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Bora viajar?

BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

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BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

[T-U-D-O MESMO = $ 1.900,00 DÓLARES]

 

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[Você pode ler esse relato ao som de Give me Everything (

)

 

ÍNDICE DO RELATO:

 

Cap. 1: Preparativos para viagem

Cap.2: Rio X Santa Cruz de La Sierra X Sucre X Uyuni – O dia que nunca acabava

Cap. 3: Vivos em Uyuni – Três dias incríveis

Cap. 4: Lagunas Altiplânicas, desertos, muitas fotos e o mal da altitude

Cap.5: A madrugada congelante dos Geisers (-8ºC) e a despedida confusa do Uyuni

Cap.6: Chegada à belíssima cidade de San Pedro de Atacama + Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Cap.7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplânicas e o Salar de Atacama

Cap.8: O Salar de Tara e a despedida do Atacama

Cap.9: Cruzando à fronteira do Peru pra chegar em Arequipa

Cap.10: Um dia no Cañon del Colca pra ver o famoso voo dos condores

Cap.11: O dia que vi um Oásis pela primeira vez e me acabei no sandboard

Cap. 12: Um passeio pelo oceano Pacífico – Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

Cap.13: Vivos em Cusco

Cap.14: O Vale Sagrado dos Incas

Cap.15: O caminho da morte até Águas Calientes

Cap.16: O sonho de conhecer Machu Picchu (sem nuvens)

Cap.17: Partiu Puno... COM emoção!

Cap. 18: Puno e o passeio pelas Islas flutuantes de Uros no Lago Titicaca

Cap. 19: A beleza e o encanto da Isla del Sol com sol!

Cap. 20: Chegada à caótica La Paz

Cap. 21: O desafiante Downhill pela Estrada de la Muerte

Cap. 22: Chacaltaya – vencendo a altitude + Valle de la Luna – formado por sol, água e ar

Cap. 23: City tour guiado cheio de curiosidades pelas ruelas de Laz Paz

Cap. 24: O passeio em Tiwanacu e a tarde de compras e tatuagem

Cap. 25: A volta interminável para o Brasil

 

CAP. 1: PREPARATIVOS PARA VIAGEM

 

Falaaa ae galera!

 

Vou começar meu tão esperado relato detalhado (talvez não tãooo detalhado como eu queria, porque vou te falar que a viagem é foi incrível, mas eu sou tão cabeçuda que não anotei tim tim por tim tim na hora e agora a memória tá falhando... caraaaa é sempre assim: a gente acha que vai lembrar de tudo, que não precisa anotar na hora, que temos que viver tudo que há pra viver... aí chega na hora de contar pro amiguinhos dá branco! JUROOOO que vou me esforçar o máximo pra contar cada ronco, cada tropeço, cada flash que vivemos) do mochilão de 23 dias que eu fiz pela Bolívia, Chile e Peru.

 

P.S: Minha intenção é postar um capítulo por semana (juro que vou tentar seguir essa meta fielmente).

 

Tenho alguns adendos para fazer antes de começar MESMO!

 

Primeiramente, gostaria de agradecer 557 vezes ao meu parceiro Rodrigo Alcure, meu mestre, meu guia, minha luz (só não falo que foi meu tudo, porque tenho namorado e ele ia matar o Rodrigo coitado!). Rodrigo foi parceiraço, tirou várias dúvidas, me ajudou com roteiro, teve paciência, não mandou uma bomba pra explodir minha casa de tanto que eu perturbava ele!

 

Foi a partir do relato da viagem que o Rodrigo fez em 2015 que planejei todo meu roteiro pra mesma época pra minha viagem em 2016. Pena que a cotação do meu dólar também não imitou a do dólar do Rodrigo! :/

Em segundo lugar, queria dizer que o Mochileiros.com é um site FODA pra caralh$%&* que ajuda milhares de viajantes como eu e acho que o mínimo que posso fazer é retribuir tudo isso me colocando acessível para tirar qualquer dúvida ou dar dicas pra quem quiser.

 

Pra quem não sabe, eu sou mochileira há 3 anos e procuro fazer, pelo menos, uma grande viagem por ano. Decidi criar um blog pra compartilhar toda bagagem de dicas, micos, perrengues, reflexões e inspirações pra quem vive (ou quer viver) uma VIDA MOCHILEIRA. Eu também tenho o IG (@vidamochileira) onde procuro postar só lugares que eu realmente já vivenciei, porque se alguém quiser dicas eu sei que estarei pronta pra ajudar! Segue lá!!!

 

Em terceiro lugar (caracaaa essa mulher “fala” muitooo), gostaria de agradecer ao time que fez esse mochilão comigo (VOCÊ SÃO MARAVILHOSOS)! A escalação foi feita durante a viagem, mas o time se mantém entrosado até hoje (não sei por que cargas d’água eu to usando a linguagem do futebol, mas tudo bem!). Quero apenas enfatizar que os amigos que fazemos em mochilões, na maioria das vezes, tornam-se grandes amigos, porque vivem um dos melhores momentos da das nossas vidas com a gente! São eles que ouvem as tuas queixas de bolhas nos pés ou eles que te fazem chorar de rir quando jogam uma sopa quente pro alto que cai em cima deles mesmos (isso aconteceu com Vagner – história para o capítulo de Águas Calientes).

 

Por isso, se você vai sozinho ou sozinha e tá com medo OU pior, se você tá pensando em desistir porque não quer ir sozinho(a): Para de graça! Eu hein! Nasceu grudado em alguém? Para de esperar as pessoas fazerem as coisas com você. Você é responsável pela tua própria felicidade. Tem dinheiro? Tem tempo? Então vai! Para com essa palhaçada de medo. A vida é muito curta pra você ficar de mimimi por bobeira! Se joga no mundoooo!

 

Pronto! Acabei de gritar! Desculpem. Sou dessas que me irrito quando alguém deixa de curtir uma viagem iradíssima porque não tem companhia! Caraaaa eu te garanto 100% que durante a viagem você vai fazer amigos sensacionais que vão fazer do teu mochilão inesquecível! Acredita em mim, segura a minha mão e repete: JÁ DEU TUDO CERTO!

 

Anotem esses personagens porque eles aparecerão com muita frequência nesse relato.

 

- Elisa [RIO] Minha amiga há 6 anos!

- Patrícia [PARANÁ]

- Vagner [marido de Patrícia – PARANÁ]

- Arthur [MINAS]

- Vitor [amigo de Arthur - MINAS]

 

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Bom, acho que já deu pra reparar que falo muito, sou muito expressiva e falo algumas palavras feias (todas com o intuito de ênfase... desculpa ai a galera que é contra esse tipo de linguajar). A minha ideia é fazer um relato bem vivo mesmo, é tentar trazer vocês pro momento que vivi e tentar projetar de tal forma que você consigam se imaginar lá e com isso planejar o relato de vocês com mais confiança.

 

Pra galera que é impaciente ou que não gosta de ler, vou disponibilizar no final do relato uma planilha compilada com todas as informações do roteiro (gastos, transporte, horários, hostels e um roteiro objetivo do mochilão).

 

O ROTEIRO:

 

Esse roteiro é super clássico no Mochileiros.com, mas há quem faça o inverso e vou explicar porque optamos por esse.

 

Li dezenas de relatos onde as pessoas passavam muito mal por causa da altitude a acabavam perdendo um ou dois dias de cama. Por isso, decidimos começar por Santa Cruz de La Sierra, partindo para Sucre e logo depois para o Uyuni para irmos nos aclimatando com a mudança brusca de altitude (alguns não sofrem nada como eu, tive no máximo uma tontura e um leve enjoo. Outros sofrem demais como a Elisa que teve taquicardia, falta de ar, tontura e enjoo).

 

Além disso, o roteiro que fizemos foi bem econômico se você comparar com quem vem do Atacama pro Uyuni. Comparamos com uma menina que encontramos no meio da viagem e a diferença foi de quase 30,00 dólares (filhoooo em época de crise e com o dólar alto, qualquer 1,00 dólar é dinheiro pra caracaaaa).

 

Gostei bastante do roteiro do jeito que fizemos, foi sensacional. No entanto, se tivéssemos mais alguns dias, eu acrescentaria dois no Atacama pra fazer os outros passeios que não deram tempo, tipo a Laguna Cejar (um dia eu volto querida)!

 

02/04 – Rio de Janeiro X São Paulo X Santa Cruz de la Sierra X Sucre X Uyuni

03/04 - Uyuni - Salar de Uyuni

04/04 - Salar de Uyuni

05/04 - Salar de Uyuni X San Pedro de Atacama

06/04 - San Pedro de Atacama

07/04 - San Pedro de Atacama X Arica

08/04 - Arica X Tacna X Arequipa

09/04 – Cañon Del Colca X Arequipa X Ica

10/04 – Huacachina

11/04 – Islas Ballestas + Paracas X Huacachina X Cusco

12/04 - Cusco

13/04 - Cusco – Valle Sagrado dos Incas

14/04 - Cusco X Águas Calientes

15/04 - Machu Picchu

16/04 - Águas Calientes X Cusco X Puno

17/04 – Puno (Uros) X Copacabana

18/04 – Copacabana x Isla Del Sol

19/04 – Isla Del Sol X Copacabana X La Paz

20/04 - La Paz - Downhill

21/04 - La Paz - Chacaltaya + Valle de la Luna

22/04 – Laz Paz – City tour

23/04 – La Paz – Tiwanaku

24/04 – La Paz X Santa Cruz de la Sierra X São Paulo X Rio de Janeiro

 

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OS GASTOS:

 

Os $ 1.900,00 dólares que citei no subtítulo englobam T-U-D-O [PASSAGENS AÉREAS (todas) + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGEM + PASSEIOS + SEGURO VIAGEM + COMPRINHAS (ninguém é de ferro e tem sempre aquele “preciso levar uma lembrancinha pra fulano, não posso esquecer!”)] durante os 23 dias de viagem. Óbvio que a questão das passagens áreas é bem relativa devido ao seu ponto de partida e à antecedência que você compra suas passagens.

 

Eu e Elisa, por exemplo, decidimos viajar DE FATO (já estávamos estudando sobre o roteiro e tudo mais) faltando três semanas pra data da viagem, ou seja, pagamos uma fortuna na passagem Rio X Santa Cruz de La Sierra (R$ 1.843,00 reais pela GOL). Não conseguimos nenhuma promoção e era ou ir pagando caro ou desistir... optamos pela primeira alternativa ÓBVIO!

 

Se você começar a procurar com, pelo menos, 4 meses de antecedência, sempre rola umas promoções e tem nego que consegue comprar por R$ 600,00 reais (ida e volta.... sérioooo!). Porrannn se tu conseguir comprar a passagem se saída do Brasil por R$ 600,00 teu roteiro já vai ficar $ 300,00 dólares mais barato que o meu!!!

