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Bora viajar?

BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

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BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

[T-U-D-O MESMO = $ 1.900,00 DÓLARES]

 

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[Você pode ler esse relato ao som de Give me Everything (

)

 

ÍNDICE DO RELATO:

 

Cap. 1: Preparativos para viagem

Cap.2: Rio X Santa Cruz de La Sierra X Sucre X Uyuni – O dia que nunca acabava

Cap. 3: Vivos em Uyuni – Três dias incríveis

Cap. 4: Lagunas Altiplânicas, desertos, muitas fotos e o mal da altitude

Cap.5: A madrugada congelante dos Geisers (-8ºC) e a despedida confusa do Uyuni

Cap.6: Chegada à belíssima cidade de San Pedro de Atacama + Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Cap.7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplânicas e o Salar de Atacama

Cap.8: O Salar de Tara e a despedida do Atacama

Cap.9: Cruzando à fronteira do Peru pra chegar em Arequipa

Cap.10: Um dia no Cañon del Colca pra ver o famoso voo dos condores

Cap.11: O dia que vi um Oásis pela primeira vez e me acabei no sandboard

Cap. 12: Um passeio pelo oceano Pacífico – Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

Cap.13: Vivos em Cusco

Cap.14: O Vale Sagrado dos Incas

Cap.15: O caminho da morte até Águas Calientes

Cap.16: O sonho de conhecer Machu Picchu (sem nuvens)

Cap.17: Partiu Puno... COM emoção!

Cap. 18: Puno e o passeio pelas Islas flutuantes de Uros no Lago Titicaca

Cap. 19: A beleza e o encanto da Isla del Sol com sol!

Cap. 20: Chegada à caótica La Paz

Cap. 21: O desafiante Downhill pela Estrada de la Muerte

Cap. 22: Chacaltaya – vencendo a altitude + Valle de la Luna – formado por sol, água e ar

Cap. 23: City tour guiado cheio de curiosidades pelas ruelas de Laz Paz

Cap. 24: O passeio em Tiwanacu e a tarde de compras e tatuagem

Cap. 25: A volta interminável para o Brasil

 

CAP. 1: PREPARATIVOS PARA VIAGEM

 

Falaaa ae galera!

 

Vou começar meu tão esperado relato detalhado (talvez não tãooo detalhado como eu queria, porque vou te falar que a viagem é foi incrível, mas eu sou tão cabeçuda que não anotei tim tim por tim tim na hora e agora a memória tá falhando... caraaaa é sempre assim: a gente acha que vai lembrar de tudo, que não precisa anotar na hora, que temos que viver tudo que há pra viver... aí chega na hora de contar pro amiguinhos dá branco! JUROOOO que vou me esforçar o máximo pra contar cada ronco, cada tropeço, cada flash que vivemos) do mochilão de 23 dias que eu fiz pela Bolívia, Chile e Peru.

 

P.S: Minha intenção é postar um capítulo por semana (juro que vou tentar seguir essa meta fielmente).

 

Tenho alguns adendos para fazer antes de começar MESMO!

 

Primeiramente, gostaria de agradecer 557 vezes ao meu parceiro Rodrigo Alcure, meu mestre, meu guia, minha luz (só não falo que foi meu tudo, porque tenho namorado e ele ia matar o Rodrigo coitado!). Rodrigo foi parceiraço, tirou várias dúvidas, me ajudou com roteiro, teve paciência, não mandou uma bomba pra explodir minha casa de tanto que eu perturbava ele!

 

Foi a partir do relato da viagem que o Rodrigo fez em 2015 que planejei todo meu roteiro pra mesma época pra minha viagem em 2016. Pena que a cotação do meu dólar também não imitou a do dólar do Rodrigo! :/

Em segundo lugar, queria dizer que o Mochileiros.com é um site FODA pra caralh$%&* que ajuda milhares de viajantes como eu e acho que o mínimo que posso fazer é retribuir tudo isso me colocando acessível para tirar qualquer dúvida ou dar dicas pra quem quiser.

 

Pra quem não sabe, eu sou mochileira há 3 anos e procuro fazer, pelo menos, uma grande viagem por ano. Decidi criar um blog pra compartilhar toda bagagem de dicas, micos, perrengues, reflexões e inspirações pra quem vive (ou quer viver) uma VIDA MOCHILEIRA. Eu também tenho o IG (@vidamochileira) onde procuro postar só lugares que eu realmente já vivenciei, porque se alguém quiser dicas eu sei que estarei pronta pra ajudar! Segue lá!!!

 

Em terceiro lugar (caracaaa essa mulher “fala” muitooo), gostaria de agradecer ao time que fez esse mochilão comigo (VOCÊ SÃO MARAVILHOSOS)! A escalação foi feita durante a viagem, mas o time se mantém entrosado até hoje (não sei por que cargas d’água eu to usando a linguagem do futebol, mas tudo bem!). Quero apenas enfatizar que os amigos que fazemos em mochilões, na maioria das vezes, tornam-se grandes amigos, porque vivem um dos melhores momentos da das nossas vidas com a gente! São eles que ouvem as tuas queixas de bolhas nos pés ou eles que te fazem chorar de rir quando jogam uma sopa quente pro alto que cai em cima deles mesmos (isso aconteceu com Vagner – história para o capítulo de Águas Calientes).

 

Por isso, se você vai sozinho ou sozinha e tá com medo OU pior, se você tá pensando em desistir porque não quer ir sozinho(a): Para de graça! Eu hein! Nasceu grudado em alguém? Para de esperar as pessoas fazerem as coisas com você. Você é responsável pela tua própria felicidade. Tem dinheiro? Tem tempo? Então vai! Para com essa palhaçada de medo. A vida é muito curta pra você ficar de mimimi por bobeira! Se joga no mundoooo!

 

Pronto! Acabei de gritar! Desculpem. Sou dessas que me irrito quando alguém deixa de curtir uma viagem iradíssima porque não tem companhia! Caraaaa eu te garanto 100% que durante a viagem você vai fazer amigos sensacionais que vão fazer do teu mochilão inesquecível! Acredita em mim, segura a minha mão e repete: JÁ DEU TUDO CERTO!

 

Anotem esses personagens porque eles aparecerão com muita frequência nesse relato.

 

- Elisa [RIO] Minha amiga há 6 anos!

- Patrícia [PARANÁ]

- Vagner [marido de Patrícia – PARANÁ]

- Arthur [MINAS]

- Vitor [amigo de Arthur - MINAS]

 

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Bom, acho que já deu pra reparar que falo muito, sou muito expressiva e falo algumas palavras feias (todas com o intuito de ênfase... desculpa ai a galera que é contra esse tipo de linguajar). A minha ideia é fazer um relato bem vivo mesmo, é tentar trazer vocês pro momento que vivi e tentar projetar de tal forma que você consigam se imaginar lá e com isso planejar o relato de vocês com mais confiança.

 

Pra galera que é impaciente ou que não gosta de ler, vou disponibilizar no final do relato uma planilha compilada com todas as informações do roteiro (gastos, transporte, horários, hostels e um roteiro objetivo do mochilão).

 

O ROTEIRO:

 

Esse roteiro é super clássico no Mochileiros.com, mas há quem faça o inverso e vou explicar porque optamos por esse.

 

Li dezenas de relatos onde as pessoas passavam muito mal por causa da altitude a acabavam perdendo um ou dois dias de cama. Por isso, decidimos começar por Santa Cruz de La Sierra, partindo para Sucre e logo depois para o Uyuni para irmos nos aclimatando com a mudança brusca de altitude (alguns não sofrem nada como eu, tive no máximo uma tontura e um leve enjoo. Outros sofrem demais como a Elisa que teve taquicardia, falta de ar, tontura e enjoo).

 

Além disso, o roteiro que fizemos foi bem econômico se você comparar com quem vem do Atacama pro Uyuni. Comparamos com uma menina que encontramos no meio da viagem e a diferença foi de quase 30,00 dólares (filhoooo em época de crise e com o dólar alto, qualquer 1,00 dólar é dinheiro pra caracaaaa).

 

Gostei bastante do roteiro do jeito que fizemos, foi sensacional. No entanto, se tivéssemos mais alguns dias, eu acrescentaria dois no Atacama pra fazer os outros passeios que não deram tempo, tipo a Laguna Cejar (um dia eu volto querida)!

 

02/04 – Rio de Janeiro X São Paulo X Santa Cruz de la Sierra X Sucre X Uyuni

03/04 - Uyuni - Salar de Uyuni

04/04 - Salar de Uyuni

05/04 - Salar de Uyuni X San Pedro de Atacama

06/04 - San Pedro de Atacama

07/04 - San Pedro de Atacama X Arica

08/04 - Arica X Tacna X Arequipa

09/04 – Cañon Del Colca X Arequipa X Ica

10/04 – Huacachina

11/04 – Islas Ballestas + Paracas X Huacachina X Cusco

12/04 - Cusco

13/04 - Cusco – Valle Sagrado dos Incas

14/04 - Cusco X Águas Calientes

15/04 - Machu Picchu

16/04 - Águas Calientes X Cusco X Puno

17/04 – Puno (Uros) X Copacabana

18/04 – Copacabana x Isla Del Sol

19/04 – Isla Del Sol X Copacabana X La Paz

20/04 - La Paz - Downhill

21/04 - La Paz - Chacaltaya + Valle de la Luna

22/04 – Laz Paz – City tour

23/04 – La Paz – Tiwanaku

24/04 – La Paz X Santa Cruz de la Sierra X São Paulo X Rio de Janeiro

 

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OS GASTOS:

 

Os $ 1.900,00 dólares que citei no subtítulo englobam T-U-D-O [PASSAGENS AÉREAS (todas) + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGEM + PASSEIOS + SEGURO VIAGEM + COMPRINHAS (ninguém é de ferro e tem sempre aquele “preciso levar uma lembrancinha pra fulano, não posso esquecer!”)] durante os 23 dias de viagem. Óbvio que a questão das passagens áreas é bem relativa devido ao seu ponto de partida e à antecedência que você compra suas passagens.

 

Eu e Elisa, por exemplo, decidimos viajar DE FATO (já estávamos estudando sobre o roteiro e tudo mais) faltando três semanas pra data da viagem, ou seja, pagamos uma fortuna na passagem Rio X Santa Cruz de La Sierra (R$ 1.843,00 reais pela GOL). Não conseguimos nenhuma promoção e era ou ir pagando caro ou desistir... optamos pela primeira alternativa ÓBVIO!

