentro. Uma tia minha foi para almoçar e disse que é maravilhoso). Pegamos a rua 4 norte e fomos até o Museo Fonk. Tiramos foto ali na frente mas decidimos não entrar porque custava 2500CLP e parecia bem pequenininho olhando de fora. A praça onde ele fica é linda e tem outras construções antigas. Do outro lado da rua tem uma igreja muito bonita, mas não estava aberta e pudemos ver apenas por fora. Na mesma rua, um pouco mais para frente existe o Palacio Rioja, atualmente um museu, mas de novo (eita falta de sorte!) estava fechado para reforma.

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Descemos a calle Quillota até a Valparaíso, onde fica a rodoviária de Viña. Compramos a passagem de volta para Santiago por 2700CLP para o próximo horário (uns 15min depois) e paramos para comprar empanadas numa loja dentro da rodoviária mesmo (pagamos uns 800 pesos cada) para comer no ônibus.

Chegamos no hostel por volta das 19h20, tomamos banho e fomos até a avenida O'Higgins comer. Escolhemos o Dominó e cada uma pediu um suco de piña e dividimos um lanche com queijo, presunto e um molho apimentado (~2500CLP). Voltamos para arrumar as mochilas para o dia seguinte.

Distância que caminhamos durante o dia foi aproximadamente 8km.

 

Dia 08 - Cerro San Cristóbal e vôo para Calama

Tomei café, fiz o checkout e deixei minhas coisas na recepção e saí por volta de 8h30 (Alessandra tinha vôo de manhãzinha para Calama) e fui caminhando pela Avenida O'Higgins até a Pio Nono, onde fica o Parque Metropolitano de Santiago e o ascensor até um dos mirantes. Cheguei lá cedo e fiquei esperando até as 10h a abertura do elevador. A ida e volta pelo funicular custaram 2000CLP. Como meu vôo era as 14:55, não tive tempo de caminhar pelo parque, ver outros mirantes e nem conhecer o zoológico (3000CLP). Ficou para uma próxima vez. Saí de lá por volta das 11h, parei no Subway do Patio Bellavista (rua Pio Nono, a mesma do parque) e pedi um barato do dia (que era de atum e eu amo). Não lembro exatamente o preço, mas custou menos de 2000CLP.

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Voltei andando para o hostel, peguei minhas coisas e fui até o Terminal Alameda onde comprei a passagem de Tur Bus para o aeroporto por 1700CLP. O trajeto demora uns 35min e o mesmo ônibus que sai do Alameda para na estação Pajaritos da linha vermelha, então tanto faz onde você escolhe embarcar.

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Cheguei em Calama às 17h05 e já tinha reservado meu transfer pela internet com a empresa Licancabur por 20000CLP ida e volta, que eu paguei na hora, em efetivo, mas pode-se usar cartão. De verdade, não é necessário nenhuma reserva. Logo que você desembarca você vê vários guichês de diversas companias com o mesmo preço para os trajetos e a Licancabur era a com a maior fila e a que mais demorou para sair. Já no caminho as paisagens são tão incríveis que mesmo cansadíssima, não consegui fechar os olhos. Cheguei em San Pedro umas 19h30, fiz check-in no hostel e saí com a Alessandra para procurar agências que fizesem o Uyuni e jantar (os passeios pelo Atacama ela já tinha cotado e já tínhamos decidido com qual fechar). Comemos num restaurante na Caracoles, bem em frente a Villama (onde era o hostel). Pedimos omelete com queijo e refrigerante e foi simplesmente o maior omelete da vida! Ocupava mais da metade do prato e vinha com duas torradas de pão junto. Custou 3950CLP.

 

Fomos até a agência Space para pagar o tour astronômico que eu já tinha reservado pela internet e custou 20000CLP cada. Saímos às 22h, esperando o maior frio do mundo na madrugada (e estava) e fomos recebidos pela esposa do astrônomo, que deu explicações excelentes sobre estrelas, galáxias e constelações com um laser e num espanhol muito fácil de compreender. Sei que esse tour não agrada a todos, mas eu achei incrível ver galáxias a olho nu, num céu tão estrelado como eu nunca tinha visto na vida. Pena que só as câmeras profissionais captem a beleza do lugar, mas acreditem: é lindo de ver! Depois da explicação dela, ficamos com o astrônomo francês engraçadinho que explica o que você pode ver em cada telescópio (são 10 no total). Dá tempo de todo mundo olhar com calma (nosso grupo tinha umas 20 pessoas) e vamos até um espaço quentinho e fechado onde ele tira todas as dúvidas e tomamos o famoso chocolate quente, que no frio deserto cai como luva.

Chegamos no hostel por volta da 1h30 e amamos o passeio.

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CONTINUA!

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Dia 09 - Valle de la Luna

Não tivemos pressa para acordar no dia seguinte, pois sabíamos que só conseguiríamos fechar passeios para a tarde. Decidimos pela agência Inca North, que fica na Toconao 441. Pagamos 65000CLP por 4 passeios: Valle de la Luna, Geysers del Tatio e Machuca, Lagunas Altiplanicas e Piedras Rojas e Laguna Cejar, Ojos e Tebenquinche. As entradas de todas as atrações somam mais 30500CLP (ai!).

