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Fala Galera

Em maio desse ano 2017 fiz um intercâmbio em Toronto no Canadá de 30 dias e gostaria de compartilhar com todos essa experiência.

Em anexo estou compartilhando todo o itinerário que fiz durante a viagem e os custos.

Para não assustarem com os custos 14K, é bom deixar claro que fiz TUDO que era possivel em um mês, inclusive uns 2mil gastei só de roupas e presentes. Dá pra reduzir esse custo tirando alguns gastos.

Outro ponto que encareceu a viagem foi o fato de ter feito outras 3 viagens dentro desse mês aos finais de semana (Nova York, QMO e Niagara).

Vamos por partes:

1- Passagem Aerea

A dica aqui é tirar também o visto americano e comprar a viagem com escala pois sai mais barato e com essa diferença vc paga o que gastou com o visto.

outra tática que fiz foi procurar o voo pelo decolar e depois comprar direto no site da companhia aérea americana, é facil, só anotar o numero do voo e procurar.

2- Hospedagem

Fiquei em homestay e foi super bacana, além de ser mais barato te permite conviver com os locais e vivenciar o dia dia e sua cultura. A dica aqui é procurar uma boa agência de intercâmbio, o custo tem pouca diferença de agência para agência por isso dê preferência para a que te deixar mais seguro

3- Dinheiro

O custo para comer fora é bem alto e para economizar recomendo comprar coisas no mercado. Fast food geralmente é mais barato. Outra dica é trocar os dólares todos no brasil pois lá fica bem mais caro.

4 - Lingua

O inglês do canadense é limpo e muito facil de entender, mesmo que você não fale tão bem dá pra se virar lá pois os canadenses são EXTREMAMENTE educados e solicitos na hora de ajudar os turistas.

5 - Curso

Basicamente as escolas de inglês de lá não são muito diferentes das daqui no que se refere ao método, a grande vantagem é que lá você vai conhecer diferentes pessoas, com diferentes sotaques e isso vai ajudar muito a melhorar seu inglês.

6 -  Transporte

O transporte publico de Toronto é ótimo e muito fácil de se achar. A dica é comprar o monthy pass que te dá o direito de andar o mês todo a vontade.

7 - Passeios

Em anexo está todo o itinerário que fiz, é bem corrido mas valeu cada segundo.

Segue breve comentário dos lugares:

EATON CENTRE - O maior e mais bacana shopping vale muito a pena conhecer 

NATAN PHILIPS SQUARE - Essa é a praça onde fica o tradicional letreiro com o nome da cidade, parada obrigatória (fica perto do Eaton Centre, da pra ir a pé)

RIPLEY AQUARIUM - Um dos lugares que mais gostei, é aquele aquário com um corredor submerso 

CN TOWER - a torre simbolo de toronto, muito legal e de lei visitar, o restaurante lá e caro e cheio de fila, vale ir só visitar

CASA LOMA - a casa dos X-Men, legal pra tirar fotos e andar pelos comodos do Castelo.

ROM MUSEU - museu de historia natural é bem legal e vale muito a visita

PS: para esses 4 ultimos lugares vale comprar o city pass que é a entrada para essas 4 atraçoes e sai bem mais barato.

CHINATOWN - Essa nem precisa falar, otimo pra comprar presentes e lembranças com um preço bem barato

DISTILERY DISTRICT - legalzinho, vale o passeio mas é muito caro pra almoçar lá e nem tem muita coisa pra fazer.

HIGH PARK  - um parque top e muito legal pra ir passar o dia 

TORONTO ISLAND - O melhor de todos, vale muito passar o dia todo lá e ainda voltar.

Outro lugares legais pra visitar:

KENSIGTON MARKET - HOKEY GAME - ST LAURENCE MARKET - ONTARIO HARBOUR LAKE - GREEK TOWN

8 - Viagens

Comprei as 3 viagens com a agência TNT Tour que vende o pacote completo e mais em conta e os guias são super bacanas. Como o tempo é curto recomendo pois senão você vai perder muito tempo até achar os lugares pois são cidades grandes.

8.1 - Niagara Falls e Niagara on the lake

Passar o dia lá é obrigação e vale muuuuito a pena. É o passeio mais baratinho e por ser perto é bate e volta.

Não deixe de ir no barco que chega perto das quedas, é muito legal

8.2 -  QMO - Canadá Frances (Quebec/Montreal/Otawa)

Essa viagem vale muito a pena, Quebec é sensacional e dá vontade de ficar, motreal é bem legal e Otawa é muito linda. Esse passeio é de 3 dias, um em cada cidade e já dá pra pelo menos matar a curiosidade de conhecer a parte francesa do Canadá. Na volta pra Toronto rola um passeio em um barco que vale muito a pena também.

8.3 - Nova York

Também de 3 dias vale cada centavo, pra ir você vai precisar do visto americano.

É um pouca mais cara, mas como você já vai estar lá por perto porque não?

Lá tudo é um pouco mais caro por isso é bom levar uma grana extra. Vale muito a pena conhecer a cidade.

Lugares imperdiveis: Times Square, Central Park, monumento 9/11, top of the rock e passeio até a estatua da liberdade.

Na volta tem uma tarde no outlet premium para gastar uns bons dolares.

9 - Clima

A dica aqui é ir entre maio e agosto pois com o clima mais ameno você consegue aproveitar muito mais.

Em maio a temperatura ficou entre 3° e 22º.

Entre outubro e março é só neve e apesar de parecer legal o frio é quase insuportável e você não aproveita tanto.

Enfim, acho que esqueci muita coisa, mas já da pra ter uma ideia. Quem quiser mais informações vamos nos falando.

  • Gostei! 3

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Boa tarde cara, 

Estou montando uma viagem parecida, porém estou vendo a compra das passagens SP - TOR e depois NY - SP,  ainda analisando se compensa ir de avião ou ir de bus para NY.

Vou fazer um intercâmbio em Toronto e quero esticar a última semana em NY, como você tirou seu Visto americano ? Fechou o intercâmbio primeiro e depois solicitou o visto americano ? Mencionou que ia fazer turismo ? Você foi com VA + ETA ou tirou os dois vistos ?

 

Muito boa viagem ! Relato muito bacana 

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    • Por markcnbrj
      Estou iniciando hoje mais uma viagem de férias e como de costume vou postar on line dentro do possível,
      Iniciei ontem num voô da TAM saindo do Rio, escala em Nova York no JFK e depois mais 1:30 até Toronto. Ele chega as 7:30 da manha no JFK, tem aquela enorme burocracia americana que te consome umas 2 hrs, e cheguei em Toronto as 12:40 de domingo. A imigração canadense é super tranquila. Apenas as perguntas básicas e pronto.
       

       
      Reservei pelo booking.com o hotel Isabella Suites, afastado do centro mas bem próximo a estação Sherbourne do Metro. Ja neste primeiro dia percebo que Toronto é uma cidade cara. Este hotel 2 estrelas afastado do centro custou 489 CAD para 5 noites. É bonzinho, mas é 2 estrelas.
       