 

Se você começar a procurar com, pelo menos, 4 meses de antecedência, sempre rola umas promoções e tem nego que consegue comprar por R$ 600,00 reais (ida e volta.... sérioooo!). Porrannn se tu conseguir comprar a passagem se saída do Brasil por R$ 600,00 teu roteiro já vai ficar $ 300,00 dólares mais barato que o meu!!!

 

Nesse valor total, não estão inclusos os gastos que tivemos com a compra de acessórios antes da viagem (porque isso varia de cada um): toalhas de microfibra, casaco fleece, aquelas paradinhas (tipo uma palmilha) que colocamos dentro do tênis que esquenta durante 8 horas (Elisa usou e aprovou), meias para trekking (são mais grossinhas), etc.

 

ATENÇÃO: Alguns gastos da viagem foram divididos por dois, como galões de água, biscoitos, algumas refeições...

POR QUE LEVAR DÓLAR?

Levamos $ 1.300,00 dólares (os outros $ 600,00 dólares foram gastos já no começo quando compramos o seguro viagem e as passagens da GOL e da AMASZONAS) + R$ 300,00 reais.

 

Levei o real só por via das dúvidas, além do meu cartão Itaú internacional, que desbloqueei a opção viagem antes de ir pro mochilão. NÃO USEI NENHUMA DAS DUAS OPÇÕES! Na verdade, usei o cartão de Elisa pra comprar a passagem de La Paz para Santa Cruz de La Sierra, porque sabe lá Deus o motivo que o meu não passou.

 

Li vários relatos onde as pessoas diziam que era melhor levar dólar do que o real. E de fato foi! O Arthur e o Vitor levaram só o real e tiveram problema pra trocar dinheiro no Chile. Eles tiveram que trocar o real para dólar e depois o dólar para peso!

 

O Dólar te dá mais poder de barganha e você não precisa se preocupar com as trocas de moeda ao longo da viagem.

 

DICA: Quanto maior e mais nova a nota do dólar melhor aceita ela é! Eu levei SÓ nota nova de $ 100,00 dólares e não tive nenhum problema pra trocar dinheiro, já o Vagner e a Elisa tiveram problema com algumas notas de $ 20,00 dólares.

 

COTAÇÕES DAS MOEDAS AO LONGO DA VIAGEM:

 

- 1 DÓLAR: R$ 3,76 reais (quando trocamos no Brasil)

(Na planilha compilada eu coloquei como R$ 3,54 que foi a cotação do dia que voltamos).

- 1 DÓLAR: Bs. 6,91 bolivianos (média durante a viagem - pegamos também 6,85 e 6,95)

- 1 DÓLAR: 670,00 pesos chilenos (média)

- 1 DÓLAR: 3,36 soles (média – pegamos também 3,27)

 

SOBRE AS MOCHILAS:

 

- MOCHILÃO

Usei um mochilão de 65L da Mountain Warehouse (comprei na Inglaterra também), mas vi muita gente usando o mochilão da Quechua (marca de qualidade muito boa) de 50L e 65L.

 

Algumas pessoas me perguntaram sobre o tamanho ideal de mochilão. Isso vai depender da sua viagem.

 

Em todos os mochilões que eu já fiz eu usei o de 65L, no entanto, meu primeiro mochilão não tinha o ferro de suporte pra coluna, então era possível dar biruleibes na hora de embarcar com ele na cabine do avião, pois parecia menor do que realmente era. Vindo da Inglaterra pro Brasil, por exemplo, eu já tive problemas com meu novo mochilão, justamente porque o suporte de ferro pra coluna ultrapassa o limite de altura permitido, então tive que despachar meu mochilão.

 

Eu gosto muito do tamanho do mochilão de 65L e ele foi perfeito pra viagem pela América Latina - até porque não precisávamos ficar preocupados com a questão de cabines de avião e pra ser bem sincera, quase não carregamos o mochilão por longas distâncias como eu geralmente faço pelos mochilões na Europa - mas acredito que o de 50L também satisfaça muito bem a proposta dessa viagem pela América Latina!

 

UMA QUESTÃO IMPORTANTE SOBRE O MOCHILÃO:

 

Se você pretende usar esse mochilão pra diversas viagens, vale a pena repensar o tamanho ideal pro seu estilo!

 

Digo isso porque se você for fazer um mochilão pela Europa e optar por voos low cost como Ryanair e Easyjet existe um Box na entrada do check-in para medição exata do seu mochilão. Às vezes fazem vista grossa, mas às vezes implicam bastante! Se eu mochilão couber no Box: ÓTIMO! Se não couber e eles implicarem, você precisa pagar uma multa de 50,00 euros (em média). Óbvio que só pagará multa quem tiver optado por mala de cabine na hora da compra da passagem, pois no site você pode optar por mala de cabine ou no porão (pagando em média 15,00 euros extras).

 

O mochilão de 40L é ideal para quem não quer se preocupar com questão de multa e faz viagens frequentes no estilo low cost pela Europa, porque assim dá uma boa economizada na hora da compra as diversas passagens. 40L é o tamanho exato das medidas que as companhias low cost exigem (55cm X 40cm X 20cm), no entanto, é pequeno pra uma viagem de 30 dias, por exemplo. Óbvio que isso depende de pessoa pra pessoa. Se você é uma pessoa mais compacta vai na fé que esse é o tamanho ideal pra você!

 

O mochilão de 50L eu acredito que tem o tamanho ideal pra qualquer viagem! A pesar de passar pouquíssimos centímetros das medidas indicadas de da bagagem de mão pelas companhias aéreas, ainda sim dá pra dar um biruleibe e tentar passar na boa! Existir o risco de ser pego, existe, mas é isso! Você tem uma mochilão mais acessível pro seu tipo de viagem, no entanto, em contrapartida tem sempre aquele friozinho na barriga da expectativa: será que a mala passa ou não?! Acho uma ótima opção mesmo arriscando um pouquinho!

 

O mochilão de 65L já é mais robusto e chama mais atenção, até porque quanto maior o mochilão, maior a sensação de que você pode colocar mais coisa e mais difícil é se controlar na questão de ser compacto. Como eu disse, já viajei a Europa toda com o mochilão de 65L de boa (o meu não tinha o suporte de ferro pra coluna, por isso parecia um pouco menor) e só levei multa 2 vezes em pelo menos 20 voos low cost (acho eu que foram até mais voos). Eu sempre compro a passagem de mala só de cabine e rezo pra ninguém me pegar! Ou seja, to com uma margem boa de multa, né? Mas pra ser sincera, fico sempre muito nervosa por causa disso na hora do check-in, então to pensando seriamente em comprar um de 50L também!

 

Agora que você já tem mais ou menos um panorama geral dos tipos de mochilões, faça uma escolha pelo tipo de viagens que pretende fazer agora e também no futuro, pra não gastar dinheiro à toa. Na verdade, tudo é uma questão de perspectiva, porque o de 65L às vezes passa de boa como mala de cabine, a única questão é se você está disposto a correr o risco de pagar multa toda vez que for pego ou se prefere uma viagem mais tranquila!

 

Falando em porcentagem (minha opinião sobre o que estou acostumada a ver, ok?), acredito que uns 8% usem mochilão de 40L, 43% usem o de 50L e os outros 49% usem o de 65%. Essas são minhas estatísticas no ponto de vista da minha vivência! hahahahaha

 

- MOCHILA DE ATAQUE

 

A mochila de ataque nessa viagem é extremamente importante, até mais importante que o próprio mochilão!

 

É na mochila de Ataque eu você vai carregar suas câmeras, casacos, meias extras se precisar, gorro, luvas, snacks, água, remédios, às vezes capa de chuva... Como se fosse uma pequena malinha com “primeiros socorros” pro frio! A maioria das vezes você sai do hostel às 6h/7h horas da manhã e só volta pra casa 20h da noite, então é fundamental que pense em tudo que poderia precisar durante aquele dia. Vale sempre dar uma conferida na previsão do tempo pra tentar nortear tua arrumação.

 

NÃO É PRA VOCÊ PASSAR TUDO DO MOCHILÃO PRA MOCHILA DE ATAQUE... A LOKA!

 

É pra ponderar o que por eventualidade seria legal levar, caso algo aconteça. Não é pra deixar a mochila de ataque mega pesada, porque em alguns passeios você deixa ela na van e vai todo soltinho por aí só com a máquina, mas em outros passeios você vai precisar levar a mochila de ataque com você, como no Machu Picchu. Então preze sempre pelo seu conforto antes de sair amontoando bagulho dentro da mochila!

 

TAMANHO IDEAL PRA MOCHILA DE ATAQUE:

Você não precisa gastar dinheiro pra mochila de ataque. Ela precisa ser de qualidade, com um tamanho legal, mas não precisa ser FODA pra caraca!

 

Eu fui com a mochila que usava na faculdade (que por sinal tava com o zíper de um bolsinho quebrado rsrsrsrsrs #deimole). Era a mochila da Vans, tamanho normal de quando usávamos mochila pro ensino médio, sabe? Mas, depois comecei a pegar bode da mochila, tava me irritando aquele bolsinho quebrado e o tamanho começou a me irritar também!

 

Acho que vale você levar uma mochila de ataque um pouco maior que o tamanho normal de mochila de ensino médio, sabe? Precisa ser mega maior não, mas com um tamanho ideal pra carregar coisas pra uma viagem de dois dias, por exemplo. E, óbvio, com todos os zíperes funcionando muito bem!

 

Falo sobre os dois dias de viagem porque em duas partes da trip você vai precisar deixar seu mochilão no hostel e carregar só a mochila de ataque por dois dias! Por exemplo: quando você for pra Machu Picchu não tem necessidade de carregar o mochilão com você, principalmente se for fazer a trilha da Hidrelétrica (imagina carregar o mochilão ao longo de 12 km). Então, você deixa o mochilão no hostel sem qualquer valor adicional (eles já são acostumados com isso) e vai para Águas Calientes com a sua linda e bela mochila de ataque, chega no hostel em AC e deixa tudo que não for preciso pra Machu Picchu no locker e sobe pra MP com a mochila de ataque vazia só com água, snacks, seu passaporte (vou explicar porque no capítulo de MP), um casaquinho e uma capa de chuva (just in case).

