Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
tiagokxuera

Pico do Lopo - Extrema/MG - Março/2018 - tiagokxuera

Posts Recomendados

Salve galera!

Compartilhando aqui um pequeno passeio que fizemos até o Pico do Lopo em Extrema/MG nesse feriado. Como sempre, convidei uma galera pra ir. Todo mundo diz que adora sair, mas na hora de acordar cedo e por o pé na estrada quase ninguém topa.

Montamos na motoca, saímos cedo de casa, tomamos um café já na Fernão Dias e tocamos até Extrema/MG. O Pico fica bem na divisa entre SP e MG. Uns 1700 e poucos metros acima do nível do mar. Uma pernada boa. rsrs.

Chegando em Extrema, basta seguir as placas indicando a Serra do Lopo. Eu achei que teria ao menos uma estradinha de terra, mas esta quase tudo calçado. Qualquer carro chega lá em cima.

Pagamos 20 temers cada um pra entrar no pico e mais 10 temers do estacionamento da moto. Confesso que na hora fiquei mascando e achei que estava caro demais.

Deu 2 horas de caminhada até a Pedra do Cume e mais 2 horas pra descer. Visual fenomenal. Trilha de fácil navegação. De um lado a represa de Jaguari e do outro Extrema. Muito bonito mesmo. Trilhinha cansativa, mas vai na boa. Tinha criança e idosos fazendo. Então, qualquer um vai. Ventando lá em cima. Caminha-se bastante na sombra também.

Não vi lixo nenhum, tudo muito bem preservado. Muitas flores no meio do caminho. Parei de reclamar do preço, pois esta realmente conservado. rsrsrs.

Seguem algumas fotos pra registrar o passeio.

8bc4pZIFff696AQo-06yLmaW1olUcIatfRtG8hkK

7JLrduczsPEHihwV-ajuGFyRDh1PxEMLSv9TxLwl

eVPZEjYak-RZVguujKsT4RsXiu8H8D55zVkBL1vr

s9vbmelOca4T8GZzrfAgK1y4jBW_EyWRIZJxQfw7

yFqugh1leAqV_0IgKPTv3GMIwcCJl15jEcix6fp4

TsoVkd3mu8LUeB1YTg8o38q-HWzxK8h0fsz76iWG

3D3y31t54Qllib_sYeFUIGUm6FvpWB4y8gc_RptJ

zpnCvSuJcIQrHg7UGW9ngjI-46LUOX0DnJPXNXPU

xJY_jByNRDCV9SSjiMQ8vJv1bkjh_-KeBHpRT_9l

ZaQx6BG8zOGGBbj00xMryWtqOwrKa4xY6-SwsK_J

6lGB-vPwh0gA1KDFn1tO6XeilN_lAcpxmQR3eKSK

TEmhS8bHXLkiY70s_rUBnnWjf22LcpjIPzmhFo4s

V-uAE5vOyk8QXpDLWUrGc4h46vplwzxuwx095l7o

Abrass,

  • Gostei! 2

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

  • Conteúdo Similar

    • Por divanei
      Extrema-MG x Vargem-SP : PICO DO LOPO À PEDRA DA GUARAIÚVA.
       
       
       
      Já era fina de tarde e o sol agonizava no horizonte quando ascendemos à Pedra da Guaraiúva. Éramos dois homens esfarrapados e acabávamos de sermos triturados e cuspidos pela floresta, que, sem dó e nem piedade, nos mostrou quem mandava por ali. Era como se ela nos apontasse o dedo e nos dissesse: TOMA ISSO SEUS DESGRAÇADOS E NÃO VOLTEM NUNCA MAIS !
       
      Várias foram às vezes em que estive em Extrema para passear e acampar na Pedra das Flores (1.666 m) e subir o Pico do Lopo (1.780 m). Para chegar ao topo do Lopo( lúpus em latim, lobo) necessita-se apenas de menos de duas horas de caminhada, já que se pode chegar ao alto da serra motorizado. Estando no topo do Lopo sempre fiquei admirado com a extensão da serra e me angustiava saber que não havia uma trilha que pudesse percorrer toda cadeia de montanha até o final, nos dando uma grande Travessia na região. A tão falada e pouco usada Travessia Extrema x Joanópolis sempre me pareceu tímida de mais por percorrer quase nada da cadeia de montanhas e logo abandoná-la para descer para baixas altitudes e enfrentar enfadonhas e modorrentas estradas até o final.
       
      Pois bem, na vida parece que tudo tem sua hora e nesse último feriado resolvi que havia chegado o momento de ir lá e curar minha angustia de anos. Mas para isso eu precisava chamar alguém que não tivesse medo de enfrentar toda amargura que uma floresta quase que impenetrável pudesse nos jogar às costas, alguém que na hora que o bicho pega de verdade, arregace as mangas, cerre os punhos e meta a faca nos dentes e principalmente, que tivesse o mesmo nível de retardamento mental que o meu (rsrsrsrsr). Esse cara não poderia ser outro, ele mesmo, meu velho amigo de sempre: o super professor DEMA.
       