Nesse dia andamos pelo vilarejo e decidimos comprar as coisas para fazer o almoço no hostel. Gastamos 1600CLP cada e fizemos duas vezes, então cada refeição foi 800CLP.

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O passeio para o Valle de la Luna saiu às 16h da tarde (entrada no parque custa 3000CLP), em frente à agência. Como a Inca North não é muito grande e poucas pessoas fariam esse, fomos relocadas em uma van de outra agência. Não sei qual era, infelizmente, mas o guia era péssimo e não explicou nada sobre o lugar, que era sensacional. Passamos pelas Três Marias, pelo Anfiteatro e depois fomos até a Pedra do Coyote para o pôr-do-sol. Chegamos atrasados (duas pessoas do nosso grupo não chegaram no horário combinado na van) e o lugar estava lotadíssimo de turistas.

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Voltamos para o hostel, super cheias de poeira e areia e olha que beleza: não tinha água no povoado! Jantamos uma sopa instantânea e pão que compramos no mercadinho (refeição mais econômica da viagem toda).

 

Dia 10 - Lagunas Altiplanicas e Piedras Rojas

Nosso passeio começaria às 7h da manhã. Toda agência fala que passa para buscar até 15min depois do horário combinado, mas nesse dia esperamos até 7h50, num frio delícia, pro lado de fora do hostel. Não associamos o nome (lagunas altiplanicas) com a altitude e o frio que nós encontramos nesses lugares e não fomos bem agasalhadas. Apesar do sol, o vento era bem gelado e passamos frio. Nesse dia, todas as entradas somam 5500CLP.

O passeio começou com a Laguna Chaxa, numa reserva nacional que abriga flamingos e tem como cenário o Salar do Atacama, 3º maior de sal do mundo. Você chega e fala: uau! que lugar lindo! Não vimos muitos flamingos, mas tomar café admirando a beleza de uma lagoa no meio do sal não tem preço.

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Mais algumas horinhas de viagem e chegamos na Laguna Miscanti (e também a mais de 4000m de altitude), de um tom de azul maravilhoso. Você até esquece da Laguna Chaxa que tinha achado incrível. Praticamente ao lado, temos a Miniques, bem abaixo do vulcão de mesmo nome. Não tem palavras e nem fotos que descrevem a real beleza desse lugar, de verdade! Ficamos impressionadas.

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De lá, mais 1h e pouquinho e chegamos no lugar que nos tirou o fôlego: Salar de Aguas Calientes, antigamente Salar de Talar de onde é possível avistar as montanhas com maior concentração de Ferro do mundo e as Piedras Rojas propriamente ditas, que foram formadas pela lava do vulcão Miniques. O lugar é inexplicável! A água tem uma corzinha verde surreal, as montanhas no fundo parecem de mentira, uma pintura e esse foi o melhor almoço que eu tive na minha vida: sentada em uma pedra, comendo macarrão gelado com frango e salada bem colorida. Se eu tivesse que recomendar apenas um passeio no Atacama, seria esse, com certeza! Disseram para nós que não valeria a pena, porque veríamos lagunas altiplanicas também na Bolívia, mas as de lá não se comparam com as daqui.

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Na volta, o guia alertou para possíveis quedas de pressão e eu que quase nunca tenho problemas achei que fosse morrer. Comecei a suar frio, parecia que eu ia desmaiar e tava até com medo de me mexer. Depois de uns 10min tentando ficar tranquila, o mal-estar foi passando e consegui dormir. Uma brasileira do grupo me disse que sentiu-se mal na ida e a maioria sente uma leve dor de cabeça, mas acho que varia de pessoa para pessoa.

 

Paramos no povoado de Socaire por 15min. Não tem muito para ver além de uma igrejinha simpática, mas eu fui atrás de um banheiro (500CLP).

Chegamos por volta das 18h40 e saímos para comer num restaurante na Caracoles. Pedimos um churrasco a lo pobre (nosso bife à cavalo em São Paulo) e foi uma benção comer carne e arroz. Estávamos com saudade! hahaha Pedimos um refrigerante para dividir e a conta saiu por 5500CLP/cada.

 

Dia 11 - Geysers del Tatio e Laguna Cejar

Acordamos às 4h, porque disseram que passariam às 4h30 para nos buscar. Esperamos 30min e dessa vez, fomos na Van da Inca North mesmo, com a guia Carla (um pouco bruta, mas explicava muito bem).

Chegamos nos Geysers (5000CLP a entrada) e fomos direto para o campo geotérmico. Estava muito frio (-6,8ºC) com um vento super gelado. A melhor parte desse passeio é ver o nascer do Sol por trás do vulcão Tatio. Os geysers me decepcionaram um pouco, porque apesar de muitos, você não pode chegar e eles não são grandes. Paramos para o café da manhã e estava tão frio que uma parte do grupo foi comer dentro do carro para esquentar.