       
      O Aeroporto não tem metrô. Então as opções são o trem da UP que custa CAD 27 ou comprar o Token, que são umas moedinhas de transporte que valem para 1 viagem, com uma extensão de trem, metro ou Streetcar, que é o tram deles aqui. Tipo bilhete único custa 2,95CAD. No Aeroporto não achei agencia da TTC, que é o orgão de transporte local, mas comprei 5 moedinhas na casa de câmbio Trevellers que as vende por ali. Saia do terminal e procure o Õnibus 192 Airport Rocket para estação de Metrô Kippling. Leva 10 minutos.
       

      Chegando em Kippling temos acesso ao Metrô de Toronto e me perguntei? Estou no Canadá mesmo? Eta metrozinho safado. Sujo, com gente pedindo dentro da plataforma, sem indicação de nada...um lixo. Dos piores que já conheci. E pra comlpletar uma obra neste fim de semana interrompeu um trecho que passou a ser de ônibus. Aí eu chorei....com minhas 2 malas pesadas....subindo estação sem escada rolante....não consegui sentar e fiz todo o trecho em pé, Se soubesse pagava os 27 do trem....E o trecho do ônibus passava por cada gueto de assustar...mas depois de 1 hora cheguei no hotel...detalhe -4 graus celsius,,,Andar os 100 metros até a estação foi um suplício.
       
       
      Depois pra completar o dia peguei o metro até a Union Station e fui andar aleatoriamente....pelo undergraund que é uma serie de passarelas por baixo da cidade, que eles chamanPATH. Como era domingo, tava tudo fechado então resolvi meter a cara na rua e pagar um bondinho para ir a Chinatown cumprir a etapa das quinquilharias.
      Para ir lá pegue na estação Union Station o Street car SPADINA STREET, salte em um dos vários pontos na Chinatown e boas compras. Mas já adianto que para Chinatown é caro em relação a outras similares. Mesmo assim é ponto obrigatório na visita. Se pesquisar acha buginganga legal a preço bom.
       

       
      Depois começou a nevar então cheguei ao fim do dia...Não foi um começo dos melhores...mas estou esperançoso,,,amanhã comento mais....
    • Por raquelfurtado
      Esse é meu primeiro relato aqui no Mochileiros! Espero não decepcionar
       
      Dividí o post em 3 partes para não ficar grande demais:
      * Montanhas Rochosas Canadenses – O Planejamento
      * A Viagem Parte 1 – Relato pelo Parque Nacional de Jasper, no Canadá
      * A Viagem Parte 2 – Relato pelo Parque Nacional de Banff, no Canadá
       
      Montanhas Rochosas Canadenses – O Planejamento
       
      Que o Canadá é um país de muito frio, de bandeira vermelha e branca, da típica Maple Leaf, de Niagara Falls e de inglês e francês, muita gente sabe. Não é difícil que Vancouver, Quebec, Montreal e Toronto já tenham feito – ou ainda fazem – parte da lista de destinos de muitos viajantes. Grandes cidades e modernidade, por ali não falta. Mas o que mais esse país tão extenso tem a oferecer? Eu e meu namorado partimos rumo às Montanhas Rochosas Canadenses para explorar cenários que fogem do comum. Com a mochila nas costas, seguimos viagem nos sentindo exploradores. Queríamos ir além das dicas de revistas, além do turismo padrão, além da multidão. E conseguimos! Agora trazemos tudo para vocês sentirem que foram com a gente – e os desafiamos a não quererem arrumar as malas agora e partir !
       
       
      Entendendo os locais, a logística, o período e a duração
       
      - O que são as montanhas rochosas, onde estão localizadas e pelo quê são conhecidas?
       
      As Montanhas Rochosas (ou Rocky Mountains) são uma importante cordilheira localizada na América do Norte ocidental. Elas possuem mais de 4.800km de extensão, seguindo desde British Columbia, no oeste do Canadá, até o Novo México, no sudoeste dos Estados Unidos. Os picos mais altos estão no Colorado: é para lá que muitos amantes dos esportes de inverno partem para a prática de snowboard e ski, com destaque para as cidades de Aspen e Vail. A parte canadense das Rocky Mountains também tem grande importância no inverno, mas é no verão que elas são mais convidativas: nessa época, os lagos originados pelas geleiras formadas nos topos das montanhas ganham tons azul turquesa que causam grande admiração naqueles que passam por ali. As Rockies estão presentes em 4 parques nacionais reconhecidos como patrimônio mundial pela Unesco. O mais famoso deles, o Parque Nacional de Banff, é o que abriga o tão falado Lake Louise; mas há também os parques de Jasper (o maior entre eles), Kootenay e Yoho.
       
      Resolvemos explorar os Parques Nacionais de Jasper e Banff devido à suas grandes extensões e alto número de atrações naturais. Além disso, a estrada que os conecta é considerada a mais cênica do Canadá, já fazendo valer a viagem. Abaixo mostramos a localização das Rockies, dos Parques Nacionais e do trajeto que fizemos.
       

       
      Para dirigir por eles, é necessário adquirir o Park Pass. Falaremos sobre isso adiante.
       
      Os aeroportos mais perto dos parques de Jasper e Banff são aqueles localizados nas cidades Edmond e Calgary respectivamente (veja no mapa acima). Como já falamos no post anterior, chegamos em Jasper de trem, partindo de Vancouver. Precisaríamos de um avião apenas para o retorno. Utilizamos o aeroporto de Calgary – por isso nossa rota termina aí. Escolhemos o sentido Jasper-Banff simplesmente para aproveitarmos o passeio de trem no início da viagem, mas não há impedimentos para aqueles que desejam fazer a mesma rota no sentido contrário, partindo de Calgary a Jasper e de lá embarcando tanto no trem para Vancouver quanto em um avião saindo de Edmond. É possível também fazer a rota Vancouver – Jasper de carro, mas se prepare para achar um lugarzinho para passar a noite na estrada, afinal serão quase 800km!!
       
      A nossa dica é que visitem os Parques Nacionais de carro. Nós escolhemos a Budget para o aluguel (o site era mais bem estruturado, o preço bom e a empresa de confiança). Pegamos o carro em Jasper e o devolvemos no aeroporto de Calgary. A Budget está em praticamente todas as cidades que passamos e oferece essa mordomia de alugar o carro em um local e fazer a devolução em outro. Outra sugestão de locadora seria a Avis, também muito boa.
       
      Existem diversas excursões, de duração aproximada de 4 dias, que levam turistas para conhecer as Rocky Mountains. Se essa é a sua única saída, tudo bem! Não é tão ruim assim e é definitivamente melhor que nada Mas em um lugar tão lindo como esse, nada se compara à flexibilidade de poder parar aonde quiser, ficar o tempo que desejar em cada destino e escolher o seu próprio roteiro e trajeto.
       
      A temperatura média nas montanhas é de 6 °C. No inverno ela cai facilmente até -14 °C e as chuvas são mais comuns. Essa é a estação mais úmida e fria, indicada apenas para aqueles que buscam os esportes de neve. Já os verões são mornos e secos e a temperatura média é de 15°C. Não é muito raro, entretanto, que a sensação térmica chegue aos 25°C: os dias de sol podem ser bem quentes. O outono é, na nossa opinião, a estação mais indicada. Além de possuir menor probabilidade de chuvas, ela não conta com a aglomeração de turistas do verão. A temperatura média será realmente mais baixa, próxima aos 10°C, mas a sensação térmica facilmente chegará aos 20°C nos muitos dias de sol. Considere viajar em setembro ou aproveitar o finalzinho do verão no mês de agosto.
       