      Outra coisa que vou revelar aqui, pra surpresa de muitos, é que montanhistas também tem mulher e filhos. Alguns chegam a afirmar que essa raça nem pai e mãe teria, pensam que são seres alados, gente de outro planeta. Alguns, acho, que são mesmo (rsrsrsrsr), mas como não é o nosso caso, resolvemos aproveitar metade do feriado para acamparmos com as meninas e usar o outra metade para a citada travessia. Motorizados subimos ao alto da serra de Extrema e caminhamos por pouco mais de uma hora até à Pedra das Flores, onde montamos nossas barracas e levamos as garotas para um deslumbramento das alturas das montanhas locais.
      Conforme o combinado, no outro dia levamos as meninas de volta ao centro de Extrema e depois de um almoço juntos, elas voltaram de carro para casa e nós seguimos para o começo da Travessia, aliás , travessia que se inicia na própria cidade de Extrema. Estando de frente da igreja Matriz, pega-se a rua do lado direito e segue-se até o final e é na rua, bem no reservatória da companhia de abastecimento de água, reservatório horizontal , que parte a Trilha do Pinheirinho. No início da trilha, que vai nos levar de volta ao alto da serra há uma placa dizendo que é necessária a contratação de um guia, ignoramos as recomendações um tanto absurdas e avançamos pelo pasto adentro nos valendo de uma trilha larga. Já passava das 15 horas e dez minutos , a trilha entra na mata e vai ganhando altura aos poucos e logo à frente tropeçamos no Bicão, uma cano que em tempos de abundância deve verter água, mas que por hora se encontrava seco por causa da estiagem. Pegamos água que corria entre as pedras e seguimos a passos largos, pois como eu havia dito, deixamos nossa barraca e nossas coisas na Pedra das Flores e não estávamos carregando mochila nessa parte da caminhada. Com meia hora de caminhada desde o início, paramos em uma grande clareira de acampamento, junto a uma enorme pedra com inscrições “rupestres” fosforescente, um ótimo local para quem chegou a noite e precisa dar uma descansada no esqueleto. Mas logo nos apressamos, não queríamos ser pegos pela noite no meio da floresta. Subimos a grande rampa enfrente e fomos ganhando altura rapidamente e 15 minutos depois uma grande pedra à beira do caminho nos convida a apreciar as largas vistas da cidade. Talvez essa pedra seja a tal Pedra da Sacerdotisa, mas não tenho certeza, não me pareceu com nada ou talvez eu precisasse de mais imaginação. Mais à frente saímos em uma laje de pedra e pegamos para esquerda e metros à frente chegamos a um riachinho, mas a trilha está uns metros antes. Pega-se para a direita e depois em seguida para a esquerda, passa por uma área de camping e depois nivela, vira para a direita e desemboca nas Antenas da Embratel, junto a uma estrada de terra. Gastamos lá de baixo até aqui encima uma hora e dez minutos, mas com mochila imagino que teríamos levado umas duas horas.
       
      Pegamos a estrada de terra e descemos por mais alguns minutos até que ela cruzou com a estrada que vem de Extrema. Seguindo para a esquerda pode se ir à Joanópolis, pegamos enfrente, que é a direção da Rampa de Asa Delta e das montanhas. A estradinha calçada vai subir por meia hora até as rampas e 15 minutos após chega ao portal de entrada de algumas propriedades, onde pode-se deixar os veículos. A trilha oficial começa bem aqui, à esquerda. Entra dentro de uns bambuzinhos e vai descendo até chegar a uma arvore caída, onde pega-se para a direita e vai quase que seguindo em nível, passando quarenta minutos depois pela Pedra dos Cabritos( 1.611 m), onde se tem uma espetacular visão da Pedra das Flores e do pico do Lopo. Desce até a um riachinho, sai da mata e passa por uma laje exposta e em menos de meia hora desde o riacho, chega à área de camping. Esse foi o caminho que fizemos no dia anterior, mas como eu também conhecia um atalho, ao invés de entrarmos a esquerda no portal, passamos por ele e seguimos descendo e depois de passarmos por duas propriedades, pegamos uma estradinha à esquerda e seguimos mata adentro até que a estrada acabasse em uma trilha que em alguns metros volta a reencontrar a trilha principal, passa pela Pedra dos Cabritos e desce até o riachinho. Paramos no riachinho para pegarmos alguns litros de água para a travessia no dia seguinte. A noite já havia caído e tivemos que seguir o restante da trilha até o acampamento no escuro. Ao todo com as paradas e tudo, gastamos menos de 3 horas desde Extrema até a Pedra da Flores, uma caminhada tranquila e sem nenhum percalço.
       
      Uma névoa espessa tomava conta do lugar e somente Eu e o Dema estávamos acampados por ali. Ficamos batendo papo, jogando conversa fora até que os assuntos de esgotaram e então entramos na barraca para nos aquecermos em nossos sacos de dormir. Uma hora depois começamos a ouvir passos na floresta e nos demos conta de que havia alguém chegando. Nessa hora foi inevitável não nos lembrarmos da história contada pelo nosso amigo Adriano Alves de Americana-SP, amizade virtual que acabara de se materializar no dia anterior quando nos encontramos no início da trilha, de onde ele saia com sua mulher. Ele nos reconheceu de imediato e eu começo a dar razão ao meu amigo Dema, ou a gente é muito estereotipado ou é a nossa falta de beleza que não nos deixa passar incólume ( rsrsrsrss) . Contava o Adriano que um dia chegando a uma área de camping chamou pelos campistas que estavam dentro da barraca e ouviu a seguinte resposta: “-Em nome de Jesus, quem tá aí ? Vocês não estão armados não né ? Pelo amor de Deus não faz nada com a gente !”. Ao lembrarmo-nos desta história eu e o Dema caímos na gargalhada. Abrimos a barraca e vimos dois caminhantes de primeira viagem que pareciam recém-chegados de Woodstock. Levantamo-nos e fomos auxiliá-los na montagem da barraca e na preparação do rango. Rafael e Silvio nos pareceu umas figuraça e como os meninos eram “ marinheiros” de primeira viagem, os convidamos para que subissem conosco pelo menos até o Pico do Lopo na manhã seguinte.
       
