Ultimamente muita gente tem escutado ou assistido muita coisa sobre o famosoDeserto do Jalapão. Mas afinal…
É lindo mesmo? É fantástico.
É diferente de muitos lugares do Brasil e do mundo? Muito.
É “bruto” mesmo? Mais ou menos (para quem está acostumado com ecoturismo)
Os circuitos são caros? São. Mas também porque os pontos de interesse são bem distantes entre si, o que justifica o valor cobrado.
OParque Estadual do Jalapãofica localizado no estado deTocantins. O nome Jalapão vem da plantaJalapa-do-Brasil, muito encontrada na região, que possui uma raiz que é usada como remédio e também na cachaça. Conta o Guia “Cabra Raiz” que quando alguém estava muito bêbado o povo gritava:“Eita Jalapão bom!”, daí veio o nome. O circuito total do Parque Estadual do Jalapão é de aproximadamente 1400 km e a ordem das cidades base do circuito é Ponte Alta -a maior delas-, Mateiros, São Felix e Novo Acordo.
Como chegar:
Você precisa pegar um voo para o aeroporto de Palmas. Geralmente as empresas te pegam no hotel em Palmas de manhã bem cedo, onde você mesmo fará uma reserva para pernoitar. Algumas oferecem transfer do aeroporto até o hotel escolhido, mas é necessário verificar diretamente com elas.
Escolha das empresas/agências:
Tem que contratar alguma agência ou guia? Aconselho fortemente. O circuito não tem como ser feito em carro convencional, tem que ser 4×4. Até se você tiver um ou alugar, a estrada não é bem sinalizada e se tiver algum problema terá que esperar alguém passar e pedir para avisar, pois não há sinal de internet para ligar.
Há várias opções de empresas/agências. Os valores variam de acordo com aduração do circuito(de 4 a 7 dias ), se for feriado ou final de semana e o tipo do carro também. Geralmente essa variação é deR$ 1900,00 a R$3.500,00. Cuidado para o barato não sair caro. A estrada é de terra e bem esburacada, então escolha um bom carro. Vi muitos jeeps considerados excelentes na cidade, parados por algum problema. Então, pergunte sobre o carro (se não entender sobre, como eu, use o google) – você passará uma boa parte do dia dentro dele-, se terá transfer do aeroporto até o hotel de pernoite e os atrativos incluídos. As pousadas onde você pernoitará durante o circuito e o lanche/almoço geralmente já estão inclusos no valor total, mas sempre pergunte para se certificar de tudo e para você acompanhar se farão alterações no decorrer do passeio. Guarde essas informações com você durante a viagem. No meu caso, fiz o circuito de 4 dias : 2 dias em uma Pajero Dakar, excelente. Já os outros 2 dias..
Se você quiser uma experiência mais “raiz”, há uma empresa que faz um passeio noestilo Safarie a acomodação é em um acampamento diferenciado. Quem quiser os nomes das agências que fiz o passeio, Guia ou sugestões: entre em contato comigo aqui pelo blog ou nossa página do Facebook.
Para deixar este relato mais organizado, escreverei as atividades realizadas a cada dia daExpedição Jalapão.
Na noite anterior, pegamos um voo do Aeroporto Santos Dumont para o Aeroporto de Palmas com chegada às 1 da madruga. De lá fomos direto para o Hotel Araguaia, em Palmas para cochilar. Saímos as 4:30 da manhã em direção a Ponte Alta,que é oPortal do Jalapão.
Passamos porTaquaruçuque estava com placas novas com informações turísticas de várias atividades que podem ser realizadas no local e uma delas é uma trilha de 1,5 km para a conhecidaCachoeira da Roncadeira, que é a maior queda d’água de Taquaruçu.
Chega um momento em que a pista vira a lua, cheia de crateras. E olha que ainda não é a parte da estrada de terra hein. Não há a opção sem emoção.rs. Até porque você está no Deserto do Jalapão!
Finalmente chegamos emPonte Altae tomamos café por volta de 07:30. A previsão para chegar na nossa parada para almoço era 11:20 nas dependências da antigaFazenda do Pablo Escobar. O almoço era um Picnic bem farto, onde provei a famosapaçoca(farinha e carne de sol ).