      Os parques nacionais têm muito a oferecer, principalmente com um tempo bom e sem chuvas. Indicamos reservar 6 ou 7 dias para fazer o roteiro com calma, principalmente se você for um grande amante da natureza e decidir alugar um carro. Cinco dias também é um período bom, mas as visitas serão mais corridas e alguns “luxos”, como passar uma manhã inteira na beira de um lago para um mergulho e um pic-nic, talvez precisem ser eliminados, além de algumas caminhadas mais extensas. Entretanto, se trekking não é muito a sua praia e só de pensar em caminhar por mais de 2km já bate aquele cansaço, 4 ou 5 dias serão extremamente suficientes!
       
      Para entender um pouco mais sobre os parques a serem visitados, veja os mapas abaixo. Eles mostram:
       
      1. Os locais que visitamos (em destaque verde); 2. As cidades (em destaque laranja) e 3. As rodovias pelas quais passamos.
       

       
      Para ter uma rápida ideia do que foi nossa viagem, veja esse videozinho abaixo:
       



    • Por Willba
      Saudações!
      O Canadá. Esse jovem país de 150 anos em que os banheiros não tem janelas nas casas e bares. Nação em que nas mesmas ruas que se pode fumar maconha livremente  não se pode beber. Em que os bares fecham às duas da manhã e as pessoas todas bebem água das torneiras. Essa terra que nos brindou bandas seminais de Rock Pesado como o RUSH e o ANVIL foi meu destino de férias esse ano. Acompanhe esse detalhado relato sobre esse país onde no verão o está sol até oito da noite focado em Vancouver e o caminho de trem até Toronto. Lembre-se de levar seu adaptador universal de tomadas e embarque nessa viagem!



      *01 . Introdução.*

      Mochileiros, todo ano eu faço uma viagem internacional sozinho a qual passo todos os doze meses economizando. Em 2017 o destino escolhido para esse terceiro mochilão internacional foi o Canadá. Tal elencamento foi motivada por uma amiga argentina (que eu não via há 10 anos) que se mudou para lá esse ano para cursar a faculdade de turismo e me chamou para um festival. O mesmo se chama ROCK AMBLESIDE PARK, realizado na cidade de West Vancouver, no Parque Ambleside, que ainda que fosse a primeira edição já nascia grande, pois é realizado pela Rádio Rock 101. Fazendo jus à programação da emissora, o evento de três dias contou somente com bandas clássicas canadenses das décadas de 1970 e 1980 que nunca vieram (ou virão, infelizmente) ao Brasil. Selecionei dez dias então. Três para o festival, dois em Vancouver e o restante para saciar minha realização pessoal de viajar num trem de passageiros por alguns dias. Ao todo, estive no Canadá, de 17 a 26 de agosto de 2017. Como passei o tempo todo  na casa de minha amiga ou no trem fico pobre para falar para vocês de Hostels e ainda que meu mochilão seja mais voltado ao underground e ao Rock'n'Roll tenha certeza que essas linhas serão de ajudas a todos que querem conhecer essa nação em tudo se chama Canadá.
      Vamos ao relato?


      Aeroporto de Vancouver;

      02 . Passaporte e visto

      Brasileiros que NÃO tenham visto válido para os EUA precisam tirar visto para entrar no Canadá sim.

      Para tanto, você precisa entrar no site do governo canadense e criar um nome do usuário e senha.
      http://www.cic.gc.ca/

      Eu recomendo esse tutorial passo-a-passo para tirar seu visto:

      http://fazendoasmalas.com/blog/como-tirar-o-visto-para-o-canada-pela-internet-um-guia-passo-a-passo-completo/712/

      Você paga 100 Can, não reembolsáveis para saber se é aceito no país.
      A parte de preencher os formulário IMM5257 e IMM5707E são bem massantes. Não clique nesses formulários, ou você irá abrií-los pelo Internet Explorer e não conseguirá preenche-los. Clique no link deles com o botão direitro e "Salvar anexo como" e depois de salvo abra os arquivos pelo Adobe e só depois os preencha.

      Você pode também ir pessoalmente e fazer todo o processo nos três Visa Application Centre, sendo que cada formulário é cobrado um tanto.



      No fim desse link tem os endereços para os três existentes no Brasil; no Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo.
      http://www.melhoresdestinos.com.br/visto-canadense-canada.html

      Avenida das Nações Unidas, No 12.551,
      World Trade Center São Paulo, 18o andar,
      salas 1809 e 1810. Brooklin Paulista
      São Paulo – SP. CEP: 04578-903
      [email protected]

      Visa Application Centre – Rio de Janeiro
      Av. Américas, 3500,
      Ed. Le Monde Offices – Hong Kong 1000,
      Salas 612, 613, 614 e 615.
      Barra da Tijuca  Rio de Janeiro – RJ.
      CEP: 22640-102

      Visa Application Centre – Brasília
      Brasilia Shopping and Tower,
      Quadra 5, Setor Comercial Norte –
      SCN / lote sala 1126.  Brasilia – DF.
      CEP: 70715-900
      [email protected]

      Depois de toda essa epópeia você ainda paga se não quiser pegar e buscar pessoalmente seu passaporte.
      Recomendo ler e esmiuçar a leitura dos links acima antes mesmo de começar a viagem.


      Um brasileiro fazendo amigos rockers no Canadá!

      03 . Comprando passagens.

      Em pesquisas feitas nos sites Decolar.com Skyscanner, eu descobri que os voos mais baratos para o Canadá são os noturnos da Air Canada saindo de São Paulo.
      Comprei as passagens direto do site da Air Canada. N ão existem voos diretos do Brasil para Vancouver. Eu tive então de comprar duas passagens na ida. Uma de São Paulo a Toronto. Esperar duas horas no aeroporto e então pegar outro voo (comprando outra passagem) de Toronto a Vancouver. A primeiro viagem dura 12 horas e a segunda mais quatro horas.
      Se você for ir todo caminho de São Paulo a Vancouver de uma única vez recomendo escolhar uma espera de pelo menos duas horas em Toronto, pois você deve retirar sua bagagem e passá-la de novo na esteira.

      Na volta eu comprei só a passagem de Toronto a São Paulo, pois esperava voltar de Vancouver a Toronto de trem.

      04 . Câmbio.

      Um dolar canadense comprava R$ 2,70 na época de minha viagem. 
      Comprei dinheiro em espécie numa casa de câmbio na avenida Paulista em São Paulo antes de viajar.
      Ao contrário dos países que fui antes, a saber, Argentina e México, as coisas no Canadá são muito caras. Por exemplo, um prato feito por lá sai 12,00 CAN, o mesmo sairia uns R$12,00, só que você não está pagando R$12,00, mas o equivalente a R$ 32,40. 
      Nos outros países citados, o valor seria o equivalente no peso deles aos R$ 12,00.

      05. Viajando pela Air Canada - PROBLEMA COM A MOCHILA.

      Ao contrário de quando fui para o México, o voo na classe economica da Air Canada é um terror. As poltronas tem pouco espaço e reclinam menos que as dos ônibus de viagem. A janela do avião também não pode ser fechada pelo passsageiro. Resultado? É um terror de dormir!!! Levem isso em consideração.

