Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
Pedro Henrique Ferreira Lo

Roteiro Bolívia/Peru ((Monte Chacaltaya e Vale de La Luna, Salar de Uyuni, Isla del Sol, Machu Picchu)

Posts Recomendados

Meu nome é Pedro Lopes, tenho 17 anos e estou planejando um mochilão, juntamente com um primo de 21 anos, para Bolívia e Peru, vamos viajar no dia 05 Janeiro de 2017 e voltamos no dia 25 do mesmo mês. Durante o decorrer do ano de 2016 estivemos montando o roteiro com base na leitura de muitos outros roteiros e relatos do site, comprando algumas passagens, mochila e os demais equipamentos e acessórios e acredito que estamos preparados para essa trip, portanto decidimos publicar nosso roteiro com o objetivo de conhecer dicas, conselhos e até mesmo parceiros para a viajem, rsrs.

 

Roteiro de Viagem Brasil-Bolívia-Perú

 

1. Ida

 

 Dia 05/01/2017

• Sairemos de Belo Horizonte, no dia 05/01/2017, quarta feira, de avião, para Campo Grande MT (o mais cedo possível, pra conseguirmos pegar o ônibus até Corumbá no período da noite)

• De Campo Grande pegaremos um ônibus até Corumbá. (Aviação Andorinha, preço 87,00 reais, 6 horas de viajem)

 

 Dia 06/01/2017

• De Corumbá pegaremos um táxi até Porto Quijarro (Bolívia).

• Tentaremos comprar as passagens nesse dia ou para o próximo. (Trem da morte/ Ferrobus saída às 18:00 chegada às 7:00 em Santa Cruz no dia 07/01/2017, preço 34,31 dólares, cerca de 121,00 reais).

• Hostel para ficar na cidade até o dia de embarcar no trem.

 

 Dia 08/01/2017

• Chegada em Santa Cruz de La Sierra.

• Chegada em Sucre, de avião.

 Passagem por cerca de 294 bolivianos ou R$ 147,00 http://www.boa.bo/BoAWebSite/

• Hostel

 

 Dia 09/01/2017

• Ficamos na cidade, aproveitamos para conhecer. Todos falam que é muito legal.

• À noite, vamos para Uyuni.

 “A viação 6 de Octubre é a única que faz o percurso direto de Sucre a Uyuni, saindo às 20:30h e chegando mais ou menos às 4h por 60 bolivianos, ou 30 reais”.

 

 Dia 10/01/2017

• Hostel

• Olhar agências de tour pelo Salar de Uyuni (Blue Line e a Quechua Connections, são duas agências bem recomendadas). Os blogs aconselham olhar no dia mesmo. Não é difícil, já que existem muitos. Obs, o câmbio nessas agências não é recomendado, leve em dólar ou já em boliviano.

• Comprar as passagens para La Paz, garantindo nossa viajem após o Salar (os ônibus saem às 20:00 horas e chegam às 7:00, custam cerca de 230 bolivianos ou 115,00 reais, as passagens podem ser compradas no site da todo turismo, http://www.todoturismosrl.com/, ou nos guichês da empresa em Uyuni, podem ser compradas também em algumas agências de turismo responsáveis pelo tour no salar), obs: A estrada é de péssima qualidade, boa parte de terra, e chegando em La Paz vai melhorando.

• Existem opções de 2, 3 e 4 dias. Acho que de 3 tá mais que suficiente. O valor fica entre R$ 250,00 e 300,00. + R$100,00 das entradas no parque e na Ilha (no passeio).

• Os passeios começam por volta das 10:30. Então não sei se vai precisar de hostel. De toda forma coloquei pelo menos pra gente dar uma descansada, mas não sei se precisaria mesmo.

 

 Dia 11/01/2017

• Passeio no Salar.

 

 Dia 12/01/2017

• Passeio no Salar e fim do tour de 3 dias. Em média o tour termina às 18:00 horas.

• Ida a La Paz (passagens já compradas no dia 10/01/2017)

 

 Dia 13/01/2017

• Chegada em La Paz, por volta das 07:00.

• Passeio na montanha de neve (Monte Chacaltaya) + Vale de La luna, passeio dura de 9h às 16h, preço 40,00 reais. http://www.nofearadventuresrl.com/

• Hostel (wild rover)

 

 Dia 14/01/2017

• Conhecer a cidade (mercado das bruxas é uma opção)

• Partir para Copacabana, às 14 horas (informação de como ir para Copacabana na rodoviária de La Paz. No terminal de ônibus, existem algumas companhias que fazem o trajeto, geralmente às 8h30 e às 14h, com preços que variam de Bs$25,00/U$3,60 a Bs$35,00/U$5,00. Duração da viagem entre 3 a 4 horas).

• Chegar em Copacabana – comprar passagens para Cusco na rodoviária.

• Hostel

• Sair a noite

 

 Dia 15/01/2017

• Ficar em Copacabana

• Ir conhecer a Ilha do Sol e dormir uma noite lá (Passeio da Isla del Sol: Os barcos para a Isla del Sol saem de Copacabana duas vezes por dia. O ticket pode ser comprado no próprio cais e custa 20 ou 25 bolivianos, dependendo da negociação e do lado da ilha em que você pretende descer.

A ilha é dividida em lado Norte e Sul e em pequenos vilarejos. O lado Sul é o mais próximo de Copacabana e oferece mais opções de hospedagens.)

 

 Dia 16/01/2017

• Chegada da Ilha Del Sol, imediatamente comprar as passagens para Cuzco, se já não tiver comprado, no período da noite para economizar hostel e ir a uma casa de câmbio para converter a moeda para o sole peruano.

• Partir de Copacabana à Cuzco com parada e troca de ônibus em Puno. A viagem dura cerca de 11 horas. Cerca de 35 reais, comprar na rodoviária.

 

 Dia 17/01/2017

• Chegar em Cuzco.

• Hostel

• Comprar o pacote para MP

 

 Dia 18/01/2017

• Começar a ir para MP (ir até a estação da Hidrelétrica Sta Helena com a van contratada pela agência AITA PERÙ, saindo por 70 soles, aproximadamente 70 reais, cerca de 7 horas de viajem)

• Chegar em Aguas Calientes pela trilha de trem (queremos muito ir pela trilha de trem)

• Hostel para passar a noite. Descansar para acordar cedo.

 

 Dia 19/01/2017

• Passeio em MP.

• Voltar a pé até Aguas Calientes.

• Fica em aguas Calientes.

 

 Dia 20/01/2017

• Volta para Cuzco de trem ou do jeito que der. (rsrsrs)

• Pegar o bus até La Paz. (12 horas de ônibus). Empresa Litoral

 

 Dia 21/01/2017

• Chegar em La Paz

• Hostel

 

 Dia 22/01/2017

• Ir para Santa Cruz de La Sierra (ônibus)

• Conhecer a cidade até a hora de embarcar no trem.

• Embarcar no Trem da Morte.

 

 Dia 23/01/2017

• Chegaremos em Porto Quijarro

• Pega um taxi até Corumbá

• Em Corumbá pegar um ônibus até Campo Grande

 

 Dia 24/01/2017

• Embarcar para BH.

 

 

Bom, assim concluímos nosso roteiro. É muito importante ressaltar que muitos dados apresentados foram extraídos de outros roteiros, portanto não podemos dizer se realmente será assim, mas estamos dispostos a entrar de cabeça nessa experiência incrível que aguardo com muita ansiedade e expectativa.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Olá Pedro! Estarei fazendo essa viagem em julho e gostaria de saber se esse relato se encaixou na viagem, principalmente com relação aos valores e os horários de saída dos passeios/ônibus. Estaria me ajudando demais! Beijos!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Irei fazer um roteiro em abril parecido com esse (com entrada pela Bolívia através do trem da morte) e queria informações sobre esse percurso. Foi de boa para vocês pegarem o trem em Quijarro até Santa Cruz de la Sierra?

 

Eu acrescentei o Chile no roteiro (Atacama e Arequipa), pois são tão pertinho do Salar e da pra subir para o Peru por essas cidades e depois descer para a Bolívia por Copacabana e La Paz.

Saudações!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Olá Pedro! Estarei fazendo essa viagem em julho e gostaria de saber se esse relato se encaixou na viagem, principalmente com relação aos valores e os horários de saída dos passeios/ônibus. Estaria me ajudando demais! Beijos!

 

Eu tenho uma tabela com informações de horários e transportes, além de alguns relatos de umas pessoas que fizeram esse roteiro - Bolívia > Chile > Peru > Bolívia! Posso te mandar. Tu vai fazer a rota pela Bolívia também?

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Olá, posso dizer que a viajem se encaixou bem no roteiro apresentado e aconteceu conforme esperávamos. Alguns imprevistos fizeram com que mudássemos uma coisinha aqui e outra lá, mas nada que desconfigure muito o que planejávamos. Algumas coisas que mudei no decorrer da viajem foram:

- Trocar a noite na isla del sol por um dia a mais em cusco.

- Adiantar a passagem de Santa Cruz para Sucre, ou seja, conseguimos comprá-la no mesmo dia em que chegamos em Santa Cruz, o que nos forneceu mais um dia em Lá Paz.

- Não voltamos no dia 24, mas sim no dia 25. Ganhamos aí um dia bem servido em Campo Grande, uma vez que estávamos super cansados.

Quanto aos horários, acredito que esse roteiro possa lhe servir como base sim, pois apesar de tudo não é tão complicado encontrar esse tipo de informação por lá, ao contrário do que imaginei.

Em relação ao preço pode variar um pouco dependendo da época em que você vai, de qualquer forma posso lhe fornecer a planília que usei para planejar esse mochilão.

Em breve escreverei um relato com todos os dados certinhos, dicas e contando um pouco da experiência.

Espero ter ajudado e qualquer dúvida meu e-mail é [email protected]

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Irei fazer um roteiro em abril parecido com esse (com entrada pela Bolívia através do trem da morte) e queria informações sobre esse percurso. Foi de boa para vocês pegarem o trem em Quijarro até Santa Cruz de la Sierra?

 

Eu acrescentei o Chile no roteiro (Atacama e Arequipa), pois são tão pertinho do Salar e da pra subir para o Peru por essas cidades e depois descer para a Bolívia por Copacabana e La Paz.

Saudações!

 

Olá Magno, há uma informação muito importante quanto ao trem se pretender embarcar no mesmo dia em que for atravessar a fronteira, como fizemos.

Bom, acredito que já deve ter lido ou ouvido falar sobre a fila para atravessar a fronteira, acontece que dependendo da época e do dia da semana essa fila pode se tornar algo muito pior do que escrevem.

Eu, meu primo e as pessoas que conheci em Campo Grande chegamos na fila às 6:00 da manhã e ficamos cerca de nove horas esperando em baixo de um sol escaldante até conseguirmos chegar em Quijarro e por sorte embarcar no trem das 18:00, ou seja, éramos 5 pessoas e quando chegamos para comprar as passagens do trem haviam somente cinco lugares disponíveis.