A próxima parada foi a piscin geotermal com temperatura aproximada de 35ºC. Coloquei a mão e estava uma delícia, mas nada me faria tirar a roupa na temperatura negativa para entrar numa piscina quentinha e depois sair no vento absurdamente gelado. Muitos turistas corajosos ganharam meu respeito nesse dia! rsrsrs

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No caminho de volta à San Pedro, fomos parando para explicações sobre a fauna e flora do local. Depois, descemos no povoado de Machuca, que hoje sobrevive exclusimente do turismo, onde você encontra o famoso churrasquinho de lhama. Não comemos (5000CLP um espetinho), mas andamos por ali e gostamos demais das casinhas.

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Almoçamos de novo no hostel e às 16h saímos para a laguna Cejar, com a entrada mais cara de todas: 17000CLP. Na verdade, a laguna Cejar é a mais famosa, mas é na Piedra que a gente entra e flutua pela concentração de sal (que é 17x maior que no mar e maior que o Mar Morto também). Você deixa seus pertences ali na beira mesmo e entra na água super gelada, mas a experiência é super legal! Vale o cuidado de não molhar os olhos e cabelo e ao entrar e sair da lagoa, pois o sal forma pedras e dá para cortar o pé facilmente (Alessandra e um amigo polonês testaram! rsrs)

Depois de sair da água e secar seu corpo, você vai vê-lo todo branco! Existem chuveiros (de água mais gelada ainda) que você pode usar para tirar o sal, mas sem sabonetes, shampoos e afins. Eles são abertos e "fiscalizados" pelos nativos.

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Fomos até Ojos del Salar, duas crateras muito profundas de águas super escuras que ninguém sabe ao certo como se formaram. Em uma delas é possível nadar, mas nos disseram que a água é ainda mais gelada que a da Piedra e não existe lugar para troca de roupa depois, então desisti. Confesso que me arrependi um pouco quando vi um cara de outro grupo pular (foi o único corajoso).

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Partimos para a laguna Tebinquinche onde veríamos o pôr do sol. Ela também está no meio de um salar, com vista para o Licancabur, que deixa tudo mais bonito. Tivemos um snack com direito a pisco sour, bebida típica de lá produzida com uva verde e muito parecida com a nossa caipirinha. Sentamos e simplesmente admiramos as mudanças de cores no céu e nas nuvens.

Chegamos quase às 21h e dormimos cedo.

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Dia 12 - Pukara de Quitor, Quebrada del Diablo e túnel

Alugamos bicicleta com cadeados, capacete, bomba e tudo mais por 3000CLP meio-dia. Lá mesmo nos deram um mapinha (bem ruinzinho, mas todas dão esse mesmo) e nos explicaram como chegar no nosso destino.

Fomos até Pukara de Quitor sem dificuldades. São 3km até lá. Você pode subir o Cerro de Quitor e ver as ruínas do forte de Pukara, mas a entrada era 3000CLP, se não me engano, e passamos.

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Seguimos para a Quebrada del Diablo, há 12km de SPA. Encontramos um casal de brasileiros e fomos com eles. Aqui o negócio ficou mais roots e tivemos que passar por riozinhos, molhamos os pés, mas chegamos.

O local tem formações geológicas incríveis, com paredões altíssimos e algumas "cavernas". O terreno é um pouco arenoso e mesmo que você não perceba, é uma subida leve, então ficamos um pouco cansadas. Andamos uns 2km por lá e voltamos, porque dizem que esse negócio não tem fim, você anda até onde conseguir e volta.

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Na volta, decidimos acompanhar o casal e ir até o túnel. Ele também aparece no mapa, mas não tinha visto nada na internet sobre ele e parece que era de uma mineradora de sal na década de 30. A subida é simplesmente animal: você sobe, sobe e sobe e não chega. Alessandra desistiu no comecinho porque estava com falta de ar e eu continuei, empurrando a bicicleta e extremamente cansada. O casal conseguiu subir pedalando até determinado ponto em que tínhamos vista para um vulcão (não sei se era o Licancabur) e decidiram voltar porque a subida ainda continuava (e era muito íngrime). Desci com eles e encontrei a Alessandra lá embaixo. Para mim, a volta foi pior porque a subida me cansou muito e eu estava com falta de ar, além do banco da bicicleta ser muito duro e incomodar demais.

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Saímos para almoçar/jantar no mesmo restaurante de antes na Caracoles o Churrasco a Lo Pobre, porque o dia foi pesado (deu uns 26km de percurso e a altitude não ajuda) e estávamos com saudade de arroz. Descansamos o resto do dia no hostel e arrumamos as malas porque no dia seguinte partiríamos para a Bolívia.

  • Obrigad@! 1

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Vou fazer o mesmo roteiro em JaN/2017!! Logo, to amando as dicas hahaha

Você gostou do Che mesmo? VI as reviews no booking e pessoal reclamou de super longe do centro etc.

Tava pensando em ficar no Santiago Hostal mesmo e no Atacama da La casa de matilde. Pesquisou algum desses? hehe

Continuaa

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Vou fazer o mesmo roteiro em JaN/2017!! Logo, to amando as dicas hahaha

Você gostou do Che mesmo? VI as reviews no booking e pessoal reclamou de super longe do centro etc.