      No  mais, quando você compra a passagem pode pedir alimentação diferenciada. Eu pedi comida indiana vegetariana. Uma delícia. No voo de ida, o de doze horas, eles servem janta e café da manha. Ainda há vinhos e etc, mas pagos à parte. Pedindo uma alimentação diferente da tradicional, você também é atendido antes. 

      Na poltrona em frente à sua haverá uma tela com ampla opção de filmes, séries, musicais etc. Eu assisti "Os Goonies", um seriado canadense chamado "People of Earth" e um documentário turco chamado "Kedi (sobre os gatos em Istambul)", rs, se tivesse mais tempo teria assistido "Alien". As maioria deles tem audio ou legenda em inglês. Nenhum em português. Na ida, os funcionários também não falavam português.


      Resultado do não-profissionalismo da Air Canada: Eu tive de ir num show de Rock carregando o mochilão!

      >- MALA PERDIDA -<

      No trajeto entre Toronto e Vancouver a Air Canada extraviou a minha mala!!!
      A retirei na primeira esteira e a carreguei e postei na esteira de bagagens do próximo voo, como eles mesmo recomendam, e chegando em Vancouver... nada do meu mochilão aparecer!
      Se imagine na situação de chegar num país estranho e sua mochila cargueira ter ficado no outro aeroporto. Pior... quando você não foi o único "felizardo"!
      A justificativa da empresa foi a chula possível dizendo  que o voo já estava cheio e por isso deixaram algumas malas para trás em Toronto!!!!!!!!!!!!!!!!!

      Então, o funcionario me garantiu que a mala viria no próximo avião, que chegaria lá às duas da tarde, nisso eram meio-dia, e às 18 no máximo a mala já teria sido entregue na casa de minha amiga onde estava hospedado (que pegaram fone e endereço). Perdi a tarde inteira esperando a mala. NADA DELES CHEGAREM.  Olho no site que me passaram e vejo que  a mala "en route to deliver" e chegaria até às 22.

      Já era noite e resolvi ir para um bar na cidade com minha amiga. Achei que eles não entregariam na mesma noite ... e não entregaram mesmo!!!!!
      Ai ás seis da manhã a empresa começou a ligar no celular dela dizendo que a mala seria entregue das onze às 14. Não se verificou.
      Então, a gente ligando e eles dizendo que a mala seria entregue à partir das 15. Disse que não poderia esperar, pois meu festival começava naquela tarde de sexta-feira.
      Resultado?
      Tive de voltar no aeroporto e buscar a mala!
      A minha mochila cargueira sequer tinha estado em um caminhão para ser entregue!
      Perdi de passear sexta à tarde e sábado de dia sendo mantido, deliberadamente, em erro pela empresa!
      Após buscar a mala no aeroporto não tinha como ir até a casa de minha amiga e depois para o evento, então levei a mala enorme no show de rock. 
      Imaginem o transtorno que não foi.
      Para piorar, já era sexta-feira e minha roupas que eu usava desde quarta-feira estavam imprestáveis. Tive de usar roupas emprestadas de minha amiga nesse dia. Imaginem o transtorno....

      E se eu escolhesse esperar a mala ser entregue? Teria perdido o primeiro dia do festival que eu viajei para assistir? Seria a mala entregue naquele dia ou outra vez seria enganado?



      06 . Vancouver - Locomoção pela cidade.

      Em Vancouver há um metro que sai do aeroporto e vai até o centro da cidade. Eles vendem o bilhete recarregavél que custa CAN 6,00, ou você pode comprar para usar somente numa das três zonas de metro ou comprar um bilhete diário. Por recomendação eu comprei um bilhete e o recarregava qdo tinha necessidade. Vc só pode recarregar ou comprar bilhetes nas estações de trem. Eu estive hospedado perto do PNE, numa travessa das Hastings, então se comprasse bilhete para um dia teria de pagar o ônibus para o centro toda manhã, pois não há estação próxima.

      Os ônibus funcionam bem e passam rápido. É fácil se locomover de busão por Vancouver. Os últimos da noite passam às duas e meia da manhã, recomeçando às cinco horas.

      Vancouver é uma cidade planejada, com ruas amplas e limpas e que não existem telefones públicos. O que ajuda é que os Starbucks coffe tem internet wi-fi liberada.

      No caminho do Centro para o Bairro seguindo pela Hastings existe a "cracolândia" canadense, que pouca se assemelha à brasileira. O governo compra seringas para evitar o contágio de doenças, então os viciados ficam vagando pela rua, tentando vender no estilo camelô ambulante suas quinquilharias como fitas vhs, barbeadores e utilidades do lar, mas não interferem na vida dos moradores ou turistas.


      Sendo entrevistado pela Rádio Rock 101.

      06.1. Lugares para comer.

      O Canadá não tem comida própria; ou quase não tem. 
      Você encontra Subway, todos esses fast-foods, no mesmo estilo dos que existem no Brasil e também comidas e restaurantes de uma infinidade de países como Vietnã, Taiwan, Coréia, Itália etc etc. Lembrando que mesmo nos restaurantes, em tudo que você compra incide imposto de 13%.
      Assim como no Reino Unido, os locais fazem churrasco com salsicha.
      Só fazia uma refeição por dia na rua, pois ou comia na minha amiga, ou no evento e no restante dos dias comi no trem, portanto, pouco tenho a acrescentar.

      06.1.1 El Purgacito de America

      Restaurante de comida mexicana e el salvadorna que fica na Hastings. 
      Além de inglês, o funcionários também falam castellaño. Foi o restaurante mexicano mais legal que conheci no Canadá. Eles também vendem tortillas, pimentas e outras produtos típicos para serem preparados em casa ou no Hostel. 
      Endereço:
      2522 E Hastings St, Vancouver, BC V5K 1Z2, Canadá. Telefone: +1 604-568-8591


      Poutine

      06.1.2. Smoke's Poutine
      A única comida tipicamente canadense que conheci é o Poutine. Num pote de papelão é colocado batata frita, com alguns legumes e molho de carne.  Há mil variações possíveis: com queijo, carne, cheddar, linguiça, vegetariano (minha opção) etc. Não é lá tão saudável, mas achei válido conhecer.



      06.1.3. La Taqueria Pinche Taco Shop.

      Restaurante de comida mexicana estilo fast food. Tem tortillas, quesadillas, tacos etc, mas não em tantas opções como o anteriormente citado. Não tem água de sabor, ou produtos típicos que podem ser levados para casa, mas permite um self-service de legumes para acompanhar os pratos. Os funcionários não falam espanhol.

      06.2. Bares Noturnos.
      Em Vancouver os bares ficam abertos até as duas da manhã.

      06.2.1. The 340 Pub.

      Pub muito legal com fliperama e karaoke. Excelentes opções de choops (ou pints, como eles chamam lá) e bebidas diversas. Eu gostei muito desse Pub, por ser bem Rock'n'Roll. Possui Wi-fi para clientes.

      https://pt-br.facebook.com/ThePub340/
      Eu cantando no The 340 Pub.