Existem duas filas, uma no Brasil, para você sair do país e outra no território boliviano, para você entrar na Bolívia, lembrando que as pessoas que estão na fila do Brasil estarão também na fila da Bolívia.

Quando eu fui atravessar a fronteira haviam cerca de 200 pessoas na minha frente, acontece que quanto mais o tempo passa, o calor aumenta e o cansaço também, menos as pessoas respeitam a fila, e é aí que tudo vira um caos. Cheguei por volta das 6:00 e a fila andou uns 10 metros até começarem a burlar o sistema, daí foram mais quatro horas parado sem sequer andar. Nesse ponto você deve estar se perguntando como não haviam pessoas para organizar essa fila como os policiais e agentes que trabalham lá. Bem, de fato não só não haviam funcionários para organizar como também não havia fila preferencial, um lugar coberto para que as pessoas pudessem sentar, água ou qualquer outra coisa do tipo. Até que nós cinco, eu e as pessoas que me acompanhavam, tomamos uma iniciativa, pois temíamos perder o trem da morte, e essa é a minha dica para você quando estiver na fila, pegamos papel e caneta e distribuímos senha para cada um que estava lá e fomos para a porta fazer barricada e controlar a entrada, houve ainda muita confusão, mas acredito que tenha sido a única maneira para embarcarmos no trem naquele mesmo dia. Após isso, os policiais passaram a dar preferência para idosos, crianças, gestantes e deficientes e fila começou a andar novamente e após mais três horas conseguimos, com a ajuda de outras pessoas que estavam alí, atravessar a fronteira. Daí pegamos um táxi, por 7 bolivianos se não me engano, até o terminal de trem onde conseguimos comprar as últimas passagens. Logo após comprarmos as passagens tomamos um merecido e glorioso banho em um albergue e comemos. Embarcamos no Ferrobus, que é mais caro, porém além de valer a pena era o único que havia disponibilidade naquele momento.

Desejo a você uma excelente viajem e gostaria de dizer que, apesar de tudo, cada minuto depois valeu muito a pena.

Qualquer dúvida pode me escrever, meu e-mail é [email protected]

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Olá Pedro! Estarei fazendo essa viagem em julho e gostaria de saber se esse relato se encaixou na viagem, principalmente com relação aos valores e os horários de saída dos passeios/ônibus. Estaria me ajudando demais! Beijos!

 

Eu tenho uma tabela com informações de horários e transportes, além de alguns relatos de umas pessoas que fizeram esse roteiro - Bolívia > Chile > Peru > Bolívia! Posso te mandar. Tu vai fazer a rota pela Bolívia também?

Olá cara, tô perdendo fazer o roteiro Bolívia e Peru em setembro com minha esposa e mais 2 casais de amigos, se puder me ajudar no roteiro e umas dúvidas que estou te agradeço muito...

 

Segue meu email: [email protected]

E meu Whatsapp: (81)9.9751-1087

 

 

Se puder me mandar o seu roteiro ou algum material que me ajude no meu planejamento Agradeço muito...

 

Abraços

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

  • Conteúdo Similar

    • Por TMRocha
      Dessa vez não estarei falando sobre um relato de viagem próprio meu, e sim do meu irmão mais novo, o Fernando [apelidado carinhosamente por nós de Nando ou Nandinho].

      Confira como foi a sua espetacular viagem em sua moto Yamaha Ténéré 250cc saindo de Contagem (MG), seguindo do Brasil até a América do Sul com rumo a Antofagasta, no Chile.
      Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo ou em uma de suas respectivas partes:
      http://tudorocha.blogspot.com/2018/02/viagem-tenere-250cc-pela-america-do-sul.html
      Lista de Episódios:
       
      [PARTE 1] [PARTE 2] [PARTE 3]
      [PARTE 4] [PARTE 5] [PARTE 6] [PARTE 7]

      Infelizmente ele teve um ano de 2017 muito difícil e passou por muitos perrengues, por isso, para compensar tantos problemas ele resolveu realizar uma verdadeira aventura em 2018, pra já começar o ano de forma diferente e mais inspiradora.
       
      Sua meta era chegar a Antofagasta, no Chile, passando também por Foz do Iguaçu [PR] para conhecer as Cataratas pelo lado brasileiro e em seu caminho ele ainda queria encontrar a Mão do Deserto no Deserto do Atacama [Chile] e o maior Salar do mundo, que fica em Uyuni, na Bolívia.

      A moto que ele utilizou para essa aventura foi uma Yamaha Ténéré 250cc, já bem rodada e com sua manutenção em dia.

      Yamaha Ténéré 250cc.
      [Para que sua leitura fique fluida e confortável, a partir de agora começarei a contar como foi essa viagem em 1ª pessoa]
      Dia 1: Sábado, 20 de Janeiro de 2018
      Após andar por quase 200 km em minha moto, uma Yamaha Ténéré 250 [que diga-se de passagem, está rodando pela América do Sul pela 2ª vez] resolvi fazer minha primeira parada no atendimento da concessionária de Formiga (MG), às 7:19h. Por enquanto estava tudo tranquilo, friozinho, de boa e com a moto boa, em suma, tudo funcionando bem!

      Continuando... Segui viagem por pouco mais de 2 horas e nesse meio tempo deu pra ver alguns cânions. Nossa! É bonito pra caramba, deve ser muito doido andar de lancha lá, entre eles, pena que não parei pra tirar fotos nessa parte do caminho. Após isso resolvi parar para tomar mais um cafezinho.

      MG-050, entre Furnas (MG) e Passos (MG).
      Às 9:48h fiz mais uma parada na concessionária para tomar água e um cafezinho. Acho que passei por uns 6 pedágios de R$ 2,90 cada um, caro pra caramba! Pensei em vir por aqui para economizar, mas ao que parece era melhor ter vindo por São Paulo.
       
      Uma coisa legal que fiz nessa viagem, ao menos enquanto estava no Brasil, era avisar de tempos em tempos a minha família o que estava fazendo para que eles ficassem mais tranquilos, já que essa aventura foi realizada totalmente sozinho.

      Às 10:14h passei por Itaú de Minas (MG). Até esse momento já tinha rodado uns 318 km. E a gasolina por aqui é bem cara, simplesmente R$ 4,50 o litro. Finalmente, às 13:46h, após simplesmente 505 km rodados no mesmo dia, cheguei em São Sebastião do Paraíso (MG), praticamente na divisa entre Minas Gerais e São Paulo.


      Parei para almoçar e segui pela estrada novamente. Dei conta de fazer todo esse trajeto porque a estrada estava boa e eu ainda tinha muita energia.
       
      Fui tão no embalo que segui direto por mais quase 4 horas e acabei chegando em Sertanópolis (PR), praticamente na divisa entre São Paulo e o Paraná, às 18:31h. Minha ideia era passar por Londrina, mas acabei passando direto. O pessoal da minha casa já estava louco e quase que suplicava para que eu parasse de andar na moto.


      Feito tudo isso chegou a hora de descansar, pois amanhã tinha mais estrada para percorrer nessa aventura!

      Também não valia a pena andar mais porque estava bem escuro e chovia muito:

      Vídeo 01:

      Dia 2: Domingo, 21 de Janeiro de 2018
      Estando aqui preferi mudar a rota para seguir rumo a Foz do Iguaçu. Já passei por lá no passado, mas tinha visto as cataratas apenas pelo lado argentino e dessa vez resolvi conferir como ela era pelo lado brasileiro. [Um dado não muito bom que descobri por aqui era que tinha previsão de chuva para todos os dias]

      Perto das 11:40h parei em Corbélia (PR) para almoçar e conversar um pouco com a minha mãe pelo zap.

      Ela disse que meu pai deu azar e teve um pane na moto dele. Nada sério, mas quer era algo chato de se resolver. De bucho cheio continuei com minha viagem e passei por Matelândia, no Paraná.

      Já em Foz do Iguaçu, às 13:25h procurei por uma pousada para ficar, ajeitei as minhas coisas e saí para dar uma volta pela cidade. Saí depois das 15:00h e cheguei próximo de lá perto das 18:30h.

      Vídeo 02: Com eu muito feliz com as expectativas!

      Vídeo 03: Com eu meio triste depois da realidade!

      E a família não perdoou!

      Eu tinha visto que estava chovendo e protegi o celular e a carteira, mas esqueci da doleira e acabei molhando tudo. Mas o que importa mesmo é que consegui avistar as cachoeira pelo lado brasileiro, e percebi que é muito mais bonito do que o lado argentino, é realmente incrível!
       
      [Então, bora ver o que pude ver nesse meio tempo: Entre os vídeos da Expectativa e da Realidade!]
       
      Coisas interessantes vistas pelo caminho:

      Vídeo 04:

      Vídeo 05:

      Vídeo 06:

      Esse é um quati, um animal típico dessa região:
       
      Vídeo 07:

      Vídeo 08:

      Vídeo 09:

      Dessa vez o som das cataratas estava tão forte que nem deu para ouvir o que eu estava dizendo.
      Vídeo 10:

      Vídeo 11:

      Mais fotos de Foz do Iguaçu:





      Só tenho uma coisa a dizer sobre esse lugar, é um verdadeiro espetáculo da natureza, uma maravilha natural do mundo que fica no Brasil.




      Cara de conquista realizada:

      Lembrando em, essa era a minha lista de lugares a serem visitados:

      - Cataratas do Iguaçu, PR - Brasil [Visitado]
      - Salar del Uyuni, Bolívia
      - La Mano del Desierto, Deserto do Atacama - Chile
      - Antofagasta, Chile

      :: Ao menos o primeiro destino dessa lista já estava completo. Ainda faltavam mais três para se conhecer::

      Depois disso voltei para a pousada e dei um jeitinho como um autêntico brasileiro para resolver o problema das coisas molhadas enquanto eu aproveitava para fazer meu lanche noturno.

      Vídeo 12:

      Após toda essa aventura descansei um bocado e aproveitei para conversar com meu pai e um dos meus irmãos pelo zap. Também tracei a minha rota para o outro dia e estudei como fazer o seguro da carta verde, mas apesar de chegar no local já estava tarde e lá estava fechado.

      Vídeo 13:

      Esse foi o resumo da minha noite:


      E ainda teve o Templo Budista que estou afinzão de ir. Não pude por causa dos contratempos... e que amanhã não irá abrir!

      Ainda com aquela labuta de colocar minhas coisas para secar dos temporais daqui!
       
      Vídeo 14 [Parte 1]

      [Vídeo 15 - Parte 2] Nada que um elástico não resolva!

      Terminado o dia, a meta para o próximo seria ir para Assunção, no Paraguai, mas como já estendi muito esse relato, continuarei na próxima parte.
       