Tava pensando em ficar no Santiago Hostal mesmo e no Atacama da La casa de matilde. Pesquisou algum desses? hehe

Continuaa

 

Karine acho que ainda essa semana eu continuo o relato!

 

Adorei o Che Lagarto! Achei o café da manhã incrível e a localização, para mim, foi perfeita! É super perto do centro sim (aliás, ele fica no centro). Fica um pouco distante de bairros como Las Condes e shoppings tipo o Costanera e o Parque Arauco, mas como o hostel é muito perto do metrô, o acesso para qualquer região da cidade é super fácil.

Sério, cheguei sozinha em Santiago às 23h da noite, sem falar bem espanhol e foi maravilhoso encontrar o hostel tão fácil e perto! Além disso, todo mundo que trabalha com turismo, transfer e etc sabe onde fica.

 

No Atacama eu gostaria de ter ficado no Casa de Matilde, mas quando fui reservar não tinha mais vagas. No final, não me arrependi, porque cheguei a perguntar para vários moradores se eles sabiam onde ficava esse hostel e ninguém soube informar, acho que ele não fica no centro. O único problema, na minha opinião, é que tirando o centrinho (caracoles e a praça principal), as demais ruas à noite não são bem iluminadas e não tão "povoadas". Mas tem ótimas avaliações no Booking, então fica a seu critério.

 

Beijo!

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Aline, que post maravilhoso! Tinha várias dúvidas que tu acabou explicando aqui, vou ir em agosto.

Pretendo chegar lá dia 18/8 e já fazer Uyuni dia 19/8. Tu acha que eu consigo comprar assim de um dia pro outro ou é melhor reservar? Meu vôo de volta (Calama - Santiago) já está comprado, não posso perder tempo :/

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Aline, que post maravilhoso! Tinha várias dúvidas que tu acabou explicando aqui, vou ir em agosto.

Pretendo chegar lá dia 18/8 e já fazer Uyuni dia 19/8. Tu acha que eu consigo comprar assim de um dia pro outro ou é melhor reservar? Meu vôo de volta (Calama - Santiago) já está comprado, não posso perder tempo :/

 

Tatiane obrigada! Preciso continuar o relato, estou sem coragem! rs

Essa agência que fizemos, Estrella del Sur, tem saídas diárias para o Uyuni e acontece de ir mais de um carro sempre! Acho que a questão do tempo é tranquila se você chegar à tarde (ou de manhã) em Calama, consegue pesquisar os preços e sair no dia seguinte sim. Se chegar à noite, já não garanto. As agências fecham umas 20/21h.

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Dia 13 - Saída para Bolívia

 

Fechamos o tour até Uyuni com retorno à SPA com a agência Estrella del Sur. O preço oficial é de 150000CLP, mais caro que a maioria das outras agências, mas gostamos do que nos foi oferecido. O Carlos fechou para nós por 135000CLP (paguei em dólares, com cotação de 690CLP, ficou US$195), uns 5 dias antes da saída programada. Achei bom porque na hora, já assinamos nosso nome e nacionalidade em um caderno com a data para o dia e já é possível ver se outras pessoas também escreveram no mesmo dia que você.

Ah, vale pechinchar sempre! Não fizemos muito isso, mas conversando com o pessoal, descobrimos que teve gente que pagou 120000CLP com a volta também para SPA com a mesma agência.

 

A saída estava programada para as 7h30 do dia 13, em frente à agência (nosso hostel ficava em um "paseo", onde carros não entram, então pediram para esperarmos na agência). O motorista nos pegou e entramos num mini ônibus, que foi passando em outros hotéis para pegar o pessoal. Ainda em San Pedro fomos até a Polícia Federal, onde nosso PDI fica retido e carimbam o passaporte de saída do Chile. O motorista entrega a folha de imigração boliviana e já dá as instruções de preenchimento.

Depois disso, vamos até a fronteira com a Bolívia, nos pés do Licancabur, carimbam nossos passaportes e pegam a folha de imigração e tudo certo. Tomamos o café da manhã nesse lugar, onde os motoristas das 4x4 já esperam seus turistas. Vale aqui dizer que logo o desjejum no surpreendeu. Tinham frutas, pão, queijo, presunto, abacate, suco, leite, iogurte e possivelmente esqueci mais alguma coisa.

Depois do café, separam os grupos: só nossa agência tinha 3 carros (18 pessoas) saindo no mesmo dia que nós. Todos eram Toyota Land Cruiser 4x4 com banco de couro, bem confortável, mesmo para nós que ficamos nos assentos do fundo, os menores. Ficamos eu e Alessandra, um casal francês (que só falava francês), uma inglesa (falava alemão e espanhol) e uma meia inglesa/francesa (que falava todos os idiomas possíveis! rs).

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Saindo da Aduana, logo entramos na Reserva nacional de fauna andina Eduardo Avaroa, que custa 150bs e é onde está a maior parte das atrações que vemos. Guarde o ticket, pois ele é necessário para saídas e entradas durante os 4 dias. Ali próximo, já avistamos a Laguna Branca. Sem palavras!