      06.2.2. What's UP.

      O Bar punk na Hastings. Quando cheguei lá tava rolando DOA e depois colocaram Johnny Thunders and the Heartbreakers. Tem vinho. Possui Wi-fi para clientes.

      https://pt-br.facebook.com/whatsuphotdogvan/

      06.2.3. Samesun Backpackers.

      O único bar não especificamente de Rock'n'Roll que fui, mas o som também não decepcionou, o ambiente é bem jovem e descontraido por ser o pub que fica embaixo do Hostel. Pessoas não hospedadas podem frequentar. Muitas pints, vinhos, drinks diversos etc.


      Let's have a Pint.

      06.2.4. Astoria.

      Pub no estilo do 340 só que maior, com mais discotecagem, pois no outro é o tempo todo a galera cantando no Karoke. O palco principal também suporta eventos de bandas ao vivo, mas é cobrado um couvier para entrada. Possui telão e vários opções de Pints.

      https://www.facebook.com/astoria.hastings/


      Canadenses tem o costume de deitar na grama das praças no horário de almoço, ou mesmo para aproveitar o dia. 
      Essa praça fica próxima a estação de metro Waterfront.

      06.3. O que visitar.

      06.3.1. Callister Park

      É uma praça redonda enorme em pouco depois do PNE. Tem muitas árvores, parquinho para crianças, árvores gigantes, espaço para passear com os cachorros. Como era bem próxima à casa da amiga que me hospedou, eu ia lá fazer meus exercícios físicos pela manhã. Existe desde 1921.

       2875 Oxford St, Vancouver, BC V5K 1N6.



      06.3.2. PNE Colliseum

      Os discos ao vivo clássicos do NAZARETH E DO BLUE ÖYSTER CULT foram gravados lá. E até hoje o Pianin' continua recebendo artistas canadenses e internacionais de porte como DOOBIE BROTHERS, ROD ARGENT, ZZ TOP etc. Além disso, a arena também recebe milhares de outros eventos que não musicais e de rock. 
      Também tem feirinha de artesanatos, parque de diversões e exibições diversas.
      Quando eu estava lá a taxa de entrada era CAN 25,00.
      https://www.pne.ca/
      06.3.4. Pendulum Gallery

      Construída em 1986 no espaço do Santander e do banco HSBC. Parece um vão fechado por vidros num shopping center.
      Eu só fui porque estava sendo exibida a mostra de um dos meus fotógrafos favoritos do Rock 'n' Roll, Bob Gruen.

       885 W Georgia St, Vancouver, BC V6C 2G2
      http://www.pendulumgallery.bc.ca/



      06.3.5. New Brighton Park.

      Parque urbano com espaços para caminhada, exercício físico, parquinho, bebedouros e mais um montão de coisas ao livre.
      Rola de ir a pé do PNE em dez minutos. 

      O parque conta com uma área de piscinas para canadenses e associados. 

      O mais legal desse parque, em minha opinião é New Brighton Park Beach, uma praia urbana muito legal. Ao invés de areias temos pedras, a água é muito salgado e fria, mas fria mesmo ainda que fosse verão. O visual é muito bonito com as pontes e montanhas ao fundo. Ainda que passem navios, o mar é bem limpo para o banho. Ainda que a água seja calma, saem algumas ondas e a maré sobe muito rápido.

      3201 New Brighton Road, Vancouver, British Columbia, Canada




      https://en.wikipedia.org/wiki/New_Brighton_Park

      06.3.6. Davies Street.

      A rua LGBT da cidade!
      Para saber mais, sugiro a leitura desse link.

      http://www.canadaparabrasileiros.com/vancouver/o-que-fazer-em-vancouver/a-famosa-davie-street/



      Esse bar "Celebrities" citado no texto é a balada dos playboys. Eu não fui, pois não curto música eletrônica, esse tipo de ambiente caro. 
      Outro texto muito legal é esse aqui:

      https://en.wikipedia.org/wiki/Davie_Village




      Nos textos não é citado, mas a rua também tem Sex Shops e bares de Rock. 
      Todavia, os estabelecimentos voltados ao Rock'n'Roll não aceitavam pagamento em cartão e minha amiga estava sem dinheiro vivo.
      É muito legal lá, eu adorei. Se vc reparar nas fotos as faixas de pedestres são com as cores do arco-iris, assim como o simbolo da comunidade está também nos semáforos, bares, enfim, por todos os lugares!

      06.7. Long live Cats and Dogs
      Pet shop com temática de Rock''n'Roll.
      O próprio nome vem do disco Long Live Rock'n'Roll do Rainbow. Vendem camisetas de Rock com temática felina e canina, botons e demais acessórios.
      Também organizam eventos underground de Metal para arrecadar renda para tirar bichanos das ruas.

      425 E Hastings St, Vancouver, BC V5L 1V3, Canada
      http://www.longlivecatsanddogs.com/

      06.8. FICOU FALTANDO

      Wreck Beach: praia de nudismo.
      http://www.wreckbeach.org/

      Science World British Columbia: Museu da ciência.
      https://www.scienceworld.ca/

      Stanley Park: terceiro maior parque urbano na América do Norte.
      http://vancouver.ca/parks-recreation-culture/stanley-park.aspx

      Jimi Hendrix Shrine: museu em homenagem ao guitarrista negro, canhoto, estadunidense que fez sucesso primeiro na Inglaterra. Fica numa rua de descida e parece ser bem tosco. Quando passei por lá, o proprietário não estava. Não tive oportunidade de voltar.
      432 Homer St, Vancouver, BC V6B 2V5, Canada.
      https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g154943-d2715734-Reviews-Jimi_Hendrix_Shrine-Vancouver_British_Columbia.html

      English Bay: praia que fica no final da Dave St. Infelizmente, só puder ir a rua de noite.

      06.4. Lojas de Disco.

      FIQUEI DUAS HORAS EDITANDO ESSES TÓPICOS E UM ERRO NO SITE FEZ EU PERDER TODO O TEXTO. FODA-SE. Ficará sem!

      Highlife Records

      Beatstreet Records

      Red Cat Records

      Audio Pile Records



      Neptune Records

      Buzz Rock Store

      06.5. Lojas de Bebida.

      Diferente do Brasil, no Canadá NÃOOOO se vendem bebidas em mercados, quiosques, lojas de conveniência etc. Só se vendem bebidas alcoílicas nas chamadas Liquor Stores. 
      Para se comprar um goró você deve ter mais de 19 anos e apresentar dois documentos, um deles com foto. Por exemplo: seu passaporte e seu cartão de crédito para mostrar que é o mesmo nome.
      Existe uma variedade impressionante de bebidas nesses lugares, pois só vendem isso. 
      Atenção, os mesmos fecham as 23 horas, por isso tome cuidado para não ficar sem ter onde beber, rs!

      Atenção também para os preços, pois é tudo muito caro. Um vinho similar ao Mioranza, que custa R$13,00 no Brasil é o Screw It, que no Canadá custa CAN $ 10,00. 

      06.6. Loja de Acessórios / Camisetas Rockers



      Vancouver Rock Shop
      Desde 1973. A maior loja que já vi na vida!

      1076 Granville St, Vancouver, BC V6Z 1L5, Canadá
      https://www.facebook.com/THE-VANCOUVER-ROCK-SHOP-91056581622/


      06.7. Loja de Quadrinhos

      Golden Age Collectables

      http://gacvan.com/
       852 Granville St, Vancouver, BC V6Z, Canadá



      Conhecendo a banda de Glam Rock canadense SWEENEY TODD.