E finalmente o primeiro atrativo natural: aCachoeira da Velha, onde foi gravado o filme “Deus é Brasileiro”. Muito linda e com um volume de água incrível, me fez lembrar as Cataratas do Iguaçu. Dizem que o nome foi dado para uma senhora que vivia lá com seu marido, porém o mesmo faleceu e ela ficou por lá ainda por muito tempo naquela região.
Saindo de lá, chegamos rapidinho naPraia do Rio Novo, também conhecida comoPrainha. Um lugar para esticar as pernas e relaxar. Vimos algumas pessoas chegando pelo rio de bote e caiaque. Ficamos até as 14h e partimos para ver o pôr do sol nasDunas do Jalapão.
No caminho pudemos observar como o céu estava lindo. É uma imensidão que você se sente em uma redoma pintada com vários tons de azul e nuvens branquinhas.
Às 16:15 paramos naComunidade Quilombola Rio Novo, ponto para usar o banheiro (1 real) e experimentarsorvetes de frutas da regiãocomo cajá ,buriti e catolé por 6 reais o potinho.
Continuamos nosso caminho para finalmente chegar nasDunasdo Jalapãoque fica naSerra do Espírito Santo. Que lugar incrível! Parece um deserto com vários oásis ao redor. E vamos para as fotos tão pensadas, só que nenhuma deu muito certo. Mas isso não importa porque o cenário é tão bonito que qualquer pose fica boa. Às 18h descemos pois não é permitido ficar além deste horário e há fiscalização
Chegamos 19:40 para jantar na Pousada Beira da Mata emMateiros, onde passaríamos a noite também. O quarto e o banheiro eram bem melhores do que eu esperava.
A programação do dia seguinte era levantar às 3 da manhã e ver onascer do sol na Serra do Espírito Santo, mas resolvi ficar e dormir um pouco mais porque o dia ainda seria longo.
Day 2
Hoje o dia começou com os tão esperadosfervedouros.Fervedouros são piscinas naturais formadas nas nascentes de rios, onde é impossível afundar devido a pressão com que a água “brota”. Fui informada que há 12 fervedouros no Jalapão cadastrados e liberados para banho. Um deles uma agência antiga na região(aquela que faz o Safari) comprou e é exclusivo.
O primeiro do dia foi oFervedouro dos Buritis. Chegamos e tinha uns 4 grupos na frente aguardando. Há um riacho caso queira se banhar enquanto espera sua vez e uma base com “restaurante”, banheiros e tomadas para carregar seus equipamentos. A custo da visitação é 15 reais por 20 minutos cronometrados em grupos de 10 pessoas, ou seja só dá para tirar fotos e o tempo passa muito rápido.
Segundo fervedouro:Fervedouro do Ceiça. Chegamos 11:40 porém só entramos 12:50, motivo: vários grupos na frente. Mas que coisa linda! Vale muito a pena esperar. Ele tinha mais pressão que o dos Buritis e é o mais antigo da região.
Depois hora do almoço no Camping e Restaurante do Vicente. Almoço bem simples, porém bem temperado que já estava incluído mas para quem for de forma particular custa R$ 30.
O tesouro seguinte foi aCachoeira da Formiga, a minha surpresa. Não esperava que fosse tão bonita, agradável de se ficar e com uma cor impressionante! A entrada custa 20 reais.
Seguimos para oPovoado Mumbucapara a loja que vendeartesanato feito de Capim dourado.
Logo depois a segunda surpresa: oFervedouro Encontro das Águas. Incrível! Foi o de maior pressão que visitamos. Não tem como afundar de jeito nenhum. E depois dele o melhor lugar para se limpar da areia fina entranhada na sua alma é noEncontro das Águas, que é o encontro doRio Soninho(mais frio) com oRio Formiga(mais quente).
Depois de 2hs de estrada de barro esburacada chegamos emSão Félix para jantar e descansar, porque muito mais estava por vir no dia seguinte.
Gostou? Então não perca o próximo post, onde você vai saber sobre os outros 2 dias da Expedição Jalapão e dicas importantes.