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A parada seguinte foi a Laguna Verde, que tem essa coloração por causa do cobre e arsênio, temperatura da água e ventos. Infelizmente, nesse dia não tivemos vento e ela estava mais para uma cor cinza.

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Seguimos rumo ao Geiser Sol de Mañana, a maior altitute atingida no passeio (4990m) e no caminho paramos no deserto de Dalí, com formações rochosas e cores muito bonitas.

Antes dos Geisers, os motoristas costumam oferecer folha de coca. Você masca, masca e masca e deixa ela lá do lado, nas bochechas até não aguentar mais. Eu tive uma leve dor de cabeça, além da sensação de cansaço quando a gente fala muito ou anda rápido demais. No caminho temos as termas de Mañana onde as águas chegam a quase 40ºC. Sério, delícia demais. Você paga 6bs (ou 1000CLP) para usar as termas, vestiário e o banheiro.

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Finalmente os Geisers que deixam El Tatio no chinelo: Sol de Mañana que podem chegar a 50m de altura e tem cheiro muito forte de enxofre. Ali você pode caminhar livremente (todo cuidado é pouco, já aconteceram acidentes e o hospital mais próximo fica a 5h de viagem) e observa diferentes tipos de Geiser, inclusive de lava vulcânica borbulhando. <3

A atividade é maior durante a manhã e o negócio é tão doido, que ali existe exploração dos geisers como recurso energético.

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Próxima parada foi o Hostel onde passaríamos a noite (ficamos no Los Andes Hostel) e foi uma surpresa incrível ter um banheiro com descarga com água, pia com água e quarto arrumado e limpo, porque tinha visto relatos horríveis de pessoas que ficaram em lugares em péssimas condições que preferiam usar o meio ambiente ao banheiro do local.

Nos acomodamos (as 6 pessoas do carro deveriam permanecer no mesmo quarto), descansamos um pouco e almoçamos ali, por volta das 14h40. Foi servido purê de batata, salsicha, tomate, pepino e arroz, com opção de água ou Coca e eles pedem para que o grupo do carro seja o mesmo nas mesas também.

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Depois do almoço, fomos até a Laguna Colorada, que abriga muiiiiitos flamingos. Coisa linda de ver. Tivemos 1h para andar por ali e voltamos ao hostel, onde tinha o mate com coca nos esperando (chá) junto com algumas bolachinhas (ponto para a agência, porque o pacote incluia apenas desayuno, almuerzo e cena).

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Um pouquinho depois, tivemos a janta. Não lembro o que era, mas foi oferecido água e vinho. Ninguém da nossa mesa bebeu, todos estavam com dor de cabeça por causa da altitude. Durante o período do jantar era permitido carregar celulares e câmeras no refeitório.

 

Dia 14 - Segundo dia na Bolívia.

 

Saímos às 7h30 do hostel e a primeira parada é Árbol de Piedra, formação eólica de pedras vulcânicas. Dali também temos a vista do Desierto de Siloli, com cores incríveis!

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De lá, vamos às lagunas altiplanicas. Ficamos um pouco decepcionadas, pois as do Atacama são muito mais bonitas (e teve gente que disse que não valia a pena fazer no Atacama se você iria ver as da Bolívia, mas vimos dos dois lugares e do Atacama vale muito SIM!).

A primeira foi a Laguna Honda, de coloração acinzentada e muito bonita com os reflexos na água.

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A segunda foi a Hedionda, mais escura e com muitos flamingos.

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Paramos no mirador do vulcão Ollague, ativo e com fumarolas, num lugar muito bonito. Pouco depois dali, nosso motorista parou num lugar legal onde fizemos nosso almoço. Apesar da comida fria, tudo estava gostoso e tivemos inclusive abacaxi em calda de sobremesa, além de Coca ou água. Importante dizer que os 3 carros da nossa agência, andavam praticamente juntos, o que por um lado é ótimo (não estamos sozinhos no deserto), por outro é ruim (fica mais difícil para fotos), mas dá oportunidade de socializar mais e almoçar com pessoas diferentes do nosso grupo.

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Seguimos viagem até o Salar de Chiguana, onde existem trilhos que ligam Calama e Uyuni. Atualmente só é usado para carga, mas antigamente também tinha o trem de passageiros (imagina quantos dias essa viagem levava!). É um lugar bem legal para fotos. Pouco à frente paramos no pueblo San Juan, onde você pode comprar doces, cerveja e outras coisas num mercadinho. Acho que essa é uma parada mais para os motoristas descansarem.

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A última parada foi nosso Hotel de Sal Tambo Loma (tem fotos melhores do que eu tirei no Google). Gente, que lugar incrível! Era super bonito, com quartos duplos e triplos (Ale e eu ficamos em um só nosso), com banho quente e a melhor janta que tivemos (superou até Santiago!) com direito a vinho boliviano. Saímos um pouquinho com as inglesas para ver as estrelas, mas a visibilidade não era nem de perto como a do tour astrônomico no Atacama. Fomos dormir cedo e felizes pelo banho tomado e cabelo cheiroso.