 

Nesse valor total, não estão inclusos os gastos que tivemos com a compra de acessórios antes da viagem (porque isso varia de cada um): toalhas de microfibra, casaco fleece, aquelas paradinhas (tipo uma palmilha) que colocamos dentro do tênis que esquenta durante 8 horas (Elisa usou e aprovou), meias para trekking (são mais grossinhas), etc.

 

ATENÇÃO: Alguns gastos da viagem foram divididos por dois, como galões de água, biscoitos, algumas refeições...

POR QUE LEVAR DÓLAR?

Levamos $ 1.300,00 dólares (os outros $ 600,00 dólares foram gastos já no começo quando compramos o seguro viagem e as passagens da GOL e da AMASZONAS) + R$ 300,00 reais.

 

Levei o real só por via das dúvidas, além do meu cartão Itaú internacional, que desbloqueei a opção viagem antes de ir pro mochilão. NÃO USEI NENHUMA DAS DUAS OPÇÕES! Na verdade, usei o cartão de Elisa pra comprar a passagem de La Paz para Santa Cruz de La Sierra, porque sabe lá Deus o motivo que o meu não passou.

 

Li vários relatos onde as pessoas diziam que era melhor levar dólar do que o real. E de fato foi! O Arthur e o Vitor levaram só o real e tiveram problema pra trocar dinheiro no Chile. Eles tiveram que trocar o real para dólar e depois o dólar para peso!

 

O Dólar te dá mais poder de barganha e você não precisa se preocupar com as trocas de moeda ao longo da viagem.

 

DICA: Quanto maior e mais nova a nota do dólar melhor aceita ela é! Eu levei SÓ nota nova de $ 100,00 dólares e não tive nenhum problema pra trocar dinheiro, já o Vagner e a Elisa tiveram problema com algumas notas de $ 20,00 dólares.

 

COTAÇÕES DAS MOEDAS AO LONGO DA VIAGEM:

 

- 1 DÓLAR: R$ 3,76 reais (quando trocamos no Brasil)

(Na planilha compilada eu coloquei como R$ 3,54 que foi a cotação do dia que voltamos).

- 1 DÓLAR: Bs. 6,91 bolivianos (média durante a viagem - pegamos também 6,85 e 6,95)

- 1 DÓLAR: 670,00 pesos chilenos (média)

- 1 DÓLAR: 3,36 soles (média – pegamos também 3,27)

 

SOBRE AS MOCHILAS:

 

- MOCHILÃO

Usei um mochilão de 65L da Mountain Warehouse (comprei na Inglaterra também), mas vi muita gente usando o mochilão da Quechua (marca de qualidade muito boa) de 50L e 65L.

 

Algumas pessoas me perguntaram sobre o tamanho ideal de mochilão. Isso vai depender da sua viagem.

 

Em todos os mochilões que eu já fiz eu usei o de 65L, no entanto, meu primeiro mochilão não tinha o ferro de suporte pra coluna, então era possível dar biruleibes na hora de embarcar com ele na cabine do avião, pois parecia menor do que realmente era. Vindo da Inglaterra pro Brasil, por exemplo, eu já tive problemas com meu novo mochilão, justamente porque o suporte de ferro pra coluna ultrapassa o limite de altura permitido, então tive que despachar meu mochilão.

 

Eu gosto muito do tamanho do mochilão de 65L e ele foi perfeito pra viagem pela América Latina - até porque não precisávamos ficar preocupados com a questão de cabines de avião e pra ser bem sincera, quase não carregamos o mochilão por longas distâncias como eu geralmente faço pelos mochilões na Europa - mas acredito que o de 50L também satisfaça muito bem a proposta dessa viagem pela América Latina!

 

UMA QUESTÃO IMPORTANTE SOBRE O MOCHILÃO:

 

Se você pretende usar esse mochilão pra diversas viagens, vale a pena repensar o tamanho ideal pro seu estilo!

 

Digo isso porque se você for fazer um mochilão pela Europa e optar por voos low cost como Ryanair e Easyjet existe um Box na entrada do check-in para medição exata do seu mochilão. Às vezes fazem vista grossa, mas às vezes implicam bastante! Se eu mochilão couber no Box: ÓTIMO! Se não couber e eles implicarem, você precisa pagar uma multa de 50,00 euros (em média). Óbvio que só pagará multa quem tiver optado por mala de cabine na hora da compra da passagem, pois no site você pode optar por mala de cabine ou no porão (pagando em média 15,00 euros extras).

 

O mochilão de 40L é ideal para quem não quer se preocupar com questão de multa e faz viagens frequentes no estilo low cost pela Europa, porque assim dá uma boa economizada na hora da compra as diversas passagens. 40L é o tamanho exato das medidas que as companhias low cost exigem (55cm X 40cm X 20cm), no entanto, é pequeno pra uma viagem de 30 dias, por exemplo. Óbvio que isso depende de pessoa pra pessoa. Se você é uma pessoa mais compacta vai na fé que esse é o tamanho ideal pra você!

 

O mochilão de 50L eu acredito que tem o tamanho ideal pra qualquer viagem! A pesar de passar pouquíssimos centímetros das medidas indicadas de da bagagem de mão pelas companhias aéreas, ainda sim dá pra dar um biruleibe e tentar passar na boa! Existir o risco de ser pego, existe, mas é isso! Você tem uma mochilão mais acessível pro seu tipo de viagem, no entanto, em contrapartida tem sempre aquele friozinho na barriga da expectativa: será que a mala passa ou não?! Acho uma ótima opção mesmo arriscando um pouquinho!

 

O mochilão de 65L já é mais robusto e chama mais atenção, até porque quanto maior o mochilão, maior a sensação de que você pode colocar mais coisa e mais difícil é se controlar na questão de ser compacto. Como eu disse, já viajei a Europa toda com o mochilão de 65L de boa (o meu não tinha o suporte de ferro pra coluna, por isso parecia um pouco menor) e só levei multa 2 vezes em pelo menos 20 voos low cost (acho eu que foram até mais voos). Eu sempre compro a passagem de mala só de cabine e rezo pra ninguém me pegar! Ou seja, to com uma margem boa de multa, né? Mas pra ser sincera, fico sempre muito nervosa por causa disso na hora do check-in, então to pensando seriamente em comprar um de 50L também!

 

Agora que você já tem mais ou menos um panorama geral dos tipos de mochilões, faça uma escolha pelo tipo de viagens que pretende fazer agora e também no futuro, pra não gastar dinheiro à toa. Na verdade, tudo é uma questão de perspectiva, porque o de 65L às vezes passa de boa como mala de cabine, a única questão é se você está disposto a correr o risco de pagar multa toda vez que for pego ou se prefere uma viagem mais tranquila!

 

Falando em porcentagem (minha opinião sobre o que estou acostumada a ver, ok?), acredito que uns 8% usem mochilão de 40L, 43% usem o de 50L e os outros 49% usem o de 65%. Essas são minhas estatísticas no ponto de vista da minha vivência! hahahahaha

 

- MOCHILA DE ATAQUE

 

A mochila de ataque nessa viagem é extremamente importante, até mais importante que o próprio mochilão!

 

É na mochila de Ataque eu você vai carregar suas câmeras, casacos, meias extras se precisar, gorro, luvas, snacks, água, remédios, às vezes capa de chuva... Como se fosse uma pequena malinha com “primeiros socorros” pro frio! A maioria das vezes você sai do hostel às 6h/7h horas da manhã e só volta pra casa 20h da noite, então é fundamental que pense em tudo que poderia precisar durante aquele dia. Vale sempre dar uma conferida na previsão do tempo pra tentar nortear tua arrumação.

 

NÃO É PRA VOCÊ PASSAR TUDO DO MOCHILÃO PRA MOCHILA DE ATAQUE... A LOKA!

 

É pra ponderar o que por eventualidade seria legal levar, caso algo aconteça. Não é pra deixar a mochila de ataque mega pesada, porque em alguns passeios você deixa ela na van e vai todo soltinho por aí só com a máquina, mas em outros passeios você vai precisar levar a mochila de ataque com você, como no Machu Picchu. Então preze sempre pelo seu conforto antes de sair amontoando bagulho dentro da mochila!

 

TAMANHO IDEAL PRA MOCHILA DE ATAQUE:

Você não precisa gastar dinheiro pra mochila de ataque. Ela precisa ser de qualidade, com um tamanho legal, mas não precisa ser FODA pra caraca!

 

Eu fui com a mochila que usava na faculdade (que por sinal tava com o zíper de um bolsinho quebrado rsrsrsrsrs #deimole). Era a mochila da Vans, tamanho normal de quando usávamos mochila pro ensino médio, sabe? Mas, depois comecei a pegar bode da mochila, tava me irritando aquele bolsinho quebrado e o tamanho começou a me irritar também!

 

Acho que vale você levar uma mochila de ataque um pouco maior que o tamanho normal de mochila de ensino médio, sabe? Precisa ser mega maior não, mas com um tamanho ideal pra carregar coisas pra uma viagem de dois dias, por exemplo. E, óbvio, com todos os zíperes funcionando muito bem!

 

Falo sobre os dois dias de viagem porque em duas partes da trip você vai precisar deixar seu mochilão no hostel e carregar só a mochila de ataque por dois dias! Por exemplo: quando você for pra Machu Picchu não tem necessidade de carregar o mochilão com você, principalmente se for fazer a trilha da Hidrelétrica (imagina carregar o mochilão ao longo de 12 km). Então, você deixa o mochilão no hostel sem qualquer valor adicional (eles já são acostumados com isso) e vai para Águas Calientes com a sua linda e bela mochila de ataque, chega no hostel em AC e deixa tudo que não for preciso pra Machu Picchu no locker e sobe pra MP com a mochila de ataque vazia só com água, snacks, seu passaporte (vou explicar porque no capítulo de MP), um casaquinho e uma capa de chuva (just in case).

 

Outro exemplo é quando você vai pra Isla Del Sol. O processo é o mesmo, deixa o mochilão no hostel e sai feliz e contente só com a mochila de ataque. O pulo do gato aqui é checar se seu hostel cobra ou não pra deixar o mochilão lá por um dia, se cobra você já fecha o passeio da Isla de Sol pedindo pra agência guardar o mochilão de graça pra você. Como tem muitas opções de agência, todas guardam os mochilões de graça pra segurar os clientes que conseguem!

 

SOBRE COISAS DE FRIO, MOCHILÃO E TREKKING

 

Grande parte das coisas pra viagem eu já tinha em casa e outras coisas como a toalha de microfibra (PRIMARK), as meias de trekking e a palmilha que esquenta o pé por oito horas (SPORT DIRECT) eu comprei na Inglaterra por que tava vindo de lá pro Brasil quando decidimos fazer o mochilão.

 

Meu parceiro mochileiro Rodrigo comprou grande parte das coisas dele na Decathlon (http://www.decathlon.com.br/). Segundo ele, é o lugar mais barato e completo pra se comprar esse tipo de coisas de viagem.