      E antes de ir embora, meu trajeto ficou assim até o momento:


      Continue acompanhando, pois ainda tem muito mais relato para se contar!
    • Por Debora O
      Olá, meu nome é Débora, tenho 32 anos, sou servidora pública. Fiz a viagem para Bolívia e Peru com meu namorado, Pedro, 30 anos, advogado. Nós moramos em Campo Grande/MS.
      Tínhamos o sonho de conhecer Machu Picchu, e queríamos experimentar o jeito mais tradicional (mochileiro). Confesso que eu esperava encontrar muito mais mochileiros nesse trecho, mas eles foram ficando mais frequentes somente após La Paz.
      Quisemos aproveitar o recesso forense (que são 3 semanas de folga no fim do ano), pois a viagem seria longa. Então saímos de Campo Grande/MS no dia 19/12/17, de ônibus, sentido Corumbá/MS, às 23h (passagem R$ 140). Chegamos em Corumbá às 5:30, tomamos um café na rodoviária e tomamos um táxi até a Polícia Federal brasileira para sair do Brasil e entrar na Bolívia. Esse táxi é caro, custou R$ 50 (uns 15 min de trajeto). Chegamos na Polícia Federal pelas 7h, sendo que ela abriu às 9h. Estava muito quente, Corumbá/MS tem temperaturas altíssimas (quase 40ºC), então trocados a calça pelo shorts. Na fila havia umas 300 pessoas. Desses, uns 20 no máximo eram mochileiros, o restante todos bolivianos. Só tinha 2 pessoas atendendo, então ficamos lá até umas 11h. Passada a fronteira brasileira, você vai a pé uns 100m e para no posto da polícia federal boliviana. Demorou no máximo 1h e então estávamos com nosso permisso para entrar na Bolívia.
      No Brasil havíamos tomado a vacina da febre amarela e estávamos com nossa carteira internacional de vacinação, mas, na viagem toda, que durou 16 dias, ninguém pediu. Nesse procedimento de saída, usamos somente o RG. Nossos RG’s tinham mais de 10 anos, também não teve problema. Eu levei meu passaporte, mas foi ótimo não ter usado neste dia porque, como contarei depois, na volta estávamos querendo chegar em casa o mais rápido possível e, chegamos na fronteira Bolívia/Brasil à noite, atravessamos de táxi sem passar pela aduana e tomamos o ônibus Corumbá/Campo Grande às 23:30 (algo assim). Depois nos informamos se havia problema nesta situação ocorrida e algum policial federal disse que não. Mas se eu tivesse carimbado o passaporte na ida sem o carimbo da volta, aí provavelmente eu teria mais problemas. Antes de ir ouvimos pessoas dizendo que era muito difícil fazer tudo no mesmo dia (passar pelas aduanas e tomar o trem). Mas dessa vez deu.
      Após passarmos pela aduana brasileira e boliviana tomamos um táxi para a estação do trem, que vai de Porto Quijarro a Santa Cruz de la Sierra (o antigo trem da morte). Este táxi custou somente uns 20 bolivianos (10 reais), num trajeto que durou uns 10min. Ali a pobreza da cidade já choca. Havíamos assistido à série Narcos e eu brinquei que me sentia na série.
      Chegamos na estação do trem por volta de meio dia e não havia sequer 1 passageiro lá, só os funcionários (eu imaginava que, por ser fim de ano, estaria agitadíssima). Estávamos nós dois, e mais 2 mineiros que viajavam juntos.
      O trem funciona assim: um dia sai o mais luxuoso (ferrobus – 35 dólares/140 reais), e no outro o intermediário (oriental? - 10 dólares/35 reais). Neste dia (20/12) era o dia do ferrobus às 18h. Compramos passagens numa boa, deixamos as mochilas aí com os funcionários e fomos almoçar perto. É uma região muito muito muito pobre. Almoçamos perto da estação por 12 bolivianos (6reais – arroz, feijão e carne).
      Era 14h, já estávamos sujos e, como o trem era somente 18h, fomos a um hostel quase em frente a estação para tentar tomar um banho e descansar um pouco. Cobraram acho que 50 reais pelo quarto duplo. O chuveiro estava caótico, foi difícil tomar banho (20 gotas), mas ok. Compramos água pela redondeza e fomos 17h para a estação. Havia umas 20 pessoas lá. Chegou o trem, era bonito, poltrona confortável (reclinava bastante e era bem larga), mas saiu com atraso de quase 1h. O trem só tinha 2 vagões e estava quase vazio. Tocava Talia no DVD (de uns 15 anos atrás). Todos os ônibus que pegamos daí em diante tinham essa poltrona massa (bem larga, reclina bastante), é o que eles chamam de ônibus 3 filas (2 poltronas de um lado e 1 do outro). E, da mesma forma, todos atrasam para sair (de 30min a 1h), eu ficava superestressada e reclamava bastante com eles. A viagem de trem foi agradável. Serviram um jantar por 20 bls (10 reais) com um frango delicioso (o frango deles é pequeno, tipo um galeto, de pele amarela, tipo frango caipira, é bem macio, nós adoramos), arroz e macarrão. Comemos porque não sabíamos quando comeríamos de novo, foi bom. À noite pessoas vão entrando no trem e fazem barulho, falam alto e ouvem música sem fone.
      O trem saiu “18h” de Porto Quijarro e chegou umas 10h (21/12) em Santa Cruz de la Sierra (15h de viagem). A estação onde chega o trem já é dentro da rodoviária. Então usamos el banho (banheiro) e já compramos a passagem de ônibus para La Paz, para as 14h. A viagem duraria 20h e já seria a terceira noite viajando, eu estava meio tensa. Tomamos um táxi para o centro de Santa Cruz (foi barato – 20bls), paramos num café, comemos, andamos pela praça, fomos ao mercado comprar água e comida, almoçamos no mesmo café (tipo um PF), pegamos um burguer king para levar e voltamos para a rodoviária. Tomamos o ônibus rumo a La Paz. Nesta viagem eu passei mal à tarde, tive enjoo (acho que almocei meio rápido e sem fome). Tomei remédio, coca, dormi e melhorei à noite. A Coca deles é muito boa, mais forte que a nossa, tomamos muitas na viagem.
      No meio da noite o ônibus parou num lugar muito feio para banheiro e lanche. Coisa muito simples, chão batido e molhado, comidas estranhas sendo assadas etc. Não compramos nada, fomos ao banheiro e partiu. O ônibus foi MUITO devagar e a viagem durou mesmo umas 20h ou mais.
      Chegando em La Paz (na parte alta), há muito congestionamento e demorou muito também. Aí já estava muito frio lá fora, mas dentro do ônibus fica super abafado (não ligam o ar), os vidros suam, é um horror (isso serve para todos as viagens lá rsrs). Chegando em La Paz eu senti sensação de sufocamento, falta de ar. Parecia que era o calor que estava me sufocando, até comecei a pedir que abrissem as janelas, mas era a altitude. Quase passei mal. A cidade, no primeiro momento, nos choca. É um buracão, com muitas casinhas sem reboco (ar de favela), de cara achamos feia. Chegamos na rodoviária de La Paz, trocamos dinheiro (toda rodoviária troca. Na época estava 100 dólares para 700 bolivianos, em regra. Levamos todo nosso dinheiro em dólar. Eu levei uns 400 reais também. O Pedro uns 200) e tomamos um táxi para o Hostel Copacabana, que haviam nos indicado, que fica próximo ao mercado das bruxas. Ficamos lá mesmo, era 150 bls o quarto de casal (75 reais – 38 para cada), com desajuno (café da manhã) e banho (banheiro) privativo. Banho é ducha.
      Aí tomamos um banho e fomos almoçar. A região é turística, há a rua Sagarnaga, que tem restaurantes, agências e hotéis há 2 quadras do hostel. O mercado das bruxas é uma rua cheia de vendinhas que vendem a mesma coisa (roupas e acessórios de frio, lembrancinhas, comprei tocas, luvas, cachecóis e presentinhos – tudo baratão).
      Almoçamos em um restaurante cubano na famosa rua Sagarnaga (30bls um PF de arroz, feijão, frango e banana – tava bom, feijão com tempero diferente, talvez cominho) e voltamos descansar. Em La Paz (4.300m de altitude) você sobe uma quadra de ladeira e parece que coração e pulmões vão pifar. rsrs Então você vai caminhando e descansando, sempre. Ali perto tem a igreja de São Francisco, que é bonita, e reúne muita gente todo dia em frente. No ano novo assistimos à missa lá.
      Gostamos de sentar e tomar uma cerveja e, embora a região ali seja muito turística, não há barzinhos lá, só restaurantes. Tomamos cerveja num pub inglês (The Lion King, algo assim). A cerveja é cara (chega a 32 bls), e a comida na Bolívia é muito barata (geralmente você come por 25-30bls). Ao lado do restaurante cubano (Sabor Cubano?) há uma pizzaria muito boa (Italian Pizza?), comemos lá várias vezes. Uma noite fomos ao Sol Y Luna (um restaurante/pub), o atendimento é bom, comemos o tradicional prato boliviano pique a lo macho, que leva carne, batata, cebola, pimentão, ovos, linguiça, e é bem apimentado. Nos primeiros dias eu tive azia, havia levado sachets de ENO e me ajudaram bem.
      Em La Paz, mesmo sendo verão, estava beeeeem frio (mais frio que La Pa só Cusco). A chuvinha frequente e mansa nunca foi problema na viagem (há muita gente que não recomenda a viagem em dezembro). O quarto do hostel era bem frio, eles têm cobertas boas/pesadas, mas eu passei um tanto de frio lá, em geral. Fomos com um mochilão cada, levamos mais ou menos isso: uma calça no corpo e uma na mochila, 6 camisetas, 2 casacos, boot no pé; tênis e chinelo na mochila, 1 shorts, só. Protetor solar e repelente são importantes, além de medicamentos para digestão, dor de cabeça, antiinflamatório. (Em Cusco lavamos as roupas, foi baratão, tipo 15 reais para cada).
      Em La Paz começamos a dormir mal por conta da altitude, é deitar e o nariz trancar. Compramos Vick boliviano, passávamos no nariz e boa. Tomamos chá de coca umas 3x na viagem e foi bom. Também tomamos um remédio contra altitude vendido em qualquer farmácia lá (mas não direto, imagino que tomamos somente uns 3 comprimidos na viagem toda).
      Outro detalhe marcante é que na Bolívia há muitos cachorros nas ruas; cachorros lindos, grandes, peludos, raças que não são muito comuns no Brasil; e eles não têm doenças de pele (acredito que por ser frio lá). No Peru reduz um pouco, mas também há. Na viagem devemos ter visto uns 500 cachorros ou mais. São umas graças, nos seguem. Ficam em frente aos comércios, casas; até os comerciantes têm cachorros ali. É muito comum.
      Nesta primeira tarde em La Paz fizemos essas coisinhas e fomos a uma agência ver um passeio para o outro dia. Todos falam superbem do passeio de bike; mas era o dia todo e estávamos cansados de 3 dias de viagem, abandonamos a ideia. Depois soube que era só descida. Mas, mesmo assim, não me arrependi de não ter feito. Optamos pelo Monte Chacaltaya e Vale de la Luna (sempre oferecem juntos). Não me lembro se foi 90bls para cada, acho que sim. Compramos em qualquer agência. Passam no hostel pegar, fomos de van, primeiro ao monte, subimos a 5.600 metros. O trecho de ida, que leva uns 40min, é bonito, vemos lagos e lhamas. Lá é muito frio; nesta época neva (tivemos essa sorte; nevou enquanto estávamos lá). Então podemos subir ao pico, que fica a uns 300m da base, acho. Mas é muito difícil, pelo ar rarefeito. Eu dava 10 passos e já precisava sentar. Sugeri ao Pedro de ficarmos só na metade, por sorte ele topou. rsrs Tiramos fotos lindas com a GoPro, apreciamos a paisagem e descemos. Na base há uma estação de esqui abandonada. Curtimos mais um pouco e a van voltou. Talvez 1h30 no Monte Chacaltaya. Aí a van volta para a cidade, atravessa ela toda e vai para o outro lado, para o Vale de la Luna. É um lugar lindo/impressionante, de formações vulcânicas, que antigamente ficava embaixo do mar. Você passeia por ali uns 40 min, tira muitas fotos e está pronto para vazar. Detalhes: no caminho eu cochilei, porque após o Monte Chacaltaya senti bastante estafa. E, ao contrário do frio do monte, o vale é quente e seco (impressionante). Então você deve ir com roupas frescas por baixo e casacos muito quentes por cima, e vai tirando feito uma cebola. rsrs Neste dia me queimei de sol. No caminho entre um e outro começamos a ver umas partes mais bonitas de La Paz. Adoramos o passeio. Na volta a van deixa todos na Igreja de São Francisco. Almoçamos na Italian Pizza e já fomos ver o roteiro do próximo dia, seria 24/12 (véspera de natal). Ao lado do nosso hostel havia um hotel chique com agência, então fomos ali mesmo e uma moça bacana nos vendeu a ida para Copacabana, de ônibus. Acho que foi 40bls para cada. (Detalhe: La Paz no natal e réveillon eles enchem as ruas de vendinhas e ficam trabalhando, tadinhos; senhores de idade, crianças, todos na rua). O ônibus saiu da rua Sagarnaga às 8 e fomos sentido Copacabana, passar o nosso natal. São aproximadamente 4h no total. Saindo de La Paz a paisagem já começa a ficar extraordinária. Vistas MARAVILHOSAS do Lago Titicaca; sem brincadeira, uma das coisas mais lindas que já vi na vida, deslumbrante. Você chega a um vilarejo para tomar uma balsa. Todos descem, o ônibus vai na balsa e as pessoas num barquinho beeeeem simples. A água do lago é azul marinho, mas transparente que você vê as pedras no fundo. Incrível, deslumbrante, perfeito. Então mais uns 40min de busão até Copa.
      Aí você desce do ônibus e tem umas 30 pessoas oferecendo pousada. Caímos nessa e fomos parar num hostel horripilante. Após dar o sim eu entrei em depressão. rsrs Fiquei com muito medo de falar pro Pedro que havia me arrependido, mas ele topou, avisamos que não gostamos do quarto e vazamos. Nem 30min no local. Ufa. Então precisávamos de outro hostel, almoçar, trocar dinheiro e buscar meu melhor casaco que esqueci no ônibus (socorro!).
      Uma das maiores lições que tirei dessa viagem foi: quando você já está cansado ainda vai demorar umas 3 horas, no mínimo, para você deitar na sua cama. Affe! Que trabalheira.
      Casaco recuperado, encontramos outro hostel muito simples (Hostel Sofia) e descansamos. Copacabana é muito simples. A orla é feia, um caos (ao contrário do que imaginávamos). Optamos por não ir à Isla del Sol (passeio quase obrigatório), para descansar e passar um natal tranquilo em Copa. A Igreja de lá é linda (tentamos ir à missa). Então compramos uma cerveja nas conveniências e ficamos andando por ali, conhecendo a cidade e vendo onde íamos cear. Há poucas opções. Encontramos somente uns 2 lugares legais, mas acabamos adorando o que escolhemos.
      Na Bolívia na noite de Natal comem um prato típico chamado Picana, que é um caldo ralo, com carne e um milho grande por cima. Não apeteceu. Então comemos qualquer outra coisa, bebemos e voltamos para o hostel que fechava às 23h (ninguém avisou, descobrimos na rua por sorte). Esse milho grande que eles têm lá é bem gostoso; comemos algumas vezes, sem medo de ser feliz. Outro prato típico de lá é o lomo saltado (que é carne grelhada com cebola e tomate). O Pedro comeu alpaca no Peru (a aparência é de cordeiro). Outros pratos típicos do Peru são cuy (porquinho da índia – não provamos por pena) e o famoso ceviche (provei e não gostei muito – de truta, nada de mais). Em Copa é tradicional comer truta (trucha), pescada do lago Titicaca. É gostosa como um salmão, mas comemos uma vez só; é meio pequena geralmente no prato. Ah, na Bolívia é tradicional comer saltenha também; nós já conhecíamos porque o MS faz fronteira com a Bolívia e em Corumbá tem muito. Tanto Bolívia quanto Peru possuem muitas variedades de batata (boas); prepare-se para comer muita batata; mas dá uma enjoada.