      06.6. Rock Ambleside Park.

      O festival que motivou a viagem em primeiro lugar.  É um festival grande, com capacidade para umas 3 mil pessoas. O que me impressionou  foi que a faixa-etária dos presentes fosse bem mais alta do que se esperaria de um show semelhante no Brasil ou na América Latina. Saltou a vista também a quantidade de pessoas que foram ao festival e levaram cadeiras para assistir aos shows sentados. A praça de alimentação era toda desses food-trucks gourmets, sendo que os pratos mais em conta saiam não menos de Can $ 10,00. 
      A cerveja em lata mais barata vendida saia Can $ 7,85. Achei um roubo e não bebi no evento (que começava às 15 e terminava às 21, com tempo de passar nas Liquor Store do Centro).


      Com algumas das poucas pessoas de visual na platéia.

      Sexta: Harlequin, The Stamperders & Platinum Blonde
      Sábado: Helix, Nick Gilder & Sweeny Todd, Honeymoon Suite & Randy Bachman (ex- BTO e ex- The Guess Who)
      Domingo: Pirms, Headpins, Glass Tiger & April Wine

      O público, tinha dinheiro para gastar em tudo que era caríssimo no evento. Também haviam poucas pessoas de visual Rocker mesmo, como veríamos num festival semelhante no Brasil.

      Havia uma área vip com fliperamas etc, só que o ingresso era bem mais caro.

      Após os shows todas as bandas, menos a última da noite,  iam  a uma área designada para dar autógrafos e tirar fotos com os fãs que  esperassem em fila para falar com eles.
      Herdando a pontualidade inglesa, os shows começavam no horário. A única banda que atrasou foi o Helix. O grupo de Hard 'n' Heavy do final dos anos setenta foi também a única banda que só levou merchandinze para vender no dia de sua apresentação. As demais tinham camisetas, discos etc disponíveis os três dias de evento.

      07 . Via Rail: de Vancouver a Toronto.



      Viajar num trem de passageiros era um desejo forte para mim que sou fã dos filmes de faroeste. Logo, achei que seria uma oportunidade seminal esse coisa de pegar um trem e conhecer várias cidades e estados canadenses em poucos dias. De verdade, o preço de uma passagem aérea não é tão mais barata que a viagem na classe Sleeper Plus do trem.
      São quatro dias, ao invés de quatro horas, de viagem.
      Você passa por quatro fusos horários, diversas paisagens lindas. 
      É como se fosse um cruzeiro, segundo dizem, já que nunca estive num, mas sobre trilhos.
      As comidas são excelentes e o staff, a tripulação, é exemplar. 
      Seria uma viagem fabulosa e fantástica, se não atrasasse tanto.

      Quem quiser saber mais sobre a viagem recomendo esses links:

      http://ramalho.com.br/atravessando-o-canada-de-trem-toronto-a-vancouver/

      https://oicanada.com.br/21564/os-pros-e-contras-da-viagem-de-trem-pelo-canada/

      http://comoviaja.com.br/viagem-trem-canada-toronto-vancouver/

      Lembrando que fiz o percurso de Vancouver a Toronto e a maioria dos relatos conta o caminho inverso.

      O site da Via Rail não aceita cartões de créditos brasileiros, mesmo que internacionais. Quem quiser comprar antecipadamente as passagens terá de fazê-lo por esse site:
      http://canadadetrem.com.br/via-rail/via-rail-no-brasil/

      Sendo sincero hoje e olhando em retrocesso, só faria a primeira parte da viagem.
      O por quê? 
      Vou explicar na parte final desse relato.


      07.01. Advertência - atrasos.


      Eis o motivo dos atrasos: às vezes se esperava mais de uma hora para o trem cargueiro passar.


      Diferente da Europa, em que os trens estão sempre no horário, no Canadá, o transporte de pessoas não é prioridade. 
      Repito, na América do Norte o transporte de gente é preterido sobre o transporte de coisas.

      Após o segundo dia de viagem, o trem começa a atrasar cada vez mais. O motivo é que cada trem cargueiro que passa, o trem de passageiros tem de parar no cruzamento dos trilhos e esperar o cargueiro passar. Essa viagem de Vancouver a Toronto acontece uma vez por semana, saindo nas terças-feiras. O meu trem atrasou em 12 horas! Eu, que imaginava que teria um sábado para conhecer Toronto, quase que não cheguei a tempo de embarcar de volta para o Brasil. O trem da semana anterior ao meu ATRASOU 20 HORAS!!!! 
      Será que no velho oeste eles atrasavam tanto?

      As empresas no Canadá são mais vigaristas que as brasileiras. Se você reclama diz que vai perder o voo, pergunta se eles te reembolsaram caso você perca o voo, perca a reserva no hostel etc eles te dizem um sonoro não. Você está por sua conta e risco. Por isso mesmo que eu NÃO indico essa viagem de trem. Por causa dos atrasos, algumas paradas como Winnipeg, que seria às 18 horas, com uma hora para andar e conhecer a cidade aconteceu à três da manhã. Onde você vai esse horário num país onde tudo fecha às 2?
      Sem contar que algumas paradas de uma hora são diminuídas para quinze minutos para economizar tempo (que será gasto esperando o próximo trem cargueiro passar). De verdade, essa foi uma parte das férias que me arrependi.

      Ainda assim, quem quiser fazer, não marque algo no mesmo dia que o trem está previsto para chegar, pois ele ira atrasar e muito.  Pelo menos em dez horas.


      07.02. Acomodações, Banheiros etc.


      Poltronas do Sleeper Plus durante o dia.

       

      Poltrona transformada em cama para a noite.

       

      Chuveiro e vaso sanitário pia são em banheiros diferentes e a água é sempre quente.

      O Trem é ar condicionado o tempo todo. Você não pode abrir as janelas. Você se sente dentro de uma geladeira. Cuidado quem tiver rinite!
      Ainda assim, ele é confortável para dormir. À exceção da primeira noite, talvez por estar agitado, todos os outros dias eu dormi muito bem em minha poltrona.
      Também não tive problemas em usar os banheiros. De verdade, fiz até meus exercícios físicos nos corredores do trem.

      À também as cabines para uma pessoa. 
      No caso do Sleeper Plus eles passam uma cortina grossa fechando fechando os beliches. Você tem que dormir na cama com suas duas malas de mão. Também não há tomadas no vagão para carregar celular tablet (somente no banheiro do vaso sanitário). As cabines já tem todo esse luxo. Há cabines para duas pessoas / casais.


      Vagão panorâmico.

      Toda noite, a tripulação oferece um chocolate, protetores auricolores,  e cobertas e toalhas aos sleeping passengers.

      Há também a classe econômica, em que você vai, como se fosse num ônibus de viagem. Para quem vai pegar o The Canadian, passeio de quatro dia, essa opção NÃO É RECOMENDADA sob qualquer hipótese.


      07.03 . Alimentação à bordo.

      De longe, de longe, a melhor parte da viagem de trem é a alimentação. O cardápio de café da manhã, almoço e janta tem sempre quatro opções diferentes, sendo três com carne  uma vegetariana e sempre incluem sobremesa. Eu, que sou vegetariano, fiquei sempre na última opção do menu. Opções essas, importante ressaltar, sempre variadas. Eles também oferecem vinho e cerveja, que são pagos à parte.

