Olá pessoas. Voltei a pouco da África e vim aqui retribuir as dicas que sempre obtenho nesse fórum maravilhoso. Vou falar do Kruger, mas sei que em outros parques nacionais para fazer safári o esquema é bem semelhante, como o Addo Elephant.
Entendendo os safáris e as hospedagens
Antes de ir pra África do Sul, fiquei um tempão tentando entender como que funciona essa coisa de safári (eles chamam de Game Drive, não me perguntem o porquê) e tours, pois sempre que jogava o nome Kruger no Google apareciam vários sites, especialmente:
Demorei um tempo pra entender que o primeiro é o site oficial da South African National Parks (SAN Parks), que é o órgão do governo responsável pelos parques nacionais da África do Sul (tipo um ICMBio). E o segundo e o terceiro são sites de agências turismo.
Não tenho nenhum conhecimento sobre essas agências, mas elas tornam as coisas um pouco confusas porque o endereço da web não parece de uma agencia, e no caso do segundo (Agencia Siyabona) fica realmente parecendo que é o site oficial pelo tanto de informações que oferece (bastante interessantes, aliás).
Ai se vc vai alugar um carro para chegar ao parque e quer se hospedar em um dos “rest camps” dentro dos parques, vc pode fazer reserva diretamente pelo site da sanparks, sem precisar de agência, o que provavelmente sai mais barato. Além disso, pelo que eu reparei lá, parece que a grande maioria das agencias que fazem tours no Kruger não reservam hospedagem pra vc em um dos “rest camps/lodges” do SAN Parks e sim em “camps/lodges” privados bem próximos ao parque, alguns que inclusive ficam em Game Reserves privadas, onde também rola safári. Mas atenção: também existem lodges privados dentro dos parques.
Nos “rest camps” oficiais da SAN Parks no Kruger existem serviços com preços tabelados, como várias categorias de hospedagem e safáris oferecidos pelo parque. Voces vão ver no relato abaixo que na minha experiência valeu a pena ter reservado o Game Drive do Rest Camp. Os rest camps são bem diferentes entre si, alguns parecem uma cidade de tão grande, como é o caso do Skukuza.
Ficar em lodges privados (dentro ou fora) tem vantagens e desvantagens. Um delas é que o preço pode ser até parecido com o do bangalô do Rest Camp da SAN Park e ainda pode incluir refeicoes (ou vc ter a possibilidade de contratar por fora), vários deles tem piscina e são bem bonitinhos... Pode ser interessante pra quem esta procurando comodidade. E alguns tem até opção camping. A desvantagem que identifiquei foi que os safáris de 4x4 oferecidos pelo SAN Parks são bem mais baratos que os oferecidos pelo Rest Camp privado que fiquei. Mas pode ter sido apenas azar meu, e ter outros rest camps privados que ofereçam preços menores.
Para conhecer sobre as opções de Rest Camp (os públicos e alguns dos privados) vc entra no site da SAN Parks, escolhe o parque que vc quer ir, no caso o Kruger: http://www.sanparks.org/parks/kruger/
Depois no canto esquerdo superior, vc vai em “Select Camp” e vai fuçando as opções, especialmente os Main Rest Camps, ai vai entrando no que vc quiser de acordo com a localização que vc quer ficar lá dentro.
Depois que selecionar o Rest Camp, vc vai na barra verde escura para ver as informações gerais, as informações sobre os tipos e DISPONIBILIDADE de hospedagem, sobre os serviços, as tarifas, entre outras.
Para reservar os safáris organizados pela SAN Parks, ou outras atividades como caminhadas e trekkings, solicita-se que entre em contato o Rest Camp que vai ficar, por e-mail ou telefone (links abaixo):
Entendi que pessoas que estão hospedadas fora do parque também podem reservar estas atividades, mas não sei se vale pra todos os camps ou só pros que ficam junto a portões, pois se não pode circular dentro do parque depois de determinada hora, como que faz pra sair após um sunset drive ou pra chegar antes de um sunrise drive?! Isso não sei como funciona.