      Nessa noite o Pedro achou que ia morrer, não conseguia respirar. Passamos uns momentos de pânico e depois ficou tudo bem. rsrs
      No outro dia tomamos um ônibus sentido Cusco, com parada em Puno. Saiu de Copa pelas 13h, passa pela fronteira Bolívia/Peru (enroladinha), para em Puno e espera umas 4h e depois vai para Cusco a noite toda. Puno não estava no nosso roteiro, mas muita gente depois falou bem.
      Chegamos em Cusco de madrugada, tomamos um táxi e fomos a um hostel que haviam me indicado. Estava cheio, indicaram um ao lado, cheio também, então o taxista (espertão) indicou um lugar para ficarmos, a 4 quadras da praça das armas. Acabou sendo bom (Ccoscco House, algo assim). Era uma grande construção e uma das moradas era esse hostel, o lugar era feio, mas o hostel era ok. Com desajuno era uns 70 soles, acho. No Peru eles comem um pão muito fofo. Parece pão sírio, mas melhor.
      O café da manhã deles é: pão, manteiga, geléia e café preto (o café é muito estranho, um extrato que você mistura com água quente).
      Prepare-se para comer MUITO carboidrato e pouca proteína. Como a Bolívia é muito pobre e o Peru razoavelmente também, ovos, frios, carne são luxo. A moeda da Bolívia (bolivianos) vale a metade do real, aproximadamente. E a do Peru (soles) vale o mesmo do real, aproximadamente. Logo, o que antes era a metade do preço para nós, agora era preço cheio; logo, no Peru, você começa a gastar mais.
      Tivemos um choque também porque é raro aceitarem cartão na Bolívia. No Peru aceitavam um pouco mais, mas ainda nesse quesito o Brasil está muito bem, porque lá, em geral, é raro você usar o cartão. Nem passagem de ônibus geralmente você pode pagar com cartão. Logo, ande com dinheiro sempre.
      Cusco é maravilhosa, linda, charmosa. E muito fria, cruzes. Andamos pela cidade, conhecemos (principalmente ali ao redor da plaza de las armas) e já compramos o próximo passeio rumo ao supra-sumo “Machu Picchu” (S2). Em Cusco você já compra a entrada de MP, que custa, se não me engano, 50 dólares. O trem que leva de Ollantaytambo a Águas Calientes (cidade abaixo de Machu Picchu) geralmente custa 130 dólares. Naquele dia estava em promoção (75 dólares), mas acabou rápido. Então a única opção que nos sobrou foi: ir de van de Cusco até a hidrelétrica (aprox. 5h de van – demorou 6); aí você chega à hidrelétrica, almoça e encara 11km de caminhada até Águas Calientes, pelo trilho de outro trem. Esse é o jeito raiz. (Há um jeito mais raiz ainda de uma caminhada que dura 3 dias. Affe)
      Resumo: saímos de Cusco às 8h, pegamos muita chuva no trajeto de van (o que atrasa), chegamos à hidrelétrica pelas 14h, almoçamos e encaramos a caminhada. Nossa ida caminhando demorou 4h e me rendeu bolhas enormes nos pés. No restaurante do almoço compramos capas de chuva (5bls) porque garoava. Mas ali não é frio, graças a Deus. O percurso da caminhada é bonito e plano (quanto mais perto de AC, mais bonito). E ali a altitude é tranquila (2.600m). Centenas de pessoas vão caminhando. Se quiséssemos ir de trem da hidrelétrica até AC era 31 dólares o trecho (achamos caro). E a pergunta que todo mundo faz: e se o trem vier e me atropelar? Não acontece. Quando o trem vem todos vão para o lado e ele passa tranquilamente. Havíamos deixado parte da mochila em Cusco (no hostel guardam), mas ainda fomos com mochilas grandes.
      Detalhe: em Cusco você compra um pacote que inclui a entrada de MP, a van, o almoço na hidrelétrica, a hospedagem em AC com jantar e a van de volta. Isso sai por uns 100 dólares, se não me engano.
      Mas nós optamos por ir num dia, visitar MP no outro, dormir mais uma noite, e voltar no terceiro dia. Acho que saiu uns 20 dólares a mais, se não me engano. No fim foi uma ótima escolha, senão teríamos que conhecer MP correndo e voltar caminhando na mesma manhã. (Tivemos problema na hospedagem em AC porque a dona da pensão dizia que só havíamos pagado uma noite, quando na verdade havíamos pagado por duas noites. Foi complicado, ela causou algumas vezes – batia na nossa porta à noite, fiquei aterrorizada –, mas nós tínhamos um recibo e batemos o pé que havíamos pagado por tudo e ela que se virasse com o agente de Cusco – Chino – que era um cara bem enrolado. Quase perdeu meu permisso.)
      Chegamos a Águas Calientes pelas 19:30. Exaustos. A única coisa que queria era ir pro hostel. Mas, Débora, você está muito ingênua. Nos orientaram a chegar a AC e procurar a praça central. Lá fomos. Espera daqui, espera dali, um frio do cão se instalando, e você deve aguardar até seu guia chegar gritando seu nome. Cara, é aventura mesmo. Aproveitamos para tomar umas cusqueñas na praça enquanto isso. A guia chegou, nos levou para jantar e explicou que quem quisesse subir a MP de ônibus deveria comprar já, porque fechava 21:40. Então lá fomos nós. Bolhas nos pés, cansaço, peso, frio, mas ok. Já fomos decididos a não subir a MP à pé. Este ônibus, que sobe e desce várias vezes durante o dia custa 26 dólares o trecho. (É caro. Mas subir à pé é para os fortes. E, conforme um amigo disse, consertar o joelho depois sai mais caro ainda rsrs)
      De ônibus você leva meia hora; à pé talvez 1h30m (depende do ritmo). Mas não é caminho, é escada, só escada. É a própria escada usada pelos incas que habitaram MP. Quando você vai entrar no parque em MP você vê os pedestres chegando. É emocionante. Estão acabados, suados, vermelhos, exaustos, mas com cara de felicidade. Pedro e eu não aguentaríamos.
      Outro detalhe: Machu Picchu tem duas visitações durante o dia – ao comprar eles colocam você ou no turno da manhã ou no da tarde. O nosso foi da manhã. Então você precisa entrar em MP com um guia às 6:15. A fila do ônibus começa na rua às 4. O pessoal do micro-ônibus começa a checar os ingressos às 5. O ônibus começa a partir às 5:30. Resultado: nesta noite dormimos da meia noite às 3:20; e eu dormi de cabelo molhado, num frio de rachar (no dia mais importante, óbvio, ele não estava legal). Conseguimos ir no segundo ônibus. Neste dia foi punk pro Pedro; ele só conseguiu acordar de fato ao entrar em MP. É punk mesmo (para mim também foi). Quando entramos no ônibus, o Pedro tirou um cochilo e eu me emocionei. Não acreditava que havíamos conseguido chegar até ali, que enfim eu ia realizar o sonho de conhecer aquele lugar. Foi demais.
      Entramos em MP e a primeira volta você faz com um guia, que dura umas 2h. MP é impressionante de linda. As montanhas são muitas e altíssimas, e os vales são muito profundos. A paisagem chegando em MP já é muito peculiar e específica.
      Nesta primeira volta nós tiramos algumas fotos, mas eu quis prestar atenção mais no guia; pois poderíamos retornar em uma segunda volta e tirar mais fotos. Mas acabamos nos arrependendo, porque não queríamos dar uma segunda volta. rsrs Cansa.
      Eu imaginava que eu ia gostar de passar o dia todo em MP. Mas pelas 11 já estava suficiente e até eu quis ir embora. rsrs Levamos água e lanches, porque lá é precário. Dentro do parque não há banheiros ou estrutura de lanchonete, só antes de entrar no parque, e mesmo assim dizem ser caro pra caramba (o lanche). O banheiro é ótimo lá fora.
      Em MP estava frio de manhã (na tomada do ônibus etc), mas durante o dia ficou até que calor (daria para ficar de camiseta). Ah, a paisagem fica meio nublada (não são aqueles dias limpos do inverno), mas achamos que isso não interferiu na beleza do lugar e na experiência. Neste dia (apesar de somente visitarmos o parque) andamos uns 5km. No dia anterior uns 15km e no próximo também. Ou seja, nesta viagem anda-se muito.
      Voltamos a Águas Calientes, almoçamos e descansamos. Em AC você já pode usar mais cartão, há um café expresso aqui e ali (porque antes não havia); mas quiseram nos cobrar (e cobraram) 20% de taxa para usar o cartão. Absurdo. AC é um vilarejo bem charmoso e ali comprei uns colarzinhos de prata para levar de lembrança (colar e pingente saem uns 60 reais cada).
      Dormimos cedo neste dia porque estávamos exaustos e no outro dia haveria a caminhada de volta. Acordamos 8h, arrumamos a bagagem e vazamos. A caminhada de volta foi bem mais tranquila que a de ida. (Talvez porque já estivéssemos preparados psicologicamente) Fizemos em 2h, porque queriamos acabar logo com aquele sofrimento rsrs. No caminho encontramos um casal conhecido de Campo Grande/MS. É mole? Chegamos na hidrelétrica pelas 11, almoçamos no mesmo restaurante e aguardamos a van para voltar, que só sai umas 15h. Enquanto esperávamos a van fui picada por muitos pernilongos, foi bem ruim, picavam por cima da roupa (meu repelente havia deixado em Cusco). Na região da hidrelétrica é floresta amazônica no Peru, então é meio quente e úmido durante o dia.
      Tomamos a van e voltamos a Cusco, chegando à noite. No outro dia queríamos tomar o ônibus rumo a La Paz. Cedo arrumamos as coisas e saímos rumo à rodoviária de Cusco. Só havia ônibus para La Paz às 20h. Então deixamos a mochila na empresa do ônibus e voltamos ao centro, almoçamos, andamos, conhecemos uns mercadinhos, ficamos na praça, entramos num Starbucks usar a internet e tomar um café e voltamos tomar o ônibus (não acharam a mochila do Pedro – pensamos que haviam trocado, mas após 5min de tensão achamos). Em Cusco há nos mercadinhos uns produtos bons, importados, como não temos no Brasil. Mas, em geral, os mercadinhos são simples (tanto na Bolívia quanto no Peru). Outro detalhe é que em Cusco, na praça central (das armas), há umas crianças vestidas tradicionalmente carregando filhotes de alpacas para os turistas tirarem fotos. Somos contra essas coisas, mas como passamos muito tempo na praça nesse dia, quando assustei estavam elas perto de nós e colocaram a alpaca no meu colo. Tiramos umas fotos com elas (ficaram lindas) e demos umas moedas. A pobrezinha da alpaca só tinha 1 semana, chupou nosso dedo, morremos de dó. De Cusco a La Paz você passa pela aduana boliviana (umas 3h na fila sob o sol escaldante - sofrido). Chegamos em La Paz para passar o revéillon (31/12) e, para nossa surpresa, não havia ônibus para Santa Cruz no dia 1º, só no dia 2 às 13h e só no dia para comprar a passagem. Ficamos meio tristes porque não estava no roteiro perder um dia em La Paz na volta. E, além de tudo, era um dia em que praticamente nada abre, portanto nem poderíamos fazer um passeio ou algo assim. Mas ok.
      Fomos à missa na noite de 31/12 na Igreja de São Francisco e depois fomos na nossa pizzaria favorita passar o revéillon (italian pizza). Mas bateu a deprê porque só havia umas duas mesas ocupadas lá (nosso réveillon ia ser uma derrota rsrs). Então pelas 21h uns amigos do Pedro que estavam na cidade nos chamaram para ir no Hostel Lóki para passar a virada, pois lá haveria uma festa aberta a não hospedados no Lóki. Fomos. Estava SUPER legal. Uns 400 estrangeiros, música boa, bebida, animação, foi muito legal. Salvou nossa noite.
      No dia 1º saímos dar uma andada pela cidade e conhecemos uma parte mais bonita. Na avenida da igreja São Francisco, abaixo, há bastante docerias, gelaterias, fast foods, valeu a pena ter conhecido, porque ficamos um pouco assustados com a pobreza da região em que nos hospedamos (mercado das bruxas).
      No outro dia o Pedro foi bem cedo à rodoviária garantir as passagens do ônibus de Santa Cruz, que sairia às 13h. Chegamos cedo a Santa Cruz (no outro dia de manhã), tomamos café e já tomamos o ônibus para Porto Quijarro (fomos de trem e voltamos de ônibus, que é bem mais rápido). O trem dura 15h, o ônibus umas 6h. Um amigo teve azar nesta volta e o ônibus quebrou etc. Nós tivemos sorte, foi rápido e no fim da viagem a paisagem é bonita (já é pantanal). Mas não há lanchonetes no caminho (levem lanche/água). Chegamos a Porto Quijarro umas 20h, tomamos um táxi para Corumbá/MS e ao chegar na rodoviária compramos passagem para Campo Grande/MS às 23h acho. Neste ponto que disse que, se tivéssemos que passar pela aduana para sair da Bolívia e entrar no Brasil teríamos que dormir ali e esperar o outro dia. Como eu estava com muita pressa de chegar em casa, assumimos o risco para talvez termos que resolver isso depois, mas acabou não tendo problemas. Chegamos em CG às 6h da manhã, enfim em casa, após 16 dias.
      No fim das contas acho que gastamos cada um uns R$ 2.500,00 nesta viagem de 16 dias, contando tudo. Todos os preços e nomes de lugares são referentes a dez/2017.
      Todos os transportes atrasam. Eu dava uma causada.
      Valeu a pena? Muito. Foi inesquecível. Durante a viagem não tivemos a real noção do quanto foi legal (gostamos ‘médio’), mas hoje nos lembramos de tudo com muito carinho e saudade.
      Voltaríamos? Provavelmente não. Uma vez na vida está ótimo. Mas ficou a vontade de conhecer o salar Uyuni e o deserto do Atacama, para uma próxima oportunidade.
      Para os amigos indicaríamos ir de avião conhecer La Paz, Copacabana, Puno (que acabamos não conhecendo), Cusco, Águas Calientes/Machu Picchu. Como fomos pelo meio terrestre, não sentimos tanto a altitude; não sabemos como é quando se vai de avião. Também não conhecemos Sucre, que é a capital política da Bolívia e dizem ser legal.
      Indicamos que alguns passeios sejam cortados do roteiro sempre que o viajante estiver muito cansado. É bom avaliar as prioridades, caso contrário, fica estressante demais.
      Esperamos que este relato de viagem seja útil e/ou inspire alguém. =)
    • Por David Fabio
      Olá! Depois de 1 ano que fiz essa viagem resolvi compartilhar aqui, onde fico horas lendo as experiencias dos mochileiros.
      A ideia é fazer um relato rápido pra nao ser uma leitura cansativa, e tá mais focado nas experiencias, já que faz um ano que fiz a trip e nao lembro muito bem nome de hostels e quanto gastei, mas fica a dica de alguns lugares pra ir e fotos pra inspirar.
      Quem sou eu? Me chamo David, carioca, 25 anos, no momento a profissao é recepcionista de hotel, mas tenho sangue mochileiro. Saí do RJ com 22 depois de uma viagem ao Uruguai, onde me apaixonei pelo país e resolvi ficar pra estudar e trabalhar. Em junho de 2017 me surgiu a oportunidade de viajar, já que nao queria comecar a vida em outro país sem conhecer nada da América do Sul. O foco foi a Bolívia por X motivos - País barato, lindas paisagens, turismo de aventura, cultura totalmente diferente. Os objetivos foram o Lago Titicaca (Senti uma conexao com o lugar que vou explicar mais adiante, mas eu só sabia que PRECISAVA ir aí) e o Salar de Uyuni (por motivos obvios).
       