 

CHECK-LIST:

• 4 blusas

• 4 camisetas

• 1 blusa de manga comprida segunda pela (1º camada)

• 1 calça segunda pele (1º camada)

• 1 casaco fleece (2º camada)

• 1 casaco quente impermeável (ou de material ok se pegar chuva) (3º pele)

• 1 calça jeans

• 1 short jeans

• 3 leggings (cores diferentes)

• 10 calcinhas

• 2 sutiãs

• 2 tops

• 1 biquíni

• 6 pares de meia normal

• 2 pares de meias bem grossas

• 1 chinelo

• 1 capa de chuva

• 1 capa de chuva pro mochilão

• 1 toalha de microfibra (secagem rápida)

• 1 toca

• 1 par de luvas quentinhas

• 1 cachecol bom

• 1 lenço pro cabelo (para dias de vento)

• 1 money belt

• 1 travesseirinho de ônibus

• Carregadores portáteis pro celular

• Carregador do celular

• Carregador da Canon

• 3 cartões de memória de 16gb para a Canon (usei um só)

• Equipamentos da Gopobre

• 2 cartões de memória de 32gb para a Gopobre (usei um só)

• Adaptadores de tomada

• 1 protetor solar

• 1 sabonete

• 1 frasco pequeno de shampoo

• 1 frasco pequeno de condicionador

• 1 roupa pra dormir (pijama)

• 1 protetor labial

• 1 repelente (indispensável no dia do downhill)

• 1 desodorante

• 2 cadeados grandes

• 1 celular

• 1 Canon SX40 HS

• 1 Gopobre (SJCAM 4000)

• 1 escova de dente

• 1 pasta de dente

• 1 cortador de unha

• 1 lixa de unha

• 1 kit de remédios

• 1 óculos de sol

• 1 boné

• 1 pinça

• 1 alicate de unha

• 1 gilete

• 1 bloquinho

• 1 caneta

• 1 óculos de grau

• 1 frasco pequeno de ácool em gel

• 1 ecobag (usamos pra levar os snacks e a água de 2 litros separados)

• 1 papel higiênico só pra você (fundamental)

• Anti-concepcional (pras meninas que tomam)

• Maquiagem

• Documentos

• Cartão de crédito internacional desbloqueado (just in case)

• 1 lenço umedecido (tanto homens quanto mulheres devem levar um pacote)

• 1 fone de ouvido

• 1 tapa olho (eu curto usar, porque você dorme bem independente da galera que acende a luz 1:00 da manhã pra procurar alguma coisa)

• 1 tapa ouvido (fundamental para quem for dividir quarto com muita gente)

• 1 canga (usamos pra envolver os travesseiros ou, em casos extremos de frio, como mais uma camada de cobertor rs)

• 1 tênis confortável (só levei 1 tênis, mas levaria 2 pelo simples fato que peguei chuva e fiquei com o pé encharcado por 3 dias. Não senti necessidade alguma da botinha de trekking que a maioria usa da Timberland, primeiro que quando fui comprar achei super desconfortável e segundo que acho feia e nunca usaria isso outra vez). Óbvio que ter um tênis/bota impermeável vai facilitar tua vida pra caraca, mas se você não tem dinheiro pra comprar um, relaxa que o tênis normal vai satisfazer sua viagem de boa (não me arrependi nenhum pouco de não ter levado tênis impermeável), leve apenas 1 a mais de reserva ou uma bota normal, mas que seja confortável!

 

REMÉDIOS (que eu usei):

 

• Paracetamol

• Digesan

• Deocil

• Imosec (fundamental)

• Buscopan

• Diamox (fundamental para enjoo de altitude)

• 1 esparadrapo

• 10 band-aid

• Resfenol (pra gripe)

• Aspirina

• Pantoprazol

• Loratadina

• Bepanthen (tubo pequeno)

 

DOCUMENTOS (guardar até o final da viagem):

 

• Cartões de embarque (GOL e AMASZONAS);

• Seguro Viagem;

• Carteirinha de estudante ISIC (se você tiver);

• Cartão internacional de vacina (ANVISA);

• Reserva do ingresso de Machu Picchu;

• TODOS os micro papéis, boletos e formulários de imigração que te derem durante a viagem guarde. Principalmente os papéis da imigração.

 

Leve uma pasta de plástico flexível para guardar todos os documentos da viagem, isso é muito importante e pode te salvar de pagar multas desnecessárias.

 

Cartões de embarque: Guarde-os até o final da viagem, mesmo que já tenha realizado o voo.

 

Seguro Viagem: Mesmo sendo a pessoa mais sortuda do mundo, faça um seguro viagem, você nunca sabe quando sua sorte pode acabar (nosssa fiz tipo um comercial da Bradesco Seguros agora, né? Rsrsrsrsrsrs).

 

Não precisamos usar o noss, Graças a Deus, mas li diversos relatos de gente acionando o seguro durante a viagem. Importante ressaltar que a maioria, se não todos, dos seguros não cobrem a aventura do Downhill (não deixe de fazer por causa disso.... vale muitoooo a pena).

 

Sem o seguro você vai pagar uma fortuna por qualquer emergência médica, então nem cogite em fazer uma economia burra, porque os seguros são relativamente baratos perto da segurança que você vai ter durante a viagem.

 

Eu fiz pela Mondial Travel, mas paguei um pouco mais caro (total: R$ 201,66) que meus parceiros de viagem, então faça diversas cotações e veja um que atenda às suas necessidades. Fechei com esse por ter sido indicado por vários mochileiros e curti o atendimento deles.

 

DICA: Algumas pessoas tem o serviço de Seguro Viagem incluso no cartão de crédito e pagam uma taxa para ativá-lo, veja se vale a pena no seu caso. Outras pessoas tem o Seguro Viagem embutido nos benefícios da empresa que trabalham, aí basta ativá-lo (na maioria das vezes é de graça).

 

Carteirinha de estudante ISIC (se você tiver): Se você for estudante, vale a pena tirar sua carteirinha internacional da ISIC, pois em muitos lugares e passeios você ganha bons descontos por apresentar essa carteirinha da ISIC. Alguns passeios no Atacama por exemplo, aceitam carteirinhas normais de estudantes, mas no Machu Picchu, por exemplo, só te dão desconto com a ISIC.

 

O melhor desconto da ISIC é no Machu Picchu, porque você paga metade do valor. Em outros passeios você ganha pequenos descontos, sem ser metade do valor.

 

ATENÇÃO: Se você tem a ISIC e está acima da graduação, pode esquecer seu mega desconto no Machu Picchu. Eles só aceitam carteirinhas de graduação.

 

Se você tem a ISIC, mas é maior de 25 anos eles podem implicar (mas nunca se sabe quando). A Patrícia usou a dela em vários lugares de boa no Atacama, mas no Valle Sagrado em Cusco, implicaram!

 

Na hora da compra do ingresso pra Machu Picchu não implicaram com a idade dela, já que ela tinha a carteirinha da graduação. Já o Vagner que tem 25 anos não conseguiu o desconto de estudante no ingresso do Machu Picchu porque tinha carteirinha de Pós-graduação, mas conseguiu desconto de meia no boleto turístico de Cusco, onde a Patrícia não conseguiu porque tinha 27 anos. Olha que confusão! hahahaha

 

Cartão internacional de vacina (ANVISA): A vacina contra febre-amarela é obrigatória, por lei, para entrar na Bolívia (apesar deles cagarem baldes pra isso, ninguém pediu pra ver nosso cartão de vacinação).

 

Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, ela ainda é válida e você só precisa ir a um posto de saúde que emita o Certificado Internacional. Se não, você se informa dos horários do seu posto de saúde, toma a vacina na hora e pede o Certificado Internacional (verifique se o posto que você está indo emite o certificado. Eu fui em um que me deram a vacina e 5 minutos depois já me deram o certificado).

 

Reserva do ingresso de Machu Picchu: Reservamos os ingressos de Machu Picchu pelo site oficial (http://www.machupicchu.gob.pe/). Veja bem, RESERVAMOS, não pagamos no site. Acredito que seja uma forma de segurar sua vaga pra aquele dia específico, mas no dia que fomos na Prefeitura acabamos nem mostrando a reserva e compramos direto o ingresso. Se você vai subir só Machu Piccu, acredito que não tenha que se preocupar com os ingressos antecipadamente, se quiser garantir reserve no site, mas acho que não é preciso pilhar nisso.

 

Se você vai fazer a Huayna Picchu ou a Montaña Picchu é preciso comprar seu ingresso com, no mínimo, um mês de antecedência pra garantir seu lugar, porque pra essas duas montanhas existe número limitado de entradas por dia: 200 no primeiro grupo (7-8h) e 200 no segundo grupo (10-11h).

 

MONEY BELT:

 

• $ 1.300,00 dólares

• R$ 300,00 reais (just in case)

• Cartão Itaú internacional

• Passaporte

 

O money belt é a parte mais importante da sua viagem. Nele está sua vida! Então, nunca tire ele de você, leve até pra tomar banho. Sério! Já vi gente ferrar a viagem toda porque foi furtado quando deu mole com o money belt.

 

Óbvio que quando você for mergulhar nos termas ao longo da viagem, dê um jeito de esconder o Money belt no fundo da mochila de ataque e deixe a mochila num lugar que você possa sempre manter os olhos!

 

PREPARATIVOS:

 

Bom, essa viagem já estava no meu radar há algum tempo e nunca conseguia realizá-la. Decidi que faria essa viagem em 2016 e convoquei algumas amigas, a maioria não pôde. Elisa já tinha tirado as férias dela, mas como ainda faltavam alguns dias das do ano passado ela fez um acordo com chefe e tirou os 23 dias pra gente fazer a viagem juntas em abril. E só podia ser abril porque ela iria trabalhar compulsivamente pras olimpíadas e eu voltaria pra Inglaterra (eu moro na Inglaterra atualmente com meu namorado tcheco) em Junho (a princípio, porque agora volto em Setembro hahahaha). Então, era agora ou nunca e decidimos que seria agora!

 

A decisão veio por meados de Fevereiro e como Elisa estava trabalhando direto eu fiquei responsável por ver o roteiro e ir passando pra ela. No final de Fevereiro já tínhamos o roteiro montado todo baseado no roteiro do Rodrigo, eu cheguei até a compartilhar uma planilha compilada no roteiro do Rodrigo nos Mochileiros.com pra ajudar a galera que também tava seguindo essas dicas dele (eu a lokaaaa da planilha).

 

Mas, não contávamos com a merda da alta do dólar (chegou a bater 4,20 quando estávamos planejando a viagem... #fudeuuuuu) e com as passagens tão caras! Aí bateu um certo desespero, vontade de desistir, ver algum lugar pelo Brasil que fosse mais barato e tal. Só que tinha um agravante na nossa situação: Quando eu e ela teríamos férias juntas novamente? Quando eu voltaria pro Brasil de novo?