Eu e minha amiga queríamos ir no comecinho de janeiro, uma época que já é bem concorrida, e ainda por cima resolvemos ver isso só no fim de novembro/começo de dezembro. Entramos algumas vezes no site e acabamos encontrando opções vagas que, dias anteriores, estavam ocupadas. Então não desista tão fácil. Como a ideia era ficar no Crocodile Bridge Rest Camp, as opções eram acampar (seja com sua barraca ou trailer), ficar em uma “Tent” ou em um “Bungalow”. Em outros camps existem ainda mais opções de hospedagem, como casas pra grupos maiores. Eu achei o preço de camping e tent muito bons. A tent tinha duas camas, geladeira, armário, varanda com mesinha, ventilador mas não tem banheiro, tem que usar o banheiro do camping que é muito bom (acampar lá é quase esquema luxo pra quem está acostumado com os campings brasileiros). Pra cozinhar tbm tem que ser nas dependências do camping. Na cozinha do camping tem fogão mas não achei apetrechos como panelas, louca, talheres, etc (que podiam ser comprados na lojinha). Já o bungalow achei caro, mas o que ficamos tinha 3 camas, ar-condicionado, banheiro, cozinha externa mas própria e quase tudo de apetrecho básico de cozinha que vc possa imaginar, inclusive torradeira. Tem vários tipos de bangalôs diferentes, com preços diferentes e estruturas diferentes, alguns adaptados para cadeirantes. Olhem no caso do Skukuza por exemplo:
Se vc quer escolher seu Rest Camp de acordo com a disponibilidade de vagas numa data específica, vc pode ir em “Where to Stay”, escolher o parque, vai em disponibilidade de acomodação. Vai abrir essa pagina pro Kruger, com a relação de rest camps:
Ai depois mais embaixo tem “Quick availability check for ALL CAMPS in this park” que vc vê por dia escolhido onde que tem vaga.
Para reservar precisa fazer cadastro no site. E é bem importante ler muitas informações que eles pedem pra vc ler antes de reservar.
Outra informação importante era que não existia wifi na tent e nem no bungalow que fiquei e em nenhum outro lugar do crocodile bridge rest camp. Já no Skukuza vi que no restaurante tinha wifi. O chip da vodacom pegava, então tudo certo. Enfim, se não tiver chip, não conte com internet.
Alugar carro ou fazer tour com agencia? – Um pouco da minha experiência
Tive as duas experiências, embora dependendo da agencia acredito que as experiências de agencia possam ser bem diferentes.
Eu fui do Brasil pra Moçambique com uma amiga e nós queríamos ir ao Kruger. Dependendo do setor/portão do parque, ele é bem mais perto de Maputo do que de Joanesburgo, muito embora, se vc só quer conhecer o Kruger acho melhor ir mesmo pela África do Sul, pois vc precisa de visto pra entrar em Moçambique (e tirando no Brasil é bem caro o visto de múltiplas entradas) e alugar carro em Maputo é mais caro nas locadoras conhecidas, além delas fazerem esquema de km limitada, o que pode sair bem caro dependendo do rolé que vc queira dar no parque, que é gigante.
Depois que eu já tinha combinado com ela, resolvi que queria ficar mais na África e paguei uma excursão pela África do Sul de 20 dias com a Nomad Tours. O inicio da excursão também ia ao Kruger, mas em outra parte que nós duas não iríamos juntas.
Inicialmente eu não queria dirigir pq sabia que as locadoras em Maputo não eram baratas (mas não achei tão caro assim, acho que dizem que é caro comparando com a África do Sul), pq eu teria que dirigir na mão inglesa e pq estava achando perigoso me enfiar nas estradas do Kruger só eu e ela. Então procuramos tours ao Kruger de empresas partindo de Maputo, mas achamos bem caro.
Descobrimos o esquema de fazer as reservas pelo site da San Parks e reservamos duas diárias no Crocodile Bridge Rest Camp (que já dei detalhes acima) que é bem perto da fronteira Moçambique - África do Sul e é bem na beirada do parque, então a gente achou que poderia chegar na cidadezinha da fronteira e conseguir um taxi. Reservamos também alguns safáris oferecidos pelo SAN Parks: Night Drive pro dia que chegaríamos, o Sunset Drive pro dia seguinte e o Sunrise Drive pro outro dia.
Depois, vimos que esse Rest Camp é um dos que não tem restaurante e que ir sem o carro nos obrigaria a levar comida, cozinhar e ficar boa parte do dia fazendo nada (e nesse nem tinha piscina como outros), além de depender do taxi pra chegar e ir embora do Rest Camp. Acabamos então alugando um carro.
