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Gláucia!

6 dias em Orlando (sem carro) - JUNHO/2016

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A vida é mesmo cheia de surpresas!

Aos 10 anos de idade eu sonhava em conhecer a Disney e pensava nisso como algo muito (muuuuuuito) distante.

Aos 18, com a ajuda da minha mãe, meu sonho se tornou realidade. Eram os anos 90. Época em que US$ 1.00 (dólar) equivalia a R$ 1,00 (real) e milhares de excursões de menores desacompanhados invadiam Orlando.

Pois bem! Duas décadas se passaram e aqui estou eu, com 38 anos e ainda mais feliz do que da primeira vez, porque agora tive a companhia do meu marido numa das viagens mais especiais da minha vida ::kiss::::love::

A oportunidade de tirar férias apareceu de repente e eu de tive que resolver tudo em menos de um mês. E foi justamente a falta de tempo para planejar que me levou a escolher Orlando, pois já tinha todo o roteiro prontinho.

Comecei pelas passagens aéreas e encontrei os melhores preços na Copa Airlines. Nunca tinha viajado por esta empresa, mas agora posso dizer que foi um ótimo negócio.

Saímos de São Paulo às 12:30h do dia 06/06/16 e o voo até Orlando durou cerca de 12 horas, já incluída a conexão no Panamá, que, aliás, foi super tranquila. Ao sair do avião, logo avistamos os portões de embarque para os EUA, sem que fosse preciso pegar as bagagens ou passar pela imigração.

Quando chegamos a Orlando já era madrugada e para ir do aeroporto ao hotel tínhamos pensado em pegar um táxi, cujo valor da corrida ficaria em torno de US$ 50.00.

Não queríamos alugar um carro e o preço do traslado privativo é absurdo (US$ 80.00 !!!)

Pena eu não ter conseguido um voo com saída mais cedo, pois, se chegássemos até as 22:00h, haveria a possibilidade de pegarmos o ônibus nº 42 da empresa LYNX (http://www.golynx.com/) que sai do aeroporto e vai até a International Drive, ao custo de US$ 2.00 por pessoa.

Também pensei em reservar uma van compartilhada pelo site da Mears (http://www.mearstransportation.com/), mas o balcão da empresa no aeroporto só funciona até às 00:00h e como chegaríamos depois deste horário, teríamos que pagar adiantado e telefonar para alguém no momento do desembarque. Não achei isso uma boa ideia.

Por sorte, enquanto procurávamos o ponto de táxis, passamos por um dos motoristas da Mears e eu perguntei se ele poderia nos levar ao hotel. Ele respondeu que sim e disse que o valor da corrida era US$ 21.00 por pessoa.

Cerca de 25 minutos depois chegamos ao Floridian Express International Drive (http://www.floridianexpress.com/).

Ao contrário do que possa parecer, encontrar uma boa hospedagem em Orlando não é tarefa simples. Eu procurava por hotéis bem localizados, com diárias baratas e café da manhã. O problema é que a maioria deles tinha avaliações negativas, com destaque para a falta de segurança e más condições de higiene.

Fizemos uma boa escolha, pois gostamos deste hotel desde o começo.

O quarto é bem grande, tem 2 camas de casal, TV, ar-condicionado, ferro e tábua de passar roupa, secador de cabelo, telefone, micro-ondas e geladeira. E, embora o recepcionista tenha informado que o sinal de internet estaria disponível apenas para as áreas comuns, conseguimos utilizar o wi-fi dentro do quarto sem nenhuma interferência.

Importante: na tomada americana padrão, há duas fendas verticais. Portanto, as novas tomadas brasileiras de pinos redondos (comuns nos celulares) necessitam de adaptador e é bom levar também um benjamim, já que há poucas tomadas disponíveis.

A limpeza do quarto é feita diariamente, com camas arrumadas e toalhas de banho trocadas. O banheiro é bem espaçoso, mas tem a tradicional e escorregadia banheira com chuveiro. Um perigo para pessoas da 3ª idade ou com mobilidade reduzida.

Senti falta de um cofre no quarto. Aliás, por questão de segurança, um dos motivos de ter escolhido este hotel foi o fato de possuir apenas corredores internos. Embora haja diversas portas de acesso ao estacionamento permitindo que as pessoas entrem sem passar pela recepção, não me senti insegura, não tive produtos furtados e também não ouvi qualquer reclamação neste sentido.

Nos corredores há máquinas de refrigerante (que aceitam notas e moedas) e máquinas de gelo (gratuito). Na parte da frente do hotel há uma lanchonete, uma loja de souvenirs e um supermercado. Então, não é preciso nem sair para compras de última hora!

Dica: para quem for pagar a hospedagem com cartão de crédito, além dos pontos normais do seu banco, há a possibilidade de acumular pontos também no Multiplus.

A cada US$ 1.00 gasto em reservas Booking.com, você junta 4 pontos Multiplus.

Nós, por exemplo, pagamos US$ 290.00 por 7 noites de hotel e ganhamos 1150 pontos Multiplus.

Se você se interessou e quiser ter direito ao acúmulo, saiba que as reservas devem ser feitas no site da Multiplus (https://www.pontosmultiplus.com.br/) e não no site da Booking.com.

07/06/2016 - terça-feira

O café da manhã do hotel é servido das 06:30 às 09:00h, numa área coberta ao lado da piscina. Não é muito sortido, mas tem o essencial para começar bem o dia: pães, cereais, muffins, waffles, cream cheese, geléia, café, leite, suco de laranja e maçã.

Por volta das 08:00h, saímos do hotel e fomos caminhando até o escritório da Orlando Tickets Online (http://orlandoticketsonline.com.br), que fica dentro do Days Inn International Drive North.

Como eu pretendia comprar ingressos para apenas 3 parques, não fiz reservas e preferi ir direto ao escritório, pois a Orlando Tickets Online vende mais barato quando o pagamento é feito em dinheiro.

Compramos entradas para Universal Studios, Island of Adventure e Typhoon Lagoon, totalizando US$ 496.00 (2 pessoas). Sobre a compra dos tickets para Magic Kingdom e Kennedy Space Center falarei mais adiante.

Na recepção do hotel onde estávamos hospedados há um balcão para venda de tickets ou pacotes turísticos e o atendimento é feito por uma brasileira, mas antes de ir à Orlando Tickets Online perguntei qual o valor dos ingressos e descobri que era exatamente igual ao que eu pagaria nas bilheterias dos parques, portanto, não valia a pena!

A parte mais trabalhosa quando se organiza uma viagem a Orlando é justamente a pesquisa de ingressos. Há uma infinidade de opções, preços, combos, hoppers e tudo mais o que você possa imaginar, mas existem dois sites onde eu encontrei muitas dicas e as melhores explicações sobre o tema:

Com os tickets em mãos, seguimos a pé para o complexo Universal Orlando.