 

Outro exemplo é quando você vai pra Isla Del Sol. O processo é o mesmo, deixa o mochilão no hostel e sai feliz e contente só com a mochila de ataque. O pulo do gato aqui é checar se seu hostel cobra ou não pra deixar o mochilão lá por um dia, se cobra você já fecha o passeio da Isla de Sol pedindo pra agência guardar o mochilão de graça pra você. Como tem muitas opções de agência, todas guardam os mochilões de graça pra segurar os clientes que conseguem!

 

SOBRE COISAS DE FRIO, MOCHILÃO E TREKKING

 

Grande parte das coisas pra viagem eu já tinha em casa e outras coisas como a toalha de microfibra (PRIMARK), as meias de trekking e a palmilha que esquenta o pé por oito horas (SPORT DIRECT) eu comprei na Inglaterra por que tava vindo de lá pro Brasil quando decidimos fazer o mochilão.

 

Meu parceiro mochileiro Rodrigo comprou grande parte das coisas dele na Decathlon (http://www.decathlon.com.br/). Segundo ele, é o lugar mais barato e completo pra se comprar esse tipo de coisas de viagem.

 

CHECK-LIST:

• 4 blusas

• 4 camisetas

• 1 blusa de manga comprida segunda pela (1º camada)

• 1 calça segunda pele (1º camada)

• 1 casaco fleece (2º camada)

• 1 casaco quente impermeável (ou de material ok se pegar chuva) (3º pele)

• 1 calça jeans

• 1 short jeans

• 3 leggings (cores diferentes)

• 10 calcinhas

• 2 sutiãs

• 2 tops

• 1 biquíni

• 6 pares de meia normal

• 2 pares de meias bem grossas

• 1 chinelo

• 1 capa de chuva

• 1 capa de chuva pro mochilão

• 1 toalha de microfibra (secagem rápida)

• 1 toca

• 1 par de luvas quentinhas

• 1 cachecol bom

• 1 lenço pro cabelo (para dias de vento)

• 1 money belt

• 1 travesseirinho de ônibus

• Carregadores portáteis pro celular

• Carregador do celular

• Carregador da Canon

• 3 cartões de memória de 16gb para a Canon (usei um só)

• Equipamentos da Gopobre

• 2 cartões de memória de 32gb para a Gopobre (usei um só)

• Adaptadores de tomada

• 1 protetor solar

• 1 sabonete

• 1 frasco pequeno de shampoo

• 1 frasco pequeno de condicionador

• 1 roupa pra dormir (pijama)

• 1 protetor labial

• 1 repelente (indispensável no dia do downhill)

• 1 desodorante

• 2 cadeados grandes

• 1 celular

• 1 Canon SX40 HS

• 1 Gopobre (SJCAM 4000)

• 1 escova de dente

• 1 pasta de dente

• 1 cortador de unha

• 1 lixa de unha

• 1 kit de remédios

• 1 óculos de sol

• 1 boné

• 1 pinça

• 1 alicate de unha

• 1 gilete

• 1 bloquinho

• 1 caneta

• 1 óculos de grau

• 1 frasco pequeno de ácool em gel

• 1 ecobag (usamos pra levar os snacks e a água de 2 litros separados)

• 1 papel higiênico só pra você (fundamental)

• Anti-concepcional (pras meninas que tomam)

• Maquiagem

• Documentos

• Cartão de crédito internacional desbloqueado (just in case)

• 1 lenço umedecido (tanto homens quanto mulheres devem levar um pacote)

• 1 fone de ouvido

• 1 tapa olho (eu curto usar, porque você dorme bem independente da galera que acende a luz 1:00 da manhã pra procurar alguma coisa)

• 1 tapa ouvido (fundamental para quem for dividir quarto com muita gente)

• 1 canga (usamos pra envolver os travesseiros ou, em casos extremos de frio, como mais uma camada de cobertor rs)

• 1 tênis confortável (só levei 1 tênis, mas levaria 2 pelo simples fato que peguei chuva e fiquei com o pé encharcado por 3 dias. Não senti necessidade alguma da botinha de trekking que a maioria usa da Timberland, primeiro que quando fui comprar achei super desconfortável e segundo que acho feia e nunca usaria isso outra vez). Óbvio que ter um tênis/bota impermeável vai facilitar tua vida pra caraca, mas se você não tem dinheiro pra comprar um, relaxa que o tênis normal vai satisfazer sua viagem de boa (não me arrependi nenhum pouco de não ter levado tênis impermeável), leve apenas 1 a mais de reserva ou uma bota normal, mas que seja confortável!

 

REMÉDIOS (que eu usei):

 

• Paracetamol

• Digesan

• Deocil

• Imosec (fundamental)

• Buscopan

• Diamox (fundamental para enjoo de altitude)

• 1 esparadrapo

• 10 band-aid

• Resfenol (pra gripe)

• Aspirina

• Pantoprazol

• Loratadina

• Bepanthen (tubo pequeno)

 

DOCUMENTOS (guardar até o final da viagem):

 

• Cartões de embarque (GOL e AMASZONAS);

• Seguro Viagem;

• Carteirinha de estudante ISIC (se você tiver);

• Cartão internacional de vacina (ANVISA);

• Reserva do ingresso de Machu Picchu;

• TODOS os micro papéis, boletos e formulários de imigração que te derem durante a viagem guarde. Principalmente os papéis da imigração.

 

Leve uma pasta de plástico flexível para guardar todos os documentos da viagem, isso é muito importante e pode te salvar de pagar multas desnecessárias.

 

Cartões de embarque: Guarde-os até o final da viagem, mesmo que já tenha realizado o voo.

 

Seguro Viagem: Mesmo sendo a pessoa mais sortuda do mundo, faça um seguro viagem, você nunca sabe quando sua sorte pode acabar (nosssa fiz tipo um comercial da Bradesco Seguros agora, né? Rsrsrsrsrsrs).

 

Não precisamos usar o noss, Graças a Deus, mas li diversos relatos de gente acionando o seguro durante a viagem. Importante ressaltar que a maioria, se não todos, dos seguros não cobrem a aventura do Downhill (não deixe de fazer por causa disso.... vale muitoooo a pena).

 

Sem o seguro você vai pagar uma fortuna por qualquer emergência médica, então nem cogite em fazer uma economia burra, porque os seguros são relativamente baratos perto da segurança que você vai ter durante a viagem.

 

Eu fiz pela Mondial Travel, mas paguei um pouco mais caro (total: R$ 201,66) que meus parceiros de viagem, então faça diversas cotações e veja um que atenda às suas necessidades. Fechei com esse por ter sido indicado por vários mochileiros e curti o atendimento deles.

 

DICA: Algumas pessoas tem o serviço de Seguro Viagem incluso no cartão de crédito e pagam uma taxa para ativá-lo, veja se vale a pena no seu caso. Outras pessoas tem o Seguro Viagem embutido nos benefícios da empresa que trabalham, aí basta ativá-lo (na maioria das vezes é de graça).

 

Carteirinha de estudante ISIC (se você tiver): Se você for estudante, vale a pena tirar sua carteirinha internacional da ISIC, pois em muitos lugares e passeios você ganha bons descontos por apresentar essa carteirinha da ISIC. Alguns passeios no Atacama por exemplo, aceitam carteirinhas normais de estudantes, mas no Machu Picchu, por exemplo, só te dão desconto com a ISIC.

 

O melhor desconto da ISIC é no Machu Picchu, porque você paga metade do valor. Em outros passeios você ganha pequenos descontos, sem ser metade do valor.

 

ATENÇÃO: Se você tem a ISIC e está acima da graduação, pode esquecer seu mega desconto no Machu Picchu. Eles só aceitam carteirinhas de graduação.

 

Se você tem a ISIC, mas é maior de 25 anos eles podem implicar (mas nunca se sabe quando). A Patrícia usou a dela em vários lugares de boa no Atacama, mas no Valle Sagrado em Cusco, implicaram!

 

Na hora da compra do ingresso pra Machu Picchu não implicaram com a idade dela, já que ela tinha a carteirinha da graduação. Já o Vagner que tem 25 anos não conseguiu o desconto de estudante no ingresso do Machu Picchu porque tinha carteirinha de Pós-graduação, mas conseguiu desconto de meia no boleto turístico de Cusco, onde a Patrícia não conseguiu porque tinha 27 anos. Olha que confusão! hahahaha

 

Cartão internacional de vacina (ANVISA): A vacina contra febre-amarela é obrigatória, por lei, para entrar na Bolívia (apesar deles cagarem baldes pra isso, ninguém pediu pra ver nosso cartão de vacinação).

 

Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, ela ainda é válida e você só precisa ir a um posto de saúde que emita o Certificado Internacional. Se não, você se informa dos horários do seu posto de saúde, toma a vacina na hora e pede o Certificado Internacional (verifique se o posto que você está indo emite o certificado. Eu fui em um que me deram a vacina e 5 minutos depois já me deram o certificado).

 

Reserva do ingresso de Machu Picchu: Reservamos os ingressos de Machu Picchu pelo site oficial (http://www.machupicchu.gob.pe/). Veja bem, RESERVAMOS, não pagamos no site. Acredito que seja uma forma de segurar sua vaga pra aquele dia específico, mas no dia que fomos na Prefeitura acabamos nem mostrando a reserva e compramos direto o ingresso. Se você vai subir só Machu Piccu, acredito que não tenha que se preocupar com os ingressos antecipadamente, se quiser garantir reserve no site, mas acho que não é preciso pilhar nisso.

 

Se você vai fazer a Huayna Picchu ou a Montaña Picchu é preciso comprar seu ingresso com, no mínimo, um mês de antecedência pra garantir seu lugar, porque pra essas duas montanhas existe número limitado de entradas por dia: 200 no primeiro grupo (7-8h) e 200 no segundo grupo (10-11h).

 

MONEY BELT:

 

• $ 1.300,00 dólares

• R$ 300,00 reais (just in case)

• Cartão Itaú internacional

• Passaporte

 

O money belt é a parte mais importante da sua viagem. Nele está sua vida! Então, nunca tire ele de você, leve até pra tomar banho. Sério! Já vi gente ferrar a viagem toda porque foi furtado quando deu mole com o money belt.

 

Óbvio que quando você for mergulhar nos termas ao longo da viagem, dê um jeito de esconder o Money belt no fundo da mochila de ataque e deixe a mochila num lugar que você possa sempre manter os olhos!