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Dia 15 - Salar de Uyuni

 

Saímos às 5h, fazia 0ºC e fomos direto até a Isla Incahuasi, onde você paga 30bs para subir e ver um espetacular nascer do Sol. É uma formação rochosa com cactos gigantes, incrível de ver no meio do deserto de sal. Ficamos lá em cima contemplando aquela imensidão branca e quando descemos nosso desayuno estava pronto, com bolo caseiro e até Nescau ball.

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Caminhamos em volta da ilha e depois fomos até um lugar mais limpo onde tiramos as famosas fotos em perspectiva. Os motoristas da nossa agência tinham os dinassauros no carro e emprestaram para fotos.

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Depois fomos até o Museo de Sal, que foi o primeiro hotel de sal do deserto (Hotel de sal Playa Blanca) e lá também tem o monumento com as bandeiras e o símbolo do Rali Dakar, que impulsionou o turismo local.

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A ideia era passar no Pueblo Colchani para comprar artesanatos e lembranças, mas estava tudo fechado pois o povoado não tinha água há vários dias.

Fomos até o cemitério de trens, nada mais do que trens abandonados que antes faziam a linha até Uyuni. Vale se aventurar (com cuidado) e subir em alguns para fotos legais. Ali foi o nosso almoço, onde comemos quinoa e carne de lhama (achei parecida com carne bovina, só que muito dura), além de salada e coca. Fomos deixados na agência Tambo Loma (é a Estrella del Sur, com outro nome na Bolívia) na cidade de Uyuni, onde poderíamos guardar as mochilas e teríamos que esperar a hora de retorno. Dali, quem não volta para San Pedro se despede e segue caminho.

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Não há muito o que fazer na cidadezinha, então andamos na praça principal, olhamos as lojas de artesanato (fomos enxotadas de uma por uma senhora boliviana muito mal educada só porque não compraríamos nada), compramos chocolate, sentamos e conversamos até a hora de retorno.

A volta foi decepcionante, porque os lindos carros praticamente novos em que viemos sumiram com os nossos motoristas simpáticos e surgiram versões mais antigas e menos confortáveis dos Toyotas Land Cruiser. O casal de franceses que só falava francês também voltou para San Pedro, junto com um italiano (falava mais ou menos espanhol e inglês) e um jovem francês (falava espanhol e inglês). Esses dois últimos fizeram um tour "extendido", vieram os 3 dias até Uyuni, passearam na Bolívia e depois de alguns dias é que estavam retornando para SPA. Depois de 4 dias ouvindo muito francês, tudo que nós queríamos era um brasileiro no grupo! hahahaha Foi tenso, porque o casal francês que só falava francês, quando encontrava outra pessoa que falava a mesma língua, não parava nunca!

Paramos num Pueblo que eu não lembro o nome, paguei 2bs para usar um banheiro e fomos para o pior hostel do tour (ainda assim, nada perto do que eu vi em alguns relatos). O quarto era para 6 pessoas, a descarga tinha água e a pia também, mas os banheiros não estavam muito limpos, mas o que pegou para mim (principalmente como nutricionista), foi não ter água corrente para a louça. Era usado um sistema de lavagem com bacias, que eu achei nojento e antihigiênico e por isso, não consegui comer na janta. Já tinha comido umas bolachas, tomei água e fui dormir.

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Dia 16 - Retorno para SPA

 

Saímos às 5h da manhã e tivemos nosso café da manhã próximo às termas de Mañana. Devo dizer que esse foi o desayuno mais fraquinho do tour, então se for retornar à SPA, não volte com expectativas grandes, porque a ida é muitíssimo melhor.

De lá, fomos até o posto da Bolívia, onde pagamos a proprina de 15bs (eles não tem vergonha nenhuma de cobrar você, então já fique pronto para pagar) e carimbam o passaporte. Lá, pegamos o mini ônibus que nos leva de volta à San Pedro (e onde o pessoal sai do mini ônibus e pega as 4x4, no sentido contrário) onde tem o controle de entrada no Chile. Carimbam o passaporte para entrada, te dão um novo PDI e passam sua mala no raio-x, pois não é permitida entrada de nenhum alimento perecível, entre outras coisas. Nos deixam próximos à praça e fomos fazer o checkin no Hostel (o mesmo de antes, Viento Norte). Fomos almoçar (na hora do café da tarde) e descansamos o resto do dia (além do banho, que virou luxo nos últimos dias). Alessandra iria embora no dia seguinte cedinho e o meu vôo era só à noite.

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Dia 17 - Sozinha e sem dinheiro

 

A verdade é que eu estava destruída e sem dinheiro. Dormi o máximo que pude, tomei banho e arrumei minhas coisas para o checkout. Minha ideia era ir até as Termas e ter um dia relaxante, mas o deserto é caro, amigos, e não sobrou muito além do que eu precisaria em Santiago (perdi US$30 para o cara na casa de câmbio que não devolveu esse troco e não notei na hora, só no dia seguinte). Pensei em ir até a Pedra Coyote de bicicleta, mas já tinha feito checkout no hostel e não teria como tomar banho depois. Decidi ir à missa (apesar de não ser católica) na igrejinha simpática da cidade. Depois fiquei na praça lendo, fui almoçar e voltei para o hostel onde fiquei assistindo TV até às 19h, quando o transfer deveria me buscar. Às 19h10 ligaram no hostel e pediram para que eu fosse esperá-los na farmácia (ponto de encontro de basicamente tudo que acontece no Atacama). Não era o combinado, mas fui... e esperei até às 20h. Já estava desesperada, sem internet, com medo de ir até o hostel e pedir para ligar para o transfer, quando o motorista me aparece, pede desculpas e fica por isso mesmo.