      Entao depois de 1 mes de voluntario num hostel em Rio das Ostras - RJ, parti sozinho pro que seria minha viagem mais intensa até agora. Fui a Sao Paulo, onde saiu o bus que fiquei por umas 17 horas rumo a Campo Grande (MS). Passei o dia em Sampa com os migos e de noite segui viagem. Foi uma das minhas primeiras viagens de ID Jovem, a essa altura era facil conseguir passagens 100% free, hoje em dia tem que solicitar com bastante antecedencia. Enfim, cheguei em CG e já fui direto pra fronteira, Corumbá e me ferrei! Cheguei de noite, parecia uma cidade fantasma, aquele clima de mal-assombrado, tudo escuro, uns fenos passando pela rua (exagero)... Eu tinha reservado um hostel no booking, mas chegando na rua que supostamente estava esse hostel no mapa, era uma rua super escura, com uns cachorros mal encarados que latiam pra mim, fiquei com medo e saí dali kkkkk Nisso já era mais ou menos 00h e tava eu rodando no meio de Corumbá com a mochila enorme nas costas. Achei um hostel e negociei um preco (acho que foi 30 reais) pra passar a noite e ir a Bolivia no dia seguinte.
      Puerto Quijaro e Santa Cruz de la Sierra
      Dia de ir a Boliviaaaa!!!!! weeeee 😜 Saí de Corumbá em um moto taxi que me levou até a migracao (eu nao tinha tomado a vacina da febre amarela, mas até aí sussa). Muita emocao atravessar a fronteira a pé, ver o verde e amarelo se transformar em verde/amarelo/vermelho da BO. Fiz um cambio (troquei 300 dolares por 2000 bolivianos e basicamente essa a grana que eu fiz a trip, com excessao de quando passei ao chile e o tour da bike que paguei no cartao) e fui rumo a estacao de trem pra pegar o famoso Trem da Morte.

