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Olá pessoal! Sou agente de viagens e amo viajar!!!

Sou nova aqui no blog mas gostaria que compartilhar com vocês minha experiência de viagem pra essa ilha tão linda e maravilhosa que se chama San Andrés! Viajei no dia 06/09 com uma amiga e lá ficamos por 10 dias. Não vou descrever meu roteiro dia-a-dia, pois acho que isso é bem pessoal, mas vou colocar os principais pontos relevantes da viagem! Espero que isso ajude os próximos viajantes! ::otemo::

 

Hospedagem na ilha: Posada Nativa Amiel Forbes

Confesso que quando pegamos o táxi para ir até a pousada e chegamos me assustei. Quando o táxi pára no meio da rua, a visão que você tem é de uma calçadinha em forma de corredor e lá no fundo várias casinhas em formato de sobradinho. Me lembrou muito de um cortiço. Apesar das primeiras aparências, para os amantes da economia recomendo muito a pousada! O apto é um mini flat, com cozinha com utensílios e banheiro (ficamos no andar de baixo, A 103). Ar condicionado funciona normalmente (acredite, você vai querer dormir com ele no modo Alasca hahaha), a limpeza do local é feita por duas mulheres muito amáveis. Como ficamos 10 dias, limparam nosso apto umas 3x – se você deixar louça suja, elas até lavam! Destaco aqui a dona da pousada, Mônica! Uma sanandresina cheia de sorrisos que fica sentada logo no começo da calçada! ::love::

 

Pontos positivos: pousada localizada no centro, ao lado de um mercado e rodeado de muitas lojas. Flat bom para quem busca economia com conforto. Mais ou menos a 05 quadras da Peatonal (avenida da praia). Apesar da aparência, é um local bem seguro. Saíamos na parte da manhã e deixávamos nossas coisas pessoais no flat, quando voltávamos estava tudo no mesmo lugar – inclusive dinheiro!

 

Pontos negativos: como é um local residencial também, há muitas crianças e elas podem fazer uma barulheira básica hahaha. Para nós isso não foi um incômodo, pois estávamos tão cansadas que nem ouvíamos, mas para quem quer sossego pode atrapalhar um pouquinho! Tirando isso, não achei nada para pontuar como negativo.

 

Moeda:

Levamos nosso dinheiro todo em real e em espécie. Como de praxe, dividimos partes na bagagem de mão, bolsos, etc. Ao chegar em Bogotá, trocamos um pouco no banco (a cotação estava em R$ 1,00 = 750 pesos – foi a melhor e se soubéssemos, teríamos trocado mais). Depois, ao chegar em San Andrés, não trocamos nada no aeroporto e seguimos. Fomos descobrir no outro dia que os bancos que estão no centro não fazem a conversão real/peso, somente o banco do aeroporto; mas um guarda muito simpático nos levou até uma rua próxima ao Bancolombia onde há vários homens sentados na calçada. Lá eles trocaram nossos reais (R$ 1,00 = 650 pesos) e podem confiar, pois todo o dinheiro que recebemos era verdadeiro. Para quem levar dólares, os bancos trocam normalmente. Como eu sou exagerada, levei R$ 4.000,00, mas voltei com R$ 1.300,00 pra casa ::otemo::

Acho que isso varia muito de pessoa pra pessoa! Pelos meus cálculos, para quem quer uma viagem bem econômica, sem gastar com extras, R$ 2.500 para não passar nenhum sufoco é o suficiente!

 

Considerações Importantes:

 

Tarjeta de Turismo: em Bogotá, antes de chegar em San Andrés, você deve se dirigir ao guichê da sua cia aérea (no nosso caso foi Avianca) e comprar a tarjeta de turismo para entrar na ilha. Eles te cobram em pesos e custa 99 mil por pessoa. Ao desembarcar em San Andrés eles retiram uma via e te deixam com a outra, que deve ser entregue quando sair da ilha.

 

Água na ilha: a água para consumo deve ser comprada pois a água que saía da torneira, pelo menos na pousada, era salgada. A água para banho também era salgada e gelada. Acredito que somente nos grandes hotéis há chuveiros com água quente, mas isso não foi um grande incômodo pois fazia tanto calor que depois até era um alívio! Comprávamos água no mercado em um saco (sim, eles vendem em sacos) de 5L. Utilizávamos pra cozinhar, escovar os dentes e beber.