A entrada de ambos os parques é feita no mesmo local e os visitantes precisam passar por detectores de metal e pela revista de bolsas e mochilas, mas nesse momento ainda não é necessário apresentar os ingressos. Só depois de atravessar toda a área da Universal CityWalk é que o público se divide, seguindo para Universal Studios (à direita) ou Island of Adventure(à esquerda). Portanto, o acesso à Universal CityWalk é gratuito.

Como compramos o 2 Day Base (Universal Studios + Island of Adventure), que é válido para 2 dias, podíamos escolher qualquer um deles e preferimos ir primeiro ao Island of Adventure.

O parque está dividido em seis áreas temáticas e, em algumas atrações, os visitantes que estejam sozinhos (single riders) podem pegar uma fila independente que se move rapidamente. Para saber quais são estas atrações, obter mapas, informações sobre tempos de espera e horários dos shows é essencial baixar o App Universal Orlando e consultá-lo ao longo do dia, já que o wi-fi é gratuito e funciona muito bem.

Começamos pela Marvel Super Hero Island, cuja atração mais famosa é The Amazing Adventures of Spiderman. Esse brinquedo combina movimentos de veículo, filmes em 3-D, tecnologia de simulador, efeitos especiais e, se não bastasse, fogos de artifício. É considerada por muitos a atração mais completa do mundo. Imperdível!

Depois, chegamos à Toon Lagoon. É lá que está a divertidíssima atração Popeye & Bluto's Bilge, onde você entra num barco com 12 pessoas para passear por uma espécie de rio, com uma correnteza que começa bem tranquila e se torna super emocionante! Ao longo do caminho estão distribuídos inúmeros canhões d'água e você vai sair encharcado dos pés à cabeça, como se tivesse mergulhado de roupa numa piscina. E eu não tô exagerando, não, viu?

Outro que abusa da “molhadeira” é Dudley Do-Right's Ripsaw Falls, onde você embarca num carrinho em formato de tronco de árvore e despenca por uma queda d'água !!!

E pensa que acabou? Nããão! Tem mais água em Jurassic Park River Adventure, no qual todos embarcam em um emocionante rafting pelos habitats primitivos dos dinossauros e … tchan, tchan, tchan, tchannnnn ... surprise! Não vou bancar o spoiler, né?

Dica: vá de chinelo ou crocs e use roupas leves, que sequem rapidamente e não fiquem transparentes (cuidado com isso meninas!).

E não esqueça de levar boné e protetor solar, senão, depois dessa combinação de água e sol o dia inteiro, você vai sair de lá com o rosto e os ombros em chamas  :oops:

Na hora do almoço, fomos ao Comic Strip Café e pedimos Cheese Pizza (US$ 7.99) e Spaguetti with Meatballs (US$ 8.49). Os pratos são individuais e o lugar é ideal para comer com calma e descansar um pouquinho.

Já passava das 14:00h quando finalmente avistamos o castelo de Hogwarts em The Wizarding World of Harry Potter.

É claro que a primeira atração escolhida foi Harry Potter and the Forbidden Journey.

Quem aguarda na fila normal acaba conhecendo as salas de aula e corredores de Hogwarts, mas como meu marido tem labirintite e não podia me acompanhar, segui direto para a fila de single riders e, em menos de 5 minutos, já estava sobrevoando o castelo em um brinquedo sensacional. Foi incrível!

Aviso: algumas atrações são totalmente desaconselháveis para quem tem tontura ou enjoa facilmente, pois giram e chacoalham bastante, fazendo movimentos muito bruscos. Se este for o seu caso e você ficar na dúvida (já que não é possível enxergar os brinquedos pelo lado de fora), preste atenção no seguinte: se houver lockers (armários) na entrada da atração e não for permitido o uso de celulares ou máquinas fotográficas, pode ter certeza de que o brinquedo é do tipo que balança - e muito!

Por causa disso, sozinha, mas cheia de coragem, resolvi enfrentar o Dragon Challenge, que é uma montanha-russa dupla, onde cada “dragão” é um passeio completamente diferente e você rodopia em loopings com os pés soltos no ar. Maravilhoso!

Depois, fomos conhecer as lojas de Hogsmeade, nas quais é possível encontrar souvenirs da escola de Hogwarts, Chocolate Frogs (sapos de chocolate - US$ 10), Flavour Beans (feijões mágicos - US$ 10) e varinhas mágicas na Ollivanders.

Ah! E tem também a famosíssima Butterbeer. Você sempre quis saber como é o sabor da Butterbeer? Eu também!

Muita gente fala que é ruim e ... é verdade  ::bruuu::

No começo eu até achei gostosa, pois já estava preparada para o pior, mas depois foi ficando doce, doooce, doooooce. Sinceramente? Parecia rapadura com água!

Porém, eu acho que você tem que experimentar e tirar as suas próprias conclusões, nem que seja para admitir que todo mundo tinha razão  :roll:

Há versões cold e frozen, que podem ser adquiridas num copo descartável ou numa caneca para trazer como souvenir. Eu preferi não gastar muito e comprei o copo comum (500 ml - US$ 7).

Satisfeita a minha curiosidade, seguimos passeando pelo parque até chegarmos a uma área chamada Seuss Landing, voltada para crianças pequenas (quase bebês!). É tudo colorido e os brinquedos movem-se bem devagarzinho ao som de músicas infantis. Muito bonito para tirar fotos e para aqueles que estejam com seus pimpolhos.

Por fim, chegamos à The Lost Continent, onde demos uma passadinha pela atração Poseidon's Fury, que é uma espécie de teatro no qual a platéia fica de pé e segue os passos de um arqueólogo meio atrapalhado, que acaba despertando a fúria de Poseidon. A atração tem um jeitão de antiga, mas é bem legalzinha.

Como o parque tem um formato circular, ao final da tarde acabamos retornando ao local da entrada e resolvemos percorrer tudo novamente, mas desta vez com calma, para tirar mais fotos e apreciar os detalhes. Nesse ritmo, até paramos para experimentar o famoso Dippin Dots (sorvete de bolinhas - US$ 5.30).

Por volta das 18:30h saímos do parque e fomos para a área de embarque/desembarque dos ônibus, a fim de pegar o shuttle oferecido pelo hotel. Os ônibus chegam no horário marcado (19:00h), encostam rapidamente e saem em seguida, por isso é melhor não se atrasar.

Descemos na Walgreens e fizemos umas comprinhas para o jantar, que foi no quarto mesmo, com hambúrgueres de microondas (US$ 0.99 cada) e Gatorade (US$ 2.80).

E assim, finalizamos nosso primeiro dia de fortes emoções ::hahaha::

08/06/2016 - quarta-feira

Uma semana antes da viagem, enviei um e-mail ao hotel solicitando os horários do transporte gratuito para os parques e me mandaram um PDF com todas as informações:

Walt Disney World / Epcot

Departs Lobby - 9:25 AM /11:00 AM

Returns - 6:00 PM /9:00 PM/ 10:35 PM

Universal Studios

Departs Lobby - 10:20 AM

Returns - 7:00 PM

Sea World

Departs Lobby - 9:25 AM

Returns - 6:20 PM

Os ônibus passam todos os dias, costumam ser pontuais e param bem próximo à recepção do hotel.