      O dia amanhece “nevoeirento” e só lá pelas nove horas Eu e o Dema nos animamos a levantar. Desmontamos as barracas, pegamos três litros de água por pessoa e jogamos as mochilas às costas e partimos. Dois minutos depois passamos pela Pedra das Flores de onde não podia se ver nada, ainda bem que havíamos garantido algumas fotos quando estávamos acampados com as meninas . Por causa do nevoeiro demos uma bobeada e demoramos para achar a trilha para o Lopo, mas não há segredo, ela esta mesmo seguindo na reta do pico, depois das lajes de pedras, entrando na matinha. Segue por dentro da mata, passa por uma pequena laje exposta, passa por uma saída de trilha à direita. Aliás, essa trilha a direita, onde deixei uma fita para marca-la, é uma alternativa que desce até a Fernão Dias, ou 4 km antes. Ouvi dizer que está fechada por falta de uso, já que o proprietário das terras interditou a passagem de quem quer subir por ela, mas quem for descer talvez não tenha problemas , pois sair é sempre mais fácil que entrar. Mas é uma alternativa curta e sem quaisquer atrativo que valha a pena, relatei aqui apenas para constar. Passamos reto por essa saída e tomamos a trilha enfrente rumo ao estirão final até o Lopo. Começamos a subir, depois descemos um pouquinho e subimos de vez até passarmos por um abrigo junto a uma grande pedra. Viramos a direita até chegarmos a uma escalaminhada, onde uma fenda exige que se eleve o corpo para poder atingir mais um platô acima e depois escalaminhar mais um pouco e se ver nas alturas expostas da pedra. Estamos a 1.780 metros de altitude e a vista daqui de cima é realmente soberba, com 360 graus de visão. O Pico do Lopo é daquelas montanhas fáceis de subir, mas que cativam qualquer pessoa pela beleza impar da região. Apesar de agonizando, o sistema Cantareira com suas lagoas de águas azuis é encantador. Infelizmente para azar dos novos montanhistas que subiram com a gente, hoje não se pode ver muita coisa por aqui. Somente quando uma rajada de vento atingi o topo se renova a esperança de que o tempo poderá abrir mais tarde. Mas nós não podemos esperar, é hora de nos despedirmos dos nossos amigos e partir.
       
      Sempre me perguntei de onde sairia a tal trilha do topo e que seguiria para oeste e daria continuidade na cadeia de montanhas e foi só numa terceira vez que fui ao cume que realmente eu acabei a encontrando. Ela realmente existe e sai depois do cume a direita, quase uma canaleta e que agora para que ninguém deixe de encontra-la, deixei uns totens de pedra bem visível. E foi por ela que abandonamos o cume descendo por um minuto, com muito cuidado, e depois virando à esquerda e caminhando rente a rocha até darmos de cara com uma grande fenda, onde passamos nos espremendo, mas sem termos que tirar as mochilas. Depois viramos à direita e alguns metros à frente é preciso rasgar uns três metros de arbusto no peito para sair na grande rocha exposta, uns 20 metros abaixo do cume.
      Eram 10h30min da manhã, o nevoeiro ainda reinava absoluto e a decisão de continuar aquela travessia às cegas parecia ir contra todas as recomendações do bom senso do montanhismo. Íamos nos aventurar por um caminho que possivelmente há décadas não recebia nenhum montanhista. Seríamos dois cavaleiros andantes sem cavalo a se aventurar por terras estranhas, Dom Quixote e San Chupança a procurar por um reino perdido do outro lado da serra, que atendia pelo nome de Pedra da Guaraiúva.
       
      Quem olha a extensão da cadeia de montanhas, não consegue enxergar a Pedra da Guaraiúva porque ela está bem no fim da serra e por isso mesmo é difícil apontar o nariz para ela e varar mato até o destino final. A priori nós pensávamos em seguir sempre pela crista da montanha, ir seguindo de pedra em pedra até efetivamente conquistar nosso objetivo, mas nesta travessia querer não é poder, como verificaríamos mais à frente. Bom, havíamos conseguido chegar mais abaixo do cume e agora teríamos que reencontrar a trilha de acesso. Percorremos a parte exposta da pedra e fomos descendo com cuidado, usando a aderência de nossas botas até chegarmos à matinha mais abaixo, onde localizamos um possível vestígio de trilha e ali também deixei uma fita. Essa deve ser a trilha da tal Travessia Extrema x Joanópolis, mas como verificamos, faz muito tempo que não é usada e praticamente já desapareceu de vez, pois alguns metros depois a mata toma conta de tudo. No início passamos por baixo de alguns bambuzinhos, depois fomos nos arrastando por baixo de cipós e uns quinze ou vinte minutos depois chegamos a uma grande pedra, onde me parece que saia a trilha que descia para Joanópolis. Procuramos essa tal trilha, mas não a encontramos, o que leva a crer que desapareceu mesmo e é uma pena que mais uma caminhada acabe sendo varrida do mapa por causa da falta uso. Mas nosso caminho não é para aquele lado mesmo e estávamos decididos a seguir enfrente mesmo sem encontrarmos qualquer vestígio de trilha que pudesse nos fornecer um corredor para nos levar para o final da serra.
      Contornamos a tal pedra pela nossa esquerda e fomos avançando mato adentro como dava, hora nos arrastando, hora nos jogando por cima da vegetação e em mais alguns minutos de caminhada, voltamos a encontrar mais uma grande rocha quase plana, onde subimos para nos aliviarmos do sufocante emaranhado verde. O tempo ainda se mantinha com um nevoeiro espesso e pouco se podia avistar de lá, era como se estivéssemos em uma banquisa, cercados de um mar de floresta a perder de vista. A coisa estava feia, havíamos avançado muito pouco e logo percebemos que seria impossível nos mantermos pela crista da montanha, porque na verdade não era uma crista rochosa como aparenta de longe. Era uma crista de muita floresta e algumas pedras sobressalentes. Mas eu e o Dema estávamos resolutos a seguir enfrente, batemos no peito, respiramos fundo e fomos enfrente, abandonamos a Pedra da Banquisa e caímos novamente no mato.
       