      Fronteira Corumbá - Puerto Quijarro

      Eu pensativo no Trem da Morte
       
      A passagem de trem me custou 70 bol (35 reais, sempre divide os bol por 2) e o trem leva até Santa Cruz de La Sierra. E vou eu em mais uma viagem de 17 horas!!!!!!! Voce queria estrada @???? 
      "É conhecido como Trem da Morte por causa de uma epidemia de malária que ocorreu durante a construção da ferrovia, que matou milhares de trabalhadores bolivianos." (wikipedia)
      Eu tava apreensivo mas foi uma experiencia bem normal pra falar a verdade. Legal viajar de trem e tudo, e era bem confortável, diferente de muito onibus na Bolivia hahah Dormi como um bebe. Nao senti falta de seguranca em nenhum momento, digo isso pq ja tinha lido muito de bagagens que desaparecem nesse trem, mas comigo foi bem tranquilo. Cheguei no outro dia em Santa Cruz e já na rodoviária senti a diferenca, acostumado com a rodoviaria do Rio que parece um shopping e a de Montevideo que literalmente tem um shopping, alguns terminais na bolivia sao bem feios, mas como já tinha lido muito já tava preparado pro que ia encontrar visualmente. O que eu nao estava nada preparado era para o frio!!!! Saí do terminal e voltei em seguida, paguei 1 bol pra usar o banheiro e lá coloquei o máximo de roupas que podia pra me proteger do frio, saí de la parecendo um esquimó. 
      Andei bastante procurando lugar pra ficar, acabei em um muquifo que saia 35bol um quarto privado, mas o quarto tinha barata e nao tinha agua quente, tenso. Mas eu tava na Bolivia, tava feliz! Saí pra conhecer Santa Cruz e me pareceu uma cidade bem feia, muuuuuuuita gente na rua e a primeira surpresa: Cade o supermercado?? Nao existe, sao comerciantes ambulantes pela rua vendendo de tudo que vc possa imaginar. Andei um pouco pela city e descobri uma praca muito bonita que se chama Parque Arenal, tinha muuuuuito pombo, adoro pombos, sao simpaticos! 😂 

      Parque Arenal - Santa Cruz de la Sierra
      Próximo ao terminal de bus também tem um parque muito bonito que se chama Parque Urbano, pra gente como eu que é mais tranquila vai querer fugir da loucura de Santa Cruz nesses parques também. Basicamente aí descansei e procurei ter o primeiro contato com a Bolivia, observar a cultura e relaxar. Mas aí já tava na Bolivia e agora? Pra onde eu vou? Ainda meio na duvida fui no dia seguinte pro terminal e eu só pensava em chegar no Lago Titicaca, entao comprei minha passagem pra La Paz. Que bom! Uma viagem que nao é de 17hrs. Mas sim de 19hrs... uma eternidadeeeeeee, nao recomendo, parem em Cochabamba antes de seguir a La Paz, é uma viagem sofrida. Mas no caminho a primeira montanha nevada no horizonte, muita emocao!
      La Paz, Copacabana e Isla del Sol - LAGO TITICACA
      Chegando em La Paz achei um hostel pra ficar depois de andar um montao e me cansar demais, aí comecei a sentir um pouco os efeitos da altitude e sentia o ar mais denso, tinha que fazer um pouco mais de esforco pra respirar.  Acho que o hostel se chamava GIMENEZ, numa acima da rua do mercado das bruxas, recomendo muito. Daí fui dar uma volta pelas agencias de viagens pra conhecer os tours que ofereciam aí (foi onde eu percebi que amo turismo e to estudando isso no Uruguai, mas isso é outra historia rs). Em uma dessas agencias eu conheci o Erick, um brasileiro muuuuuuito gente boa que tava estudando medicina em Cochabamba e tinha tirado uns dias pra conhecer La Paz. Recomendei pra ele o hostel que eu tava e saímos pra tomar uma cerveja e curtir a city. No nosso tour pelas Agencias de Viagens eu fiquei doido! Queria fazer todos os tours, um mais interessante que o outro kkkkk Queria ir ao lago, queria escalar montanha (ainda vou escalar o Huayna Potosi), queria descer a estrada da morte em bicicleta, queria tudo... Compramos o bus pra nos levar a Copacabana no dia seguinte pra ir ao lago, e eu tbm comprei o Valle de la Luna + Cerro Chacaltaya e o tour da Estrada da Morte (nao resisti, tinha que fazer rs).
      Assim no dia seguinte saimos bem cedinho com destino a COPACABANA, queria muito conhecer pra dizer que vim da Copacabana carioca a Copacabana boliviana kkkkk O caminho é lindo, primeiro vc tem uma visao panoramica de La Paz, que parece uma grande favela no meio da cordilheira porque as casas nao sao pintadas, é tudo no tijolo mesmo. Depois vem o lago imeeeeenso com aquela cor azul surreal. É impossível descrever com palavras o que é o Lago Titicaca, parece que voce entrou num quadro surrealista, voce se sente num paraíso. Chegando em Copacabana, conhecemos um casal de brasileiros e fomos todos almocar a famosa truta que se pescam aí, gostosa, mas nada imperdível, assim que se voce for mochileiro e sua prioridade é economizar, come algo barato mesmo, agora se tiver grana vale a pena. Depois já pegamos o barco e fomos pra Ilha do Sol, porque minha ideia era acampar lá (Ó AZIDEIA DA PESSOA). Descemos do barco e ali tinham duas meninas com uma barraca, eu perguntei se era seguro acampar ali e elas disseram que só tavam pelo dia, nao tinham passado a noite, mas que era tranquilo. Falei ok, montei minha barraca ali mesmo, tranquei com um cadeado e subi pra conhecer a ilha. LINDA! É UM LUGAR MUUUUUITO MÁGICO, SÉRIO! Se voce vai a Bolivia e nao vai na Ilha do Sol vai ter que ir de novo. Foi o lar antigo dos Incas, tem uma energia incrível e é cheio de ruínas históricas. Tudo isso com o azul do lago rodeando. É muito incrivel que nao dá pra descrever.

      Eu, o Erick e o casal comendo a Truta

      Lago Titicaca y yo

      Onde eu acampei a primeira noite

      Vista da minha barraca
      Bom, andei um pouco, tirei muitas fotos, e depois bateu a paranóia e desci pra ver a barraca. Descendo ajudei uma boliviana a descer com uns burros e ela foi me contando um pouco como o turismo transformou aquele lugar e como a comunidade local se adapta a isso. Muito interessante, mas chegando lá embaixo... CADE MINHA BARRACA? Desci e nao tava, olhei em volta, tinha uma escada que eu nao tinha reparado antes, fiquei confuso, disse QUE PASÓ??? Nao sabia se estava no lugar certo, perguntei e as pessoas diziam que só tinham 2 portos e queriam me vender um barco pra me levar até lá mas eu disse nao, eu faco a trilha até lá, obrigado. Andei pra caceeeeeeete sozinho na ilha do sol procurando minha barraca, cheguei no outro porto e eram umas ruínas belíssimas mas nada a ver com o lugar que cheguei. Entao resolvi voltar né, que ia fazer? Daí quando cheguei no primeiro porto já reconheci minha barraca, estava lá onde eu tinha deixado, eu nao entendi porque nao estava quando fui da outra vez, fiquei muuuitas horas pensando nisso, já estava convencido que tinha sido uma falha na matrix e eu tinha sido transportado a outro tempo quando vi que esse porto tinha duas descidas, entao com certeza eu desci por uma que nao foi a que eu subi, por isso a barraca nao tava ali do lado e quando cheguei e nao vi já me desesperei e nao olhei o outro lado do porto kkkkkkk Coisa minha, finge que nada aconteceu, seguimos viagem...
       
      De repente vem uma crianca boliviana falar comigo, já era noite, falando que tava procurando o brasileiro que tava acampando no porto kkkk Ele tinha uma mensagem do Erick (que estava hospedado num hostel subindo a ilha) e tava sem lanterna pra voltar, entao eu peguei minha lanterna, tranquei a barraca e subi com ele pra onde o Erick tava. Fumamos um, desci e fui dormir. Acampei sozinho essa noite cagado de frio, o céu caiuuuuu chovendo, uns raios muito loucos. Mas minha barraca aguentou bem! Acordei no dia seguinte com uma vista do caraiooooo, logo se aproximaram duas argentinas fazendo a mesma coisa que eu no dia anterior: perguntando se era seguro acampar ali kkkkk Eu disse que sim, tava tudo certo, acabou que fizemos amizade e desayunamos juntos, muito amor por essas meninas. Resolvemos acampar mais em cima e subimos com as barracas e os mochiloes. QUASE MORREMOS!!! Foi um grande esforco subir com tudo pela altitude e por ser subida, obvio, mas quando escolhimos o lugar pra montarmos nossa comunidade nao podia ser melhor!!! Uma puta vista! Tiramos muitas fotos e fomos buscar lenha pra fazer uma fogueira. Aí passamos por uma galera que tinha uma outra argentina que nao lembro o nome e a Jéssica, uma outra carioca que vai ser importantíssima na historia, mas nesse momento nem nos falamos. Essa outra argentina tava sem lugar pra ficar e a convidamos pra acampar com a gente, já que eu tinha um lugar na barraca. Caiu a noite e estávamos nós 4 e a fogueira lá e fizemos um ritual. Cada um fez um desejo e queimou uma folhinha de coca. RITUAL INCA! Eu nem lembro o que eu desejei mas com certeza se realizou. Jantamos paes com queijo e tomamos café, mate e chá de coca (QUE POR SINAL É DELICIOSO). 

      Gi e Lala, as duas argentinas buena onda que me acompanharam na Isla del Sol

      Cachorro que acompanhava a gente lá e colocamos o nome de Salchi, que vem de Salchipapas, uma comida comum lá na bolivia que é batata frita com salsicha kkkk E uma llama posando pra foto ali atrás.

