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Andre Del Rio

Camping em Ubatuba

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Galera gostaria de saber, se alguém conhece algum camping bem estruturado para virada de ano em Ubatuba, geralmente acampo rootz, mas por ser virada de ano prefiro algo com um pouco de segurança :)

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Os que ficam na praia de Itamambuca são ótimos. A praia é um pouco afastada do Centro. Veja no Google maps e lá tbm verá os campings

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Valeu pela dica, vou dar uma pesquisada.

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    • Por pepone
      []SAUDAÇÕES MOCHILEIROS...
       
      Ai, tive vendo um tópico aqui, que dizia que no litoral norte(UBATUBA) tem bastante campig,albergs enfim opções baratas para se hospedar...ai não conheço nenhum.
       
       
      Quero passar a virada pra lá,mas to sem grana queria uma opção bem barata como estas,mas já queria descer com algum contato pelo menos,virada de ano é foda né,será q alguêm pode me ajudar,po vi uns camping em Itamambuca,mas é muito caro meu,alêm de ser longe do centro.
       
      Tenho prefêrencia que seja entre as praias da Toninhas e Itaguá,a galera aqui tem uma banda e agente ta querendo ver se arruma uns lugares pra fazer um som,pra ajudar nos custos
       
      Desde já agradeço aos que puderem me ajudar...
       
       
       
      Abraço PEPONE
    • Por Caroline Martins Da Silva
      A trilha das sete praias foi uma aventura muito divertida, eu me reuni a uma trupe do fb de 30 pessoas no metro tatuapé.

       
      Fretamos duas vans e saímos por volta de 6hrs da manhã, chegamos lá as 9:30. Começamos a trilha , ela começa com um pequeno rio que temos de atravessar , ele bate no joelho. a trilha é relativamente fácil , tudo depende do seu preparo físico e passamos por muitas praias bonitas. A ultima parte da trilha antes de chegar a praia deserta que achei mais difícil, temos q subir uma ladeira bem grande , tive que parar umas 4x . Mas assim que cheguei ao topo tive uma vista incrível da praia que iriamos acampas, então chegou a hora de descer pra praia , a decida foi fácil. Chegando lá , começamos a montar as barracas e pegar madeira para fazer a fogueira , depois curtimos uma noite de vinhos , queijos e marshmellows , com um papo muito agradável e jogamos uno. La é bem escuro , não da pra ver um palmo a sua frente por ser uma praia isolada e nem todos tem a disposição de pegar uma trilha, demoramos cerca de 4 hrs pra poder chegar a praia que acampamos pela trilha. Deitamos na areia a noite e podíamos ver o céu muito limpo e vi alguns cometas passando, tudo muito tranquilo e um verdadeiro paraíso pra quem gosta de sossego. Os mosquitos são bem persistentes , então use muito repelente , não economize pois irá se arrepender, Minha amiga suellen que foi comigo na trip foi picada e as picadas inflamaram e ficaram parecendo queimaduras.
      No dia seguinte acordamos cedo pra ver o sol nascer e foi uma visão incrível que cheguei a ficar sem fôlego, não
      gosto de acordar cedo mas como todos estavam muito animados levantei, e não me arrependi.
       

       
      Curtimos o dia na praia que é coberta por conchinhas, lá tem duas cascatas para podermos beber água e tomar banho e depois juntamos nossas coisas para seguir a trilha para pegarmos a van para voltar , a parte seguinte da trilha foi mais fácil, um pouco ingrime mas da pra fazer numa boa. Chegamos a ultima praia e pudemos parar pra tomar algumas cervejas em um quiosque q tem lá. Depois embarcamos na van e voltamos pra sp. Lá é uma acampamento selvagem , então tem que ir preparados para tudo o que pode acontecer.
       
      Segue algumas imagens da praia deserta:
       

       


       