Peguei o voo em Calama às 22h45 e dormi, desde a hora que entrei no avião (para minha surpresa, lotado apesar do horário) e nem vi a decolagem. Cheguei em Santiago e peguei um transfer compartilhado da Transvip para o Hostel (não tem ônibus e metrô durante a madrugada, então essa é uma opção mais barata que táxi). Custou 7000CLP, você fala qual a parte da cidade vai ficar e eles te direcionam para o carro certo e em menos de 15min a van com 8 lugares estava cheia e saiu rumo ao centro. Com toda a minha sorte, fui a última a ser deixada no hostel (rolou um medinho, mas o carro era - Graças a Deus - rastreado), então o percurso aeroporto-hostel levou mais ou menos 1h15min. Fiz o checkin no hostel e fui dormir porque estava tarde.

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Dia 18 - Vinícola, parques e shoppings

No final de semana, Santiago foi vítima de uma chuva absurda que paralisou a cidade no domingo e muitos lugares tiveram corte de água.

Eu tinha reservado o tour pela Vinícola Cousiño Macul na segunda às 10h, que é uma das mais tradicionais e bem menos comercial que Concha Y Toro.

No dia anterior (domingo) mandei email para me confirmarem se haveria o tour e não fui respondida. Logo, apesar de ter dormido pouco, acordei cedo e fui lá. Desci na estação Quillin do metrô e peguei um táxi (2000clp) que me deixou na porta. Um funcionário apareceu e me disse que não teria tour porque não tinha fornecimento de água. Achei um desrespeito muito grande, principalmente por não terem me respondido o email. Peguei o ônibus na frente da vinícola e o ponto final dele é no estacionamento do shopping Quillin. Dei uma voltinha ali e resolvi voltar para o hostel, para pesquisar o que já estaria aberto na cidade e o que eu faria, visto que ainda estava chovendo.

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Cheguei no hostel e me dei conta de que toda a chuva do domingo fecharia a estrada para Embalse el Yeso (joguem no Google e contemplem a maravilha que é esse lugar). Eu já tinha fechado o passeio para o dia seguinte (terça) com a Ticket Tour e mandei whatsapp para o Leandro, que primeiro disse que teria o tour, depois disse que as estradas estavam fechadas e não teria como fazê-lo, infelizmente e propôs que eu mudasse para o Valle Nevado, porque com toda essa chuva em Santiago, a Cordilheira tinha enchido de neve. Não tinha muita alternativa e já que tinha pago o Embalse (35000CLP), troquei o passeio e eles devolveram 15000clp da diferença. Fica aqui a dica: se você pretende ir até Embalse, não crie muitas expectativas. O passeio não acontece no inverno e as estradas não são pavimentadas, o que favorece o fechamento sempre que as condições não forem favoráveis. Uma pena, porque era um lugar que eu queria (QUERO) muito conhecer!

 

Bom, pesquisei o que já estava aberto e o que não, e decidi continuar com o roteiro que eu tinha planejado para esse dia.

Peguei o metrô e desci na estação Manquehue para conhecer o Parque Araucano. Gente, até sem sol o lugar é lindo! Eu amo parques e me apaixonei muito por esse. Ele fica super perto do Shopping Arauco, um dos mais chiques da cidade (me senti pobre no meio de tanta grife), então fui andando até lá e almocei no Taco Bell (menos de 3500CLP).

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Saí do shopping e fui caminhando pela Alonso de Cordova, no bairro Vitacura até chegar no Parque Bicentenário. Esse é um bairro mais rico, então as calçadas eram largas, muitas árvores com coloração de outono e lindas casas e prédios.

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O parque também era muito bem cuidado e achei curioso que tinha guarda-sol no gramado. Todos estavam fechados, mas imaginei que legal deve ser num dia de calor ir até o parque, abrir o guarda-sol e sentar ali embaixo para aproveitar.

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De lá, mais uma caminhada até o shopping Costanera. Essa região de Providencia foi a mais atingida pela chuva do domingo porque o rio Mapocho encheu, então a praça de alimentação do shopping estava fechada, bem como o mirante Sky Costanera (entrada a 5000CLP), pois a chuva atingiu os elevadores e eles estavam em manutenção. Nas ruas próximas ao shopping, a lama tomava conta de tudo e funcionários da prefeitura trabalhavam para limpar o caos. Segundo programa do dia falhou (vinícola e Sky Costanera), mas os parques e essa região da cidade me conquistaram. Achei tudo lindo e gostaria de ter voltado com mais calma.