      O avanço continuava muito lento. Bambus, cipós, vegetação rasteiras e outras tantas plantas espinhudas e grudentas iam minando as nossas forças, até que resolvi tirar da minha mochila o facão. Que pouco adiantou diante da secura da mata, onde os cipós secos não se deixavam cortar facilmente e faziam com que o trabalho se tornasse muito penoso. E além do mais, o meu bastão de caminhada, que havia abandonado para manusear o facão, começava a enroscar em tudo que era mato. Guardei de novo o facão e eu e o Dema fomos nos revezando no ofício de abrir caminho na raça, como desse e até usávamos os dentes para cortar cipós menores. Logo tropeçamos em mais um grande monólito e então resolvemos escalá-lo até o topo para ver em que direção seguíamos, já que não tínhamos a menor noção de onde estávamos.
       
      O Dema foi à frente, segurando em tudo que era raiz e vegetação para tentar atingir o topo da pedra e eu fui logo atrás, no seu encalço e ao chegar ao topo descobrimos que foi mesmo uma escalada inútil, pois nada podíamos ver e ainda para piorar, tinha a desgraça da descida, porque subir até que é fácil, mas descer sem saber onde se põe o pé é de lascar e aí vem aquela pergunta inevitável que nos vazemos nesses momentos difíceis: Por que eu fui subir nessa merda?
      Nessa hora resolvemos que diante da situação era hora de nos agarrarmos em algo mais confiável do que no nosso senso de direção, era hora de apelar para uma invenção milenar, a bússola. Eu sabia, analisando o mapa de satélite, que a Pedra da Guaraiúva estava a 245 graus do topo do Lopo e de agora em diante era para essa direção que deveríamos seguir, já que havíamos notado que não havia mesmo nenhum corredor que pudesse nos levar sem sofrimento para o nosso destino. Ajustei minha bússola, calculei o azimute e fiz os descontos da declinação magnética, que na região é de mais ou menos uns 20 graus e voltamos a enfiar a cara no mato. A sequência da caminhada era o de sempre. Afasta bambu, afasta cipó, cai no buraco, levanta, se arrasta, trepa em pedra, desce da pedra e assim foi, sempre tentando corrigir o rumo dado pela bússola, mas havia horas que tínhamos duvidas da direção dado pelo instrumento e então seguíamos mesmo o nosso instinto, tentando não perder altura e nos mantendo sempre perto do que achávamos que seria a crista da serra. Às 13h20min chegamos a um pequeno descampado, onde uma pequena língua rochosa e um coqueiro solitário nos dava um ótimo local para acampar, mas ainda era muito cedo para isso.
       
      Seguimos enfrente, como sempre rasgando mato, até chegarmos a um amontoando de enormes pedras, onde fomos contornando pela nossa direita até que, para nossa surpresa, darmos de cara com uma gigantesca rocha chanfrada, com um acampamento de caçadores em sua base. É mesmo um alívio encontrarmos sinal de civilização depois de vagarmos por um bom tempo por lugares selvagens, mas a visão de um lugar tão macabro quanto é um acampamento destes, acaba por nos chocar em um primeiro momento. Um amontoando de milho espalhado pelo chão, outro tanto de espigas penduradas em um varal e uma cabana de plástico preto, formam o cenário de horror. Em um primeiro momento, quando avistei o tal acampamento, já fiquei em alerta, pois poderia haver algum caçador por perto e eu nós não queríamos ser confundidos com uma anta, um javali ou um cateto, por isso tratamos logo de fazer barulho. Mas para nossa sorte não havia ninguém e se ainda não fosse muito sedo, com certeza teríamos acampados por lá.
       
      Da Pedra do Caçador, partia uma trilha, ainda que fosse um tosco caminho, estávamos certo que era mesmo uma trilha, mas havia um problema, a direção para onde ela seguia, saia um pouco da direção que havíamos planejado, mas diante do enrosco que estávamos encontrando para avançar, resolvemos encarar esse caminho e depois caso ele se desviasse muito, o abandonaríamos e seguiríamos para alguma direção mais favorável. Passado a barraca do acampamento, descemos à esquerda e nos enfiamos nesta trilha, que vez ou outra desaparecia e tínhamos que usarmos nossas habilidades e olhos bem treinados para voltarmos a reencontra-la e meia hora depois, aí sim, ela desapareceu de vez ao chegar a mais um acampamento, junto a um jirau de caça. Vimos que ao nosso lado direito corria uma linha de grandes árvores e imaginamos que poderia ser a crista, então fomos avançando paralelo a estas árvores, por um caminho que parecia mais aberto e com pouca vegetação rasteira e para nosso espanto, logo acima encontramos uma trilha bem nítida, que talvez seja a trilha que venha da Pedra do Caçador e que nos passou despercebida. Seguimos alguns minutos pela trilha e logo saímos no aberto com vistas deslumbrante, junto a uma grande rocha exposta, onde subimos e nos sentamos para um descanso e um analise do caminho.
       