      Uma coisa legal e muito interessante é que nas três refeições, que são feitas em três partes, a tripulação junta na mesma não só quem está viajando junto. Assim os passageiros não ficam sozinhos e são "forçados" a interagir entre sí.

      No café da manhã você pode aparecer quando bem entender dentro do horário das oito às dez. Já no almoço e janta você tem que agendar um três horários disponíveis dos três um dia antes.



      Parada em Jasper. A Única que é legal no passeio.

      07.04. Paradas.


      Dos inúmeros sites e blogs comentando o passeio The Canadian, da Via Rail, NENHUM conta como, quando e quantas paradas possui a viagem. Vamos a elas.
      O trem parte da estação de Vancouver próxima à estação ciência na Terça-feira. É preciso chegar, pelo menos, com meia hora de antecedência.

      QUARTA-FEIRA - Parada de 1h30 em Jasper / Alberta.
      A parada se faz logo após o almoço, pois até essa parte da viagem, o trem segue no horário. 
      O TREM NÃO POSSUI SINAL DE WI-FI, sendo essa uma das poucas paradas em a internet pode ser acessada da rodoviária. 
      O visual das montanhas rochosas é lindo, enatador. A parada é de longe também a mais preparada para receber os turistas, possuindo lojas, restaurantes, praças etc.
      Faz valer a viagem e dá vontade de ficar uns dias lá.

      Edmonton, em Alberta. 
      Parada noturna. 



      QUINTA
      Sakatoon, em Saskatchewan - Ainda que a cidade seja enorme, o terminal ferroviário é no meio do nada. A estação não tem internet. Parada de 20 minutos.

      Melville, em Saskatchewan - uma pequena e aprazível cidade. A estação também não tem sinal de internet. A loja de rock The Buzz Rocks (foto acima) tem sinal de Wi-Fi gratuito. A parada deveria ter sido de uma hora, mas para poupar atrasos, foi só de 20 minutos.

      Winnipeg, em Manitoba - essa deveria ter sido outra parada tão legal quanto a de Jasper, mas não foi. Pelos atrasos o trem só chegou lá de madrugada. Sem parque, sem mercado municipal, sem nada para ver ou fazer. Ao menos essa estação tem sinal de internet. 



      SEXTA

      Sioux lookout, em Northwest Ontário - Cidade pequena, mas com a estação no coração da mesma. Tem farmácia logo em frente, praças, lugares para se ver e livraria católico carismática Good Books oferece internet mesmo para quem não gastar nela.

      Horne Payne, no distrito de Algoma em Ontário - cidade de menos de dois mil habitantes. Outra vez o trem para 20 minutos. Ao que parece, a rodoviária é num bairro bem residencial.

      Capreol, na região metropolitana de Subury em Ontário - cidade também de poucos de habitantes, numa região com pouco o que se ver em que o trem para por poucos minutos.




      SÁBADO

      Toronto, capital de Ontário. 
      Centro financeiro do Canadá. 
      Não bastasse a enrolação toda com os trens cargueiros ao longo da viagem, o desembarque das malas é lento e moroso.
      Infelizmente só conheci pouco,  e somente o aeroporto.

      De frente para a estação de trem sai  UNION PEARSON EXPRESS, com trens saindo para o aeroporto a cada 15 minutos e percurso demorando cerca de 30 minutos.


      07.05. Dia-a-dia à bordo do Trem.


      O The Canadian sai bem cheio de Vancouver. Há excursões de velhos, que saem da capital de BC e ficam em Jasper. 
      De verdade, na parada de Edmonton, ao fim das montanhas rochosas, o vagão panorâmico é tirado do trem, assim como três carros de cabines individuais são descarrilhados. Se você quiser aproveitar o vagão todo de vidro, terá de ser no primeiro dia.

      Isso não significa que não hajam vagões específicos para se observar as deslumbrantes paisagens. O trem fica dividido após Edmonton em dois vagões de passageiros e a classe prestige (de alto, alto, alto luxo). Então, teremos os vagões de dormir, o vagão de refeições, o da vista / de atividades. 

      Na minha viagem havia aulas diárias de Ioga na vagão de atividades. Também lá ficam revistas e jornais diversos. À noite, a tripulação passa filmes.


      Ainda que quatro dias para ficar dentro de um trem frio como uma geladeira possa parecer muita coisa, a viagem passa rápido e não é entediante. 
      O maior ponto negativo são os constantes e estressantes atrasos. Eu que esperava conhecer Toronto sai frustrado da viagem.
      Para quem consegue levar um livro para ir lendo por horas à fio, ou gosta de jogar xadrez, carteados e similares com os outros passageiros, a viagem é bem confortável. A maioria dos passageiros tem ou perto ou acima dos 40 anos. Pouco se vê jovens ou adolescentes nessa viagem (e quando se vêm estão acompanhados dos pais).

      08 . A modo de conclusão. 

      O saldo final da viagem, é claro, foi positivo.
      Devo confessar que a trocaria a parte do trem por dois em Vancouver e dois dias em Toronto. Ficaram faltando praias, parques, lojas de discos a conhecer. 
      Para quem, como eu, gosta muito de andar, tocar para conhecer o lugar a viagem de trem pouco ou nada acrescenta. Excluindo-se a parada de Jasper, todas as outras são rápidas ou em lugares e horários inóspitos (em quase sempre as três alternativas juntas).
      Fiquei também com vontade de colar num show mais underground por lá. Será que irão mais jovens no visual como acontece aqui na América Latina?


      Gosto muito de comida mexicana, mas fazendo o mea culpa, acho que teria encontrado opções muito interessantes da culinária tailandesa, vietnamesa etc que fossem vegetarianas.
      Ainda que tenha gostado de tudo que vi, gostaria de ter visto e conhecido mais. 
      Ter tido a oportunidade de fazer outros rolês e baladas à noite que não somente o festival.
      Uma pena que os preços sejam tão caros, pois como já foi citado uma lata de cerveja na loja de bebidas, que aqui seria uns R$3,50 lá no Cánada custa Can $ 3,50.

      Enfim, já está marcado a segunda edição do Rock Ambleside Park para agosto de 2018. Será uma ótima oportunidade para compensar essas falhas na viagem. Vocês não acham?

      Encerrando aqui, deixo um abraço, para quem acompanhou e leu todo esse relato.
      Até outro mochilão, em 2018, buscando conhecer outro país e outros shows de Hard Rock!

      Cambio e desligo!
      *
      Willba (sociólogo e jornalista musical).
       


      Bônus track:
      Para quem se interessou pelo festival, ou gosta do Rock pesado canadense, o mesmo foi abordado em uma edição de meu programa de rádio.
      https://whiplash.net/materias/news_775/269618-aprilwine.html
       
       
       
       
       
       
    • Por Suelih
      Allison, colega de laboratório onde meu marido trabalhava (na época em Vancouver), havia acabado de conhecer Joffre Lake e trouxera umas fotos que tirara na região . Quando vimos as fotos, olhamos um para o outro e ele nem esperou eu dizer alguma coisa: estamos indo!
      Duas semanas depois, estava dirigindo nosso Ford Tempo na maravilhosa Highway 99 saindo de Vancouver, passando por Squamish e depois por Whistler , a linda estacao de esqui e a mais famosa do Canadá, com dezenas de lifts (cadeirinhas para subir a montanha) e pistas de descida para todos os gostos, desde os mais faceis até os mais difíceis de tarja preta para os experts, mas isso é assunto para outra estória, pois agora estamos indo para Pemberton.
      Primeiro tomamos umas dicas com Allison que nos alertou sobre o ataque dos bugs pelo caminho (enxame de pernilongos de verão!). Fomos alertas e levamos repelente.
       
