É uma grande satisfação estar postando este relato aqui no Mochileiros, pois foi onde obtive as dicas e informações mais importantes para a viagem, o que contribuiu muito para que tudo desse certo. Então, espero poder ajudar um pouco quem pretende fazer o mesmo roteiro, ou quem sabe até motivar alguém de fazer, pois é uma experiência fantástica. Bom, os mochileiros foram eu, minha namorada e meus pais (na direção revezamos eu e meu pai). Inicialmente vou fazer um breve resumo e depois o relato em si.
Período: de 16/01/10 a 06/02/10
Km total aproximada: 12 mil
17 cidades percorridas entre Uruguai, Argentina e Chile.
Carro: Fiesta 1.0 (!) 2004, completo.
Equipamentos: 1 notebook, 2 maquinas fotográficas e um Guia de Rutas do Mercosul da Firestone.
Roupas para temperaturas de 0º a 35º.
24 garrafas d’água e lanches (biscoitos, cereal, chocolate, etc).
Procuramos sempre hospedagens econômicas com um quarto para 4 pessoas, ou dois duplos. Os hotéis e hosterias na Argentina são muito em conta, gastávamos em média 240 pesos com café.
1º dia – Florianópolis / Santana do Livramento (960 Km aprox.):
Fomos à Porto Alegre (via 101) e depois até Santana Do Livramento/Rivera via BR 290. Optamos em vir por aqui por ser um pouco mais perto que por Uruguaiana/RS. Outra opção seria ir via Chuí até Colônia do Sacramento (UR), passando a Buenos Aires via Buque Bus, que certamente é uma viagem mais bonita, no entanto sairia um pouco caro a travessia para 4 pessoas + carro.
2º dia – Santana do Livramento / Canuelas (AR) - (800 Km aprox.):
Entramos no Uruguai e seguimos até Paysandu, onde há um ponte na fronteira com a Argentina (cidade de Colon). Como é temporada de férias, aguardamos 1h e meia para passar pelas aduanas e atravessar. O pedágio da ponte pode ser pago em Pesos uruguaios (100,00) ou argentinos (20,00); Já na argentina seguimos até a grande Buenos Aires (via Ruta 14 e depois Ruta 9), pegamos a avenida General Paz (uma espécie de rodoanel.) e seguimos em direção ao aeroporto de Ezeiza, procurando pelo início da famosa Ruta 3. O acesso não é difícil, mas é preciso ficar atento as placas e, na dúvida, pedir informação. Já na Ruta 3, seguimos até a cidade de Canuelas que fica a 50 Km de Bs As, onde jantamos e passamos a noite.
3º dia – Canuelas – Viedma – (1.000 Km aprox.)
De agora em diante a viajem fica fácil, é só tocar pela ruta 3 até o Uhuaia, cuidando apenas o acessos na cidades, onde a estrada entra no perímetro urbano. À tarde entramos na cidade de litorânea de Bahia Blanca para fazer cambio, (até aqui estávamos com poucos pesos para os pedágios e pagando tudo no cartão) e não nos arrependamos, a taxa estava inacreditáveis 1 Real – 2,15 pesos (alegria total) e pelo que tenho notícia, o melhor cambio da história. Depois seguimos até cidade de Viedma, que é tranqüila e ótima para jantar e passar a noite.
4º Dia – Viedma – Caleta Olivia (950 km aprox.)
De agora em diante a ruta 3 é uma grande reta, com pouco movimento, paisagem desértica e muito bonita, milhares de Guanacos e gasolina muito barata (2,69 pesos). Nessa época do ano escurece depois das 10 horas. Sente-se um grande prazer na viagem. Um problema que encontramos foi para almoçar. Praticamente não há restaurantes na beira da estrada, somente lancherias nos postos YPF, então comemos basicamente lanche o dia todo, o que torna-se um problema, pois a fome é grande...
5º Dia – Caleta Olivia – Rio Gallegos (700 km aprox.)
Nesse dia rodamos pouco, pq para passar o estreito de Magalhães é recomendado ir de manha, pois é necessário passar as aduanas chilenas e argentinas 2 vezes cada, e pode isso pode ser demorado, e Rio Gallegos é a ultima cidade. Aqui o vento frio é bastante intenso e, mesmo com sol forte até as 22 horas a sensação térmica é de menos de 10º. Ficamos muito bem hospedados no Hotel Seuhen (recomendo).
6º Dia - Rio Gallegos – Ushuaia (550 Km aprox.)
Dia de grande expectativa, pois é a chegada em um dos destinos principais da trip . A dica é sair cedo para evitar as filas na aduana (no mesmo local funciona a aduana argentina e chilena). Demoramos quase 2 horas para fazer o tramite e depois seguimos até o estreito de Magalhães, onde, por sorte aguardamos apenas 20 min. até a chegada da balsa e início da travessia, que dura 20 min. e custa 114 pesos argentinos ou U$ 28,00 ou alguns milhares de pesos chilenos que não lembro exatamente quanto. Logo depois da travessia, há mais um trecho asfaltando e, depois, inicia o odiado trecho de 120 km rípio. Até que a estrada não é tão ruim, em alguns trechos pode-se trafegar a 80 km, mas em outras partes não da pra passar de 40 km... bom ter um 4X4 nessa hora... demoramos mais de 2 horas nesse trecho. Vê-se vários carros com pára-brisa trincados, mas tivemos sorte e passamos sem nenhum arranhão nem na ida nem na volta. Após passar pelas as aduanas de novo, chega-se a Rio Grande, e finalmente, o grande destino: Ushuaia.