 

PREPARATIVOS:

 

Bom, essa viagem já estava no meu radar há algum tempo e nunca conseguia realizá-la. Decidi que faria essa viagem em 2016 e convoquei algumas amigas, a maioria não pôde. Elisa já tinha tirado as férias dela, mas como ainda faltavam alguns dias das do ano passado ela fez um acordo com chefe e tirou os 23 dias pra gente fazer a viagem juntas em abril. E só podia ser abril porque ela iria trabalhar compulsivamente pras olimpíadas e eu voltaria pra Inglaterra (eu moro na Inglaterra atualmente com meu namorado tcheco) em Junho (a princípio, porque agora volto em Setembro hahahaha). Então, era agora ou nunca e decidimos que seria agora!

 

A decisão veio por meados de Fevereiro e como Elisa estava trabalhando direto eu fiquei responsável por ver o roteiro e ir passando pra ela. No final de Fevereiro já tínhamos o roteiro montado todo baseado no roteiro do Rodrigo, eu cheguei até a compartilhar uma planilha compilada no roteiro do Rodrigo nos Mochileiros.com pra ajudar a galera que também tava seguindo essas dicas dele (eu a lokaaaa da planilha).

 

Mas, não contávamos com a merda da alta do dólar (chegou a bater 4,20 quando estávamos planejando a viagem... #fudeuuuuu) e com as passagens tão caras! Aí bateu um certo desespero, vontade de desistir, ver algum lugar pelo Brasil que fosse mais barato e tal. Só que tinha um agravante na nossa situação: Quando eu e ela teríamos férias juntas novamente? Quando eu voltaria pro Brasil de novo?

 

Aí pensamos: Quer saber? Temos dinheiro, temos tempo e já temos roteiro... Vamos fazer essa viagem esse ano!!!! \o/ Caraaaaa! Foi mó correria, porque decidimos isso no dia 5/3 sendo que a viagem ia acontecer dia 2/4. Correeeee pra comprar as passagens! Acabamos pagando uma fortuna nas passagens de saída e retorno ao Brasil (R$ 1.843,42), mas tudo bem. O importante é que de fato iríamos e agora era parar de chorar pelo dinheiro derramado e bola pra frente, tínhamos muita coisa pra ver!

 

- PASSAGEM BRASIL X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL (R$ 1.843,42): OK

 

- PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE ($ 53,14 dólares): OK

 

- RESERVA DO BILHETE DE MACHU PICCHU: OK

 

- SEGURO VIAGEM (R$ 201,66): OK

 

- RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOUR: OK

 

Essas foram as únicas coisas que fechamos antes da viagem! NÃO RESERVAMOS NENHUM HOSTEL, NENHUM OUTRO PASSEIO, NENHUMA PASSAGEM DE ÔNIBUS!

 

PORÉÉÉMMMMM... A única coisa que eu teria comprado com antecedência, também, seria a passagem do ônibus de Sucre para o Uyuni, porque se a gente não conseguisse a passagem na rodoviária pro Uyuni ia quebrar todo roteiro porque teríamos que ficar um dia extra em Sucre, apesar de eu já ter em mente um plano B (cortaria Arequipa, infelizmente).

 

E aí por causa disso eu fiquei ansiosa até chegar na rodoviária de Sucre, roí todas as minhas unhas, fui no banheiro umas 648 vezes (JURO), não conseguia relaxar de jeito nenhum. Tudo por causa desse ônibus maldito! Nos relatos que li, a galera dizia que só tinha uma companhia de bus que fazia esse trajeto (Sucre X Uyuni), então caraaaa eu tava uma pilha de nervos porque não queria mudar nada do roteiro (aquela, né? Super apegada às coisas).

 

Então, se eu pudesse dar um conselho seria esse: COMPRE SUA PASSAGEM DE SUCRE X UYUNI PELO SITE DA COMPANHIA 6 DE OCTUBRE. Se não tiver mais pela 6 de Octubre tente ver se existe algum site que venda as passagens da 11 de JULHO.

 

Uma pessoa me passou esse site no Mochileiros.com e achei bem mais bonito e organizado do que o site que vi na época: https://www.ticketsbolivia.com/

 

Reservamos com a Esmeralda Tour com antecedência porque eu queria negociar o valor sem ter um monte de mochileiros em volta (não queria assustar a senhora pedindo desconto e depois mó galera pedindo também). Além do que, queria muito fazer com eles porque li diversos relatos falando bem deles e não queria correr o risco deles estarem lotados (a apegada novamente! Rsrsrsrsrs). A Esmeralda Tour é uma das únicas companhias que param no Salar de Uyuni para ver o por do sol.

 

Conferi no Google se tava tendo manifestação, protestos, competições, ralis, qualquer merda que pudesse tirar meu roteiro de ordem (caraaa eu levo meu roteiro muito a sério, perceberam, né?) e UFA! Não tinha nadica! Só as eleições no Peru, mas que não interferiu em nada nos passeios (ficamos com um pouco de medo, mas saiu tudo como o esperado).

 

Pra finalizar e partimos pro que realmente importa (o relato dos dias), eu só queria compartilhar com vocês que esse foi meu primeiro mochilão super em aberto, apesar de ter meu roteiro super fechado! Sério, parece contradição, mas não é! Eu sabia o que ia fazer em cada dia e tinha um planejamento dos ônibus e hostels que ia pegar, mas não reservei nada justamente porque em um mochilão desse tipo você não pode fechar suas possibilidades!

 

Você precisa ficar flexível pra mudanças de planos e de ideias ou, é claro, para os temidos imprevistos!

 

Tivemos que pegar ônibus diferentes, dormir em hostels diferentes do planejado, mas no fim deu tudo certo. O que quero dizer é: NÃO reserve nada com antecedência também, porque se surgir um imprevisto ou você mudar de plano no meio do caminho você poderá mexer seus pauzinhos com liberdade e sem medo de perder dinheiro.

 

Imagina já ter comprado uma passagem e depois mudar de ideia (perdeu dinheiro) ou decidir ficar mais um dia numa cidade e já ter reservado um hostel na outra (em alguns casos eles devolvem o dinheiro se você avisar com 48 horas de antecedência em outros casos você paga multa).

 

Me deu um certo medinho e muita insegurança viajar assim com a viagem meio em aberto, mas ao mesmo tempo me deu uma puta sensação de liberdade e flexibilidade, sabendo que eu poderia curtir como eu quisesse sem medo de perder dinheiro.

 

E, às vezes, o bom de fechar os hostels na hora é que você pode barganhar descontos (fizemos muito isso e conseguimos alguns). Não fique com medo de não ter onde dormir tem MILHARES de hostels por esses lugares e sempre terá uma opção na pior das hipóteses.

 

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PARTIUUUUU DIA DA VIAGEM!!!!!

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.2) Rio X Santa Cruz de La Sierra X Sucre X Uyuni – O dia que nunca acabava

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Mary,

ta ficando sensacional, eu to me perguntando aqui como você lembra de tudo isso sem ter feito diário da viagem cara kkkkkkkkkk, Acompanhando e morrendo de saudade dessa viagem e de vocês duas. Cara quem estiver planejando o mochilão acompanhe até o final porque vem muita historia boa por aqui ....... claro que a sopa entra nisso ::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::

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Só vai dar eu aqui, meu Deus! :lol:

 

Então... eu li um papo de que só aceitam a ISIC da galera até 25 anos de idade. Procede? Porque se for... já elvis, pq já passei dos 25 há séculos! ahahaha =D

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Só vai dar eu aqui, meu Deus! :lol:

 

Então... eu li um papo de que só aceitam a ISIC da galera até 25 anos de idade. Procede? Porque se for... já elvis, pq já passei dos 25 há séculos! ahahaha =D

 

 

AHAHAHAHA Imagina Dani! Pergunta tudo mesmo!

 

Então, alguns passeios no Atacama por exemplo, aceitam carteirinhas normais de estudantes, mas no Machu Picchu, por exemplo, só te dão desconto com a ISIC.

O melhor desconto da ISIC é no Machu Picchu, porque você paga metade do valor. Em outros passeios você ganha pequenos descontos, sem ser metade do valor.

 

ATENÇÃO: Se você tem a ISIC e está acima da graduação, pode esquecer seu mega desconto no Machu Picchu. Eles só aceitam carteirinhas de graduação.

 

Se você tem a ISIC, mas é maior de 25 anos eles podem implicar (mas nunca se sabe quando). A Patrícia usou a dela em vários lugares de boa no Atacama, mas no Valle Sagrado em Cusco, implicaram!

 

Na hora da compra do ingresso pra Machu Picchu não implicaram com a idade dela, já que ela tinha a carteirinha da graduação. Já o Vagner que tem 25 anos não conseguiu o desconto de estudante no ingresso do Machu Picchu porque tinha carteirinha de Pós-graduação, mas conseguiu desconto de meia no boleto turístico de Cusco, onde a Patrícia não conseguiu porque tinha 27 anos. Olha que confusão! hahahaha

 

Então, a Pate tem 27 e tava na graduação e conseguiu desconto na boa (só implicaram no boleto turístico geral do Valle Sagrado em Cusco), já o Vagner tem 25 e tava na pós-graduação conseguiu desconto em tudo tbm (só teve problema no Machu Picchu pq interpretaram que se ele tava na pós já tinha emprego e podia pagar inteira).

 

É bem a la caralh* o critério! hahahahaha ::lol4::

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CAP. 3: VIVOS EM UYUNI – TRÊS DIAS INCRÍVEIS

03/4/2016

 

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[Você pode ler esse relato ao som de Here comes de Sun (

)]

 

1º DIA NO UYUNI

 

A viagem não foi das melhores, mas conseguimos descansar um pouquinho. O bom de fazer viagem noturna em ônibus com deslocamento entre cidades é que você economiza um bom dinheiro de hospedagem e ganha um tempo precioso no roteiro, já que dorme em uma cidade e acorda na outra. Se você não tem problema com longas viagens de ônibus, vale a pena planejar seus roteiros dessa forma.

 

Sempre que viajo, faço uma pesquisa entre valores x distância x tempo pra ver se vale mais a pena ir de ônibus ou avião. Na América Latina acho que quase sempre compensará mais o ônibus (apesar da gente ter optado pegar avião de La Paz pra Santa Cruz). Já na Europa vale a pena você fazer os cálculos sim, porque existem companhias low cost que aplicam preços bastante atrativos e, às vezes, mesmo pegando avião e pagando hospedagem ainda sai mais vantajoso que o ônibus. Anyway, não era o caso desse mochilão, mas vale a dica!