    • Por Harumii
      Oiii Galera.!Bom, esse é o meu primeiro tópico de muitos que pretendo fazer, ;]
      Que lugar maravilhosooo...
      Essa viagem, marcou a minha vida de uma forma surpreendente.!
      Mas, vamos lá:
      Foi uma idéia meio inusitada, doida de querer viajar...foi "do nada"...estávamos eu e uma amiga minha chamada Re e queríamos viajar, só não sabíamos pra onde!
      A príncipio nosso destino era Angra mas naquela época estava acontecendo os desabamentos e, claro que nossos pais não deixariam que fôssemos!
      Então, optamos por ir pra Ubatuba,no começo queríamos acampar, mas o pai da Re não deixou e disse bem claramente que também não deixaria se fôssemos apenas nós duas, então envolvemos mais uma pessoa nessa nossa "doideira": a Nati, amiga da Re e que eu só fui conhecer na viagem! Após 2 semanas do nosso primeiro "insight", colocamos o pé na estrada e fomos com a cara e a coragem para Ubatuba
      Intenção da nossa viagem:
      viajar com as amigas, conhecer um lugar novo, ter uma certa independência em relação aos nossos pais, e principalmente [pra mim, pelo menos]: entrar em contato com a natureza pois sou desde pequena uma amante da natureza, gosto de entrar em mata [apesar de ser bem medrosa], fazer trilhas [apesar de ser sedentária], conhecer um outro tipo de vida, diferente de São Paulo: que é a modernidade, pessoas andando correndo, barulho, poluição, pessoas estressadas...e tudo aquilo que todo mundo sabe...
      Primeiro dia:
      Chegamos de manhã, , vimos a instalação:
      os quartos são divididos em meninos/meninas, existe um banheiro para cada quarto [bem limpinho], tem um armário que você pode guardar as coisas de valor, mas tem que levar cadeado por conta própria, tem 2 beliches para cada quarto.e quem optar por cama de casal, sai um pouquinho mais caro.O café da manhã já é incluso e é uma delícia [variedade de frutas, bolos muito gostosos, suco, leite, pão]!"me enfartei de comer"
      levei as meninas para as praias que já conhecia: Lázaro e Domingas Dias!
      Elas adoraram, pois a água é limpinha, calma, a praia não tem muita gente, não é suja!
      a tarde conhecemos o pessoal do albergue, eram um pouco mais velhos que nós [estavam na faixa etária dos 20 pra cima].siim, nós éramos as mais novas: 18 aninhos!.e combinamos de fazer um churras a noite.comi bastante carne mas não experimentei o avocadro [molho mexicano] que um dos hóspedes fez: o Pablo-argentino, fui dormir cedo porque estava com muita dor de cabeça.
      Segundo dia:
      fomos para as praias por perto, e a noite para o Lual da praia da Sununga [muito boa!], conhecemos muita gente, tanto de Sampa quanto de outros países...cantamos a noite inteira e vimos o nascer do Sol!
      Terceiro dia:
      Fomos fazer uma trilha com o Nil [gerente do hostel e também carinha credenciado de ecoturismo], as 10 horas saímos do albergue, fomos de kombi [que é o veículo do lugar],e cada paisagem que víamos...maravilhosas!
      Pra começar, um alongamento, depois tivemos que encarar uma subida do "capeta" e bobinhas acreditamos que aquilo era o pior...mas não, ainda tínhamos que encarar mais uns 3 morros... hahahaha
      bebemos água da bica, saímos na praia do Bonete [que tem várias jangadas, e uma placa indicando as outras trilhas...muito engraçada], andamos mais uma hora e chegamos na Praia do Cedro [maravilhosa, pequena, uma das 10 praias mais lindas do Brasil, deserta, com águas límpidas, mar não muito agitado, propício para o banho].ficamos lá por umas duas horas, repousamos, fizemos piquenique, entrei no mar e quando saí dele tomei um "caldo" que deu boas risadas, o Nil foi pegar no mar uma sacola de plástico que estava boiando, e colocou na sua mala!consciência ambiental né?Acredito que a qualquer lugar que vamos, temos que deixar do jeito que encontramos ou até melhor...esse Nil é um ambientalista ferrenho, uma pessoa ótima de coração!
      na volta paramos numas pedras, onde divide duas praias...de um lado da pedra é o mar aberto de uma, e do outro, outra praia!lindo o lugar, bom para refletir, e agradecer a Deus por ter lugares maravilhosos como aquele!vi uma tartaruguinha.e foi muiito comovente. ;]
      chupamos cana de açúcar, vimos palmeiras [que é triste descobrir que elas são cortadas antes do período certo para que uma pequena parte delas seja usada para nosso consumo!-pense nisso], pegamos um pouquinho de chuva na volta, mas foi bem refrescante.