      A trilha descia para noroeste, em direção as terras baixas e não nos serviria mais e como o tempo finalmente estava aberto, conseguimos avistar nosso grande objetivo, a Pedra da Guaraiúva, que estava a uns 2 km de distancia. Mas ao invés de o Dema se alegrar com a visão espetacular de toda a serra, fez uma cara de horror e foi logo dizendo: “- Divanei, estamos lascados, do jeito que está difícil de caminhar por essa vegetação, a gente não termina essa travessia nem amanhã !” A nossa frente, havia uma cadeia de montanha longa, com um topo de uma grande rocha que se sobressaia em meia a floresta e a partir desta rocha, do lado esquerdo se formava outra cadeia de montanha e bem no seu final, se erguia imponente, a Pedra da Guaraiúva, imponente e solitária, com uma antena e um cruzeiro em seu topo.
      Como não havia tempo para se lamentar, decidimos que a única coisa a fazer, seria caminhar em direção a tal pedra, do qual víamos apenas o topo e depois quebrar a esquerda, descer ao vale e subir até a crista da outra montanha e caminhar até o seu final, nos encontrando em definitivo com a Guaraiúva. Só que desta vez não podíamos dar bobeira, não poderia haver erro de direção ou corríamos o risco de nos vermos perdidos naquela imensidão de floresta. Apontei minha bússola para a tal Pedra Brilhante e li 260 graus e nem levei em conta a declinação magnética e então disse para o Dema que nada poderia nos tirar desse rumo. Descemos da grande rocha exposta do jeito que deu, nos valendo da sua aspereza e nos enfiamos de novo na mata, que para nossa surpresa, estava mais fácil de passar. Seguimos enfrente, enfrentando no peito tudo que ia aparecendo e quando às vezes o Dema se desviava um pouco da rota eu já o corrigia, pois estava o tempo todo com a bússola à mão e não desgrudava os olhos dela. Menos de quarenta minutos depois, demos de cara com uma grande rocha, bem no meio da floresta e ficamos na dúvida se aquela poderia ser ou não a tal rocha que procurávamos, aí o Dema teve a ideia de subir em uma árvore para saber se deveríamos continuar ou já era hora de abandonarmos aquela serra e passarmos para a outra. De cima da árvore ele não avistou mais nenhuma grande rocha e foi aí que tivemos a certeza que havíamos atingido o nosso objetivo, foi uma navegação perfeita.
       
      Desta tal pedra, viramos radicalmente para a esquerda e fomos perdendo altura por dentro da floresta, até que do nada demos de cara com um cerca e um vestígio de trilha. Como o caminho seguia para onde desejávamos, sul - sudoeste , resolvemos segui-lo, até que o tal caminho sumiu, sem deixar vestígio. Como já estávamos aos pês da outra serra, resolvemos subi-la e quando chegamos ao que nos pareceu ser o seu topo, viramos para a direita e seguimos em definitivo para oeste. Passamos por mais uma pedra exposta, onde tivemos a primeira visão da Pedra da Guaraiúva e nos animamos a acelerar o passo e tentar chegar antes do anoitecer. Já era quase 17h00min e praticamente não havíamos comido nada e pouca água havíamos tomado. Estávamos um bagaço e eu já começava a ter câimbras porque o esforço que vínhamos fazendo era descomunal. Em minhas mãos não havia mais lugar para furos, meu pescoço havia sido cortado por um tipo de cipó que mais parece um velcro, quando pega gruda e aí sai rasgando a pele. O estirão final até o pé da Guaraiuva até que não foi muito demorado. Chegamos às costas da rocha, passamos por uma trilha que sai a direita e que no dia seguinte seria a trilha que usaríamos para descer. Seguimos enfrente e pegamos uma trilha para a esquerda e fomos subindo por uma canaleta, até nos encontrarmos com uma escada de ferro, subi-la e alcançarmos de vez o cume da Pedra da Guaraiúva ( 1.669 metros)
       
      Ainda era dia e o sol se pondo no horizonte dava um charme todo especial ao cume. Não fazia frio, a temperatura era agradabilíssima e depois de algumas fotos junto ao cruzeiro, descemos e fomos explorar o outro cume, já que o topo na verdade é composto por duas grandes rochas. Descemos a escadinha, contornamos a pedra pela nossa direita e chegamos ao cume onde se encontra uma mini capelinha com uma santa, Nossa Senhora das Alturas, mas como o Dema disse :”- Meu, isso aí é santo que outros inventam !” Pesquisando na net não encontrei nada sobre essa santa, parece que meu amigo matou de primeira, rsrsrsrsr. O certo é que a visão de cima da Guaraiúva é realmente arrebatadora e dela é possível ver o estrago que a seca deste ano tem feito com a Represa do Jaguarí. O Dema não cansava de elogiar as belezas que a vista lá de cima do cume nos proporcionava, mas antes que o sol acabasse de morrer de vez, peguei minha mochila e fui para meio das duas pedras, onde praticamente não ventava e tratei logo de ferver uma água para uma sopinha básica, antes mesmo que eu começasse a fazer o jantar. Armamos nossa barraca em um lugar bem abrigado e fomos tratar de fazer o rango, com direito a carne seca com batatas e um macarrãozinho bem temperado. Comemos e nos metemos na barraca e de lá não saímos mais até que o sol de um novo dia viesse nos acordar.
       