No primeiro dia fomos a pé, mas no segundo dia preferimos aguardar pelo shuttle, pois apesar do hotel estar a apenas 2 km dos parques, fazia muito calor e não queríamos chegar cansados.

A Universal Studios também é dividida em seis áreas temáticas, sendo The Wizarding World of Harry Potter - Diagon Alley a mais interessante delas, porque é lá que estão o Beco Diagonal e a atração Harry Potter and the Escape From Gringotts.

Lembra do que eu falei antes: BRINQUEDO + LOCKER = TONTURA e ENJOO ?

Não falha! Harry Potter and the Escape From Gringotts tem armários na entrada e é o tipo de brinquedo onde só os fortes sobrevivem … ::hein: rsrsrs

E falando em lockers, deixa eu explicar como funcionam: existem algumas atrações cujo uso de armários para guardar mochilas, celulares e máquinas fotográficas é obrigatório. Neste caso, você deverá escolher qualquer um deles, selecionar o idioma (há instruções em português) e registrar a sua digital. Preste bastante atenção no número do armário escolhido e na sua localização - tem que decorar! Na volta, você coloca o dedo para confirmar a digital e a porta será destravada. O uso dos armários é gratuito por até 30 minutos e, se passar deste período, será cobrado o valor de US$ 4.

Na área da Production Central, a emoção fica por conta da atração TRANSFORMERS: The Ride–3D. O único problema é a fila. Acho que foi uma das maiores que enfrentei. Como este brinquedo é mais tranquilo em relação a trancos e solavancos, meu marido pôde me acompanhar e decidimos ficar na fila comum. Que arrependimento! Deveríamos ter ido logo para a fila dos single riders e economizado as pernas, os pés e um tempão ::putz::

Vale ressaltar que casais e famílias não estão proibidos de utilizar a fila dos single riders. A única diferença é que, neste caso, não poderão embarcar juntos, já que a ideia é justamente completar as vagas remanescentes nos carrinhos, para que não saiam vazios.

Mas no final, valeu a pena esperar, pois o brinquedo é sensacional ::otemo::

Bem pertinho estão também os concorridíssimos Despicable Me Minion Mayhem e Shrek 4D, cujas filas passavam dos 90 minutos de espera.

Na área ao lado, os cenários das ruas de Nova York reproduzem parques, lojas, bares e residências de Manhattan. E é por isso mesmo que eu não entendi até agora o que Revenge of the Mummy está fazendo ali !?

Trata-se de uma montanha-russa no escuro e muito rápida, onde você será conduzido a uma aventura no antigo Egito. Aqueles que aguardam na fila comum vão passando pelos cenários do filme "A Múmia", enquanto os single riders são encaminhados diretamente ao local de embarque nos carrinhos. Os efeitos visuais são impressionantes: fogo, bonecos eletrônicos, catacumbas egípcias, ataque de insetos e da própria múmia. Show!

Mudando de área, é na World Expo que estão mais duas atrações imperdíveis: Men in black alien attack e The Simpsons Ride.

Na primeira, os visitantes são convidados a fazer parte de uma aventura interativa na qual deverão exterminar alienígenas. Baseada no filme de mesmo nome, Will Smith irá convidá-lo para fazer parte do MIB (Men in Black) e durante a sua missão você será conduzido por um veículo de 6 lugares, equipado com pistolas laser, que deverá utilizar para acertar extraterrestres que pretendem dominar o nosso planeta. Além de rir muito por causa do movimento do carrinho (que gira e remexe o tempo todo), a graça está na competitividade entre os adversários, já que cada um vai querer marcar mais pontos do que os outros.

Na segunda, um veículo/simulador irá lhe conduzir ao longo das mais variadas e emocionantes situações ao lado de Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie. Achei esse brinquedo bem leve e até quem não for muito corajoso pode participar.

Aproveitando que estávamos em Springfield, fomos almoçar na Moe’s Tavern e pedimos Cheese Pizza (US$ 7.99 cada).

Depois da refeição, seguimos para a área de Hollywood, que é completamente oposta em termos de adrenalina e tecnologia. Ali, o brilho e o glamour da capital mundial do cinema foram recriados através de prédios famosos da cidade e da calçada da fama.

Assistimos ao divertido Horror Make-Up Show e aprendemos os truques dos melhores maquiadores de efeitos especiais de Hollywood. A apresentação dura cerca de 30 minutos e é realizada em horários específicos, que você pode consultar através do aplicativo.

Uma das atrações mais tradicionais, a Jaws, inspirada no filme Tubarão, foi encerrada em 2012, após quase 21 anos em funcionamento. Em 1996, eu tive a oportunidade de passear naquele barquinho e ser “surpreendida” pelo aparecimento de um grande tubarão branco, porém fiquei feliz ao ver as mudanças e pelo fato de que agora nada ali me pareceu familiar. Isto significa que o parque se modernizou e se reinventou neste tempo.

A única coisa que continua igual é o vilarejo de San Francisco, onde é possível caminhar pelo Fisherman's Wharf e foi lá que demos uma paradinha para tomar café na Starbucks. Sim, tem Starbucks dentro dos parques e é uma mão na roda!

Os preços:

  • Café expresso: US$ 2.60
    Café com leite: US$ 3.99
    Muffin: US$ 3.20

Depois disso, relaxamos assistindo uns showzinhos de música ao vivo e entramos nas lojas de souvenirs. Antes da viagem eu havia pensado em comprar ímãs de geladeira e camisetas de todos os parques, mas logo percebi que isso não seria possível ... $$$$ ::ahhhh::

Assim como no dia anterior, por volta das 18:30h saímos do parque e fomos para a área de embarque/desembarque dos ônibus, a fim de pegar o shuttle oferecido pelo hotel. Mais uma vez descemos na Walgreens e fizemos as comprinhas para o jantar, agora bem caprichado, com direito a: ensopado de carne e legumes (US$ 3.80), macarrão instantâneo (US$ 0.99), suco de laranja (US$ 2.80) e salada de frutas (US$ 2.80).

Quem disse que é preciso gastar muito para ser feliz? :D

09/06/2016 - quinta-feira

Dependendo da época do ano que você vai visitar Orlando, as filas podem ser uma encrenca no seu planejamento.

Existem vários sites especializados em Crowd Calendar, que mostram uma previsão das filas nos parques, indicam as melhores datas para visitá-los, informam sobre as horas extras e atrações especiais. Estes são alguns deles:

Undercover Tourist: http://www.undercovertourist.com/

Easy wdw: http://www.easywdw.com/

Orlando Informer: http://www.orlandoinformer.com/

Touring Plans: http://touringplans.com/

Quando montei o meu roteiro, tive o cuidado de consultá-los e identificar qual o melhor dia para cada parque. Obviamente pode haver erros, mas é melhor isso do que se basear apenas pela intuição.