 

Como eu disse, nosso ônibus tinha banheiro com janela panorâmica (rsrs), então fomos tranquilos quanto a isso, mas a galera da 6 de Octubre precisou fazer as necessidades no mato, então já separa seu papel higiênico na mochila de ataque (pros dois casos rsrsrsrs). A maioria dos ônibus e vans da Bolívia não tem banheiro (a situação melhora no Peru), então se prepare pras adversidades da vida (tipo fazer xixi atrás da roda da van com uma galera dentro dela e um vento frio batendo na sua bunda – sim! Eu fiz isso e me sinto orgulhosa de não ter deixado minha bexiga explodir).

 

Como falei antes, fechei o passeio do Uyuni com antecedência pela Esmeralda Tour (esmeraldaivan@hotmail.com), mandei email e a Yaneth foi SUPER atenciosa comigo. Ela nos deu desconto e ainda se ofereceu pra nos buscar de madrugada na “rodoviária”. A gente tava mais tranquilo em relação a isso, porque segundo relatos o ônibus te desova no meio do nada e tu fica vagando por aí.

 

No começo, antes da gente conhecer os outros brasileiros, eu sabia que esse seria um dos dias de medinho porque seríamos só eu e Elisa no meio do nada às 4:20 da manhã (eu achava que era às 4:20), então, só de saber que alguém nos buscaria na “rodoviária” deu um certo alívio. Assim que compramos as passagens lá em Sucre, eu enviei um email pra Yaneth avisando que pegaríamos o ônibus às 20:00 e que chegaríamos por volta das 4:20 da manhã. A idiota aqui só esqueceu de avisar que íamos pela 11 de Julho e não pela 6 de Octubre como a maioria dos mochileiros faz... Coitadaaaaa da moça cara! Vai lendo pra ver a merda que eu fiz!

 

Tudo conforme o planejado com exceção de um detalhe: CHEGAMOS 1 HORA ANTES DO HORÁRIO QUE EU TINHA AVISADO!

 

O ônibus de fato nos desovou no meio de lugar nenhum, tudo escuro, gente estranha, um frio do cacet** e nós parados sem saber o que fazer. Seguiríamos pra algum lugar pra nos abrigarmos do frio? Esperaríamos a mulher?

 

Tínhamos lido no relato do Rodrigo que uma senhora sempre costuma aparecer dentre a neblina pra salvar mochileiros perdidos. Estávamos até na espera dela, já que não conseguimos avisar à Yaneth que já tínhamos chegado. Massss cara, a senhorinha é ninja! A gente tava esperando ela chegar, mas ela brotou do chão DO NADA. Eram 6 pessoas na espreita pra ver da onde ela chegaria e a mulher brotou do bueiro cara, só pode! Era o único lugar que a gente não tava olhando rs!

 

A senhora disse que tinha um café e nos convidou pra ir pra lá, quando ela falou o nome do café (Snack Nonis), na hora já comentei que era a mesma senhorinha que tinha salvado o Rodrigo. Ficamos um pouco mais tranquilos (vai que era golpe, né? Mochileiro tem que desconfiar até da própria sombra, né?) e seguimos com ela mesmo, mas eu ainda tava preocupada com a Yaneth coitada. Eis que tive a ideia de mandar email pra ela lá do café da senhorinha.

 

Fomos os primeiros a chegar lá! A galera que tava apertada pra ir num banheiro decente se deliciou com um banheiro sem água e sem papel higiênico (NUCA ESPERE ENCONTRAR PAPEL HIGIÊNICO NOS BANHEIROS DESSE MOCHILÃO. Se você for ao banheiro, já leva teu próprio rolo porque de certeza que vai usar. De vez em quando você até vê, mas é tão raro que é melhor se certificar de que tenha sempre um rolo na tua mochila de ataque), onde você mesmo pegava o baldinho dentro de um barril de água e dava “descarga”. Ah! A água do barril também era a água que você lavava suas mãos (por isso aconselho levar um tubinho de álcool em gel).

 

Carregamos os celulares (uhullll) e já começamos a tentar viçar na internet, mas tu acredita que a senhorinha é malandra e só liga a internet às 5:30 da manhã??? PQP! Fudeu com meu plano de enviar email pra Yaneth!

 

Começamos a nos esquentar por lá, nos acomodar - afinal seriam 4 horas esperando a Esmeralda Tour abrir – e já preparar os mochilões e as mochilas de ataque para o primeiro dia no Uyuni, isso porque seu mochilão vai o tempo inteiro no teto do carro e tudo que você pode pegar são as coisas da mochila de ataque.

 

A senhorinha nos deu o cardápio e nos disse que a agência dela abriria às 7:00 pra gente ir lá fechar o passeio com ela. Dissemos que tudo bem, só pra não parecermos rudes, mas nem estávamos interessados não! Rs Escolhemos um desayuno de 15,00 bolivianos (pão, manteiga, geleia, café e chá de coca – ótimo pra quem já começou a sofrer o mal da altitude como a Elisa que tava só o pó coitada! Tava passando bem mal, toda enjoada e não queria comer nada, sendo que a última refeição dela tinha sido às 18:50 em Sucre, então falei pra ela tomar um chá de coca pra, pelo menos, meter alguma coisa no estômago).

 

Quando deu 5:30 da manhã eles ligaram a internet e foi a alegria de geral, confere Facebook, Instagram, avisa a família e correee pra mandar email pra Yaneth dizendo que já estávamos em um café e que em vez de duas pessoas seriam seis pro passeio. Quando deu umas 6h e pouquinha decidimos sair do café e ir procurar a Esmeralda Tour, até porque tavam chegando mais mochileiros e a gente lá, achando que já era de casa!

 

Pra nossa surpresa a agência era quase na esquina do outro lado da rua, o que nos tomou 5 minutos pra achá-la. Ficamos fazendo hora no banquinho da praça em frente à agência, conversando e contando um pouco mais da vida um do outro, afinal seríamos parceiros de viagem por um bom tempo! É sempre bom saber se não tem nenhum serial killer ou psicopata no mesmo quarto que você, né? rsrsrsrs

 

Eis que surge uma senhora gritando MARYANA – ELISA... Na hora já pensei: Putz é a Yaneth e ela vai me dar um tiro de tanta raiva por ficar me procurando! Aí eu falei: somos nós, com um sorriso meio amarelo de tão sem graça que eu tava! Aí (olha issso cara) a senhora diz: Eu sou a Maria, amiga da Yaneth! Poxa to gritando vocês desde às 4:20 lá no ponto da 6 de Octubre. CARACAAAAAA minha cara rachou no chão de tão sem graça que eu fiquei! Geral olhou pra mim já me condenando, né?

 

Aí depois de pegar todos os pedaços da minha cara no chão e me reconstituir eu disse: Poxaaa vida! Maria, mil desculpas! Nós viemos pela 11 de Julho e chegamos bem antes do esperado. Nós chegamos às 3:20 e tava muito frio e uma outra senhorinha levou a gente pra um café! Nossaaaa mil desculpas mesmo! Genteeee eu só queria abraçá-la de tão sem graça que eu tava. Aí ela SUPER FOFA: Ahhh! Tudo bem, fiquei preocupada de vocês ficarem no frio.

 

Desculpas aceitas e eu já emendei no assunto: Agora somos seis em vez de duas, será que tem como todo mundo ficar no mesmo carro? Aí ela disse: A Yaneth chega às 7:30, mas tenho certeza que dá sim!

 

Pronto, relaxamos de novo e esperamos a Yaneth chegar. Com o tempo, foram juntando mais mochileiros em frente à agência e quando abriu, nós seis corremos lá pra dentro pra sermos os primeiros a serem atendidos! Yaneth explicou tudo bem explicadinho em inglês e espanhol e no final eu disse que seríamos seis em vez de duas e perguntei se rolava de deixar todo mundo no mesmo carro e ela disse que tudo bem. O valor inicial que ela tinha me cobrado era de 850,00 bolivianos, mas aí na barganha do email eu consegui por 800,00 bolivianos!

 

Na hora de pagar que foi engraçado. Eu achei que já tivesse fechado com ela pelo email o transfer até o Atacama de graça, mas pra minha surpresa não tinha, ou seja, o que eu não queria fazer desde o início aconteceu: barganhar desconto na frente de um monte de mochileiros!

 

Falei que já tinha fechado com ela 800,00 bolivianos pelo email e que fomos muito bem recomendados por amigos para fazer com ela e que nem sequer cogitamos procurar em outras agências (de fato não procuramos mesmo não, porque muita gente falou bem dessa e queríamos ter uma experiência maravilhosa, livres de stress em pleno deserto), que achei que tivesse fechado já com transfer pro Atacama e que tínhamos um amigo que tinha feito o passeio com ela e pagou 800,00 já com transfer, fora que agora em vez de duas pessoas ela ia ter um carro já fechado com seis porque fomos nós que persuadimos eles (kind of rsrsrsrs). Aí ela cedeu e disse que tudo bem por 800,00 já com transfer pro Atacama incluso!!!! \o/

 

Coitadaaaa! Os outros mochileiros que por acaso também tinham lido o relato do Rodrigo, usaram as mesmas desculpas e conseguiram o mesmo desconto. Desconfio até que tinham mochileiros aleatórios (sem ter nada a ver com a gente ou com o relato do Rodrigo) que se apropriaram do desconto! Mas ta valendo! Sei que a mulher teve que dar desconto pra umas 20 cabeças! Hahahahaha Tadinhaaaaa!

 

OBS: É bom frisar que a Esmeralda Tour é muito bem recomendada, com ótimo atendimento, preço relativamente dentro dá média e é uma das poucas agências que oferece a parada no meio do Salar de Uyuni para ver o pôr do sol. Caraaaaa é uma experiência única! Imagina você no meio de um deserto de sal ver um pôr do sol incrível e olhar ao redor e não ver nada além das cores maravilhosas do céu e do branco do chão! Sem palavras pra esse momento!

 

No meu planejamento, sairíamos às 10:30, mas como já estávamos com o carro fechado perguntamos se não poderíamos sair antes. Yaneth disse que sim e os outros mochileiros pediram a mesma coisa! Hahahahaha Então, 3 ou 4 carros da Esmeralda tour saíram às 10:00. A Yaneth vai te dar um papelzinho que deve ser muito bem guardado junto com seu passaporte, porque será usado na fronteira da Bolívia com Chile no dia da imigração.