 

Aí pensamos: Quer saber? Temos dinheiro, temos tempo e já temos roteiro... Vamos fazer essa viagem esse ano!!!! \o/ Caraaaaa! Foi mó correria, porque decidimos isso no dia 5/3 sendo que a viagem ia acontecer dia 2/4. Correeeee pra comprar as passagens! Acabamos pagando uma fortuna nas passagens de saída e retorno ao Brasil (R$ 1.843,42), mas tudo bem. O importante é que de fato iríamos e agora era parar de chorar pelo dinheiro derramado e bola pra frente, tínhamos muita coisa pra ver!

 

- PASSAGEM BRASIL X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL (R$ 1.843,42): OK

 

- PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE ($ 53,14 dólares): OK

 

- RESERVA DO BILHETE DE MACHU PICCHU: OK

 

- SEGURO VIAGEM (R$ 201,66): OK

 

- RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOUR: OK

 

Essas foram as únicas coisas que fechamos antes da viagem! NÃO RESERVAMOS NENHUM HOSTEL, NENHUM OUTRO PASSEIO, NENHUMA PASSAGEM DE ÔNIBUS!

 

PORÉÉÉMMMMM... A única coisa que eu teria comprado com antecedência, também, seria a passagem do ônibus de Sucre para o Uyuni, porque se a gente não conseguisse a passagem na rodoviária pro Uyuni ia quebrar todo roteiro porque teríamos que ficar um dia extra em Sucre, apesar de eu já ter em mente um plano B (cortaria Arequipa, infelizmente).

 

E aí por causa disso eu fiquei ansiosa até chegar na rodoviária de Sucre, roí todas as minhas unhas, fui no banheiro umas 648 vezes (JURO), não conseguia relaxar de jeito nenhum. Tudo por causa desse ônibus maldito! Nos relatos que li, a galera dizia que só tinha uma companhia de bus que fazia esse trajeto (Sucre X Uyuni), então caraaaa eu tava uma pilha de nervos porque não queria mudar nada do roteiro (aquela, né? Super apegada às coisas).

 

Então, se eu pudesse dar um conselho seria esse: COMPRE SUA PASSAGEM DE SUCRE X UYUNI PELO SITE DA COMPANHIA 6 DE OCTUBRE. Se não tiver mais pela 6 de Octubre tente ver se existe algum site que venda as passagens da 11 de JULHO.

 

Uma pessoa me passou esse site no Mochileiros.com e achei bem mais bonito e organizado do que o site que vi na época: https://www.ticketsbolivia.com/

 

Reservamos com a Esmeralda Tour com antecedência porque eu queria negociar o valor sem ter um monte de mochileiros em volta (não queria assustar a senhora pedindo desconto e depois mó galera pedindo também). Além do que, queria muito fazer com eles porque li diversos relatos falando bem deles e não queria correr o risco deles estarem lotados (a apegada novamente! Rsrsrsrsrs). A Esmeralda Tour é uma das únicas companhias que param no Salar de Uyuni para ver o por do sol.

 

Conferi no Google se tava tendo manifestação, protestos, competições, ralis, qualquer merda que pudesse tirar meu roteiro de ordem (caraaa eu levo meu roteiro muito a sério, perceberam, né?) e UFA! Não tinha nadica! Só as eleições no Peru, mas que não interferiu em nada nos passeios (ficamos com um pouco de medo, mas saiu tudo como o esperado).

 

Pra finalizar e partimos pro que realmente importa (o relato dos dias), eu só queria compartilhar com vocês que esse foi meu primeiro mochilão super em aberto, apesar de ter meu roteiro super fechado! Sério, parece contradição, mas não é! Eu sabia o que ia fazer em cada dia e tinha um planejamento dos ônibus e hostels que ia pegar, mas não reservei nada justamente porque em um mochilão desse tipo você não pode fechar suas possibilidades!

 

Você precisa ficar flexível pra mudanças de planos e de ideias ou, é claro, para os temidos imprevistos!

 

Tivemos que pegar ônibus diferentes, dormir em hostels diferentes do planejado, mas no fim deu tudo certo. O que quero dizer é: NÃO reserve nada com antecedência também, porque se surgir um imprevisto ou você mudar de plano no meio do caminho você poderá mexer seus pauzinhos com liberdade e sem medo de perder dinheiro.

 

Imagina já ter comprado uma passagem e depois mudar de ideia (perdeu dinheiro) ou decidir ficar mais um dia numa cidade e já ter reservado um hostel na outra (em alguns casos eles devolvem o dinheiro se você avisar com 48 horas de antecedência em outros casos você paga multa).

 

Me deu um certo medinho e muita insegurança viajar assim com a viagem meio em aberto, mas ao mesmo tempo me deu uma puta sensação de liberdade e flexibilidade, sabendo que eu poderia curtir como eu quisesse sem medo de perder dinheiro.

 

E, às vezes, o bom de fechar os hostels na hora é que você pode barganhar descontos (fizemos muito isso e conseguimos alguns). Não fique com medo de não ter onde dormir tem MILHARES de hostels por esses lugares e sempre terá uma opção na pior das hipóteses.

 

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PARTIUUUUU DIA DA VIAGEM!!!!!

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.2) Rio X Santa Cruz de La Sierra X Sucre X Uyuni – O dia que nunca acabava

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Queria mto ter colocado Huacachina no meu roteiro. Mas fiquei com medo de pegar chuva por lá ai ficaria meio sem ter o que fazer.. =(

Mas toda vez que vejo relatos com fotos como essas suas me da vontade de tacar um fodas e ir mesmo assim.. rsrs

 

Você tem toda razão Débora! Com chuva, Huacachina não tem muito o que fazer, já que o principal passeio é o sandboard nas dunas. Imagina você ir à praia chovendo, pode até ser lindo, mas perde o sentido, né?

 

A gente tava muito aflito por causa da chuva também, e adivinha?! Choveu no dia seguinte quando fomos para Paracas! O passeio perdeu toda graça! A gente não conseguia ver nada por causa da neblina... mó bad! hahahahaha

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CAP.12: Um passeio pelo oceano Pacífico – Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

 

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11/04/2016

 

[Você pode ler esse relato ao som de Smile]

(

)

 

Acordamos às 6:00 da manhã, nos arrumamos e ficamos esperando a van chegar (o macete é deixar tudo arrumadinho no dia anterior: mochilas de ataque, mochilões e a roupa que você vai usar). Às 6:45 uma guia muitoooo enrolada começou a chamar nossos nomes e entramos na van (ela chegou no hostel com 15 minutos de atraso).

 

O passeio de hoje duraria o dia inteiro, com previsão de retorno por volta das 16:00. Estávamos em quatro e depois passamos em outro hostel pra pegar mais gente e adivinha quem apareceu pra fazer o passeio com a gente: os mesmo israelenses do dia anterior! Mas, agora eles estavam mais calminhos, talvez porque estivessem com sono hahahaha.

 

A guia aparentava estar nervosa e depois fomos entender o porquê, estávamos bem atrasados e ela que chegou depois do horário, começou a colocar a culpa em cima da gente (de todo o grupo). Que ódio caraaa! Aí chegamos em Paracas e ela começou a correr, literalmente. A gente teve que sair correndo atrás dela e a doida ficava gritando: BAMOS! BAMOS! Ahhhh! Me deu um negócio que eu sai correndo na frente dela olhei na cara dela e gritei: BAMOS! BAMOS BAMOS! Nego começou a rir e aí a gente começou a levar mais na esportiva, porque nossa vontade era de socar a cara dela.

 

Eu hein! Aí você vê. Pagamos o passeio, esperamos no pátio do hostel no horário marcado, a guia chega atrasada e ainda quer fazer a gente correr como se a culpa fosse nossa?! Ahhh para, né?

 

Pagamos 18,00 soles que incluía a taxa de entrada na "Reserva Nacional Sistema de Islas, Islotes y Puntas Guaneras - Islas Ballestas" + a taxa de embarque do barco e ficamos numa fila. Caraaaa! Esse dia não tem café da manhã incluído, mas a gente achou que fosse dar tempo de comer algo lá no porto, mas com a correria toda acabamos entrando no porto sem comer nada. A sorte (ou não) foi que apareceu um senhorzinho vendendo pedaços de bolo por 2,00 soles, a gente tudo morto de fome comprou um pedaço pra cada e já meteu logo na boca. A Patrícia que é mais cuidadosa, comeu aos poucos (pedaço por pedaço, degustando o bolinho dela) e pasmem: Ela encontrou mofo no bolo dela e acabou não comendo aquela parte. Agora, se tinha mofo nos nossos pedaços eu, Elisa e Vagner nunca saberemos. Hahahahaha

 

O tempo tava bem feio no início do passeio, tudo nublado e com muito vento, mas nada nos impediu de curtir (óbvio que com sol seria bem melhor rs). Entramos no barco e sentamos do lado esquerdo (sentem do lado esquerdo porque tem muito mais paisagens) pra ver o El Candelabro de Paracas nossa primeira atração do dia.

 

Eis que o El Candelabro tava apagado! Zoaaaa! Tinha tanta neblina que a gente não conseguia nem ver o coleguinha na nossa frente que dirá uma escritura em terra longe pra caraca! Vimos nadica de nada e o motorista seguiu com o barco! Ahhh! Esqueci de falar, o guia que nos levou no barco não era a mesma guia enrolada que fez a gente correr. Graças a Deus trocamos de guia, esse em vez de fazer a gente correr, fazia a gente dormir de tão lento que ele falava. Mas, pelo menos explicava as coisas bem melhor.

 

O guia disse que iríamos seguir viagem, mas que se a gente desse sorte talvez fosse possível ver o El Candelabro na volta. Todos ficaram completamente chateados de não conseguir ver o desenho na areia, isso porque ele possui 180 metros de largura e mais de 2.500 anos de idade. Sua origem ainda é um mistério e a explicação para o desenho (que não é tão profundo) nunca ter sumido é que justamente nesse local o vento durante o ano é quase inexistente. Mas, nosso guia nos contou as dezenas de hipóteses levantadas para a origem do desenho. Tem até uma galera que jura que foram os alienígenas que fizeram isso!

 

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Seguimos viagem e apesar do frio que tava fazendo, conseguimos nos divertir vendo os leões marinhos mergulhando “perto” do barco. Após uns 20 ou 30 minutos chegamos nas Islas Ballestas. O lugar foi invadido por aves, leões marinhos e pinguins. É cocô pra tudo que é lado e eu não achei a paisagem lá essas coisas. Talvez o tempo feio e o frio tivessem me dado uma desanimada, porque eu tinha visto fotos desse lugar antes de fazer o passeio e eram absurdamente lindas, mas com tanta neblina ficou difícil ver qualquer coisa interessante por lá.

 

Óbvio que foi legal ver um monte de leão marinho em seu habitat natural e pinguins andando em grupo, mas beleza beleza mesmoooo, infelizmente, não consegui ter a sensibilidade de ver.

 

Como tem muitas aves, a maioria dos turistas usa chapéu ou boné pra evitar surpresinhas vindas do céu diretamente na sua cabeça. Nós arriscamos ir sem e não vimos ninguém sendo alvejado com cocô não (mas é um risco).