Dirigir do aeroporto de Maputo até a fronteira foi bem tranquilo mas o Google maps (celular com chip de Moçambique) foi essencial na parte dentro da cidade e nas mudanças de estrada. Não lembro da sinalização ser muito boa em Moçambique. Um copiloto que realmente saiba ler o Google maps tbm ajuda bastante (bjo Camila). Dirigir na mão inglesa até que foi tranquilo também, mas acho que terem nos dado um carro automático ajudou. Camila rapidamente aprendeu a desligar o limpador de parabrisas do carro, que eu ligava toda hora que queria ligar as setas na primeira uma hora de viagem.
Fazer o Safari dirigindo lá foi bem mais simples do que eu esperava. As estradas são muito boas, tanto as de asfaltos como as de terra (mas não sei como ficam depois de muitos dias de chuva, não peguei muita chuva nesses dias).
Eu comprei um livrinho barato que dava informações sobre os animais e sobre todos os Rest Camps do Kruger administrados pela SAN Parks. Tinha lá as distancias entre os Camps (link abaixo), que são os lugares em que vc pode estacionar o carro, sair pra ir no banheiro, comprar uma bebida na lojinha, ir em restaurante ou lanchonete, dependendo do Rest Camp.
Tbm tinha os horários de funcionamento dos portões (depois que fechar vc não pode mais entrar nem sair). Então se planejar em relação a distancia, combustível (vários rest camps tem posto de gasolina), banheiro, comida e água, e ler as regras (como não sair do carro, o que fazer quando um elefante se aproxima do seu carro, evitar chegar muito perto dos animais) ajuda bastante. Também recomendo anotar os telefones de emergência, meu telefone com chip da Vodacom pegou em muitos lugares. Quando eu fui o parque estava bem movimentado, especialmente nas estradas de asfalto, então se acontece algo com o carro e vc não tem telefone pegando, não saia do carro, espere e peca ajuda a outro carro que estiver passando para avisar nas guaritas. Mas pensando em momentos que o parque possa estar menos movimentado é melhor estar bem equipado com água, comida e casacos antes de pegar estrada, sendo precavido para um possível longa espera se der algum problema. E a principal dica é alugar um carro em boas condições.
Então, além de fazer os safáris nos carros 4x4 do SAN Parks, eu e Camila também fizemos com o carro alugado duas vezes, mas nenhuma delas fomos para muito longe do Rest Camp q estávamos hospedadas pois não tínhamos muito tempo. Mas vimos pessoas que reservaram hospedagem pra cada noite em rest camps diferentes e assim passariam o dia fazendo o safári até chegar no próximo rest camp. Bem legal.
Com a excursão, fiquei em um lodge (Nkambeni Safari Camp) que tinha bangalôs e camping, fora do parque mas bem perto do Numbi Gate. Incluso na excursão, eu já tinha um safári pelo Kruger de 4x4 com o lodge e um com o “onibus” da excursão no outro dia. Quem queria podia contratar os drives extras, mas no caso do sunset drive era cerca de 900 rands, enquanto eu tinha pago 390 rands no do SAN Park. Não fiz, mas parece que teve uns bons drinks no safári. Então pra quem quer fazer safári com guias experientes mas não quer gastar muito vale mais a pena se hospedar nos Rest Camps do SANParks.
Nos safáris com 4x4 seja com o guias do SANPark, seja com os de lodges privados ou outras empresas, vc recebe explicações sobre os bichos, o guia tem mais experiência em achar e identificar os bichos e as vezes ainda rola uma troca de informações por radio avisando de um leão ou outro bicho mais difícil de ver. E o carro é mais alto que carros comuns, o que ajuda a fotografar. A desvantagem é que o carro é aberto e pode ficar frio com o vento enquanto o carro está andando, então levar agasalhos é importante (não subestime esse frio). Vc dirigindo o carro tem a vantagem de ter a liberdade de escolher o itinerário, fazer no seu tempo, e o principal é a emoção de vc achar sozinho os bichos. Enfim, recomendo as duas experiências e por isso acho que vale a pena alugar o carro mas reservar também ao menos um desses de 4x4.