      Sem palavras...
      No dia seguinte subimos pra ter uma visao panoramica da ilha, muito lindo! Assim completei meu primeiro objetivo! Voltamos a Copacabana, me despedi das meninas e voltei a encontrar o Erick!!! Completamente por acaso! E onde? Numa agencia de viagens! kkkk Ele tinha comprado passagem pra ir ao Peru, e eu ia voltar a La Paz pra fazer meus tours, mas isso fica pro próximo post, onde vou contar como foram os tours Valle de la Luna + Chacaltaya (NEVEEEEEEE), Estrada da Morte (quase morrendo em bicicleta), Salar de Uyuni, minha aventura MUITO TENSA no Chile e Cochabamba!

      Bem patriota na Isla del Sol
       

      Nossa comunidade ARBRAZINCA (argentinas + brasileiros + incas)

      Eu bem mochileiro subindo a ilha
      Até o próximo post!
    • Por marcelo.sobata
      Oi, pessoas! Tudo bem?
      Estou indo fazer Bolívia, Chile e Peru em Janeiro de 2018.
      Iniciaremos em Santa Cruz, iremos de avião para Sucre e depois de ônibus para Uyuni.
       
       
      Já compramos o aéreo entre Sta Cruz e Sucre, e estamos querendo já garantir o ônibus Sucre - Uyuni.
      Vimos alguns relatos que citam o site Ticketsbolivia.com.bo, mas não achei muito confiável.
      Alguem aí já usou esse site pra comprar trechos de ônibus?
      Se não, é de boas chegar em Sucre de manhã e correr pra comprar passagen pra Uyuni partindo no mesmo dia?
      Obrigado!
    • Por carlos.renan
      Com o atraso de quase um ano, estou deixando aqui meu relato dessa viagem que fiz em Julho de 2017 para Bolívia e Peru. Na época Lula tava solto e tinha acabado de ser condenado, brasileiros ainda não tinham feito Piedras Rojas ser fechado pra visitação, Game of Thrones S07 tava estreando na HBO (assisti na viagem inclusive) e Despacito tava bombando no mundo todo. Desculpe quaisquer erros gramaticais ou de concordância desde já, e se esquecer algo que você quer saber, pode perguntar aí embaixo.
       
      PREPARATIVOS PRÉ-VIAGEM
      Os integrantes da viagem são eu e minha namorada. Planejamos a algum tempo nos mudar pra Irlanda, economizando nosso dinheiro para ir, portanto nas alturas de Fevereiro/17,  ela vivia triste por que não íamos ver Machu Picchu antes de ir, que era um sonho antigo de nós dois, e provavelmente se desse certo na Irlanda, só conseguiríamos visitar essa maravilha do mundo moderno depois de uns 4 ou 5 anos, de acordo com nossos planos.
      Então em um final de semana desse fevereiro, a família dela ligou dizendo pra eu verificar uma passagem pra Cuiabá, onde parentes dela moram, para eles irem visitar. Ligaram pra mim porque sou uma espécie de agente de viagens independente e comunitário, sempre verificando pra parentada passagens. Não sei se outros mochileiros também tem essa funções voluntárias, podia tirar uma grana boa com isso. Ao verificar vi que realmente estava com uma promoção boa, a passagem estava muito barata. Achar algo de Macapá pra qualquer parte do Brasil com bom preço é muito difícil, muitas vezes tem que ter sorte, como foi esse caso. Então enquanto pesquisava pra eles as datas, me bateu um estalo de um relato antigo que tinha lido aqui uma vez, que falava de ir pra Bolívia por Cáceres, cidade próxima a Cuiabá. Na mesma hora a cabeça de viajante começa a ficar a mil, comecei a maquinar o percurso na cabeça, pensar se valia a pena, fazer cálculos, etc. Fiquei como a Nazaré. 

      Bolando roteiro e calculando gastos de um mochilão ainda imaginário
       
      Após verificar tudo mentalmente, fui ver a volta. Tinha na conta Multiplus uns 15 mil pontos, que sobraram de outra viagem, e 15 mil na conta de minha mãe, que tinha transferido do cartão de crédito, que é de meu uso. Então como quem não quer nada, fui pesquisar quanto estava custando passagens de Lima para Macapá, somente a volta. Pan, 14.000 pontos cada! Com essa nova informação a cabeça ficou a mil, compartilhei com a namorada a descoberta. A gente tinha que decidir rápido, por que a qualquer momento podia mudar a pontuação ou o preço da passagem.
      Por fim, por causa da passagem muito em conta, e o sonho de ver Machu Picchu, resolvemos "embarcar" nessa!!   Uhul, em um espaço de tempo de 2 horas, fomos de conformados a não visitar Machu Picchu, a ter Julho praticamente todo e alguns dias de agosto lá pras bandas dele. Euforia da viagem tomou conta, e passei a planejar furiosamente o roteiro e preparativos. Como tiramos a passagem com muita antecedência, tempo para se programar não faltou. Juntamos uma graninha, compramos algumas coisas que precisavam, outras já tínhamos do Mochilão feito para o Chile em 2016 (que também ainda não fiz relato, futuramente quem sabe). Abaixo terá a relação do que levamos em detalhes.
      Tudo pronto, fizemos o seguro viagem com a Real Seguros, que era a mais em conta, e já adianto que não precisamos utilizar os seus serviços, mas isso é uma coisa boa, melhor passar a viagem sem perrengues de saúde, pois como bem já dizia Paulo Cintura “Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa”. Agora vou falar de outra parada importante pra você se organizar pré-viagem. Como garantir que você não vai perder suas fotos tão queridas que você vai usar pra ter uma ideia do visual que viu ao vivo futuramente. Parece clichê falar mas as fotos não passam nem 50% da sensação que você tem ao presenciar tudo pessoalmente, todo o seu campo de visão preenchido por aquelas paisagens, a proximidade que você sente de montanhas e quedas d’água que nas fotos parecem estar muito distantes. Por isso, você tem que garantir que você terá as fotos para avivar sua memória, e também, para os que curtem as redes sociais de fotografia, compartilhar com quem quiser suas aventuras e conseguir aqueles likes. Para lhes safar dessa, o que eu  digo é o seguinte: Tenha mais de um Backup. O sistema que eu uso até agora nunca perdi uma foto de viagens, dá um trabalho mas vale a pena.
      Ele consiste no seguinte: Ao final do dia, quando você voltar para o hostel faça o Ritual do Backup. Minha câmera tem Wifi, então eu passava as fotos que bati no dia pro Smartphone, e nele eu tinha o App Google Fotos instalado (tem pra iOS e Android). Com ele você consegue fazer o backup de fotos e vídeos ilimitadamente (mantendo a qualidade original das fotos) para a Nuvem. Então eu botava o celular pra fazer o backup no wifi durante toda a noite, enquanto recarregava-o. Além disso, sempre que o Hostel tinha Computadores para uso dos hóspedes, ou tava com um tempo livre e via uma lan house, eu pegava os cartões de memória e passava todas as fotos batidas pro HD externo, que ficava sempre comigo na mochila de ataque. Pode fazer isso que é garantido não perder nada! Durante nossa viagem achamos no chão uma bolsa contendo vários cartões de memória e acessórios de um casal alemão, que entregamos após gritar perguntando de quem era. Eles nos agradeceram bastante, porque disseram que não tinham backup e se perdessem teriam perdido as fotos de toda a viagem praticamente, que já estava no final. Não corra esse risco, sempre tenha o backup seguro.
      Desde já também já me desculpo por não ser mestre em fotografia como alguns que já vi por aqui, caras muito bons mesmo que manjam demais e nos entregam muitas pinturas para nosso deleite. Eu não tenho tanta noção assim de coisas básicas, mas tento fazer o máximo com o que sei, acho que deu pra fazer umas boas fotos na viagem. Julguem.
       
      INFORMAÇÕES IMPORTANTES
      LEVAMOS:
      R$3.500 cada, mais 150 dólares por via das dúvidas, com cartões de crédito para emergências (que não foram muito utilizados, só para pagar um ou outro hostel que não cobrava a mais ou até dava desconto).
      Deu de boa, usando o TrabeePocket pra calcular os gastos é difícil ficar apertado. Você vai saber quando o dinheiro tiver acabando, aí só pensar no que ainda vai querer fazer, calcular a comida, etc, que você não vai passar fome nem ficar sem camisinha pra uma eventualidade (mas se for fazer trilha, favor levar a uma boa quantidade, pra não ter que ficar pedindo nas outras barracas no meio da noite) e acabar gerando um mochileirinho não-planejado.
       
      CÂMERAS UTILIZADAS:
      - Semi-profissional Canon Powershot SX530HS. É boa por que a lente é angular, e tem um zoom bomzinho. Pelo preço, foi um bom negócio.
      - Gopro 3
      - Motorola G4
      - OnePlus 3T
      Para edição das fotos, não manjo muito desses aplicativos complicados, então somente fiz ajustes no Snapseed mesmo, nada mais.
       
      O QUE LEVEI:
      Em mim: Doleira durante toda a viagem, que não tirava pra nada (até tomava banho com ela.. brinks) contendo:
      - Dinheiro
      - Cartões
      - Passaporte
      Uma doleira é INDISPENSÁVEL no Mochilão. Todo mundo fala isso mas não custa repetir.
       
      Na Mochila de Ataque (uma caselogic de notebook veinha que tinha aqui): - Câmeras mencionadas acima, menos o Moto G4
      - Acessórios diversos para as câmeras, como Tripé, bastão, etc
      1 - HD externo para Backup das fotos sempre que possível
      2 - Cartões de Memória
      1 - Lanterna led (recomendo as pra cabeça, lhe deixa com as mãos livres) e baterias
      1 - Fone de ouvidos
      1 – Tapa-olhos (Para dormir sem incômodos)
      1 - Tapa ouvidos (Mesmo motivo acima, pode ser usado fones de ouvidos intra auriculares também)
      2 – Óculos de sol (favor levar um com uma lente de qualidade, especialmente pro Salar, pois seu uso é praticamente obrigatórios pois as corneas queimam por algum fator que eu esqueci agora, reflexo da luz solar no chão se não me engano)
      1 – Par de Luvas
      1 – Toalha Quechua Ultra Absorvente
      1 - Kit Viagem com Shampoo e Condicionador 250ml
      1 - Bepantol
      1 – Desodorante Rolon
      1 - Escova de dentes e pasta
      1 – perfume em uma embalagem de viagem 50ml
      1 – Protetor Solar (No mínimo uns 30fps, na altitude o sol dói mais na pele, pondo da maneira mais simples possível)
      1 – Repelente loção (Spray talvez barrem)
      1 – Rolo de papel filme
      1 – Pacote de lenços umedecidos
      1 – Pente
      1 – Pasta com papéis como: mapas Salkantay, Passagens compradas antecipadamente de volta e Santa Cruz-Sucre e Seguro Saúde
      1 – Powerbank 10000mHa (muito importante, principalmente nos dias sem energia que passei no Salar de Uyuni e na Trilha Salkantay)
      2 – Cadeados (Para deixar suas coisas seguras nos lockers de Hostels)
      1 – Carteira com pouca coisa, pra enganar besta em caso de um roubo, ou furto etc.
      1 – Carregadores de todos os eletrônicos
      1 – Extensão/filtro de linha e adaptadores de tomadas (As vezes você terá somente ou duas tomadas para utilizar e vários apetrechos para carregar, então leve no mínimo um Benjamin)
      3 – Cartelas de Clorin para usar nas trilhas, porém já adianto que não foi preciso, sempre havia água disponível, mas nunca é demais previnir
      1 – Bolsa com uma grande variedades de remédios: Estomazil, Ibuprofeno, Imosec, Multigrip, Aspirina, Buscopan Composto, Clarimir, Diamox, Tylenol, Esparadrapo, Gaze, Algodão, Oftalbiotica, Plasil, Tesourinha, Serra de unha.
      Foi bastante pesada, depois de um tempo deixei o shampoo e condicionador no mochilão, além de alguns acessórios de câmera que sabia que não ia precisar e a extensão e adaptadores de tomadas. Mas não tava nada absurdo, deu pra levar ou eu me acostumei depois de um tempo.
       