      voltamos lá pelas 6 horas da tarde, morrendo de fome, cansados, sujos, mas com a alma lavada!o pessoal que não foi, se arependeu de não ter ido!valeu muito a pena ter feito essa trilha, pelos lugares lindos, pela natureza intocada...!não tem coisa melhor...
      Vejam:
      http://viajeaqui.abril.com.br/guia4rodas/praia-do-cedro/ubatuba/praias/
      http://www.oyo.com.br/praias/ubatuba/praia-do-cedro/
      Quarto dia:
      fomos comprar nossas passagens =/
      eu queria ter conhecido o Projeto Tamar, mas me disseram que era muito longe e como dependíamos de transporte público e as meninas estavam cansadas, com o pé doendo do dia anterior, resolvemos não ir...
      mais a tarde fui sozinha pra praia do Sununga pra pensar sobre a vida, olhar o mar, aquela brisa...e acabei dormindo na praia [mas também, já estava 2 dias sem pregar o olho]!Não recomendo isso.hehehehe
      a noite eu e a Re fomos pra sorveteria [muito gostosa, o pessoal é muito atencioso, simpático] e fica pertinho do albergue...quando estávamos voltando vimos 3 mochileiros perdidos no meio da rua e fomos ajudá-los, e descobrimos que eles estavam procurando o hostel.nos prontificamos para levá-los...chegando na pousada descobrimos que eles eram israelenses! [eram muito altos e fortes...hahahaha]
      convidamos eles para ir ao lual conosco...e eles toparam...[detalhe que eles não sabiam falar nada de português, apenas: "chuva, tribo"], se não fosse pela nossa amiga Nati que sabe falar fluentemente inglês, ficaríamos incomunicáveis com eles...os ajudamos a fazer compras num mercadinho pois eles não sabiam quanto que tinham que dar de dinheiro, e essas coisas!
      e mais um lual, muita música, cantoria, gente doida, e dar uma cochiladinha na praia antes de ver o nascer do Sol!
      Último dia!
      tomamos café da manhã e fomos "sunungar" novamente, na realidade, nos despedir na praia da Sununga...subimos umas pedras e ficamos observando o mar, conversando, "viajando" e eu vi novamente mais tartaruguinhas! =D
      arrumamos nossas coisas e fomos para o ponto de ônibus...putz, não queríamos voltar pra casa, na realidade, queríamos ficar em Ubatuba pra sempre...ô lugar gostoso!
      quando chegamos em Sampa: trânsito, caos, frio, chuva!ninguém merece aí que deu vontade de voltar correndo praquela cidade paradisíaca que os insraelenses chamavam de: "Ubatuta!"!
      só sei que foi a melhor viagem da minha vida, tanto pelas pessoas [conhecemos: mineiras da cidade dos "ets/óvnis", capixabas, alemães que se intitulavam como "carpinteros" e vestiam roupas de "cowboy" e até hoje não entendo porque, os israelenses, norueguesas, argentinos, columbianos!]e por aí vai...
      é tão bom conhecer culturas diferentes, realidades totalmente diferentes, opostas do nosso país.acredito que me enriqueceu muito essa viagem, por isso, que ela se tornou inesquecível!
      Dicas:
      Recomendo a todos vocês, o albergue, é super confiável, não é cilada, ele fica na praia do Lázaro em Ubatuba, e tem um ponto de ônibus há no máximo 2 quarteirões da pousada!
      Seria mais proveitoso e até mesmo, mais barato ir de carro, pois daria para conhecer outras praias, ir a barsinhos [conhecer as noitadas de Ubatuba, pra quem gosta], fazer outras trilhas, e tantas outras coisas...
      Procurem sabem o que querem fazer em Ubatuba, que lugares conhecer, e nunca entrem nas trilhas desacompanhados de pessoas que conhecem muito bem a trilha, que estão habituados a fazer esse tipo de coisas!Estejam bem antenados no destino que vocês escolherem
      Reservem com antecedência a hospedagem/passagem de ônibus
      Comprem uma mochila de "mochileiras" [porque eu não havia comprado...foi horrível levar malas na mão...não é nada eficiente!]
      E, fiquei sabendo, por amigos meus, que ficaram até o Carnaval em Ubatuba, que foi beeem "maneiro", cheio de gringos, festas, e tudo mais...
      Custos da viagem:
      100 reais só de passagem [ida e volta]
      100 reais de hospedagem [fizemos nossa carteirinha de mochileiras onde conseguimos desconto em todos os albergues do Brasil^^], e eu pretendo conhecer todos! hahahaha
      40 reais da trilha! [um dinheiro muito bem gasto]
      e o resto foram os gastos de comida: pizza, churras, miojo, bolachas, galão de água...]
      Ao total foram 300 reais, mas levamos mais 100 reais por precaução!
      Bom, gente, pode deixar comentários/dúvidas, que eu responderei com o maior carinho ok?
      Quem quiser dar uma olhadinha nas fotos, só acessar:
      http://www.flickr.com/photos/harumii/
       