 

Volta à ilha: existem dois tipos de carrinhos para dar volta à ilha, tirando as motos (o que descartamos, pois só temos carteira para carro): o carrinho de golf (120 mil pesos) e o mule (160 mil pesos). Não aluguem o carrinho de golf – ele anda feito uma tartaruga! É muito lerdo e chega a dar raiva; os carros começam a buzinar porque parece que você está empatando o trânsito. ::grr:: O bom é que ambos já vêm com gasolina. A ilha tem pontos interessantes que você pode ir parando e tirando fotos. Não deixe de parar e ficar um pouco em La piscinita (é menos lotado do que o West View, mas mesmo assim quando fomos tinha bastante gente tentando ver os peixinhos em um espaço muito pequeno e é fundo – para quem não sabe nadar eles alugam coletes); West View (estava muito lotado, resolvemos que íamos voltar outro dia e nos esquecemos! Bacana ::putz:: ), Cova de Morgan (não paramos porque li relatos de que não havia nada de tão interessante), praias de San Luis (lindas e com muitos coqueiros) e o Hoyo Soplador (também não paramos, é apenas um buraco em uma pedra que joga jatos da água do mar que bate na rocha) e a praia de Rock Cay (onde há o navio naufragado – dependendo do dia há muitas pessoas no mar). Retiramos o carrinho às 10h da manhã e devolvemos por volta das 14h. A ilha tem apenas 13 km de uma ponta à outra, então pode ser percorrida até de bicicleta. É interessante pegar um mapa turístico da ilha assim que desembarcar no aeroporto para poder se localizar melhor. Todas as atrações são bem sinalizadas com placas ao longo da rodovia!

 

Alimentação: me surpreendi com os restaurantes da ilha. O arroz com côco (comida típica) é gostoso – levemente adocicado – e dá pra comer tranquilamente. Abaixo coloco uma relação de onde mais comíamos. A maioria dos restaurantes que frequentamos cobra os 10% de taxa de serviço. Infelizmente durante nossa estadia o La Regatta, o mais famoso, estava em reforma ::bad::

 

1) Restaurante Boca de Oro: excelente comida e por um preço acessível. Comemos arroz com camarão acompanhado de “papas a la francesa”, a famosa batata frita (nunca vi tanto camarão em um único prato – 26 mil pesos); outro dia experimentamos o baby beef (um pedaço de carne bem generoso, acompanhado de arroz ou batata com um molho para a carne – 39 mil pesos). O suco deles de maracujá é muito gostoso e o copo é enorme (7 mil pesos)

 

2) Miss Celia: é um restaurante bem tradicional da ilha. Comparado aos demais, é bem simples e acessível também. O único prato que experimentamos foi o de pollo (frango – 22.500 pesos) acompanhado de arroz branco, batata frita e salada! Detalhe: na ilha eles comem muita banana frita (plátano) e como eu não gosto, deixava de lado.

 

3) Restaurante Pelicano (ao lado do hotel Tiuna – praia de Sprat Bright): destaco esse restaurante, que foi um achado! De segunda a sexta eles trabalham com o almoço executivo – uma refeição completa – e vale muito a pena. Paga-se apenas 18 mil pesos e você tem direito à uma entrada (geralmente uma sopa), prato principal e sobremesa, acompanhado de um copo de refrigerante local. O restaurante abre ao meio dia, então chegue cedo, pois uma vez chegamos perto das 13h e não havia mais o almoço. Um dia comemos almondega com peixe, arroz de côco e salada; outro dia comemos frango, peixe e arroz branco com salada. Os pratos são bem generosos! – Sem taxa de serviço.

 

4) Café Café: li muitos relatos sobre esse restaurante, porém não é lá grande coisa. O atendimento é demorado e a única coisa que compensava a espera era pelo suco (7 mil pesos). Suco de maracujá com muitooo gelo! – Sim, eu amo suco de maracujá hahahaha. Sua localização também favorece. Eles oferecem pratos de massa, lanches e pizzas.

 

5) Margherita e Carbonara: ao lado do Café Café, excelente restaurante italiano. Eu e minha amiga jantávamos lá praticamente todos os dias porque o macarrão à bolonhesa deles era ma-ra-vi-lho-so! Vem acompanhado de umas bruschettas com um sabor de alho, super quentinhas e feitas na hora. É realmente, muito bom (25 mil pesos o prato)

 

6) Presto: um pouco antes do restaurante Pelicano, é uma rede de fast food como o Mc Donalds. Os lanches são bem gostosos (um combo simples sai por aproximadamente 26 mil pesos) e o refrigerante que eles te dão é de latinha! Valeu a pena! Detalhe: eles não ficam abertos 24h, fecham por volta das 10h da noite. – Sem taxa de serviço.