      Desmontamos tudo e partimos. Pegamos a trilha que saia atrás do cume da pedra com o cruzeiro. Pegamos agora para a esquerda e fomos descendo, às vezes usando a própria pedra como trilha e mais abaixo entramos na matinha e quando passamos de novo pela rocha nua, a atravessamos e reencontramos novamente uma trilha larga, que logo virou uma estrada e minutos depois desembocou em outra estrada mais larga, onde pegamos para direita . Passamos em seguida por um abrigo de montanha abandonado, junto a plantação de eucaliptos. Mais à frente uma estrada para a esquerda levará até a sede da fazenda e como não pretendíamos ficar dando explicações do porque estávamos em área com acesso restrito, antes de chegarmos nessa estrada, pegamos para a direita em uma estradinha de terra com eucalipto à direita e uma matinha à esquerda. Claro que não tínhamos a menor ideia se esse caminho nos levaria até a estrada asfaltada que liga Vargem à Joanópolis, mas caso isso não ocorresse, iríamos enfrentar um pouco de mata no peito para chegarmos até ela. Essa estradinha acabou em uma casa abandonada e depois de procurarmos um pouco, descobrimos que ela continuava depois de passarmos por uns metros de mato. Pulamos a cerca e entramos neste caminho abandonado e fomos descendo até chegarmos a umas duas casas, onde passamos sorrateiramente até que pulamos uma porteira e saímos na estrada asfalta. Pronto a travessia estava estabelecida. Pegamos para a direita e por quase uma hora caminhamos até chegarmos ao próprio Bairro da Guaraiúva, pertencente ao município de Vargem, já no estado de São Paulo. No posto de gasolina tomamos um ônibus às onze da manha, para Bragança Paulista e de lá pode se ir para qualquer lugar do mundo, no nosso caso para Campinas e depois Sumaré-SP.
       
      E assim, depois de muitos anos de especulação, conseguimos estabelecer essa Travessia, que se não é inédita, porque até as terras da lua o homem já pisou, servirá de inspiração para outros corajosos aventureiros se animarem a irem lá e ajudar que um novo caminho possa se estabelecer de vez. É preciso que se continue a palmilhar por estes caminhos para que estas terras não se tornem terras de bandoleiros, caçadores, madeireiros, porque como sempre dizemos: Aonde não vai o montanhista se estabelece o vigarista.


       
      Divanei Goes de Paula – junho / 2014


    • Por gms
      Eis aqui um relato rápido com informações específicas de horários e valores para facilitar um pouco a vida de alguém que, por ventura, esteja na mesma situação que eu (querendo ir para Extrema a partir de Campinas via transporte coletivo). Primeiro farei um breve relato da trilha e depois passarei com maiores detalhes as informações sobre transporte. Infelizmente não tenho fotos pela ausência de uma máquina fotográfica decente.
       
      Saimos de Campinas às 6:30 e chegamos em Extrema perto das 10:00 e com as informações colhidas vimos que realmente seria impossível subir até a Pedra do Cume começando pela Trilha do Pinheirinho pois iríamos gastar praticamente 6 horas ou mais para fazer isso (provavelmente umas duas horas e meia no Pinheiro e mais umas 3 horas e meia para chegar ao Cume) visto que o casal de amigos que me acompanhava eram marinheiros de primeira viagem (não que eu fosse muito mais experiente, foi a minha terceira trip) e as informações sobre as trilhas eram meio escassaz. Além da necessidade que tinhamos de voltar para a rodoviária de Extrema até as 17:30, caso contrário não conseguiríamos voltar para Campinas via Bragança naquele mesmo dia e isso nos causaria um gasto extra considerável (pois teríamos ou de dormir por lá ou voltar via SP), ou seja, teríamos de fazer todo o percurso de ida e volta em menos de oito horas, um ritmo bem acelerado.
       
      Dadas as condições a opção foi pegar um táxi da rodoviária até a pista de asa-delta para economizar um tempo bom e, de lá, deixar a mordomia para trás e começar a bater pé mesmo, assim começamos a trilha rumo ao Lopo lá pelas 10:45. Achar a trilha é bem simples, basta continuar seguindo a via após a pista de asa-delta até chegar num portal onde se encontra uma placa dizendo que faltam 700m para a Pousada Céu da Mantiqueira. Na mata à esquerda há uma entrada meio escondida que é o início da trilha.
       
      A trilha realmente é muito gostosa de ser feita, passa a maior parte dentro da mata, bem fresco e longe do sol (ajudou bastante para suportar os 30 graus que fazia). Embora seja simples, dá para cansar e há passagens que é necessário uma atenção maior pois um deslize pode ser desatroso, fora que em algumas partes a terra estava muito fofa, o que pode dificultar a estabilidade e pegar de surpresa os mais desatentos. Tendo isso em mente e tomando os devidos cuidade o passeio se torna muito proveitoso.
       