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Fui andando até o hostel pela Andres Bello (uns 4km) e passei, sem querer, no Parque das Esculturas. Como era final de tarde, foi gostoso ver aquele povo saudável andando de bicicleta, correndo e ainda me deparar com arte! Ainda na volta, entrei no Centro Artesanal Santa Lucia, comprei uns lenços de pescoço para dar de presente (2000CLP cada) e um globo de neve de Santiago (6990CLP) de recordação para mim.

Ajudei a Alessandra a arrumar a mala porque no dia seguinte ela iria embora cedinho e fui dormir cedo, com o corpo dolorido da caminhada longa do dia.

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Dia 19 - Valle Nevado

Meu sonho não era ver neve, mas acordei cedo e às 7h30 a van da TicketTour me pegou no hostel e só deu brasileiros (no total éramos em 12 pessoas). O motorista era um amor de pessoa, um excelente guia e disse que fomos privilegiados com a chuva, porque há 60 anos não tinha neve na cordilheira durante o mês de abril e no dia anterior tinha até nevado enquanto o grupo dele estava lá em cima. Imagina que louco?!

Paramos no bairro Las Condes para o aluguel de roupas. O traje completo (bota, calça, casaco, óculos e luva) saía por 24000CLP. Achei um abuso o aluguel ser mais caro que o passeio em si (que foi 20000CLP) e aluguei apenas a bota para neve por 5000CLP, até porque ninguém ia esquiar, só brincar na neve, tirar fotos e tal. O vendedor nos informarou que a temperatura do Valle Nevado estava em torno de -2ºC e acredito que ele fez isso para fins de convencimento alheio. Como eu peguei mais frio nos Geisers, não caí nessa e fui com a minha jaqueta mesmo. No final, tava frio, mas tinha sol, então todo mundo passou calor com aquele tanto de roupa alugada.

O caminho é lindo além de sinuoso, então fui me empolgando para o passeio. Em determinado momento, tivemos que parar para colocar as correntes nos pneus porque o asfalto estava congelado e ali foi nosso primeiro contato com a neve: tão fofinha, tão branquinha, tão legal! Super entendo agora os turistas que se jogam mesmo no chão, fazem anjinho e toda essa coisa cafona. Só não fiz igual porque não aluguei roupa impermeável! rsrs Fomos direto para o Valle Nevado, sem parar em Farellones, pois tinha pouca neve por lá segundo nosso guia.

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Valeu a pena ir direto pois fomos os primeiros e pegamos a neve sem nenhuma marquinha, toda para nós.

Nenhum teleférico estava funcionando e os hotéis estavam todos fechados, mas nosso guia disse que a procura é muito grande até para o ano seguinte e as diárias custam em torno de US$500, mas o lugar é tão bonito e tão mágico que até eu pagaria isso durante o inverno, para desfrutar pelo menos uma noite ali. Durante o nosso passeio, apenas uma lanchonete/cafeteria estava aberta e fomos avisados que o preço era abusivo, então fiquei com a minha bolacha e chocolate mesmo, nem entrei para ver o que tinha no menu.

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Na volta, o guia me deixou no Shopping Costanera, porque eu sou brasileira e queria ver se o Sky já tinha aberto. Encontrei um brasileiro trabalhando lá que disse que os técnicos estavam fazendo o reparo e poderia levar mais 2h para abrir, ou talvez não abrisse. Fui "almojantar" na praça de alimentação, demorei um pouco ali e decidi ir embora. Porque duas horas eram muita coisa e nem era certeza se abriria mesmo.

Dessa vez, peguei o metrô, porque a caminhada do dia anterior ferrou com o meu joelho (já bixado). Fui comprar mais lembrancinhas no Centro Santa Lucia, voltei para o Hostel e quando estava arrumando minha mochila, vi que o Sky tinha ABERTO! Fiquei puta da vida, mas já era quase 19h e eu chegaria lá já à noite e minha ideia era ver tanto de dia como de noite, pegando o pôr-do-sol. Me contentei com tudo que eu já tinha visto em todos esses dias incríveis, assisti 2 episódios de seriado no meu celular (wifi do che lagarto é ::love:: ) e fui dormir (sozinha num quarto compartilhado com 8 camas, diga-se de passagem).

 

Dia 20 - Volta para casa

Fiz o checkout no hostel, fui até o metrô, desci no Terminal Alameda onde peguei TurBus para o aeroporto e cheguei bem mais cedo do que precisava. Dei tchau para o Chile prometendo que um dia eu volto, com imagens incríveis da Cordilheira na minha janelinha.

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P.S.: Mesmo que não seja do seu estilo, mesmo que não seja o que você busca, esteja aberto para conhecer pessoas, assim como você viaja para conhecer novos lugares. São oportunidades únicas e pessoas incríveis podem estar bem do seu lado. Minha família me chamou de doida, amigos me olharam torto, mas quer saber? Valeu super a pena! Ale, você é demais, estranha! ::love::

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Estranhaaaa, acabei de ler o relato! Como sempre sua organização me surpreende demais!!! Obrigada mais um milhão de vezes por dividir essa jornada tão linda comigo! Vc superou todas as minhas expectativas é um presente do Chile que levarei para a vida toda!!! Que o universo e todas as coisas possíveis conspirem para uma nova aventura das "mochileiras styles"! ::love::

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