Adendo sobre cruzar a fronteira
A parte de cruzar a fronteira de carro, pelo menos de Moçambique, exige cuidado. Já tinham nos avisado para ficarmos atentas que, na parte de dar a saída de Moçambique, ficam um carinhas oferecendo ajudar com os tramites da fronteira e que depois eles cobram por isso. Mesmo sabendo disso, quase caímos no golpe. Assim que chegamos na fronteira, um cara com um colete mandou a gente estacionar o carro perto de outros carros, meio longe da “casinha”(tinham outros carros estacionados mais perto da casinha). Achando que o cara fazia parte dos funcionários da fronteira e vendo outros carros ali, estacionamos. Ai ele começou a dizer que eu tinha que ir com ele pq era a motorista e que a Camila tinha que ficar ali olhando o carro, junto com outro amigo dele. Eu fui, ela ficou. Chegando dentro da casinha, eu percebi que ele era o tal carinha que avisaram, ignorei o cara e voltei pra chamar a Camila. O engraçado foi que a Camila tbm percebeu o golpe ao mesmo tempo e foi me encontrar. Ai reparamos que eles estavam diferentes do uniforme da polícia. Mas eles fazem isso na frente nos policiais lá, que não interferem. A gente estava esperando que os caras iam oferecer o serviço de ajuda alegando ser complicado, mas a verdade foi que os caras não ofereceram nada, já foram me “ajudando” logo de cara. Voltamos no carro, estacionamos no lugar certo e entramos na casinha novamente, fui logo na fila pra dar a saída do carro, preenchi o papel com os dados do carro (leve pra casinha a papelada da locadora), eles te entregam um papel que quando vc volta pra Mocambique vc tem que devolver. Ai depois fomos na parte que carimba os passaportes pra sair. Voltamos pro carro e partimos. Nada muito complicado, ainda mais pra quem fala português. Uns 200 metros depois paramos o carro de novo pra dar entrada na África do Sul e não teve ninguém tentando enganar a gente.
Com o tour ou de ônibus, cruzar a fronteira é moleza, vc só segue as orientações do guia ou o fluxo dos passageiros. Geralmente sai do ônibus em um país e só entra no outro, anda os 200 metros entre um e outro a pé.
Bom, acho que é tudo, espero não ter escrito nenhuma besteira, qq dúvida me perguntem.
Olá pessoas. Voltei a pouco da África e vim aqui retribuir as dicas que sempre obtenho nesse fórum maravilhoso. Vou falar do Kruger, mas sei que em outros parques nacionais para fazer safári o esquema é bem semelhante, como o Addo Elephant.
Entendendo os safáris e as hospedagens
Antes de ir pra África do Sul, fiquei um tempão tentando entender como que funciona essa coisa de safári (eles chamam de Game Drive, não me perguntem o porquê) e tours, pois sempre que jogava o nome Kruger no Google apareciam vários sites, especialmente:
http://www.sanparks.org/parks/kruger/
http://www.krugerpark.co.za
http://www.krugerpark.com
Demorei um tempo pra entender que o primeiro é o site oficial da South African National Parks (SAN Parks), que é o órgão do governo responsável pelos parques nacionais da África do Sul (tipo um ICMBio). E o segundo e o terceiro são sites de agências turismo.
Não tenho nenhum conhecimento sobre essas agências, mas elas tornam as coisas um pouco confusas porque o endereço da web não parece de uma agencia, e no caso do segundo (Agencia Siyabona) fica realmente parecendo que é o site oficial pelo tanto de informações que oferece (bastante interessantes, aliás).
Ai se vc vai alugar um carro para chegar ao parque e quer se hospedar em um dos “rest camps” dentro dos parques, vc pode fazer reserva diretamente pelo site da sanparks, sem precisar de agência, o que provavelmente sai mais barato. Além disso, pelo que eu reparei lá, parece que a grande maioria das agencias que fazem tours no Kruger não reservam hospedagem pra vc em um dos “rest camps/lodges” do SAN Parks e sim em “camps/lodges” privados bem próximos ao parque, alguns que inclusive ficam em Game Reserves privadas, onde também rola safári. Mas atenção: também existem lodges privados dentro dos parques.
Nos “rest camps” oficiais da SAN Parks no Kruger existem serviços com preços tabelados, como várias categorias de hospedagem e safáris oferecidos pelo parque. Voces vão ver no relato abaixo que na minha experiência valeu a pena ter reservado o Game Drive do Rest Camp. Os rest camps são bem diferentes entre si, alguns parecem uma cidade de tão grande, como é o caso do Skukuza.