      Antes de chegar na primeira pedra há somente uma bifurcação, que pegamos o da esquerda pois ia em direção à pedra (que não sei qual é). Chegando à primeira pedra é possível subir nela e ter uma visão fantástica, além de ser um bom lugar para uma pausa (tanto que "almoçamos" lá mesmo com um sol de lascar). Para subir ou descer, há duas opções, uma é subir direto pela pedra, outra é ir por um caminho meio escondido à esquerda (olhando para a pedra) que é quase uma escada natural.
       
      Seguindo mais adiante, chega-se sem grandes demoras à Pedra das Flores, um grande platô com uma vista melhor do que da primeira pedra e que serve também como um bom ponto para uma pausa longa. Há muito para ver neste grande platô, sem dúvidas, formações curiosas, flores e pequenos detalhes que supreendem. Daqui é possível enchergar a Pedra do Cume e seguindo em sua direção (ainda na Pedra das Flores) encontra-se duas entradas de trilha que vão no sentido do pico. Ambas irão se afunilar para um ponto comum então qualquer uma delas serve, embora uma (a mais voltada para leste) pareça que vá descer em direção à rodovia Fernão Dias.
       
      Tanto em outro relato quanto de acordo com um rapaz que encontramos na Pedra das Flores, há duas bifurcações antes de chegar no pico e, em ambas, o caminho certo é o direito. Caso você opte em pegar a entrada mais a leste, a primeira bifurcação você realmente pega o da direita, caso contrario você voltará à Pedra das Flores.Se resolver pegar a entrada mais a sudoeste, na primeira bifurcação você pega o caminho da esquerda.
       
      Já na segunda bifurcação, havia uma corda amarrada no caminho da direita e fomos por ela, mas como ela parecia que iria descer até a Fernão Dias, optamos por voltar e pegar o caminho da esquerda. Seguindo nela chegamos na pedra onde supomos ser a Pedra do Cume pois batia com as referências vistas no mapa que o Augusto postou ao relatar sua travessia de 2006 e batia com o que o rapaz que se dizia guia disse sobre o fim da trilha chegar numa escalaminhada entre pedras e alguma mata. A escalaminhada é bem tranquila tirando uma parte apenas que achei mais trabalhosa, requerendo uma maior habilidade e força nos membros, mas nada que um pouco de esforço, determinação, força de vontade e alguém para dar uma mão não resolvam.
       
      A vista lá de cima é fenomenal. alí, os 1780 metros de altitude propciam uma vista simplesmente espetacular, ainda mais quando o tempo está muito bom, praticamente sem nuvens no céu e uma brisa suave mas refrescante, como foi o tempo que estava quando chegamos lá.
      Mais a leste é possível ver uma outra pedra, aparentemente menor do que a do Cume e que parece ser possível de se chegar porém, devido ao fato de estar acompanhado e de ter problemas com tempo eu resolvi não arriscar, mas assim que eu voltar lá com condições de explorar, farei-o sem dúvidas.
       
      Nessa brincadeira toda, chegamos na última pedra (provavelmente a do Cume) perto das 14:00, ou seja, gastamos praticamente três horas nisso sendo que paramos para almoçar na primeira pedra e paramos para apreciar a vista na segunda então, sem paradas longas deve ser possível fazer a ida em duas horas.
       
      A volta foi bem tranquila e mais rápida pois não fizemos longas paradas então chegamos no começo da trilha em cerca de duas horas se não me falha a memória (é, eu não estava controlando o tempo que gastávamos, não queria ter esse estresse lá) pois creio que chegamos na entrada da pousada perto das 16:00. E aqui começava um novo dilema, como voltaríamos para Extrema? O cansaço já tomava conta (mais de ambos, mas em mim também) então descer a pé pela estrada da Embratel seria bem angustiante e demorado, provavelmente não conseguiríamos completá-lo em uma hora e meia ou tinhamos a opção de chamar o táxi e pagar mais uma bagatela para chegarmos mais rápido. Como o cansaço era grande e os mantimentos escassos (o líquido que cada um tinha estava quente e quase no fim) optamos por ir até o restaurante da pousada para nos refrescar primeiro e depois decidir o que fazer, além do que, haveria a possibilidade de encontrarmos alguma alma caridosa na pousada que estivesse voltando e pudesse dar uma carona para nós.
       
      Decidido que decidiríamos mais tarde, fomos rumo à pousada que ficava a 700 metros, uma caminhada curta comparada aos supostos 26km da trilha que acabávamos de superar mas extremamente longa se contar o cansaço que tomava conta das pernas. Para a nossa sorte não tivemos que andar muito pois perto do que considerei a metade do caminho, um carro vinha em nossa direção e, olhem só, com apenas uma pessoa, o motorista! Demos um sinal e o rapaz que dirigia parou e confirmou que estava descendo para Extrema e, para a nossa sorte novamente, nos concedeu uma carona até lá! A felicidade tomou conta geral e lá fomos nós três ocupar os bancos vazios do carro! Isso nos economizou praticamente uma hora e pouco de caminhada pois chegamos perto da rodoviária de Extrema as 16:30 e, vejam só, mais uma cartada de sorte, conseguimos pegar o ônibus que saia as 16:30 para Bragança Paulista!
       
      Assim terminava o nosso bate-volta para Extrema, onde tivemos a oportunidade de atravessar a divisa SP-MG umas 20 vezes.
       