      beijo.! =*

    • Por rafael_santiago
      Cachoeira da Escada - Ubatuba
       
      Informações recentes: Refiz essa trilha em 25/12/2013 e verifiquei que ela está perfeita, com duas ou três árvores caídas apenas, facilmente contornáveis. O único problema é que faltando 400m para chegar à Praia do Caxadaço o campo de samambaias cresceu a tal ponto que soterrou a trilha, fazendo-a desaparecer. Se alguém reabrir o caminho ali com um facão na direção certa, em 60m reencontra a marca da trilha no chão. Eu optei por descer ao riacho à esquerda, andei um pouco por suas pedras e encontrei uma trilha na margem que me levou a uma trilha principal que se dirige a uma casa à esquerda e à praia à direita. Não fosse esse problema, teria completado a travessia em 4 horas, da Cachoeira da Escada à Praia do Caxadaço.
      Dessa vez encontrei seca a única fonte de água que há no meio do caminho, portanto água fácil só no riacho que citei acima, já no finalzinho.
       
      As fotos estão em http://lrafael.multiply.com/photos/album/141/Travessia-Camburi-Trindade-SPRJ-dez12.
      O tracklog está em http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=3860399.
       
      A famosa travessia Camburi-Trindade para mim perdeu a aura de difícil, fechada e perrengosa. Na verdade mostrou-se uma trilha muito fácil e tranquila, desde que se tome o lado certo nas bifurcações. Ao contrário do que eu esperava, saí dela quase sem nenhum arranhão, já que não há vegetação obstruindo o caminho.
       
      Consegui encontrar o início dessa travessia graças ao relato do Rodrigo (aqui no Mochileiros) e daí em diante não sabia o que ia enfrentar e se ia conseguir completá-la, dados os relatos de vara-mato e trilha confusa, desde o mais antigo deles (2003) até o mais recente (2011). Mas o que encontrei foi um passeio na mata, literalmente. Passeio que dá para fazer em 5 horas a partir do início da trilha (ou 5h30 a partir da Cachoeira da Escada). Só é preciso atentar para a escassez de água do percurso.
       
      Peguei o ônibus "Divisa de Ubatuba" às 7h10 em Paraty e saltei no ponto final, em frente à Cachoeira da Escada, na rodovia Rio-Santos, às 7h46. Exatamente ali desce a estrada de asfalto e terra para a Praia de Camburi, a última do estado de São Paulo. Tirei algumas fotos da cachoeira e comecei a descida em direção à praia atento ao nome das ruas. Desci apenas 1,6km e (bem antes de chegar à praia) entrei na Rua Vitória Felipe dos Santos Soares, à esquerda. Havia dois moradores na esquina e só para comprovar o que todos dizem, perguntei a eles sobre a trilha para Trindade. A resposta foi a esperada: ninguém consegue, todos se perdem e voltam, ninguém consegue passar de tal ponto, blá blá blá. Mas com um guia local tudo é possível. Sim, pois os moradores do Camburi são ungidos de um poder que ninguém mais tem de encontrar caminhos misteriosos na mata. Além disso, são protegidos por entidades que não os deixam ser devorados pelas onças que habitam o local. Todas essas bobagens tive de ouvir.
       

      Grandes árvores
       
      Nem perguntei a eles onde ficava o início da trilha pois deviam me mandar para algum lugar errado para eu desistir também. Entrei na tal Rua Vitória Felipe dos Santos Soares, cruzei uma ponte com convidativos poços para banho e na subida passei por uma placa de "propriedade particular - proibida a entrada de pessoas não autorizadas". Apenas 130m depois da ponte notei uma trilha larga subindo à direita, mas na dúvida resolvi explorar mais à frente. Atenção: é exatamente aí que se deve subir, nessa trilha larga subindo à direita. Mas eu continuei em frente e encontrei algumas casas, onde uma moradora não sabia informar nada de nada. A trilha continuava atrás da casa dela e descia a um riacho, que cruzei e subi, subi, indo parar na estrada de acesso à praia, a mesma pela qual comecei a caminhada. Esse caminho pode portanto servir de atalho (mas tem o inconveniente de passar literalmente na porta de uma casa).
       