 

Ficamos umas 2 horas no mar (8h às 10h) e então retornamos ao porto de Paracas. Na volta, a neblina estava bem menos densa e conseguimos ver o El Candelabro, mas daquele jeito bem surrealista: colocando a cabeça pro lado, fechando os olhinhos e inclinando o pescoço levemente pra frente como quem diz: “Ah!!! Tô vendo sim!”.

 

Minhas fotos ficaram bem ruins mesmo. Mas, tenho uma memória interessante sobre esse desenho na minha cabeça, isso é o que vale (aquela que fica arrumando desculpa pra não se culpar pela foto que ficou horrorosa).

 

Ficamos por lá cerca de 30 minutos e foi o tempo da gente dar uma olhada rápida nas lojinhas de artesanato e comer um biscoito de café da manhã. A essa altura do dia, o sol já tava torrando a galera e enquanto a Pate e o Vagner passavam o protetor solar, eu e Elisa fomos rapidinho na farmácia comprar uma pasta de dente pra mim. Paguei 3,00 soles num tubinho daqueles pequenos, sabe?

 

Entramos na van e o guia (o mesmo do barco) começou a nos explicar a segunda parte do passeio que seria na Reserva Nacional de Paracas. Eu já tinha visto umas fotos na internet e também pelo relato do Rodrigo e parecia ser lindo demais. E até que foi bem bonito, mas acho que coloquei minhas expectativas muito lá em cima.

 

Fizemos nossa primeira parada numa espécie de “museu” e lá o guia nos explicou as formações rochosas e orgânicas do local. Falou dos animais da região e mais um monte de detalhes sobre a Reserva Nacional de Paracas. Eu não sou muito fã de museus e o guia também não ajudava sendo mais interativo, então essa parada pra mim foi bem chatinha e me deu um sono bizarro.

 

Eis que depois de 20 minutos de explicações geológicas, a gente teve apenas 15 minutos pra explorar o local. Não conseguimos ir nem até o final de um caminho de terra que parecia ter uma paisagem linda no final, porque o guia começou a nos gritar. Voltamos pra van bem irritados, porque perdemos mó tempão nas explicações e não tivemos tempo algum pra explorar o local. Por mim, ele dava aquelas explicações dentro da van no caminho até a Reserva e depois deixaria a gente livre os 35 minutos pra passear pelo lugar.

 

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Depois disso, seguimos para a segunda parada dentro da Reserva que é a Playa Roja (areia vermelha, proibido pisar) e a Catedral, cuja estrutura foi quase que totalmente destruída após um forte terremoto em 2007. Essa praia é linda, tem umas rochas meio que dando a impressão de precipícios com vista pro mar. É uma vista surreal de linda!

 

Depois disso, o guia nos levou para a Playa Lagunilla, onde almoçamos em um restaurante indicado por ele (parte pega-turista, porque já é tudo armado). Lá comemos um peixe maravilhoso e ganhamos de brinde um pisco sour que tava sensacional. O Pisco sour pra eles é tipo o que é a caipirinha pros brasileiros. Só sei que essa bebida bate que é uma beleza. Eu fiquei alegrinha com um shot daquilo lá. Apesar do preço da comida ser um pouco acima do que estávamos esperando (32,00 soles pra cada), o prato veio muito bem servido e tava bem gostoso.

 

Ficamos ali por 1h30minutos e deu tempo de comer bem e ainda apreciar a vista da praia. Antes de voltarmos, fomos ao banheiro e pagamos 1,00 nuevo sol cada. O guia nos chamou porque já era hora de voltarmos pra Huacachina, entramos na van e seguimos viagem. Chegamos em frente ao hostel por volta das 16:00. A gente tinha planejado assistir um belo pôr do sol do alto das dunas que rodeiam o oásis, mas o tempo não ajudou e nem sol tinha.

 

Fomos então dar uma última caminhada pela “cidade” para comprarmos algumas lembrancinhas. Eu comprei uma pulseirinha de couro linda com os símbolos do Peru por 5,00 soles. Andamos meio que vagando sem rumo até nos depararmos com um carrinho de sorvete que pediu nossos rins em troca de um picolé que nos custou 4,00 soles.

 

Nos despedimos do oásis e seguimos em direção ao hostel, antes de entrar, Eu e Elisa compramos uns biscoitos e uma água pra viagem que saiu por 3,75 soles pra cada. Pegamos nossos mochilões na sala de bagagens e fomos tomar banho e nos arrumar pra mais uma noite dormindo em ônibus. A essa altura do campeonato eu já tinha até meu uniforme de viagens noturnas, que obviamente eram as roupas mais confortáveis que eu tinha.

 

Como a gente sabia que teria janta no ônibus, decidimos beliscar uns petiscos (batata frita com queijo e linguíça) só pra dar uma forradinha básica no estômago, dividimos tudo por quatro e deu 6,50 soles pra cada. Tudo pronto! Colocamos os mochilões nas costas e partimos em busca de um táxi. Não conseguimos achar nenhum na rua do hostel, então decidimos ir andando até a rua perto da praça e finalmente achamos um. Colocamos tudo na mala e seguimos pra rodoviária de Ica. O táxi deu 10,00 soles (2,50 pra cada).

 

Ah! Esqueci de comentar. Vagner e Patrícia conseguiram comprar as passagens de avião de La Paz pra Santa Cruz de La Sierra usando a internet do hostel, mas eu e Elisa não. Então, ficamos de tentar novamente lá no hostel de Cusco.

 

Chegamos na rodoviária com 30 minutos de antecedência e era só esperar a chamada pro nosso ônibus. Embarcamos às 21:50 e já nos acomodamos naquelas poltronas super confortáveis, tentando nos preparar para a viagem mais longa das nossas vidas: 17 horas delícias de voltas e mais voltas e enjôos.

 

Isso serão cenas do próximo capítulo.

 

SALDO DO DIA:

 

- 18,00 soles – Taxa de entrada nas Islas Ballestas + a taxa de embarque do barco

- 2,00 soles – Bolo mofado

- 3,00 soles – Pasta de dente

- 32,00 soles – Almoço

- 1,00 nuevo sol – Banheiro

- 5,00 soles – Pulseira de couro

- 4,00 soles – Sorvete

- 3,75 soles – Água + Biscoitos

- 6,50 soles – Petiscos de jantar

- 2,50 soles – Táxi de Huacachina X Rodoviária de Ica

 

TOTAL: 77,75 soles

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.13) Vivos em Cusco

 

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas por lá e muito mais vindo aí!

  • 2 semanas depois...
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Mary, cadê o restante?

to adorando seu relatooo

 

Owwww Maby! Vou postar mais um capítulo agora!

 

Brigadinha pelo carinho! ::otemo::

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Muito bom o relato. Estou aguardando os próximos capítulos...

 

Rodrigão! Vou postar mais um relato agora! ::otemo::

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CAP.13: Vivos em Cusco

 

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12/04/2016

 

[Você pode ler esse relato ao som de Young, Wild and Free]

(

)

 

Depois de voltas e voltas e um enjoo absurdo, finalmente chegamos em Cusco às 15:00. Descemos do ônibus ainda tontos e fomos logo procurar um táxi pra levar a gente pro hostel Pariwana, que fica no centro da cidade (super bem localizado, animado, organizado e com ótimas instalações – super recomendo). O táxi deu 10,00 soles (2,50 pra cada).

 

Muita gente já tinha me indicado esse hostel e acabamos decidindo ficar nele antes mesmo de começar a viagem, isso porque pra fazer reserva no Pariwuana você não precisa pagar nada, só mandar um e-mail pelo site. Então, eu e Elisa já tínhamos nossas vagas garantidas, mas o Vagner e Pate não, então quando chegamos lá, o hostel tava lotado e eles acabaram tendo que ficar no Wild Rover de novo (cada vez que você fica em um dos Wild Rovers você ganha um brinde. Exemplo: Se você ficar em Arequipa ganha um shot, se ficar também no de Cusco ganha 2 shots e se ficar também no de La Paz ganha um blusa, ou seja, se você se hospedar nos três Wild Rovers durante seu mochilão, você ainda fatura uma camisa grátis – não importa a ordem hahahahaha).

 

Os dois hostels ficavam perto um do outro (uns 5 minutos andando). Assim que fizemos o check-in (pegamos um quarto compartilhado por 35,00 soles a diária para cada - fechamos 2 diárias), deixamos nossas coisas no nosso quarto e fomos até uma mini agência que fica dentro do Pariwuana ver os preços dos passeios e do ônibus até Puno. Vimos o valor do ônibus e tava mais ou menos na faixa de preço que queríamos, mas na hora da mulher fazer as reservas, eu não sei que merda que ela fez lá que reservou três e não reservou a da Pate. Putz!!! Aí ela disse que não tinha mais vaga perto da gente e que se a Pate quisesse tinha uma vaguinha lá no fim do ônibus pra ela, mas de qualquer forma eu, Elisa e Vagner teríamos que pagar. Hahahahahaha

 

Rimos na cara dela, né? Ela que fez a merda e a gente que se ferra? Ahhh! Mandamos ela cancelar porque iríamos ver com outra agência! Aí ela ficou dizendo que não dava e a gente dizendo que não ia pagar. Só sei que foi mó confusão e no final perdemos 1 hora nessa brincadeira.

 

Aí depois de tudo cancelado com essa mulher enrolada, decidimos ir logo resolver a questão dos ingressos de Machu Picchu lá na Libreria del Ministerio de Cultura (Calle Casa Garcilaso, perto da Plaza Regocijo) antes que fechasse. Chegamos lá e foi muito tranquilo. Eu e Elisa já tínhamos a reserva que fizemos pelo site oficial de Machu Picchu (http://www.machupicchu.gob.pe/), mas na hora acabamos nem apresentando a reserva e compramos direto. Apresentamos o passaporte, escolhemos a data e o moço nos deu a entrada, frisando que só poderíamos subir ao Machu Picchu naquela data. Eu e Elisa pagamos 128,00 soles na entrada inteira cada.

 

Vagner e Pate tinham a carteirinha de estudante da ISIC e a usaram pra comprar os ingressos de Machu Picchu, isso porque o Ministério da Cultura só reconhece as carteirinhas da ISIC, mas há relatos de pessoas que conseguiram usar uma carteirinha de estudante normal, sem ser da ISIC. No final, só a Pate conseguiu desconto de estudante e pagou a metade do valor.

 

ATENÇÃO: Se você tem a ISIC e está acima da graduação, pode esquecer seu mega desconto no Machu Picchu. Eles só aceitam carteirinhas de graduação.

 

ATENÇÃO 2: É de extrema importância anotar todas as dicas que você lê antes de viajar e levar sempre com você nas viagens! Em situações extremas você pode recorrer à essas dicas e se salvar de um problema! Às vezes o nome de um hostel, de uma agência de turismo, de uma pessoa ou até mesmo um telefone fazem toda diferença na hora do aperto.