 

Eram mais ou menos 8:00 quando pagamos tudo. Deixamos os mochilões na agência e saímos só com a mochila de ataque para fazer as compras pros três dias do deserto: galão de água de 5L (dividimos entre eu e Elisa), biscoitos, frutas, papel higiênico, toca quentinha típica da Bolívia... Aproveitamos para trocar mais um pouco do dinheiro do Vitor, passear pelo mercado de rua que estava sendo armado naquela hora, ir ao banheiro, nos maquiar, trocar de roupa (banho de gato com pano umedecido rsrsrs) e tirar fotos em frente ao monumento de Dakar Bolívar.

 

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Gastamos 46,50 bolivianos cada (eu e Elisa dividimos o valor total) para pagar nossos snacks e nosso galão de 5 litros de água. No mercado de rua, gastei mais 2,00 bolivianos pra ter um rolo de papel higiênico extra no mochilão (nunca se sabe, né?). Depois de comprarmos tudo, fomos tomar nosso banho de gato com pano umedecido e pagamos 2,00 bolivianos pra usar o banheiro. Estávamos revezando: enquanto dois iam no banheiro os outros quatro iam fazendo as últimas arrumações no mochilão e separando tudo que ficaria na mochila de ataque pra aquele dia. Tudo muito bem arrumado, todos de “banho” tomado, fomos numa vendinha rapidamente comprar nossas tocas de alpaca e pagamos 20,00 bolivianos nas forradas (bem quentinhas) sem ser dupla face.

 

Geral tinindo e pronto pros 3 dias e 2 noites no Salar de Uyuni quando fomos lá conhecer nosso guia – Emílio - Ahhhhhh para cara!!! Até o guia era igual ao do Rodrigo! Hahahahaha De fato ele não era muito brincalhão, mas era super parceiro, parava onde a gente quisesse pra tirar foto, mas óbvio que se atentava ao cronograma pra dar tempo da gente fazer tudo!

 

Colocamos os mochilões no alto do 4X4 e começamos a aventura. Quer dizer, demos uma paradinha pra Elisa comprar bala de coca porque ela ainda tava bem mal.

 

Algumas dicas para o passeio do Salar:

- Deixe reservado 30,00 bolivianos para o ingresso à Isla Del Pescado (opcional) e 150,00 bolivianos para a entrada da Reserva Nacional Eduardo Avaroa (obrigatóio);

 

- Leve bastante água dentro do carro (eu e Elisa dividimos um galão de 5 litros e deu tranquilamente, mas certifique-se de que você terá água suficiente para os 3 dias), se seu galão for na parte de cima do carro, só será retirado à noite no fim do passeio;

 

- Leve snacks como biscoitos e frutas para beliscar durante os passeios, pois o café da manhã, o almoço e a janta estão inclusos no pacote da agência;

 

- Leve óculos escuros (o branco do Salar é tenso pros olhos);

 

- Use BASTANTE protetor solar no rosto TODO se não quiser ficar bicolores que nem eu, que passei o protetor que nem a minha cara e no final do dia fiquei com uma marca bizarra dos óculos e da faixa que eu tava usando na testa. Ficou ridículo e fiquei com aquela marca por uns 5 dias. De todos os itens, esse é o mais importante, sério!

 

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- Use protetor labial ou vaselina para proteger a boca do sol e do frio;

 

- Prepare-se para muito sol MESMO, muito vento e MUITO frio;

 

Agora simmmm começou a aventura!

 

#PRIMEIRAPARADA

 

A primeira parada é bem perto, cerca de 5 a 10 minutos da cidade. É o famoso Cemitério de Trens, que basicamente tem um monte de vagões enferrujados num cenário lindo! Rs

 

Chegamos junto com os outros carros da Esmeralda Tour e fomos lá tirar umas fotos. Essa atração não tem nada demais, são, basicamente, 20 minutinhos pra galera tirar foto, mas vou te falar que curti! O cenário tava lindo, o céu tava azulzinho e o contraste com aquela cor de ferrugem dos trens tava bem legal!

 

Subimos nos vagões e tiramos várias fotos. Nego meio que se separava em grupos pelos vagões, mas quando chegamos não tava muito cheio, então deu pra brincar legal! MUITO CUIDADO se você for subir no alto dos vagões, a parada é bem alta mesmo e é velha cara, se tu se cortar lá naquelas ferrugens, vai dar trabalho e ainda vai ter que tomar antitetânica de emergência. Resumindo vai fuder com a viagem dos amiguinhos! Ahhh! Cuidado com seu celular e equipamentos fotográficos lá no alto, Vitor se descuidou e o celular novo dele foi direto pro chão e adivinhem: a tela quebrou em mil pedaços no segundo dia de viagem. Tava até funcionando, mas já começou ganhando um prejuízo!

 

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#SEGUNDAPARADA

 

A segunda parada foi na feirinha de Colchani, cheia de artesanatos lindos (mais carinhos rs) e que também abriga o museu de sal. Essa parada foi bem forçada, porque ninguém dentro do carro queria comprar nada e íamos perder 20 minutos lá! Descemos do carro, demos uma olhada e 10 minutos depois começamos a catar o Emílio que tinha sumido. Achamos ele e pedimos pra seguir viagem porque já tínhamos visto tudo. Fomos para a última parada antes do almoço!

 

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#TERCEIRAPARADA

 

O Vitor perguntou ao Emílio se tinha chovido naquela semana, porque gostaríamos de ver o Salar alagado, nem que fossem algumas poçinhas rs! Aí o Emílio disse que sim e que iria nos levar lá! CARAAAAA meu coração bateu forte na hora! Que sorteeee! Ver o Salar seco e alagado na mesma viagem! Uhulllll

 

Seguimos mais uns 20 ou 30 minutos até chegar na parte alagada do Salar. Chegando lá só tinha mais um ou dois carros da Esmeralda Tour totalizando 18 turistas se acabando em fotos! Tive meu primeiro imprevisto: mergulhar meu pé nas poças do salar com aquela água bizarramente salgada com meu único tênis pra viagem inteira (a inteligente, né?).

 

Quem tá na chuva é pra se molhar e quem tá fazendo mochilão é pra curtir. Então, parei com o mimimi dos 5 primeiros minutos, tentando pular nos espacinhos que eu via que tavam meio sequinhos e comecei a caminhar normalmente pelas poças. Tiramos altas fotos, apesar de achar que a luz do sol na posição que tava não estava favorecendo nossas fotos espelhadas, mas deu pra brincar legal e se divertir! Fora que ver o Salar alagado foi incrível!!!!!

 

Depois de ter molhado o tênis inteiro e parte da legging com os pulinhos nas poças, seguimos mais uns 30/40 minutos para a parada do almoço.

 

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#QUARTAPARADA

 

Emílio nos deixou tirando as fotos em perspectiva (achamos um dinossaurosinho no carro dele e nos acabamos rsrsrsrsrs), enquanto ele ia preparar nosso almoço. Tiramos várias fotos, mas nenhuma ficou 100% perfeita. Essa parada de perspectiva não é tão simples quanto nego acha não! Difícil pra CARALH* e tem que ter MUITA paciência! Mas tudo bem, ficamos lá tentando várias poses e depois que cansamos, fomos tirar a foto no monumento oficial do Dakar Bolívar e depois seguimos pro monumento das bandeiras de vários países.

 

Cansados de tanto sol e fotos (mentiraaaa eu nunca me canso de foto. NUNCA!) nós entramos na tenda e fomos almoçar. A comida tava bem boa. Era carne de vaca, salada, arroz de quinoa e banana de sobremesa. Tinha também uma coca-cola quente, mas preferimos nossas águas. Comemos tranquilos e saímos para tirar mais fotos (óbvio, né?) enquanto o Emílio guardava tudo pra partimos pra próxima parada!

 

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#QUINTAPARADA

 

Sabeeee aquela fadiga e aquela moleza que bate depois do almoço? Aquele soninho... Então, demos uma cochiladinha básica e depois de uns 45 minutos Emílio diz: chegamos. Olhamos meio que: chegamos aonde? E ele disse que aquela era a parte principal do Salar seco, onde dava pra ver as rugosidades do solo, tipo deserto normal, mas branco! Lindoooo!

 

Tratamos logo de acordar, pegar as máquinas e os celulares e sair andando! Vitor queria fazer xixi e Elisa queria tirar uma foto sem blusa e eu queria curtir a imensidão daquele branco e tirar mais fotos. Ficamos lá nos acabando com mais poses, pontes, acro-yoga mal feita, perspectivas... Depois de uns 20/30 minutos de pura diversão e encantamento partimos pra próxima parada.

 

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#SEXTAPARADA

 

Emílio disse que a próxima parada ia demorar uns 30/40 minutos... #partiusoneca! A gente tá nesse mood bipolar: entrava no carro e cochilava e saia do carro como se nem tivesse cochilado! Era tanta disposição que a gente achava graça!

 

Começamos a avistar de longe a Isla Del Pescado, lindíssima!!! Essa ilha é famosa por seus cactos gigantes. Saímos do carro já saltitando de euforia! Pagamos os 30,00 bolivianos da entrada, que é opcional. Quem não quiser conhecer pode ficar lá embaixo esperando 1 horinha. A alegria acabou depois que subimos a primeira escada (lá vem o mal da altitude de novooo! #sacoisso). Caraaaaa a gente se cansou na primeira escada e ainda faltavam algumas pelo caminho até o topo.

 

Força na peruca e fomos subindo, quase parando, mas fomos! Muita falta de ar e cansaço, mas depois de uns 30 minutos chegamossssss! \o/ Tiramos altas fotos e paramos pra contemplar a beleza que era aquele lugar rodeado por aquele deserto branco maravilhoso!

 

Uma curiosidade sobre esses cactos é que eles crescem 1cm a cada ano. Alguns deles chegam a 12/14 metros de altura! ::sos::

 

Descemos numa velocidade um pouco mais rápida que a subida e fomos pro carro partir pra última parada antes do hostel!

 

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#SÉTIMAPARADA

 

Seguimos viagem para o momento mais esperado do dia: o pôr do sol!

 

Depois de uns 40 minutos chegamos ao lugar ideal: a imensidão do Salar com algumas montanhas no horizonte formavam o cenário perfeito para um pôr do sol inesquecível. Nesse lugar só tínhamos nós e mais um carro da Esmeralda Tour com a galera que acabou virando nossos amigos já que a gente se encontrava com frequência!

 

Caminhamos um pouco mais para o lado pra vermos o sol na sua totalidade, quando íamos seguindo mais para direita conseguíamos ver a metade de um arco-íris ou uma parada bem louca muito colorida perto do sol (uma pena a máquina não ter conseguido registrar esse fenômeno)!