      Voltei àquela "trilha larga subindo à direita", agora à esquerda, e subi até o topo (nem 100m), onde há uma clareira e uma trilha que se enfia no mato à esquerda. Mas só a observei e continuei em frente. Desci na direção de algumas casas e bati palma. Fui atendido pelo Ednaldo, um rapaz muito prestativo que me indicou o início da trilha, que era justamente ali atrás, junto à clareira do topo, uns 70m antes da casa dele. Ele me disse que a trilha estava boa até um local chamado de "laminha", depois não sabia informar.
       
      Já alertado sobre a presença de peçonhentas, calcei as perneiras e comecei a travessia enfim às 9h34 (113m de altitude). Em 6 minutos encontrei uma clareira onde caberiam umas cinco barracas. A trilha continua à direita dessa clareira. Às 9h46 ela entroncou em outra trilha que vinha da esquerda, o que não causa nenhuma dúvida na ida, mas pode confundir na volta. Mais 6 minutos e subi uma pedra-mirante do lado esquerdo para fotos das montanhas. Da trilha, algumas aberturas na mata proporcionaram as últimas vistas da Praia de Camburi, lindamente iluminada pelo sol daquela manhã.
       

      Praia de Camburi - Ubatuba
       
      Às 10h11, topei com a primeira das bifurcações citadas nos relatos que li - fui para a esquerda e encontrei um trechinho de lama, que deve ser a laminha que o Ednaldo citou. Ele também disse que dali haveria uma trilha alternativa para o Camburi, mas não a encontrei.
       
      Às 10h34, logo após um laguinho raso à esquerda, uma bifurcação crucial, muita atenção a ela. Indo direto ao ponto: o caminho certo é para a esquerda. Mas eu descobri isso depois de várias tentativas e erros. Para ter certeza desse local, há uma seta gravada no tronco de uma árvore próxima, é só procurar com atenção. A altitude é de 310m nesse ponto.
       
      Nessa bifurcação, os relatos me deixaram em dúvida e eu escolhi a direita (sudeste). Dei alguns passos e topei com outra bifurcação, essa mais discreta. Dúvida de novo. Fui para a esquerda e encontrei marcas de facão, o que me animou. Mas a alegria durou pouco pois a trilha sumiu. Voltei e fui para a direita na última bifurcação. A trilha, inicialmente meio fechada, começou a descer e topei com uma grande árvore caída, que contornei pela esquerda. A trilha continuou bem batida, mas não gostei da direção que estava tomando (sul), diretamente em direção ao mar. Quando comecei a ouvir o barulho da arrebentação e vi que ia descer quase 300m de desnível até o mar, resolvi voltar. Foi uma decisão acertada pois encontrei um caminho ótimo depois, porém esse pode até ser outro acesso para Trindade, algo a ser conferido num futuro próximo.
       
      Subi de volta à bifurcação "crucial" e tentei a última alternativa: para a esquerda (nordeste). Já eram 12h16. Daí em diante foi uma boa subida, mas a trilha se manteve sempre muito nítida e completamente desimpedida. Apenas bambuzinhos e plantas espinhentas que se projetavam no caminho exigiam cuidado para não se cortar ou ralar os braços e mãos. Às 12h53 uma concentração de folhas de bambu no chão embaralhava um pouco o caminho, mas nada complicado. Às 13h28 finalmente encontrei água e parei para um lanche.
       

      Marco de concreto da divisa de estados
       
      Pouco depois da pausa para o lanche, atingi o ponto mais alto da travessia, a 416m de altitude, e às 14h40 alcancei o marco de concreto da divisa de estados, me dando a certeza de que estava no caminho certo (277m de altitude).
       
      O marco está sendo engolido pelo terrível bambuzal citado nos relatos, mas consegui passar e continuar sem problema já que a trilha segue bem batida à direita dele, ainda livre do bambuzal. Desci muito e às 15h30 topei com uma bifurcação perto de um riacho. Deveria prosseguir à direita, porém as mangueiras pretas ao longo da trilha denunciavam a captação de água mais acima e as segui, indo para a esquerda e parando no riacho para descanso e mastigar algo.
       
      Saí do riacho às 15h58 e foi só descer pela trilha acompanhando a água e suas bonitas quedas (do lado esquerdo) para chegar ao ponto final da travessia, nos fundos do Camping das Bromélias, na Praia do Caxadaço, às 16h14. Ainda deu tempo de curtir a piscina natural do Caxadaço, alcançada por uma trilha de 500m a partir do canto direito da praia.
       