 

7) Subway: fica perto do Presto e os valores variam entre 9 mil pesos e 15 mil pesos. Como é comum, não quisemos experimentar, mas vivia cheio de gente! – Sem taxa de serviço.

 

Comércio: o comércio local é bem variado, desde lojinhas do tipo R$ 1,99 até lojas grandes de departamentos como a Classic. As lojas abrem às 09h da manhã e ficam até meio dia. Do meio dia às 15h todas elas fecham (exceto o mercado) pois eles têm a siesta – a famosa cochilada após o almoço – e reabrem até as 20h mais ou menos. Aos domingos algumas lojas ficam abertas, mas a maioria fecha. Um local bacana para comprar lembrancinhas da ilha é uma lojinha de esquina, antes do restaurante Pelicano (eu não reparei no nome) e fica em frente a uma ponte de pedra – bacana para tirar muitas fotos! Dentre os preços que pesquisamos, ali foi o menor que encontramos e muita variedade de cacarecos!

 

Passeios: não há tantos passeios para se fazer na ilha, fora os que já mencionei ali em cima com o carrinho de golf/mule. Se você tiver dinheiro e disponibilidade, não deixe de conhecer as ilhas de Providência e Catalina, ficam cerca de 3h de barco de San Andrés e pelo que ouvimos são mais lindas ainda! Não fomos conhecer, pois nos dedicamos 100% à San Andrés! O passeio mais famoso da ilha seria Cayo Bolívar, porém infelizmente está fechado por tempo indeterminado pelo governo para restauração da fauna e da flora do local. Então, ficamos com Jhonny Cay e Acuário (25 mil pesos). Você sai de barco e pára primeiro em Acuário, uma ilhota bem pequena, com uma água maravilhosa e muitos peixinhos. É um passeio bem concorrido, então prepare-se para ver muita gente ao seu redor. Há um guia que fica em um local específico e tira fotos suas embaixo d’água com vários peixes coloridos (12 mil pesos 01 foto apenas). Ficamos lá em torno de 1h e depois partimos para Jhonny Cay. Essa ilha é maior e da Peatonal conseguimos avistá-la (há muitas pessoas oferecendo esse passeio e o de jet sky na própria praia). Lá ficamos até umas 4h para depois retornar. Já está incluso um almoço (você pode escolher entre peixe e frango), pagando sua bebida à parte (01 latinha de coca – 5 mil pesos). O guia da sua embarcação explicará que você pode agendar o seu almoço (escolher o horário em que quiser fazer a refeição); como já estávamos famintas comemos na mesma hora em que ele nos disse isso e o almoço não demorou nem 10 minutos. Nessa ilha apenas a frente e os lados são próprios para banho! É bacana adentrar a ilha pois há muitos coqueiros e é bem bonito! A praia em si tem um mar bem bravo, com bastante ondas e muitas pedras, portanto, não deixe de usar sua sapatilha! Existe o passeio de Mantarayas, onde você pode nadar e fotografar com as arraias; elas são lindas, porém não quisemos fazer pois preferimos gastar com o mergulho! Esse merece destaque especial:

 

• Mergulho com cilindro: fechamos o mergulho com o Reinaldo, dono da empresa Paradise Dive Shop (fica em frente ao Cocoloco). Pagamos 150 mil pesos cada uma para fazer dois pontos de mergulho. A equipe que nos atendeu é nota 10! Destaque para os instrutores Marlon e Felipe, muito queridos e atenciosos! Caso você queira contratar o serviço das fotos, paga-se mais 50 mil pesos e eles te entregam um CD. Uma dica: se puderem escolher, fiquem com o Marlon pois ele fica com a GoPro hahahaha. Os pontos de mergulho são lindos e variam de 5 a 10 metros! Vá até onde consegue chegar pois a pressão da água nos ouvidos pode incomodar um pouco, mas a visão de toda a vida marinha compensa cada segundo!

 

Segurança: nunca vi tantos policiais reunidos! Não sentimos perigo nenhum em andar com nossos pertences e nem deixar na areia para poder entrar no mar. Mesmo de madrugada há policiais espalhados para todo o canto. São todos muito simpáticos e dispostos a ajudar caso precise. Mas claro que tomamos os cuidados básicos!