 

O céu estava maravilhosamente lindo, cheio de cores e o pôr do sol estava magnífico. Nós começamos a tirar algumas fotos e já começamos a perceber que o sol estava se pondo bem rápido. Ao mesmo tempo em que é sensacional é também muito rápido. Então, não deem bobeira e contemplem essa experiência única! Uma paz te invade o coração e quando você dá um giro 360º e vê a sua pequenez frente àquela imensidão branca só te dá vontade de ser grato por tudo aquilo. Sério! Muita gratidão por ter tido oportunidade de vivenciar esse momento! As fotos não representam nem metade da beleza que foi ver aquele pôr do sol ao vivo.

 

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#OITAVA PARADA E ÚLTIMA

 

Emílio disse que levaria mais uns 45 minutos até o hotel de sal, então já começamos a ligar o modo soneca, mas antes disso, nós presenciamos uma estrada super ruim que teríamos que percorrer por alguns quilômetros num friozinho do mal. Sério! Era muito buraco e essa estrada era de terra, então a gente sacolejava muito dentro do carro!

 

Finalmente, chegamos ao hotel de sal e Emílio já foi logo mostrando pra gente nossas acomodações. Eram quartos de dois, então nos dividimos pela primeira vez em dois dias de viagem! Hahahaha

 

OBS: Tire, pelo menos, 5 minutos para apreciar o céu estrelado. Que coisa maravilhosa!

 

O hotel era bem confortável e, de fato, de sal (demos uma lambida rápida na parede só pra ter certeza... sim! Que nojooo! Mas não conseguimos resistir). Como sabíamos que tinha chance de acabar a água quente eu e Elisa já corremos pra tentar tomar banho logo, mas aí a senhorinha que fazia o jantar cortou nossos planos e disse que o jantar já tava saindo. Não quisemos ser rudes, então deixamos as coisas no quarto e ficamos esperando a comida na mesa. O jantar foi bem bom: De entrada tivemos sopa e de prato principal tivemos carne com bata-frita e de sobremesa tivemos pêssego.

 

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Chegou a hora do banho e quando fomos ver, só tinha um banheiro pra galera TODA tomar banho e tinha nego deixando de comer pra ficar na fila. Aí me deu um negócio e fui lá organizar (tenho problemas com organização, se eu vejo algo bagunçado me dá nervosinho e quero logo arrumar), criei uma lista de espera onde a galera colocava o nome na ordem que ia chegando. Então, basicamente, se você fosse o 7º da fila não tinha necessidade de ficar lá em pé se era o 2º que tava tomando banho ainda.

 

Definimos que quem tinha que esperar na fila era só a pessoa seguinte e aí a pessoa que saísse do banho, via a lista e chamava o próximo pra esperar (fez sentido?). Aí geral curtiu a ideia e foi show de bola de fato. Nego comeu em paz sem se preocupar com a fila. A senhorinha depois veio avisar que o banho custava 10,00 bolivianos, mas todos já estavam cientes disso e alguns pagaram durante a noite e outros pagaram pela manhã. Lemos em algum relato que a água quente acabava, mas acredito que todos tomaram banho quente durante a noite (Arthur era o 9º e tomou banho quente), mas pela manhã quem arriscou tomar banho, tomou frio mesmo.

 

OBS: A segunda noite no Salar é sem banho, então, faça questão de tomar banho no primeiro dia, porque no segundo não tivemos nem a opção de banho quente ou frio. Teve que ser banho de gato com paninho umedecido mesmo! ::otemo::

 

Enquanto jantávamos tinha um mar de adaptadores em cima de uma mesa com, pelo menos, uns 20 eletrônicos, dentre eles: celulares, gopro, baterias, carregadores de pilha... Eu deixei o meu lá até acabar de tomar banho, mas quando fui dormir levei comigo (nunca se sabe).

 

Banho tomado, celular carregado, comida no estômago e muita animação pro dia seguinte, foi assim que acabamos nosso primeiro dia no Salar de Uyuni!

 

SALDO DO DIA:

- Bs. 15,00 – Café da manhã

- Bs. 800,00 – Tour de 3 dias e 2 noites pelo Uyuni

- Bs. 2,00 – Papel higiênico

- Bs. 46,50 – Biscoitos+ frutas + água

- Bs. 2,00 – Banheiro

- Bs. 20,00 – Toca de Alpaca

- Bs. 30,00 – Isla Del Pescado

- Bs. 10,00 – Banho no hotel de sal

 

TOTAL: Bs. 925,50

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (Cap. 4) Lagunas Altiplânicas, desertos, muitas fotos e o mal da altitude

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Maryy (a íntima, gente!),

 

tô adorando o seu relato, amando as fotos, anotando tudo e ficando ansiosa (mais).

 

Caguei de rir (quaase) quando você me respondeu o lance das carteirinhas, falando que o critério é a la car#@%!

 

Aahahahah... não posso lembrar que fico rindo sozinha!

 

Posta maaaisss! Escreve maaais!!!! Beijoss!

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Maryy (a íntima, gente!),

 

tô adorando o seu relato, amando as fotos, anotando tudo e ficando ansiosa (mais).

 

Caguei de rir (quaase) quando você me respondeu o lance das carteirinhas, falando que o critério é a la car#@%!

 

Aahahahah... não posso lembrar que fico rindo sozinha!

 

Posta maaaisss! Escreve maaais!!!! Beijoss!

 

 

 

Hahahahahahaha ::lol4::::lol4::

 

Então, começa a fuxicar meu blog que tu se caga de vez. Amanhã (se Deus quiser!) vou postar um mico bizarro que eu paguei em Veneza!

 

Sério! tu vai se cagar.... hahahahahahaha

 

Pode me chamar de Mary!

 

Se quiser me manda inbox no Instagram (@vidamochileira) que te passo meu whatsapp! bjs

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CAP.4: LAGUNAS ALTIPLÂNICAS, DESERTOS, MUITAS FOTOS E O MAL DA ALTITUDE

 

04/4/2016

 

[Você pode ler esse relato ao som de Hey Soul Sister] (

)

 

 

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2º DIA NO UYUNI

 

Acordamos às 6:00 da manhã (alguns de nós acordaram às 6:30 rsrsrsrs) pra arrumar os mochilões e as mochilas de ataque e, é claro, nos arrumar pra mais um dia incrível no Uyuni. Nosso café da manhã seria servido às 7:00 e a nossa saída do hotel de sal estava prevista para às 8:00. Fizemos tudo com calma, deu tempo de tirar mais fotos e dar uma lambidinha na parede do hotel só pra conferir se era de sal mesmo (hahahaha nojento, mas na viagem vale tudo. Sim! Era sal de verdade. rs).

 

O segundo dia prometia, porque iríamos ver paisagens sensacionais, flamingos, desertos, vulcões e muitas lagunas MARAVILHOSAS! Tomamos nosso desayuno: pão redondo duro, manteiga, geleia, chá e café (esse cardápio é super típico, mas de vez em quando rola uns ovinhos mexidos show de bola).

 

Colocamos os mochilões no alto do 4X4 de novo e seguimos viagem só com as mochilas de ataque e os galões de água acessíveis ao longo do caminho. As pessoas que não tinham pago o banho durante à noite, pagaram antes da gente sair e partimos!

 

Eu que tava com a cara dividida em três cores diferentes por causa do sol do primeiro dia e da minha imbecilidade na hora de passar protetor solar e protetor labial, senti o peso do arrependimento logo pela manhã, quando minha boca parecia que ia estourar de tão inchada que tava e quando vi que minhas fotos ficariam ridículas por causa do arco-íris na minha cara (é muita idiotice pra uma pessoa só). Sei que geral me olhava com cara: Nossa! Coitada dessa menina! E eu assentia com a cabeça do tipo: Eu já sei que to ridícula, pode parar de olhar! Rs ::lol4::::lol4::

 

Às 8:05 saímos do hotel e a #primeiraparada foi numa pequena mercearia pra comprar folhas de coca, porque nesse dia nós chegaríamos a 4.278 metros de altitude na Laguna Colorada. Pagamos 8,00 bolivianos num pacotinho grandinho que nos acompanharia até La Paz (rendeu que foi uma beleza! Rsrsrsrs). Passamos muita adrenalina com essas folhas de coca durante a viagem, mas isso eu conto nos próximos capítulos!

 

OBS: A folha de coca você mastiga, mastiga, mastiga, MAS NÃO ENGOLE! Ela é boa pra várias dores e males do corpo. Bom mesmo pra passar o mal estar é você fazer chá de folha de coca, esperar 5 minutos e tomar puro, sem açúcar, sem nadica!

 

Folhas de coca compradas e partiu #segundaparada do dia: Vista para o Volcán Ollague (algumas pessoas falam que é o Volcán Irruputuncu, mas acho que é o Ollague mesmo. Tô na dúvida porque não consigo lembrar ao certo, foi mal aí!). O que importa é que essa parada foi sensacional, porque tinha um trilho de trem que ligava (do verbo não sei se ainda tá ativo, acho que não) a Bolívia ao Chile. Tiramos fotos lindas com o vulcão de fundo e, é claro, fizemos mensagens com as pedras que tinham por lá! Mensagem pro namorado que não foi não podia faltar, né?! ::love::

 

Seguimos pra #terceiraparada num mirante pra ver o vulcão mais de “pertinho” (o adjetivo no diminutivo retrata que ele estava longe pra caralh*, mas tava um pouco mais perto que antes rsrsrsrs). Nessa parada, nos cansamos após dar 5 passos, então nos ligamos que era preciso ir com muita calma mesmo, porque a altitude já tava começando a incomodar. ::hein:

 

 

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Tiramos várias fotos e seguimos viagem para a #quartaparada: Lagunas Altiplânicas! São diversas lagunas que fazem parte do conjunto altiplânico, que são os lugares preferidos dos flamingos! O cenário de cada uma delas é indescritível! Paisagens deslumbrantes e completamente diferentes de tudo que eu já vi em mais de 23 países de mochilão. Sério mesmo! Já vi muito lugar lindo, mas essa viagem superou MUITO minhas expectativas. ::otemo::

 

Seguimos nessa ordem (até então, o relato do Rodrigo tava sendo seguido à risca): Laguna Cañapa, depois Laguna Hedionda que exala um cheiro forte de enxofre (parada pro almoço delícia rs) e Laguna Honda/Ramadita.