É uma grande satisfação estar postando este relato aqui no Mochileiros, pois foi onde obtive as dicas e informações mais importantes para a viagem, o que contribuiu muito para que tudo desse certo. Então, espero poder ajudar um pouco quem pretende fazer o mesmo roteiro, ou quem sabe até motivar alguém de fazer, pois é uma experiência fantástica. Bom, os mochileiros foram eu, minha namorada e meus pais (na direção revezamos eu e meu pai). Inicialmente vou fazer um breve resumo e depois o relato em si.
Período: de 16/01/10 a 06/02/10
Km total aproximada: 12 mil
17 cidades percorridas entre Uruguai, Argentina e Chile.
Carro: Fiesta 1.0 (!) 2004, completo.
Equipamentos: 1 notebook, 2 maquinas fotográficas e um Guia de Rutas do Mercosul da Firestone.
Roupas para temperaturas de 0º a 35º.
24 garrafas d’água e lanches (biscoitos, cereal, chocolate, etc).
Procuramos sempre hospedagens econômicas com um quarto para 4 pessoas, ou dois duplos. Os hotéis e hosterias na Argentina são muito em conta, gastávamos em média 240 pesos com café.
1º dia – Florianópolis / Santana do Livramento (960 Km aprox.):
Fomos à Porto Alegre (via 101) e depois até Santana Do Livramento/Rivera via BR 290. Optamos em vir por aqui por ser um pouco mais perto que por Uruguaiana/RS. Outra opção seria ir via Chuí até Colônia do Sacramento (UR), passando a Buenos Aires via Buque Bus, que certamente é uma viagem mais bonita, no entanto sairia um pouco caro a travessia para 4 pessoas + carro.
2º dia – Santana do Livramento / Canuelas (AR) - (800 Km aprox.):
Entramos no Uruguai e seguimos até Paysandu, onde há um ponte na fronteira com a Argentina (cidade de Colon). Como é temporada de férias, aguardamos 1h e meia para passar pelas aduanas e atravessar. O pedágio da ponte pode ser pago em Pesos uruguaios (100,00) ou argentinos (20,00); Já na argentina seguimos até a grande Buenos Aires (via Ruta 14 e depois Ruta 9), pegamos a avenida General Paz (uma espécie de rodoanel.) e seguimos em direção ao aeroporto de Ezeiza, procurando pelo início da famosa Ruta 3. O acesso não é difícil, mas é preciso ficar atento as placas e, na dúvida, pedir informação. Já na Ruta 3, seguimos até a cidade de Canuelas que fica a 50 Km de Bs As, onde jantamos e passamos a noite.
3º dia – Canuelas – Viedma – (1.000 Km aprox.)
De agora em diante a viajem fica fácil, é só tocar pela ruta 3 até o Uhuaia, cuidando apenas o acessos na cidades, onde a estrada entra no perímetro urbano. À tarde entramos na cidade de litorânea de Bahia Blanca para fazer cambio, (até aqui estávamos com poucos pesos para os pedágios e pagando tudo no cartão) e não nos arrependamos, a taxa estava inacreditáveis 1 Real – 2,15 pesos (alegria total) e pelo que tenho notícia, o melhor cambio da história. Depois seguimos até cidade de Viedma, que é tranqüila e ótima para jantar e passar a noite.
4º Dia – Viedma – Caleta Olivia (950 km aprox.)
De agora em diante a ruta 3 é uma grande reta, com pouco movimento, paisagem desértica e muito bonita, milhares de Guanacos e gasolina muito barata (2,69 pesos). Nessa época do ano escurece depois das 10 horas. Sente-se um grande prazer na viagem. Um problema que encontramos foi para almoçar. Praticamente não há restaurantes na beira da estrada, somente lancherias nos postos YPF, então comemos basicamente lanche o dia todo, o que torna-se um problema, pois a fome é grande...
5º Dia – Caleta Olivia – Rio Gallegos (700 km aprox.)
Nesse dia rodamos pouco, pq para passar o estreito de Magalhães é recomendado ir de manha, pois é necessário passar as aduanas chilenas e argentinas 2 vezes cada, e pode isso pode ser demorado, e Rio Gallegos é a ultima cidade. Aqui o vento frio é bastante intenso e, mesmo com sol forte até as 22 horas a sensação térmica é de menos de 10º. Ficamos muito bem hospedados no Hotel Seuhen (recomendo).
6º Dia - Rio Gallegos – Ushuaia (550 Km aprox.)
Dia de grande expectativa, pois é a chegada em um dos destinos principais da trip . A dica é sair cedo para evitar as filas na aduana (no mesmo local funciona a aduana argentina e chilena). Demoramos quase 2 horas para fazer o tramite e depois seguimos até o estreito de Magalhães, onde, por sorte aguardamos apenas 20 min. até a chegada da balsa e início da travessia, que dura 20 min. e custa 114 pesos argentinos ou U$ 28,00 ou alguns milhares de pesos chilenos que não lembro exatamente quanto. Logo depois da travessia, há mais um trecho asfaltando e, depois, inicia o odiado trecho de 120 km rípio. Até que a estrada não é tão ruim, em alguns trechos pode-se trafegar a 80 km, mas em outras partes não da pra passar de 40 km... bom ter um 4X4 nessa hora... demoramos mais de 2 horas nesse trecho. Vê-se vários carros com pára-brisa trincados, mas tivemos sorte e passamos sem nenhum arranhão nem na ida nem na volta. Após passar pelas as aduanas de novo, chega-se a Rio Grande, e finalmente, o grande destino: Ushuaia.
Continua....
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