Outra coisa que deve ser levada em conta são as Extra Magic Hours (Horas Mágicas Extras), um benefício que permite aos hóspedes do Walt Disney World Resort aproveitarem tempo extra nos parques antes de abrir e depois de fechar. Portanto, se este não for o seu caso, não vale a pena ir ao parque justamente nos dias em que houver Horas Mágicas Extras, pois haverá muito mais gente.

Depois de muitas pesquisas, o dia 09/06/16 - quinta-feira, foi o escolhido para conhecer o Magic Kingdom.

Para Walt Disney World o shuttle sai do hotel mais cedo e o percurso dura cerca de 1 hora. Chegando lá, todos os ônibus de turismo param na mesma área de desembarque e os visitantes têm de tomar um transporte (ônibus, monorail ou barco) para o parque desejado:

Magic Kingdom

Hollywood Studios

Animal Kingdom

Blizzard Beach Water Park

O único que não necessita de transporte para ser alcançado é o Epcot, pois a área de desembarque dos ônibus é bem próxima ao seu portão. E é lá também que ficam as bilheterias dos parques, ou seja, caso você ainda não tenha os tickets, poderá adquiri-los antes de embarcar em qualquer ônibus, monorail ou barco.

Não sei se é sempre assim, mas no dia da nossa visita não havia fila e foi bem fácil adquirir as entradas. Compramos 1-Day Magic Kingdom Ticket, que é o passe para apenas 1 dia, ao preço de US$ 132 por pessoa.

Como eu disse antes, a Orlando Tickets Online vende ingressos mais baratos quando o pagamento é feito em cash, porém, isto não se aplica ao 1-Day Magic Kingdom Ticket.

Com os ingressos nas mãos, tomamos o monorail e depois um barco, com destino ao Magic Kingdom. Também é possível fazer todo o percurso utilizando apenas os monorails.

Antes de começar a falar sobre o parque propriamente, acho importante explicar algumas coisinhas sobre o FastPass, um serviço que permite que você reserve o acesso - sem filas - a algumas atrações.

Funciona assim: quando você compra antecipadamente o ingresso, é possível selecionar as três primeiras atrações nas quais pretende utilizar o FastPass, até 30 dias antes da sua chegada ou até 60 dias antes do seu check-in, quando tiver uma reserva em um dos hotéis do Walt Disney World Resort. No dia da visita, após curtir o terceiro FastPass, você pode fazer mais uma seleção de três atrações, depois outra e assim sucessivamente. E a melhor parte: não há cobrança extra por este benefício - é gratuito!

No meu caso, como não adquiri os ingressos antecipadamente, tive que fazer o seguinte: algumas semanas antes da viagem, baixei o App My Disney Experience, criei uma conta, adicionei meu marido e o restante eu deixei para fazer lá.

Portanto, assim que entrei no Magic Kingdom fui até o Guest Relations e pedi a um funcionário que providenciasse o registro dos tickets no meu celular. Foi super rápido!

É claro que eu poderia ter feito isso sozinha, mas não queria perder mais tempo e existem funcionários (inclusive brasileiros) que estão lá exatamente para auxiliar os visitantes nestas tarefas.

Quando acessei o aplicativo, logo percebi que atrações populares, como Big Thunder Mountain Railroad e Space Mountain estavam esgotadas, mas, para minha surpresa, a novíssima Seven Dwarfs Mine Train, a tradicionalíssima Haunted Mansion e o encontro com o Mickey Mouse estavam disponíveis !!!

Antes de deixar o Guest Relations, aproveitamos para pegar o Ears to the World, um aparelho que permite ouvir em português as seguintes atrações:

The Hall of Presidents

Haunted Mansion

Jungle Cruise

Carousel of Progress

Enchanted Tiki Room

Esse serviço é gratuito, mediante um depósito reembolsável no valor de US$ 25 por aparelho. Apesar dos fones serem grandes e pesados, o fato de poder entender perfeitamente as mensagens de cada atração fez valer a pena o seu uso. Só não recomendo para quem estiver com crianças, porque eles possuem partes que podem se soltar facilmente. Eu, por exemplo, tive a sorte de perceber quando deixei cair a borracha que revestia um dos fones e a peguei do chão rapidamente, mas caso a tivesse perdido, teria que dar bye-bye aos meus US$ 25.

Como consegui agendar o primeiro FastPass para a Haunted Mansion, lá fomos nós embarcar em um carrinho sinistro e percorrer uma casa mal-assombrada, onde o anfitrião fantasma apresenta seus 999 amigos mais chegados e diz que só estava esperando por você para completar 1000. Aff !!!

Essa foi uma das atrações na qual utilizamos o tradutor e o lado bom foi que agora eu pude entender toda a estória que é passada aos visitantes, mas o lado ruim foi perceber que a atração não mudou nada desde a minha primeira visita. Naquela época eu fiquei muito impressionada ao ver imagens holográficas, mas com o alto nível de tecnologia existente hoje em dia, esperava por algo melhor.

Depois aproveitamos o início de uma sessão no Hall of Presidents para assistir ao show, que dura cerca de 25 minutos e apresenta todos os presidentes americanos em um tributo que combina cinema, bonecos eletrônicos e um pouco das suas histórias. Também é possível ouvir a narração desta atração em português.

Começou a chover e demos uma paradinha na Swiss Family Treehouse, a casa na árvore feita pelos náufragos da família suíça Robinson, inspirada no filme de 1960. É possível subir e observar ao redor.

Na atração Walt Disney World Railroad, o objetivo é fazer um tour cênico de 20 minutos pelo parque em um trenzinho antigo movido a vapor, mas acho que este “passeio” não vale a pena de jeito nenhum, pois a maior parte do tempo o trem passa pela mata fechada e não é possível ver absolutamente nada!

Na hora do almoço, fomos ao Pinocchio Village Haus, localizado em Fantasyland e pedimos Chicken Nuggets (US$ 6.99) e Mac and Cheese (US$ 6.49), que vêm acompanhados de maçã, iogurte e suco de laranja. Estes pratos são o que eles chamam de Mickey Check, ou seja, opções de alimentos e bebidas saudáveis.

Quando fizemos o pedido, a atendente fez questão de nos avisar que são menus infantis e eu cheguei a pensar que não fossem suficientes para satisfazer a nossa fome, mas a gente come bem pouco e acabou sobrando. Uma das garrafinhas de suco nem foi aberta e a colocamos na mochila para beber mais tarde.