      No Mochilão (Uma Quechua de 40L que comprei na Decathlon): 8 - Camisas/Camisetas
      1 – Calça Jeans (fui vestido)
      1 – Calça Moleton
      1 – Calça de trilha Forclaz Quechua modulável
      2 – Bermudas
      1 – Blusa Fleece
      1 – Calça Fleece
      1 – Blusa Moleton
      1 – Corta vento
      1 – Blusa Segunda Pele
      1 – Calça Segunda Pele
      1 – Tênis
      1 – Sandália
      1 – Bota Impermeável Timberland Flume Mid
      As roupas em camada são essenciais para o frio que faz, comprem tudo na decathlon que sim, é a mais em conta que tem em 95% das vezes. Eu não recomendo a bota da Timberland, apesar de se dizer impermeável, ela molhou na viagem, meus pés ficarem ensopados. Quando voltei entrei em contato com a Garantia (mesmo fora do período) e pedi meu dinheiro de volta. Depois de uma ameaça de Procon eles devolveram meu dinheiro. Não acho que esqueci algo muito importante, tudo me serviu muito bem na viagem. Planejamento é tudo, pensem bem no que vocês podem precisar, se informem nos diversos relatos que tem aqui para basear o seu.
      Abaixo uma foto da arrumação (ainda não saiu tudo aí, faltou coisa):

      Era véspera de viagem, não reparem a bagunça!
       
      Tudo pronto, planejado e organizado (viagem sem planejamento é privilégio de quem tem dinheiro, se você é liso como eu e quer aproveitar, faça-o), embarcamos para Cuiabá, onde não começa o relato (já que vou focar só na Bolívia e Peru) e termina o pré-viagem que falei até agora. Segue o roteiro padrão que seguimos, bem simples, lembrando que ele foi bastante personalizado, devido as situações pouco comuns de entrada e saída que tínhamos e também as prioridades de visitações. Foi tudo escolhido a dedo, então não sei se ele como um todo pode servir para pessoas que não moram no Mato Grosso, mas partes com certeza podem se encaixar com o seu. O importante é não engessar o seu ao que outras pessoas fizeram, e procurar fazer o que você acha que vai dar mais certo.
       
      ROTEIRO

      05/07/2017    Macapá > Cuiabá
      06/07/2017    Cuiabá
      07/07/2017    Cuiabá
      08/07/2017    Cuiabá
      09/07/2017    Cuiabá > Cáceres
      10/07/2017    Cáceres > San Matías > Santa Cruz
      11/07/2017    Santa Cruz > Sucre > Uyuni
      12/07/2017    Uyuni
      13/07/2017    Uyuni
      14/07/2017    Uyuni > La Paz
      15/07/2017    La Paz
      16/07/2017    La Paz
      17/07/2017    La Paz
      18/07/2017    La Paz
      19/07/2017    La Paz > Copacabana
      20/07/2017    Copacabana >Puno > Cusco
      21/07/2017    Cusco
      22/07/2017    Cusco
      23/07/2017    Cusco
      24/07/2017    Cusco
      25/07/2017    Cusco
      26/07/2017    Cusco
      27/07/2017    Cusco
      28/07/2017    Cusco > Machu Picchu Pueblo
      29/07/2017    Machu Picchu
      30/07/2017    Machu Picchu > Cusco
      31/07/2017    Cusco > Huacachina
      01/08/2017    Huacachina
      02/08/2017    Huacachina
      03/08/2017    Huacachina > Lima > Huaraz
      04/08/2017    Huaraz
      05/08/2017    Huaraz
      06/08/2017    Huaraz
      07/08/2017    Huaraz > Lima
      08/08/2017    Lima
      09/08/2017    Lima > Macapá
       
       

      Partiu terra dos Jajajas que tanto me fazem estresse nos jogos online!
       
      RELATO
       
      05/07/2017–08/07/2017 Cuiabá
      Nesses dias ficamos mais com a família e fizemos passeios pela cidade. Então, para manter o foco do relato a Bolívia e ao Peru, vou passar pra quando fomos pra Bolívia. Fiquem abaixo somente com uma foto que tiramos na Chapada dos Guimarães:

      Meme look at all the fucks I give.jpg
       
      09/07/2017-11/07/2017 – Ida para Uyuni
      Começamos nossa peregrinação onibulesca para Uyuni indo para Cáceres, de onde dia 10 pegaríamos um ônibus que nos levaria até San Matías, para que pudéssemos comprar nossa passagem para Santa Cruz de la Sierra. Já tínhamos a passagem de Santa Cruz para Sucre, e de Sucre iríamos pegar um ônibus para Uyuni. Pra quem quiser pegar esse caminho para entrar no Bolívia, você deve chegar em Cáceres (Vans da Meira Tur lhe pegam onde você estiver em Cuiabá, e lhe deixam em Cáceres), se dirigir a PF que tem lá, para informar sua saída do Brasil, eles lhe darão um carimbo e um papel para você entregar no retorno, então se dirija a Rodoviária e compre sua passagem para Corixá, onde fica a divisa com a Bolívia, fizemos como nos foi recomendado, chegando lá você verá vários taxistas só esperando sua ilustre presença, para lhe levar por uma estradinha de terra até San Matías, onde você deverá ir até a imigração e também fazer câmbio para pagar a passagem de ônibus.
      Troque somente o essencial, pois a cotação não vai estar muito boa. Não esqueça do principal na viagem: a arte de pechinchar. É assim que você se identifica como brasileiro nas viagens, porque os gringão dasoropa só perguntam o preço e pagam. Não faça isso, sempre há margem para um desconto sulamericano. Nós fazíamos uma estratégia good cop / bad cop, onde minha namorada ia na frente, perguntar o preço, e depois me dizia, e eu fazia aquela cara de quem diz que tá caro, e perguntava se não dava pra dar uma baixada. Quase sempre dava certo, então tenha isso em mente em todas as transações comerciais que fizer.
      Não vou me prender tanto na questão do câmbio, até por que as cotações já não estão as mesmas de quando fui. Para efeitos de conhecimento, levei 150 dólares e o resto todo em reais, pois na minha opinião perder 2 vezes ao trocar para dólar e depois a moeda local não valia tanto a pena na Bolívia. Já no Peru sim, então recomendo levar dólares para lá (se bem quem tá em crise lá agora, se pá deve tá bom reais também). Há várias postagens com dicas para câmbio, então não posso lhes ensinar mais que eles. No final da postagem vou deixar o que gastei nos dias que estou relatando, e desde já deixo a recomendação de um excelente aplicativo para você calcular seus gastos na viagem sem ter que ficar contando os borós onde chegar. É o TrabeePocket, nele você cria uma viagem com um período de tempo, e vai inserindo quanto tem, quanto trocar e tudo que gastar. Pra lançar na moeda local os gastos, você tem que comprar o premium do App, se não me engano são uns 8 reais somente. Vale muito a pena, pois inclusive é de onde agora, quase um ano depois, estou tirando os valores de tudo que gastei. Após você pode exportar seus gastos em forma de planilha, para consultar. Foi uma mão na roda. Com o andar da carruagem também vou falando outros apps que auxiliaram bastante na viagem. Infelizmente eu esqueci de botar no TrabeePocket os câmbios que fiz, então esse é outro motivo pelo qual não vou detalhá-los aqui.
      Retornando ao relato, chegamos na rodoviária, com pesos bolivianos trocados e o passaporte de entrada na Bolívia carimbado, eles também lhe dão documentos para guardar e devolver na saída do país, então baste cuidado com tudo isso, deixe sempre na doleira, ou em um compartimento seguro da mochila de ataque. San Matías é uma cidadezinha com estrada de chão, então tem muita poeira por lá, e o SOL também não dava muito sossego. Não é interessante, é bastante feinha, porém sem ela não chegaríamos a nossos objetivos de viagem, então não vou difamar a coitada. Compramos duas passagens para Santa Cruz, dois Salgadinhos, e ficamos lá, esperando nosso ônibus.
      Estava pensando aqui, e é engraçado que nos grandes centros turísticos de nossas viagens, é comum encontrar outras pessoas como nós, com mochila nas costas, talvez um bronzeado, aquela pinta mochileira. Já no começo da viagem, somos só nós, nos dirigindo aos lugares onde nos reunimos com os demais de nossa tribo. Isso é algo que sempre percebi e achei legal. Em San Matías nossa companhia nos ônibus eram trabalhadores rurais, vendedores de coca, e família Bolivianas, só nós dois e talvez mais um casal de turistas. Não é uma rota muito comum para entrar na Bolívia, nem muito confortável ou agradável, mas era o que tinha pra gente, então foi o jeito. Os perrengues fazem parte da rotina mochileira, e eu principalmente estava utilizando essa viagem também como uma espécie de prova de fogo que vamos conseguir nos manter na Irlanda. Eu pensava que se conseguíssemos passar aquele mês em 2 países novos, com todos os perrengues e cuidados inerentes ao mochilão, a Irlanda ia ser fichinha. Daqui pro final do relato vocês vão saber se a missão foi cumprida ou não.
      Bom acho, que por agora é só, no próximo capítulo vou narrar nossa chegada em Santa Cruz até Uyuni, e talvez o começo do Salar. Até lá!
       
      GASTOS DO DIA (lembrando que somos 2, então vou dividir o que gastamos e colocar o valor individual):
      09/07
      Suco E Laka Oreo – R$5
      Passagens Cuiabá-Cáceres – R$66
      Hotel Cáceres – R$35
      10/07
      Táxi para PF ida e volta – R$15
      Passagem Van Corixá – R$25
      Taxi para a imigração, câmbio e rodoviária de Santa Matías – R$20
       
       
       
×