 

Nosso almoço foi bonzinho: macarrão, franguinho alaranjado (devia ser algum tempero), salada, batatinha assada, banana assada e maçã de sobremesa. Ah! Tinha coca-cola quente de novo! Arthur foi o único que se arriscou a comer a banana (o desenrolo dessa banana, vem logo a seguir rs). ::xiu::

 

Antes de seguirmos viagem, fomos ao banheiro (5,00 bolivianos), porque durante o percurso você, geralmente, não tem muitos locais pra fazer suas necessidades. Fomos num banheiro ecológico (buracos separados pro coco e pro xixi e você mesmo enterra seu coco com uma areiazinha que tem do lado.... moderno, né? rs). Já estávamos há 2 dias sem qualquer contato com nossas famílias, foi quando Vagner viu uma plaquinha de wi-fi. Caraaaaa o coração bateu mais forte, a mão começou a tremer e aquele sorrisinho já começava a brotar no rosto, quando fui perguntar quanto era o wi-fi e o cara disse: 30,00 bolivianos para usar 30 min. WTF!!! 30,00 bolivianos por um wi-fi que a gente nem sabia se ia conectar direito? Ahhh! Deixa pra falar com a família depois, né? Notícia ruim chega rápido e se não tinha chegado nada pra eles ainda era porque a gente tava bem! Rsrsrsrs ::lol4::::lol4::

 

 

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Terminamos o almoço e partimos pra #quintaparada a Laguna Honda, que fica a uns 20 minutos de distância da onde almoçamos (paramos rapidinho pra algumas fotos e seguimos). Essas paradas nas Lagunas são super rapidinhas, você fica uns 20/30 minutinhos tirando foto e explorando o lugar e já parte pra próxima laguna.

 

Seguimos para a #sextaparada o Deserto de Sioli. É um dos desertos mais áridos do mundo, conhecido por suas curiosas formações rochosas resultantes dos processos de erosão. Dentre essas formações, a mais famosa é a Árbol de Pierda. No caminho até o Sioli, paramos rapidamente para umas fotos em cima do 4X4, porque né? Somos desses: cada parada um flash! Rsrsrsrsrs Arthur começou a sentir, literalmente, as dores do arrependimento de ter comido a banana assada do almoço que desencadeou uma dor de barriga fuderosa que derrubou ele. Já Elisa, só vinha piorando, muito enjoo, ânsia de vômito e taquicardia.

 

Todo mundo já tava meio mal a essa altura do campeonato (só eu que tava me sentindo bem e é por isso que você não pode brincar com a altitude, cada um tem uma reação diferente no corpo. O Vitor, por exemplo, tava com uma puta dor de cabeça e um pouco enjoado, mas depois que tomou remédio melhorou).

 

 

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Seguimos para a #sétimaparada e última: Laguna Colorada! Para entrar nessa laguna é preciso pagar, obrigatoriamente, 150,00 bolivianos na entrada da Reserva Nacional da Fauna Andina Eduardo Avaroa.

 

O processo foi simples: saímos do carro e esperamos numa fila, preenchemos nossos dados numa lista, mostramos nossos passaportes, pagamos e recebemos um ticket da entrada da Reserva. GUARDE BEM ESSE TICKET, porque vão te pedir na saída da Reserva e não sei o que acontece quando você perde. Obviamente tem que desembolsar uma graninha, mas não sei quanto. ENTÃO, NÃO PERCA!

 

Entramos novamente no carro e Emílio nos deixou no hostel que passaríamos a noite. Ele nos mostrou nosso quarto (cada quarto tem 6 camas) e disse que a partir daquele momento o tempo era livre e que podíamos explorar a região do jeito que quiséssemos, mas pra termos cuidado e voltarmos antes do anoitecer, porque além da temperatura baixar demais, a região fica muito escura mesmo.

 

Entramos no quarto, cada um escolheu sua cama e lá fomos nós explorar a região (leve um casaquinho extra, porque você sai quentinho e na volta a temperatura baixa muitooooo)! QUE LAGUNA MARAVILHOSA! Que cores perfeitas! Com certeza a laguna mais bonita de todas!

 

Saímos em direção ao mirante, mas só fomos até a metade do caminho. A caminhada já era sensacional por si própria e a paisagem nos deixava de boca aberta. O mal da altitude era real, Elisa começou a ficar bem preocupada com a taquicardia e pensamos até em dar oxigênio pra ela (vimos um galão na hora que pagamos o ticket), Arthur também não estava na sua melhor forma, a temperatura tava caindo depressa e sabíamos que não teríamos tempo hábil pra chegar no mirante e voltar antes de escurecer, então ficamos preocupados e voltamos direto pro hostel já com o sol se pondo. Elisa já tinha parado no meio do caminho e se sentou porque não aguentava mais andar. Afinal, se já tava ruim antes, imagina a 4.278 metros de altitude. Andei mais um pouco pra tirar umas fotos dos flamingos e logo voltei correndo (lê-se andando rápido) pra levar ela de volta pro hostel. Quando olhamos pra trás, vimos os outros 4 voltando também. rs

 

Chegamos praticamente “congelados” e fomos direto falar com Emílio porque Elisa tava piorando cada vez mais. Perguntamos a ele se não seria bom darmos o oxigênio pra ela e ele disse que não, que seria a pior coisa a fazer. Aí você percebe que não entende merda nenhuma de altitude, né? Ele disse que se a gente desse oxigênio pra Elisa, ela teria uma melhora súbita, mas que depois de 20 minutos se sentira pior ainda do que antes.

 

Emílio disse pra ela se sentar que ia trazer o lanchinho da tarde (#fofonildo) e que ela ia melhorar tomando a Soroche Pills (ou também Sorojchi Pills) e o chá de folha de coca. Sentamos na mesa e tinha uns biscoitinhos e chá (camomila, coca, entre outros). Emílio deu dois comprimidos da Soroche Pills que ele tinha pra Elisa e mandou ela tomar um e depois tomar o chá de folha de coca puro (folhas de coca com água quente, espera 5 minutos e bebe). Todos tomaram o chá, porque né? Melhor prevenir do que remediar.

 

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Depois do lanchinho, a gente não tava muito certo se teria o jantar propriamente dito ou não, então nos enchemos de biscoito (just in case). Seguimos para o quarto pra arrumar as mochilas de ataque e os mochilões, porque tava rolando um boato de que a luz ia acabar à noite e que de manhã era tudo na base da lanterna do celular. Ficamos preocupados e já deixamos tudo esquematizado pro dia seguinte e, inclusive, algumas pessoas já dormiram prontinhas.

 

Isso porque esse hostel é bem simples e não tem chuveiro pra banho. O banheiro é de uso coletivo (lê-se misto) com apenas duas cabines funcionando. Não existe tomada nesse hostel e tivemos que pedir ao Emílio pra desenrolar com a moça da casa ao lado e ver se ela deixava a gente carregar as baterias da câmera e os celulares lá de graça (ela queria cobrar).

 

Emílio desenrolou e deixamos todos os eletrônicos na casa da mulher carregando de graça (nessas situações é muito bom ter aqueles carregadores portáteis, sabe? Porque você não fica refém da boa vontade dos outros. Eu tava com dois, mais decidi guardar pra alguma emergência) e partimos direto pro banho de gato com paninho umedecido.

 

Mochilas prontas, “banho” tomado e quando menos esperávamos, o Emílio veio colocar a mesa do jantar regadooooo às 19:30! Tivemos sopa de entrada (sempre rola entrada) e um macarrão com salsicha delícia de prato principal. Rolou até um vinhozinho que os meninos curtiram pra espantar o frio.

 

Ficamos conversando com o outro grupo que vinha nos seguindo direto nas paradas (óbvio né? Eles também eram da Esmeralda Tour) sobre o roteiro de cada um, ideias e coisas que estávamos animados pra ver. Depois disso, rolou uma pausa super fofa para foto com um menininho de 3 anos que tava encantado com a tecnologia touch do celular e tava se acabando gravando vários vídeos dele.

 

Fomos dormir cedo, porque no dia seguinte teríamos que acordar às 4:00 da madrugada. Às 21:00 geral já tava embalado no sono. Eu demorei um pouco pra dormir, porque tenho alergia à poeira e ela tava atacando sério. Fora que odeio aqueles cobertores de mendigo, sabe? Tava me irritando aquilo lá e acabei tirando, apesar do frio do mal. Essa noite foi bem tensa, um porque o travesseiro era alto pra caraca e tava me dando uma dor bizarra no pescoço, dois que a cada viradinha de um lado pro outro que a gente dava dormindo nosso coração batia MUITO rápido, muito rápido mesmo (todos tiveram esse problema), então todos estávamos dormindo, mas nos sentido ofegantes como se tivéssemos corrido uma maratona (bizarro o que a altitude não faz).

 

Quando deu 23:00 Arthur acordou a Elisa pra pedir remédio pra dor de barriga (os efeitos da banana assada do almoço ainda estavam surtindo efeito), que me acordou, que acabei acordando o quarto inteiro na mobilização de um remédio pro Arthur. Eu sei que a gente acordou no susto, porque só tínhamos dormido duas horas, mas o sono tava tão profundo que deu a sensação que já estávamos dormindo a 8 horas. Geral rindo pra caraca porque estávamos com a mesma sensação de sono infinito e estávamos acordados procurando remédio pro Arthur, que no final, coitado, tomou uma bomba de remédios variados na esperança de melhorar (cada um deu um remédio diferente).

 

Voltamos a dormir e acordamos às 4:00 da madrugada prontos pra mais um dia sensacional no Uyuni!

 

SALDO DO DIA:

- Bs. 8,00 – Folhas de coca

- Bs. 5,00 – Banheiro na Laguna Hedionda

- Bs. 150,00 – Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa

 

TOTAL: Bs. 163,00

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.5) A madrugada congelante dos Geisers (-8ºC) e a despedida confusa do Uyuni

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Meu Deus, sem dúvida um dos dias mais bonito do mochilão mas também um dos mais tensos para dormir kkkkkkkkkkkkkkk, aguardando próximo capitulo

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Acompanhando e amando seu relato. Quero agradecer sua planilha que me ajudou muuuuito a organizar tudo! Setembro passarei por essa aventura e agora to com muito medo da altitude.

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Fernandaaaaaa,

 

vou em setembro tbm! Vamo agregar, gataã! Vou dia 08/09 e volto dia 01/10. Bora trocar ideia! Vou com o namorado.

 

Bjos!

 

Acompanhando e amando seu relato. Quero agradecer sua planilha que me ajudou muuuuito a organizar tudo! Setembro passarei por essa aventura e agora to com muito medo da altitude.

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