Após o almoço, seguimos para Seven Dwarfs Mine Train, onde “utilizaríamos” nosso segundo FastPass. Eu estava super empolgada, afinal, sabia que esta é uma das atrações mais concorridas dos últimos tempos e teria a sorte de aproveitá-la sem enfrentar fila … mas, quando estava a um passo de entrar no carrinho, eis que surge um funcionário e fecha o acesso, dizendo que as atividades seriam encerradas por problemas técnicos. Não acreditooooo! Logo na minha vez ???

Como já tínhamos passado pela máquina que identifica o horário do FastPass e libera a entrada, o funcionário nos deu um cartão de papel nos autorizando a entrar em qualquer uma das atrações participantes do FastPass, mesmo aquelas para as quais não havia mais horário disponível. Uhu! Foi nossa chance de ir para a Big Thunder Mountain Railroad.

Pensando pelo lado positivo, a troca não foi tão ruim, pois, se há mais procura para Big Thunder Mountain Railroad, é porque deve ser mais divertida.

Só posso dizer que gritei à beça e dei muita risada a bordo do trenzinho, que percorre os cenários das minas de ouro de uma cidade do velho oeste e pega velocidade aos trancos e barrancos (literalmente!).

Aproveitamos que estávamos no velho oeste para brincar de cowboy numa galeria de tiro ao alvo chamada Frontierland Shootin' Arcade. Com um rifle de raios infravermelhos é possível mirar em urubus, lápides e outras coisas sinistras. A brincadeira custa US$ 0.25 (vinte e cinco centavos), que dão direito a 25 tiros.

Depois fomos para Tomorrowland Speedway. O brinquedo tem cara de antigo, mas como eu não dirijo na vida real, achei super divertido ouvir o ronco dos motores e pilotar o meu próprio carro de corrida ao estilo Fórmula Indy, mesmo que andando a 5 km/h e preso num trilho :lol:

Por volta das 15:00h, demos a sorte de estar atravessando o trajeto do desfile Celebrate A Dream Come True e paramos para assistir. Foi diferente, porque em virtude da chuva, os personagens estavam vestidos com roupas especiais, cantando Singing In The Rain e o Mickey passou mandando beijos a bordo de um carro todo estiloso.

Esperando a chuva passar, demos uma parada no Casey’s Corner para tomar um cafezinho, sentados em uma das mesas com vista para o Castelo. Eu disse “cafezinho”? É só modo de falar, porque o copo tinha ½ litro !!!

Na atração Transit Authority, fizemos um passeio percorrendo Tomorrowland, com duração de aproximadamente 10 minutos. Vale a pena para tirar boas fotos do parque e é possível ouvir a narração em português.

Bem pertinho, está uma das invenções de Walt Disney que mais gostei, chamada Carousel of Progress. É basicamente uma viagem no tempo, onde você ingressará em um teatro giratório, no qual uma típica família americana revela as alegrias de viver após o advento da eletricidade e outros avanços tecnológicos durante o século XX. Também é possível ouvir a narração em português.

E, enfim, chegou a hora mais aguardada do dia: o encontro com Mickey Mouse!

Preferi reservar o terceiro FastPass para esta atração porque ela é sempre muito concorrida. Para você ter uma ideia, na hora em que chegamos ao Town Square Theather (local do encontro), a fila comum passava dos 75 minutos de espera.

Ao entrarmos no teatro, logo fomos encaminhados a uma sala e depois outra, onde aguardamos em grupos pequenos. O acesso é liberado aos poucos, o ambiente é silencioso e há um quê de mistério no ar (me pareceu que estava todo mundo sussurrando). Na sala onde são feitas as fotos entram apenas duas ou três famílias por vez e uma funcionária pergunta “where are you from?” antes de apresentar os visitantes ao Mickey.

Há um fotógrafo oficial, mas você também pode filmar e fotografar com a sua própria máquina. De qualquer forma, receberá um cartão chamado PhotoPass, através do qual poderá comprar a fotografia oficial utilizando o App My Disney Experience, a qualquer tempo, inclusive depois da viagem, quando chegar em casa.

Quando saímos do encontro com Mickey já passava das 19:30h e o pessoal estava começando a sentar na beira da calçada para assistir The Main Street Electrical Parade, que tem início às 21:00h. Achamos que ainda era muito cedo para ficar ali parados esperando e preferimos dar uma voltinha pelas lojas de souvenirs, que, aliás, são uma verdadeira perdição para quem gosta do camundongo e sua turma. Mas, como a gente sabe se controlar (e muito!), compramos apenas um ímã de geladeira para a nossa coleção (US$ 6.99)

Um pouco antes do desfile começar, voltamos até a área de Frontierland para comprar o jantar: uma enorme, suculenta e saborosa Jumbo Turkey Leg (US$ 11.75)

Gente, eu tenho que falar: essa coxa de peru defumada é uma coisa do outro mundo ::otemo::

De-li-ci-o-saaaaaaa!

Quando voltamos para a Main Street USA, a área já estava repleta de gente, mas ainda deu para conseguir um bom lugar e tirar belas fotos. É muito lindo!

Dica: o melhor lugar para ficar é em frente ao Emporium (número 13 no mapa do parque).

Os carros iluminados vão passando por quase 1 hora e antes do término do desfile a multidão já começa a seguir em direção à saída.

Na hora de ir embora, é preciso levar em consideração que há uma distância muito grande entre o parque e o local de embarque nos ônibus, que são necessárias baldeações e que os meios de transporte (ferry-boat ou monorail) são lentos.

Como o último ônibus para o nosso hotel estava marcado para às 22:35h, tivemos que planejar o retorno com tempo suficiente para evitar correria.

No caminho de volta, o ônibus foi entregando os passageiros de hotel em hotel e chegamos ao nosso - quase o último da lista - por volta das 00:30h !!!

10/06/2016 - sexta-feira

Uma das maiores dificuldades que encontrei ao planejar a minha visita à NASA foi obter a indicação de uma empresa confiável que oferecesse transporte até lá. Depois de muitas pesquisas na internet, optei por contratar uma excursão de 1 dia através do site da Viator:

( https://br.viator.com/)

Preço - US$ 93.59 por pessoa

Inclui - transporte, ingresso, filmes IMAX, todos os shows e exposições, o Hall da Fama dos Astronautas (menos quinta-feira) e passeio de ônibus pela sede de lançamento dos foguetes.

A vantagem de reservar com antecedência pelo site da Viator foi que eu já saí do Brasil com tudo pago e definido, por isso não tive que me preocupar com mais nada durante a viagem.

Além disso, o valor ficou abaixo dos praticados em Orlando, onde as empresas cobram US$ 104.

A contratação pelo site foi muito organizada. Assim que realizei a reserva, recebi um voucher de confirmação com as informações necessárias para que eu entrasse em contato com a empresa responsável pelo passeio: Florida Dolphin Tours. Enviei um e-mail e rapidamente me confirmaram o local e horário exatos de partida.

Dica: sempre que você for contratar um serviço no exterior, procure fazê-lo no horário do expediente local, pois poderá entrar em contato imediatamente caso seja necessário.