Ficar em lodges privados (dentro ou fora) tem vantagens e desvantagens. Um delas é que o preço pode ser até parecido com o do bangalô do Rest Camp da SAN Park e ainda pode incluir refeicoes (ou vc ter a possibilidade de contratar por fora), vários deles tem piscina e são bem bonitinhos... Pode ser interessante pra quem esta procurando comodidade. E alguns tem até opção camping. A desvantagem que identifiquei foi que os safáris de 4x4 oferecidos pelo SAN Parks são bem mais baratos que os oferecidos pelo Rest Camp privado que fiquei. Mas pode ter sido apenas azar meu, e ter outros rest camps privados que ofereçam preços menores.
Para conhecer sobre as opções de Rest Camp (os públicos e alguns dos privados) vc entra no site da SAN Parks, escolhe o parque que vc quer ir, no caso o Kruger: http://www.sanparks.org/parks/kruger/
Depois no canto esquerdo superior, vc vai em “Select Camp” e vai fuçando as opções, especialmente os Main Rest Camps, ai vai entrando no que vc quiser de acordo com a localização que vc quer ficar lá dentro.
Depois que selecionar o Rest Camp, vc vai na barra verde escura para ver as informações gerais, as informações sobre os tipos e DISPONIBILIDADE de hospedagem, sobre os serviços, as tarifas, entre outras.
Para reservar os safáris organizados pela SAN Parks, ou outras atividades como caminhadas e trekkings, solicita-se que entre em contato o Rest Camp que vai ficar, por e-mail ou telefone (links abaixo):
https://www.sanparks.org/parks/kruger/tourism/activities/drives.php
https://www.sanparks.org/parks/kruger/tourism/activities/guided_walks.php
Entendi que pessoas que estão hospedadas fora do parque também podem reservar estas atividades, mas não sei se vale pra todos os camps ou só pros que ficam junto a portões, pois se não pode circular dentro do parque depois de determinada hora, como que faz pra sair após um sunset drive ou pra chegar antes de um sunrise drive?!
Isso não sei como funciona.
Eu e minha amiga queríamos ir no comecinho de janeiro, uma época que já é bem concorrida, e ainda por cima resolvemos ver isso só no fim de novembro/começo de dezembro. Entramos algumas vezes no site e acabamos encontrando opções vagas que, dias anteriores, estavam ocupadas. Então não desista tão fácil. Como a ideia era ficar no Crocodile Bridge Rest Camp, as opções eram acampar (seja com sua barraca ou trailer), ficar em uma “Tent” ou em um “Bungalow”. Em outros camps existem ainda mais opções de hospedagem, como casas pra grupos maiores. Eu achei o preço de camping e tent muito bons. A tent tinha duas camas, geladeira, armário, varanda com mesinha, ventilador mas não tem banheiro, tem que usar o banheiro do camping que é muito bom (acampar lá é quase esquema luxo pra quem está acostumado com os campings brasileiros). Pra cozinhar tbm tem que ser nas dependências do camping. Na cozinha do camping tem fogão mas não achei apetrechos como panelas, louca, talheres, etc (que podiam ser comprados na lojinha). Já o bungalow achei caro, mas o que ficamos tinha 3 camas, ar-condicionado, banheiro, cozinha externa mas própria e quase tudo de apetrecho básico de cozinha que vc possa imaginar, inclusive torradeira. Tem vários tipos de bangalôs diferentes, com preços diferentes e estruturas diferentes, alguns adaptados para cadeirantes. Olhem no caso do Skukuza por exemplo:
https://www.sanparks.org/parks/kruger/camps/skukuza/tourism/availability.php
Se vc quer escolher seu Rest Camp de acordo com a disponibilidade de vagas numa data específica, vc pode ir em “Where to Stay”, escolher o parque, vai em disponibilidade de acomodação. Vai abrir essa pagina pro Kruger, com a relação de rest camps:
https://www.sanparks.org/parks/kruger/tourism/availability.php
Ai depois mais embaixo tem “Quick availability check for ALL CAMPS in this park” que vc vê por dia escolhido onde que tem vaga.
Para reservar precisa fazer cadastro no site. E é bem importante ler muitas informações que eles pedem pra vc ler antes de reservar.
Outra informação importante era que não existia wifi na tent e nem no bungalow que fiquei e em nenhum outro lugar do crocodile bridge rest camp. Já no Skukuza vi que no restaurante tinha wifi. O chip da vodacom pegava, então tudo certo. Enfim, se não tiver chip, não conte com internet.