 

Trânsito: é bem caótico! As pessoas andam de moto, carro, carrinho de golf, mule, bicicleta! Chega a ser engraçado! Mas você tem que tomar muito cuidado ao atravessar as ruas, pois eles quase nunca dão seta e raramente param. Um detalhe que achamos importante mencionar é que caso alugue o carrinho/mule e queira ficar o dia todo, no centro da cidade você não pode estacionar ele em quase nenhum lugar – por exemplo, deu toda a volta na ilha e quis estacionar pra almoçar, tem que andar muiiiiito pra ver onde é possível. Por isso decidimos devolver ele logo. Outra coisa, leve sua carteira de habilitação pois ao fazer o contrato do aluguel eles pedem!

 

Acredito que esses sejam os pontos principais que destaquei da viagem! San Andrés é um destino muito lindo e que vale a pena conhecer. É um caribe para brasileiros, literalmente, porque só tem brasileiros por lá ::lol3:: . É um destino relativamente barato quando comparado com Cancun e Punta Cana por exemplo!

Abaixo coloco um descritivo dos custos que tivemos!

Se alguém tiver alguma dúvida e quiser me perguntar, fico à disposição!

 

Muchas gracias muchachos!

 

 

Tarjeta de entrada - COP 99 mil / R$ 153,00

Snorkel e máscara - COP 30 mil / R$ 47,00

Sapatilha neoprene - COP 15 mil / R$ 25,00

Aluguel de golf - COP 120 mil / R$ 185,00

Johnny Cay + Acuario - COP 25 mil / R$ 40,00

La Piscinita - COP 4 mil / R$ 7,00

West View - COP 4 mil / R$ 7,00

Boate Coco Loco - COP 15 mil / R$ 25,00

Mergulho - Shark Dive - COP 150 mil / R$ 230,00

CD com fotos - COP 50 mil / R$ 80,00

Táxi aeroporto/pousada - COP 14 mil / R$ 22,00

Bebida no Coco Loco - COP 20 mil / R$ 30,00

Canga - COP 20 mil / R$ 30,00

Água na Praia - COP 4 mil / R$ 7,00

Coco na Praia - COP 4 mil / R$ 7,00

Cerveja Aguila lata - COP 4 mil / R$ 7,00

Cigarro 10 unidades - COP 3 mil / R$ 5,00

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  • 3 semanas depois...
  • Colaboradores

Nayanne, Ótimas dicas !!!

Acho legal lembrar que a ilha é Tax Free Zone , isso para quem gosta de comprar é bem válido, porém tem muita falsificação, caso façam a opção de aéreo via Panamá seria mais valido comprar no Panamá .

Minha experiência foi no hotel SUNRISE e foi ótima também.

Você fez muito bem em não parar na Cova de Morgan , é bem inútil.

Aluguei um carrinho de golfe com uns amigos e foi péssimo além de capotarmos com o carrinho (sim mesmo em pouca velocidade isso foi bem possível ) aconselho a moto ou mule.

 

Parabéns pela iniciativa e dicas Nayanne.

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  • 2 semanas depois...
  • 1 mês depois...
  • Membros

Ótimas dicas Nayanne.

Uma pena você não ter feito Cayo Bolivar. É o melhor de San Andrés. Ilha Paradisíaca de cartão postal.

Não curti Johny Cay. Achei meio "pega turista", muita muvulcada. Acho que por ser mais próximo e mais barato, talvez. Preferia ter feito Cayo Bolivar duas vezes; mas valeu pra conhecer.

Uma dica para os mais aventureiros é fazer a volta na ilha de bicicleta. Saia por volta das 13h, ainda com sol, pois saí do centro às 15h e só completei a volta às 20h, pois fui parando e curtindo cada canto que achava interessante. Alugue uma boa bike pra não sofrer.

Tem restaurantes e pensões mais simples, de nativos da ilha, com bons preços e boa comida, tipo 10 mil. Vale a pena. ::otemo::

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Ótimas dicas Nayanne.

Uma pena você não ter feito Cayo Bolivar. É o melhor de San Andrés. Ilha Paradisíaca de cartão postal.

Não curti Johny Cay. Achei meio "pega turista", muita muvulcada. Acho que por ser mais próximo e mais barato, talvez. Preferia ter feito Cayo Bolivar duas vezes; mas valeu pra conhecer.

Uma dica para os mais aventureiros é fazer a volta na ilha de bicicleta. Saia por volta das 13h, ainda com sol, pois saí do centro às 15h e só completei a volta às 20h, pois fui parando e curtindo cada canto que achava interessante. Alugue uma boa bike pra não sofrer.

Tem restaurantes e pensões mais simples, de nativos da ilha, com bons preços e boa comida, tipo 10 mil. Vale a pena. ::otemo::

 

É fácil alugar bicicletas por lá?

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