Como o meu hotel não estava na lista dos pontos de embarque, eles me indicaram um hotel alternativo (Rosen Inn International - 7600 International Dr), que era o mais próximo da minha localização.

No dia combinado, às 08:15h o ônibus passou no LOBBY do Rosen Inn International.

Aviso: você deve esperar dentro do hotel, em frente ao LOBBY, pois é lá que os veículos fazem o embarque/desembarque de passageiros. Eu li o relato de uma turista que aguardou na avenida e foi deixada para trás!

O guia responsável era muito animado e prestativo. Ele pediu que o chamássemos de "Red" e distribuiu mapas do Kennedy Space Center, tendo o cuidado de escrever em cada um deles quais as melhores atrações e seus respectivos horários, para que aproveitássemos ao máximo nosso tempo. Além disso, permaneceu o dia inteiro à disposição e sempre se oferecia para fotografar a todos.

Logo na entrada alugamos o audio guide, que oferece a narração em português para as exposições do Visitor Complex e do Apollo/Saturn V Center. Valor: US$ 6 cada.

Por sugestão do guia, começamos a visita pela atração Space Shuttle Atlantis, que é uma verdadeira aula sobre o programa espacial norte americano e começa com a apresentação de um filme em 360º, mostrando como a espaçonave Atlantis foi planejada. Após as devidas explicações, uma tela sobe e podemos ver a Atlantis de verdade - espetacular!

Depois embarcamos em um ônibus para fazer o Kennedy Space Center Bus Tour. Os veículos partem a cada 15 minutos, levando os visitantes às plataformas de lançamento e ao Apollo/Saturn V Center. Atenção: O último ônibus deste tour parte às 14:15h.

Eu costumo dizer que uma das coisas que mais me fascinam nas viagens é a oportunidade de ver de perto tudo aquilo que sempre vi apenas por fotos, pela TV ou que aprendi na escola, mas desta vez o motivo foi diferente e especial: meu irmão mais velho nasceu em julho de 1969, mês e ano em que o homem pisou na Lua e, por isso, eu cresci ouvindo a minha mãe falar sobre este assunto. Então, foi incrível conhecer a NASA e poder ver de pertinho tudo aquilo que um dia impressionou o mundo, numa transmissão ao vivo pela TV: os trajes espaciais, o veículo lunar e uma réplica perfeita do Saturn V (o foguete usado nas missões Apollo). Foi sensacional!

Como é possível ficar no Apollo/Saturn V Center o tempo que quiser, recomendo que você reserve pelo menos 2 horas para esta parte da visita, ainda mais se for do tipo curioso e interessado em saber os detalhes, pois há muita coisa para ver. Para você ter uma ideia, o audio guide indica quase 20 paradas com explicações sobre: o combustível do foguete, as roupas usadas pelos astronautas, os planos de voo e até uma pedra lunar. Aliás, este é o único lugar do mundo em que você pode tocar numa pedra da lua!

Para não interromper o passeio, é possível almoçar lá mesmo no Apollo/Saturn V Center. Nós pedimos Chicken Nuggets with French Fries (US$ 7.79 cada) e comemos nas mesinhas da área externa, apreciando a vista para as plataformas de lançamento do Cabo Canaveral.

Depois do almoço, tomamos o ônibus de volta ao Visitor Complex e fomos assistir a um dos filmes 3D no IMAX Theaters. Os cinemas costumam lotar, portanto chegue pelo menos 20 minutos antes.

O filme que assistimos falava sobre o ônibus espacial Endeavour, que encerrou suas atividades em 2011, mas cujos últimos quilômetros é que ficaram marcados na memória dos americanos. Isto porque, o ônibus espacial teve que passar pelas ruas de Los Angeles, driblando postes, casas e árvores, desde o aeroporto até o Centro de Ciências da Califórnia, onde está em exposição.

Na parte externa, há um jardim (Rocket Garden) com 8 foguetes autênticos de todas as épocas, desde os primeiros anos do programa espacial. É bem legal para tirar fotos!

Para encerrar o dia com um pouquinho de emoção, resolvi enfrentar Shuttle Launch Experience, que "promete" ser uma experiência incrível, através de um simulador que envolve os visitantes em imagens, sons e sentimentos como se estivessem em um lançamento de ônibus espacial de verdade. Tem até uma sala de observação disponível para aqueles que não tiverem coragem de experimentar a sensação.

Eu estava super empolgada e cheguei a ficar nervosa, mas não acontece quase nada lá dentro! A gente chacoalha um pouquinho e só :(

Por fim, demos uma passada pela loja de souvenirs e acabamos comprando algumas coisinhas, como caneta (US$ 2.99), chaveiro (US$ 5.99) e o exclusivíssimo freeze-dried ice cream (US$ 4.99), um sorvete desenvolvido a pedido da NASA para as missões Apollo.

Eu sempre tive a maior curiosidade de experimentar e não perderia esta oportunidade. O interessante, em comparação com os sorvetes normais, é que ele pode ser mantido à temperatura ambiente sem derreter e se dissolve na boca quando mordido, dando a impressão de que você está realmente tomando um sorvete de massa. Incrível!

No final da tarde, enquanto aguardávamos a chegada dos outros passageiros, sentamos para tomar um café no Rocket Fuel, o food truck localizado na saída do Visitor Complex. Aliás, com relação às bebidas, aconselho que você carregue sempre uma garrafinha de água vazia na mochila, para ir se abastecendo nos bebedouros ao longo do dia. E isso vale também para os parques, caso contrário, terá que desembolsar quase US$ 4 por cada garrafa.

Às 17:00 horas, já estávamos todos dentro do ônibus e prontos para retornar a Orlando. Como o passeio foi realizado em uma sexta-feira, havia muito trânsito nas estradas e a volta foi bastante demorada. Segundo “Red”, isso é comum aos finais de semana, principalmente às sextas-feiras.

Chegando a Orlando, aproveitamos para conhecer melhor a International Drive e dar uma voltinha pelo comércio local.

O trecho da International Drive compreendido entre Sand Lake Rd e Universal Blvd é o que eu chamaria de “popular”, ou seja, repleto de lojinhas do tipo everything's US$ 1.99 e lanchonetes all you can eat. Na outra direção, entre Sand Lake Rd e Pointe Plaza Ave, estão os bares e restaurantes caros e famosos, além de atrações como WonderWorks e Ripley's Believe It or Not.

Olhamos os souvenirs, pesquisamos os preços, passamos na Walgreens (of course!) e voltamos ao hotel. Êta dia compriiiiiiiiiiiiiiiido!

11/06/2016 - sábado

Como eu disse para vocês, a minha primeira visita a Orlando foi de excursão e na companhia de outros adolescentes. Naquela ocasião eu fiquei hospedada dentro do Walt Disney World Resort e não tive a oportunidade de conhecer a cidade e seus arredores.