      Com os perdidos, levei o dia todo para fazer essa travessia, mas sabendo o caminho correto poderia fazê-la novamente em 5h30, contando desde a Cachoeira da Escada, na rodovia Rio-Santos, até a Praia do Caxadaço, em Trindade. Distância de 7,5km.
       
      Agradeço ao Rodrigo, como já disse, e ao Thunder por disponibilizar as coordenadas do marco de concreto da divisa, que foi o meu norte. As onças da mata que iriam me almoçar... bem, essas não quiseram dar o ar da graça, talvez pelo calor terrível que fazia. Quem sabe na próxima...
       

      Piscina natural do Caxadaço - Trindade
       
      Informações adicionais:
       
      Horários de ônibus:
      . Paraty-Divisa de Ubatuba:
      seg a sáb - 5h30, 7h10, 9h50, 12h30, 14h10, 15h15, 16h40, 18h10, 20h50
      dom - 7h, 9h50, 12h30, 15h15, 18h10
       
      . Paraty-Trindade:
      diariamente - 5h20, de hora em hora das 6h até 19h, 20h30, 22h30
       
      . Trindade-Paraty:
      diariamente - de hora em hora das 6h até 19h, 19h40, 21h15, 23h15
       
      Cartas topográficas:
      . Picinguaba - http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/mapas/GEBIS%20-%20RJ/SF-23-Z-C-I-3.jpg
      . Juatinga - http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/mapas/GEBIS%20-%20RJ/SF-23-Z-C-I-4.jpg
       
      Rafael Santiago
      dezembro/2012
       

      Trilha marcada na imagem do Google Earth
    • Por gutotm
      Essa trilha fui bem mais leve, quase um passeio. Como a previsão era de chuva para o final do dia, decidimos fazer essa trilha mais curta e não acampar. Novamente estavamos eu, a Adriana, o João e a Cris, além da participação ilustre da Luiza e da Tirza, que deram um pouco mais de alegria durante a trilha.
       
      Chegamos na praia da Enseada por volta de 11h30 e pouco depois já esavamos começando a caminhada. A trilha começa do lado esquerdo da praia, em um caminho largo de pedra, quase uma estradinha. Passamos por dentro de algumas propriedades particulares (pelo menos era o que a placas diziam) e entramos numa trilha mais fechada. O caminho tem pouco desnível e quando algumas clareiras apareciam, era possível ter um gostinho da beleza do lugar que estavamos chegando. Acho importante ter um pouco de cuidado usando tênis e calça, já que a serra do Mar abriga algumas cobras venenosas. Durante a caminhada uma passou pela minha frente. Não sei dizer se era venenosa, mas acho que vale a prevenção.
       
      Pouco mais de uma hora depois chegamos a um bifurcação. Era a saída para a primeira praia. Começamos a curta descida. Logo antes de chegar a praia, é preciso descer um morro bem inclinado, onde algumas cordas velhas nos ajudam a manter o equilibrio. É uma mini escalada, mas muito mais divertida do que perigosa rs.
       
      Enfim, a primeira praia, totalmente deserta, super pequena, linda. Caimos direto na água. Algo que achei estranho foi a quantidade de lixo (garrafas pet, embalagens e até um butijão de gás) parados na borda. Fiquei na dúvida se aquilo tudo era lixo de turistas, o que seria um absurdo, ou se era trazido pelas marés, o que também não deixa de ser um absurdo.
       
      Não perdemos muito tempo pois a chuva parecia estar cada vez mais perto. Voltamos para a trilha, subimos até a bifurcação e continuamos rumo a segunda praia. Menos de uma hora por um caminho mais aberto e já colocavamos os pés na areia novamente. Outra praia linda e deserta. Essa já é preciso ter bastante cuidado para mergulhar, pois a praia é de tombo e o mar é muito forte. Depois de algum descanso, fotos e conversas, chegava a hora de voltar, ainda com direito a um bom banho de chuva.
       
      Acho que pra quem está com pouco tempo e quer fugir das praias comuns e lotadas de Ubatuba, essas duas prainhas perdidas são uma ótima pedida. Além de curta, a trilha não é muito cansativa, e rola até de ir com crianças, como nós fomos, sem problema algum, apenas tendo um pouco mais de atenção.
       
      Algumas fotos:
      https://picasaweb.google.com/gutotm10/24092011TrilhaPontaDoEspia
       
      Outros relatos no nosso blog:
      http://projetoandancas.blogspot.com
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