       
      Agora detalhes de horários, preços e companhias.
      De Campinas à Bragança Paulista as opções mais interessantes para um bate-volta seriam:
      Viação Fenix saindo às 6:30 (com chegada para as 7:50) ou às 7:30 (com previsão de chegar às 8:50). R$13,62
      Optamos pela primeira opção pois de Bragança Paulista até Extrema as opções eram:
      Viação Cambuí saindo às 9:00 (com chegada para 9:50) ou o circular saindo às 9:15 (com chegada prevista para 10:05). O das 9:00 era direto e custava R$5,20 se não me engano. O circular é um ônibus urbano e custava R$2,60 (mais barato mas fica parando aqui e ali para pegar gente).
       
      Em Extrema, pagamos R$40 pro taxista nos levar da rodoviária até a rampa de asa delta . Salgado mas foi possível aproveitar melhor a trilha.
       
      De Extrema para Bragança Paulista temos:
      Circular saindo 16:30 ou 17:30 ou o direto saindo às 18:00 (todos com previsão de 50 minutos).
      Desses não faz diferença qual pegar, mas o mais seguro é pegar no máximo o das 17:30 pois de Bragança à Campinas o último ônibus sai às 19:00.
       
      Bom, isso ae pessoal. Agradeço ao Júnior, rapaz gente fina que nos deu carona da pousada até Extrema. Ele não conhecia este fórum e, embora eu tenha dito sobre sua existência, não sei se ele vai entrar e ler este relato mas está valendo.
      Até a próxima.
    • Por Diogo Rodrigues
      Fui com mais dois amigos para Extrema, sul de Minas Gerais, Saindo do ABC Paulista,
      Dá mais ou menos 120km de distância, e é bem tranquilo para chegar.

      Chegamos na cidade e passamos em um mercado para comprar algumas frutas e pão para levar de lanche na trilha. Depois partimos para a primeira parada na estrada para lá: A rampa de asa delta, que também é um mirante lindo da região. Fiz um voo de drone lá, além de algumas fotos.

      Voltamos ao caminho, e logo achamos o fim da linha, uma casa onde é cobrado um valor para deixar o carro, além de um valor por pessoa para entrar na trilha. Não tínhamos dinheiro, somente cartão, e depois de conversar e explicar para a pessoa a situação, ele deixou parar o carro e entrarmos nós 3, de graça.
      A trilha é de nível bem fácil no começo, ficando um pouco mais difícil no final, onde é necessário fazer uma escalaminhada.
      A primeira parada é a pedra dos cabritos, uma pedra um pouco pontuda, mas que é bem tranquilo para subir em seu topo. A vista é sensacional, depois da pedra do pico, é a que achei mais roots. Dá uma vista linda da pedra das flores, e da pedra do pico. De cima dela, vimos um pássaros verdíssimo voando e cantando. Surreal.

      Voltamos a trilha, e depois de pouco mais de 25 minutos, chegamos a pedra das flores. A pedra é enorme, e tinha bastante gente com cachorro. Paramos lá para admirar, tirar fotos, e fazer um lanche. Descansamos por uma meia hora, e partimos para o destino final: a pedra do cume.
      Andamos um pouco mais que o normal, e o caminho foi ficando cada vez mais íngreme. Até que chegamos na hora mais complicada, porém mais emocionante: algumas pedras serviam de apoio para os pés, e uma corda com alguns nós era o apoio. Você precisa subir puxando a si mesmo com uma corda. Pouco abaixo, o abismo.
      Alguns ralados depois, chegamos ao cume, que vista linda!
      Fiz um voo de drone que rendeu imagens lindas de lá de cima, realmente vale muito a pena subir!
      Por sorte o vento estava fraco, e o tempo lindo.

      Bem longe no horizonte víamos algumas nuvens pretas, então partimos em direção a trilha novamente, para retornar a cidade de Extrema.

      Comemos um prato feito de 13 reais em Extrema, e voltamos para São Paulo renovados com a energia da montanha.
       
      Vídeo da viagem:
       
      Good trips!
    • Por Flávio Guerreiro
      Um dos lugares mais belos do Sul de Minas, fica na cidade de Extrema MG.
      Após passar pelas rampas seguir pela trilha da Pedra das Flores.
      Aproximadamente 1 hora de caminhada, avistará o destino (Pedra Cume - 1.780 m)

       
      A partir daí a trilha ficará com um nível maior de dificuldade com subidas e escalaminhadas.
      Uma dica, se precisar de água, existe uma bica praticamente na base da Pedra Cume
      Basta sair da trilha principal onde tem uma bifurcação à sua esquerda, 5 minutos caminhando e encontrará essa bica que poucos sabem da sua existência e que pode ajudar muito nas caminhadas e acampamentos

       
      Chegando ao Cume, existe um local estratégico para montar a barraca (não aconselho montar mais de uma devido ao espaço e as correntes de vento)

       
      Se quiser fazer uma fogueira, terá que descer toda a pedra para colher lenha na base (não significa que irá cortar as árvores e sim pegar as que estão no chão ...assim como também não vai colocar fogo na serra, seja sempre cauteloso em relação a fogo.


       
      Tudo pronto é só curtir o visual




       
      Se quiser assinar o livro do Cume, basta uma corda e conhecimentos básicos de escalada
      MUITO CUIDADO, POIS SE ALGO DER ERRADO NESTA HORA, O LOCAL É DE DIFÍCIL ACESSO PARA RESGATE E VOCÊ PODE ESTAR COLOCANDO SUA INTEGRIDADE FÍSICA EM RISCO ãã2::'>


       
      Cuidado com as correntes de vento na madrugada e bom acampamento!

       
      Se precisar de Guia Local, basta acionar :
      https://www.facebook.com/SerraDoLopoExtremaMg
×