      De Vancouver até a base onde se deixa o carro (ou até onde o carro pode ir) levamos quase duas horas (mais ou menos 180 km) em estrada ótima e paisagem idem.
      O Lago Joffre fica a 1.600 m de altitude, considerando que Vancouver fica ao nível do mar, dá para imaginar que estavamos subindo bastante.
       
      Pelo caminho passamos por alguns ciclistas , depois vimos outros mochileiros todos subindo a estrada à pé ou pedalando, e nós com o pé só no acelerador...
      Lá pelas tantas, já cansada de fazer as curvas da sinuosa estrada, chegamos à base, ponto final para o carro e ponto inicial para as pernadas.
       
      Existem 3 Lagos Joffre. O primeiro, chamado de Lower Joffre fica a poucos metros da base (ou estacionamento).
      O segundo, ou o Middle Joffre fica a uns 4 km subindo por uma trilha íngreme, passando por floresta densa, descampado, pedras e outros acidentes, e o terceiro, ou
      Upper Joffre fica mais um kilometro adiante.
      A beleza dos lagos vai aumentando à medida que se vai subindo, ou seja, proporcional à distancia e as dificuldades para alcancá-los. É sempre assim, as melhores coisas sao as mais difíceis de alcancar....
       
      Sem reclamar, fomos caminhando por entre as árvores (quase todas da mesma espécie - Douglas fir), depois de contemplar o primeiro lago e passar por uma ponte quebrada por uma gigantesca árvore que caiu nao muito tempo atrás. A trilha era boa no início, quase plana
      mas com bastante lama ainda, resultante do degelo do último inverno. Comecamos a subir após 2 km da base, e a partir daí então, foi só subida, a trilha ora desaparecia pois era só pedra atrás de pedra, andávamos de quatro para galgar as enormes pedras,' às vezes pontiagudas e cortantes, ralamos nossas mãos diversas vezes durante esse longo e difícil trecho. Passamos por lugares onde havia acontecido uma avalanche, fica fácil reconhecer porque as enormes arvores estao todas tombadas, retorcidas e uma clareira se forma desde o topo do morro ou montanha por onde ela passou. As vezes a avalanche traz as enormes rochas junto com as arvores, daí resulta neste montão de pedras pontiagudas e quebradas e que todos os anos destroem as trilhas e pontes.
       
      Mais um tempo subindo, deparamos com uma família subindo unidas, o avô, a filha e a neta, sendo que esta tinha seus 5 aninhos. Que bravura e determinacao tinha esta garotinha, subindo as pedras, sem pestanejar, como um adulto, e olhe que esta trilha é considerada de média dificuldade. Fiquei encantada e elogiei bastante a forca de vontade desse grupo e sua determinacao para chegar ao seu destino. Confesso que por um tempo achei que eles fossem desistir no meio do caminho, pois eu ja estava exausta de tanta pedra para galgar, imagine eles com a
      garotinha.... Deixamos o grupo para trás e continuamos nosso passo, minhas pernas tremiam, falseavam, meus joelhos as vezes dobravam sem querer e eu ainda pensava no pior, a volta... Ja pensou, ter que passar por tudo isso de novo, só que descendo... Ái, o que é que estou fazendo aqui, que loucura pensei. A sorte é que nao aparecerarm os bugs ( era Setembro) ja tinha acabado a época deles se alimentarem e procriarem, se nao acho que teria desistido ...
       
      Bendita perseveranca! Depois de tantas pedras no caminho chegamos ao Middle Joffre, o segundo. Valeu a pena! O lago era grande, maior que o primeiro, de um tom azul turquesa/esverdeado, calmo, pacífico, silencioso. Cercado por uma floresta subalpina ainda virgem e tendo ao fundo a magnífica vista do Glacier Matier (com sua geleira permanente) entre os picos Joffre e Monte Slalok. O Middle Joffre não perde nem um pouco para as paisagens das Rochosas Canadenses.
      Os raios de sol refletiam na superfície da água e daí acontecia um efeito mágico, brilhante, cintilante, estonteante... Todos que chegavam tinham essa primeira visão hipnotizante, se pudesse ficaria o dia todo só olhando, contemplando... Era lindo, quase emocionante... Digo quase porque completamente emocionante foi o Upper Joffre, este sim, sem querer desbancar a beleza do Middle, era indiscutivelmente o mais bonito.
       
      Mais alguns quilometros sem muito esforco (toda minha forca tive que gastar na subida para o Middle) chegamos ao Upper.
      A coisa que mais impressiona a todos que chegam lá é a cor do lago. Verde-anil, azul-esverdeado leitoso, sei lá. Nao tem importancia. É maravilhoso.
      Câmera na mão, era difícil escolher o ângulo para as fotos, no fim, acho que cheguei a tirar fotos de quase os 360graus do lago.
      O Glacier estava bem perto, ou melhor, o lago ficava na base do Glacier. Podia se alcancar a pé, numa caminhada nao muito longa, mas nao era recomendada
      por causa do perigo das pedras que podiam despencar lá de cima, e ainda, andar sobre uma geleira é extremamente perigoso por causa das enormes fendas que existem e que podem estar escondidas debaixo de camadas de neve fofa.
       
      Curtimos a visão deslumbrante tomando nosso merecido lanche que consistia em sanduiche de frios com queijo, frango frito do KFC comprado na saída de Whistler, água e barrinhas de chocolate. Em meio às mastigadas apressadas para aplacar a fome, eis que vimos lá na outra ponta do lago aquela família de três chegando! E eu que pensei que eles fossem desistir...
      Descansamos, conversamos com alguns que chegaram depois da gente, vimos mochileiros armando barracas para passar a noite alí, exploramos um pouco mais ao redor do lago, e mais fotos.
      Algum tempo depois, mochila nas costas, começamos a descer.
       
      A volta não foi tão ruim quanto eu pensava, o trajeto já era conhecido, me lembrava até de algumas pedras por onde passamos, as mesmas árvores quebradas, os troncos servindo de ponte e cada vez mais estávamos mais perto do fim (ou do comeco) da caminhada, daí ia me animando.
      Chegamos à base, nosso carro estava lá nos esperando pacientemente, e desta vez meu marido é quem sentou no volante. Eu estava literalmente moída, meus pés doíam e minhas pernas tremiam.
      Ainda tínhamos algumas horas de luz pois naquela latitude o sol fica passeando até lá pelas dez e meia da noite.
      Passamos por um casal de nativos canadenses (que sao os antigos povos que habitavam toda a costa oeste) e demos carona até o vilarejo próximo, onde eles ficariam.
      Meu esposo estava cansado mas ainda tinha energia para conversar animado com a empreitada que acabávamos de realizar ,e já pensava na nossa próxima caminhada.




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