Por isso, desta vez eu fiz questão de passear por Orlando e descobrir o que a região tem a oferecer além dos parques. E o bom é que deu para fazer tudo de ônibus!

O sistema de transporte público de Orlando é operado pela LYNX (http://www.golynx.com/), cujo site oferece um planejador de viagens, a tabela de horários, o valor dos bilhetes, etc.

Se você também for utilizar o transporte público e não dispuser de internet no celular, a minha sugestão é a seguinte: organize um roteiro com todos os locais que deseja conhecer e procure obter o máximo de informações sobre o transporte até lá (quais as linhas, quais os horários, onde ficam os pontos de embarque/desembarque, onde fica o terminal rodoviário, etc), porque será pouco provável que encontre alguém na rua capaz de lhe ajudar nesse sentido, já que grande parte dos moradores só anda de carro.

Eu consultei o site da LYNX e fiz um planejamento detalhado para cada trajeto. Além disso, baixei um aplicativo de mapas off-line para celular e fui marcando nele tudo o que seria importante para o dia do passeio. Por causa disso, não tivemos qualquer dificuldade e pudemos circular tranquilos pela cidade.

Como a nossa intenção era pegar vários ônibus durante o dia, adquirimos o All-Day Pass (US$ 4.50), diretamente com o motorista.

Atenção: não será fornecido troco, e se você quiser o passe de 1 dia, fale ao motorista 'ANTES' de colocar o dinheiro na maquininha!

Para começar, escolhemos ir até o popular Winter Park Farmer's Market (https://cityofwinterpark.org/), uma espécie de feirinha que acontece todos os sábados das 7:00h às 13:00h e funciona como um local de encontro da comunidade para a venda de artesanatos, plantas, comidas, bebidas e outros itens.

Pegamos a linha nº 38 na International Drive e descemos na Lynx Central Station (estação rodoviária) para fazer a baldeação para a linha nº 102, já que não há ônibus direto até lá.

Todos os pontos de ônibus têm nome e no interior de cada veículo há um painel eletrônico e um sistema sonoro que vão indicando as próximas paradas, por isso, se você já souber exatamente em qual deles deve descer, basta ouvir ou ir acompanhando o letreiro.

Nós descemos no ponto S New York Ave and W New England Ave (endereço: 200 W New England Ave, Winter Park, FL 32789), bem em frente ao Winter Park Farmer's Market.

Winter Park tem cara de cidade pequena, com ruas arborizadas, estação de trem, galerias de arte, museus, restaurantes, lojas e até um passeio de barco pelos canais da região.

Para conhecer tudo isso, saímos da feirinha e fomos até Park Avenue, a principal e mais sofisticada via da cidade, com muitas lojas, boutiques de luxo, cafés e praças. Um verdadeiro capricho!

Depois, caminhamos até o píer de onde saem os barcos para o Boat Scenic Tour. Não fizemos o passeio porque acabaria nos tomando muito tempo, mas acredito que seja uma boa diversão.

Por fim, voltamos para a região da feirinha e almoçamos empanadas argentinas com american lemonade (que mistura cultural!).

Para retornar à estação rodoviária, o ponto de ônibus é o S New York Avenue and W New England Avenue (endereço: 275 S New York Ave, Winter Park, FL 32789) e a linha é a nº 102, no sentido contrário.

Como a Lynx Central Station fica a apenas 1,5 km do Lake Eola, considerado o cartão postal da cidade, fomos caminhando até lá.

O Lake Eola é uma espécie de “Ibirapuera” ou “Lagoa Rodrigo de Freitas”, localizado em Downtown Orlando. Há pedalinhos em forma de cisne, um restaurante (Relax Grill) e um calçadão que circunda todo o lago.

Demos umas voltinhas, conhecemos o centro financeiro da cidade e voltamos para a estação rodoviária, onde pegamos a linha nº 50, que segue direto para a Disney Springs.

E por falar em Disney Springs ... gente, o que é aquilooooooo ??? Eu amei demais ::love::

Um tipo de shopping center ao ar livre, com um cenário lindo e uma mistura de lojas, restaurantes e entretenimento. E o melhor de tudo: é grátis !!!

Chegamos por volta das 16:00h e fomos direto para a Starbucks tomar um café. O atendente foi muito simpático e nos serviu falando português. Ele disse que está aprendendo o idioma porque quer vir trabalhar no Brasil. Oh my God!

Do lado de fora da cafeteria há mesas com vista para um lago, onde tomamos nosso café apreciando os barquinhos e até o sobe e desce de um balão. Que delícia!

Nessa hora, aproveitei o wifi gratuito para consultar o site da LYNX (http://www.golynx.com/) e confirmar os horários de ônibus disponíveis até o final da noite. Não há muitas opções, então, tem que controlar bem a hora da volta.

Depois andamos sem pressa, entramos nas lojas e paramos para ouvir várias apresentações de música ao vivo.

Outra coisa bacana é que na Disney Springs está a World of Disney, a maior loja de produtos Disney do mundo. É realmente muito grande e tem milhões de souvenirs a venda, mas por incrível que pareça, não foi lá que eu encontrei o ímã de geladeira dos meus sonhos ... rsrs. Os mais bonitos estão na Disney's Wonderful World of Memories, na área que eles chamam de Marketplace. Paguei US$ 8.99 por um ímã grande, no formato do Castelo da Cinderela, que parece feito em 3D - muito lindo!

Na hora de ir embora, fomos até Disney Springs Superstop e embarcamos no ônibus da linha nº 50. No meio do caminho, descemos no ponto Sea Harbor Drive and Central Florida Parkway e fizemos baldeação para a linha nº 08, que percorre toda a International Drive.

O percurso leva cerca de 1 hora e, como eu disse antes, basta ficar atento à sinalização para saber onde deve descer. Muito simples!

12/06/2016 - domingo

Mais um lugar que eu não tive a oportunidade de visitar na primeira viagem foi Typhoon Lagoon, um dos parques aquáticos da Disney.

Aí, já sabe como é, né? Fiquei com uma baita curiosidade por todos esses anos e conhecê-lo virou uma verdadeira missão nesta viagem. Aliás, uma missão de guerra, pois chegar até lá foi uma batalha!

Como eu disse no início, para Walt Disney World o shuttle sai do hotel às 09:25h e o percurso dura cerca de 1 hora. Chegando lá, todos os ônibus de turismo param na mesma área de desembarque e os visitantes têm de tomar um transporte (ônibus, monorail ou barco) para o parque desejado. Porém, Typhoon Lagoon não faz parte da lista.

O problema é que eu só fiquei sabendo disso ao chegar lá!

Antes da viagem pesquisei o trajeto e me orientei por um mapa de transportes entre os parques elaborado pelo site http://www.wdwfocus.com/map/, já que o Walt Disney World Resort não disponibiliza este tipo de informação aos não hóspedes.