 

Se você tem a ISIC, mas é maior de 25 anos eles podem implicar (mas nunca se sabe quando). A Patrícia usou a dela em vários lugares de boa no Atacama, mas no Valle Sagrado em Cusco, implicaram! Na hora da compra do ingresso pra Machu Picchu não implicaram com a idade dela, já que ela tinha a carteirinha da graduação. Já o Vagner que tem 25 anos não conseguiu o desconto de estudante no ingresso do Machu Picchu porque tinha carteirinha de Pós-graduação, mas conseguiu desconto de meia no boleto turístico de Cusco, onde a Patrícia não conseguiu porque tinha 27 anos. Olha que confusão! Hahahaha

 

Segue aqui a tabela de preços do site:

 

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Quem vai só para o Parque de Machu Picchu tem mais flexibilidade quanto às datas, porque tem muito mais vagas disponíveis. Quem deseja fazer uma das duas montanhas que rodeia Machu Picchu (Montanha ou Huayna Picchu), precisa correr e reservar seu ingresso com pelo menos um mês e meio de antecedência, isso porque as vagas são limitadas em dois horários (7-8h | 10/11h) com grupos de 200 pessoas em cada.

 

Então, se você já tem ideia do dia que quer ir ao Machu Picchu e planeja subir uma das duas montanhas corre no site e veja se ainda há disponibilidade para essa data e já reserva logo. Você pode ver no site oficial que é mais barato (http://www.machupicchu.gob.pe/) ou no site afiliado que é um pouco mais caro (http://www.ingressomachupicchu.com/).

 

Como eu disse no capítulo 1, nós decidimos não subir nenhuma das montanhas que rodeiam Machu Picchu (Montanha ou Huayna Picchu), porque queríamos curtir a energia do lugar. Sentar lá, fazer um lanche olhando pra beleza daquelas ruínas sem ter que se preocupar com a hora de subir e descer (se você for subir uma das duas montanhas tem que ficar ligado no seu horário de subida, porque cada grupo tem um horário). Além do que, a gente sabia que seria mais sofrimento que curtição subir ainda mais. E, vou te falar, não me arrependo nenhum pouco. Caraaaa! Tu tá ali pra ver Machu Picchu e curtir a vibe do lugar. É ótimo sentir seu corpo desacelerando e ficar mais tranquilo sem hora pra fazer as coisas, ficar lá simplesmente admirando. Foi uma experiência maravilhosa!

 

Ingressos de Machu Picchu resolvidos, seguimos pra segunda missão do dia: pesquisar os preços do passeio pelo Valle Sagrado de los Incas + van (ida e volta) até a hidrelétrica + ônibus até Puno. Queríamos achar uma agência que fizesse um pacotão pra gente com tudo isso e, é claro, rolando uns descontinhos, né?

 

Tomei a liberdade de pegar emprestado uma parte do relato do Rodrigo (ele já sabe rs), onde ele explicou muito bem como são os passeios em Cusco e acho que eu não poderia explicar melhor.

 

Rodrigo Alcure falando:

“A cidade possui muitos sítios arqueológicos e museus para se visitar, e a maioria deles não possui bilheteria na entrada. A forma que o governo peruano encontrou para arrecadar as taxas de preservação desses lugares foi através do “Boleto Turístico” que vocês já devem ter ouvido falar.

 

Basicamente, são 2 opções: o Boleto Turístico Geral e o Boleto Turístico Parcial, sendo:

 

Boleto Turístico Geral

- 130,00 soles (estudante com carteirinha internacional paga 70,00);

- Válido por 10 dias;

- É nominal e intransferível;

- Permite visitar todos os locais, basicamente (16, no total), entre sítios arqueológicos, museus e monumentos.

 

Boleto Turístico Parcial

- 70,00 soles (creio não tenha desconto pra estudantes);

- Válido por 2 dias consecutivos;

- É nominal e intransferível;

- São 3 opções de boletos (circuitos), sendo:

 

Circuito 1: City Tour

Esse “city tour” é na verdade uma visita aos sítios arqueológicos que ficam no entorno da cidade de Cusco. São eles: Saqsayhuamán, Q’enko, Puka Pukara e Tambomachay. Esse passeio costuma levar o dia todo.

 

Circuito 2: Museus

Permite conhecer museus, monumentos e centros de arte. São eles: Museo Municipal de Arte Cotemporáneo, Museo Histórico Regional, Museo de Arte Popular, Museo de Sitio del Qoricancha, Centro Qosqo de Arte Nativo, Monumento ao Inka Pachaquteq, Pikillacta e Tipón.

 

Circuito 3: Valle Sagrado de los Incas

Permite visitar 4 sítios arqueológicos no Valle Sagrado de los Incas. São eles: Ollantaytambo, Moray, Pisac e Chinchero. Dos 3 circuitos, talvez esse seja o mais “bonito” e procurado pelos mochileiros, e certamente o mais distante. Leva o dia todo e necessita contratar agência.

 

Seu boleto fica com seu nome e a data de validade, e nele há o nome e as imagens dos locais que você pode visitar. Como cada boleto só permite conhecer uma vez cada lugar, na entrada eles fazem um pequeno furo no papel em cima da imagem daquele local que você está visitando.

 

Quanto às formas de se chegar a Machu Picchu, são basicamente três:

1) Trem;

2) Trilhas;

3) Van + trilha.

 

1) O trem é a opção mais confortável e, naturalmente, mais cara, considerando o tempo percorrido. Esse trajeto da Peru Rail é considerado o trajeto de trem mais caro do mundo por km percorrido (pasmem), variando de 130 a mais de 1.000 dólares pra 2 horas de viagem. Vai de Cusco (Poroy) até Águas Calientes. Uma opção menos cara é comprar o trecho de ida partindo de Ollantaytambo até Aguas Calientes. Muitos viajantes costumam fazer dessa forma, pois em Ollantaytambo há uma estação pela qual passa o trem, e no passeio do Valle Sagrado a gente passa por Ollantaytambo. Ou seja, eles saem cedo para o passeio do Valle Sagrado, visitam Pisaq, visitam Ollantaytambo e, ao invés de seguirem para Chinchero, já ficam por ali para pegar o trem pra Machu Picchu.

 

2) Em relação às trilhas, há várias opções. As mais tradicionais são a Trilha Inca (4 dias e 3 noites, 45km percorridos – também há opções de 2 dias, suponho) e a Salkantay (5 dias e 4 noites, 55km percorridos). Costuma-se andar de 6 a 8 horas por dia e dormir em acampamentos. São ótimas opções para os mais aventureiros e que possuem tempo e disposição para tal. Só estou meio por fora dos preços, a galera que fez podia ajudar aí nos comentários.

 

3) Já o circuito van + trilha é o mais econômico. Você fecha com uma agência o transporte de van (ou pode ir de táxi) de Cusco até a hidrelétrica da cidade de Santa Teresa. São horas e horas de viagem por uma estrada bem sinuosa, muitos diriam até perigosa. De lá, você faz uma trilha que dura de 2h a 4h, dependendo do seu ritmo, caminhando pelos trilhos do trem. É uma caminhada plana, tranquila, e MUITO BONITA, você segue literalmente dentro da mata andina. E não é perigoso porque há espaço suficiente nas laterais para você ficar quando o trem passa.”

 

Mary falando novamente!

 

Como só tínhamos tempo pra fazer um desses passeios, escolhemos o Valle Sagrado de los Incas. O Boleto Parcial nós compraríamos em Pisaq, que seria nossa primeira parada. É importante lembrar que esse passeio do Valle Sagrado segue o roteiro Pisaq – Ollantaytambo – Chinchero, mas o Boleto te permite visitar, também, as ruínas de Moray, mas aí já é um passeio a parte.

 

Entramos em várias agências e os valores do passeio do Valle Sagrado estavam quase iguais (variando entre 28,00 soles e 45,00 soles sem almoço incluído). Os valores da van também estavam bem parecidos (entre 65,00 soles e 80,00 soles), o problema aqui era o horário de retorno das vans, porque a maioria iria buscar a gente às 15:00 lá na hidrelétrica e chegaríamos em Cusco por volta das 21:30/22h, sendo que o horário que a gente tinha visto da Cruz del Sur era exatamente às 22:00 e do centro da cidade até a rodoviária são mais ou menos 15/20 minutos. Então, começamos a ficar preocupados com o roteiro.

 

Como já eram quase 19:00, decidimos garantir logo o passeio do Valle Sagrado que era pro dia seguinte e pensar numa solução pra questão do horário da van x ônibus para Puno. Fechamos o passeio do Valle Sagrado com uma agência na rua do Ministério da Cultura por 30,00 soles sem almoço incluso. Menos uma preocupação. Ficou combinado da van nos pegar em frente ao nosso hostel às 8:00 da manhã no dia seguinte (13/04)!

 

Pra ir a Machu Picchu você tem duas opções: Trem ou van. Como a gente tava fazendo um mochilão econômico, optamos pela van que custa em média 70,00 soles (ida e volta) até a hidrelétrica e de lá você faz uma trilha plana, seguindo os trilhos do trem por aproximadamente 3 horas (13km). Quem vai de trem, paga uns 100,00 dólares (ida e volta) se eu não me engano. Só sei que tirando a parte que você acha que vai morrer nas curvas que a van faz na pontinha do penhasco, valeu muito a pena fazer a trilha da hidrelétrica. É um caminho sensacional e você se sente como um andarilho em busca de um objetivo final maior. Sei lá! Foi muita superação e ao mesmo tempo gratidão. Foi lindoooo! Quem curte natureza vai amar!

 

Depois de quebrarmos a cabeça pensando no que fazer, a Pate lembrou que tinha umas anotações de uma agência que uma outra mochileira recomendou. Decidimos tentar a sorte e lá fomos nós até a Expediciones WaynaPicchu que também é conhecida como Peru Travel Explorer (Av. El Sol nº166 – Cusco). Lá conhecemos o Samuel que foi muito gente boa. Nos atendeu muito bem e conseguiu uma solução pros nossos problemas.

 

Com o Samuel fechamos a van + ônibus pra Puno + guia em Machu Picchu + passeio em Uros. A van nos pegaria às 7:20 no hostel no dia 14/4 e nos deixaria na hidrelétrica por volta das 15:00 e nos traria de volta no dia 16/4 saindo da hidrelétrica às 14:30 e chegando em Cusco às 20:30 (nossa ideia era ter o dia 15/4 todo pra conhecer Machu Picchu sem pressa nenhuma, já que dormiríamos em Águas Calientes). Em vez de compramos as passagens da Cruz del Sur, compramos pela Transzela por 65,00 soles saindo às 22:00 no dia 16/4 (dia que retornaríamos de Águas Calientes), porque o Samuel disse que tinha uns contatos nessa companhia e que poderia pedir pro ônibus esperar um pouco, caso a gente chegasse atrasados em Cusco. Além disso, ele nos prometeu uma carona no carro dele até a rodoviária para agilizar nosso translado no dia que iríamos pra Puno.