Alugar carro ou fazer tour com agencia? – Um pouco da minha experiência
Tive as duas experiências, embora dependendo da agencia acredito que as experiências de agencia possam ser bem diferentes.
Eu fui do Brasil pra Moçambique com uma amiga e nós queríamos ir ao Kruger. Dependendo do setor/portão do parque, ele é bem mais perto de Maputo do que de Joanesburgo, muito embora, se vc só quer conhecer o Kruger acho melhor ir mesmo pela África do Sul, pois vc precisa de visto pra entrar em Moçambique (e tirando no Brasil é bem caro o visto de múltiplas entradas) e alugar carro em Maputo é mais caro nas locadoras conhecidas, além delas fazerem esquema de km limitada, o que pode sair bem caro dependendo do rolé que vc queira dar no parque, que é gigante.
Depois que eu já tinha combinado com ela, resolvi que queria ficar mais na África e paguei uma excursão pela África do Sul de 20 dias com a Nomad Tours. O inicio da excursão também ia ao Kruger, mas em outra parte que nós duas não iríamos juntas.
Inicialmente eu não queria dirigir pq sabia que as locadoras em Maputo não eram baratas (mas não achei tão caro assim, acho que dizem que é caro comparando com a África do Sul), pq eu teria que dirigir na mão inglesa e pq estava achando perigoso me enfiar nas estradas do Kruger só eu e ela. Então procuramos tours ao Kruger de empresas partindo de Maputo, mas achamos bem caro.
Descobrimos o esquema de fazer as reservas pelo site da San Parks e reservamos duas diárias no Crocodile Bridge Rest Camp (que já dei detalhes acima) que é bem perto da fronteira Moçambique - África do Sul e é bem na beirada do parque, então a gente achou que poderia chegar na cidadezinha da fronteira e conseguir um taxi. Reservamos também alguns safáris oferecidos pelo SAN Parks: Night Drive pro dia que chegaríamos, o Sunset Drive pro dia seguinte e o Sunrise Drive pro outro dia.
Depois, vimos que esse Rest Camp é um dos que não tem restaurante e que ir sem o carro nos obrigaria a levar comida, cozinhar e ficar boa parte do dia fazendo nada (e nesse nem tinha piscina como outros), além de depender do taxi pra chegar e ir embora do Rest Camp. Acabamos então alugando um carro.
Dirigir do aeroporto de Maputo até a fronteira foi bem tranquilo mas o Google maps (celular com chip de Moçambique) foi essencial na parte dentro da cidade e nas mudanças de estrada. Não lembro da sinalização ser muito boa em Moçambique. Um copiloto que realmente saiba ler o Google maps tbm ajuda bastante (bjo Camila). Dirigir na mão inglesa até que foi tranquilo também, mas acho que terem nos dado um carro automático ajudou. Camila rapidamente aprendeu a desligar o limpador de parabrisas do carro, que eu ligava toda hora que queria ligar as setas na primeira uma hora de viagem.
Fazer o Safari dirigindo lá foi bem mais simples do que eu esperava. As estradas são muito boas, tanto as de asfaltos como as de terra (mas não sei como ficam depois de muitos dias de chuva, não peguei muita chuva nesses dias).
Eu comprei um livrinho barato que dava informações sobre os animais e sobre todos os Rest Camps do Kruger administrados pela SAN Parks. Tinha lá as distancias entre os Camps (link abaixo), que são os lugares em que vc pode estacionar o carro, sair pra ir no banheiro, comprar uma bebida na lojinha, ir em restaurante ou lanchonete, dependendo do Rest Camp.
https://www.sanparks.org/parks/kruger/get_there/travel_times.php
Tbm tinha os horários de funcionamento dos portões (depois que fechar vc não pode mais entrar nem sair). Então se planejar em relação a distancia, combustível (vários rest camps tem posto de gasolina), banheiro, comida e água, e ler as regras (como não sair do carro, o que fazer quando um elefante se aproxima do seu carro, evitar chegar muito perto dos animais) ajuda bastante. Também recomendo anotar os telefones de emergência, meu telefone com chip da Vodacom pegou em muitos lugares. Quando eu fui o parque estava bem movimentado, especialmente nas estradas de asfalto, então se acontece algo com o carro e vc não tem telefone pegando, não saia do carro, espere e peca ajuda a outro carro que estiver passando para avisar nas guaritas. Mas pensando em momentos que o parque possa estar menos movimentado é melhor estar bem equipado com água, comida e casacos antes de pegar estrada, sendo precavido para um possível longa espera se der algum problema. E a principal dica é alugar um carro em boas condições.