Acontece que a linha de ônibus indicada no tal mapa NÃO EXISTE  ::vapapu::

A sorte foi que eu conversei com um funcionário e ele foi muito gentil, sugerindo uma alternativa para que pudéssemos driblar essa situação. Mas eu não vou entrar em detalhes porque aquele não foi caminho correto.

O certo é pegar o ônibus da linha nº 08 na International Drive, fazer uma baldeação para a linha nº 50 e seguir até Disney Springs, onde há ônibus da Disney que fazem o trajeto gratuito até o Typhoon Lagoon.

Como já tínhamos comprado os ingressos (na Orlando Tickets Online, lembra?), a entrada foi super rápida e fomos direto para a área dos vestiários.

O parque possui armários sem chave que podem ser utilizados o dia todo mediante uma taxa única. Para alugar um armário, basta se dirigir a um dos quiosques eletrônicos e escolher o tamanho desejado (grande ou pequeno). Após o pagamento, você poderá selecionar uma senha de quatro dígitos para abrir seu armário.

Preço:

Grande - US$15

Pequeno - US$ 10

Os quiosques aceitam notas e moedas de dólar e também cartões de crédito.

O mais interessante neste parque é a cenografia e o paisagismo que tentam recriar uma estória: após um tufão, o barco "Miss Tilly" ficou encalhado sobre o Mount Mayday, num paraíso tropical.

Além disso, diferente do que acontece em outros parques, nos quais é possível ver de longe os toboáguas e se impressionar com a sua altura, no Typhoon Lagoon o visitante não consegue enxergar os brinquedos, que estão bem camuflados pela vegetação.

Entre os toboáguas, o meu preferido foi Crush n' Gusher, uma montanha-russa aquática ambientada em uma fábrica abandonada de processamento de frutas.

O mais legal é que dá para ir acompanhado a bordo de boias duplas e escolher entre três tubos: Pineapple Plunger, Coconut Crusher ou Banana Blaster. São uma delícia!

Como o parque não é muito grande, deu tempo de ir em todos os brinquedos e, em alguns deles, mais de uma vez. Só não me arrisquei a pagar mico nas aulas de surf, nem me aventurei no Shark Reef, atração em que é possível mergulhar com tubarões, raias e cardumes de peixes coloridos.

Na hora do almoço pedimos Chicken Nuggets with French Fries (US$ 9.49 cada).

Dica: fique atento ao horário de fechamento. O ideal é se dirigir aos vestiários para tomar banho e trocar de roupa pelo menos 40 minutos antes do parque encerrar suas atividades, pois ao final do dia as filas são longas e a espera por um chuveiro pode demorar.

E falando em horário, preste atenção também nas datas de funcionamento, pois o Typhoon Lagoon fica aberto por nove meses, de 4 de janeiro a 25 de outubro. De 26 de outubro a 3 de janeiro, o parque fecha para reformas.

Ao final do dia, vários ônibus do Walt Disney World Resort ficam na porta do parque aguardando a saída dos visitantes. A maioria tem como destino os hotéis, mas um deles segue direto para Disney Springs e pode ser utilizado também pelos não hóspedes.

Nessa hora, nada melhor do que unir o útil ao agradável e curtir mais um finalzinho de tarde em Disney Springs ::love::::love::::love::

E para não quebrar a tradição, fizemos tudo de novo: tomamos café na Starbucks com vista para o lago, os barquinhos e o balão, assistimos aos shows de música ao vivo, entramos nas lojas, compramos souvenirs, andamos muito, nos divertimos mais ainda e depois … bye-bye.

Na hora de ir embora, fomos até Disney Springs Superstop e embarcamos no ônibus da linha nº 50. No meio do caminho, descemos no ponto Sea Harbor Drive and Central Florida Parkway e fizemos baldeação para a linha nº 08, que percorre toda a International Drive.

Neste dia pagamos a tarifa regular de US$ 2.00 por pessoa para uso único. Transferências entre ônibus – por exemplo, da linha nº 50 para a nº 08 – não possuem custo adicional, contanto que você solicite ao motorista um ticket de transferência (transfer) quando pagar a tarifa a bordo.

13/06/2016 - segunda-feira

Bem, amigos, chegamos ao último dia de viagem ::lol3::

Na porta do hotel pegamos o ônibus nº 42 da empresa LYNX ((http://www.golynx.com/), que percorre toda a International Drive e vai até o aeroporto, ao custo de US$ 2.00 por pessoa.

Vale ressaltar que não se trata de um ônibus de turismo, não há espaço para as malas e o percurso leva cerca de 1 hora. Portanto, recomendo utilizá-lo apenas se você estiver com pouca bagagem e sem pressa.

O bom é que ele para dentro do aeroporto e é bem fácil chegar à área do check-in. Para nós valeu muito a pena!

Espero que vocês tenham gostado das dicas.

Boa viagem e boa sorte ::otemo::

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Ah, que legal Welbert!

Fico muito feliz em poder ajudá-los através destas dicas.

Vocês vão amar Orlando. Boa viagem ;)

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Ola, mbiamoura!

Que bom que você gostou do relato. A minha ideia era justamente ajudar aos mochileiros que, como eu, não dirigem ou simplesmente não curtem se preocupar com carro e direção durante os dias de viagem :P

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Oi @luana0campos

Como eu disse no relato, nos parques do complexo Disney há o FastPass, que é gratuito.

Nos três parques do complexo da Universal há o Universal ExpressPass, que é pago e que por isso eu não usei.

Como fui em junho, mês de alta temporada, as filas estavam gigantescas e a espera para alguns brinquedos era de mais de 1h, mesmo para os mais simples, como Shrek ou encontro com Mickey.

A pior fila que peguei foi no Transformers. Foram quase 2h em pé! Não aguentava mais 😒

No mês de maio/2018 eu estive na Universal de Los Angeles e pude ver a diferença da baixa temporada. Não tive que enfrentar fila alguma para entrar no castelo de Hogwarts, nem no Transformers. Tudo bemmm tranquilo :)

  • Gostei! 1

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Nessa época, junho/julho, o mais sensato é usar e abusar dos fastpass mesmo, pois é a pior época para se visitar Orlando. Já vi relatos de filas de 5 horas (isso mesmo, 5 horas em uma única atração), calor de 50 graus e enfermarias lotadas. Gente passando mal em todo canto. Para quem pode, escolha qualquer outra data, com exceção à essa (férias escolares) e das festas de final de ano (Natal e Ano Novo). Em minha humilde opinião, visitar Orlando com foco nos parques nestes períodos é jogar dinheiro fora, pois não se aproveita 20% dos parques..  a não ser que a pessoa tenha cacife para gastar, aí até mesmo ficar 5 horas na fila vale a pena! Já quando vejo mães levando crianças nesta data, afff... dá até dó.  everia ser considerado maus tratos kkk..  Nem queiram ver uma foto dos parques nesta data, quando nem andar direito os visitantes conseguem.  Abração e parabéns pelo relato. 

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