 

Fechamos com ele o guia em Machu Picchu por 18,00 soles cada com o grupo Lula. Lemos em alguns relatos que era melhor fechar o guia antes, porque eles cobravam super caro lá na hora (papo de 20,00 dólares). E visitar Machu Picchu sem guia não rola, né? Combinamos de que o guia iria no nosso hostel lá em Águas Calientes nos passar as orientações no dia anterior a subida ao Machu Picchu (14/4). Ficávamos em contato com o Samuel via whatsapp (+51 984 511 511) controlando tudo direitinho.

 

Pra encerrar nossa negociação, fechamos o passeio de Uros com ele por 55,00 soles (sem almoço incluso). Pagamos tudo, saímos felizes da vida até descobrimos dois dias depois que ele superfaturou o valor do passeio de Uros, que custava 35,00 soles lá em Puno (beleza que comprar o passeio no lugar sai muito mais barato que comprar o passeio em outra cidade, mas porran o cara nos cobrou quase o dobro do valor, né?). O Arthur e o Vitor pagaram 15,00 soles pra vocês verem a diferença (tudo bem que não sei onde eles arrumaram esse valor, mas a média de preço varia entre 25,00 a 35,00 soles em agências confiáveis rs).

 

Aí, tivemos outra surpresa quando pegamos os tickets do ônibus lá na hora com o Samuel, vocês acreditam que a passagem custava 40,00 soles e ele nos cobrou 65,00? Caraaaa a gente se sentiu 4 idiotas sendo passados pra trás na cara dura. Mas aí, já tava tudo pago, o Samuel não quis dar o reembolso e agora não adiantava mais chorar pelo leite derramado. Por isso, fiquem ligados nos espertalhões. Pesquisem muito antes de fechar os passeios e as passagens pra não se sentirem enganados também. O ponto positivo foi que o Samuel fez tudo que havia prometido (assegurou que o ônibus nos esperaria na rodoviária e nos deu carona no carro dele até a rodoviária – pagamos mais caro, mas pelo menos conseguimos manter o roteiro certinho o que poderia não ter rolado se tivéssemos fechado com outra agência que não garantia a van a tempo da gente pegar o ônibus pra Puno, aí sairia ainda mais caro, né? Perderíamos um dia do nosso roteiro, sem contar que teríamos que pagar mais uma noite no hostel... Ihhhh! Ia desandar a porra toda! Então, o caro nem saiu tão caro assim no final das contas!).

 

Ah! Trocamos mais 60,00 dólares na casa de câmbio que nos rendeu 196,20 soles (cotação de 3,27 soles por dólar) pra gente ficar um pouco mais folgado com dinheiro.

 

Enfim! Tudo resolvido e já era hora de comer alguma coisa, né? Afinal, a gente tinha feito 17 horas infinitas de viagem e não tinha comido nada além de biscoito, mas como estávamos na adrenalina de resolver tudo antes das agências fecharem, acabamos deixando a fome de lado. Demos uma voltinha na Plaza de Armas de Cusco, bem bonita e rodeada de boates e depois decidimos comer algo na rua do nosso hostel mesmo e fomos parar num restaurante pé sujo onde comemos um pratão de Pollo a la Plancha por míseros 10,00 soles! Tava muito bom!

 

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Depois disso, nós fomos até o nosso hostel e compramos as passagens de avião de La Paz pra Santa Cruz de la Sierra pela BOA e saiu por 538,00 bolivianos cada no cartão de crédito da Elisa, porque o meu não passou. Ficamos viçando um pouco na internet e o Vagner e a Patrícia decidiram descansar no hostel deles e eu e Elisa marcamos com o Arthur e o Vitor (sim! Eles estavam em Cusco uhulll) de irmos pra algum barzinho ou boate, já que seria a última vez que a gente se encontraria no mochilão. Marcamos às 23:00 na Plaza de Armas, mas como eu e Vitor somos muito inteligentes, não marcamos o local específico e acabamos nos desencontrando. Eu e Elisa ficamos rodando a praça até umas 23:20 e decidimos voltar pro hostel, quando chegamos lá, quem tava procurando pela gente??? Os meninos! hahahaha

 

No bar do Pariwuana tem várias festinhas e naquele dia tava rolando beer pong. Decidimos ficar lá um pouco e eu bebi um copinho de sexy on the beach que já foi o suficiente pra eu ficar completamente LOUCA (sou super fraca pra bebida)! Elisa bebeu outra bebida e os meninos beberam cerveja. Só sei que em 30 minutos eu já era melhor amiga de metade do hostel e quando percebi tava indo com uma galera pra uma boate. Fomos eu, Elisa, Arthur e Vitor com mais umas 10 cabeças do hostel pra uma boate que eu não faço ideia do nome e um menino que era tipo promoter dessa boate colocou a gente pra dentro de graça! Filhooooo! Me deram uma cuba libre e quando pensa que não eu já tava em cima da mesa do bar da boate dançando enlouquecidamente com um cara vestido de vaca (literalmente! Ele tinha te tetas hahahaha) entornando vodka direto da garrafa na minha boca! Jesussssss!

 

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Elisa subiu na mesa do bar também e ficamos dançando com mó galera que se animou e subiu também! Eu tava me sentindo a Madona dançando com aquele público todo me olhando! Hahahahahaha Mas eu acho que tava mais pra Joelma do Calypso porque era cabelo pra cá e pra lá. Eu hein! Aí desci e fiquei lá dançando com um monte de gente aleatória como se a gente se conhecesse há anos! Hahahahahaha

 

Aí quando foi umas 3:30 da madrugada decidi ir pra casa dormir, porque nosso passeio começava às 7:00. Eu super diva ainda fui tomar banho pra dormir linda e cheirosa.

 

Os desfechos dessa bebedeira você acompanha no próximo capítulo! hahahahaha

 

Ah! Ficamos só duas noites e um dia em Cusco, mas a cidade é maravilhosa demais! Eu ficaria mais um ou dois dias sem problemas. Se você tiver tempo, fique um pouquinho mais em Cusco, porque vale muito a pena.

 

SALDO DO DIA:

 

- 2,50 soles – Táxi da rodoviária de Cusco X Hostel Pariwuana

- 128,00 soles – Ingresso de Machu Picchu

- 30,00 soles – Valle Sagrado de los Incas

- 10,00 soles – Jantar

- 1,00 nuevo sol – Gorjeta do jantar

- 65,00 soles – Van (ida e volta) da Hidrelétrica

- 65,00 soles – Ônibus Transzela | Cusco X Puno

- 55,00 soles – Passeio em Uros

- 18,00 soles – Guia em Machu Picchu

- 538,00 bolivianos – Passagem de avião da BOA | La Paz X Santa Cruz de la Sierra

* Trocamos mais 60,00 dólares = 196,20 soles (cotação de 3,27 soles por dólar)

 

TOTAL: 374,50 soles + 538,00 bolivianos

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.14) O Valle Sagrado dos Incas

 

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas legais por lá e muito mais vindo aí!

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Curioso para os proximos cap!

 

Nao sei se foram os ETs que construiram as coisas loca que tem no Peru, mas tenho ctza que uma ajudinha eles deram ::lol4::::lol4::::lol4::

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Curioso para os proximos cap!

 

Nao sei se foram os ETs que construiram as coisas loca que tem no Peru, mas tenho ctza que uma ajudinha eles deram ::lol4::::lol4::::lol4::

 

Hahahahaha É muito loko mesmo!

 

Espero postar mais um capítulo até domingo! ::otemo::

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CAP.14: O Valle Sagrado de los Incas

 

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13/04/2016

 

[Você pode ler esse relato ao som de Some Nights]

(

)

 

Acordamos bem cedo e tomamos o nosso café da manhã no hostel, bem rápido, já que a van estava marcada para nos pegar às 8:00. O desayuno foi o mesmo de sempre: pão duro (aquele que sua vó tem guardado da semana passada aí você chega na casa dela de surpresa e ela te oferece isso enquanto coloca um bolinho fresquinho pra assar – beijooo vó!), manteiga ou geleia, chá e café! Quem quisesse dar um upgrade podia pagar extra e ter ovo, presunto, queijo, saladas de fruta, etc.

 

Como eu acordava um pouco mais cedo pra falar com o boyfriend, percebi que a noite anterior tinha me rendido muitos amigos aleatórios. Entrei no banheiro e três pessoas vieram falar comigo e me dar beijinho no rosto. Depois mais algumas pessoas pelo hall me cumprimentaram e quando percebi já podia até me candidatar a vereadora de Cusco porque o que tinha de gente acenando pra mim e rindo... Sérioooo! Ôooo bebidinha do capeta que eu tomei! Ou talvez seja pelo fato de eu ser BEM fraca pra bebida mesmo! Ahhhhhhh! Sem contar nos 3 “amigos” novos que eu ganhei no whatsapp e os 5 “amigos” novos que eu ganhei no meu Facebook! Hahahahahahaa Meu namorado que estava na Inglaterra que curtiu pra caraca essa noite, né?! Beijoooo boyfriend!

 

Enfim! Café da manhã tomado, ficamos esperando a van no hall do hostel até que um cara veio na nossa direção e perguntou se éramos a Maryana e a Elisa e a gente disse que sim, mas que faltavam dois amigos que estavam no Wild Rover e o cara disse que eles já estavam na van. Fomos seguindo o moço e chegamos na Plaza e ficamos esperando a van por lá! Eis que vemos o Vagner e a Patrícia acenando de dentro do micro-ônibus e aí deu um alívio maior e ficamos tranquilas.

 

Sentamos e a guia já começou a falar e explicar mais ou menos o passeio. Mais uma vez não demos sorte e pegamos uma guia chata pra caraca, apesar de explicar bem as coisas. O problema é que ela era chata mesmo, ficava chamando a gente de família pra cá, família pra lá! E a interação dela com a gente era tão monótona que mais fazia a gente dormir do que prestar atenção. Enfim! Mais um dia de cultura vindo pela frente!

 

Nossa primeira parada seria na cidade de Pisaq, mas antes disso paramos numa pequena feirinha de artesanato onde eu fiz a festa e comprei o presente da maioria dos meus amigos e familiares (surra de chaveiro e moedeira pra geral – gastei com tudo isso 37,00 soles) e eu e Elisa dividimos uma água por 1,75 soles pra cada porque a nossa tava acabando e nem nos ligamos. Ficamos 20 minutos nessa feirinha!

 

Seguimos viagem e nesse momento um rapaz entrou no ônibus junto com a gente e foi vendendo uma bebida (tipo um licor) típica da região que é ótima pra digestão. O toque especial era que o licor vinha numa garrafa linda toda trabalhada no artesanato e achei que seria um ótimo presente pro namorado, já que ele adora experimentar bebidas de outros países (ele amouuuu). Eu paguei 18,00 soles porque fiquei chorando desconto, mas acho que o valor original era 20,00 ou 22,00 soles.