Os Encantos do Deserto do Jalapão. Dias 1 e 2.
Ultimamente muita gente tem escutado ou assistido muita coisa sobre o famoso Deserto do Jalapão. Mas afinal…
É lindo mesmo? É fantástico.
É diferente de muitos lugares do Brasil e do mundo? Muito.
É “bruto” mesmo? Mais ou menos (para quem está acostumado com ecoturismo)
Os circuitos são caros? São. Mas também porque os pontos de interesse são bem distantes entre si, o que justifica o valor cobrado.
O Parque Estadual do Jalapãofica localizado no estado de Tocantins. O nome Jalapão vem da planta Jalapa-do-Brasil, muito encontrada na região, que possui uma raiz que é usada como remédio e também na cachaça. Conta o Guia “Cabra Raiz” que quando alguém estava muito bêbado o povo gritava: “Eita Jalapão bom!”, daí veio o nome. O circuito total do Parque Estadual do Jalapão é de aproximadamente 1400 km e a ordem das cidades base do circuito é Ponte Alta -a maior delas-, Mateiros, São Felix e Novo Acordo.
Como chegar:
Você precisa pegar um voo para o aeroporto de Palmas. Geralmente as empresas te pegam no hotel em Palmas de manhã bem cedo, onde você mesmo fará uma reserva para pernoitar. Algumas oferecem transfer do aeroporto até o hotel escolhido, mas é necessário verificar diretamente com elas.
Escolha das empresas/agências:
Tem que contratar alguma agência ou guia? Aconselho fortemente. O circuito não tem como ser feito em carro convencional, tem que ser 4×4. Até se você tiver um ou alugar, a estrada não é bem sinalizada e se tiver algum problema terá que esperar alguém passar e pedir para avisar, pois não há sinal de internet para ligar.
Há várias opções de empresas/agências. Os valores variam de acordo com a duração do circuito(de 4 a 7 dias ), se for feriado ou final de semana e o tipo do carro também. Geralmente essa variação é de R$ 1900,00 a R$3.500,00. Cuidado para o barato não sair caro. A estrada é de terra e bem esburacada, então escolha um bom carro. Vi muitos jeeps considerados excelentes na cidade, parados por algum problema. Então, pergunte sobre o carro (se não entender sobre, como eu, use o google) – você passará uma boa parte do dia dentro dele-, se terá transfer do aeroporto até o hotel de pernoite e os atrativos incluídos. As pousadas onde você pernoitará durante o circuito e o lanche/almoço geralmente já estão inclusos no valor total, mas sempre pergunte para se certificar de tudo e para você acompanhar se farão alterações no decorrer do passeio. Guarde essas informações com você durante a viagem. No meu caso, fiz o circuito de 4 dias : 2 dias em uma Pajero Dakar, excelente. Já os outros 2 dias..
Se você quiser uma experiência mais “raiz”, há uma empresa que faz um passeio no estilo Safari e a acomodação é em um acampamento diferenciado. Quem quiser os nomes das agências que fiz o passeio, Guia ou sugestões: entre em contato comigo aqui pelo blog ou nossa página do Facebook.
Para deixar este relato mais organizado, escreverei as atividades realizadas a cada dia da Expedição Jalapão.
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Day 1
Na noite anterior, pegamos um voo do Aeroporto Santos Dumont para o Aeroporto de Palmas com chegada às 1 da madruga. De lá fomos direto para o Hotel Araguaia, em Palmas para cochilar. Saímos as 4:30 da manhã em direção a Ponte Alta, que é o Portal do Jalapão.
Passamos por Taquaruçu que estava com placas novas com informações turísticas de várias atividades que podem ser realizadas no local e uma delas é uma trilha de 1,5 km para a conhecida Cachoeira da Roncadeira, que é a maior queda d’água de Taquaruçu.
Chega um momento em que a pista vira a lua, cheia de crateras. E olha que ainda não é a parte da estrada de terra hein. Não há a opção sem emoção.rs. Até porque você está no Deserto do Jalapão!