Então, além de fazer os safáris nos carros 4x4 do SAN Parks, eu e Camila também fizemos com o carro alugado duas vezes, mas nenhuma delas fomos para muito longe do Rest Camp q estávamos hospedadas pois não tínhamos muito tempo. Mas vimos pessoas que reservaram hospedagem pra cada noite em rest camps diferentes e assim passariam o dia fazendo o safári até chegar no próximo rest camp. Bem legal.
Com a excursão, fiquei em um lodge (Nkambeni Safari Camp) que tinha bangalôs e camping, fora do parque mas bem perto do Numbi Gate. Incluso na excursão, eu já tinha um safári pelo Kruger de 4x4 com o lodge e um com o “onibus” da excursão no outro dia. Quem queria podia contratar os drives extras, mas no caso do sunset drive era cerca de 900 rands, enquanto eu tinha pago 390 rands no do SAN Park. Não fiz, mas parece que teve uns bons drinks no safári. Então pra quem quer fazer safári com guias experientes mas não quer gastar muito vale mais a pena se hospedar nos Rest Camps do SANParks.
Nos safáris com 4x4 seja com o guias do SANPark, seja com os de lodges privados ou outras empresas, vc recebe explicações sobre os bichos, o guia tem mais experiência em achar e identificar os bichos e as vezes ainda rola uma troca de informações por radio avisando de um leão ou outro bicho mais difícil de ver. E o carro é mais alto que carros comuns, o que ajuda a fotografar. A desvantagem é que o carro é aberto e pode ficar frio com o vento enquanto o carro está andando, então levar agasalhos é importante (não subestime esse frio). Vc dirigindo o carro tem a vantagem de ter a liberdade de escolher o itinerário, fazer no seu tempo, e o principal é a emoção de vc achar sozinho os bichos. Enfim, recomendo as duas experiências e por isso acho que vale a pena alugar o carro mas reservar também ao menos um desses de 4x4.
Adendo sobre cruzar a fronteira
A parte de cruzar a fronteira de carro, pelo menos de Moçambique, exige cuidado. Já tinham nos avisado para ficarmos atentas que, na parte de dar a saída de Moçambique, ficam um carinhas oferecendo ajudar com os tramites da fronteira e que depois eles cobram por isso. Mesmo sabendo disso, quase caímos no golpe. Assim que chegamos na fronteira, um cara com um colete mandou a gente estacionar o carro perto de outros carros, meio longe da “casinha”(tinham outros carros estacionados mais perto da casinha). Achando que o cara fazia parte dos funcionários da fronteira e vendo outros carros ali, estacionamos. Ai ele começou a dizer que eu tinha que ir com ele pq era a motorista e que a Camila tinha que ficar ali olhando o carro, junto com outro amigo dele. Eu fui, ela ficou. Chegando dentro da casinha, eu percebi que ele era o tal carinha que avisaram, ignorei o cara e voltei pra chamar a Camila. O engraçado foi que a Camila tbm percebeu o golpe ao mesmo tempo e foi me encontrar. Ai reparamos que eles estavam diferentes do uniforme da polícia. Mas eles fazem isso na frente nos policiais lá, que não interferem. A gente estava esperando que os caras iam oferecer o serviço de ajuda alegando ser complicado, mas a verdade foi que os caras não ofereceram nada, já foram me “ajudando” logo de cara. Voltamos no carro, estacionamos no lugar certo e entramos na casinha novamente, fui logo na fila pra dar a saída do carro, preenchi o papel com os dados do carro (leve pra casinha a papelada da locadora), eles te entregam um papel que quando vc volta pra Mocambique vc tem que devolver. Ai depois fomos na parte que carimba os passaportes pra sair. Voltamos pro carro e partimos. Nada muito complicado, ainda mais pra quem fala português. Uns 200 metros depois paramos o carro de novo pra dar entrada na África do Sul e não teve ninguém tentando enganar a gente.
Com o tour ou de ônibus, cruzar a fronteira é moleza, vc só segue as orientações do guia ou o fluxo dos passageiros. Geralmente sai do ônibus em um país e só entra no outro, anda os 200 metros entre um e outro a pé.
Bom, acho que é tudo, espero não ter escrito nenhuma besteira, qq dúvida me perguntem.