 

Fizemos uma parada super rápida em um mirante pra admirar o vale que deu origem ao nome da região e depois fizemos outra parada numa joalheria (parte pega-turista). Nós quatro saímos andando e ficamos esperando do lado de fora a galera comprar as coisas na joalheira. Foram uns 15/20 minutinhos nessa parada meio inútil, mas serviu pra gente se divertir um pouco com um bebê lhama que achamos no colo de uma senhora.

 

Depois de todas essas paradas, finalmente chegamos à cidade de Pisaq e a guia nos explicou sobre a compra dos boletos turísticos e paramos em frente à bilheteria pra quem tivesse que comprar (algumas pessoas já fecham o tour com os bilhetes inclusos, mas não era nosso caso). Como nós quatro tínhamos a carteirinha de estudante, pedimos uma meia do boleto turístico parcial que é válido só por dois dias consecutivos, mas como eu acho que não existe meia no boleto parcial, eles nos deram o boleto geral que é válido pro 10 dias pelo preço do parcial. #confuso

 

Enfim, só sei que pagamos 70,00 soles, mas acabamos ganhando o boleto turístico geral. Não sei se foi sorte, mas quem tiver carteirinha de estudante, acho que vale tentar. Já a Patrícia, que tinha carteirinha de estudante, mas era maior de 25 anos acabou não tendo desconto de estudante e pegou o boleto turístico parcial mesmo. Ahhh!

 

Detalhe: Aqui aceitaram a carteirinha de estudante normal também, sem ser ISIC (mais uma vez: não sei se foi sorte, mas vale tentar).

 

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A guia pediu pra todos entrarem no micro-ônibus novamente e seguimos viagem até a primeira parada de fato do passeio: As ruínas de Pisaq! Nessa parte do passeio a guia pediu pra gente sentar numa área de frente pras ruínas e ficou nos explicando toda história daquele lugar e tal e depois nos deu cerca de 30 minutos pra gente explorar livremente. Essa parada foi de 1 hora mais ou menos.

 

Seguimos viagem para o povoado de Urubanda, onde teríamos o nosso almoço. A gente foi dividido em dois grupos e cada grupo comeria num restaurante diferente. Eu não sei o motivo, talvez quem tivesse com almoço incluso no pacote ficasse num restaurante e quem fosse pagar na hora ficasse em outro. Sei lá! Tô aqui especulando mesmo! Pagamos 25,00 soles pelo Buffet (comida liberada + sobremesa) e mais 2,50 soles na água.

 

Depois de comer e quase explodir, seguimos viagem para Ollantaytambo (eu e Elisa dividimos mais uma água 1,00 nuevo sol pra cada) e aqui a guia foi subindo com a gente e parando em lugares “estratégicos” pra ir nos explicando as histórias de todas aquela região, desde os mitos até as ‘verdades’. Foi nos mostrando as curiosidades nas montanhas e as formas que cada rocha tinha e o que aquilo significava pra aquele povo e tal, bem interessante, mas confesso que a voz dela já tava me irritando e que aquele lance de ficar chamando a gente de família me fazia ter vontade e voar no pescoço dela, fora a lerdeza na hora de falar que me fazia querer dormir. Tirando TODA nossa implicância com a guia (não era só eu não, Elisa, Vagner e Pate também queriam sacudir a guia pra ver se ela ficava mais espertinha rs), as histórias que ela contou eram bem interessantes e algumas até surpreendente.

 

Depois ela nos deu 30 minutos livres pra explorar o local e voltamos pro micro-ônibus. Essa parada foi de mais ou menos 1h30min. Ahhh! Ela ainda disse que quem fosse continuar a viagem para Chinchero deveria retornar ao ônibus na hora marcada (EM PONTO). E quem fosse ficar em Ollantaytambo para embarcar no trem rumo à Águas Calientes deveria ficar atento ao seu horário de embarque e se dirigir à estação depois de conhecer as ruínas.

 

Seguimos para Chinchero, já anoitecendo. Nossaaaa! Eu curti demais essa parada. Pensa em surra de cultura na tua cara ali ao vivo. Foi muitooo legal! A atração era conhecer a forma de confecção dos artesanatos naturais que as mulheres quéchuas desenvolviam através de milhares de anos de geração em geração.

 

Uma mulher (tipo palestrante) que era muito simpática nos explicou todo processo desde a extração, limpeza até o tingimento natural das lãs de alpacas, vicuñas, etc. Caraaaa muito irado! A mulher mostrou pra gente como produziam o sabão natural que era usado pra lavar as lãs, depois nos mostrou como as cores eram formadas, exemplo: o verde vem das folhas, o vermelho vem do sangue de um parasita específico (não vou lembrar o nome). Depois mostrou que essas mesmas cores podem variar dependendo da combinação que elas façam.

 

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Caraaaaa o auge da apresentação foi quando ela matou o parasita na nossa frente e disse que o vermelho era uma cor muito utilizada blá blá blá e depois, PASMEM, ela passou o dedo na boca e disse que também utilizavam esse sangue como batom natural. CARALH***!!! Ela passou o sangue do parasita na boca! Hahahahaha E disse que muitas indústrias de estética utilizam essa matéria prima nos seus produtos! Ficamos chocadíssimos e com um certo nojinho também rs! Ahhh! Ela ainda fez questão de enfatizar que o batom natural era de 24 horas. Hahahahah MORRI!

 

Foi muito irada a apresentação! Teve até um chá no meio pra nos esquentar, porque tava começando a fazer um friozinho do mal. Aí a moça ainda nos mostrou como elas teciam e depois falou um pouco da realidade dura de quem vive só de artesanato, porque é ofensivo a gente ficar pedindo desconto em coisas que elas demoram, às vezes, um ano pra tecer. Que os turistas não valorizavam os artesanatos da forma correta e tal. Nós quatro nos sentimos até mal, porque pedimos desconto em artesanato a viagem inteira. Hahahahaha Ahhh! Pra quem vai pra Bolívia, lá é ofensivo pedir desconto em comida rs.

 

Ah! Não sei se comentei: Vagner é a pessoa mais engraçada pedindo desconto. Diz ele que é uma tática, mas eu acho que é uma piada de tão engraçado que é! Imagine que um artesanato é 50,00 soles. Uma pessoa normal negociando diria o quê? Faz por 35,00/40,00 soles, né? Vagner negociando é assim: Faz por 10,00 soles? Caraaaa mas ele manda na lata. A pessoa fica até desconsertada de tão discrepante que ele joga o valor. Caraaaa a gente rolava de rir toda vez que ele tentava negociar.

 

A moça disse também que o artesanato de Chinchero é exclusivamente de Chinchero, que elas tem uma técnica específica que elas conseguem reconhecer em qualquer lugar do mundo que aquele artesanato é oriundo de Chinchero. Caraaaa que surra de cultura maravilhosaaa!

 

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Depois disso, ela nos dá uns 10 minutos pra visitar a feirinha e deixa claro que se a gente comprar qualquer coisa lá estará ajudando a comunidade e tal. Aí fomos nós quatro perguntar os preços! JESUSSSS! Quase caímos pra trás! Era tudo muito lindo e muito bem trabalhado, mas também tudo muito caro e como a gente não podia pedir desconto e também não tinha dinheiro, ficamos esperando a galera no micro-ônibus mesmo.

 

Seguimos viagem de volta para Cusco e chegamos por volta das 19:00 por lá. Assim que descemos do micro-ônibus, fomos direto para a agência de turismo que fechamos a van de Machu Picchu (Expediciones WaynaPicchu) pra acertar os últimos detalhes: horário da van no dia seguinte pra Águas Calientes, horário de retorno no dia 16/4, ônibus pra Puno e guia em Machu Picchu, que iria nos encontrar no nosso hostel em Águas Calientes no dia anterior à subida a Machu Picchu (14/4) pra nos passar todas as orientações. Tudo certinho! Resolvemos trocar mais 10,00 dólares (just in case), porque em Águas Calientes provavelmente seria mais caro e não queríamos correr o risco de ficar sem dinheiro. A um câmbio de 3,27 trocamos 10,00 dólares e pegamos 32,70 soles. Ahhh! Eu aproveitei pra comprar logo meus postais de coleção (4,00 soles tudo).

 

Seguimos para o hostel do Arthur e do Vitor que iriam embora de Cusco naquela noite e seria nosso último encontro na viagem. No caminho vi uma moedeira linda que era a cara da minha vó e comprei por 5,00 soles rs.

 

Decidimos comer numa hamburgueria artesanal pra fazer a despedida com chave de ouro. Apesar de não ser muito barato, o hambúrguer tava delicioso e o ambiente era muito legal. Comemos com calma e eu paguei 16,50 soles no hambúrguer tradicional (eu não queria inventar muita coisa nova na noite anterior à ida a Machu Picchu, porque o Rodrigo comeu um negócio um dia antes de ir para Águas Calientes e passou mal o caminho todo e quando eu li o relato dele, decidi que não inventaria nada de diferente um dia antes de Águas Calientes na minha viagem rs).

 

Nos despedimos dos meninos com uma dor no coração e seguimos andando pra achar um mercadinho pra comprar nossos “mantimentos” para Machu Picchu. Eu e Elisa dividimos e compramos biscoitos e águas pra gente levar numa bolsinha à parte das nossas mochilas de ataque. Gastamos 6,00 soles cada em tudo.

 

Decidimos comprar ainda uma cartela de soroche pills pra dividir entre nós quatro (5,00 soles pra cada) e essa divisão rendeu dois comprimidos pra cada! Soroche Pills será seu melhor amigo nessa viagem. Previne o enjoo causado pela altitude e desconfio que dá uma sonolência, então é perfeito pra você não ver os penhasco que você vai se enfiar com sua van no caminho até Águas Calientes.

 

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Depois de tudo certo e comprado pro dia seguinte, decidimos arrumar os mochilões e já deixar as mochilas de ataque também organizadas, já que a van estava marcada para nos buscar às 7:20 da manhã no nosso hostel.

 

Chegou a hora de descansar porque o dia seguinte nos reservava 7 horas dentro de uma van em curvas intermináveis.

 

SALDO DO DIA:

- 1,75 soles – Água

- 37,00 soles – Lembrancinhas da feirinha

- 18,00 soles – Bebida de lembrança pro namorado

- 70,00 soles – Boleto Turístico Parcial/Geral Cusco

- 25,00 soles – Almoço Buffet

- 2,50 soles – Água

- 1,00 nuevo sol – Água

- 4,00 soles – Postais

- 5,00 soles – Moedeira da vovó

- 16,50 soles – Hambúrguer

- 6,00 soles – Compras no mercado

- 5,00 soles – Soroche Pills.

 

* Trocamos mais 10,00 dólares = 32,70 soles (cotação de 3,27 soles por dólar)

TOTAL: 191,75 soles

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.15) O caminho da morte até Águas Calientes

 

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas legais por lá e muito mais vindo aí!

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