Finalmente chegamos em Ponte Alta e tomamos café por volta de 07:30. A previsão para chegar na nossa parada para almoço era 11:20 nas dependências da antiga Fazenda do Pablo Escobar. O almoço era um Picnic bem farto, onde provei a famosa paçoca (farinha e carne de sol ).
E finalmente o primeiro atrativo natural: a Cachoeira da Velha, onde foi gravado o filme “Deus é Brasileiro”. Muito linda e com um volume de água incrível, me fez lembrar as Cataratas do Iguaçu. Dizem que o nome foi dado para uma senhora que vivia lá com seu marido, porém o mesmo faleceu e ela ficou por lá ainda por muito tempo naquela região.
Saindo de lá, chegamos rapidinho na Praia do Rio Novo, também conhecida como Prainha. Um lugar para esticar as pernas e relaxar. Vimos algumas pessoas chegando pelo rio de bote e caiaque. Ficamos até as 14h e partimos para ver o pôr do sol nas Dunas do Jalapão.
No caminho pudemos observar como o céu estava lindo. É uma imensidão que você se sente em uma redoma pintada com vários tons de azul e nuvens branquinhas.
Às 16:15 paramos na Comunidade Quilombola Rio Novo, ponto para usar o banheiro (1 real) e experimentar sorvetes de frutas da região como cajá ,buriti e catolé por 6 reais o potinho.
Continuamos nosso caminho para finalmente chegar nas Dunas do Jalapão que fica na Serra do Espírito Santo. Que lugar incrível! Parece um deserto com vários oásis ao redor. E vamos para as fotos tão pensadas, só que nenhuma deu muito certo. Mas isso não importa porque o cenário é tão bonito que qualquer pose fica boa. Às 18h descemos pois não é permitido ficar além deste horário e há fiscalização
Chegamos 19:40 para jantar na Pousada Beira da Mata em Mateiros, onde passaríamos a noite também. O quarto e o banheiro eram bem melhores do que eu esperava.
A programação do dia seguinte era levantar às 3 da manhã e ver o nascer do sol na Serra do Espírito Santo, mas resolvi ficar e dormir um pouco mais porque o dia ainda seria longo.
Day 2
Hoje o dia começou com os tão esperados fervedouros. Fervedouros são piscinas naturais formadas nas nascentes de rios, onde é impossível afundar devido a pressão com que a água “brota”. Fui informada que há 12 fervedouros no Jalapão cadastrados e liberados para banho. Um deles uma agência antiga na região(aquela que faz o Safari) comprou e é exclusivo.
O primeiro do dia foi o Fervedouro dos Buritis. Chegamos e tinha uns 4 grupos na frente aguardando. Há um riacho caso queira se banhar enquanto espera sua vez e uma base com “restaurante”, banheiros e tomadas para carregar seus equipamentos. A custo da visitação é 15 reais por 20 minutos cronometrados em grupos de 10 pessoas, ou seja só dá para tirar fotos e o tempo passa muito rápido.
Segundo fervedouro: Fervedouro do Ceiça. Chegamos 11:40 porém só entramos 12:50, motivo: vários grupos na frente. Mas que coisa linda! Vale muito a pena esperar. Ele tinha mais pressão que o dos Buritis e é o mais antigo da região.
Depois hora do almoço no Camping e Restaurante do Vicente. Almoço bem simples, porém bem temperado que já estava incluído mas para quem for de forma particular custa R$ 30.
O tesouro seguinte foi a Cachoeira da Formiga, a minha surpresa. Não esperava que fosse tão bonita, agradável de se ficar e com uma cor impressionante! A entrada custa 20 reais.
Seguimos para o Povoado Mumbuca para a loja que vende artesanato feito de Capim dourado.
Logo depois a segunda surpresa: o Fervedouro Encontro das Águas. Incrível! Foi o de maior pressão que visitamos. Não tem como afundar de jeito nenhum. E depois dele o melhor lugar para se limpar da areia fina entranhada na sua alma é no Encontro das Águas, que é o encontro do Rio Soninho (mais frio) com o Rio Formiga (mais quente).
Depois de 2hs de estrada de barro esburacada chegamos em São Félix para jantar e descansar, porque muito mais estava por vir no dia seguinte.
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Até o próximo post, viajantes! XOXO